Igreja verdadeira..

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Re: Igreja verdadeira..

Mensagem por Binhokraus em Sab Out 08, 2011 12:25 pm

O senhor cursou faculdade de história para poder falar assim dos historiadores? Caso tenha cursado me admiro demais de uma colocação dessas. Caso não tenha cursado ai fica tudo entendido, pq o procedimento é o mesmo, fala do que não conhece.
O senhor entende tudo muito errado, não sei se por causa da diferença que existe entre nossas linguas ou se é de propósito. Em nenhum momento eu disse que tem que se conhecer ABSOLUTAMENTE TUDO para a partir daí falar alguma coisa. O que disse, e agora repito com outras palavras foi: Não podemos falar ou emitir juizos a cerca de coisas nas quais não temos um mínimo de conhecimento. O senhor não tem o mínimo de conhecimento do que é a igreja, e fala dela como se soubesse de tudo. Então, encerro por aqui minha participação nesse debate, pois como sabemos se o começo é errado o fim fatalmente também o será... sua conclusões a partir da missiva errada são totalmente fantasiosas e frutos de sua imaginação a cerca do que é o mundo.

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Re: Igreja verdadeira..

Mensagem por Pe. Anderson em Sab Out 08, 2011 1:30 pm

Caramba,

A Igreja de Cristo é totalmente ilegal! Nao sei se dou gargalhadas ou se choro.

Como alguem que nao conhece nada da doutrina e da vida da Igreja Católica, nem de outras igrejas pode ter certeza absoluta que nao pode haver mais a Igreja de Cristo. Só a ignorancia pode fazer esse tipo de afirmaçao comica.

Na verdade a Igreja de Cristo subsiste na Igreja Católica e em todas aquelas que dao o batismo validamente, ou seja, que comunicam a graça sobrenatural de Cristo. Quem batiza validamente dá a graça e faz a pessoa entrar na única e indefectivel Igreja de Cristo.

A Igreja de Cristo é una (indivisa) e santa. É Santa nao porque todos os seus membros sejam atualmente santos, mas porque Cristo é sua Cabeça e dá a santidade aos seus membros. Cristo nao prometeu em nenhum lugar que os membros da sua Igreja seria impecáveis. Poderia ser assim, mas isso significa que Deus teria que excluir a liberdade dos seus filhos, coisa que é absurda. A Igreja de Cristo nao faz ninguem torna-se impecável porque cada membro seu permanece livre. Deus quis correr o risco da liberdade humana, mesmo dentro da sua Igreja, porque quis ser amado livremente, e nao por marionetas. Esse é o risco do amor. A verdade é que quando se busca uma igreja de impecáveis se está desconhecendo a realidade e desvalorizando a liberdade humana, dom de Deus.

“Se dizemos que não temos pecados, estamos nos enganando, e não há verdade em nós” I João 1,8. Isso dizia Sao Joao dos mesmos membros da Igreja de Cristo, existente na sua época, inclusive de si mesmo. Evidentemente nao significa que a Igreja foi corrompida entao, mas sim que cada membro fiel da Igreja è santo enquanto vive na graça de Cristo e sempre necessitado de purificaçao, enquanto torna a pecar livremente.

Um erro clássico de quem quer se afastar da Igreja por causa dos pecados de alguns dos seus membros é o que eu chamo de Idealismo Eclesiológico, pensar que ou na Igreja todos sao santos ou todos sao corrompidos pelo pecado. Na verdade, somos livre e na Igreja de cristo há joio e trigo, como bem prometeu o Senhor.

Vale a pena lembrar aqui: "aquele que julga que nao tem pecado, que atire a primeira pedra".

Resumindo, a Igreja é o corpo de Cristo, é sua esposa imaculada. É perfeita nos seus santos que estao nos Ceus e por aqueles que vivem na Terra, ainda que esses sejam sempre livres e propícios ao pecado. Na maioria dos seus membros a Igreja cresce lentamente, ou seja, na medida em que somos purificados dos nossos pecados e amamos a Deus fazemos parte sempre da Igreja de Cristo, aqui mesmo na Terra. Uma Igreja que fosse perfeita e estivesse exclusivamente nos Céus seria uma inutilidade, pois nao nos uniria a Cristo e nao seria instrumento e sinal de salvaçao. A Igreja é visível, ainda que só Deus pode conhecer quem participa dela realmente, pois só Ele conhece os coraçoes e pode julgar quem está ou nao na graça. Deus nao nos fez juizes dos nossos irmaos.

Além disso Ele e os santos nos ensinam a ser muito rigorosos conosco mesmos e muito misericordiosos com os nossos irmaos. "Bem-aventurados os misericordiosos porque alcançarao misericórdia" disse o Senhor. E tambem, "na medida em que medirdes sereis medidos". Quem somos nós, pois, para julgarmos nossos irmaos? Deixemos isso a Deus e nao procuremos somente apontar os defeitos alheios, mas sim rezar e perdoar a todos. Isso é mais nobre e cristao.

Um criticismo repetitivo é uma inutilidade e uma demonstraçao de pouca maturidade intelectual e humana. Deixar a Deus o poder de julgar os coraçoes e perdoar quem nos ofendeu algo autenticamente cristao.

Deixo uns textos aqui para meditarmos sobre o tema. Grande abraço a todos.
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Re: Igreja verdadeira..

Mensagem por Pe. Anderson em Sab Out 08, 2011 1:37 pm

Caros amigos,

Vejam esse texto escrito por um dos maiores teólogos e filósofos tomistas do século XX, o petropolitano Pe. Penido.

Igreja santa e pecadora?
(Pe. Penido)

Uma das causas comuns de apostasia [da fé] é o horror provocado pelos desfalecimentos humanos no seio da Igreja. A religião pa­rece fonte de imoralidade, ou, pelo menos, não corresponder, na prática, ao que ensina em teoria.

E se o escândalo provoca apostasias, maior ainda o número de conversões que ele faz abortar: “Eu, agregar-me aos católi­cos? Por que, se eles não valem mais do que os outros - muitos deles até valem menos? Eu, ajoelhar-me aos pés de um padre, pecador ele também, talvez mais do que eu?” Tanto mais ferinas as críticas quanto maiores as pretensões da Igreja: ela se diz di­vina, santa, imaculada? Pois mostre-nos o que vai de tudo isso na vida cotidiana!

Escândalo ilógico, digamo-lo imediatamente. Jamais foi pro­metido por Cristo que a graça supriria o esforço pessoal. Os ta­lentos que o Mestre nos dá, ele exige que os façamos frutificar; não se substituirá jamais a nosso livre arbítrio.

