Casamento homossexual

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Re: Casamento homossexual

Mensagem por Pe. Anderson em Seg Jan 31, 2011 6:02 pm

Caros amigos,

Vale a pena lembrar aqui qual é a doutrina oficial da Igreja sobre esse tema. Do Catecismo da Igreja Católica:

§2357 CASTIDADE E HOMOSSEXUALIDADE A homossexualidade designa as relações entre homens e mulheres que sentem atração sexual, exclusiva ou predominante, por pessoas do mesmo sexo. A homossexualidade se reveste de formas muito variáveis ao longo dos séculos e das culturas. Sua gênese psíquica continua amplamente inexplicada. Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves, a tradição sempre declarou que "os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados". São contrários à lei natural. Fecham o ato sexual ao dom da vida. Não procedem de uma complementaridade afetiva e sexual verdadeira. Em caso algum podem ser aprovados.

§2358 Um número não negligenciável de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais profundamente enraizadas. Esta inclinação objetivamente desordenada constitui, para a maioria, uma provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar a vontade de Deus em sua vida e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar por causa de sua condição.

§2359 As pessoas homossexuais são chamadas à castidade. Pelas virtudes de autodomínio, educadoras da liberdade interior, às vezes pelo apoio de uma amizade desinteressada, pela oração e pela graça sacramental, podem e devem se aproximar, gradual e resolutamente, da perfeição cristã.

Deixo também um outro texto aqui para colaborar com nossa reflexao sobre o mesmo tema:

NOVOS DISCRIMINADOS: CRIANÇAS ADOTADAS POR HOMOSSEXUAIS

Fala Ingrid Tapia, especialista em direitos humanos

Por Omar Árcega
QUERÉTARO, terça-feira, 18 de janeiro de 2011 (ZENIT.org-El Observador) - Ingrid Tapia, advogada, especialista em direito constitucional e direitos humanos, professora decana de direito romano no Instituto Tecnológico Autônomo do México (ITAM), "dedicada à família, às causas de gênero e às crianças desde que estão na barriga de suas mães", fala com ZENIT-El Observador sobre o "casamento homossexual", aprovado recentemente na região do Distrito Federal do México, por exemplo.

ZENIT: Era necessário criar o "casamento homossexual"?

Ingrid Tapia: Todas as pessoas de um país devem ser reconhecidas pelo Estado, todos nós devemos fazer um esforço por incluir e não discriminar as pessoas por sua preferência sexual ou crença religiosa. Estar comprometidos com a não-discriminação não significa que as leis das maiorias devem ser criadas segundo o capricho das minorias. É uma pena que no país não exista o reconhecimento que ofereça segurança jurídica às pessoas com uma preferência sexual homo, mas é uma pena também que degradem a instituição do casamento.

ZENIT: Por que se degrada o casamento?

Ingrid Tapia: Porque, ao permitir o "casamento" homossexual, fazem acreditar que o casamento serve para regulamentar a relação de um casal e essa não é sua função; os casais adultos não precisam de nenhuma lei para amar-se, estar juntos ou se separar; o casamento foi criado para proteger a família, e não o casal; e, ao reduzir o casamento a uma mera regulamentação da vida do casal, ele acaba sendo degradado. O casamento é para formar uma família, essa é a grande perda.
Da relação heterossexual (homem e mulher) surgem os filhos, e o casamento foi feito para regulamentar a existência dessas pessoas, garantir sua subsistência. Os relacionamentos homossexuais nunca se enquadrarão neste caso; o casamento é como um vestido "tamanho 40" que estão tentando colocar nos relacionamentos "tamanho 10": ficam grandes demais.

ZENIT: O que dizer com relação às adoções por parte de homossexuais?

Ingrid Tapia: Isso é o cúmulo. Na França, Inglaterra e em 46 estados da União Americana, a adoção homoparental é proibida. O que a corte fez é um ultraje; as crianças são concebidas como objetos de satisfação, e não como sujeitos. Acredita-se que é obrigação entregar as crianças e que existe o direito de adotá-las, mas o que existe é o direito de ser adotado.

ZENIT: Quais foram os critérios adotados em outros países?

Ingrid Tapia: Sempre que se recusou a adoção homoparental, o argumento foi: enquanto não saibamos se causa dano ou não crescer com duas pessoas do mesmo sexo, não podemos dar para adoção, porque não podemos fazer experimentos com essas crianças. No México, nos debates do Tribunal, uma ministra, em poucas palavras, disse: "Então vamos dar as crianças em adoção e ver o que acontece".

ZENIT: Silenciam as vozes que são contra...

Ingrid Tapia: Sai todo o mundo falando sobre o estado leigo, que não quer ouvir o que dizem os padres, religiosos e leigos comprometidos, mas a maior responsável por creches e orfanatos é a Igreja. O mínimo que se pode fazer quando você vai decidir sobre a vida de uma criança é pedir a opinião de quem cuida dela.

ZENIT: Quais são os problemas enfrentados pelos filhos adotados por casais homossexuais?

Ingrid Tapia: A criança em adoção seria destinatária de desprezo devido às decisões de seus pais. Explico: em um programa de rádio na Cidade do México, fizeram uma pergunta aos ouvintes: "Você deixaria seu filho brincar na casa de um amigo que tivesse dois pais ou duas ‘mães'?". Mais de 80% das pessoas disseram que não permitiriam que seus filhos frequentassem uma casa com dois "pais", mas deixariam, se fosse uma casa com duas "mães". E depois dizem que não existe discriminação.

ZENIT: Diante das determinações legais, é possível fazer alguma coisa?

Ingrid Tapia: Um ato aprovado em um Estado é válido em toda a República, e esse é o argumento dos casais homossexuais. Mas não podemos esquecer de que esta é essencialmente uma batalha cultural; certamente irão a cada Estado da República para promover esta visão distorcida. Os grupos da sociedade civil e as maiorias devem reagir, para ter leis de acordo com seu pensamento. O espírito democrático é que a lei reflita os sentimentos e pensamentos das maiorias, sem ferir as minorias. Há uma diferença abismal entre não discriminar os que são diferentes e ser refém deles.
Essa minoria também é organizada para nos refutar na mídia alternativa e formal; não é que os mexicanos são a favor do aborto, mas se aqueles que dirigem os noticiários importantes o são, damos a impressão de que todos são a favor também. Precisamos formar melhor nossos líderes de opinião, falta ter uma base de resposta, ser mais proativos como sociedade.

Fonte: http://catecismo-az.tripod.com/conteudo/a-z/h/h.html#homossexualidade

Grande abraço a todos.
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Pe. Anderson
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Recapitulando o catecismo, a tradição e a escritura inserindo-as nas vantagens dos homossexuais à evolução das especies

Mensagem por Petrus Romanus em Seg Jan 31, 2011 11:17 pm

Caríssimo Pe. Anderson

Sobre o catecismo da igreja, creio eu que essa questão já nos havia sido apresentada e, creio eu, que bem respondida, eu de maneira muito objetiva, concordo com o senhor sobre a questão de que os homossexuais nascentes deveriam se ajuntar à castidade que está em Cristo Jesus, quero só complementar deste ponto que assim com São Paulo nos disse, os que ESCOLHERAM vida homossexual devem lavar-se e santificar-se perante Deus (1 Corintios 6:11) e não, talvez, tomar do cálice da preciptação de um celibato.

Discordo do catecismo em um ponto por dois fatos. Discordo no ponto de que todos os homossexuais devem se entregar a castidade, pois nos disse São Paulo:
"Mas, se não podem guardar a continência, casem-se. É melhor casar do que abrasar-se." (1 Corintios 7:9) [ Na NTLH diz-se: "Mas, se vocês não podem dominar o desejo sexual, então casem, pois é melhor casar do que ficar queimando de desejo"]
Eu pergunto: Que devem fazer os homessexuais nascentes que não conseguem conter seus desejos sexuais? São Paulo disse pra casar, e o senhor? (peço somente que não respondas que tais homossexuais não existem, pois sabe-se muito bem, por estudos, que os impulsos homossexuais são tão ou mais fortes que os heterossexuais, por serem demasiadamente reprimidos; peço-te também que não respondas que tal pessoa ore e faça jejum com o objetivo de expulsar o exu do homossexualismo, pois ja ouvi esta explicação rizonha)
E o outro fato se baseia em que, eu e todos os que se interessarem em conhecer a verdade sem preconceito, podemos, nesse assunto, ter mais aptidão no falar do que toda a tradição referente a esse assunto, pois dispomos de verdades, hoje, que a tradição jamais conheceu, uma delas é que existem homossexuais que nascem de tal forma e que seria demasiadamente desumano força-los a ser o que não são. Pe. creio que o senhor concorda comigo que a tradição evolui em seu conhecimento, de acordo com a capacidade de interpretação de seus presentes fazedores, pois o espirito que é justo e consolador não lhes pôde revelar aquilo que não estavam preparados para ouvir, um bom exemplo disso é o fato de que os discipulos quando estavam com o Cristo não o compreendiam de maneira clara, por isso cada um deles tinha sua propria opinião (Lucas 18:34 ; Lucas 9:19-20 ; João 6:64), mas depois da manifestação do espirito que revela a verdade eles creram e se lhes abriram os olhos (Lucas 24:31). Portanto até que os espirito que traz a verdade nos console a tradição acalenta certa opinião, mas quando nos é apresentado o espirito santo da verdade, devemos tomar a posição da verdade.

Sobre a afirmação de que: "Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves, a tradição sempre declarou que "os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados"". Peço que leias novamente a sagrada escritura de maneira clara e sem preconceito e verás que os que ali são condenados são apenas aqueles que escolhem ser homossexuais e não o são realmente. No texto de Romanos vemos claramente que os homens DEIXARAM de usar de modo natural a mulher e passaram a ir com homens (1:27) e as mulheres MUDARAM ãs relações naturais (1:26), creio que o senhor interpreta a palavra "deixar" como alguem que larga uma coisa e pega outra, escolhendo tal atitude, e a palavra "mudar", como alguem que era uma coisa e não é mais. Dar outra interpretação a isso, a saber, que somente os homossexuais que escolheram isso é que são os condenados, por estarem cheios de imundicie (1:29), é dar um bolo no espirito da verdade. Quanto a 1 Corintios 6:9, o versiculo 11 deixa claro que algumas pessoas eram isso e não são mais, e Paulo aconselha elas sairem disso, caracterizando claramente que a passagem se dirige somente aos que tem escolha de se tornarem heteros, evidentemente excluindo os que nasceram assim, pois tais não são citados. O texto de 1 Timoteo 1:10, é ainda mais claro ao dizer que a lei contra homossexuais é a para os rebeldes, deixando claro que ser rebelde é fugir dos padrões normais, caracterizando mais uma vez que são condenados somente os que, por rebeldia contra o natural, deixaram o uso correto para eles e foram para os seus contrarios. O de levitico obviamente se restringe a seleção do povo de Deus dos demais povos, tanto de calamindades patologicas desconhecidas dos homens da epoca, mas reveladas por Deus para os deixar ilesos frente aos povos, tanto de calamidades religiosas referente a tais praticas. (Peço mais uma vez que não me digas que tal interpretação parece enrolação antes de ler as palavras "deixaram", "fostes" e "rebeldes", pois elas existem na biblia e não devem ser deixadas de lado por preconceitos)

Quanto a degradação casamento-familia, postarei um estudo que acho que não leste ainda:
"Do ponto de vista da Teoria Evolução das Espécies (1859 - Charles Darwin), existiria uma vantagem em a natureza preservar este fenômeno, caso contrário, ela já teria sido eliminada pela seleção natural, pois o que não trás vantagens para adaptação e preservação das espécies é eliminado. Bem, aqui começa uma brilhante e polêmica discussão. Alguns psicólogos evolucionistas e biólogos levantam a hipótese, ainda não comprovada cientificamente, de que a homossexualidade é parte da história evolutiva dos seres, portanto a orientação homossexual existe para preservar a vida das espécies no planeta. Se não houvesse regularmente uma boa porcentagem de homossexuais nas populações, será que nosso planeta já não teria sido superpovoado e entrado em colapso?. Pois bem, esta é a hipótese: a homossexualidade teria como função conter a explosão populacional das espécies no planeta, servindo para regular e equilibrar estas populações, já que homossexualidade não leva a reprodução. Portanto, a orientação homossexual seria um acerto da natureza, não existindo nenhum erro, pois ela é algo altamente positivo para preservar a vida." (Esta pesquisa foi apresentada em novembro de 1994 na Sociedade de Estudo Científico da sexualidade em Miami - EUA.) O estudo sugere que a homossexuais podem ser classificados como os “ajudantes do ninho”. Ou seja, eles não se reproduzem, mas ajudam seus parentes, como sobrinhos e irmãos em sua sobrevivência, para que estes se reproduzam. Dessa forma, o homossexual estaria perpetuando os genes de sua família da mesma forma. Essa pesquisa foi feita em Samoa, uma ilha do Pacífico, pois lá homens que gostam de homens são reconhecidos e aceitos como um terceiro sexo. Eles os chamam de fa’afafine – que quer dizer “nem homem nem mulher”. Os cientistas notaram que os fa’afafine são muito mais inclinados a ajudar seus parentes do que homens ou mulheres heterossexuais. Para descobrir se esse altruísmo era relacionado aos seus parentes ou a todas as crianças, os cientistas recrutaram alguns fa’afine e comprovaram – eles protegem aqueles da mesma família e, dessa forma, conseguem fazer com que seus genes passem adiante sem a reprodução. A conclusão foi que homossexuais seriam “super tios” encarregados de proteger a cria de sua família, mesmo sem se reproduzir. Sem contar que casais homossexuais são beneficos em aumentar grande porcentagem da adoção de filhos no pais, tirando e dando um lar para milhares de crianças"

Querido Pe. peço que leias com atenção todo o texto, ele se tornou muito explicativo, apesar de longo, queira me desculpar se eu estiver errado, mas me pareceu que o senhor não leu completamente todas as minhas postagens sobre esse assunto no forum, perdoe minha ignorancia se eu estiver errado, mas se eu estiver certo, lei-as por gentileza!

Que a unidade do espirito santo faça dos fieis um só corpo e um só espirito!




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Re: Casamento homossexual

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Qua Fev 02, 2011 3:26 pm

Se quisermos analisar este tema não à luz do mundanismo, mas à luz do Espirito de YHWH, revelado na Bíblia chamo a atenção para lerem a minha intervenção mencionada no tópico «homofobia» clicando nos seguinte links:
http://quemtembocavaiaroma.livreforum.com/t727-homofobia#7568
http://quemtembocavaiaroma.livreforum.com/t727-homofobia#6328
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A bíblia não é contra o homossexualismo, ela é contra quem quer depositar fardos pesados em seus irmãos

Mensagem por Petrus Romanus em Qui Fev 03, 2011 10:31 pm

Caríssimo senhor Manoel, pela terceira vez tratarei dos assuntos biblicos referentes a essas questões, tentarei tratar da maneira mais clara e explicativa possivel e peço que o senhor leia todas as minhas postagens sobre esse assunto, para, se quiser, dicscutirmos de maneira precisa e objetiva sem preconceitos.

