O que é necessário para que me salve?

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Re: O que é necessário para que me salve?

Mensagem por RenatoPaulo em Qua Jan 04, 2012 6:15 pm

eleito escreveu:
Não Renato... primeiro tem de entender as cartas e só depois poderá entender os 4 Evangelhos... se compreender as cartas verá que estas passagens que citou dos Evangelhos estão também elas de acordo com o que digo... Paulo fala directamente mas Cristo sempre falou por parábolas...

Eleito,a mim o que me interessa acima de tudo é o que Cristo a mim me diz por meio dos Seus 4 Evangelhos.
Quando tinha a idade de 4 a 5 anos comecei a gostar imenso de Jesus Cristo e nem sequer conhecia Seu Evangelho nem tao pouco as cartas de S.Paulo.
Com a idade de 13-14 anos comecei a ler a Bilbia,mas apenas li os 4 Evangelhos(Mateus,Lukas,Joao e Marcos),pois tive "preguica"de ler as cartas e atos dos apostolos.
Mas mesmo assim sempre entendi as Suas parabolas,sem ninguem mas explicar.


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Re: O que é necessário para que me salve?

Mensagem por RenatoPaulo em Qua Jan 04, 2012 6:36 pm

eleito escreveu:
Você não se considera salvo!!
Se é Cristo que o salva e vocẽ diz que é faz obras a pensar na salvação, porque não se considera salvo então?
Será porque Cristo ainda não o conseguiu salvar?

Eu acredito que Jesus não se vai esquecer de mim,quando chegar a minha hora de partir deste mundo.Mas não sei se estou salvo!Apenas Cristo o sabe.
Como Catolico que sou,acredito que irei primeiro pagar minhas culpas no Purgatorio.
Se eu for para o Purgatorio,serei de momento o homem mais feliz do mundo!!

Alem disso Eleito...
Eu recebi de Deus um grande Dom.Sou um artista(pintor e escultor).
Ora se eu nunca estudei,tambem nunca consegui um diploma como é obvio.
Assim não tenho meios de sobreviver com a minha arte.Sou obrigado a trabalhar num trabalho normal onde não preciso de estudos.
Tambem não tenho talento para ser um homem de negocios para negociar os precos de minhas pinturas.Quando alguem me pergunta quanto custa um quadro meu,eu não lhe consigo responder porque tenho medo que essa pessoa ache caro o meu trabalho.
Ora assim decidi viver no anonimato e pintar para Deus.
Pinto caras de pessoas alegres e tristes,pinto paisagens maravilhosas com muita energia,pinto tudo e mais alguma coisa.
Percebi ultimamente que esse Dom que Deus me deu,servirá tambem para provar minhas obras:
Por um lado as pessoas se encantarão com minha arte e entenderão que eu sem a ajuda de Deus não as poderia fazer sozinho.
Por outro lado,espero conseguir expor nas Caritas aqui onde moro,para com o que render os quadros ajudar os pobres.
Ora isso faço porque a Fé que tenho em Jesus Cristo me obriga automaticamente a fazer essas obras.

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Re: O que é necessário para que me salve?

Mensagem por RenatoPaulo em Qua Jan 04, 2012 7:06 pm

Ora,sem vaidades repare vc nestes meus trabalhos:

Menino cego a lapis:


"Tristeza"lapis:


Vc não acha que isto é um Dom de Deus?
Claro que sim!

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Re: O que é necessário para que me salve?

Mensagem por RenatoPaulo em Qua Jan 04, 2012 7:07 pm

Mas nem por isso me considero salvo.
Apenas Deus o sabe!

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Re: O que é necessário para que me salve?

Mensagem por RenatoPaulo em Qua Jan 04, 2012 7:27 pm

Este ano vou de ferias a Portugal.
Se precisares de um quadro avisa-me.
Se o quiseres pagar,não precisas de o pagar a mim.Apenas podes dar o que quiseres a alguem que precise e esteja a passar por dificuldades.

A paz para ti tambem.

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Re: O que é necessário para que me salve?

Mensagem por Geovanni146 em Qua Jan 04, 2012 7:56 pm

Mais uma vez CarlosB...

Desculpe o atraso, o tempo hoje está sendo meio curto.

Você disse: Eu é que sou o fechado e você è que não conhece o significado das palavras. Então presdestinação é sò o que ouve? Não è tambèm o que prega? Porque não vê como paulo foi chamado em galatas 1:14? Não é isso predestinação? Uns foram predestinados para pregar, outros para crer. Você é que me julga constantemente chamando-me fechado quando fala do que não sabe. Econtinua a julgar o meu modo de falar como se eu me regesse pela sua oplnlão. Porque se não gosta é sò não me dirigir a palavra. Eu, porém, gostava que não fosse assim.

Não pode ser só uma palavra, seu CarlosB. Tem que vir com todo o significado. 

Assim escreve São Paulo a Timóteo:"Deus quer que todos os homens sejam salvos" (I Tim, II, 4). 

Para você isso não seria verdade, porque Deus já teria criado alguns destinados para o inferno, o que contradiz a bondade e a justiça de Deus. O sr. pode negar isso à vontade. Sua negativa não muda nem a História, nem os textos da Escritura, nem o juízo infalível da Igreja Católica.

Não estou a lhe julgar CarlosB, aqui estamos num forum livre e o senhor tem os mesmos direito que eu, não fosse assim não seria forum livre, só temos que respeitar as regras. Lhe mostrar um equívoco não é julgamento!

O senhor não quer mais que eu lhe dirija a palavra. Tudo bem, sigamos assim.

Passe bem.
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Re: O que é necessário para que me salve?

Mensagem por Geovanni146 em Qua Jan 04, 2012 8:06 pm

Olá RenatoPaulo...

Estou impressionado com sua obra de arte. Quando numa outra oportunidade você me falou a respeito, não imaginei que o seu dom foce assim tão fabuloso. É! Só pode ser mesmo dom de Deus, estou convencido agora.

Abraço.

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Re: O que é necessário para que me salve?

Mensagem por RenatoPaulo em Qua Jan 04, 2012 8:34 pm

CarlosB escreveu:
Fabricio escreveu:Prezados,

Infelizmente não tenho entrado no fórum com muita freqüência nos últimos dias, falta-me tempo por causa de minhas atividades profissionais...

