Casamentos Eternos

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Casamentos Eternos

Mensagem por Eduardo_SUD em Seg Jun 17, 2013 2:19 pm

O casamento eterno é um princípio que foi estabelecido antes da fundação do mundo e que foi instituído nesta Terra antes que a morte nela entrasse. Adão e Eva foram entregues um ao outro por Deus no Jardim do Éden antes da Queda. A escritura diz: “No dia em que Deus criou o homem, à semelhança de Deus o fez. Homem e mulher os criou; e osabençoou (…)”. (Gênesis 5:1–2)
Vamos considerar primeiro o propósito da Criação da Terra. As escrituras deixam claro que não havia outro propósito a não ser prover um lugar para que os filhos e as filhas de Deus vivessem na mortalidade e se mostrassem dignos, por meio da obediência aos mandamentos, de voltar à presença de Deus, de onde vieram.
Depois da Criação do mundo, “disse Deus: Façamos o homem a nossa imagem, conforme a nossa semelhança; (…)
E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.
E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a” (Gênesis 1:26–28).
Quando Deus criou a mulher e trouxe-a para o homem, Ele disse: “Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne (Gênesis 2:24).
Sim, o casamento é ordenado por Deus, e depois dessa primeira referência a marido e mulher, encontramos repetidas escrituras como prova de que os homens e as mulheres tornaram-se maridos e esposas em cerimônias de casamento seguidas de grandes banquetes. Não estamos aqui somente para comer, beber e alegrar-nos (ver 2 Néfi 28:7). Recebemos a Terra para dominá-la e instruções de multiplicar-nos e enchê-la. É interessante notar que Deus disse “multiplicai-vos” e não somente “enchei” a Terra (Gênesis 1:28).
É importante que compreendamos, como aprendemos nas escrituras, que Deus é eterno, que Suas criações são eternas e que Suas verdades são eternas. Portanto, quando Ele entregou Eva para Adão em casamento, essa união seria eterna. O casamento, como ordenado por Deus, realizado em Seus templos sagrados, é eterno — e não até que a morte nos separe. Lemos, em Eclesiastes: “Eu sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente” (Eclesiastes 3:14).
Quando Cristo pediu a Pedro que Lhe dissesse quem Ele era, Pedro respondeu: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Jesus afirmou que Pedro sabia dessas coisas por revelação de Deus, o Pai, e que seria sobre essa pedra da revelação que Ele edificaria Sua Igreja. Então, Ele declarou: “E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus” (ver Mateus 16:15–19).
Quando os fariseus se aproximaram de Jesus, tentando-O a respeito do divórcio, Sua resposta incluiu o seguinte:
“Não tendes lido que aquele que os fez no princípio macho e fêmea os fez, e disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne?
Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mateus 19:4–6).
Essas escrituras indicam que o casamento celestial, ordenado por Deus e realizado por Sua autoridade nos Seus templos sagrados, é eterno, e os casais assim unidos são selados para o tempo e para a eternidade, e seus filhos nascem no convênio do evangelho eterno. Eles serão uma família eterna, de acordo com sua fidelidade. (…)
Jesus Cristo veio à Terra para nos transmitir essa mesma mensagem: quem somos e o que devemos fazer. Ele nos deu o plano de vida e salvação [do evangelho] e disse que debaixo do céu nenhum outro nome há pelo qual devamos ser salvos (ver Atos 4:12). Temos o mesmo evangelho restaurado nestes últimos dias, com um profeta vivo hoje (…) que fala em nome de Deus, pois esse tem sido o método de comunicação de Deus com o homem através do tempo. (…)
Sei que, por meio do evangelho de Jesus Cristo e pela obediência aos mandamentos de Deus e aos convênios que fazemos com Ele, podemos tornar nosso lar como um céu na Terra, enquanto nos preparamos e aos nossos filhos para voltar à presença de nosso Pai Celestial.
Se o casamento eterno no templo é o único que continuará após a morte, e a exaltação no grau mais alto do reino celestial só vem para aqueles que fazem tal convênio e o observam, porque a doutrina Católica prega diferentemente? porque os padres não casam? Porque pregam que os apóstolos não casaram? Porque membros de determinadas ordens não casam (mesmo não sendo padres)? Nada disso está explicito na Bíblia (nem a favor nem contra, mas ja que o casamento é essencial, acreditamos que sim, Jesus pode ter sido casado, os apóstolos também poderiam ter sidos e há grande probabilidade que tenham sido) 

Eduardo_SUD

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Re: Casamentos Eternos

Mensagem por Lucas B. em Ter Jun 18, 2013 9:58 am

Eduardo_SUD escreveu:Se o casamento eterno no templo é o único que continuará após a morte, e a exaltação no grau mais alto do reino celestial só vem para aqueles que fazem tal convênio e o observam, porque a doutrina Católica prega diferentemente? porque os padres não casam? Porque pregam que os apóstolos não casaram? Porque membros de determinadas ordens não casam (mesmo não sendo padres)? Nada disso está explicito na Bíblia (nem a favor nem contra, mas ja que o casamento é essencial, acreditamos que sim, Jesus pode ter sido casado, os apóstolos também poderiam ter sidos e há grande probabilidade que tenham sido)
Simples caro Eduardo, o que em outras palavras você está perguntando mesmo que não se aperceba disso é "Por que a Igreja Católica prega uma doutrina diferente da minha igreja?"
E a resposta é mais simples ainda, "porque ela é Católica!"
Se partirmos de pressupostos diferentes, jamais poderíamos chegar às mesmas conclusões. Essa é uma doutrina específica do seu credo.
Nós não acreditamos no seu profeta, nas suas escrituras e na sua forma de interpretar o que eventualmente tenha de comum com a nossa, então logicamente nossa doutrina pregará diferente da sua.

Agora se você quer saber o porquê da Igreja Católica acreditar em tais coisas, não seja acomodado, essas questões já foram discutidas suficientes vezes aqui para não precisarem ser repetidas, basta buscar em tópicos como este e outros mais:

http://quemtembocavaiaroma.livreforum.com/t188-celibato-sacerdotal?highlight=celibato

Vinde Senhor Jesus!

Lucas B.

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Re: Casamentos Eternos

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Sex Jun 21, 2013 10:11 pm

Caro Eduardo,

Seja bem-vindo ao nosso fórum, e que a paz de Jesus esteja sempre no seu coração!

Da sua postagem inicial, transcrevi o seguinte retalho:

"O casamento eterno é um princípio que foi estabelecido antes da fundação do mundo e que foi instituído nesta Terra antes que a morte nela entrasse. Adão e Eva foram entregues um ao outro por Deus no Jardim do Éden antes da Queda. A escritura diz: “No dia em que Deus criou o homem, à semelhança de Deus o fez. Homem e mulher os criou; e os abençoou (…)”. (Gênesis 5:1–2)"

Considerando que este retalho se refere ainda ao Antigo Testamento, neste meu texto, vou me servir também do Antigo Testamento, no sentido de abordar algumas questões que nos mostram com grande clareza que há alguns equívocos em relação a este pensamento da doutrina dos Mormons que aqui você nos apresenta. Me referirei, inicialmente, a questão do divórcio.

Ao contrário dos códigos mesopotâmicos de leis, os códigos hebraicos não contem normas explícitas sobre o divórcio. O código do Deuteronômio estabelece que o homem que se divorcia de sua mulher deve declará-lo por escrito (Dt 24,1).

Tanto por analogia com as leis mesopotâmicas quanto pelo contexto geral do Antigo Testamento, se presume que somente o marido tinha o direito de se divorciar. Este direito era nulo quando o marido acusava falsamente a mulher de relações pré-conjugais (Dt 22,13-19), ou ainda, se a houvesse violentado antes do matrimônio (Dt 22,28-29).

A mulher divorciada era livre para se casar de novo, mas não podia voltar para o primeiro marido quando o segundo matrimônio acabava com outro divórcio ou mesmo com a morte (Dt 24,1-4), nem podia desposar um sacerdote (Lv 21,7).

A fórmula do divórcio era antagônica à fórmula matrimonial, e está descrita nas Sagradas Escrituras da seguinte maneira: "Ela não é minha esposa e eu não sou o seu esposo" (Os 2,4).

Nas Sagradas Escrituras não há uma descrição a respeito da frequência do divórcio entre os israelitas, embora que o divórcio fosse uma realidade naquela época no meio daquele povo. 

Não existe nenhuma indicação veterotestamentária sobre as causas jurídicas do divórcio. No período pós exílico, Malaquias censura aqueles que abandonam a mulher da sua juventude (Mal 2,14-15). Por outro lado, percebe-se a existência de um conselho em relação ao divórcio no caso da mulher ser má (Eclo 25,26). 

No livro do Deuteronômio aparece, de forma bastante obscura, a expressão "erwat dubar", que no sentido literal é traduzida como "nudez de uma coisa", expressão esta que corresponde a um comportamento imoral, mesmo que tal comportamento não fosse, por exemplo, o adultério, uma vez que este era considerado um crime muito grande ou uma ofensa capital. Assim, presume-se que, de forma sucinta, esta expressão se referia a causas legais conhecidas no cotidiano daquele povo e possivelmente contidas em algumas prescrições jurídicas daquela época, mas que não chegaram ao nosso conhecimento através da narração das Sagradas Escrituras.

O mais importante que me compete observar neste momento, é que já no Antigo Testamento, o casamento, embora devesse ter o caráter da indissolubilidade, em vários casos era desfeito, inclusive, de forma legal e documentada. Assim, já no tempo do Antigo Testamento, o casamento não tinha em si mesmo esse caráter de eternidade que aqui nos foi apresentado.

CONTINUO MAIS TARDE....

Um grande abraço !!!

Flávio Roberto Brainer de
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Re: Casamentos Eternos

Mensagem por Eduardo_SUD em Sab Jun 22, 2013 1:27 am

dessa forma o casamento, enquanto sacramento do matrimonio válido e lícito, na doutrina católica pode ser dissolvido? existe o divorcio no matrimonio católico? a diferença aqui é que pra vocês católicos o matrimonio acaba com a morte (até que a morte nos separe), enquanto para nós o selamento continua mesmo depois da morte, na ressurreição. Afinal, esse é o plano original de Deus.

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Re: Casamentos Eternos

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Sab Jun 22, 2013 6:36 am

Caro Eduardo,


Que a paz de Jesus esteja no seu coração !

Permita-me, inicialmente, referir-me à sua ultima postagem:

"dessa forma o casamento, enquanto sacramento do matrimonio válido e lícito, na doutrina católica pode ser dissolvido? existe o divorcio no matrimonio católico? a diferença aqui é que pra vocês católicos o matrimonio acaba com a morte (até que a morte nos separe), enquanto para nós o selamento continua mesmo depois da morte, na ressurreição. Afinal, esse é o plano original de Deus."

Observando nas entrelinhas o que você escreveu, temos a impressão de que não leu a minha postagem, ou a interpretou ao seu bel prazer. Observe que, logo no início de minha postagem, deixei muito claro que me refiro à questão do divórcio de acordo com os códigos mesopotâmicos e hebraicos, levando em consideração as descrições do Antigo Testamento inerentes a esta questão. A respeito do que estabelece a doutrina católica a esse respeito, o farei ao término dos meus colóquios neste tópico. Por enquanto, estou me referindo a questões históricas e culturais inerentes ao Antigo Testamento.


