Credo

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Credo

Mensagem por Lucas B. em Qua Jun 06, 2012 11:06 pm

Resolvi criar este tópico por questão de organização, para sintetizar algumas questões dispersas em outros tópicos, e para receber novas questões sobre o mesmo tema facilitando uma futura busca, desculpem se não soube encontrar algum já apropriado para isso, mas na busca apenas encontrei dois já fechados.

Não vou me propor a uma explanação sobre todo o Simbolo, apenas procurando nesse primeiro momento contribuir com questões outrora levantadas nos seguintes tópicos:
http://quemtembocavaiaroma.livreforum.com/t1177-assumo-o-risco
http://quemtembocavaiaroma.livreforum.com/t1176-meu-terco

Omito “sob Pôncio Pilatos”, porque ele não poderia ter consciência de que Jesus era o Filho de Deus, mas podemos deixar impunes seus verdadeiros detratores com medo de sermos taxados de anti-semitas?

Primeiramente temos que ter em mente o porque do Simbolo, e sua origem que também aqui não vou aprofundar, apenas trazendo o fato de que era o elemento distintivo da profissão de Fé Cristã, que "propõe e introduz" aos catecúmenos a adesão à essa Fé, sendo originada e posteriormente desenvolvida dentro de três fundamentos básicos derivados da ordem de Jesus em Mt 28,19: "Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo."
Segue-se então o fundamento da opção Cristã:
Crês em Deus Pai?
Crês em Jesus Cristo, o Filho de Deus?
Crês no Espírito Santo?
Fazendo a análise vemos que todos os Símbolos desenvolvem-se dentro desses três fundamentos básicos, nos apresentam o Pai, o Filho e o Espírito Santo, sintetizando isso de uma forma mais ou menos elaborada durante o tempo em especial as questões sobre o Filho e o Espírito Santo.

Pois bem, onde entra Pilatos?
Como ressaltei aqui a função do Credo(o Simbolo) não é determinar em critérios quantitativos ou qualitativos a culpabilidade de Pilatos citado ou alguém omitido, mas exclusivamente apresentar o Filho em seu percurso e missão na natureza e história humana, por isso em outros Simbolos(como o citado da Calcedônia) não necessáriamente se fará essa menção, mas atente bem para isso: NUNCA POR MITIGAR A PARTICIPAÇÃO DO CITADO NO OCORRIDO.
Apresenta o Jesus nascido da Virgem Maria no Mistério da Encarnação, o mesmo Jesus que padeceu SOB Pôncio Pilatos, no Mistério da Redenção.
Ressalto o SOB por sua ampla dimensão apresentada aqui no contexto:
Sob - de sub no latim - indica tanto em posição inferior - embaixo de - e essa é como apresentaram corretamente em seus comentários o Srs. Fabrício e Geovanni, isto é:
"Respondeu Jesus: Não terias poder algum sobre mim, se de cima não te fora dado. Por isso, quem me entregou a ti tem pecado maior." (Jo 19,11)
A outra dimensão, não menos importante, a temporal:
Sob - de sub no latim - indica no tempo de, sob o governo de - Como podemos notar tanto no Antigo Testamento, como em outros textos da antiguidade, não havia uma homogeneidade de calendários (como na verdade ainda não temos de forma absoluta), o tempo era delimitado geralmente pelo poder vigente, ex: "No quinto ano do reinado de Roboão, Sesac, rei do Egito, atacou Jerusalém..." (I Rs 14,25)
Sempre foi de grande importância nessa "apresentação" do Credo, o fato de ressaltar sobremaneira, retomando a origem da crença Judaica do Deus único, e sua diferenciação com demais "religiões", isto é: o Cristo não é apenas "uma boa estória" com valores morais, não é um mitológico e dissociado do tempo "Hércules, Hórus, krishna, etc.", é Deus que se faz homem, que entra em "contato" com o homem, e é Verdade, por isso pode e deve ser "localizado" na nossa história, mas de acordo com a proposta universal(katholikos) do Evangelho, não faria o menor sentido um "padeceu sob Caifás", que só encontraria contexto em uma dimensão totalmente local, e ainda assim imperfeita (visto não se coadunar com a dimensão plena descrita anteriormente, Caifás não detinha poder sobre Cristo ou sobre o julgamento do mesmo), se a mensagem Evangélica é dirigida "ao mundo" convém localizá-la sob o poder vigente, isto é: o poder Romano na região, Pôncio Pilatos.
Há ainda outras dimensões que poderiam ser aprofundadas como o Pilatos que prefigura o próprio "homem" e sua rejeição ao Filho de Deus, mas não creio se façam necessários sob o risco de desviar-nos da intenção aqui proposta de esclarecimento.

Como já citei, tanto não é proposta do Simbolo, estabelecer "culpas", quanto podem ser assimiladas formas em que não seja citado A ou B no mesmo, no entanto ressalto, essa eventual omissão, JAMAIS pode dever-se ao fato de um julgamento que sequer cabe a nós, o ex persona.
Não se pode ignorar as duas dimensões do "sub" anteriormente citadas, Pilatos participou desse processo. Mas o julgamento presunçoso que mais me refiro não é à sua suposta culpa e sim e principalmente à sua suposta INOCÊNCIA.
Não podemos julgar "em pessoa" pois só Deus "vê o escondido" no interior de cada um, no entanto podemos (e essencialmente é a nossa caminhada) e devemos julgar aquilo que nos deu a conhecer: o Caminho. O bem e o Mal. Não podemos julgar se alguém vai ou não para o inferno por exemplo, mas devemos saber julgar o caminho que leva ao céu e o caminho que leva ao inferno.
Trazendo essa concepção para o caso, temos em Pilatos, menções à uma comoção interior a principio favorável a Jesus Cristo, mas se formos considerar todos os "caminhos" trilhados pelo mesmo, é incontestável uma série de atitudes condenáveis e reprováveis em diversos niveis:
Omito “sob Pôncio Pilatos”, porque ele não poderia ter consciência de que Jesus era o Filho de Deus...
E quem poderia? Os judeus? Por acaso os Apostolos tinham plenamente essa consciência? Jesus não estava justificado por ser Filho de Deus, mas simplesmente por ser JUSTO, INOCENTE, vítima de falsas acusações, o que está nos textos declaradamente é que Pilatos estava CONVICTO da inocência de Jesus, que somente ele tinha poder para soltá-lo ou condená-lo, e no exercício desse poder (e responsabilidade) o que deveria ter feito? E o que fez?
Ora, é ele representativo de todo poder constituido como da própria caminhada de cada um, bem expressa por São Paulo: Não faço o bem que quereria, mas o mal que não quero. (Rm 7, 19).
Por amor à Verdade Cristo aceita a morte.
Por "medo" Pilatos abdica da Verdade, prefere tentar agradar do que proceder com a Justiça, pois sabia que o mesmo era inocente, mas esquiva-se dessa decisão, com Herodes, com Barrabás, lavando as mãos. O mesmo serve de ensinamento para nós, quantas vezes não fugimos da Verdade e da responsabilidade, e tentamos deixar isso para "outros", quantas vezes não damos a resposta de Caim a Deus?
Se Pilatos não poderia ser culpado de condenar o "Filho de Deus", certamente poderia ser culpado de condenar "um Inocente", mas essa era justamente a lição de Deus, que em Jesus o homem enxergasse o próprio homem.

"Aconteceu assim para que se cumprissem as Escrituras"
Apesar de muito vermos tais palavras, alguns tendem à uma equivocada relação de "causa e efeito". Pilatos não condenou Jesus, porque Deus assim determinou que deveria acontecer, muito pelo contrário, é a partir das decisões tomadas pelo mesmo e por todos que Deus procede seu plano de Salvação.
...mas podemos deixar impunes seus verdadeiros detratores com medo de sermos taxados de anti-semitas?
Mas uma vez relembro, por acaso a função do Credo é "PUNIR" alguém? Se com "verdadeiros detratores" quer-se dizer "judeus", com toda razão poderemos ser taxados de anti-semitas. Se foram simplesmente "judeus" que condenaram Jesus, também não eram "judeus" aqueles que nele acreditaram? Não eram todos "judeus" os que se encontravam aos pés da Cruz? Em uma profundidade maior: Qual homem não é responsável por Cristo ser Crucificado?
Aqui simplesmente recorro às palavras do Catecismo pois explicam de maneira bem clara o que desejo passar:

Levando em conta a complexidade histórica do processo de Jesus manifestada nos relatos evangélicos, e qualquer que possa ser o pecado pessoal dos atores do processo (Judas, o Sinédrio, Pilatos), conhecido só de Deus, não se pode atribuirá responsabilidade ao conjunto dos judeus de Jerusalém, a despeito dos gritos de uma multidão manipulada e das censuras globais contidas nos apelos à conversão depois de Pentecostes. O próprio Jesus, ao perdoar na cruz, e Pedro, depois dele, apelaram para a "ignorância" dos judeus de Jerusalém e até dos chefes deles. Menos ainda pode-se, a partir do grito do povo: "Seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos" (Mt 27,25), que significa uma fórmula de ratificação, estender a responsabilidade aos outros judeus no espaço e no tempo.
Por isso a Igreja declarou muito oportunamente no Concílio Vaticano II: "Aquilo que se perpetrou em sua Paixão não pode indistintamente ser imputado a todos os judeus que viviam então, nem aos de hoje... Os judeus não devem ser apresentados nem como condenados por Deus nem como amaldiçoados, como se isto decorresse das Sagradas Escrituras.

No magistério de sua fé e no testemunho de seus santos a Igreja nunca esqueceu que "foram os pecadores como tais os autores e como que os instrumentos de todos os sofrimentos por que passou o Divino Redentor". Levando em conta que nossos pecados atingem o próprio Cristo, a Igreja não hesita em imputar aos cristãos a responsabilidade mais grave no suplício de Jesus, responsabilidade que com excessiva freqüência estes debitaram quase exclusivamente aos judeus
.

Espero ter ajudado nessa questão. Posteriormente ainda espero continuar com as demais: "mansão dos mortos, direita do Pai, ressureição da carne." se Deus assim o permitir, claro também estamos abertos à contribuição de qualquer um nos mesmos temas, apenas procuremos ao máximo nos restringir a eles para facilitar a leitura e a busca posteriormente.

Vinde Senhor Jesus!

Lucas B.

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Re: Credo

Mensagem por Halmenara em Qui Jun 07, 2012 9:16 pm

Caro Lucas,


O meu enfoque, não é apenas uma dúvida particular, que penso um dia dicerni-la numa catequese ou em algum questionamento particular de outrem. O meu enfoque é: se nos ensinam a usar, por que não nos explicam. Seria, para mim, como usar algo sem ler o manual de instruções. Se a coisa for mal usada por falta de informações, um dia se quebra antes do tempo e pode desencadear uma onda de desconfiança quanto à “qualidade do produto” e à marca dele.

Não podemos nunca esquecer, que falhas de interpretação ou a não importância dada a ela, nos embarcou no inferno do protestantismo e o resultado está aí para todo mundo ver. Sem nos esquecer também do que significa a frase do papa Paulo VI: “Por alguma fresta, a fumaça de Satanás entrou na casa de Deus”. Nem podemos nos esquecer que dessa maneira surgiu a Teologia da Libertação, que encanta os incautos pela ideologia, mas condena pela origem.

Será que Jesus queria uma igreja de exegetas, tão censurado por Ele, e um rebanho de ovelhas alienadas?

O que me preocupa, não são os, de certa forma, privilegiados na fé e na busca da compreensão como nós, mas aqueles que viram coisas mais que suficientes para repudiar as complicadas interpretações dos “donos do pedaço” independentemente de suas idades e épocas.

Não me preocupo com os que estão dentro, mas com aqueles que saem e mais ainda com aqueles que são impedidos de permanecer por não terem respostas condizentes às suas dúvidas ou serem repudiados por tê-las.

Esses, ingenuamente e/ou revoltadamente, começaram a reforçar um cinturão de apóstatas que hoje está dominando o mundo, não pela quantidade desses, mas pelos que dominam a media e pelo apoio que dão ao reforçar as tropas dos verdadeiros inimigos da Fé.

Pilatos morreu e passou para a história. Mas os herdeiros e descendentes de Caifás estão mais presentes e atuantes do que nunca. Estão presentes nas lojas maçônicas e adorando a Lúcifer.





Estão nas sinagogas sionistas do mundo seguindo o talmude, ainda continuam cegamente desprezando a nós, os goim e até mesmos contra os seus que se opõem ao seu reinado.



Genealogia
O Corão nasceu mais que um milênio depois da Bíblia Hebraica e cinco a seis séculos depois da cristã, num ambiente que já era cunhado consideravelmente por pensar bíblico. Maomé vivia e agia na margem do reino romano-leste, o qual cerca de dois séculos antes aceitara a Cristandade como religião de estado, em proximidade geográfica aos centros de então da Igreja bizantina e síria de um lado e das grandes escolas talmúdicas do Judaísmo babilônio, de Sura e Pumbedita de outro lado. O conteúdo da Bíblia lhe era conhecido, estava em contato diário com cristãos e judeus, falando, como comerciante, muito provavelmente aramaico, a língua franca do mundo próximo-oriental antigo, ao mesmo tempo a língua em que tanto as obras da Igreja síria como também o Talmude babilônico foram escritos.
http://www.jcrelations.net/B__blia_e_Cor__o__Proximidade_e_Incompatibilidade_de_duas_concep____es.3154.0.html?L=4


Estão na preparação e no apoio à chaira islâmica.

MATAR TODA A HUMANIDADE NÃO-MUÇULMANA: Sura 9:122-123 — “Ó fiéis, combatei os vossos vizinhos incrédulos para que sintam severidade em vós; e sabei que Deus está com os tementes.” Sura 47:2-4 “E quando vos enfrentardes com os incrédulos, CORTE-LHES AS CABEÇAS E ESPALHE O SANGUE DELES (...) MATAI-OS ONDE QUER QUE OS ENCONTREIS!”


Na preparação do governo mundial, na reconstrução do Templo de Salomão, no comando das finanças do mundo.



(e seguintes)

Quem segura a onda agora?

Você saberia dizer-me onde estão os descendentes de Pilatos?


Mas uma vez relembro, por acaso a função do Credo é "PUNIR" alguém?

Como você se sentiria, sendo Pilatos e ouvindo todos citarem-no dessa forma no Credo?


Por isso a Igreja declarou muito oportunamente no Concílio Vaticano II:

"Aquilo que se perpetrou em sua Paixão não pode indistintamente ser imputado a todos os judeus que viviam então, nem aos de hoje... Os judeus não devem ser apresentados nem como condenados por Deus nem como amaldiçoados, como se isto decorresse das Sagradas Escrituras.

No magistério de sua fé e no testemunho de seus santos a Igreja nunca esqueceu que "foram os pecadores como tais os autores e como que os instrumentos de todos os sofrimentos por que passou o Divino Redentor". Levando em conta que nossos pecados atingem o próprio Cristo, a Igreja não hesita em imputar aos cristãos a responsabilidade mais grave no suplício de Jesus , responsabilidade que com excessiva freqüência estes debitaram quase exclusivamente aos judeus.

Que esse grande filho das trevas (pra não falar outra coisa) que escreveu isso, fale por si.

Depois “caem fora da Igreja” e vem os soberbos dizerem que sai a quantidade e fica a qualidade!
E os trouxas das formiguinhas, como nós, vai tentar trazer de volta as ovelhas fujonas em “Encontros de Casais com Cristo” em dedicação a pastorais.

Cristo morreu pelos nossos pecados ! O quê que é isso? É karma? Isso é prato cheio pra espírita confirmar suas convicções.

Claro que culpar todos e até mesmo a maioria dos judeus seria estupidez. Mas não se esqueçam que Jesus nasceu no seio judeu porque o problema estava lá e não na Mongólia.

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Re: Credo

Mensagem por Lucas B. em Seg Jun 11, 2012 11:06 pm

O meu enfoque continuará sendo as dúvidas, justamente porque não as vejo como "particulares", não é somente aos autores dos tópicos e dos questionamentos que me dirijo, mas procuro ter a visão do conjunto que representa um fórum público como este, muitos podem não contribuir com a discussão, mas utilizam-se bastante da simples leitura do que aqui é escrito, podendo ser suas próprias dúvidas a de tantos outros, então continuarei com o que me propus se Deus assim o permitir, abrindo este "parentese" para esclarecimentos.

Quanto ao "seu" enfoque, vejamos:
se nos ensinam a usar, por que não nos explicam.
Como já deve imaginar realmente existe uma explicação para tudo o que usamos, no entanto não devemos concentrar-nos excessivamente nela como se fosse uma "condição indispensável", o entendimento não é a essência da Fé, nem é o seu objetivo, porque: nem toda explicação é simples, e nem todos possuem o mesmo entendimento. Quando fazemos disso uma condição "primordial", corre-se consequentemente o risco de excluir alguns do conteúdo da Fé, como demostra mais a frente em outra citação.
Quero dizer que nossa Fé não deve ser entendida? Absolutamente não.

Um exemplo:
Quando vamos num médico, baseado em seu diagnóstico, nos receita um remédio.
Por acaso a maioria dos pacientes precisará entender como o tal remédio atua quimica e biologicamente no seu organismo, para então fazer uso do mesmo? Certamente que não, porque o objetivo é que o remédio lhe traga a cura.
Não que o médico não saiba dessa informação, e mesmo que poderia lhe passar essa informação, mas vejamos, unicamente o fato de eu saber como o mesmo atua, seria de alguma valência no meu objetivo que é a cura? Não, somente se eu tomar o remédio chegarei a isso.
Em suma, isso deixa tanto o paciente sem o conhecimento quanto o que o procura, em relação ao objetivo, num mesmo patamar.
Claro que o entendimento da formula pode, nos levar a uma maior confiança no remédio, bem como a poder explicá-la a um ou outro, mas até como essa forma de "testemunho" o resultado (a cura), ainda terá um apelo bem mais convincente do que a explicação, e mais uma vez tanto um como outro encontram-se num mesmo "nível" a esse respeito.

Voltando a nosso tema, o grande problema da apostasia generalizada não é fundamentalmente a "falta de explicação", não tanto quanto a falta de "vivência", e na origem este também foi o problema que desencadeou o protestantismo e outras doutrinas diferentes. Não seria de muito proveito receber uma excelente explicação de doutrina, e concomitantemente um exemplo contrário à mesma, e esse é um dos grandes motivos de descrédito dos Cristãos, e particularmente dos "Católicos".

A exegese não é necessáriamente um "mal", na verdade é um bem necessário e instituido pelo próprio Cristo, como podemos ver por exemplo nas explicações das parábolas unicamente a seus discipulos. Isto é: o conhecimento apesar de acessível, só se mostra absolutamente necessário em alguns casos, em outros pode mesmo suscitar confusão e questionamentos infundados. Certamente que existe o aspecto reprovável que leva o nome da mesma sem na verdade sê-la de fato, como indica seu radical, exegese trata-se de "extrair o verdadeiro sentido" através da interpretação, não de "criar" sentidos através dessas interpretações, quando se busca, não esse extrair, mas sim "incluir" um sentido naquilo que interpreta-se, a exegese perde sua razão de ser tornando-se um instrumento de erro.
O que me preocupa, não são os, de certa forma, privilegiados na fé e na busca da compreensão como nós...
Esse é justamente o risco de que tratei anteriormente, o que o faz pensar que somos "privilegiados" em relação a outros fiéis? Logicamente o fato de considerar a compreensão como "medida" do Cristão, quando na verdade essa "medida" é a vivência.
Por acaso o Doutor em Teologia está mais próximo de Deus, do que a velhinha "carola" acendendo velas na Igreja e dando esmolas aos pobres, que sequer sabe ler, unicamente por uma "maior" compreensão da Doutrina? Não. Nessa relação não há nenhum privilegiado, pois a Fé da Igreja e de Cristo é ascessível a todos e em todos os níveis. Pode até parecer o contrário, enquanto aquela vive a mensagem Cristã, o outro (e nós como quis considerar) ainda estamos "parados" nos "por quês". Mas na verdade os carismas são diversos, há quem precise ensinar de outras formas, há quem só pode aprender de outras formas. E a única esperança de quem por exemplo têm essas dúvidas, é que exista uma exegese (e um exegeta) para iluminar alguns pontos, nem tudo, pois como tratei em outro post, há aquilo que "toca" o mistério, apesar de nossa Fé ser racional, ela não é simplesmente "razão", é algo mais amplo, que em ultima (ou primeira) instância, demandará a confiança, aqui retorno ao meu exemplo do médico, o único motivo de aceitarmos um remédio que não "entendemos", é existir anteriormente essa "confiança" na competência do médico.
...mas aqueles que viram coisas mais que suficientes para repudiar as complicadas interpretações dos “donos do pedaço” independentemente de suas idades e épocas.
Isso confirma o que citei, não importa quão simples ou profunda seja a "interpretação", ela é como a árvore que é conhecida pelos frutos, se muitos são vítimas de um "contra-testemunho" de alguns Cristãos, certamente também a rejeitarão como algo sem coerência.
Você saberia dizer-me onde estão os descendentes de Pilatos?

Se você quer colocar sob estes termos, em relação aos seus procedimentos, como soube facilmente apontar os "descendentes de Caifás" - que ressalto, não podem jamais ser considerados de forma generalizada o povo judeu ou qualquer um que se reuna em sinagogas seguindo os ensinamentos do Talmude - muito mais fácil seria identificar os "descendentes de Pilatos", porque esses sim "fizeram escola":
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/prendam-a-imprensa-e-deixem-jose-dirceu-solto-por-um-brasil-mais-decente-ou-marcio-thomaz-bastos-lutou-pela-democracia-na-ditadura-e-luta-por-ditadura-na-democracia-ou-bastos-pressiona-o-supremo/
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/o-aborto-e-a-grande-vergonha-quando-o-tse-e-a-pf-se-uniram-contra-catolicos-a-favor-do-pt-e-resgataram-o-ai-5-no-pais-sob-o-silencio-cumplice-da-imprensa-pro-aborto/
http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/29189-associacao-lesbica-consegue-via-justica-retirada-de-simbolos-religiosos-de-predios-da-justica-gaucha


Enfim, sempre que vemos alguém abdicar da Justiça por qualquer motivo que comprometa a Verdade, é bem notória uma similaridade com o procedimento de Pilatos.
Como você se sentiria, sendo Pilatos e ouvindo todos citarem-no dessa forma no Credo?
Repito, no Credo não estamos julgando Pilatos, mas respondendo: me sentiria da mesma forma que São Pedro, quando é lembrado o fato de ter sido "chamado" de satanás, da mesma forma que São Paulo quando é lembrado que perseguia, prendia e matava Cristãos, da mesma forma que São Tomé quando tido por incrédulo, etc. Em resumo: Feliz o homem a quem Deus não imputa pecado, e em cujo espírito não há dolo. (Sl 31/32, 2)
, isto é, se o mesmo foi perdoado por Deus, não verá qualquer problema em ser assim lembrado, visto que essa é a Verdade, foi nesse momento em que sua participação se deu no plano de Deus - se não foi - paciência, agora não vamos mais citar Judas Iscariotes, pode ser que ele se ofenda também não?
Por isso a Igreja declarou muito oportunamente no Concílio Vaticano II:

"Aquilo que se perpetrou em sua Paixão não pode indistintamente ser imputado a todos os judeus que viviam então, nem aos de hoje... Os judeus não devem ser apresentados nem como condenados por Deus nem como amaldiçoados, como se isto decorresse das Sagradas Escrituras.

No magistério de sua fé e no testemunho de seus santos a Igreja nunca esqueceu que "foram os pecadores como tais os autores e como que os instrumentos de todos os sofrimentos por que passou o Divino Redentor". Levando em conta que nossos pecados atingem o próprio Cristo, a Igreja não hesita em imputar aos cristãos a responsabilidade mais grave no suplício de Jesus , responsabilidade que com excessiva freqüência estes debitaram quase exclusivamente aos judeus.
Que esse grande filho das trevas (pra não falar outra coisa) que escreveu isso, fale por si.
É uma pena colocar dessa forma, não fui eu quem escrevi mas como concordo em "gênero, número e grau" com a colocação, não somente por ser Palavra Oficial da Igreja, mas por minha própria conclusão, devo ser um desses "filhos das trevas", o meu "consolo" é que não sou somente eu, certamente aqui também poderiam ser incluídos nomes como Joseph Ratzinger, e Karol Wojtyla, respectivamente na elaboração do compendio da Doutrina Católica e sua sanção, bem como na participação da formulação dos documentos conciliares que trazem a referida fórmula.
Mas defendendo a colocação, não à toa Cristo disse:
...Por isso, quem me entregou a ti tem pecado maior. (Jo 19,11b)
O Filho do Homem vai, como dele está escrito. Mas ai daquele homem por quem o Filho do Homem é traído! Seria melhor para esse homem que jamais tivesse nascido! (Mt 26,24)

Isto é: é muito pior uma ofensa de alguém desconhecido, e sem proximidade, ou de alguém de confiança, onde a mesma também se torna uma traição? Nenhum judeu, muçulmano, espírita, ateu, etc. é capaz de uma ofensa maior a Deus do que o próprio Cristão, que sequer deveria ofendê-lo.

