Papa Bento XVI renuncia

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Papa Bento XVI renuncia

Mensagem por Halmenara em Seg Fev 11, 2013 2:16 pm

OUTUBRO DE 2011

Gostaria apenas de debater com os membros do fórum as implicancias no mundo caso o papa resolva mesmo renunciar, e o que está por tras dessa decisão.

Roma – Professor e jornalista, autor de 15 livros, Antonio Socci, 52 anos, é reconhecido por seus artigos a respeito da igreja católica. No último dia 25, chamou a atenção ao publicar um artigo no jornal Libero, reproduzido em seu blog (http://www.antoniosocci.com), falando da possível renúncia do papa Bento XVI em 2012, quando o pontífice completa 85 anos.

– Por ora, é uma hipótese pessoal de Joseph Ratzinger (o papa Bento XVI), e espero que não se torne jamais uma notícia – escreveu Socci.

No dia 27, no mesmo jornal e no blog, diante da repercussão do artigo e do desmentido do porta-voz do Vaticano, ele voltou ao assunto dizendo que o suposto desejo do Papa estaria baseado não no cansaço físico causado pela idade e pelo esforço exigido pelo cargo:

– O cansaço do Papa vem da amargura e sofrimento causado pela maioria daqueles que deveriam segui-lo, obedecê-lo e ajudá-lo. E este tipo de estresse, em um homem bom e sensível como o papa Bento XVI, é pior do que o estresse físico. Para o Papa, a renúncia seria um gesto de amor à Igreja e de humildade. Mas para nós seria um desastre.

Esta semana, por e-mail, Socci respondeu a perguntas do jornal Zero Hora.

Zero Hora: No que se baseia essa suposição da renúncia quando o Papa completar 85 anos?

Antonio Socci: A informação é baseada no que várias pessoas, todas elas com credibilidade, me falaram a respeito dessa hipótese.

ZH: Que implicações teria para a Igreja a renúncia do Papa? E que impacto teria sobre os católicos?

Socci: Eu não posso prever. Pessoalmente, penso que Bento XVI é um grande Papa e que seria uma perda enorme para a Igreja a sua saída.

ZH: Como ficaria o processo sucessório nesse caso?

Socci: Os procedimentos para a eleição de um novo Papa seriam normais. Essa eventualidade já foi estudada por canonistas. Seriam seguidas as regras usuais.

ZH: Com uma possível abdicação de Bento XVI e após uma sequência de dois papas não-italianos, seria a hora de assumir um Papa italiano?

Socci: Qualquer previsão seria sem fundamento. Sabemos, por exemplo, que os “especialistas” acreditavam, no último conclave, que a eleição de Ratzinger seria absolutamente impossível. Mas…

ZH: Cardeais brasileiros (como dom Claudio Hummes, por exemplo) e outros latino-americanos têm sido lembrados nos últimos anos como possíveis candidatos ao cargo. O senhor citaria algum deles como candidato à sucessão?

Socci: Certamente. Parece que no último conclave, por exemplo, o cardeal Bergoglio (Jorge Mario Bergoglio, cardeal arcebispo de Buenos Aires) tinha muitos votos.

FONTE

Agora prestem atenção neste vídeo:



A Igreja de Satanás

O papa Paulo VI poucos anos após o concílio Vaticano II disse uma frase que entrou para a história da Igreja, ao dizer que “por alguma fresta, entrou a fumaça de Satanás na Igreja”. De acordo com os relatos do padre Malachi Martin no seu livro Windswept House ("A Casa Batida pelo Vento"), esta frase tem um sentido muito mais do que literal. O autor, que supostamente conhece bem os meandros da política do Vaticano, diz que Windswept House é um livro “faction”, uma mistura de fatos reais e ficção. Neste contexto, segundo declarações do padre Malachi Martin em entrevistas, cerca de 80% dos fatos e das pessoas mencionadas seriam reais. O livro conta que, antes do dito concílio, foi realizada uma missa negra com o intuito de entronizar o arcanjo Lúcifer no Vaticano, de forma trazer confusão e mudanças profundas no reduto do “Inominável” (nome pelo qual os satanistas, segundo o autor, tratam Nosso Senhor Jesus Cristo).

Toda a confusão proveniente da implantação dos decretos do Concílio Vaticano II, de acordo com Malachi Martin, só teria sido possível por causa desta preparação “espiritual”, uma vez que a batalha principal em andamento se da no plano espiritual.

No plano espiritual, a conspiração contra a Igreja é liderada pelo próprio Lúcifer. Sua doutrina, a gnose. Sua meta: tomar o lugar de Deus na adoração prestada pelos homens.

O romance de Malachi Martin conta que, para realizar a abominação no lugar sagrado, os satanistas se infiltraram no clero, chegando a atingir postos na alta hierarquia. Seu objetivo seria a demolição da única e verdadeira Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo. Algumas pessoas sugerem que Malachi Martin teria se inspirado Cardeal Bernardin de Chicago para criar o personagem arqui-sacerdote de Lúcifer que comandou esta hedionda celebração.

No romance, a igreja do diabo tem um chefe visível, designado como capstone, que significa a pedra de cume da pirâmide, em inglês. Capstone é um personagem misterioso, e pode ser um dos vários personagens apresentados ao longo do livro. Ele nunca aparece pessoalmente, e sempre se manifesta através de memorandos escritos ou através de contatos telefônicos. Ele é quem dá as principais diretivas com relação a execução dos planos de Satanás para o domínio da humanidade e destruição da Igreja.

Abaixo deste chefe enigmático, Malachi Martin descreve um conselho formado por pessoas extraordinárias que possuem o poder real no panorama político e econômico mundial. No livro tal grupo é chamado de Concilium 13. O Concilium 13 seria formado por capstone mais doze pessoas notáveis. Isto parece ser uma alegoria do livro que contrapõe estes à Cristo e seus doze apóstolos. Além do poderio econômico e político, eles deteriam o domínio tanto da comunicação escrita quanto das telecomunicações globais.

Existem dois grupos conspiradores distintos, porém ligados, no livro:

A falange, que é compostas pelos adoradores do diabo que se dividem em satanistas e luciferianos. Os satanistas acreditam em Lúcifer como um deus pessoal contrário ao Deus Criador. Para eles, Lúcifer exige que sua adoração deve ser uma violação e inversão da adoração e dos rituais do Deus cristão. No livro, vários personagens, inclusive alguns cardeais importantes, são listados no rol dos satanistas. Já os luciferianos constituem uma elite, uma parcela menor dos adoradores do demônio, que enxerga Lúcifer como uma inteligência impessoal criadora do Universo, mas sob uma ótica inteiramente naturalista. Os membros do Concilium 13 são luciferianos. Os luciferianos por vezes participam de rituais satânicos, mais por memorial do que crença, diferentemente dos satanistas.