Gostaria que observasse que, ao término do mesmo texto, deixei também muito claro que "CONTINUARIA MAIS TARDE", o que significa que o meu pensamento ainda não estava concluído, até mesmo porque não há como se compreender a doutrina cristã sem se ponderar aquilo que Cristo determinou na sua Palavra.


Em suma, você tira conclusões precipitadas, o que complica muito o teor do que escreve. Mas...

CONTINUANDO...

Transcrevo mais um retalho do seu texto inicial e complemento-o com outro retalho do seu ultimo colóquio:


"Vamos considerar primeiro o propósito da Criação da Terra. As escrituras deixam claro que não havia outro propósito a não ser prover um lugar para que os filhos e as filhas de Deus vivessem na mortalidade e se mostrassem dignos, por meio da obediência aos mandamentos, de voltar à presença de Deus, de onde vieram." (em Seg Jun 17, 2013 2:19 pm).


"a diferença aqui é que pra vocês católicos o matrimonio acaba com a morte (até que a morte nos separe), enquanto para nós o selamento continua mesmo depois da morte, na ressurreição. Afinal, esse é o plano original de Deus." (Hoje à(s) 1:27 am).

Você se refere ao propósito da criação no primeiro texto e ao plano original de Deus no segundo, sem contudo deixar claro se são a mesma coisa ou se são coisas distintas, e isso, obscuro como está, dificulta a nossa compreensão. Poderia esclarecer esta questão ?

Tenho alguns comentários a fazer, mas necessito deste esclarecimento para torná-los viáveis.

Um grande abraço !!!

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Re: Casamentos Eternos

Mensagem por Eduardo_SUD em Sab Jun 22, 2013 11:19 am

Vou lhe responder com retalhos do primeiro texto:
1- Deus é eterno, que Suas criações são eternas e que Suas verdades são eternas. Portanto, quando Ele entregou Eva para Adão em casamento, essa união seria eterna.“Eu sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente” (Eclesiastes 3:14).
2 - “E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus” (ver Mateus 16:15–19).
3 - Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mateus 19:4–6).
Então quando uma autoridade de Deus na terra sela um casamento, ele é selado também nos céus, e tudo que é selado nos céus é eterno.
E o propósito da criação da terra está em harmonia com o seu plano, não entendi o seu questionamento.

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Re: Casamentos Eternos

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Sab Jun 22, 2013 8:13 pm

Caro Eduardo,

O meu questionamento é inerente ao primeiro propósito da criação de Deus da maneira como você citou ("prover um lugar para que os filhos e as filhas de Deus vivessem na mortalidade e se mostrassem dignos, por meio da obediência aos mandamentos, de voltar à presença de Deus, de onde vieram.") e ao plano original de Deus, também citado por você (para nós o selamento continua mesmo depois da morte, na ressurreição. Afinal, esse é o plano original de Deus", se são a mesma coisa, ou se são coisas distintas. Entretanto, como a sua resposta não tem nada a ver com a minha pergunta, vou fazer minhas ponderações de acordo com o entendimento que me está sendo possível.


Quando você se refere que, no primeiro propósito da criação de Deus os seus filhos e filhas viveriam na mortalidade, deixa transparecer um equívoco, pois Deus criou o homem e a mulher como seres imortais.



Ao contrário dessa concepção que você nos apresenta, a morte é apresentada nas Sagradas Escrituras como uma dentre outras consequências do pecado: "Comerás o pão com o suor do teu rosto, até que voltes à terra de que foste tirado: porque és pó, e em pó te hás de tornar" (Gn 3,19).


Esta realidade que o Gênesis nos apresenta numa linguagem figurada, São Paulo nos mostra com a mais absoluta clareza: "Com efeito, se por um homem veio a morte, por um homem vem a ressurreição dos mortos. Assim como em Adão todos morrem, assim, em Cristo, todos reviverão" (1Cor 15,21-22).


Estas duas citações, dentre tantas outras que as Sagradas Escrituras nos apresentam, nos mostram claramente que Deus criou o homem e a mulher como seres imortais, e não, como você afirma, para viverem na mortalidade !!!


CONTINUO MAIS TARDE...


Um grande abraço !!!

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Re: Casamentos Eternos

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Seg Jun 24, 2013 2:40 pm

Caro Eduardo,



CONTINUANDO...



Há outros equívocos que aqui você nos apresenta. Ainda na primeira citação que destaquei do seu texto, quando você afirma que "no primeiro propósito da criação de Deus os seus filhos e filhas viveriam na mortalidade (...)  por meio da obediência aos mandamentos,"deixa transparecer um equívoco, pois Deus criou o homem e a mulher como seres imortais e em estado de santidade. 

Os mandamentos da Lei de Deus surgiram bem mais tarde, ou seja, muito tempo depois da criação do homem e da mulher, muito depois do primeiro pecado, e não no ato da criação como você sugere. Com efeito, os mandamentos da Lei de Deus não surgiram para os que são plenamente santos, mas como um meio utilizado pelo próprio Deus, no sentido de promover a recuperação dos que estavam perdidos ou destituídos da sua graça.

Não se pode negar que o homem e a mulher criados por Deus para viverem em santidade viveriam de acordo com a vontade do Criador. Entretanto, a vontade de Deus não se tinha ainda expressado sob a forma dos seus mandamentos que nos foram revelados a partir de Moisés.

CONTINUO MAIS TARDE...

Um grande abraço !!!

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Re: Casamentos Eternos

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Sab Jun 29, 2013 2:59 pm

CONTINUANDO...

Caro Eduardo,

Depois de esclarecidos os equívocos constantes da postagem inicial de Eduardo, já adentrando na resposta aos seus questionamentos, vou me referir, inicialmente a primeira das questões:

"porque a doutrina Católica prega diferentemente?"

Em primeiro lugar, tenho que afirmar que a Igreja Católica, a única que veio diretamente de Jesus, honra a Sua Palavra e cumpre aquilo que determinam as Sagradas Escrituras a respeito do casamento. Se no tópico em questão, o referencial a que recorre Eduardo é o pensamento do mormonsmo, tal pensamento não é bíblico, além de em muitos momentos ser equivocado, como já me referi anteriormente, e mais que isso, é antagônico ao que determina a Palavra de Deus.

A Igreja Católica permanece obediente à verdade que Jesus nos ensinou, sem nada acrescentar ou retirar da doutrina do Divino Salvador. As diferenças aqui apresentadas e repletas de novidades extra-bíblicas são provenientes do mormonismo, e não da Igreja Católica que permanece fiel, repito, as verdades que Jesus nos ensinou.

CONTINUO MAIS TARDE...

Um grande abraço !!!

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Re: Casamentos Eternos

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Sab Jun 29, 2013 6:17 pm

CONTINUANDO...

Caro Eduardo,

Você nos apresenta mais algumas questões que aqui numero de 1 a 4:

1. Porque os padres não casam?

2. Porque pregam que os apóstolos não casaram?

3. Porque membros de determinadas ordens não casam (mesmo não sendo padres)?

4. Nada disso está explicito na Bíblia (nem a favor nem contra, mas ja que o casamento é essencial, acreditamos que sim, Jesus pode ter sido casado, os apóstolos também poderiam ter sidos e há grande probabilidade que tenham sido)

As questões de 1 a 3 estão descritas nas Sagradas Escrituras:

"Porque há eunucos que o são desde o ventre de suas mães, há eunucos tornados eunucos pelas mãos dos homens, e há eunucos que a si mesmos se fizeram eunucos por amor ao reino dos céus. QUEM PUDER COMPREENDER, COMPREENDA" (Mt 19,12).

"Eu vos quero livres de preocupações. O solteiro se preocupa com as coisas do Senhor e a maneira como agradar-lhe. O casado preocupa-se com as coisas do mundo e com o modo de como agradar a mulher, estando, pois, dividido. A mulher não casada e a jovem solteira se preocupam com as coisas do Senhor e se consagram a Ele de corpo e alma" (1Cor 7,32-34).

Estas citações respondem claramente as suas indagações e, para além delas, estas questões já estão respondidas com maiores detalhes em outros tópicos do nosso fórum (VER CELIBATO).

Em relação a questão 4, não há qualquer passagem na Bíblia que aponte para a possibilidade de Jesus ter sido casado. Quanto aos apóstolos, a Bíblia se refere à sogra de Pedro, deixando claro que ele foi casado. Entretanto, as mesmas Escrituras nos mostram que, ao seguirem Jesus, os apóstolos deixaram TUDO, inclusive suas famílias:

"Pedro então, tomando a palava, disse-lhe: Eis que deixamos tudo para te seguir. Que haverá então para nós? (...) Todo aquele que por minha causa deixar irmãos, irmãs, pai, mãe, mulher, filhos, terras ou casas, receberá o cêntuplo e possuirá a vida eterna" (Mt 19,27.29).

É interessante observarmos como, por exemplo, as várias passagens inerentes à identificação dos apóstolos se referem as profissões de alguns e aos pais e aos irmãos de outros, mas não se refere em nenhum caso às suas "possíveis" mulheres e aos seus "possíveis" filhos, o que deixa muito transparente a citação que aqui transcrevi (Mt 19,27.29).

CONTINUO MAIS TARDE !

Um grande abraço !!!

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Re: Casamentos Eternos

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Dom Jun 30, 2013 6:29 am

Caro Eduardo,

Antes de tratar de maneira específica a respeito do casamento na Igreja Católica, quero esclarecer a respeito do equívoco que se faz presente na temática deste tópico, que diz respeito ao casamento eterno, ao casamento que transcenderia a vida terrena e adentraria no campo da vida celestial, de acordo com o pensamento que aqui você nos apresenta. Para fundamentar esta minha resposta, transcrevo uma passagem do Evangelho, cujo conteúdo não deixa qualquer dúvida:

"ORA, HAVIA ENTRE NÓS SETE IRMÃOS. O PRIMEIRO CASOU-SE E MORREU. COMO NÃO TINHA FILHOS, DEIXOU SUA MULHER AO SEU IRMÃO. O MESMO SUCEDEU AO SEGUNDO, DEPOIS AO TERCEIRO, ATÉ O SÉTIMO. POR SUA VEZ, DEPOIS DELES TODOS, MORREU TAMBÉM A MULHER. NA RESSURREIÇÃO, DE QUAL SERÁ A MULHER, UMA VEZ QUE TODOS A TIVERAM? RESPONDEU-LHES JESUS: ERRAIS NÃO EXAMINANDO AS ESCRITURAS NEM O PODER DE DEUS. NA RESSURREIÇÃO OS HOMENS NÃO TERÃO MULHERES, NEM AS MULHERES, MARIDOS, MAS SERÃO COMO ANJOS DE DEUS NOS CÉUS" (Mt 22,26-30).

Observa-se aqui que, de acordo com a lei do levirato, o cunhado deve tomar a viúva do irmão sem filhos para dar-lhe um filho e perpetuar o nome do defunto (Dt 25,5-10; Rt 4). A apresentação deste caso descrito no Evangelho segundo São Mateus tem um caráter de zombaria, partindo de alguém que, se julgando sábio e seguro, se sente no direito de poder zombar do Senhor Jesus. Entretanto, Jesus responde de frente e com uma precisão irretocável. A pergunta dirigida a Jesus é totalmente maliciosa e distorcida porque supõe que a vida celestial seja uma repetição ou um prolongamento da vida terrena, o que não é verdadeiro. Com efeito, a vida do ressuscitado é obra do poder de Deus que estabelece uma nova condição humana totalmente diferente da nossa vida na terra (1Cor 25,35-53).

