O Papa Bento XVI disse que o matrimonio gay é uma ameaça à humanidade?

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O Papa Bento XVI disse que o matrimonio gay é uma ameaça à humanidade?

Mensagem por Pe. Anderson em Ter Jan 17, 2012 5:30 pm

Caros amigos,

No dia 09/01/2012 a agencia de notícias Reuters, que é um canal de noticias internacionais deu uma notícia que foi reproduzida por quase todos os meios de comunicaçao mundiais. O texto foi escrito por Philip Pullella e depois copiado por todos os outros jornalistas. Dizia assim:

Casamento gay ameaça a humanidade, diz o papa
DA REUTERS, EM CIDADE DO VATICANO

O papa Bento 16 disse na segunda-feira que o casamento homossexual é uma das várias ameaças atuais à família tradicional, pondo em xeque "o próprio futuro da humanidade".

Tuiteiros criticam discurso de papa sobre casamento gay

Foram as declarações mais fortes já proferidas pelo pontífice contra o casamento homossexual, durante um pronunciamento de ano novo a diplomatas de quase 180 países acreditados no Vaticano, abordando questões econômicas e sociais contemporâneas.

Segundo Bento 16, a educação das crianças precisa de "ambientes" adequados, e "o lugar de honra cabe à família, baseada no casamento de um homem com uma mulher".

"Essa não é uma simples convenção social", disse o papa, "e sim a célula fundamental de cada sociedade. Consequentemente, políticas que afetam a família ameaçam a dignidade humana e o próprio futuro da humanidade".

Em vários países --principalmente no mundo desenvolvido--, autoridades eclesiásticas católicas protestam contra iniciativas voltadas para a legalização do casamento gay.

Nos EUA, um dos principais paladinos dessa causa é o arcebispo de Nova York, Timothy Dolan, que será sagrado cardeal pelo papa em fevereiro.

Numa recente carta, Dolan criticou o presidente Barack Obama por sua decisão de não apoiar uma proibição federal ao casamento homossexual, e alertou que essa política pode "precipitar um conflito nacional de enormes proporções entre a Igreja e o Estado".

PECADO

A Igreja Católica, que tem 1,3 bilhão de seguidores no mundo, prega que as tendências homossexuais não são pecado, mas que os atos homossexuais são, e que as crianças devem crescer em uma família tradicional, com um pai e uma mãe.

"A unidade familiar é fundamental para o processo educacional e para o desenvolvimento dos indivíduos e Estados; daí a necessidade de políticas que promovam a família e auxiliem na coesão social e no diálogo", disse Bento 16 a diplomatas.

O casamento gay já é legal em vários países europeus, como Espanha e Holanda. Algumas religiões que autorizam o casamento gay e a ordenação de mulheres e homossexuais como clérigos têm perdido fiéis para o catolicismo, e o Vaticano já tomou medidas para facilitar tais conversões.

Em 2009, Bento 16 decretou que os anglicanos que se converterem ao catolicismo podem manter uma hierarquia paralela, preservando parte das suas tradições.
Grande parte dessa migração do anglicanismo para o catolicismo envolve fiéis que consideram a Igreja Anglicana liberal demais.

Essa notícia pode ainda ser vista em diversas páginas de noticias:

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1031966-casamento-gay-ameaca-a-humanidade-diz-o-papa.shtml
http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2012/01/09/casamento-gay-ameaca-a-humanidade-diz-o-papa.htm
http://oglobo.globo.com/mundo/casamento-gay-uma-ameaca-humanidade-diz-bento-xvi-3614933

Essa noticia foi dada tambem por alguns blogs de noticias católicos e evangélicos. Basta fazer uma minima pesquisa no Google:

http://www.google.it/#q=Casamento+gay+amea%C3%A7a+a+humanidade,+diz+o+papa&hl=it&prmd=imvns&ei=-tgVT4rPNZersgaTtMnCCg&start=0&sa=N&bav=on.2,or.r_gc.r_pw.,cf.osb&fp=cb72c2d1dfc5c921&biw=1366&bih=712

Qual a verdade sobre isso? Muito fácil descobrir. Basta ver o discurso do Papa, no qual os jornalistas se basearam para fazer tal afirmaçao. Mostraremos aqui o discurso e destacaremos as partes mais importantes.

Pe. Anderson
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Discurso do Papa integral, no qual teria afirmado que "o casamento gay ameaça ao futuro da humanidade"

Mensagem por Pe. Anderson em Ter Jan 17, 2012 5:46 pm

Caros amigos,

Vejamos bem que o motivo central desse belissimo discurso do Papa aos diplomatas é a atual crise mundial. Seria interessantissimo se os jornalistas tivesse se preocupado a divulgar as noticias do Papa sobre esse tema importantissimo. Entretanto, a atençao dos mesmos está voltada a outros temas. Vejamos o discurso:


"A crise pode e deve ser um incentivo para meditar sobre a existência humana"
Discurso do Papa ao Corpo Diplomático acreditado junto da Santa Sé

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 09 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) - Apresentamos a seguir o discurso do Santo Padre Bento XVI ao Corpo Diplomático creditado junto à Santa Sé para troca de bons votos de início de ano, durante Audiência realizada nesta segunda-feira na Sala Régia.

Senhoras e Senhores Embaixadores,

É sempre para mim um grande prazer poder receber-vos, ilustres Membros do Corpo Diplomático acreditados junto da Santa Sé, neste esplêndido cenário da Sala Régia, a fim de vos formular os meus ardentes votos para o ano que inicia. Desejo, em primeiro lugar, agradecer ao vosso Decano, o Embaixador Alejandro Valladares Lanza, bem como ao Vice-Decano, o Embaixador Jean-Claude Michel, pelas palavras deferentes com que se fizeram intérpretes dos vossos sentimentos e dirijo uma saudação especial a todos os que participam pela primeira vez no nosso encontro. E os meus votos estendem-se, por vosso intermédio, a todas as nações de que sois representantes e com as quais a Santa Sé mantém relações diplomáticas. Motivo de alegria para nós é o facto de a Malásia se ter juntado a esta comunidade no decurso do último ano. O diálogo que mantendes com a Santa Sé favorece a partilha de impressões e informações, bem como a colaboração em âmbitos de carácter bilateral ou multilateral de particular interesse. A vossa presença aqui hoje recorda a importante contribuição dada pela Igreja às vossas sociedades em sectores como a educação, a saúde e a assistência. Sinais da cooperação entre a Igreja Católica e os Estados são os Acordos que foram assinados, em 2011, com o Azerbaijão, Montenegro e Moçambique. O primeiro já foi ratificado; espero que em breve ocorra o mesmo com os outros dois, e cheguem a bom termo aqueles que estão em fase de negociação. De igual modo, a Santa Sé deseja estabelecer um diálogo profícuo com as Organizações internacionais e regionais; e, nesta linha, apraz-me sublinhar o facto de os países membros da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) terem acolhido a nomeação dum Núncio Apostólico acreditado junto da organização. Não posso deixar de mencionar que a Santa Sé reforçou a sua longa colaboração com a Organização Internacional para as Migrações ao tornar-se membro pleno da mesma, no passado mês de Dezembro. Isto dá testemunho do empenhamento da Santa Sé e da Igreja Católica ao lado da comunidade internacional na busca de soluções adequadas para este fenómeno que se reveste de muitos aspectos, desde a protecção da dignidade das pessoas até à solicitude pelo bem comum das comunidades que os recebem e daquelas donde provêm.

Durante o ano findo, encontrei-me pessoalmente com numerosos Chefes de Estado e de Governo e também com destacados representantes das vossas nações que participaram na cerimónia daBeatificação do meu bem-amado Predecessor, o Papa João Paulo II. Também por ocasião dosexagésimo aniversário da minha Ordenação Sacerdotal houve diversos representantes dos vossos países que tiveram a amabilidade de estar presentes. A todos eles e a quantos encontrei nas minhas viagens apostólicas à Croácia, San Marino, Espanha, Alemanha e Benim, renovo a minha gratidão pela delicadeza manifestada. Além disso, dirijo uma saudação especial aos países da América Latina e das Caraíbas que festejaram, em 2011, o bicentenário da sua independência. No passado dia 12 de Dezembro, quiseram sublinhar a sua ligação à Igreja Católica e ao Sucessor do Príncipe dos Apóstolos com a participação de eminentes representantes da comunidade eclesial e de autoridades institucionais na solene celebração que teve lugar na Basílica de São Pedro, durante a qual dei a conhecer a minha intenção de visitar proximamente o México e Cuba. Desejo, por fim, saudar o Sudão do Sul que, no passado mês de Julho, se constituiu como um Estado soberano. Lamentando as tensões e confrontos que se foram sucedendo nestes últimos meses, espero que todos unam os seus esforços para que se abra finalmente um período de paz, liberdade e progresso para as populações do Sudão e do Sudão do Sul.

