Maria é a segunda depois de Deus?

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Re: Maria é a segunda depois de Deus?

Mensagem por Lucas B. em Qua Out 31, 2012 11:42 am

É possível, assim, amar a alguém dando o verdadeiro tributo a Deus, que é o Primeiro e o Último?
Acredito que certamente você não quis dizer isto, mas da forma como sua pergunta ficou sem nexo, soa como se só fosse possível ou só fosse devido, amar a Deus.
Lógico que, não só é possível, como é fundamental e princípio básico do Cristianismo amar alguém além de Deus:
Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amo. (Jo 15,12)
Ou seria no sentido cronológico de que, depois de ter amado a Deus por um período do dia, tenha de devotar um espaço exclusivo "à sua mãe" - pois este tempo seguinte não se trata de devoção ao Pai ?
Também não creio que queira ter colocado a questão da forma que soa:
Existe "ordem cronologica" para o amor?
Por acaso você ama seu pai até o meio-dia, e depois ama sua mãe até à noite?
Vou além, existe ordem "corologica" para o amor?
Você ama sua mulher na presença dela, e na sua ausência não?
Creio que não precise nem responder à essas questões certo?

Quando se diz: ...para que, depois de Deus, vos ame sobre todas as coisas...
"Depois", apresenta-se com o sentido de: abaixo-de, posteriormente, secundariamente, etc.; isto nada mais é do que o comprimento da Palavra que diz: Jesus respondeu: «O primeiro mandamento é este: Ouve, ó Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor!
E amarás ao Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com todas as tuas forças.
O segundo mandamento é este: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Não existe outro mandamento mais importante do que estes dois» (Mc 12,29-31)

Antes que apareça um dizendo: "Ah, então não posso amá-la (abaixo de Deus) sobre todas as coisas, mas unicamente igual a mim mesmo"
Entenda que o "como a ti mesmo" não é o "teto do amor" estipulado por Deus, é o "piso", isto é: abaixo do amor próprio não existe amor verdadeiro, só opressão e marginalização, pois somente amando o próximo como a si, nos faz trata-lo no mínimo, como igual, menos do que isso nos faz considerar sermos "superiores" aos mesmos.
No entanto a partir disso(do amor próprio) o amor pode e inváriavelmente é "escalonado", ama-se a uns e outros de maneira diferenciada, você pode ter o amor por mim como um Cristão que deva ser, no entanto é perfeitamente compreensível que você ame mais a seus pais do que a mim, que a seus filhos do que a seus sobrinhos, que a sua mulher mais do que às outras, do contrário por que casar com ela e não com duas ou três, ou mais?
Jacó uniu-se também a Raquel, a quem amou mais do que a Lia. E serviu ainda por sete anos em casa de Labão.(Gn 29,30)

E amava Isaque a Esaú, porque comia da sua caça, mas Rebeca amava a Jacó. (Gn 25,28)
Quer dizer que o patriarca não amava um de seus próprios filhos? Lógico que não, atentando para as formas literárias das Escrituras, significa dizer como "amava mais". Assim como em:
Um dos discípulos, a quem Jesus amava, estava à mesa reclinado ao peito de Jesus. (Jo 13,23)
Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu filho. (Jo 19,26)
Então aquele discípulo, que Jesus amava, disse a Pedro: É o Senhor! Quando Simão Pedro ouviu dizer que era o Senhor, cingiu-se com a túnica (porque estava nu) e lançou-se às águas. (Jo 21,7)

Do contrário significaria dizer que Jesus não amava a nenhum dos outros discipulos.
Se há realmente esta hierarquia universal, na coroação de Maria como Rainha dos céus (ilustrada na imagem peregrina do Divino Pai Eterno), de quem era a autoridade conferida pelas três pessoas da Trindade a ela - visto que estas existem antes da fundação do mundo, pois são o Deus Criador, e portanto, criadores de Maria, de José e de João?
Outra pergunta mal formulada, a Trindade precisaria de alguma "autoridade" que não si mesma para conferir algo do tipo?
Porque Jesus é Rei, o seu "título de nobreza" por assim, dizer estende-se à dignidade de sua Mãe, como igualmente consideramos o dogma da Imaculada Conceição: pelo mérito de Cristo sua Mãe é agraciada.
Pode haver uma terceira pessoa na terra ou no céu a quem devemos amar em terceiro lugar sobre todas as coisas?
Como respondi antes, sobre o "escalonamento dos amores", isso acontece constantemente; particularmente acredito que por exemplo, se um pai não ama seu filho MAIS do que a si mesmo, esta educação e esse relacionamento estão seriamente comprometidos. Acho preferível dedicar um amor acima de todas as outras coisas e abaixo de Deus, à alguém que me indica: "fazei tudo que Ele vos disser", do que como você bem citou se fazem à hábito, dinheiro, ou outras pessoas distantes desse divino propósito.
Jesus tem ciúme de nós quando deixamos de orar em seu nome para pedir a intercessão mariana, expeditana, padiciçana, joãopaulinasegunda ou de meu avô que morreu e foi pro céu?
Por que teria? Se Ele é o unico mediador, não há intercessão dos Santos que não passe por aquele a quem devem sua Santidade, ou você acha que Jesus é "vaidoso" e está preocupado em quantas vezes vai ouvir o seu Nome na oração a mais do que A ou B? Ora é justamente por existir essa diferenciação entre os "amores" que assim como São Pedro e tantos outros, recorremos com confiança àqueles que Ele ama e estão mais próximos:
Um dos discípulos, a quem Jesus amava, estava à mesa reclinado ao peito de Jesus.
Simão Pedro acenou-lhe para dizer-lhe: Dize-nos, de quem é que ele fala.
Reclinando-se este mesmo discípulo sobre o peito de Jesus, interrogou-o: Senhor, quem é?
Jesus respondeu: É aquele a quem eu der o pão embebido. Em seguida, molhou o pão e deu-o a Judas, filho de Simão Iscariotes. (Jo 13,23-26)

Sem a intercessão de Maria e sem a devida devoção a ela estamos desobedecendo a qual dos dez mandamentos? Grato.
Quem ama verdadeiramente como Jesus ensina, não precisa se preocupar em "obedecer à mandamentos", pois os mandamentos derivam e resumem-se todos em amar a Deus e ao próximo. Quem não ama é transgressor de toda a lei, assim como as Escrituras nos dizem que é, aquele que transgride em um só ponto.
A devoção a Nossa Senhora é uma manifestação de amor, apesar de testemunhar e pedir que a amem, não podemos "obrigar" a ninguém a amar por força de qualquer "mandamento". Entenda que o "Santo" não é apenas alguém que "pede por você", é antes de tudo alguém que "pede COM você", e isso não pode ser mau aos olhos de Deus que quer trazer todos para junto de Si.

Vinde Senhor Jesus!

Lucas B.

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