Papa Bento XVI e o Nazismo

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Papa Bento XVI e o Nazismo

Mensagem por Pe. Anderson em Sab Jan 28, 2012 6:48 am

Caros amigos,

Em diversas ocasioes o Papa se pronunciou em contra do Nazismo, que tanto o fez sofre, assim como à sua familia, amigos e à sua Naçao em geral. É terrivel que pessoas possam mentir e jogar com o sofrimento dessas pessoas, querendo insinuar que todos os alemaes que viveram durante a época da II Guerra Mundial eram nazistas. Na verdade, naquela época muitos dos alemaes sofreram tanto, porque nao estavam de acordo com aquela política desumana, especialmente os cristaos, católicos e protestantes; naquela época muitos mforam condenados aos campos de concentraçao por sua igual fé em Cristo. Nessas circunstancias nasceu o movimento ecumenico, quando católicos e protestantes alemaes deram testemunho de sua fé em Cristo, morrendo e sofrendo nos campos de concentraçao. Vejamos algumas palavras do Papa sobre esse terrivel sofrimento da sua época.

VISITA AO SACRÁRIO DAS FOSSAS ARDEATINAS PALAVRAS DO PAPA BENTO XVI
Fossas Ardeatinas
Domingo, 27 de Março de 2011
http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2011/march/documents/hf_ben-xvi_spe_20110327_fosse-ardeatine_po.html

http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/audiences/2011/documents/hf_ben-xvi_aud_20110608_po.html

http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2010/september/documents/hf_ben-xvi_spe_20100917_societa-civile_po.html

http://www.zenit.org/article-28205?l=portuguese

http://www.zenit.org/article-28956?l=portuguese

Na Inglaterra, o Papa disse essas fortes palavras:
http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2010/september/documents/hf_ben-xvi_spe_20100916_incontro-autorita_po.html

Também na nossa época podemos recordar como a Grã-Bretanha e os seus chefes se opuseram a uma tirania nazista que tinha no ânimo desenraizar Deus da sociedade e negava a muitos a nossa comum humanidade, sobretudo aos judeus, que eram considerados como não dignos de viver. Além disso, desejo recordar a atitude do regime em relação aos pastores cristãos e aos religiosos que proclamaram a verdade no amor; opuseram-se aos nazistas e pagaram com a própria vida a sua oposição. Enquanto reflectimos sobre os motes do extremismo ateu do século XX, jamais podemos esquecer como a exclusão de Deus, da religião e da virtude da vida pública conduz em última análise a uma visão incompleta do homem e da sociedade, e portanto a «uma visão redutiva da pessoa e do seu destino» (Caritas in veritate, 29).

Há sessenta e cinco anos a Grã-Bretanha desempenhou um papel fundamental no forjamento do consenso internacional do pós-guerra, o que favoreceu a fundação das Nações Unidas e deu início a um período de paz e de prosperidade na Europa, desconhecido até àquele momento. Nos anos mais recentes a comunidade internacional seguiu de perto os acontecimentos na Irlanda do Norte, os quais levaram à assinatura do Acordo da Sexta-feira Santa e à devolução de poderes à Assembleia da Irlanda do Norte. O governo de Vossa Majestade e o da Irlanda, juntamente com os representantes políticos, religiosos e civis da Irlanda do Norte, apoiaram o nascimento de uma resolução pacífica do conflito local. Encorajo quantos estão envolvidos a prosseguir corajosamente juntos o caminho pela senda traçada rumo a uma paz justa e duradoura.
http://www.zenit.org/article-28144?l=portuguese

http://www.zenit.org/article-27594?l=portuguese
Papa alemão no monumento às vítimas do nazismo em Roma
Acompanhado pelo rabino-chefe de Roma

http://www.zenit.org/article-26071?l=portuguese
Papa presta homenagem aos britânicos que deram sua vida contra o nazismo
70 anos depois da Batalha da Inglaterra

http://www.zenit.org/article-26009?l=portuguese
Papa recorda a alemães o exemplo dos mártires do nazismo
Mostra também a preocupação da Igreja pela proteção da família e da vida

http://www.zenit.org/article-26828?l=portuguese
Católicos e nazistas
O papel da religião no Terceiro Reich
Pe. John Flynn, LC
ROMA, domingo, 19 dezembro de 2010 (ZENIT.org) - A Igreja é muitas vezes criticada por não ter feito o suficiente para se opor a Hitler. Em sua recente viagem à Inglaterra e Escócia, Bento XVI teve a oportunidade de apresentar o outro lado da moeda, lembrando o caráter antirreligioso do regime nazista.

