Creio na Ressurreição da carne

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Creio na Ressurreição da carne

Mensagem por gleidsonmacedo em Seg Maio 20, 2013 6:56 pm

Irmãos, sou um neófito mas a cada dia procuro me aprofundar mais na doutrina da Igreja e cada vez me vejo envolvido e certo que pertenço, não por méritos meus, a Igreja de Cristo a Santa Igreja Católica. Pois bem, tenho uma amiga SUD com a qual mantenho um bom relacionamento, mas temos várias divergências teológicas, porém em uma conversa salutar que tive com ela chegamos a um ponto que eu realmente não soube o que é doutrina da Igreja para comparar, explico-me: ela acredita em casamentos eternos, tudo bem, mas isso continua após a ressurreição, após o apocalipse, tanto que os maridos são enterrados próximos as esposas parar "facilitar" o reencontro, e além do casamento eterno eles têm um pensamento firmado sobre o ´´os ressurreição da carne, e ai eu me dei conta que nada sei sobre esse assunto de acordo com nossa doutrina, algo nos foi revelado? A Igreja tem algum ensinamento sobre isso? como vai ser nossa vida, aqui na terra depois da ressurreição da carne? Como Adão e Eva antes de pecar? como famílias? iremos repopular a terra? enfim... O que sabemos sobre o "pós-apocalipse"?
Muito obrigado.
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gleidsonmacedo

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Re: Creio na Ressurreição da carne

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Dom Maio 26, 2013 8:55 pm

Caro Gleidson,

Há no nosso fórum alguns tópicos que tratam dessa questão. Dentre eles, estou indicando o seguinte

http://quemtembocavaiaroma.livreforum.com/t93p15-ressurreicao-dos-mortos?highlight=Ressurrei%E7%E3o

Em relação a postagem do Eleito, está correto quando referenda a citação do Evangelho: "Porquanto, quando ressuscitarem dentre os mortos, nem casarão, nem se
darão em casamento, mas serão como os anjos que estão nos céus" (Mc12,25).


Em relação ao ensino de São Paulo, há outras citações que devem ser observadas e que complementam o sentido de 1Cor 15,44, e que em tempo oportuno estarei enviando.

Um grande abraço !!!
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Flávio Roberto Brainer de
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Re: Creio na Ressurreição da carne

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Dom Maio 26, 2013 9:12 pm

Voltei, Gleidosn,

Estou transcrevendo aqui uma das postagens do Pe. Anderson que trata dessa questão:

Caros amigos,

Coloco aqui a doutrina da Igreja Católica, de forma bem clara e precisa. Creio que responde a tudo o que foi questionado até aqui.

638 "Anunciamo-vos a Boa Nova: a promessa, feita a nossos pais, Deus a realizou plenamente para nós, seus filhos, ressuscitando Jesus" (At 13,32-33). A Ressurreição de Jesus é a verdade culminante de nossa fé em Cristo, crida e vivida como verdade central pela primeira comunidade cristã, transmitida como a Cruz, como parte essencial do Mistério Pascal. Cristo ressuscitou dos mortos. Por sua morte venceu a morte. Aos mortos deu a vida.

I - O EVENTO HISTÓRICO E TRANSCENDENTE

639 O mistério da Ressurreição de Cristo é um acontecimento real que teve manifestações historicamente constatadas, como atesta o Novo Testamento. Já São Paulo escrevia aos Coríntios pelo ano de 56: "Eu vos transmiti... o que eu mesmo recebi: Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras. Foi sepultado, ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras. Apareceu a Cefas, e depois aos Doze" (1Cor 15,3-4). O apóstolo fala aqui da viva tradição da Ressurreição, que ficou conhecendo após sua conversão às portas de Damasco.

