Festas profano-religiosas

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Re: Festas profano-religiosas

Mensagem por oandarilho01 em Seg Abr 30, 2012 6:20 pm

Boa tarde, ricardo_gabriel.

ricardo_gabriel escreveu:No calendário das paróquias e de muitas cidades há espaço para a comemoração do dia de seu padroeiro. Grande parte delas começa com missas, procissões e terminam com shows e, em alguns casos, com mortes e desordem popular.

Você está sugerndo que shows ou demais manifestações artísticas que ocorram em festejos de padroeiros das paróquias são causadores de "mortes e desordem popular"? O que impede um tumultuador de participar de uma missa e cometer um crime durante a mesma? Recentemente, por exemplo, um gay tumultuou uma missa na Inglaterra no momento em que o padre ia dar um comunicado do bispo condenando a união gay. E era uma missa ordinária. O fato de acontecerem tragédias em eventos seculares como shows, festivais, jogos de futebol, etc, não torna esse tipo de atividade obrigatoriamente violenta ou perigosa e, portanto, sua presença em celebrações e festejos religiosos não os torna perigosos ou "mais seculares do que religiosos".

ricardo_gabriel escreveu:Se a presença de elementos culturais não-associados à Igreja Católica servem para atrair pessoas que não fazem parte da comunidade, eles também não podem desencaminhar aqueles que foram simplesmente ouvir a mensagem de fé?

Não, não podem. O que você quer dizer com isso? Você está questionando se os "elementos estranhos ao culto" (as manifestações culturais: teatro, dança, show de bandas, etc) ao mesmo tempo podem atrair pagãos e minar a fé dos fiéis? Isso não faz sentido.
Além do mais, se existir alguém que "foi simplesmente ouvir a mensagem de fé", porque essa pessoa seria "desencaminhada" por um show ou dança que ocorra nos festejos externos (atividades extra-celebração, fora da missa)? Se não interessa a esta pessoa, basta não participar, ué!

ricardo_gabriel escreveu:Até que ponto é de responsabilidade ou consentimento dos santos que envolvam os seus nomes em práticas condenáveis?

Outra pergunta esquisita. Até ponto nenhum, ora. Que responsabilidade o pobre do santo tem com o que fazem no nome dele aqui na Terra? É o mesmo que se perguntar que "responsabilidade ou consentimento" Cristo tem pelas roubalheiras das igrejas, da pedofilia de padres e pastores, corrupção de políticos auto-proclamados cristãos, etc.

Em tempo: o que você entende por "práticas condenáveis" no contexto das festas de padroeiros?

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Re: Festas profano-religiosas

Mensagem por oandarilho01 em Ter Maio 01, 2012 12:03 am

ricardo_gabriel escreveu:Apenas Deus é quem impede que um crime aconteça na igreja - às vezes ele permite, mas não causa. Uma festa profano-religiosa (ou religiosa-profana) é lembrada por suas consequências, e se ocorre um roubo, assassinato, tumulto ou qualquer ato de vandalismo/perturbação da ordem pública, o evento é geralmente associado como causa (primária ou secundária, porque o fim da festa deveria ser melhor do que o começo).


Bem, parece que o que vc precisa deixar mais claro é a que tipo de festa que se refere. As famosas "quermesses" da paróquia da cidadezinha não costumam terminar em morte. Nunca soube de "micareta de Jesus" (argh!) que tenha acabado com consequências trágicas como estas. E olha que aqui é Rio de Janeiro...

ricardo_gabriel escreveu:Sim, escrevi mesmo o que os senhores leram. Numa festa dessas tanto há a possibilidade de conversão do pagão como do desvio do cristão (porque as más companhias corrompem os bons costumes).

Discordo outra vez. Quem é "do bem" e decide levar seus amigos pagãos, as potenciais "más companhias" não corre muito risco de ser corrompido numa festa de igreja. As chances são menores principalmente porque esses "meliantes" geralmente estão em minoria, num grupo majoritariamente cristão (e, com sorte, bem educado). Até agora nada do que vc disse desqualificou as festas de padroeiros, o que parece ser a intenção.

ricardo_gabriel escreveu: Vocês acham que o diabo deveria ser convidado para a celebração religiosa? Pergunta franca, mas creio que vale o questionamento. O santo homenageado sentiria-se à vontade no local?

