Auto-interpretação bíblica

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Re: Auto-interpretação bíblica

Mensagem por MSPP em Sab Fev 02, 2013 2:01 pm

Arrogância?! ...
Austero?! ...
28«Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei-de aliviar-vos. 29*Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito. 30Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.»
Mateus 11
Onde está a austeridade?! ... e a arrogância?!

MSPP

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Re: Auto-interpretação bíblica

Mensagem por Fabricio em Qui Fev 07, 2013 7:03 pm

Senhor Manuel,

Releia meu texto, a arrogância está na sua missiva, nunca em Nosso Senhor. Arrogância cabe àqueles que fazem juízo demasiado de si próprios, o que definitivamente não é o caso de Nosso Senhor.

Já a austeridade, Ele sempre a usou quando necessário:

"Serpentes! Raça de víboras! Como escapareis ao castigo do inferno?" (São Mateus, 23:33)

"Jesus entrou no templo e expulsou dali todos aqueles que se entregavam ao comércio. Derrubou as mesas dos cambistas e os bancos dos negociantes de pombas" (São Mateus 21:12)

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Re: Auto-interpretação bíblica

Mensagem por MSPP em Sex Fev 08, 2013 1:50 pm

Talvez estejamos a dar um significado diferente à palavra «austeridade».

Eu estava a pensar na injusta «austeridade» que as autoridades estão a lançar sobre os cidadãos, para pagarem os erros que essas autoridades cometeram.
Você usou talvez a palavra «austeridade» em vez de «Justeza».
Cristo era «justo» mas não era austero («oportunista») como estão a ser as autoridades dos nossos dias!
quanto à sua expressão «Arrogância cabe àqueles que fazem juízo demasiado de si próprios, » podemos dizer que Cristo (e nós devemos imitá-LO) nunca foi arrogante, mas humilde de coração.
Além do mais era «manso», e a sua mansidão torna-O muito diferente de todos os que julgam ter alguma autoridade.
Uma curiosidade!:::
Reparou que as frases que o amigo Fabrício transcreveu da Bíblia dizem respeito à justeza que levou o Cristo a ter reprimindo o comportamento de AUTORIDADES ESPIRITUAIS (escribas e fariseus: mestres da LEI: Mateus 23) e os que ganhavam dinheiro para as pessoas poderem cumprir alguns dos seus deveres sagrados, no templo(Mat.21)?!!!

Por favor confira o contexto: (Mateus 23 ... Mateus 21)

Se me quiser chamar «arrogante» por defender a «justeza» faça o que quiser.
Na verdade, como é que eu posso ser arrogante, se tenho uma vida completa de fracassos?!
(2ª Corintios 12:5) ... Confira o contexto aqui.
Está a dizer que sou arrogante, por não acreditar em quem não mostra as credenciais que são necessárias para provar que quem diz ser quem?! .
http://quemtembocavaiaroma.livreforum.com/t1128p45-frases-papais#13899

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Re: Auto-interpretação bíblica

Mensagem por Fabricio em Qui Fev 14, 2013 6:28 pm

Senhor Manuel,

Sei das dificuldades da língua de Camões, mas francamente, a palavra "austero" não dá margem para sua interpretação. Austero pode significar rígido, inflexível, implacável ou algo do tipo, mas NUNCA injusto, arrogante ou oportunista. Daí observo que se fazes tanto malabarismo com o português para fazer valer sua visão das coisas, imagina quanto não distorces as Escrituras...

Na sua visão hippie do cristianismo, o seu Cristo sorri para todos e diz que está tudo bem, pois é "manso". No cristianismo de verdade, Cristo sorri quando deve sorrir e repreende quando deve repreender, pois antes de ser manso é justo.

Diz o senhor:

Reparou que as frases que o amigo Fabrício transcreveu da Bíblia dizem respeito à justeza que levou o Cristo a ter reprimindo o comportamento de AUTORIDADES ESPIRITUAIS

Reparou o senhor que Cristo tinha autoridade superior à dos fariseus, por isso os reprimia legitimamente?

Reparou o senhor que Cristo, embora reprimisse severamente os fariseus, nunca incitou o povo a fazer o mesmo? Pelo contrário, Cristo exortou o povo a obedecê-los (São Mateus, 22:2-3)

Reparou o senhor que Deus instituiu a autoridade dos sacerdotes judeus na Antiga Aliança, e que para substituí-la por uma outra autoridade (a autoridade dos apóstolos, na Nova Aliança) desceu Ele próprio a Terra, porque somente Ele tinha legitimidade para fazer isso?

Reparou o senhor que em nenhum momento sequer no Novo Testamento um sujeito contexta a autoridade legitimamente instituída dos apóstolos sem ser severamente repreendido?

Meu caro, o senhor tenta fugir do rótulo de arrogante alegando que é justo. Lembro que chegaste a dizer:

Quanto a «engenheiros» eu já dei opinião de coisas muito mal feitas e o erro era tão grave que foi aceite a minha opinião.

Os médicos erraram e eu acertei!

O senhor que é sr. doutor, chama «ARROGÂNCIA» ao exito dos não doutores!

Pois é, meu caro... eu, como bom brasileiro, sei muito bem onde vai dar esse "êxito dos não doutores".

Já que gostas de "causos", conto-lhe um.

Um pedreiro, muitíssimo experinete, resolveu abrir uma janela na parede de empena em um edifício. Seus anos de experiência lhe garantiam que não haveria problema, pois nenhuma viga seria comprometida. Ora, serviço tão simples não precisaria de assinatura de doutor, não é? Ainda mais, um pedreiro tão experiente saberia desviar-se das vigas de sustentação. Sabes qual foi o resultado: o edifício desabou, com danos irreparáveis ao patrimônio e o mais grave, perda de vidas humanas. O pedreiro de fato era muito experiente e competente, não comprometeu uma viga sequer, mas infelizmente nem o curso de pedreiro nem a vida ensinam que a empena tem função estrutural, não se pode mexer nela, isso só se aprende na faculdade de engenharia civil, qualquer engenheiro recém-formado saberia disso, mas o pedreiro não sabe. Infelizmente o pedreiro foi além do que devia, usou de uma autoridade que não possuia. Por mais que os engenheiros lhe proibissem de mexer na empena, ele não deu ouvidos. Preferiu confiar mais na sua "experiência de vida" do que no conhecimento dos engenheiros.

Enfim, os não doutores podem perfeitamente ter êxito, desde que trabalhem junto com os doutores. Cada qual fazendo o seu trabalho. Meu caro, aqui no Brasil estamos cansados de ver não doutores usurparem o lugar dos doutores, e acredite, o resultado não é bom.

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Re: Auto-interpretação bíblica

Mensagem por MSPP em Sex Fev 15, 2013 3:41 pm

O senhor está a confundir AUTORIDADE do «engenheiro» com conhecimentos.
Os simples conhecimentos por si só não dão autoridade, mas alguma confiança.
O bem intencionado pedreiro não tinha conhecimentos. Arriscou!
Não acredito que o pedreiro tivesse consultado algum engenheiro!
Se tivesse não arriscaria, com certeza, assim como eu não arrisco!

Quanto à palavra «austeridade» eu não estava a falar no seu significado intrínseco ou inerente, mas nas conotações que ela nos dá, especialmente «à austeridade» que os governos nos impõem.
Eles utilizam a palavra austeridade para encobrir algo de mais sério.
Como vê a gente pode estar a utilizar uma palavra e no nosso subconsciente estar um significado diferente. É a vida! Não a letra! É vida deste «mundo cão».

Quanto a exito dos não doutores:
Eu devo dizer-lhe que não sou nem nunca fui uma pessoa com exito, mas há neste mundo pessoas tanto doutores como «leigos na matéria» que têm exito e que não têm.

