São Paulo era antifeminista?

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São Paulo era antifeminista?

Mensagem por Geovanni146 em Ter Maio 15, 2012 5:55 pm

Olá pessoal, paz de Cristo.

Dias atras num debate com um amigo aqui mesmo do fórum, em meio a uma acalorada discussão sobre a "Origem da Ave Maria", surgiu uma controvérsia sobre o papel da mulher na família e, consequentemente na Igreja. 

Como na ocasião havia prometido ao meu interlocutor que criaria um tópico para discussão do tema, estou agora propondo que seja abertamente abordado. Contudo, reconheço minhas limitações ao tratar do assunto, no que recorro aos colegas. Também quero fazer notar, que esse amigo, em momento algum quis afirmar que S. Paulo fosse antifeminista, nem eu. Porém, acredito que por extensão, o tema agora proposto possa ser desenvolvido.

Outrossim, deixo claro também não ter opinião "formada" sobre o assunto. Apenas acho meio truncada a interpretação que joga a culpa do primeiro pecado só na mulher, e daí também considerar que foi por causa disso que Deus pôs o homem na "hierarquia familiar acima da mulher". E, muito embora a Bíblia sugira tal modelo, minha consciência me diz que a mulher deve estar lado a lado com o homem. Por isso o autor do Gênesis pôde dizer que a mulher foi tirada de uma das costelas de Adão (do lado), e não de um osso da cabeça (que a colocaria acima do homem), nem de um do pé (que poderia ser interpretado como sinal de submissão). Entretanto, como já afirmei, minha opinião ainda não está formada.

Em síntese, aqui vai a origem da polêmica: 

(...) Quando Adão pecou, ele deu ouvidos à sua mulher e por isso, foi dada uma HIERARQUIA FAMILIAR na qual o homem é o cabeça:

Não permito à mulher que ensine nem que se arrogue autoridade sobre o homem, mas permaneça em silêncio. Pois o primeiro a ser criado foi Adão, depois Eva. E não foi Adão que se deixou iludir, e sim a mulher que, enganada, se tornou culpada de transgressão (1 Tim 2,12-14)
 

Junto à esta outras passagens que considero pertinentes ao tema, por exemplo: 

A respeito das pessoas virgens, não tenho mandamento do Senhor; porém, dou o meu conselho, como homem que recebeu da misericórdia do Senhor a graça de ser digno de confiança. Julgo, pois, em razão das dificuldades presentes, ser conveniente ao homem ficar assim como é. Estás casado? Não procures desligar-te. Não estás casado? Não procures mulher. Mas, se queres casar-te, não pecas; assim como a jovem que se casa não peca. Todavia, padecerão a tribulação da carne; e eu quisera poupar-vos (1º Cor 25-28).

Embora este texto não aponte exatamente o Apóstolo "contra" as mulheres, o apresenta pelo menos contra o matrimônio (diz alguns polemistas).

Outra parte desta mesma carta trás esta afirmação polêmica:

Como em todas as igrejas dos santos, as mulheres estejam caladas nas assembléias: não lhes é permitido falar, mas devem estar submissas, como também ordena a lei. Se querem aprender alguma coisa, perguntem-na em casa aos seus maridos, porque é inconveniente para uma mulher falar na assembléia (1 Cor 14,34-35).

E um pouco antes esta outra:

Mas quero que saibais que senhor de todo homem é Cristo, senhor da mulher é o homem, senhor de Cristo é Deus. Todo homem que ora ou profetiza com a cabeça coberta falta ao respeito ao seu senhor. E toda mulher que ora ou profetiza, não tendo coberta a cabeça, falta ao respeito ao seu senhor, porque é como se estivesse rapada. Se uma mulher não se cobre com um véu, então corte o cabelo. Ora, se é vergonhoso para a mulher ter os cabelos cortados ou a cabeça rapada, então que se cubra com um véu. Quanto ao homem, não deve cobrir sua cabeça, porque é imagem e esplendor de Deus; a mulher é o reflexo do homem. Com efeito, o homem não foi tirado da mulher, mas a mulher do homem; nem foi o homem criado para a mulher, mas sim a mulher para o homem. Por isso a mulher deve trazer o sinal da submissão sobre sua cabeça, por causa dos anjos (Cor 11,3-10).