Creio que as suas questões estão bem esclarecidas à luz das Sagradas Escrituras. Assim, vou me dedicar um pouco a discorrer sobre o casamento na realidade da Igreja Católica, tendo como pano de fundo as Sagradas Escrituras, a Tradição e o Magistério da Igreja.

Um grande abraço !!!

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A DESCRIÇÃO DO CATECISMO A RESPEITO DO SACRAMENTO DO MATRIMÔNIO

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Seg Jul 01, 2013 6:30 pm

Caro Eduardo,

Considerando que os equívocos contidos na sua postagem foram esclarecidos, aqui transcrevo a parte do Catecismo da Igreja Católica que trata especificamente do sacramento do matrimônio, crendo que ela possa corroborar com o esclarecimento dessa questão que você nos apresentou:

O SACRAMENTO DO MATRIMÓNIO

1601. «O pacto matrimonial, pelo qual o homem e a mulher constituem entre si a comunhão íntima de toda a vida, ordenado por sua índole natural ao bem dos cônjuges e à procriação e educação da prole, entre os baptizados foi elevado por Cristo Senhor à dignidade de sacramento» (93) .

I. O matrimónio no desígnio de Deus

1602. A Sagrada Escritura começa pela criação do homem e da mulher, à imagem e semelhança de Deus (94), e termina com a visão das «núpcias do Cordeiro» (Ap 19, 9) (95). Do princípio ao fim, a Escritura fala do matrimónio e do seu «mistério», da sua instituição e do sentido que Deus lhe deu, da sua origem e da sua finalidade, das suas diversas realizações ao longo da história da salvação, das suas dificuldades nascidas do pecado e da sua renovação «no Senhor» (1 Cor 7, 39), na Nova Aliança de Cristo e da Igreja (96).

O MATRIMÓNIO NA ORDEM DA CRIAÇÃO

1603. «A íntima comunidade da vida e do amor conjugal foi fundada pelo Criador e dotada de leis próprias [...]. O próprio Deus é o autor do matrimónio» (97). A vocação para o matrimónio está inscrita na própria natureza do homem e da mulher, tais como saíram das mãos do Criador. O matrimónio não é uma instituição puramente humana, apesar das numerosas variações a que esteve sujeito no decorrer dos séculos, nas diferentes culturas, estruturas sociais e atitudes espirituais. Tais diversidades não devem fazer esquecer os traços comuns e permanentes. Muito embora a dignidade desta instituição nem sempre e nem por toda a parte transpareça com a mesma clareza (98), existe, no entanto, em todas as culturas, um certo sentido da grandeza da união matrimonial. Porque «a saúde da pessoa e da sociedade está estreitamente ligada a uma situação feliz da comunidade conjugal e familiar» (99).

1604. Deus, que criou o homem por amor, também o chamou ao amor, vocação fundamental e inata de todo o ser humano. Porque o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus (100) que é amor (1 Jo 4, 8.16). Tendo-os Deus criado homem e mulher, o amor mútuo dos dois torna-se imagem do amor absoluto e indefectível com que Deus ama o homem. É bom, muito bom, aos olhos do Criador (101). E este amor, que Deus abençoa, está destinado a ser fecundo e a realizar-se na obra comum do cuidado da criação: «Deus abençoou-os e disse-lhes: "Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a"» (Gn 1, 28).

1605. Que o homem e a mulher tenham sido criados um para o outro, afirma-o a Sagrada Escritura: «Não é bom que o homem esteja só» (Gn 2, 18). A mulher, «carne da sua carne» (102), isto é, sua igual, a criatura mais parecida com ele, é-lhe dada por Deus como uma ,auxiliar» (103), representando assim aquele «Deus que é o nosso auxílio» (104). «Por esse motivo, o homem deixará o pai e a mãe, para se unir à sua mulher: e os dois serão uma só carne» (Gn 2, 24). Que isto significa uma unidade indefectível das duas vidas, o próprio Senhor o mostra, ao lembrar qual foi, «no princípio», o desígnio do Criador (105): «Portanto, já não são dois, mas uma só carne» (Mt 19, 6).

O MATRIMÓNIO SOB O REGIME DO PECADO

1606. Todo o homem faz a experiência do mal, à sua volta e em si mesmo. Esta experiência faz-se também sentir nas relações entre o homem e a mulher. Desde sempre, a união de ambos foi ameaçada pela discórdia, o espírito de domínio, a infidelidade, o ciúme e conflitos capazes de ir até ao ódio e à ruptura. Esta desordem pode manifestar-se de um modo mais ou menos agudo e ser mais ou menos ultrapassada, conforme as culturas, as épocas, os indivíduos. Mas parece, sem dúvida, ter um carácter universal.

1607. Segundo a fé, esta desordem, que dolorosamente comprovamos, não procede da natureza do homem e da mulher, nem da natureza das suas relações, mas do pecado. Ruptura com Deus, o primeiro pecado teve como primeira consequência a ruptura da comunhão original do homem e da mulher. As suas relações são distorcidas por acusações recíprocas (106); a atracção mútua, dom próprio do Criador (107), converte-se em relação de domínio e de cupidez (108): a esplêndida vocação do homem e da mulher para serem fecundos, multiplicarem-se e submeterem a terra (109) fica sujeita às dores do parto e do ganha-pão (110).

1608. No entanto, a ordem da criação subsiste, apesar de gravemente perturbada. Para curar as feridas do pecado, o homem e a mulher precisam da ajuda da graça que Deus, na sua misericórdia infinita, nunca lhes recusou (111). Sem esta ajuda, o homem e a mulher não podem chegar a realizar a união das suas vidas para a qual Deus os criou «no princípio».

O MATRIMÓNIO SOB A PEDAGOGIA DA LEI

1609. Na sua misericórdia, Deus não abandonou o homem pecador. As penas que se seguiram ao pecado, «as dores do parto» (112), o trabalho «com o suor do rosto» (Gn 3, 19), constituem também remédios que reduzem os malefícios do pecado. Depois da queda, o matrimónio ajuda a superar o auto-isolamento, o egoísmo, a busca do próprio prazer, e a abrir-se ao outro, à mútua ajuda, ao dom de si.

1610. A consciência moral relativamente à unidade e indissolubilidade do matrimónio desenvolveu-se sob a pedagogia da antiga Lei. A poligamia dos patriarcas e dos reis ainda não é explicitamente rejeitada. No entanto, a Lei dada a Moisés visa proteger a mulher contra um domínio arbitrário por parte do homem, ainda que a mesma Lei comporte também, segundo a palavra do Senhor, vestígios da «dureza do coração» do homem, em razão da qual Moisés permitiu o repúdio da mulher (113).

1611. Ao verem a Aliança de Deus com Israel sob a imagem dum amor conjugal, exclusivo e fiel (114), os profetas prepararam a consciência do povo eleito para uma inteligência aprofundada da unicidade e indissolubilidade do matrimónio (115). Os livros de Rute e de Tobias dão testemunhos comoventes do elevado sentido do matrimónio, da fidelidade e da ternura dos esposos. E a Tradição viu sempre no Cântico dos Cânticos uma expressão única do amor humano, enquanto reflexo do amor de Deus, amor «forte como a morte», que «nem as águas caudalosas conseguem apagar» (Ct 8, 6-7).

O MATRIMÓNIO NO SENHOR

1612. A aliança nupcial entre Deus e o seu povo Israel tinha preparado a Aliança nova e eterna, pela qual o Filho de Deus, encarnando e dando a sua vida, uniu a Si, de certo modo, toda a humanidade por Ele salva (116), preparando assim as «núpcias do Cordeiro» (117).

1613. No umbral da sua vida pública, Jesus realiza o seu primeiro sinal –a pedido da sua Mãe – por ocasião duma festa de casamento (118). A Igreja atribui uma grande importância à presença de Jesus nas bodas de Caná. Ela vê nesse facto a confirmação da bondade do matrimónio e o anúncio de que, doravante, o matrimónio seria um sinal eficaz da presença de Cristo.

1614. Na sua pregação, Jesus ensinou sem equívocos o sentido original da união do homem e da mulher, tal como o Criador a quis no princípio: a permissão de repudiar a sua mulher, dada por Moisés, era uma concessão à dureza do coração (119): a união matrimonial do homem e da mulher é indissolúvel: foi o próprio Deus que a estabeleceu: «Não separe, pois, o homem o que Deus uniu» (Mt 19, 6).

1615. Esta insistência inequívoca na indissolubilidade do vínculo matrimonial pôde criar perplexidade e aparecer como uma exigência impraticável (120). No entanto, Jesus não impôs aos esposos um fardo impossível de levar e pesado demais (121), mais pesado que a Lei de Moisés. Tendo vindo restabelecer a ordem original da criação, perturbada pelo pecado, Ele próprio dá a força e a graça de viver o matrimónio na dimensão nova do Reino de Deus. É seguindo a Cristo, na renúncia a si próprios e tornando a sua cruz (122), que os esposos poderão «compreender» (123) o sentido original do matrimónio e vivê-lo com a ajuda de Cristo. Esta graça do Matrimónio cristão é fruto da cruz de Cristo, fonte de toda a vida cristã.

1616. É o que o Apóstolo Paulo nos dá a entender, quando diz: «Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e Se entregou por ela, a fim de a santificar» (Ef 5, 25-26): e acrescenta imediatamente: «"Por isso o homem deixará o pai e a mãe para se unir à sua mulher e serão os dois uma só carne". É grande este mistério, digo-o em relação a Cristo e à Igreja» (Ef 5, 31-32).

1617. Toda a vida cristã tem a marca do amor esponsal entre Cristo e a Igreja. Já o Baptismo, entrada no povo de Deus, é um mistério nupcial: é, por assim dizer, o banho de núpcias (124) que precede o banquete das bodas, a Eucaristia. O Matrimónio cristão, por sua vez, torna-se sinal eficaz, sacramento da aliança de Cristo com a Igreja. E uma vez que significa e comunica a graça desta aliança, o Matrimónio entre baptizados é um verdadeiro sacramento da Nova Aliança (125).

A VIRGINDADE POR AMOR DO REINO

1618. Cristo é o centro de toda a vida cristã. A união com Ele prevalece sobre todas as outras, quer se trate de laços familiares, quer sociais (126). Desde o princípio da Igreja, houve homens e mulheres que renunciaram ao grande bem do matrimónio, para seguirem o Cordeiro aonde quer que Ele vá (127), para cuidarem das coisas do Senhor, para procurarem agradar-Lhe para saírem ao encontro do Esposo que vem (128). O próprio Cristo convidou alguns a seguirem-n'O neste modo de vida, de que Ele é o modelo:

   «Há eunucos que nasceram assim do seio materno; há os que foram feitos eunucos pelos homens; e há os que a si mesmos se fizeram eunucos por amor do Reino dos céus. Quem puder entender, entenda!» (Mt 19, 12).

1619. A virgindade por amor do Reino dos céus é um desenvolvimento da graça baptismal, um sinal poderoso da preeminência da união com Cristo e da espera fervorosa do seu regresso, um sinal que lembra também que o matrimónio é uma realidade do tempo presente, que é passageiro (130).

