Eternidade de Deus

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Re: Eternidade de Deus

Mensagem por Bernardo em Sex Ago 29, 2008 11:02 pm

Essa idéia de que como o tempo não passa para Deus então o fazer e o saber acontecem "simultaneamente" é muito interessante.

Mas se as coisas para Deus acontecem ao "mesmo tempo" então tem Ele que ter feito todas as suas ações "simultaneamente", ou seja, tem que ter feito apenas uma ação para criar tudo que existe?

E mais, como então poderia Ele agir no mundo(sua criação) se Ele já fez sua única ação em sua criação?
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Re: Eternidade de Deus

Mensagem por Thales em Sab Ago 30, 2008 1:46 am

Oi Bernardo,

Deus não fez as coisas "simultaneamente" (ao mesmo tempo). Ele as faz fora do tempo. É impossível para a nossa mente imaginar isso perfeitamente, pois estamos condicionados a pensar no tempo e no espaço. Imaginemos então, imperfeitamente, que Deus faz as coisas sempre, não sessa de fazê-las. Nesse sentido, Sua Providência estaria eternamente presente na ordem para qual as coisas são feitas.

Um exemplo concreto: quando Moisés e o povo de Israel atravessam o Mar Vermelho a pé, a Ação Divina estava presente mesmo que Deus não tenha intervindo diretamente para separar o Mar em dois. Os eventos no universo estavam ordenados desde que foram causados segundo uma ordem pré-estabelecida pela causa primeira na criação para alcançar um fim específico. A essa ordenação e a execução dela, damos o nome de Providência Divina.

É isso... Não sei se me faço entender... Esse argumento é baseado na Suma Teológica de São Tomás de Aquino, Parte 1, Questão 22, Artigos 1-4. Estou certo que não respondo a todas as questões que podem ter surgido, mas continuem perguntando! Vamos ver até onde essas águas levam o nosso barco! ^^

Abraços,
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Re: Eternidade de Deus

Mensagem por João em Qua Set 24, 2008 8:35 pm

Fala thales...

Pow...

Deus já fez as coisas para ocorrerem desde sempre, ou seja, Deus na sua infinita sabedoria criou todas as coisas desde sempre...

então desde sempre Deus sabia o que ocorreria???

Isso não seria um tipo de destino???

abraços
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Re: Eternidade de Deus

Mensagem por Diego em Qua Set 24, 2008 10:09 pm

João, esta pergunta já foi feita pela sua irmã no tópico "Onisciência de Deus". Dá uma olhada lá, já foi respondida...

flw
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Re: Eternidade de Deus

Mensagem por João em Qui Set 25, 2008 8:13 pm

Po foi malz... Embarassed

nem me liguei nisso...

vlw diego!!!

abraços
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Re: Eternidade de Deus

Mensagem por jonathan_penha em Qua Jan 28, 2009 10:44 am

Thales,
Não ficou muito claro na minha cabeça essa parte da resposta:

Um exemplo concreto: quando Moisés e o povo de Israel atravessam o Mar Vermelho a pé, a Ação Divina estava presente mesmo que Deus não tenha intervindo diretamente para separar o Mar em dois. Os eventos no universo estavam ordenados desde que foram causados segundo uma ordem pré-estabelecida pela causa primeira na criação para alcançar um fim específico. A essa ordenação e a execução dela, damos o nome de Providência Divina.

1 - O que você quis dizer quando disse que "mesmo que Deus não tenha intervindo diretamente para separar o Mar em dois" ?

2 - A Providência Divina ocorre quando nossos atos se direcionam para o fim específico pelo qual tudo foi feito. Qual é a inteferência de Deus nas coisas quando essa condição é respeitada? Ele pode intervir de alguma maneira?

Caso essa pergunta já tenha sido respondida em outra parte me avisem Very Happy

Que Deus os abençoe.

