O Cânon católico e o Cânon protestante

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Escritores Sagrados.

Mensagem por Pe. Leo em Qua Maio 06, 2009 10:25 am

Nenhum escritor dos livros da Bíblia se refere dessa forma, ao que escreveu. Muito pelo contrário, encontramos passagens como:

deuteronomio 17:18-19
18 Será também que, quando se assentar sobre o trono do seu reino, então escreverá para si num livro, um traslado desta lei, do original que está diante dos sacerdotes levitas.
19 E o terá consigo, e nele lerá todos os dias da sua vida, para que aprenda a temer ao Senhor seu Deus, para guardar todas as palavras desta lei, e estes estatutos, para cumpri-los;


Nenhum livro apócrifo traz, em seu texto, algo que o cubra da inspiração divina. Algo contrário, que lemos em toda a Bíblia, nos livros conhecidos como canônicos...
.

Creio que nao seria inválido usar este argumento, pois nem todos os autores sagrados fazem referencia direta à sua inspiraçao.

E a passagem citada está fora de contexto, pois nesta parte do Deuteronômio estamos falando do Código deuteronômico, e nao de inspiraçao de livros ou de autores Sagrados.


Última edição por Pe. Leo em Qua Maio 06, 2009 10:40 am, editado 1 vez(es)
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Pe. Leo
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Re: O Cânon católico e o Cânon protestante

Mensagem por Convidad em Qua Maio 06, 2009 10:38 am

Pe. Leo escreveu:
Creio que nao seria inválido usar estea rgumento, pois nem todos os autores sagrados fazem referencia direta à sua inspiraçao.

E a passagem citada está fora de contexto, pois nesta parte do Deuteronômio estamos falando do Código deuteronômico, e nao de inspiraçao de livros ou de autores Sagrados.

Olá padre Leo... Paz do Senhor


Acredito então, que o amado deverá adotar a mesma "tática" para todas as doutrinas bíblicas! Assim, se no livro de Ester não encontrarmos alusão a doutrina da Trindade, deveremos concluir que ela não existe!

Ora, toda a Escritura é inspirada por Deus! Encontramos por todo o texto sagrado a exortação para a observação do que ali está escrito! Assim procederam Jesus e seus apóstolos. Assim deve proceder aquele que se diz discípulo de Jesus, hoje!

Em Cristo

David

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Macabeus

Mensagem por Pe. Leo em Qua Maio 06, 2009 10:39 am

II Macabeus 15:37-38
37. Por isso, aqui ponho fim à minha narrativa.
38. Se o fiz bem, de maneira conveniente a uma composição escrita, era isso que eu queria; se fracamente e de modo medíocre, é o que consegui fazer.

Nenhum escritor dos livros da Bíblia se refere dessa forma, ao que escreveu.


O problema está que a traduçao dos LXX diz: " kai ei mén kalos eutiktos te se sintaksei, touto kai autos ethelon; ei dé eutelos kai metris eficton en mou".

O autor quer simplesmente dizer que: se expressei adequadamente o que de mensagem e intervençao Divina existe nestes fatos, consegui. Porém, se a fraqueza de minha forma de se expressar a ofuscou, atribuamos isto a mim e nao à mensagem Divina. Estamos no final do livro, em seu prólogo.

Nao nos esqueçamos de q Deus fala aos homens com palavras humanas, contando com suas limitaçoes e culturas. se nao fosse assim, como disse o Fernando em outro tópico, poderíamos chamar a Bíblia de mentirosa, com animais falando, terra no centro do universo, a terra como plana, aguas superiores e águas inferiores, etc...
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Re: O Cânon católico e o Cânon protestante

Mensagem por Pe. Leo em Qua Maio 06, 2009 10:42 am

Acredito então, que o amado deverá adotar a mesma "tática" para todas as doutrinas bíblicas! Assim, se no livro de Ester não encontrarmos alusão a doutrina da Trindade, deveremos concluir que ela não existe!


Olá David, a paz esteja contigo também. Só quero lembrá-lo de que foi vc quem propôs esta tática,e q só disse que nao seria válido utilizá-la para todos os autores, senao....

Deus abençoe.

Seguiremos depois.
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Re: O Cânon católico e o Cânon protestante

Mensagem por Convidad em Qua Maio 06, 2009 10:51 am

Pe. Leo escreveu:

Nao nos esqueçamos de q Deus fala aos homens com palavras humanas, contando com suas limitaçoes e culturas.


Olá, mais uma vez, padre Leo...


Não aceito esse argumento como válido! Não me vejo a mim, nem a qualquer outro homem de nossa época, como alguém que tenha mais capacidade para ter comunhão e entender mais de Deus do que Elias, do que Moisés, do que Paulo ou Pedro, ou qualquer outro personagem descrito nas Escrituras Sagradas! Ninguém, até hoje, teve, ou tem, por exemplo, a profundidade no conhecimento para falar e tratar nos assuntos relativos ao pós morte, como o tiveram os apóstolos. Assim, não é por essa linha de pensamento!

se nao fosse assim, como disse o Fernando em outro tópico, poderíamos chamar a Bíblia de mentirosa, com animais falando, terra no centro do universo, a terra como plana, aguas superiores e águas inferiores, etc...

A Bíblia é um livro que se diferencia de todos os outros, em toda a face da terra! Para se acreditar nela é necessário fé! Todas as questões nela escritos podem ser explicados e podem ser compreendidos. No entanto é necessário fé, daquele que se propõe a crer na Escritura, como a Palavra de Deus!

Sabemos que animais não falam. Mas a Escritura diz que determinados animais falaram... Ora, devemos olhar para JESUS e para os apóstolos para ver se eles acreditavam que os animais falaram! Se eles acreditavam, o crente, discípulo de Jesus, não tem o menor receio de acreditar como eles acreditavam... Assim, é só uma questão de investigação e COERÊNCIA com aquilo que cremos!

Que o Senhor nos abençoe

David

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Re: O Cânon católico e o Cânon protestante

Mensagem por Thales em Qua Maio 06, 2009 11:09 am

David escreveu:A Bíblia é um livro que se diferencia de todos os outros, em toda a face da terra! Para se acreditar nela é necessário fé! Todas as questões nela escritos podem ser explicados e podem ser compreendidos. No entanto é necessário fé, daquele que se propõe a crer na Escritura, como a Palavra de Deus!

Sabemos que animais não falam. Mas a Escritura diz que determinados animais falaram... Ora, devemos olhar para JESUS e para os apóstolos para ver se eles acreditavam que os animais falaram! Se eles acreditavam, o crente, discípulo de Jesus, não tem o menor receio de acreditar como eles acreditavam... Assim, é só uma questão de investigação e COERÊNCIA com aquilo que cremos!
É preciso muita fé mesmo pra se acreditar hoje em dia que a terra é plana ou que tem 6.000 anos.
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Re: O Cânon católico e o Cânon protestante

Mensagem por Convidad em Qua Maio 06, 2009 11:13 am

Thales escreveu:
David escreveu:A Bíblia é um livro que se diferencia de todos os outros, em toda a face da terra! Para se acreditar nela é necessário fé! Todas as questões nela escritos podem ser explicados e podem ser compreendidos. No entanto é necessário fé, daquele que se propõe a crer na Escritura, como a Palavra de Deus!

