É errado usar retroprojetor ao invés do jornalzinho na missa

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Re: É errado usar retroprojetor ao invés do jornalzinho na missa

Mensagem por Moco em Seg Set 08, 2008 9:18 pm

Ouvi dizer que em alguns lugares na missa, já não se uitliza mais o jornalzinho, e ao invés disso as pessoas levam suas bíblias para as leituras, e o restante do conteúdo do jornal, é passado no retroprojetor.
Gostaria de saber, se isso é errado?
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Moco

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Resposta ao Moco

Mensagem por jonathan_penha em Qua Set 10, 2008 10:54 am

Moco,
Enquanto não vai a resposta oficial, tentarei adiantar alguma coisa (sujeita a correção é claro).
O fato de utilizarmos o jornal na Missa, não é algo obrigatório (indo na Missa durante a semana vemos que não tem os jornais para todos os dias). Entretanto é algo que facilita a participação da Missa, ainda mais na Missa de Domingo (o único dia da semana que muitas pessoas costumam ir à Igreja e a Celebração é maior).
Indo direto a sua pergunta, a utilização da Bíblia nas Missas, não se torna algo incorreto. Pelo contrário. Por ser o único dia de contato de muitas pessoas com a Igreja, convém utilizar desses ''artifícios'' para educá-las a utilizar a Bíblia. E, por na maioria da Bíblias conter as Orações Eucarísticas, creio que não atrapalhará em nada a participação o acompanhamento da Celebração.

Aguardo a Reposta Oficial.
Espero ter ajudado. cyclops
Fiquem com Deus
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mt útil

Mensagem por João em Qua Set 10, 2008 10:05 pm

olá pessoas!
finalmente por aqui!!

bem, quanto a pergunta do moco...
(vou mostrar meu ponto de vista)

a utilização de "projeção": acho muito útil, afinal de contas, as pessoas não precisarão ficar presas ao papel, ou seja, olhando para o papel, ficarão olhando lá para frente lendo e prestando mais atenção ao "ritual" da Santa Missa (que é lindo)...

* Fora que ecologicamente é bem melhor!!! Very Happy


a utilização de Bíblias: acho igualmente útil, pois assim como o jonathan falou é necessário que as pessoas tenham esse "contato" com a Sagrada Escritura, para que as pessoas possam ler e aprofundar mais a fé.

* Também é uma boa opção, porque assim muitos cristãos que não têm a Bíblia podem começar a pensar na possibilidade de possuir uma.

Espero ter ajudado
abraço
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Re: É errado usar retroprojetor ao invés do jornalzinho na missa

Mensagem por Moco em Qui Set 11, 2008 12:08 am

Caramba resposta dupla! hehe
Valeu mesmo Galera pelo esclarecimento, abraço!
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Eu já vii rs

Mensagem por Flavi Zanelatto em Sex Out 24, 2008 9:33 pm

No inicio do ano estava em Florianópolis, e fui a missa lá, e a comunidade na qual estava já utiliza o retro na missa... mas só para as letras das músicas. Lá ainda tem o jornalzinho, com as leituras e orações proprias da missa.

Mas já com as músicas, era bem interessante... a comunidade td cantava e ficou mto legal!

é isso..
fui!
xD
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RESPONDENDO

Mensagem por PJ em Ter Out 28, 2008 11:08 am

Olá Queridos!!!

Bom, tentarei ser breve.
Primeiramente quero especificar a pergunta. Usar a Bíblia na missa, como ? Os Fiéis ou os leitores ?
Na missa o correto é fazer a leitura do lecionário. O que não impede os fiéis de acompanhar pela bíblia, jornalzinho, retroprogetor... embora a tradução da bíblia que costumamos usar em nossa diocese (Bíblia Ave Maria), é bem diferente da tradução do lecionário. O que na minha opinião dificulta o acompanhamento das leituras.
Mas não há uma proibição do uso do retroprogetor ou da bíblia para os fiéis, isso é uma questão de praticidade para que os fiéis acompanhem as leitruas, cantos... Porém repito que na missa deve-se fazer as leituras, salmo e evangelho do lecionário. Repito porque sei de lugares que fazem as leituras da biblía, mas está errado.
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Re: É errado usar retroprojetor ao invés do jornalzinho na missa

Mensagem por João em Ter Out 28, 2008 9:59 pm

Olá!

Só para esclarecer mais uma vez...

Na missa o correto é fazer a leitura do lecionário.

Isso é apenas para os leitores, caso contrário todos os fiéis teriam que comprar um lecionário (um tanto incoveninente para carregá-lo consigo para as missas) rsrs.

abraços
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Leiam sempre a resposta por completa antes de comentar!!!

Mensagem por PJ em Qua Out 29, 2008 9:35 am

Caro amigo João!!!
Obrigado por esclarecer, mas acredito que a resposta estava explicando essa sua colocação!!!

"Na missa o correto é fazer a leitura do lecionário. O que não impede os fiéis de acompanhar pela bíblia, jornalzinho, retroprogetor... "

Abs
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Re: É errado usar retroprojetor ao invés do jornalzinho na missa

Mensagem por Davison em Qua Out 29, 2008 10:10 pm

não há uma proibição do uso do retroprogetor ou da bíblia para os fiéis, isso é uma questão de praticidade para que os fiéis acompanhem as leitruas, cantos... Porém repito que na missa deve-se fazer as leituras, salmo e evangelho do lecionário.