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Re: Eternidade de Deus

Mensagem por Thales em Ter Fev 03, 2009 11:31 pm

Oi Jonathan,

Não posso dizer que na minha cabeça isso está tão claro também, mas vejamos se eu posso esclarecer um pouco mais a resposta.

jonathan_penha escreveu:1 - O que você quis dizer quando disse que "mesmo que Deus não tenha intervindo diretamente para separar o Mar em dois" ?
Quis dizer que mesmo que o Mar Vermelho tenha sido divido por um fenômeno natural de maré baixa, ali também estava presente a ação divina, porque Deus não limita-se a utilizar apenas métodos sobrenaturais quando interfere no "nosso mundo". Algo que é natural é justamente algo ordenado segundo uma ordem criada por Deus.

jonathan_penha escreveu:2 - A Providência Divina ocorre quando nossos atos se direcionam para o fim específico pelo qual tudo foi feito. Qual é a inteferência de Deus nas coisas quando essa condição é respeitada? Ele pode intervir de alguma maneira?
Olha, não entendi muito bem a questão não... Você pode explicar melhor?

Abraços,

--
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Re: Eternidade de Deus

Mensagem por jonathan_penha em Sex Fev 13, 2009 8:42 am

Os eventos no universo estavam ordenados desde que foram causados segundo uma ordem pré-estabelecida pela causa primeira na criação para alcançar um fim específico. A essa ordenação e a execução dela, damos o nome de Providência Divina.

Poderia desenvolver um pouco melhor esse ponto? confused
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Re: Eternidade de Deus

Mensagem por Thales em Qua Abr 15, 2009 10:15 pm

O que quis dizer é que Deus tinha um plano na cabeça quando criou o mundo. Só que Deus não seria muito inteligente se tivesse um plano para o mundo não desse ao mundo a capacidade de realizá-lo. Portanto, dizemos que Deus age com providência, pois provê as coisas e ao homem os meios necessários para que cheguem ao seu fim último.

Melhorou? =D
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Obrigado

Mensagem por jonathan_penha em Qui Abr 16, 2009 8:11 pm

Melhorou sim...

Abraços.
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Re: Eternidade de Deus

Mensagem por são vieira em Ter Jul 21, 2009 9:18 am

é muito interessante que a bíblia diz que Deus em muitas ocasiões usou criaturas angélicas para efectuarem tarefas e inclusive na criação do universo e a vida na terra com a ajuda do seu filho unigénito, o principal dos anjos

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Re: Eternidade de Deus

Mensagem por Pe. Anderson em Qua Ago 05, 2009 7:46 pm

Caros amigos,

A Bíblia nao diz em lugar nenhum que Jesus Cristo, o Filho único de Deus que se fez homem, é um anjo. Pelo contrário as Sagradas Escrituras nos dizem:

Muitas vezes e de diversos modos outrora falou Deus aos nossos pais pelos profetas. Ultimamente nos falou por seu Filho, que constituiu herdeiro universal, pelo qual criou todas as coisas. Esplendor da glória (de Deus) e imagem do seu ser, sustenta o universo com o poder da sua palavra. Depois de ter realizado a purificação dos pecados, está sentado à direita da Majestade no mais alto dos céus, tão superior aos anjos quanto excede o deles o nome que herdou. [b]Pois a quem dentre os anjos disse Deus alguma vez: Tu és meu Filho; eu hoje te gerei (Sl 2,7)? Ou então: Eu serei seu Pai e ele será meu Filho (II Sm 7,14)?
E novamente, ao introduzir o seu Primogênito na terra, diz: Todos os anjos de Deus o adorem (Sl 96,7). Heb 1, 1-6

Um abraço!
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Re: Eternidade de Deus

Mensagem por são vieira em Qui Ago 06, 2009 4:06 am

MAS ACREDITAM QUE JESUS ANTES DE VIR Á TERRA JÁ EXISTIA , CERTO?

ele disse: “Eu falo das coisas que vi junto de meu Pai” (Jo 8:38, 42; compare isso com Jo 17:5, 24), bem como em outras declarações claras dos seus apóstolos inspirados. — Ro 8:3; Gál 4:4; 1Jo 4:9-11, 14.