Sabemos que animais não falam. Mas a Escritura diz que determinados animais falaram... Ora, devemos olhar para JESUS e para os apóstolos para ver se eles acreditavam que os animais falaram! Se eles acreditavam, o crente, discípulo de Jesus, não tem o menor receio de acreditar como eles acreditavam... Assim, é só uma questão de investigação e COERÊNCIA com aquilo que cremos!
É preciso muita fé mesmo pra se acreditar hoje em dia que a terra é plana ou que tem 6.000 anos.

Olá, Thales... Paz do Senhor


Seria muito bom que fosse citado a passagem que mostra que as Escrituras ensinam que a terra é plana. Pois eu desconheço o texto! Quando a data da criação da terra, criarei um tópico, e lá, poderemos comentar esse assunto, ok?

Fique na Paz

David

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Re: O Cânon católico e o Cânon protestante

Mensagem por Pe. Anderson em Qua Maio 06, 2009 4:14 pm

Caro David,

Vamos discutir indo ao esencial, sem multiplicar demasiadamente as palavras:
1) Não nego que a Escritura afirma um só Deus, mas sim que há textos primeiros que não nos dão essa idéia. O salmo 81 é um exemplo claro disso e há outros textos que o afirmam; no princípio o povo de Israel praticava a “monolatria” e essa prática foi sendo purificada;

2)
“A passagem da justificação por esmolas, encontradas tanto em Tobias quanto em Eclesiástico, não é bíblico. E muito mais que isso, torna o Sacrifício de Jesus Cristo obsoleto”.
Isso se chama “petição de princípio”, ou argumento circular: eu te digo que esse texto é bíblico e você me argumenta dizendo que é um texto não bíblico; você diz que isso não é bíblico, não está de acordo com a Bíblia, mas vejamos alguns exemplos:

«Aquele que tiver bens deste mundo e vir o seu irmão sofrer necessidade, mas lhe fechar o seu coração, como pode estar nele o amor de Deus?» (1 Jo 3, 17).
«Que a tua mão esquerda não saiba o que fez a direita a fim de que a tua esmola permaneça em segredo» (Mt 6, 3-4).
«Brilhe a vossa luz diante dos homens de modo que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem vosso Pai que está nos Céus» (Mt 5, 16).
«A caridade cobre a multidão dos pecados» (1 Pd 4, 8).

Você diz que isso faz obsoleto o sacrifício de Jesus; se for assim, quase todo o Antigo Testamento faz o sacrifício de Jesus obsoleto; quantos textos do Antigo Testamento falam como uma necessidade o sacrifício de Jesus? Voce poderia me dizer algum? Em outras palavras, não é porque o livro de Tobias não fala do sacrifício de Cristo, que esse livro o faz obsoleto. O argumento “ex silentio” deve ser melhor empregado.

3)
“Diga-me uma coisa, padre, com toda sinceridade... Você se julga mais conhecedor de Deus e com mais intimidade com o Criador do que Paulo ou Pedro?”
Caro amigo, não entendi suas palavras. Em algum lugar eu disse algo semelhante? Eu demonstrei em algum lugar que eu penso assim. Em que palavras você se baseia para ter essas dúvidas?

4) Com a “pedagogia divina” só quero dizer que Deus se revela progressivamente! Ele não se revela como Deus Pai, Filho e Espírito Santo em todas as palavras da Bíblia. Ele não se revela totalmente em cada período histórico. Ele se revela de acordo com a capacidade humana de o compreender.

5) “Depois de ter falado muitas vezes e de muitos modos pelos profetas, falou-nos Deus nestes nossos dias, que são os últimos, através de Seu Filho (Heb. 1, 1-2). Com efeito, enviou o Seu Filho, isto é, o Verbo eterno, que ilumina todos os homens, para habitar entre os homens e manifestar-lhes a vida íntima de Deus (cfr. Jo. 1, 1-18). Jesus Cristo, Verbo feito carne, enviado «como homem para os homens» (3), «fala, portanto, as palavras de Deus» (Jo. 3,34) e consuma a obra de salvação que o Pai lhe mandou realizar (cfr. Jo. 5,36; 17,4). Por isso, Ele, vê-lo a Ele é ver o Pai (cfr. Jo. 14,9), com toda a sua presença e manifestação da sua pessoa, com palavras e obras, sinais e milagres, e sobretudo com a sua morte e gloriosa ressurreição, enfim, com o envio do Espírito de verdade, completa totalmente e confirma com o testemunho divino a revelação, a saber, que Deus está connosco para nos libertar das trevas do pecado e da morte e para nos ressuscitar para a vida eterna”.

6)
“Muita gente, hoje em dia, se julga conhecedora da ciência e quer “grudar” o adjetivo de ignorantes e pessoas incultas aos homens de Deus que viveram nas épocas bíblicas... Mas a verdade é que ninguém, hoje em dia, tem mais, a mesma intimidade com o Criador que tiveram aqueles grandes homens!”

Sobre a inspiração divina dos textos cremos que: “As coisas reveladas por Deus, contidas e manifestadas na Sagrada Escritura, foram escritas por inspiração do Espírito Santo. Com efeito, a santa mãe Igreja, segundo a fé apostólica, considera como santos e canônicos os livros inteiros do Antigo e do Novo Testamento com todas as suas partes, porque, escritos por inspiração do Espírito Santo (cfr. Jo. 20,31; 2 Tim. 3,16; 2 Ped. 1, 19-21; 3, 15-16), têm Deus por autor, e como tais foram confiados à própria Igreja. Todavia, para escrever os livros sagrados, Deus escolheu e serviu-se de homens na posse das suas faculdades e capacidades, para que, agindo Ele neles e por eles, pusessem por escrito, como verdadeiros autores, tudo aquilo e só aquilo que Ele queria”.

7)
“Ainda mesmo, hoje, padre, se se levantar alguém contra os discípulos de Jesus, aconteceria algo parecido...”:

Por favor, me desculpe, mas essas suas palavras são muito divertidas para mim. Voce diz que se alguém se levantar contra os discípulos de Cristo estes serão exterminados assim como Deus mandou exterminar os inocentes do Antigo Testamento! De fato, não é isso que nós vemos todos os dias. O que mais vemos hoje em dia são pessoas rindo da fé cristã, se levantando contra os cristãos e eu nunca vi ninguém sendo exterminado por isso.

8)
“Só que os apócrifos utilizados pela Igreja católica são do Antigo Testamento e nada tem a ver com o Novo. Você poderia usar esse argumento se os apócrifos fossem do Novo Testamento, e eu tivesse dito que não os aceitava porque os judeus os rejeitavam. Mas os apócrifos usados na Bíblia católica, são de uma época antes de Cristo, e estão assim incluídos, no Antigo Testamento”.