A maçonaria, dividida em alta maçonaria e a maçonaria. Estes grupos desconhecem a influência de Satanás nos planos globalizantes, mas aderem, conscientemente ou não, ao plano mestre engendrado pelos satanistas. Aqui também encontramos figuras de destaque do clero, principalmente na alta maçonaria, que possui maior poder político que a maçonaria regular.

O grande objetivo do grupo é implantar o “Processo” ou, melhor dizendo, “The Craft” (ou a “obra”) como é conhecido nos ambientes maçônicos. O processo consiste em unificar todo mundo econômica, política, social e principalmente religiosamente, de forma a se atingir uma Nova Ordem Mundial (New World Order), ou seja, a implantação prática da Utopia. Este objetivo é partilhado pelos maçons, porém estes desconhecem o objetivo principal dos satanistas, que é fazer toda humanidade adorar a Lúcifer como único deus.

No romance, estes grupos executam um plano para forçar a renúncia do papa. O papa atual é visto como empecilho para a implantação da Nova Ordem Mundial, principalmente por sua teimosia em combater o controle de natalidade, o aborto e o homossexualismo. Para isto acontecer, um prazo deveria ser respeitado, pois os satanistas acreditam que a entronização de Lúcifer tem um tempo de validade, ou um tempo disponível, dentro do qual Lúcifer poderia definitivamente tomar o controle do mundo.

Um dos assuntos mais recorrentes no livro é a corrupção do clero, especialmente o norte americano. O autor denuncia uma rede de acobertamento de padres pedófilos que na verdade é uma rede satanista. Se diz neste livro que, apesar de nem todo caso de pedofilia estar envolvido com satanismo, todo caso de satanismo envolve pedofilia como ato de profanação.

O que teria se desenvolvido nos EUA na verdade seria uma verdadeira infiltração satânica, através da criação de uma rede corrupta de culto e de proteção. Para conseguir este odioso intento, os satanistas conseguiram estabelecer o Arqui sacerdote de Lúcifer (supostamente o Cardeal Bernardin, falecido Arcebispo de Chicago) na presidência da NCCB (a Conferência Nacional dos Bispos Católicos dos EUA). Sob o comando deste Cardeal, o culto a satanás chegou ao seu ápice. O livro alega que existem provas reais que comprovam a participação de elementos do alto clero americano em rituais satânicos, inclusive com fotografias e filmagens. Este Cardeal é indicado como o Cardeal de CenturyCity (Chicago) e presidente da NCCB, uma alusão mais do que clara a Bernardin. Malachi Martin chega mencionar dois casos de assassinatos satânicos de padres da diocese deste Cardeal, e sugere que ele estivera diretamente envolvido neles.

No enredo do livro, o Vaticano teria enviado pessoas para investigar a rede de homossexualismo e satanismo que assola a Igreja nos EUA, pois lá supostamente seria o epicentro da degradação e da prática do satanismo pelo clero.

Além da suposta alusão ao Cardeal Bernardin, Malachi Martin denuncia mais 3 Cardeais importantes como sendo satanistas, dentre eles um personagem chamado de Cardeal Aureatini ( que se supõe aludir ao Cardeal Achille Silvestrini – numa associação de nomes óbvia). Sem rodeios, Malachi Martin o acusa de ter assassinado de um padre veterano por suspeitar que este sabia do segredo da cerimônia de entronização do arcanjo Lúcifer no Vaticano, da qual Aureatini teria participado.

A conspiração do Clero

O livro é bastante ilustrativo no que tange a de denúncia de manobras escusas nas quais supostamente estão ou estiveram envolvidos importantes personagens da cúria romana. Deste círculo de conspiradores clericais supostamente fariam:

Cardeal Mastroianni (Identificados por alguns como o Cardeal Casaroli) – Líder da conspiração e Secretário de Estado do Vaticano: não seria satanista, mas acredita que o processo (the craft) é a verdadeira força por trás da história. É o líder aparente da conspiração e tem importância capital no livro.

Cardeal Pensabene – Tem profunda influência no colégio Cardinalício e segundo Malachi Martin, poderia influenciar diretamente na escolha do próximo papa, pois teria muitos vínculos com pessoas poderosas na América do Norte.

Arcebispo Graziane (Identificado por alguns como o Cardeal Angelo Sodano) – Secretário de Estado do Vaticano, é descrito como um oportunista. Na maioria das vezes faz jogo duplo, para ficar do lado vencedor, seja o lado dos conspiradores, ou do lado do papa. No livro, ele participa de uma reunião em Estrasburgo em que a maçonaria decidiu que o papa deveria renunciar.

Cardeal Aureatini – que mandou matar um padre do Vaticano que soube da entronização de Satanás ao ler as cartas testamento de Paulo VI e de João Paulo I, quando o Cardeal Villot (mencionado nominalmente no livro) era secretário de estado do Vaticano.

Cardeal Noah Palombo – Segundo M. Martin ele tinha um olhar de possesso.

Padre Michael Coutinho – Superior Jesuítas - Preferido dos conspiradores para sucessor do papa Eslavo. Aberto a mudanças doutrinarias com relação a contracepção, aborto e pesquisa fetal e simpático a mudanças da Igreja com relação a homossexualidade, padres casados e ordenação de mulheres.

O papa Eslavo (João Paulo II), neste romance, tem pleno conhecimento de que todos estes cardeais seriam maçons e que estariam conspirando contra ele.

5.1 – O plano dos conspiradores

De acordo com o livro, o eventual plano para forçar a renúncia papal teria as seguintes etapas:

Criar um mecanismo de Consenso dos Bispos
O Consenso dos Bispos teria maior autoridade que o Papa (conceito de colegialidade, onde o conjunto dos bispos teria mais poderes do que o Papa).
O Consenso dos Bispos mostraria desacordo com Papa.
O Consenso dos Bispos forçaria a renúncia do Papa.
O Papa passaria a ter que renunciar seu posto quando atingisse 75 anos, como acontece com os bispos no mundo inteiro. Mas um problema prático decorre disto: para quem o Papa faria o seu pedido de renúncia? Todos os bispos fazem seu pedido de renúncia ao Papa, que é o seu superior. Mas não existe um superior terreno para o Papa. A idéia então, de acordo com o conceito de colegialidade, seria que o Sínodo dos Bispos aprovaria a renúncia papal.

E qual seria a grande vantagem disto? O fato de se derrubar um importante adversário da cultura da morte defendida pelo pensamento liberal moderno, e a abertura de uma estrada pavimentada para a União Européia, e mais tarde, uma união global de fato. Esta união deveria ser sem divergências nacionais políticas ou religiosas, tendo em vista no futuro a Nova Ordem Mundial (a obra – The craft – The process).

O plano consistiria em provocar a insatisfação nos bispos Europeus com a falta de suporte do Papa para a Nova Ordem Mundial, mostrando que aqueles que não estivessem em sintonia com esta Nova Ordem estaria fadado à extinção.

O instrumento para implantação do plano de renúncia do papa seria monetário: organismos financeiros internacionais dariam crédito aos bispos rebelados e provocariam dificuldades para aqueles que apoiam o papa.