Você realça a AUTORIDADE que vê ou quer ver nas pessoas.
Eu realço a RESPONSABILIDADE que vejo ou não vejo nas pessoas que apesar de tudo agem como se fossem uns irresponsáveis. E essa irresponsabilidade convém-lhes.

Se alcançarmos a Autoridade pela via da RESPONSABILIDADE tudo bem, mas se é imposta pela via da irresponsabilidade a pretensa AUTORIDADE não passa de simples autoritarismo. A pessoa irresponsável e autoritária não age como um ser humano, mas como uma máquina egoísta.
Quanto à sua citação biblica permita-me corrigir que é Mateus 23:2-3
http://www.paroquias.org/biblia/?c=Mt+23

Quanto ao seu uso de «empena» de um edifício, confesso que nem sequer sei o que é.
Vou procurar na internet para saber, depois de mandar gravar este texto!
Obrigado pela dica informativa!

Já procurei e comecei a ficar empenado com a informação!

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Re: Auto-interpretação bíblica

Mensagem por Fabricio em Seg Fev 25, 2013 7:37 pm

Vamos lá, senhor Manuel

O senhor está a confundir AUTORIDADE do «engenheiro» com conhecimentos
Errado, meu caro, quem está confundindo as coisas é o senhor. Autoridade não é algo que se sabe, ou algo que se toma ou se ganha no grito, nem algo que se alcança por via nenhuma, como pretende o senhor. Autoridade é algo que se recebe. O engenheiro recebeu autoridade do Conselho de Classe para atuar na referida profissão. Nosso Senhor recebeu autoridade do Pai, os apóstolos receberam autoridade de Nosso Senhor, e os bispos receberam autoridade dos apóstolos. É assim que as coisas funcionam. O problema é que hoje em dia qualquer um levanta uma Bíblia e diz que tem autoridade, só não explica como a recebeu.

Diz o senhor:

Não acredito que o pedreiro tivesse consultado algum engenheiro!
Continua acreditando mais em si do que nos fatos, senhor Manuel. Para se fazer as coisas dentro da lei, é preciso consultar o engenheiro. O pedreiro sabia disso, mas achou que seus 30 anos de experiência valiam mais que 5 anos de faculdade. Deu no que deu...

Continua o senhor:
Você realça a AUTORIDADE que vê ou quer ver nas pessoas.
Meu caro, a autoridade das pessoas não depende de mim, muito menos do que eu quero ou não quero ver. Por menos que eu goste do prefeito de minha cidade, tenho que reconhecer a autoridade dele, porque foi legitimamente eleito. Se ele não faz bom uso da autoridade que lhe foi conferida, isso não me dá o direito de proclamar-me prefeito. Há um processo legal para contestar o mau uso da autoridade, e se isso não for respeitado a sociedade caminhará para uma anarquia.

Os sacerdotes de Israel há muito tempo agiam com irresponsabildade e desagradavam a Deus. Mas para desqualificá-los, foi preciso que o próprio Deus descesse à Terra, pois somente Sua autoridade era superior a autoridade sacerdotal que Ele próprio instituiu.

Mas quando Nosso Senhor destituiu os sacerdotes da Antiga Aliança, instituiu os Apóstolos, que por sua vez instituíram bispos. Essa linha sucessória perpetua-se até hoje, isso pode ser facilmente verificado no decurso da História.

Daí, meu caro, não tenho eu nem o senhor autoridade maior que os bispos.
Se eles faltam com a responsabilidade que lhes foi confiada, podemos questioná-los, até repreendê-los. Se fazemos isso respeitosamente e piedosamente até agimos bem aos olhos do Senhor, mas NUNCA, eu disse NUNCA, podemos pretender usurpar a autoridade que lhes foi conferida. O recado das Escrituras é simples e claro: Nosso Senhor não é um subversivo!

Portanto, quanto rogo para mim o direito de ser intérprete das Escrituras e criar meu próprio "cristianismo", nada mais faço do que eleger-me meu próprio bispo. Definitivamente essa atitudade reacionária desagrada muito Nosso Senhor.

"Sede submissos e obedecei aos que vos guiam (pois eles velam por vossas almas e delas devem dar conta). Assim, eles o farão com alegria, e não a gemer, que isto vos seria funesto." (Hebreus 13,17)

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Re: Auto-interpretação bíblica

Mensagem por MSPP em Ter Mar 05, 2013 1:06 pm

Vamos lá ver se percebi o que você entende por Autoridade:
O patrão manda fazer um serviço ao criado
Logo o criado tem Autoridade, para fazer o serviço como quiser e quando quiser.
É isso o que você quer dizer?!

Mais um caso verdadeiro:
Eu confiava numa pessoa e passei-lhe uma procuração para poder vender e arrendar terrenos que me pertenciam. A minha intenção era de assinar por mim, substituindo-me.
Mas o «traste» aproveitou-se da lei e vendeu os terrenos pelo valor que quis e contra a minha vontade, depois de me ter consultado e deu-me o que quis e quando quis.
É a isto que chama Autoridade o amigo Fabrício?!
Meu caro uma coisa é a Lei outra é o bom ou mau uso dela.
Infelizmente eu tenho visto muita gente fazer um mau uso da lei.

O messiah veio à terra não para julgar, mas para assumir o Reino de Seu Pai.
Os sacerdotes e restante sinédrio não O receberam
11*Veio para o que era seu,
e os seus não o receberam.
João 1
mas julgaram-n'O no lugar próprio e entregaram-n'O a Pilatos e tanto insistiram que este teve que O mandar matar.
É a isto que chama de AUTORIDADE?!
Pois é esta a JUSTIÇA dos homens!

Cristo ou Messiah, não veio à terra na qualidade de DEUS, nem para condenar, mas para salvar.
47*Se alguém ouve as minhas palavras e não as cumpre, não sou Eu que o julgo, pois não vim para condenar o mundo, mas sim para o salvar.
(João 12:47)
Por isso despiu-se de toda a sua divindade:
Filipenses 2:6-8
6*Ele, que é de condição divina,
não considerou como uma usurpação ser igual a Deus;
7*no entanto, esvaziou-se a si mesmo,
tomando a condição de servo.
Tornando-se semelhante aos homens
e sendo, ao manifestar-se, identificado como homem,
8*rebaixou-se a si mesmo,
tornando-se obediente até à morte
e morte de cruz.
Confira aqui o contexto de Filipenses 2:6-8

Já reparou, que nós afinal não estamos nem podemos estar sintonizados, porque eu apresento as coisas tendo em conta a justiça divina (a salvação da humanidade) ao passo que você põe a tónica na injusta justiça dos homens.

Quanto ao belo conselho dado a hebreus 13:17, que transcrevo:
Hebreus 13:17
17Sede submissos e obedecei aos que vos guiam, pois eles velam pelas vossas almas, das quais terão de prestar contas; que eles o façam com alegria e não com gemidos, o que não seria vantajoso para vós.
Confira o contexto de Hebreus 13:17
Devo informar que fiquei órfão de pai aos 3,5 anos e aos 21 fiquei sem mãe que tinha apenas a 2ª classe. Quem me dera ter tido alguém que me tivesse guiado, mas infelizmente andei sempre á deriva e devo apenas a YHWH o ter-me ajudado a fim de não ter sido um desgraçado, semelhante a muitos que tiveram muita mais sorte que eu. Devo também informar que fui sempre submisso a minha mãe.
Assim, o que você tem em mente, acerca das Autoridades do Catolicismo (ambiente onde vivia e fui educado) foi letra morta, na prática.
Veja bem o que significa Tiago 1,27:
A religião pura e sem mácula diante daquele que é Deus e Pai é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e não se deixar contaminar pelo mundo.
Confira o contexto deTiago 1:27 por favor.