Vendo o que foi escrito até agora, poderia eu voltar a citar outros versos das Escrituras, colocar os que já foram citados no devido contexto... enfim, haveria muito sobre o que falar. Mas o histórico dos nossos opositores mostra que eles não querem debater, vejamos como está a tônica do debate:

Nossos opositores questionam-nos a cerca da soteriologia católica. Nós apresentamos-lhes o ensinamento da Igreja. Eles rejeitam, dizendo que tal ensinamento discorda da Escritura, e apresentam uma nova tese corroborada por nada mais nada menos que a própria interpretação deles. Refutamos-lhes a tese apresentando a contundente Carta de São Tiago. Eles não aceitam, pois para eles este livro não é inspirado (pasmem, para fundamentar sua doutrina, eles são capazes de alterar o cânon bíblico!). Pois bem, apresentamos-lhes passagens contundentes do livro de Apocalipse. Eles novamente rejeitam, dizendo que este livro é elevado demais para nosso entendimento, portanto não devemos citá-lo. Apresentamos-lhes a “parábola dos talentos”, eles novamente rejeitam, dizendo que não entendemos esta parábola (e também não nos dizem qual seria o entendimento correto), portanto não podemos também citá-la. Ainda apresentamos-lhes inúmeros versos das Escrituras os quais dizem que “Deus julgará cada qual segundo suas obras”. Eles rejeitam, dizendo que nem vale a pena comentar tais passagens. Por fim, questionamos-lhes, dizendo que esta tese não encontra eco na memória cristã, de forma que não é possível encontrar quem a defenda antes do século XVI e está em pleno desacordo com a literatura patrística. Eles novamente rejeitam, acusando-nos de idolatrar homens.

Ora, senhores, não somos nós que idolatramos homens, são os senhores que idolatram a si próprios.
~


Por acaso já apresentamos alguma passagem que não estivesse na bíblia? Ou a bíblia só é as partes que você quer? Agora já não é toda a escritura boa? Você ainda não soube responder uma só pergunta do que eu tenho aqui escrito. No entanto, eu respondo-lhe a toda a passagem que quiser. Mas você só tem tido conversa fiada, porque não debate em vez de estar acusar? Mostre-me o meu erro, isso sim seria sinal de inteligência. Agora condenar sem sentido, parece-me no mínimo sinal de total imaturidade. Assim se procede quando não há argumentos, e quando nos fechamos em nossas próprias obras, dizendo que é por elas que vamos ser salvos. Porque se somos condenados por elas, logo também seremos salvos por elas. Que tolice. Eu nunca rejeitei falar de coisa alguma.Se quer falar de parábolas, falemos de parábolas. No entanto se não percebem o que é simples, como vão entender as parábolas? Mas que assim seja!

Carlos!
Em nome de Jesus Cristo ordeno-te que te cales,porque tua Fé é falsa.
Todo aquele que crê genuinamente em Jesus Cristo Nosso Deus é absolutamente normal exibir as mesmas características de nosso Pai,como por exemplo:
ser bom,gentil,alegre,longânimo,benigno,misicordioso,etc,etc,etc
É normal nos assemelharmos e refletirmos a Deus nosso Pai.O mesmo acontece com nossos filhos,pois é natural que eles se assemelhem e reflitam um comportamento parecido com o nosso,pois são nossos filhos.
Assim os Filhos de Deus se assemelham e refletem a Deus,que vive em seus corações.
Isso não acontece com aqueles que não são Seus filhos,porque eles não refletem a Deus e não podem fazê-lo já que não são seus filhos.
E como alguém pode refletir a Deus? É simples: nas caracteristicas que ele exibe,nos frutos que ele produz,e nas suas obras.As obras e os frutos manifestam de quem somos verdadeiramente filhos.

Aqui tens palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo:

São João,8:38-47
"Eu falo das coisas que vi junto do Pai; vós também deveis fazer o que ouvis ao vosso pai».
As autoridades dos judeus disseram a Jesus: «O nosso pai é Abraão». Jesus disse: «Se sois filhos de Abraão, fazei as obras de Abraão.
Agora, porém, quereis matar-Me, e o que Eu fiz foi dizer a verdade que ouvi junto de Deus. Abraão nunca fez isso.
Vós fazeis a obra do vosso pai». Então eles replicaram: «Não somos filhos ilegítimos; só temos um pai, que é Deus».
Jesus disse: «Se Deus fosse vosso Pai, amar-Me-íeis, porque Eu saí de Deus e venho d'Ele. Não vim pela minha própria vontade, mas foi Ele que Me enviou.
Por que motivo não compreendeis o que Eu digo? É porque não sois capazes de ouvir a minha palavra.
O vosso pai é o diabo, e quereis realizar o desejo do vosso pai. Desde o começo ele é assassino e nunca esteve com a verdade, porque nele não existe verdade. Quando ele profere a mentira fala do que é dele, porque ele é mentiroso e pai da mentira.
Eu falo a verdade, e por isso não acreditais em Mim.
Quem de vós pode acusar-Me de pecado? Se digo a verdade, porque é que não acreditais em Mim?
Quem é de Deus ouve as palavras de Deus. Vós, porém, não ouvis, porque não sois de Deus."

Se não conseguires perceber isto,é porque na verdade apenas queres tentar alguns membros deste forum e actuas em nome de satanas,aquele que te controla.Por esse motivo,nem vale a pena escrever aqui algo mais,porque a ti falta-te a ajuda do Espirito Santo para conseguires entender o que aqui é escrito.

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Re: O que é necessário para que me salve?

Mensagem por RenatoPaulo em Qua Jan 04, 2012 8:42 pm

Mateus 7 : 21
“Nem todo que me diz, “Senhor, Senhor” entrará no reino dos Céus, mas aquele que faz a vontade do meu Pai que está no céu.”

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Re: O que é necessário para que me salve?

Mensagem por RenatoPaulo em Qua Jan 04, 2012 8:45 pm

Quando há verdadeira fé no coração do homem,as obras fluem naturalmente assim como os frutos são naturalmente produzidos em uma árvore.

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Re: O que é necessário para que me salve?

Mensagem por RenatoPaulo em Qua Jan 04, 2012 8:51 pm

Todo aquele que diz ter fé,mas não pratica obras,não é nascido de novo e como consequência disto a única coisa que ele apresenta é a natureza caida de Adão.

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Re: O que é necessário para que me salve?

Mensagem por RenatoPaulo em Qua Jan 04, 2012 8:58 pm

CarlosB escreveu:
Renato escreveu:
Carlos!
Em nome de Jesus Cristo ordeno-te que te cales,porque tua Fé é falsa.

Renato, vai ver se estou na esquina!

Ja te disse a ti que tu a mim não me encantas.
Jesus Cristo a mim não me abandona!
Vou vencer a morte sem medo e partirei com alegria deste mundo.
Pois Jesus concerteza me purificará e eu serei puro.

Mas ate esse momento vir,eu sempre que esteja consciente combaterei o maligno.

Mas nunca irei dizer que ja estou salvo!
Não Tentarás o Senhor teu Deus!

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Re: O que é necessário para que me salve?

Mensagem por RenatoPaulo em Qua Jan 04, 2012 9:02 pm

E mesmo sendo de descendencia Judaica,me considero um cristão-novo.Um Catolico genuino!
Por isso nunca tentarei o Senhor meu Deus!

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Re: O que é necessário para que me salve?