Mas:
Cristo morreu pelos nossos pecados ! O quê que é isso? É karma? Isso é prato cheio pra espírita confirmar suas convicções.
Acredito que não tenha chegado a esse ponto intencionalmente, pois isso é realmente sério. Gostaria de poder dizer apenas que desconhece a concepção Espírita(ou pelo menos uma delas) de "Karma", pois segundo a mesma suas ações refletiriam necessáriamente de volta a si, de forma resumida, não admite a necessidade de um "sacrifício" que reuniria tudo em si, e cada homem poderia "debitar" seus "males" em sucessivos ciclos de existência.
Mas se resta dúvida quanto ao fato de Cristo ter morrido por nossos pecados, então isso descarta completamente o motivo da nossa Fé, aliás, descarta a própria Fé, e só o que restam são preceitos morais sem qualquer objetivo transcedental, ou simplesmente o pecado não existe, ou ele não pode ser extinto, ou pior, nós mesmos somos capazes de repará-lo diante de Deus, e veja que assim coadunamos essa "doutrina" com a supracitada.

Eu vos transmiti primeiramente o que eu mesmo havia recebido: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras;(ICor 15,3)
Tomou depois o cálice, rendeu graças e deu-lho, dizendo: Bebei dele todos,
porque isto é meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por muitos homens em remissão dos pecados. (Mt 26, 27-28)


Claro que culpar todos e até mesmo a maioria dos judeus seria estupidez. Mas não se esqueçam que Jesus nasceu no seio judeu porque o problema estava lá e não na Mongólia.

Repito, discutir a culpa é algo totalmente sem necessidade, pois todos os homens têm essa culpa, mas apenas alguns foram os responsáveis pela execução daquilo que é a nossa culpa também.
Jesus nasceu no seio judeu porque Deus é fiel à sua promessa, e de lá surgiria a solução:

Farei de ti uma grande nação; eu te abençoarei e exaltarei o teu nome, e tu serás uma fonte de bênçãos.
Abençoarei aqueles que te abençoarem, e amaldiçoarei aqueles que te amaldiçoarem; todas as famílias da terra serão benditas em ti. (Gn 12,2-3)

Multiplicarei tua posteridade como as estrelas do céu, dar-lhe-ei todas estas regiões, e nela serão benditas todas as nações da terra, (Gn 26, 4)

Tua posteridade será tão numerosa como os grãos de poeira no solo; tu te estenderás, para o ocidente e para o oriente, para o norte e para o meio-dia, e todas as famílias da terra serão benditas em ti e em tua posteridade. (Gn 28, 14)

...mas vós me sereis um reino de sacerdotes e uma nação consagrada. Tais são as palavras que dirás aos israelitas. (Ex 19, 6)


Enfim, todos os povos tinham seus problemas, Israel não era excessão, mas deixemos essa "síndrome" de qualificação, de quem será a pior, será mesmo que não haviam povos "mais" problemáticos do que os Judeus? Povos que faziam sacrifícios humanos e os comiam, guerras rituais, queimavam viúvas, multilavam genitais, etc., não faz diferença, não podemos educar as crianças, sem antes formarmos os professores. Deus escolheu um povo para se revelar ao mundo através dele, e mesmo que este não tenha sido totalmente "fiel" à essa promessa, Deus permaneceu fiel e seguiu com o plano e por isso hoje aqui estamos falando dele. Então até mesmo os mongóis, se beneficiaram disso.

Vinde Senhor Jesus!


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Re: Credo

Mensagem por Halmenara em Ter Jun 12, 2012 8:54 am

O meu enfoque continuará sendo as dúvidas, justamente porque não as vejo como "particulares", não é somente aos autores dos tópicos e dos questionamentos que me dirijo, mas procuro ter a visão do conjunto que representa um fórum público como este, muitos podem não contribuir com a discussão, mas utilizam-se bastante da simples leitura do que aqui é escrito, podendo ser suas próprias dúvidas a de tantos outros, então continuarei com o que me propus se Deus assim o permitir, abrindo este "parentese" para esclarecimentos.

Bingo!

Certamente que existe o aspecto reprovável que leva o nome da mesma sem na verdade sê-la de fato, como indica seu radical, exegese trata-se de "extrair o verdadeiro sentido" através da interpretação, não de "criar" sentidos através dessas interpretações, quando se busca, não esse extrair, mas sim "incluir" um sentido naquilo que interpreta-se, a exegese perde sua razão de ser tornando-se um instrumento de erro.

De minha parte, infelizmente é exatamente isso que vi até hoje: inclusão de sentido, interpretações que variam de padre para padre e os que dizem diferente também interpretam que é sempre o outro que está equivocado.

Esse é justamente o risco de que tratei anteriormente, o que o faz pensar que somos "privilegiados" em relação a outros fiéis? Logicamente o fato de considerar a compreensão como "medida" do Cristão, quando na verdade essa "medida" é a vivência.

Privilegiados por ter esse entendimento (pouco ou muito) e ter fé.

o outro (e nós como quis considerar) ainda estamos "parados" nos "por quês".

Pelo contrário, caminhamos apesar dos por quês; apesar de, em princípio, dar crédito ao sacerdote e depois sentir-se quebrando a cara. Saber mais das minhas responsabilidades católico do que o próprio sacerdote que foi preparado para isso.

Mas na verdade os carismas são diversos, há quem precise ensinar de outras formas, há quem só pode aprender de outras formas. E a única esperança de quem por exemplo têm essas dúvidas, é que exista uma exegese (e um exegeta) para iluminar alguns pontos, nem tudo, pois como tratei em outro post, há aquilo que "toca" o mistério, apesar de nossa Fé ser racional, ela não é simplesmente "razão", é algo mais amplo, que em ultima (ou primeira) instância, demandará a confiança, aqui retorno ao meu exemplo do médico, o único motivo de aceitarmos um remédio que não "entendemos", é existir anteriormente essa "confiança" na competência do médico.

Bingo de novo. O problema é quando você começa a perder a confiança no médico pelos diagnósticos errados e pelo remédios inócuos. Aí você faz o seu chazinho de ervas do quintal e se trata sozinho.

São os pequenos milagres cotidianos que acontecem na minha vida e que reforçam a minha fé.

Obviamente eu não vivi a sua vida para ter a sua crença e também você não viveu a minha para tê-la da mesma forma que eu a tenho. Mas como lhe disse, sinto-me privilegiado, apesar dos por quês. O que me preocupa são os que foram e serão expulsos por não terem a capacidade de serem “velhinhas carolas” e por terem dúvidas não respondidas. Nossa obrigação é adubar o solo infértil, extirpar os espinhos, e não levar semente em solo pedregoso e pouco profundo.

Quem tentaria proibir os crucifixos num país predominantemente católico, senão os adoradores do Estado ateu?

Esses que você apresenta não são descendentes de Pilatos, são filhos do comunismo instituído pelos judeus Marx, Lênin, Trotsky. Os descendentes de Caifás são os sionistas. Ou tens dúvidas ainda sobre isso?

Até à noite!
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Re: Credo

Mensagem por Halmenara em Ter Jun 12, 2012 8:58 am

Em tempo, antecipando a continuação, quem tenta trazer a luz como você, mesmo que de vez em quando o candeeiro apague, não pode ser considerado filho das trevas.
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Re: Credo

Mensagem por Halmenara em Qui Jun 14, 2012 9:37 pm

Acredito que não tenha chegado a esse ponto intencionalmente, pois isso é realmente sério. Gostaria de poder dizer apenas que desconhece a concepção Espírita(ou pelo menos uma delas) de "Karma", pois segundo a mesma suas ações refletiriam necessáriamente de volta a si, de forma resumida, não admite a necessidade de um "sacrifício" que reuniria tudo em si, e cada homem poderia "debitar" seus "males" em sucessivos ciclos de existência.

Usei a expressão pelo senso comum dos espíritas:

Todos nós, na nossa actual existência, estamos recolhendo aquilo que semeamos nas nossas vidas passadas e, ao mesmo tempo, estamos semeando aquilo que recolheremos na nossa próxima existência.

Nunca entendemos isto, e é assim como a humanidade não poderá escapar a esta cadeia de consequências, já que quase nunca sabemos o porquê dos nossos sofrimentos. Quando uma pessoa semeia desgraças, provocando dano aos demais, na realidade isso mesmo virá a recolher. Essa é a lei do Karma.
(http://www.anael.org/portugues/karma/index.htm) é só um exemplo, mas procure pelo termo “ o karma de vidas passadas” que você achará explicações às pencas no sentido a que me referi..

Repito, discutir a culpa é algo totalmente sem necessidade, pois todos os homens têm essa culpa, mas apenas alguns foram os responsáveis pela execução daquilo que é a nossa culpa também.
Jesus nasceu no seio judeu porque Deus é fiel à sua promessa, e de lá surgiria a solução:

Quando nos referimos aos judeus, estamos nos referindo a um povo ou a uma religião? Qual a influência desse povo no destino contemporâneo da humanidade?

Deus sabe o que faz (e já se arrependeu uma vez)

Não esqueçamos, portanto, da advertência de Aarão a Moisés: "Não se irrite o meu Senhor. Tu mesmo sabes o quanto este povo é inclinado para o mal" (Êx. 32,22)

Veja pérolas do talmude em relação a nós:

No Zohar (II, 64 b), lê-se assim:"O rabino Abba disse: Se unicamente os idólatras mantivessem relações sexuais,o mundo deixaria de existir. Por isso é que se ensina que um judeu não deve entregar-se a estes ladrões infames. Porque se estes se propagarem em maior quantidade, será impossível para nós continuarmos existindo, por causa deles. Porque eles dão à luz crianças, da mesma maneira como cachorros".

No Eben Haeser (44,8), diz o seguinte:"Se um judeu contrai casamento com uma akum (cristã), ou com sua servente, o matrimônio é nulo. Porque eles não estão capacitados a contrair matrimônio. Portanto, se uma akum ouuma servente contrair casamento com um judeu, o matrimônio é nulo".

No Zohar (I, 46 b, 47 a) continua a ser demonstrado que esta parte impura é a do lado esquerdo, de onde provêm as almas dos cristãos:"E ele criou todo o ser vivente, ou seja, os israelitas, porque eles são filhos deDeus, o Altíssimo, e suas almas sagradas provêm d'Ele. Porém, de onde provêm as almas dos gentios?E o rabino Eliezer disse: do lado esquerdo, o que faz com que suas almas sejam impuras. Portanto eles são impuros e tudo que tiver contato com eles fica contaminado"

Os corpos dos cristãos mortos são denominados pelos judeus com o odioso nome pegarim, que é a palavra utilizada na Sagrada Escritura para designar os corpos dos malditos e dosanimais, porém jamais para designar aos mortos piedosos, chamados de Metim. No Schulchan Arukh é ordenado que se fale da mesma maneira de um cristão morto como de um animal morto.No Iore dea (377,1) lê-se:"A ninguém deve-se dar os pêsames pela morte de seus serventes ou criada (não- judeus); tudo que se pode dizer é que Deus lhe devolva o que perdeu, da mesma maneira como falamos a um homem que tenha perdido uma vaca ou um asno".

Em Iore dea (148,12 Haga), lê-se assim:"Portanto, se entras em uma cidade e os encontras (os gentios) celebrando umafesta, podes fingir que te alegras e divertes com eles, afim de ocultar teu ódio. Aqueles, porém, que sepreocupam com a salvação de suas almas, devem manter distância destas celebrações. Deves deixarbem claro que te aborreces ao festejar com eles, sempre que possa fazê-lo sem incorrer na sua inimizade.”

Ibidem (147,5):"É permitido debochar de seus ídolos e está proibido dizer a um goi: Que seuDeus o ajude, ou, espero que tenhas bom êxito"

O rabino Bechai, ao explicar o texto do Deuteronômio, sobre o ódio à idolatria diz o seguinte:"A escritura nos ensina odiar aos ídolos e dar-lhes nomes ignominiosos, desta maneira, se o nome de uma igreja for Bethgalia (Casa de Magnificência), deve chamá-la Bethkaria(casa insignificante, chiqueiro, latrina). Porque esta palavra, karia, denomina um lugar vil, baixo"

.Em numerosos lugares os judeus dão nomes ignominiosos aos objetos cristãos.Sempre é bom lembrar algum destes nomes que eles utilizam para designar objetos e pessoas que sãotão sagrados e amados pelos cristãos:

A Jesus, o chamam ignominiosamente de Jeschu, cujo significado é "que seu nome e sua memória sejam apagados". Seu nome em hebreu é Jeschua, que significa salvação. A Maria, a Mãe de Deus, chamam de Charia, ou seja: esterco, excremento. Em hebreu seu nome é Miriam.

Os Santos Cristãos são chamados de Kedoschim em hebreu. Porém os judeus os chamam de Kededchim, ou seja, homens afeminados. Às mulheres santas, são chamadas de Kelescho-th que significa prostituta.

Ao domingo, chamam de Dia da Calamidade.Ao Natal, chamam Nital, o quer dizer extermínio.A Páscoa não é chamada pelo seu nome apropriado, ou seja Pesach, mas sim,Ketsach, o que significa podar ou forca.

A uma Igreja Cristã não chama de Beth Hattefilah (casa de oração), mas simBeth Hattiflah, que significa casa vã, ou casa do Mal.

Aos Evangelhos chamam Aavon Gilaion: Livro de Iniqüidade.Aos Sacrifícios Cristãos chamam de Oferecimentos de Esterco. No Talmud de Jerusalém (f.13 b), consta o seguinte:"Aquele que os vê "mezabbelim" (defecando) ante seu ídolo, diga-lhe (ÊxodoXXII, 20):"Quem oferece sacrifício a um ídolo, será morto".

"A vida do goi e todas suas faculdades e poderes físicos pertencem ao judeu".(In Die Polen, A. Rohl, p.20)

No Baba Kama (113 b), lê-se o seguinte:"Está permitido trapacear a um goi".

E no Choschen Ham (156,5 Hagah), lê-se:"Se um judeu está realizando um bom negócio com um akum, não se permite a outros judeus, em certos lugares, intervir e efetuar negócios com o mesmo akum. Em outros lugares,todavia, é diferente: onde a outro judeu, se permitir ir ao mesmo akum, orientá-lo, efetuar negócios com ele e trapaceá-lo, tirando seu dinheiro. Uma vez que a riqueza do akum deve ser considerada como de propriedade comum e pertence àquele que dele se apodera primeiro, mesmo assim, alguns dizem que isso não se deva fazer".

No Aboda Zarah (54 a) diz assim:"É permitido receber com usura dos apóstatas que caem na idolatria".

E no Iore dea (159,1), diz o seguinte:"Está permitido, de acordo com o Torá, emprestar dinheiro a um akum com usura. Alguns dos antigos negam isso, com exceção de casos de vida e morte. Hoje em dia está permitido por qualquer motivo"

No Iore dea (158, 1), diz assim:"Os akum não devem ser curados, nem sequer por dinheiro, mesmo se for atrair assim a sua inimizade".

Se quiser mais, tem.

E, INFELIZMENTE, EU GOIM, JÁ SENTI NA PELE ESSE ÓDIO E SOBERBA, POR DUAS VEZES.

Para quem quiser um exemplo mais a vista é só lembrar do apoio dado aos “transformistas” e do escárnio dos humildes com que o Sr. Sênior Abravanel fez atração dos seus programas dominicais.

Repito, no Credo não estamos julgando Pilatos, mas respondendo: me sentiria da mesma forma que São Pedro, quando é lembrado o fato de ter sido "chamado" de satanás, da mesma forma que São Paulo quando é lembrado que perseguia, prendia e matava Cristãos, da mesma forma que São Tomé quando tido por incrédulo, etc. Em resumo: Feliz o homem a quem Deus não imputa pecado, e em cujo espírito não há dolo. (Sl 31/32, 2)
, isto é, se o mesmo foi perdoado por Deus, não verá qualquer problema em ser assim lembrado, visto que essa é a Verdade, foi nesse momento em que sua participação se deu no plano de Deus - se não foi - paciência, agora não vamos mais citar Judas Iscariotes, pode ser que ele se ofenda também não?

Ser citado na história como referência ou didática é uma coisa, mas ser citado em toda missa, em todo terço é algo BEM diferente, não acha?

Que esse grande filho das trevas (pra não falar outra coisa) que escreveu isso, fale por si.


É uma pena colocar dessa forma, não fui eu quem escrevi mas como concordo em "gênero, número e grau" com a colocação, não somente por ser Palavra Oficial da Igreja, mas por minha própria conclusão, devo ser um desses "filhos das trevas", o meu "consolo" é que não sou somente eu, certamente aqui também poderiam ser incluídos nomes como Joseph Ratzinger, e Karol Wojtyla, respectivamente na elaboração do compendio da Doutrina Católica e sua sanção, bem como na participação da formulação dos documentos conciliares que trazem a referida fórmula.

Mas defendendo a colocação, não à toa Cristo disse:
...Por isso, quem me entregou a ti tem pecado maior. (Jo 19,11b)
O Filho do Homem vai, como dele está escrito. Mas ai daquele homem por quem o Filho do Homem é traído! Seria melhor para esse homem que jamais tivesse nascido! (Mt 26,24)

Isto é: é muito pior uma ofensa de alguém desconhecido, e sem proximidade, ou de alguém de confiança, onde a mesma também se torna uma traição? Nenhum judeu, muçulmano, espírita, ateu, etc. é capaz de uma ofensa maior a Deus do que o próprio Cristão, que sequer deveria ofendê-lo.

Quem escreveu isso, que generalize a vontade (e você também). Só gostaria de saber quem foi e podendo viajar no tempo apresentá-lo aos mártires nas arenas romanas. Ou levá-lo num maternal católico e pedir para repetir isso às criancinhas.

“Mas ai daquele homem por quem o Filho do Homem é traído!” Coitado do Boff, do Monsenhor Luiz Marques Barbosa , Peter Hans Kolvenbach.

No meu tópico, “Maldição Divina” você escreveu:
Então repito, desconheço de onde derivam concepção de condenação desde o nascimento ou que Deus é quem condena.

Aqui tratamos de uma não é? Se o cristão é o culpado da morte de Jesus, nossos filhos já nascem condenados, assim como nós.

Qual ser humano que você conhece, mesmo canonizado, que nunca pecou?

É condição humana! Errar é humano. Erra-se por tentar acertar, erra-se por querer, erra-se sem querer, erra-se para aprender. Só que há dois caminhos e cada um escolhe o seu.

Gostaria de saber de você uma coisa:

Qual é, para você, a importância Nossa Senhora de Fátima, do ocorrido lá?

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Re: Credo

Mensagem por Lucas B. em Sex Jun 15, 2012 11:59 am

Quando falo em "judeu", me refiro ao povo, na verdade ao povo segundo a "carne" descendente de Abraão por Isaac. Apesar de "judeus" serem também os adeptos da religião judaica, tournou-se tal a identificação dos mesmos com essa fé, que é impensável ou inaceitável para os mesmos o conceito de um judeu, ou hebreu, ou israelita que não a professe, na verdade a pertença ao povo é determinada pela pertença a fé.
Mas é ao povo que me refiro, independente da profissão de cada um.

E quando ressalto a consideração de Deus por esse povo, é lembrando as palavras da própria Escritura:

...se lhe somos infiéis, ele, no entanto, permanece fiel, pois não pode negar-se a si mesmo. (II Tm 2,13)

...Para que não confieis demais em vossa própria sabedoria, irmãos, desejo que conheçais este mistério, a saber: o endurecimento de uma parte de Israel vai durar até que tenha entrado a totalidade dos pagãos.
E então todo Israel será salvo, como está escrito: “De Sião virá o libertador; ele removerá as impiedades do meio de Jacó.
E esta será a minha aliança com eles, quando eu tirar os seus pecados”.
De fato, quanto ao evangelho, eles são inimigos, para benefício vosso; mas, como povo escolhido, são amados, por causa dos pais. (Rm 11, 25-28)


Ou como citam as profecias:

...Suscitarei sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém um espírito de boa vontade e de prece, e eles voltarão os seus olhos para mim. Farão lamentações sobre aquele que traspassaram, como se fosse um filho único; chorá-lo-ão amargamente como se chora um primogênito! (Zc 12,10)

...Eu te entrego adeptos da sinagoga de Satanás, desses que se dizem judeus, e não o são, mas mentem. Eis que os farei vir prostrar-se aos teus pés e reconhecerão que eu te amo. (Ap 3, 9)


Ou ainda como cita o Ofício da Paixão da Sexta Feira Santa:

"Oremos pelo povo Judeu
para que Deus nosso Senhor,
que falou aos seus pais pelos antigos Profetas,
o faça progredir no amor do seu Nome
e na fidelidade à sua Aliança."


Portanto não me interessa o que diz o Talmude sobre mim, ou que "judeus" me considerem e aos Cristãos, como "cachorros", a consideração que me fazem, não me fará modificar a minha enquanto Cristão, e assim me igualar aos mesmos. Nenhum judeu é para mim e para a Igreja um "cachorro", ou "menos" do que qualquer outro por quem Cristo derramou seu sangue, nenhum Judeu deixará de ser para mim e para a Igreja "povo da promessa" segundo a ascendência.
O pecado de um homem não é aquilo que ele é, e sim aquilo que ele faz.
O pecado do Judeu não é ser judeu, o pecado do muçulmano não é ser muçulmano, o pecado do ateu não é ser ateu, mas sim o que fizerem enquanto homens, subordinados todos à mesma lei, de acordo com o CIC: "O homem participa da sabedoria e da bondade do Criador, que lhe confere o domínio de seus atos e a capacidade de se governar em vista da verdade e do bem. A lei natural exprime o sentido moral original, que permite ao homem discernir, pela razão, o que é o bem e o mal, a verdade e a mentira."
Da mesma forma, por isso não se pode generalizar, o simples fato de alguém pertencer ao "povo judeu" segundo a carne, não o torna "merecedor do céu", pois realmente o critério de pertença à esse povo para Deus é o mesmo que os judeus aplicam como citei: segundo a Fé, mas não de uma forma simplesmente ritualistica ou declarada, mas da maneira vivida que só Deus é capaz de conhecer. O simples fato de alguém ser (ou se declarar) Cristão, ou Católico, também não é garantia dessa pertença. Joseph Ratzinger cita uma passagem de Agostinho (que infelizmente não sei precisar a obra) sobre a pertença à Igreja (povo de Deus): "...muitos que parecem estar dento, estão fora; e muitos que parecem estar fora, estão dentro."

Deus sabe o que faz (e já se arrependeu uma vez)
Não entenda o "arrependimento" de Deus como o arrependimento humano, que é ligado à idéia de reconhecimento de um erro, pois:

Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele prometido, não o fará? Ou, tendo falado, não o cumprirá? (Nm 23,19)

Aquele que é a verdade de Israel não mente, nem se arrepende, pois não é um homem para se arrepender. (I Sm 15,29)


Não esqueçamos, portanto, da advertência de Aarão a Moisés: "Não se irrite o meu Senhor. Tu mesmo sabes o quanto este povo é inclinado para o mal" (Êx. 32,22)

E qual povo não é? Pelo pecado de Adão todo homem nasce inclinado para o mal, mas:

CIC §405 Embora próprio a cada um, o pecado original não tem, em nenhum descendente de Adão, um caráter de falta pessoal. É a privação da santidade e da justiça originais, mas a natureza humana não é totalmente corrompida: ela é lesada em suas próprias forças naturais, submetida à ignorância, ao sofrimento e ao império da morte, e inclinada ao pecado (esta propensão ao mal é chamada "concupiscência"). O Batismo, ao conferir a vida da graça de Cristo, apaga o pecado original e faz o homem voltar para Deus. Porém, as conseqüências de tal pecado sobre a natureza, enfraquecida e inclinada ao mal, permanecem no homem e o incitam ao combate espiritual.