http://www.zenit.org/article-23846?l=portuguese
Papa: “no seminário, compreendi que Cristo era mais forte que a tirania”
No discurso proferido ao receber a cidadania honorária da cidade de Freising, na Alemanha
CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 19 de janeiro de 2010 (ZENIT.org).– A desolação deixada pelo nazismo, o desejo de renascer no pós-guerra e a certeza de que a tirania pode ser vencida por Cristo: foram estes os sentimentos ligados aos anos de formação no seminário, lembrados com emoção por Bento XVI ao receber, em 16 de janeiro passado, o título de cidadão honorário da cidade de Freising, Alemanha.

http://www.zenit.org/article-22822?l=portuguese
Quando a Igreja alemã excomungou o nazismo
Importante descoberta da “Pave the Way Foundation”
Por Antonio Gaspari
NOVA YORK, quinta-feira, 1º de outubro de 2009 (ZENIT.org).- Nada de "Papa de Hitler". Nada de colaboradores voluntários do nazismo. Alguns documentos encontrados na Alemanha pela Pave the Way Foundation (PTWF) provam que, desde setembro de 1930, os bispos católicos haviam excomungado o Partido Nazista de Hitler.

http://www.zenit.org/article-21612?l=portuguese

Papa: Holocausto, extermínio brutal de um regime sem Deus, denuncia Papa
Uma mão estendida àqueles que o haviam criticado ao despedir-se de Israel
TEL AVIV, sexta-feira, 15 de maio de 2009 (ZENIT.org).- Bento XVI foi acusado por vozes judaicas ao não utilizar a palavra “assassinato” nem fazer referências ao nazismo em seu discurso no memorial do Holocausto de Yad Vashem. Ao despedir-se de Israel, o pontífice foi mais longe do que seus acusadores reconheciam: denunciou que aqueles mortos foram “brutalmente exterminados” por um “regime sem Deus”.

http://www.zenit.org/article-18196?l=portuguese
Papa mostra erro do nazismo aos jovens: separar verdade da liberdade
A liberdade deve estar fundada sobre a verdade, diz a mais de 20 mil rapazes e moças em Nova York

http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2006/may/documents/hf_ben-xvi_spe_20060528_auschwitz-birkenau_po.html

VIAGEM APOSTÓLICA DO PAPA BENTO XVI À POLÓNIA
DISCURSO DO SANTO PADRE DURANTE A VISITA AO CAMPO DE CONCENTRAÇÃO DE AUSCHWITZ-BIRKENAU
Domingo, 28 de Maio de 2006

Tomar a palavra neste lugar de horror, de acúmulo de crimes contra Deus e contra o homem sem igual na história, é quase impossível e é particularmente difícil e oprimente para um cristão, para um Papa que provém da Alemanha. Num lugar como este faltam as palavras, no fundo pode permanecer apenas um silêncio aterrorizado um silêncio que é um grito interior a Deus: Senhor, por que silenciaste? Por que toleraste tudo isto? É nesta atitude de silêncio que nos inclinamos profundamente no nosso coração face à numerosa multidão de quantos sofreram e foram condenados à morte; todavia, este silêncio torna-se depois pedido em voz alta de perdão e de reconciliação, um grito ao Deus vivo para que jamais permita uma coisa semelhante.
...
A humanidade atravessou em Auschwitz-Birkenau um "vale escuro". Por isso desejo, precisamente neste lugar, concluir com a oração de confiança com um Salmo de Israel que é, ao mesmo tempo, uma oração da cristandade: "O Senhor é o meu pastor: nada me falta. Em verdes prados me fez descansar e conduz-me às águas refrescantes. Reconforta a minha alma e guia-me por caminhos rectos, por amor do seu nome. Ainda que atravesse vales tenebrosos, de nenhum mal terei medo porque Tu estás comigo. A tua vara e o teu cajado dão-me confiança... habitarei na casa do Senhor para todo o sempre" (Sl 23, 1-4.6).

Poderia citar outros discursos do Papa sobre esse tema, outras condenaçoes suas do Nazismo, mas sao muitissimos. Deixamos esses textos e esperamos que a superficialidade nao se faça regra, que a verdade nao seja sufocada pelo sensacionalismo e pela falta de ética, pelo ódio irracional contra os católicos (tambem chamado de "catolicofobia"). Deixamos esses textos e lembramos que "a pior mentira é a que mais se parece à verdade" (Chesterton).