Você é muito legalista, mas mesmo em relação à LEI de YHWH Paulo disse:
Romanos 3:20
19Ora, nós sabemos que tudo o que a Lei diz, é dito para os que estão sob a Lei, a fim de que toda a língua se cale, e todo o mundo se reconheça culpado diante de Deus. 20*Pois, pelas obras da Lei, ninguém será justificado diante dele. De facto, pela Lei só se chega ao reconhecimento do pecado.
Confira aqui o contexto de Romanos 3:20, em especial os versos anteriores.

A conclusão é tremenda, se já leu o contexto de Romanos 3:20, em especial os versos anteriores.

Acerca do dia de YHWH Isaías escreveu em:

Isaías 2:22
22Cessai, pois, de confiar no homem,
cuja vida é um sopro.
Que estima podeis ter dele?
Veja também o contexto de Isaías 2:22

Sim, devemos respeitar e obedecer às autoridades se não forem contra a vontade de YHWH, mas não podemos CONFIAR NELAS.
Tito 3:1
Romanos 13:1
Gálatas 2:6
Efésios 3:10

Tenha muita atenção aos versos: Efésios 6:12 e Colossenses 2:15

Colossenses 1:16

E Jeremias concluiu:
em Jeremias 17:5
Isto diz YHWH: Maldito aquele que confia no homem e conta somente com a força humana, afastando o seu coração de YHWH.
Confira o contexto de Jeremias 17:5, aqui.

Eu não defendo a subversão mas advirto que não podemos confiar nas «autoridades», mas em YHWH.

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Re: Auto-interpretação bíblica

Mensagem por Fabricio em Ter Mar 05, 2013 2:55 pm

Senhor Manuel,

Parece que o senhor não leu nada do que escrevi sobre autoridade, ou se leu tratou de simplesmente negar, sem ao menos tentar entender. Mas vamos lá:

O patrão manda fazer um serviço ao criado
Logo o criado tem Autoridade, para fazer o serviço como quiser e quando quiser.
É isso o que você quer dizer?!
Ora, depende da jurisdição desta autoridade. Se o patrão disser ao servo: "tens autoridade para fazer este serviço quando e como quiser!" Ok, então tudo bem! Mas se o patrão disser ao servo:" dou-lhe autoridade para fazer este trabalho na segunda-feira." então o servo fez algo que não tinha autoridade para fazer. A coisa é simples assim, não sei porque tanta confusão de sua parte!

E continua o senhor com seus "causos"

Mais um caso verdadeiro: (...)

Ora, se o senhor não autorizou o tal sujeito a ficar com seu dinheiro, então ele não havia recebido autoridade para fazer o que fez... é simples assim.
Então vê que quando alguém se mete a fazer algo que não tem autoridade para fazer sempre acaba em problema?

É a isto que chama Autoridade o amigo Fabrício?!
Não, pelo contrário, é a isto que chamo de usurpação de autoridade.
Vejamos, o senhor Manuel autorizou o sujeito a resolver algumas questões em seu nome, mas o sujeito foi além da autoridade que recebeu, cometeu um crime. Da mesma forma, se eu for além da autoridade que Deus me deu, e começar dar uma de interprete das Escrituras, estarei cometendo um pecado.

Diz o senhor:

Já reparou, que nós afinal não estamos nem podemos estar sintonizados, porque eu apresento as coisas tendo em conta a justiça divina (a salvação da humanidade) ao passo que você põe a tónica na injusta justiça dos homens.

Aqui noto uma comparação interessante: tudo que vem da sua cabeça consideras "justiça divina", e tudo que está na minha missiva consideras justiça dos homens. Quando conta os seus "causos" está a falar de justiça divina, mas quando faço analogias, é porque sou simplesmente mundano... pois é, senhor Manuel, está novamente usando aquela sua velha balança... dois pesos e duas medidas. Esqueceu-se por um acaso que o senhor é tão humano quanto eu?

Continua o senhor:

Quanto ao belo conselho dado a hebreus 13:17, que transcrevo:
Hebreus 13:17
17Sede submissos e obedecei aos que vos guiam, pois eles velam pelas vossas almas, das quais terão de prestar contas; que eles o façam com alegria e não com gemidos, o que não seria vantajoso para vós.
Devo informar que fiquei órfão de pai aos 3,5 anos e aos 21 fiquei sem mãe que tinha apenas a 2ª classe. Quem me dera ter tido alguém que me tivesse guiado, mas infelizmente andei sempre á deriva e devo apenas a YHWH o ter-me ajudado a fim de não ter sido um desgraçado, semelhante a muitos que tiveram muita mais sorte que eu. Devo também informar que fui sempre submisso a minha mãe.
Assim, o que você tem em mente, acerca das Autoridades do Catolicismo (ambiente onde vivia e fui educado) foi letra morta, na prática.

Aqui o senhor vem novamente contar sua vida pessoal, mas não consegue refutar a colocação do texto, que nos exorta claramente à submissão. Aliás, até agora o senhor não me apresentou uma refutação sequer a essa colocação.
Insiste em colocar suas vivências como argumentos para deslegitimar a Igreja. Como sempre, tudo que me apresentas gira em torno do senhor. Só fala de si, senhor Manuel. Desculpe desapontá-lo, mas o senhor não é a pessoa mais importante do mundo.

Além do mais, sua visão individualista não converge com a mensagem cristã. Diferente dessa anarquia onde cada um segue o próprio umbigo, o cristianismo é vivido em comunidade. Ninguém pode ser cristão sozinho.

Continua sua missiva:
Você é muito legalista, mas mesmo em relação à LEI de YHWH Paulo disse:
Romanos 3:20
19Ora, nós sabemos que tudo o que a Lei diz, é dito para os que estão sob a Lei, a fim de que toda a língua se cale, e todo o mundo se reconheça culpado diante de Deus. 20*Pois, pelas obras da Lei, ninguém será justificado diante dele. De facto, pela Lei só se chega ao reconhecimento do pecado.
Confira aqui o contexto de Romanos 3:20, em especial os versos anteriores.

A conclusão é tremenda, se já leu o contexto de Romanos 3:20, em especial os versos anteriores.

Pois bem, a conclusão é tremenda, mas será que o senhor entendeu?

Certamente que se nenhum homem pensasse em cometer homicídio, não haveria necessidade de se criar uma lei que o proíba. E é por isso que Cristo nos liberta da lei, porque com a graça de Cristo podemos nos libertar do pecado. Se temos ódio ao pecado, não há necessidade de lei que nos proíbam de pecar.

Mas eu sou criatura fraca, pecador indigno. Por mais que Cristo me ofereça sua graça, tenho vergonha em confessar que eu peco, muitas vezes, por minha culpa, minha tão grande culpa. Por isso, não posso dizer que estou livre de todas as leis, porque sou imperfeito. Sigo na busca da perfeição, na busca da santidade, mas tropeço na minha fraqueza. Reconheço humildemente minha imperfeição, e agradeço a Cristo por ter nos deixado a Igreja, que como mãe zelosa me repreende em meus momentos de fraqueza, e me ensina como seguir a Cristo.

Se o senhor acredita ser perfeito o suficiente para não precisar da Igreja, isso é entre o senhor e Deus. Mas eu sou fraco, não abro mão deste Santo Legado do Nosso Senhor Jesus Cristo.

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Re: Auto-interpretação bíblica

Mensagem por mazzzo em Qua Mar 06, 2013 9:30 pm

Fabricio escreveu:Senhor Manuel,

E continua o senhor com seus "causos"
.....

Aqui noto uma comparação interessante: tudo que vem da sua cabeça consideras "justiça divina", e tudo que está na minha missiva consideras justiça dos homens. Quando conta os seus "causos" está a falar de justiça divina, mas quando faço analogias, é porque sou simplesmente mundano... .