Olá PJ, saudações, você poderia dizer onde se apóia sua afirmação??? Pode me dar fontes ???

Abç!!!
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Resposta à dúvida das afirmações.

Mensagem por Tiago Rodrigues em Qui Out 30, 2008 10:00 am

"Você poderia dizer onde se apóia sua afirmação??? Pode me dar fontes ???"
Caríssimo Davison venho em defesa do PJ. Creio que a afirmação feita por ele foi retirado da Introdução ao Missal Romano.

Uma fonte segura é a própria Introdução ao Missal Romano. Esta questão é tratada na proposição 18 a qual cito abixo:



"Para apreciar, celebrar e viver melhor a Eucaristia é necessário um conhecimento profundo das Sagradas Escrituras proclamadas. "A ignorância da Escritura é ignorância de Cristo" (cf. DV 25). O fiel deve ser ajudado a apreciar os tesouros da Escritura no Lecionário, através do desenvolvimento do apostolado bíblico, o encorajamento dos grupos paroquiais que preparam a Missa dominical mediante o estudo orante das próprias leituras e praticas litúrgicas como o silêncio ou eventuais poucas palavras de introdução que ajudem uma melhor compreensão."


Fonte:www.cnbb.org.br/documento_geral/PropFinaisS_BisposNaoOficial.doc
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Re: É errado usar retroprojetor ao invés do jornalzinho na missa

Mensagem por Davison em Qui Out 30, 2008 1:11 pm

Obrigado Tiago !!!

Sabe como é: palavras ao vento são sempre opiniões duvidosas e perigosas, uma doxa apenas, mas palavras fundamentadas em fatos e argumentos são as que permitem a episteme, creio que dúvidas exigem respostas fundamentadas, estamos fartos de opiniões vazias e subjetivismos, não é o caso aqui, mas o é muito nas questões litúrgicas.

Você melhor que eu deve sabe isso, toda conclusão deriva de premissas, por isso pedi as fontes. Laughing

Saudações de Giussani !!!

Abç !!!
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Obrigado Tiago

Mensagem por PJ em Sab Nov 01, 2008 12:51 pm

Obrigado Tiago. Peço descupas por não citar a fonte, não citei porque esqueci. A fonte foi essa mesma que o Tiago citou.
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Ainda em relação às leituras(apenas uma reflexão)

Mensagem por frei anderson em Qua Dez 24, 2008 6:26 pm

O acredito que o mais coerente seria não usar nem retro projetor, nem jornalzinhos ou qualquer outros meios de comunicação que atrapalhe o fiel no momento da leituras.
Aprofundando: No momento em que se faz as leituras devemos ter a consciencia qué é o próprio Deus que nos fala. (Leitores, salmista...) São intrumentos que faz a voz de Deus ressoar para nós nos dias de hoje. O uso de outros meios atrapalha essa comunicação de Deus conosco. (é claro que necessitamos de bons leitores e salmistas, senão a comunica fica falha do mesmo jeito.).
As leituras devem ser feitas no lecionário. Os liturgistas da CNBB e da rede Celebra estão em uma discussão comas editoras das "Liturgia diária" para que o texto biblico seja uniforme, já que em muitas comunidades os fieis ja se acostumaram a levar o livrinho(mais repito as leituras é uma expressao de Deus em comunicação com seu povo). O melhor é esclarer a comunidade dessa comunicação e nao simplesmente colocar projetores, em algumas igreja ja está se usado o Data Show( pior ainda ninguem mais participa da missa so fica olhando as figurinhas no projetor de imagem). Busquemos então uma melhor participação nas nossas celebrações
paz e bem
com carinho.
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Re: É errado usar retroprojetor ao invés do jornalzinho na missa

Mensagem por Alan em Qua Out 21, 2009 7:17 pm

Flavi Zanelatto escreveu:No inicio do ano estava em Florianópolis, e fui a missa lá, e a comunidade na qual estava já utiliza o retro na missa... mas só para as letras das músicas. Lá ainda tem o jornalzinho, com as leituras e orações proprias da missa.

Mas já com as músicas, era bem interessante... a comunidade td cantava e ficou mto legal!

No dia de Nossa Senhora de Aparecida na nossa Paróquia, nós usamos o Data Show para os cantos. Vejo que o uso deste para as músicas é valido mas em relação ao folheto acho que não pois tira a atenção do fiéis dos momentos liturgicos. Eu mesmo tento utilizar o folheto ao minimo, praticamente só uso este para saber qual Oração Eucarística e quais são as leituras do dia. Até mesmo na leitura tento ouvir mais do que acompanhar via leitura. Bom essa é a minha humilde opinião =D

Paz e Bem

Alan
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Re: É errado usar retroprojetor ao invés do jornalzinho na missa

Mensagem por Davison em Dom Out 25, 2009 9:02 pm

Caríssimos irmãos,

muitos erros kometemos ao longo da vida e hoje ao rever este tópiko vi o quanto fui arrogante kom um grande amigo, o PJ, por isso venho pedir abertamente deskulpas. O conhecimento deve fazer de nós cristãos melhores e não doutores da lei e que essas deskulpas sejam o início de um kaminho novo e de testemunho, komo diz São Paulo "eu me gloriarei das minhas fraquezas, porque quando sou frako ´e que sou forte".