5.2 – Como a Ortodoxia Católica foi minada, e como a heresia tomou conta da Igreja, de acordo com o padre Malachi Martin.

O padre Malachi Martin neste seu livro alega que grande número de missas e confissões são inválidas. Um número indizível de padres não foi validamente ordenado, e ainda está por se descobrir quantos bispos foram ou não foram validamente consagrados ou se tornaram infiéis. Neste livro, ele revela como os modernistas conseguiram modificar tão grandemente a ortodoxia católica, a ponto da apostasia ter se instalado confortavelmente no seio da Igreja.

Uma parte importante da estratégia para se quebrar a ortodoxia do clero e dos fiéis é instalar “agentes de mudança” dentro das CNBs ao redor do mundo. Este mesmo estratagema foi utilizado por Stalin, Hitler e Mussolini com sucesso. Segundo Malachi Martin, o Cardeal Pensabene, ou seja, o Cardeal Pio Laghi, chama isto de engenharia social. Ele diz que problema não é apenas mudar o pensamento de 4000 bispos, mas mudar o modo de pensar de milhares de católicos de acordo com os pontos de vista dos “engenheiros sociais”. Ou seja, fazer com que os católicos aceitassem as heresias naturalmente.

Os Agentes de mudança podem ser uma instituição, uma organização, um único indivíduo, provenientes do setor público ou privado. Seu propósito é trocar valores e comportamentos “antigos” por “novos”, usando técnicas de base psicológica desenvolvidas especificamente para desarmar as atitudes de resistência.

Pensabene, no livro compara este processo à estrutura piramidais, onde o “capstone” seria o “agente de mudança”, traçando um paralelo com a Igreja de Satanás.

Este seria o método desenvolvido por John Dewey e aplicado na implantação das mudanças pós Concílio Vaticano II: controlar as mentes e as emoções por meios experimentais (sentidos) e não por meios racionais. O objetivo desta técnica é incentivar emoções ao invés de estimular pensamentos e percepções intelectuais. O agente de mudanças institui um processo no qual a sua audiência alvo participa ativamente.

Obs: Note como as seitas dentro da Igreja católica enfatizam a “vivência” da experiência dentro da Igreja enquanto desprezam os estudos teológicos e a doutrina. Ex: Neo-catecumenato, Focolari, RCC, etc...

Este processo possui quatro etapas distintas, a saber:

Congelamento (freezing) – o agente de mudanças ‘congela’ a atenção e a experiência do grupo em seu próprio isolamento e vulnerabilidade.
Descongelamento ou desagregação (unfreezing) – o agente distancia os membros da audiência dos valores ‘velhos’ nos quais eles confiavam. Isto, em suma, significa que os valores anteriores são mostrados como não mais apropriados e desejáveis.
Reagregação (reagregation) – Segue com a aceitação da nova estrutura de pensamento proposta pelo agente (facilitador).
Rotinização (routining) – As novas estruturas de pensamento são incorporadas no fluxo diário normal.
Os procedimentos podem ser repetidos sempre que necessário, e através de quantos ‘facilitadores’ convertidos o possível – para perpetuar e espalhar o “novo pensamento”.

De acordo com Malachi Martin, este foi o processo utilizado para fazer com que cinqüenta milhões de católicos norte americanos aceitassem a missa nova na década de 70.

“Em vinte décadas nós praticamente obliteramos qualquer traço efetivo de liturgia e vida paroquial que foi estabelecida em dois séculos (nos EUA)”, palavras colocadas na boca do Cardeal Pensabene por Malachi Martin.

O autor ainda cita ainda um agente facilitador: o Noah Palombo, que à frente do Conselho para Liturgia Cristã, mudou o pensamento sacerdotal em termos de orações aprovadas e devoção.

O autor cita um exemplo de estratagema usado para realização de mudanças:

Um bispo auxiliar publicaria um artigo no estilo igualitário americano que é hora de se ordenar mulheres para o sacerdócio. Isto seria suportado imediatamente por uma inundação de declarações de apoio em jornais diocesanos, conferências públicas e mídia em geral. Isto provocaria impacto na NCCB, porque a proposta veio de um bispo, e por causa da inundação de apoio vindo da base, o Comitê de Assuntos Internos –IAC – seria “obrigado” a endereçar as pesadas considerações que foram levantadas.

Alguns “agentes de mudança americanos” são freiras feministas, algumas das quais praticante da Wicca, alguns ex padres e membros proeminentes da Dignity, uma organização “católica” para clérigos e leigos homossexualmente ativos.

O padre Malachi Martin cita uma reunião onde uma freira feminista teria feito a oração de abertura (com vários bispos presentes) com invocações à benção matriarcal da Mãe Terra e de Sofia, a deusa da Sabedoria (invocações pagãs normalmente utilizadas pelas adoradoras da Deusa, uma seita neo-pagã americana).

A maioria dos bispos americanos estão habituados mais do que nunca a ouvir a NCCB discordar das instruções vindas do escritório papal. Segundo Malachi Martin, os conspiradores consideram importante ser fato normal na vida católica que as igrejas locais discordem das diretivas Romanas.

A implantação das mudanças são feitas sem aviso prévio. Eles simplesmente as implantam como querem. Uma vez implantada, os clérigos e fiéis simplesmente obedecem como dominós colocados em linha.

Tudo isso teria sido feito na implantação da Missa Nova.

Os conspiradores, para espalhar a confusão pela Igreja, emitem cartas pastorais contrárias à ortodoxia e contrárias à posição papal, para toda Igreja. Isto aconteceu com uma carta que dizia que o uso de coroinhas mulheres era apoiado pela lei canônica, que foi emitida à revelia de João Paulo II. João Paulo II, mesmo tendo sido contrariado, não agiu, e deixou as coisas como estavam.

Como estratégia final para renúncia do papa, existiria um estudo sobre demografia feito por certos especialistas e teólogos modernistas que indicavam a necessidade de limitação a dois filhos por família, que os conspiradores pretendiam lançar antes que uma suposta encíclica papal contra o homossexualismo, satanismo e controle de natalidade fosse lançada, para miná-la.

Tudo seria feito para desacreditar o Papa e dizer que quem dirige a Igreja e dá posicionamento moral para ela são os bispos e não o Papa. O Consenso Universal dos Bispos é que deve ter o poder, e o papa deveria ter um papel meramente figurativo.

5.3 – Papel das ordens religiosas na difusão da heterodoxia.

De acordo com Malachi Martin, as ordens religiosas se encontram num estado ainda mais lastimável que a hierarquia diocesana:

Franciscanos: Difundiram a Renovação Carismática Católica, para focar fiéis no Espirito Santo e assim enfraquecer devoção aos santos, especialmente a devoção Mariana.

Jesuítas: Difundiram a Teologia da Libertação para enfraquecer o senso de dever e respeito para com a Igreja hierárquica, principalmente nos países latino americanos.