“Nós utilizamos como Escritura a mesma Bíblia dos judeus, que eles chamam de TANAK. Eles conhecem os apócrifos, mas sabem que eles são cheios de erros e ensinam doutrinas anti escriturísticas. Por isso devem ser excluídos da Escritura. Eles até poderiam constar, apenas como literatura ou algo do tipo, mas nunca como Escritura!”

Confesso que não entendi o seu primeiro parágrafo. Talvez você poderia ser mais explícito no seu texto. No segundo parágrafo você continua afirmando que o critério correto é o dos judeus. Nós preferimos ter como critério o mesmo Cristo. Cristo conhecia os Deuterocanônicos e eles estavam presentes na sua pregação. Eles aparecem mais de 300 vezes insinuados no Novo Testamento. O critério é a Tradição, o ensinamento de Cristo transmitido aos Apóstolos. Eles passaram mais de 20 anos sem escrever nada e pregando o Evangelho. A Tradição nada mais é que a pregação oral de Cristo!

9)
“Todos sabem que Jesus era judeu. Assim, como judeu, usava como escritura a TANAK”.

Por isso, o que Jesus deve ter feito foi proibir que os seus discípulos escrevessem qualquer coisa, não é mesmo? Essa é a conclusão lógica do seu pensamento. Por isso, o Novo Testamento não seria Escritura Sagrada e todos nós deveríamos nos fazer judeus. O certo é que os deuterocanônicos aparecem mencionados entre 300 a 350 vezes na Escritura Sagrada do Novo Testamento.

10)
Lucas 14,13-14: “quando deres uma festa, chama pobres, doentes, coxos, cegos; feliz serás então, porque não tem com que te retribuir. Serás, porém, recompensado na ressurreição dos justos”. “No de Lucas, Jesus estava a ensinar aos fariseus, que eram homens que amavam os primeiros lugares nas filas, que faziam de tudo para aparecer, que a boa obra é aquela que se faz baseada em fé”.

Em que lugar nesse texto aparece a menção à fé em Jesus?

11) Sobre os “erros” dos deuterocanônicos:

Sobre os erros de Judite: esses mesmos “erros” estao em outros livros da Bíblia. Vou te dar um argumento conhecido:

- Ocozias tinha 22 ou 42 anos quando começou a reinar?
IV Reis. 8:26: "Tinha Ocozias , filho de Jorão, 22 anos quando começou a reinar, e reinou um ano em Jerusalém. Sua mãe chamava-se Atália, filha de Amri, rei de Israel"
II Crônicas, 22:2: "Ocozias tinha 42 anos quando começou a reinar e reinou um ano em Jerusalém, e sua mãe chamava-se Atália, filha de Amri."

Outro exemplo:
II Reis. 23:8: "Eis os nomes dos valentes de Davi: Jesbaão, que senta em cadeira, principe sapientíssimo entre 3... , e ele foi o que de uma só vez matou oitocentos homens."
I Crônicas. 11:11: " E é este o número dos valentes de Davi: Jesbaão filho de Hacamoni, chefe dos 30. Este levantou a sua lança sobre 300, que feriu duma só vez".

Então David, isso é contradição ou não? Isso torna herético o livro de Reis ou o livro de Crônicas?

Na verdade cremos que: “para escrever os livros sagrados, Deus escolheu e serviu-se de homens na posse das suas faculdades e capacidades, para que, agindo Ele neles e por eles, pusessem por escrito, como verdadeiros autores, tudo aquilo e só aquilo que Ele queria”.

Um grande abraço.
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Pe. Anderson
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Re: O Cânon católico e o Cânon protestante

Mensagem por Convidad em Qua Maio 06, 2009 5:18 pm

Pe. Anderson escreveu:Caro David,

Vamos discutir indo ao esencial, sem multiplicar demasiadamente as palavras:
1) Não nego que a Escritura afirma um só Deus, mas sim que há textos primeiros que não nos dão essa idéia. O salmo 81 é um exemplo claro disso e há outros textos que o afirmam; no princípio o povo de Israel praticava a “monolatria” e essa prática foi sendo purificada;

Como já disse, ISrael só servia deuses estranhos, quando se desviava, quando era ocupado por uma nação estranha, se permanecer a dúvida, posso postar as passagens que mostram que Israel só servia a deuses estranhos, quando se desviava dos ccaminhos do Senhor. No entanto, durante esse período o escritor bíblico sempre faz menção, sempre deixa claro, que aquele era um deus falso. E que só há Um Deus Verdadeiro! Isso consta por toda a Escritura Sagrada!


2)
“A passagem da justificação por esmolas, encontradas tanto em Tobias quanto em Eclesiástico, não é bíblico. E muito mais que isso, torna o Sacrifício de Jesus Cristo obsoleto”.
Isso se chama “petição de princípio”, ou argumento circular: eu te digo que esse texto é bíblico e você me argumenta dizendo que é um texto não bíblico; você diz que isso não é bíblico, não está de acordo com a Bíblia, mas vejamos alguns exemplos:

«Aquele que tiver bens deste mundo e vir o seu irmão sofrer necessidade, mas lhe fechar o seu coração, como pode estar nele o amor de Deus?» (1 Jo 3, 17).
«Que a tua mão esquerda não saiba o que fez a direita a fim de que a tua esmola permaneça em segredo» (Mt 6, 3-4).
«Brilhe a vossa luz diante dos homens de modo que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem vosso Pai que está nos Céus» (Mt 5, 16).
«A caridade cobre a multidão dos pecados» (1 Pd 4, 8).


Meu querido padre, as passagens são completamente diferentes, daquela do apócrifo... EM Tobias lemos claramente, que o pecado PERDOA PECADO e livra, inclusive do inferno. Isso é anti bíblico, é heresia pura!... Em nenhuma dessas que o querido postou faz alusão a isso. A única que, aparentemente, pode parecer diferente é a de 1 Pedro. Vamos meditar nela para saber o que o apóstolo quer dizer.

1 Pedro 1:8
8 Mas, sobretudo, tende ardente amor uns para com os outros; porque o amor cobrirá a multidão de pecados.


O que Pedro disse é uma verdade insofismável... Note, no entanto, que o apóstolo não diz, que quem ama terá uma multidão de pecados perdoados...

Veja bem... Na ausência de amor, pessoas de mentes carnais alimentam pensamentos errados e criam conflitos desnecessários... O amor, porém, não age de uma maneira que, além de provocar os outros a pecarem, faça com que a pessoa incorra nos pecados como a inveja, o egoísmo, o homicídio, o suicídio, o roubo, a mentira e vários outros... Quem ama não pratica tais coisas! É nesse sentido que o amor encobre esses pecados! Assim, quem ama, não vai matar o seu próximo, quem ama, não tem inveja, que ama, não é egoísta, quem ama, procura o bem estar do ser amado...