Tem gente que segue a si mesmo e acha que é seguidor das Escrituras...

mazzzo

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Re: Auto-interpretação bíblica

Mensagem por mazzzo em Qua Mar 06, 2013 9:33 pm

Fabricio escreveu:Senhor Manuel,


Aqui o senhor vem novamente contar sua vida pessoal, mas não consegue refutar a colocação do texto, que nos exorta claramente à submissão. Aliás, até agora o senhor não me apresentou uma refutação sequer a essa colocação.
Insiste em colocar suas vivências como argumentos para deslegitimar a Igreja. Como sempre, tudo que me apresentas gira em torno do senhor. Só fala de si, senhor Manuel. Desculpe desapontá-lo, mas o senhor não é a pessoa mais importante do mundo.

Além do mais, sua visão individualista não converge com a mensagem cristã. Diferente dessa anarquia onde cada um segue o próprio umbigo, o cristianismo é vivido em comunidade. Ninguém pode ser cristão sozinho.

Exato !!!!!!

mazzzo

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Re: Auto-interpretação bíblica

Mensagem por MSPP em Qui Mar 07, 2013 2:26 pm

Caro Fabricio&MazZzo

Essas conclusões são vossas e da vossa responsabilidade.

As vossas tremendas palavras e conclusões fazem-me fugir!

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Re: Auto-interpretação bíblica

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Sex Mar 08, 2013 3:02 pm

Caros Amigos,

Considerando que esta temática foi amplamente discutida no nosso fórum e que o nosso fórum, mesmo admitindo a participação de pessoas de outras confissões religiosas, é católico e destinado à formação dos membros da nossa Igreja, estou transcrevendo na íntegra um documento conciliar que diz respeito a esta questão:

CONSTITUIÇÃO DOGMÁTICA DEI VERBUM SOBRE A REVELAÇÃO DIVINA

PROÉMIO

Intenção do Concílio

1. O sagrado Concilio, ouvindo religiosamente a Palavra de Deus proclamando-a com confiança, faz suas as palavras de S. João: «anunciamo-vos a vida eterna, que estava junto do Pai e nos apareceu: anunciamo-vos o que vimos e ouvimos, para que também vós vivais em comunhão connosco, e a nossa comunhão seja com o Pai e com o seu Filho Jesus Cristo" (1 Jo. 1, 2-3). Por isso, segundo os Concílios Tridentino e Vaticano I, entende propor a genuína doutrina sobre a Revelação divina e a sua transmissão, para que o mundo inteiro, ouvindo, acredite na mensagem da salvação, acreditando espere, e esperando ame (1).

CAPÍTULO I

A REVELAÇÃO EM SI MESMA

Natureza e objecto da revelação

2. Aprouve a Deus. na sua bondade e sabedoria, revelar-se a Si mesmo e dar a conhecer o mistério da sua vontade (cfr. Ef. 1,9), segundo o qual os homens, por meio de Cristo, Verbo encarnado, têm acesso ao Pai no Espírito Santo e se tornam participantes da natureza divina (cfr. Ef. 2,18; 2 Ped. 1,4). Em virtude desta revelação, Deus invisível (cfr. Col. 1,15; 1 Tim. 1,17), na riqueza do seu amor fala aos homens como amigos (cfr. Ex. 33, 11; Jo. 15,1415) e convive com eles (cfr. Bar. 3,38), para os convidar e admitir à comunhão com Ele. Esta «economia» da revelação realiza-se por meio de acções e palavras ìntimamente relacionadas entre si, de tal maneira que as obras, realizadas por Deus na história da salvação, manifestam e confirmam a doutrina e as realidades significadas pelas palavras; e as palavras, por sua vez, declaram as obras e esclarecem o mistério nelas contido. Porém, a verdade profunda tanto a respeito de Deus como a respeito da salvação dos homens, manifesta-se-nos, por esta revelação, em Cristo, que é, simultâneamente, o mediador e a plenitude de toda a revelação (2).

Preparação da revelação evangélica

3. Deus, criando e conservando todas as coisas pelo Verbo (cfr. Jo. 1,3), oferece aos homens um testemunho perene de Si mesmo na criação (cfr. Rom. 1, 1-20) e, além disso, decidindo abrir o caminho da salvação sobrenatural, manifestou-se a Si mesmo, desde o princípio, aos nossos primeiros pais. Depois da sua queda, com a promessa de redenção, deu-lhes a esperança da salvação (cfr. Gén. 3,15), e cuidou contìnuamente do género humano, para dar a vida eterna a todos aqueles que, perseverando na prática das boas obras, procuram a salvação (cfr. Rom. 2, 6-7). No devido tempo chamou Abraão, para fazer dele pai dum grande povo (cfr. Gén. 12,2), povo que, depois dos patriarcas, ele instruiu, por meio de Moisés e dos profetas, para que o reconhecessem como único Deus vivo e verdadeiro, pai providente e juiz justo, e para que esperassem o Salvador prometido; assim preparou Deus através dos tempos o caminho ao Evangelho.

Consumação e plenitude da revelação em Cristo

4. Depois de ter falado muitas vezes e de muitos modos pelos profetas, falou-nos Deus nestes nossos dias, que são os últimos, através de Seu Filho (Heb. 1, 1-2). Com efeito, enviou o Seu Filho, isto é, o Verbo eterno, que ilumina todos os homens, para habitar entre os homens e manifestar-lhes a vida íntima de Deus (cfr. Jo. 1, 1-18). Jesus Cristo, Verbo feito carne, enviado «como homem para os homens» (3), «fala, portanto, as palavras de Deus» (Jo. 3,34) e consuma a obra de salvação que o Pai lhe mandou realizar (cfr. Jo. 5,36; 17,4). Por isso, Ele, vê-lo a Ele é ver o Pai (cfr. Jo. 14,9), com toda a sua presença e manifestação da sua pessoa, com palavras e obras, sinais e milagres, e sobretudo com a sua morte e gloriosa ressurreição, enfim, com o envio do Espírito de verdade, completa totalmente e confirma com o testemunho divino a revelação, a saber, que Deus está connosco para nos libertar das trevas do pecado e da morte e para nos ressuscitar para a vida eterna.

Portanto, a economia cristã, como nova e definitiva aliança, jamais passará, e não se há-de esperar nenhuma outra revelação pública antes da gloriosa manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo (cfr. 1 Tim. 6,14; Tit. 2,13).

Aceitação da revelação pela fé

5. A Deus que revela é devida a «obediência da fé» (Rom. 16,26; cfr. Rom. 1,5; 2 Cor. 10, 5-6); pela fé, o homem entrega-se total e livremente a Deus oferecendo «a Deus revelador o obséquio pleno da inteligência e da vontade» (4) e prestando voluntário assentimento à Sua revelação. Para prestar esta adesão da fé, são necessários a prévia e concomitante ajuda da graça divina e os interiores auxílios do Espírito Santo, o qual move e converte a Deus o coração, abre os olhos do entendimento, e dá «a todos a suavidade em aceitar e crer a verdade» (5). Para que a compreensão da revelação seja sempre mais profunda, o mesmo Espírito Santo aperfeiçoa sem cessar a fé mediante os seus dons

Necessidade da revelação

6. Pela revelação divina quis Deus manifestar e comunicar-se a Si mesmo e os decretos eternos da Sua vontade a respeito da salvação dos homens, «para os fazer participar dos bens divinos, que superam absolutamente a capacidade da inteligência humana»(6).

O sagrado Concílio professa que Deus, princípio e fim de todas as coisas, se pode conhecer com certeza pela luz natural da razão a partir das criaturas» (cfr. Rom. 1,20); mas ensina também que deve atribuir-se à Sua revelação «poderem todos os homens conhecer com facilidade, firme certeza e sem mistura de erro aquilo que nas coisas divinas não é inacessível à razão humana, mesmo na presente condição do género humano».