5.4 - Clero Não Engajado na conspiração ou contrário à mesma:

Malachi Martin também comenta a respeito da parte do alto clero que não está envolvido em conspirações e que supostamente apoia o papa.

Malachi Martin coloca as seguintes duras palavras dirigidas ao papa, na boca de um Cardeal, que em sua trama é considerado um dos mocinhos:

“Ambos percebemos que o senhor (o papa) possui uma teologia que não é ortodoxa nem tradicional; que sua filosofia não é tomista; que o senhor é um fenomenologista. Também percebemos que o senhor desistiu da atual organização clerical da Igreja; e que muitos da organização clerical desistiram do senhor. Eles o querem fora, definitivamente e logo.”

“Mas por tudo isto, Santidade, ambos sabemos que o senhor é o Papa de todos os católicos e o único representante de Cristo entre os homens. Meu único preceito forte para o senhor é que esteja moralmente certo do que você faz como Papa. E porque nós pecamos mortalmente não apenas por ação, mas também por omissão, seja apenas como certeza moral do que você deliberadamente não está fazendo. Pois, no seu caso, Santo Padre, é o que o senhor não está fazendo – e que não fez – que decepciona muitos dos fiéis.”

O papa então pergunta: “Qual foi o meu principal erro?”

E o cardeal responde:

“Indubitavelmente, Santo Padre, sua falha em interpretar a doutrina do Concílio Vaticano II autoritariamente e – eu repito santidade, e – de acordo com a tradição. Sem sombra de dúvida, os documentos do concílio, como se encontram, não são compatíveis com o Catolicismo Romano tradicional. Assim, o senhor permitiu que o erro florescesse sem correção. Isto levou a muitos equívocos – possivelmente mesmo impropriedades – no nível papal.”

Papa Eslavo: “Dados os meus motivos, nós estamos falando de pecado mortal ou venial?”

“Devido aos danos, mortal”...

5.5 – Reação contrária aos conspiradores

No romance, o papa, ou algumas pessoas que defendem o papado, tomam as seguintes medidas para conter o avanço dos conspiradores, que seriam:

Criação de uma rede subterrânea de bons padres que foram expulsos ou colocados no ostracismo por causa de sua ortodoxia, para ministrar sacramentos válidos aos fiéis. Seria esta uma alusão à FSSP (Fraternidade Sacerdotal de São Pio X de Marcel Lefebvre)?
Combate a rede de pedofilia e satanismo estabelecida na Igreja.
O papa emitiria uma encíclica condenando ex-cathedra o homossexualismo, o satanismo, o aborto e o controle de natalidade (tal encíclica nunca foi publicada).
O Papa proclamaria ex-cathedra que Nossa Senhora é medianeira de todas as graças (que seria o último dogma mariano).

QUE VENHA "PEDRO O ROMANO"

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Re: Papa Bento XVI renuncia

Mensagem por Geovanni146 em Ter Fev 12, 2013 8:57 am

Olá Halmenara, a paz de Cristo.

Um pouco extenso o texto mas o li por completo. Confesso que não sou partidário das chamadas "teorias de conspiração", acho isso tudo meio que "Dan Brown". Contudo, após ler reportagem hoje num site bastante conhecido, onde é exposta opiniões de "especialistas" em religião, achei curioso como a opinião deles corroboram no sentido que foi apontado por Malachi Martin no seu livro. Não estou afirmando que acredito em tudo isso, apenas que talvez existam algum elemento de verdade em tal teoria. Lêia as reportagens abaixo e poderá constatar alguma semelhança talvez:

http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2013/02/12/renuncia-de-bento-16-pode-levar-igreja-catolica-a-repensar-seu-papel-na-sociedade-dizem-especialistas.htm



http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/folha-online/mundo/2013/02/12/analise-alemao-e-brilhante-como-teologo-mas-fracassou-como-papa.htm
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Re: Papa Bento XVI renuncia

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Sex Fev 22, 2013 1:28 pm

Caros amigos,

Transcrevo aqui um texto de D. Hugo Cavalcante, que é muito esclarecedor a respeito desta questão:

A RENÚNCIA DE UM PAPA - ALGO INCOMUM, MAS PERFEITA E PLENAMENTE POSSÍVEL

Em 11 de fevereiro, p.p., na memória litúrgica de Nossa Senhora de Lourdes, na XXI Jornada Mundial dos Enfermos, o Romano Pontífice, vivendo o oitavo ano de seu pontificado, fez pública a sua decisão,livre e pessoal, datada de 10 de fevereiro (memória de Santa Escolástica, irmã de São Bento), diante da reunião de alguns Cardeais no Consistório Ordinário Público (para as Causas de Canonização), de renunciar ao múnus de: Bispo da Igreja de Roma, no qual perdura o múnus concedido pelo Senhor singularmente a Pedro, primeiro dos Apóstolos, para ser transmitido aos seus sucessores, deixando então de ser, a cabeça do Colégio dos Bispos, Vigário de Cristo e aqui na terra Pastor da Igreja universal; não mais possuindo, em virtude da efetivação dessa renúncia, no dia determinado, o múnus com o qual tinha na Igreja o poder ordinário supremo,pleno, imediato e universal, que podia sempre exercer livremente (cf. cânn. 331; 187; 189, § 3).

Começam as elucubrações, os palpites de toda ordem, as suposições; todas elas bem permeadas de opiniões sem fundamento, de puro subjetivismo, ou melhor ainda, do relativismo que o Santo Padre sempre condenou e continua presente na cabeça da mídia. É preciso, antes de tudo, conhecer que uma renúncia, por parte do Romano Pontífice, embora algo realmente incomum (de modo assim tão livre é, provavelmente, a segunda, sendo pioneiro o Papa Celestino V -monge beneditino-que renunciou em 1294, sendo canonizado em 3 de maio de 1313; mas em verdade ao menos dez Romanos Pontífices também já renunciaram, não sendo unânime isso entre os historiadores) é sim, perfeita e plenamente possível e,por isso mesmo, está juridicamente prevista nas normativas da Igreja Católica, contidasno Código de Direito Canônico (1983 = CIC), no Código dos Cânones das Igrejas Orientais(1990 = CCEO) e na Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis (1996UDG), que trata, especificamente, da vacância da Sé Apostólica e da Eleição do Romano Pontífice.

Eis o que diz, nomeadamente, a legislação a tal respeito:

“Se acontecer que o Romano Pontífice renuncie a seu múnus, para a validade se requer que a renúncia seja livremente feita e devidamente manifestada, mas não que seja aceita por alguém” (cân. 332, § 2 CIC).

“Se acontecer que o Romano Pontífice renuncie ao seu ofício, se requer para a validade, que a renúncia seja feita livremente e seja formalmente manifestada, não se requer, ao invés, que seja aceita por alguém” (cân. 44, § 2 CCEO).