Só Jesus Cristo, através do Seu Sacrifício perdoa pecados! O amor de um ímpio pelo seu filho é algo natural do ser humano... SObre isso falou Jesus, quando disse:

Mat 7:11
Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem?


Assim, é completamente diferente, o que encontramos nos apócrifos de Tobias e Eclesiástico, pois a mensagem é direta, é conclusiva, é taxativa... Segundo esses livros a ESMOLA PERDOA PECADOS, e isso não é verdade, segundo a Escritura Sagrada!

O homem tem uma natureza má, corrompida! Só Jesus Cristo pode mudar essa natureza. Ninguem, em toda a terra tem um coração bondoso que o torne dígno de salvação, apenas por sua bondade! Sò Jesus Cristo faz com que o homem possa ter boas obras, aos Olhos do Altíssimo!

Você diz que isso faz obsoleto o sacrifício de Jesus; se for assim, quase todo o Antigo Testamento faz o sacrifício de Jesus obsoleto; quantos textos do Antigo Testamento falam como uma necessidade o sacrifício de Jesus? Voce poderia me dizer algum?

O Antigo Testamento são sombras do que viriam... Lembra que no Antigo Testamento havia a necessidade da morte de um cordeirinho, par a expiação do pecado do povo? Isso já apontava para o Messias que havia de vir! É por isso que Ele é chamado de Cordeiro que tira o pecado do mundo. É por isso que nem eu nem qualquer outro servo de Jesus Cristo, precisamos mais oferecer sacrifício pelos pecados. Pois o sacrifício de Cristo foi Único de uma só vez.

Heb 7:27 -
que não necessita, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiramente por seus próprios pecados, e depois pelos do povo; porque isto fez ele, uma vez por todas, quando se ofereceu a si mesmo.


O Sacrifício de Jesus foi perfeito. Ele é o Cordeiro perfeito, por isso não tenho mais a necessidade de renovar o Sacrifício, assim como era feito com os cordeirinhos, no Antigo Testamento!

Em outras palavras, não é porque o livro de Tobias não fala do sacrifício de Cristo, que esse livro o faz obsoleto. O argumento “ex silentio” deve ser melhor empregado.

Veja bem... Acredito que já falamos muito nesse assunto. Não há como justificar isso... É um erro doutrinário, pois dar esmola não expia pecado... Dar esmola não justifica ninguém do seu delito, da sua mancha, diante do Altíssimo! Só Jesus Cristo, só através do Sacrifício do Messias de Deus, no Calvário, o homem poderá conseguir a redenção, poderá ter suas vestes limpas novamente.


3)
“Diga-me uma coisa, padre, com toda sinceridade... Você se julga mais conhecedor de Deus e com mais intimidade com o Criador do que Paulo ou Pedro?”
Caro amigo, não entendi suas palavras. Em algum lugar eu disse algo semelhante? Eu demonstrei em algum lugar que eu penso assim. Em que palavras você se baseia para ter essas dúvidas?

Me desculpe, padre... Não quis insinuar o que ficou a pensar... A elaboração do meu texto não condiz com o que eu queria realmente passar. O que eu estava querendo dizer é que ninguém, em toda a terra, hoje em dia, tem a autoridade que tinha um apóstolo, ou um profeta de Deus. A pergunta foi nesse sentido, e não num sentido de desmerecer ou insinuar algo, de forma a comparar uma e outra pessoa.

4) Com a “pedagogia divina” só quero dizer que Deus se revela progressivamente! Ele não se revela como Deus Pai, Filho e Espírito Santo em todas as palavras da Bíblia. Ele não se revela totalmente em cada período histórico. Ele se revela de acordo com a capacidade humana de o compreender.

O homem só conhecerá mais de Deus, quando estiver no corpo glorificado. No momento somos muito limitados para compreender a totalidade de Deus. Afinal, como entrar na cabeça de alguém que existe um Ser que nunca nasceu e nunca vai morrer? Para nós é normal que todos tenham um início, uma data de nascimento... Assim, é impossível ao homem conhecer a totalidade de Deus, enquanto estiver nesse corpo limitado.

7)
“Ainda mesmo, hoje, padre, se se levantar alguém contra os discípulos de Jesus, aconteceria algo parecido...”:

Por favor, me desculpe, mas essas suas palavras são muito divertidas para mim. Voce diz que se alguém se levantar contra os discípulos de Cristo estes serão exterminados assim como Deus mandou exterminar os inocentes do Antigo Testamento! De fato, não é isso que nós vemos todos os dias. O que mais vemos hoje em dia são pessoas rindo da fé cristã, se levantando contra os cristãos e eu nunca vi ninguém sendo exterminado por isso.

Isso acontecerá novamente, quando o anticristo reunir todas as nações contra Israel!

[quote] 8)
“Só que os apócrifos utilizados pela Igreja católica são do Antigo Testamento e nada tem a ver com o Novo. Você poderia usar esse argumento se os apócrifos fossem do Novo Testamento, e eu tivesse dito que não os aceitava porque os judeus os rejeitavam. Mas os apócrifos usados na Bíblia católica, são de uma época antes de Cristo, e estão assim incluídos, no Antigo Testamento”.

Confesso que não entendi o seu primeiro parágrafo. Talvez você poderia ser mais explícito no seu texto.

Os apócrifos são de uma data anteriores a Jesus. Assim, o motivo de os judeus os rejeitar, nada tem a ver com sua rejeição a Cristo! Eles o rejeitam porque sabem que são cheios de erros doutrinário!
No segundo parágrafo você continua afirmando que o critério correto é o dos judeus. Nós preferimos ter como critério o mesmo Cristo. Cristo conhecia os Deuterocanônicos e eles estavam presentes na sua pregação. Eles aparecem mais de 300 vezes insinuados no Novo Testamento. O critério é a Tradição, o ensinamento de Cristo transmitido aos Apóstolos. Eles passaram mais de 20 anos sem escrever nada e pregando o Evangelho. A Tradição nada mais é que a pregação oral de Cristo!

Meu querido... Jesus era judeu... E como tal, ele lia, citava e ensinava a Escritura dos judeus!


Por isso, o que Jesus deve ter feito foi proibir que os seus discípulos escrevessem qualquer coisa, não é mesmo? Essa é a conclusão lógica do seu pensamento. Por isso, o Novo Testamento não seria Escritura Sagrada e todos nós deveríamos nos fazer judeus.

O Novo Testamento é a Escritura registrada pelos apóstolos, padre... Nós aceitamos como Escritura, aquela que Jesus lia, citava e ensinava. E também os escritos dos apóstolos.

10)
Lucas 14,13-14: “quando deres uma festa, chama pobres, doentes, coxos, cegos; feliz serás então, porque não tem com que te retribuir. Serás, porém, recompensado na ressurreição dos justos”. “No de Lucas, Jesus estava a ensinar aos fariseus, que eram homens que amavam os primeiros lugares nas filas, que faziam de tudo para aparecer, que a boa obra é aquela que se faz baseada em fé”.