Ser citado na história como referência ou didática é uma coisa, mas ser citado em toda missa, em todo terço é algo BEM diferente, não acha?
Não. Por que seria?
Não é somente "história ou referência didática", e sim a Revelação da Fé em Deus. E não são essas palavras também lidas nas missas? E não são a missa e o terço também "formas de lembrar e ensinar" (história e didática)?

Quem escreveu isso, que generalize a vontade (e você também). Só gostaria de saber quem foi e podendo viajar no tempo apresentá-lo aos mártires nas arenas romanas. Ou levá-lo num maternal católico e pedir para repetir isso às criancinhas.
E de igual forma poderíamos dizer aos mártires que pelos pecados deles que Cristo sofreu e morreu. Poderíamos dizer as crianças que pelos pecados delas (até mesmo os que ainda irão cometer) Cristo sofreu e morreu, isso é algo até bom, pois pode evitar alguns deles. E que destes, os pecados que mais o fizeram sofrer foram aqueles cometidos quando Cristãos.

Aqui tratamos de uma não é? Se o cristão é o culpado da morte de Jesus, nossos filhos já nascem condenados, assim como nós.
Errado. Se o Cristão (e todos os homens) é culpado da morte de Jesus, nossos filhos já nascem CULPADOS, assim como nós. Condenação é um conceito diferente, que remete à permanência consciente numa culpa.

Gostaria de saber de você uma coisa:
Qual é, para você, a importância Nossa Senhora de Fátima, do ocorrido lá?
Isso (por questão de organização) é questão para outro tópico, onde poderíamos discutir de melhor maneira.

Fiquem com Deus
Vinde Senhor Jesus!

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Re: Credo

Mensagem por Lucas B. em Dom Jun 17, 2012 2:48 pm

Os mortos têm mansão? Porque essa expressão?
Nas primeiras formas do Simbolo Apostólico(Credo), a expressão usada era: ... desceu ao inferno... - que apesar de não ser mais tão comum, alguém mais velho ainda poderá lembrar-se de quanto era habitual o seu uso.
Pois bem, entretanto na perspectiva Cristã o termo latino Inferus, Infernus é utilizado indistintamente para designar os termos Sheol hebraico e Hades do grego, usados estes como "lugar dos mortos"; mas ainda utilizado para designar o destino final dos mortos injustos. Isto é: temos um mesmo termo designando duas realidades distintas.
Poderia suscitar à alguns, confusão quanto a passagens como:

Pois para isto foi o Evangelho pregado também aos mortos; para que, embora sejam condenados em sua humanidade de carne, vivam segundo Deus quanto ao espírito. (I Pe 4,6)

E outras que pareceriam trazer o conceito de Cristo libertando da morte e/ou do inferno, aqueles que pelos seus atos e escolhas estariam condenados. Ou que o destino final do Inferno poderia ser revertido. Para que não haja confusão quanto à isso, hoje utiliza-se a forma "mansão dos mortos" não como acréscimo posterior, mas justamente designando os termos e sentidos originais de forma explicita "lugar dos mortos" sem diferenciá-los. Quanto ao termo específico "mansão", particularmente acredito que deva-se à concepção grega generalizada do "Hades", que é bem mais descritiva que a hebraica, e bem mais equivalente(com ressalvas é claro) ao conceito Cristão, com "subdivisões" como os "elíseos e o tártaro", respectivamente lugares dos justos e injustos. Sobre isso melhor descreve o Catecismo:

632. As frequentes afirmações do Novo Testamento, segundo as quais Jesus «ressuscitou de entre os mortos» (1 Cor 15, 20), pressupõem que, anteriormente à ressurreição, Ele tenha estado na mansão dos mortos este o sentido primeiro dado pela pregação apostólica à descida de Jesus à mansão dos mortos: Jesus conheceu a morte, como todos os homens, e foi ter com eles à morada dos mortos. Porém, desceu lá como Salvador proclamando a Boa-Nova aos espíritos que ali estavam prisioneiros.
633. A morada dos mortos, a que Cristo morto desceu, é chamada pela Escritura os infernos, Sheol ou Hades, porque aqueles que aí se encontravam estavam privados da visão de Deus. Tal era o caso de todos os mortos, maus ou justos, enquanto esperavam o Redentor, o que não quer dizer que a sua sorte fosse idêntica, como Jesus mostra na parábola do pobre Lázaro, recebido no «seio de Abraão». «Foram precisamente essas almas santas, que esperavam o seu libertador no seio de Abraão, que Jesus Cristo libertou quando desceu à mansão dos mortos». Jesus não desceu à mansão dos mortos para de lá libertar os condenados, nem para abolir o inferno da condenação, mas para libertar os justos que O tinham precedido.


Antes que surja a questão me antecipo: E por que estes justos precisavam dessa descida de Jesus? Por que não estavam no céu?
Porque como disse Jesus:
Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá. (Jo 11,25)
Todas as coisas me foram dadas por meu Pai; ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho quiser revelá-lo. (Mt 11, 27)
Jesus lhe respondeu: Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim. (Jo 14, 6)


Era o seu Sacrifício que reconciliaria o gênero humano novamente com Deus, se os justos do passado, apenas pela sua justiça(obras) e fé, fossem capazes de alcançar essa comunhão com Deus, significaria dizer que exitiria mais de um Caminho para o Pai, que necessáriamente prescindiria do Sacrifício de Cristo.
O Redentor é Redentor de todos, dos que vieram antes (por isso Davi o chama de Senhor), e dos que viriam depois, nós.

Espero ter contribuido um pouco para esclarecer esse ponto.

Vinde Senhor Jesus!

Lucas B.

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Re: Credo

Mensagem por Halmenara em Dom Jun 17, 2012 8:29 pm

Caifás não detinha poder sobre Cristo ou sobre o julgamento do mesmo), se a mensagem Evangélica é dirigida "ao mundo" convém localizá-la sob o poder vigente, isto é: o poder Romano na região, Pôncio Pilatos.
Há ainda outras dimensões que poderiam ser aprofundadas como o Pilatos que prefigura o próprio "homem" e sua rejeição ao Filho de Deus, mas não creio se façam necessários sob o risco de desviar-nos da intenção aqui proposta de esclarecimento.

Isso sob as contas de quem? Será que, Jesus aparecendo num momento de poder Judaico sem jugo de um dominador (Império Romano), teria tempo de anunciar o Evangelho?

Eu prefiro enxergar, segundo os relatos dos Evangelhos, que até Pilatos, sendo alheio à religião judaica, não viu culpa em Jesus, e a corja de Caifás forjou e imputou culpa ao seu próprio Messias. E que outra forma Jesus haveria de morrer por nós? E se mudasse o enredo? Se Pilatos tivesse libertado Jesus, Barrabás seria mártir. Se a menção é para registrar o período histórico, que cite-se Herodes.
” E, sabendo que era da jurisdição de Herodes, remeteu-o a Herodes, que também naqueles dias estava em Jerusalém.”

Se foram simplesmente "judeus" que condenaram Jesus, também não eram "judeus" aqueles que nele acreditaram? Não eram todos "judeus" os que se encontravam aos pés da Cruz? Em uma profundidade maior: Qual homem não é responsável por Cristo ser Crucificado?
Você não consegue enxergar uma SIMPLES questão de proporção?

Quantos “judeus” em Israel são cristãos?

Quantos “judeus” se converteram até hoje?

E de igual forma poderíamos dizer aos mártires que pelos pecados deles que Cristo sofreu e morreu. Poderíamos dizer as crianças que pelos pecados delas (até mesmo os que ainda irão cometer) Cristo sofreu e morreu, isso é algo até bom, pois pode evitar alguns deles. E que destes, os pecados que mais o fizeram sofrer foram aqueles cometidos quando já Cristãos.

Ué, eles não sabiam disso?

Errado. Se o Cristão (e todos os homens) é culpado da morte de Jesus, nossos filhos já nascem CULPADOS, assim como nós. Condenação é um conceito diferente, que remete à permanência consciente numa culpa.


Não entenda o "arrependimento" de Deus como o arrependimento humano, que é ligado à idéia de reconhecimento de um erro, pois:...

“Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra.
E criou Deus o homem à sua imagem: à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.
Gênesis 1:26-27”


Condenar “1. Proferir sentença condenatória contra; declarar culpado. 2. Mostrar ou indicar a criminalidade de 3. considerar em culpa ou erro; reprovar.” (Aurélio) Antonino: absolver.

Qual seu dicionário e que língua que você usa?

Condenar não é condenar

Arrependimento de Deus, não é arrependimento.

Karma não é karma.

Qual a próxima padre?

Isso está parecendo a história dos irmãos de Jesus. Quando se trata de Jesus, irmão significa primo ou parente, mas quando se trata dos outros, irmão volta a significar irmão.

Se para cada palavra de senso comum você utilizar a sua interpretação pessoal com base na etimologia da palavra, fica difícil o debate.

Da mesma forma, por isso não se pode generalizar, o simples fato de alguém pertencer ao "povo judeu" segundo a carne,..

Não é generalização: é fato. E o senhor está se colocando como cúmplice para o mantenimento da ignorância sobre a realidade do mundo e ainda por cima quer enfiar cabresto na consciência alheia.
O ser humano não é perfeito. Ele precisa errar também para aprender. Se ele ficar somente obedecendo as regras dos mais letrados, ele perde o livre arbítrio e que valor terão suas decisões?

Eu não preciso de CIC para servir de guia à minha consciência, porque aprendi com meus erros e acertos a decidir pelo bem, apesar dos meus pecados. Todos nascemos com pudor. Procuro compensar meus pecados com penitências, com correções dos meus erros. Essa é a nossa cruz.

Como aprender a perdoar se não for ofendido e a resignar-se, arrepender-se, se mesmo não querendo, cair em pecado? Qual obra-prima não teve seu esboço apagado e corrigido várias vezes?

Você escreve como se a nossa igreja fosse um primor de perfeição e que não tem nada de errado. É graças à intransigência de pessoas como você que a apostasia se alastra. É graças a essas condenações que muitos saem da nossa Igreja. Quem vê a nossa igreja como uma igreja acolhedora? A igreja não pertence ao clero. É o clero que pertence a Igreja. E não pode-se confundir prudência com cegueira.

Esse mundo farisaico, já foi condenado por Jesus e vocês ainda insistem nisso.

Gostaria de saber de você uma coisa:
Qual é, para você, a importância Nossa Senhora de Fátima, do ocorrido lá?

Isso (por questão de organização) é questão para outro tópico, onde poderíamos discutir de melhor maneira.

É pena que a sua soberba impeça de seguir o debate sobre outro ponto de vista.

Acho que o que deveria ser exposto para alertar quem precisasse ser alertado, já tem mais do que suficientes informações.

Se fossem somente os judeus...







E é um erro achar que a política e o rumo que o mundo tomou não tenha nada com a Religião.

Quanto ao Credo, você siga o CIC (Catecismo da Igreja Católica) que eu sigo o meu (Concepção Integral da Consciência). Com tantas bênçãos acontecendo na minha vida (os pequenos milagres) eu não devo estar agindo errado perante meu compromisso com Deus e seus anjos. Infelizmente cometo erros no meu percurso, mas me levanto e sigo em frente mesmo sabendo da possibilidade de ser condenado. Só não posso trair o entendimento que a minha consciência traz. O que não entendo aceito como mistério, o que me causa dúvidas, deixo em evidência, mas aquilo que acredito ser correto e verdadeiro, defendo até as últimas conseqüências.Só que agindo assim eu percebi que caminho entre pecadores e estou em igualdade de condições igual a eles. Então fica mais fácil compreender seus erros e suas fraquezas e juntos procurarmos solução. Fica mais fácil acolher.

No mais, escolha a esmo, um a um dezenas de fiéis e pergunte-lhes sobre as coisas mais elementares do catecismo, para saber se eles sabem o que estão falando.

Meu credo

Creio em Ti, Deus Pai Todo-Poderoso, criador do céu e da Terra e em seu único filho, Jesus Cristo, nosso Senhor, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria, padeceu, foi morto e sepultado, ressuscitou ao terceiro dia e subiu aos céus, onde está a Tua direita.
Creio no Teu Espírito Santo,
Na Santa Igreja Católica,
Na comunhão dos Santos,
Na remissão dos pecados,
Na ressurreição dos mortos,
Na vida eterna,
Amém.

Credo Niceno

Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis.
Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigénito de Deus, gerado do Pai desde toda a eternidade, Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, consubstancial ao Pai; por Ele todas as coisas foram feitas. Por nós e para nossa salvação, desceu dos céus; encarnou por obra do Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e fez-se verdadeiro homem. Por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; sofreu a morte e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras; subiu aos céus, e está sentado à direita do Pai. De novo há-de vir em glória, para julgar os vivos e os mortos; e o seu reino não terá fim.
Creio no Espírito Santo, o Senhor, a fonte da vida que procede do Pai; com o Pai e o Filho é adorado e glorificado. Ele falou pelos profetas.
Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica. Professamos um só baptismo para remissão dos pecados. Esperamos a ressurreição dos mortos, e a vida do mundo que há-de vir. Amém.


Credo da Calcedônia

Fiéis aos santos Pais, todos nós, perfeitamente unânimes, ensinamos que se deve confessar um só e mesmo Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, perfeito quanto à divindade, e perfeito quanto à humanidade;
verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem, constando de alma racional e de corpo,
consubstancial com o Pai, segundo a divindade, e consubstancial a nós, segundo a humanidade; em tudo semelhante a nós, excetuando o pecado;
gerado segundo a divindade pelo Pai antes de todos os séculos, e nestes últimos dias, segundo a humanidade, por nós e para nossa salvação, nascido da Virgem Maria, mãe de Deus; um e só mesmo Cristo, Filho, Senhor, Unigênito, que se deve confessar, em duas naturezas, inconfundíveis, imutáveis, indivisíveis, inseparáveis;
a distinção de naturezas de modo algum é anulada pela união, antes é preservada a propriedade de cada natureza, concorrendo para formar uma só pessoa e em uma subsistência;
não separado nem dividido em duas pessoas, mas um só e o mesmo Filho, o Unigênito, Verbo de Deus, o Senhor Jesus Cristo,
conforme os profetas desde o princípio acerca dele testemunharam, e o mesmo Senhor Jesus nos ensinou, e o Credo dos santos Pais nos transmitiu.

Deus é pai, não é tirano.
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Re: Credo

Mensagem por Halmenara em Dom Jun 17, 2012 8:49 pm

Precisamos ser mais simples.

(...)Nunca será supérflua a reprodução de uma obra que durante tantos séculos tem derramado, por toda parte, inefáveis consolações. Seguimos o texto latino do manuscrito autógrafo de 1441, editado novamente pelo Revmo. Pe. Fleury ai , e aproveitamos as edições já existentes em português, principalmente a do Monsenhor Manuel Marinho, as duas edições anônimas do Recife e do Rio de Janeiro (Colégio da Imaculada Conceição) e a edição de Garnier (1910). Na presente tradução procuramos reproduzir, em linguagem concisa, simples e inteligível a todos, evitando todo e qualquer aparato supérfluo de palavras rebuscadas, expressões arcaicas e locuções eruditas, que a tornariam inacessível à maioria dos leitores, além de contrastarem desagradavelmente com a simplicidade encantadora do original. Se conseguimos realizar este nosso desejo, julguem-no os entendidos.



Imitação de Cristo
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Re: Credo

Mensagem por Lucas B. em Ter Jun 19, 2012 1:05 pm

Isso explica porque no primeiro momento o confundi com um protestante, as similaridades são evidentes.

Isso sob as contas de quem?
Da história e dos Evangelhos:
Disse, então, Pilatos: Tomai-o e julgai-o vós mesmos segundo a vossa lei. Responderam-lhe os judeus: Não nos é permitido matar ninguém. (Jo 18, 31)
Desde a anexação da Judeia como província romana, o julgamento dos maiores delitos e aplicação de pena capital eram reservadom exclusivamente à autoridade romana.
Será que, Jesus aparecendo num momento de poder Judaico sem jugo de um dominador (Império Romano), teria tempo de anunciar o Evangelho?
Não sei, quem poderia saber? E que relevância tem isso se não foi assim que aconteceu. Não podemos nem devemos basear nosso julgamento em simples conjecturas, será que teria sido diferente "assim ou assado", e se Jesus tivesse aparecido na Grécia? Ou na China? Ou entre os ameríndios?...
Eu prefiro enxergar, segundo os relatos dos Evangelhos, que até Pilatos, sendo alheio à religião judaica, não viu culpa em Jesus, e a corja de Caifás forjou e imputou culpa ao seu próprio Messias. E que outra forma Jesus haveria de morrer por nós?
Pois então "enxergue" realmente segundo os Evangelhos, uma corja de mentirosos se conlui perfeitamente com uma corja de covardes, principalmente quando estes detém poder, que mesmo não vendo culpa em alguém, o sentenciam como culpado, justiça(ou injustiça) dos covardes. Pilatos não o entregou porque Cristo "tinha que morrer", repito não podemos fazer das causas, consequências, e vice-versa, do contrário poderíamos agradecer à "corja de Caifás", sem ela não teríamos nosso Redentor.
E se mudasse o enredo? Se Pilatos tivesse libertado Jesus, Barrabás seria mártir.
E se... mais uma vez conjecturas, o bom é que dentro do "e se" cabe qualquer coisa: E se Cristo não tivesse morrido? E se os Reis Magos tivessem voltado a Herodes? E se Maria tivesse dito Não? E se Abraão tivesse recusado Isaac? E se... Se formos examinar infinitas possibilidades do que não aconteceu, não chegaremos a lugar algum.
Barrabás seria mártir pelo quê? Por ser assassino?
Pilatos não pode ser justificado pelo fato da condenação de Cristo ser causa de nossa Salvação, isso não muda a natureza de seu ato, por exemplo:
Assim canta-se no Exsultet da Vigília:
"Ó pecado de Adão necesário,
pois a morte do Cristo o destrói!
Ó feliz culpa que mereceu tão grande Redentor!"

Não estamos nos alegrando pelo fato do pecado em si, nem isso significa mudança da natureza do pecado (algo essencialmente mal), a alegria está no que Deus suscitou apartir daí. O mesmo vale para a questão de Pilatos, Caifás, Judas, etc. a natureza do seus atos permanecem a mesma, o seu juízo particular só Deus o sabe, mas pela capacidade de Deus de reverter do mal um bem ainda maior, essa é a razão da nossa alegria.
Se a menção é("também" disse eu) para registrar o período histórico, que cite-se Herodes.
” E, sabendo que era da jurisdição de Herodes, remeteu-o a Herodes, que também naqueles dias estava em Jerusalém.”
Mesmo? Vejamos se seria coerente:
1. A "jurisdição" de Herodes era a Galiléia, o mesmo encontrava-se fora de sua própria jurisdição na Judéia.
2. Jesus nasceu em Belém, na Judéia, morou até os 30 anos em Nazaré, na Galiléia, e durante os 3 anos de sua vida pública permaneceu intinerante, até ser preso no Monte das Oliveiras nas proximidades de Jerusalém, na Judéia.
3. Pilatos tentou em vão que Herodes levasse Jesus devolta à Galiléia para ser julgado, Herodes o devolveu depois de ultrajes, e Pilatos o sentenciou na Judeia.
Depois de tudo isso fica a pergunta: faria algum sentido registrar-se sob Herodes?
Você não consegue enxergar uma SIMPLES questão de proporção?
Quantos “judeus” em Israel são cristãos?
Quantos “judeus” se converteram até hoje?
Quantos judeus em Israel são Cristãos? Alguns, desconheço se foi feito algum senso, de qualquer forma existem comunidades Cristãs em Israel.
Quantos judeus se converteram até hoje? Só Deus o sabe, de qualquer forma vários pelo que poderíamos levantar.
Porquanto não podemos considerá-los uma "massa homogênea", não devemos generalizar especificidades.
Ué, eles não sabiam disso?
Eles sabiam disso. Eu sei disso. Muitos outros sabem disso. A Igreja ensina isso. Os Cristãos acreditam nisso. Só fiz minha citação para mostrar o quão inócua parecia a sua:
... Só gostaria de saber quem foi e podendo viajar no tempo apresentá-lo aos mártires nas arenas romanas. Ou levá-lo num maternal católico e pedir para repetir isso às criancinhas.
Qual seu dicionário e que língua que você usa?
O mesmo que o seu, na verdade qualquer um em português, com a diferença é que aparentemente eu "sei" usá-lo, e posso ensinar:
os numeros significam as formas de significado que a palavra pode apresentar, e encontrará esse significado de acordo com o contexto em que é empregado. No meu comentário é o de número 1. "Proferir sentença condenatória contra", também: proferir sentença em definitivo, final, decisória. Se procurar em ambito jurídico (e é do que se trata o ponto) verás muitos outros, e provavelmente constatará o seguinte:
Condenar e culpar não são sinônimos, nem mesmo no "seu" dicionário.
Arrependimento de Deus, não é arrependimento.
Por que não colocou minha citação por completo? Será porque é a própria Escritura que diz isso? Mas não é você que prefere "enxergar" segundo elas?
Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele prometido, não o fará? Ou, tendo falado, não o cumprirá? (Nm 23,19)
Aquele que é a verdade de Israel não mente, nem se arrepende, pois não é um homem para se arrepender. (I Sm 15,29)

E agora dá uma de protestante citando Gn 1,26-27 e interpretando segundo sua própria cabeça, para querer dizer que arrependimento para Deus é o mesmo que para o homem porque Deus disse que o faria a Sua semelhança? Isto é: reconhecimento de um erro.
Imagem e semelhança significa que o homem é reflexo da perfeição Divina, não que é igual a Ela, significa que o homem deve ser entendido a partir da natureza de Deus, amor, justiça, racionalidade, liberdade, etc. , e não Deus ser entendido a partir da natureza humana decaida, pecadora, capaz de errar.
Mas vamos fazer a experiência de tomar sua proposta como verdadeira:
Deus errou e se arrependeu de ter feito o homem quando enviou o dilúvio?
Deus errou e se arrependeu de ter libertado os hebreus do Egito?
Deus errou e se arrependeu de ter escolhido os judeus como povo eleito em favor de seus pais?
Por que confiar então nesse "Deus" que mais parece os deuses gregos, cheio de defeitos e que vive errando? Pode ser que ele tenha "errado" ao deixar uma Igreja e depois se arrependa disso também não?
É nisso que você acredita? Porque é exatamente à isso que suas palavras remetem.
Karma não é karma.
Karma é Karma.
Cristo morreu pelos nossos pecados ! O quê que é isso? É karma?

Isso não é Karma. Morrer pelos erros de outros não é karma. Recolher aquilo que não semeou isso não é Karma. O Sacrifício de Cristo não é Karma.
Isso está parecendo a história dos irmãos de Jesus. Quando se trata de Jesus, irmão significa primo ou parente, mas quando se trata dos outros, irmão volta a significar irmão.
Então para você Jesus também tem irmãos segundo a carne? Maria não era virgem? Ou simplesmente é difícil entender que o idioma hebraico e aramaico não diferenciava os diversos graus de parentesco, e assim permaneceram as suas traduções para o grego?
Se para cada palavra de senso comum você utilizar a sua interpretação pessoal com base na etimologia da palavra, fica difícil o debate.
Interpretação pessoal? Acho que já deu para ter uma idéia de quem estaria fazendo isso por aqui.
Quanto à etimologia das palavras, vou continuar a utilizá-las por apreço da Verdade que ali reside, pois muitas vezes o "senso comum", torna "comum" também o erro.
Não é generalização: é fato.
É fato? Então o senhor conhece todos os judeus do mundo? Conhece as suas consciências? Conhece seus atos todos e individualmente em todos os lugares para falar por todos e condenar a todos? Então porque contraditóriamente colocou em um de seus vídeos judeus contrários à judeus? Não é fato que todos são um só e mesmo mal segundo o senhor? Não seria isso contradição? Aliás podemos ver que a si mesmo se faz um poço de contradições:
O que disse:
...quem tenta trazer a luz como você, mesmo que de vez em quando o candeeiro apague, não pode ser considerado filho das trevas.