Me diga, Ricardo, para QUAL OCASIÃO o diabo deveria ser convidado? Evil or Very Mad

ricardo_gabriel escreveu:Práticas lícitas que não convêm aos santos: bebedice (comércio de bebidas alcoólicas), prostituição (juntamente com adultério, fornicação e tudo o que rola na mente humana como o simples "ficar"), idolatria (colocar um cantor ou ícone, secular ou religioso, no lugar de Deus), brigas (discussões, gritaria, empurra-empurra, palavrões, fofocas e coisas que se costuma fazer "do lado de fora da igreja"), etc.

Não tem nada de errado com bebidas alcoólicas. Ou você acha que o vinho das bodas de Caná não era alcoólico??? O erro está no excesso. Nem precisa ser religioso pra concluir isso. E os cristãos não ficam nem mais nem menos incômodos ou perigosos quando embriagados.
Prostituição??? Termo bastante infeliz que vc escolheu. Prostituir-se, ou seja, vender o corpo por dinheiro, não é uma atividade que se pratique em festas. Nem mesmo em festas totalmente desligadas de religião eu presenciei algo assim.Vc anda por uns cantos bem barra-pesada, hein... Não confunda promiscuidade com prostituição. É um erro crasso.
Idolatria? Que ranso protestante! Um culto ou celebração quase sempre depende de um dirigente. Este torna-se um ídolo por atrair a atenção da assembléia, por conduzir orações e fazer leituras? Por que então um artista ao animar uma festa tornar-se-ia um ídolo (nesta acepção maliciosa da palavra)?
Quanto às brigas e etc, mantenho o que disse antes.[/quote]

ricardo_gabriel escreveu:Para fomentar a conversa, alguém diria que o dinheiro que é arrecadado com eventos dessa natureza para a manutenção da Igreja ou a realização de obras de caridade compensa o risco de expor os fiéis, o nome da Instituição e a ordem pública à marginalidade?

Por que vc não se pergunta se acolher famílias carentes no pátio ou salões da igreja p/distribuição de alimentos, para prestação de serviço médico gratuito ou para aconselhamento empregatício/psicológico não é, por si só "correr risco de expor os fiéis e afins a perigos"?

Porventura as igrejas precisam cadastrar os frequentadores? Vc está sugerindo transformar igrejas em country clubs?
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Re: Festas profano-religiosas

Mensagem por oandarilho01 em Ter Maio 01, 2012 12:59 am

Prostituição??? Termo bastante infeliz que vc escolheu. Prostituir-se, ou seja, vender o corpo por dinheiro, não é uma atividade que se pratique em festas. Nem mesmo em festas totalmente desligadas de religião eu presenciei algo assim.Vc anda por uns cantos bem barra-pesada, hein... Não confunda promiscuidade com prostituição. É um erro crasso.
Prostituição não é só isso que você falou: quem comete o ato são os dois, não só quem recebe o dinheiro. Adultério é só olhar para o corpo de alguém com a intenção impura no coração. Fornicação é sexo antes do casamento. Entre estes termos a diferença talvez seja só o preço.

Numa boa, Bruno, vai quem quer. Cada um sabe a hora de voltar. O povo gosta mais do que vem depois da missa, não é mesmo?[/quote]

Isso. Você continua não entendendo a diferença entre prostituição e promiscuidade. Parece o rapaz que confundiu a mulher adúltera com uma prostituta e usou a passagem p/defender a prostituição e dar validade ao projeto de lei p/regulamentar a "profissão" (procurar Jean Wyllys no meu blog)

Ricardo, "numa boa" as suas festas profano-religiosas são como o protestantismo: "vai quem quer" e tem sempre como evitar, o que é muito mais seguro, realmente.
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Re: Festas profano-religiosas

Mensagem por diogo0912 em Sex Jun 15, 2012 9:06 pm

Olá pessoal,

Eu acho que a igreja deve policiar os eventos nas festas dos padroeiros. Quando as igrejas permitem, dentro do contexto da festa do padroeiro, bandas que deturpam ou denigrem os valores morais seguidos pelos cristãos, creio eu que a igreja deveria intervir.