O ESTADO DA HUMANIDADE RESSUSCITADA DE CRISTO


645 Jesus ressuscitado estabelece com seus discípulos relações diretas, em que estes o apalpam e com Ele comem. Convida-os, com isso, a reconhecer que Ele não é um espírito, mas sobretudo a constatar que o corpo ressuscitado com o qual Ele se apresenta a eles é o mesmo que foi martirizado e crucificado, pois ainda traz as marcas de sua Paixão. Contudo, este corpo autêntico e real possui, ao mesmo tempo, asp propriedades novas de um corpo glorioso: não está mais situado no espaço e no tempo, mas pode tornar-se presente a seu modo, onde e quando quiser, pois sua humanidade não pode mais ficar presa à terra, mas já pertence exclusivamente ao domínio divino do Pai. Por esta razão também Jesus ressuscitado é soberanamente livre de aparecer como quiser: sob a aparência de um jardineiro ou “de outra forma" (Mc 16,12), diferente das que eram familiares aos discípulos, e isto precisamente para suscitar-lhes a fé.

646 A Ressurreição de Cristo não constituiu uma volta à vida terrestre, como foi o caso das ressurreições que Ele havia realizado antes da Páscoa: a filha de Jairo, o jovem de Naim e Lázaro. Tais fatos eram acontecimentos miraculosos, mas as pessoas contempladas pelos milagres voltavam simplesmente à vida terrestre "ordinária" pelo poder de Jesus. Em determinado momento, voltariam a morrer. A Ressurreição de Cristo é essencialmente diferente. Em seu corpo ressuscitado, Ele passa de um estado de morte para outra vida, para além do tempo e do espaço. Na Ressurreição, o corpo de Jesus é repleto do poder do Espírito Santo; participa da vida divina no estado de sua glória, de modo que Paulo pode chamar a Cristo de "o homem celeste".

A RESSURREIÇÃO COMO ACONTECIMENTO TRANSCENDENTE

647 "Só tu, noite feliz "canta o Exsultet da Páscoa – “soubeste a hora em que Cristo da morte ressurgia." Com efeito ninguém foi testemunha ocular do próprio acontecimento da Ressurreição,e nenhum Evangelista o descreve. Ninguém foi capaz de dizer como ela se produziu fisicamente. Muito menos sua essência mais íntima, sua passagem a outra vida, foi perceptível aos sentidos. Como evento histórico constatável pelo sinal do sepulcro vazio e pela realidade dos encontros dos apóstolos com Cristo ressuscitado, a Ressurreição nem por isso deixa de estar no cerne do mistério da fé, no que ela transcende e supera a história. E por isso que Cristo ressuscitado não se manifesta ao mundo mas a seus discípulos, "aos que haviam subido com ele da Galiléia para Jerusalém, os quais são agora suas testemunhas diante do povo" (At 13,31).

II. A RESSURREIÇÃO - OBRA DA SANTÍSSIMA TRINDADE

648 A Ressurreição de Cristo é objeto de fé enquanto intervenção transcendente do próprio Deus na criação e na história. Nela, as três Pessoas Divinas agem ao mesmo tempo, juntas, e manifestam sua originalidade própria. Ela aconteceu pelo poder do Pai que "ressuscitou" (At 2,24) Cristo, seu Filho, e desta forma introduziu de modo perfeito sua humanidade - com seu corpo - na Trindade. Jesus é definitivamente revelado "Filho de Deus com poder por sua Ressurreição dos mortos segundo o Espírito de santidade" (Rm 1,4). São Paulo insiste na manifestação do poder de Deus pela obra do Espírito que vivificou a humanidade morta de Jesus e a chamou ao estado glorioso de Senhor.

649 O Filho opera, por sua vez, a própria Ressurreição em virtude de seu poder divino. Jesus anuncia que o Filho do homem dever sofrer muito, morrer e, em seguida, ressuscitar (sentido ativo da palavra). Alhures, afirma explicitamente: "Eu dou a minha vida para retomá-la... Tenho poder de dá-la e poder para retomá-la" (Jo 10,17-18 "Nós cremos... que Jesus morreu, em seguida ressuscitou" (1Ts
4,14).


650 Os Padres da Igreja contemplam a Ressurreição a partir da Pessoa Divina de Cristo que ficou unida à sua alma e a seu
corpo separados entre si pela morte: "Pela unidade da natureza divina, que permanece presente em cada uma das duas partes do homem, estas se unem novamente. Assim, a Morte se produz pela separação do composto humano, e a Ressurreição, pela união das duas partes separadas."