Senhoras e Senhores Embaixadores,

O encontro de hoje desenrola-se tradicionalmente no termo das festas do Natal, quando a Igreja celebra a vinda do Salvador. Ele vem na obscuridade da noite, e no entanto a sua presença torna-se imediatamente fonte de luz e alegria (cf. Lc 2, 9-10). Verdadeiramente torna-se sombrio o mundo, quando não é iluminado pela luz divina! Verdadeiramente fica na escuridão o mundo, quando o homem deixa de reconhecer a sua ligação com o Criador, pondo assim em perigo também as suas relações com as outras criaturas e com a própria criação. Infelizmente, o momento actual está marcado por um profundo mal-estar, sendo uma expressão dramática disto mesmo as diversas crises económicas, políticas e sociais.

A este respeito, não posso deixar de mencionar, antes de mais nada, as graves e preocupantes consequências da crise económica e financeira mundial. Esta não atinge só as famílias e as empresas dos países economicamente mais avançados, onde a mesma teve origem, criando uma situação na qual muitos, sobretudo entre os jovens, se sentiram desorientados e frustrados nas suas aspirações por um futuro sereno, mas tal crise marcou profundamente também a vida dos países em vias de desenvolvimento. Não devemos desanimar, mas redesenhar decididamente o nosso caminho com novas formas de compromisso. A crise pode e deve ser um incentivo para meditar sobre a existência humana e a importância da sua dimensão ética, antes mesmo de reflectir sobre os mecanismos que governam a vida económica: não só para procurar conter as perdas individuais ou das economias nacionais, mas para nos impormos novas regras que assegurem a todos a possibilidade de viver dignamente e desenvolver as suas capacidades em benefício da comunidade inteira.

Desejo ainda lembrar que os efeitos do actual momento de incerteza afectam particularmente os jovens. Do seu mal-estar nasceram os fermentos que nos últimos meses investiram, por vezes duramente, várias regiões. Refiro-me antes de mais ao Norte da África e ao Médio Oriente, onde os jovens – que, para além do mais, sofrem pobreza e desemprego e temem pela ausência de perspectivas seguras – lançaram aquilo que veio a tornar-se um amplo movimento de reivindicação de reformas e de participação mais activa na vida política e social. É difícil actualmente traçar um balanço definitivo dos recentes acontecimentos e compreender plenamente as suas consequências para os equilíbrios da Região. O optimismo inicial cedeu, entretanto, o passo ao reconhecimento das dificuldades deste momento de transição e mudança, e parece-me evidente que a senda adequada para prosseguir no caminho empreendido passe pelo reconhecimento da dignidade inalienável de toda a pessoa humana e dos seus direitos fundamentais. O respeito da pessoa deve estar no centro das instituições e das leis, deve conduzir ao fim de toda e qualquer violência e prevenir contra o risco de que a atenção devida às solicitações dos cidadãos e a necessária solidariedade social se transformem em meros instrumentos para manter ou conquistar o poder. Convido a comunidade internacional a dialogar com os actores dos processos em curso, no respeito dos povos e com a consciência de que a construção de sociedades estáveis e reconciliadas, contrapostas a toda a discriminação injusta, particularmente de ordem religiosa, constitui um horizonte mais amplo e transcendente que o dos prazos eleitorais. Sinto uma grande preocupação pelas populações dos países nos quais continuam tensões e violências, particularmente na Síria, onde espero que se ponha rapidamente termo ao derramamento de sangue e comece um diálogo frutuoso entre os actores políticos, favorecido pela presença de observadores independentes. Na Terra Santa, onde as tensões entre palestinianos e israelitas têm repercussões sobre os equilíbrios de todo o Médio Oriente, é preciso que os responsáveis destes dois povos adoptem decisões corajosas e clarividentes a favor da paz. Soube com satisfação que, na sequência duma iniciativa do Reino da Jordânia, foi retomado o diálogo; espero que o mesmo continue a fim de se chegar a uma paz duradoura, que garanta o direito de ambos os povos a viver em segurança em Estados soberanos e dentro de fronteiras seguras e, internacionalmente, reconhecidas. Por sua vez, a comunidade internacional deve estimular a sua criatividade e as iniciativas de promoção deste processo de paz, no respeito dos direitos de cada parte. Sigo também com grande atenção o desenrolar dos factos no Iraque, deplorando os atentados que ainda recentemente causaram a perda de numerosas vidas humanas, e encorajo as suas autoridades a continuarem, firmes, pelo caminho duma plena reconciliação nacional.

O Beato João Paulo II lembrava que «o caminho da paz é também o caminho dos jovens»[1], constituindo eles «a juventude das nações e das sociedades, a juventude de todas as famílias e da humanidade inteira»[2]. Por isso, os jovens pressionam-nos para que sejam consideradas seriamente as suas exigências de verdade, justiça e paz. Nesta linha, foi a eles que dediquei a Mensagem anual para a celebração do Dia Mundial da Paz, intitulada Educar os jovens para a justiça e a paz. A educação é um tema crucial para todas as gerações, pois depende dela tanto o desenvolvimento saudável de cada pessoa como o futuro da sociedade inteira. Por isso mesmo, aquela constitui uma tarefa de primária grandeza num tempo difícil e delicado. Para além de um objectivo claro, como é o de levar os jovens a um pleno conhecimento da realidade e, consequentemente, da verdade, a educação tem necessidade de lugares. Dentre estes, conta-se em primeiro lugar a família, fundada sobre o matrimónio entre um homem e uma mulher; não se trata duma simples convenção social, mas antes da célula fundamental de toda a sociedade. Por conseguinte, as políticas que atentam contra a família ameaçam a dignidade humana e o próprio futuro da humanidade. O quadro familiar é fundamental no percurso educativo e para o próprio desenvolvimento dos indivíduos e dos Estados; consequentemente, são necessárias políticas que o valorizem e colaborem para a sua coesão social e diálogo. É na família que a pessoa se abre ao mundo e à vida e, como tive ocasião de lembrar durante a minha viagem à Croácia, «a abertura à vida é um sinal da abertura ao futuro»[3]. Neste contexto de abertura à vida, recebi com satisfação a recente sentença do Tribunal de Justiça da União Europeia, que proíbe atribuir alvarás em processos relativos às células estaminais embrionárias humanas, e também a Resolução da Assembleia parlamentar do Conselho da Europa que condena a selecção pré-natal em função do sexo.

Mais em geral, visando sobretudo o mundo ocidental, estou convencido de que se opõem à educação dos jovens e, consequentemente, ao futuro da humanidade as medidas legislativas que permitem, quando não incentivam, o aborto por motivos de conveniência ou por razões médicas discutíveis.

Continuando a nossa reflexão, um papel também essencial no desenvolvimento da pessoa é desempenhado pelas instituições educativas: estas são as primeiras instâncias que colaboram com a família e estão a cumprir mal a sua função precisamente quando falta uma harmonia de objectivos com a realidade familiar. É preciso implementar políticas de formação para que a educação escolar seja acessível a todos e que a mesma, mais do que promover o desenvolvimento cognoscitivo da pessoa, cuide do crescimento harmonioso da personalidade, incluindo nisso a sua abertura ao Transcendente. A Igreja Católica sempre esteve particularmente activa no campo das instituições escolares e académicas, cumprindo uma obra apreciável ao lado das instituições estatais. Por isso espero que esta contribuição seja reconhecida e valorizada também pelas legislações nacionais.

Nesta perspectiva, é bem compreensível que uma obra educativa eficaz exija igualmente o respeito da liberdade religiosa. Esta caracteriza-se por uma dimensão individual, bem como por uma dimensão colectiva e uma dimensão institucional. Trata-se do primeiro dos direitos do homem, porque expressa a realidade mais fundamental da pessoa. Muitas vezes, por variados motivos, este direito é ainda limitado ou espezinhado. Não posso evocar este tema sem começar por saudar a memória do ministro paquistanês Shahbaz Bhatti, cuja luta incansável pelos direitos das minorias terminou com uma morte trágica. E não se trata, infelizmente, dum caso único. Em numerosos países, os cristãos são privados dos direitos fundamentais e postos à margem da vida pública; noutros, sofrem ataques violentos contra as suas igrejas e as suas casas. Às vezes, vêem-se constrangidos a abandonar países que eles mesmos ajudaram a edificar, por causa de tensões contínuas e por políticas que frequentemente os relegam para a condição de espectadores secundários da vida nacional. Noutras partes do mundo, encontram-se políticas tendentes a marginalizar o papel da religião na vida social, como se ela fosse causa de intolerância em vez de uma apreciável contribuição na educação para o respeito da dignidade humana, para a justiça e a paz.