Deveria até confirmar a fé, o fato de que uma sociedade com­posta de homens fracos, falíveis, sujeitos às mesmas paixões que os demais, não haja todavia descambado na mais absoluta cor­rupção, mas antes mantenha rígidos os princípios de moral purís­sima e os pratique, em que pesem os numerosos e indisfarçáveis desfalecimentos individuais.

A Igreja produziu até um tipo novo, original, de homem: o Santo. Tão novo, tão original que Bergson se abalançou a atribuir ao Santo uma essência diversa da nossa. Porém somos assim feitos que menos nos impressionam as vir­tudes do que os desfalecimentos. E por isso vemos tantos e tan­tos abandonarem a fé, porque encontraram um padre cúpido ou devasso, ou simplesmente malcriado; porque tal carola não passa de grandíssimo patife; porque tal senhora misseira, e até beata, é a pior língua da localidade.

Em nossa época este escândalo revestiu forma peculiar; apresenta-se corno reivindicação de justiça social. Embora os Papas hajam condenado não apenas o comunismo senão ainda os abusos do capitalismo, é infelizmente verdade que aquele que não se con­tenta de louvores teóricos às encíclicas, mas procura aplicá-las na prática, incorre muitas vezes na ira dos chamados bem-pen­santes que lhe assacam as pechas de socialista, comunista, etc. Donde ser o catolicismo acusado de querer perpetuar as injus­tiças sociais, de ser o derradeiro baluarte do capitalismo burguês.

Apostasias ilógicas, repetimos, pois não distinguem entre a mensagens divina que merece nossa crença e seus portadores hu­manos, talvez menos dignos. Por ser portador desta mensagem, o mau padre merece ainda ser ouvido e obedecido, embora não faça o que prega. Porventura recusaríeis precioso tesouro, sob pre­texto que vos é trazido por um homem esfarrapado e imundo? pergunta Catarina de Sena. Nem deixa de ser verdadeira a re­ligião porque muitos dos seus adeptos não a praticam. Tão me­díocre a humanidade, apesar da religião, que seria sem religião?

Ademais, com suma injustiça olvidaríamos o que de sublime houve e há na Igreja: aquela plêiade de mártires, de confesso­res, de virgens, que nos causa justo orgulho; a multiplicidade de obras e instituições; as miríades de almas tiradas do lodo; os incontáveis atos de bondade, de misericórdia, de justiça; as inú­meras tentações vencidas. Quantos e quantos atestam que na re­ligião e nela só, encontram força para não resvalar, para cumprir o dever a todo custo? Além dos grandes santos, há os incontá­veis “pequenos” santos, que vivem de cotidiano heroísmo cristão.

Na Encíclica “Mit brennender Sorge”, o Papa Pio XI fez valer uma outra consideração, ao aludir à exploração pelos na­zistas, dos escândalos da Igreja:

“A divina missão que a Igreja cumpre entre os homens e deve cumprir por meio de homens, pode ser dolorosamente obscurecida pelo que de humano, talvez de demasiadamente humano, desponta por vezes qual cizânia en­tre o trigo do reino de Deus. Quem conhece a frase do Salva­dor acerca dos escândalos e dos que os dão, sabe como a Igreja e cada indivíduo deve julgar sobre o que foi e é pecado. Todavia, quem, fundando-se sobre esses lamentáveis contrastes en­tre fé e vida, palavra e ação, atitude externa e sentir interior de alguns ou mesmo de muitos, esquece ou passa sob silêncio o imenso cabedal de esforço genuíno em prol da virtude, o es­pírito de sacrifício, o amor fraterno, o heroísmo de santidade de tantos membros da Igreja, este manifesta injusta e reprovável cegueira”.

De fato, maior direito nos assistira de gemer sobre a inépcia de alguns hierarcas e a mediocridade da maioria dos católicos, se começássemos por gemer sinceramente sobre nossa própria inépcia e mediocridade, muito maiores ainda…

Todavia, não se nos aquieta inteiramente o espírito. Afigura-­se-nos a Igreja qual realidade híbrida, plasmada de crimes he­diondos e de virtudes inigualáveis - e não já, como afirma o Apóstolo: “Sem mácula, sem ruga, mas santa e irrepreensível”.

Como resolver a antinomia?

Os membros pecadores da Igreja.

Uma primeira resposta - tão fácil quanto errônea - con­siste em afirmar que a Igreja só compreende os justos. Por con­seguinte, a massa de pecadores que encontramos na cristandade faz tão pouco parte da Igreja quanto os apóstatas ou os pagãos endurecidos.

A Santa Igreja é aquele puro ser de glória que contemplava o Vidente de Patmos. E por isso mesmo se esconde a nossos olhos de carne.

Tal foi, no século IV, a solução dos Donatistas; na Idade Média, dos Valdenses e dos Hussitas; nos tempos modernos de Lutero, Calvino, Quesnel e do Sínodo de Pistóia. — No fundo, esta opinião identifica Igreja militante e Igreja triunfante.

Porém, como sabiamente adverte Leão XIII, quando inqui­rimos da natureza da Igreja, não nos devemos perder em deva­neios sobre o que poderia ter Cristo feito, senão procurar o que ele de fato quis fazer, e que fez na realidade. Ora, as próprias palavras de Jesus nos revelam o mistério da presença de pecado­res dentro do Corpo Místico.

Na alegoria da videira, Jesus nos diz, logo a princípio: “Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o lavrador; toda a vara em mim que não dá fruto, ele a tira, e poda aquela que dá fruto para que dê mais fruto” (Jo 15, 1-2). Temos aqui claramente indica­do que tanto o justo como o pecador estão no Corpo Místico de Cristo. Em condições bem diversas, por certo. Um como membro fecundo, destinado à fecundidade maior; outro como membro es­téril, destinado a ser cortado, a secar, e mais tarde a ser lançado ao fogo (15, 6). Só se corta fora o que faz parte de um con­junto, não o que lhe não pertence.

(PENIDO, Pe. Dr. Maurílio Teixeira-Leite: “O Mistério da Igreja”, Editora Vozes, Petrópolis, 2 ed., 1956, pp.243-245).

Fonte: http://salterrae.org/

Grande abraço.
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Re: Igreja verdadeira..

Mensagem por Pe. Anderson em Sab Out 08, 2011 2:11 pm

Caros amigos,

Vejam essa belíssima homilia de Sao Gregório Magno, comentando o Evangelho do XXVIII domingo do tempo comum. O texto do Evangelho é o do rei que chama os convidados ao banquete do seu Filho. Vejam como esse texto é aplicado à Igreja, pois nessa estao presente todos os que foram chamados, bons e maus, e cada um deve perseverar na fé, atuando na caridade, para encontrar a salvaçao. Tem tudo a ver com o tema aqui discutido.