É o mesmo que agora diz:
E o senhor está se colocando como cúmplice para o mantenimento da ignorância sobre a realidade do mundo e ainda por cima quer enfiar cabresto na consciência alheia.
Por isso prefiro me deixar guiar:
Diante de ti falará com delicadeza e elogia o que dizes, mas por detrás muda de linguagem e arma ciladas às tuas palavras. (Eclo 27, 23)
O ser humano não é perfeito. Ele precisa errar também para aprender. Se ele ficar somente obedecendo as regras dos mais letrados, ele perde o livre arbítrio e que valor terão suas decisões?
O ser humano não é perfeito, mas não precisa errar para aprender, pode perfeitamente aprender através de erros, como pode aprender para não vir a errar.
O livre arbítrio também se faz em escolher a que regras obedecer, e escolher entre obedecer ou não, e essas decisões tem total valor para Deus e para a consciência formada por Ele.
Eu não preciso de CIC para servir de guia à minha consciência, porque aprendi com meus erros e acertos a decidir pelo bem, apesar dos meus pecados. Todos nascemos com pudor. Procuro compensar meus pecados com penitências, com correções dos meus erros. Essa é a nossa cruz.
Pois eu presciso do CIC, da Bíblia, dos escritos dos Santos, do testemunho dos justos, da Igreja, de orações, de penitência e de muitas outras coisas para educar minha consciência, pois como ensina o CIC que você rejeita mas tantos outros irmãos leitores a quem me dirijo acolhem:
§1783 A consciência deve ser educada e o juízo moral, esclarecido. Uma consciência bem formada é reta e verídica. Formula seus julgamentos seguindo a razão, de acordo com o bem verdadeiro querido pela sabedoria do Criador. A educação da consciência e indispensável aos seres humanos submetidos a influências negativas e tentados pelo pecado a preferir seu julgamento próprio e a recusar os ensinamentos autorizados.
Ou como ensina nosso Papa:
Por um lado, é inquestionável que devemos sempre seguir o veredito evidente da consciência, ou pelo menos não o infringir com as nossas ações. Mas é muito diferente sustentar a convicção de que o ditame da consciência, ou o que consideramos como tal, sempre estaria certo, sempre seria infalível. Semelhante afirmação significaria o mesmo que dizer que não há verdade alguma, ao menos em matéria de moral e religião, isto é, justamente no âmbito que é o fundamento constitutivo da nossa existência. Como os juízos da consciência se contradizem uns aos outros, só haveria uma “verdade do sujeito”.

O apóstolo Paulo, que falou com tanta ênfase da novidade e da unicidade do cristianismo, destacou ao mesmo tempo que o preceito moral registrado na Sagrada Escritura coincide com aquele que “está inscrito nos nossos corações, segundo o testemunho da nossa consciência” (Rom 2, 15). É verdade que, com freqüência, esta voz do nosso coração, a consciência, é sufocada pelos ruídos secundários da nossa vida. A consciência pode, por assim dizer, tornar-se cega. Precisamos assistir às “aulas de recuperação” da fé, que volta a despertá-la, e assim torna novamente perceptível a voz do Criador em nós, suas criaturas.
(Joseph Ratzinger - Uma biografia, de Pablo Blanco)
Você escreve como se a nossa igreja fosse um primor de perfeição e que não tem nada de errado.
Aquilo que é nosso, o componente humano da Igreja, sempre será passível de erros como o próprio homem. Aquilo que muitas vezes apresento aqui, a Doutrina de Cristo ensinada pela Igreja enquanto instituição e não individualmente ou particularmente, isto é: em unidade. É sim um primor de perfeição e nada tem de errado. Como diria o Cardeal Manning: "A Igreja não pode equivocar-se em sua fé, porque Deus é seu Mestre."
É graças à intransigência de pessoas como você que a apostasia se alastra. É graças a essas condenações que muitos saem da nossa Igreja. Quem vê a nossa igreja como uma igreja acolhedora? A igreja não pertence ao clero. É o clero que pertence a Igreja. E não pode-se confundir prudência com cegueira.

É graças a pessoas como eu? Provavelmente posso não estar a fazer um bom trabalho tentando aprender e ensinar o que é a Fé da Igreja. Mas me parece hipocrisia acusar alguém de apostasia, quando somos nós que abdicamos da unidade da Fé, por causa da nossa incapacidade de compreender e/ou aceitar os pressupostos dessa Fé, elaborando formulas convenientes à nosso próprio gosto para assim tentarmos acomodar a nossa ignorância, sem com isso perceber que está se abrindo mão da propria essência da Fé, e o que resta em pouco se transforma numa "casca", sem conteúdo verdadeiro. Apostasia é "pular do barco" por medo da tempestade ou pior, preguiça de remar.
Quem poderia ver como acolhedora uma Igreja que condena um povo por ser povo, por uma condição inerente a si mesmo. Que para estes apenas destila culpas e ameaças de condenação? A isso dá se o nome de intrasigência. Quanto a mim, reconheço-me verdadeiramente intransigente em um ponto: apesar de todos os meus erros, e na medida das minhas capacidades, jamais vou tomar por Católico aquilo que não o seja de fato.
O Clero pertence à Igreja e disso deve ter sempre consciência e agir de acordo, assim como nós termos a consciência de que para verdadeiros Católicos, não existe a Igreja sem o Clero. Bem como não podemos generalizar o que é específico, o erro.
Não podemos tomar todos os judeus por um judeu. Não podemos tomar todos os sacerdotes por um sacerdote. Nem mesmo por "maiorias" de um ou outro aspecto dos mesmos.
A prudência nos leva a refletir antes de declarar qualquer coisa, mas a cegueira sempre confundirá o tudo com o todo.
É pena que a sua soberba impeça de seguir o debate sobre outro ponto de vista.
E é uma pena que a sua, o impeça de pensar no conjunto dos irmãos e proposta deste forum, onde alguém que procura um tópico sobre o Credo, espera encontrar uma discussão sobre o Credo, e alguém que procurar um tópico sobre Aparições de Fátima, ou Nossa Senhora, poderá não encontrar nada por estar isso sendo discutido sob outro título, por falta de organização dos participantes.
Quanto ao Credo, você siga o CIC (Catecismo da Igreja Católica) que eu sigo o meu (Concepção Integral da Consciência). Com tantas bênçãos acontecendo na minha vida (os pequenos milagres) eu não devo estar agindo errado perante meu compromisso com Deus e seus anjos. Infelizmente cometo erros no meu percurso, mas me levanto e sigo em frente mesmo sabendo da possibilidade de ser condenado. Só não posso trair o entendimento que a minha consciência traz. O que não entendo aceito como mistério, o que me causa dúvidas, deixo em evidência, mas aquilo que acredito ser correto e verdadeiro, defendo até as últimas conseqüências.Só que agindo assim eu percebi que caminho entre pecadores e estou em igualdade de condições igual a eles. Então fica mais fácil compreender seus erros e suas fraquezas e juntos procurarmos solução. Fica mais fácil acolher.
Já que reconhece que anda entre pecadores, e está em "condições igual a eles", lembre-se que está em "condições igual a judeus e muçulmanos" também, compreenda seus erros e frequezas, e procure a solução.
Quanto ao Credo continuarei seguindo o Credo da Igreja que proclama a Fé que escolhi, mesmo que não compreenda tudo, mesmo que não compreenda nada, confio no Deus que a guia.
Quanto ao seu, ainda bem que até já lhe atribuiu o nome (Concepção Integral da Consciência), deixando bem claro que é a sua Fé, e não a do Católico Apostólico Romano. Pois se não devo me guiar pelo CIC, muito menos o deveria ser pela sua consciência, opa, mais uma contradição:
... e ainda por cima quer enfiar cabresto na consciência alheia.
... é uma profissão de fé minha e um pequeno manual de conversão de emergência, para aqueles que se sentiram discriminados devido a sua ignorância, como eu...
Conversão à quê mesmo? Sua declarada ignorância?

E por questão de coerência retire do "seu Credo":
"Na Santa Igreja Católica"
Ou então passe a honrar e praticar tal enunciado.

A simplicidade é uma síntese de complexidades, não há como entender uma síntese (analisá-la) sem recorrer à complexidade.
Tudo o que eu disse até poderia ou poderá ser dito por alguém de outra forma, sem prejuízo de seu conteúdo, dificilmente de uma maneira "trivial".
Mas não confundamos nunca simplicidade com ignorância.

Fiquem em paz!
Vinde Senhor Jesus!







Lucas B.

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Re: Credo

Mensagem por Halmenara em Ter Jun 19, 2012 9:10 pm

Pois eu présciso do CIC, da Bíblia, dos escritos dos Santos, do testemunho dos justos, da Igreja, de orações, de penitência e de muitas outras coisas para educar minha consciência, pois como ensina o CIC que você rejeita mas tantos outros irmãos leitores a quem me dirijo acolhem:

Pra bom entendedor, meia palavra basta, mas para você parece que a Biblioteca de Alexandria seria pouca. Sua sorte é viver no nosso tempo. Dá para imaginar como seria sua fé nos primórdios da igreja sem CIC, sem Bíblia, sem os escritos dos santos.

E onde lhe disse que NÃO preciso da Bíblia, de penitência, de terço, dos testemunhos dos justos?

Como você não entendeu, eu lhe explico: Eu valorizo mais o que sou perante Deus por mim mesmo, por trabalhar a minha índole, do que ficar preso a regras de uma segunda bíblia criada para domar os que têm tendência a hipocrisia. Eu prefiro ser julgado pelo que sou, tendo consciência do que sou, do que ser julgado pelo que fui orientado a ser. Pois Deus Pai não me julgará pelo que os outros queiram que eu pense ser.
Eu tenho consciência que sou o que não é digno de que Ele entrasse em minha morada. Mas sou o que sou, com consciência do que devo ser e não tenho medo “fazer pães” sem a receita, porque já entendi como se faz “os pães”.

Pra você o ódio judeu aos cristãos que ainda persiste no que mostrei no Talmude: NÃO É NADA.

O crescimento do Islamismo no mundo e o que eles pensam fazer: NÃO É NADA.

A nova ordem mundial preparando mais um Anti-Cristo ou o Anti-Cristo derradeiro: NÃO É NADA.

Cristãos sendo chamados para o protestantismo: NÃO É NADA.

Satanistas dentro do Vaticano: NÃO É NADA.


Mas contestar alguns detalhes do Credo, que se não existissem, não mudaria em nada a nossa fé é o seu cavalo de batalha.

Da história e dos Evangelhos:
Disse, então, Pilatos: Tomai-o e julgai-o vós mesmos segundo a vossa lei. Responderam-lhe os judeus: Não nos é permitido matar ninguém. (Jo 18, 31)
Os que mostraram o que realmente queriam (“matar”) e sabiam porque queriam, passam impunes O que quis inocentá-lo, e também demonstrou isso é lembrado por toda eternidade.

Não sei, quem poderia saber? E que relevância tem isso se não foi assim que aconteceu. Não podemos nem devemos basear nosso julgamento em simples conjecturas, será que teria sido diferente "assim ou assado", e se Jesus tivesse aparecido na Grécia? Ou na China? Ou entre os ameríndios?...

As hipóteses nos fazem raciocinar e ver por outros pontos de vista. Se não abrirmos espaço para isso é porque temos tendência a imposição de idéias.

E se... mais uma vez conjecturas, o bom é que dentro do "e se" cabe qualquer coisa


Se manter-se o raciocínio, para mim só cabem as coisas úteis ao debate, ao raciocínio. Agora se você aceita qualquer coisa.. isso é problema seu.

E se você acha que um fórum existe para apenas concordâncias...

Você não consegue enxergar uma SIMPLES questão de proporção?
Quantos “judeus” em Israel são cristãos?
Quantos “judeus” se converteram até hoje?


Quantos judeus em Israel são Cristãos? Alguns, desconheço se foi feito algum senso, de qualquer forma existem comunidades Cristãs em Israel.
Quantos judeus se converteram até hoje? Só Deus o sabe, de qualquer forma vários pelo que poderíamos levantar.
Porquanto não podemos considerá-los uma "massa homogênea", não devemos generalizar especificidades.

“Alguns”, “vários...” é essa a idéia de proporção proposta.

O que quis dizer com isso é que apesar de Jesus nascer, viver pregar e morrer lá, para o povo de lá, lá SÓ TEM 2% DE CRISTÃOS! Quem manda lá são os descendentes de Caifás.

Mesmo? Vejamos se seria coerente:
1. A "jurisdição" de Herodes era a Galiléia, o mesmo encontrava-se fora de sua própria jurisdição na Judéia.

São Lucas 23
1. Levantou-se a sessão e conduziram Jesus diante de Pilatos,
2. e puseram-se a acusá-lo: Temos encontrado este homem excitando o povo à revolta, proibindo pagar imposto ao imperador e dizendo-se Messias e rei.
3. Pilatos perguntou-lhe: És tu o rei dos judeus? Jesus respondeu: Sim.
4. Declarou Pilatos aos príncipes dos sacerdotes e ao povo: Eu não acho neste homem culpa alguma.
5. Mas eles insistiam fortemente: Ele revoluciona o povo ensinando por toda a Judéia, a começar da Galiléia até aqui.
6. A estas palavras, Pilatos perguntou se ele era galileu.
7. E, quando soube que era da jurisdição de Herodes, enviou-o a Herodes, pois justamente naqueles dias se achava em Jerusalém.
8. Herodes alegrou-se muito em ver Jesus, pois de longo tempo desejava vê-lo, por ter ouvido falar dele muitas coisas, e esperava presenciar algum milagre operado por ele.
9. Dirigiu-lhe muitas perguntas, mas Jesus nada respondeu.
10. Ali estavam os príncipes dos sacerdotes e os escribas, acusando-o com violência.
11. Herodes, com a sua guarda, tratou-o com desprezo, escarneceu dele, mandou revesti-lo de uma túnica branca e reenviou-o a Pilatos.
12. Naquele mesmo dia, Pilatos e Herodes fizeram as pazes, pois antes eram inimigos um do outro.
13. Pilatos convocou então os príncipes dos sacerdotes, os magistrados e o povo, e disse-lhes:
14. Apresentastes-me este homem como agitador do povo, mas, interrogando-o eu diante de vós, não o achei culpado de nenhum dos crimes de que o acusais.
15. Nem tampouco Herodes, pois no-lo devolveu. Portanto, ele nada fez que mereça a morte.
16. Por isso, soltá-lo-ei depois de o castigar.

17. [Acontecia que em cada festa ele era obrigado a soltar-lhes um preso.]
18. Todo o povo gritou a uma voz: À morte com este, e solta-nos Barrabás.
19. (Este homem fora lançado ao cárcere devido a uma revolta levantada na cidade, por causa de um homicídio.)
20. Pilatos, porém, querendo soltar Jesus, falou-lhes de novo,
21. mas eles vociferavam: Crucifica-o! Crucifica-o!
22. Pela terceira vez, Pilatos ainda interveio: Mas que mal fez ele, então? Não achei nele nada que mereça a morte; irei, portanto, castigá-lo e, depois, o soltarei.
23. Mas eles instavam, reclamando em altas vozes que fosse crucificado, e os seus clamores recrudesciam.
24. Pilatos pronunciou então a sentença que lhes satisfazia o desejo.
25. Soltou-lhes aquele que eles reclamavam e que havia sido lançado ao cárcere por causa do homicídio e da revolta, e entregou Jesus à vontade deles.


Segundo nota de rodapé da Bíblia Sagrada – Edição Pastoral da Editora Paulus página 1286:


“6-12 As divergências entre Pilatos e Herodes são sanadas, porque Pilatos resolveu respeitar a jurisdição de Herodes. Percebendo que é mero objeto de curiosidade, Jesus permanece calado.

Como o seu dicionário é interpretativo, não sei o que lá quer dizer ”jurisdição”, mas no meu e de todos que estejam lendo isso aqui, o significado é claro (e faz parte do senso comum)



Acho que a tua capacidade de discernimento anda comprometida (ou viciada).



O mesmo que o seu, na verdade qualquer um em português, com a diferença é que aparentemente eu "sei" usá-lo, e posso ensinar:

os numeros significam as formas de significado que a palavra pode apresentar, e encontrará esse significado de acordo com o contexto em que é empregado. No meu comentário é o de número 1. "Proferir sentença condenatória contra", também: proferir sentença em definitivo, final, decisória. Se procurar em ambito jurídico (e é do que se trata o ponto) verás muitos outros, e provavelmente constatará o seguinte:

Condenar e culpar não são sinônimos, nem mesmo no "seu" dicionário.



Procure no “seu dicionário” : “sentido figurado” e “censo comum”



Por que não colocou minha citação por completo? Será porque é a própria Escritura que diz isso? Mas não é você que prefere "enxergar" segundo elas?
Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele prometido, não o fará? Ou, tendo falado, não o cumprirá? (Nm 23,19)
Aquele que é a verdade de Israel não mente, nem se arrepende, pois não é um homem para se arrepender. (I Sm 15,29)
E agora dá uma de protestante citando Gn 1,26-27 e interpretando segundo sua própria cabeça, para querer dizer que arrependimento para Deus é o mesmo que para o homem porque Deus disse que o faria a Sua semelhança? Isto é: reconhecimento de um erro.


Pois não:


1. Quando os homens começaram a multiplicar-se sobre a terra, e lhes nasceram filhas,
2. os filhos de Deus viram que as filhas dos homens eram belas, e escolheram esposas entre elas.
3. O senhor então disse: “Meu espírito não permanecerá para sempre no homem, porque todo ele é carne, [/b]e a duração de sua vida será de cento e vinte anos.” [/b]
4. Naquele tempo viviam gigantes na terra, como também daí por diante, quando os filhos de Deus se uniam às filhas dos homens e elas geravam filhos. Estes são os heróis, tão afamados nos tempos antigos.
5. O Senhor viu que a maldade dos homens era grande na terra, e que todos os pensamentos de seu coração estavam continuamente voltados para o mal.
6. O Senhor arrependeu-se de ter criado o homem na terra, e teve o coração ferido de íntima dor.
7. E disse: “Exterminarei da superfície da terra o homem que criei, e com ele os animais, os répteis e as aves dos céus, porque eu me arrependo de os haver criado.”



(observação:

1- Deus se arrepende de ter criado o Homem e extermina também os animais, os répteis e as aves do céu?
2- Quem eram esses filhos de Deus e esses heróis tão afamados?)



O homem só se arrepende por pecar? Fala sério!



Você critica as minhas conjecturas, que como lhe disse era para exercitar o raciocínio, mas você faz uso disso e covardemente tenta colocar palavras na minha boca:

Mas vamos fazer a experiência de tomar sua proposta como verdadeira:
Deus errou/b] e se arrependeu de ter feito o homem quando enviou o dilúvio?
Deus [b]errou
e se arrependeu de ter libertado os hebreus do Egito?
Deus errou e se arrependeu de ter escolhido os judeus como povo eleito em favor de seus pais?
Por que confiar então nesse "Deus" que mais parece os deuses gregos, cheio de defeitos e que vive errando? Pode ser que ele tenha "errado" ao deixar uma Igreja e depois se arrependa disso também não?
É nisso que você acredita? Porque é exatamente à isso que suas palavras remetem.


ONDE EU DISSE QUE DEUS MENTIU?


Karma é Karma.

Cristo morreu pelos nossos pecados ! O quê que é isso? É karma?

Isso não é Karma. Morrer pelos erros de outros não é karma. Recolher aquilo que não semeou isso não é Karma. O Sacrifício de Cristo não é Karma.


Eu é que lhe pergunto agora: porque não coloca o contexto? Será que você realmente entendeu ( ou percebeu ) o verdadeiro sentido do que escrevi?



Por isso a Igreja declarou muito oportunamente no Concílio Vaticano II:

"Aquilo que se perpetrou em sua Paixão não pode indistintamente ser imputado a todos os judeus que viviam então, nem aos de hoje... Os judeus não devem ser apresentados nem como condenados por Deus nem como amaldiçoados, como se isto decorresse das Sagradas Escrituras.

No magistério de sua fé e no testemunho de seus santos a Igreja nunca esqueceu que "foram os pecadores como tais os autores e como que os instrumentos de todos os sofrimentos por que passou o Divino Redentor". Levando em conta que nossos pecados atingem o próprio Cristo, a Igreja não hesita em imputar aos cristãos a responsabilidade mais grave no suplício de Jesus , responsabilidade que com excessiva freqüência estes debitaram quase exclusivamente aos judeus.


Que esse grande filho das trevas (pra não falar outra coisa) que escreveu isso, fale por si.

Depois “caem fora da Igreja” e vem os soberbos dizerem que sai a quantidade e fica a qualidade!

E os trouxas das formiguinhas, como nós, vai tentar trazer de volta as ovelhas fujonas em “Encontros de Casais com Cristo” em dedicação a pastorais.

Cristo morreu pelos nossos pecados ! O quê que é isso? É karma? Isso é prato cheio pra espírita confirmar suas convicções.



A pergunta se “é karma” refere-se ao que você escreveu (em vermelho) e não a afirmação “Cristo morreu pelos nossos pecados!” Se você prestasse mais atenção perceberia um ponto de exclamação no final da frase.


Então para você Jesus também tem irmãos segundo a carne? Maria não era virgem? Ou simplesmente é difícil entender que o idioma hebraico e aramaico não diferenciava os diversos graus de parentesco, e assim permaneceram as suas traduções para o grego?


Não. Prefiro acreditar na história de que José era viúvo e seus filhos que eram chamados os irmãos de Jesus. E se fossem de irmãos carnais de Jesus, para mim (e quem tenha bom censo e respeito, não mudaria em nada o valor de Nossa Senhora. Só mente deturpada, vê pecado na relação sexual lícita e abonada por Deus.
Se Nossa Senhora manteve-se virgem após o parto e manteve-se assim até o fim dos seus dias, aceito e respeito. Se não foi assim, para mim não muda nada, mesmo porque, uma mulher não precisa ter desejo sexual para engravidar, mas o homem, esse sim precisa. Ademais, a indicação de que Maria continuava virgem após o nascimento vem de um evangelho apócrifo e o que determinou isso foram as suas criticadas conjecturas de homens que nem naquela época viveram. Isso nunca me incomodou e nem de perto incomodou a minha fé. Maria para mim sempre foi Mãe e a maior de todas as mulheres. Isso tudo para mim nunca importou. O que realmente me importa é o que ela pediu em Fátima e que o Sr. Karol Vojtyla não fez (consagrar a Rússia), muito menos o nosso Sumo Pontífice fez (além de tramar para encobrir o 3º segredo - falta saber o exato motivo que só ele deve saber).

Acho que muito menos, “os filhos de Deus” olhariam para Ela com outros olhos.

Para mim esse dogma foi mais feito para separar os cristãos do que para fortalecer a fé.


É fato? Então o senhor conhece todos os judeus do mundo? Conhece as suas consciências? Conhece seus atos todos e individualmente em todos os lugares para falar por todos e condenar a todos? Então porque contraditóriamente colocou em um de seus vídeos judeus contrários à judeus? Não é fato que todos são um só e mesmo mal segundo o senhor? Não seria isso contradição? Aliás podemos ver que a si mesmo se faz um poço de contradições:
O que disse:


Estou me referindo aos vídeos que postei (se é que a sua soberba permitiu assisti-los e avaliá-los)
Em tempo, disserte aqui para nós sobre o Sionismo e a Cabala para nós sabermos qual é o “credo” que eles aceitam.


...quem tenta trazer a luz como você, mesmo que de vez em quando o candeeiro apague, não pode ser considerado filho das trevas.

É o mesmo que agora diz:

E o senhor está se colocando como cúmplice para o mantenimento da ignorância sobre a realidade do mundo e ainda por cima quer enfiar cabresto na consciência alheia.



É que você não percebeu a diferença: Você usa candeeiro, e eu uso lanterna de led recarregável. Ao contrário de Deus, eu erro feio, principalmente e inicialmente com os trolls[/]. Eu percebi que o nosso papo aqui não é mais tão cordial. Eu pelo menos sou franco, mas você tenta colocar palavras que não disse na minha boca para parecer aos outros que errei.


O ser humano não é perfeito, mas não precisa errar para aprender, pode perfeitamente aprender através de erros, como pode aprender para não vir a errar.
O livre arbítrio também se faz em escolher a que regras obedecer, e escolher entre obedecer ou não, e essas decisões tem total valor para Deus e para a consciência formada por Ele.


Precisa sim. Acho que você nunca foi pai. Quantas vezes damos aos nossos filhos, apesar dos conselhos, a chance dele errar para que veja por si próprio as conseqüências do erro? Isso fica como bagagem para as próximas decisões que ele tiver que tomar. O pai do “filho pródigo” sabia disso. Nós é que devemos estar preparado para recebê-los de volta nessas pequenas saídas e corrigir nossas falhas ao ensinar. As conseqüências vai da fé de cada um: “Qual pai, cujo filho que pede pão, lhe entrega uma serpente?