Na coleção "Que sabemos sobre a Bíblia?" do teólogo Argentino Ariel Álvares  Vadés (de quem tomei emprestado o título "S. Paulo era antifeminista"), no quarto volume, ele afirma: "que se pretendeu responsabilizar S. Paulo por vinte séculos de suposta opressão às mulheres na Igreja", baseados nestas passagens supracitadas.

Paz e bem.
 
 

Geovanni146

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Re: São Paulo era antifeminista?

Mensagem por Geovanni146 em Qua Maio 16, 2012 8:48 am

Olá Ricardo, obrigado por sua participação. 

Já disse aqui que eu sou são-paulino? Não me recordo. Tô começando a achar que você é (...) mesmo.

Brincadeiras a parte, vejamos se posso acrescentar algo ao seu entendimento.

O senhor disse:

Toda mãe, por mais que seja anestesiada no hospital ou maternidade, ainda sofre dores pré-parto. Seria sensato admitir que elas ainda estão sob a condição decretada por Deus, devida ao seu pecado.

Ok. Então se ela (Eva) não tivesse comido aquele fruto, o parto da mulher hoje seria sem dor? Será possível que talvez o autor do Gênesis quis deixar uma lição, que para sua época era compreensível, mas que agora, muitos séculos depois, ficamos meio que "perdidos" se interpretamos isso literalmente?

Se a mulher foi tirada de uma costela do homem, seria lógico que estivesse sempre por trás dele?

Você tem razão, a etimologia da palavra costela vem do Latim COSTA, não tem a ver com o lado. Contudo, vejo ainda hoje as pessoas referir-se, em sentido figurado, às costelas como se fossem do lado. Tem até mulher tirando costela para afinar cintura (rs). Também já ouvi alguém dizer, que na verdade, costela foi uma tradução equivocada; que o autor diz mesmo é: "do lado". Mas enfim... 

Foi Eva quem tentou Adão, e não a serpente. Apesar disso, a responsabilidade foi dele, porque deveria amar mais ao Criador do que à criatura. 

Resposta: Foi uma questão passional, então? Ou o cerne da questão está relacionado mesmo a desobediência, não importando quem comeu o fruto primeiro? Pois ambos sabiam que não podiam comer o tal fruto.
  
(Por que será que geralmente os homens compram mais se a vendedora for mulher??) 

Depende. E se o vendedor for o Cristiano Ronaldo, por exemplo? (rs) 

Ah, acho que existem profissões onde o homem é mais hábil e outras que as mulheres o são. Não é?! Ou você quer dizer que a mulher tem mais lábia para a venda e para oferecer "maças"?! Não, definitivamente não concordo. Somos iguais, vai de cada um.

Se Deus diz que o homem é a cabeça da mulher (I Coríntios 11,3 - consultando a Bíblia da CNBB), não é compreensível que o marido deve dominar a relação matrimonial? Se um outro membro do corpo comandasse a cabeça algo não ficaria estranho? 

A primeira coisa que faço depois que abro minha surrada Bíblia e leio uma passagem é pensar: "o que o autor sagrado quis dizer para as pessoas do seu tempo?" "Quais foram as suas intenções?" Depois de encontrar uma resposta razoável, então passo a perguntar: "hoje, qual significado tem para mim e a sociedade em que vivo, este texto Bíblico?" Será mesmo que S. Paulo, que viveu num tempo distante do nosso e numa cultura bem diferente, quis nos deixar esse ensinamento? Ou existe algo que nos ultrapassa a letra?

Lembremos que naquela época, Ricardo, nas sinagogas judaicas a presença da mulher não tinha importância alguma. Era exigido, para começar a oração na sinagoga, no mínimo dez pessoas, e não  contavam as mulheres. Também elas não podiam explicar as escrituras, nem mesmo falar em voz alta. Ficavam  assentadas no fundo para não atrapalhar os homens. 

S. Paulo, mesmo que de forma velada, autoriza as mulheres a orar e profetizar na Igreja: "E toda mulher que ora ou profetiza" (1Cor 11,5). Isso representou,  naquele tempo, um grande progresso em favor das mulheres cristãs. Talvez tenha sido o máximo que, numa sociedade totalmente machista, o Apóstolo conseguiu avançar. E acredite, meu caro, não foi pouco!
 
Vale lembrar que o apóstolo Paulo foi divinamente inspirado em suas epístolas e acusá-lo de erro ou preconceito é rebelar-se contra o próprio Deus (I Ts 4,8).