Caríssimo antes dos textos biblicos que supostamente são contra o homossexualismo nascente iremos às conclusões tiradas anteriormente

1) Existem três tipos de homossexuais: os que nascem assim, os que escolhem ser assim e os que o são assim por traumas psiquicos.
2) Somente os que escolhem ser assim podem ser totalmente, digamos, "santificados". Os que nascem assim, de certa maneira, como não possuem desejos por mulheres (ou uma mulher lesbica não possui desejos por homens) estão ausentos de escolha, pois ou é assim ou é assim e nada mais, a genetica é inmodificavel e não deve ser considerada doença, pois se tal o fosse, nós seriamos a junção de "doenças" no DNA de animais que proporcionaram o nosso estagio evolutivo, portanto nós seriamos doentes e nossos atos atos de uma pessoa doente e os animais primitivos os sãos, portanto o homossexualismo não é doença. Os de carater psiquico, que aqui foi pouco abordado, se tratam de casos de grandes traumas quando na infancia o que pode gerar uma grande sensibilidade no individuo, ou uma dureza maior, tal caracter por ser de ordem sub-conciente, marca a pessoa como uma folha de papel, você pode desamassar, mas ela sempre irá manter a marca, e as vezes a marca é a mais evidente que a "lisura" da folha.
3) Ser contra alguem que o é de nascença é o maior de todos os desamores, pois seria como rejeitar seu semelhante por pre-conceitos antiquados, ser contra o que "é" alguma pessoa que nasceu assim, é ser contra o que você é também, pois tanto o que é o homossexual que nasceu assim, o é também o heterossexual.
4) "É Deus quem forma a mente deles e quem sabe tudo o que fazem." (Salmos 33:15). Você irá contra o que Deus formou?

Os primeiros textos que o senhor usou se referem aos textos de Revelação 22:15 e o qual nos diz: "Fora os cães, os envenenadores, os impudicos (ou os que cometem imoralidade sexuais), os homicidas, os idólatras e todos aqueles que amam e praticam a mentira!"
Concordo, pois eu jamais poderia discordar da biblia, mas vamos le-la com calma? Peço apenas que note uma coisa: "fora estão OS cães, OS impudicos, OS... " (note que são os que SÃO assassinos, não havendo distinção), e a senteça do grego que traduz-se por "os impudicos" é και οι πορνοι (kai oi pornoi) que significa claramente os que vivem na prostituição os que são promiscuos. Esse versiculo em relação aos que são homossexuais se apraz muito, pois a maioria deles se tornam "impudicos", creio que foi por este motivo que o senhor o citou, mas existem milhares de homossexuais que por não terem o amor da aceitação de seus irmãos na igreja saem e fundem uma outra ou se adequam a uma ordem religiosa qualquer, para que assim, eles possam adorar a Deus e SEREM eles mesmos, se unirem a Deus, pois como serão um só espirito com Deus se seus espiritos não pertencerem a eles proprios e sim à sociedade e às mentes velhas que o impoem o que devem ser? De maneira nenhuma poderão se ajuntar a Deus se eles não existirem. Pela nossa falta de amor ao irmão, pois ele é diferente de nós, pela nossa arogancia em interpretar a biblia não de maneira clara, mas de maneira superficial, temos permitido que milhares de pessoas caiam no fogo da promiscuidade, nosso falta de amor fez o irmão se escandalizar, e o sangue deles vira sobre nós, não permitimos que eles se unam matrimonialmente por nossa ignorancia, não permitimos que eles fiquem na promiscuidade, que é consequencia da anterior proibição, a unica coisa que permitimos é que eles se entreguem ao celibato, como se Deus excluisse-os do amor conjugal fazendo acepção de pessoas, e se se entregam ao celibato impedimos eles de se unirem a Deus e a Igreja numa só unidade, pois eles não serão eles mesmos e não poderão jamais aceitar um Deus que os excluiu. Quão generosos estamos sendo! "Atam fardos pesados e esmagadores e com eles sobrecarregam os ombros dos homens, mas não querem movê-los sequer com o dedo." (Mateus 23:4). "Portanto, se aquilo que eu como leva o meu irmão a pecar, nunca mais comerei carne, para não fazer meu irmão tropeçar." (1 Coríntios 8:13)

Os textos de Efésios 5:5; Gálatas 5:18-22; também se referem ao assunto da impureza sexual, não falando só de homossexuais, mas também de heterossexuais, pois é claro que quem não consegue se conter deve casar (1 Corintios 7:9)

Sobre o texto de Levítico 20:13 e Levitico 18:22, que tal lermos verdadeiramente a biblia? Minha explicação sobre este, acho, havia sido satizfatoria, mas agora colocarei-a de maneira total, no ambito de estudos teologicos e historicos do fato, e num âmbito de estudos hermeneuticos sobre os escritos do levitico.

A prática de amor entre pessoas do mesmo sexo é anterior a propria biblia (vale ressaltar que a homossexualidade nas cadeias da evolução sempre existiu, desde os primeiros animais sexuados, sendo o homem consequente de tal fato a homossexualidade é tão antiga quanto a heterossexualidade e devem derivar de milhões de anos atras), o primeiro relato de relacionamento homossexual foi o de Khnumhotep e Niankhkhnum, eles foram serventes reais egípcios. Ambos compartilhavam o título de "supervisores dos manicuros" do palácio do rei Niuserré durante a V dinastia - cerca de 2400 a.C. - e são registrados como "confidentes reais" em suas tumbas conjuntas. Especula-se que eles representam o primeiro registro de união homossexual da História. A tumba dos manicuros foi descoberta pelo arqueólogo Ahmed Moussa em 1964 na necrópole de Sacará, Egito e é a única naquele sítio onde são mostrados homens se abraçando e de mãos dadas. (tumbas conjuntas indicavam união de casais geralmente). Ao longo da história da humanidade, os aspectos individuais da homossexualidade foram admirados ou condenados, de acordo com as normas sexuais vigentes nas diversas culturas e épocas em que ocorreram. Em uma compilação detalhada de materiais históricos e etnográficos de culturas pré-industriais, "forte desaprovação da homossexualidade foi relatada em 41% das 42 culturas; aceita ou ignorada por 21% e 12% não relataram tal conceito. Das 70 etnografias, 59% relataram a homossexualidade como ausente ou rara em frequência e 41% a relataram como presente ou como não incomum". No antigo oriente, a homossexualidade foi muito praticada. Entre os hititas, povo vizinho e inimigo de Israel, havia uma lei autorizando o casamento entre homens (1400 a.C) e em varios povos como os egipcios por exemplo. Muitas das leis que Deus deus a Israel tinham como obletivo "imacular" Israel das religiões dos povos vizinhos. No passado Deus, deu a Moisés conceitos sobre : Higiene, controle de doenças como a quarentena e a eliminação do excremento humano, vejam por favor os textos (Lev 13:1-59;14:38,46; Deut 23:13) algo que até os médicos concordam e os cientista atestam. Como queimar a roupa (Deut 13:52) e enterrar o seus excrementos (Deut 23:13). Os israelitas por acatarem essas orientações foram contemplados com boa "SAÚDE" superando as outras nações que não tinha quem lhes orientassem. Para tal também, para que a falta de orientação não se misturasse com a orientação, Deus proibiu a comunhão de crenças, excluindo-os da idolatria, do politeismo, do assassinio, e de rituais homo-idolatricos, pois se a lei de Deus contasse as excessões de permissão isso poderia levar a uma má interpretação e uma maculação da lei de Deus, Deus teve de ser duro, para preservar a cultura de Israel. De modo que esta condenação visa fundamentalmente afastar a ameaça daqueles rituais idolatricos e não a homossexualidade em si. Prova disso é que estes versiculos condenam apenas a homossexualidade masculina: poderia o Deus todo-poderoso ter se esquecido das lesbicas? Ou para YHWH a homossexualidade feminina não era proibida? Logo, considerando o contexto e considerando o relato, esta claro que não foi condenada a homossexualidade, mas, uma imagem idolatrica. Existem apenas dois textos da lei que se referem a homossexualidade em si (e só a masculina, o que prova que não não há condenação de homossexualidade e sim tentativa de imacular e preservar a cultura de Israel) e considerando que existem milhares de outras normas na lei, tais como o comer, e sobre a menstruação e o semem, já foram abandonadas e esquecidas de pratica pela maioria, a super valorização de alguns a estes versiculos, que dizem ser contra o homossexualismo, não é nada, a não ser uma posição velha, machista e preconceituosa para com o irmão. Intolerancia machista e ignorancia que Freud explica!

Isso porque eu acho disnecessario discutir a relação amorosa entre Davi e Jonatas, na qual, se diz que o amor entre os dois era maior que o amar uma mulher, (2 Samuel 1:26). Interessante notar que Deus não condenou Davi e nem se pois contra tal fato, por que será?!

A fim de que alguns não possam falar de Sodoma e de Gomorra, vamos esclarecer! Quando os habitantes de Sodoma declararam desejar conhecer os visitantes, maliciosamente se interpretou o verbo "conhecer" como sinonimo de ato sexual, por dois motivos, primeiro, o verbo um muitas traduções é traduzido erradamente pelo verbo "abusar" ou parecidos, e segundo, Ló quis oferecer suas filhas virgens aos homens, alguns interpretaram que Ló tentou fazer uma equivalencia. O verbo (yadac) "conhecer", aparece apenas em 10 vezes na biblia como significando ato sexual heterossexual e nenhuma vez homossexual, e nas demais 933 vezes ele aparece como conhecer no sentido de "perscrutar" e é nesse sentido que o texto de Sodoma está inserido (os quatro motivos disso, serão tratados a diante). Segundo, Ló ofereceu as filhas virgens dele, primeiro, porque ele mesmo e as filhas dele eram estrangeiros em Sodoma (Gen 19:9), segundo, os homens que estavam em sua casa eram mais imortantes para ele do que suas filhas, como se depreende do relato (do contrario ele teria oferecido os homens), logo a aversão que seria ministrada aos "anjos" que estavam na casa de Ló, Ló preferiu que se fizesse em suas filhas, note que o relato não diz que tipo de aversão era essa (esta claro que todos ou quase todas as centenas de pessoas de Sodoma estavam em frente a casa de Ló, pois Sodoma foi destruida depois que os anjos viram estes que estavam ali, e se ouvessem mais, eles não poderiam ter sido destruidos, pois se sobrassem dez justos, Deus não destruiria os de Sodoma, e se estavam centenas de pessoas ali, será que se espera que, o que se conta, mais de mil pessoas mantivessem atos sexuais com tres homens? Obviamente não, eles seriam linchados, vitimas da aversão ao estrangeiro que tinham os sodomitas, principalmente porque esses anjos se destacaram dos demais, o que pode causar a inveja que leva a ira (Gen 19:9)). Existem quatro motivos que mostram que o pecado de Sodoma era aversão ao estrangeiro e que o verbo seria realmente "conhecer". Primeiro, Deus disse que desceria para ver se o que Sodoma estava praticando estava de acordo com o pecado pelo qual estavam clamando a Deus (Gen 18:21), e Sodoma só recebeu sua condenação quando os anjos viram a aversão (Gen 19:13), será que Deus desceria pra ver atos homossexuais se realizando em sua frente? Quem iria clamar a Deus contra o "pecado" do homossexualismo depois de te-lo praticado, de maneira que este chegasse aos céus? Segundo, os anjos queriam dormir na praça publica, o que demonstra que eles queriam ver a hospitalidade de Sodoma, vale notar que quem os acolheu se salvou (Gen 19:2,14). Terceiro, o versiculo v.9 demonstra a aversão ao estrangeiro. E quarto, Sodoma foi condenada por ser faltosa em justiça (Isaias 1:10;3:9), por adulterio, mentira e falta de arrependimento (Jeremias 23:14), orgulho, intemperança e por não ajudar o indigente e o pobre (Ezequiel 16:49), por falta de hospitalidade (Sabedoria 10:8;19:14. Ecesiastico 16:8), por prostituição (Judas 6) e impiedade (2 Pedro 2:6).

Quanto a Romanos 1:24-32 prossiguiremos...

v.24 "Pelo que também Deus os entregou aos desejos do seu coração, à imundícia, para desonrarem o seu corpo entre si;"
A palavra aqui traduzida por "desejo" e erroneamente em outras por concupisciencia, derivam da palavra grega επιθυμιες (epithymies), que claramente significa "pretende algo que se desejou ou que se quis" ou ainda "gostaria", "queria". Portanto está se referindo claramente aos que DESEJARAM se tornar assim homossexuais aos que QUERERAM ser assim, pois como Deus os entregariam aos desejos se seus corações se os seus corações não desejassem? OU seja, além de ausentar do relato os que nasceram assim, ainda condena que aqueles que não são aquilo que verdadeiramente são dentro de si estão desfavorecidos diante de Deus.
v.25 "Trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram à criatura em vez do Criador, que é bendito pelos séculos. Amém!"
POr favor leia a palavra "trocaram" ou em outras "mudaram". A outra parte diz-se da adoração da criatura, o salmo 33:15, diz que, Deus designa os designios da mente dos homens, se eles são contrarios por exemplo aos designos sexuais, estaram adorando a criatura, assim como Eva ministrou mais adoração à palavra do demonio e não a de Deus, assim também tal pessoa, talvez por curiosidade da carne, abandona o que Deus pois em sua mente e vai atras do que sua carne deseja, se referindo tantos aos homossexuais que abandonam seu estado em mentalidade em Deus e se tornam heterossexuais pela carne, assim também os heterossexuais que abandonam seu estado e se tornam homossexuais.
v.26.27
Peço apenas para que leias a parte da biblia que diz: "mudaram as relações naturais" e "deixando o uso natural", não as pule, essas palavras indicam que Paulo se referia a pessoas que eram alguma e deixaram de ser para serem outras, escolhendo serem assim, ou alguem não ve isso, se esse alguem não ve serei forçado a ir para ao grego, por hora, deixarei que a pessoa deixe o espirito da verdade agir!
v.28.29.30.31.32
Paulo aqui vai explicar porque alguem que escolhe ser de uma condição não nascente é condenado por Deus: "São repletos de toda espécie de malícia, perversidade, cobiça, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade. São difamadores, caluniadores, inimigos de Deus, insolentes, soberbos, altivos, inventores de maldades, rebeldes contra os pais. São insensatos, desleais, sem coração, sem misericórdia.
Apesar de conhecerem o justo decreto de Deus que considera dignos de morte aqueles que fazem tais coisas, não somente as praticam, como também aplaudem os que as cometem."

Para não reescrevermos a biblia novamente, aconselho que quem quer ser da posição do espirito de YHWH, leia minhas outras explicações sobre esse assunto biblico, mas deixarei algumas dicas de leitura da biblia pra os demais textos:

1 Corintios 6:9_ leia o contexto, Paulo deixo claro no v.11 que as pessoas que ele sitou podem mudar e voltar para o que eram, "fostes" "santificados", indicando que as pessoas que ele condenou tem escolha e podem voltar a serem heteros, condição impossivel para quem nasce assim

1 Timoteo 1:10_ Note que Paulo deixa claro que a lei (tanto para os homossexuais quanto para outros que ele cita) foi feita para os rebeldes, ou seja, aqueles que querem ser opositores, TOMANDO, uma posição contraria daquela estabelecida por Deus.