"VEM SENHOR JESUS!!"
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Re: É errado usar retroprojetor ao invés do jornalzinho na missa

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Dom Dez 27, 2009 5:53 am

Quero aqui referendar o coloquio do Fr. Anderson. Acho que quanto menos se usar elementos da tecnologia, mais sentido se da a liturgia e mais se busca agir a partir do interior, da alma, do mais intimo do nosso ser.
Enquanto mais natural e menos mecanizda for a liturgia, mais se percebe a grandeza do que faz o Espirito Santo na Igreja. O uso de certos aparatos tira ou diminui o verdadeiro sentido dos atos da liturgia, substituindo por outros desnecessarios.
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Recursos Multimidias e 48ª Ass. Geral dos Bispos do Brasil

Mensagem por angellousmichell em Seg Maio 24, 2010 5:51 pm

Caros amigos,
Gratia et PAX!

(Faz mto tempo que não venho aqui... uma pena!)

Vou dar um "up" neste tópico, colocando aqui as instruções da 48ª Ass. Geral dos Bispos do Brasil, que aconteceu este mês, em Brasília (lembrando que este assunto inclusive, ja se tratava na Assembléia anterior).

Atenção Shocked !!!
Código:

4.   O USO DO PROJETOR MULTIMÍDIA NA LITURGIA - Elementos para reflexão
1.   O uso do projetor multimídia na liturgia é hoje uma realidade frequente em nossas comunidades. Por se tratar de uma realidade relativamente recente e ainda pouco refletida em nosso meio, causando discussões e até mesmo divergências de opinião, a Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da CNBB quer oferecer, com a presente nota, alguns elementos para uma reflexão e futuros aprofundamentos da parte do episcopado nacional, dos liturgistas, dos párocos e todos os agentes de pastoral litúrgica em nosso país e, sobretudo, daqueles que utilizam o projetor multimídia como recurso para a liturgia.
2.   A partir do Concílio Vaticano II e da reforma litúrgica dele derivada, como compreender esta realidade? Seria esta uma simples adaptação à cultura moderna? Apenas uma moda, como foi com o retroprojetor, que depois caiu em desuso? Uma criatividade litúrgica? Quais os motivos da introdução deste meio na liturgia? Seria o projetor multimídia algo a ser realmente necessário na liturgia?
 