O terrorismo religiosamente motivado ceifou, no ano passado, também numerosas vítimas, sobretudo na Ásia e na África. Por esta razão, como lembrei em Assis, os responsáveis religiosos devem repetir, com vigor e firmeza, que «esta não é a verdadeira natureza da religião. Ao contrário, é a sua deturpação e contribui para a sua destruição»[4]. A religião não pode ser usada como pretexto para pôr de lado as regras da justiça e do direito em favor do «bem» que ela persegue. Nesta perspectiva, tenho o gosto de recordar, como fiz no meu país natal, que a visão cristã do homem constituiu a verdadeira força inspiradora para os Pais constituintes da Alemanha, como aliás o foi para os Pais fundadores da Europa unida. Queria mencionar também alguns sinais encorajadores no campo da liberdade religiosa. Refiro-me à alteração legislativa, pela qual a personalidade jurídica pública das minorias religiosas foi reconhecida na Geórgia; penso também na sentença do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos favorável à presença do Crucifixo nas salas de aulas italianas. E, precisamente falando da Itália, desejo dirigir-lhe uma saudação particular na conclusão dos 150 anos da sua unificação política. As relações entre a Santa Sé e o Estado italiano atravessaram momentos difíceis depois da unificação. Mas, com o passar do tempo, prevaleceram a concórdia e a vontade mútua de cooperar, cada qual no seu próprio campo, para favorecer o bem comum. Espero que a Itália continue a promover uma relação equilibrada entre a Igreja e o Estado, constituindo deste modo um exemplo para o qual as outras nações possam olhar com respeito e interesse.

Quanto ao continente africano, que visitei de novo indo recentemente ao Benim, é essencial que a cooperação entre as comunidades cristãs e os Governos ajude a percorrer um caminho de justiça, paz e reconciliação, onde os membros de todas as etnias e religiões sejam respeitados. É triste constatar como está ainda distante, em vários países deste continente, um tal objectivo. Penso, em particular, na recrudescência das violências que afectam a Nigéria – como o indicam os atentados perpetrados contra várias igrejas durante o período natalício –, nas sequelas da guerra civil na Costa do Marfim, na instabilidade que persiste na Região dos Grandes Lagos e na urgência humanitária nos países do Corno da África. Peço uma vez mais à comunidade internacional que ajude, com solicitude, a encontrar uma solução para a crise que há anos perdura na Somália.

Finalmente, sinto o dever de sublinhar que uma educação correctamente entendida não pode deixar de favorecer o respeito pela criação. Não podemos esquecer as graves calamidades naturais que, ao longo de 2011, afectaram várias regiões do Sudeste asiático e os desastres ecológicos como o da central nuclear de Fukushima no Japão. A salvaguarda do ambiente, a sinergia entre a luta contra a pobreza e a luta contra as alterações climáticas constituem áreas importantes para a promoção do desenvolvimento humano integral. Por isso espero que, depois da XVII sessão da Conferência dos Estados Membros da Convenção da ONU sobre as Alterações Climáticas, que recentemente terminou em Durban, a comunidade internacional se prepare para a Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável («Rio+20») como uma autêntica «família das nações», ou seja, com grande sentido de solidariedade e responsabilidade para com as gerações presentes e as do futuro.

Senhoras e Senhores Embaixadores,

O nascimento do Príncipe da Paz ensina-nos que a vida não acaba no nada, que o seu destino não é a corrupção mas a imortalidade. Cristo veio para que os homens tenham a vida e a tenham em abundância (cf. Jo 10, 10). «Somente quando o futuro é certo como realidade positiva, é que se torna vivível também o presente»[5]. Animada pela certeza da fé, a Santa Sé continua a dar à Comunidade internacional o seu contributo próprio, guiada por um duplo intento que o Concílio Vaticano II – cujo cinquentenário se celebra este ano – definiu claramente: proclamar a sublime vocação do homem e a presença nele dum germe divino, e oferecer à humanidade uma cooperação sincera a fim de instaurar a fraternidade universal que a esta vocação corresponde[6]. Neste espírito, renovo a todos vós, extensivos aos membros das vossas famílias e aos vossos colaboradores, os meus votos mais cordiais para este novo ano.

Agradeço pela vossa atenção.

[1] Carta apostólica por ocasião do Ano Internacional da Juventude Dilecti amici (31 de Março de 1985), 15.
[2] Ibidem, 1.
[3] Homilia da Missa por ocasião do Dia Nacional das Famílias Católicas Croatas (Zagreb, 5 de Junho de 2011).
[4] Discurso na Jornada de reflexão, diálogo e oração pela paz e a justiça no mundo (Assis, 27 de Outubro de 2011).
[5] Carta encíclica Spe salvi (30 de Novembro de 2007), 2.
[6] Cf. Const. past. sobre a Igreja no mundo contemporâneo Gaudium et spes, 3.
Fonte: http://www.zenit.org/article-29445?l=portuguese
© Copyright 2012 - Libreria Editrice Vaticana

Vejamos entao a beleza de temas que tratou o Papa nesse discurso. Em nenhum lugar falou do chamado "matrimonio gay", jamais disse que esse é uma ameaça ao futuro da humanidade, mas sim o disse do aborto. Falou da crise atual, das violencias contra os cristaos em todo o mundo atualmente, falou sobre a crise ecológica, falou sobre as diversas guerras e revoluçao atuais, da educaçao dos jovens nesse periodo de crises. Nada disso mereceu a atençao dos jornalistas, mas sim algo que ele efetivamente nao disse. Mais um caso de falta de verdade, de injustiça e de manipulaçao das palavras do Papa. Algo lamentável, que nao é a primeira vez que ocorreu e estamos certos que continuará acontecendo, enquanto os jornalistas nao se decidirem a agir com amor à verdade e com princípios verdadeiramente éticos.

Deixamos aqui nosso protesto e divulgamos a verdade. Continuaremos com outros textos.

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Deputado gay ataca o Papa Bento XVI com informações falsas da Reuters

Mensagem por Pe. Anderson em Ter Jan 17, 2012 5:51 pm

Caros amigos,

Continuando, vejamos essas notícias:

Deputado gay ataca o Papa Bento XVI com informações falsas da Reuters
RIO DE JANEIRO, 16 Jan. 12 / 02:24 pm (ACI/EWTN Noticias)

Seguindo a onda de deturpações da mensagem do Papa Bento XVI ao corpo diplomático junto à Santa Sé, protagonizada pela agência Reuters, o deputado gay do PSOL, Jean Wyllys, escreveu um artigo publicado no Jornal do Brasil afirmando que o Papa “suspeito e acusado de ser simpático ao nazismo disse que o casamento civil igualitário (união homossexual) é uma ameaça à humanidade”. O deputado também chamou o Papa de “genocida em potencial” em sua conta de twitter. Católicos brasileiros estão exigindo a sua retratação através de uma campanha no twitter e uma petição pública.

O deputado Jean Wyllys é conhecido como um dos maiores apoiadores da causa LGBT. Suas posturas são tão radicais que o político chegou a criticar a senadora Marta Suplicy (PT-SP) que vem militando pela aprovação do projeto de Lei PLC 122, que criminaliza atitudes contrárias ao homossexualismo, afirmando que este “não atendia as necessidades da comunidade gay”.

Nas suas levianas acusações Jean Wyllys ignora que o Papa sempre se opôs ao nazismo e que nunca compareceu às reuniões das juventudes hitlerianas en onde foi inscrito porque o governo nazista exigia a todos. Segundo Volker Dahm, diretor de investigação sobre a era nazista do Instituto de História Contemporânea de Munique “aproximadamente 90 por cento dos jovens na Alemanha formou parte das juventudes hitlerianas. Negar-se a pertencer a elas era condenar-se a ser enviado a um campo de reeducação, algo similar a um campo de concentração”.

A postura da família Ratzinger inteira poderia ter-lhes custado as vidas, fato que Wyllys, supostamente um intelectual, desconhece por completo.

No seu sensacionalismo, o deputado gay parece não só ignorar o conteúdo do discurso papal, mas também o fato que jornalistas de bom senso, como Andrew Brown do Jornal inglês The Guardian (que não tem nenhum vínculo com a Igreja Católica), afirma, após revisar o discurso completo do Papa Bento XVI, que o Santo Padre lembra a necessidade de defender a família fundada no matrimônio entre homem e mulher mas não menciona para nada o "matrimônio gay".

"Sim, o Papa é católico. Mas não disse que o matrimônio gay seja uma ameaça para a humanidade. O Papa Bento XVI disse muitas coisas sobre a ecologia e a economia em seu discurso. Então, para quê inventar outra notícia?", escreveu Brown em seu artigo.

Por sua parte, o bispo auxiliar de Aracajú (SE), Dom Henrique Soares, também rechaçou as deturpações do discurso do Papa como as do deputado Jean Wyllys, ocorridas também em alguns meios de comunicação no Brasil como a revista Veja e denunciou “a sujeira e a má-fé da imprensa de modo geral quando se trata da Igreja e do Papa Bento XVI”.

“Eis, as palavras da Veja, que se considera séria e imparcial: “Endureceu o discurso contra a união homossexual o papa Bento XVI. O pontífice disse para diplomatas de 180 países que o casamento gay é ‘uma ameaça para o futuro da humanidade’”, escreveu Dom Henrique no seu blog.

“Aqui está! Foi assim com o Discurso do Papa em Ratisbona, na passagem em que se referiu a Maomé; foi assim quando falou da “chaga” que é a situação dos casais em segunda união; aqui no Brasil se afirmou que o Papa dissera que os casais em segunda união seriam uma “praga”; foi assim com outras situações sérias, como a atitude do então Cardeal Ratzinger na questão dos pedófilos que estavam no meio do clero emporcalhando o nome de Cristo e da Igreja! Sempre um modo de denegrir, de truncar a verdade para tornar o Papa odioso”, afirmou também o prelado.