Espero ter ajudado,

"Dois homens juntos são mais felizes que um isolado, porque obterão um bom salário de seu trabalho. Se um vem a cair, o outro o levanta. Mas ai do homem solitário: se ele cair não há ninguém para o levantar. Da mesma forma, se dormem dois juntos, aquecem-se; mas um homem só, como se há de aquecer?" _Ecesiastes 4:9-11

Que a comunhão e a familiaridade do espirito da verdade faça dos fieis um só pensamente e unanimes num só proposito!

Que a submissão de Maria nos acompanhe!
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Re: Casamento homossexual

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Sex Fev 04, 2011 12:02 pm

Meu caro, está a querer dizer que David e Jónatas eram homossexuais?!
Há outras espécies de amor ( agape αγάπη e filia φιλία) diferente do amor sexual (eros).
Os que nascem com a predisposição homossexual devem mortificar os seus instintos maus, assim como os heterossexuais que abusam dos seus pares.
O homossexualismo é altamente reprovável, mas devemos ter compaixão dos que nascem com tão horrível tendência.Nem Deus nem eles foram culpados por terem nascido assim, mas a sua genética herdada, da mesma forma que uma pessoa nem Deus tem culpa por as pessoas nascerem ricos ou pobres.
As tendências homossexuais herdadas são uma boa oportunidade para as pessoas que assim nascem se sublimar.
Não posso defender de forma nenhuma o homossexualismo e muito menos o casamento entre homossexuais. Uma lei assim existente (como realmente já existe em Portugal e mais países) é o testemunho da perversão espiritual desta nossa sociedade e nunca um acto de justiça.
Isso é uma prova, juntamente com outras que há leis abomináveis e injustas, assim como infelizmente há pessoas que se servem das leis (que deveriam servir para o bem de todos) para se vingarem e prejudicar injustamente os outros.

Também posso dizer que quem defende o homossexualismo, mesmo que não seja homossexual nem nunca tivesse praticado tais actos abomináveis é cúmplice e é mais culpado que os próprios homossexuais, porque estes podem não ter tido acesso a uma correcta educação e assim não terem tido a hipótese de se modificarem.

Por último termino repetindo as palavras de Paulo:
Não vos surpreendeu nenhuma tentação que tivesse ultrapassado a medida humana. Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados acima das vossas forças, mas, com a tentação, vos dará os meios de sair dela e a força para a suportar
(1ª Corintios 10,13)
(Romanos 1, ...32)
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Re: Casamento homossexual

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Seg Fev 07, 2011 12:13 pm

Parece que há quem queira culpar DEUS (YHWH) por alguns homossexuais possuírem genes que os impele ao homossexualismo.

Mas se lermos Romanos com atenção verificamos que a culpa é da conduta dos homens nos seus antepassados devido à sua impiedade, injustiça e idolatria.


18De facto, a ira de Deus, vinda do céu, revela-se contra toda a impiedade e injustiça dos homens que, com a injustiça, reprimem a verdade. 19Porquanto, o que de Deus se pode conhecer está à vista deles, já que Deus lho manifestou. 20Com efeito, o que é invisível nele - o seu eterno poder e divindade - tornou-se visível à inteligência, desde a criação do mundo, nas suas obras.
Por isso, não se podem desculpar. 21Pois, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram nem lhe deram graças, como a Deus é devido. Pelo contrário: tornaram-se vazios nos seus pensamentos e obscureceu-se o seu coração insensato. 22Afirmando-se como sábios, tornaram-se loucos 23e trocaram a glória do Deus incorruptível por figuras representativas do homem corruptível, de aves, de quadrúpedes e de répteis.
(Romanos 1,18-24)

Lembro que o castigo da idolatria passa de pais para filhos, netos e bisnetos ....:

4*Não farás para ti imagem esculpida nem representação alguma do que está em cima, nos céus, do que está em baixo, na terra, e do que está debaixo da terra, nas águas. 5*Não te prostrarás diante dessas coisas e não as servirás, porque Eu, o SENHOR, teu Deus, sou um Deus zeloso, que castigo o pecado dos pais nos filhos até à terceira e à quarta geração, para aqueles que me odeiam, 6mas que trato com bondade até à milésima geração aqueles que amam e guardam os meus mandamentos.
(Exodo 20)

Como vê vários pecados acumulados ao longo das gerações (em especial o da idolatria como foi mencionado em Exodo 20 transmitem-se com um castigo (que pode ser genético) por várias gerações, assim como a fidelidade a YHWH transmite-se como uma bênção por milhares de gerações.

E Paulo continua no versos 24 e 25

24Por isso é que Deus, de acordo com os apetites dos seus corações, os entregou à impureza, de tal modo que os seus próprios corpos se degradaram. 25Foram esses que trocaram a verdade de Deus pela mentira, e que veneraram as criaturas e lhes prestaram culto, em vez de o fazerem ao Criador, que é bendito pelos séculos! Ámen.

Ora todo este castigo merecido refere-se de modo especial no comportamento homossexual como fica bem claro nos versos seguintes:
26Foi por isso que Deus os entregou a paixões degradantes. Assim, as suas mulheres trocaram as relações naturais por outras que são contra a natureza. 27E o mesmo acontece com os homens: deixando as relações naturais com a mulher, inflamaram-se em desejos de uns pelos outros, praticando, homens com homens, o que é vergonhoso, e recebendo em si mesmos a paga devida ao seu desregramento.
.



Este castigo também se aplica a outras formas de comportamento desregrado

28E como não julgaram por bem manter o conhecimento de Deus, entregou-os Deus a uma inteligência sem discernimento. E é assim que fazem o que não devem: 29estão repletos de toda a espécie de injustiça, perversidade, ambição, maldade; cheios de inveja, homicídios, discórdia, falsidade, malícia; são difamadores, 30maldizentes, inimigos de Deus, insolentes, orgulhosos, arrogantes, engenhosos para o mal, rebeldes para com os pais, 31estúpidos, desleais, inclementes, impiedosos.

Ora este castigo acaba por atingir as pessoas que são cúmplices de todas estas perversões.

32Esses, muito embora conheçam o veredicto de Deus de que são dignos de morte os que tais coisas praticam não só as fazem, como até aprovam os que as praticam.

Por isso, a solução para todas estas calamidades é dedicarem-se a fazer os propósitos de YHWH (cumprindo a Sua Vontade) e assim terão a Sua ajuda para si e seus descendentes.
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Re: Casamento homossexual

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Seg Fev 07, 2011 12:51 pm

Agora devo mencionar qual o castigo que a lei de Israel dava para os homens que se deitavam com varões como se fossem um casal (homem - mulher)

13Se um homem coabitar sexualmente com um varão, cometeram ambos um acto abominável; serão os dois punidos com a morte; o seu sangue cairá sobre eles.
(Levitico 20,13)
Eram punidos com a morte e a culpa dessa morte recaía sobre eles.

Quanto à passagem

Há eunucos que nasceram assim do seio materno, há os que se tornaram eunucos pela interferência dos homens e há aqueles que se fizeram eunucos a si mesmos, por amor do Reino do Céu. Quem puder compreender, compreenda.»
(Mateus 19,12)

o 1º Grupo de eunucos são os que nasceram sem atracção sexual.
o 2º grupo de eunucos são os são castrados.
o 3º grupo de EUNUCOS são os que mortificam as suas paixões naturais, SUBLIMANDO-AS, para melhor servir o Criador. Assim rejeitam, se possível, uma vida sexual voluntariamente por uma causa muito melhor.

Não há aqui NADA que sobre para os HOMOSSEXUAIS.
A «homossexualidade» é uma perversão que se aceita (ou rejeita) voluntariamente, quer haja tendência hereditária quer não.
Ao passo que o casamento, é a participação de uma casal (homem mais mulher) no desenrolar da Criação humana segundo os propósitos do Criador. A apetência (prazer) que há nos actos sexuais são uma ajuda de YHWH ao casal e um prémio pela sua participação no acto criador da procriação.
Ora um acto homossexual nunca pode ser orientado no sentido da procriação.
Portanto temos que discernir bem as coisas se não quisermos ser insensatos.
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Re: Casamento homossexual

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Seg Fev 07, 2011 1:13 pm

Agora podemos perguntar:
Porque é que nos animais também aparece esta má função sexual?!
É porque com o pecado do homem TUDO ficou IMPURO.(clique aqui)

Deve ser este o motivo por que YHWH prometeu um NOVO CÉEU e uma NOVA TERRA.
(Isaías 65,17)
(Apocalipse 21,1)
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Condenar um irmão, sem escolha, a fazer aquilo que este não pode é assassínio

Mensagem por Petrus Romanus em Qua Fev 09, 2011 9:35 pm

Sinceramente, irmão não respondi a suas postagens pra ver até onde iria o que escrevestes, ninguem em juizo perfeito cre no que o senhor escreveu, me desculpe.

A causa em na epistola dos romanos para Deus ter entregue o aqueles homossexuais que escolheram ser assim foi exatamente porque eles escolheram ser assim! Dizer que a condenação não vem do ato de escolha do pecado é um absurdo!

O senhor nos mostrou tanta sabedoria em dizer que o homossexualismo é uma perversão e uma tentação, que aqueles que o possuem devem suportar, quanto a serpente que enganou Eva. Com base em que o senhor deduziu que o homossexualismo é uma tentação a ser suportada, que é uma perversão? Se me disser que foi na biblia, posso deduzir que o senhor e Helvídeo (a pessoa que São Jeronimo combateu em seu tratado sobre a sempre virgem Maria) possuem o mesmo genio, o da não aceitação daquilo que vos fere em vossos preconceitos

A sua imterpretação de que Deus castigou tudo e todos por causa de um pecado de Adão é tão absurda quanto afirmar que a mulher se originou de uma costela, por favor, aceite os fatos da verdade uma vez na vida, o ser humano evoluiu pela vontade de Deus!

Quanto as falas de Jesus, eu usei-as para afirmar que nem todos podem se fazer celibatarios, portanto nem todos são capazer de abster-se de seus desejos sexuais.

Quanto ao versiculo de Levitico, por favor eu ja expliquei isso de maneira tão clara quanto a agua, por favor, leia aquilo que eu postei e se discordar, cite.

Eu penso que pelo amor que Deus demonstrou pelo homens e eu tento imitar, que tu não quiseste dizer que os pecados acumulados de idolatria e tantas outras coisas se somaram e Deus castigou os homens com defeitos geneticos, que me pareceu que o senhor quis mais especificamente citar o homossexualismo. Teu raciocionio foi elegantemente irracional se foi este, só pra constar, os animais existiam antes de "Adão", do ser humano, e neste ja existia a tendencia homossexual.

O senhor nos disse: "Também posso dizer que quem defende o homossexualismo, mesmo que não seja homossexual nem nunca tivesse praticado tais actos abomináveis é cúmplice e é mais culpado que os próprios homossexuais, porque estes podem não ter tido acesso a uma correcta educação e assim não terem tido a hipótese de se modificarem."
Eu acho que o senhor não entendeu que, os homossexuais que nascem assim não mudaram sua genetica se aprenderem essa sua "correta educação" o genoma é imutavel!

A Biblia, a biologia, a psicanalise, a REPRODUÇÃO, a sociologia, a zoologia, a etica e todas as outras ciencias nos mostram que o homossexualismo esta no mesmo patamar que o heterossexualismo, que foi Deus quem os criou assim, que as mentes humanas necessitam do "diferente", que todas as sociedades fazem surgir homossexuais e que os homossuais também contribuem para a PRO-criação, mas todas estes pormenores ja haviam sido discutidos aqui neste topico e parece que o senhor ou os não leu ou os jogou pra debaixo do tapete pra poder defender uma posição antiquada que ja nos foi revelada divinamente pelo espirito da verdade ser errada e antietica

Que o não julgamento dos irmãos em relação a si proprios nos guarde para que o julgamente certo de Cristo nos livre, a paz a todos!

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Re: Casamento homossexual

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Qui Fev 10, 2011 2:13 pm

Meu caro,
Eu, de modo algum, posso aprovar o homossexualismo, seja por escolha (contra natura), seja herdado. Mesmo neste caso há o livre arbítrio.

Quanto à pena de morte para os homossexuais mencionada em Deuteronómio é certo que isso só era para os Israelitas. Mas essa Lei mostra, dentro da Lei Moisaica o tipo de castigo em comparação com outras Leis, (como o roubo, assassínio etc.) que também são condenadas nas leis da nossa sociedade.
Eu não estava a pedir a morte para os homossexuais, mas em condenar o homossexualismo.

Contudo eu tenho compaixão dos homossexuais.

As leis dos nossos dias apoiam ( e de que maneira) o homossexualismo a ponto de instituírem o CASAMENTO HOMOSSEXUAL. Isto, para mim, é um sinal dos tempos em que vivemos:
1Fica sabendo que, nos últimos dias, surgirão tempos difíceis. 2*As pessoas tornar-se-ão egoístas, interesseiras, arrogantes, soberbas, blasfemas, desrespeitadoras dos pais, ingratas, ímpias, 3sem coração, implacáveis, caluniadoras, descontroladas, desumanas e inimigas do bem, 4traidoras, insolentes, orgulhosas e mais amigas dos prazeres do que de Deus. 5Conservarão uma aparência de piedade, mas negarão a sua essência.
(2ª Timóteo 3)

Outro sinal é que bem me lembro, quando tinha a sua idade, qualquer homem homossexual sentia vergonha da sua condição e agora proclamam com orgulho essas suas tendências aberrantes.
São atraídos pela IDOLATRIA da CARNE: com os seus apetites sexuais.

Mas cada qual escolhe o que tiver na vontade
ou os apetites desregrados da carne:
ou as virtudes do Espírito

13Irmãos, de facto, foi para a liberdade que vós fostes chamados. Só que não deveis deixar que essa liberdade se torne numa ocasião para os vossos apetites carnais. Pelo contrário: pelo amor "αγάπη", fazei-vos servos uns dos outros. 14*É que toda a Lei se cumpre plenamente nesta única palavra:
Ama o teu próximo como a ti mesmo.
15Mas, se vos mordeis e devorais uns aos outros, cuidado, não sejais consumidos uns pelos outros.

Viver segundo o Espírito - 16*Mas eu digo-vos: caminhai no Espírito, e não realizareis os apetites carnais. 17Porque a carne deseja o que é contrário ao Espírito, e o Espírito, o que é contrário à carne; são, de facto, realidades que estão em conflito uma com a outra, de tal modo que aquilo que quereis, não o fazeis.
18Ora, se sois conduzidos pelo Espírito, não estais sob o domínio da Lei. 19Mas as obras da carne estão à vista. São estas: fornicação, impureza, devassidão, 20idolatria, feitiçaria, inimizades, contenda, ciúme, fúrias, ambições, discórdias, partidarismos, 21invejas, bebedeiras, orgias e coisas semelhantes a estas. Sobre elas vos previno, como já preveni: os que praticarem tais coisas não herdarão o Reino de Deus.
22Por seu lado, é este o fruto do Espírito: amor [agape "αγάπη"], alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, 23mansidão, auto-domínio. Contra tais coisas não há lei. 24Mas os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne com as suas paixões e desejos. 25Se vivemos no Espírito, sigamos também o Espírito. 26Não nos tornemos vaidosos, a provocar-nos uns aos outros, a ser invejosos uns dos outros.
.(Gálatas 5,13-26)

Que YHWH o ajude!
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Re: Casamento homossexual

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Qua Fev 16, 2011 1:37 pm

A homossexualidade produz a morte.