Declarava o Beato João Paulo II na Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis: “Aliás, o estipulado no cânone 335 do Código de Direito Canônico, e reproposto no cânone 47 do Código dos Cânones das Igrejas Orientais, faz supor o dever de emanar e, constantemente, atualizar leis específicas que regulem a provisão canônica da Sé Romana, por qualquer motivo vacante”. Os negritos são nossos e, quer significar, nomeadamente nesse último: morte ou renúncia, sem dúvida.

Diz ainda a mesma Constituição Apostólica dantes referida:

“Estabeleço que o Colégio Cardinalício não possa de modo algum dispor acerca dos direitos da Sé Apostólica e da Igreja Romana, e menos ainda, deixar que se perca, direta ou indiretamente, qualquer coisa deles, mesmo que seja para compor dissídios ou perseguir ações perpetradas contra os mesmos direitos após a morte ou renúncia válida do Pontífice. Seja preocupação de todos os Cardeais tutelar estes direitos” (UDG 3) e,

“Estabeleço que as disposições referentes a tudo aquilo que precede a eleição do Romano Pontífice e à realização da mesma, devem ser integralmente observadas, mesmo no caso que a vacância da Sé Apostólica houvesse de verificar-se por renúncia do Sumo Pontífice, nos termos do cân. 332, § 2 do Código de Direito Canónico, e do cân. 44, § 2 do Código dos Cânones das Igrejas Orientais” (UDG 77).

Com as formalidades prescritas, portanto para o ato (livre e manifestado), inclusive dando, sem que isso seja de modo algum necessário para a validade, os motivos que o levaram à renúncia do seu múnus de Sucessor de Pedro, ele diz: “cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idôneas para exercer adequadamente o ministério petrino”. E, completa a sua fundação, asseverando sua irrevogável decisão:“bem consciente da gravidade deste ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, que me foi confiado pela mão dos Cardeais em 19 de abril de 2005, pelo que, a partir de 28 de fevereiro de 2013, às 20.00 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a quem tal compete, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice”.

O Santo Padre cumpriu assim o que determina o § 3 do cân. 189, na sua segunda parte, é claro: “A renúncia que necessita de aceitação, se não for aceita dentro de três meses, não tem nenhum valor; a que não necessita de aceitação produz efeito mediante a comunicação do renunciante, feita de acordo com o direito”.

Agora não é hora para os lamentos, nem para os questionamentos, pesares ou conjecturas; foi uma decisão tomada, maturadamente,na oração e intimidade com Deus isso assim vem expresso de modo meridiano em sua comunicação de renúncia: “Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus”.

Gratituto quae sera tamen! É aquilo que todos nós podemos dizer ao nosso amado Papa a quem, tão singularmente podemos agradecer já em vida, diante do seu tão profícuo governo, confirmando na fé e presidindo na caridade os cristãos católicos, e testemunhando aos homens de boa vontade o fiel seguimento de Cristo; é hora de agradecer a Deus que lhe concedeu a graça de uma corajosa e humilde renúncia, um marco na história da Igreja, um testemunho de humildade para o mundo: Deus lhe recompense, Padre Santo, por tudo o que fez para guiar todo o rebanho do Senhor, buscado nada absolutamente antepor a Cristo!

Embora a ele devamos todos nós, sem dúvida, um eterno preito de gratidão, que em seu magistério tão sábio, ministrado como um simples e humilde trabalhador na vinha do Senhor, claramente reconhece: “no mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor, quer do corpo, quer da mente; vigor este, que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado”, confirmando na prática suas primeiras palavras depois da eleição, é ele quem acaba por agradecer aos Senhores Cardeais: “Caríssimos Irmãos, verdadeiramente de coração vos agradeço por todo o amor e a fadiga com que carregastes comigo o peso do meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos”.

Teremos então um Papa Emérito, pois renunciou (embora nem todos concordem com isso, mas ao menos o será de acordo com o cf. cân. 185, excetuando o fato de que ninguém pode aceitar sua renúncia, ele simplesmente a proclama, como de fato o fez) e, na concretização disso deixou bem claro como quer conduzir a sua vida a partir da efetivação de sua renúncia: “Pelo que me diz respeito, nomeadamente no futuro, quero servir de todo o coração, com uma vida consagrada à oração, a Santa Igreja de Deus”. Ele já escolheu o lugar e o modo como se efetuará essa nova fase de sua vida, sem dúvida dedicando-se ainda mais a oração e aos estudos, coisas que sempre lhe foram muito caras e as quais havia manifestado ao Beato João Paulo II, quando estava prestes a concluir sua idade à testa da Congregação para a Doutrina da Fé. Que o Senhor lhe conceda, nosso sempre amado Papa Bento XVI muitos e fecundos anosin Deoabscondito!

A partir, portanto, das Santas Missas celebradas no dia 28 (quinta-feira) às 17.00 horas de Brasília, não mais se diz na oração eucarística o nome do Papa, pois a Sede de Pedro, ficará vacante.

E a história da Igreja, peregrina neste mundo continua… pois em 1º de março de 2013 começam as congregações preliminares dos Cardeais para a eleição do Sumo Pontífice (nn. 7-13 UDG). Serão duas espécies de Congregações: geral, ou seja, constituída por todo o Colégio Cardinalício até ao início da eleição e outra particular, constituída pelo Cardeal Camerlengo S. Emcia. Tarcísio Bertone, SDB e por três cardeais, um de cada uma das ordens (Episcopal - 4, Presbiteral - 83 e Diaconal– 30, portanto 117 Cardeais Eleitores dos 208 existentes), extraídos à sorte dentre os Cardeais eleitores que já tenham chegado a Roma; o ofício desses três Cardeais, chamados Assistentes, cessa-se ao completar o terceiro dia, sucedendo-lhes por meio de sorteio, outros três, pelo mesmo espaço de tempo, mesmo depois de iniciada a eleição. Como o Decano e o Vice-Decano são mais que octogenários as congregações gerais serão presididas pelo Cardeal Giovanni Batista Re (cf. n. 9 da UDG).

O Capítulo V da UDG será posto à parte, dessa feita, como também tudo o que ao mesmo venha diretamente referido na Constituição, pois trata nomeadamente das Exéquias do Romano Pontífice, já que temos uma Sé vacante por renúncia e não por morte.

Haverá, entretanto uma eleição que à norma do número 37 da UDG, assim se desenvolverá: “Estabeleço, ainda, que, desde o momento em que a Sé Apostólica ficar legitimamente vacante, os Cardeais eleitores presentes devem esperar, durante quinze dias completos, pelos ausentes; deixo, ademais, ao Colégio dos Cardeais a faculdade de adiar, se houver motivos graves, o início da eleição por mais alguns dias. Transcorridos, porém, no máximo, vinte dias desde o início da Sé vacante, todos os Cardeais eleitores presentes são obrigados a proceder à eleição”. Por essa determinação, as eleições, propriamente ditas, começarão a partir do dia 15 de março (cf. cânn. 202, § 1; 203, § 1). O Padre Federico Lombardi, SJ (Diretor da Sala de Impressa da Santa Sé e não Porta-voz como, erroneamente, é denominado pela impressa), afirmou a possibilidade de antecipação da eleição, já que não existem os nove dias previstos para os funerais. Isso certamente poderá ser feito, cumprindo-se o que se prevê no n. 33 da UDG: “Todos os Cardeais eleitores, convocados pelo Cardeal Decano, ou por outro Cardeal em seu nome, para a eleição do novo Pontífice…”. Isso vem definido bem mais objetivamente pelo que determina o n. 7: “Durante o período da eleição, as questões mais importantes, se for necessário, são tratadas pela assembleia dos Cardeais eleitores, ao passo que os assuntos ordinários continuam a ser tratados pela Congregação particular dos Cardeais”.