“O raciocínio é simples: se tudo é família; nada é família! É o conceito de família de toda a sociedade que fica prejudicado pela imposição de uma minoria que hoje é poderosíssima! Esta é a posição da Igreja, do Papa e de qualquer pessoa de bom senso”, asseverou Dom Soares.

“Minha questão aqui é outra: trata-se da desonestidade da imprensa, que sempre procura, de modo capcioso, deturpar as palavras do Papa para torná-lo antipático e odioso ante a opinião pública. Não me preocupo se o Papa agrada ou não à mídia e aos “papas” da cultura secularizada atual; mas me indigna a sordidez dessa imprensa que se quer passar por isenta e honesta”, conclui Dom Henrique.

O blog Ancoradouro, também criticou um artigo de Wyllys aparecido na revista Carta Capital interpretando de má fé as palavras do Santo Padre incitando o “preconceito contra o Papa”

“Assim foi interpretado (o discurso papal) em uma sentença pelo político: “O amor e a felicidade como ameaças contra a humanidade: foi o que afirmou Bento XVI”.
“(...) Pura falta de interpretação textual, falta gravíssima para um professor, jornalista e escritor como também se apresenta Jean”, denunciou o blog.

“Jean Wyllys que se diz lutar contra o preconceito dissemina através das redes sociais e articulações na imprensa uma série de comentários irresponsáveis e venenosos com o intuito de amealhar revolta contra o Papa Bento XVI, a Igreja Católica e quem ouse discordar da opinião que deseja implantar a cultura gay. Estes logo são rotulados de homofóbicos”, denunciou também o blog Ancoradouro.

Com o tema: “Onde já se viu um deputado ofender um chefe de estado?” católicos de todo o Brasil decidiram convocar no dia 19 de janeiro às 18h um twitaço exigindo a retratação de Wyllys em suas afirmações contra o Papa Bento XVI. Cidadãos brasileiros também promoveram um abaixo-assinado pedindo que o deputado se retrate.

Para saber mais sobre o twitaço, visite:
http://domvob.wordpress.com/2012/01/12/brasil-um-pais-onde-os-politicos-nao-tem-a-educacao-que-deveriam-ter/foto-politica-3/

Para ver o post completo do Blog Ancoradouro, visite:
http://blog.opovo.com.br/ancoradouro/deputado-incita-preconceito-ao-papa-bento-xvi/

Para assinar a petição pública pedindo a retratação do deputado do PSOL, visite:
http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=RJW2012

Fonte: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=23022

Grande abraço a todos.

Pe. Anderson
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Jornal denuncia que agencia Reuters mentiu sobre discurso do Papa e o “matrimônio” gay

Mensagem por Pe. Anderson em Ter Jan 17, 2012 6:02 pm

Caros amigos,

Vejamos:

Jornal denuncia que agencia Reuters mentiu sobre discurso do Papa e o “matrimônio” gay
LONDRES, 14 Jan. 12 / 10:17 am (ACI)

Um jornalista do jornal britânico The Guardian denunciou que a agência Reuters atribuiu ao Papa Bento XVI uma frase sobre o “matrimônio homossexual” que ele nunca pronunciou e o converteu em alvo de furiosos ataques sem motivo em todo mundo.

O jornalista Andrew Brown revisou o discurso completo que o Papa Bento XVI dirigiu ao corpo diplomático na segunda-feira de 9 de janeiro no qual o Santo Padre recorda a necessidade de defender a família fundada no matrimônio entre homem e mulher, mas não menciona o “matrimônio gay”.

Brown questionou ao jornalista Philip Pullella da agência Reuters, a quem considera “um dos melhores e mais experientes correspondentes no Vaticano”, por publicar uma notícia na qual escreveu: “o Papa Bento disse na segunda-feira que o matrimônio gay é uma das várias ameaças à família tradicional que ameaçam ‘o próprio futuro da humanidade’”, atribuindo-lhe uma frase que o Papa não pronunciou.

“Sim, o Papa é católico. Mas não disse que o matrimônio gay seja uma ameaça para a humanidade. O Papa Bento XVI disse muitas coisas sobre a ecologia e a economia em seu discurso. Então, para quê inventar outra notícia?”, escreveu Brown em seu artigo reproduzido também em italiano pelo jornal vaticano L’Osservatore Romano em sua edição de hoje.

“Em seu discurso ao corpo diplomático no Vaticano (o Papa) não disse uma só palavra sobre o matrimônio gay”, sentenciou.

O jornalista do The Guardian destacou que o Papa sim falou a favor da família “apoiada no matrimônio entre homem e mulher” e disse que existem “políticas que ameaçam a família, ameaçam a dignidade humana e o próprio futuro da humanidade”; mas “não mencionou para nada” o “matrimônio gay”.

Andrew Brown acrescentou que o Santo Padre alertou sobre como o aborto compromete o futuro da humanidade, mas isso “não constitui um ataque ao matrimônio gay nem à homossexualidade”.

O jornalista britânico elogiou logo a capacidade do Papa para descrever com precisão a crise econômica, inclusive “muito melhor que Ed Miliband”, um dos principais peritos em economia no Reino Unido e que foi membro do gabinete do Primeiro-ministro Gordon Brown até o ano 2010.

Andrew Brown também elogiou o Papa por sua perspectiva do tema ecológico.

Brown criticou duramente a burocracia do Vaticano e admitiu que “às vezes como jornalista, deve-se explicar o que (o Vaticano) quer dizer”. Entretanto, esclareceu que “nada disto explica nem justifica afirmar que ele (o Papa) disse que o matrimônio gay era uma ameaça para o futuro da humanidade. Ele não o fez”.

Fonte: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=23020Um

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Cardeal de SP lamenta distorção da Reuters sobre discurso do Papa

Mensagem por Pe. Anderson em Ter Jan 17, 2012 6:05 pm

Caros amigos,

Mais uma noticia:

Cardeal de SP lamenta distorção da Reuters sobre discurso do Papa
janeiro 17, 2012 Pascom No comments


Em entrevista ao jornal ‘O São Paulo’, o Cardeal Odilo Scherer, Arcebispo metropolitano de São Paulo, comenta episódio em que a agência de notícias Reuters ditorceu o discurso do Papa Bento XVI ao corpo diplomático credenciado junto à Santa Sé, na segunda-feira, 9. Segundo a agência, o Papa teria afirmado que o “casamento gay” é uma ameaça à humanidade, mas o texto original do discurso nem traz a expressão “casamento gay”.

O SÃO PAULO - Qual a opinião do senhor sobre o episódio da Reuters com o Papa Bento XVI?

Dom Odilo Scherer – É lamentável que uma Agência de Notícias, como a Reuters, que era tão conceituada, se preste para veicular uma notícia totalmente distorcida a respeito do Papa Bento XVI. Os títulos, muitas vezes, acabam fazendo a notícia, mesmo se a matéria não confere com o título. Isso é falta de ética na Comunicação. Eu esperaria um bom pedido de desculpas público da parte da Reuters.

O SÃO PAULO - Para a imprensa, em especial, para aos veículos católicos, qual a lição que fica desse episódio?

Dom Odilo Scherer – A Comunicação deve primar pela verdade, sem induzir as pessoas a conhecimentos e julgamentos falsos a respeito de pessoas e suas afirmações e de fatos. É preciso deixar de lado a tentação do sensacionalismo e de apresentar os fatos e as pessoas, com suas afirmações, através de filtros ideológicos; nem se deve colocar na boca dos outros, de autoridades, aquilo que gostaríamos nós de afirmar. Não é ético.

O SÃO PAULO - Como as pessoas devem lidar com as informações passadas pela mídia?

Dom Odilo Scherer – Devem ler e ouvir muito, não ficando com uma única informação superficial, não se contentar com a leitura dos títulos, nem apenas com informações já filtradas; melhor é sempre procurar a afirmação original, do próprio autor. De fato, eu havia lido o discurso do Papa aos representantes do Corpo Diplomático acreditado junto à Santa Sé e não vi nada daquilo que o título da Reuters fazia pensar… Diante de tanta informação, pode-se ficar confuso e informado erroneamente. É preciso manter a cabeça fria e não perder o senso crítico, nem o senso da verdade e da ética.

Fonte: http://www.diocesepetropolis.org.br/pastoraldacomunicacao/?p=2367

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Papa Bento 16 serviu obrigatoriamente no exército de Hitler, desertou e foi feito prisioneiro de guerra

Mensagem por Pe. Anderson em Ter Jan 17, 2012 6:09 pm

da Folha Online

Nascido em Marktl am Inn, na Alemanha, em 1927, o jovem alemão Joseph Ratzinger tinha 12 anos de idade quando a Segunda Guerra Mundial estourou em 1939. A pouca idade impediu que fosse imediatamente chamado para servir no exército de Hitler. Mas em 1943, já com 16 anos, quando era seminarista, Ratzinger foi chamado pela primeira vez para realizar "trabalhos auxiliares" no exército alemão. Morou com militares e trabalhou em serviços antiaéreos em Munique. Um ano depois, recebeu convocação para o "serviço de trabalho do Reich".