Há dias um escritor português [supostamente] "gay" confesso, de 65 anos, apaixonou-se por um jovem de 20 anos que queria entrar nas "passarelas" da moda e ofereceu-se para o ajudar.
Depois de terem convivido cerca de 3 meses, foram passar uns dias juntos aos EUA:
Supõe-se que o homem de 65 anos pediu ao jovem para casar com ele.
O que se sabe é que tiveram uma forte discussão no quarto em que estavam na manhã do dia 7-JAN-2011.
Diz-se que o jovem pegou num monitor de computador e o atirou sobre a cabeça do «idoso».
Depois dilacerou parte do corpo e arrancou-lhe os «testículos» com um saca-rolhas, dizendo que foi para lhe arrancar os demónios que tinha no corpo.

Este crime trágico teria sido evitado se não houvesse «casamento homossexual» aprovado pela lei.

O «idoso» homossexual foi morto e os familiares fizeram-lhe as suas últimas vontades em deitar as suas cinzas nos lugares dos EUA e de Portugal que ele indicou.

O jovem de cerca de 20 anos vai ser julgado nos EUA e supõe-se que vai ter uma prisão de 25 anos ou mais e que até pode ir para prisão perpétua a passar numa cadeia onde há pessoas das mais violentas, indo por águas abaixo o seu sonho de passar a sua vida feliz e casado com uma bela musa.

Foi uma grande tragédia: duas pessoas vítimas do homossexualismo.
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Re: Casamento homossexual

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Qui Fev 17, 2011 9:21 am

Gostava de dizer que os genes são herdados dos nossos progenitores e que representam o que nós somos e não o que YHWH (DEUS) queria (e quer) que sejamos.
Portanto, para seguirmos a vontade de YHWH, não nos devemos submeter às inclinações dos nossos genes quando nos impelem a fazer coisas contra a vontade de DEUS.
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Homossexualidade e esperança

Mensagem por Pe. Anderson em Qui Mar 17, 2011 5:28 pm

Caros amigos,

Gostaria de ter tempo para responder a todas as questões apresentadas aqui. Peço desculpas, mas não o posso fazer agora mesmo. De qualquer modo, coloco aqui um texto muito interessante sobre o assunto para a reflexão de todos.


Homossexualidade e esperança
A PALAVRA DOS MÉDICOS CRISTÃOS SOBRE HOMOSSEXUALIDADE
http://www.cathmed.org

Preocupados com a questão da homossexualidade, os médicos católicos da “Associação de Médicos Católicos” (ACM) dos Estados Unidos e Canadá – publicaram uma importante Declaração “Homossexuality and Hope” (Homossexualidade e Esperança”), após terem estudado a questão com base na medicina, nas pesquisas e na lei de Deus.

Nessa profunda Declaração os médicos católicos, com rigor científico, mostram que ninguém nasce homossexual, indicam como deve ser a prevenção para evitar a atração por pessoa do mesmo sexo, mostram o caminho a seguir para se deixar a prática homossexual, e fazem uma série de recomendações aos que possuem a tendência homossexual. Falam também aos padres, bispos, médicos católicos e às famílias católicas. Segue a Declaração.
”HOMOSEXUALIDADE E ESPERANÇA”

“A Associação Médica Católica (AMC) se dedica a sustentar os princípios da fé católica, no que se refere à prática da medicina e à promoção da ética médica católica para a profissão médica, inclusive os profissionais de saúde mental, o clero e o público em geral.

Nenhuma questão provocou mais preocupação na década passada do que a homossexualidade. Portanto, a AMC oferece o seguinte resumo e análise da situação da questão. Esse resumo se apóia intensamente nas conclusões de vários estudos e aponta para a coerência dos ensinos da Igreja com esses estudos. Espera-se que essa análise também sirva como uma ferramenta de educação e referência para todos os católicos: o clero, os médicos, os profissionais de saúde, os educadores, os pais e o público em geral.

A AMC apóia os ensinos da Igreja Católica conforme aparecem na versão revista do Catecismo da Igreja Católica, principalmente os ensinos sobre a sexualidade. “Todas as pessoas batizadas são chamadas para a castidade”( §2348). “Os casados são chamados a viverem a castidade conjugal, outros praticam a castidade em continência” (§2349). “…a tradição sempre declarou que os atos homossexuais são intrinsecamente desordenados… Sob nenhuma circunstância eles podem ser aprovados”. (§2357)

É possível, com a graça de Deus, todas as pessoas viverem uma vida casta, inclusive as pessoas que experimentam atração pelo mesmo sexo, conforme declarou de modo tão corajoso o Cardeal George, Arcebispo de Chicago, em seu discurso na Associação Nacional de Ministérios Diocesanos Católicos para Gays e Lésbicas: “Negar que o poder da graça de Deus capacita aqueles que têm atração pelo mesmo sexo a viver de maneira casta é negar, em realidade, que Jesus ressuscitou dos mortos”. (George 1999)

Com certeza, há circunstâncias tais como desordens psicológicas e experiências traumáticas que podem, às vezes, tornar essa castidade mais difícil e há situações que podem seriamente diminuir a responsabilidade de um indivíduo por deslizes na castidade.

Essas circunstâncias e condições, porém, não neutralizam a livre vontade nem eliminam o poder da graça. Embora muitos homens e mulheres que experimentam atrações pelo mesmo sexo digam que seu desejo sexual é uma inclinação “natural” (Chapman 1987), isso de forma alguma indica uma predeterminação genética ou uma condição imutável. Alguns se entregaram a atrações pelo mesmo sexo porque lhes disseram que eles já nasceram homossexuais e que é impossível mudar o estilo sexual de alguém. Tais pessoas podem sentir que é inútil e perda de tempo resistir aos desejos pelo mesmo sexo, e acabam adotando uma “identidade gay”. Essas mesmas pessoas podem então se sentir oprimidas com o fato de que a sociedade e as religiões, de modo particular a Igreja Católica, não aceitam a expressão desses desejos nos atos homossexuais. (Schreier, 1998)
A pesquisa mencionada neste relatório se opõe ao mito de que a atração pelo mesmo sexo é geneticamente predeterminada e imutável, e oferece esperança para a prevenção e o tratamento.

1) Ninguém nasce homossexual
Muitos pesquisadores têm tentado descobrir uma causa biológica para a atração pelo mesmo sexo. Os meios de comunicação promovem a idéia de que já foi descoberto o “gene gay” (Burr, 1996). Mas, apesar de várias tentativas, não se testou cientificamente nenhum dos estudos bem divulgados (Hamer, 1993; LeVay 1991).

Muitos escritores analisaram esses estudos cuidadosamente e descobriram que eles não só não provam uma base genética para a atração pelo mesmo sexo, mas também nem chegam a afirmar possuir provas científicas para tal alegação. (Byrne 1963; Crewdson 1995; Goldberg 1992; Horgan 1995; McGuire 1995; Porter 1996; Rice 1999)
Se a atração pelo mesmo sexo fosse geneticamente predeterminada, então deveríamos supor que gêmeos idênticos teriam de ser idênticos em sua atração sexual. Há, porém, muitos registros de gêmeos idênticos que não são idênticos em sua atração sexual. (Bailey 1991; Eckert 1986; Friedman 1976; Green 1974; Heston 1968; McConaghy 1980; Rainer 1960; Zuger 1976).

As situações individuais registradas revelam fatores ambientais que explicam a causa do desenvolvimento de diferentes estilos de atração sexual em crianças geneticamente idênticas, apoiando a teoria de que a atração pelo mesmo sexo é um produto da ação e efeito recíproco de uma variedade de fatores ambientais. (Parker 1964)

Há, porém, tentativas de convencer o público de que a atração pelo mesmo sexo tem base genética.
(Marmor 1975). Tais tentativas podem ter como causa motivações políticas porque as pessoas se sentem mais inclinadas a aceitar sem dificuldades reivindicações pedindo mudanças nas leis e nos ensinos religiosos quando crêem que a atração sexual é geneticamente determinada e imutável. (Emulf 1989; Piskur 1992). Outros têm procurado provar uma base genética para a atração pelo mesmo sexo, a fim de poderem apelar para os tribunais em busca de direitos baseados na teoria da “imutabilidade”. (Green 1988)

Os católicos crêem que a sexualidade foi projetada por Deus como um sinal do amor de Cristo, o noivo, por sua noiva, a Igreja. Portanto, a atividade sexual só é apropriada no casamento. O desenvolvimento psicosexual saudável conduz naturalmente, nas pessoas de cada sexo, à atração pelo outro sexo. O trauma, uma educação errada e o pecado podem causar um desvio desse modelo normal. Não se deve identificar as pessoas com base em seus conflitos emocionais ou dificuldades de desenvolvimento, como se isso fosse a essência de sua identidade. No debate entre essencialismo e o construcionismo social, os que crêem na lei natural sustentariam que os seres humanos têm uma natureza essencial – macho ou fêmea – e que inclinações ao pecado – tais como o desejo de se envolver em atos homossexuais – são formados nas pessoas e podem, pois, ser removidos.

Portanto, provavelmente seria prudente termos a atitude de evitar, sempre que possível, usar as palavras “homossexual” e “heterossexual” como normas, pois a utilização desses termos sugere um estado fixo e equivalência entre o estado natural do homem e mulher criados por Deus e indivíduos que experimentam atração ou conduta pelo mesmo sexo.

2) A atração pelo mesmo sexo como sintoma
As pessoas experimentam a atração pelo mesmo sexo por razões diferentes. Embora haja semelhanças nos tipos de desenvolvimento, cada pessoa tem uma história de vida diferente e pessoal. Na história de vida de indivíduos que experimentam a atração pelo mesmo sexo, freqüentemente encontramos um ou mais dos seguintes elementos:

Distanciamento do pai na infância, porque a criança o via como hostil ou distante, violento ou alcoólatra. (Apperson 1968; Bene 1965; Bieber 1962; Fisher 1996; Pillard 1988; Sipova 1983). Mãe superprotetora (meninos). (Bieber, T. 1971; Bieber 1962; Snortum 1969). Mãe emocionalmente distante (meninas). (Bradley 1997; Eisenbud 1982)

Pais não conseguiram incentivar identificação do mesmo sexo. (Zucker 1995). Falta de brincadeiras mais duras (meninos). (Friedman 1980; Hadden 1967a)
Incapacidade de se identificar com colegas do mesmo sexo. (Hockenberry 1987; Whitman 1977)
Antipatia por esportes de equipe (meninos). (Thompson 1973). Falta de coordenação manual e visual e resultante provocação dos colegas (meninos). (Bailey 1993; Fitzgibbons 1999; Newman 1976)
Abuso sexual ou estupro. (Beitchman 1991; Bradley 1997; Engel 1981; Finkelhor 1984; Gundlach 1967).
Fobia social ou acanhamento extremo. (Golwyn 1993)
Perda dos pais através de morte ou divórcio. (Zucker 1995)
Separação dos pais durante decisivas fases de desenvolvimento. (Zucker 1995)
Em alguns casos, a atividade ou atração pelo mesmo sexo ocorre num paciente com outros diagnósticos psicológicos, tais como depressão profunda (Fergusson 1999), idéias de suicídio (Herrell 1999) desordens generalizadas de ansiedade, abuso de drogas, conduta anormal na adolescência, desordens de personalidade (Parris 1993; Zubenko 1987); esquizofrenia (Gonsiorek 1982); narcisismo patológico (Bychowski 1954; Kaplan 1967).

Em poucos casos, a conduta homossexual aparece mais tarde na vida como reação a um trauma tal como aborto (Berger 1994; de Beauvoir 1953) ou profunda solidão (Fitzgibbons 1999).

3) Há prevenção para a atração pelo mesmo sexo
Se as necessidades emocionais e de desenvolvimento de cada criança forem supridas corretamente pela família e pelos amigos, é bem improvável que a criança desenvolva a atração pelo mesmo sexo. As crianças precisam de afeição, elogios e aceitação do pai e da mãe, dos irmãos e dos colegas. Nem sempre, porém, é fácil estabelecer tais situações sociais e familiares, e nem sempre dá para identificar logo as necessidades das crianças. Alguns pais podem estar em luta com os próprios problemas e assim sem condições de dar a atenção e o apoio que a criança precisa.

Às vezes os pais se esforçam muito, mas a personalidade particular da criança torna esse apoio e cuidado mais difíceis. Alguns pais viram os primeiros sinais do problema, buscaram assistência e aconselhamento profissional, mas receberam conselhos inadequados e em alguns casos até errados.

O Manual Estatístico e Diagnóstico IV (APA 1994) da Associação Americana de Psiquiatria define “Desordem de Identidade de Gênero” (DIG) nas crianças como uma persistente e forte identificação transsexual, um desconforto com o próprio sexo e preferência por papéis transsexuais nas fantasias.

Alguns pesquisadores (Friedman 1988, Phillips, 1992) têm identificado outro sintoma menos evidente nos meninos – sentimentos crônicos de falta de masculinidade. Embora não se envolvam em nenhuma atividade ou fantasia transsexual, esses meninos se sentem profundamente deficientes em sua masculinidade e têm uma reação quase de fobia a brincadeiras mais duras na infância e muita antipatia por esportes de equipe.

Vários estudos têm mostrado que crianças com a “Desordem de Identidade de Gênero” e meninos com problemas crônicos de falta de masculinidade correm o risco de adquirir atração pelo mesmo sexo na adolescência. (Newman 1976; Zucker 1995; Harry 1989)

A desordem de identidade de gênero pode muitas vezes ser vencida quando, com o apoio dos pais, o problema é identificado cedo e recebe intervenção profissional adequada (Rekers 1974; Newman 1976).
Infelizmente, muitos pais que relatam essas preocupações para seus pediatras são orientados a não se preocuparem. Em alguns casos, os sintomas e as preocupações dos pais podem parecer diminuir quando a criança entra na segunda ou quarta série. Mas, a menos que sejam tratados de forma adequada, os sintomas poderão reaparecer na puberdade como intensa atração pelo mesmo sexo. Essa atração parece ser a conseqüência da incapacidade de se identificar bem com outras pessoas do mesmo sexo.

É importante que aqueles que estão envolvidos na educação e cuidados de crianças se conscientizem dos sinais da desordem de identidade de gênero e dos problemas de falta de masculinidade nos meninos, e busquem acesso aos recursos disponíveis a fim de encontrarem a ajuda adequada para essas crianças (Bradley 1998; Brown 1963; Acosta 1975). Quando são convencidas de que a atração pelo mesmo sexo não é uma desordem geneticamente determinada, as pessoas conseguem ter esperança na prevenção e também conseguem ter esperança num modelo de terapia para suavizar, ou até mesmo eliminar, a atração pelo mesmo sexo.