Em que lugar nesse texto aparece a menção à fé em Jesus?

Eu já havia explicado essa passagem, mas vamos a ela novamente. Jesus ensinava aos fariseus. Como deve saber, esses eram homens que amavam os primeiros lugares, para serem visto... Quando jejuavam, faziam questão de parecer triste, para que notassem que estavam jejuando... Quando davam festas, gostavam que os mais poderosos estivessem presentes... E Jesus nessa passagem dizia, em outras palavras, que, “se vocês são homens de Deus, ao invés de querer aparecer diante do povo, faz em segredo, que depois o Pai te recompensará.”. É esse o sentido dessa passagem.


- Ocozias tinha 22 ou 42 anos quando começou a reinar?
IV Reis. 8:26: "Tinha Ocozias , filho de Jorão, 22 anos quando começou a reinar, e reinou um ano em Jerusalém. Sua mãe chamava-se Atália, filha de Amri, rei de Israel"
II Crônicas, 22:2: "Ocozias tinha 42 anos quando começou a reinar e reinou um ano em Jerusalém, e sua mãe chamava-se Atália, filha de Amri."

Hehehe... Essa passagem sempre me é apresentada por sites ateus e em um outro forum católico... Realmente há um erro do copista no TEXTO ORIGINAL. Porém foi um erro do COPISTA, da pessoa que escreveu no original e é facilmente perceptível. Não é um erro doutrinário, que possa ensinar heresia.

Outro exemplo:
II Reis. 23:8: "Eis os nomes dos valentes de Davi: Jesbaão, que senta em cadeira, principe sapientíssimo entre 3... , e ele foi o que de uma só vez matou oitocentos homens."
I Crônicas. 11:11: " E é este o número dos valentes de Davi: Jesbaão filho de Hacamoni, chefe dos 30. Este levantou a sua lança sobre 300, que feriu duma só vez".

Quanto a esta passagem, creio que não podemos dizer se tratar de erro. Pois Davi travou inúmeras batalhas. O escritor pode ter registrado num dos livros um feito numa batalha , e no outro registro o outro feito...

Então David, isso é contradição ou não? Isso torna herético o livro de Reis ou o livro de Crônicas?

Meu querido padre... Dizer que dar esmola perdoa pecados é heresia!

Em Cristo

David

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Re: O Cânon católico e o Cânon protestante

Mensagem por Thales em Qua Maio 06, 2009 6:53 pm

David escreveu:Meu querido padre... Dizer que dar esmola perdoa pecados é heresia!
Ninguém disse isso aqui.
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Thales
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Esclarecendo: os Deuterocanônicos!

Mensagem por Pe. Anderson em Sex Maio 08, 2009 9:50 pm

Caros amigos,

Seguimos esclarecendo aos nossos leitores. Estamos a disposiçao de qualquer dúvida.

RESPOSTAS A ALGUNS ?ERROS" DOS LIVROS DEUTEROCANÔNICOS

Por John Hellmann

Tradução: Rondinelly Ribeiro

As igrejas protestantes historicamente rejeitam os livros deuterocanônicos, apesar de há poucos séculos atrás trazerem-nos em suas Bíblias. Obviamente, é uma rejeição sem fundamento algum, seja historicamente ou escrituristicamente. Porém existem algumas questões que permanecem no inconsciente coletivo do protestantismo, que fazem com que não percebam que apenas se fundamentam em falácias.

Apresento aqui rápidos comentários a algumas destas questões.

Afirmação: como podem os católicos chamar livros como Judite e Tobias de deuterocanônicos e pertencentes à Bíblia? Judite, por exemplo, mente. Rafael dá um nome falso.

Resposta: nós podemos afirmar que existem várias dificuldades na interpretação dos livros que nós, católicos e protestantes, aceitamos comumente como canônicos, mas isso de modo algum indica que possam ensinar um erro. Não devemos pretender usar o natural para medir o sobrenatural (algo que, diga-se, deixa uma tremenda dificuldade para os protestantes, pois estes rejeitaram a possibilidade de um Magistério Infalível para reconhecer e guiar os cristãos na verdade, ficando então isolados consigo mesmos e com a Bíblia, que não se explica sozinha). Existem exemplos, em outros livros, de ?mentiras?. As parteiras dos hebreus mentiram ao faraó a respeito do nascimento de Moisés (Ex 1,15-21), e Deus as ?tornou eficazes? (Ex 1,20). Jacó mentiu a seu pai, Isaac, mas recebeu a bênção especial (Gn 27,19). Jael mentiu para Sísara, ao dizer ?não temas?, quando na verdade ?enterrou o prego na fonte de Sísara, pregando-o assim na terra enquanto ele dormia profundamente por causa da muita fadiga? (Jz 4,18-21). Mesmo assim Deus lhe disse: ?Bendita seja entre as mulheres Jael, mulher de Heber, o quenita! Entre as mulheres da tenda seja bendita!? (Jz 5,24). Obviamente não podemos dizer que estes livros ensinam o erro, mas podemos dizer que Deus abençoa pessoas imperfeitas que apresentam boas intenções.

Não consideramos que Rafael esteja mesmo mentindo (Tb 5,15-18). Na realidade, ele se identificou com outro nome ao invés de dar sua identidade completa. Isso não pode ser um pecado porque mesmo Jesus possuiu vários nomes e Ele não se revelou por completo. Quando os judeus lhe perguntaram a respeito de sua autoridade para realizar milagres, Ele não a revelou (Mt 21,23-27). Jesus também era chamado de Emanuel, que significa Deus conosco. Jesus e Rafael podiam ter nomes diferentes, pois o nome revela a essência dessa pessoa e manifesta qualidades espirituais. Da mesma forma Maria pode ser chamada de ?cheia de graça?, etc.

Um abraço a todos!


Última edição por Pe. Anderson em Sex Maio 08, 2009 10:01 pm, editado 1 vez(es)
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Esclarecendo: os Deuterocanônicos II

Mensagem por Pe. Anderson em Sex Maio 08, 2009 9:57 pm

Caros amigos,

Seguimos com os esclarecimentos:

"LEITOR PERGUNTA SOBRE CITAÇÕES DE JESUS DOS LIVROS DEUTEROCANÔNICOS

Por Alessandro Lima

Olá! Estou mais uma vez entrando em contato com vocês para obter uma resposta à dúvida de um colega. Ele é pastor e, perguntou-me se existia alguma citação bíblica por parte de Cristo a respeito dos 7 livros do antigo testamento negados por nosso irmãos protestantes.Lembro-me que ja lí algo a respeito no verittatis mas, não consigo acha-lo.

Prezado Joilson, a Santa Paz!

Não existem citações dos livros deuterocanônicos feitas por Cristo, assim como também não existem citações de Cristo dos livros de Ester, Cântico dos Cânticos, Juízes e Crônicas, por exemplo.