A história de como Bento 16 serviu no exército de Hitler, construiu trincheiras, marchou cantando canções de guerra, foi humilhado, viu seu primo ser assassinado pelos nazistas, desertou, correu o risco de ser fuzilado e foi feito prisioneiro de guerra pode ser lida no trecho abaixo, retirado da biografia "Bento XVI - O Guardião da Fé" (Record).

No livro, o vaticanista Andrea Tornielli reconstrói a trajetória de Bento 16 através de testemunhos, de recordações pessoais e da análise do pensamento teológico e da produção intelectual do papa.

Leia abaixo trecho do livro "Bento XVI" sobre o período em que Joseph Ratzinger serviu o exército de Hitler e saiba mais sobre o livro.

(...)

O início da guerra determina o confisco da sede do seminário, que se torna um hospital para doenças contagiosas. Assim é que os seminaristas são alojados na sede do Colégio Feminino das Damas Inglesas, que permanecia completamente vazio.

O primo assassinado por ser deficiente

Na autobiografia, Ratzinger não se refere a um episódio, que revela em 28 de novembro de 1996 durante uma conferência internacional promovida no Vaticano pelo Pontifício Conselho da Pastoral de Saúde. Um episódio doloroso: o assassinato pelos nazistas de um parente portador da síndrome de Down. Ratzinger fala disto para alertar contra o risco "sempre iminente" de "um retorno à barbárie", isto é, do risco da exclusão de alguns seres humanos da categoria daqueles que merecem respeito. "O menino eliminado pelos nazistas", disse o cardeal, "que em 1941 tinha 14 anos, era mais jovem que eu alguns anos. Era robusto, mas demonstrava progressivamente os sinais típicos da síndrome de Down. Despertava simpatia na simplicidade de sua mente ofuscada, e a sua mãe, que já havia perdido uma filha com uma morte prematura, lhe era sinceramente afeiçoada. Mas, em 1941, foi ordenado pelas autoridades do Terceiro Reich que ele devia ser hospitalizado para receber uma assistência melhor." "Não havíamos ainda suspeitado", continuou Ratzinger, "das operações de eliminação dos mentalmente debilitados, a qual já havia sido iniciada no fim dos anos trinta. Pouco tempo depois, recebeu-se a notícia de que o menino havia morrido de pneumonia e seu corpo fora cremado. A partir daquele momento, multiplicaram-se as notícias desse gênero."

Naquele mesmo ano, em 1941, com a precipitação dos acontecimentos de guerra, todos os seminaristas voltaram para casa, inclusive Georg e Joseph Ratzinger. O irmão mais velho do futuro pontífice tinha 17 anos, e no verão de 1941 foi registrado no chamado "serviço de trabalho", e em seguida, no outono na Wermacht, era radiotelegrafista. Depois de ter passado pela França, Holanda e Tchecoslováquia, foi convocado para a fronteira italiana. Joseph é ainda jovem demais, pode ainda se dedicar um pouco mais ao estudo dos clássicos, à poesia e à tradução dos textos litúrgicos. Mas, com 16 anos, por causa do reduzido número de soldados, foi convocado para um trabalho como auxiliar, junto com um pequeno grupo de seminaristas: foi obrigado a morar nas barracas como os militares regulares, usar os mesmos uniformes, entretanto lhe sendo concedido freqüentar algumas aulas. Tem que trabalhar nos serviços antiaéreos em Munique. Depois foi transferido para Gilching, ao norte de Ammersee.

Em 10 de setembro de 1944, tendo atingido a idade do serviço militar propriamente dito, Joseph foi colocado na divisão antiaérea e, tão logo voltou para casa, em Traunstein, encontrou a convocação para o "serviço de trabalho do Reich". Dez dias depois, "uma viagem interminável me levou finalmente a Burgenland, onde, com muitos amigos do ginásio de Traunstein, fui designado para um campo situado no local do território onde a Áustria faz fronteira com a Hungria e a Tchecoslováquia". "Aquelas semanas de trabalho", acrescenta Ratzinger, "permanecem em minha memória como uma recordação opressiva. Os nossos superiores eram em grande parte provenientes da comumente chamada Legião Austríaca. Tratava-se de nazistas do primeiro time... pessoas fanaticamente ideologizadas, que nos tiranizavam com violência."

O futuro pontífice recorda, em particular, de um episódio: uma noite, os jovens convocados foram tirados das camas e, meio adormecidos, reunidos na praça da caserna. Um oficial os chamou um a um, tentando convencê-los a entrar como "voluntários" no corpo da SS. "Muitos companheiros de armas, que no entanto eram pessoas de bom coração, foram integrados desse modo naquele corpo criminal." Joseph Ratzinger, juntamente com alguns outros, disse que tinha intenção de se tornar um "sacerdote católico": "Fomos cobertos de escárnios e de insultos e perseguidos, mas essas humilhações nos deram muito prazer, no momento em que nos libertavam da ameaça desse recrutamento falsamente voluntário e de todas as suas conseqüências."

Depois de ter trabalhado algumas semanas na construção da assim chamada "trincheira sudeste" em Burgenland, em 20 de novembro foi enviado para casa de trem. O trem não parava em Traunstein, e assim o jovem foi obrigado a saltar do vagão em movimento. Passaram-se ainda três semanas até chegar o chamado para o exército propriamente dito. Ratzinger tem sorte: foi de fato designado para o quartel de infantaria de sua região. Não combate, mas tem que marchar junto com seus companheiros pelas estradas cantando canções de guerra "para mostrar à população civil que o Führer dispunha ainda de soldados jovens recentemente treinados".

Prisioneiro de guerra

Na primavera, fim de abril, não obstante a cidade fosse cercada pelos militares que tinham ordem de fuzilar os desertores de seus postos, Joseph decide voltar para casa. Toma uma estrada secundária, mas na saída de um caminho encontra subitamente dois soldados de guarda. "Por sorte", conta o cardeal, "eram daqueles que não agüentavam mais a guerra e não queriam se transformar em assassinos." Com a chegada dos americanos, a casa da família Ratzinger foi escolhida como quartel-general aliado: Joseph foi identificado como soldado do Reich e retido como prisioneiro de guerra. Consegue levar consigo um caderno e um lápis: "Uma escolha aparentemente pouco prática, mas, na realidade, aquele caderno se revelou para mim uma maravilhosa companhia, porque, dia após dia, ali pude escrever pensamentos e reflexões de todos os tipos; cheguei também a me arriscar na composição de hexâmetros gregos."

Depois de vários dias de marcha, os prisioneiros foram reunidos num espaço aberto, em um terreno agrícola em Bad Aibling, juntamente com outros cinqüenta mil soldados alemães. "A alimentação consistia de um prato de sopa e um pedaço de pão por dia." Entre os prisioneiros, os estudantes de teologia encontraram graduados em universidades e até mesmo professores de várias origens e provenientes de diferentes lugares, e conseguiram organizar conferências e discussões no campo de concentração.

Em 19 de junho de 1945, depois de ter sido submetido aos controles regulares, Ratzinger foi libertado e se encaminha para casa. Na noite da chegada, festeja-se em família: "Em toda a minha vida nunca eu comi uma refeição tão gostosa como aquela que minha mãe me preparou com os produtos da nossa horta." Em julho do mesmo ano, Georg também faz seu retorno à casa, bronzeado pelo sol italiano.

"Bento XVI - O Guardião da Fé"
Autor: Andréa Tornielli
Editora: Record
Páginas: 238
Quanto: R$ 41,00
Como comprar: pelo telefone 0800-140090 ou no site da Livraria da Folha

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u498951.shtml

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Re: O Papa Bento XVI disse que o matrimonio gay é uma ameaça à humanidade?

Mensagem por Pe. Anderson em Ter Jan 17, 2012 6:42 pm

Caros amigos,

Em diversas ocasioes o Papa se pronunciou em contra do Nazismo, que tanto o fez sofre, assim como à sua familia, amigos e à sua Naçao em geral. É terrivel que pessoas possam mentir e jogar com o sofrimento dessas pessoas, querendo insinuar que todos os alemaes que viveram durante a época da II Guerra Mundial eram nazistas. Na verdade, naquela época muitos dos alemaes sofreram tanto, porque nao estavam de acordo com aquela política desumana, especialmente os cristaos, católicos e protestantes; naquela época muitos mforam condenados aos campos de concentraçao por sua igual fé em Cristo. Nessas circunstancias nasceu o movimento ecumenico, quando católicos e protestantes alemaes deram testemunho de sua fé em Cristo, morrendo e sofrendo nos campos de concentraçao. Vejamos algumas palavras do Papa sobre esse terrivel sofrimento da sua época.