4) Em perigo, não predestinados
Embora muitos estudos tenham mostrado que as crianças que foram abusadas sexualmente, que exibem os sintomas da DIG e meninos com problemas de falta de masculinidade correm perigo de desenvolver a atração pelo mesmo sexo na adolescência e na vida adulta, é importante notar que uma percentagem significativa dessas crianças não se tornam homossexualmente ativas quando se tornam adultas (Green 1985; Bradley 1998).
Para alguns, os relacionamentos positivos mais tarde na vida vencem as experiências negativas da infância. Alguns fazem a decisão consciente de evitar a tentação. A presença e o poder da graça de Deus, embora nem sempre possam ser medidos, não podem ser desconsiderados como um fator que ajuda as pessoas em risco a se afastar da atração pelo mesmo sexo. O ato de rotular um adolescente ou, pior, uma criança como imutavelmente “homossexual” prejudica gravemente a pessoa. Tais adolescentes ou crianças podem, com intervenção positiva e adequada, receber orientação apropriada para lidar com traumas emocionais logo no começo.

5) Terapia
Aqueles que promovem a idéia de que a orientação sexual é imutável freqüentemente citam um debate publicado entre o Dr. C.C. Tripp e o Dr. Lawrence Hatterer. Nesse debate o Dr. Tripp declarou: “…não há um único exemplo registrado de mudança na orientação sexual que tenha sido confirmado por especialistas ou testes externos. Kinsey não conseguiu achar um. O Dr. Pomeroy também não conseguiu achar tal paciente. Ficaríamos felizes de ter um do Dr. Hatterer” (Tripp & Hatterer 1971). Eles não mencionaram a resposta do Dr. Hatterer:
“Tenho curado muitos homossexuais, Dr. Tripp. O Dr. Pomeroy ou qualquer outro pesquisador pode examinar meu trabalho, pois está todo documentado em 10 anos de fitas gravadas. Muitos desses pacientes ‘curados’ (prefiro usar a palavra ‘mudados’) se casaram, tiveram famílias e vivem uma vida feliz. O mito “uma vez homossexual, sempre homossexual” é destrutivo. Além disso, não só eu, mas também outros renomados psiquiatras (Dr. Samuel B. Hadden, Dr. Lionel Ovesey, Dr. Charles Socarides, Dr. Harold Lief, Dr. Irving Bieber, e outros) têm registrado seus tratamentos bem sucedidos dos homossexuais tratáveis” (Tripp & Hatterer 1971).

Muitos terapeutas têm escrito extensivamente sobre os resultados positivos da terapia para a atração pelo mesmo sexo. Tripp escolheu ignorar a grande quantidade de literatura sobre o tratamento e pesquisas de terapeutas. As análises do tratamento para a atração indesejada pelo mesmo sexo mostram que esse tratamento tem tanto êxito quanto o tratamento para problemas psicológicos semelhantes: quase 30% experimentam libertação dos sintomas e outros 30% experimentam melhora. (Bieber 1962; Clippinger 1974; Fine 1987; Kaye 1967; MacIntosh 1994; Marmor 1965; Nicolosi 1998; Rogers 1976; Satinover 1996; Throckmorton; West ).
Os relatos de terapeutas individuais têm sido igualmente positivos. (Barnhouse 1977; Bergler 1962; Bieber 1979; Cappon 1960; Caprio 1954; Ellis 1956; Hadden 1958; Hadden 1967b; Hadfield 1958; Hatterer 1970; Kronemeyer 1989). Isso é só uma amostra representativa dos terapeutas que relatam resultados bem sucedidos no tratamento de pessoas que experimentam atração pelo mesmo sexo.

Há também muitos relatos autobiográficos de homens e mulheres que uma vez criam estar irremediavelmente destinados à conduta e atração pelo mesmo sexo. Muitos desses homens e mulheres (Exodus 1990-2000) agora se descrevem como livres da conduta, fantasias e atração pelo mesmo sexo. A maioria dessas pessoas se libertou participando de grupos de apoio de natureza religiosa, embora alguns também tivessem recorrido a terapeutas.

Infelizmente, muitos indivíduos influentes e grupos profissionais ignoram essa evidência (APA 1997; Herek 1991) e parece haver uma campanha unida por parte dos “apologistas homossexuais” para negar a eficácia do tratamento da atração pelo mesmo sexo ou afirmar que tal tratamento é prejudicial. Barnhouse expressou estar surpreso com essas campanhas: “A distorção da realidade inerente no fato de que os apologistas homossexuais negam que a atração pelo mesmo sexo seja curável é tão imensa que ficamos pensando qual é a motivação por trás disso” (Barnhouse 1977).

O Dr. Robert Spitzer, renomado pesquisador psiquiátrico da Universidade de Columbia, esteve diretamente envolvido na decisão de 1973 de remover o homossexualismo da lista de desordens mentais da Associação Psiquiátrica Americana (APA). Recentemente, ele se envolveu em pesquisa sobre a possibilidade de mudança. O Dr. Spitzer declarou numa entrevista: “Estou convencido de que muitas pessoas fizeram mudanças substanciais para se tornarem heterossexuais… Acho que isso é notícia… Cheguei cético a esse estudo. Mas agora afirmo que há evidências que podem sustentar essas mudanças”. (NARTH 2000)

6) As metas
Aqueles que afirmam que a mudança da orientação sexual é impossível, geralmente definem a mudança como libertação total e permanente de toda conduta, fantasias ou atração homossexual numa pessoa que anteriormente tinha sido homossexual em conduta e atração (Tripp 1971). Até mesmo quando se define mudança de acordo com esse método extremo, a afirmação não é verdadeira. Numerosos estudos relatam casos de total mudança. (Goetz 1997).

Aqueles que negam a possibilidade de total mudança confessam que a mudança de conduta é possível (Coleman 1978; Herron 1982) e que os indivíduos que estiveram sexualmente envolvidos com ambos os sexos parecem mais propensos a mudar (Acosta 1975). Uma leitura cuidadosa dos artigos que se opõem à terapia de mudança revela que os autores que vêem a terapia de mudança como não ética (Davison 1982; Gittings 1973) têm essa opinião porque eles vêem tal terapia como opressiva para aqueles que não querem mudar (Begelman 1975; 1977; Murphy 1992; Sleek 1997; Smith 1988) e vêem aqueles indivíduos com atração pelo mesmo sexo que expressam desejo de mudar como vítimas da sociedade ou opressão religiosa (Begelman 1977; Silverstein 1972).

Deve-se observar que quase sem exceção aqueles que consideram tal terapia como não ética também rejeitam a abstinência da atividade sexual fora do casamento como meta mínima (Barrett 1996). Entre os terapeutas que aceitam os atos homossexuais como normais, muitos não vêem nada de errado com a infidelidade nos relacionamentos selados por compromisso (Nelson 1982), encontros sexuais anônimos, promiscuidade sexual geral, auto-erotismo (Saghir 1973), sadomasoquismo e várias parafilias. Alguns até apóiam uma diminuição das restrições no sexo entre adultos e menores (Mirkin 1999) ou negam o impacto psicológico negativo do abuso sexual contra as crianças (Rind 1998; Smith 1988).

Alguns dos que consideram a terapia como não ética também contestam as teorias há muito aceitas de desenvolvimento infantil (Davison 1982; Menvielle 1998). Esses tendem a culpar a opressão da sociedade pelos problemas inegáveis que os adolescentes e os adultos homossexualmente ativos sofrem. Deve-se avaliar todas as conclusões de pesquisas à luz dos preconceitos que os pesquisadores trazem para seus projetos. Quando a pesquisa se inspira em agendas políticas confessas, seu valor é seriamente reduzido.

Deve-se indicar que os católicos não podem apoiar formas de terapia que incentivam os clientes a substituir uma forma de pecado sexual por outra (Schwartz 1984). Alguns terapeutas, por exemplo, não consideram um cliente “curado” até que ele consiga se envolver bem em atividade sexual com o sexo oposto, ainda que o cliente seja solteiro (Masters 1979). Outros incentivavam os clientes a se masturbar usando imagens do sexo oposto (Blitch 1972; Conrad 1976).

Para o católico que sente atração pelo mesmo sexo, a meta da terapia deve ser libertação para viver de modo casto de acordo com o próprio estilo de vida pessoal. Alguns daqueles que enfrentam lutas com a atração pelo mesmo sexo crêem que eles são chamados para uma vida de celibato. Mas não se deve fazê-los sentir que eles não conseguiram alcançar a libertação, só porque eles não experimentam desejos pelo sexo oposto. Outros desejam casar e ter filhos. Há todo motivo para esperar que muitos, com o tempo, poderão alcançar essa meta. Eles não devem, porém, ser incentivados a entrar apressadamente no casamento, pois há ampla evidência de que o casamento não é cura para a atração pelo mesmo sexo.

Com o poder da graça, os sacramentos, o apoio da comunidade e terapeutas experientes, a pessoa determinada terá condições de alcançar a libertação interior que Cristo promete.

Os terapeutas experientes poderão ajudar as pessoas a descobrirem e entenderem as causas do trauma emocional que deram origem à sua atração pelo mesmo sexo e então trabalharem em terapia para solucionarem seu sofrimento. Os homens que experimentam a atração pelo mesmo sexo muitas vezes descobrem o modo como sua identidade masculina foi afetada negativamente por sentimentos de rejeição por parte dos pais ou colegas ou uma imagem negativa do próprio corpo físico que resultam em tristeza, revolta e insegurança. À medida que esse sofrimento é curado através da terapia, a identidade masculina é fortalecida e a atração pelo mesmo sexo diminui.

As mulheres que sentem atração pelo mesmo sexo poderão descobrir como os conflitos com os pais ou outros homens importantes as levaram a não confiar no amor masculino ou como a falta de afeição maternal as levou a ansiar profundamente o amor feminino. Espera-se que a descoberta das causas da revolta e tristeza as conduza ao perdão e à libertação. Tudo isso leva tempo. Nesse aspecto, as pessoas que sofrem de atração pelo mesmo sexo não são diferentes dos muitos outros homens e mulheres que sofrem emocionalmente e precisam aprender a perdoar.

Os terapeutas católicos que trabalham com pessoas católicas devem ser livres para usar a riqueza da espiritualidade católica nesse processo de cura. Aqueles que sofrem feridas emocionais causadas pelo pai podem ser incentivados a desenvolver seu relacionamento com Deus como um pai amoroso. Aqueles que foram rejeitados ou ridicularizados pelos colegas na infância podem meditar em Jesus como irmão, amigo e protetor.
Há toda razão para se ter esperança que com o tempo aqueles que buscam libertação a encontrarão, mas devemos reconhecer quando incentivamos as pessoas a ter esperança, que há algumas que não alcançarão suas metas. Poderemos nos encontrar na mesma posição de um oncologista pediátrico que contou como era no começo do seu trabalho. Ele disse que não havia esperança para as crianças atingidas pelo câncer e que era o dever do médico ajudar os pais a aceitarem o inevitável e não desperdiçarem seus recursos atrás de uma “cura”. Hoje quase 70% dessas crianças se recuperam, mas cada morte deixa a equipe médica com um terrível sentimento de fracasso. À medida que melhorar a prevenção e o tratamento da atração pelo mesmo sexo, as pessoas que ainda enfrentam lutas, mais do que nunca, precisarão de apoio compassivo e sensível.

RECOMENDAÇÕES
1) Ministrando para pessoas que experimentam atração por pessoas do mesmo sexo.
É muito importante, para todo católico que experimenta atração pelo mesmo sexo, saber que há esperança, e que há ajuda. Infelizmente, essa ajuda não é prontamente disponível em todos os lugares. Os grupos de apoio, os terapeutas e os conselheiros espirituais que inequivocamente apóiam o ensino da Igreja são componentes essenciais da ajuda necessária. Já que as noções da sexualidade em nosso país são tão variadas, os clientes que buscam ajuda devem ser cautelosos e verificar se o grupo ou conselheiro apóia os imperativos morais católicos.
Uma das melhores e mais conhecidas agências católicas de apoio é uma organização conhecida como Courage e sua organização filial Encourage.

Embora qualquer tentativa de ensinar a pecaminosidade da conduta homossexual ilícita possa ser saudada com acusações de homofobia, a realidade é que Cristo chama todos para a castidade conforme a situação específica de vida de cada pessoa. O desejo de a Igreja ajudar todos a viverem de modo casto não é uma forma de condenar os que acham a castidade difícil. Pelo contrário, é a resposta compassiva de uma Igreja que busca imitar Cristo, o Bom Pastor.

É essencial que todo católico que experimenta a atração pelo mesmo sexo tenha acesso fácil aos grupos de apoio, terapeutas e conselheiros espirituais que apóiam inequivocamente o ensino da Igreja e estão preparados para oferecer ajuda da mais elevada qualidade. Em muitos lugares os únicos grupos de apoio disponíveis são dirigidos por cristãos evangélicos ou por pessoas que rejeitam o ensino da Igreja. O fato de que a comunidade católica não está conseguindo suprir as necessidades desse segmento da população é uma omissão séria que não se deve deixar continuar.

É particularmente trágico que Courage que sob a liderança do Pe. John Harvey tem desenvolvido uma excelente e autenticamente católica rede de grupos de apoio, não esteja presente em toda diocese e grande cidade.

Nota: Courage é um apostolado da Igreja Católica Romana para pessoas que tem atração por pessoas do mesmo sexo. É apoiada pelo Pontifico Conselho da Família, do Vaticano. Disse o Papa João Paulo II que “Courage está fazendo o trabalho de Deus”. Courage tem uma filial chamada Encourage que trabalha com pais, parentes e amigos de pessoas com tendência homossexual. (http://www.couragerc.net – Email: NYCourage@aol.com)

Pode ser acessado em espanhol: http://www.courage-latino.org/

É bem doloroso ouvir piadas sobre organizações individuais, sob autoridade católica ou diretamente associadas com a Igreja Católica, aconselhando pessoas com a atração pelo mesmo sexo a praticar a fidelidade no relacionamento com o mesmo sexo em vez de incentivá-las a praticar a castidade conforme seu estado de vida.
É muitíssimo importante que os conselheiros ou grupos de apoio ligados à Igreja sejam bem claros sobre a natureza e a formação da atração pelo mesmo sexo. Essa condição não é genética ou biologicamente determinada. Essa condição não é imutável. É enganoso aconselhar pessoas que experimentam a atração pelo mesmo sexo que é aceitável se envolver em atos sexuais contanto que estes ocorram dentro do contexto de um relacionamento fiel.

Os ensinos da Igreja Católica sobre a moralidade sexual são explicitamente claros e não permitem exceções. Os católicos têm o direito de saber a verdade e aqueles que trabalham com ou para as instituições católicas têm a obrigação de expor essa verdade claramente.