"O reino dos céus é semelhante a um rei que preparou um casamento para seu filho" (Mt 22.2) ...

Deus Pai fez o casamento, quando o Filho de Deus se uniu à natureza humana no ventre da Virgem ... Então ele enviou os seus servos para convidar os amigos para casamento. Enviou-os uma vez, e os mandou de volta porque ele tinha enviado pregadores da Encarnação do Senhor, primeiro com os profetas, depois com os apóstolos. Duas vezes, então ele enviou os seus servos a convidar. De fato, por meio dos profetas, disse que haveria a encarnação do Senhor e depois, através dos apóstolos, disse que essa tinha ocorrido. Mas como aqueles que foram convidados primeiro para a festa de casamento não viriam, na segunda chamada é dito: "Eis que tenho o meu jantar preparado, os meus bois e bezerros gordos foram abatidos, e tudo está pronto" (Mt 22: 4) ...

E (o Evangelho) continua: "Mas eles não estavam interessados: um foi para sua fazenda, outro para o seu negócio" (Mt 22,5). “Vá em seu campo” é talvez aquele que excessivamente está envolvido nos trabalhos terrenos, nos seus negócios, está indo buscar com ânsia os seus lucros mundanos. Para quem tem a intenção de labores terrestres, e que é dedicado às ações deste mundo finge não pensar sobre o mistério do Senhor e não viver de acordo com ele, se recusa a vir para o casamento do rei, como quem vai para o campo ou para negócio. Muitas vezes - e isso é mais grave - não apenas alguns rejeitam a graça daquele que chama, mas os perseguidores. Por isso (o Evangelho) acrescenta: “Outros agarrando os servos, maltrataram-los e os mataram Então o rei, vindo a conhecer estas coisas, enviou suas tropas, destruiu aqueles assassinos e incendiaram a sua cidade dede” (Mt 22: 6-7). Ele matou os assassinos, porque ele não destruiu os perseguidores. Ele incendiou a sua cidade, porque as chamas do inferno eterno é atormentado não apenas a sua alma, mas para a carne em que vivia ...

Mas ele que vê rejeitado o convite, não vai abandonar o casamento de seu filho. Ele envia a chamar outros, porque, mesmo se a palavra de Deus está lutando para encontrar aceitação entre alguns, algum lugar para descansar. Por isso (o Evangelho), acrescenta: “Então ele disse aos seus servos: Para as bodas, está tudo pronto, mas os convidados não eram dignos, vão para as saídas das ruas a convidar todos que encontrarem para o casamento” (Mt 22,8 - 9). Se a Bíblia quer dizer "rua" como "obra ", entendemos que "fora das ruas" significa "os que não obram", como muitas vezes vem facilmente a Deus aqueles que não gozam dos favores da fortuna em obras terrenas. Eles foram pelos caminhos, reuniram todos os servos que encontraram, maus e bons, e a sala do banquete ficou repleta de convidados (Mt 22,10).

É a mesma qualidade de convidados: deixou claro que este casamento do rei representa Igreja da época atual, na que se reúnem os bons e os maus. Ela é composta de vários filhos, todos eles de fato gera para a fé, mas não todos, com uma mudança de vida, leva à liberdade da graça espiritual, pelo impedimento posto pelo pecado. Enquanto vivemos aqui, é necessário que nós vamos juntos no caminho do presente século. Nos separamos quando chegamos. Os bons, de fato, irão para o céu e os maus para o inferno. Agora esta vida que está localizado entre o céu e o inferno, ou seja, está numa posição intermediária, onde vivem cidadãos de ambos os lados; mas aqueles que agora a Igreja recebe promiscuamente, ao final dos tempos separará. Se, então, sois bons, enquanto permaneceis nesta vida, suporta com paciência os maus. De fato, quem não pode suportar os maus, mostra de não ser ele mesmo bom, por causa de sua impaciência ...

Mas uma vez que, irmãos, pela graça de Deus, entrastes no salão da festa de casamento, isto é, na Santa Igreja, olhai bem que, entrando, o rei não tenha nada a censurar na sua alma. Na verdade, é preciso pensar com uma batida de coração grande o que imediatamente se segue: “O rei veio para ver os convidados, viu ali um homem que não estava usando um vestido de casamento” (Mateus 22:11). O que pensamos, queridos irmãos, que é o significado da veste nupcial? Se dissermos que a veste nupcial significa o batismo ou a fé, quem nunca fui a um casamento sem o batismo e a fé? É excluído de fato àqueles que ainda não têm fé. Então temos que entender como a roupa de casamento, se não o amor? Entrar para o casamento, mas sem a veste nupcial significa quem faz parte da santa Igreja pela fé, mas não tem caridade. É por isso justamente se diz que o amor é a veste nupcial, porque nosso Salvador a estava usando quando veio para o casamento para se juntar a Igreja a si mesmo. Foi só o amor de Deus pelo seu unigênito que o fez se juntou às almas dos eleitos. Por esta razão, João diz: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito por nós” (Jo 3.16). Portanto, Aquele que veio aos homens com a caridade, revela que este mesmo amor é a veste nupcial. Cada um de vocês que vivem na Igreja e acredito em Deus, já entrou na festa de casamento; mas veio sem a veste nupcial aquele que não preserva a graça da caridade...

Quem sendo convidado para o casamento não tem esta veste, seja cheio de ansiedade e medo, quando, na chegada do rei, vai ser jogado fora. É assim que se diz: “O rei veio para ver os convidados, viu ali um homem que não estava usando uma veste de casamento”. Nós, queridos irmãos, somos aqueles que somos convidados ao casamento da Palavra Divina, temos a fé da Igreja, nos alimentamos no banquete da Sagrada Escritura e nos alegramos porque a Igreja unida a Deus. Considereis, por favor, se viestes a este casamento com a veste nupcial, observeis atentamente seus pensamentos. Pesai vossos corações em detalhes, vejais se não tendes ódio contra ninguém, nenhuma inveja, se pega fogo contra a felicidade dos outros, se não for projetado para prejudicar ninguém com o mal escondido.

Eis que o rei entra no salão do casamento e observa o manto de nossos corações, e a quem não encontra vestido de caridade diz: “Amigo, como você entrou aqui sem a veste nupcial?” (Mateus 22:12). É digno de nota, queridos irmãos, que ele chamou de amigo e ainda o condena, como se o chamasse de amigo e inimigo ao mesmo tempo: um amigo pela fé, inimigo pelas obras. “E ele emudeceu” (Mateus 22,12)", isto é - e ninguém pode falar sem dor - o último julgamento não terão qualquer possibilidade de desculpa, porque o que repreende a partir do exterior também acusa a voz da consciência dentro cada um...