Grande abraço a todos.

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Re: Papa Bento XVI e o Nazismo

Mensagem por Pe. Anderson em Sab Jan 28, 2012 6:50 am

Caros amigos,

Deixo aqui um resumo da biografia do jovem J. Ratzinger, futuro Papa Bento XVI.

Papa Bento 16 serviu obrigatoriamente no exército de Hitler, desertou e foi feito prisioneiro de guerra
da Folha Online

Nascido em Marktl am Inn, na Alemanha, em 1927, o jovem alemão Joseph Ratzinger tinha 12 anos de idade quando a Segunda Guerra Mundial estourou em 1939. A pouca idade impediu que fosse imediatamente chamado para servir no exército de Hitler. Mas em 1943, já com 16 anos, quando era seminarista, Ratzinger foi chamado pela primeira vez para realizar "trabalhos auxiliares" no exército alemão. Morou com militares e trabalhou em serviços antiaéreos em Munique. Um ano depois, recebeu convocação para o "serviço de trabalho do Reich".

A história de como Bento 16 serviu no exército de Hitler, construiu trincheiras, marchou cantando canções de guerra, foi humilhado, viu seu primo ser assassinado pelos nazistas, desertou, correu o risco de ser fuzilado e foi feito prisioneiro de guerra pode ser lida no trecho abaixo, retirado da biografia "Bento XVI - O Guardião da Fé" (Record).

No livro, o vaticanista Andrea Tornielli reconstrói a trajetória de Bento 16 através de testemunhos, de recordações pessoais e da análise do pensamento teológico e da produção intelectual do papa.

Leia abaixo trecho do livro "Bento XVI" sobre o período em que Joseph Ratzinger serviu o exército de Hitler e saiba mais sobre o livro.

(...)

O início da guerra determina o confisco da sede do seminário, que se torna um hospital para doenças contagiosas. Assim é que os seminaristas são alojados na sede do Colégio Feminino das Damas Inglesas, que permanecia completamente vazio.

O primo assassinado por ser deficiente

Na autobiografia, Ratzinger não se refere a um episódio, que revela em 28 de novembro de 1996 durante uma conferência internacional promovida no Vaticano pelo Pontifício Conselho da Pastoral de Saúde. Um episódio doloroso: o assassinato pelos nazistas de um parente portador da síndrome de Down. Ratzinger fala disto para alertar contra o risco "sempre iminente" de "um retorno à barbárie", isto é, do risco da exclusão de alguns seres humanos da categoria daqueles que merecem respeito. "O menino eliminado pelos nazistas", disse o cardeal, "que em 1941 tinha 14 anos, era mais jovem que eu alguns anos. Era robusto, mas demonstrava progressivamente os sinais típicos da síndrome de Down. Despertava simpatia na simplicidade de sua mente ofuscada, e a sua mãe, que já havia perdido uma filha com uma morte prematura, lhe era sinceramente afeiçoada. Mas, em 1941, foi ordenado pelas autoridades do Terceiro Reich que ele devia ser hospitalizado para receber uma assistência melhor." "Não havíamos ainda suspeitado", continuou Ratzinger, "das operações de eliminação dos mentalmente debilitados, a qual já havia sido iniciada no fim dos anos trinta. Pouco tempo depois, recebeu-se a notícia de que o menino havia morrido de pneumonia e seu corpo fora cremado. A partir daquele momento, multiplicaram-se as notícias desse gênero."

Naquele mesmo ano, em 1941, com a precipitação dos acontecimentos de guerra, todos os seminaristas voltaram para casa, inclusive Georg e Joseph Ratzinger. O irmão mais velho do futuro pontífice tinha 17 anos, e no verão de 1941 foi registrado no chamado "serviço de trabalho", e em seguida, no outono na Wermacht, era radiotelegrafista. Depois de ter passado pela França, Holanda e Tchecoslováquia, foi convocado para a fronteira italiana. Joseph é ainda jovem demais, pode ainda se dedicar um pouco mais ao estudo dos clássicos, à poesia e à tradução dos textos litúrgicos. Mas, com 16 anos, por causa do reduzido número de soldados, foi convocado para um trabalho como auxiliar, junto com um pequeno grupo de seminaristas: foi obrigado a morar nas barracas como os militares regulares, usar os mesmos uniformes, entretanto lhe sendo concedido freqüentar algumas aulas. Tem que trabalhar nos serviços antiaéreos em Munique. Depois foi transferido para Gilching, ao norte de Ammersee.