Alguns clérigos, talvez pelo fato de erroneamente crerem que a atração pelo mesmo sexo é geneticamente
determinada e imutável, têm encorajado as pessoas que experimentam a atração pelo mesmo sexo a se identificar com a comunidade gay, publicamente proclamando-se como gays ou lésbicas, mas a viverem de modo casto em sua vida pessoal. Há várias razões por que esse modo de agir é errado:

1) É baseado na idéia incorreta de que a atração pelo mesmo sexo é um aspecto imutável da pessoa e desanima os indivíduos de buscar ajuda;
2) A comunidade gay promove uma ética de conduta sexual que é totalmente antiética aos ensinos católicos sobre a sexualidade e não esconde seu desejo de eliminar a “erotofobia” e o “heterossexismo”. Não há realmente nenhuma maneira de se poder reconciliar a posição que os porta-vozes do movimento gay declaram e a Igreja Católica;
3) Esse modo de agir coloca indivíduos facilmente tentados em lugares que se deve considerar quase ocasiões para o pecado;
4) Cria uma falsa esperança de que a Igreja acabará mudando seu ensino sobre a moralidade sexual.
Os católicos devem, é claro, alcançar pessoas que experimentam a atração pelo mesmo sexo, aqueles que estão ativamente envolvidos em atos homossexuais e de modo particular os que estão sofrendo de doenças sexualmente transmissíveis. Devem alcançá-los com amor, esperança e a autentica e inalterável mensagem de libertação do pecado através de Jesus Cristo.

2) O Papel do Padre
É de suprema importância que os padres, quando enfrentarem paroquianos perturbados com a atração pelo mesmo sexo, tenham acesso a informações sólidas e recursos genuinamente benéficos. O padre, porém, deve fazer mais do que simplesmente encaminhar as pessoas a outras agências (Courage e Encourage). Ele está numa posição única de dar assistência espiritual específica para aqueles que experimentam a atração pelo mesmo sexo. Ele deve, é claro, ser bem sensível aos intensos sentimentos de insegurança, culpa, vergonha, ira, frustração, tristeza e até mesmo medo nesses indivíduos. Isso não o impede de falar bem claramente sobre os ensinos da Igreja (veja Cat. §2357-2359), a necessidade de perdão e cura na Confissão, a necessidade de evitar ocasiões para o pecado e a necessidade de uma forte vida de oração.

Muitos terapeutas crêem que a fé religiosa desempenha uma parte crucial na recuperação da atração pelo mesmo sexo e de vícios sexuais. Quando uma pessoa confessa fantasias ou atos homossexuais ou atração pelo mesmo sexo, o padre deve estar consciente de que essas manifestações são muitas vezes sintomas de traumas na infância e adolescência, abuso sexual na infância ou necessidades que a criança tem de amor e afirmação do pai do mesmo sexo, necessidades que não foram supridas. A menos que esses problemas secretos sejam tratados diretamente, a pessoa poderá sentir as tentações voltando e cair assim em desespero.

Aqueles que rejeitam os ensinos da Igreja e incentivam os indivíduos com a atração pelo mesmo sexo a entrar nas chamadas “uniões homossexuais estáveis e amorosas” não conseguem entender que tal arranjo não resolverá esses problemas secretos. Embora deva incentivar esses indivíduos a procurar terapia e a se tornarem membros de um grupo de apoio, o padre deve se lembrar que através do sacramento, ele poderá ajudar penitentes individuais a lidarem não só com o pecado, mas também com as causas da atração pelo mesmo sexo.
A lista seguinte, embora não seja completa, ilustra algumas das maneiras pelas quais o padre poderá ajudar as pessoas com esses problemas que vêm até o Sacramento da Reconciliação:
a) Os indivíduos, com atração pelo mesmo sexo ou que confessaram pecados nessa área, quase sempre carregam um peso de profundo sofrimento emocional, tristeza e ressentimento para com os que os rejeitaram, negligenciaram ou magoaram, inclusive os pais, amigos e estupradores. O primeiro passo para a cura pode ser ajudá-los a perdoar. (Fitzgibbons 1999)
b) As pessoas que experimentam a atração pelo mesmo sexo muitas vezes relatam uma longa história de experiências sexuais precoces e trauma sexual (Doll 1992). Os indivíduos que estiveram envolvidos em atividade sexual com outro indivíduo na infância são mais propensos a se tornarem homossexualmente ativos (Stephan 1973; Bell 1981). Muitos jamais contaram a alguém sobre essas experiências (Johnson 1985) e carregam tremenda culpa e vergonha. Em alguns casos, aqueles que foram abusados sexualmente se sentem culpados porque reagiram ao trauma vivenciando sexualmente esses incidentes. O padre poderá delicadamente perguntar sobre experiências na infância, garantindo a esses indivíduos que seus pecados foram perdoados, e ajudá-los a encontrar libertação através do perdão aos outros.
c) As pessoas envolvidas em atividade homossexual poderão também sofrer de vício sexual (Saghir 1973; Beitchman 1991; Goode 1977). Aqueles que se engajaram em formas extremas de conduta sexual ou trocaram sexo por dinheiro têm mais probabilidade de se envolver em atividade homossexual (Saghir 1973). Não é fácil vencer os vícios, assim recorrer à Confissão pode ser um primeiro passo para a libertação. O padre deve lembrar aos penitentes que até os pecados mais extremos nessas áreas podem ser perdoados, incentivando-os a resistir ao desespero e a perseverar, e ao mesmo tempo recomendar grupos de apoio criados para lidar com o vício.
d) Os indivíduos com a atração pelo mesmo sexo muitas vezes abusam do álcool, drogas de prescrição e drogas ilegais (Fifield 1977; Saghir 1973). Tal abuso poderá enfraquecer a resistência à tentação sexual. O padre poderá recomendar que essas pessoas se tornem membros de um grupo de apoio que trata desses problemas.
e) O desespero e pensamentos de suicídio são também freqüentemente parte da vida de uma pessoa perturbada com a atração pelo mesmo sexo. (Beitchman 1991; Herrell 1999; Fergusson 1999) O padre poderá assegurar ao penitente que há toda razão para se ter esperança de que a situação mudará e que Deus os ama e quer que eles vivam uma vida plena e feliz. Repetimos o que já dissemos antes: perdoar os outros pode ser extremamente útil.
f) Os indivíduos que experimentam a atração pelo mesmo sexo poderão sofrer de problemas espirituais tais como inveja (Hurst 1980) ou autopiedade (Van den Aardweg, 1969). É importante que a pessoa que experimenta a atração pelo mesmo sexo não seja tratada como se as tentações sexuais fossem seu único problema.
g) A maioria esmagadora dos homens e mulheres que experimentam a atração pelo mesmo sexo relatam um relacionamento bem insatisfatório com o pai ( notas 17 a 23). O padre, como uma figura paterna amorosa e acolhedora, poderá mediante o sacramento começar o trabalho de consertar os danos e facilitar um relacionamento de cura com Deus Pai.

O padre precisa estar consciente da profundidade da cura que precisam essas pessoas que sofrem de sérios conflitos internos. Ele precisa ser fonte de esperança para os desesperados, perdão para os que erram, força para os fracos, ânimo para os corações desanimados e às vezes uma figura paterna amorosa para os emocionalmente feridos. Em resumo, ele deve ser Jesus para esses amados filhos de Deus que se acham nas situações mais difíceis. Ele deve ser pastoralmente sensível, mas deve também ser pastoralmente firme, imitando, como sempre, o Jesus compassivo que curava e perdoava setenta vezes sete, mas sempre lembrava: “Vá e não cometa mais esse pecado”.

3) Os Profissionais Médicos Católicos
Os pediatras precisam conhecer os sintomas da Desordem de Identidade de Gênero (DIG) e o problema crônico da falta de masculinidade na infância. Quando é identificado e tratado logo no começo, há toda razão para se ter a esperança de que se possa resolver o problema com sucesso (Zucker 1995; Newman 1976).
Embora o motivo principal para tratar crianças seja aliviar sua infelicidade do momento (Newman 1976; Bradley 1998; Bates 1974), o tratamento da DIG e do problema crônico da falta de masculinidade na infância podem impedir o desenvolvimento da atração pelo mesmo sexo e os problemas ligados à atividade homossexual na adolescência e vida adulta.

A maioria dos pais não quer que seu filho se envolva na conduta homossexual, mas os pais de filhos em risco muitas vezes hesitam buscar tratamento (Zucker 1995; Newman 1976). Mas há algo que pode ajudar a vencer sua oposição à terapia: informá-los de que 75% das crianças que exibem os sintomas da DIG e do problema crônico de falta de masculinidade na infância experimentarão a atração pelo mesmo sexo, se não houver nenhuma intervenção (Bradley 1998). É preciso informá-los também dos riscos ligados à atividade homossexual. (Garafalo 1998; Osmond1994; Stall 1988b; Rotello 1997; Signorille 1997).

A cooperação dos pais é extremamente importante para que a intervenção na infância tenha sucesso. Os pediatras devem se familiarizar com a literatura sobre tratamento. George Rekers escreveu vários livros sobre o assunto (Rekers 1988). Zucker e Bradley fazem uma análise abrangente da literatura em seu livro “Gender Identity Disorder and Psychosexual Problems in Children and Adolescents” (1995), bem como de muitos casos individuais registrados e recomendações de tratamento.

Ao encontrarem pacientes com doenças sexualmente transmissíveis adquiridas através da atividade homossexual, os médicos poderão informar aos pacientes da disponibilidade de terapia psicológica e grupos de apoio, e de que aproximadamente 30% dos clientes motivados conseguem alcançar uma mudança em sua orientação sexual. Em termos de prevenção de doenças, outros 30% conseguem permanecer celibatários ou eliminar as condutas de alto risco. Eles devem também questionar esses pacientes sobre o abuso de álcool e drogas, e recomendar tratamento quando for conveniente, já que muitos estudos associam ao abuso de drogas a infecção de doenças sexualmente transmissíveis (Mulry 1994).

Até mesmo antes da epidemia da AIDS, um estudo de homens que tinham relações sexuais com homens revelou que 63% haviam contraído doenças sexualmente transmissíveis através da atividade homossexual (Bell 1978).
Apesar de todas as campanhas educativas sobre a AIDS, os epidemiologistas prevêem que para o futuro próximo 50% dos homens que têm relações sexuais com homens terão o HIV. (Hoover 1991; Morris 1994; Rotello 1997). Eles também correm o risco de pegar sífilis, gonorréia, hepatite A, B, C, HPV e muitas outras doenças.
Os profissionais de saúde mental devem se familiarizar com as obras de terapeutas que tiveram sucesso no tratamento de indivíduos que experimentavam a atração pelo mesmo sexo. Pelo fato de que essa atração não tem origem numa única causa, pessoas diferentes poderão precisar de diferentes tipos de tratamento. Uma opção que se deveria considerar também é combinar a terapia incentivando o paciente a se tornar membro de um grupo de apoio.

4) Os Professores nas Instituições Católicas
Os professores nas instituições católicas têm o dever de defender os ensinos da Igreja sobre a moralidade sexual, de se opor a informações falsas sobre a atração pelo mesmo sexo e de informar os adolescentes em risco ou já homossexualmente envolvidos da disponibilidade de ajuda. Eles devem continuar a resistir à pressão de incluir informações sobre a camisinha no currículo para favorecer os adolescentes homossexualmente ativos.
Numerosos estudos têm revelado que informações sobre a camisinha são ineficazes na prevenção da transmissão de doenças na população de risco (Stall 1988a; Calabrese 1987; Hoover 1991).

Os ativistas dos direitos dos gays têm insistido em que os adolescentes em risco sejam entregues a grupos de apoio que os ajudarão a assumir sua homossexualidade. Não há evidência de que a participação nesses grupos impeça as conseqüências negativas de longo prazo ligadas à atividade homossexual. Tais grupos com certeza não incentivarão os adolescentes a evitar o pecado nem os animarão a viver de modo casto de acordo com seu estado de vida.

Deve-se levar a sério os sintomas da DIG e do problema crônico da falta de masculinidade nos meninos. As crianças em risco, porém, precisam de ajuda especial, de modo particular as que foram vítimas de abuso sexual na infância. Os educadores também têm o dever de parar de provocar e ridicularizar as crianças que não vivem conforme as normas sexuais. É necessário criar e suprir recursos para professores em instituições católicas, programas CCD e outras instituições. Esses recursos devem educar os professores, suprir planos de lições e estratégias para lidar com a questão da ridicularização das crianças em risco..

5) As Famílias Católicas
Quando pais católicos descobrem que seu filho ou filha está experimentando a atração pelo mesmo sexo ou está envolvido em atividade homossexual, eles muitas vezes se sentem devastados. Temendo pela saúde, felicidade e salvação da criança, os pais geralmente ficam aliviados quando são informados de que é possível tratar e prevenir a atração pelo mesmo sexo. Eles poderão procurar o apoio de outros pais na organização Encourage. Eles também precisarão compartilhar seus problemas com amigos e famílias amorosas.

Os pais devem ser informados dos sintomas da Desordem de Identidade de Gênero e da prevenção dos problemas de identidade de gênero. Eles também devem ser incentivados a levar esses sintomas a sério e encaminhar os filhos com problemas de identidade de gênero a profissionais de saúde mental qualificados e moralmente preparados.

6) A Comunidade Católica
Havia uma época no passado não muito distante em que a gravidez fora do casamento recebia críticas e duras. A legalização do aborto [nos EUA] forçou a Igreja a confrontar essa questão e suprir um ministério ativo para as mulheres que estavam passando por uma gravidez “indesejada” e para as mulheres com experiências de trauma pós-aborto. Em poucos anos, a abordagem das dioceses, paróquias individuais e os fiéis católicos foi transformada e hoje a verdadeira caridade cristã é a norma, em vez de exceção. Do mesmo modo, as atitudes para com a atração pelo mesmo sexo poderão ser transformadas, contanto que cada instituição católica faça sua parte.

Aqueles que experimentam a atração pelo mesmo sexo, aqueles que se engajam em conduta homossexual e suas famílias muitas vezes se sentem excluídos da preocupação amorosa da comunidade católica. Uma das maneiras de mostrar para essas famílias que a comunidade se importa com elas é oferecer, como parte das intenções durante a missa, orações pelos indivíduos que experimentam a atração pelo mesmo sexo e por suas famílias.
Os membros dos meios de comunicação católicos precisam ser informados sobre a atração pelo mesmo sexo, sobre os ensinos da Igreja e sobre os recursos para a prevenção e o tratamento. Deve-se desenvolver e distribuir, a partir das próprias igrejas, panfletos e outros materiais que expressam claramente o ensino da Igreja e dão informações sobre recursos para aqueles que estão em necessidade imediata nessa área.

Quando um membro dos meios de comunicação católicos, um professor numa instituição católica ou um padre faz declarações inexatas sobre o ensino da Igreja ou dá a impressão de que a atração pelo mesmo sexo é geneticamente determinada e imutável, os leigos poderão oferecer informações com o objetivo de corrigir esses mal entendidos.

7) Os Bispos
A Associação Médica Católica reconhece a responsabilidade que o bispo diocesano tem de fiscalizar a ortodoxia do ensino dentro de sua diocese. Com certeza isso inclui instrução clara sobre a natureza e propósito das relações sexuais íntimas entre os indivíduos e a pecaminosidade das relações impróprias. A AMC espera trabalhar com bispos e padres para auxiliar a estabelecer adequados grupos de apoio e modelos terapêuticos para aqueles que lutam com a atração pelo mesmo sexo. Embora vejamos os programas Courage e Encourage como bem úteis e valiosos e os promovamos ativamente, estamos certos de que há outros tipos de apoio e estamos dispostos a trabalhar com qualquer programa psicológica, espiritual e moralmente bom.