VISITA AO SACRÁRIO DAS FOSSAS ARDEATINAS PALAVRAS DO PAPA BENTO XVI
Fossas Ardeatinas
Domingo, 27 de Março de 2011

http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2011/march/documents/hf_ben-xvi_spe_20110327_fosse-ardeatine_po.html

http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/audiences/2011/documents/hf_ben-xvi_aud_20110608_po.html

http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2010/september/documents/hf_ben-xvi_spe_20100917_societa-civile_po.html

http://www.zenit.org/article-28205?l=portuguese

http://www.zenit.org/article-28956?l=portuguese

Na Inglaterra, o Papa disse essas fortes palavras:
http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2010/september/documents/hf_ben-xvi_spe_20100916_incontro-autorita_po.html

Também na nossa época podemos recordar como a Grã-Bretanha e os seus chefes se opuseram a uma tirania nazista que tinha no ânimo desenraizar Deus da sociedade e negava a muitos a nossa comum humanidade, sobretudo aos judeus, que eram considerados como não dignos de viver. Além disso, desejo recordar a atitude do regime em relação aos pastores cristãos e aos religiosos que proclamaram a verdade no amor; opuseram-se aos nazistas e pagaram com a própria vida a sua oposição. Enquanto reflectimos sobre os motes do extremismo ateu do século XX, jamais podemos esquecer como a exclusão de Deus, da religião e da virtude da vida pública conduz em última análise a uma visão incompleta do homem e da sociedade, e portanto a «uma visão redutiva da pessoa e do seu destino» (Caritas in veritate, 29).

Há sessenta e cinco anos a Grã-Bretanha desempenhou um papel fundamental no forjamento do consenso internacional do pós-guerra, o que favoreceu a fundação das Nações Unidas e deu início a um período de paz e de prosperidade na Europa, desconhecido até àquele momento. Nos anos mais recentes a comunidade internacional seguiu de perto os acontecimentos na Irlanda do Norte, os quais levaram à assinatura do Acordo da Sexta-feira Santa e à devolução de poderes à Assembleia da Irlanda do Norte. O governo de Vossa Majestade e o da Irlanda, juntamente com os representantes políticos, religiosos e civis da Irlanda do Norte, apoiaram o nascimento de uma resolução pacífica do conflito local. Encorajo quantos estão envolvidos a prosseguir corajosamente juntos o caminho pela senda traçada rumo a uma paz justa e duradoura.

http://www.zenit.org/article-28144?l=portuguese

http://www.zenit.org/article-27594?l=portuguese
Papa alemão no monumento às vítimas do nazismo em Roma
Acompanhado pelo rabino-chefe de Roma

http://www.zenit.org/article-26071?l=portuguese
Papa presta homenagem aos britânicos que deram sua vida contra o nazismo
70 anos depois da Batalha da Inglaterra

http://www.zenit.org/article-26009?l=portuguese
Papa recorda a alemães o exemplo dos mártires do nazismo
Mostra também a preocupação da Igreja pela proteção da família e da vida

http://www.zenit.org/article-26828?l=portuguese
Católicos e nazistas
O papel da religião no Terceiro Reich
Pe. John Flynn, LC
ROMA, domingo, 19 dezembro de 2010 (ZENIT.org) - A Igreja é muitas vezes criticada por não ter feito o suficiente para se opor a Hitler. Em sua recente viagem à Inglaterra e Escócia, Bento XVI teve a oportunidade de apresentar o outro lado da moeda, lembrando o caráter antirreligioso do regime nazista.

http://www.zenit.org/article-23846?l=portuguese
Papa: “no seminário, compreendi que Cristo era mais forte que a tirania”
No discurso proferido ao receber a cidadania honorária da cidade de Freising, na Alemanha
CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 19 de janeiro de 2010 (ZENIT.org).– A desolação deixada pelo nazismo, o desejo de renascer no pós-guerra e a certeza de que a tirania pode ser vencida por Cristo: foram estes os sentimentos ligados aos anos de formação no seminário, lembrados com emoção por Bento XVI ao receber, em 16 de janeiro passado, o título de cidadão honorário da cidade de Freising, Alemanha.

http://www.zenit.org/article-22822?l=portuguese
Quando a Igreja alemã excomungou o nazismo
Importante descoberta da “Pave the Way Foundation”
Por Antonio Gaspari
NOVA YORK, quinta-feira, 1º de outubro de 2009 (ZENIT.org).- Nada de "Papa de Hitler". Nada de colaboradores voluntários do nazismo. Alguns documentos encontrados na Alemanha pela Pave the Way Foundation (PTWF) provam que, desde setembro de 1930, os bispos católicos haviam excomungado o Partido Nazista de Hitler.

http://www.zenit.org/article-21612?l=portuguese

Papa: Holocausto, extermínio brutal de um regime sem Deus, denuncia Papa
Uma mão estendida àqueles que o haviam criticado ao despedir-se de Israel
TEL AVIV, sexta-feira, 15 de maio de 2009 (ZENIT.org).- Bento XVI foi acusado por vozes judaicas ao não utilizar a palavra “assassinato” nem fazer referências ao nazismo em seu discurso no memorial do Holocausto de Yad Vashem. Ao despedir-se de Israel, o pontífice foi mais longe do que seus acusadores reconheciam: denunciou que aqueles mortos foram “brutalmente exterminados” por um “regime sem Deus”.

http://www.zenit.org/article-18196?l=portuguese
Papa mostra erro do nazismo aos jovens: separar verdade da liberdade
A liberdade deve estar fundada sobre a verdade, diz a mais de 20 mil rapazes e moças em Nova York

http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2006/may/documents/hf_ben-xvi_spe_20060528_auschwitz-birkenau_po.html

VIAGEM APOSTÓLICA DO PAPA BENTO XVI À POLÓNIA
DISCURSO DO SANTO PADRE DURANTE A VISITA AO CAMPO DE CONCENTRAÇÃO DE AUSCHWITZ-BIRKENAU
Domingo, 28 de Maio de 2006

Tomar a palavra neste lugar de horror, de acúmulo de crimes contra Deus e contra o homem sem igual na história, é quase impossível e é particularmente difícil e oprimente para um cristão, para um Papa que provém da Alemanha. Num lugar como este faltam as palavras, no fundo pode permanecer apenas um silêncio aterrorizado um silêncio que é um grito interior a Deus: Senhor, por que silenciaste? Por que toleraste tudo isto? É nesta atitude de silêncio que nos inclinamos profundamente no nosso coração face à numerosa multidão de quantos sofreram e foram condenados à morte; todavia, este silêncio torna-se depois pedido em voz alta de perdão e de reconciliação, um grito ao Deus vivo para que jamais permita uma coisa semelhante.
...
A humanidade atravessou em Auschwitz-Birkenau um "vale escuro". Por isso desejo, precisamente neste lugar, concluir com a oração de confiança com um Salmo de Israel que é, ao mesmo tempo, uma oração da cristandade: "O Senhor é o meu pastor: nada me falta. Em verdes prados me fez descansar e conduz-me às águas refrescantes. Reconforta a minha alma e guia-me por caminhos rectos, por amor do seu nome. Ainda que atravesse vales tenebrosos, de nenhum mal terei medo porque Tu estás comigo. A tua vara e o teu cajado dão-me confiança... habitarei na casa do Senhor para todo o sempre" (Sl 23, 1-4.6).

Poderia citar outros discursos do Papa sobre esse tema, outras condenaçoes suas do Nazismo, mas sao muitissimos. Deixamos esses textos e esperamos que a superficialidade nao se faça regra, que a verdade nao seja sufocada pelo sensacionalismo e pela falta de ética, pelo ódio irracional contra os católicos (tambem chamado de "catolicofobia"). Deixamos esses textos e lembramos que "a pior mentira é a que mais se parece à verdade" (Chesterton).

Grande abraço a todos.

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Re: O Papa Bento XVI disse que o matrimonio gay é uma ameaça à humanidade?