Vendo a realidade do uso do projetor multimídia na liturgia
3.   Em diferentes comunidades, o projetor multimídia vem sendo utilizado como recurso audiovisual para, por exemplo:
•   projetar cantos num telão ou numa parede da igreja, inclusive fazendo correção de textos durante a ação ritual;
•   projetar as orações presidenciais, inclusive a oração eucarística, enquanto o presidente as proclama;
•   projetar as leituras bíblicas enquanto são proclamadas;
•   projetar a homilia ou parte dela, de forma esquemática, enquanto é proferida, chegando até mesmo a ser acompanhada por trilha sonora;
•   projetar, durante a homilia e a oração eucarística, imagens ou vídeo de Jesus retratando ações correspondentes a estes momentos rituais como, por exemplo, cenas da última ceia projetadas durante a narrativa da instituição, no momento em que Jesus parte o pão;
•   projetar ícones em diferentes momentos da celebração, bem como mensagens após a comunhão;
•   e também projetar os textos da liturgia das horas.
 Estes exemplos - como outros que poderiam ser citados -, nos servirão de referência para refletirmos sobre a complexa realidade do uso do projetor multimídia na liturgia.
Justificativas comumente dadas para o uso
4.   São várias as justificativas apresentadas por aqueles que se utilizam deste meio. Dentre elas, elencamos algumas:
•   Por questões econômicas e ecológicas (menos custos e gastos de papel), a utilização do projetor multimídia leva a eliminar o uso dos “folhetos litúrgicos” e livros de cantos.
•   É mais prático, tendo os textos em um só lugar e projetá-los, do que multiplicar e distribuir papéis, como aqueles usados para os cantos.
•   O uso do projetor multimídia ajuda e facilita a participação da assembleia na liturgia, porque ela (a assembleia) se vê livre e despreocupada de manter folhas e objetos nas mãos.
Elementos para reflexão sobre essa realidade
5.   É compreensível a iniciativa do uso do projetor multimídia com as suas justificativas, pois revelam zelo e preocupação pastoral em relação à liturgia. No entanto, do ponto de vista teológico-litúrgico, tudo isso demanda revisão, reflexão e aprofundamento, tendo em vista, sempre, a participação plena da assembléia.
6.   Na reflexão sobre esta realidade, um primeiro elemento a ser considerado é a noção de participação ativa na liturgia. O que é mesmo participar de uma ação litúrgica? É participar da salvação (cf. Sacrosanctum Concilium, SC, 2) que sempre de novo nos é dada através dos ritos e sinais sensíveis da liturgia da Igreja (cf. SC 5-7), pelos quais somos incorporados à morte e ressurreição de Cristo em seu mistério pascal (cf. SC 5-7).
7.   Os ritos têm o seu espaço próprio, cujo centro são as duas mesas: a da Palavra e da Eucaristia. A mesa da Eucaristia deve ocupar “um lugar que seja de fato o centro para onde espontaneamente se volte a atenção de toda a assembleia dos fiéis” (Instrução Geral ao Missal Romano, IGMR, n. 299). Isso significa que nada deve nos distrair deste centro. Caso contrário, a participação ativa ficará comprometida.
8.   A ação salvadora de Deus se dá, sobretudo, quando, em torno à mesa eucarística, é proclamada a grande ação de graças da Igreja ao Pai, por Cristo e no Espírito Santo. De fato, a oração eucarística é o “centro e ápice de toda a celebração” (IGMR n. 78), quando a mente e o coração de todos devem se voltar para o alto, isto é, para Deus. Portanto, no momento da sua proclamação, é importante que o foco das atenções esteja no altar para acompanharmos e participarmos deste momento ritual. Por isso, não convém que a assembleia acompanhe o texto da oração eucarística, seja ele impresso ou projetado, mas, com os olhos voltados para o altar, ouça a voz do presidente que proclama a solene ação de graças. Neste momento, não pode a assembleia centrar-se em imagens ou filmes projetados no telão. As aclamações da assembléia poderiam ser proferidas ou cantadas pelo diácono ou outro ministro e repetidas pelo povo.
9.   O que foi dito sobre mesa eucarística, pode-se também dizer sobre a mesa da Palavra, como nos ensina a Igreja: “A dignidade da Palavra de Deus requer na Igreja um lugar condigno de onde possa ser anunciada e para onde se volte espontaneamente a atenção dos fiéis no momento da liturgia da Palavra” (IGMR n. 309). Consequentemente, a Palavra de Deus, quando proclamada e comentada pela homilia, exige de nós a atitude discipular de escuta. Na liturgia, ela está para ser proclamada e ouvida. Assim sendo, estaria muito mais de acordo com a natureza da liturgia a assembleia voltar-se para o ambão, com olhos e ouvidos atentos ao ministro que proclama a Palavra “em voz alta e distinta” (cf. IGMR 38), em vez de acompanhá-la com os olhos fixos num texto impresso ou em projeções no telão.
10.    A participação ativa na liturgia exige uma interação entre quem proclama a Palavra e a assembleia que a escuta, entre a presidência e assembleia, entre esses e o próprio Deus, entre Deus e o seu povo, por força das ações rituais. Ao mesmo tempo, exige o uso cuidadoso dos livros litúrgicos, porque eles “lembram aos fiéis a presença de Deus que fala a seu povo... e são sinais e símbolos das realidades do alto na ação litúrgica” (Introdução ao Lecionário da Missa, ILM, 35), não devendo por isso ser “substituídos por outros subsídios de ordem pastoral” (ILM 37).
11.    O Concílio Vaticano II resgatou a ampla compreensão de presença real de Jesus Cristo na liturgia (no ministro, na Palavra, na assembleia orante, nos sacramentos, sobretudo nas espécies eucarísticas), proclamando que Cristo mesmo age nas ações litúrgicas (cf. SC 7). A Igreja nos convoca, pois, a valorizar estas diversas presenças. Imagens projetadas durante a celebração desviam a nossa atenção da ação de Jesus Cristo, aqui e agora, na própria ação ritual. Além disso, sendo o filme, ou vídeo, um acontecimento em si mesmo, não se destina a ilustrar outro acontecimento que é o mistério de Cristo e da Igreja na própria ação ritual em ato.
12.    O ministro, tanto no momento de proclamar a Palavra como na ação ritual de presidir a Eucaristia, age in persona Christi. O Cristo assume a voz, o olhar, o rosto, os braços, o corpo todo do ministro () para, por ele, se comunicar com o povo cristão reunido em assembleia e, na unidade do Espírito Santo, glorificar ao Pai. Então, como fica quando a assembléia se vê obrigada a ter que desviar sua atenção para o telão, exatamente quando teria de contemplar a ação do Cristo vivo na pessoa do ministro? E como fica aí a “participação ativa”, no verdadeiro sentido teológico-litúrgico, pedida com insistência pelo Vaticano II?
13.    O uso do projetor multimídia na liturgia, como estamos vendo, além de interferir na ação ritual, entra em competição com a liturgia, gerando distração.
14.    O uso didático do projetor multimídia, utilizando aparelhos (computador, fiação, projetor, mesa, telão), sem dúvida interfere na composição e na estética do próprio espaço celebrativo enquanto “sinal e símbolo das coisas divinas” (cf. IGMR 288). Dependendo da localização, não seria o projetor multimídia um elemento estranho ao espaço celebrativo, dificultando a execução das ações sagradas e a ativa participação dos fiéis? Na verdade, com o uso desses aparatos corre-se inclusive o risco de tornar o espaço celebrativo em quase “sala de aula”, de “conferência”, ou uma extensão da minha “sala de TV”.
15.    Além do mais, com o uso de projetor multimídia na liturgia, não se corre o risco da acomodação, no sentido de não se precisar mais investir na formação litúrgica e nem mesmo buscar uma melhor qualidade do espaço celebrativo e, sobretudo, dos ministérios?
16.    O problema maior, talvez, está na falta de iniciação litúrgico-ritual. Qual o lugar que a liturgia ocupa na catequese? O que normalmente se ensina aos agentes de pastoral e comunidades? Quem o faz e que metodologia utiliza? Como estão sendo formados os futuros presbíteros e diáconos? A formação litúrgica muitas vezes fica reduzida a teoria, sem a devida formação para a ritualidade conjugada com a espiritualidade. Resultado: Recorre-se a folhetos, ao uso do projetor multimídia etc., desfocando assim a atenção da assembleia daquilo que é central na celebração. Liturgia é eminentemente ação, celebração: ação de Cristo e da Igreja, ação da assembleia em Cristo e no Espírito. Assim sendo, não tem como ser ela acompanhada por outra ação paralela assistida no telão. Não somos expectadores mas participantes.
17.     Enfim, podem as novas tecnologias colaborar em favor de uma liturgia participativa, pascal, simbólica e orante? É possível? Com certeza, e muito! Onde? Na catequese como preparação para o bem celebrar, nos cursos em preparação ao batismo e ao matrimônio, bem como nos cursos de formação litúrgica em geral. Aí, nestes espaços, o projetor multimídia presta, sem dúvida, um notável serviço à sagrada liturgia.
18.     Que o Espírito Santo nos ilumine, para que, a partir de uma séria reflexão sobre o uso do projetor multimídia em nossas liturgias, possamos qualificar sempre mais nossas celebrações e todos os seus ministérios. Tudo para que nossas assembléias litúrgicas, corpo eclesial de Cristo, possam sentir-se plenamente sujeito das ações rituais e, ao mesmo tempo, todas as pessoas que as compõem sintam-se envolvidas pelo mistério da salvação e glorifiquem ao Pai por uma vida santa.