...mas sendo ele o filho e unigénito não deveria ser o maior dos anjos- um arcanjo?

Miguel significa: “Quem É Semelhante a Deus?” O nome evidentemente designa Miguel como aquele que toma a dianteira em defender a soberania de Deus Jeová e em destruir os inimigos de Deus.

Em 1 Tessalonicenses 4:16 (ALA), a ordem de Jesus Cristo para a ressurreição começar é descrita como “a voz do arcanjo”, e Judas 9 diz que o arcanjo é Miguel. Seria apropriado assemelhar a chamada dominante dada por Jesus com a de alguém inferior a ele em autoridade? É, portanto, razoável que o arcanjo Miguel seja Jesus Cristo. (É interessante que a expressão “arcanjo” nunca é encontrada no plural nas Escrituras, dando assim a entender que há apenas um.)

Com relação à ocasião em que Cristo receberia autoridade régia, Apocalipse 12:7-12 diz que Miguel e seus anjos guerreariam contra Satanás e lançariam este e seus anjos iníquos para fora do céu. Jesus é mais adiante retratado como liderando os exércitos do céu na guerra contra as nações do mundo. (Apo. 19:11-16) Não é razoável que Jesus também seja quem toma ação contra aquele que é descrito como “governante deste mundo”, Satanás, o Diabo? (João 12:31) Daniel 12:1 (ALA) associa o ‘levantar-se Miguel’ para agir com autoridade com um “tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo”. Isso certamente se enquadra no que ocorre com as nações quando Cristo, qual executor celestial, age contra elas. Portanto, a evidência indica que o Filho de Deus, antes de vir à terra, era conhecido como Miguel, e também é conhecido por esse nome desde que retornou ao céu, onde reside como o glorificado Filho espiritual de Deus.

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Re: Eternidade de Deus

Mensagem por alessandro em Qui Ago 06, 2009 4:14 pm

ola caro vieira, mas parece que vc desconsiderou boa parte do novo testamento. após a ressurreição os apóstolos adoram Jesus, Tomé o chama de "meu Senhor e meu Deus"...

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Re: Eternidade de Deus

Mensagem por são vieira em Qui Ago 06, 2009 4:26 pm

sim Jesus era poderoso e demonstrou bem isso em terra.. mas sendo ele Deus contradiz o que diz

(Filipenses 2:5-6) . . .Mantende em vós esta atitude mental que houve também em Cristo Jesus, 6 o qual, embora existisse em forma de Deus, não deu consideração a uma usurpação, a saber, que devesse ser igual a Deus.

(João 14:28) . . .. Se me amásseis, alegrar-vos-íeis de que vou embora para o Pai, porque o Pai é maior do que eu.

(João 7:28) . . .Também, eu não vim de minha própria iniciativa, mas aquele que me enviou é real, . . .

(João 20:17) . . .‘Eu ascendo para junto de meu Pai e vosso Pai, e para meu Deus e vosso Deus.. . .

se ele fosse Deus todo poderoso não tinha ninguém acima dele...

portanto texto fora de contexto vira pretexto...atenciosamente

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Re: Eternidade de Deus

Mensagem por Binhokraus em Qui Ago 06, 2009 7:26 pm

Gostaria de ressaltar que Deus Pai é o Todo poderoso Criador do Céu e da Terra...
Deus filho, unigênito do Pai que assumiu em TUDO a condição humana, menos o pecado...
Deus Espírito Santo, Senhor que dá a vida e procede do Pai e do Filho, e com o Pai e o Filho é Adorado.