Quem pode votar?

Os Eminentíssimos Senhores Cardeais que no dia em que tem início a vacância da Sé Apostólica, ou seja, em 1º de março de 2013, não possuam ainda oitenta anos: em 1º de março, portanto, serão 117 eleitores, pois sua Emcia., o Cardeal Lubomyr Husar, MSU, Arcebispo-Mor Emérito dos Ucranianos, completa os seus oitenta anos no dia 26 de fevereiro, portanto dois antes da vacância da Sé Apostólica.Assim os Cardeais com menos de oitenta anos possuem unicamente a voz ativa, mas não unicamente àquela passiva.



Quem pode ser votado?

Na prática qualquer varão batizado não casado, de maior idade,pois já tivemos Papas que foram eleitos e que eram somente diáconos e, isso se depreende dos nn. 88-89 da UDG: “Depois da aceitação, o eleito que tenha já recebido a Ordenação episcopal, é imediatamente o Bispo da Igreja de Roma, verdadeiro Papa e Cabeça do Colégio Episcopal; e adquire efetivamente o poder pleno e absoluto sobre a Igreja universal, e pode exercê-lo. Se, pelo contrário, o eleito não possuir o caráter episcopal, seja imediatamente ordenado Bispo”; “Se o eleito ainda não possuir o caráter episcopal, só depois de ter sido solenemente ordenado Bispo é que lhe será prestada a homenagem e será feito o anúncio ao povo”. Não existe também, limite máximo de idade para ser votado, assim os Cardeais com mais de oitenta anos possuem a voz passiva, embora não àquela ativa. O último Papa não Cardeal foi Urbano VI (1378), eleito, quando era Arcebispo de Bari - Itália. Em pura teoria, um Papa que tenha renunciado, poderia ser, sem dúvida reeleito.



Quantos escrutínios são previstos?

Conforme atesta o n. 72 da UDG: “Confirmando as disposições dos meus Predecessores, São Pio X, Pio XII, e Paulo VI, prescrevo que - à exceção da tarde da entrada em Conclave -, tanto na parte da manhã como na parte da tarde, imediatamente depois de uma votação na qual não se tenha obtido a eleição, os Cardeais eleitores procedam logo a uma segunda, em que exprimam de novo o seu voto. Neste segundo escrutínio, devem ser observadas todas as formalidades do primeiro, com a diferença de que os eleitores não são obrigados a prestar um novo juramento, nem a eleger novos Escrutinadores, Infirmarii e Revisores, valendo para esse fim, também no segundo escrutínio, aquilo que foi feito no primeiro, sem repetição alguma”

Em síntese: 1 escrutínio na tarde + 2 escrutínios pela manhã e dois pela tarde nos primeiros três dias, totalizando 13 escrutínios.

Se não conseguirem, nesses dias, a eleição, sejam os escrutínios suspensos durante um dia no máximo, para uma pausa de oração e livre colóquio entre os votantes e uma breve exortação espiritual feita pelo primeiro dos Cardeais da ordem dos Diáconos (Cardeal Protodiácono da Santa Igreja Romana = Jean-Louis Pierre Cardeal TOURAN) e recomeçam as votações segundo a mesma forma e, se após 7 escrutínios ainda não se verificar a eleição, faz-se outra pausa de oração, de colóquio e de exortação feita pelo primeiro Cardeal na ordem dos presbíteros (Sendo, atualmente o Cardeal Protopresbítero da Santa Igreja Romana, Paulo Evaristo Cardeal Arns, não eleitor, ou mais antigo nesta ordem é S. Emcia. Godfried Cardeal DANEELS), e recomeçam as votações, na mesma forma, para outra eventual série de 7 escrutínios; se ainda não tiver obtido o resultado esperado, faz-se ainda outra pausa de oração e de exortação a ser feita pelo primeiro dos Cardeais da ordem dos Bispos (S. Emcia. Giovanni Batista Cardeal RE), procedendo-se a mais 7 escrutínios, totalizando assim: 34 escrutínios; se mesmo assim não se conseguir eleger o Papa, procede-se como determinou o Papa Bento XVI na Carta Apostólica dada em forma de Motu Proprio Aliquibus mutationibus de 11 de junho de 2007, com a qual ele revogou o contido no n. 75 da UDG que, a partir daquele que seria o 35º escrutínio em diante, mais ou menos, no décimo terceiro dia do início das eleições, tenham voz passiva somente aqueles dois que obtiveram mais votos no escrutínio anterior, carecendo, nessa ocasião, os próprios de voz ativa, devendo ser eleito, portanto aquele que obtiver a maioria qualificada, ou seja dois terços dos votos dos cardeais eleitores. Desse modo, não há limites de escrutínios, mas somente poderá ser eleito p novo Papa por 2/3 dos votos.

Com quantos votos pode ser eleito o futuro Papa?

Atualmente 78 votos (2/3), já que são 117 os eleitores (cf. n. 62UDG)

Oremos então, para que o Senhor nos conceda um Pastor segundo o seu coração, com o pio afeto de um pai, mas também com as exigências de um mestre, para que continue conduzindo a barca de Pedro, que é acima de tudo a barca do Salvador; a Igreja, Una, Santa, Católica e Apostólica, que subsistirá, segundo a promessa daquele que é Fiel.

D. Hugo Cavalcante, monge-beneditino
Vigário Judicial do TEI-Uberaba- MG
Sócio da SBC, APC, CICICP, ASCAI, AAOC.
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Re: Papa Bento XVI renuncia

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Qui Fev 28, 2013 9:23 pm

Caros amigos,

Transcrevo mais um texto pertinente a essa questão:

A PROFECIA DO PE. JOSEPH RATZINGER

A renúncia do Papa Bento XVI suscitou na mídia e em boa parte dos fiéis, especulações acerca de profecias apocalípticas sobre o futuro da Igreja. Dentre elas, a que mais chamou a atenção foi a famosa "Profecia de São Malaquias" que, segundo a lenda, anunciava o fim da Igreja e do mundo ainda neste século. Apesar dessas previsões catastróficas alimentarem a imaginação de inúmeras pessoas, a verdade é que elas carecem de fundamento e lógica, como já demonstraram vários teólogos, inclusive o estimado monge beneditino, Dom Estevão Bettencourt, na sua revista "Pergunte e Responderemos".