Mensagem por RenatoPaulo em Qua Jan 04, 2012 9:06 pm

O meu manto foi sacudido

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Re: O que é necessário para que me salve?

Mensagem por Geovanni146 em Qua Jan 04, 2012 9:29 pm

Prezado CarlosB,

Desculpe a impertinência, sem querer desprezar tudo que o senhor escreveu, mas esse é o meu entendimento.

Deus, desde toda a eternidade, conhece e elege os santos. Isto não significa que esta eleição anule o livre arbítrio deles. Como não significa também que Deus não concede a graça suficiente para os demais. 
Deus quer a salvação de todos, e com ninguém Ele é injusto.
Deus não  predestina alguns para o inferno.
Esta eleição dos bons, sem que haja predestinação ao inferno, é um mistério de que conhecemos apenas os limites intransponíveis: 

1) Deus elege apenas os bons sem anular a sua liberdade psicológica e moral; 

2) Ele dá graça suficiente para todos, de modo que quem se perde, só se perde por culpa própria, e nunca por injustiça de Deus. 

Supor que Deus possa ter criado alguns para serem condenados a perdição é uma blasfêmia (desculpe a expressão) contra a bondade e a justiça de Deus Nosso Senhor. 

O mais permanece, para nós, um mistério. 

"E quem és tu, ó homem, para replicares a Deus? Porventura o vaso de barro diz a quem o faz: por que me fizeste assim?" (Rom 9, 20).

Permaneça confiante na misericórdia de Deus, que é infinitamente bom e misericordioso, e que é "amigo dos homens".

Abraço.
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Re: O que é necessário para que me salve?

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Qua Jan 04, 2012 10:39 pm

Caro Renato,

Que beleza as suas pinturas. Isso é um dom muito precioso que Deus lhe deu.

Um grande abraço !
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Re: O que é necessário para que me salve?

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Qui Jan 05, 2012 6:52 am

Caro Geovanni,

Que a paz de Jesus esteja sempre no seu coração !

É muito pertinente esse seu comentário. Comparemos isso com o deseuilíbrio da doutrina dos protestantes. Sabemos que um número incalculável de pagãos existiu antes de Cristo e existem ainda hoje, milhões dos quais têm adorado o Deus verdadeiro, como por exemplo, os maometanos, pagãos estes que não chegaram a ter conhecimento da doutrina de Cristo e que têm a fé mínima a que as Sagradas Escrituras se referem na Carta aos Hebreus, isto é, crêem que existe um Deus e que Ele é remunerador; quanto ao mais, nada sabem da doutrin revelada.

Ora, segundo a doutrina protestante, só a fé é que salva, e as boas obras dos indivíduos não valem para a salvação.

Perguntamos, então: Esta fé mínima - crer em um Deus remunerador - é suficiente para a salvação?

Se é suficiente, todos estes pagãos se salvaram ou ainda se salvam, de maneira que só vão para o inferno os ateus, pois segundo os protestantes, o que salva é a fé independentemente das obras. Neste caso, onde está a justiça de Deus, colocando assim no céu a todo o mundo (com excessão dos ateus), indistintamente, sem nenhuma atenção à maneira de proceder de cada um?

Se não é suficiente, então todos eles se condenam, mesmo que pratiquem as melhores obras deste mundo e se mostrem corretíssimos na sua maneira de proceder, pois as boas obras, segundo os protestantes, não influem na salvação. Estão estes pagãos, irremediavelmente perdidos, porque a sua fé é, na hipótese, insuficiente para salvar. Neste caso, onde está a justiça de Deus, condenando, por não terem fé em Cristo, povos inteiros que, sem culpa sua, desta fé foram privados?

Os protestantes já estão salvos aqui na terra, apesar de todas as suas faltas e imperfeições (as quais temos todos os humanos), quando morrem vão direto para o céu. Assim, fora do protestantismo, são muitos os que inevitavelmente se condenarão. Deus seria, neste caso, não um Pai de Misericórdia, mas um soberano evidentemente injusto e monstruoso, que predestina uns para o céu e outros para a perdição.

Que Deus é este que assim concebem os protestantes, que a inúmeros homens nega qualquer oportunidade para se salvarem, pois a salvação só aceita a fé e nada mais?

"Como crerão àquele que não ouviram? e como ouvirão sem pregador?" (Rm 10,14)

Que Deus é este tão parcial, que aos protestantes dá tudo, e aos demais nega tudo em matéria de salvação?

Será o mesmo Deus da Bíblia "que quer que todos se salvem" (1Tm 2,4), que não tem acepção de pessoas (2Cr 19,7; Rm 2,11; Ef 6,9; Col 3,25; 1Pd 1,17;)?

O único mediador que eles pregam será mesmo Jesus Cristo, "que se deu a si mesmo PARA A REDENÇÃO DE TODOS" (1Tm 2,6)?

Não há lógica, portanto, nesta matéria de dourina protestante da salvação, se não se adimite aquilo que vinos agora mesmo a Bíblia dizer pela pena de São Paulo na sua Epístola aos Romanos: "QUE DEUS HÁ DERETRIBUIR A CADA UM SEGUNDO AS SUAS OBRAS" (Rm 2,6).

Lutero pensava e ainda pensam os protestantes de hoje que se pode alterar facilmente a doutrina verdadeira que Deus deixou neste mundo, e que vem sendo ensinada pela sua Única e Verdadeira Igreja Católica Apostólica Romana. Com a sua ampla liberdade para "mexer" na Bíblia e dela extrair apenas os textos que mais lhes convenham e agradem, os protestantes entenderam de tornar para si muito mais fácil a salvação, fazendo-a depender somente da fé, tornando-a inteiramente independente das boas obras. Mas ao mesmo tempo a tornaram impossível para os pagãos que nenhum conhecimento tiveram de Nosso Senhor Jesus Cristo.

A delirante doutrina da salvação só pela fé, sem as obras, logo se fez acompanhar de outra doutrina ainda mais delirante, horrorosa e blasfema de que Deus predestina uns para o céu e outros para o inferno, a qual já estava contida claramente nas obras de Lutero e foi abertamente ensinada por Calvino.

Por mais que repugne a alguns modernos protestantes esta monstruosa teoria, não há como fugir a ela, na hipótese de que só a fé e nunca as obras do indivíduo é que pode influir na salvação.

Aqueles a quem não chega a luz da revelação ficam assim numa situação irremediável, numa concepção irracional e absurda, totalmente antagônica ao ensino da Bíblia, segundo a qual, Deus é infinitamente bom e quer salvar a todos.

É um grande absurdo que os protestantes vejam perigo de favorecer o orgulho e a presunção de que o homem se salva, para além da fé, praticando as boas obras, e não vejam perigo nenhum em ensinar-se ao povo que somente pela fé ele já está salvo e que as boas obras não influem nem direta nem indiretamente na salvação de nossa alma.

Um grande abraço !