Mensagem por Pe. Anderson em Qui Jan 19, 2012 5:36 pm

Caros amigos,

Completando, vamos relembrar: "os princípios editorais dos meios de comunicaçao aplicados ao Papa Bento XVI":

http://quemtembocavaiaroma.livreforum.com/t982-principios-editorais-dos-meios-de-comunicacao-aplicados-ao-papa-bento-xvi

Número 5: Quando o Papa faz um importante discurso:

a) regra de ouro: ignore-o!
b) finja que o Papa não tenha falado, exceto para lamentar o fato de que o Papa não se expressou sobre um determinado assunto;
c) distorça o pensamento do papa quando ele diz algo que não agrada a você ou a seu editor;
d) force alguns conceitos se as frases do Papa possam ser interpretadas a favor de sua ideologia política ou da de seu editor;
e) o “sim” à vida deve tornar-se o “não à pílula do dia seguinte”, o “sim” à família deve tornar-se o “não aos casais de fato e, em particular, aos gays”;
f) se o Papa “repreende” os bispos de um certo país, tome sempre a defesa dos prelados em nome da colegialidade!
g) cite sempre o Concílio e insinue que o Papa quer anular todos os documentos conciliares;
h) entreviste Hans Küng para que recorde mais uma vez ter sido perito conciliar [neste caso o genérico, Leonardo Boff, é incompetente; ele pode, entretanto, falar do processo cruel a que foi submetido pelo Cardeal Ratzinger e de como foi defendido pelos cardeais Arns e Lorscheider];
i) lembre-se sempre de evidenciar que Bento XVI não faz nada e não diz nada que não tenha já dito ou feito o seu predecessor;
j) se o Papa diz algo que vai contra a sua fé política ou a de seu editor, vá correndo para a praça pública e grite: “Ingerência!”;
k) se o Papa, porém, disser algo contra a ideologia do partido que não agrada a você ou a seu editor, postule a advertência papal, o anátema ou a eventual excomunhão. Recorde que o Santo Padre e a Igreja não podem se calar. Cante “Hosanas” quando Bento XVI se exprime como agrada a você e a seu editor;
l) destaque que Bento XVI não é um Papa político mas, se fala de ética, faça com que as pessoas percebem que ele comete grave ingerência nos negócios políticos de um outro país;

Esses casos me faz ter que reconhecer a afirmação de um jornalista italiano: "a única coisa que a imprensa mundial jamais perdoou a joseph Ratzinger é o fato dele ter se tornado o Papa Bento XVI".

Nos aqui afirmamos que não queremos que todas as pessoas acreditem que o Papa é infalível, basta-nos mostrar a alguns que os jornalistas sim são falíveis.

Grande abraço a todos.

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Re: O Papa Bento XVI disse que o matrimonio gay é uma ameaça à humanidade?

Mensagem por Leo Santos em Sab Mar 17, 2012 11:19 am

Pessoas como esee jean wylis fazem um escarcéu sobre coisa alguma só para bancar a vítima coitadinha inofensiva e por causa desta e de outras ações vivemos hoje na ditadura das minorias e qualquer declaração do Papa é distorcida para pintá-lo como um monstro, algo que ele não é.

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Re: O Papa Bento XVI disse que o matrimonio gay é uma ameaça à humanidade?

Mensagem por Pe. Anderson em Sab Mar 17, 2012 11:27 am

Leo Santos,

Bem-vindo de novo ao nosso forum. Obrigado pela participação.

Forte abraço.

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Re: O Papa Bento XVI disse que o matrimonio gay é uma ameaça à humanidade?

Mensagem por Leo Santos em Sab Mar 17, 2012 11:30 am

Li o seu artigo no site do Heitor de Paola, Anderson.
Como foi o processo de pesquisa e criação dele e como você ouviu falar do site?

A imprensa hoje distorce tudo o que o Papa fala e ai de quem contrariar os "coitadinhos" remelentos.

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Re: O Papa Bento XVI disse que o matrimonio gay é uma ameaça à humanidade?

Mensagem por Geovanni146 em Sab Mar 17, 2012 3:19 pm

Olá Pe. Anderson, primeiramente  a sua bênção.

Confesso que vi a chegada do nosso santo Padre, Bento XVI, com reservas, afinal de contas João Paulo II com todo aquele carisma parecia insubstituível. Isso somado ao bombardeio de calunias que a imprensa vem vinculando, pode até confundir os mais incautos. Infelizmente os nossos  jornalistas, na sua grande maioria, não estão comprometidos com a verdade. É quase regra geral, não buscam a informação na fonte original, um click no Google e pronto, está criado mais um factóide.  

Mas, após ler sua "introdução ao cristianismo", Jesus de Nazaré 1e 2 e Luz do Mundo, me deparei com um homem extremamente sábio, que mergulhou profundamente nos mistérios de Cristo, e de uma simplicidade comovente: "Não preciso certamente dizer que este livro não é de modo algum um ato de magistério, mas unicamente expressão da minha procura pessoal "do rosto do Senhor" (livro Jesus de Nazaré, citando o Sal. 27,8)". 

Não tenho medo de errar, o rebanho de Cristo está confiado em boas mãos! É seguro afirmar, sem teorias de conspiração, que Bento XVI é um mártir dos tempos modernos -vítima de uma imprensa canalha!

Sobre os homoafetivos, olhando apenas superficialmente as notícias vinculadas nesses meios de comunicação, o que fica é uma impressão distorcida da verdade sobre a realidade dessa classe. 

Entendo que há discriminação sim, mas as coisas devem ser colocadas da maneira correta; nem todos são coitadinhos perseguidos, tem muita coisa errada no meio desse povo e isso deve ser mostrado também, não como forma de mais um preconceito, mas para que seja discutido e melhorado. 

É difícil ver alguém na televisão falar verdadeiramente no que está se transformando a parada gay, por exemplo. O que deveria ser a manifestação de uma minoria que luta por direitos iguais (o que é louvável), esta se convertendo num ato de pura promiscuidade e libertinagem. Lamentável!

Se querem se manifestar, firmeza, tem meu apoio, mas vamos fazer da maneira certa. O espaço de um termina quando começa o espaço do outro, respeito mútuo é o que devemos ter. Aquele uso de imagens de santo naquela parada gay foi algo como que lamentável. Já imaginou, Pe. Anderson, se a Igreja usasse como exemplo de possessão demoníaca um homoafetivo? Mas não, a Igreja é prudente, sábia, vê apenas filhos desorientados que precisam ser ajudados...

Só para finalizar, quero deixar bem claro aos meus irmãos homoafetivos que, como cristão católico, sou solidário ao sofrimento de muitos de vocês, mas pelo certo.

Abraço. 

Geovanni146

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Re: O Papa Bento XVI disse que o matrimonio gay é uma ameaça à humanidade?

Mensagem por Pe. Anderson em Sab Mar 17, 2012 5:43 pm

Caro Leo,

Eu nem sei quem é esse Heitor de Paola. Depois procurei na internet e vi que meus artigos estao no site dele. Eu os publiquei primeiramente aqui e no site presbiteros e dai estao sendo difundidos em diversos sites da internet. Espero que isso possa fazer bem a muitas pessoas, é o que eu peço a Deus.

Caro Geovanni eu estou cada vez mais convencido que o Papa Bento XVI é um grande sábio e um grande santo. Na ultima vez que eu estive diante dele foi no encontro dele com o clero de Roma, no qual ele fez uma meditação extraordinária por 45 minutos sem ler nada. De acordo com o que ele falava me veio algo a mente que eu nao tinha pensado: "entendo porque ele é perseguido agora: porque ele vive aquilo que prega, e isso é um escândalo no mundo atual".

Há uma afirmação no livro dele, Introdução ao Cristianismo que no faz entender muito do que ele vive: "Jesus Cristo foi condenado a morte pela opinião pública". Nada mais certo, a santidade incomoda a muita gente. Há quem diga o seguinte: "Só há uma coisa que a imprensa internacional jamais perdoou a J. Ratzinger: ele ter se tornado o Papa Bento XVI". Acho correta essa afirmação.

Depois continuo, grande abraço e obrigado pela participação de voces.

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Re: O Papa Bento XVI disse que o matrimonio gay é uma ameaça à humanidade?

Mensagem por RenatoPaulo em Dom Mar 18, 2012 1:00 pm

Padre Anderson,

De um "grito" e fuja desse sistema.
Siga o verdadeiro Jesus Cristo e nasça de novo.

Este é o meu pensamento de momento.

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Re: O Papa Bento XVI disse que o matrimonio gay é uma ameaça à humanidade?

Mensagem por Pe. Anderson em Dom Mar 18, 2012 1:18 pm

Caro Renato

Não entendo o que voce quer dizer. Eu procuro ler tudo o que o Papa diz e estudo a Biblia há uns 15 anos e jamais vi uma oposição ou contradição entre as palavras das Escrituras, do Magistério da Igreja e dos Papas. Se voce ve oposição entre algo, diga-nos o que, em concreto, assim podemos discutir. Há sempre a possibilidade de não entendermos bem aquilo o que lemos. Para isso serve o diálogo, que é muito melhor do que nos fecharmos em nós mesmos.

O que lhe faz crer que eu não sigo Jesus Cristo? Com todo o respeito, mas só Deus é onipotente e só Ele pode julgar os corações e intenções. Devemos estar atentos para não dar a aparecer que estamos nos colocando no lugar de Deus. "Só Deus é meu juiz", diz Sao Paulo.

Eu rezo por voce e agradeçerei se voce rezar por mim. Termino com uma frase de São Ciprriano "não pode ter a Deus por Pai quem não tem a Igreja por sua mãe". Grande abraço.

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Re: O Papa Bento XVI disse que o matrimonio gay é uma ameaça à humanidade?

Mensagem por Pe. Anderson em Sab Dez 22, 2012 7:57 am

Caros amigos,

Vejam mais uma manipulação feita pelo Jornal o Estado de São Paulo das palavras do Papa Bento XVI:

http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,papa-condena-casamento-gay-em-discurso-de-natal,976528,0.htm

A rejeição do papa ao casamento gay tomou novos patamares nesta sexta-feira, 21. Bento XVI denunciou o que descreveu como pessoas que manipulam o gênero dado por Deus para adaptar suas opções sexuais, destruindo a "essência do ser humano" no processo. O líder religioso fez os comentários hoje em seu discurso anual de Natal para os agentes administrativos do Vaticano, uma das falas mais importantes do ano, que ele dedicou neste ano à promoção dos valores familiares.