Portanto, aqueles que agora deixam voluntariamente se amarrar ao vício, vão se comprometer com os tormentos eternos, a contra-gosto.É justo dizer, então, que serão lançados nas trevas exteriores. Chamamos cegueira a escuridão interior do coração, e em vez de trevas exteriores a condenação da eterna noite. Cada condenado então não vem lançado no interior escuro, mas no exterior, é relutantemente lançado na noite da desgraça quem voluntariamente cai na cegueira do coração. Ele também diz que haverá choro e ranger de dentes, de modo que os dentes de rechinam daqueles que desfrutavam aqui na voracidade, e lamentarão os olhos daqueles que aqui se deram aos desejos ilícitos, e assim será submetido a tortura, todos os membros que aqui serviram aos vícios.

Logo depois ele foi expulso, que retrata todas as fileiras dos malvados, vem uma sentença geral que diz: “Muitos são chamados e poucos os escolhidos” (Mateus 20:16). É terrível, queridos irmãos, o que ouvimos! Eis que nós, chamados pela fé, viemos já para o casamento do rei do céu, nós acreditamos e confessamos o mistério da sua encarnação, nós comemos o alimento da Palavra Divina, mas o rei ainda está para vir a julgar. Sabemos que somos chamados: Mas não sabemos se somos eleitos. Então, é ainda mais necessário que cada um de nós se abaixe na humidade, pois não sabe se é eleito. Alguns começaram mesmo a fazer o bem, outros não perseveram no bem que tinha começado a fazer. Um foi visto conduzir quase toda a sua vida no pecado, mas no final foi convertido pelas lamentações dos seus pecados através de uma penitência rigorosa; um outro parece levar uma vida já de eleito, e no final de sua existência acontece de cair em iniqüidade e no erro. Um começa bem e termina melhor; outro se dedica a maldades desde criança e termina no mesmo depois de se tornar cada vez pior. Mais há uma razão para temer cada um com cuidado, uma vez que ignora o que o espera, porque - é preciso dizer muitas vezes e não se esqueçar- “muitos são chamados, mas poucos os escolhidos”.
Continuo mais tarde.


Última edição por Pe. Anderson em Sab Out 08, 2011 3:23 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Igreja verdadeira..

Mensagem por RenatoPaulo em Sab Out 08, 2011 2:32 pm

Vcs falam todos muito...
Sao muitas teorias...

Sr.Manuel se essa Igreja invisivel de Cristo existe,entao me diga onde se podem batizar as pessoas?
E onde puderemos juntos celebrar a Ceia do Senhor?
E onde puderemos nos confessar nossos pecados?Dessa obrigacao nos fala o actos dos Apostolos.

Binhokraus,a nossa Igreja tem um fruto podre na minha maneira de ver:
A pintura ou retrato de Deus de MiguelAngelo onde se observa a mao de Deus a tocar na mao de Adao.
Isso foi-nos proibido por Deus!
E os Papas estao bem conscientes desse pormenor.Porque no destroi a Igreja essa pintura?

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Re: Igreja verdadeira..

Mensagem por Binhokraus em Sab Out 08, 2011 3:54 pm

Caro Pe. Anderson, que maravilhosas palavras... de fato expressam as realidades que vivemos. Eu acho engraçado que alguns, não sei porque motivo, acham que ao entrar para a igreja, ou se tornar padre ou bispo as pessoas não vão mais pecar. É insano pensar assim... mas fazer o que...

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Re: Igreja verdadeira..

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Sab Out 08, 2011 6:53 pm

Na verdade o que os apoiantes da Igreja Católica chamam de igreja, para mim é apenas uma igreja humana. A Igreja de Cristo é algo diferente.
E o sr. Padre pelo menos percebe-me muito bem, mesmo que o não queira demonstrar.
Assim, como usamos linguagem diferente, temos conclusões diferentes.
Usar a sua ideia de igreja para criticar a minha quando falo de Igreja de Cristo, que mostro ser diferente, é o mesmo que dizer que eu disse que comi bogalhos quando eu digo que comi alhos. Percebe?! Mas cada um chega a brasa à sua sardinha e não devemos negar.
A igreja de Cristo não tem fundamento legal segundo as leis humanas. A igreja católica sim. Se não se legalizar em cada país não pode agir. Isto não é uma critica, mas um sinal de identificação. Não me estava a referir às leis de DEUS.

Agora para o Sr. Renato:
Quanto ao batismo.:
Não precisa de um padre (nem tão pouco de uma igreja) para batizar em nome de Cristo. Isso se o batismo significa aceitar o Cristo.
Contudo se o batismo tiver o significado de se «filiar» numa igreja, cada um se deve batizar na igreja em que se quer filiar. Simples! ...
Mas o batismo de filiação não é a mesma coisa que o batismo de conversão e de arrependimento.
João pregou o Batismo de arrependimento. Cristo o batismo de aceitação do Reino de Deus e as igrejas o batismo de filiação a essa igreja.
Se deitar uma olhadela às próprias leis da igreja católica verificará que ela não defende o batismo de filiação. Para isso tem o Crisma. Assim, a igreja Católica aceita o batismo praticado pelos protestantes se for «em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo». A igreja católica é contra voltar a batizar. Mesmo se você tiver um filho e o batizar você mesmo em casa (por exemplo porque pensa que vai morrer) a igreja católica não o volta a batizar, mas a cerimónia é apenas ritual sem uso da água. É apenas uma exigência ritual, onde não há batismo de novo.
Sabia disto?! Eu não vou entrar em pormenores que para isso há pessoas para o efeito. E já agora quem batizou os Apóstolos?! Nada se sabe disso!
Assim, não haver uma organização estabelecida oficialmente segundo a lei de um país não é qualquer problema para o batismo em Cristo.

Quanto a confessar os pecados! Naturalmente deve confessar à pessoa ou pessoas contra quem pecou. Se pecou contra os seus irmãos deve confessar os seus pecados a eles. Se foi contra os seus filhoe é a eles que deve confessar os pecados, Igualmente se for contra a sua esposa ou contra qualquer dos seus amigos ou inimigos, vizinhos etc.
Se foi apenas contra DEUS (YHWH) é também a ELE e só a ELE que deve confessar os pecados, pois só ELE lhe pode perdoar.
E os padres?!
Eles só conseguem perdoar os pecados feitos contra eles?
E se for contra a comunidade cristã que eles representam?
Se essa comunidade lhes der poderes de representação podem fazê-lo.
É tudo muito simples, meu caro.
E as palavras de Jesus (Yeshua). «a quem perdoardes os pecados serão perdoados e a quem os retiverdes serão retidos»?! ...
Será que Cristo deu poderes aos padres (ou pelo menos aos Apóstolos) de perdoar pecados em nome de Deus?!
Está claro que não. Mas Cristo com essa expressão estava a dar aos Apóstolos o conhecimento do valor do perdão dos pecados, mas cada qual no seu lugar.
Por favor leia o final da oração a que chamam de «Padre Nosso» (Pater Noster) e se estiver com atenção perceberá tudo, pois é muito claro.
Hoje, precisamente hoje, dia 8 de Outubro e 10 de Tisri (ou Etanim) até ao fim do dia (pôr do sol: 18h e 09 m) foi para os judeus o dia do perdão (Yom Kipur). Já passou esse dia Yom Kipur porque já começou o dia 11 de Tisri, a partir do último pôr do sol.
Eu abri um tema no seguinte link:
http://quemtembocavaiaroma.livreforum.com/t991-yom-kipur-dia-do-perdao#9828
para dar a conhecer e valorizarmos o perdão, mas atá agora ainda ninguém se pronunciou.
É de PERDÃO que todos precisamos e não de autoritarismos legalistas.