8) Esperança
O Dr. Jeffrey Satinover escreveu de sua vasta experiência com clientes que experimentam a atração pelo mesmo sexo:
“Tenho tido a felicidade extraordinária de encontrar muitas pessoas que saíram do estilo de vida gay. Quando vejo as dificuldades pessoais, a clara coragem que eles mostram não só para enfrentar essas dificuldades, mas também para confrontar uma cultura que usa todos os meios possíveis para negar a validade de seus valores, metas e experiências, fico verdadeiramente admirado… São essas pessoas – ex-homossexuais e aqueles que ainda estão lutando, em todos os lugares dos EUA e em outros países – que permanecem para mim como um modelo de tudo o que é bom e possível num mundo que leva a sério o coração humano, e o Deus desse coração. Em minhas várias pesquisas no mundo da psicanálise, psicoterapia e psiquiatria, realmente nunca antes vi tal profunda cura”. (Satinover 1996)

Aqueles que desejam se libertar da atração pelo mesmo sexo freqüentemente recorrem primeiro à Igreja. A AMC quer se certificar de que eles encontrem a ajuda e esperança que estão buscando. Há toda razão para se ter esperança de que todo indivíduo que experimenta a atração pelo mesmo sexo, que busca a ajuda da Igreja, poderá encontrar a libertação da conduta homossexual e muitos encontrarão muito mais, mas eles virão só se virem amor em nossas palavras e atitudes.

Se os profissionais médicos católicos no passado não conseguiram suprir as necessidades dessa população cliente, se eles não conseguiram trabalhar diligentemente para desenvolver terapias eficientes de prevenção e tratamento ou se eles não conseguiram tratar clientes que experimentavam esses problemas com o respeito devido a cada pessoa, pedimos perdão.

A Associação Médica Católica reconhece que os profissionais da área da saúde têm o dever especial nessa área e espera que essa declaração os ajude a cumprir esse dever conforme os princípios da fé católica.
A pesquisa mencionada neste relatório foi obtida de uma ampla variedade de fontes. Na maioria dos casos, poderia-se citar numerosas outras fontes. Para os que desejam fazer um estudo profundo das questões levantadas, pode-se obter uma bibliografia abrangente pela Internet (74747.2241@compuserve.com) junto com análises da literatura que vem ao caso.

Deve-se indicar que muitos dos autores citados não aceitam o ensino da Igreja sobre a natureza intrinsecamente anormal dos atos homossexuais. Não fizemos nenhum esforço para distinguir entre os que aceitam e os que não aceitam, já que os que favorecem a prevenção e o tratamento e os que apóiam a terapia de aceitação do estilo de vida gay apresentam relatórios de casos e evidência estatística essencialmente coerentes, diferindo só na interpretação e relevância da evidência”.

Acosta, F. (1975) Etiology and treatment of homosexuality: A review. Archives of Sexual Behavior. 4: 9 – 29.
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Exodus North America (1990-2000) Update. Exodus: Seattle WA.

Fonte: http://www.presbiteros.com.br/site/homossexualidade-e-esperanca/

Creio que com isso fechamos a questao. Está indicado tamém uma ampla bibliografia científica sobre o assunto. Quem quiser se aprofundar, procure nesses livros. Se alguem quiser esclarecer alguma dúvida ainda, mande-nos uma mensagem pessoal ou, se representar algo novo e relevanto ao tema, que crie um novo tópico.

Um grande abraço e que o Senhor sempre os abençoe.
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Re: Casamento homossexual

Mensagem por Pe. Anderson em Sab Mar 19, 2011 12:19 pm

Caros amigos,

Para completar, vejam essa notícia, esse comunicado oficial da Santa Sé.


SANTA SÉ DENUNCIA NOVA TENTATIVA DE IMPOR IDEOLOGIA DE GÊNERO

Expressa sua reserva diante das conclusões da Comissão sobre Status da Mulher

NOVA YORK, sexta-feira, 18 de março de 2011 (ZENIT.org) - A Santa Sé denunciou uma nova tentativa de impor, mesmo contra o parecer de muitos países, uma visão a partir da ideologia de gênero nas conclusões da sessão 55ª da Comissão sobre o Status da Mulher, do Conselho Econômico e Social da ONU.
Em seu discurso de 14 de março, o observador permanente, Dom Francis Chullikatt, afirmou categoricamente "a necessidade de respeitar o valor e a dignidade intrínsecos de todas as mulheres e meninas, que são essenciais para seu autêntico progresso".
No entanto, expressou as reservas da Santa Sé diante da redação final das conclusões da Comissão sobre o Status da Mulher, do Conselho Econômico e Social da ONU, que, segundo o prelado, tentam impor novamente, como em ocasiões anteriores, a ideologia de gênero.
Dada a inclusão do termo "gênero" nas conclusões da Comissão, Dom Chullikatt lamentou que no texto se tenha adotado "um novo parágrafo preambular, com a intenção de eliminar as dúvidas sobre a promoção de uma nova definição de gênero".
O prelado recordou que, no Direito dos Tratados, a única definição de "gênero" que obriga os Estados partes está contida no Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional, que afirma que "o termo 'gênero' se refere aos dois sexos, masculino e feminino, dentro do contexto da sociedade".
Contra os direitos do Homem
Infelizmente, denunciou Dom Chullikatt, "durante as negociações do texto atual, algumas delegações tentaram avançar novamente, através dos ‘estudos de gênero', em uma definição radical de ‘gênero', que afirma que a identidade sexual, de alguma maneira, pode se adaptar indefinidamente com fins novos e diferentes, não reconhecidos no direito internacional".
"À luz dessas tendências, a comunidade internacional deve estar ciente de que este programa para redefinir o 'gênero', por sua vez, põe em dúvida o próprio fundamento do sistema de direitos humanos", sublinhou o prelado.
Por outro lado, denunciou o observador vaticano, "esta abordagem radical está ligada à falta de referência aos ‘direitos' dos pais, em particular ao seu direito de escolher a educação de seus filhos, incluindo o ensino sobre o autêntico amor humano, o casamento e a família".
Embora os direitos dos pais "sejam especificados na Declaração Universal dos Direitos Humanos, no Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos e no Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais", várias "tentativas de incluir a linguagem dos direitos dos pais da mesma forma que os termos das responsabilidades paternas foram rejeitadas".
O prelado reiterou também as reservas da Santa Sé, como em ocasiões anteriores, "com relação ao significado de do termo ‘saúde reprodutiva e sexual', que não deveria incluir o aborto ou os serviços do aborto".
"A Santa Sé - como muitas mulheres no mundo inteiro - está convencida de que a verdadeira promoção da mulher está fortemente ligada ao reconhecimento e à aplicação efetiva dos seus direitos, dignidade e responsabilidades. Tanto as mulheres como os homens são chamados a acolhê-los, protegê-los e promovê-los, para um compromisso renovado perante a humanidade", concluiu Dom Chullikatt.

Fonte: http://www.zenit.org/article-27528?l=portuguese

Grande abraço a todos.
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Re: Casamento homossexual

Mensagem por Pe. Anderson em Qua Set 14, 2011 11:10 am

Caros amigos,

Vejam a posiçao oficial da Igreja Católica sobre o tema. Publicamos aqui um documento da Congregaçao da Doutrina da Fé (assinado pelo cardeal Ratzinger) sobre o tema, do ano 2003.

CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ

CONSIDERAÇÕES SOBRE OS PROJECTOS DE RECONHECIMENTO LEGAL DAS UNIÕES ENTRE PESSOAS HOMOSSEXUAIS


INTRODUÇÃO

1. Diversas questões relativas à homossexualidade foram recentemente tratadas várias vezes pelo Santo Padre João Paulo II e pelos competentes Dicastérios da Santa Sé.(1) Trata-se, com efeito, de um fenómeno moral e social preocupante, inclusive nos Países onde ainda não se tornou relevante sob o ponto de vista do ordenamento jurídico. A preocupação é, todavia, maior nos Países que já concederam ou se propõem conceder reconhecimento legal às uniões homossexuais, alargando-o, em certos casos, mesmo à habilitação para adoptar filhos. As presentes Considerações não contêm elementos doutrinais novos; entendem apenas recordar os pontos essenciais sobre o referido problema e fornecer algumas argumentações de carácter racional, que possam ajudar os Bispos a formular intervenções mais específicas, de acordo com as situações particulares das diferentes regiões do mundo: intervenções destinadas a proteger e promover a dignidade do matrimónio, fundamento da família, e a solidez da sociedade, de que essa instituição é parte constitutiva. Têm ainda por fim iluminar a actividade dos políticos católicos, a quem se indicam as linhas de comportamento coerentes com a consciência cristã, quando tiverem de se confrontar com projectos de lei relativos a este problema.(2) Tratando-se de uma matéria que diz respeito à lei moral natural, as seguintes argumentações são propostas não só aos crentes, mas a todos os que estão empenhados na promoção e defesa do bem comum da sociedade.


I. NATUREZA E CARACTERÍSTICAS IRRENUNCIÁVEIS DO MATRIMÓNIO

2. O ensinamento da Igreja sobre o matrimónio e sobre a complementaridade dos sexos propõe uma verdade, evidenciada pela recta razão e reconhecida como tal por todas as grandes culturas do mundo. O matrimónio não é uma união qualquer entre pessoas humanas. Foi fundado pelo Criador, com uma sua natureza, propriedades essenciais e finalidades.(3) Nenhuma ideologia pode cancelar do espírito humano a certeza de que só existe matrimónio entre duas pessoas de sexo diferente, que através da recíproca doação pessoal, que lhes é própria e exclusiva, tendem à comunhão das suas pessoas. Assim se aperfeiçoam mutuamente para colaborar com Deus na geração e educação de novas vidas.

3. A verdade natural sobre o matrimónio foi confirmada pela Revelação contida nas narrações bíblicas da criação e que são, ao mesmo tempo, expressão da sabedoria humana originária, em que se faz ouvir a voz da própria natureza. São três os dados fundamentais do plano criador relativamente ao matrimónio, de que fala o Livro do Génesis.

Em primeiro lugar, o homem, imagem de Deus, foi criado « homem e mulher » (Gn 1, 27). O homem e a mulher são iguais enquanto pessoas e complementares enquanto homem e mulher. A sexualidade, por um lado, faz parte da esfera biológica e, por outro, é elevada na criatura humana a um novo nível, o pessoal, onde corpo e espírito se unem.

Depois, o matrimónio é instituído pelo Criador como forma de vida em que se realiza aquela comunhão de pessoas que requer o exercício da faculdade sexual. « Por isso, o homem deixará o seu pai e a sua mãe e unir-se-á à sua mulher e os dois tornar-se-ão uma só carne » (Gn 2, 24).

Por fim, Deus quis dar à união do homem e da mulher uma participação especial na sua obra criadora. Por isso, abençoou o homem e a mulher com as palavras: « Sede fecundos e multiplicai-vos » (Gn 1, 28). No plano do Criador, a complementaridade dos sexos e a fecundidade pertencem, portanto, à própria natureza da instituição do matrimónio.

Além disso, a união matrimonial entre o homem e a mulher foi elevada por Cristo à dignidade de sacramento. A Igreja ensina que o matrimónio cristão é sinal eficaz da aliança de Cristo e da Igreja (cf. Ef 5, 32). Este significado cristão do matrimónio, longe de diminuir o valor profundamente humano da união matrimonial entre o homem e a mulher, confirma-o e fortalece-o (cf. Mt 19, 3-12; Mc 10, 6-9).

4. Não existe nenhum fundamento para equiparar ou estabelecer analogias, mesmo remotas, entre as uniões homossexuais e o plano de Deus sobre o matrimónio e a família. O matrimónio é santo, ao passo que as relações homossexuais estão em contraste com a lei moral natural. Os actos homossexuais, de facto, « fecham o acto sexual ao dom da vida. Não são fruto de uma verdadeira complementaridade afectiva e sexual. Não se podem, de maneira nenhuma, aprovar ».(4)

Na Sagrada Escritura, as relações homossexuais « são condenadas como graves depravações... (cf. Rm 1, 24-27; 1 Cor 6, 10; 1 Tm 1, 10). Desse juízo da Escritura não se pode concluir que todos os que sofrem de semelhante anomalia sejam pessoalmente responsáveis por ela, mas nele se afirma que os actos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados ».(5) Idêntico juízo moral se encontra em muitos escritores eclesiásticos dos primeiros séculos,(6) e foi unanimemente aceite pela Tradição católica.

Também segundo o ensinamento da Igreja, os homens e as mulheres com tendências homossexuais « devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Deve evitar-se, para com eles, qualquer atitude de injusta discriminação ».(7) Essas pessoas, por outro lado, são chamadas, como os demais cristãos, a viver a castidade.(8) A inclinação homossexual é, todavia, « objectivamente desordenada »,(9) e as práticas homossexuais « são pecados gravemente contrários à castidade ».(10)


II. ATITUDES PERANTE O PROBLEMA DAS UNIÕES HOMOSSEXUAIS

5. Em relação ao fenómeno das uniões homossexuais, existentes de facto, as autoridades civis assumem diversas atitudes: por vezes, limitam-se a tolerar o fenómeno; outras vezes, promovem o reconhecimento legal dessas uniões, com o pretexto de evitar, relativamente a certos direitos, a discriminação de quem convive com uma pessoa do mesmo sexo; nalguns casos, chegam mesmo a favorecer a equivalência legal das uniões homossexuais com o matrimónio propriamente dito, sem excluir o reconhecimento da capacidade jurídica de vir a adoptar filhos.

Onde o Estado assume uma política de tolerância de facto, sem implicar a existência de uma lei que explicitamente conceda um reconhecimento legal de tais formas de vida, há que discernir bem os diversos aspectos do problema. É imperativo da consciência moral dar, em todas as ocasiões, testemunho da verdade moral integral, contra a qual se opõem tanto a aprovação das relações homossexuais como a injusta discriminação para com as pessoas homossexuais. São úteis, portanto, intervenções discretas e prudentes, cujo conteúdo poderia ser, por exemplo, o seguinte: desmascarar o uso instrumental ou ideológico que se possa fazer de dita tolerância; afirmar com clareza o carácter imoral desse tipo de união; advertir o Estado para a necessidade de conter o fenómeno dentro de limites que não ponham em perigo o tecido da moral pública e que, sobretudo, não exponham as jovens gerações a uma visão errada da sexualidade e do matrimónio, que os privaria das defesas necessárias e, ao mesmo tempo, contribuiria para difundir o próprio fenómeno. Àqueles que, em nome dessa tolerância, entendessem chegar à legitimação de específicos direitos para as pessoas homossexuais conviventes, há que lembrar que a tolerância do mal é muito diferente da aprovação ou legalização do mal.