Aquilo que é nosso, o componente humano da Igreja, sempre será passível de erros como o próprio homem. Aquilo que muitas vezes apresento aqui, a Doutrina de Cristo ensinada pela Igreja enquanto instituição e não individualmente ou particularmente, isto é: em unidade. É sim um primor de perfeição e nada tem de errado. Como diria o Cardeal Manning: "A Igreja não pode equivocar-se em sua fé, porque Deus é seu Mestre."


Tenho sérias dúvidas, mas não tenho tempo no momento (nem sei se terei) tempo para ir profundamente atrás disso. Se levarmos em conta que pelo fruto se conhece a árvore, reconheceremos que a árvore é legítima e fértil, mas anda um pouco doente, com “fumaça de Satanás” entrando no Vaticano, com apostasias, com secretário do Sumo Pontífice vazando papéis, com padres mentindo nas igrejas, com teologia da liberação, com catequistas se vestindo de palhaço, o corpo de Cristo anda meio doente. E repito, o Clero pertence à Igreja e não o contrário.




Mas me parece hipocrisia acusar alguém de apostasia, quando somos nós que abdicamos da unidade da Fé, por causa da nossa incapacidade de compreender e/ou aceitar os pressupostos dessa Fé, elaborando formulas convenientes à nosso próprio gosto para assim tentarmos acomodar a nossa ignorância, sem com isso perceber que está se abrindo mão da propria essência da Fé, e o que resta em pouco se transforma numa "casca", sem conteúdo verdadeiro. Apostasia é "pular do barco" por medo da tempestade ou pior, preguiça de remar.


Nos dê essa capacidade mostrando o raciocínio que leva ao dogma e não o impondo simplesmente como se fossemos obrigados a aceita-lo sem raciocínio. E não vejo onde está o problema de desejar me relacionar com Deus segundo o meu próprio entendimento e propor essa liberdade aos outros, sendo que os outros credos sejam também diferentes. Apenas excluí o que não era do meu entendimento para ser sincero com Deus! Ou devo ser hipócrita para com Deus e dizer a ele como se entendesse o que não entendo?
E mais uma vez você tenta colocar palavras na minha boca: Eu não lhe acusei de apostasia (mesmo porque é evidente e óbvio que você tem a sua fé) eu critiquei a sua intransigência e disse que isso provoca, porque já vi isso bem de perto por várias vezes.

Quem poderia ver como acolhedora uma Igreja que condena um povo por ser povo, por uma condição inerente a si mesmo. Que para estes apenas destila culpas e ameaças de condenação? A isso dá se o nome de intrasigência.


Peraí, Não entendi. Você está querendo reverter a situação jogando no meu colo o ônus daquilo que eu mesmo critiquei??


Não podemos tomar todos os judeus por um judeu. Não podemos tomar todos os sacerdotes por um sacerdote. Nem mesmo por "maiorias" de um ou outro aspecto dos mesmos.
A prudência nos leva a refletir antes de declarar qualquer coisa, mas a cegueira sempre confundirá o tudo com o todo.


Um judeu?
Um sacerdote?

Disserte sobre o Sionismo, sobre a Cabala e os motivos da apostasia profetizada por Nossa Senhora de Fátima. Que credo que eles rezam?


E é uma pena que a sua, o impeça de pensar no conjunto dos irmãos e proposta deste forum, onde alguém que procura um tópico sobre o Credo, espera encontrar uma discussão sobre o Credo, e alguém que procurar um tópico sobre Aparições de Fátima, ou Nossa Senhora, poderá não encontrar nada por estar isso sendo discutido sob outro título, por falta de organização dos participantes.




[i]“ Não vou me propor a uma explanação sobre todo o Simbolo, apenas procurando nesse primeiro momento contribuir com questões outrora levantadas nos seguintes tópicos:
http://quemtembocavaiaroma.livreforum.com/t1177-assumo-o-risco
http://quemtembocavaiaroma.livreforum.com/t1176-meu-terco”


Primeiro que os tópicos citados são de minha autoria

Segundo que o conteúdo do Símbolo é a fé. Eu não pedi para você dissertar sobre as aparições em Fátima, eu simplesmente pedi sua opinião sobre o importância do ocorrido, para relacionar com uma situação de obediência solicitada, não cumprida pelos Sumos Pontífices e mostrar uma situação de desobediência do clero, para mim muito mais grave que não citar algumas passagens no Credo. E estava tão dentro do contexto que você mesmo citou Wojtyla e Ratzingher.

Já que reconhece que anda entre pecadores, e está em "condições igual a eles", lembre-se que está em "condições igual a judeus e muçulmanos" também, compreenda seus erros e frequezas, e procure a solução.


Minha solução é encarar a verdade e avisá-la aos outros. É mostrar que não se faz necessário ser tão severo para acolher os que não puderam ou foram impedidos de desenvolver sua fé e que severa e franca tem quer ser a nossa relação com Deus.


Quanto ao Credo continuarei seguindo o Credo da Igreja que proclama a Fé que escolhi, mesmo que não compreenda tudo, mesmo que não compreenda nada, confio no Deus que a guia.


Quanto ao Credo, o que o faz pensar que aquilo que abrevio para ser sincero com Deus, faça diminuir a minha fé em Deus ou faça com que Deus me dê menos ou mais atenção. Quem é você para saber ou julgar isso?



Quanto ao seu, ainda bem que até já lhe atribuiu o nome (Concepção Integral da Consciência), deixando bem claro que é a sua Fé, e não a do Católico Apostólico Romano. Pois se não devo me guiar pelo CIC, muito menos o deveria ser pela sua consciência, opa, mais uma contradição:

... e ainda por cima quer enfiar cabresto na consciência alheia.
... é uma profissão de fé minha e um pequeno manual de conversão de emergência, para aqueles que se sentiram discriminados devido a sua ignorância, como eu...

Conversão à quê mesmo? Sua declarada ignorância?

E por questão de coerência retire do "seu Credo":

"Na Santa Igreja Católica"


Mais uma vez tenta colocar palavras na minha boca: Onde dei nome de Concepção Integral de Consciência ao Credo? Ou você é mal intencionado para tentar me comprometer com frases fora de contexto ou a tua capacidade de compreensão anda meio comprometida


Você não é sério!


Chacoalhar seu trono assusta? Isso acontece com os acomodados como você. Venha para o front sentir cheirinho de sangue e passar imune pelos perfumes sedutores. Saia da boa vida de acomodado, saia da teoria.
Conversão à quê mesmo? Sua declarada ignorância?

E por questão de coerência retire do "seu Credo":

"Na Santa Igreja Católica"


Essa é a exemplar acolhida que você consegue dar aos menos afortunados (ignorantes) que você. Esse é o seu exemplo.


Se sou ignorante, pelo menos tenho a coragem de reconhecer e luto com meus parcos recursos do jeito que posso. Só que trago de volta para o aprisco muitas das ovelhas que você com toda sua sabedoria e arrogância deixou escapar, e pior, pelo jeito nem se importa.

E afinal quem é você para determinar quem seja ou não católico?





Está tudo bem com a nossa Igreja:



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Re: Credo

Mensagem por Geovanni146 em Qua Jun 20, 2012 7:03 pm

Olá Halmenara... Paz do Senhor.

Permita-me tecer este humilde "colóquio" (como diria o nosso moderador  Flávio Roberto Brainer) aos seus comentários e questionamentos "contra" a doutrina da Igreja Católica. Sim! digo contra a "doutrina" Católica, porque o Credo é na totalidade e não em parte, a suma da doutrina Católica. Se nele há menção à pessoa de Pôncio Pilatos deve haver razão para isso. Uma possibilidade é aquilo que noutro tópico ("Assumo o Risco", de sua autoria) deixei consignado com as palavras do Santo Padre, o nosso querido Papa Bento XVI: 

(...) "Pilatos mandou colocar no alto da Cruz (...), nas línguas universais daquela época, o motivo pelo qual Jesus foi executado, proclamando-o rei (= Messias, Cristo) dos Judeus". Esse título da execução se transformou na "profissão de fé" e no verdadeiro ponto de partida e na raiz da fé cristã de quem em Jesus vê o Cristo. Partindo desse entendimento, podemos (?) compreender melhor as razões pelas quais Pôncio Pilatos veio a fazer parte da nossa profissão de fé. Talvez não exatamente pela pessoa dele, mas pela declaração: "Ele é o Cristo." (fonte: "Introdução ao Cristianismo", de Joseph Ratznger). Só lhe peço desculpas por minha displicência em não ter (na ocasião) citado a fonte, assumindo o texto equivocadamente pra mim. Ecce homo!

Para mim esse dogma foi mais feito para separar os cristãos do que para fortalecer a fé.

O dogma é uma verdade de fé ensinada pela Igreja. Ela não pode, simplesmente por receio de  magoar as suscetibilidades dos protestantes, deixar de ensinar a verdade. Assim é o caso do dogma que declara a Imaculada Conceição  de Maria.

Grande abraço.
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Re: Credo

Mensagem por Geovanni146 em Qua Jun 20, 2012 7:10 pm

Ops: Para mim esse dogma foi mais feito para separar os cristãos do que para fortalecer a fé. (são suas estas palavras, já ia assumindo elas também - rs)
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Geovanni146

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Re: Credo

Mensagem por Lucas B. em Qui Jun 21, 2012 5:49 pm

Sua sorte é viver no nosso tempo. Dá para imaginar como seria sua fé nos primórdios da igreja sem CIC, sem Bíblia, sem os escritos dos santos.
A Fé é igual é todos os tempos, acho que também faria como os primeiros cristãos, que não recusavam os ensinamentos autorizados, fossem escritos, fossem proclamados, fosse como testemunho.
E onde lhe disse que NÃO preciso da Bíblia, de penitência, de terço, dos testemunhos dos justos?
Também eu não disse isso. Só quis ressaltar que a mim, não me bastam meus erros e acertos, não sou eu que digo para mim mesmo quando estou certo ou quando estou errado, preciso aprender isso, e quanto mais fontes eu tiver para me guiar melhor.
Eu valorizo mais o que sou perante Deus por mim mesmo, por trabalhar a minha índole, do que ficar preso a regras de uma segunda bíblia criada para domar os que têm tendência a hipocrisia.
Vejamos o que diz a Igreja Catolica sobre aquilo que você chama de, "Segunda bíblia criada para domar os que têm tendência a hipocrisia":

O Catecismo da Igreja Católica, que aprovei no passado dia 25 de o junho e cuja publicação hoje ordeno em virtude da autoridade apostólica, é uma exposição da fé da Igreja e da doutrina católica, testemunhadas ou iluminadas pela Sagrada Escritura, pela Tradição apostólica e pelo Magistério da Igreja. Vejo-o como um instrumento válido e legítimo a serviço da comunhão eclesial e como uma norma segura para o ensino da fé. Sirva ele para a renovação, à qual o Espírito Santo chama incessantemente a Igreja de Deus, Corpo de Cristo, peregrina rumo à luz sem sombras do Reino!
A aprovação e a publicação do Catecismo da Igreja Católica constituem um serviço que o Sucessor de Pedro quer prestar á Santa Igreja Católica, a todas as Igrejas particulares em paz e em comunhão com a Sé a Apostólica de Roma: o serviço de sustentar e confirmar a fé de todos os, discípulos do Senhor Jesus (cf. Lc 22,32), como também de reforçar os laços da unidade na mesma fé apostólica.
Peço, portanto, aos Pastores da Igreja e aos fiéis que acolham este Catecismo em espírito de comunhão e que o usem assiduamente ao cumprir sua missão de anunciar a fé e de convocar para a vida evangélica. Este Catecismo lhes é dado a fim de que sirva de texto de referência, seguro e autêntico, para o ensino da doutrina católica e, de modo muito particular, para a elaboração dos catecismos locais. E também é oferecido a todos os fiéis que desejam aprofundar o conhecimento das riquezas inexauríveis da salvação (cf. Jo 8,32). Pretende dar um apoio aos esforços ecumênicos animados pelo santo desejo da unidade de todos os cristãos, mostrando com exatidão o conteúdo e a harmoniosa coerência da fé católica. O Catecismo da Igreja Católica, por fim, é oferecido a todo o homem que nos pergunte a razão de nossa esperança (cf. lPd 3,15) e queira conhecer aquilo em que a Igreja Católica crê.
Este Catecismo não se destina a substituir os Catecismos locais devidamente aprovados pelas autoridades eclesiásticas, os Bispos diocesanos e as Conferências Episcopais, sobretudo se receberam a aprovação da Sé Apostólica. Destina-se a encorajar e ajudar a redação de novos catecismos locais, que tenham em conta as diversas situações e culturas, as que conservem cuidadosamente a unidade da fé e a fidelidade à doutrina católica.
(Constituição Apostólica Fidei Depositum - João Paulo II)

Indispensável? Não. Mas tampouco enquadra-se na sua descrição, pelo menos não para um Católico.
...não tenho medo “fazer pães” sem a receita, porque já entendi como se faz “os pães”.
O problema é quando estamos a fazer "bolos" achando que são "pães", mas na hora de "provar", pelo gosto quem conhece "pães", notará a diferença.
Pra você o ódio judeu aos cristãos que ainda persiste no que mostrei no Talmude: NÃO É NADA.
O crescimento do Islamismo no mundo e o que eles pensam fazer: NÃO É NADA.
A nova ordem mundial preparando mais um Anti-Cristo ou o Anti-Cristo derradeiro: NÃO É NADA.
Cristãos sendo chamados para o protestantismo: NÃO É NADA.
Satanistas dentro do Vaticano: NÃO É NADA.
Não, relamente nada disso não significa NADA, diante do fato de eu conseguir ou não SER CRISTÃO, viver plenamente a minha Fé, pois só assim posso resistir ao que quer que se apresente contra ela. Todos os Cristãos, em todos os tempos tiveram suas vicissitudes, e sobreviveram a elas conservando e vivendo a integralidade da Fé, permanecendo fiéis. Essa unidade como bem acrescentou o Sr. Geovanni, não se faz abrindo mão de sua essência, a Verdade, em nome de uma comodidade que agrade, uma "melhor acolhida" ou uma "mais fácil compreensão". De que adianta trazer "ovelhas para um aprisco sem cerca"? Os lobos e ladrões vêm e despedaçam aquilo que considerávamos seguro.
Mas contestar alguns detalhes do Credo, que se não existissem, não mudaria em nada a nossa fé é o seu cavalo de batalha.
Como lhe disse de outra feita, existem outros simbolos que omitem certos enunciados, não há nada errado em escolher entre eles por alguma duvida em relação a certas palavras, pois nenhum deles(os aceitos pela Igreja) se contradiz. Mas tudo o que há em qualquer um deles, possui uma razão de existir e ser aceito, acolhendo o que eu acreditava serem dúvidas suas(e de muitos), me propus a tentar demostrar que "certos detalhes do Credo, se não existissem, mudariam (e mudam) completamente nossa Fé, esse é meu "cavalo de batalha".
O que quis dizer com isso é que apesar de Jesus nascer, viver pregar e morrer lá, para o povo de lá, lá SÓ TEM 2% DE CRISTÃOS! Quem manda lá são os descendentes de Caifás.
O que, primeiro, não permite que generalizemos de fato. Segundo, que esses 2% são importantes para Deus, e assim como os 98% restantes são "povo da promessa", ainda que pelos seus próprios atos e escolhas não venham a alcançá-las. Terceiro, o "sucesso" da missão de Cristo não se mede em números:
Eis o que diz o Senhor: Pegarei eu mesmo da copa do grande cedro, dos cimos de seus galhos cortarei um ramo, e eu próprio o plantarei no alto da montanha.
Eu o plantarei na alta montanha de Israel. Ele estenderá seus galhos e dará fruto; tornar-se-á um cedro magnífico, onde aninharão aves de toda espécie, instaladas à sombra de sua ramagem.
(Ez 17, 23-23)
Pode ser que o que nos passa como uma "insignificante" proporção, seja na verdade a totalidade de uma semente. Quarto, para Deus não interessa quem "manda" pois é Ele que "derruba do trono os poderosos, e eleva os humildes".
Como o seu dicionário é interpretativo, não sei o que lá quer dizer ”jurisdição”, mas no meu e de todos que estejam lendo isso aqui, o significado é claro (e faz parte do senso comum)
Jurisdição
1. Poder atribuído a uma autoridade para fazer cumprir certas leis e punir quem as infrinja em determinada área.
2. Área na qual se exerce esse poder, vara.
3. Poder, influência.
Ex.:
...há nove dias nenhum novo corpo é encontrado na área de buscas, que chegou a ultrapassar as aguas territoriais sob jurisdição brasileira, ingressando em território sob a responsabilidade de Senegal.
Este foi o conceito usado por mim.
O homem só se arrepende por pecar? Fala sério!
Não.
Todo pecado é um erro. Nem todo erro é pecado.
Todo erro é uma "imperfeição"(vai contra aquilo que é o certo)
Deus não é "Perfeito"? Não é a própria "perfeição"?
Deus contemplou toda a sua obra, e viu que tudo era muito bom. Sobreveio a tarde e depois a manhã: foi o sexto dia.(Gn 1,31)
Todo o arrependimento humano é reconhecimento de um erro próprio.
Nenhum arrependimento de Deus é reconhecimento de um erro próprio. Deus não erra!
"Arrependimento" de Deus e "arrependimento" humano não são iguais.
Você critica as minhas conjecturas, que como lhe disse era para exercitar o raciocínio, mas você faz uso disso e covardemente tenta colocar palavras na minha boca:...
Verdade, para mim são conjecturas, e como eu disse não têm serventia para mim considerar isso, não é a Verdade, me levará a um ponto de equivoco. Mas as coloquei pois na sua concepção não é conjectura, é a verdade "se arrependimento para Deus e para o homem são a mesma coisa". Não quis colocar nada em sua boca, apenas perguntei, e agora resumo ainda mais:
Deus errou?
ONDE EU DISSE QUE DEUS MENTIU?
Você não disse, e nem eu lhe acusei disso. Errar e Mentir não são sinônimos. Mas "desdobrando" algumas posições, poderíamos até chegar à isso de forma implicita. Mas não creio mesmo ser essa sua intenção.
Não. Prefiro acreditar na história de que José era viúvo e seus filhos que eram chamados os irmãos de Jesus.
Tal hipótese não exclui a questão da tradução, no entanto a mim me parece "a saída fácil", com questionáveis indícios, por isso mesmo nunca declarado como verdade de fato, ou verdade a ser crida, mas também não configura erro.
E se fossem de irmãos carnais de Jesus, para mim (e quem tenha bom censo e respeito, não mudaria em nada o valor de Nossa Senhora. Só mente deturpada, vê pecado na relação sexual lícita e abonada por Deus
Ah muda sim, essa é uma questão de dogma, uma verdade a ser acolhida na nossa Fé, vê-se o quão facilmente é descartável para você qualquer questão que gere impasse entre uma difícil Verdade da Fé e uma fácil "realidade" conhecível, nisso assemelha-se ao julgamento de Pilatos, é sempre mais fácil "ceder". Mas como podemos constatar:
Para mim esse dogma foi mais feito para separar os cristãos do que para fortalecer a fé.
Sabes sequer qual a função de um dogma? Ora, pra que perder nosso tempo depois de uma afirmação dessas, nem precisa perguntar. De que adianta "unir" os cristãos, e "separar" a Verdade da Fé, enfraquecendo-a?
Ademais, a indicação de que Maria continuava virgem após o nascimento vem de um evangelho apócrifo e o que determinou isso foram as suas criticadas conjecturas de homens que nem naquela época viveram.
Errado. Talvez não saibas muito sobre dogmas, mas antes de serem "proclamados", são primeiramente cridos e vividos pela Igreja, e nunca um dogma foi abolido refletindo a Natureza da Verdade de Cristo, que não se contradiz. É do testemunho desses escritos e da Tradição da Igreja, isto é: recebida de homens que viveram naquela época, e legada às posteriores, como tudo o mais que cremos, senão nossa Fé não seria Apostólica.
Engana-se em pensar que considero qualquer "conjectura" como ruim, o que disse é que considerar diversas hipótese do que não aconteceu, jamais levariam à Verdade do que aconteceu.
Maria para mim sempre foi Mãe e a maior de todas as mulheres. Isso tudo para mim nunca importou. O que realmente me importa é o que ela pediu em Fátima e que o Sr. Karol Vojtyla não fez (consagrar a Rússia), muito menos o nosso Sumo Pontífice fez (além de tramar para encobrir o 3º segredo - falta saber o exato motivo que só ele deve saber).
Se Maria não fosse "a Maria" que a Igreja ensinou durante esses 2000 anos aproximados, o que ela pediu a 100 anos não teria tido a menor importância agora.
Mas aqui também explico o que coloquei da última vez: não iria comentar isso neste tópico, justamente porque o que aconteceu a 100 anos, não é determinante do Credo(tema proposto), professado a aproximados 2000.
Acho que muito menos, “os filhos de Deus” olhariam para Ela com outros olhos.
Olhariam sim, com o olhar que hoje têm os protestantes. Mas segundo você, se todos vissemos assim, estariam "unidos os cristãos" não?
Eu é que não faço essa concessão.
Em tempo, disserte aqui para nós sobre o Sionismo e a Cabala para nós sabermos qual é o “credo” que eles aceitam.
Se pela coerência do tema, eu não vou falar aqui de Fátima, acha mesmo que eu falaria sobre Sionismo e Cabala, que ainda menos têm a ver? Entenda uma coisa:
Qualquer um que não seja Cristão, professará um credo não Cristão.
Qualquer um que não seja Católico, professará um credo não Católico.
E o que quero com esse tópico, é que um que seja Cristão Católico, não professe um credo que não seja Cristão Católico, por desconhecimento.
Simples ou complicado?
Eu percebi que o nosso papo aqui não é mais tão cordial. Eu pelo menos sou franco, mas você tenta colocar palavras que não disse na minha boca para parecer aos outros que errei.
O que tento fazer é colocar seus erros diante de si e dos outros, o mesmo espero que façam comigo, pois se estou no erro não quero prossegui-lo, não se trata de convencimento(eu e você), mas de exposição. Que o leitor julgue entre o que eu digo e o que você diz, ou qualquer outro que venha a participar, e tire as suas conclusões. Se anteriormente você disse que aquilo que considera ser certo e verdadeiro defende até as últimas consequências, pois bem, o mesmo faço aqui, é bom que estejamos ambos em busca da Verdade, mas a mesma não se contradiz como estamos em alguns pontos, não existem duas verdades contrárias, por isso um de nós está no erro, a menos que estejamos os dois.
Mas não é essa minha convicção, e se por ela(a Verdade) tiver de abrir mão da cordialidade, o farei sem qualquer constrangimento.
Precisa sim. Acho que você nunca foi pai. Quantas vezes damos aos nossos filhos, apesar dos conselhos, a chance dele errar para que veja por si próprio as conseqüências do erro? Isso fica como bagagem para as próximas decisões que ele tiver que tomar. O pai do “filho pródigo” sabia disso. Nós é que devemos estar preparado para recebê-los de volta nessas pequenas saídas e corrigir nossas falhas ao ensinar
O que eu disse repito, podemos aprender com nossos erros, mas não necessitamos aprender somente com nossos erros. O irmão do "filho pródigo" não precisou fazer o mesmo que ele. E se damos conselhos aos nossos filhos, é justamente para que eles não precisem errar, se simplesmente ouvissem e seguissem, não seria necessário chegar ao ponto de "entregá-los" deliberadamente ao erro.