Não existe o Maior e o menor, o mais poderoso e menos poderoso, pq todos os 3 são apenas um único Deus em três pessoas. Cada pessoa da trindade com uma missão específica, Deus Pai Cria, Deus Filho Salva e Deus Espírito Santo Santifica.
Não são 3 Deuses mas um único e mesmo Deus que divide entre suas 3 pessoas as atribuições, mas em tudo que uma das pessoas faz as outras estam presentes, pq todos são o mesmo único Deus... bom é complicado e por isso mesmo um mistério... hehehe

João 5, 19-21
19. Jesus tomou a palavra e disse-lhes: Em verdade, em verdade vos digo:
o Filho de si mesmo não pode fazer coisa alguma; ele só faz o que vê fazer o Pai; e tudo o que o Pai faz, o faz também semelhantemente o Filho.
20.
Pois o Pai ama o Filho e mostra-lhe tudo o que faz; e maiores obras do que esta lhe mostrará, para que fiqueis admirados.
21. Com efeito, como o Pai ressuscita os mortos e lhes dá vida, assim também o Filho dá vida a quem ele quer.

Jo 14, 13-15
13. Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade, porque não falará por si mesmo, mas dirá o que ouvir, e anunciar-vos-á as coisas que virão.
14. Ele me glorificará, porque receberá do que é meu, e vo-lo anunciará.
15. Tudo o que o Pai possui é meu. Por isso, disse: Há de receber do que é meu, e vo-lo anunciará.

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Re: Eternidade de Deus

Mensagem por são vieira em Sex Ago 07, 2009 3:23 am

[quote="Binhokraus"]Gostaria de ressaltar que Deus Pai é o Todo poderoso Criador do Céu e da Terra...
Deus filho, unigênito do Pai que assumiu em TUDO a condição humana, menos o pecado...
Deus Espírito Santo, Senhor que dá a vida e procede do Pai e do Filho, e com o Pai e o Filho é Adorado.

Não existe o Maior e o menor, o mais poderoso e menos poderoso, pq todos os 3 são apenas um único Deus em três pessoas. Cada pessoa da trindade com uma missão específica, Deus Pai Cria, Deus Filho Salva e Deus Espírito Santo Santifica.
Não são 3 Deuses mas um único e mesmo Deus que divide entre suas 3 pessoas as atribuições, mas em tudo que uma das pessoas faz as outras estam presentes, pq todos são o mesmo único Deus... bom é complicado e por isso mesmo um mistério... hehehe

então e o que as escrituras dizem?...deveria se levar mais em conta...(1 Coríntios 4:6) . . .“Não vades além das coisas que estão escritas”. . .


(João 14:28) . . .porque o Pai é maior do que eu. .....?

(João 5:19) . . .O Filho não pode fazer nem uma única coisa de sua própria iniciativa, . . .?


(Mateus 24:36) . . .“Acerca daquele dia e daquela hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas unicamente o Pai...?

(Filipenses 2:6) . . .não deu consideração a uma usurpação, a saber, que devesse ser igual a Deus...?



estes textos explanam claramente que Jesus não é Deus pois depende dele para ter conhecimento, é inferior não é igual.
tem autoridade dada por Deus mas haverá um tempo que ele próprio dará de volta seu reino a Deus..

(1 Coríntios 15:24-28) . . .A seguir, o fim, quando ele entregar o reino ao seu Deus e Pai, tendo reduzido a nada todo governo, e toda autoridade e poder. 25 Pois ele tem de reinar até que [Deus] lhe tenha posto todos os inimigos debaixo dos seus pés. 26 Como último inimigo, a morte há de ser reduzida a nada. 27 Pois [Deus] “lhe sujeitou todas as coisas debaixo dos pés”. Mas, quando diz que ‘todas as coisas foram sujeitas’, é evidente que se exceptua aquele que lhe sujeitou todas as coisas. 28 Mas, quando todas as coisas lhe tiverem sido sujeitas, então o próprio Filho também se sujeitará Àquele que lhe sujeitou todas as coisas, para que Deus seja todas as coisas para com todos.



se querem defender essa doutrina é convosco mas eu aceito o que as escrituras ENSINAM e não os homens...

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Quem é Jesus Cristo?