Agora quanto à Ceia do Senhor, ainda é mais fácil.
O Senhor pode realizá-la sempre que quiser em sua casa, com sua esposa e sua filha. O que interessa é que tenha o espírito de Cristo. Não tenha dúvidas que se o senhor se reunir em nome de Cristo com sua esposa e sua filha Ele estará no vosso meio de verdade. Será uma verdadeira Eucaristia e pode usar o pão e o vinho, respeitosamente, como ELE fez na Sua última Ceia, e assim cumprirá a vontade de Cristo. Não precisa de «padre» nem de um edifício especial. A sua casa serve, quer seja na sala, quer mesmo na cozinha. O que conta para Cristo é a sua fé e a da sua família.
Cristo não é uma marioneta de «padres», nem de ninguém, mas é atraído pela acção do amor (AGAPE). Nos primeiros anos do Cristianismo essas reuniões eucarísticas chamavam-se de Ágapes.
Pois, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles.»
(Mateus 18,20)
Meu caro Renato. Já reparou que é esta a sua frase predilecta que escolheu para repetir até hoje em todas as suas intervenções?!
Isso indica que está no bom caminho.

Então pode-me dizer: Então uma sociedade que se chame de «igreja» ou qualquer outro nome, não serve para nada.
Sim serve, mas não é imprescindível. Deve associar-se com quem confia e isso é bom, mas se sentir só, como Elias, não desespere! O sr. é um felizardo porque tem família e lute pela sua conservação até onde puder.
Só Cristo é que é mais importante que a família. Se viver com ela segundo as normas de Cristo vive já agora na Igreja de Cristo, mesmo que sejam apenas duas ou 3 pessoas: O sr., sua esposa e filha. O resto diz respeito à sociabilização que embora muito importante não é completamente indispensável.
Assim, o mais importante já o conseguiu. Basta agora desenvolver e moldar a jóia que já possui.

Quanto a pinturas e ídolos.
Sabia que David que foi o Rei que mais agradou a YHWH, tinha em sua casa um ídolo?! (1ª Samuel 19, 8-19). Contudo a Bíblia, não o condenou nem criticou por causa dessa desobediência. É que ele nunca foi idólatra nem escandalizava os outros.
Pelo contrário Salomão não tinha ídolos, mas sim as suas esposas que eram 700 (par não mencionar as 300 concubinas). Salomão também não era idólatra, mas para agradar a algumas das suas esposas, apesar de ter tantas (700 sabia?! -1ª Reis 11,3) deixou-se seduzir por algumas esposas (estrangeiras) que o levaram a prostrar-se humilhantemente perante seus ídolos etc ... para lhes agradar. (1ª Reis cap 11) Essa atitude não agradou a YHWH e foi severamente criticado e punido no seu sucessor Roboão por causa disso.
Assim o que conta não é o ídolo (ou imagem em si) mas a atitude imprudente e o mau exemplo.
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Re: Igreja verdadeira..

Mensagem por RenatoPaulo em Dom Out 09, 2011 11:46 am

Sr.Manuel eu estou sempre no bom caminho,desde que aceite Jesus Cristo como unico salvador dos homens.
Por vezes penso que ando no caminho errado,mas tudo isso é vontade de Deus.
Mas assim crescerei espiritualmente e eu estou a crescer espiritualmente.
Eu sou apenas um fruto.
Eu sou apenas um leigo.
Eu sou uma das muitas joias que a Igreja apresentará ao Senhor.
Sou apenas uma das muitas joias que satanás se quer apoderar.

Sr.Manuel,vc tambem tem razao no que aqui escreve.
Se uma familia infelizmente habitar numa zona onde nao haja Igrejas,pode e deve muito bem fazer isso que o senhor aqui o diz.
Agora eu estou a poucos quilometros de uma Igreja.Seria covardia minha eu nao me dirigir a essa Igreja,para junto com meus irmaos espirituais orar ao Senhor.

Sr.Manuel,conseguimos com a ajuda de Deus,levar a palavra Dele a todos os cantos do mundo e agora estamos desprezando nossa Igreja,deixando-a vazia!
Que iremos pois fazer quando o Senhor visitar nossa casa?
Fujir?

Aprendi que cada dia que passa,estando eu na Graça de Deus,meu amor aumenta.
Por esse motivo aprendi que consigo dar o amor que preciso de dar a minha familia,mas que aindo tenho amor suficiente para dar fora de minha casa.
Entao com muito amor dentro de mim,aceito com muito prazer o convite que o Senhor me mandou para estar presente no Seu banquete.
E o seu banquete,é a missa.
Sr.Manuel eu leio quase todos os dias a Biblia.Mas tenho de ser sincero consigo!-Quando chega o domingo fico cheio de alegria e vou a missa com muito gosto sem relogio no pulso.

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Re: Igreja verdadeira..

Mensagem por Pe. Anderson em Seg Out 10, 2011 5:34 pm

Caros amigos,

Vejamos mais uma vez:


Manuel: Na verdade o que os apoiantes da Igreja Católica chamam de igreja, para mim é apenas uma igreja humana. A Igreja de Cristo é algo diferente.

Evidentemente a Igreja Católica é uma Igreja Humana, pois é o Corpo Místico de Cristo e como tal é semelhante a Ele, perfeito Deus e perfeito Homem (Uma igreja extra-terrestre seria um absurdo, assim como uma Igreja só no Céu seria algo contrario a verdade bíblica, nao seira um instrumento de mediaçao da salvaçao e seria, portanto, uma inutilidade completa).