Isto se explica pelo simples fato de que Nosso Senhor usava as Escritura para demonstrar que Nele se cumpriam os anúncios feitos outrora pelos Santos Profetas. Por esta razão, Jesus normalmente citava os livros proféticos e os sapienciais, pois tratavam da vinda do Messias. Em ocasiões muito especiais, quando era preciso fazer alguma exposição da Lei, Ele citava algum dos livros de Moisés.

Dito isto, é importante saber que os Judeus classificavam as Escrituras em 3 categorias: Livros proféticos, sapienciais e hagiógrafos; estes últimos chamados por alguns de “outros escritos”. É nesta última categoria que se encontram os deuterocanônicos.

No entanto muitos ensinamentos do Senhor que não se encontram nos protocanônicos, estão presentes exclusivamente nos deuterocanônicos, assim como o NT confirma muitas revelações que só se encontram nos deuterocanônicos.

Não sei qual é o objetivo desta consulta, especulo eu que seja para estudar o Cânon Bíblico.

É importante dizer que nem os judeus antes de Cristo, nem Jesus e os Apóstolos, fixaram o Cânon Bíblico. Os Judeus fixaram o seu cânon mais ou menos pelo ano 90, e a razão para esta fixação foi impedir a pregação cristã. Agora que responda você: que autoridade tinham os rabinos de Jâmnia para determinarem o que era e o que não era Escritura Sagrada em pela Era Cristã?

Sítios protestantes como do CACP (Centro Apologético Cristão de Pesquisas), enganam seus leitores ao afirmar que o cânon do AT já estava fixo no tempo de Esdras. Ora, se o cânon do AT já estava fixo no tempo de Esdras, como então livros que foram escritos depois do tempo do profeta entraram para o cânon, como é o caso do livro de Daniel?

A Verdade é que Esdras catalogou os livros que deveriam ser considerados proféticos. Mas não incluiu entre eles o livro do Profeta Daniel. Por que? Pelo simples fato de que este livro ainda não existia no tempo do profeta, tanto que os judeus não consideram este livro um livro profético.

Por que razão então um cânon foi definido no ano 90 d.C., se já havia um outro anterior? Por que então nos primeiros séculos da Igreja não havia consenso entre os cristãos sobre os livros canônicos do AT, se já havia um cânon anterior observado por Cristo e os Apóstolos?

Ora qualquer pesquisador que possui acesso aos escritos deixados pela Igreja dos primeiros séculos sabe que a definição do cânon bíblico para os cristãos, seja ele para o AT ou NT, dependeu da ação do Espírito Santo no Magistério da Igreja Católica. Mas os “pesquisadores” do CACP escondem esta informação de seus leitores.

Para convencerem seus leitores de que os livros deuterocanônicos são apócrifos (conforme a crença tradicional do Protestantismo), dizem que os Pais da Igreja recusaram estes livros. Ora, isto é uma meia-verdade. Com efeito, alguns recusaram, mas outros os recebiam como canônicos. E mesmo aqueles que os rejeitavam como canônicos, não os recebiam como heréticos, mas eclesiásticos, isto é, não inspirados por Deus, porém não contrários ao Depósito da Fé.

Também é importante dizer que muitos dos Pais da Igreja que recebiam os deuterocanônicos como livros eclesiásticos, tinham como apócrifos livros como Ester, Apocalipse, a Epístola de Tiago, 2 Pedro, 2 e 3 João e etc.

Tudo isto, corrobora com a verdade histórica de que não existia um cânon bíblico definido nos primeiros séculos da Igreja, mas os “pesquisadores” do CACP escondem a Verdade, pois isso é necessário para a fundamentação da mentira, na qual querem que seus leitores continuem acreditando.

Até me pergunto se estes líderes de “ministérios” ou denominações protestantes são mesmo pessoas de Fé. Pelas ações que constato de alguns, me parece que são ateus, "homens de coração corrompido e privados da verdade, que só vêem na piedade uma fonte de lucro." (cf. 1 Tm 6,5).

Aí querido Joilson, veja o verdadeiro interesse destes sítios ditos “Centro de Pesquisa”, que se aproveitando da falta de conhecimento que as pessoas têm da Memória Cristã, apresentam a meia-verdade para enganar e arrancar dinheiro delas enquanto as envia para o Inferno.

Em Cristo, Prof. Alessandro Lima". Fonte: http://www.veritatis.com.br/article/4110

Isso me faz lembrar uma afirmaçao de Chesterton: "a pior mentira é a que mais se parece com a verdade".

Um abraço!
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Esclarecendo: justificaçao III.

Mensagem por Pe. Anderson em Sex Maio 08, 2009 10:02 pm

Caros amigos,

Outra questao importante:

Afirmação: como pode o livro de Judite ser verdadeiro se logo no começo ele afirma que o Nabucodonosor foi rei dos assírios (Jd 2,1), quando na verdade ele foi rei dos babilônios (2Rs 24,1)?

Resposta: o mais importante no livro de Judite não é quem foi o rei dos assírios, pois na realidade ele tem como objetivo mostrar verdades espirituais a um povo oprimido e lhes dar esperança, o que é mais importante. O livro não enganou os seus leitores porque eles, assim como o autor, conheciam quem era o rei Nabucodonosor. Nós podemos perceber em outros livros passagens com semelhantes ?enganos? dos autores, livros estes que os protestantes não mencionam por aceitarem como canônicos. Por exemplo, Jó menciona que a terra é sustentada por colunas (Jo 9,5-6), e Jesus, que disse que o grão de mostarda é o menor grão que existe (Mc 3,41). Temos também que, no começo da criação, Deus criou a luz antes de criar as estrelas (Gn 1,3.14). Alguns destes ?erros? se explicam porque Jesus, no exemplo do grão de mostarda, estava usando o que era de conhecimento comum, pois ele mais confundiria que explicaria suas palavras se, no meio do discurso, dissesse que, na verdade, ainda existem os esporos...

Vejamos a necessidade de se interpretar informações que aparentemente são conflitantes.

Mc 2,25-26: "Nunca lestes o que fez Davi, quando se achou em necessidade e teve fome, ele e os seus companheiros? Ele entrou na casa de Deus, sendo Abiatar príncipe dos sacerdotes, e comeu os pães da proposição, dos quais só aos sacerdotes era permitido comer, e os deu aos seus companheiros".

1Sm 21,1-6: ?Davi foi para Nobe. Chegando à casa do sacerdote Aquimelec, este saiu-lhe ao encontro muito inquieto, dizendo: Por que estás só? Não há ninguém contigo? Davi respondeu-lhe: O rei confiou-me uma missão, com a ordem de não revelar a ninguém o motivo por que me enviou. Combinei com os meus servos um encontro em certo lugar. E agora, se tens à mão alguma coisa, dá-me cinco pães ou qualquer outra coisa que tenhas disponível. Aquimelec respondeu: Não tenho à mão o pão ordinário, mas só pães consagrados, com a condição, no entanto, de que teus servos se tenham abstido de mulheres. Respondeu-lhe Davi: Não tivemos comércio com mulher alguma desde que parti, há três dias. Todos os objetos que pertencem aos meus servos estão puros; e, se nossa missão é profana, pode ser santificada por aquele que a cumpre. Então o sacerdote deu-lhe os pães consagrados, porque não havia ali senão os pães da proposição, que tinham sido tirados da presença do Senhor e imediatamente substituídos por pães frescos?.