Mensagem por Pe. Anderson em Sex Ago 07, 2009 10:26 am

Caros amigos,

Nao podemos fazer uma leitura parcial da Bíblia, escolhendo os textos que nos convém sem ter em conta toda a mensagem bíblica, toda a fé da Igreja, dos cristaos (bilhoes) que viveram antes de nós e, em muitos casos, deram a vida por essa fé. A fé crista diz que Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, tem uma natureza humana perfeita e uma natureza divina perfeitas, unidas na mesma pessoa, do Filho de Deus Encarnado. Todos os cristaos afirmam o mesmo sobre Cristo: "Deus de Deus, Luz de Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado nao criado, da mesma substancia do Pai".

Sendo assim, todos os hereges subordinacionistas quiseram afirmar que Jesus era inferior ao Pai, que nao era Deus, que era uma mera criatura de Deus. Foram muitos os que afirmavam tamanha blasfemia no início da Igreja, o principal de todos foi Ario. Para responder a tamanhos absurdos foram reunidos os Concílios, que estudaram todos os textos bíblicos, em uniao com o mesmo Espírito Santo, que o Senhor prometeu que permaneceria na sua Igreja por todos os séculos.

Os cristaos sempre entenderam os textos que Jesus afirma ser menos ao Pai, como uma referência à sua verdadeira humanidade. Enquanto Jesus é homem verdadeiro, tem uma natureza humana criada e por isso pôde ter dito que é inferior ao Pai. Mas esses textos devem ser lidos no conjunto da Biblia, pois nos Evangelhos há afirmaçoes de Cristo explícitas da sua divindade. Já demos uma grande lista de textos bíblicos que o afirmam claramente, mas devido à insistências injustificadas, daremos mais uma lista de textos que afirmam a verdade da divindade de Cristo, que é uma pessoa da Santíssima Trindade (outro dogma de fé de todos os cristaos).

Filipenses 2, 5-11
Dedicai-vos mutuamente a estima que se deve em Cristo Jesus...Sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens. E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. Por isso Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o nome que está acima de todos os nomes, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho no céu, na terra e nos infernos. E toda língua confesse, para a glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é Senhor.


Jo 1,1-18
No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio junto de Deus. Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito. Nele havia a vida, e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. [O Verbo] era a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem. Estava no mundo e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o reconheceu. Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam. Mas a todos aqueles que o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus,os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas sim de Deus. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade. João dá testemunho dele, e exclama: Eis aquele de quem eu disse: O que vem depois de mim é maior do que eu, porque existia antes de mim. Todos nós recebemos da sua plenitude graça sobre graça. Pois a lei foi dada por Moisés, a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo. Ninguém jamais viu Deus. O Filho único, que está no seio do Pai, foi quem o revelou.

Col 1, 13-20
Ele nos arrancou do poder das trevas e nos introduziu no Reino de seu Filho muito amado, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados. Ele é a imagem de Deus invisível, o Primogênito de toda a criação. Nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as criaturas visíveis e as invisíveis. Tronos, dominações, principados, potestades: tudo foi criado por ele e para ele. 17.Ele existe antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem nele. Ele é a Cabeça do corpo, da Igreja. Ele é o Princípio, o primogênito dentre os mortos e por isso tem o primeiro lugar em todas as coisas. Porque aprouve a Deus fazer habitar nele toda a plenitude e por seu intermédio reconciliar consigo todas as criaturas, por intermédio daquele que, ao preço do próprio sangue na cruz, restabeleceu a paz a tudo quanto existe na terra e nos céus.

Tito 2, 11-15
Manifestou-se, com efeito, a graça de Deus, fonte de salvação para todos os homens. Veio para nos ensinar a renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver neste mundo com toda sobriedade, justiça e piedade, na expectativa da nossa esperança feliz, a aparição gloriosa de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo, que se entregou por nós, a fim de nos resgatar de toda a iniqüidade, nos purificar e nos constituir seu povo de predileção, zeloso na prática do bem. Eis o que deves ensinar, pregar e defender com toda a autoridade. E que ninguém te menospreze!