CAPÍTULO II

A TRANSMISSÃO DA REVELAÇÃO DIVINA

Os apóstolos e seus sucessores, transmissores do Evangelho

7. Deus dispôs amorosamente que permanecesse integro e fosse transmitido a todas as gerações tudo quanto tinha revelado para salvação de todos os povos. Por isso, Cristo Senhor, em quem toda a revelação do Deus altíssimo se consuma (cfr. 2 Cor. 1,20; 3,16-4,6), mandou aos Apóstolos que pregassem a todos, como fonte de toda a verdade salutar e de toda a disciplina de costumes, o Evangelho prometido antes pelos profetas e por Ele cumprido e promulgado pessoalmente (1), comunicando-lhes assim os dons divinos. Isto foi realizado com fidelidade, tanto pelos Apóstolos que, na sua pregação oral, exemplos e instituições, transmitiram aquilo que tinham recebido dos lábios, trato e obras de Cristo, e o que tinham aprendido por inspiração do Espírito Santo, como por aqueles Apóstolos e varões apostólicos que, sob a inspiração do mesmo Espírito Santo, escreveram a mensagem da salvação (2).

Porém, para que o Evangelho fosse perenemente conservado integro e vivo na Igreja, os Apóstolos deixaram os Bispos como seus sucessores, «entregando lhes o seu próprio ofício de magistério». Portanto, esta sagrada Tradição e a Sagrada Escritura dos dois Testamentos são como um espelho no qual a Igreja peregrina na terra contempla a Deus, de quem tudo recebe, até ser conduzida a vê-lo face a face tal qual Ele é (cfr. 1 Jo. 3,2).

A sagrada Tradição

8. E assim, a pregação apostólica, que se exprime de modo especial nos livros inspirados, devia conservar-se, por uma sucessão contínua, até à consumação dos tempos. Por isso, os Apóstolos, transmitindo o que eles mesmos receberam, advertem os fiéis a que observem as tradições que tinham aprendido quer por palavras quer por escrito (cfr. 2 Tess. 2,15), e a que lutem pela fé recebida dama vez para sempre (cfr. Jud. 3)(4). Ora, o que foi transmitido pelos Apóstolos, abrange tudo quanto contribui para a vida santa do Povo de Deus e para o aumento da sua fé; e assim a Igreja, na sua doutrina, vida e culto, perpetua e transmite a todas as gerações tudo aquilo que ela é e tudo quanto acredita.

Esta tradição apostólica progride na Igreja sob a assistência do Espírito Santo (5). Com efeito, progride a percepção tanto das coisas como das palavras transmitidas, quer mercê da contemplação e estudo dos crentes, que as meditam no seu coração (cfr. Lc. 2, 19. 51), quer mercê da íntima inteligência que experimentam das coisas espirituais, quer mercê da pregação daqueles que, com a sucessão do episcopado, receberam o carisma da verdade. Isto é, a Igreja, no decurso dos séculos, tende contìnuamente para a plenitude da verdade divina, até que nela se realizem as palavras de Deus.

Afirmações dos santos Padres testemunham a presença vivificadora desta Tradição, cujas riquezas entram na prática e na vida da Igreja crente e orante. Mediante a mesma Tradição, conhece a Igreja o cânon inteiro dos livros sagrados, e a própria Sagrada Escritura entende-se nela mais profundamente e torna-se incessantemente operante; e assim, Deus, que outrora falou, dialoga sem interrupção com a esposa do seu amado Filho; e o Espírito Santo - por quem ressoa a voz do Evangelho na Igreja e, pela Igreja, no mundo - introduz os crentes na verdade plena e faz com que a palavra de Cristo neles habite em toda a sua riqueza (cfr. Col. 3,16).

Relação entre a sagrada Tradição e a Sagrada Escritura

9. A sagrada Tradição, portanto, e a Sagrada Escritura estão ìntimamente unidas e compenetradas entre si. Com efeito, derivando ambas da mesma fonte divina, fazem como que uma coisa só e tendem ao mesmo fim. A Sagrada Escritura é a palavra de Deus enquanto foi escrita por inspiração do Espírito Santo; a sagrada Tradição, por sua vez, transmite integralmente aos sucessores dos Apóstolos a palavra de Deus confiada por Cristo Senhor e pelo Espírito Santo aos Apóstolos, para que eles, com a luz do Espírito de verdade, a conservem, a exponham e a difundam fielmente na sua pregação; donde resulta assim que a Igreja não tira só da Sagrada Escritura a sua certeza a respeito de todas as coisas reveladas. Por isso, ambas devem ser recebidas e veneradas com igual espírito de piedade e reverência (6).

Relação de uma e outra com a Igreja e com o Magistério eclesiástico

10. A sagrada Tradição e a Sagrada Escritura constituem um só depósito sagrado da palavra de Deus, confiado à Igreja; aderindo a este, todo o Povo santo persevera unido aos seus pastores na doutrina dos Apóstolos e na comunhão, na fracção do pão e na oração (cfr. Act. 2,42 gr.), de tal modo que, na conservação, actuação e profissão da fé transmitida, haja uma especial concordância dos pastores e dos fiéis (7).

Porém, o encargo de interpretar autênticamente a palavra de Deus escrita ou contida na Tradição (8), foi confiado só ao magistério vivo da Igreja (9), cuja autoridade é exercida em nome de Jesus Cristo. Este magistério não está acima da palavra de Deus, mas sim ao seu serviço, ensinando apenas o que foi transmitido, enquanto, por mandato divino e com a assistência do Espírito Santo, a ouve piamente, a guarda religiosamente e a expõe fielmente, haurindo deste depósito único da fé tudo quanto propõe à fé como divinamente revelado.

É claro, portanto, que a sagrada Tradição, a sagrada Escritura e o magistério da Igreja, segundo o sapientíssimo desígnio de Deus, de tal maneira se unem e se associam que um sem os outros não se mantém, e todos juntos, cada um a seu modo, sob a acção do mesmo Espírito Santo, contribuem eficazmente para a salvação das almas.

CAPÍTULO III

A INSPIRAÇÃO DIVINA DA SAGRADA ESCRITURA E A SUA INTERPRETAÇÃO

Natureza da inspiração e verdade da Sagrada Escritura

11. As coisas reveladas por Deus, contidas e manifestadas na Sagrada Escritura, foram escritas por inspiração do Espírito Santo. Com efeito, a santa mãe Igreja, segundo a fé apostólica, considera como santos e canónicos os livros inteiros do Antigo e do Novo Testamento com todas as suas partes, porque, escritos por inspiração do Espírito Santo (cfr. Jo. 20,31; 2 Tim. 3,16; 2 Ped. 1, 19-21; 3, 15-16), têm Deus por autor, e como tais foram confiados à própria Igreja (1). Todavia, para escrever os livros sagrados, Deus escolheu e serviu-se de homens na posse das suas faculdades e capacidades (2), para que, agindo Ele neles e por eles (3), pusessem por escrito, como verdadeiros autores, tudo aquilo e só aquilo que Ele queria (4).

E assim, como tudo quanto afirmam os autores inspirados ou hagiógrafos deve ser tido como afirmado pelo Espírito Santo, por isso mesmo se deve acreditar que os livros da Escritura ensinam com certeza, fielmente e sem erro a verdade que Deus, para nossa salvação, quis que fosse consignada nas sagradas Letras (5). Por isso, «toda a Escritura é divinamente inspirada e útil para ensinar, para corrigir, para instruir na justiça: para que o homem de Deus seja perfeito, experimentado em todas as obras boas» ( Tim. 3, 7-17 gr.).

Interpretação da Sagrada Escritura

12. Como, porém, Deus na Sagrada Escritura falou por meio dos homens e à maneira humana (6), o intérprete da Sagrada Escritura, para saber o que Ele quis comunicar-nos, deve investigar com atenção o que os hagiógrafos realmente quiseram significar e que aprouve a Deus manifestar por meio das suas palavras.