Resposta: Concordo plenamente. E nem eu me atreveria blasfemar contra este homem que Deus trabalhou tão imensamente. O que pode ocorrer é uma interpretação truncada dos textos sagrados, feita por um de seus milhões de intérpretes. 

Não há dúvida de que o autor primário da Bíblia é o próprio Deus. Mas vale lembrar também  que Ele se valeu de seres humanos para sua composição. O que não exatamente implica que possa a Bíblia conter erros doutrinários, mas que é preciso uma autoridade que possa nos orientar: a Igreja.

Efésios 3:10 - Assim, de ora em diante, as dominações e as potestades celestes podem conhecer, pela Igreja, a infinita diversidade da sabedoria divina,

Paz e bem.

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Re: São Paulo era antifeminista?

Mensagem por Geovanni146 em Qua Maio 16, 2012 2:31 pm

Boa tarde Ricardo.

Pensar que seja do homem a iniciativa de um namoro, por exemplo, é honrar a mulher, e tratá-la com decoro.

E quando é a mulher que toma a iniciativa do namoro, não é a mesmo coisa? Ou deve necessariamente a iniciativa partir sempre do homem? Não acho.

Eu não acho o cabelo do Cristiano Ronaldo mais bonito do que o de uma atriz que contracena com ele (nos semáforos, percebo que as vendedoras de jornais se sobressaem; num posto de combustível, uma frentista abastece mais; num callcenter, a operadora de telemarketing tem mais destaque que o operador - teoricamente rs).

Se você dissesse que ao invés da atriz, prefereria contracenar com o jogador isso me surpreenderia, eu até diria: congela! (rs). Parece que neste seu pensamento não foi considerado que existem tantas mulheres no mundo quanto homens. Como já disse, tudo depende do esforço e capacidade de cada um, independente se é mulher ou se é homem.

Seria machismo meu dizer que o Filho de Deus veio como homem e que até na gramática da língua portuguesa a concordância leva o plural de dois gêneros sempre para o masculino?

Não sei. Mas se o filho de Deus veio na forma corporal de um homem, também quis nascer de uma Mulher, Maria.

Com tudo isso, aos olhos do Senhor, nem o homem existe sem a mulher, nem a mulher sem o homem. Pois a mulher foi tirada do homem, porém o homem nasce da mulher, e ambos vêm de Deus (1Cor 11,11-12).

Se o feminismo não é bíblico, é bíblico ser antifeminista!

Será mesmo? Jesus teve para com as mulheres um tratamento especial, pois como você mesmo disse "muitas a serviam".

Bom, o máximo que consegui foi isso, tô sem inspiração, mesmo assim obrigado.








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Re: São Paulo era antifeminista?

Mensagem por Paulo Henrique Viana em Sex Jul 06, 2012 12:22 pm

Olá pessoal,
me interessei pelo assunto em questão, e gostaria de levantar algumas questões juntamente com vocês para entender até onde Paulo foi antifeminista, ou até onde era algo cultural, ou tudo o que diz respeito à posição da mulher na igreja é universal.

O primeiro texto levantado neste tópico foi o de 1 Timotéo 2.11-14. Acompanhe comigo o raciocinio.
1º - A carta a Timoteo, é dirigida a um individuo (Timóteo), embora pudesse ser lida também na igreja. Timóteo era filho de uma mãe judia e pai gentio, foi instruído nas Santas Escrituras, portanto tem um certo conhecimento da lei e dos profetas. Timóteo se tornou responsável pela igreja de Éfeso, portanto, gostaria de levantar as seguintes questões: a igreja de Éfeso era composta por judeus ou gentios? O texto em questão era cultural ou universal? Paulo queria implantar em Éfeso uma comunidade judaica ou uma comunidade que pudesse estar separado do mundo? E se tratando da cidade de Éfeso, qual era a situação das mulheres não cristãs da época?
2º Paulo afirma em 1 Corínto que algumas pessoas possuem o dom de ensinar (homens e mulheres) porque então ele proíbe a mulher de ensinar na igreja de Éfeso?
3º Paulo disse que a mulher deveria aprender em silêncio, isto tem a ver com a cultura judaica, com o contexto da mulher na cidade de Éfeso ou é um mandamento universal?
4º Qual a ligação do vs, 13,14 com os anteriores?

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Re: São Paulo era antifeminista?