Jo 8, 58-59
Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: antes que Abraão fosse, eu sou. A essas palavras, pegaram então em pedras para lhas atirar. Jesus, porém, se ocultou e saiu do templo.

Lembramos que a causa da condenação de Jesus foi por fazer-se semelhante a Deus, por fazer-se Deus. Isso os judeus o entenderam e os cristãos de todos os tempos o pregaram. Espero ter esclarecido a questao, que na verdade nao precisa ser esclarecida para quem já tem fé em Jesus Cristo, o Filho único de Deus. Um grande abraço a todos.
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Divindade de Cristo em Sao Paulo.

Mensagem por Pe. Anderson em Sex Ago 07, 2009 10:43 am

Caros amigos,

Coloco aqui um belíssimo texto de nosso Papa sobre a divindade de Cristo, o centro da vida e da pregaçao de Sao Paulo:

Queridos irmãos e irmãs:

Nas catequeses das semanas passadas meditamos sobre a «conversão» de São Paulo, fruto do encontro pessoal com Jesus crucificado e ressuscitado, e nos interrogamos sobre qual foi a relação do Apóstolo dos povos com o Jesus terreno. Hoje quero falar do ensinamento que São Paulo nos deixou sobre a centralidade do Cristo ressuscitado no mistério da salvação, sobre sua cristologia. Na verdade, Jesus Cristo, ressuscitado, «exaltado sobre todo nome», está no centro de todas as suas reflexões. Cristo é para o Apóstolo o critério de valor dos acontecimentos e das coisas, o fim de todo esforço que ele faz para anunciar o Evangelho, a grande paixão que sustenta seus passos pelos caminhos do mundo. E se trata de um Cristo vivo, concreto: o Cristo – diz Paulo – «que me amou e se entregou por mim» (Gl 2, 20). Esta pessoa que me ama, com a qual posso falar, que me escuta e me responde, este é realmente o princípio para entender o mundo e para encontrar o caminho na história.

Quem leu os escritos de São Paulo sabe bem que ele não se preocupa em narrar os fatos sobre os quais se articula a vida de Jesus, ainda que possamos pensar que em suas catequeses contava muito mais sobre o Jesus pré-pascal do que escrevia em suas cartas, que são admoestações em situações concretas. Sua tarefa pastoral e teológica estava tão dirigida à edificação das comunidades nascentes, que era espontâneo nele concentrar tudo no anúncio de Jesus Cristo como «Senhor», vivo agora e presente no meio dos seus. Daí a essencialidade característica da cristologia paulina, que desenvolve as profundidades do mistério com uma preocupação constante e precisa: anunciar, certamente, Jesus, seu ensinamento, mas anunciar sobretudo a realidade central de sua morte e ressurreição, como cume de sua existência terrena e raiz do desenvolvimento sucessivo de toda a fé cristã, de toda a realidade da Igreja. Para o Apóstolo, a ressurreição não é um acontecimento em si mesmo, separado da morte: o Ressuscitado é o mesmo que foi crucificado. Também como Ressuscitado leva suas feridas: a paixão está presente n’Ele e se pode dizer com Pascal que Ele está sofrendo até o fim do mundo, ainda sendo o Ressuscitado e vivendo conosco e para nós. Paulo havia entendido esta identidade do Ressuscitado com o Cristo crucificado no caminho de Damasco: nesse momento se revelou com clareza que o Crucificado é o Ressuscitado e o Ressuscitado é o Crucificado, que diz a Paulo: «Por que me persegues?» (Atos 9, 4). Paulo estava perseguindo Cristo na Igreja e então entendeu que a cruz é «uma maldição de Deus» (Dt 21, 23), mas sacrifício para nossa redenção.