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Re: O que é necessário para que me salve?

Mensagem por RenatoPaulo em Qui Jan 05, 2012 7:30 am

Amigo Flavio,

Obrigado pelo seu comentario.Mas fique sabendo que vc tambem é um artista com a mesma capacidade que eu tenho.
Porque não me adiantaria de nada,se não houvesse pessoas que conseguissem interpretar essas obras de arte tal e qual como elas são,dando-lhe o devido valor.
Assim todo aquele que sabe analizar uma obra de arte,tambem é artista.

E assim deve ser feito,pois essa é a vontade de Deus.
Quando algo de bom se faz no mundo(seja o que for que se faça)deve servir a todos e não apenas a alguns "previligiados".
Por isso me considero um artista de Deus e não um artista de Galeria .Porque pinto para o pobre e para o rico e para ajudar quem precisa.
Foi Deus que me ensinou isso quando a tristeza habitava dentro de mim por causa de meu insucesso.
Hoje finalmente me estou sentindo realizado e conhecendo meu caminho

Ora estas palavras que aqui escrevi neste meu comentario,podem-se adaptar a esta frase:
Quando há verdadeira fé no coração do homem,as obras fluem naturalmente assim como os frutos são naturalmente produzidos em uma árvore.

Assim eu com a fé que tenho em Jesus Cristo,consigo tirar proveito de minha arte para praticar boas obras.Essa Fé me obriga a fazer isso!
Ora se eu tivesse apenas uma falsa fé,concerteza que não produziria boas obras,mas sim apenas pensaria em ganhar dinheiro para satisfazer meus prazeres da carne.

Isto que escrevi,se o analizarmos bem,reparamos que se passa por todo o mundo.
Existe bons artistas e maus artistas.
O artistas de Deus não recebe galardão do mundo.
Mas o artista do mundo recebe gloria e poder desse mesmo mundo.

O Mestre diz-nos que o pior cego é aquele que não quer ver
"O cego"lapis

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Re: O que é necessário para que me salve?

Mensagem por Geovanni146 em Qui Jan 05, 2012 8:08 am

Olá Carlos... Bom dia.

O senhor não entendeu, não estou negando a predestinação como um todo, só não concordo com o tipo de predestinação onde Deus condena irremediavemente uns para a danação eterna e privileia outros ao Céu.eSsas tema da predestinação pode ser encontrado na Suma Teológica de São Tomás de Aquino, se você tiver um tempinho lêia vale a pena.
I , Q. 23 a. 1, a.2, a. 7, a. 8 ; I, 2ae, Q.117, a. 5; II 2ae, Q. 174; III, Q. XXIV, a.1, a. 3;.



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Re: O que é necessário para que me salve?

Mensagem por Geovanni146 em Qui Jan 05, 2012 11:03 am

Prezado Flávio,

Com tudo isso que o amigo expós podemos perceber o desmantêlo neste sistema protestante de aceitar umas partes da Bíblia e negar ouras, falsificando assim o evangelho.

Porque enquanto eles ensinam que a salvação do homem está na FÉ EM JESUS, tudo bem. Porque é realmente seguindo a doutrina de Jesus que nós iremos encontrar o bom caminho para a salvação. 

Todo o mal está em não crer em Jesus, ou em crer, mas não viver de acordo com a sua crença, o que seria uma fé morta, uma fé contraditória, negada e desmoralizada pelas obras.

Mas o desmantêlo começa quando eles vem nos dizer que a fé em Jesus consiste EXCLUSIVAMENTE em aceitar Cristo como nosso Salvador, aí é que está a completa e escandalosa adulteração do Evangelho. 

Não há dúvida que se o Evangelho diz que o homem se salva CRENDO EM CRISTO, cabe ao mesmo evangelho nos dizer no que consiste esta fé. 

Se aceitamos todas as revelações contidas na Bíblia, e se deixarmos Jesus falar como nosso Mestre, como fundador da nossa Igreja, logo se chegará a conclusão que para a salvação, além da fé, é necessário a observância dos mandamentos:

 Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos (Mt 19,17); são necessárias as boas obras, como se deduz claramente da descrição do juízo final (Mt 25, 31-46);

É de grande importância a penitencia: 

 Ai de ti, Corazim, ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e em Sidom se fizessem as maravilhas que em vós foram feitas, já há muito, assentadas em saco e cinza, se teriam arrependido. Portanto, para Tiro e Sidom haverá menos rigor, no juízo, do que para vós (Lc 10, 13-14).

É preciso fazer sacrifícios e renuncias: 

Se o teu olho for para ti ocasião de queda, arranca-o; melhor te é entrares com um olho de menos no Reino de Deus do que, tendo dois olhos, seres lançado à geena do fogo (Mc 9, 47). Em seguida, dirigiu-se a todos: Se alguém quer vir após mim, renegue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me (Lc 9,23).

É preciso orar para se obter a graça, pois sem a graça não se pode praticar a virtude: 

Propôs-lhes Jesus uma parábola para mostrar que é necessário orar sempre sem jamais deixar de fazê-lo (Lc 18,1). Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca (Mt 26, 41).

É preciso receber os sacramentos: 

Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus (Jo 3,5). Jesus, pois, lhes disse: Na verdade, na verdade vos digo que, se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos (Jo 6,53). Aqueles a quem perdoardes os pecados lhes são perdoados; e àqueles a quem os retiverdes lhes são retidos (Jo 20,23).

É preciso obedecer a Igreja:

E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus (Mt 16,19). Se recusa ouvi-los, dize-o à Igreja. E se recusar ouvir também a Igreja, seja ele para ti como um pagão e um publicano (Mt 18,17).

Vemos assim que em vez desta salvação baratíssima, Jesus nos prega uma salvação árdua e penosa: 

Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduzem à perdição e numerosos são os que por aí entram. Estreita, porém, é a porta e apertado o caminho da vida e raros são os que o encontram (7, 13-14).

Sendo assim, se aceitamos a Cristo como aquele que nos dá a salvação devemos aceitá-lo também como aquele que tem o direito de nos impõe , de indicar as condições em que esta salvação é obtida.

Quando se quer reduzir a fé que salva a uma simples aceitação de Cristo como Salvador e ao mesmo tempo dando a cada um o direito de interpretar a Bíblia como intende, os irmãos separados abrem o Céu de par em par a todos os hereges. Isto de doutrina, de ensinamentos de Cristo passa a ter pouca importância, cada um os aceita como acha mais conveniente...

Vejamos na prática. Um homem se arrepende de seus pecados e aceita a Cristo como seu Salvador. De agora em diante, que homem vai ser ele? O mesmo homem combatido pelas paixões próprias e pelas tentações do inimigo, livre para pecar ou deixar de pecar, ou ele é um homem impecável? Acho que cada irmão separado deve olhar sinceramente para dentro de si e ver se se tornou impecável, depois que aceitou a Cristo como Salvador...