Nos dê essa capacidade mostrando o raciocínio que leva ao dogma e não o impondo simplesmente como se fossemos obrigados a aceita-lo sem raciocínio. E não vejo onde está o problema de desejar me relacionar com Deus segundo o meu próprio entendimento e propor essa liberdade aos outros, sendo que os outros credos sejam também diferentes. Apenas excluí o que não era do meu entendimento para ser sincero com Deus! Ou devo ser hipócrita para com Deus e dizer a ele como se entendesse o que não entendo?
E mais uma vez você tenta colocar palavras na minha boca: Eu não lhe acusei de apostasia (mesmo porque é evidente e óbvio que você tem a sua fé) eu critiquei a sua intransigência e disse que isso provoca, porque já vi isso bem de perto por várias vezes.
É justamente o que estou tentando fazer, mostrar o porquê dos pontos que delimitei no credo, mas ao mesmo tempo tentando mostrar que a Fé, apesar de racional, não é simplesmente racionalidade. Ninguém é impedido de raciocinar ou obrigado a crêr pois possuimos o livre arbítrio para escolher crer. Mas a Fé que professa a Igreja, não é simplesmente um conjunto de preceitos onde eu escolho o que me agrada ou simplesmente compreendo e descarto o resto, ela só tem sentido na integralidade, onde muito, provavelmente não será compreensível a um ou outro. Confiança não pode ser confundida com hipocrisia, quando somos crianças aceitamos muito do que nosso pais dizem, não porque compreendemos, mas porque confiamos neles. Da mesma forma é a Igreja, quando você aceitou ser Católico, por acaso conhecia metade do que conhece hoje sobre a Doutrina? Provavelmente não, então veja que não foi o conhecimento que o levou a confiar nela.
São 2000 anos de Fé experimentada e conhecimentos acumulados, com mais outros milhares herdados do judaísmo, e sabe-se lá quantos do período pré-mosaico.
EU NÃO PASSO DE UMA CRIANÇA DIANTE DE TUDO ISSO. Por acaso eu penso que algum dia vou poder compreender tudo isso? Não. Só me resta como uma criança, confiar, acredito que por isso o Cristo disse: Em verdade vos digo: aquele que não receber o Reino de Deus como uma criança, não entrará nele”.(Mc 10, 15)
Se supomos que esta "integralidade" foi maculada, e o que nos ensinam em forma de unidade da Igreja já não é mais a Vontade de Deus, então não resta qualquer motivo para ser Católico, procuremos os protestantes, bem descreve o Cardeal Manning:
"Somente a verdade engendra unidade. O que uniu a mente dos homens em uma só inteligência foi o dogma de fé...Dessa unidade de entendimentos brotou a unidade de vontandes." A verdade é causa, a unidade efeito. Mas a verdade, acrescentava Manning, não se pode encontrar"até que nos encontremos submetidos a um mestre que não pode equivocar-se"; e o único mestre infalível é o próprio Deus. A unidade somente se consegue "submetendo a razão e a vontade a sua voz divina, que ensina por meio de sua única Igreja."

"Negar que, para a fé, existe algo mais elevado que a autoridade humana
(consciência acrescento eu) equivale a destruir a objetividade da verdade." E o rechaço da voz divina que fala na Igreja "deu passo a um dilúvio de opiniões, e a opinião gerou o ceticismo, e o ceticismo introduziu uma série interminável de contendas." Não podia ser de outro modo; se "se suspende a função da Igreja de decidir em questões de fé, o mundo carece agora de mestre competente."

O poder da verdade para exigir sua aceitação brota do destino mesmo do homem a buscar a verdade até fazê-la sua. E isto se manifesta especialmente no caso da verdade mais elevada sobre Deus e sobre o homem, tal como está contida na revelação divina. Pois bem, a Igreja possui esta verdade, porque participa da mente e da verdade de Deus; e se tem "a verdade de Deus, tem também o poder e autoridade do próprio Deus." Por conseguinte, concluía Manning, "a Igreja obriga (em relação ao dogma acrescento eu) aos homens a crer, porque tem o guia divino para ensinar-lhes o que devem crer."(El cardenal Manning: una biografía intelectual Por James Pereiro, Ediciones Cristiandad)

Obrigação aqui não se trata de impositiva e sim inerente exemplo:
Ninguém é obrigado a ser policial.
Se alguém escolhe ser policial, é obrigado a prender bandidos.
Não porque esteja sendo imposto pela sua instituição, mas porque é inerente ao serviço de policia.

Primeiro que os tópicos citados são de minha autoria
Segundo que o conteúdo do Símbolo é a fé. Eu não pedi para você dissertar sobre as aparições em Fátima, eu simplesmente pedi sua opinião sobre o importância do ocorrido, para relacionar com uma situação de obediência solicitada, não cumprida pelos Sumos Pontífices e mostrar uma situação de desobediência do clero, para mim muito mais grave que não citar algumas passagens no Credo. E estava tão dentro do contexto que você mesmo citou Wojtyla e Ratzingher.
Por isso mesmo criei outro tópico, por entender que em ambos há uma enorme falta de objetividade quanto a um tema, desde os títulos.
Sobre o restante já declarei anteriormente, o segredo de Fátima não é parte fundamental do conteúdo da Fé contido no Credo.
És sedevacantista? Acredita que por uma suposta "desobediência" aos pedidos em Fátima, deve-se descartar ou por sob suspeição todas as Verdades proclamadas na Igreja por no mínimo os últimos 8 papados?
Que a "fumaça de Satanás" adentrou o Vaticano, também isso eu acredito. Mas se não damos importância ao Credo, isto é: o conteúdo da nossa Fé, como vamos saber o que foi tocado por essa fumaça e o que não foi? Vamos cortar trigo e joio juntos? Ou vamos "jogar para o alto" e ver o que nossa consciência "pega"?
Quanto ao Credo, o que o faz pensar que aquilo que abrevio para ser sincero com Deus, faça diminuir a minha fé em Deus ou faça com que Deus me dê menos ou mais atenção. Quem é você para saber ou julgar isso?
Nada me faz pensar isso, há muitos que sequer seguem o Credo da Igreja, e nem por isso os vejo diminuidos em sua relação com Deus, que só ele o sabe.
Quanto a resumos, poderia até utilizar a forma mais simples que apresentei em outro momento:
Creio em Deus Pai
Creio em Jesus Deus Filho
Creio no Espírito Santo
E omitir todo o resto, não tenho nenhuma consideração quanto a isso. Mas o que me chamou a tal empreendimento não é o que você omite, e sim o porquê você omite certos pontos, por não concordar, antes apenas fosse por não compreender. Mas ainda isso não pareceria do interesse de qualquer um, não fosse o fato de ter-se declarado como Católico.
Então me propus para tentar mostrar não somente a você, mas a muitos que tenham as mesmas "dúvidas", que há uma incoerência com a Fé Católica, descartar-se alguns pontos essênciais, como disse antes, não há essa "liberdade" de criar ou escolher dentro do conteúdo fundamental da Fé, justamente por ser fundamental, e aqui estou incluindo pontos que sequer ainda comentei.
Nem mesmo o seu "credo" é reprovável visto a total similaridade com o Simbolo Apostólico, mas a ressalva é aos motivo das omissões, e consequentes declarações.
Chacoalhar seu trono assusta? Isso acontece com os acomodados como você. Venha para o front sentir cheirinho de sangue e passar imune pelos perfumes sedutores. Saia da boa vida de acomodado, saia da teoria.
O "Trono" em que fundamento a minha Fé (que não é puramente na minha consciência), é impassível de ser "chacoalhado". Se eu não sou sério, acredito que você sim, mas deve ter tentado fazer uma piada com essa história de "acomodado e front". O que sabe sobre minha vida? Se fosse descrever alguma coisa em própria defesa isso sim pareceria arrogância, sobre isso só declaro um mérito que sequer é meu:
Ja vi o sangue, suor, e lágrimas de sacerdotes, leigos e religiosos no serviço de Deus, não para usar uma forma "romântica" para enfatizar o que digo, mas da forma mais literal e explicita que a imaginação lhe permitir. Evangelizando em regiões onde sequer se imaginaria exitirem pessoas, que no entanto bastam atos de bondade para alguém aceitar e "entender" toda a Fé dessa Igreja sem restrições, e me alegro por ter simplesmente participado de algum modo dos seus sofrimentos, para que agora pessoas como Eu e você tenhamos algo para chamar de Igreja Católica. Compreensívelmente não me "acomodo" com uma Fé que valha ou que seja menos do que isso, e todos os Sacrifícios feitos na sua preservação.
Essa é a exemplar acolhida que você consegue dar aos menos afortunados (ignorantes) que você. Esse é o seu exemplo.
Se sou ignorante, pelo menos tenho a coragem de reconhecer e luto com meus parcos recursos do jeito que posso. Só que trago de volta para o aprisco muitas das ovelhas que você com toda sua sabedoria e arrogância deixou escapar, e pior, pelo jeito nem se importa.

Primeiramente me importa que as ovelhas tenham um digno aprisco para onde ir, me importa levá-las ao aprisco correto, como poderei fazer isso sem saber reconhecê-lo?
Se isso nem sempre parecer acolhedor, paciência, não vou abrir mão do conteúdo pela forma, minha esperança é que as ovelhas reconheçam a voz do pastor:

Muitos dos seus discípulos, ouvindo-o, disseram: Isto é muito duro! Quem o pode admitir?
Sabendo Jesus que os discípulos murmuravam por isso, perguntou-lhes: Isso vos escandaliza?
Que será, quando virdes subir o Filho do Homem para onde ele estava antes?...
O espírito é que vivifica, a carne de nada serve. As palavras que vos tenho dito são espírito e vida.
Mas há alguns entre vós que não crêem... Pois desde o princípio Jesus sabia quais eram os que não criam e quem o havia de trair.
Ele prosseguiu: Por isso vos disse: Ninguém pode vir a mim, se por meu Pai não lho for concedido.
Desde então, muitos dos seus discípulos se retiraram e já não andavam com ele.
Então Jesus perguntou aos Doze: Quereis vós também retirar-vos?
Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, a quem iríamos nós? Tu tens as palavras da vida eterna.
(Jo 6,60-68)
E afinal quem é você para determinar quem seja ou não católico?

Não tenho poder de fazer isso, ex.:
Se você é branco e diz: eu sou negro.
E lhe digo: és branco.
Não sou eu quem determina isso e sim sua própria pele.

Falta de vivência daquilo que proclama a Fé, é isso que faz nossa Igreja não estar bem.

Vinde Senhor Jesus!

Lucas B.

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Re: Credo

Mensagem por Halmenara em Dom Jun 24, 2012 9:23 pm

Não é desvio de assunto. É tudo uma questão de fé.

O texto “Assumo o Risco” foi um resumo de tudo que creio com base na razão para ficar mais acessível a qualquer um. Foi escrito depois de saber sobre as profecias de Fátima e onde foi pedido que a mensagem fosse enviada a todos (sem distinção) para que ninguém ficasse sem o saber.

Esse texto foi publicado há dois anos no Recanto das Letras, e num fórum sobre Nova Ordem Mundial, um verdadeiro ninho de ateus, gnósticos, agnósticos, céticos, protestantes, espíritas, ocultistas. Ao todo já teve mais de mil leituras ou visualizações e nesse fórum lutei sozinho defendendo a fé católica e tentando desfazer as dúvidas/ataques do censo comum. Posteriormente apareceram mais dois ou três. Eu não aceito fé imposta porque a fé é uma questão muito íntima e para que ela seja forte, por pequena que seja, ela tem que ser cativada. Com esse texto eu tentei isso, e o fiz para os que estão sem fé, não para os que já a possuem. Mesmo assim, duvido que muitos que leram esse texto aqui nesse fórum, já não tiveram ou tem ainda muitas dúvidas.

Se um por cento dos que leram, entenderam e voltaram a ser religiosos, já terá sido válido meu trabalho e terei cumprido o que Nossa Senhora pediu.Coisa que nem O Karol Wojtyla e nem o Sr. Ratzinger , sabe-se lá porque cargas d’águas, não fizeram: Consagrar a Rússia. E o pior, o nosso sumo pontífice quando ainda era cardeal tentou encobrir, junto com outros, a revelação dos segredos. Isso consta no livro “A Derradeira Batalha do Demônio” de Paul Kramaer. Porque eles não obedeceram a Nossa Senhora? Porque não estava no CIC. Que se cuidem.

(quem quiser ler o livro pode baixá-lo aqui)

http://www.4shared.com/office/FQyHtWT-/paul_kramer_-_a_derradeira_bat.html

Então volta a ser uma questão de credo: em quem acreditar?

Eu tomei como referência o que aprendi com o Dom Cláudio Hummes : “Ninguém pode trair a sua própria consciência” e disso não abro mão, porque no dia do nosso julgamento, seremos julgados por ela e não pela aparência dela e não só por ter rezado cartilha.

“Desceu aos infernos” pode ser mudado para Mansão dos Mortos? Pode.

“Perdoai as nossas dívidas” pode ser mudado para “perdoai as nossas ofensas”? Pode. Ou seja, mudaram até as palavras de Jesus.


Agora, omitir a citação do Pilatos, por entender que nela não houve culpa e pelo contrário, sendo alheio a religião dos judeus, tentou absolve-lo, enquanto o os maiores interessados faziam o contrário com o próprio Messias, não pode.

Isso é uma questão de consciência.



O propósito é fazer raciocinar e mostrar que mesmo sem entender, ou não entender determinados dogmas ou mistério, não é motivo para se afastar da Igreja. E é melhor aprimorarmos nossa consciência, do que ficar à espera de quem sabe, mas não explica, não se importa de antecipar dúvidas e as vezes nem querem ensinar, por acharem que este mundo é uma maravilha. Só que ficam atrás da moita achando que, como o Sr. Willian Bonner nos considera: Uns Hommer Simpsons da vida.


Nós pensamos,
Nós raciocinamos,
Nós temos o livre arbítrio. Se nós não fizermos uso disso, quem fará por nós?

Eu me submeto ao Clero naquilo que compreendo e aceito. Se fizer contrário disso, estarei sendo hipócrita. Isso é direito de todos.

E infelizmente nosso Clero não é tão confiável ou perdoável assim.

O exemplo de Fátima é para mencionar isso. Nem o papa obedece a Virgem Maria de quem é tão devoto.



Isso é o que vem a tona:

Com dinheiro de caridade:




E com a crença do povo:





Você é um dos que beijaria a mão desses dois.

E também desse, que para quem não sabe é o Sr. Peter Hans Kolvenbach, Ex-Superior da Ordem Jesuíta, mais conhecido como o Papa Negro (pesquisem)





Em quem acreditar? Fica difícil. Então é preferível acreditar no "coração" do que na autoridade.


Afinal seremos julgados por nossa consciência ou por nossa obediência à consciência dos outros?[
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Re: Credo

Mensagem por Halmenara em Dom Jun 24, 2012 9:34 pm

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Re: Credo

Mensagem por Halmenara em Seg Jun 25, 2012 9:40 pm

Resenha do livro “Windswept House”

1 – Introdução

O livro Windswept House, escrito pelo Padre e ex-Jesuíta Malachi Martin é um grande livro. Obviamente não se trata de um livro histórico, mas de um romance muito bem escrito e interessante, com uma trama envolvente, que prende a atenção do leitor da primeira à última linha.

O autor, que supostamente conhece bem os meandros da política do Vaticano, diz que Windswept House é um livro “faction”, uma mistura de fatos reais e ficção. Neste contexto, segundo declarações do padre Malachi Martin em entrevistas, cerca de 80% dos fatos e das pessoas mencionadas seriam reais.

O livro trata longamente sobre os mistérios da intrincada política vaticana, e expõe fatos obscuros, inimagináveis e perturbadores que aconteceriam nos porões do Vaticano, e se inspira em acontecimentos e pessoas reais, auxiliando desta forma no entendimento da crise atual que atravessa a Igreja Católica.

No desenrolar do livro, o autor descreve coisas simplesmente impressionantes e inacreditáveis, tais como: a existência de uma seita satânica infiltrada na hierarquia da Igreja; as conspiração engendradas por parte da cúria romana contra o papado e contra o magistério; os acontecimentos geopolíticos mundiais e suas relações com a mensagem de Fátima e com a Rússia.

Obviamente não existem comprovações ou referências históricas que corroborem a existência de seitas satânicas dentro do Vaticano, nem este é o objetivo do livro, que apresenta uma de muitas hipóteses levantadas pelo romance.

Mas talvez o mais memorável seja a análise profunda que o livro faz da figura do Sumo Pontífice, o papa Eslavo, numa clara alusão à João Paulo II e ao final de seu pontificado.

Avisamos ao leitor que as conclusões e afirmações desta resenha são baseadas na obra e nas opiniões do autor e não refletem minhas opiniões em particular, nem as da Associação Cultural Montfort.

Cabe aqui também a ressalva que este livro não conta com nosso aval irrestrito para todas suas alegações.

2 - O autor, padre Malachi Martin

O padre Malachi Brendan Martin foi um famoso teólogo e autor de vários best sellers. Nasceu em Kerry Irlanda no dia 23 de julho de 1921 e faleceu dia 27 de julho de 1999, após um derrame cerebral, sob condições não muito claras.

Tendo entrado para a Companhia de Jesus em 1939, conseguiu bacharelado em linguagens semíticas e história oriental com estudos paralelos em Assiriologia no Trinity College (Irlanda), e se doutorou em Filosofia, Teologia, Linguagens Semiticas, Arqueologia e História Oriental pela Universidade de Louvain, na Bélgica. Consta que padre Malachi Martin falava 12 idiomas.

Na Festa da Assunção, foi ordenado sacerdote no dia 15 de agosto de 1954.

De 1958 a 1964 trabalhou em Roma, tornando-se no período um dos colaboradores diretos do Cardeal Augustin Bea e do papa João XXIII, o que ensejou que edificasse valiosas amizades e contatos dentro do Vaticano. Decepcionado com o Concílio Vaticano II e com a pesada infiltração modernista no Vaticano, pediu em 1964 pediu e obteve do papa Paulo VI a dispensa dos votos de pobreza e de obediência devida à Companhia de Jesus, mantendo porém o voto de castidade, assumindo então a condição de sacerdote leigo (o que nos parece bem inusitado).

Em dezesseis livros publicados, inúmeros artigos e várias entrevistas, o padre Malachi Martin fez fama pela “ incomparável precisão ”, como qualificou o jornal The Washington Post , com a qual ele não apenas relatou, mas também previu os atos e as conseqüências da geopolítica secreta do Vaticano e suas ligações complexas com governos e nações ao redor do mundo.

Dentre seus livros mais famosos temos: Hostage to the Devil , The Final Conclave , Vatican , The Jesuits e The Keys of This Blood .

Pouco antes de seu falecimento, o padre Malachi Martin estava trabalhando naquele que considerava seu livro mais controverso e importante, de título provisório um tanto quanto infeliz: Primacy: How the Institutional Roman Catholic Church Became a Creature of the New World Order , que supostamente lidaria com o poder do papado fazendo uma análise da mudança revolucionária no dogma ancestral do primado de Pedro.

Cabe aqui uma ressalva ao tom um tanto apocalíptico e milenarista que às vezes o padre Malachi Martin assume em seus livros e em entrevistas. Suas opiniões devem ser levadas em consideração à luz da doutrina católica e de uma análise consistente da Crise atual, e não tomadas como verdade absoluta.



3 – O enredo do livro

Os maus são mais espertos e organizados do que os bons. Eles parecem incansáveis. Seus pontos fracos são os vícios capitais, sendo o maior deles o orgulho.

Os bons têm visão mais estreita e ação mais limitada. Eles parecem cochilar na hora que mais precisam estar alertas, e confiam na graça divina principalmente e em segundo plano em suas virtudes.

Tal enfoque é uma das muitas leituras que se pode fazer do livro. Em meio a várias instigantes tramas paralelas, o fio condutor do livro diz respeito à uma conspiração engendrada por inimigos do papado, tanto internos quanto externos à Igreja, de forma a forçar a renúncia do Papa Eslavo, tendo como objetivos mais abrangentes o enfraquecimento do papado e a democratização da Igreja.

E o livro começa com uma impressionante descrição de uma cerimônia satânica realizada dentro de uma da principais capelas do Vaticano, em conjunto com uma ainda mais abominável ainda em uma Igreja nos Estados Unidos. Tal abominação serviria para a entronização do Arcanjo Lúcifer na Igreja. De acordo com as alegações do padre Malachi Martin, este é um dos fatos reais reportado pelo livro.

O personagem principal do livro é o padre Christian Gladstone, um padre tradicionalista, que só celebra o rito de São Pio V, e devido ao acaso acaba trabalhando para o líder da conspiração clerical, Cardeal Maestroiani, Secretário de Estado do Vaticano, e o segundo em poder no estado papal. Gladstone e seu irmão involuntariamente se vêm envolvidos numa conspiração idealizada para incentivar uma espécie de rejeição universal ao Papa Eslavo por parte dos bispos católicos espalhados pelo mundo, incentivando a exigência da renúncia do Papa “para o bem da Igreja”.

Uma das tramas paralelas do livro tratam da tríade homossexualismo, pedofilia e satanismo, que diz infestar parte do clero católico ao redor do mundo, em particular nos Estados Unidos. Outra trata da influência da maçonaria sobre figuras relevantes da Igreja Católica nos últimos anos, e do vínculo estreito entre maçonaria e o poder oculto por trás da Nova Ordem Mundial.

4 – A Igreja de Satanás

O papa Paulo VI poucos anos após o concílio Vaticano II disse uma frase que entrou para a história da Igreja, ao dizer que “por alguma fresta, entrou a fumaça de Satanás na Igreja”. De acordo com os relatos do padre Malachi Martin no seu livro, esta frase tem um sentido muito mais do que literal. O livro conta que, antes do dito concílio, foi realizada uma missa negra com o intuito de entronizar o arcanjo Lúcifer no Vaticano, de forma trazer confusão e mudanças profundas no reduto do “Inominável” (nome pelo qual os satanistas, segundo o autor, tratam Nosso Senhor Jesus Cristo).

Toda a confusão proveniente da implantação dos decretos do Concílio Vaticano II, de acordo com Malachi Martin, só teria sido possível por causa desta preparação “espiritual”, uma vez que a batalha principal em andamento se da no plano espiritual.

No plano espiritual, a conspiração contra a Igreja é liderada pelo próprio Lúcifer. Sua doutrina, a gnose. Sua meta: tomar o lugar de Deus na adoração prestada pelos homens.

O romance de Malachi Martin conta que, para realizar a abominação no lugar sagrado, os satanistas se infiltraram no clero, chegando a atingir postos na alta hierarquia. Seu objetivo seria a demolição da única e verdadeira Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo. Algumas pessoas sugerem que Malachi Martin teria se inspirado Cardeal Bernardin de Chicago para criar o personagem arqui-sacerdote de Lúcifer que comandou esta hedionda celebração.

No romance, a igreja do diabo tem um chefe visível, designado como capstone, que significa a pedra de cume da pirâmide, em inglês. Capstone é um personagem misterioso, e pode ser um dos vários personagens apresentados ao longo do livro. Ele nunca aparece pessoalmente, e sempre se manifesta através de memorandos escritos ou através de contatos telefônicos. Ele é quem dá as principais diretivas com relação a execução dos planos de Satanás para o domínio da humanidade e destruição da Igreja.

Abaixo deste chefe enigmático, Malachi Martin descreve um conselho formado por pessoas extraordinárias que possuem o poder real no panorama político e econômico mundial. No livro tal grupo é chamado de Concilium 13. O Concilium 13 seria formado por capstone mais doze pessoas notáveis. Isto parece ser uma alegoria do livro que contrapõe estes à Cristo e seus doze apóstolos. Além do poderio econômico e político, eles deteriam o domínio tanto da comunicação escrita quanto das telecomunicações globais.

Existem dois grupos conspiradores distintos, porém ligados, no livro:

A falange, que é compostas pelos adoradores do diabo que se dividem em satanistas e luciferianos. Os satanistas acreditam em Lúcifer como um deus pessoal contrário ao Deus Criador. Para eles, Lúcifer exige que sua adoração deve ser uma violação e inversão da adoração e dos rituais do Deus cristão. No livro, vários personagens, inclusive alguns cardeais importantes, são listados no rol dos satanistas. Já os luciferianos constituem uma elite, uma parcela menor dos adoradores do demônio, que enxerga Lúcifer como uma inteligência impessoal criadora do Universo, mas sob uma ótica inteiramente naturalista. Os membros do Concilium 13 são luciferianos. Os luciferianos por vezes participam de rituais satânicos, mais por memorial do que crença, diferentemente dos satanistas.

A maçonaria, dividida em alta maçonaria e a maçonaria. Estes grupos desconhecem a influência de Satanás nos planos globalizantes, mas aderem, conscientemente ou não, ao plano mestre engendrado pelos satanistas. Aqui também encontramos figuras de destaque do clero, principalmente na alta maçonaria, que possui maior poder político que a maçonaria regular.

O grande objetivo do grupo é implantar o “Processo” ou, melhor dizendo, “The Craft” (ou a “obra”) como é conhecido nos ambientes maçônicos. O processo consiste em unificar todo mundo econômica, política, social e principalmente religiosamente, de forma a se atingir uma Nova Ordem Mundial (New World Order), ou seja, a implantação prática da Utopia. Este objetivo é partilhado pelos maçons, porém estes desconhecem o objetivo principal dos satanistas, que é fazer toda humanidade adorar a Lúcifer como único deus.