O Apóstolo contempla fascinado o segredo escondido do Crucificado-Ressuscitado e, através dos sofrimentos experimentados por Cristo em sua humanidade (dimensão terrena), chega a essa existência eterna em que Ele é um com o Pai (dimensão pré-temporal): «Mas quando veio a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, que nasceu de uma mulher e nasceu submetido a uma lei, a fim de remir os que estavam sob a lei, para que recebêssemos a sua adoção» (Gl 4, 4-5). Estas duas dimensões, a preexistência eterna com o Pai e o descimento do Senhor na encarnação, são anunciadas já no Antigo Testamento, na figura da Sabedoria. Encontramos nos livros sapienciais do Antigo Testamento alguns textos que exaltam o papel da Sabedoria pré-existente à criação do mundo. Neste sentido, devem ler-se passagens como a do Salmo 90: «antes que se formassem as montanhas, a terra e o universo, desde toda a eternidade vós sois Deus» (v. 2); ou passagens como a que fala da Sabedoria criadora: «Javé me criou, primícia de seu caminho, antes que suas obras mais antigas. Desde a eternidade fui fundada, desde o princípio, contido no livro homônimo: ela estende seu vigor de uma extremidade do mundo à outra e governa todas as coisas com felicidade» (Sb 8, 1).

Os mesmos textos sapienciais que falam da pré-existência eterna da Sabedoria, falam de sua descida, do abaixamento desta Sabedoria, que habitou entre os homens. Assim, sentimos ressoar já as palavras do Evangelho de João que fala da encarnação do Senhor. Criou-se uma morada no Antigo Testamento: aqui se indica o tempo, o culto segundo a «Torah»; mas do ponto de vista do Novo Testamento, podemos entender que esta era só uma pré-figuração da morada muito mais real e significativa: a morada da carne de Cristo. E vemos nos Livros do Antigo Testamento que este abaixamento da Sabedoria, seu descenso à carne, refere-se precisamente a esta perspectiva sapiencial: reconhece em Jesus a sabedoria eterna existente desde sempre, a sabedoria que descende e faz uma morada entre nós, e assim pode descrever Cristo como «força e sabedoria de Deus», pode dizer que Cristo se converteu para nós em «sabedoria de origem divina, justiça, santificação e redenção» (1 Cor 1, 24. 30). Da mesma forma, Paulo declara que Cristo, como a Sabedoria, pode ser rejeitado sobretudo pelos dominadores deste mundo (cf. 1 Cor 2, 6-9), de modo que se cria nos planos de Deus uma situação paradoxal: a cruz que se tornará caminho de salvação para todo o gênero humano.

Um desenvolvimento posterior deste ciclo sapiencial, que vê a Sabedoria abaixar-se para depois ser exaltada apesar da rejeição, encontra-se no famoso hino contido na Carta aos Filipenses (cf. 2, 6-11). Trata-se de um dos textos mais elevados de todo o Novo Testamento. Os exegetas, em sua maioria, concordam em considerar que esta perícopa traz uma composição precedente ao texto da Carta aos Filipenses. Este é um dado de grande importância, porque significa que o judaico-cristianismo, antes de São Paulo, cria na divindade de Jesus. Em outras palavras, a fé na divindade de Jesus não é um invento helenístico, surgido depois da vida terrena de Jesus, um invento que, esquecendo sua humanidade, o teria divinizado: vemos na realidade que o primeiro judaico-cristianismo cria na divindade de Jesus, e mais, podemos dizer que os próprios Apóstolos, nos grandes momentos da vida de seu Mestre, entenderam que Ele era o Filho de Deus, como disse São Pedro em Cesaréia de Filipe: «Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo» (Mt 16, 16). Mas voltemos ao hino da Carta aos Filipenses. A estrutura desse texto pode ser articulada em três estrofes, que ilustram os principais momentos do percurso realizado por Cristo. Sua preexistência aparece nas palavras «sendo de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus» (2, 6); continua depois o abaixamento voluntário do Filho na segunda estrofe: «aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de servo» (v. 7), até humilhar a si mesmo «obedecendo até a morte, e morte de cruz» (v. 8). A terceira estrofe do hino anuncia a resposta do Pai à humilhação do Filho: «Por isso Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o nome que está acima de todos os nomes» (v. 9). O que impressiona é o contraste entre o aniquilamento radical e a seguinte exaltação na glória de Deus. É evidente que esta segunda estrofe está em contraste com a pretensão de Adão que queria tornar-se Deus, e contrasta também com o gesto dos construtores da torre de Babel, que queriam edificar por si só a ponte até o céu e tornar-se eles mesmos divindade. Mas esta iniciativa da soberba acabou com a autodestruição: assim não se chega ao céu, à verdadeira felicidade, a Deus. O gesto do Filho de Deus é exatamente o contrário: não a soberba, mas a humildade, que é a realização do amor, e o amor é divino. A iniciativa de abaixamento, de humildade radical de Cristo, com a qual contrasta a soberba humana, é realmente expressão do amor divino; a ela segue essa elevação ao céu à qual Deus nos atrai com seu amor.