Para descobrir a intenção dos hagiógrafos, devem ser tidos também em conta, entre outras coisas, os «géneros literários». Com efeito, a verdade é proposta e expressa de modos diversos, segundo se trata de géneros histéricos, proféticos, poéticos ou outros. Importa, além disso, que o intérprete busque o sentido que o hagiógrafo em determinadas circunstâncias, segundo as condições do seu tempo e da sua cultura, pretendeu exprimir e de facto exprimiu servindo se os géneros literários então usados (7). Com efeito, para entender rectamente o que autor sagrado quis afirmar, deve atender-se convenientemente, quer aos modos nativos de sentir, dizer ou narrar em uso nos tempos do hagiógrafo, quer àqueles que costumavam empregar-se frequentemente nas relações entre os homens de então (8).

Mas, como a Sagrada Escritura deve ser lida e interpretada com o mesmo espírito com que foi escrita (9), não menos atenção se deve dar, na investigação do recto sentido dos textos sagrados, ao contexto e à unidade de toda a Escritura, tendo em conta a Tradição viva de toda a Igreja e a analogia da fé. Cabe aos exegetas trabalhar, de harmonia com estas regras, por entender e expor mais profundamente o sentido da Escritura, para que, mercê deste estudo de algum modo preparatório, amadureça o juízo da Igreja. Com efeito, tudo quanto diz respeito à interpretação da Escritura, está sujeito ao juízo último da Igreja, que tem o divino mandato e o ministério de guardar e interpretar a palavra de Deus (10).

Condescendência de Deus

13. Portanto, na Sagrada Escritura, salvas sempre a verdade e a santidade de Deus, manifesta-se a admirável «condescendência» da eterna sabedoria, «para conhecermos a inefável benignidade de Deus e com quanta acomodação Ele falou, tomando providência e cuidado da nossa natureza» (11). As palavras de Deus com efeito, expressas por línguas humanas, tornaram-se ìntimamente semelhantes à linguagem humana, como outrora o Verbo do eterno Pai se assemelhou aos homens tomando a carne da fraqueza humana.

CAPÍTULO IV

O ANTIGO TESTAMENTO

A história da salvação consignada nos livros do Antigo Testamento

14. Deus amantíssimo, desejando e preparando com solicitude a salvação de todo o género humano, escolheu por especial providência um povo a quem confiar as suas promessas. Tendo estabelecido aliança com Abraão (cfr. Gén. 15,18), e com o povo de Israel por meio de Moisés (cfr. Ex. 24,8), revelou-se ao Povo escolhido como único Deus verdadeiro e vivo, em palavras e obras, de tal modo que Israel pudesse conhecer por experiência os planos de Deus sobre os homens, os compreendesse cada vez mais profunda e claramente, ouvindo o mesmo Deus falar por boca dos profetas, e os difundisse mais amplamente entre os homens (cfr. Salm. 21, 28-29; 95, 1-3; Is. 2, 1-4; Jer. 3,17). A «economia» da salvação de antemão anunciada, narrada e explicada pelos autores sagrados, encontra-se nos livros do Antigo Testamento como verdadeira palavra de Deus. Por isso, estes livros divinamente inspirados conservam um valor perene: «Tudo quanto está escrito, para nossa instrução está escrito, para que, por meio da paciência e consolação que nos vem da Escritura, tenhamos esperança» (Rom. 15,4).

Importância do Antigo Testamento para os cristãos

15. A «economia» do Antigo Testamento destinava-se sobretudo a preparar, a anunciar profèticamente (cfr. Lc. 24,44; Jo. 5,39; 1 Ped. 1,10) e a simbolizar com várias figuras (cfr. 1 Cor. 10,11) o advento de Cristo, redentor universal, e o do reino messiânico. Mas os livros do Antigo Testamento, segundo a condição do género humano antes do tempo da salvação estabelecida por Cristo, manifestam a todos o conhecimento de Deus e do homem, e o modo com que Deus justo e misericordioso trata os homens. Tais livros, apesar de conterem também coisas imperfeitas e transitórias, revelam, contudo, a verdadeira pedagogia divina (1). Por isso, os fieis devem receber com devoção estes livros que exprimem o vivo sentido de Deus, nos quais se encontram sublimes doutrinas a respeito de Deus, uma sabedoria salutar a respeito da vida humana, bem como admiráveis tesouros de preces, nos quais, finalmente, está latente o mistério da nossa salvação.

Unidade de ambos ao Testamentos

16. Foi por isso que Deus, inspirador e autor dos livros dos dois Testamentos, dispôs tão sàbiamente as coisas, que o Novo Testamento está latente no Antigo, e o Antigo está patente no Novo (2). Pois, apesar de Cristo ter alicerçado à nova Aliança no seu sangue (cfr. Lc. 22,20; 1 Cor. 11,25), os livros do Antigo Testamento, ao serem integralmente assumidos na pregação evangélica (3) adquirem e manifestam a sua plena significação no Novo Testamento (cfr. Mt. 5,17; Lc. 24,27; Rom. 16, 25-26; 2 Cor. 3, 1416), que por sua vez iluminam e explicam.

CAPÍTULO V

O NOVO TESTAMENTO

Excelência do Novo Testamento

17. A palavra de Deus, que é virtude de Deus para a salvação de todos os crentes (cfr. Rom. 1,16), apresenta-se e manifesta o seu poder dum modo eminente nos escritos do Novo Testamento. Com efeito, quando chegou a plenitude dos tempos (cfr. Gál. 4,4), o Verbo fez-se carne e habitou entre nós cheio de graça e verdade (cfr. Jo. 1,14). Cristo estabeleceu o reino de Deus na terra, manifestou com obras e palavras o Pai e a Si mesmo, e levou a cabo a Sua obra com a Sua morte, ressurreição, e gloriosa ascensão, e com o envio do Espírito Santo. Sendo levantado da terra, atrai todos a si (cfr. Jo. 12,32 gr.), Ele que é o único que tem palavras de vida eterna (cfr. Jo. 6,68). Este mistério, porém, não foi descoberto a outras gerações como foi agora revelado aos seus santos Apóstolos e aos profetas no Espírito Santo (cfr. Ef. 3, 46 gr.) para que pregassem o Evangelho, e despertassem a fé em Jesus Cristo e Senhor, e congregassem a Igreja. Os escritos do Novo Testamento são um testemunho perene e divino de todas estas coisas.

Origem apostólica dos Evangelhos

18. Ninguém ignora que entre todas as Escrituras, mesmo do Novo Testamento, os Evangelhos têm o primeiro lugar, enquanto são o principal testemunho da vida e doutrina do Verbo encarnado, nosso salvador.

A Igreja defendeu e defende sempre e em toda a parte a origem apostólica dos quatro Evangelhos. Com efeito, aquelas coisas que os Apóstolos, por ordem de Cristo, pregaram, foram depois, por inspiração do Espírito Santo, transmitidas por escrito por eles mesmos e por varões apostólicos como fundamento da fé, ou seja, o Evangelho quadriforme, segundo Mateus, Marcos, Lucas e João (1).

Carácter histórico dos Evangelhos

19. A santa mãe Igreja defendeu e defende firme e constantemente que estes quatro Evangelhos, cuja historicidade afirma sem hesitação, transmitem fielmente as coisas que Jesus, Filho de Deus. durante a sua vida terrena, realmente operou e ensinou para salvação eterna dos homens, até ao dia em que subiu ao céu (cfr. Act. 1. 1-2). Na verdade, após a ascensão do Senhor, os Apóstolos transmitiram aos seus ouvintes, com aquela compreensão mais plena de que eles, instruídos pelos acontecimentos gloriosos de Cristo e iluminados pelo Espírito de verdade (2) gozavam (3), as coisas que Ele tinha dito e feito. Os autores sagrados, porém, escreveram os quatro Evangelhos, escolhendo algumas coisas entre as muitas transmitidas por palavra ou por escrito, sintetizando umas, desenvolvendo outras, segundo o estado das igrejas, conservando, finalmente, o carácter de pregação, mas sempre de maneira a comunicar-nos coisas autênticas e verdadeiras acerca de Jesus (4). Com efeito, quer relatassem aquilo de que se lembravam e recordavam, quer se baseassem no testemunho daqueles «que desde o princípio foram testemunhas oculares e ministros da palavra», fizeram-no sempre com intenção de que conheçamos a «verdade» das coisas a respeito das quais fomos instruídos (cfr. Lc. 1, 2-4).