Continuando. Se este homem depois peca, e não se arrepende mais, não quer mais corrigir-se, como pode ter a pretenção de já neste mundo conseguir a salvação eterna? Sendo assim como querem os irmãos separados, a salvação dada por Cristo seria uma licença ampla para cada um fazer o que bem quiser e ir para o Céu de qualquer jeito?

Conclusão. Será Flávio, por acaso, que eles estão confiados de que aquele que pecava quando tinha medo da condenação eterna, agora espontaneamente, INFALIVELMENTE vai deixar de pecar, agora que se considera já com a salvação garantida? Mas então isso é ser ingênuo demais e não ter nenhum conhecimento do que é a nossa natureza humana.

Abraço.
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Re: O que é necessário para que me salve?

Mensagem por Geovanni146 em Qui Jan 05, 2012 1:10 pm

CarlosB,

CalosB disse: Geovanni:
isto está dificil, você não aceitou nem comentou uma ùnica passagem minha, anda rodeando as coisas e não aceita a escritura. Deixe por um momento os homens, a igreja, o papa, pense por um pouco pela sua pròpria cabeça, deixe os terceiros. Mostre o erro das passagens biblicas que lhe apresento, doutra forma andamos vagueando pela biblia toda. Estou cansado de escrever tantas passagens biblicas e nâo aceita nenhuma, é o mesmo que dizer que não são verdadeiras, logo é um trabalho inutil. Mostrei-lhe sobre israel,mostrei sobre a igreja de corintios, mostrei sobre o imoral, e muitas mais, mas não crê em nenhuma, assim é impossivel.




Desculpe, mas o senhor está equivocado, não sou eu que nego as escrituras, pelo contrário, é o senhor que está negando quando retirou dela a carta de S. Tiago porque contradiz veementemente sua doutrina.

Sobre as passagens que o senhor nos apresenta já foi largamente expresso que estão fora do contexto daquilo que realmente o Apóstolo nos quer ensinar, se se ler só o Apóstolo S. Paulo ficamos com essa mesma impressão que o senhor, porém, a Bíblia não é só as cartas de Paulo.

Quanto ao seu conselho para mim deixar de ouvir a igreja do Deus vivo que é a coluna e sustentáculo da verdade (Tm 3,15), muito obrigado. Temos uma grande liberdade na Igreja (embora talvez o senhor não concode), mas não podemos adulterar os ensinamentos do Mestre Jesus que aprendemos pela orientação da Igreja:Quem vos ouve, a mim ouve; e quem vos rejeita, a mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou (10,16).




 
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Re: O que é necessário para que me salve?

Mensagem por RenatoPaulo em Qui Jan 05, 2012 2:10 pm

CarlosB escreveu:Ou é sim ou não ; quente ou frio. Doutra forma não é nada.

Mesmo que vc tente imitar a voz do verdadeiro Leão,vc não consegue tentar ninguem pelo menos aqui neste forum.
Vc percebe a onde eu quero chegar?
Bem,se vc não percebe o que lhe estou tentando transmitir,existe alguem muito astuto mas maligno que o percebe muito bem.

Como pode um simples cerebro como o seu,tentar impressionar os servos de Jesus Cristo?
Como pode vc fazer um cozinhado,se vc proprio tem falta de Sal?

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Re: O que é necessário para que me salve?

Mensagem por Fabricio em Qui Jan 05, 2012 2:16 pm

Eleito,

Desculpe a sinceridade, mas dá-nos uma mostra de soberba quando dizes: “se um dia a Igreja Católica vier a concordar com a doutrina que defendo também eu me denomiarei católico.” Estás pondo uma doutrina de 2 mil anos abaixo da sua opinião! És ingênuo a ponto de achar que nenhum católico nunca leu as Escrituras? Ou és soberbo a ponto de achar que ninguém antes do senhor estava devidamente iluminado?Exiges que a Igreja mude, mas não se permite a hipótese de estar errado. Ora, isto nos mostra o quanto o senhor não quer debater, quer apenas um palanque para seu credo. Desculpe, meu caro, mas a doutrina da Igreja não se alterou por 2 mil anos, e não vai ser porque o senhor está plenamente convicto de sua heresia que ela vai mudar. Há milhares de outras heresias cujos autores estão tão ou mais convictos que o senhor, se a Igreja fosse adequar-se a todos os hereges ela ruiria. Não é a Igreja que deve adequar-se aos hereges, antes são os hereges que devem submeter-se à Igreja por amor a Cristo.


Mas vamos ao seu texto. Começas tentando encaixar o Apocalipse à sua doutrina. Aqui diz o senhor:

"Então ao vencedor, ao que praticar minhas obras até o fim, dar-lhe-ei poder sobre as nações pagãs (Apocalipse, 2:26).

Nesta tradução diz praticar, noutras diz guardar que é mais correcto, mas enfim, vai dar ao mesmo.
Que disse Cristo que eram as obras de DEUS?

Jesus respondeu, e disse-lhes: A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que ele enviou. João 6:29

Aqui procuraste cuidadosamente uma passagem que corrobore sua doutrina, esquecendo-se de tudo o mais que as Escrituras dizem. Bem, será que a obra de Deus resume-se a crer? Será que basta crer? Vejamos o que diz o Nosso Senhor nos Evangelhos:

“Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. (São Mateus, 7:21)”

Mas qual seria a vontade do Pai?

“Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Dirigindo-se ao primeiro, disse-lhe: - Meu filho, vai trabalhar hoje na vinha.Respondeu ele: - Não quero. Mas, em seguida, tocado de arrependimento, foi.Dirigindo-se depois ao outro, disse-lhe a mesma coisa. O filho respondeu: - Sim, pai! Mas não foi. Qual dos dois fez a vontade do pai? O primeiro, responderam-lhe. E Jesus disse-lhes: Em verdade vos digo: os publicanos e as meretrizes vos precedem no Reino de Deus!” (São Mateus, 21:28-31)

Então, a vontade do Pai é a seguinte: que o homem creia (São João, 6:29) e que o homem trabalhe (São Mateus, 21:28-31). O Pai não quer que tenhamos uma postura meramente passiva. Ah! Desculpe-me, esqueci que não posso citar parábolas... o senhor é bastante restritivo quanto às nossas colocações. Pois bem, podemos dar um outro exemplo sobre a postura que Deus espera de nós:

“Então o Rei dirá aos que estão à direita: - Vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo,porque tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; era peregrino e me acolhestes; nu e me vestistes; enfermo e me visitastes; estava na prisão e viestes a mim. Perguntar-lhe-ão os justos: - Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, com sede e te demos de beber? Quando foi que te vimos peregrino e te acolhemos, nu e te vestimos? Quando foi que te vimos enfermo ou na prisão e te fomos visitar? Responderá o Rei: - Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes. (São Mateus, 25:34-40)

Bem, acho que não preciso me estender aqui e falar do destino daqueles que não cumpriram a vontade do Pai. Por um acaso a fé deles bastou-lhes?