Além da Carta aos Filipenses, há outros lugares da literatura paulina onde os temas da preexistência e do aniquilamento do Filho de Deus sobre a terra estão unidos. Uma reafirmação da assimilação entre Sabedoria e Cristo, com todas as conseqüências cósmicas e antropológicas, encontra-se na primeira Carta a Timóteo. «manifestado na carne, justificado no Espírito, visto pelos anjos, anunciado aos povos, acreditado no mundo, exaltado na glória!» (3, 16). É sobretudo nestas premissas que se pode definir melhor a função de Cristo como Mediador único, sobre o marco do único Deus do Antigo Testamento (cf. 1 Tm 2,5 em relação a Is 43, 10-11; 44, 6). Cristo é a verdadeira ponte que nos guia ao céu, à comunhão com Deus.

E finalmente, só uma observação sobre os últimos desenvolvimentos da cristologia de São Paulo nas Cartas aos Colossenses e aos Efésios. Na primeira, Cristo é qualificado como «primogênito de todas as criaturas» (1, 15-20). Esta palavra «primogênito» implica que o primeiro entre muitos filhos, o primeiro entre muitos irmãos e irmãs, desceu para atrair-nos e fazer-nos seus irmãos e irmãs. Na Carta aos Efésios encontramos a bela exposição do plano divino da salvação, quando Paulo diz que em Cristo Deus queria recapitular tudo (cf. Ef 1, 23). Cristo é a recapitulação de tudo, reassume tudo e nos guia a Deus. E assim implica um movimento de descenso e ascensão, convidando-nos a participar de uma humildade, ou seja, a seu amor para com o próximo, para ser assim partícipes de sua glorificação, convertendo-nos com ele em filhos no Filho. Oremos para que o Senhor nos ajude a conformar-nos segundo sua humildade, seu amor, para sermos assim partícipes de sua divinização.

Tradução: Élison Santos. Revisão: Aline Banchieri.

Fonte: http://www.zenit.org/article-19838?l=portuguese

Um grande abraço a todos.
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Re: Eternidade de Deus

Mensagem por são vieira em Sex Ago 07, 2009 1:03 pm

se cristo é Deus então vai se sujeitar a ele próprio? não entendo a vossa doutrina...

são vieira

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Re: Eternidade de Deus

Mensagem por Pe. Anderson em Sex Ago 07, 2009 1:11 pm

Caro amigo,

Cristo está sujeito a Deus enquanto que sua natureza humana é criada. Enquanto Deus, Ele é da mesma substância do Pai. "Quem me vê ve o Pai", "Eu e o Pai somos uma só coisa", "Que todos sejam um como tu, ó Pai e eu somos um" (Jo 17). Ele é um com Deus enquanto tem uma mesma natureza com o Pai e o Espírito Santo. Ele é "inferior" ao Pai pela sua humanidade verdadeira (criada).

Um grande abraço!
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Re: Eternidade de Deus

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