cyclops

Acho que sutilmente se chama "proposta" aquilo que obviamente já foi atestado: DENTRO DA LITURGIA DA MISSA é MAIS PREJUDICIAL do que benéfico!

Bom, este documento também trata da questão das chamadas "Missas de Cura..." affraid .
Quem quiser dar uma apreciada na íntegra, encontra-o aqui.

Para mim, o simples fato de a CNBB mencionar este tipo de avanço, essa "ação disciplinar", já é uma grande alegria. Very Happy

Aqui na Diocese de Petrópolis, quem conhece D. Filippo sabe que em breve haverá - se ja não houve - uma "batida de cajado" nesse assunto. E já seria bom "ensaiar" as correções.
Lembremo-nos de ontem, Pentecostes e lutemos por nossa Unidade!

Espero ter ajudado.
Com minhas orações,
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Projetor na Missa

Mensagem por Ilustre Refém em Seg Jun 14, 2010 11:39 am

Ajudando na interpretação sobre o que a CNBB fala quanto ao usodo projetor na Missa. Estudo bastante liturgia, e aqui em minha paróquia eu que geralmente faço os slides para a missa. Lendo o documento da CNBB fiquei espantado com a possível generalização deste uso. Os slides que faço contém somente os cantos. Contém o título, tipo: "Missa do 11º Domingo Comum" com uma imagem do evangelho daquele domingo, não contém as leituras na íntegra, somente a citação e uma pequena frase-chave de cada leitura (frase que inclusive consta no lecionário) e uma pequena figura daquela leitura. não consta tópicos para a homilia do sacerdote, mas fica uma imagem com uma frase bem curta. E também não costa as orações eucarísticas, somente o símbolo do cordeiro durante a oração eucarística. Bom, do documento da CNBB estava explícito e eu inclusive já removi o desenho da santa-ceia durante a narrativa da instituição cujo eu mesmo colocava. No entanto, acho de muita praticidade o seu uso para os cantos, enfim, parece que a CNBB gostaria que todos já soubessem o canto de "cor", sem o uso de jornais, papéis ou projetor , no entanto até mesmo nos encontros da CNBB livretos são usados. Outra é como fica a questão do Semanário Litúrgico Catequético (o jornalzinho) que pior que o projetor desvia total atenção da assembléia informando até que oração ou palavras a liturgia deve usar para a missa. No "O DOMINGO", inclusive, apesar da reprovação da CNBB, como vimos no documento, do uso de "folhetos" para a missa, consta no rodapé de tal jornal que é publicado com a autorização da CNBB. Outra: por que a CNBB faz um documento sobre o data-show na missa e não faz um também sobre a chamada "Missa do Dízimo" que se espalha nas comunidades e que para mim é um abuso gravíssimo da liturgia, substituindo as leituras da missa dominical, cantos, orações e inclusive permitindo a homilia por partes de agentes (homem ou mulher) da pastoral do dízimo?? Bom, não se trata de negar o documento da CNBB mas se quisermos ser justos devemos resolver situações mais graves e me decepcionei quando não encontrei nada falando criticamente sobre esta missa do dízimo, ao contrário, exemplos de missas destas a serem seguidas.. uma completa negação da liturgia e do seu centro. Espero que a CNBB se manifeste sobre estes assuntos que são mais graves e mais antigos que o uso do data-show. Mas como se trata de "dinheiro", desculpe a expressão, não acho que a CNBB pretenda fazer algo sobre isto.

