A Igreja e o Querido Dinheiro

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A Igreja e o Querido Dinheiro

Mensagem por drtoivowillmann em Seg Maio 27, 2013 6:04 pm

Irmãos:

Não sei, como vivia-se faz 2.000 anos, mas hoje é impossível manter uma congregação sem dinheiro.
Na Santa Ceia, o Pão Ázimo e o vinho ou suco de uva custam dinheiro.
Quando a congregação for maior, não basta a sala da própria casa, para reunir todos. Um imóvel maior precisa ser alugado ou comprado. Precisa-se de cadeiras ou bancas. Tem que pagar energia e talvez água.
Congregações ainda maiores querem projetar o texto dos seus hinos durante os cultos, amplificar a vos do seu presbítero ou imprimir mensagens e maiores ainda querem enviar missioneiros para as tribos ou para o exterior e financiá-los. Todo de acordo com Yehoshua, o Nosso Senhor, sem exagero algum e caro!!!

Então vamos contribuir com as nossas carteiras, vamos ser fieis dizimistas!
Alguém disse-me, que o Dízimo como Lei anula a Graça. Ele está certo. Pagar o Dícimo forma parte da Lei. Em Cristo, porem, estamos “mortos para a Lei” (Romanos 7,4).
Então fazer o quê? O Filho de Deus nos mandou participar da Santa Ceia. Como? Onde?
Alem disso (Mateus 28,19) mandou nos fazer toda nação discípulos Dele e batizá-los.Ou tu mesmo vás pessoalmenteembora, para fazê-lo, ou ajudas financiar missioneiros.
O gato mordeu o rabo: mesmo sem do Dízimo como “Jugo da Lei” temos que pagar no Nome de Cristo.

Mas existem poréns. Umas igrejas literalmente orbitam como planetas o dinheiro, como se fosse seu sol e não o Deus Vivo.
Eu vivenciei, quando um jovem pastor evangélico, talentoso e com muita Fé, foi afastado pelos seus superiores, porque não sabia coletar o suficiente na sua congregação. Oculto aqui o nome da igreja, apenas digo, que é muito conhecida no Brasil.
Deus é ciumento e, quando adoramos outra coisa no lugar Dele, zanga-se.
Geralmente vir-nos-á as costas, se não pior!

Que tal o irmão, que está em apuros financeiros?
Pagar no lugar dos 10% apenas 5% ou 1%? Sair da quota, que Deus estipulou, é desaconselhável. A triste história de Ananias e sua esposa (Atos 5,1 até11) sugere, que Deus prefere o “tudo ou nada”.
Se não puderes pagar os 10% estipulados, não pagues nem um só tostão, por já não ser obrigatório. Quando puderes e Deus tocar neste sentido teu coração, por outro lado, contribui e não deixes faltar nem um só tostão dos 10%.
O Dízimo em se já não é obrigatória, no sentido “mortos para a Lei”, mas participar na igreja e na missão é e ambas as coisas são caras.

Existem congregações, que criaram alternativas ao Dízimo: vender livros, CDs e DVDs cristãos.
Outras criaram um cardápio de serviços, com os seus preços respectivos, lema “paga, do que desfrutares!”. Eu vi tais. E o novo Papa, no seu livro “Sobre o Céu e a Terra”, que escreveu como diálogo com seu amigo o rabino Abraão Skorka, fala de tais também, curiosamente não no capítulo sobre dinheiro, senão sobre a oração.
Recursos legítimos ou excessos? Dificilmente a forma fará a diferença.

Por mais importante e vital a grana for para a Igreja (evangélica, católica ou ortodoxa, para mim existe uma só e um só Deus!), não podemos esquecer-nos do que Yehoshua nos ensinou (Mateus 9,12; Marco 2,17; Lucas 5,31):
“Não os de boa saúde precisam do médico senão os doentes.”
Quem mais precisa da Igreja e dos seus serviços, são aqueles, tanto que não quiserem como que não puderem pagar nada ou quase nada.
Esquece-te, por uns instantes do dinheiro e das necessidades financeiras da tua congregação!

Aquele, que não quiser, estará em trevas. È avarento ou padece de cobiça, é adorador (inconsciente) do demônio Mamon ou simplesmente não crê.
Precisa de missionário, do Espírito Santo, da tua mensagem, da tua prece intercessora. Essa “ovelha” tem que voltar ao “rebanho”.
Não fales do dinheiro para ela, pois não escutará. Tem paciência!
Quando iluminada, voluntariamente contribuirá.