1620. Quer, o sacramento do Matrimónio, quer a virgindade por amor do Reino de Deus, vêm do próprio Senhor. É Ele que lhes dá sentido e concede a graça indispensável para serem vividos em conformidade com a sua vontade (131). A estima pela virgindade por amor do Reino (132) e o sentido cristão do matrimónio são inseparáveis e favorecem-se mutuamente:

   «Denegrir o Matrimónio é, ao mesmo tempo, diminuir a glória da virgindade: enaltecê-lo é realçar a admiração devida à virgindade [...] Porque, no fim de contas, o que só em comparação com um mal parece bom, não pode ser um verdadeiro bem: mas o que ainda é melhor do que bens incontestados, esse é que é o bem por excelência» (133)

II. A celebração do Matrimónio

1621. No rito latino, a celebração do Matrimónio entre dois fiéis católicos tem lugar normalmente no decorrer da santa Missa, em virtude da ligação de todos os sacramentos com o mistério pascal de Cristo (134). Na Eucaristia realiza-se o memorial da Nova Aliança, pela qual Cristo se uniu para sempre à Igreja, sua esposa bem-amada, por quem se entregou (135). Por isso, é conveniente que os esposos selem o seu consentimento à doação recíproca pela oferenda das próprias vidas, unindo-a à oblação de Cristo pela sua Igreja, tornada presente no sacrifício eucarístico, e recebendo a Eucaristia, para que, comungando o mesmo corpo e o mesmo sangue de Cristo, «formem um só corpo» em Cristo (136).

1622. «Enquanto acção sacramental de santificação, a celebração litúrgica do Matrimónio [...] deve ser por si mesma válida, digna e frutuosa» (137).  Por isso, é conveniente que os futuros esposos se preparem para a celebração do seu Matrimónio, recebendo o sacramento da Penitência.

1623. Segundo a tradição latina, são os esposos quem, como ministros da graça de Cristo, mutuamente se conferem o sacramento do Matrimónio, ao exprimirem, perante a Igreja, o seu consentimento. Nas tradições das Igrejas orientais, os sacerdotes que oficiam – Bispos ou presbíteros – são testemunhas do mútuo consentimento manifestado pelos esposos (138), mas a sua bênção também é necessária para a validade do sacramento (139).

1624. As diversas liturgias são ricas em orações de bênção e de epiclese, pedindo a Deus a sua graça e invocando a sua bênção sobre o novo casal, especialmente sobre a esposa. Na epiclese deste sacramento, os esposos recebem o Espírito Santo como comunhão do amor de Cristo e da Igreja (140). É Ele o selo da aliança de ambos, a nascente sempre oferecida do seu amor, a força pela qual se renovará a sua fidelidade.

III. O consentimento matrimonial

1625. Os protagonistas da aliança matrimonial são um homem e uma mulher baptizados, livres para contrair Matrimónio e que livremente exprimem o seu consentimento. «Ser livre» quer dizer:

   –  não ser constrangido;
   – não estar impedido por nenhuma lei natural nem eclesiástica.

1626. A Igreja considera a permuta dos consentimentos entre os esposos como o elemento indispensável «que constitui o Matrimónios (141). Se faltar o consentimento, não há Matrimónio.

1627. O consentimento consiste num «acto humano pelo qual os esposos se dão e se recebem mutuamente» (142): «Eu recebo-te por minha esposa. Eu recebo-te por meu esposo» (143). Este consentimento, que une os esposos entre si, tem a sua consumação no facto de os dois «se tornarem uma só carne» (144).

1628. O consentimento deve ser um acto da vontade de cada um dos contraentes, livre de violência ou de grave temor externo (145). Nenhum poder humano pode substituir-se a este consentimento (146). Faltando esta liberdade, o matrimónio é inválido.

1629. Por este motivo (ou por outras razões, que tornem nulo ou não realizado o casamento) (147),  a Igreja pode, depois de examinada a situação pelo tribunal eclesiástico competente, declarar «a nulidade do Matrimónio», ou seja, que o Matrimónio nunca existiu. Em tal caso, os contraentes ficam livres para se casarem, salvaguardadas as obrigações naturais resultantes da união anterior (148).

1630. O sacerdote (ou o diácono), que assiste à celebração do Matrimónio, recebe o consentimento dos esposos em nome da Igreja e dá a bênção da Igreja. A presença do ministro da Igreja (bem como das testemunhas) exprime visivelmente que o Matrimónio é uma realidade eclesial.

1631. É por esse motivo que, normalmente, a Igreja exige para os seus fiéis a forma eclesiástica da celebração do Matrimónio (149). Muitas razões concorrem para explicar esta determinação:

   – o Matrimónio sacramental é um acto litúrgico. Portanto, é conveniente que seja celebrado na liturgia pública da Igreja;
   –  o Matrimónio introduz num ordo eclesial, cria direitos e deveres na Igreja, entre os esposos e para com os filhos;
   –  uma vez que o Matrimónio é um estado de vida na Igreja, é necessário que haja a certeza a respeito dele (daí a obrigação de haver testemunhas);
   –  o carácter público do consentimento protege o «sim» uma vez dado e ajuda a permanecer-lhe fiel.

1632. Para que o «sim» dos esposos seja um acto livre e responsável, e para que a aliança matrimonial tenha bases humanas e cristãs sólidas e duradoiras, é de primordial importância a preparação para o matrimónio:

O exemplo e o ensino dados pelos pais e pelas famílias continuam a ser o caminho privilegiado desta preparação.
O papel dos pastores e da comunidade cristã, como «família de Deus», é indispensável para a transmissão dos valores humanos e cristãos do Matrimónio e da família (150), e isto tanto mais quanto é certo que, nos nossos dias, muitos jovens conhecem a experiência de lares desfeitos, que já não garantem suficientemente aquela iniciação:

   «Os jovens devem ser conveniente e oportunamente instruídos, sobretudo no seio da própria família, acerca da dignidade, missão e exercício do amor conjugal. Deste modo, educados na estima pela castidade, poderão passar, chegada a idade conveniente, de um noivado honesto para o matrimónio» (151).

CASAMENTOS MISTOS E DISPARIDADE DE CULTOS

1633. Em muitos países, a situação do matrimónio misto (entre um católico e um baptizado não-católico) apresenta-sede modo bastante frequente. Tal situação pede uma atenção particular dos cônjuges e dos pastores. O caso dos casamentos com disparidade de culto (entre um católico e um não-baptizado) exige uma atenção ainda maior.

1634. A diferença de confissão religiosa entre os cônjuges não constitui um obstáculo insuperável para o Matrimónio, quando eles conseguem pôr em comum o que cada um recebeu na sua comunidade e aprender um do outro o modo como cada um vive a sua fidelidade a Cristo. Mas as dificuldades dos matrimónios mistos nem por isso devem ser subestimadas. São devidas ao facto de a separação dos cristãos ainda não ter sido superada. Os esposos arriscam-se a vir a ressentir-se do drama da desunião dos cristãos no seio do próprio lar. A disparidade de culto pode agravar ainda mais estas dificuldades. As divergências em relação à fé, o próprio conceito do Matrimónio e ainda as diferentes mentalidades religiosas podem constituir uma fonte de tensões no Matrimónio, principalmente por causa da educação dos filhos. Pode então surgir uma tentação: a indiferença religiosa.

1635. Segundo o direito em vigor na Igreja latina, um Matrimónio misto precisa da permissão expressa da autoridade eclesiástica (152) para a respectiva liceidade. Em caso de disparidade de culto, é requerida uma dispensa expressa do impedimento para a validade do Matrimónio (153). Tanto a permissão como a dispensa supõem que as duas partes conhecem e não rejeitam os fins e propriedades essenciais do Matrimónio: e também que a parte católica confirma os seus compromissos, dados também a conhecer expressamente à parte não católica, de conservar a sua fé e de assegurar o Baptismo e a educação dos filhos na Igreja Católica (154).

1636. Em muitas regiões, graças ao diálogo ecuménico, as respectivas comunidades cristãs puderam organizar uma pastoral comum para os casamentos mistos. O seu papel consiste em ajudar os casais a viver a sua situação particular à luz da fé. Ela deve também ajudá-los a superar as tensões entre as obrigações dos cônjuges um para com o outro e para com as respectivas comunidades eclesiais. Deve estimular o desenvolvimento do que lhes é comum na fé e o respeito pelo que os divide.

1637. Nos casamentos com disparidade de culto, o cônjuge católico tem uma tarefa particular a cumprir, «porque o marido não-crente é santificado pela sua mulher e a mulher não-crente é santificada pelo marido crente» (1 Cor 7, 14). Será uma grande alegria para o cônjuge cristão e para a Igreja, se esta «santificação» levar à conversão livre do outro à fé cristã (155). O amor conjugal sincero, a prática humilde e paciente das virtudes familiares e a oração perseverante, podem preparar o cônjuge não-crente para receber a graça da conversão.
IV. Os efeitos do sacramento do Matrimónio

1638. « Do Matrimónio válido origina-se entre os cônjuges um vínculo de sua natureza perpétuo e exclusivo: no matrimónio cristão, além disso, são os cônjuges robustecidos e como que consagrados por um sacramento peculiar para os deveres e dignidade do seu estado» (156).

O VÍNCULO MATRIMONIAL

1639. O consentimento, pelo qual os esposos mutuamente se dão e se recebem, é selado pelo próprio Deus (157). Da sua aliança «nasce uma instituição, também à face da sociedade, tornada firme e estável pela lei divina» (158). A aliança dos esposos é integrada na aliança de Deus com os homens: «O autêntico amor conjugal é assumido no amor divino» (159).

1640. O vínculo matrimonial é, portanto, estabelecido pelo próprio Deus, de maneira que o matrimónio ratificado e consumado entre baptizados não pode jamais ser dissolvido. Este vínculo, resultante do acto humano livre dos esposos e da consumação do matrimónio, é, a partir de então, uma realidade irrevogável e dá origem a uma aliança garantida pela fidelidade de Deus. A Igreja não tem poder para se pronunciar contra esta disposição da sabedoria divina (160).

A GRAÇA DO SACRAMENTO DO MATRIMÓNIO

1641. Os esposos cristãos, «no seu estado de vida e na sua ordem, têm, no povo de Deus, os seus dons próprios» (161). Esta graça própria do sacramento do Matrimónio destina-se a aperfeiçoar o amor dos cônjuges e a fortalecer a sua unidade indissolúvel. Por meio desta graça, «eles auxiliam-se mutuamente para chegarem à santidade pela vida conjugal e pela procriação e educação dos filhos» (162).

1632. Cristo é a fonte desta graça. «Assim como outrora Deus veio ao encontro do seu povo com unia aliança de amor e fidelidade, assim agora o Salvador dos homens e Esposo da Igreja vem ao encontro dos esposos cristãos com o sacramento do Matrimónio» (163). Fica com eles, dá-lhes a coragem de O seguirem tomando sobre si a sua cruz, de se levantarem depois das quedas, de se perdoarem mutuamente, de levarem o fardo um do outro (164), de serem «submissos um ao outro no temor de Cristo» (Ef 5, 21) e de se amarem com um amor sobrenatural, delicado e fecundo. Nas alegrias do seu amor e da sua vida familiar, Ele dá-lhes, já neste mundo, um antegosto do festim das núpcias do Cordeiro:

   «Onde irei buscar forças para descrever, de modo satisfatório, a felicidade do Matrimónio que a Igreja une, que a oblação eucarística confirma e a bênção sela? Os anjos proclamam-no, o Pai celeste ratifica-o [...] Que jugo o de dois cristãos, unidos por uma só esperança, um único desejo, uma única disciplina, um mesmo serviço! Ambos filhos do mesmo Pai, servos do mesmo Senhor; nada os separa, nem no espírito nem na carne; pelo contrário, eles são verdadeiramente dois numa só carne. Ora, onde a carne á só uma, também um só é o espírito» (165).