Por exemplo, a algum tempo atrás eu estava indo para a universidade, e ví um cartaz de festa de padroeiro que ia ter uma banda de forró. Tudo bem se a banda de forró não fere princípios morais guardados pela igreja. Todavia, essa banda tem, por exemplo, uma música chamada enfinca. Essa música faz pura alusão ao ato sexual. Não acho isso interessante para uma festa de padroeiro.

O diabo não tem salvação, esse não deveria ser convidado para nenhuma festa (nem mesmo indiretamente). Entretanto, infelizmente, isso ocorre muito.



Uma das missões da igreja é evangelizar. De forma que se não existe contato entre o sagrado e o profano, não podemos evangelizar! Eu acho que o cristão deve mudar as coisas de dentro. Deve primeiro se fortalecer espiritualmente e depois partir para a evangelização. Há inclusive um santo que disse que pregaria mesmo as portas do inferno!

Bebida não é pecado. Beber não é pecado. Sobre isso nada fala as sagradas escrituras. Entretanto, as possíveis atitudes que podem ocorrer por causa de um estado de bebedeira desagradam a Deus. Também desagrada a Deus beber por pura pressão social, para ser "alguém" num grupo social. No meu entender, dessa forma as pessoas estão sendo egoístas.

Contudo, se alguém bebe por gostar, achando bom fazer isso, e não tem atitudes moralmente reprovaveis depois da bebedeira, porquê não? Inclusive, chega a ser saudável pois você se socializa melhor com as pessoas.


Bem, para finalizar darei um conselho, uma opinião minha. Deveríamos evitar ataques pessoais, ataques a religião de outrem, e mesmo palavras muito fortes. Vamos fazer desse debate algo produtivo para todos os lados. Dessa forma, ninguém se ofende!
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Re: Festas profano-religiosas

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Ter Jul 31, 2012 11:19 am

Caros Ricardo, Andarilho e Diogo,


Que a paz de Nosso Senhor esteja em cada um de nós !!!


É preciso ver essa questão com muita prudência e com muito equilíbrio como afirma Diogo, pois nela podemos encontrar pensamintos distintos e divergentes que apntam respectivamente para uma vivência cristã, de um lado, alienada pelo excesso de recolhimento e de medo, e por outro lado, para uma vivência comprometida com a transformação do mundo.

Antes, porém, de manifestar a minha contribuição, quero referendar a posição de Diogo no sentido de se evitar ataques pessoais, ataques a religião de outrem, e mesmo palavras muito fortes. Vamos fazer desse debate algo produtivo para todos os lados. Dessa forma, ninguém se ofende! Tenho que confessar que nas minhas primeiras participações neste fórum, mantive por um certo tempo uma linguagem não muito cordial que atraia para mim mesmo vários ataques pessoais, revides e comportamentos que não deveriam existir. Aos poucos, os erros foram me levando a moldar minha forma de manifestar o meu pensamento e a minha escrita nos parâmetros da cordialidade. Na verdade, muitas postagens aqui apresentadas já vem eivadas de uma esfera crítico-pejorativa que, uma vez que somos humanos, não raras vezes procuramos "RESPONDER À ALTURA", gerando esse tipo de problema. Mas o mais importante é que procuremos ver os nossos erros, aprender com eles e buscarmos a santidade também nesta dimensão...

Adentrando na questão em discussão, me referi a comportamentos diferentes de cristãos, uns que se esondem do mundo para não pecarem, e outros que se expõem no mundo para convertê-lo. Me parece que essa é a tônica dessa questão, mesmo que assim não tenha ainda sido abordado claramente.

Não me compete julgar se a abertura desse tópico teve a finalidade de buscar o verdadeiro conhecimento, ou se é motivada pela incessante busca dos protestantes no sentido de qualificar as festas dos santos como profanas. Não quero e não devo entrar no mérito dessa questão, até mesmo para não desviar a discussão do tema proposto.

Concordo com o Ricardo quando ele afirma que "LUZ E TREVAS NÃO SE MISTURAM" Isso é bíblico, é inquestionável. Mas isso não significa que luz e trevas não possam estar juntos. A água não se mistura com o óleo, mas ambos podem ocupar o mesmo recepiente. Assim também, luz e trevas, embora não se misturem, podem estar juntas no mesmo lugar, como Jesus nos ensina em outro exemplo na parábola do joio e do trigo (Mt 13,24-30).