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Uso do projetor

Mensagem por Marcos em Seg Maio 09, 2011 9:50 pm

angellousmichell escreveu:Caros amigos,
Gratia et PAX!

(Faz mto tempo que não venho aqui... uma pena!)

Vou dar um "up" neste tópico, colocando aqui as instruções da 48ª Ass. Geral dos Bispos do Brasil, que aconteceu este mês, em Brasília (lembrando que este assunto inclusive, ja se tratava na Assembléia anterior).

Atenção Shocked !!!
Código:

4.   O USO DO PROJETOR MULTIMÍDIA NA LITURGIA - Elementos para reflexão
1.   O uso do projetor multimídia na liturgia é hoje uma realidade frequente em nossas comunidades. Por se tratar de uma realidade relativamente recente e ainda pouco refletida em nosso meio, causando discussões e até mesmo divergências de opinião, a Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da CNBB quer oferecer, com a presente nota, alguns elementos para uma reflexão e futuros aprofundamentos da parte do episcopado nacional, dos liturgistas, dos párocos e todos os agentes de pastoral litúrgica em nosso país e, sobretudo, daqueles que utilizam o projetor multimídia como recurso para a liturgia.
2.   A partir do Concílio Vaticano II e da reforma litúrgica dele derivada, como compreender esta realidade? Seria esta uma simples adaptação à cultura moderna? Apenas uma moda, como foi com o retroprojetor, que depois caiu em desuso? Uma criatividade litúrgica? Quais os motivos da introdução deste meio na liturgia? Seria o projetor multimídia algo a ser realmente necessário na liturgia?
 