V. Os bens e as exigências do amor conjugal

1643. «O amor conjugal comporta um todo em que entram todas as componentes da pessoa – apelo do corpo e do instinto, força do sentimento e da afectividade, aspiração do espírito e da vontade –; visa uma unidade profundamente pessoal – aquela que, para além da união numa só carne, conduz à formação dum só coração e duma só alma –; exige a indissolubilidade e a fidelidade na doação recíproca definitiva; e abre-se à fecundidade. Trata-se, é claro, das características normais de todo o amor conjugal natural, mas com um significado novo que não só as purifica e consolida, mas as eleva ao ponto de fazer delas a expressão de valores especificamente cristãos» (166).

A UNIDADE E A INDISSOLUBILIDADE DO MATRIMÓNIO

1644. Pela sua própria natureza, o amor dos esposos exige a unidade e a indissolubilidade da sua comunidade de pessoas, a qual engloba toda a sua vida: «assim, já não são dois, mas uma só carne» (Mt 19, 6) (167). «Eles são chamados a crescer sem cessar na sua comunhão, através da fidelidade quotidiana à promessa da mútua doação total que o Matrimónio implica» (168). Esta comunhão humana é confirmada, purificada e aperfeiçoada pela comunhão em Jesus Cristo, conferida pelo sacramento do Matrimónio; e aprofunda-se pela vida da fé comum e pela Eucaristia recebida em comum.

1645. «A igual dignidade pessoal, que se deve reconhecer à mulher e ao homem no amor pleno que têm um pelo outro, manifesta claramente a unidade do Matrimónio, confirmada pelo Senhor» (169). A poligamia é contrária a esta igual dignidade e ao amor conjugal, que é único e exclusivo (170).

A FIDELIDADE DO AMOR CONJUGAL

1646. Pela sua própria natureza, o amor conjugal exige dos esposos uma fidelidade inviolável. Esta é uma consequência da doação de si mesmos que os esposos fazem um ao outro. O amor quer ser definitivo. Não pode ser «até nova ordem». «Esta união íntima, enquanto doação recíproca de duas pessoas, tal como o bem dos filhos, exigem a inteira fidelidade dos cônjuges e reclamam a sua união indissolúvel» (171).

1647. O motivo mais profundo encontra-se na fidelidade de Deus à sua aliança, de Cristo à sua Igreja. Pelo sacramento do Matrimónio, os esposos ficam habilitados a representar esta fidelidade e a dar testemunho dela. Pelo sacramento, a indissolubilidade do Matrimónio adquire um sentido novo e mais profundo.

1648. Pode parecer difícil, e até impossível, ligar-se por toda a vida a um ser humano. Por isso mesmo, é da maior importância anunciar a boa-nova de que Deus nos ama com um amor definitivo e irrevogável, de que os esposos participam neste amor que os conduz e sustém e de que, pela sua fidelidade, podem ser testemunhas do amor fiel de Deus. Os esposos que, com a graça de Deus, dão este testemunho, muitas vezes em condições bem difíceis, merecem a gratidão e o amparo da comunidade eclesial (172).

1649. No entanto, há situações em que a coabitação matrimonial se torna praticamente impossível pelas mais diversas razões. Em tais casos, a Igreja admite a separação física dos esposos e o fim da coabitação. Mas os esposos não deixam de ser marido e mulher perante Deus: não são livres de contrair nova união. Nesta situação difícil, a melhor solução seria, se possível, a reconciliação. A comunidade cristã é chamada a ajudar estas pessoas a viverem cristãmente a sua situação, na fidelidade ao vínculo do seu Matrimónio, que continua indissolúvel (173).

1650. Hoje em dia e em muitos países, são numerosos os católicos que recorrem ao divórcio, em conformidade com as leis civis, e que contraem civilmente uma nova união. A Igreja mantém, por fidelidade à palavra de Jesus Cristo («quem repudia a sua mulher e casa com outra comete adultério em relação à primeira; e se uma mulher repudia o seu marido e casa com outro, comete adultério»: Mc 10, 11-12), que não pode reconhecer como válida uma nova união, se o primeiro Matrimónio foi válido. Se os divorciados se casam civilmente, ficam numa situação objectivamente contrária à lei de Deus. Por isso, não podem aproximar-se da comunhão eucarística, enquanto persistir tal situação. Pelo mesmo motivo, ficam impedidos de exercer certas responsabilidades eclesiais. A reconciliação, por meio do sacramento da Penitência, só pode ser dada àqueles que se arrependerem de ter violado o sinal da Aliança e da fidelidade a Cristo e se comprometerem a viver em continência completa.

1651. Com respeito a cristãos que vivem nesta situação e que muitas vezes conservam a fé e desejam educar cristãmente os seus filhos, os sacerdotes e toda a comunidade devem dar provas duma solicitude atenta, para que eles não se sintam separados da Igreja, em cuja vida podem e devem participar como baptizados que são:

   «Serão convidados a ouvir a Palavra de Deus, a assistir ao sacrifício da Missa, a perseverar na oração, a prestar o seu contributo às obras de caridade e às iniciativas da comunidade em prol da justiça, a educar os seus filhos na fé cristã, a cultivar o espírito de penitência e a cumprir os actos respectivos, a fim de implorarem, dia após dia, a graça de Deus» (174).

A ABERTURA À FECUNDIDADE

1652. «Pela sua própria natureza, a instituição matrimonial e o amor conjugal estão ordenados à procriação e à educação dos filhos, que constituem o ponto alto da sua missão e a sua coroa»

   «Os filhos são, sem dúvida, o mais excelente dom do Matrimónio e contribuem muitíssimo para o bem dos próprios pais. O mesmo Deus que disse: "não é bom que o homem esteja só" (Gn 2, 18) e que "desde o princípio fez o homem varão e mulher" (Mt 19, 4), querendo comunicar-lhe uma participação especial na sua obra criadora, abençoou o homem e a mulher dizendo: "Sede fecundos e multiplicai-vos" (Gn 1, 28). Por isso, o culto autêntico do amor conjugal e toda a vida familiar que dele nasce, sem pôr de lado os outros fins do Matrimónio, tendem a que os esposos, com fortaleza de ânimo, estejam dispostos a colaborar com o amor do Criador e do Salvador, que, por meio deles, aumenta continuamente e enriquece a sua família» (176).

1653 A fecundidade do amor conjugal estende-se aos frutos da vida moral, espiritual e sobrenatural que os pais transmitem aos filhos pela educação. Os pais são os principais e primeiros educadores dos seus filhos(177). Neste sentido, a missão fundamental do Matrimónio e da família é estar ao serviço da vida (178).

1654. Os esposos a quem Deus não concedeu a graça de ter filhos podem, no entanto, ter uma vida conjugal cheia de sentido, humana e cristãmente falando. O seu Matrimónio irradiar uma fecundidade de caridade, de acolhimento e de sacrifício.

VI. A Igreja doméstica

1655. Cristo quis nascer e crescer no seio da Sagrada Família de José e de Maria. A Igreja outra coisa não é senão a «família de Deus». Desde as suas origens, o núcleo aglutinante da Igreja era, muitas vezes, constituído por aqueles que, «com toda a sua casa», se tinham tornado crentes» (179). Quando se convertiam, desejavam que também «toda a sua casa» fosse salva (180). Estas famílias, que passaram a ser crentes, eram pequenas ilhas de vida cristã no meio dum mundo descrente.

1656. Nos nossos dias, num mundo muitas vezes estranho e até hostil à fé, as famílias crentes são de primordial importância, como focos de fé viva e irradiante. É por isso que o II Concílio do Vaticano chama à família, segundo uma antiga expressão, «Ecclesia domestica – Igreja doméstica» (181). É no seio da família que os pais são, «pela palavra e pelo exemplo [...], os primeiros arautos da fé para os seus filhos, ao serviço da vocação própria de cada um e muito especialmente da vocação consagrada» (182).

1657. É aqui que se exerce, de modo privilegiado, o sacerdócio baptismal do pai de família, da mãe, dos filhos, de todos os membros da família, «na recepção dos sacramentos, na oração e acção de graças, no testemunho da santidade de vida, na abnegação e na caridade efectiva» (183). O lar é, assim, a primeira escola de vida cristã e «uma escola de enriquecimento humano» (184). É aqui que se aprende a tenacidade e a alegria no trabalho, o amor fraterno, o perdão generoso e sempre renovado, e, sobretudo, o culto divino, pela oração e pelo oferecimento da própria vida.

1658. Não podem esquecer-se, também, certas pessoas que estão, em virtude das condições concretas em que têm de viver, muitas vezes sem assim o terem querido, particularmente próximas do coração de Cristo, e que merecem, portanto, a estima e a solicitude atenta da Igreja, particularmente dos pastores: o grande número de pessoas celibatárias. Muitas delas ficam sem família humana, frequentemente devido a condições de pobreza. Algumas vivem a sua situação no espírito das bem-aventuranças, servindo a Deus e ao próximo de modo exemplar. Mas a todas é necessário abrir as portas dos lares, «igrejas domésticas», e da grande família que é a Igreja. «Ninguém se sinta privado de família neste mundo: a Igreja é casa e família para todos, especialmente para quantos estão "cansados e oprimidos" (Mt 11, 28)» (185).

Resumindo:

1659. São Paulo diz: «Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja [...] É grande este mistério, que eu refiro a Cristo e à Igreja» (Ef 5, 25.32).

1660. A aliança matrimonial, pela qual um homem e uma mulher constituem entre si uma comunidade íntima de vida e de amor; foi fundada e dotada das suas leis próprias pelo Criador: Pela sua natureza, ordena-se ao bem dos cônjuges, bem como à procriação e educação dos filhos. Entre os baptizados ,foi elevada por Cristo Senhor à dignidade de sacramento (186).

1661. O sacramento do Matrimónio significa a união de Cristo com a Igreja. Confere aos esposos a graça de se amarem com o amor com que Cristo amou a sua Igreja; a graça do sacramento aperfeiçoa assim o amor humano dos esposos, dá firmeza à sua unidade indissolúvel e santifica-os no caminho da vida eterna (187).

1662. O Matrimónio assenta no consentimento dos contraentes, quer dizer; na vontade de se darem mútua e definitivamente, com o fim de viverem uma aliança de amor fiel e fecundo.

1663. Uma vez que o Matrimónio estabelece os cônjuges num estado público de vida na Igreja, é conveniente que a sua celebração seja pública, integrada numa celebração litúrgica, perante o sacerdote (ou testemunha qualificada da Igreja), as testemunhas e a assembleia dos fiéis.

1664. A unidade, a indissolubilidade e a abertura à fecundidade são essenciais ao Matrimónio. A poligamia é incompatível com a unidade do Matrimónio; o divórcio separa o que Deus uniu; a recusa da fecundidade desvia a vida conjugal do seu «dom mais excelente», o filho (188).

1665. O novo casamento dos divorciados, em vida do cônjuge legítimo, é contrário ao desígnio e à Lei de Deus ensinados por Cristo. Eles não ficam separados da Igreja, mas não têm acesso à comunhão eucarística. Viverão a sua vida cristã sobretudo educando os filhos na fé.

1666. O lar cristão é o lugar onde os filhos recebem o primeiro anúncio da fé. É por isso que a casa de família se chama, com razão, «Igreja doméstica», comunidade de graça e de oração, escola de virtudes humanas e de caridade cristã.
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93. CIC can. 1055. § 1.