Mensagem por Paulo Henrique Viana em Sex Jul 06, 2012 12:23 pm

Olá pessoal,
me interessei pelo assunto em questão, e gostaria de levantar algumas questões juntamente com vocês para entender até onde Paulo foi antifeminista, ou até onde era algo cultural, ou tudo o que diz respeito à posição da mulher na igreja é universal.

O primeiro texto levantado neste tópico foi o de 1 Timotéo 2.11-14. Acompanhe comigo o raciocinio.
1º - A carta a Timoteo, é dirigida a um individuo (Timóteo), embora pudesse ser lida também na igreja. Timóteo era filho de uma mãe judia e pai gentio, foi instruído nas Santas Escrituras, portanto tem um certo conhecimento da lei e dos profetas. Timóteo se tornou responsável pela igreja de Éfeso, portanto, gostaria de levantar as seguintes questões: a igreja de Éfeso era composta por judeus ou gentios? O texto em questão era cultural ou universal? Paulo queria implantar em Éfeso uma comunidade judaica ou uma comunidade que pudesse estar separado do mundo? E se tratando da cidade de Éfeso, qual era a situação das mulheres não cristãs da época?
2º Paulo afirma em 1 Corínto que algumas pessoas possuem o dom de ensinar (homens e mulheres) porque então ele proíbe a mulher de ensinar na igreja de Éfeso?
3º Paulo disse que a mulher deveria aprender em silêncio, isto tem a ver com a cultura judaica, com o contexto da mulher na cidade de Éfeso ou é um mandamento universal?
4º Qual a ligação do vs, 13,14 com os anteriores?

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Re: São Paulo era antifeminista?

Mensagem por diogo0912 em Sab Jul 07, 2012 2:39 pm

Aguardo, ansiosamente, uma posição oficial!

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Agora, todos nós (homens e mulheres) somos imperfeitos.

Mensagem por MSPP em Ter Set 11, 2012 1:16 pm

Devemos ter em conta o ambiente em que nasceu, viveu e aprendeu Paulo.
Nessa altura havia nas tradições judaicas ( e até nas dos gentios ) papeis de liderança para o homem e de subalternidade (ajudadora do homem) para a mulher.

Agora, talvez devido às novas tecnologias em que a «força» bruta do homem já tem pouco valor e se valoriza mais a «delicadeza» subtil da mulher, esta começa a ser mais apreciada no mundo laboral que o homem. Assim a «mulher» que antes era subalterna, agora passa a começar a dominar.

As coisas parecem para nós ter o valor que na altura lhes damos.
Antes, uma mulher não queria ver o marido mexer nas coisas da cozinha. Agora, muitas mulheres preferem que seja o marido a cozinhar, ou preferem jantar fora se as condições económicas o permitirem.
O mundo está em evolução e as coisas mudam, porque no homem existe a imperfeição e precisa mudar para melhorar, com avanços e recuos.
Mesmo nos conselhos morais (profecia) Paulo disse que somos imperfeitos.
Veja cap. 13 da 1ª carta aos Corintios que é um autêntico hino ao AMOR (AGAPE = αγαπη ).
(1ª Corintios 13)

Destaco o que vem agora a propósito:
(1ª Cor. 13)
A caridade (η αγαπη) jamais acabará. As profecias desaparecerão, o dom das línguas cessará, o dom da ciência findará.
A nossa ciência é parcial, a nossa profecia é imperfeita.
Quando chegar o que é perfeito, o imperfeito desaparecerá.
(1ª Cor.13:8-10)

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Sinal dos tempos.

Mensagem por MSPP em Sab Set 15, 2012 11:46 am

Está a pôr uma falsa questão, porque Paulo não é do nosso tempo.
Mas se vivesse agora, com certeza que não aprovaria os movimentos pró-abortista, pró-gayzista e pró-racista. Qualquer dessa ideologias é contrária aos princípios bíblicos. A Bíblia, tanto do A.T. como do N.T. condenam essas ideologias e vêem-nas como um castigo, uma aberração e até uma abominação. O afastamento dos homens de DEUS leva-os à prática e à aprovação de tais coisas vis. Quanto às mulheres seres subalternas aos homens é um pouco diferente e tem muito a ver com a cultura dos povos. No entanto, o homem deixar passar à frente as mulheres em relação à sua dedicação pelas coisas de DEUS podemos ver nisso uma situação de inferioridade do homem, motivada pela sua falta de interesse pelas coisas de DEUS.
É um sinal dos tempos.

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