Aquele, quem não puder, pode ser pobre, pode estar endividado (o que às vezes é pior). Pode estar afastado de Deus e desprotegido do Mal ou bom cristão, porem com uma missão especial para o Senhor, que inclui sofrer de problemas materiais, estilo Jô. Não procures os supostos pecados deles, pois Cristo já os comprou e no caso do Jô, Deus não gostou nem um pouco daqueles, que fizeram isso (Jô 42,7 até 9), ao invés de, na sua ignorância, simplesmente consolá-lo.
Abraça tu teu irmão em miséria, ajuda-lhe, se puder, sobretudo intercede por ele, pois Deus pode arrancar o problema desde a raiz, incluindo, que o Espírito Santo pode iluminá-lo, caso, que tua ovelha estiver encrencado com o Todopoderoso.Tal atitude incondicional convence, que Cristo está contigo. Fá-lo, sem cessar, até resolver!
Quando der certo tudo, iluminado e grato contribuirá, em ambas as hipóteses.

Em nenhum dos casos julgues, para não ser julgado tu mesmo (Mateus 7,1; Lucas 6,37)! Ou será, que acaso estás sem pecado? Se tiveres uma suspeita, lê da Bíblia, ao respeito. Se teu irmão for inocente, não lhe fará mal algum.

Abençoo-vos no Nome de Yehoshua: prosperidade a todos vós, para poder desfrutar dela e, claro, contribuir (à grande obra, o qual considero uma honra mais do que um dever)! Toivo bounce

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Re: A Igreja e o Querido Dinheiro

Mensagem por Fabricio em Qua Maio 29, 2013 7:49 pm

Meu caro,

As comunidades cristãs primitivas não aplicavam o dízimo. Já no Novo Testamento observa-se a prática das ofertas: cada qual dá segundo seu coração. Dessa forma, uns podem dispor de 10% da renda, outros 1%, e outros ainda 50%... depende das disposições e vontades de cada um.

A Igreja Católica manteve esta prática das comunidades primitivas. Embora algumas paróquias utilizem o termo "Dízimo", na verdade trata-se de "Oferta", pois não são aplicadas as diretrizes relativas à décima parte da renda.

De certo que as paróquias recebem espórtulas quando, por exemplo, da administração de um sacramento. Mas, segundo o código de Direito Canônico (não me lembro o parágrafo), estão dispensados aqueles que não têm condições financeiras ou simplesmente não queiram verter o valor à Igreja (ou seja, ninguém é obrigado à pagar pelo sacramento, que é gratuito, mesmo as espórtulas têm caráter de oferta). Ainda sim, no caso em que alguém solicita a dispensa das espórtulas (seja qual for o motivo), isso se dá em caráter privado, entre o solicitante e o sacerdote, de modo à preservar a privacidade do solicitante.

Certamente que a administração de recursos financeiros oriundos unicamente de ofertas é um grande desafio. A maioria das paróquias católicas passa por grandes dificuldades financeiras devido à falta de zelo dos fiéis. Ainda sim, a Igreja rejeita a cobrança do dízimo por motivos teológicos, e confia na Providência Divina para que não falte o necessário.

Nas comunidades protestantes, a cobrança do dízimo no seu sentido literal (isto é, vétero-testamentário) é uma prática quase que homogênea. Já li alguns artigos em que líderes protestantes tentaram substituir o dízimo pelas ofertas, mas os resultados financeiros foram desastrosos, o que obrigou-os a retornar à cobrança do dízimo. Não vou entrar no mérito teológico do assunto, mesmo porque sendo católico discordo veementemente da prática do dízimo como efetuada nas comunidades protestantes, mas ainda sim não duvido da boa vontade dos seus líderes. É claro que há distorções, assim como há padres que fazem mau uso das ofertas que administram, também há líderes protestantes que agem com pouca honestidade no campo financeiro.
Talvez na Igreja Católica seja mais difícil para um padre fazer mau uso do dinheiro porque as coisas são mais centralizadas. Além do mais, a Igreja Católica vem desenvolvendo seus mecanismos de controle para coibir a ação dos desonestos há muito mais tempo que todas as comunidades protestantes.

Quanto ao fato da busca de fontes alternativas de renda para manter a Igreja (como venda de livros e CD's), eu pessoalmente discordo. Hoje em dia,
comunidades como a Igreja Universal do Reino de Deus, ou a Igreja Internacional da Graça de Deus, entre outras, apelam para este recurso. O problema é que as empresas responsáveis pela manufatura e comercialização dos materiais são de propriedade de pessoas como Edir Macedo, Romildo Ribeiro Soares, Silas Malafaia, entre outros. Nota-se que estes senhores são líderes de suas respectivas comunidades, e além disso são empresários muito prósperos. Não vou discutir aqui a idoneidade destes senhores, mas lembremos da mensagem de Nosso Senhor Jesus Cristo, o qual dizia ser impossível servir a dois senhores. Portanto, os "pastores empresários" serão maus pastores ou maus empresários. Como estes senhores acumularam verdadeiras fortunas ao longo de suas vidas, constata-se que são bons empresários; seguindo a lógica ensinada por Nosso Senhor podemos imaginar que tipo de pastores eles são...