94. Cf. Gn 1, 26-27.

95. Cf. Ap 19, 7.

96. Cf. Ef 5, 32-32.

97. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 48: AAS 58 (1966) 1067.

98. Cf. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 47: AAS 58 11966) 1067.

99. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 47: AAS 58 (1966) 1067.

100. Cf. Gn 1, 27.

101. Cf Gn 1, 31.

102. Cf. Gn 2, 23.

103. Cf Gn 2, 18.

104. Cf. Sl 121, 2.

105. Cf  Mt 19, 4.

106. Cf. Gn 3, 12.

107. Cf. Gn 2, 22.

108. Cf. Gn 3, 16.

109. Cf. Gn 1, 28.

110. Cf. Gn 3, 16-19.

111. Cf. Gn 3, 21.

112. Cf. Gn 3, 16.

113. Cf.  Mt 19, 8: Dt 24, 1.

114. Cf. Os 1-3: Is 54; 62; Jr 2-3; 31; Ez 16; 23.

115. Cf. Ml 2, 13-17.

116. Cf. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 22: AAS 58 (1966) 1042.

117. Cf. Ap 19, 7. 9

118. Cf. Jo 2, 1-11.

119. Cf. Mt 19, 8.

120.  Cf. Mt 19, 10 .

121. Cf. Mt 11, 29-30.

122.  Cf. Mc 8, 34.

123.Cf. Mt 19, 11.

124. Cf. Ef 5, 26-27.

125.  Cf. Concílio de Trento, Sess. 24ª. Doctrina de sacramento Matrimonii: DS 1800; CIC can. 1055, § I.

126. Cf. Lc 14, 26; Mc 10, 28-31.

127. Cf. Ap 14, 4.

128. Cf. 1 Cor 7, 32.

129. Cf. Mt 25, 6.

130. Cf. Mc 12, 25: 1 Cor 7, 31.

131. Cf. Mt 19, 3-12.

132.  II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 42: AAS 57 (1965) 48: Id., Decr. Perfectae caritatis, 12 AAS 58 (1966) 707: In., Decr. Optatam totius, 10: AAS 58 (1966) 720-721.

133. São João Crisóstomo, De Virginitate 10, 1: SC 125, 122 (PG 48, 540): cf. João Paulo II, Ex. ap. Familiares consortio, 16: AAS 74 (1982) 98.

134. Cf. II Concílio do Vaticano, Sacrosanctum Concilium, 61:AAS 56 (1964) 116-117.

135. Cl. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 6: AAS 57 (1965) 9.

136. Cf. 1 Cor 10, 17.

137. João Paulo II, Ex. ap. Familiares consortio, 67: AAS 74 (1982) 162.

138. Cf. CCEO can. 817.

139. CCEO can. 828.

140. Cf  Ef  5, 32.

141. CIC can. 1057. § 1.

142. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 48: AAS 58 (1966) 1067; CIC can. 1057, § 2.

143. Ordo celebrandi Matrimonium, 62, Editio typica altera (Typis Polyglottis Vaticanas 1991) p. 17 [Celebração do Matrimónio, 62, Segunda edição típica (Coimbra, Gráfica de Coimbra — Conferência Episcopal Portuguesa 1993) p.31].

144. Cf. Gn 2, 24; Mc 10, 8: Ef 5, 31.

145. Cf. CIC can. 1103.

146. Cf. CIC can. 1057, § 1.

147. Cf. CIC can. 1083-1108.

148. Cf. CIC can. 1071, § 1, 3.

149. Cf. Concílio de Trento, Sess. 24ª, Decretum "Tametsi ": DS 1813-1816: CIC can. 1108.

150. Cf. CIC can. 1063.

151. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 49: AAS 58 (1966) 1070.

152. Cf. CIC can. 1124.

153. Cf. CIC can. 1086.

154. Cf. C1C can. 1125.

155. Cf. 1 Cor 7, 16.

156. CIC can.1134.

157.  Cf. Mc 10, 9.

158. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 48: AAS 58 (1966) 1067.

159. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 48: AAS 58 (1966) 1068.

160. Cf. CIC can. 1141.

161. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 11: AAS 57 (1965) 16.

162. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 11: AAS 57 (1965) 15-16: cf. Ibid., 41:.AAS 57 (1965) 47.

163. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 48: AAS 58 (1966) 1068.

164. Cf. Gl 6, 2.

165. Tertuliano, Ad Uxorem 2, 8. 6-7: CCL 1, 393 (PL 1, 1415-1416): cf. João Paulo II, Ex. ap. Familiaris consortio, 13: AAS 74 (1982) 94.

166. João Paulo II, Ex. ap. Familiares consortio, 13: AAS 74 (1982) 96.

167. Cf. Gn 2, 24.

168. João Paulo II, Ex. ap. Familiaris consortio, 19: AAS 74 (1982) 101.

169. Cf. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 49: AAS 58 (1966) 1070.

170. João Paulo II, Ex. ap. Familiaris consortio, 19: AAS 74 (1982) 102.

171. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 48: AAS 58 (1966) 1068.

172. João Paulo II. Ex. ap. Familiaris consortio, 20: AAS 74 (1982) 104.

173. Cf. João Paulo II, Ex. ap. Familiaris consortio, 83: AAS 74 (1982) 184; CIC can. 1151-1155.

174. João Paulo II, Ex. ap. Familiaris consortio,  84: AAS 74 (1982) 185.

175. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 48: AAS 58 (1966) 1068.

176.  II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 50: AAS 58 (1966) 1070-1071.

177. II Concílio do Vaticano, Decl. Gravissimum educationis, 3: AAS 58 (1966) 731.

178.Cf. João Paulo II, Ex. ap. Familiaris consortio, 28: AAS 74(1982) 114.

179.Cf At 18, 8.

180. Cf. At 16, 31; 11, 14.

181. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 11: AAS 57 (1965) 16; cf. João Paulo II, Ex. ap. Familiaris consortio, 21: AAS 74 (1982) 105.

182.  II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 11: AAS 57 (1965) 16.

183. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium,10: AAS 57 (1965) 15.

184. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 52: AAS 58 (1966) 1073.

185. João Paulo II, Ex. ap. Familiaris consortio, 85: AAS 74 (1982) 187.

186. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 48: AAS 58 (1966) 1067-1068; CIC can. 1055, § 1.

187. Cf. Concílio de Trento, Sess. 24ª. Doctrina de sacramento Matrimonii: DS 1799.

188. II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 50: AAS 58 (1966) 1070.
_______________________________________________________

Penso que as dúvidas e os equívocos foram todos esclarecidos. Entretanto, havendo algo a ser esclarecido, aqui estamos nós.

Um grande abraço !!!



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Re: Casamentos Eternos

Mensagem por Eduardo_SUD em Qua Jul 03, 2013 1:36 pm

1. Quando Deus criou o homem e a mulher, e deu o mandamento para multiplicar e encher a terra, unindo-os em matrimonio, Deus queria que esse matrimonio fosse eterno! Já que eles se casaram antes da queda, quando ainda viveriam para sempre, assim sendo, nos planos de Deus os casamentos são ETERNOS! A morte não acaba com o que Deus uniu, quando ressuscitar nossa carne ressuscitaremos com nossas famílias, nossa esposas e filhos. Os que não foram casados na terra não se casaram na eternidade e viveram como anjos (conforme a passagem que você citou: "NA RESSURREIÇÃO OS HOMENS NÃO TERÃO MULHERES, NEM AS MULHERES, MARIDOS, MAS SERÃO COMO ANJOS DE DEUS NOS CÉUS").

2. O casamento é tão importante que possivelmente o Nosso senhor Jesus Cristo foi casado, até porque como você mesmo citou, consagrar sua virgindade é bom, mas casar-se é ainda melhor! Por isso não podemos imaginar que Nosso Senhor tenha sido virgem, deve ter se casado e há indícios bíblicos que tenha sido, veja por exemplo essas observações do Casamnto de Caná, que foi o casamento de Nosso senhor:

Porque quando acaba o vinho os servos dirigiram-se à Maria, mãe de Jesus, para reclamarem o vinho e não à uma outra pessoa, o "dono da festa", o que seria normal?

Pior, como uma "convidada" como Maria, poderia ORDENAR aos servos do casamento de estranhos: "Sua mãe disse aos serventes: Fazei tudo quanto ele vos disser. " (João 2:5), ora somente a mãe do Noivo poderia ter tal autoridade, jamais uma mãe de um convidado. Tanto mais no ritualizado casamento judaico...


Mais estranho ainda ocorre quando Maria (sua mãe) fala com Jesus, e este responde:"Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora. " (João 2:4), ora, verifica-se que no casamento hebraico, Nissuin, a hora exata da cerimônia não era certa, pois era o pai do noivo que daria a aprovação final para o nissuin começar. É estranho que Jesus tenha dito "ainda não é chegada a hora" neste contexto, somente o noivo tinha sua "hora" no casamento hebraico.

Tanto é assim, que no nissum, a noiva e sua comitiva estariam, então, ansiosamente olhando e esperando pelo momento exato, um costume era que um membro da comitiva do noivo liderasse o caminho da casa do noivo para a casa da noiva e gritasse, “Veja, vem o noivo!”. Isto seria seguido pelo som do shofar (chifre de carneiro), o qual era usado para proclamar dias santos judaicos e eventos especiais, o curioso é que só aí era "chegada a hora do noivo".

Eu vou ainda mais além com essa ideia:

Segundo o relato de João, a primeira pessoa para quem Jesus se mostrou já um ser ressuscitado foi para Maria Madalena.
Por que não para Maria, sua mãe?
Por que não para Pedro, que tinha as chaves do Reino dos Céus?
Por que não para o próprio João, considerado "o discípulo a quem Jesus amava"?

Observem o relato na Bíblia de King James:

"Jesus saith unto her, Mary. She turned herself, and saith unto him, Rabboni; which is to say, Master.
Jesus saith unto her, Touch me not; for I am not yet ascended to my Father: but go to my brethren, and say unto them, I ascend unto my Father, and your Father; and {to} my God, and your God."
João 20:16-17

Após Maria Madalena reconhecer que aquele ser ressurreto era Jesus, algo ocorre para que Jesus diga a ela "Touch me not" (não me toque). O que Madalena quis fazer nesse momento para que Jesus dissesse "Não me toque"? Se ela quisesse apenas tocar nas marcas dos cravos em suas mãos ou beijar seus pés receberia ela tal ordem de Jesus?

Outra: Segundo a tradição judaica, nenhum Sumo Sacerdote é solteiro.

Também temos a declaração do Presidente, o Profeta, Orson Hyde, em JOURNAL OF DISCOURSES nr 2, cap. The Marriage Relations, pág. 82 onde ele fala sobre o assunto:
http://jod.mrm.org/2/75

Assim, reafirmo, o casamento realizado na Igreja Verdadeira, por um ministro Verdadeiro, é ETERNO pois assim Deus quis que seja, a morte não separa os noivos!
O casamento é tão importante e necessário para a exaltação que até mesmo nosso Senhor foi casado.

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Re: Casamentos Eternos

Mensagem por Eduardo_SUD em Qua Jul 03, 2013 7:17 pm

Até que a morte os separe? Ou para toda a eternidade?