Assim nos ensina Jesus: "VÓS SOIS A LUZ DO MUNDO... NÃO SE ACENDE UMA LÂMPADA PARA TAPÁ-LA COM UMA VASILHA, MAS PARA COLOCÁ-LA NUM CANDELABRO, DE MANEIRA QUE ILUMINE A TODOS OS QUE ESTÃO NA CASA... ASSIM BRILHE A VOSSA LUZ DIANTE DOS HOMENS, DE MODO QUE, AO VEREM AS VOSSAS BOAS OBRAS GLORIFIQUEM VOSSO PAI DO CÉU" (Mt 5,14-16).

Quando Jesus se refere aos homens, não especifica se estes estão na luz ou nas trevas. Ele se refere a todos os homens, independentemente de serem bons ou maus, e isso me faz crer que a luz que está em nós deve brilhar diante de todos sem qualquer distinção.

É muito fácil ser cristão onde só existem cristãos, dentro da comunidade eclesial onde só há louvor, adoração, alegria e paz. Mas qual o mérito dessa realidade? E como ficariam aqueles que estão do lado de fora SEM OPORTUNIDADE PARA VER A LUZ ??? A este grupo que se recolhe no seu lugar, com todo o respeito, chamo de alienados, descomprometidos com o entorno de seus aposentos, descomprometidos com a propagação do Evangelho e com o amor ao próximo.

Quando Jesus nos ensina que somos "A LUZ DO MUNDO", algo estará muito errado se deixamos o mundo na escuridão e nos trancamos entre quatro paredes. O próprio Jesus, em várias passagens bíblicas, nos afirma: "EU VOS ENVIO COMO OVELHAS ENTRE LOBOS FEROZES" (Mt 10,16; Lc 10,3), nos ensinando ainda, na primeira destas passagens que, neste cenário, devemos ser "SIMPLES COMO AS POMBAS E PRUDENTES COMO AS SERPENTES".

Pessoalmente, eu entendo que a luz deve brilhar por entre as trevas, e por entre as trevas mais intensas. Assim, defendo que o cristão deve ir para as festas e frequentarem os mais variados ambientes onde muitas vezes julga que Deus neles não habita.

Se um cristão acha, por exemplo, que Deus não está em um determinado ambiente, deixa de ser cristão à medida que, covardemente, deixe de levar o seu testemunho de Deus onde pensa que Ele não está, ou seja, peca duas vezes, sendo o primeiro pecado a negação da onipresença de Deus, e o segundo, a omissão, no sentido de não contribuir para que Deus seja conhecido, amado, adorado.

Na sua oração sacerdotal, Jesus afirma que, da mesma maneira que Deus O enviou ao mundo, Ele também nos envia (Jo 17,18). E Jesus nunca se escondeu dos pecadores com medo de pecar... nunca se acovardou... conviveu com ladrões, cobradores de impostos, protistutas e todos os tipos de pecadores, mesmo sabendo que não salvaria a todos.

Nesta mesma oração, Jesus pede ao Pai que não nos tire do mundo, mas que nos guarde do mal (Jo 17,15), e para que o Pai nos consagre na verdade para que essa verdade possa transformar o mundo (Jo 17,17.23).

O que dizer, então?

Encerrando este meu comentário, sirvo-me de algumas das palavras de Saõ Paulo e de São João:

"Comportai-vos como filhos da luz" (Ef 5,8)... "Quem ama seu irmão PERMANECE NA LUZ E NÃO TROPEÇARÁ" (1Jo 2,10)...

E como se estas palavras ainda não bastassem, acrescento:

"SEREIS ÍNTEGROS E IRREPREENSÍVEIS, FILHOS DE DEUS SEM DEFEITOS, EM MEIO A UMA GERAÇÃO PERVERSA E DEPRAVADA, DIANTE DA QUAL BRILHAIS COMO LUZEIROS NO MUNDO" (Fp 2,15).

Um grande abraço a todos !!!

Em suma, é importante que os cristãos estejam presentes nestas festas como cristãos,, sendo luz do mundo, testemunhando Deus em suas vidas pelas suas obras, como nos ensina Jesus
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