Em 10 de setembro de 1944, tendo atingido a idade do serviço militar propriamente dito, Joseph foi colocado na divisão antiaérea e, tão logo voltou para casa, em Traunstein, encontrou a convocação para o "serviço de trabalho do Reich". Dez dias depois, "uma viagem interminável me levou finalmente a Burgenland, onde, com muitos amigos do ginásio de Traunstein, fui designado para um campo situado no local do território onde a Áustria faz fronteira com a Hungria e a Tchecoslováquia". "Aquelas semanas de trabalho", acrescenta Ratzinger, "permanecem em minha memória como uma recordação opressiva. Os nossos superiores eram em grande parte provenientes da comumente chamada Legião Austríaca. Tratava-se de nazistas do primeiro time... pessoas fanaticamente ideologizadas, que nos tiranizavam com violência."

O futuro pontífice recorda, em particular, de um episódio: uma noite, os jovens convocados foram tirados das camas e, meio adormecidos, reunidos na praça da caserna. Um oficial os chamou um a um, tentando convencê-los a entrar como "voluntários" no corpo da SS. "Muitos companheiros de armas, que no entanto eram pessoas de bom coração, foram integrados desse modo naquele corpo criminal." Joseph Ratzinger, juntamente com alguns outros, disse que tinha intenção de se tornar um "sacerdote católico": "Fomos cobertos de escárnios e de insultos e perseguidos, mas essas humilhações nos deram muito prazer, no momento em que nos libertavam da ameaça desse recrutamento falsamente voluntário e de todas as suas conseqüências."

Depois de ter trabalhado algumas semanas na construção da assim chamada "trincheira sudeste" em Burgenland, em 20 de novembro foi enviado para casa de trem. O trem não parava em Traunstein, e assim o jovem foi obrigado a saltar do vagão em movimento. Passaram-se ainda três semanas até chegar o chamado para o exército propriamente dito. Ratzinger tem sorte: foi de fato designado para o quartel de infantaria de sua região. Não combate, mas tem que marchar junto com seus companheiros pelas estradas cantando canções de guerra "para mostrar à população civil que o Führer dispunha ainda de soldados jovens recentemente treinados".

Prisioneiro de guerra

Na primavera, fim de abril, não obstante a cidade fosse cercada pelos militares que tinham ordem de fuzilar os desertores de seus postos, Joseph decide voltar para casa. Toma uma estrada secundária, mas na saída de um caminho encontra subitamente dois soldados de guarda. "Por sorte", conta o cardeal, "eram daqueles que não agüentavam mais a guerra e não queriam se transformar em assassinos." Com a chegada dos americanos, a casa da família Ratzinger foi escolhida como quartel-general aliado: Joseph foi identificado como soldado do Reich e retido como prisioneiro de guerra. Consegue levar consigo um caderno e um lápis: "Uma escolha aparentemente pouco prática, mas, na realidade, aquele caderno se revelou para mim uma maravilhosa companhia, porque, dia após dia, ali pude escrever pensamentos e reflexões de todos os tipos; cheguei também a me arriscar na composição de hexâmetros gregos."

Depois de vários dias de marcha, os prisioneiros foram reunidos num espaço aberto, em um terreno agrícola em Bad Aibling, juntamente com outros cinqüenta mil soldados alemães. "A alimentação consistia de um prato de sopa e um pedaço de pão por dia." Entre os prisioneiros, os estudantes de teologia encontraram graduados em universidades e até mesmo professores de várias origens e provenientes de diferentes lugares, e conseguiram organizar conferências e discussões no campo de concentração.

Em 19 de junho de 1945, depois de ter sido submetido aos controles regulares, Ratzinger foi libertado e se encaminha para casa. Na noite da chegada, festeja-se em família: "Em toda a minha vida nunca eu comi uma refeição tão gostosa como aquela que minha mãe me preparou com os produtos da nossa horta." Em julho do mesmo ano, Georg também faz seu retorno à casa, bronzeado pelo sol italiano.

"Bento XVI - O Guardião da Fé"
Autor: Andréa Tornielli
Editora: Record
Páginas: 238
Quanto: R$ 41,00
Como comprar: pelo telefone 0800-140090 ou no site da Livraria da Folha

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u498951.shtml

Grande abraço a todos.

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