III. SENTIDO E ALCANCE SALVÍFICO DA RESSURREIÇÃO

651 "Se Cristo não ressuscitou, vazia é a nossa pregação, vazia é também a vossa fé" (1Cor 15,14). A Ressurreição constitui antes de mais nada a confirmação de tudo o que o próprio Cristo fez e ensinou. Todas as Verdades, mesmo as mais inacessíveis ao espírito humano, encontram sua justificação se, ao ressuscitar, Cristo deu a prova definitiva, que
havia prometido, de sua autoridade divina.

652 A Ressurreição de Cristo é cumprimento das promessas do Antigo Testamento[a52] " e do próprio Jesus durante sua vida terrestre. A expressão "segundo as Escrituras" indica que a Ressurreição de Cristo realiza essas predições.

653 A verdade da divindade de Jesus é confirmada por sua [b]Ressurreição. Dissera Ele: "Quando tiverdes elevado o Filho do Homem, então sabereis que EU SOU, (Jo 8,28). A Ressurreição do Crucificado demonstrou que ele era verdadeiramente "EU SOU", o Filho de Deus e Deus mesmo. São Paulo pôde declarar aos judeus: "A promessa feita a nossos pais, Deus a realizou plenamente para nós...; ressuscitou Jesus, como está escrito no Salmo segundo: 'Tu és o meu filho, eu hoje te gerei” (At 13,32-33). A Ressurreição de Cristo está estreitamente ligada ao mistério da Encarnação do Filho de Deus. E o cumprimento segundo o desígnio eterno de Deus.

654 Há um duplo aspecto no Mistério Pascal: por sua morte Jesus nos liberta do pecado, por sua Ressurreição Ele nos abre as portas de uma nova vida.
Esta é primeiramente a justificação que nos restitui a graça de Deus, "a fim de que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também nós vivamos vida nova" (Rm 6,4). Esta consiste na vitória sobre a morte do pecado e na nova participação na graça". Elarealiza a adoção filial, pois os homens se tornam irmãos de Cristo, como o próprio Jesus chama seus discípulos após a Ressurreição: “Ide anunciar a meus irmãos" (Mt 28,10). Irmãos não por natureza mas por dom da graça, visto que esta filiação adotiva proporciona uma participação real na vida do Filho Único, que se revelou plenamente em sua Ressurreição.

655 Finalmente, a Ressurreição de Cristo - e o próprio Cristo ressuscitado - é princípio e fonte de nossa ressurreição futura: "Cristo ressuscitou dos mortos, primícias dos que adormeceram... assim como todos morrem em Adão, em Cristo todos receberão a vida"[/b] (1Cor 15,20-22). Na expectativa desta realização, Cristo ressuscitado vive no coração de seus fiéis. Nele, os cristãos "experimentaram... as forças do mundo que há de vir" (Hb 6,5) e sua vida é atraída por Cristo ao seio da vida divina" "a fim de que não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que morreu e ressuscitou por eles" (2Cor 5,15).
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Esses textos são do Catecismo da Igreja Católica. Creio que respondem tudo o que foi apresentado nesse tópico de maneira bem clara e coerente.

Pe. Anderson
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Re: Creio na Ressurreição da carne

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Qua Maio 29, 2013 10:52 pm

Caros amigos,

Esta postagem do Eleito me parece muito confusa.

Quando se refere ao corpo de Cristo ressuscitado afirma que "ainda era de carne e não com "propriedades divinas"... foi o mesmo corpo
que desapareceu do sepulcro e Cristo usou antes de morrer e não um outro nem tempouco o mesmo corpo "glorificado".... era rigorosamente o mesmo corpo com as mesmas fraquezas..."


Ao afirmar que foi o mesmo corpo que esteve no sepulcro, está correto. Entretanto, afirmar que o corpo de Jesus não estava glorificado, caracteriza um grande equívoco.