De modo que os membros da Igreja são o corpo de Cristo e Cristo mesmo é sua Cabeça. Porque Ele é a Cabeça, a Igreja é santificada e santificadora. Isso não significa que todos os seus membros sejam santos em ato, mas sim podem receber a graça santificante de Deus, se não põem obstáculo à graça divina, o que a liberdade humana pode fazer, infelizmente. O Vaticano II afirma assim:

A Igreja, Corpo místico de Cristo

7. O filho de Deus, vencendo, na natureza humana a Si unida, a morte, com a Sua morte e ressurreição, remiu o homem e transformou-o em nova criatura (cfr. Gál. 6,15; 2 Cor. 5,17). Pois, comunicando o Seu Espírito, fez misteriosamente de todos os Seus irmãos, chamados de entre todos os povos, como que o Seu Corpo.
É nesse corpo que a vida de Cristo se difunde nos que crêem, unidos de modo misterioso e real, por meio dos sacramentos, a Cristo padecente e glorioso(6). Com efeito, pelo Baptismo somos assimilados a Cristo; «todos nós fomos baptizados no mesmo Espírito, para formarmos um só corpo» (1 Cor. 12,13). Por este rito sagrado é representada e realizada a união com a morte e ressurreição de Cristo: ; «fomos sepultados, pois, com Ele, por meio do Baptismo, na morte»; se, porém, ; «nos tornámos com Ele um mesmo ser orgânico por morte semelhante à Sua, por semelhante ressurreição o seremos também (Rom. 6, 4-5). Ao participar realmente do corpo do Senhor, na fracção do pão eucarístico, somos elevados à comunhão com Ele e entre nós. ;«Porque há um só pão, nós, que somos muitos, formamos um só corpo, visto participarmos todos do único pão» (1 Cor. 10,17). E deste modo nos tornamos todos membros desse corpo (cfr. 1 Cor. 12,27), sendo individualmente membros uns dos outros» (Rom. 12,5).
E assim como todos os membros do corpo humano, apesar de serem muitos, formam no entanto um só corpo, assim também os fiéis em Cristo (cfr. 1 Cor. 12,12). Também na edificação do Corpo de Cristo existe diversidade de membros e de funções. É um mesmo Espírito que distribui os seus vários dons segundo a sua riqueza e as necessidades dos ministérios para utilidade da Igreja (cfr. 1 Cor. 12, 1-11). Entre estes dons, sobressai a graça dos Apóstolos, a cuja autoridade o mesmo Espírito submeteu também os carismáticos (cfr 1 Cor. 14). O mesmo Espírito, unificando o corpo por si e pela sua força e pela coesão interna dos membros, produz e promove a caridade entre os fiéis. Daí que, se algum membro padece, todos os membros sofrem juntamente; e se algum membro recebe honras, todos se, alegram (cfr. 1 Cor. 12,26).
A cabeça deste corpo é Cristo. Ele é a imagem do Deus invisível e n 'Ele foram criadas todas as coisas. Ele existe antes de todas as coisas e todas n'Ele subsistem. Ele é a cabeça do corpo que a Igreja é. É o princípio, o primogénito de entre os mortos, de modo que em todas as coisas tenha o primado (cfr. Col. 1, 15-18). Pela grandeza do Seu poder domina em todas as coisas celestes e terrestres e, devido à Sua supereminente perfeição e acção, enche todo o corpo das riquezas da Sua glória (cfr. Ef. 1, 18-23) (7).
Todos os membros se devem conformar com Ele, até que Cristo se forme neles (cfr. Gál. 4,19). Por isso, somos assumidos nos mistérios da Sua vida, configurados com Ele, com Ele mortos e ressuscitados, até que reinemos com Ele (cfr. Fil. 3,21; 2 Tim. 2,11; Ef. 2,6; Col. 2,12; etc.). Ainda peregrinos na terra, seguindo as Suas pegadas na tribulação e na perseguição, associamo-nos nos seus sofrimentos como o corpo à cabeça, sofrendo com Ele, para com Ele sermos glorificados (cfr. Rom. 8,17).
É por Ele que «o corpo inteiro, alimentado e coeso em suas junturas e ligamentos, se desenvolve com o crescimento dado por Deus» (Col. 2,19). Ele mesmo distribui continuamente, no Seu corpo que é a Igreja, os dons dos diversos ministérios, com os quais, graças ao Seu poder, nos prestamos mutuamente serviços em ordem à salvação, de maneira que, professando a verdade na caridade, cresçamos em tudo para Aquele que é a nossa cabeça (cfr. Ef. 4, 11-16 gr.).
E para que sem cessar nos renovemos n'Ele (cfr. Ef. 4,23), deu-nos do Seu Espírito, o qual, sendo um e o mesmo na cabeça e nos membros, unifica e move o corpo inteiro, a ponto de os Santos Padres compararem a Sua acção à que o princípio vital, ou alma, desempenha no corpo humano(8).
Cristo ama a Igreja como esposa, fazendo-se modelo do homem que ama sua mulher como o próprio corpo (cfr. Ef. 5, 25-28); e a Igreja, por sua vez, é sujeita à sua cabeça (ib. 23-24).«Porque n'Ele habita corporalmente toda a plenitude da natureza divina» (Col. 2,9), enche a Igreja, que é o Seu corpo e plenitude, com os dons divinos (cfr. Ef. 1, 22-23), para que ela se dilate e alcance a plenitude de Deus (cfr. Ef. 3,19).
A Igreja é uma sociedade visível e espiritual, assim como Cristo foi perfeito Deus e perfeito homem. Assim os católicos afirmamos:

A Igreja, sociedade visível e espiritual
8. Cristo, mediador único, estabelece e continuamente sustenta sobre a terra, como um todo visível, a Sua santa Igreja, comunidade de fé, esperança e amor, por meio da qual difunde em todos a verdade e a graça (9). Porém, a sociedade organizada hierarquicamente, e o Corpo místico de Cristo, o agrupamento visível e a comunidade espiritual, a Igreja terrestre e a Igreja ornada com os dons celestes não se devem considerar como duas entidades, mas como uma única realidade complexa, formada pelo duplo elemento humano e divino (10). Apresenta por esta razão uma grande analogia com ó mistério do Verbo encarnado. Pois, assim como a natureza assumida serve ao Verbo divino de instrumento vivo de salvação, a Ele indissoluvelmente unido, de modo semelhante a estrutura social da Igreja serve ao Espírito de Cristo, que a vivifica, para o crescimento do corpo (cfr. Ef. 4,16) (11).
Esta é a única Igreja de Cristo, que no Credo confessamos ser una, santa, católica e apostólica (12); depois da ressurreição, o nosso Salvador entregou-a a Pedro para que a apascentasse (Jo. 21,17), confiando também a ele e aos demais Apóstolos a sua difusão e governo (cfr. Mt. 28,18 ss.), e erigindo-a para sempre em «coluna e fundamento da verdade» (I Tim. 3,5). Esta Igreja, constituída e organizada neste mundo como sociedade, é na Igreja católica, governada pelo sucessor de Pedro e pelos Bispos em união com ele (13), que se encontra, embora, fora da sua comunidade, se encontrem muitos elementos de santificação e de verdade, os quais, por serem dons pertencentes à Igreja de Cristo, impelem para a unidade católica.
Mas, assim como Cristo realizou a obra da redenção na pobreza e na perseguição, assim a Igreja é chamada a seguir pelo mesmo caminho para comunicar aos homens os frutos da salvação. Cristo Jesus «que era de condição divina... despojou-se de si próprio tomando a condição de escravo (Fil. 2, 6-7) e por nós, «sendo rico, fez-se pobre» (2 Cor. 8,9): assim também a Igreja, embora necessite dos meios humanos para o prosseguimento da sua missão, não foi constituída para alcançar a glória terrestre, mas para divulgar a humildade e abnegação, também com o seu exemplo. Cristo foi enviado pelo Pai « a evangelizar os pobres... a sarar os contritos de coração» (Luc. 4,18), «a procurar e salvar o que perecera» (Luc. 19,10). De igual modo, a Igreja abraça com amor todos os afligidos pela enfermidade humana; mais ainda, reconhece nos pobres e nos que sofrem a imagem do seu fundador pobre e sofredor, procura aliviar as suas necessidades, e intenta servir neles a Cristo. Enquanto Cristo «santo, inocente, imaculado» (Hebr. 7,26), não conheceu o pecado (cfr. 2 Cor. 5,21), mas veio apenas expiar os pecados do povo (Hebr. 2,17), a Igreja, contendo pecadores no seu próprio seio, simultaneamente santa e sempre necessitada de purificação, exercita continuamente a penitência e a renovação.
A Igreja «prossegue a sua peregrinação no meio das perseguições do mundo e das consolações de Deus» (14), anunciando a cruz e a morte do Senhor até que Ele venha (cfr. Cor. 11,26). Mas é robustecida pela força do Senhor ressuscitado, de modo a vencer, pela paciência e pela caridade, as suas aflições e dificuldades tanto internas como externas, e a revelar, velada mas fielmente, o seu mistério, até que por fim se manifeste em plena luz
Sobre o Batismo o senhor Manuel só diz superficialidades e confunde a doutrina da Igreja Católica com doutrinas de seitas ou novos movimentos religiosos de origem cristã. A doutrina católica do batismo é bem diferente das fantasiosas teorias do sr. Manuel, o que faz demonstrar sua ignorância, mais uma vez.

Diz o Catecismo da Igreja Católica:

1213. O santo Baptismo é o fundamento de toda a vida cristã, o pórtico da vida no Espírito(«vitae spiritualis ianua – porta da vida espiritual») e a porta que dá acesso aos outros sacramentos. Pelo Baptismo somos libertos do pecado e regenerados como filhos de Deus: tornamo-nos membros de Cristo e somos incorporados na Igreja e tornados participantes na sua missão (4). «Baptismos est sacramentam regeneratiorais per aquam in Verbo – O Baptismo pode definir-se como o sacramento da regeneração pela água e pela Palavra» (5).

1276. «Ide, pois, fazei discípulos de todas as nações, baptizai-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e ensinai-os a cumprir tudo quanto vos mandei» (Mt 28, 19-20).
1277. O Baptismo constitui o nascimento para a vida nova em Cristo. Segundo a vontade do Senhor; ele é necessário para a salvação, como a própria Igreja, na qual o Baptismo introduz.
1278. O rito essencial do Baptismo consiste em mergulhar na água o candidato ou em derramar água sobre a sua cabeça, pronunciando a invocação da Santíssima Trindade, isto é, do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
1279. O fruto do Baptismo ou graça baptismal é uma realidade rica que inclui: a remissão do pecado original e de todos os pecados pessoais; o renascimento para uma vida nova, pela qual o homem se torna filho adoptivo do Pai, membro de Cristo, templo do Espírito Santo. Por esse facto, o baptizado é incorporado na Igreja, corpo de Cristo, e tornado participante do sacerdócio de Cristo.
1280. O Baptismo imprime na alma um sinal espiritual indelével, o carácter; que consagra o baptizado para o culto da religião cristã. Por causa do carácter; o Baptismo não pode ser repetido (88).
1281. Os que sofrem a morte por causa da fé, os catecúmenos e todos aqueles que, sob o impulso da graça, sem conhecerem a Igreja, procuram sinceramente a Deus e se esforçam por cumprir a sua vontade, podem salvar-se, mesmo sem terem recebido o Baptismo (89).
1282. Desde os tempos mais antigos, o Baptismo é administrado às crianças, visto ser uma graça e um dom de Deus que não supõem méritos humanos; as crianças são baptizadas na fé da Igreja. A entrada na vida cristã dá acesso à verdadeira liberdade.
1283. Quanto às crianças que morrem sem Baptismo, a Liturgia da Igreja convida-nos a ter confiança na misericórdia divina e a rezar pela sua salvação.
1284. Em caso de necessidade, qualquer pessoa pode baptizar, desde que tenha a intenção de fazer o que a Igreja faz e derrame água sobre a cabeça do candidato, dizendo: «Eu te baptizo em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo».

Sobre a Confissao, já foi muito bem tratada no nosso fórum e o sr. Manuel só diz novamente superficialidades, para distrair do assunto principal do tópico. Mas quanto mais superficialidades ele diz, mais ocasiões ele nos dá de esclarecer a nossa doutrina, que ele insiste em criticar sem conhecer.

É escandaloso ver que ele nega com tanta convicção a verdade bíblica, afirmaçoes claras do Senhor. Felizmente temos que reconhecer que a fé católica nesse assunto é exatamente a fé bíblica.

«Na tarde da Páscoa, o Senhor Jesus apareceu aos seus Apóstolos e disse-lhes: "Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos"» (Jo 20, 22-23).
Nós católicos dizemos que essas palavras são absoluta e radicalmente verdadeiras. Infelizmente o sr. Manuel não tem a mesma fé bíblica, pois se afastou da fé católica.