Vendo a realidade do uso do projetor multimídia na liturgia
3.   Em diferentes comunidades, o projetor multimídia vem sendo utilizado como recurso audiovisual para, por exemplo:
•   projetar cantos num telão ou numa parede da igreja, inclusive fazendo correção de textos durante a ação ritual;
•   projetar as orações presidenciais, inclusive a oração eucarística, enquanto o presidente as proclama;
•   projetar as leituras bíblicas enquanto são proclamadas;
•   projetar a homilia ou parte dela, de forma esquemática, enquanto é proferida, chegando até mesmo a ser acompanhada por trilha sonora;
•   projetar, durante a homilia e a oração eucarística, imagens ou vídeo de Jesus retratando ações correspondentes a estes momentos rituais como, por exemplo, cenas da última ceia projetadas durante a narrativa da instituição, no momento em que Jesus parte o pão;
•   projetar ícones em diferentes momentos da celebração, bem como mensagens após a comunhão;
•   e também projetar os textos da liturgia das horas.
 Estes exemplos - como outros que poderiam ser citados -, nos servirão de referência para refletirmos sobre a complexa realidade do uso do projetor multimídia na liturgia.
Justificativas comumente dadas para o uso
4.   São várias as justificativas apresentadas por aqueles que se utilizam deste meio. Dentre elas, elencamos algumas:
•   Por questões econômicas e ecológicas (menos custos e gastos de papel), a utilização do projetor multimídia leva a eliminar o uso dos “folhetos litúrgicos” e livros de cantos.
•   É mais prático, tendo os textos em um só lugar e projetá-los, do que multiplicar e distribuir papéis, como aqueles usados para os cantos.
•   O uso do projetor multimídia ajuda e facilita a participação da assembleia na liturgia, porque ela (a assembleia) se vê livre e despreocupada de manter folhas e objetos nas mãos.
Elementos para reflexão sobre essa realidade
5.   É compreensível a iniciativa do uso do projetor multimídia com as suas justificativas, pois revelam zelo e preocupação pastoral em relação à liturgia. No entanto, do ponto de vista teológico-litúrgico, tudo isso demanda revisão, reflexão e aprofundamento, tendo em vista, sempre, a participação plena da assembléia.
6.   Na reflexão sobre esta realidade, um primeiro elemento a ser considerado é a noção de participação ativa na liturgia. O que é mesmo participar de uma ação litúrgica? É participar da salvação (cf. Sacrosanctum Concilium, SC, 2) que sempre de novo nos é dada através dos ritos e sinais sensíveis da liturgia da Igreja (cf. SC 5-7), pelos quais somos incorporados à morte e ressurreição de Cristo em seu mistério pascal (cf. SC 5-7).
7.   Os ritos têm o seu espaço próprio, cujo centro são as duas mesas: a da Palavra e da Eucaristia. A mesa da Eucaristia deve ocupar “um lugar que seja de fato o centro para onde espontaneamente se volte a atenção de toda a assembleia dos fiéis” (Instrução Geral ao Missal Romano, IGMR, n. 299). Isso significa que nada deve nos distrair deste centro. Caso contrário, a participação ativa ficará comprometida.
8.   A ação salvadora de Deus se dá, sobretudo, quando, em torno à mesa eucarística, é proclamada a grande ação de graças da Igreja ao Pai, por Cristo e no Espírito Santo. De fato, a oração eucarística é o “centro e ápice de toda a celebração” (IGMR n. 78), quando a mente e o coração de todos devem se voltar para o alto, isto é, para Deus. Portanto, no momento da sua proclamação, é importante que o foco das atenções esteja no altar para acompanharmos e participarmos deste momento ritual. Por isso, não convém que a assembleia acompanhe o texto da oração eucarística, seja ele impresso ou projetado, mas, com os olhos voltados para o altar, ouça a voz do presidente que proclama a solene ação de graças. Neste momento, não pode a assembleia centrar-se em imagens ou filmes projetados no telão. As aclamações da assembléia poderiam ser proferidas ou cantadas pelo diácono ou outro ministro e repetidas pelo povo.
9.   O que foi dito sobre mesa eucarística, pode-se também dizer sobre a mesa da Palavra, como nos ensina a Igreja: “A dignidade da Palavra de Deus requer na Igreja um lugar condigno de onde possa ser anunciada e para onde se volte espontaneamente a atenção dos fiéis no momento da liturgia da Palavra” (IGMR n. 309). Consequentemente, a Palavra de Deus, quando proclamada e comentada pela homilia, exige de nós a atitude discipular de escuta. Na liturgia, ela está para ser proclamada e ouvida. Assim sendo, estaria muito mais de acordo com a natureza da liturgia a assembleia voltar-se para o ambão, com olhos e ouvidos atentos ao ministro que proclama a Palavra “em voz alta e distinta” (cf. IGMR 38), em vez de acompanhá-la com os olhos fixos num texto impresso ou em projeções no telão.
10.    A participação ativa na liturgia exige uma interação entre quem proclama a Palavra e a assembleia que a escuta, entre a presidência e assembleia, entre esses e o próprio Deus, entre Deus e o seu povo, por força das ações rituais. Ao mesmo tempo, exige o uso cuidadoso dos livros litúrgicos, porque eles “lembram aos fiéis a presença de Deus que fala a seu povo... e são sinais e símbolos das realidades do alto na ação litúrgica” (Introdução ao Lecionário da Missa, ILM, 35), não devendo por isso ser “substituídos por outros subsídios de ordem pastoral” (ILM 37).
11.    O Concílio Vaticano II resgatou a ampla compreensão de presença real de Jesus Cristo na liturgia (no ministro, na Palavra, na assembleia orante, nos sacramentos, sobretudo nas espécies eucarísticas), proclamando que Cristo mesmo age nas ações litúrgicas (cf. SC 7). A Igreja nos convoca, pois, a valorizar estas diversas presenças. Imagens projetadas durante a celebração desviam a nossa atenção da ação de Jesus Cristo, aqui e agora, na própria ação ritual. Além disso, sendo o filme, ou vídeo, um acontecimento em si mesmo, não se destina a ilustrar outro acontecimento que é o mistério de Cristo e da Igreja na própria ação ritual em ato.
12.    O ministro, tanto no momento de proclamar a Palavra como na ação ritual de presidir a Eucaristia, age in persona Christi. O Cristo assume a voz, o olhar, o rosto, os braços, o corpo todo do ministro () para, por ele, se comunicar com o povo cristão reunido em assembleia e, na unidade do Espírito Santo, glorificar ao Pai. Então, como fica quando a assembléia se vê obrigada a ter que desviar sua atenção para o telão, exatamente quando teria de contemplar a ação do Cristo vivo na pessoa do ministro? E como fica aí a “participação ativa”, no verdadeiro sentido teológico-litúrgico, pedida com insistência pelo Vaticano II?
13.    O uso do projetor multimídia na liturgia, como estamos vendo, além de interferir na ação ritual, entra em competição com a liturgia, gerando distração.
14.    O uso didático do projetor multimídia, utilizando aparelhos (computador, fiação, projetor, mesa, telão), sem dúvida interfere na composição e na estética do próprio espaço celebrativo enquanto “sinal e símbolo das coisas divinas” (cf. IGMR 288). Dependendo da localização, não seria o projetor multimídia um elemento estranho ao espaço celebrativo, dificultando a execução das ações sagradas e a ativa participação dos fiéis? Na verdade, com o uso desses aparatos corre-se inclusive o risco de tornar o espaço celebrativo em quase “sala de aula”, de “conferência”, ou uma extensão da minha “sala de TV”.
15.    Além do mais, com o uso de projetor multimídia na liturgia, não se corre o risco da acomodação, no sentido de não se precisar mais investir na formação litúrgica e nem mesmo buscar uma melhor qualidade do espaço celebrativo e, sobretudo, dos ministérios?
16.    O problema maior, talvez, está na falta de iniciação litúrgico-ritual. Qual o lugar que a liturgia ocupa na catequese? O que normalmente se ensina aos agentes de pastoral e comunidades? Quem o faz e que metodologia utiliza? Como estão sendo formados os futuros presbíteros e diáconos? A formação litúrgica muitas vezes fica reduzida a teoria, sem a devida formação para a ritualidade conjugada com a espiritualidade. Resultado: Recorre-se a folhetos, ao uso do projetor multimídia etc., desfocando assim a atenção da assembleia daquilo que é central na celebração. Liturgia é eminentemente ação, celebração: ação de Cristo e da Igreja, ação da assembleia em Cristo e no Espírito. Assim sendo, não tem como ser ela acompanhada por outra ação paralela assistida no telão. Não somos expectadores mas participantes.
17.     Enfim, podem as novas tecnologias colaborar em favor de uma liturgia participativa, pascal, simbólica e orante? É possível? Com certeza, e muito! Onde? Na catequese como preparação para o bem celebrar, nos cursos em preparação ao batismo e ao matrimônio, bem como nos cursos de formação litúrgica em geral. Aí, nestes espaços, o projetor multimídia presta, sem dúvida, um notável serviço à sagrada liturgia.
18.     Que o Espírito Santo nos ilumine, para que, a partir de uma séria reflexão sobre o uso do projetor multimídia em nossas liturgias, possamos qualificar sempre mais nossas celebrações e todos os seus ministérios. Tudo para que nossas assembléias litúrgicas, corpo eclesial de Cristo, possam sentir-se plenamente sujeito das ações rituais e, ao mesmo tempo, todas as pessoas que as compõem sintam-se envolvidas pelo mistério da salvação e glorifiquem ao Pai por uma vida santa.