Temos em nosso intimo o forte pensamento a respeito da separação das familias após a morte, talvez isso deva-se ao fato das tradições do povo ( por exemplo da famosa frase "até que a morte vos separe"), ou da má interpretação de algumas escrituras, como por exemplo a que diz o seguinte: "Porquanto, quando ressuscitarem dentre os mortos, nem casarão, nem se darão em casamento, mas serão como os anjos que estão nos céus. (Mc.12:25)" .

É de difícil compreensão acreditar que Deus nos chame de filhos, e não fazer assim uma forte alusão a uma familia celestial, ou ainda com mais veemência no caso de Jesus, onde Deus afirma o seguinte: " Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. (Jo 3:16) " , sendo realmente Jesus filho unigênito (Único) de Deus na carne, não dá a entender que então, é parte da familia de Deus? ou será que ao subir aos céus deixou de ser seu filho e passou a ser um "anjo"?

Em Marcos 12:25, o Senhor deixa claro que na ressurreição não serão dados em casamento, mesmo porque, os estudos judeus ensinam que a lei previa que um homem tomasse a viuva de seu irmão, para suscitar-lhe descendência, e que o único com real direito a essa descendência era o primeiro irmão a tê-la como esposa, pois foi o que realmente se casou com ela em vida, e que os outros jamais poderiam requerer esses direitos, pois simplesmente estavam por cumprir a lei, não sendo seu real marido!!! E deixo claro que o Senhor afirmou que o casamento não seria aceito na ressurreição, o que não quer dizer que ele não seria aceito antes disso, pois ele deveria ser feito em vida, valendo por toda a eternidade, ficando assim unica e exclusivamente dependente da retidão de ambos, para que esse convênio fosse valido para sempre!!! Assim sendo, como o próprio Senhor disse: "E Jesus, respondendo, disse-lhes: Porventura não errais vós em razão de não saberdes as Escrituras nem o poder de Deus? ( Mc.12:24) ", pois não haveria nenhum tipo de confusão a respeito de quem seria a esposa, sendo que o unico realmente casado com ela foi o primeiro, e por isso o único detentor do direito de ser considerado seu marido!!!

Outro fato que ajuda a entender melhor a respeito da existência de familias eternas, é o acontecido com Adão e Eva, " Então o SENHOR Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas, e cerrou a carne em seu lugar; E da costela que o SENHOR Deus tomou do homem, formou uma mulher, e trouxe-a a Adão. E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada mulher, porquanto do homem foi tomada.Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne. (Gen. 2:21-24) ", pois esse fato citado na escritura anterior, nos mostra que o Senhor deu Eva a Adão como esposa no Jardim do Éden, e que nessa época ainda não haviam partilhado da arvore do conhecimento do bem e do mal, e por esse motivo ainda eram seres imortais, sendo assim, digamos que se nunca houvessem comido desse fruto, não continuariam casados para sempre? E não seriam então uma familia eterna?

Algumas outras escrituras também fazem menção a familias eternas, como por exemplo: " Por causa disto me ponho de joelhos perante o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Do qual toda a família nos céus e na terra toma o nome, ( Ef.3:14-15) " ou ainda " Então Natã foi para sua casa; e o SENHOR feriu a criança que a mulher de Urias dera a Davi, e adoeceu gravemente.E buscou Davi a Deus pela criança; e jejuou Davi, e entrou, e passou a noite prostrado sobre a terra.Então os anciãos da sua casa se levantaram e foram a ele, para o levantar da terra; porém ele não quis, e não comeu pão com eles.E sucedeu que ao sétimo dia morreu a criança; e temiam os servos de Davi dizer-lhe que a criança estava morta, porque diziam: Eis que, sendo a criança ainda viva, lhe falávamos, porém não dava ouvidos à nossa voz; como, pois, lhe diremos que a criança está morta? Porque mais lhe afligiria.Viu, porém, Davi que seus servos falavam baixo, e entendeu Davi que a criança estava morta, pelo que disse Davi a seus servos: Está morta a criança? E eles disseram: Está morta.Então Davi se levantou da terra, e se lavou, e se ungiu, e mudou de roupas, e entrou na casa do SENHOR, e adorou. Então foi à sua casa, e pediu pão; e lhe puseram pão, e comeu.E disseram-lhe seus servos: Que é isto que fizeste? Pela criança viva jejuaste e choraste; porém depois que morreu a criança te levantaste e comeste pão.E disse ele: Vivendo ainda a criança, jejuei e chorei, porque dizia: Quem sabe se DEUS se compadecerá de mim, e viverá a criança?Porém, agora que está morta, porque jejuaria eu? Poderei eu fazê-la voltar? Eu irei a ela, porém ela não voltará para mim. ( 2 Samuel 12: 15-23) " ,

mas creio que somente aqueles que buscarem com humildade, e sem nenhum tipo de preconceito, poderão entender o real sentido das escrituras, pois do contrário será como Cristo disse : " Porventura não errais vós em razão de não saberdes as Escrituras nem o poder de Deus? ( Mc.12:24) " .

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Re: Casamentos Eternos

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Qui Jul 04, 2013 8:08 am

Caro Eduardo,

quero me referir a alguns comentários sobre algumas das suas afirmações que distorcem de forma ignominiosa o verdadeiro sentido das Sagradas Escrituras.

Você afirmou o seguinte:

"quando ressuscitar nossa carne ressuscitaremos com nossas famílias, nossa esposas e filhos. Os que não foram casados na terra não se casaram na eternidade e viveram como anjos (conforme a passagem que você citou: "NA RESSURREIÇÃO OS HOMENS NÃO TERÃO MULHERES, NEM AS MULHERES, MARIDOS, MAS SERÃO COMO ANJOS DE DEUS NOS CÉUS")."

QUANDO VOCÊ AFIRMA QUE OS QUE NÃO FORAM CASADOS NA TERRA NÃO SE CASARÃO NA ETERNIDADE, ESTÁ CORRETO E DE ACORDO COM AS SAGRADAS ESCRITURAS, UMA VEZ QUE NA RESSURREIÇÃO, OS HOMENS NÃO TERÃO MULHERES, NEM AS MULHERES TERÃO MARIDOS, MAS SERÃO COMO ANJOS.

ENTRETANTO, QUANDO ASSOCIA A CITAÇÃO QUE APRESENTEI DO EVANGELHO SEGUNDO SÃO MARCOS (22,30) APENAS AOS NÃO CASADOS NA TERRA, COMETE UMA DETURPAÇÃO DAS SAGRADAS ESCRITURAS, POIS ESTA RESPOSTA DE JESUS FOI DADA EM RELAÇÃO A UMA MULHER QUE FOI CASADA COM SETE HOMENS, O QUE JUSTIFICA QUE TAL CITAÇÃO SE REFERE A TODOS, TANTO AOS SOLTEIROS QUANTO AOS CASADOS. ASSIM, QUALQUER PESSOA QUE SABE LER, COMPREENDE ISSO SEM QUALQUER SOMBRA DE DÚVIDAS E SEM ERRAR POR NÃO EXAMINAR AS ESCRITURAS E POR NÃO COMPREENDER O PODER DE DEUS, COMO JESUS AFIRMA.

Um grande abraço !!!

CONTINUO MAIS TARDE !


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Re: Casamentos Eternos

Mensagem por Eduardo_SUD em Qui Jul 04, 2013 9:38 am

Pois não haveria nenhum tipo de confusão a respeito de quem seria a esposa, sendo que o unico realmente casado com ela foi o primeiro, e por isso o único detentor do direito de ser considerado seu marido!!!

Se Deus deixou o casamento como um mandamento antes da queda do homem, ou seja, deveria ser eterno, por que teria mudado de ideia? Não há na bíblia nenhum vestígio disso.

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Re: Casamentos Eternos

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Qui Jul 04, 2013 1:33 pm

Caro Eduardo,

Assim você se expressou:

"Pois não haveria nenhum tipo de confusão a respeito de quem seria a esposa, sendo que o unico realmente casado com ela foi o primeiro, e por isso o único detentor do direito de ser considerado seu marido!!!"

Se assim o fosse, Jesus não diria uma mentira afirmando que no céu os homens não têm mulheres, nem as mulheres maridos. Seria muito simples Jesus afirmar que lá no céu aquela mulher seria do primeiro marido. Entretanto, Jesus não o fez !!! Jesus não afirmou nem deixou qualquer palavra que confirmasse essa direito do primeiro marido !!!

Para além dessa "interpretação" extremamente equivocada, essa "tese" do mormonismo afirma de maneira inequívoca que Jesus é mentiroso, o que é uma blasfêmia, algo abominável.

Com efeito, se a pergunta que foi feita a Jesus foi "DE QUAL DOS SETE HOMENS SERIA AQUELA MULHER", e Jesus afirmou que não seria de nenhum, segundo a doutrina dos mórmons, Jesus mentiu, deixando claro para nós que a doutrina dos mórmons é falsa.

Conclusão:

ESTAMOS DIANTE DE UMA TESE QUE AFIRMA QUE OS MÓRMONS ESTÃO CORRETOS E QUE JESUS É MENTIROSO.

Para nós católicos, Jesus é o caminho, A VERDADE e a vida !!! Assim, entre o pensamento dos mórmons e a Palavra de Jesus, EU FICO COM A PALAVRA DE JESUS !!!

Um grande abraço !!!

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Re: Casamentos Eternos

Mensagem por Eduardo_SUD em Qui Jul 04, 2013 8:52 pm

Caro Flávio você não pode negar que O CASAMENTO É UM MANDAMENTO DIVINO, Deus criou a mulher para o homem e mandou que procriassem (e eles não procriariam se não fossem casados) PONTO!

Como você sabe existem 3 graus de glória (1 Coríntios 15:40-42 e o apostolo também relata que esteve no TERCEIRO céu 2 Coríntios 12:2-4), são eles o reino celestial (o mais elevado que divide-se em outros graus), o reino terrestrial (o segundo grau de glória) e o reino telestial (o menor grau de glória).

Como Paulo disse, existem aqueles que não se casam (os homossexuais por exemplo), porem esse não poderão alcançar a exaltação, apenas os casados a alcançarão, somente quem cumpre esse mandamento do casamento num templo (e os outros mandamentos) poderá ir para o reino celestial (grau de glória mais elevado) onde conhecerá a Deus e a Jesus e poderá progredir até se tornar também um Deus. Já que é necessário uma família para "povoar" outro mundo quando tornar-mos Deuses, e como sabemos no reino celestial não haverá casamentos.
Então quem não casar, não cumprir esse mandamento, poderá alcançar o reino celestial, mas num grau menor desse reino.

Por isso, não é bom que o homem fique só!

O casamento é um mandamento de Deus, assim como a OBEDIÊNCIA é um mandamento (o primeiro e mais importante)! Então devemos obedecer!

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Re: Casamentos Eternos

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Qui Jul 04, 2013 9:51 pm

Caro Eduardo,

Em primeiro lugar, quero lembrar ao amigo que o matrimônio não é mencionado como mandamento no decálogo. Assim, essa sua ultima postagem se torna sem efeito desde o início, mesmo sem se considerar as outras colocações (também equivocadas).

Como exemplo de mais um equívoco, você escreveu:

" O APÓSTOLO TAMBÉM RELATA QUE ESTEVE NO TERCEIRO CÉU (2Cor 12,2-4)"

A citação bíblica diz o seguinte:

"CONHEÇO UM HOMEM EM CRISTO QUE, HÁ CATORZE ANOS, FOI ARREBATADO ATÉ AO TERCEIRO CÉU, SE NO CORPO OU FORA DO CORPO, NÃO SEI, DEUS O SABE. E SEI QUE O TAL HOMEM, SE NO CORPO OU FORA DO CORPO, NÃO SEI, DEUS O SABE, FOI ARREBATADO AO PARAÍSO E OUVIU PALAVRAS INEFÁVEIS, AS QUAIS NÃO É LÍCITO AO HOMEM REFERIR" (2Cor 12,2-4).