Nós vemos aqui que Jesus diz que Abiatar era o príncipe dos sacerdotes. Mas A Bíblia nos diz que quem ocupava tal posto era Aquimelec, na verdade pai de Abiatar (1Sm 23,6))? Como explicar isso?

Abiatar é citado porque representa o fim de sua linhagem. Foi o último sacerdote que apoiava Saul como rei. Foi o único que escapou quando Saul matou toda sua família. Quando Davi morreu e Salomão subiu ao trono, seu irmão mais velho, Adonias, armou um plano para usurpar o poder (1Rs 2,17). ?E o rei Salomão disse à sua mãe: Por que queres que Abisag, a sunamita, seja dada a Adonias? Pede também para ele o reino, que é meu irmão primogênito, assim como para o sacerdote Abiatar e para Joab, filho de Sarvia...? (1Rs 2,22). Salomão matou Adonias (vv.24-25), Abiatar foi destituído e em seu lugar nomeado Sadoc (1Rs 2,27.35).

Sadoc apoiou o reinado de Salomão e representava a nova linhagem de sacerdotes. Sadoc agora representava a nova ordem, pois apoiava o novo rei, o filho de Davi, o rei Salomão. Em Cristo nós temos uma nova ordem e um novo reino. Abiatar representava a antiga ordem, o antigo reino. Ele representa Abimelec, seu pai, e a antiga ordem sacerdotal. Este é um tipo dos fariseus que falharam em reconhecer a nova ordem do filho de Davi, o verdadeiro rei de Israel. Assim como ele foi destituído, os fariseus também foram. Assim, citando Abiatar, que representava a antiga ordem, o evangelista Marcos alude ao antigo sistema dos fariseus, que seria substituído.

Diante da dificuldade que a interpretação oferece, infelizmente, os protestantes preferem rejeitar os livros deuterocanônicos a tentarem buscar neles exemplos e mensagens que nada tem de contrário a todo o resto da Bíblia.

Para citar este artigo:

HELLMANN, John. Apostolado Veritatis Splendor: RESPOSTAS A ALGUNS ?ERROS" DOS LIVROS DEUTEROCANÔNICOS. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/2802. Desde 31/05/2004.[b]

Um abraço a todos!
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Esclarecendo: O Cânon bíblico!

Mensagem por Pe. Anderson em Sex Maio 08, 2009 10:12 pm

Caros amigos,

Envio mais um artigo, para quem ainda tiver interesse e paciência:

"COMO ESTÁ DEFINIDO O CÂNON BÍBLICO?

Por Carlos Martins Nabeto

Fonte: Agnus Dei

A Bíblia é formada pelos seguintes livros:
* Antigo Testamento: Gênese, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, Josué, Juízes, Rute, 1Samuel, 2Samuel, 1Reis, 2Reis, 1Crônicas, 2Crônicas, Esdras, Neemias, Tobias, Judite, Ester, 1Macabeus, 2Macabeus, Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes (ou Coélet), Cântico dos Cânticos, Sabedoria, Eclesiástico (ou Sirácida), Isaías, Jeremias, Lamentações, Baruc, Ezequiel, Daniel, Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.
* Novo Testamento: Mateus, Marcos, Lucas, João, Atos dos Apóstolos, Romanos, 1Coríntios, 2Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1Tessalonicenses, 2Tessalonicenses, 1Timóteo, 2Timóteo, Tito, Filêmon, Hebreus, Tiago, 1Pedro, 2Pedro, 1João, 2João, 3João, Judas e Apocalipse.

Portanto, o Antigo Testamento é formado por 46 livros e o Novo Testamento reúne 27 livros.

A Bíblia foi escrita em três línguas diferentes: o hebraico, o aramaico e o grego (Koiné). Quase a totalidade do Antigo Testamento foi redigida em hebraico, embora existam algumas palavras, trechos ou livros em aramaico e grego. Quanto ao Novo Testamento, este foi completamente redigido em grego - a única exceção parece ser o livro de Mateus, originariamente escrito em aramaico, contudo esse original foi perdido de maneira que resta-nos hoje a versão em grego.

Quanto ao Antigo Testamento, a Bíblia protestante possui sete livros a menos que a Bíblia católica. Ocorre que a Igreja Católica, desde o início, utilizou a tradução grega da Bíblia chamada Septuaginta ou Versão dos Setenta (LXX). Essa tradução para o grego foi feita no séc. III aC, em Alexandria (Egito), por setenta e dois sábios em virtude da existência de uma grande comunidade judaica nessa cidade que já não mais compreendia a língua hebraica. Na época em que foi feita essa tradução, a lista (cânon) dos livros sagrados ainda não estava concluída, de forma que essa versão acabou abrigando outros livros, ficando mais extensa. Essa foi a Bíblia adotada pelos Apóstolos de Jesus em suas pregações e textos: das 350 citações que o Novo Testamento faz dos livros do Antigo Testamento, 300 concordam perfeitamente com a versão dos Setenta, inclusive quanto às diferenças com o hebraico.

Por volta do ano 100 dC, os judeus da Palestina se reuniram em um sínodo na cidade de Jâmnia e estabeleceram alguns critérios para formarem o seu cânon bíblico. Esses critérios eram os seguintes:
1. O livro não poderia ter sido escrito fora do território de Israel.
2. O livro não poderia conter passagens ou textos em aramaico ou grego, mas apenas em hebraico.
3. O livro não poderia ter sido redigido após a época de Esdras (458-428 aC).
4. O livro não poderia contradizer a Lei de Moisés (Pentateuco).

Assim, os livros escritos por aquela enorme comunidade judaica do Egito não foram reconhecidos pelo sínodo de Jâmnia, por causa de seus critérios ultranacionalistas. Também em virtude desses critérios, o livro de Ester - que em parte alguma cita o nome de Deus - foi reconhecido como inspirado mas somente a parte escrita em hebraico; os acréscimos gregos, que incluíam orações e demonstravam a real presença de Deus como condutor dos fatos narrados, foram completamente desprezados, deixando uma lacuna irreparável.

Os livros não reconhecidos pelo sínodo da Jâmnia e que aparecem na tradução dos Setenta são tecnicamente chamados de deuterocanônicos, em virtude de não terem sido unânimemente aceitos. São, portanto, deuterocanônicos no Antigo Testamento os seguintes livros: Tobias, Judite, Baruc, Eclesiástico, Sabedoria, 1Macabeus e 2Macabeus, além das seções gregas de Ester e Daniel.