No romance, estes grupos executam um plano para forçar a renúncia do papa. O papa atual é visto como empecilho para a implantação da Nova Ordem Mundial, principalmente por sua teimosia em combater o controle de natalidade, o aborto e o homossexualismo. Para isto acontecer, um prazo deveria ser respeitado, pois os satanistas acreditam que a entronização de Lúcifer tem um tempo de validade, ou um tempo disponível, dentro do qual Lúcifer poderia definitivamente tomar o controle do mundo.

Um dos assuntos mais recorrentes no livro é a corrupção do clero, especialmente o norte americano. O autor denuncia uma rede de acobertamento de padres pedófilos que na verdade é uma rede satanista. Se diz neste livro que, apesar de nem todo caso de pedofilia estar envolvido com satanismo, todo caso de satanismo envolve pedofilia como ato de profanação.

O que teria se desenvolvido nos EUA na verdade seria uma verdadeira infiltração satânica, através da criação de uma rede corrupta de culto e de proteção. Para conseguir este odioso intento, os satanistas conseguiram estabelecer o Arqui sacerdote de Lúcifer (supostamente o Cardeal Bernardin, falecido Arcebispo de Chicago) na presidência da NCCB (a Conferência Nacional dos Bispos Católicos dos EUA). Sob o comando deste Cardeal, o culto a satanás chegou ao seu ápice. O livro alega que existem provas reais que comprovam a participação de elementos do alto clero americano em rituais satânicos, inclusive com fotografias e filmagens. Este Cardeal é indicado como o Cardeal de CenturyCity (Chicago) e presidente da NCCB, uma alusão mais do que clara a Bernardin. Malachi Martin chega mencionar dois casos de assassinatos satânicos de padres da diocese deste Cardeal, e sugere que ele estivera diretamente envolvido neles.

No enredo do livro, o Vaticano teria enviado pessoas para investigar a rede de homossexualismo e satanismo que assola a Igreja nos EUA, pois lá supostamente seria o epicentro da degradação e da prática do satanismo pelo clero.

Além da suposta alusão ao Cardeal Bernardin, Malachi Martin denuncia mais 3 Cardeais importantes como sendo satanistas, dentre eles um personagem chamado de Cardeal Aureatini ( que se supõe aludir ao Cardeal Achille Silvestrini – numa associação de nomes óbvia). Sem rodeios, Malachi Martin o acusa de ter assassinado de um padre veterano por suspeitar que este sabia do segredo da cerimônia de entronização do arcanjo Lúcifer no Vaticano, da qual Aureatini teria participado.

5 – A conspiração do Clero

O livro é bastante ilustrativo no que tange a de denúncia de manobras escusas nas quais supostamente estão ou estiveram envolvidos importantes personagens da cúria romana. Deste círculo de conspiradores clericais supostamente fariam:

Cardeal Mastroianni (Identificados por alguns como o Cardeal Casaroli) – Líder da conspiração e Secretário de Estado do Vaticano: não seria satanista, mas acredita que o processo (the craft) é a verdadeira força por trás da história. É o líder aparente da conspiração e tem importância capital no livro.

Cardeal Pensabene – Tem profunda influência no colégio Cardinalício e segundo Malachi Martin, poderia influenciar diretamente na escolha do próximo papa, pois teria muitos vínculos com pessoas poderosas na América do Norte.

Arcebispo Graziane (Identificado por alguns como o Cardeal Angelo Sodano) – Secretário de Estado do Vaticano, é descrito como um oportunista. Na maioria das vezes faz jogo duplo, para ficar do lado vencedor, seja o lado dos conspiradores, ou do lado do papa. No livro, ele participa de uma reunião em Estrasburgo em que a maçonaria decidiu que o papa deveria renunciar.

Cardeal Aureatini – que mandou matar um padre do Vaticano que soube da entronização de Satanás ao ler as cartas testamento de Paulo VI e de João Paulo I, quando o Cardeal Villot (mencionado nominalmente no livro) era secretário de estado do Vaticano.

Cardeal Noah Palombo – Segundo M. Martin ele tinha um olhar de possesso.

Padre Michael Coutinho – Superior Jesuítas – Preferido dos conspiradores para sucessor do papa Eslavo. Aberto a mudanças doutrinarias com relação a contracepção, aborto e pesquisa fetal e simpático a mudanças da Igreja com relação a homossexualidade, padres casados e ordenação de mulheres.

O papa Eslavo, neste romance, tem pleno conhecimento de que todos estes cardeais seriam maçons e que estariam conspirando contra ele.

5.1 – O plano dos conspiradores

De acordo com o livro, o eventual plano para forçar a renúncia papal teria as seguintes etapas:

Criar um mecanismo de Consenso dos Bispos
O Consenso dos Bispos teria maior autoridade que o Papa (conceito de colegialidade, onde o conjunto dos bispos teria mais poderes do que o Papa).
O Consenso dos Bispos mostraria desacordo com Papa.
O Consenso dos Bispos forçaria a renúncia do Papa.
O Papa passaria a ter que renunciar seu posto quando atingisse 75 anos, como acontece com os bispos no mundo inteiro. Mas um problema prático decorre disto: para quem o Papa faria o seu pedido de renúncia? Todos os bispos fazem seu pedido de renúncia ao Papa, que é o seu superior. Mas não existe um superior terreno para o Papa. A idéia então, de acordo com o conceito de colegialidade, seria que o Sínodo dos Bispos aprovaria a renúncia papal.

E qual seria a grande vantagem disto? O fato de se derrubar um importante adversário da cultura da morte defendida pelo pensamento liberal moderno, e a abertura de uma estrada pavimentada para a União Européia, e mais tarde, uma união global de fato. Esta união deveria ser sem divergências nacionais políticas ou religiosas, tendo em vista no futuro a Nova Ordem Mundial (a obra – The craft – The process).

O plano consistiria em provocar a insatisfação nos bispos Europeus com a falta de suporte do Papa para a Nova Ordem Mundial, mostrando que aqueles que não estivessem em sintonia com esta Nova Ordem estaria fadado à extinção.

O instrumento para implantação do plano de renúncia do papa seria monetário: organismos financeiros internacionais dariam crédito aos bispos rebelados e provocariam dificuldades para aqueles que apoiam o papa.

5.2 – Como a Ortodoxia Católica foi minada, e como a heresia tomou conta da Igreja, de acordo com o padre Malachi Martin.

O padre Malachi Martin neste seu livro alega que grande número de missas e confissões são inválidas. Um número indizível de padres não foi validamente ordenado, e ainda está por se descobrir quantos bispos foram ou não foram validamente consagrados ou se tornaram infiéis. Neste livro, ele revela como os modernistas conseguiram modificar tão grandemente a ortodoxia católica, a ponto da apostasia ter se instalado confortavelmente no seio da Igreja.

Uma parte importante da estratégia para se quebrar a ortodoxia do clero e dos fiéis é instalar “agentes de mudança” dentro das CNBs ao redor do mundo. Este mesmo estratagema foi utilizado por Stalin, Hitler e Mussolini com sucesso. Segundo Malachi Martin, o Cardeal Pensabene, ou seja, o Cardeal Pio Laghi, chama isto de engenharia social. Ele diz que problema não é apenas mudar o pensamento de 4000 bispos, mas mudar o modo de pensar de milhares de católicos de acordo com os pontos de vista dos “engenheiros sociais”. Ou seja, fazer com que os católicos aceitassem as heresias naturalmente.

Os Agentes de mudança podem ser uma instituição, uma organização, um único indivíduo, provenientes do setor público ou privado. Seu propósito é trocar valores e comportamentos “antigos” por “novos”, usando técnicas de base psicológica desenvolvidas especificamente para desarmar as atitudes de resistência.

Pensabene, no livro compara este processo à estrutura piramidais, onde o “capstone” seria o “agente de mudança”, traçando um paralelo com a Igreja de Satanás.

Este seria o método desenvolvido por John Dewey e aplicado na implantação das mudanças pós Concílio Vaticano II: controlar as mentes e as emoções por meios experimentais (sentidos) e não por meios racionais. O objetivo desta técnica é incentivar emoções ao invés de estimular pensamentos e percepções intelectuais. O agente de mudanças institui um processo no qual a sua audiência alvo participa ativamente.

Obs: Note como as seitas dentro da Igreja católica enfatizam a “vivência” da experiência dentro da Igreja enquanto desprezam os estudos teológicos e a doutrina. Ex: Neo-catecumenato, Focolari, RCC, etc…

Este processo possui quatro etapas distintas, a saber:

Congelamento (freezing) – o agente de mudanças ‘congela’ a atenção e a experiência do grupo em seu próprio isolamento e vulnerabilidade.
Descongelamento ou desagregação (unfreezing) – o agente distancia os membros da audiência dos valores ‘velhos’ nos quais eles confiavam. Isto, em suma, significa que os valores anteriores são mostrados como não mais apropriados e desejáveis.
Reagregação (reagregation) – Segue com a aceitação da nova estrutura de pensamento proposta pelo agente (facilitador).
Rotinização (routining) – As novas estruturas de pensamento são incorporadas no fluxo diário normal.
Os procedimentos podem ser repetidos sempre que necessário, e através de quantos ‘facilitadores’ convertidos o possível – para perpetuar e espalhar o “novo pensamento”.

De acordo com Malachi Martin, este foi o processo utilizado para fazer com que cinqüenta milhões de católicos norte americanos aceitassem a missa nova na década de 70.

“Em vinte décadas nós praticamente obliteramos qualquer traço efetivo de liturgia e vida paroquial que foi estabelecida em dois séculos (nos EUA)”, palavras colocadas na boca do Cardeal Pensabene por Malachi Martin.

O autor ainda cita ainda um agente facilitador: o Noah Palombo, que à frente do Conselho para Liturgia Cristã, mudou o pensamento sacerdotal em termos de orações aprovadas e devoção.

O autor cita um exemplo de estratagema usado para realização de mudanças:

Um bispo auxiliar publicaria um artigo no estilo igualitário americano que é hora de se ordenar mulheres para o sacerdócio. Isto seria suportado imediatamente por uma inundação de declarações de apoio em jornais diocesanos, conferências públicas e mídia em geral. Isto provocaria impacto na NCCB, porque a proposta veio de um bispo, e por causa da inundação de apoio vindo da base, o Comitê de Assuntos Internos –IAC – seria “obrigado” a endereçar as pesadas considerações que foram levantadas.

Alguns “agentes de mudança americanos” são freiras feministas, algumas das quais praticante da Wicca, alguns ex padres e membros proeminentes da Dignity, uma organização “católica” para clérigos e leigos homossexualmente ativos.

O padre Malachi Martin cita uma reunião onde uma freira feminista teria feito a oração de abertura (com vários bispos presentes) com invocações à benção matriarcal da Mãe Terra e de Sofia, a deusa da Sabedoria (invocações pagãs normalmente utilizadas pelas adoradoras da Deusa, uma seita neo-pagã americana).

A maioria dos bispos americanos estão habituados mais do que nunca a ouvir a NCCB discordar das instruções vindas do escritório papal. Segundo Malachi Martin, os conspiradores consideram importante ser fato normal na vida católica que as igrejas locais discordem das diretivas Romanas.

A implantação das mudanças são feitas sem aviso prévio. Eles simplesmente as implantam como querem. Uma vez implantada, os clérigos e fiéis simplesmente obedecem como dominós colocados em linha.

Tudo isso teria sido feito na implantação da Missa Nova.

Os conspiradores, para espalhar a confusão pela Igreja, emitem cartas pastorais contrárias à ortodoxia e contrárias à posição papal, para toda Igreja. Isto aconteceu com uma carta que dizia que o uso de coroinhas mulheres era apoiado pela lei canônica, que foi emitida à revelia de João Paulo II. João Paulo II, mesmo tendo sido contrariado, não agiu, e deixou as coisas como estavam.

Como estratégia final para renúncia do papa, existiria um estudo sobre demografia feito por certos especialistas e teólogos modernistas que indicavam a necessidade de limitação a dois filhos por família, que os conspiradores pretendiam lançar antes que uma suposta encíclica papal contra o homossexualismo, satanismo e controle de natalidade fosse lançada, para miná-la.

Tudo seria feito para desacreditar o Papa e dizer que quem dirige a Igreja e dá posicionamento moral para ela são os bispos e não o Papa. O Consenso Universal dos Bispos é que deve ter o poder, e o papa deveria ter um papel meramente figurativo.

5.3 – Papel das ordens religiosas na difusão da heterodoxia.

De acordo com Malachi Martin, as ordens religiosas se encontram num estado ainda mais lastimável que a hierarquia diocesana:

Franciscanos: Difundiram a Renovação Carismática Católica, para focar fiéis no Espirito Santo e assim enfraquecer devoção aos santos, especialmente a devoção Mariana.

Jesuítas: Difundiram a Teologia da Libertação para enfraquecer o senso de dever e respeito para com a Igreja hierárquica, principalmente nos países latino americanos.

5.4 – Clero Não Engajado na conspiração ou contrário à mesma:

Malachi Martin também comenta a respeito da parte do alto clero que não está envolvido em conspirações e que supostamente apoia o papa.

Malachi Martin coloca as seguintes duras palavras dirigidas ao papa, na boca de um Cardeal, que em sua trama é considerado um dos mocinhos:

“Ambos percebemos que o senhor (o papa) possui uma teologia que não é ortodoxa nem tradicional; que sua filosofia não é tomista; que o senhor é um fenomenologista. Também percebemos que o senhor desistiu da atual organização clerical da Igreja; e que muitos da organização clerical desistiram do senhor. Eles o querem fora, definitivamente e logo.”

“Mas por tudo isto, Santidade, ambos sabemos que o senhor é o Papa de todos os católicos e o único representante de Cristo entre os homens. Meu único preceito forte para o senhor é que esteja moralmente certo do que você faz como Papa. E porque nós pecamos mortalmente não apenas por ação, mas também por omissão, seja apenas como certeza moral do que você deliberadamente não está fazendo. Pois, no seu caso, Santo Padre, é o que o senhor não está fazendo – e que não fez – que decepciona muitos dos fiéis.”

O papa então pergunta: “Qual foi o meu principal erro?”

E o cardeal responde:

“Indubitavelmente, Santo Padre, sua falha em interpretar a doutrina do Concílio Vaticano II autoritariamente e – eu repito santidade, e – de acordo com a tradição. Sem sombra de dúvida, os documentos do concílio, como se encontram, não são compatíveis com o Catolicismo Romano tradicional. Assim, o senhor permitiu que o erro florescesse sem correção. Isto levou a muitos equívocos – possivelmente mesmo impropriedades – no nível papal.”

Papa Eslavo: “Dados os meus motivos, nós estamos falando de pecado mortal ou venial?”

“Devido aos danos, mortal”…

5.5 – Reação contrária aos conspiradores

No romance, o papa, ou algumas pessoas que defendem o papado, tomam as seguintes medidas para conter o avanço dos conspiradores, que seriam:

Criação de uma rede subterrânea de bons padres que foram expulsos ou colocados no ostracismo por causa de sua ortodoxia, para ministrar sacramentos válidos aos fiéis. Seria esta uma alusão à FSSP?
Combate a rede de pedofilia e satanismo estabelecida na Igreja.
O papa emitiria uma encíclica condenando ex-cathedra o homossexualismo, o satanismo, o aborto e o controle de natalidade (tal encíclica nunca foi publicada).
O Papa proclamaria ex-cathedra que Nossa Senhora é medianeira de todas as graças (que seria o último dogma mariano).


6 – Nossa Senhora de Fátima, a Rússia e a Nova Ordem Mundial

Dentre os assuntos mais pungentes tratados no livro, um dos que chamam mais a atenção é a relação evidente entre as aparições de Nossa Senhora em Fátima, a situação da Rússia e a Nova Ordem Mundial. O padre Malachi Martin alega ter tido acesso ao texto do terceiro segredo de Fátima enquanto ainda trabalhava no Vaticano, mas que não pôde revelá-lo por força de um juramento (Alegação que particularmente de pouca credibilidade).

De acordo com ele, o terceiro segredo se refere à degradação da Igreja pós Concílio Vaticano II, principalmente, mas também faz alguma menção à Rússia.

6.1 – Michail Gorbachov e o Papa

Numa seqüência inusitada, Malachi Martin nos conta que Michail Gorbachov (citado nominalmente no livro) teria mandado um espião tirar fotos do 3 o segredo de Fátima em 1991, pouco antes de sua queda do poder, pois achava que o segredo podia lhe dar alguma vantagem. (Segundo o autor, o papa teria comentado em 1986 que o segredo daria alguma vantagem estratégica para a URSS naquela época).

Além disso, o autor diz que em uma entrevista que o papa teve com a irmã Lúcia, em Portugal, teve algo a ver com Michail Gorbachov e a Rússia.

Gorbachov mantinha correspondência particular e secreta com o papa. Ele, antes dos acontecimentos, informou ao papa que a URSS deixaria de existir e que o poder da Rússia passaria para Yeltsin porque ele perdera o apoio de seus patronos Ocidentais.

Malachi Martin diz que Gorbachov é financiado pelos EUA, e que ele é uma marionete dos macro gerenciadores globais e o “queridinho” dos engenheiros mestres americanos. Ele é ateu e materialista convicto, e politicamente é um completo marxista. Do ponto de vista moral não pode ser distinguido de um urso polar. Ele não tem misericórdia, compaixão ou simpatia por ninguém inclusive pelo papa.

De acordo com o autor, Gorbachov teria escrito ao papa: “Pelo menos nós nos libertamos da ilusão de status de superpotência; e Sua Santidade, de qualquer ilusão de que é o cabeça de uma super igreja. Em nosso mundo existe apenas uma superpotência; nem os EUA nem a URSS. E agora que a Igreja de Satanás esta estabelecida, sua autoridade (do Papa) não é mais absoluta”.

Gorbachov, depois de sua saída do palco político da Rússia, criou a fundação Gorbachov, que tem como lema: “Indo em direção a uma Nova Civilização”, e formulou planos para a Cruz Verde Internacional, sua versão de atividade ecumênica, para a “aliança espiritual de todos verdadeiros crentes no habitat terreno do homem”.

Qual o papel de Gorbachov no âmbito da Nova Ordem Mundial? Alguns pensam que ele seria o líder ideal para um mundo globalizado… Atualmente, parecem existir vínculos de Michail Gorbachov e a promoção do ecumenismo pela ONU, e uma certa ligação sua com algumas pessoas proeminentes vinculadas ao movimento New Age.

O padre Malachi Martin afirma algumas coisas muito estranhas ainda a respeito de Gorbachov, como ao alegar a providência divina teria salvo Gorbachov do golpe de estado de agosto de 1991, e que o papa acharia que Gorbachov seria um instrumento de Nossa Senhora. Uma espécie de facilitador para uma eventual peregrinação do papa ao leste europeu (Outra afirmação de pouca credibilidade).

6.2 – O Fim da União Soviética e a Rússia de Hoje

De acordo com Malachi Martin não houve revolução expontânea do povo em 1989 (URSS). O sistema soviético não implodiu. Não existiu uma falha súbita no sistema soviético. Ouve na verdade um “acerto” para acabar com a URSS, decidida por homens que realmente detêm o poder para decidir a vida e a morte na sociedade de nações. O papa, no livro, disse que eles eram os patrões de Michail Gorbachov e que eles ordenaram que ele desmantelasse o império soviético.

A URSS não teria lugar na Nova Ordem Mundial, por isto ela foi dissolvida.

O autor diz, pela boca do papa, que “O sistema leninista com seus mestres espiões, seus propagandistas, seus comandantes de campo de concentração, seu carcereiros, guardas e torturadores – e todo o aparato maligno da URSS – não deixou de existir”. Salta aos olhos que o presidente atual da Rússia, e provável vencedor das próximas eleições russas, Vladimir Putin, foi diretor da KGB. O patriarca Russo (Kiril na época) sempre colaborou com os leninistas, e era um agente da KGB.

O autor menciona que os EUA votou na ONU pela concessão à Rússia e seus aliados o status de “observadores” da OTAN, e status regional na própria ONU. Isto sancionaria o domínio Russo sobre os países em suas cercanias e um pouco mais além.

Portanto, se a Rússia não é mais considerada uma superpotência, ela ainda possui o aparato da antiga URSS e a influência sobre os países que a compunham, agora com o aval dos EUA e da ONU, e até com sua colaboração.

De acordo com o autor, o interesse imediato dos EUA nos países da antiga URSS, principalmente a Rússia, é ter um apoio de peso para fazer frente à União Européia ocidental que estaria em formação.

O autor lembra que devido a nova aliança entre EUA e Rússia, existe uma amnésia do ocidente, que se esqueceu de todas as atividades ilícitas e de espionagem que a URSS empreendeu. Esqueceram os 75000 agentes que os russos implantaram ao redor do mundo, principalmente nas Américas e os 35.000 soldados americanos capturados pelos Russos que nunca foram devolvidos.

O padre Malachi Martin conta ainda em seu livro que na Rússia existe uma indústria de aborto que processa fetos abortados como se fossem uma matéria prima qualquer. O papa teria visto um vídeo no qual os bebês são abortados e colocados numa linha de produção industrial onde são esquartejados (alguns ainda vivos), empacotados e remetidos a várias partes do mundo para indústrias de cosméticos e centros de pesquisa.

6.3 – A mensagem de Fátima e a Rússia

Uma das solicitações mais memoráveis que Nossa Senhora fez em Fátima foi que o Papa fizesse a consagração da Rússia ao seu imaculado coração, em conjunto com os bispos do mundo inteiro. Não obstante, de acordo com Malachi Martin, o papa, ao ser perguntado se faria a consagração da Rússia, como mandado por Nossa Senhora em Fátima, teria respondido:

“Não. Eu não sou o papa de 1960 . Ela não me disse para fazer isto. Eu não tenho mandato nenhum em relação a isto . O que eu quero é restituir ao povo Russo seu amado Ícone de Nossa Senhora de Kazan, que atualmente está na posse da Santa Sé. E quero ir a Kiev, porque foi lá que o Príncipe Vladimir batizou aos Russos mil anos atrás, em massa, nas águas do Dnieper.”

A irmã Lúcia, única dos três videntes de Fátima viva até hoje, teria sido colocada em isolamento a mando do Cardeal Casaroli, que a impediu de falar com quem quer que fosse, mesmo (e talvez principalmente) o Papa. Contudo, o Papa teria conseguido se reunir com ela no início da década de 90.

6.4 – A Nova Ordem Mundial

De acordo com Malachi Martin nós, de fato, já vivemos sob uma nova ordem mundial, onde os principais acontecimentos nacionais atendem a interesses globalistas, e onde uma pequena minoria de pessoas que controlam as finanças mundiais, também controlam e manipulam a política internacional, tal é a dependência dos estados modernos do sistema financeiro internacional.

Segundo o autor, tais pessoas teriam engendrado a Guerra da Bósnia, e também teriam decretado o fim da existência da URSS. A Guerra da Bósnia foi planejada para que o mundo se acostumasse com a idéia de que uma força multinacional pode agir em conflitos nacionais, dando assim mais autonomia e direitos de ação à ONU. (Parte do plano do Concilium 13).

Segundo Malachi Martin, não existe coincidência no fato do aborto, da eutanásia e da destruição da estrutura familiar através da promoção do homossexualismo e da libertinagem estarem na ordem do dia de vários países ao redor do mundo. Ele alega que o que existe é um esforço coordenado. O que o que é feito localmente, é feito para atender ao interesse de tal grupo de pessoas que controlam a política internacional.

Um exemplo que ele nos dá é o documento americano National Security Study Memorandum 200: Implications of Wordlwide Population Growth for U.S. Security and Overseas Interests – NSSM 200. Este documento apontou treze países estratégicos como fonte de matéria prima vital para os EUA e mercados importantes para os serviços e bens do ocidente: Índia, Paquistão, Bangladesh, Nigéria, México, Indonésia, Brasil, Filipinas, Tailândia, Egito, Turquia, Etiópia e Colômbia. O memorando dizia que a taxa de natalidade de tais países era considerada muito alta para estabilidade.

O documento recomendava que os governos americanos dessem assistência a estes países e a outros, de forma a aumentar o uso de contraceptivos, aborto e esterilização de ambos os sexos.

Segundo Malachi Martin, o ex-presidente americano Bill Clinton se indispôs contra João Paulo II porque o Papa teria denunciado que seu governo promovia o horrendo aborto por parto parcial, que o governo americano atual pretende banir.