Ainda no texto do Eleito, não ficou clara a afirmação de que "era rigorosamente o mesmo corpo (de Jesus) com as mesmas fraquezas". Que era o mesmo corpo, já afirmei anteriormente que está correto. Entretanto, a questão que gera esta inquietude está inserida no uso do termo "as mesmas fraquezas (do corpo de Jesus)". A natureza a que pertenceriam estas fraquezas a que se refere o Eleito no seu texto nos coloca diante de uma confusão de pensamentos e de equívocos antagônicos a Palavra de Deus. De um lado, se tais fraquezas forem de ordem puramente física, segundo a concepção do Eleito, o corpo de Jesus continuou sujeito ao sofrimento, a dor e a morte. Por outro lado, se estas fraquezas não são de ordem física, de qual seria? Estaria Jesus sujeito ao pecado tanto antes quanto depois de sua ressurreição? Ao meu ver, salvo engano de minha parte, essa concepção me parece uma "BARBÁRIE TEOLÓGICA".
Para compreendermos esta questão, havemos que perquirir, em algumas passagens bíblicas, a maneira como Jesus se apresenta ressuscitado:

"Mais tarde, ele apareceu SOB OUTRA FORMA a dois entre eles que iam para o campo. Eles foram anunciá-lo aos demais. mas estes tampouco acreditaram" (Mc 16,12).

"Nesse mesmo dia, dois discípulos caminhavam para uma aldeia chamada Emaús, distante de Jerusalém sessenta estádios. Iam falando um com o outro de tudo o que se tinha passado. Enquanto iam caminhando e discorrendo entre si, o mesmo Jesus aproximou-se deles e caminhava com eles. Mas os olhos estavam-lhes como vendados, E NÃO O RECONHECERAM" (Lc 24,13-16).

"Ditas estas palavras, (Maria Madalena) voltou-se para trás e vu Jesus,
MAS NÃO O RECONHECEU. Perguntou-lhe Jesus: Mulher, por que choras? Quem procuras? SUPONDO ELA QUE FOSSE O JARDINEIRO, respondeu: Senhor, se tu o tiraste, dize-me onde o puseste e eu o irei buscar" (Jo 20,14-15).

"Chegada a manhã, Jesus estava na praia. Todavia, OS DISCÍPULOS NÃO O RECONHECERAM" (Jo 21,4).

Estas quatro passagens das Sagradas Escrituras nos mostram claramente que algumas das pessoas que mais conviveram com Jesus não o reconheceram na condição de ressuscitado. Os exemplos são claríssimos e não deixam qualquer dúvida de que o corpo de Jesus estava glorificado, transformado (DE OUTRA FORMA - Mc 16,12), ao ponto de não ser reconhecido por muitos dos que conviviam quase que diariamente com Ele. Assim, no que lemos nestas citações, as Sagradas Escrituras nos ensinam exatamente o contrário do Eleito na sua afirmação atravessada de que "era rigorosamente o mesmo corpo". Se o corpo de Jesus fosse o mesmo, obviamente, seria reconhecido por todos, o que de fato não aconteceu, segundo o relato das Sagradas Escrituras.

Em um outro equívoco, afirma que "quando Ele ascendeu o seu corpo de carne ficou cá pois carne e sangue não herdam o reino de Deus. ... nem a corrupção herda a incorrupção ....nem otemporário se torna eterno."

Em relação a ascensão de Jesus e de que maneira ela aconteceu, as Sagradas Escrituras nos descrevem o seguinte:

"Depois que o Senhor Jesus lhes falou, foi levado ao céu e está sentado à direita de Deus" (Mc 16,19)... "Enquanto os abençoava, separou-se deles e foi arrebatado ao céu" (Lc 24,51)... "Elevou-se da terra à vista deles" (At 1,9)

As Sagradas Escrituras narram com muita clareza que Jesus foi levado ao céu... foi arrebatado... elevou-se da terra. Em nenhum momento faz alusão a nada que qualifique a afirmação de que o corpo de Jesus tenha ficado aqui na terra, de acordo com o pensamento do Eleito.

Acredito que essas passagens bíblicas a que me reporto são mais que suficiente para tiramos esse tipo de dúvida e desfazermos qualquer equívoco dessa natureza.

Um grande abraço a todos !!!
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