Ora, de quem é este relato ?

É do apóstolo São Paulo, que não afirma que esteve no terceiro céu, mas que CONHECE UM HOMEM QUE LÁ ESTEVE !

E assim, meu caro Eduardo, você não responde a nenhuma das questões que lhe apresento, e como se isso ainda não bastasse, vai juntando equívocos e mais equívocos, numa interpretação totalmente distorcida das Sagradas Escrituras, com distorções graves de vários versículos bíblicos.

Por que você não respondeu a minha ultima postagem onde mostrei por "A" + "B" que há um antagonismo entre a doutrina dos mórmons e a Palavra de Jesus ?

Ao invés de responder as questões que lhe são propostas, você fica "SAINDO À FRANCESA" e pulando de um para outro assunto de forma tremendamente incoerente na busca de justificar o que não se justifica ?

Fico no aguardo de uma resposta COERENTE E HONESTA !!!

Um grande abraço !!!


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Re: Casamentos Eternos

Mensagem por Eduardo_SUD em Qui Jul 04, 2013 10:25 pm

1. Pensei uma coisa e escrevi outra, o que realmente importa é que ele menciona que existe um terceiro céu. E mutas vezes usa-se o termo céus (no plural) na bíblia.

2. Jesus disse que não haverá casamentos no céu, Ele não disse que os casamento realizados em vida não seriam eternos, novamente digo que Adão e Eva casaram-se para a eternidade pois ainda não haviam pecado, esse é o desejo de Deus, que os casamentos sejam eternos. Apesar da pergunta ser sobre o caso especifico da mulher, Nosso Senhor da uma resposta generalizando, dizendo que não haverá casamentos (e não haverá mesmo).

3. O casamento é um mandamento, afinal o que Deus pede, manda, ordena é um mandamento a ser cumprido estando ou não no decágono, pois Deus não muda.


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Re: Casamentos Eternos

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Qui Jul 04, 2013 10:50 pm

Caro Eduardo,

Dentre as várias questões abordadas nos meus colóquios, quase nada você respondeu, embora tenha justificado que, em relação à ida de São Paulo ao terceiro céu, o fez por um equívoco. Entretanto, NÃO REFUTA AS QUESTÕES QUE LHE SÃO PROPOSTAS.

Afinal de contas, na eternidade, após a ressurreição, DE ACORDO COM A PALAVRA DE JESUS (E NÃO A SUA OU A DOS MORMONS), de quem será aquela mulher que casou com os sete irmãos ?

Qual foi a resposta de Jesus ?

De acordo com o que está escrito na Bíblia, a qual daqueles irmãos Jesus deu o direito de possuir aquela mulher a partir da ressurreição ?

Por favor, COLOQUE AS CITAÇÕES BÍBLICAS ONDE JESUS RESPONDE A ESTAS QUESTÕES DE ACORDO COM A DOUTINA DOS "SANTOS DOS ULTIMOS DIAS".

Um grande abraço !!!

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Re: Casamentos Eternos

Mensagem por Eduardo_SUD em Qui Jul 04, 2013 11:23 pm

Vou deixar que o próprio Jesus lhe responda, nessa mesma passagem: "Porventura não errais vós em razão de não saberdes as Escrituras nem o poder de Deus?" (Marcos 12:24)
Se Deus Fez o casamento para ser eterno (Adão e Eva), não errais vos de não saberdes o poder de Deus?
Não haverá casamentos no céu, mas os casamentos na terra, válidos, serão eternos. Jesus não disse o contrário nessa passagem, ele nos diz: "quando ressuscitarem dentre os mortos, nem casarão, nem se darão em casamento, mas serão como os anjos que estão nos céus." (Marcos 12:25) refere-se aos seis, pois so o primeiro estará casado com ela.

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Re: Casamentos Eternos

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Sex Jul 05, 2013 7:04 pm

Caro Eduardo,

É uma pena que você sempre encontre uma forma de "SAIR À FRANCESA"...

Foi muito bom você colocar essa citação de São Marcos (12,25), considerando principalmente o caráter sinótico dos Evangelhos. Ela reforça a citação do Evangelho segundo São Mateus (22,26-30). Assim, observe-se que São Marcos afirma que, uma vez ressuscitados, nem casarão, nem se darão em casamento. Por outro lado, observe-se também que São Mateus afirma que os homens não terão mulheres, nem as mulheres terão homens. Por ultimo, observe-se que Nem São Marcos nem São Mateus se referiram em nenhum momento a qualquer particularidade inerente aos seis irmãos como você afirma. Entretanto, servindo-me do mesmo versículo que você nos apresenta, estou lhe questionando: "PORVENTURA NÃO ERRAIS VÓS EM RAZÃO DE NÃO SABERDES AS ESCRITURAS NEM O PODER DE DEUS ?" (Marcos 12:24)

Aqui, convido-o a abrir a sua Bíblia na Carta de São Paulo aos Romanos e conferir o seguinte:

"ASSIM, A MULHER CASADA ESTÁ SUJEITA AO MARIDO PELA LEI ENQUANTO ELE VIVE" (Rm 7,2-3)

Tomando posse dessa passagem de São Paulo, o amigo não poderá permanecer no erro por não conhecer a Palavra de Deus de acordo com o versículo que me propôs, não é verdade? Ou por acaso, a Carta de São Paulo aos Romanos foi retirada da sua Bíblia?

Mas vamos mais além no exame das Sagradas Escrituras !!!

Convido-o a abrir a sua Bíblia na Primeira Carta de São Paulo a Timóteo e conferir o seguinte:

"QUERO, POIS, QUE AS VIÚVAS JÓVENS SE CASEM, CUMPRAM OS DEVERES DE MÃE" (1Tm 5,14)

Tomando posse dessa outra passagem de São Paulo, o amigo, mais uma vez, não poderá permanecer no erro por não conhecer a Palavra de Deus de acordo com o versículo que me propôs, não é verdade? Ou por acaso, a Primeira Carta de São Paulo a Timóteo foi retirada da sua Bíblia?

Estas são questões que você deve responder com clareza e com honestidade, não é verdade?

Considere ainda que se o casamento tem essa dimensão de eternidade defendida pela doutrina dos mórmons, nesta passagem de São Paulo a Timóteo, estava o Apóstolo, de forma imperativa, incentivando os cristãos à prática do adultério, não é verdade ? Que explicação você tem para isso? Seria um compromisso da igreja dos santos dos últimos dias no sentido de defender a poligamia do seu fundador que era prática comum dos seus seguidores no início do mormonismo?

ESPERO QUE RESPONDA A CADA QUESTÃO COM CLAREZA, COM HONESTIDADE E SEM DETURPAÇÕES, INCLUSIVE COM A DEVIDA FUNDAMENTAÇÃO BÍBLICA.

Um grande abraço !!!






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Re: Casamentos Eternos

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Sab Jul 06, 2013 5:56 am

Caro Eduardo,

Revisitando a sua ultima postagem na tentativa de responder às minha questões (QUE ALIÁS VOCÊ NÃO AS RESPONDEU), você escreveu:

"Vou deixar que o próprio Jesus lhe responda, nessa mesma passagem: "Porventura não errais vós em razão de não saberdes as Escrituras nem o poder de Deus?" (Marcos 12:24)"

A resposta de Jesus eu já conheço, pois já recebi há muito tempo e aqui já a descrevi várias vezes e com as devidas referências bíblicas. Mas que perguntas são estas? Para não deixar algo no ar, estou transcrevendo-as mais uma vez:

MINHA PRIMEIRA PERGUNTA: Na eternidade, após a ressurreição, de quem será aquela mulher que casou com os sete irmãos ?

RESPOSTA DE JESUS: "no céu os homens não têm mulheres, nem as mulheres maridos... não se casam nem se dão em casamentos... serão como anjos"

MINHA SEGUNDA PERGUNTA: De acordo com o que está escrito na Bíblia, a qual daqueles irmãos Jesus deu o direito de possuir aquela mulher a partir da ressurreição ?

RESPOSTA DE JESUS: De nenhum (grifos meus) !!! "no céu os homens não têm mulheres, nem as mulheres maridos... não se casarão nem se darão em casamento..."

Entretanto, de acordo com as suas afirmações, ou melhor, de acordo com as afirmações que você nos apresenta, deixa transparecer que há algumas passagens bíblicas nas quais está contida essa doutrina diferente da verdade que Jesus nos ensinou. Assim, o que eu estou precisando saber é da sua resposta, uma vez que tudo o que até aqui você apresentou, salvo engano de minha parte, está sendo uma deturpação das Sagradas Escrituras, e é exatamente por isso que estou pedindo que responda com as devidas referências bíblicas, com clareza e com honestidade, SABEDORES QUE SOMOS QUE NÃO PODEMOS ADULTERAR AS SAGRADAS ESCRITURAS, COLOCANDO NELAS AQUILO QUE NÃO EXISTE, RETIRANDO DELA AQUILO QUE É VERDADEIRO, OU AINDA, DANDO UMA INTERPRETAÇÃO DISTORCIDA DAQUILO A QUE ELA SE PROPÕE.

ATÉ AQUI, VOCÊ NÃO CONSEGUE PROVAR NADA DO QUE LHE QUESTIONEI DE ACORDO CAM AS SAGRADAS ESCRITURAS, E ESTA É A RAZÃO DA MINHA INSISTÊNCIA.

Um grande abraço !!!

Flávio Roberto Brainer de
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Re: Casamentos Eternos

Mensagem por Eduardo_SUD em Ter Jul 09, 2013 11:12 am

Ok Flávio, explique-me como poderia Deus se contradizer e se sua explicação for satisfatória poderemos trancar o tópico, a contradição que você me apresenta é a seguinte:

O casamento foi instituído por Deus para o homem desde o princípio e desde do princípio tem sido uma lei do evangelho e deveria durar para sempre, não apenas durante a vida mortal. Adão e Eva foram casados por Deus antes que houvesse morte no mundo. eles tinham um casamento eterno e ensinaram essa lei a seus filhos e aos filhos de seus filhos.
Gênesis 1:26-28 (devemos multiplicar-nos e encher a Terra) - Mandamento
Gênesis 2:21-24 (o primeiro casamento foi realizado por Deus) - afinal não poderiam Adão e Eva manter relações sexuais e cumprirem o mandamento de multiplicar-se se não fossem casados. Ou seja, para se cumprir o mandamento de multiplicar-nos temos que aceitar que o casamento é também um mandamento.
Mateus 19:3-8 (o que Deus uniu)

Isso que acabo de expor, de acordo com as escrituras está em contradição com o que você apresentou (também nas escrituras)? Eu acredito que não há contradições nas escrituras e você? poderia então me explicar como você se sairá dessa enrascada que está se colocando? Estou realmente curioso.

Dica: O casamento entre o homem e a mulher foi ordenado por Deus, era e é vontade de Deus que eles durem por toda a eternidade, afinal foi estabelecida antes da queda do homem, essa é a chave para você entender as passagens citadas em Marcos e Mateus.

Mas vamos lá, me diga como resolver essa contradição, confesso que estou ansioso por entender como você pensa sobre isso.

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Re: Casamentos Eternos

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