Em presença do reconhecimento legal das uniões homossexuais ou da equiparação legal das mesmas ao matrimónio, com acesso aos direitos próprios deste último, é um dever opor-se-lhe de modo claro e incisivo. Há que abster-se de qualquer forma de cooperação formal na promulgação ou aplicação de leis tão gravemente injustas e, na medida do possível, abster-se também da cooperação material no plano da aplicação. Nesta matéria, cada qual pode reivindicar o direito à objecção de consciência.


III. ARGUMENTAÇÕES RACIONAIS CONTRA O RECONHECIMENTO LEGAL DAS UNIÕES HOMOSSEXUAIS

6. A compreensão das razões que inspiram o dever de se opor desta forma às instâncias que visem legalizar as uniões homossexuais exige algumas considerações éticas específicas, que são de diversa ordem.

De ordem relativa à recta razão

A função da lei civil é certamente mais limitada que a da lei moral.(11) A lei civil, todavia, não pode entrar em contradição com a recta razão sob pena de perder a força de obrigar a consciência.(12) Qualquer lei feita pelos homens tem razão de lei na medida que estiver em conformidade com a lei moral natural, reconhecida pela recta razão, e sobretudo na medida que respeitar os direitos inalienáveis de toda a pessoa.(13) As legislações que favorecem as uniões homossexuais são contrárias à recta razão, porque dão à união entre duas pessoas do mesmo sexo garantias jurídicas análogas às da instituição matrimonial. Considerando os valores em causa, o Estado não pode legalizar tais uniões sem faltar ao seu dever de promover e tutelar uma instituição essencial ao bem comum, como é o matrimónio.

Poderá perguntar-se como pode ser contrária ao bem comum uma lei que não impõe nenhum comportamento particular, mas apenas se limita a legalizar uma realidade de facto, que aparentemente parece não comportar injustiça para com ninguém. A tal propósito convém reflectir, antes de mais, na diferença que existe entre o comportamento homossexual como fenómeno privado, e o mesmo comportamento como relação social legalmente prevista e aprovada, a ponto de se tornar numa das instituições do ordenamento jurídico. O segundo fenómeno, não só é mais grave, mas assume uma relevância ainda mais vasta e profunda, e acabaria por introduzir alterações na inteira organização social, que se tornariam contrárias ao bem comum. As leis civis são princípios que estruturam a vida do homem no seio da sociedade, para o bem ou para o mal. « Desempenham uma função muito importante, e por vezes determinante, na promoção de uma mentalidade e de um costume».(14) As formas de vida e os modelos que nela se exprimem não só configuram externamente a vida social, mas ao mesmo tempo tendem a modificar, nas novas gerações, a compreensão e avaliação dos comportamentos. A legalização das uniões homossexuais acabaria, portanto, por ofuscar a percepção de alguns valores morais fundamentais e desvalorizar a instituição matrimonial.

De ordem biológica e antropológica

7. Nas uniões homossexuais estão totalmente ausentes os elementos biológicos e antropológicos do matrimónio e da família, que poderiam dar um fundamento racional ao reconhecimento legal dessas uniões. Estas não se encontram em condição de garantir de modo adequado a procriação e a sobrevivência da espécie humana. A eventual utilização dos meios postos à sua disposição pelas recentes descobertas no campo da fecundação artificial, além de comportar graves faltas de respeito à dignidade humana,(15) não alteraria minimamente essa sua inadequação.

Nas uniões homossexuais está totalmente ausente a dimensão conjugal, que representa a forma humana e ordenada das relações sexuais. Estas, de facto, são humanas, quando e enquanto exprimem e promovem a mútua ajuda dos sexos no matrimónio e se mantêm abertas à transmissão da vida.

Como a experiência confirma, a falta da bipolaridade sexual cria obstáculos ao desenvolvimento normal das crianças eventualmente inseridas no interior dessas uniões. Falta-lhes, de facto, a experiência da maternidade ou paternidade. Inserir crianças nas uniões homossexuais através da adopção significa, na realidade, praticar a violência sobre essas crianças, no sentido que se aproveita do seu estado de fraqueza para introduzi-las em ambientes que não favorecem o seu pleno desenvolvimento humano. Não há dúvida que uma tal prática seria gravemente imoral e pôr-se-ia em aberta contradição com o princípio reconhecido também pela Convenção internacional da ONU sobre os direitos da criança, segundo o qual, o interesse superior a tutelar é sempre o da criança, que é a parte mais fraca e indefesa.

De ordem social

8. A sociedade deve a sua sobrevivência à família fundada sobre o matrimónio. É, portanto, uma contradição equiparar à célula fundamental da sociedade o que constitui a sua negação. A consequência imediata e inevitável do reconhecimento legal das uniões homossexuais seria a redefinição do matrimónio, o qual se converteria numa instituição que, na sua essência legalmente reconhecida, perderia a referência essencial aos factores ligados à heterossexualidade, como são, por exemplo, as funções procriadora e educadora. Se, do ponto de vista legal, o matrimónio entre duas pessoas de sexo diferente for considerado apenas como um dos matrimónios possíveis, o conceito de matrimónio sofrerá uma alteração radical, com grave prejuízo para o bem comum. Colocando a união homossexual num plano jurídico análogo ao do matrimónio ou da família, o Estado comporta-se de modo arbitrário e entra em contradição com os próprios deveres.

Em defesa da legalização das uniões homossexuais não se pode invocar o princípio do respeito e da não discriminação de quem quer que seja. Uma distinção entre pessoas ou a negação de um reconhecimento ou de uma prestação social só são inaceitáveis quando contrárias à justiça.(16) Não atribuir o estatuto social e jurídico de matrimónio a formas de vida que não são nem podem ser matrimoniais, não é contra a justiça; antes, é uma sua exigência.

Nem tão pouco se pode razoavelmente invocar o princípio da justa autonomia pessoal. Uma coisa é todo o cidadão poder realizar livremente actividades do seu interesse, e que essas actividades que reentrem genericamente nos comuns direitos civis de liberdade, e outra muito diferente é que actividades que não representam um significativo e positivo contributo para o desenvolvimento da pessoa e da sociedade possam receber do Estado um reconhecimento legal especifico e qualificado. As uniões homossexuais não desempenham, nem mesmo em sentido analógico remoto, as funções pelas quais o matrimónio e a família merecem um reconhecimento específico e qualificado. Há, pelo contrário, razões válidas para afirmar que tais uniões são nocivas a um recto progresso da sociedade humana, sobretudo se aumentasse a sua efectiva incidência sobre o tecido social.

De ordem jurídico

9. Porque as cópias matrimoniais têm a função de garantir a ordem das gerações e, portanto, são de relevante interesse público, o direito civil confere-lhes um reconhecimento institucional. As uniões homossexuais, invés, não exigem uma específica atenção por parte do ordenamento jurídico, porque não desempenham essa função em ordem ao bem comum.

Não é verdadeira a argumentação, segundo a qual, o reconhecimento legal das uniões homossexuais tornar-se-ia necessário para evitar que os conviventes homossexuais viessem a perder, pelo simples facto de conviverem, o efectivo reconhecimento dos direitos comuns que gozam enquanto pessoas e enquanto cidadãos. Na realidade, eles podem sempre recorrer – como todos os cidadãos e a partir da sua autonomia privada – ao direito comum para tutelar situações jurídicas de interesse recíproco. Constitui porém uma grave injustiça sacrificar o bem comum e o recto direito de família a pretexto de bens que podem e devem ser garantidos por vias não nocivas à generalidade do corpo social.(17)


IV. COMPORTAMENTOS DOS POLÍTICOS CATÓLICOS PERANTE LEGISLAÇÕES FAVORÁVEIS ÀS UNIÕES HOMOSSEXUAIS

10. Se todos os fiéis são obrigados a opor-se ao reconhecimento legal das uniões homossexuais, os políticos católicos são-no de modo especial, na linha da responsabilidade que lhes é própria. Na presença de projectos de lei favoráveis às uniões homossexuais, há que ter presentes as seguintes indicações éticas.

No caso que se proponha pela primeira vez à Assembleia legislativa um projecto de lei favorável ao reconhecimento legal das uniões homossexuais, o parlamentar católico tem o dever moral de manifestar clara e publicamente o seu desacordo e votar contra esse projecto de lei. Conceder o sufrágio do próprio voto a um texto legislativo tão nocivo ao bem comum da sociedade é um acto gravemente imoral.

No caso de o parlamentar católico se encontrar perante uma lei favorável às uniões homossexuais já em vigor, deve opor-se-lhe, nos modos que lhe forem possíveis, e tornar conhecida a sua oposição: trata-se de um acto devido de testemunho da verdade. Se não for possível revogar completamente uma lei desse género, o parlamentar católico, atendo-se às orientações dadas pela Encíclica Evangelium vitae, « poderia dar licitamente o seu apoio a propostas destinadas a limitar os danos de uma tal lei e diminuir os seus efeitos negativos no plano da cultura e da moralidade pública », com a condição de ser « clara e por todos conhecida » a sua « pessoal e absoluta oposição » a tais leis, e que se evite o perigo de escândalo.(18) Isso não significa que, nesta matéria, uma lei mais restritiva possa considerar-se uma lei justa ou, pelo menos, aceitável; trata-se, pelo contrário, da tentativa legítima e obrigatória de proceder à revogação, pelo menos parcial, de uma lei injusta, quando a revogação total não é por enquanto possível.


CONCLUSÃO

11. A Igreja ensina que o respeito para com as pessoas homossexuais não pode levar, de modo nenhum, à aprovação do comportamento homossexual ou ao reconhecimento legal das uniões homossexuais. O bem comum exige que as leis reconheçam, favoreçam e protejam a união matrimonial como base da família, célula primária da sociedade. Reconhecer legalmente as uniões homossexuais ou equipará-las ao matrimónio, significaria, não só aprovar um comportamento errado, com a consequência de convertê-lo num modelo para a sociedade actual, mas também ofuscar valores fundamentais que fazem parte do património comum da humanidade. A Igreja não pode abdicar de defender tais valores, para o bem dos homens e de toda a sociedade.

O Sumo Pontífice João Paulo II, na Audiência concedida a 28 de Março de 2003 ao abaixo-assinado Cardeal Prefeito, aprovou as presentes Considerações, decididas na Sessão Ordinária desta Congregação, e mandou que fossem publicadas.

Roma, sede da Congregação para a Doutrina da Fé, 3 de Junho de 2003, memória de São Carlos Lwanga e companheiros, mártires.

Joseph Card. Ratzinger
Prefeito

Angelo Amato, S.D.B.
Arcebispo titular de Sila
Secretário

(1) Cf. João Paulo II, Alocuções por ocasião da recitação do Angelus, 20 de Fevereiro de 1994 e 19 de Junho de 1994; Discurso aos participantes na Assembleia Plenária do Conselho Pontifício para a Família, 24 de Março de 1999; Catecismo da Igreja Católica, nn. 2357-2359, 2396; Congregação para a Doutrina da Fé, Declaração Persona humana, 29 de Dezembro de 1975, n. 8; Carta sobre a cura pastoral das pessoas homossexuais, 1 de Outubro de 1986; Algumas Considerações sobre a Resposta a propostas de lei em matéria de não discriminação das pessoas homossexuais, 24 de Julho de 1992; Conselho Pontifício para a Família, Carta aos Presidentes das Conferências Episcopais da Europa sobre a resolução do Parlamento Europeu em matéria de cópias homossexuais, 25 de Março de 1994; Família, matrimónio e « uniões de facto », 26 de Julho de 2000, n. 23.

(2) Cf. Congregação para a Doutrina da Fé, Nota doutrinal sobre algumas questões relativas ao empenho e comportamento dos católicos na vida política, 24 de Novembro de 2002, n. 4.

(3) Cf. Concílio Vaticano II, Constituição pastoral Gaudium et spes, n. 48.

(4) Catecismo da Igreja Católica, n. 2357.

(5) Congregação para a Doutrina da Fé, Declaração Persona humana, 29 de Dezembro de 1975, n. 8.

(6) Cf. por exemplo, S. Policarpo, Carta aos Filipenses, V, 3; S. Justino, Primeira Apologia, 27, 1-4; Atenágoras, Súplica em favor dos cristãos, 34.

(7) Catecismo da Igreja Católica, n. 2358; cf. Congregação para a Doutrina da Fé, Carta sobre a cura pastoral das pessoas homossexuais, 1 de Outubro de 1986, n. 10.

(8) Cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 2359; Congregação para a Doutrina da Fé, Carta sobre a cura pastoral das pessoas homossexuais, 1 de Outubro de 1986, n. 12.

(9) Catecismo da Igreja Católica, n. 2358.

(10) Ibid., n. 2396.

(11) Cf. João Paulo II, Carta encíclica Evangelium vitae, 25 de Março de 1995, n. 71.

(12) Cf. ibid., n. 72.

(13) Cf. S. Tomás de Aquino, Summa Theologiae, I-II, q. 95, a. 2.

(14) João Paulo II, Carta encíclica Evangelium vitae, 25 de Março de 1995, n. 90.

(15) Cf. Congregação para a Doutrina da Fé, Instrução Donum vitae, 22 de Fevereiro de 1987, II. A. 1-3.

(16) Cf. S. Tomás de Aquino, Summa Theologiae, II-II, q. 63, a. 1, c.

(17) Deve, além disso, ter-se presente que existe sempre « o perigo de uma legislação, que faça da homossexualidade uma base para garantir direitos, poder vir de facto a encorajar uma pessoa com tendências homossexuais a declarar a sua homossexualidade ou mesmo a procurar um parceiro para tirar proveito das disposições da lei » (Congregação para a Doutrina da Fé, Algumas Considerações sobre a Resposta a propostas de lei em matéria de não discriminação das pessoas homossexuais, 24 de Julho de 1992, n. 14).

(18) João Paulo II, Carta encíclica Evangelium vitae, 25 de Março de 1995, n. 73.
Fonte: http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_20030731_homosexual-unions_po.html

Grande abraço a todos.
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Re: Casamento homossexual

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Qui Set 15, 2011 8:04 am

Para quem segue os ensinamentos do Criador têm muito valor as seguintes palavras da Bíblia, que estão expressas de uma forma tão simples e clara, e dentro do seu contexto próprio:
Se um homem coabitar sexualmente com um varão, cometeram ambos um acto abominável; serão os dois punidos com a morte; o seu sangue cairá sobre eles. (Levitico 20,13)
Ora se essas palavras exprimem a vontade de YHWH, para com o seu povo (os israelitas) e a respectiva máxima penalidade para esse pecado hediondo, qual será a posição que cada um deve tomar se LHE quer OBEDECER?!...
Também está clara qual é a posição a tomar por aqueles que Lhe querem desobedecer e que não respeitam a SUA DIVINA VONTADE.
Não importa as tendências de cada um em ser um grande "machista" ou em ser um pobre «efeminado». Não é isto o que importa, mas sim em procurar agradar-LHE.
Quanto maior for o esforço a tomar, maior é esse AMOR e maior será a recompensa.

Não vos surpreendeu nenhuma tentação que tivesse ultrapassado a medida humana. Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados acima das vossas forças, mas, com a tentação, vos dará os meios de sair dela e a força para a suportar.
(1ª Corintios 10,13)
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