Mas não é sobre a profecia de São Malaquias que queremos falar aqui. Nossa atenção, devido às circunstâncias, volta-se para as palavras do jovem teólogo da Baviera, Padre Joseph Ratzinger, proferidas há pouco mais de 40 anos, logo após o término do Concílio Vaticano II. Em um contexto de crise de fé e revolução cultural, o então professor de teologia da Universidade de Tübingen via-se cada vez mais sozinho diante da postura marcadamente liberal de seus colegas teólogos, como por exemplo, Küng, Schillebeeckx e Rahner. Olhando também para os outros setores da Igreja, Padre Ratzinger via nos "sinais dos tempos" um presságio do processo de simplificação que o catolicismo teria de enfrentar nos anos seguintes.

Uma Igreja pequena, forçada a abandonar importantes lugares de culto e com menos influência na política. Esse era o perfil que a Igreja Católica viria a ter nos próximos anos, segundo Ratzinger. O futuro papa estava convencido de que a fé católica iria passar por um período similar ao do Iluminismo e da Revolução Francesa, época marcada por constantes martírios de cristãos e perseguições a padres e bispos que culminaram na prisão de Pio VI e sua morte no cárcere em 1799. A Igreja estava lutando contra uma força, cujo principal objetivo era aniquilá-la definitivamente, confiscando suas propriedades e dissolvendo ordens religiosas.

Apesar da aparente visão pessimista, o jovem Joseph Ratzinger também apresentava um balanço positivo da crise. O teólogo alemão afirmava que desse período resultaria uma Igreja mais simples e mais espiritual, na qual as pessoas poderiam encontrar respostas em meio ao caos de uma humanidade corrompida e sem Deus. Esses apontamentos feitos por Ratzinger faziam parte de uma série de cinco homilias radiofônicas, proferidas em 1969. Essas mensagens foram publicadas em livro sob o título de "Fé e Futuro".

"A Igreja diminuirá de tamanho. Mas dessa provação sairá uma Igreja que terá extraído uma grande força do processo de simplificação que atravessou, da capacidade renovada de olhar para dentro de si. Porque os habitantes de um mundo rigorosamente planificado se sentirão indizivelmente sós. E descobrirão, então, a pequena comunidade de fiéis como algo completamente novo. Como uma esperança que lhes cabe, como uma resposta que sempre procuraram secretamente" (Padre Joseph Raztinger)

Depois de 40 anos desses pronunciamentos, o já então papa Bento XVI não mudou de opinião. É o que pode-se concluir lendo um de seus discursos feitos para os trabalhadores católicos em Freiburg, durante viagem apostólica a Alemanha, em 2011. Citando Madre Teresa de Calcutá, o Santo Padre constatava uma considerável "diminuição da prática religiosa" e "afastamento duma parte notável de batizados da vida da Igreja" nas últimas décadas. O Santo Padre se pergunta: "Porventura não deverá a Igreja mudar? Não deverá ela, nos seus serviços e nas suas estruturas, adaptar-se ao tempo presente, para chegar às pessoas de hoje que vivem em estado de busca e na dúvida?"

O Papa alemão respondia que sim, a Igreja deveria mudar, mas essa mudança deveria partir do próprio eu. "Uma vez alguém instou a beata Madre Teresa a dizer qual seria, segundo ela, a primeira coisa a mudar na Igreja. A sua reposta foi: tu e eu!", ensinou. Bento XVI pedia no discurso uma reforma da Igreja que se baseasse na sua "desmundanização", corroborando o que explicou em outra ocasião a um jornalista, durante viagem ao Reino Unido, sobre como a Igreja deveria fazer para agradar o homem moderno.

"Diria que uma Igreja que procura sobretudo ser atraente já estaria num caminho errado, porque a Igreja não trabalha para si, não trabalha para aumentar os próprios números e, assim, o próprio poder. A Igreja está a serviço de um Outro: não serve a si mesma, para ser um corpo forte, mas serve para tornar acessível o anúncio de Jesus Cristo, as grandes verdades e as grandes forças de amor, de reconciliação que apareceu nesta figura e que provém sempre da presença de Jesus Cristo. Neste sentido a Igreja não procura tornar-se atraente, mas deve ser transparente para Jesus Cristo e, na medida em que não é para si mesma, como corpo forte, poderosa no mundo, que pretende ter poder, mas faz-se simplesmente voz de um Outro, torna-se realmente transparência para a grande figura de Cristo e para as grandes verdades que Ele trouxe à humanidade" (Padre Joseph Raztinger)

Esses textos ajudam-nos a entender os recentes fatos e interpretar os pedidos de reforma da Igreja pedidos por Bento XVI nos seus discursos pós-renúncia. De maneira alguma esses pedidos fazem referência a uma abertura da Igreja para exigências ideológicas do mundo moderno, como quiseram sugerir alguns jornalistas. Muito pelo contrário, o Papa fala de uma purificação da ação pastoral da Igreja diante do homem moderno, de forma que ela se livre dos ranços apregoados pelo modernismo. Trata-se de conservar a fiel doutrina de Cristo e apresentá-la de modo transparente e sem descontos. A Igreja enquanto tal é santa, imaculada. Mas seus membros carecem de uma constante conversão e é neste sentido que a reforma deve seguir. A Igreja precisa estar segura de sua própria identidade que está inserida na sua longa tradição de dois mil anos, caso contrário, toda reforma não passará de uma reforma inútil.

UM GRANDE ABRAÇO A TODOS !!!
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Re: Papa Bento XVI renuncia

Mensagem por Moco em Qua Mar 13, 2013 3:02 pm

Para contribuir eu recomendo aqui, a série de textos sobre a renúncia do Papa escrita pelos criadores aqui do Fórum no nosso Blog:

http://oficinadevalores.blogspot.com.br/search/label/Especial%20Papa%20Bento%20XVI
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Re: Papa Bento XVI renuncia

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Qua Mar 13, 2013 8:53 pm

Que beleza, Moco,

O legado que o Papa Bento XVI nos deixou deve ser sempre lembrado. Com centeza, mesmo recebendo o Papa Francisco I, a memória dos ensinamentos e do exemplo do seu antercessor ficará conosco para sempre.

Um grande abraço !!!
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Re: Papa Bento XVI renuncia

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Sex Abr 12, 2013 10:05 pm

Caros Amigos,

Recebi esta mensagem via e-mail e a estou repasando:

Coitado do Papa Bento XVI. Já assumiu o Pontificado em substituição daquele que, foi o melhor nos últimos tempos, o Papa João Paulo II, sofrendo comparações e cobranças. Estava sendo ameaçado por vários segmentos religiosos, inclusive pela própria Igreja Católica, que exigia dele, coisas contra as Leis de Deus como: legalização do aborto, legalização de casamento gay, de drogas, corrupção no Vaticano, pedofilia, etc. Exigiam do Papa coisas absurdas. Ele fez muito bem em renunciar antes que acabassem com ele. Na verdade, existe uma Máfia por trás de tudo isso. É pressão, pressão, pressão. O mundo está um caos. Que Deus nos acuda e escolha um novo Papa, forte, digno e santo...senão, estamos fritos.