Meu caro, por favor não confundas: há a obra da redenção, o sacrifício de Jesus Cristo, esta é a obra divina! Por meio dela Nosso Senhor nos resgatou, concordamos nisso, eu espero. Agora, após esse resgate, após a adesão á fé em Cristo, temos que buscar coerência entre crer e agir. Não espere a salvação negando comida a quem tem fome, água a quem tem sede, desprezando enfermos e encarceirados... Deus exige que faças sua parte! Deus ordena que trabalhes na vinha!

Então, voltemos ao Apocalipse:

"Foi-lhe dado revestir-se de linho puríssimo e resplandecente. (Pois o linho são as boas obras dos santos.)" (Apocalipse 19,8)

A despeito da construção da frase, da colocação dos pronomes, os quais atribuem as obras aos santos (ou aos julgados), o senhor faz novo malabarismo dizendo que as obras citadas nestes versos na verdade são de Deus. Ora, fosse assim deveria constar algo como “minhas obras [de Deus]” no texto. Mas não é isso que se vê:

"Eis que venho em breve, e a minha recompensa está comigo, para dar a cada um conforme as suas obras." (Apocalipse, 22:12)
Por mais que o Apocalipse seja elevado, acho que isto está bastante claro até para mim...

Então segundo suas conclusões, Deus dará a cada um a recompensa conforme a obra que Ele próprio realizou? Então Deus estaria recompensando a si próprio? Não é um tanto quanto contraditório este pensamento? Desculpe novamente, sei que não me é permitido o uso de parábolas, mas compare esta passagem com a parábola dos talentos que ficará bastante claro o modo no qual nossas obras cooperam com a graça.

Após isso o senhor tenta desqualificar a importância das obras citando Isaías. Pela n-ésima vez acusa-nos de pelagianismo. Ora, esta é a n-ésima vez que negamos aqui a exclusividade das obras. Meu caro, se por um lado as boas obras que o homem realiza sozinho são trapos de imundície, as boas obras que ele realiza ao lado de Deus podem ser maiores que a do próprio Cristo:

“Em verdade, em verdade vos digo: aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas, porque vou para junto do Pai.” (São João, 14:12)

Entendes o resultado da combinação entre fé e obras? Vês o quanto é grandioso?

Agora vamos a São Pedro...

Eu e São Pedro concordamos contigo que a salvação vem pela fé. Mas nunca somente pela fé. Em nenhum momento ele exime os cristãos de ter reta conduta a despeito da fé. Inclusive, ele deixa bem claro que os cristãos que entregam-se à paixões são piores que pagãos:

“Com efeito, se aqueles que renunciaram às corrupções do mundo pelo conhecimento de Jesus Cristo nosso Senhor e Salvador nelas se deixam de novo enredar e vencer, seu último estado torna-se pior do que o primeiro.” (II Pedro, 2:20)

Veja bem, a salvação não é um mero decreto. Ninguém é de fato salvo antes do fim da vida terrena. Podes por tudo a perder se desobedeceres à exortação de São Pedro para ter uma vida reta e seguir o caminho da iniqüidade. Vês, meu caro, que de nada adianta ter fé se não lutares contra o pecado!

Por fim, vamos então tratar de São Paulo. Aqui neste ponto é importante entender a diferença entre a eficácia da Lei e o alcance Graça. Para isto, nada melhor que retomar ao sermão da montanha, proferido por Nosso Senhor. Esta leitura edificante nos mostra uma diferença fundamental entre o que a antiga Lei proporciona e o que a Boa Nova exige do crente. A Lei resume-se a tolir os maus atos, enquanto que a Boa Nova prega uma purificação do coração. Portanto, não adianta “não matar” quando isto é tomado como mero legalismo. Nosso Senhor diz que aquele que não mata, mas carrega a ira em seu coração, ainda sim continua pecador, porque a intenção do coração vale tanto (ou mais) que o ato propriamente dito.

Então, se por um lado a lei restringe-se apenas em impedir o homem de cometer atos falhos, a Graça propõe-se a conter a inclinação ao pecado, transformando a intenção e não meramente tolindo o ato. Mas a Graça não é irresistível, cabe ao homem aceitá-la, e por vezes até mesmo pedi-la. Não são poucas as exortações à oração feitas por Nosso Senhor e pelos apóstolos em diversas passagens das Escrituras. Então, quando o homem vale-se da Graça está livre da Lei, pois quem não tem vontade de adulterar não precisa de uma Lei que lhe proíba de adulterar. Mas de forma alguma a Lei está abolida (falo aqui do decálogo, e não dos preceitos e ritos do Antigo Testamento), a trangressão da Lei continua sendo caminho para a perdição, como bem nos lembra São Paulo:
"Porque diante de Deus não são justos os que ouvem a lei, mas serão tidos por justos os que praticam a lei" (Romanos 2:13).
"Mas, pela tua obstinação e coração impenitente, vais acumulando ira contra ti, para o dia da cólera e da revelação do justo juízo de Deus, que retribuirá a cada um segundo as suas obras: a vida eterna aos que, perseverando em fazer o bem, buscam a glória, a honra e a mortalidade;mas ira e indignação aos contumazes, rebeldes à verdade e seguidores do mal." (Romanos, 2:5-8)

Da mesma forma não estamos dispensados da busca pela Santidade, pois a Graça não é um decreto automático. Antes a justificação do cristão é um processo constante. O próprio São Paulo nos mostra o quanto era zeloso em buscar a santidade:

"Assim, eu corro, mas não sem rumo certo. Dou golpes, mas não no ar. Ao contrário, castigo o meu corpo e o mantenho em servidão, de medo de vir eu mesmo a ser excluído depois de eu ter pregado aos outros" (I Coríntios, 9:26-27)

Volto a citar aqui a carta aos Filipenses. Por mais que o senhor resista, aqui está corroborada claramente a doutrina católica:

“Assim, meus caríssimos, vós que sempre fostes obedientes, trabalhai na vossa salvação com temor e tremor, não só como quando eu estava entre vós, mas muito mais agora na minha ausência. Porque é Deus quem, segundo o seu beneplácito, realiza em vós o querer e o executar” (Filipenses 2:12-13)

Veja bem, meu caro, o sentido que a palavra beneplácito dá a este verso. “Beneplácito” significa consentimento, aprovação. Não precisamos apelar para malabarismos interpretativos para mostrar que São Paulo não exime os filipenses do trabalho. Pelo contrário, ao trabalho do crente será somada a benesse Divina! E foi assim que a cristandade sempre entendeu. Estaria todo mundo interpretando errado e apenas o senhor entendendo da maneira correta?