Durante o discurso, Bento citou o rabino chefe da França ao dizer que a campanha para conceder direitos de casamentos aos homossexuais era "um ataque" à família tradicional composta de pai, mãe e filhos. O papa também incluiu denúncias ao casamento entre pessoas do mesmo sexo em sua mensagem de paz divulgada recentemente, quando disse que o casamento gay, assim como o aborto e a eutanásia, era uma ameaça à paz mundial.

Bento XVI disse que a teoria dos gêneros, que "é apresentada como uma nova filosofia de sexualidade", é uma "falácia". Segundo ele, contém erros profundos ao negar que o homem nasce homem ou mulher, manipula a natureza e compromete a dignidade da família e dos homens.

O tema já havia gerado polêmica no início do ano, quando o papa afirmou que o casamento gay era "ameaça ao futuro da humanidade". Na ocasião, ele havia afirmado que "políticas que sabotam a família ameaçam a dignidade e o futuro da própria humanidade".

Agora vejam o que o Papa realmente disse:

http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2012/december/documents/hf_ben-xvi_spe_20121221_auguri-curia_po.html

« Nestas palavras, manifesta-se o fundamento daquilo que hoje, sob o vocábulo “gender – género”, é apresentado como nova filosofia da sexualidade. De acordo com tal filosofia, o sexo já não é um dado originário da natureza que o homem deve aceitar e preencher pessoalmente de significado, mas uma função social que cada qual decide autonomamente, enquanto até agora era a sociedade quem a decidia. Salta aos olhos a profunda falsidade desta teoria e da revolução antropológica que lhe está subjacente. ...Homem e mulher como realidade da criação, como natureza da pessoa humana, já não existem. O homem contesta a sua própria natureza; agora, é só espírito e vontade. A manipulação da natureza, que hoje deploramos relativamente ao meio ambiente, torna-se aqui a escolha básica do homem a respeito de si mesmo. Agora existe apenas o homem em abstracto, que em seguida escolhe para si, autonomamente, qualquer coisa como sua natureza. Homem e mulher são contestados como exigência, ditada pela criação, de haver formas da pessoa humana que se completam mutuamente. Se, porém, não há a dualidade de homem e mulher como um dado da criação, então deixa de existir também a família como realidade pré-estabelecida pela criação».

http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/messages/peace/documents/hf_ben-xvi_mes_20121208_xlvi-world-day-peace_po.html

4. Caminho para a consecução do bem comum e da paz é, antes de mais nada, o respeito pela vida humana, considerada na multiplicidade dos seus aspectos, a começar da concepção, passando pelo seu desenvolvimento até ao fim natural. Assim, os verdadeiros obreiros da paz são aqueles que amam, defendem e promovem a vida humana em todas as suas dimensões: pessoal, comunitária e transcendente. A vida em plenitude é o ápice da paz. Quem deseja a paz não pode tolerar atentados e crimes contra a vida.

Aqueles que não apreciam suficientemente o valor da vida humana, chegando a defender, por exemplo, a liberalização do aborto, talvez não se dêem conta de que assim estão a propor a prossecução duma paz ilusória. A fuga das responsabilidades, que deprecia a pessoa humana, e mais ainda o assassinato de um ser humano indefeso e inocente nunca poderão gerar felicidade nem a paz. Na verdade, como se pode pensar em realizar a paz, o desenvolvimento integral dos povos ou a própria salvaguarda do ambiente, sem estar tutelado o direito à vida dos mais frágeis, a começar pelos nascituros? Qualquer lesão à vida, de modo especial na sua origem, provoca inevitavelmente danos irreparáveis ao desenvolvimento, à paz, ao ambiente. Tão-pouco é justo codificar ardilosamente falsos direitos ou opções que, baseados numa visão redutiva e relativista do ser humano e com o hábil recurso a expressões ambíguas tendentes a favorecer um suposto direito ao aborto e à eutanásia, ameaçam o direito fundamental à vida.

Também a estrutura natural do matrimónio, como união entre um homem e uma mulher, deve ser reconhecida e promovida contra as tentativas de a tornar, juridicamente, equivalente a formas radicalmente diversas de união que, na realidade, a prejudicam e contribuem para a sua desestabilização, obscurecendo o seu carácter peculiar e a sua insubstituível função social.

Estes princípios não são verdades de fé, nem uma mera derivação do direito à liberdade religiosa; mas estão inscritos na própria natureza humana – sendo reconhecíveis pela razão – e consequentemente comuns a toda a humanidade. Por conseguinte, a acção da Igreja para os promover não tem carácter confessional, mas dirige-se a todas as pessoas, independentemente da sua filiação religiosa. Tal acção é ainda mais necessária quando estes princípios são negados ou mal entendidos, porque isso constitui uma ofensa contra a verdade da pessoa humana, uma ferida grave infligida à justiça e à paz.

Por isso, uma importante colaboração para a paz é dada também pelos ordenamentos jurídicos e a administração da justiça quando reconhecem o direito ao uso do princípio da objecção de consciência face a leis e medidas governamentais que atentem contra a dignidade humana, como o aborto e a eutanásia.

Na minha opinião esse jornalismo irresponsável, sem nenhum compromisso ético é o que realmente pode realmente ser um perigo à paz mundial, pois acaba suscitando ódios, em vez de informar o que realmente foi dito.

Fiquemos atentos e não nos calemos.

Grande abraço a todos.

Pe. Anderson
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Re: O Papa Bento XVI disse que o matrimonio gay é uma ameaça à humanidade?

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Qui Mar 14, 2013 11:17 pm

Caros amigos,

Transcrevo aqui uma carta aberta do Papa Francisco sobre o casamento homossexual quando ocupava o posto de arcebispo de Buenos Aires:

"Escrevo estas linhas a vocês que estão nos quatro monastérios de Buenos Aires. O povo argentino deverá confrontar, nas próximas semanas, uma situação cujo resultado pode ferir gravemente a família. Trata-se do projeto de lei sobre o matrimônio de pessoas do mesmo sexo.

Aqui estão em jogo a identidade e a sobrevivência da família: pai, mãe e filhos. Está em jogo a vida de tantas crianças que serão discriminadas de antemão, privando-se do amadurecimento humano que Deus quis que se desse com um pai e uma mãe. Está em jogo o rechaço direto à lei de Deus, gravada, ademais, nos nossos corações.

Recordo uma frase de Santa Teresinha quando fala sobre sua enfermidade de infância. Disse que a inveja do Demônio quis cobrar em sua família a entrada de sua irmã maior ao convento de Carmelo. Aqui também está a inveja do Demônio, através da qual entrou o pecado no mundo, que de modo arteiro pretende destruir a imagem de Deus: homem e mulher receber o mandato de crescer, multiplicar-se e dominar a terra. Não sejamos ingênuos: não se trata de uma simples luta política. É a pretensão destrutiva ao plano de Deus. Não se trata de um mero projeto legislativo (este é meramente o instrumento), mas de uma “movida” do pai da mentira que pretende confundir e enganar os filhos de Deus.

Jesus nos disse que, para nos defendermos deste acusador mentiroso, nos enviará o Espírito da Verdade. Hoje, a Pátria, perante esta situação, necessita da assistência especial do Espírito Santo para que pinha a luz da Verdade em meio da obscuridade do erro. É necessário que este advogado nos defenda do encantamento de tantos sofismas com que se busca justificar este projeto de lei, e que confundem e enganam até mesmo pessoas de boa vontade.

Por isto, recorro a vocês e lhes peço oração e sacrifício, as duas armas invencíveis que Santa Teresinha confessava ter. Clamem ao Senhor para que envie o Espírito aos senadores que hão de dar seu voto. Que não o façam movidos pelo erro ou por situações de conjuntura, mas segundo o que a lei natural e a lei de Deus os prescreve. Peçam por eles, por suas famílias; que o Senhor os visite, os fortaleça e console. Peça para que eles façam um bem à Pátria.

O projeto de lei será tratado no Senado depois de 13 de julho. Olhemos para São José, Para Maria, para o Filho, e peçamos com fervor que eles defendam a família argentina neste momento. Recordemo-los aquilo que Deus mesmo disse a seu povo em um momento de muita angústia: “esta guerra não é vossa, mas de Deus”. Que eles nos socorram, defendam e acompanhem nesta guerra de Deus.

Obrigado pelo que farão nesta luta pela pátria. E, por favor, também peço a vocês que rezem por mim. Que Jesus as abençoe e a Virgem Santa Maria cuide de vocês.

Com carinho,

Cardeal Jorge Mario Bergoglio, arcebispo de Buenos Aires"

UM GRANDE ABRAÇO A TODOS !!!

Flávio Roberto Brainer de
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Re: O Papa Bento XVI disse que o matrimonio gay é uma ameaça à humanidade?

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