Os restantes escritos do Novo Testamento

20. O cânon do Novo Testamento contém igualmente além dos quatro Evangelhos, as Epístolas de S. Paulo e outros escritos apostólicos redigidos por inspiração do Espírito Santo, com os quais, segundo o plano da sabedoria divina, é confirmado o que diz respeito a Cristo Senhor, é explicada mais e mais a sua genuína doutrina, é pregada a virtude salvadora da obra divina de Cristo, são narrados os começos da Igreja e a sua admirável difusão, e é anunciada a sua consumação gloriosa.

Com efeito, o Senhor Jesus assistiu os seus Apóstolos como tinha prometido (cfr. Mt. 28,20) e enviou-lhes o Espírito consolador que os devia introduzir na plenitude da verdade (cfr. Jo. 16,13).

CAPÍTULO VI

A SAGRADA ESCRITURA NA VIDA DA IGREJA

A Igreja venera as Sagradas Escrituras

21. A Igreja venerou sempre as divinas Escrituras como venera o próprio Corpo do Senhor, não deixando jamais, sobretudo na sagrada Liturgia, de tomar e distribuir aos fiéis o pão da vida, quer da mesa da palavra de Deus quer da do Corpo de Cristo. Sempre as considerou, e continua a considerar, juntamente com a sagrada Tradição, como regra suprema da sua fé; elas, com efeito, inspiradas como são por Deus, e exaradas por escrito duma vez para sempre, continuam a dar-nos imutàvelmente a palavra do próprio Deus, e fazem ouvir a voz do Espírito Santo através das palavras dos profetas e dos Apóstolos. É preciso, pois, que toda a pregação eclesiástica, assim como a própria religião cristã, seja alimentada e regida pela Sagrada Escritura. Com efeito, nos livros sagrados, o Pai que está nos céus vem amorosamente ao encontro de Seus filhos, a conversar com eles; e é tão grande a força e a virtude da palavra de Deus que se torna o apoio vigoroso da Igreja, solidez da fé para os filhos da Igreja, alimento da alma, fonte pura e perene de vida espiritual. Por isso se devem aplicar por excelência à Sagrada Escritura as palavras: «A palavra de Deus é viva e eficaz» (Hebr. 4,12), «capaz de edificar e dar a herança a todos os santificados», (Act. 20,32; cfr. 1 Tess. 2,13).

Traduções da Sagrada Escritura

22. É preciso que os fiéis tenham acesso patente à Sagrada Escritura. Por esta razão, a Igreja logo desde os seus começos fez sua aquela tradução grega antiquíssima do Antigo Testamento chamada dos Setenta; e sempre tem em grande apreço as outras traduções, quer orientais quer latinas, sobretudo a chamada Vulgata. Mas, visto que a palavra de Deus deve estar sempre acessível a todos, a Igreja procura com solicitude maternal que se façam traduções aptas e fiéis nas várias línguas, sobretudo a partir dos textos originais dos livros sagrados. Se porém, segundo a oportunidade e com a aprovação da autoridade da Igreja, essas traduções se fizerem em colaboração com os irmãos separados, poderão ser usadas por todos os cristãos.

Investigação Bíblica

23. A esposa do Verbo encarnado, isto é, a Igreja, ensinada pelo Espírito Santo, esforça-se por conseguir uma inteligência cada vez mais profunda da Sagrada Escritura, para poder alimentar contìnuamente os seus filhos com os divinos ensinamentos; por isso, vai fomentando também convenientemente o estudo dos santos Padres do Oriente e do Ocidente, bem como das sagradas liturgias. É preciso, porém, que os exegetas católicos e os demais estudiosos da sagrada teologia, trabalhem em íntima colaboração de esforços, para que, sob a vigilância do sagrado magistério, lançando mão de meios aptos, estudem e expliquem as divinas Letras de modo que o maior número possível de ministros da palavra de Deus possa oferecer com fruto ao Povo de Deus o alimento das Escrituras, que ilumine o espírito, robusteça as vontades, e inflame os corações dos homens no amor de Deus (1). O sagrado Concilio encoraja os filhos da Igreja que cultivam as ciências bíblicas para que continuem a realizar com todo o empenho, segundo o sentir da Igreja, a empresa felizmente começada, renovando constantemente as suas forças (2).

Importância da Sagrada Escritura para a Teologia

24. A sagrada Teologia apoia-se, como em seu fundamento perene, na palavra de Deus escrita e na sagrada Tradição, e nela se consolida firmemente e sem cessar se rejuvenesce, investigando, à luz da fé, toda a verdade contida no mistério de Cristo. As Sagradas Escrituras contêm a palavra de Deus, e, pelo facto de serem inspiradas, são verdadeiramente a palavra de Deus; e por isso, o estudo destes sagrados livros deve ser como que a alma da sagrada teologia (3). Também o ministério da palavra, isto é, a pregação pastoral, a catequese, e toda a espécie de instrução cristã, na qual a homilia litúrgica deve ter um lugar principal, com proveito se alimenta e santamente se revigora com a palavra da Escritura.

Leitura da Sagrada Escritura

25. É necessário, por isso, que todos os clérigos e sobretudo os sacerdotes de Cristo e outros que, como os diáconos e os catequistas, se consagram legìtimamente ao ministério da palavra, mantenham um contacto íntimo com as Escrituras, mediante a leitura assídua e o estudo aturado, a fim de que nenhum deles se torne «pregador vão e superficial da palavra de Deus. por não a ouvir de dentro» (4), tendo, como têm, a obrigação de comunicar aos fiéis que lhes estão confiados as grandíssimas riquezas da palavra divina, sobretudo na sagrada Liturgia. Do mesmo modo, o sagrado Concílio exorta com ardor e insistência todos os fiéis, mormente os religiosos, a que aprendam «a sublime ciência de Jesus Cristo» (Fil. 3,8) com a leitura frequente das divinas Escrituras, porque «a ignorância das Escrituras é ignorância de Cristo» (5). Debrucem-se, pois, gostosamente sobre o texto sagrado, quer através da sagrada Liturgia, rica de palavras divinas, quer pela leitura espiritual, quer por outros meios que se vão espalhando tão louvàvelmente por toda a parte, com a aprovação e estímulo dos pastores da Igreja. Lembrem-se, porém, que a leitura da Sagrada Escritura deve ser acompanhada de oração para que seja possível o diálogo entre Deus e o homem; porque «a Ele falamos, quando rezamos, a Ele ouvimos, quando lemos os divinos oráculos» (6).

Compete aos sagrados pastores «depositários da doutrina apostólica» (7), ensinar oportunamente os fiéis que lhes foram confiados no uso recto dos livros divinos, de modo particular do Novo Testamento, e sobretudo dos Evangelhos. E isto por meio de traduções dos textos sagrados, que devem ser acompanhadas das explicações necessárias e verdadeiramente suficientes, para que os filhos da Igreja se familiarizem dum modo seguro e. útil com a Sagrada Escritura, e se penetrem do seu espírito.

Além disso, façam-se edições da Sagrada Escritura, munidas das convenientes anotações, para uso também dos não cristãos, e adaptadas às suas condições; e tanto os pastores de almas como os cristãos de qualquer estado procuram difundi-las com zelo e prudência.