A pretensa contradição que o senhor diz existir entre São Paulo e São Tiago é uma quimera. Antes de pensar que és o primeiro espírito elevado a entender as Escrituras, convém tentar pelo menos conhecer como os cristãos do passado entendiam as Divinas Cartas.

Meu caro, São Paulo, o apóstolo dos gentios, fala para pagãos. Ele trata da passagem do estado de pecado para o estado da graça. Para tanto, o primeiro passo é a adesão à fé em Cristo. Já São Tiago, o bispo de Jerusalém, fala para cristãos. Estes, que já aderiram à fé em Cristo, para permanecer no estado da graça, devem ter uma vida reta e praticar boas obras, pois Deus não é conivente com a iniqüidade. Onde o senhor vê contradição a cristandade sempre viu complementaridade.

Veja bem a diferença entre sua doutrina e o ensinamento da Igreja: a doutrina católica não precisa fazer malabarismos interpretativos, rejeitar escritos canônicos ou questionar a memória cristã para ser coerente. Já a sua doutrina...

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Re: O que é necessário para que me salve?

Mensagem por RenatoPaulo em Qui Jan 05, 2012 2:23 pm

CarlosB escreveu:Meu Deus. O fazer obras é resultado da predestinaçâo, foi para isso que fomos salvos. Eu nunca disse que não faziamos obras, mas fazemos não para ser salvos mas porque somos salvos. Quanto á natureza humana, erra novamente, porque aquele que nasceu de Deus tem uma natureza celeste, o mesmo espirito que jesus a sua mente, o seu querer, o seu temor, como iria pecar por sua vontade? Quem faz isso é o pecado na carne, não eu. Leia romanos 7

São Mateus,4:6-7
"E disse-Lhe: «Se és Filho de Deus, lança-Te daqui abaixo! Porque a Escritura diz: "Deus ordenará aos seus anjos a teu respeito, e eles te levarão nas mãos, para que não tropeces em nenhuma pedra"».
Jesus respondeu-lhe: «A Escritura também diz: "Não tentarás o Senhor teu Deus»."


Ora esta passagem tambem se adapta ao teu comentario em cima,quando dizes que ja estamos salvos.
Por isso eu te digo que apenas Deus sabe quem esta salvo!
Assim eu prefiro te responder com as palavras do Mestre:

Não tentarás o Senhor teu Deus!

Vai-te, Satanás, porque a Escritura diz: "Adorarás ao Senhor teu Deus e somente a Ele servirás!"

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Re: O que é necessário para que me salve?

Mensagem por RenatoPaulo em Qui Jan 05, 2012 2:37 pm

Fabricio escreveu:Eleito,

Desculpe a sinceridade, mas dá-nos uma mostra de soberba quando dizes: “se um dia a Igreja Católica vier a concordar com a doutrina que defendo também eu me denomiarei católico.” Estás pondo uma doutrina de 2 mil anos abaixo da sua opinião! És ingênuo a ponto de achar que nenhum católico nunca leu as Escrituras? Ou és soberbo a ponto de achar que ninguém antes do senhor estava devidamente iluminado?Exiges que a Igreja mude, mas não se permite a hipótese de estar errado. Ora, isto nos mostra o quanto o senhor não quer debater, quer apenas um palanque para seu credo. Desculpe, meu caro, mas a doutrina da Igreja não se alterou por 2 mil anos, e não vai ser porque o senhor está plenamente convicto de sua heresia que ela vai mudar. Há milhares de outras heresias cujos autores estão tão ou mais convictos que o senhor, se a Igreja fosse adequar-se a todos os hereges ela ruiria. Não é a Igreja que deve adequar-se aos hereges, antes são os hereges que devem submeter-se à Igreja por amor a Cristo.


Mas vamos ao seu texto. Começas tentando encaixar o Apocalipse à sua doutrina. Aqui diz o senhor:

"Então ao vencedor, ao que praticar minhas obras até o fim, dar-lhe-ei poder sobre as nações pagãs (Apocalipse, 2:26).

Nesta tradução diz praticar, noutras diz guardar que é mais correcto, mas enfim, vai dar ao mesmo.
Que disse Cristo que eram as obras de DEUS?

Jesus respondeu, e disse-lhes: A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que ele enviou. João 6:29

Aqui procuraste cuidadosamente uma passagem que corrobore sua doutrina, esquecendo-se de tudo o mais que as Escrituras dizem. Bem, será que a obra de Deus resume-se a crer? Será que basta crer? Vejamos o que diz o Nosso Senhor nos Evangelhos:

“Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. (São Mateus, 7:21)”

Mas qual seria a vontade do Pai?

“Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Dirigindo-se ao primeiro, disse-lhe: - Meu filho, vai trabalhar hoje na vinha.Respondeu ele: - Não quero. Mas, em seguida, tocado de arrependimento, foi.Dirigindo-se depois ao outro, disse-lhe a mesma coisa. O filho respondeu: - Sim, pai! Mas não foi. Qual dos dois fez a vontade do pai? O primeiro, responderam-lhe. E Jesus disse-lhes: Em verdade vos digo: os publicanos e as meretrizes vos precedem no Reino de Deus!” (São Mateus, 21:28-31)

Então, a vontade do Pai é a seguinte: que o homem creia (São João, 6:29) e que o homem trabalhe (São Mateus, 21:28-31). O Pai não quer que tenhamos uma postura meramente passiva. Ah! Desculpe-me, esqueci que não posso citar parábolas... o senhor é bastante restritivo quanto às nossas colocações. Pois bem, podemos dar um outro exemplo sobre a postura que Deus espera de nós:

“Então o Rei dirá aos que estão à direita: - Vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo,porque tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; era peregrino e me acolhestes; nu e me vestistes; enfermo e me visitastes; estava na prisão e viestes a mim. Perguntar-lhe-ão os justos: - Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, com sede e te demos de beber? Quando foi que te vimos peregrino e te acolhemos, nu e te vestimos? Quando foi que te vimos enfermo ou na prisão e te fomos visitar? Responderá o Rei: - Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes. (São Mateus, 25:34-40)

Bem, acho que não preciso me estender aqui e falar do destino daqueles que não cumpriram a vontade do Pai. Por um acaso a fé deles bastou-lhes?

Meu caro, por favor não confundas: há a obra da redenção, o sacrifício de Jesus Cristo, esta é a obra divina! Por meio dela Nosso Senhor nos resgatou, concordamos nisso, eu espero. Agora, após esse resgate, após a adesão á fé em Cristo, temos que buscar coerência entre crer e agir. Não espere a salvação negando comida a quem tem fome, água a quem tem sede, desprezando enfermos e encarceirados... Deus exige que faças sua parte! Deus ordena que trabalhes na vinha!