Fique com Deus

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Re: A Igreja e o Querido Dinheiro

Mensagem por drtoivowillmann em Sex Maio 31, 2013 5:13 pm

eleito escreveu:Uma coisa é pedir ajuda aos crentes para manter a casa de reunião pois tudo se paga, mas outra coisa é invocar o dízimo que era um mandamento da lei que é rejeitar Cristo... pois quem recorre à lei nega Cristo.

Caro Irmão:
Lê no meu texto, o que está escrito:
1) "Alguém disse-me, que o Dízimo como Lei anula a Graça. Ele está certo. "
2) "Dificilmente a forma fará a diferença."

Assim se evita o de "estourar portas abertas".

Abraço: Toivo

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Re: A Igreja e o Querido Dinheiro

Mensagem por drtoivowillmann em Sex Maio 31, 2013 5:36 pm

eleito escreveu:Como assim Toivo? Explique-se porque não o entendi....

"Alguém disse-me, que o Dízimo como Lei anula a Graça. Ele está certo. Pagar o Dícimo forma parte da Lei. Em Cristo, porem, estamos “mortos para a Lei” (Romanos 7,4).
Então fazer o quê? O Filho de Deus nos mandou participar da Santa Ceia. Como? Onde?
Alem disso (Mateus 28,19) mandou nos fazer toda nação discípulos Dele e batizá-los.Ou tu mesmo vás pessoalmenteembora, para fazê-lo, ou ajudas financiar missioneiros.
O gato mordeu o rabo: mesmo sem do Dízimo como “Jugo da Lei” temos que pagar no Nome de Cristo."

O tema não a postura de (qualquer) igreja ao dinheiro não o dízimo.
A contribuição do fiel é essencial, pois a Igreja gasta.
Que não contribui, mesmo se puder, abusa.
O dízimo é uma entre várias formas. Pode ser recomendado, mas a forma em se não pode ser obrigatória,
pois is seria voltar à Lei e negar a graça.
Independentemente da forma de contribuir, quem puder está obrigado a contribuir. E tem so duas opções: ou pagar com dinheiro ou trabalhar para a (alias dentro da) Igreja.

Alguma coisa errada?

Abraço: Toivo bounce

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Re: A Igreja e o Querido Dinheiro

Mensagem por drtoivowillmann em Seg Jun 03, 2013 5:54 pm

Irmãos:

Não apenas para muitos de vós católicos, senão também para muitos evangélicos apalavra “Dizimo” causa revolta e podes ser linchado se a usares publicamente.
É verdade, o Dízimo como Lei anula/nega a Graça. Em Cristo estamos “mortos para a Lei”. Paulo em Romanos 7,4 deixa isso bem claro.

Porem significa isso, que os mandamentos da Antiga Aliança viraram veneno ou pior pecado?
Quem obedecer ao Cristo e seus mandamentos do “Amor ao Próximo” e inclusive “Amor ao inimigo (em carne e osso)” inevitavelmente vai obedecer a mandamentos da Lei, tais como “Não matarás!”, “Não furtarás!”, “Não prestes falso testemunho...!”, “Não cobiçarás a mulher do outro!”, e outros mais.
Paulo também diz em Romanos 7,7:” Significa isso agora, que a Lei é pecado? De jeito nenhum!”
Romanos 7,12: “...o mandamento (de Deus) é santo, justo e bom.”

O fato de estarmos mortos para a Lei significa liberdade.
Existe motivo, para desistir parcialmente e voluntariamente dessa liberdade e submeter-se a certos mandamentos da Antiga Aliança? Existe!

Salmo 19,9: “... o mandamento do Senhor é honesto, ilumina os olhos.”
Salmo 119,99: “Teu mandamento me faz mais sábio do que todos meus inimigos.”
Provérbios 6,23: “Uma lanterna é o Mandamento.”
Quem procurar sabedoria, teria então motivo.

Salmo 111,7: “... Seus Mandamentos são confiáveis.”
Que as coisas funcionam com eles, pode ser outro.

1 João 5,3: “O amor a Deus consiste em guardar seus mandamentos. Não são difíceis.”
Aqui tem motivo, quem sentir carinho pelo Senhor e a necessidade de expressá-lo.

Sobre as contribuições financeiras fala Paulo: “...deveis participar nessa obra de amor com doações generosas. Não digo isso como mandamento severo, senão dou-vos a oportunidade, diante o ênfase de outros, também comprovar vosso amor (sendo) verdadeiro.”

Das talvez 1.001 maneiras de contribuição financeira à Igreja eu escolhi para mim o “Dízimo” .
* Dá-me segurança contra minha tendência de maldade, de não pagar nada.
* Trata-se de uma quantidade da minha renda, que Deus jê aprovou, por escrito.
* Também gosto das promessas Dele ao respeito. Tão voluntariamente como cumpro o Dízimo, Ele me vai abençoar também.

Não obrigo a ninguém de vós fazer igual. Mas, pelo menos, podeis respeitar-me e a minha atitude? Ou estou pedindo demais?

Abençoo-vos no Nome de Yehoshua: Toivo bounce

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