O Papa que sempre renunciou!

Multiplicam-se as mensagens de apoio e afeto ao Santo Padre, o Papa Bento XVI, após o anúncio de sua renúncia, sobretudo por parte dos jovens. O Papa que foi calorosamente acolhido pela juventude no dia em que foi eleito como novo pontífice é agora mais uma vez aclamado pelo seu exemplo de fidelidade, amor e, principalmente, humildade.

Leia abaixo o emocionante artigo de um jovem de 23 anos sobre esse evento histórico para fé católica:

A verdadeira causa da renúncia do Papa.

Tenho 23 anos e ainda não entendo muitas coisas. E há muitas coisas que não se podem entender às 8 da manhã quando te dirigem a palavra para dizer com a maior simplicidade: "Daniel, o papa se demitiu". E eu de supetão respondi: "Demitiu?" A resposta era mais do que óbvia, "Quer dizer que renunciou, Daniel, o Papa renunciou!"

O Papa renunciou. Assim irão acordar inúmeros jornais da manhã, assim começará o dia para a maioria. Assim, de um instante para o outro, uns quantos perderão a fé e outros muitos fortalecerão a sua. Mas este negócio de o Papa renunciar é uma dessas coisas que não se entendem.

Eu sou católico. Um entre tantos. Destes católicos que durante sua infância foi levado à Missa, depois cresceu e foi tomado pelo tédio. Foi então que, a uma certa altura, joguei fora todas as minhas crenças e levei a Igreja junto. Porém a Igreja não é para ser levada nem por mim, nem por ninguém (nem pelo Papa). Depois a uma certa altura de minha vida, voltei a ter gosto por meu lado espiritual (sabe como é, do mesmo jeito como se fica amarrado na menina que vai à Missa, e nos guias fantásticos que chamamos de padres), e, assim, de forma quase banal e simples, continuei por um caminho pelo qual hoje eu digo: sou católico. Um entre muitos, sim, porém, mesmo assim, católico. Porém, quer você seja um doutor em teologia ou um analfabeto em escrituras (destes como existem milhões por aí), o que todo mundo sabe é que o Papa é o Papa. Odiado, amado, objeto de zombaria e de orações, o Papa é o Papa, e o Papa morre como Papa.

Por isto, quando acordei com a notícia, como outros milhões de seres humanos, nos perguntamos: por que? Por que renuncias, senhor Ratzinger? Ficou com medo? Foi consumido pela idade? Perdeu a fé? Ganhou a fé? E hoje, depois de 12 horas, acho que encontrei a resposta: o Senhor Ratzinger renunciou, porque é o que ele fez a sua vida inteira.

É simples assim.

O Papa renunciou a uma vida normal. Renunciou a ter uma esposa. Renunciou a ter filhos. Renunciou a ganhar um salário. Renunciou à mediocridade. Renunciou às horas de sono, em troca de horas de estudo. Renunciou a ser um padre a mais, porém também renunciou a ser um padre especial. Renunciou a encher sua cabeça de Mozart, para enchê-la de teologia. Renunciou a chorar nos braços de seus pais. Renunciou a estar aposentado aos 85 anos, desfrutando de seus netos na comodidade de sua casa e no calor de uma lareira. Renunciou a desfrutar de seu país. Renunciou à comodidade de dias livres. Renunciou à vaidade. Renunciou a se defender contra os que o atacavam. Pois bem, para mim a coisa é óbvia: o Papa é um sujeito apegado à renúncia.

E hoje ele volta a demonstrá-lo. Um Papa que renuncia a seu pontificado, quando sabe que a Igreja não está em suas mãos, mas na de algo ou alguém maior, parece-me um Papa sábio. Ninguém é maior que a Igreja. Nem o Papa, nem os seus sacerdotes, nem seus leigos, nem os casos de pederastia, nem os casos de misericórdia. Ninguém é maior do que ela. Porém, ser Papa a esta altura da história, é um ato de heroísmo (destes que se realizam diariamente em meu país e ninguém os nota). Eu me lembro sem dúvida da história do primeiro Papa. Um tal... Pedro. Como foi que morreu? Sim, numa cruz, crucificado como o seu mestre, só que de cabeça para baixo.

Nos dias de hoje, Ratzinger se despede da mesma maneira. Crucificado pelos meios de comunicação, crucificado pela opinião pública e crucificado por seus próprios irmãos católicos. Crucificado à sombra de alguém mais carismático. Crucificado na humildade, essa que custa tanto entender. É um mártir contemporâneo, destes a respeito dos quais inventam histórias, destes que são caluniados, destes que são acusados, e não respondem. E quando responde, a única coisa que fazem é pedir perdão. "Peço perdão por minhas faltas". Nem mais, nem menos. Que coragem, que ser humano especial. Mesmo que eu fosse um mórmon, ateu, homossexual ou abortista, o fato de eu ver um sujeito de quem se diz tanta coisa, de quem tanta gente faz chacota e, mesmo assim, responde desta forma... este tipo de pessoas já não existe em nosso mundo.

Vivo em um mundo onde é divertido zombar do Papa, porém é pecado mortal fazer piada de um homossexual (para depois certamente ser tachado de bruto, intolerante, fascista, direitista e nazista). Vivo num mundo onde a hipocrisia alimenta as almas de todos nós. Onde podemos julgar um sujeito que, com 85 anos, quer o melhor para a Instituição que representa. Nós, porém, vamos com tudo contra ele porque, "com que direito ele renuncia?" Claro, porque no mundo NINGUÉM renuncia a nada. Como se ninguém tivesse preguiça de ir à escola. Como se ninguém tivesse preguiça de trabalhar. Como se vivesse num mundo em que todos os senhores de 85 anos estivessem ativos e trabalhando (e ainda por cima sem ganhar dinheiro) e ajudando a multidões. Pois é.

Pois agora eu sei, senhor Ratzinger, que vivo em um mundo que irá achá-lo muito estranho. Num mundo que não leu seus livros, nem suas encíclicas, porém que daqui a 50 anos ainda irá recordar como, com um gesto simples de humildade, um homem foi Papa e, quando viu que havia algo melhor no horizonte, decidiu afastar-se por amor à Igreja. Morra então tranquilo, senhor Ratzinger. Sem homenagens pomposas, sem corpo exibido em São Pedro, sem milhares chorando e esperando que a luz de seu quarto seja apagada. Morra então como viveu, embora fosse Papa: humilde.

Bento XVI, muito obrigado por suas renúncias.

Quero somente pedir minhas mais humildes desculpas se alguém se sentiu ofendido ou insultado com meu artigo. Considero a cada uma (mórmons, homossexuais, ateus e abortistas) como um irmão meu, nem mais nem menos. Sorriam, que vale a pena ser feliz.

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