Com a dúvida levantada pelo sínodo de Jâmnia, alguns cristãos passaram a questionar a inspiração divina dos livros deuterocanônicos. Os Concílios regionais de Hipona (393), Cartago III (397) e IV (419), e Trulos (692), bem como os Concílios Ecumênicos de Florença (1442), Trento (1546) e Vaticano I (1870), confirmaram a validade dos deuterocanônicos do Antigo Testamento, baseando-se na autoridade dos Apóstolos e da Sagrada Tradição.

Da mesma forma como existem livros deuterocanônicos no Antigo Testamento, também o Novo Testamento contém livros e extratos que causaram dúvidas até o séc. IV, quando a Igreja definiu, de uma vez por todas, o cânon do Novo Testamento. São deuterocanônicos no Novo Testamento os livros de Hebreus, Tiago, 2Pedro, Judas, 2João, 3João e Apocalipse, além de alguns trechos dos evangelhos de Marcos, Lucas e João.

Com o advento da Reforma Protestante, os evangélicos - a partir do séc. XVII - passaram a omitir os livros deuterocanônicos do Antigo Testamento. Alguns grupos mais radicais chegaram - sem sucesso - a tentar retirar também os livros deuterocanônicos do Novo Testamento. É de se observar, dessa forma, que caem em grande contradição por não aceitarem os deuterocanônicos do Antigo Testamento enquanto aceitam, incontestavelmente, os deuterocanônicos do Novo Testamento.

* * *

1 O próprio Lutero (fundador da Reforma) traduziu e publicou, para a língua alemã, os livros deuterocanônicos do Antigo Testamento.

Para citar este artigo:

NABETO, Carlos Martins. Apostolado Veritatis Splendor: COMO ESTÁ DEFINIDO O CÂNON BÍBLICO?. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/4452. Desde 02/08/1999.

Um abraço a todos e que Deus os abençoe.
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Esclarecendo: a Tradiçao!

Mensagem por Pe. Anderson em Sex Maio 08, 2009 10:38 pm

Caros amigos,

Nós católicos cremos que a Tradiçao é a pregaçao oral de Jesus. A palavra "Tradiçao" vem do verbo "Tradere" em latim, e "parádosis" em grego. Significa tudo o que Cristo nos entregou, tudo o que Ele deixou à Igreja, sob a custódia dos Apóstolos. Nos Evangelhos Jesus condena a Tradiçao dos fariseus. O único ato da tradiçao judaica, condenado por Jesus e que nós católicos praticamos, sem nenhum remorso, é o ato de lavar as maos antes de comer, por motivos óbvios.

Nós consideramos que é essa Tradiçao que nos dá o verdadeiro critério para a formaçao do Cânon Bíblico, e que essa Tradiçao é quem traduz a Bíblia de maneira autorizada (com autoridade). A Tradiçao é constante na História, nao sofre mutaçoes e por isso nós a reconhecemos facilmente. Sao testemunhas da Tradiçao os Padres da Igreja e os Concílios (reuniao de todos os bispos do mundo, se é um Concílio Ecumênico, ou de vários bispos, se é um Concílio Regional).

Nas Escrituras nao há nenhuma mençao do "Sola Scriptura" luterano. Esse princípio faz parte da tradiçao protestante. Por outro lado, há diversar mençoes da Tradiçao no Novo Testamento. Cito alguns exemplos:

"Assim, pois, irmãos, ficai firmes e conservai os ensinamentos que de nós aprendestes, seja por palavras, seja por carta nossa. " (II Tessalonicenses, 2,15). (claramente as duas fontes) ;

"Intimamo-vos, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que eviteis a convivência de todo irmão que leve vida ociosa e contrária à tradição que de nós tendes recebido." (II Tessalonicenses 3, 6)

"Apesar de ter mais coisas que vos escrever, não o quis fazer com papel e tinta, mas espero estar entre vós e conversar de viva voz, para que a vossa alegria seja perfeita." (II S. João, 1,12)

"Espero ir ver-te em breve e então falaremos de viva voz." (III S. João, 1,14)

"O que de mim ouviste em presença de muitas testemunhas, confia-o a homens fiéis que, por sua vez, sejam capazes de instruir a outros." (II Timóteo, 2, 2)

Ao conjunto das Sagradas Escrituras e Tradiçao a Igreja chama com o nome bíblico de "Depósito da Fé". O Magistério da Igreja é servo do Depósito da Fé, é seu custódio, seu protetor e intérprete, guiado pela assistência do Espírito Santo. Isso impede que a Igreja Católica caia no subjetivismo, na argumentaçao do tipo: "é porque é".

"Guarda o precioso depósito, pela virtude do Espírito Santo que habita em nós." (II Timóteo, 1,14)

"Ó Timóteo, guarda o bem que te foi confiado!" (I Timóteo, 6, 20)

"Rogo-vos, irmãos, que desconfieis daqueles que causam divisões e escândalos, apartando-se da doutrina que recebestes. Evitai-os!" (Rom, 16, 17)

"Eu recebi do Senhor o que vos transmiti (...)" (parádosis)(I Cor. 11,23)

" Eu vos lembro, irmãos, o Evangelho que vos preguei, e que tendes acolhido, no qual estais firmes." (I Cor. 15, 1)

" O que aprendestes, recebestes, ouvistes e observastes em mim, isto praticai, e o Deus da paz estará convosco." (Filipenses 4, 9)

"Como (de nossa pregação) recebestes o Senhor Jesus Cristo, vivei nele, enraizados e edificados nele, inabaláveis na fé em que fostes instruídos, com o coração a transbordar de gratidão!" (Colossenses II, 6-7);

" Pois conheceis que preceitos vos demos da parte do Senhor Jesus." (I Tessal. 4, 2)

Espero ter esclarecido algo mais. Um grande abraço a todos!
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Re: O Cânon católico e o Cânon protestante

Mensagem por Pe. Leo em Sab Maio 09, 2009 8:08 am

Vou começar a utilizar o sistema de resposta rápida.

Poderemos seguir discutindo a vida inteira sobre este tema, mas creio necessário esclarecer os pressupostos que cada um segue, para que assim possamos entender e considerar melhor o debate.

Para os protestantes, os critérios de canonicidade, sao internos... como se pudesse dizer, a Bíblia se prova por sí mesma.

Para os católicos os critérios sao internos e externos: lendo a Bíblia nos damos contas de ela nos diz que é um livro Sagradao. O problema é que vários outros livros apresentaram o caráter de sacralidade e davam-se a sí mesmos o nome de Escritura. Daí que para os católicos, se faz necessária uma consideraçao externa para me provar e indicar a Sacralidade da Escritura, ao que chamamos Tradiçao.

Entao, temos um debate entre critérios internos e critérios internos e externos.

A resposta precisa de desenvolvimento, mas achei pertinente para iluminar a essencia do debate.
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Re: O Cânon católico e o Cânon protestante

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