Influência e importância da renovação escriturística

26. Deste modo, pois, com a leitura e estudo dos livros sagrados, «a palavra de Deus se difunda e resplandeça (2 Tess. 3,1), e o tesouro da revelação confiado à Igreja encha cada vez mais os corações dos homens. Assim como a vida da Igreja cresce com a assídua frequência do mistério eucarístico, assim também é lícito esperar um novo impulso de vida espiritual, se fizermos crescer a veneração pela palavra de Deus, que «permanece para sempre» (Is. 40,8; cfr. l Pedr. 1, 23-25).

Roma, 18 de Novembro de 1965

PAPA PAULO VI

Notas

1. Cfr. S. Agostinho, De catechizandis rudibus, c. IV, 8: PL 40, 316.

2. Cfr. Mt. 11,27; Jo. 1,14 e 17; 14,6; 17, 1-3; 2 Cor. 3,16 e 4,6; Ef. 1, 3-14.

3. Epist. ad Diognetum, c. VII, 4: Funk, Patres Apostolici, I, p. 403.

4. Conc. Vat. I, Const. dogmatica De fide catholica, Dei Filius, cap. 3: Denz. 1789 (3008).

5. Conc. Araus. II, can. 7: Denz, 180 (377); Conc. Vat. I, 1. c.: Denz. 1791 (3010).

6. Conc. Vat. I, Const. dogmatica De fide catholica, Dei Filius, cap. 2 Denz. 1786 (3005).

7. Ibid.: Denz. 1785 e 1786 (3004 e 3005).

Capítulo II

1. Cfr. Mt. 28, 19-20 e Mc. 16,15; Concilio Tridentino deer. De canonicis Scripturis: Denz. 783 (1501).

2. Cfr. Concílio Tridentino, I. c.; Concílio Vat I, sess. III, Const. dogmatica De fide catholica, Dei Filius, cap. 2. Denz. 1787 (3006).

3. S. Ireneu, Adv. Haer. III, 3, 1: PG 7, 848: Harvey, 2, p. 9.

4. Cfr. II Concílio Niceno, Denz. 303 (602); IV Concilio Constantinopolitano, sess. X, can. 1: Denz. 336 (650-652).

5. Cfr. Concílio Vat. I, Const. dogm. De fide catholica, Dei Filius, cap. 4: Denz. 1800 (3020).

6. Cfr. Concílio Tridentino, Decr. De canonicis scripturis: Denz. 783 (1501).

7. Cfr. Pio XII, Const. apost. Munificentissimus Deus, 1 nov. 1950: AAS 42 (1950) 756; eft. as palavras de S. Cipriano, Epist. 66,8: CSEL, 3,2, 733: «A Igreja e o povo unido ao sacerdote e o rebanho unido ao seu pastor».

8. Cfr. Concilio Vat. I, Const. dogmatica De fide catholica, Dei Filius, cap. 3: Denz. 1792 (3011).

9. Cfr. Pio XII, Enciclica Humani generis, 12 ago. 1950: AAS 42 (1950) 568-569: Denz. 2314 (3886).

Capítulo III

1. Cfr. Conc. Vat. I, Const. dogm. de fide cath., Dei Filius, cap. 2: Denz. 1787 (3006). Denz. da Comissão Biblica, 18 jun. 1915: Denz. 2180 (3629) ; EB 420. Santo Officio, Epist.; 22 dez. 1923: EB 499.

2. Cfr. Pio XII, Encíclica Divino afflante Spiritu, 30 set. 1944: AAS 35 (1943) 314; EB 556.

3. Em o por o homem: cfr. Hebr. 1,1 e 4,7 (Em); 2 Sam. 23,2; Mt. 1,22 e passim (por); Conc. Vat. I: schema de doctr. cath., nota 9: Coll. Lac. VII, 522.

4. Leão XIII, Encíclica Providentissimus Deus, 18 nov. 1893: Denz. 1952 (3293) EB 125.

5. Cfr. S. Agostinho, De Gen. ad Litt. 2, 9, 20: PL 34, 270-271; CSEL 28, 1, 46-47 e Epist. 82, 3: PL 33, 277: CSEL 34, 2, p. 354.—S. Tomás, De Ver. q. 12, a. 2 c. —Conc. de Trento, decr. De canonicis Scripturis: Denz. 783 (1501) —Ledo XIII, Enc. Providentissimus: EB 121, 124, 126-127—Pio XII, Enc. Divino afflante Spiritu: EB 539.

6. S. Agostinho, De civ. Dei, XVII, 6, 2: PL 41, 537: CSEL XL 2, 228.

7. S. Agostinho, De doct. christ., III, 18, 26: PL 34, 75-76; CSEL 80, 95.

8. Pio XII, 1. c.: Denz. 2294 (3829-3830); EB 557-562.

9. Cfr. Bento XV, Enc. Spiritus Paraclitus, 15 set. 1920: EB 469.- S. Jerónimo, In Gal., 5, 19-21: PL 26, 417 A.

10. Cfr. Conc. Vat. I, Const. dogm. De fide catholica, Dei Filius, cap. 2: Denz. 1788 (3007).

11. S. João Crisóstomo, In Gen. 3,8 (hom. 17,1): PG 53, 134. «Acomodação», em grego synkatábasis.

Capítulo IV

1. Pio XI, Enc. Mit brennender Sorge, 14 mar. 1937: AAS 29 (1937) 151.

2. S. Agostinho, Quaest. in Hept. 2, 73: PL 34, 623.

3. S. Ireneu, Adv.: Haer. III, 21, 3: PG 7, 950: ( = 25, 1: Harvey 2, p. 115). S. Cirilo de Jerusalém, Caech. 4, 35: PG 33, 497, Teodoro de Mopsuesta, In Soph. 1, 4-6: PG 66, 452 D-453 A.

Capítulo V

1. Cfr. S, Ireneu, Adv. Haer. III, 11, 8: PG. 7, 885; ed. Sagnard, p. 194.

2. Cfr. Jo. 14,26; 16,13,

3. Cfr. Jo. 2,22; 12,16; eft. 14,26; 16, 12-13; 7,39.

4. Cfr. Instrução Sancta Mater Ecclesia, da Pontifícia Comisão Bíblica: AAS 56 (1964) 715.

Capítulo VI

1. Cfr. Pio XII, Enc. Divino afflante, 30. set. 1943: EB 551, 553, 567. — Pontifícia Comissão Bíblica, Instructio de S. Scriptura in Clericorum seminariis et Religiosorum Collegiis recte docenda, 13 maio 1950: AAS 42 (1950) 495-505.

2. Cfr. Pio XII, 1. c.: EB 569.

3. Cfr. Leão XIII, Enc. Providentissimus Deus: EB 114; Bento XV, Enc., Spiritus Paraclitus, 15. set. 1920: EB 483.

4. S. Agostinho, Serm. 179, 1: PL 38, 966.

5. S. Jerónimo, Comm. in Is. Prol.: PL 24, 17. — Cfr. Bento XV, Enc. Spiritus Paraclitus: EB 475-480; Pio XII, Enc. Divino afflante: EB 544.

6. S. Ambrósio, De officiis ministrorum I, 20, 88: PL 16, 50.

7. S. Ireneu, Adv. Haer. IV, 32, 1: PG 7, 1071; ( = 49, 2), Harvey, 2, p. 255.
_____________________________

Nas nossas discussões, ficou claro que, para a Igreja Católica, a Bíblia não é um livro de interpretação particular, ao contrário da concepção adotada pelas chamadas igrejas evangélicas ou protestantes.

Assim, ponderando que o nosso fórum é destinado aos católicos, a ultima palavra nas nossas discussões é e será sempre aquilo que a Igreja determina pela infalível assistência do Espírito Santo de Deus, no sentido de evitar vãs discussões, estou trancando o tópico.

Que Deus abençoe a cada um de nós !

Um grande abraço !!!



Flávio Roberto Brainer de
Tira-dúvidas oficial

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Re: Auto-interpretação bíblica

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