cyclops

Acho que sutilmente se chama "proposta" aquilo que obviamente já foi atestado: DENTRO DA LITURGIA DA MISSA é MAIS PREJUDICIAL do que benéfico!

Bom, este documento também trata da questão das chamadas "Missas de Cura..." affraid .
Quem quiser dar uma apreciada na íntegra, encontra-o aqui.

Para mim, o simples fato de a CNBB mencionar este tipo de avanço, essa "ação disciplinar", já é uma grande alegria. Very Happy

Aqui na Diocese de Petrópolis, quem conhece D. Filippo sabe que em breve haverá - se ja não houve - uma "batida de cajado" nesse assunto. E já seria bom "ensaiar" as correções.
Lembremo-nos de ontem, Pentecostes e lutemos por nossa Unidade!

Espero ter ajudado.
Com minhas orações,

Li o link e sobre o assunto do uso do projetor ou Data Show a cnbb divulgou um nota

Marcos

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Uso do projetor

Mensagem por Marcos em Seg Maio 09, 2011 10:01 pm

Eu trabalho, na minha Paróquia na Pastoral Liturgica e sou responssavel pela midia no caso aqui já é Data Show, recentemente sofremos uma troca de paroco, e o atual não quiz nem saber de uso de imagens na midia, concordei com ele realmente tira atensão da assembléia. E no momento das orações eucarísticas, só deixo o final da parte do presindente da celebração e logo em seguida a parte da asembléia. ele aprovo. E Sobre os cantos coloco todas as musicas, vejo que o povo também cantando a santa missa fica mais participativa o que se refere ao povo.
Creio eu que da para conviver com a modernidade sim, sabendo usar, até nosso Papa Bento XVI, esta começando usar da modernidade, na minha opinião não devemos despresar aquilo que nos ajuda e facilite a participação de todo povo de Deus na Santa Liturgia. Se continuarmos sempre proibindo o uso de tudo que acha que prejudica o andamento da Santa Missa é mais facil então a CNBB voltar as missas em latin e deixar só o Padre celebrar, mas nos cursos de liturgia que eu participei não foi isto que me ensinarar a Santa Missa é de todos e não do Padre. Esta é só minha opinião, Paz e bem a todos

Marcos

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Re: É errado usar retroprojetor ao invés do jornalzinho na missa

Mensagem por FRANCIDILSO SILVA em Qui Maio 26, 2011 12:30 am

Olá gente! Essa questão levantada precisa sair do "achômetro" e fazer valer o que pensa a Igreja a respeito dessa questão, ou melhor, quais as reflexões litúrgico-teológico-pastoral que nossos bispos nos dão.
Na assembleia dos bispos no ano passado, a Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia nos fez algumas indagações a cerca dessa pratica do uso do Data Show. Seria interessante ler essa nota: http://cnbb.org.br/site/comissoes-episcopais/liturgia/5555-o-uso-do-projetor-multimidia-na-liturgia. Dessa maneira acredito que toda dúvida se esclarecerá. Abraços!!!

FRANCIDILSO SILVA

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Re: É errado usar retroprojetor ao invés do jornalzinho na missa

Mensagem por cleidsonal em Sex Jan 13, 2012 9:06 pm

Retroprojetor acredito ser um exagero.

Isso não é necessário...

Obs.: minha primeira mensagem.

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Re: É errado usar retroprojetor ao invés do jornalzinho na missa

Mensagem por Rafael Monteiro em Ter Nov 13, 2012 1:05 pm

Acho que este artigo do Pe. Danilo César dos Santos Lima, para a Revista Vida Pastoral de Julho-Agosto de 2012 que faz uma reflexão da nota emitida pela Comissão Episcopal para a Liturgia, é muito útil apesar de um pouco longo. Interessantíssimo.

http://pt.scribd.com/doc/97678903/o-uso-dos-aparatos-tecnicos-nas-celebracoes
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Re: É errado usar retroprojetor ao invés do jornalzinho na missa

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