7 – O Papa Eslavo

Uma das discussões mais marcantes do livro é a respeito do papa Eslavo (supostamente João Paulo II). Este se apresenta como um campeão da vida, lutando com todas as suas forças contra o aborto, contra a eutanásia, contra a ruína da estrutura familiar. Entretanto, ele abandonou a tarefa de vigiar pela ortodoxia dos fiéis e do clero, e promove um ecumenismo insano e insensato.

Malachi Martin ao longo do livro oferece diversas opiniões a respeito do Sumo Pontífice e sobre toda a sua ambigüidade, revelando ao final do livro o que entende ser o pensamento do Papa e porque ele age de maneira tão heterodoxa em assuntos cruciais da Igreja, e ainda, porque ele se recusa a punir bispos e teólogos rebeldes.

7.1 – O papa e Nossa Senhora de Fátima.

Malachi Martin descreve o papa como um devoto de Nossa Senhora de Fátima, porém com uma devoção pouco arrazoada, mais sentimental.

Segundo o autor, o Papa sempre espera um sinal dos céus para tomar alguma medida crucial, e ainda segundo ele, o Papa teria realmente tido uma visão de Nossa Senhora.

Ao papa teria sido mostrado o milagre do sol, como foi mostrado em Fátima em 1917. (Outra alegação que considero dúbia).

>7.2 – Ambigüidades do Papa

O padre Malachi Martin faz seus personagens do livro discorrerem sobre o possível motivo da ambigüidade e inatividade do Papa, e porque ele deixa que a heterodoxia tome conta da Igreja. Abaixo as opiniões expressas pelos personagens, e que refletem as justificativas que muitos dão para as atitudes contraditórias do papa Eslavo:

O papa é um prisioneiro virtual do Vaticano – como o papa Pio IX tinha sido em seu tempo – e seu campo de ação é muito limitado. Segundo esta opinião, cardeais que acumularam poder de Secretariado de Estado, Congregação dos Ritos, Influência no Colégio Cardinalício, etc, isolaram o Papa, tornando sua movimentação muito restrita.
O papa seria maçom? Malachi Martin faz analogia entre objetivos políticos do Papa com os da Maçonaria Americana.
O papa, para combater o contexto anti religioso e irracional crescente em escala global, tenta minimizar as diferenças entre as opiniões religiosas entre católicos e não católicos ao mesmo tempo que tenta manter as doutrinas reveladas e as práticas essenciais da Igreja. O papa não tem escolha a não ser fazer crescer mais sua popularidade, para se manter ativo nos affairs da humanidade. Ele enfatizaria para isto as coisas que une todos os povos, católicos e não católicos, pois todas religiões enfrentam a mesma ameaça. Ele redobraria seus esforços de levar a graça de Deus com ele como Papa enquanto fala a linguagem do mundo.
O papa é incompetente para governar a Igreja.
Ele decidiu se associar aos chamados progressistas em sua Igreja e com os centros de poder fora de sua Igreja, na esperança de mudar a situação durante algum ponto do trajeto.
O papa tem suas próprias idéias formadas a respeito do vindouro mundo do terceiro milênio, e considera que a estrutura de sua Igreja seja descartável, e espera que ele seja reposta por um estrutura ainda desconhecida. Ele acha que o que acontecendo na Igreja é por bem. Ele não se arrepende de nada. Ele não quer trazer a antiga estrutura de volta.
O papa na verdade não tem a fé perfeitamente ortodoxa e é adepto da Nova Teologia e acredita profundamente num ecumenismo sem conversão. Seus mentores intelectuais foram modernistas, alguns dos quais condenados pela Igreja. Esta é de fato, a opinião expressa por Malachi Martin ao final de seu livro.
7.3 – O Papa com relação ao Satanismo e à Maçonaria.

No livro, o papa manifestou a um cardeal sua impressão de que alguma coisa foi feita no campo espiritual para que o diabo conseguisse perverter tanto a Igreja nos dias de hoje. Neste ponto, ele ainda não sabia da entronização de satanás em uma capela do Vaticano. Ao final do livro, se revela que o papa acabou por ficar sabendo a verdade sobre a entronização do diabo numa capela do Vaticano.

O problema da pedofilia nos EUA já era conhecido anteriormente ao fatos que eclodiram recentemente. Ele reconhece que o problema ocorre em toda Igreja, mas que o epicentro seria os EUA. Também tinha consciência que o Satanismo se alastrara muito por lá, tanto entre os clérigos quanto entre os leigos.

Ao saber de quão difundido estava o satanismo na Igreja, o papa decidiu fazer uma encíclica falando ex-cathedra, condenando as atividades homossexuais e toda forma de rituais e organizações satanistas. De acordo com esta suposta carta, quem violasse estes mandatos estaria automaticamente excomungado. Também seriam inclusos nesta encíclica conceitos básicos de moral sexual como contracepção e métodos atuais de controle populacional. (Quem dera fosse verdade…)

7.4 – A mentalidade do Papa

Malachi Martin descreve o papa como uma pessoa de grande carisma, com fortes tendências emocionais, e que tem fincado profundamente em seu pensamento os erros modernistas.

O papa eslavo se considera como nada mais do que um bispo muito importante entre quatro mil outros bispos importantes. Ele pensa não poder interferir com seus bispos em suas dioceses. Ele acredita que eles (o papa e os bispos) são equivalentes em poder e jurisdição.

O papa abriu mão das chaves petrinas, compartilhando-a com os cardeais da cúria, pois ele acredita no colegiado. O papa fez do papado uma instituição colegial. O papa Eslavo segue realmente o exemplo de Paulo VI e João XXIII. Isto já ocorreria na prática, no Vaticano, e o que falta é apenas a oficialização. O papa não mais aponta bispos, decide se ensinamentos são heréticos ou quem vai se tornar cardeal sozinho. Ele o faz junto com a cúria. (Colegiado de fato).

7.5 – O Papa e o Ecumenismo

No livro, quando era apenas bispo participando do Vaticano II, o Papa Eslavo foi um dos arquitetos chefes do documento Gaudium et Spes, a encíclica que deu inicio e embasamento para o ecumenismo promovido pela Igreja atualmente. Ele pretende incluir todas as religiões em seu ministério, mas sem nada da velha e usual insistência que todos se tornem católicos.

Segundo M. Martin, o papa viaja o mundo inteiro e encontra com povos e religiões porque ele acredita nas semente de sabedoria que o Espirito Santo plantou na consciência dos povos, tribos clãs. Esta posição do papa demonstra o quão de acordo com o ecumenismo modernista ele está e o seu compromisso antes com o mundo e depois para com a ortodoxia da Igreja.

8 – Conclusão

O livro se encerra com um “Gran Finale” e com um enorme ponto de interrogação. É um grande livro, que ao mesmo tempo desenvolve uma história interessante e nos insinua segredos internos deste misterioso mecanismo burocrático e diplomático que é o Vaticano, colocando às claras os sinais de que mudanças profundas estão acontecendo tanto na sociedade e na Igreja principalmente, pois a Igreja é a mola mestra do mundo. Tudo orquestrado de forma consciente e objetiva pelo Inimigo.

Porem, o próprio Malachi Martin, nos lembra que, nestes tempos difíceis, onde a Igreja parece agonizar, o mandato divino de que “ as portas do inferno não prevalecerão ” contra ela.


Fonte: Montfort Associação Cultural
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Re: Credo

Mensagem por Halmenara em Seg Jun 25, 2012 10:08 pm

No link que disponibilizei para baixar, aguarde alguns segundos e no alto,à sua direita, clique em “Fechar Propaganda” que aparecerá o link do 4shared.





Impressões sobre o livro “ O Derradeiro Combate do Demônio” (ou a Derradeira Luta do Demônio)

O Derradeiro Combate do Demónio é a revelação pela Irmã Lúcia do aviso de Nossa Senhora de que «o demónio está travando uma batalha decisiva», profetizada na “inimizade” de Génesis 3:15 sobre a sua iminente batalha com “A Senhora vestida de luz.”
Os autores dos artigos qui revistos e compilados a partir de numerosas fontes argumentam que estamos no meio da Grande Apostasia: aquele conflito final pelas nossas almas, pela Igreja Católica e pelo mundo, que, como a evidência demonstra, é a substância do “Terceiro Segredo” de Fátima — suprimido pelos Papas durante 40 anos, desde 1960, e deturpado e minimizado pelo Cardeal Angelo Sodano em 13 de Maio de 2000, por altura das beatificações de Jacinta e Francisco Marto, e pelo Cardeal Josef Ratzinger em 26 de Junho do mesmo ano.
Este livro é de leitura obrigatória, especialmente para aqueles que não conseguem ver (ou que ignoram) a relação directa entre o “Terceiro Segredo” de Fátima, ainda por revelar, e o empobrecimento espiritual da Igreja milenar, os cataclísmicos acontecimentos humanos de hoje, e a displicente falta de orientação, intelectos obscurecidos e laxismo moral do clero, dos políticos e dos “fiéis” desorientados, perante o mal sobre-humano que o adversário de Deus, assassino das almas, soltou no meio de nós.

Padre Charles Fiore


Agradeço-lhes o livro O derradeiro combate do demónio, que acabei de ler. Este último livro [que editaram] apresenta mais uma vez uma erudição do mais alto nível. O P.e Kramer esforçou-se por ser objectivo e exacto, e ao mesmo tempo o mais caridoso possível em tais circunstâncias, embora a sua finalidade fosse levar o combate ao próprio Vaticano, ao nomear os quatro Cardeais que se pode provar serem culpados das acusações que ele lhes faz. À semelhança de milhares de outros “Fiéis anónimos” espalhados por milhares de paróquias em todo o Mundo, eu tenho também combatido o bom combate desde que, a seguir ao Vaticano II, as mudanças começaram - e nenhum de nós conseguiu sucesso algum. Nunca, em ocasião alguma, nem um Bispo nem o Papa veio defender-nos ou salvar-nos, ao longo destes últimos quarenta anos; por isso sou realista e não espero um tal milagre num futuro próximo.
Hoje somos confrontados não com a heresia, mas com uma apostasia quase total! Os Católicos de hoje, na sua vasta maioria, nem sequer procuram a verdade; e isto porque estão totalmente condicionados anão saber nem querer saber o que Deus quer deles.
Os Bispos têm medo de se opor à linha do partido, porque sabem que podem ser destruídos com facilidade se o fizerem. Ora isto é ainda mais verdade em relação a qualquer sacerdote que “pise o risco”. Pode ver-se como é segura a posição dos Bispos no Canadá e na América, porque nenhum deles teve que se demitir por causa do escândalo dos homo/pedófilos.
Não parece que os Bispos comecem a preocupar-se com o que diz respeito a Fátima - até que Deus finalmente inicie o Seu terrível castigo. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores!

Padre Ed, Canadá


A revelação que o P.e Kramer fez do «grande crime... cometido contra a Igreja Católica e o Mundo em geral», devido à recusa de consagrar a Rússia ao Imaculado Coração de Maria, enquanto se suprime deliberadamente e com conhecimento de causa o Terceiro Segredo de Fátima, é tão preocupante como metódica. O P.e Kramer enquadrou o livro sob a forma de uma acusação legal: definindo o crime; apresentando as provas do crime; indicando os suspeitos de terem perpetrado o crime, os seus motivos e a defesa que eles fizeram das suas acções; e as consequências devastadoras que já resultaram deste seu crime - e que continuarão a aumentar em intensidade, até que tal crime seja neutralizado.
O livro é implacável. Mas é incomensurável também o crime. O livro dá voz à cólera e à consternação dos fiéis perante o facto de a Santa Sé não ter feito a Consagração da Rússia a Nossa Senhora, da maneira que Ela própria pediu. É uma exposição das várias (supostas) consagrações que se realizaram. É, ainda, uma condenação enérgica ao facto de não ter sido revelado o último Segredo de Fátima, segundo o pedido de Nossa Senhora; e é apresentada uma série inquietante das tristes e funestas consequências, presentes e futuras, resultantes de não ter sido feita a Consagração e de não ter sido revelado o Segredo.
O livro é preocupante ao fazer prenúncios do futuro. Contudo, fortalece a Fé e a esperança no triunfo final do Imaculado Coração de Maria sobre o Maligno e os seus sequazes.
Devia ser publicado sem hesitação e distribuído por toda a parte. Deviam enviar-se exemplares, sem dúvida alguma, aos dirigentes da Igreja mais importantes, tanto nos Estados Unidos como nos outros países, e, evidentemente, ao próprio Santo Padre.

Padre Louis, Estados Unidos


Quero agradecer-lhes por me terem enviado dois exemplares do livro do Padre Kramer O derradeiro combate do demónio.
A minha falta de vista faz com que me seja quase impossível ler. Por isso, tive de pedir a um dos meus amigos que me lesse o livro. Mas devo dizer que apreciei cada capítulo, embora a conduta daqueles patifes no Vaticano me despertasse a ira.
Sim, o P.e Kramer fez um óptimo trabalho ao produzir o livro, e merece os meus parabéns. Sou da opinião de que devia ser publicado sem mais tardança, e sem mudar uma só palavra.
Permitam-me que junte a esta carta 1.000 dólares para ajuda da impressão deste livro maravilhoso.
Padre Augustine, Austrália
O livro (O derradeiro combate do demónio) apresenta as considerações mais pertinentes sobre o ataque a Deus, à Igreja e a Maria Santíssima.
Enviem excertos ou exemplares a bispos e sacerdotes, sobretudo os da Igreja Ortodoxa, que não sabem nada da Mensagem de Fátima.
É necessário dar Fátima a conhecer aos Ortodoxos, porque eles estão no centro da tempestade. Mas, como eles têm um verdadeiro amor a Maria, podem ser a solução para divulgar a mensagem.

Monsenhor John, Estados Unidos








http://www.4shared.com/office/FQyHtWT-/paul_kramer_-_a_derradeira_bat.html




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Re: Credo

Mensagem por Lucas B. em Qua Jun 27, 2012 11:30 am

Eu não aceito fé imposta porque a fé é uma questão muito íntima e para que ela seja forte, por pequena que seja, ela tem que ser cativada.
Não há imposição quando nos é dada a opção de decidir-se por ela ou não, mas repito, isto é algo que recebemos, e não que criamos, não podemos (ou melhor não devemos) fazer concessões sobre isso sob o risco de o que legarmos já não ser mais o que recebemos, e assim não se preserve o seu conteúdo, sua essência. Se me restam dúvidas quanto a isso, cabe a mim, procurar conhecer ainda mais e não descartar o desconhecido.
Ex: se eu tento entrar em um estabelecimento e na porta sou barrado, não seria o correto simplesmente tentar entrar por fina força, mas primeiramente saber o porquê de ter sido barrado.

Com esse texto eu tentei isso, e o fiz para os que estão sem fé, não para os que já a possuem. Mesmo assim, duvido que muitos que leram esse texto aqui nesse fórum, já não tiveram ou tem ainda muitas dúvidas.
Por acaso pensou então em como isto será visto pelos que supostamente "já têm fé"? E os demais, como esclarecer as dúvidas de alguém acrescentando mais dúvidas? O que me levaria a ter Fé em algo que desconheço e desconfio? Tal qual nos apresenta a profissão de Fé "Católica"?
Esse texto foi publicado há dois anos no Recanto das Letras, e num fórum sobre Nova Ordem Mundial, um verdadeiro ninho de ateus, gnósticos, agnósticos, céticos, protestantes, espíritas, ocultistas. Ao todo já teve mais de mil leituras ou visualizações e nesse fórum lutei sozinho defendendo a fé católica e tentando desfazer as dúvidas/ataques do censo comum. Posteriormente apareceram mais dois ou três.
Reconheço o esforço, no entanto a que se considerar que em um meio onde tudo "parece errado", deve ser mais fácil "parecer certo".
Se um por cento dos que leram, entenderam e voltaram a ser religiosos, já terá sido válido meu trabalho e terei cumprido o que Nossa Senhora pediu.Coisa que nem O Karol Wojtyla e nem o Sr. Ratzinger , sabe-se lá porque cargas d’águas, não fizeram: Consagrar a Rússia. E o pior, o nosso sumo pontífice quando ainda era cardeal tentou encobrir, junto com outros, a revelação dos segredos. Isso consta no livro “A Derradeira Batalha do Demônio” de Paul Kramaer. Porque eles não obedeceram a Nossa Senhora? Porque não estava no CIC. Que se cuidem.
Se o próprio admite não saber porque "cargas d’águas" não foi feito, é temerário considerar ter sido isso um erro. Mas como podemos constatar, via de regra faz de seu "desconhecimento" a base de seu conhecimento.
Ora as mesmas acusações pesaram por exemplo sobre a atitude de Pio XII durante a segunda guerra, e somente hoje podemos ter noção dos frutos de tal atitude. Se a mesma atitude foi o procedimento adotado pelos últimos cinco Papas, há um motivo, se o desconheço, me resigno à confiança, confiança baseada no que conheço, e o que conheço é que os mesmos fizeram muito mais pela Igreja, pela Fé, e por Nossa Senhora, muito mais do que eu e você nesses fóruns, ou o Sr. Paul Kramaer em seus livros.
“Desceu aos infernos” pode ser mudado para Mansão dos Mortos? Pode.
“Perdoai as nossas dívidas” pode ser mudado para “perdoai as nossas ofensas”? Pode. Ou seja, mudaram até as palavras de Jesus.
As palavras não mudaram o que Jesus disse, muito pelo contrário, facilitaram a preservação daquilo que Jesus disse, afinal, se "Infernos e dívidas" podem levar à errôneos sentidos e assim modificar a essência do que foi dito, melhor é que a essência seja preservada, pois:
Infernos - já discorri anteriormente neste tópico
Dívidas - todos sabemos que dívida poderia ser entendida simplesmente como valor real, material ou serviço debitado entre homens, e ofensa designa específicamente a situação do pecado em relação a Deus e aos homens.
Agora, omitir a citação do Pilatos, por entender que nela não houve culpa e pelo contrário, sendo alheio a religião dos judeus, tentou absolve-lo, enquanto o os maiores interessados faziam o contrário com o próprio Messias, não pode.
Pode, já disse muito mais do que isso pode ser omitido. Você acreditar nessa omissão pela sua concepção da atitude de Pilatos, também pode. O que não se pode é defender que a Igreja esteja errada ao considerar e Crer diferente, isso já não é sua Fé e sua Crença.
O propósito é fazer raciocinar e mostrar que mesmo sem entender, ou não entender determinados dogmas ou mistério, não é motivo para se afastar da Igreja.
O que é estar próximo da Igreja? O que é se afastar da Igreja? Nada mais é do que Crer no que a Igreja Crê, ou não Crer no que a Igreja Crê, apesar de que a pertença é algo que em última instância só Deus o sabe.
E é melhor aprimorarmos nossa consciência, do que ficar à espera de quem sabe, mas não explica, não se importa de antecipar dúvidas e as vezes nem querem ensinar, por acharem que este mundo é uma maravilha.
É melhor aprimorarmos o nosso conhecimento, do que ficar a espera de quem sabe e não explica. Se alguém sabe é porque aprendeu, se o conhecimento não vem até mim, eu devo procurá-lo, não supô-lo ou criá-lo.
Eu me submeto ao Clero naquilo que compreendo e aceito. Se fizer contrário disso, estarei sendo hipócrita. Isso é direito de todos.
Onde há completa compreensão e aceitação não há submissão e sim concordância, extinta é a necessidade de ensino. Eu me submeto ao Clero no exercício de sua função Ministerial de Cristo, entre elas o ensino da Doutrina, e não há necessidade de submissão em questão particular, isto é: em seus erros, eu não sou obrigado a imitar o erro de qualquer membro do Clero enquanto pessoa. Se no que me é ensinado eu não tenho a capacidade de diferenciar o certo e o errado, não sou responsável por esse erro. Nisso consiste a confiança na Igreja, confiar não é ser hipócrita, e mais do que um direito a confiança é um dever a que todos são chamados na Igreja.
O exemplo de Fátima é para mencionar isso. Nem o papa obedece a Virgem Maria de quem é tão devoto.
Então o exemplo é para quê afinal? Mostrar que qualquer um pode e deve também ser desobediente ao que ensina a Igreja? Bela maneira de trazer "devolta" ovelhas ao aprisco. Mas que aprisco, o subjetivo de cada consciência ou o objetivo de uma Igreja deixada por Cristo?
Você é um dos que beijaria a mão desses dois.

Beijar a mão não é o reconhecimento do caráter particular da pessoa, e sim da dignidade da missão Sacerdotal a que se dispôs, se o mesmo não lhe faz juz, deverá prestar contas a Deus. Para nós a dignidade Sacerdotal permanece algo a ser reverenciado.
Em quem acreditar? Fica difícil. Então é preferível acreditar no "coração" do que na autoridade.
Um coração confuso não sabe diferenciar, não sabe em quem acreditar, se não se sabe em quem acreditar não se deve acreditar em ninguém, e assim toma-se o certo pelo errado e o errado pelo certo, o bom pelo mal e o mal pelo bom, o joio e o trigo são cortados juntos. E assim vê em si mesmo o "refúgio" para essa confusão. Acomoda-se com esse refúgio e deixa de buscar a capacidade de reconhecer em quem acreditar ou não.
Afinal seremos julgados por nossa consciência ou por nossa obediência à consciência dos outros?
De nada me acusa a consciência; contudo, nem por isso sou justificado. Meu juiz é o Senhor. (I Cor 4,4)

Quanto ao demais, neste tópico me parece intermissão, não comentarei, se alguém puder e quiser faça uso retendo o que for bom, eu primeiramente busco fundamentar o meu conhecimento no que me diz a Igreja que escolhi, às obras de ficção e outras quaisquer o seu devido lugar não será para mim primário. Eu sigo...

Vinde Senhor Jesus!

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Re: Credo

Mensagem por Lucas B. em Qua Jun 27, 2012 12:15 pm

Sentado à direita de Deus Pai

Bem mais simples, já foi explicado pelo Sr. Fabricio no tópico http://quemtembocavaiaroma.livreforum.com/t1177-assumo-o-risco , então me resumo a utilizar apenas outras palavras.
Verdadeiramente trata-se de uma analogia, sempre utilizada quando tenta-se descrever uma realidade que não conhecemos como o Céu por exemplo. Deus é para nós como um Rei é para seu povo, soberano.
Ora, por toda antiguidade convencionou-se que o Rei exerce esse poder a partir do trono, que é nessa simbologia também a representação dessa soberania. Então logicamente e como a história prática nos demonstra, os principais decretos oficiais e sentenças de um Rei eram proclamados a partir do trono, sentado sobre a soberania.
Não se pode tomar como uma realidade estática, simplesmente porque como "realidade" e não simbologia não é aplicável, onde são os limites de Deus Pai, para que se possa dizer aqui é a sua direita ou sua esquerda? A única pessoa da Trindade "realmente" contida em uma forma é Jesus, em forma humana, as demais prescindem de "forma" senão de maneira simbólica para a compreensão humana.
E por que Jesus também estaria sentado? E não apenas à direita?
Antes mais uma explicação: o "à direita" é relativo ao fato da maioria das pessoas serem destros, logo: "lado forte." Daí também deriva: "braço direito".
Voltando à questão do trono, historicamente e na simbologia todos os demais abaixo do Rei no exercício da soberania permaneciam à direita, ou esquerda, ou centro, de pé ou joelhos; e os únicos a quem eram cedidos permanecerem sentados seriam àqueles que dividem (ou compartilham) o poder com o Rei, o fariam também em tronos. O primeiro lugar hierarquicamente após o Rei, à direita (o lado mais forte), geralmente à Rainha como em: ...a rainha está à tua direita, vestida com ouro de Ofir. (Sl 44/45, 10), ou ao Principe herdeiro, o primogênito.
Apesar de termos com razão, Nossa Senhora como Rainha (pois mãe de Rei), o direito de estar "sentado à direita do Pai" cabe única e exclusivamente "àquele que compartilha o mesmo poder, soberania" do Pai: Jesus.
Logo ele não é só "um à direita do Pai", e sim aquele que senta à direita do Pai, com tudo o que essa simbologia representa.

Espero ter ajudado a esclarecer mais esse ponto. Pode ser omitido? Sim. Pode ser negado? Não.
Vinde Senhor Jesus!

Lucas B.

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Re: Credo

Mensagem por Halmenara em Sex Jun 29, 2012 5:51 am

Se o próprio admite não saber porque "cargas d’águas" não foi feito, é temerário considerar ter sido isso um erro. Mas como podemos constatar, via de regra faz de seu "desconhecimento" a base de seu conhecimento.

Você que sabe tudo, sabe o porquê?
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Re: Credo

Mensagem por Halmenara em Sex Jun 29, 2012 6:02 am



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