Então, voltemos ao Apocalipse:

"Foi-lhe dado revestir-se de linho puríssimo e resplandecente. (Pois o linho são as boas obras dos santos.)" (Apocalipse 19,8)

A despeito da construção da frase, da colocação dos pronomes, os quais atribuem as obras aos santos (ou aos julgados), o senhor faz novo malabarismo dizendo que as obras citadas nestes versos na verdade são de Deus. Ora, fosse assim deveria constar algo como “minhas obras [de Deus]” no texto. Mas não é isso que se vê:

"Eis que venho em breve, e a minha recompensa está comigo, para dar a cada um conforme as suas obras." (Apocalipse, 22:12)
Por mais que o Apocalipse seja elevado, acho que isto está bastante claro até para mim...

Então segundo suas conclusões, Deus dará a cada um a recompensa conforme a obra que Ele próprio realizou? Então Deus estaria recompensando a si próprio? Não é um tanto quanto contraditório este pensamento? Desculpe novamente, sei que não me é permitido o uso de parábolas, mas compare esta passagem com a parábola dos talentos que ficará bastante claro o modo no qual nossas obras cooperam com a graça.

Após isso o senhor tenta desqualificar a importância das obras citando Isaías. Pela n-ésima vez acusa-nos de pelagianismo. Ora, esta é a n-ésima vez que negamos aqui a exclusividade das obras. Meu caro, se por um lado as boas obras que o homem realiza sozinho são trapos de imundície, as boas obras que ele realiza ao lado de Deus podem ser maiores que a do próprio Cristo:

“Em verdade, em verdade vos digo: aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas, porque vou para junto do Pai.” (São João, 14:12)

Entendes o resultado da combinação entre fé e obras? Vês o quanto é grandioso?

Agora vamos a São Pedro...

Eu e São Pedro concordamos contigo que a salvação vem pela fé. Mas nunca somente pela fé. Em nenhum momento ele exime os cristãos de ter reta conduta a despeito da fé. Inclusive, ele deixa bem claro que os cristãos que entregam-se à paixões são piores que pagãos:

“Com efeito, se aqueles que renunciaram às corrupções do mundo pelo conhecimento de Jesus Cristo nosso Senhor e Salvador nelas se deixam de novo enredar e vencer, seu último estado torna-se pior do que o primeiro.” (II Pedro, 2:20)

Veja bem, a salvação não é um mero decreto. Ninguém é de fato salvo antes do fim da vida terrena. Podes por tudo a perder se desobedeceres à exortação de São Pedro para ter uma vida reta e seguir o caminho da iniqüidade. Vês, meu caro, que de nada adianta ter fé se não lutares contra o pecado!

Por fim, vamos então tratar de São Paulo. Aqui neste ponto é importante entender a diferença entre a eficácia da Lei e o alcance Graça. Para isto, nada melhor que retomar ao sermão da montanha, proferido por Nosso Senhor. Esta leitura edificante nos mostra uma diferença fundamental entre o que a antiga Lei proporciona e o que a Boa Nova exige do crente. A Lei resume-se a tolir os maus atos, enquanto que a Boa Nova prega uma purificação do coração. Portanto, não adianta “não matar” quando isto é tomado como mero legalismo. Nosso Senhor diz que aquele que não mata, mas carrega a ira em seu coração, ainda sim continua pecador, porque a intenção do coração vale tanto (ou mais) que o ato propriamente dito.

Então, se por um lado a lei restringe-se apenas em impedir o homem de cometer atos falhos, a Graça propõe-se a conter a inclinação ao pecado, transformando a intenção e não meramente tolindo o ato. Mas a Graça não é irresistível, cabe ao homem aceitá-la, e por vezes até mesmo pedi-la. Não são poucas as exortações à oração feitas por Nosso Senhor e pelos apóstolos em diversas passagens das Escrituras. Então, quando o homem vale-se da Graça está livre da Lei, pois quem não tem vontade de adulterar não precisa de uma Lei que lhe proíba de adulterar. Mas de forma alguma a Lei está abolida (falo aqui do decálogo, e não dos preceitos e ritos do Antigo Testamento), a trangressão da Lei continua sendo caminho para a perdição, como bem nos lembra São Paulo:
"Porque diante de Deus não são justos os que ouvem a lei, mas serão tidos por justos os que praticam a lei" (Romanos 2:13).
"Mas, pela tua obstinação e coração impenitente, vais acumulando ira contra ti, para o dia da cólera e da revelação do justo juízo de Deus, que retribuirá a cada um segundo as suas obras: a vida eterna aos que, perseverando em fazer o bem, buscam a glória, a honra e a mortalidade;mas ira e indignação aos contumazes, rebeldes à verdade e seguidores do mal." (Romanos, 2:5-8)

Da mesma forma não estamos dispensados da busca pela Santidade, pois a Graça não é um decreto automático. Antes a justificação do cristão é um processo constante. O próprio São Paulo nos mostra o quanto era zeloso em buscar a santidade:

"Assim, eu corro, mas não sem rumo certo. Dou golpes, mas não no ar. Ao contrário, castigo o meu corpo e o mantenho em servidão, de medo de vir eu mesmo a ser excluído depois de eu ter pregado aos outros" (I Coríntios, 9:26-27)

Volto a citar aqui a carta aos Filipenses. Por mais que o senhor resista, aqui está corroborada claramente a doutrina católica:

“Assim, meus caríssimos, vós que sempre fostes obedientes, trabalhai na vossa salvação com temor e tremor, não só como quando eu estava entre vós, mas muito mais agora na minha ausência. Porque é Deus quem, segundo o seu beneplácito, realiza em vós o querer e o executar” (Filipenses 2:12-13)

Veja bem, meu caro, o sentido que a palavra beneplácito dá a este verso. “Beneplácito” significa consentimento, aprovação. Não precisamos apelar para malabarismos interpretativos para mostrar que São Paulo não exime os filipenses do trabalho. Pelo contrário, ao trabalho do crente será somada a benesse Divina! E foi assim que a cristandade sempre entendeu. Estaria todo mundo interpretando errado e apenas o senhor entendendo da maneira correta?

A pretensa contradição que o senhor diz existir entre São Paulo e São Tiago é uma quimera. Antes de pensar que és o primeiro espírito elevado a entender as Escrituras, convém tentar pelo menos conhecer como os cristãos do passado entendiam as Divinas Cartas.

Meu caro, São Paulo, o apóstolo dos gentios, fala para pagãos. Ele trata da passagem do estado de pecado para o estado da graça. Para tanto, o primeiro passo é a adesão à fé em Cristo. Já São Tiago, o bispo de Jerusalém, fala para cristãos. Estes, que já aderiram à fé em Cristo, para permanecer no estado da graça, devem ter uma vida reta e praticar boas obras, pois Deus não é conivente com a iniqüidade. Onde o senhor vê contradição a cristandade sempre viu complementaridade.

Veja bem a diferença entre sua doutrina e o ensinamento da Igreja: a doutrina católica não precisa fazer malabarismos interpretativos, rejeitar escritos canônicos ou questionar a memória cristã para ser coerente. Já a sua doutrina...

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