1486. 0 perdão dos pecados cometidos depois do Baptismo é concedido por meio dum sacramento próprio, chamado sacramento da Conversão, da Confissão, da Penitência ou da Reconciliação.
1487. Quem peca, ofende a honra de Deus e o seu amor, a sua própria dignidade de homem chamado a ser filho de Deus, e o bem-estar espiritual da Igreja, da qual cada fiel deve ser pedra viva.
1488. Aos olhos da fé, não existe mal mais grave do que o pecado; nada tem piores consequências para os próprios pecadores, para a Igreja e para todo o mundo.
1489. Voltar à comunhão com Deus, depois de a ter perdido pelo pecado, é um movimento nascido da graça do mesmo Deus misericordioso e cheio de interesse pela salvação dos homens. Deve pedir-se esta graça preciosa, tanto para si mesmo como para os outros.
1490. O movimento de regresso a Deus, pela conversão e arrependimento, implica dor e aversão em relação aos pecados cometidos, e o propósito firme de não tornar a pecar no futuro. Portanto, a conversão refere-se ao passado e ao futuro: alimenta-se da esperança na misericórdia divina.
1491. O sacramento da Penitência é constituído pelo conjunto de três actos realizados pelo penitente e pela absolvição do sacerdote. Os actos do penitente são: o arrependimento, a confissão ou manifestação dos pecados ao sacerdote e o propósito de cumprir a reparação e as obras de reparação.
1492. O arrependimento (também chamado contrição) deve inspirar-se em motivações que brotam da fé. Se for motivado pelo amor de caridade para com Deus, diz-se «perfeito»; se fundado em outros motivos, diz-se «imperfeito».
1493. Aquele que quer obter a reconciliação com Deus e com a Igreja, deve confessar ao sacerdote todos os pecados graves que ainda não tiver confessado e de que se lembre depois de ter examinado cuidadosamente a sua consciência. A confissão das faltas veniais, sem ser em si necessária, é todavia vivamente recomendada pela Igreja.
1494. O confessor propõe ao penitente o cumprimento de certos actos de «satisfação» ou «penitência», com o fim de reparar o mal causado pelo pecado e restabelecer os hábitos próprios dum discípulo de Cristo.
1495. Só os sacerdotes que receberam da autoridade da Igreja a faculdade de absolver; podem perdoar os pecados em nome de Cristo.
1496. Os efeitos espirituais do sacramento da Penitência são:
– a reconciliação com Deus, pela qual o penitente recupera a graça;
– a reconciliação com a Igreja;
– a remissão da pena eterna, em que incorreu pelos pecados mortais;
– a remissão, ao menos em parte, das penas temporais, consequência do pecado;
– a paz e a serenidade da consciência e a consolação espiritual;
– o acréscimo das forças espirituais para o combate cristão.
1497. A confissão individual e integral dos pecados graves, seguida da absolvição, continua a ser o único meio ordinário para a reconciliação com Deus e com a Igreja.

Sobre a Eucaristia, já foi muito bem explicada no nosso fórum e ele não acrescenta nenhum elemento novo. Vejam o tópico:

http://quemtembocavaiaroma.livreforum.com/t714-eucaristia-muito-mais-que-reuniao-fraterna?highlight=Eucaristia

Sobre a idolatría e as imagens, tambem já foi muito bem explicada e é evidente que ninguém sabe melhor do que nós católicos o que nós mesmo adoramos. Supor que um não católico sabe melhor do que nós o que nós mesmo adoramos é no mínimo cômico. Nós adoramos exclusivamente a Deus, que é Pai, Filho e Espírito Santo. Quem pensa que adoramos outras coisas, só demonstram sua própria ignorância.

http://quemtembocavaiaroma.livreforum.com/t818-adoracao-e-idolatria?highlight=imagens

Um grande abraço a todos.
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Re: Igreja verdadeira..

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Qui Out 13, 2011 9:32 am

A igreja de Yeshua já foi uma sociedade pequena visível, que nasceu naturalmente, separada do Estado e desprotegida no forum jurídico das nações. Agora, está espalhada por todo o mundo, mas só YHWH é que conhece os seus membros que ainda estão vivos na terra, tal como aconteceu no tempo de Elias.
(Romanos 11,3-4)
(!ª Reis 19,18)

Quanto à confissão auricular dos católicos ao me lembrar fico com uma impressão muito esquisita:
1) Ajoelhava-me diante dum «padre» que estava sentado.
2) Dizia: "perdoai-me «padre» porque pequei".
3) Dizia quase sempre a mesma coisa, sem saber se eram realmente pecados ou não. Tinha que inventar algo.
4) O «padre» ouvia (julgo eu) e dizia uma ladainha de palavras incompreensíveis (penso que em latim). Também fazia gestos com a mão direita.
5) Depois de dizer os alegados pecados e ao mesmo tempo que o padre fazia gestos com a mão direita eu recitava uma oração feita e decorada a que chamavam «acto de contrição«.
6) Por fim o padre aproximava-se do meu ouvido e dizia geralmente (reza dois padre-nossos e duas Avé-Marias).

Eu que sou um estúpido-ignorante não estou a citar nenhum documento; estou sim, a testemunhar o que acontecia e foi verdade, isto durante cerca de 20 anos, sempre, sempre a mesma coisa, com «padres» diferentes e em diferentes lugares de Portugal.
Quanto ao que disse Jesus isto é Yeshua em João 20, 21-23, o clero católico, faz muitas vezes um uso exagerado e distorcido. Infelizmente há alguns (repito alguns, não todos) padres que usam o que designam por confissão católica para prepararem o pecado sexual com algumas vitimas do sexo feminino. E pior ainda, também há quem faça o mesmo relativamente a crianças do sexo masculino, segundo agora é publicamente comunicado nos «media», coisa que desconhecia quando era pequeno.
Esses padres (pelo menos alguns) segundo é publicado pela comunicação social em vez de serem expulsos da «ordem» clerical, mudam simplesmente de paróquia, o que prova que há leis na Igreja Católica que estão extremamente ERRADAS; logo a conclusão é que não é dirigida pelo Espírito Santo, mas por homens, segundo as suas opiniões próprias.

Quanto ao baptismo o Item 1284 mencionado pela citação do Sr. padre é prova suficiente que qualquer pessoa pode baptizar, como eu afirmei que era doutrina da própria igreja católica. Quanto ao resto dos procedimentos rituais não é a mim que compete dizer qual é a opinião da mesma e qual o seu procedimento.
Quanto a excepções permitidas pela igreja Católica e seus cânones é verdade que segundo ouvi dizer (eu não sou padre) o can 862 tem algo a dizer:
http://www.infosbc.org.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=2337:do-ministro-do-batismo&catid=81:funcao&Itemid=99

Segundo a opinião espontânea e apressada do "padre", vós, os católicos sabem (todos) o que é que adoram e estão todos muito esclarecidos. Os de fora são os ceguinhos que só vêem miragens no deserto. Se assim fosse, teria agora a oportunidade de expressar os meus sinceros parabéns a todos os Católicos, por estarem assim todos tão esclarecidos. Contudo deixo a frase de Yeshua que é também um alerta.
41Jesus respondeu-lhes: «Se fôsseis cegos, não estaríeis em pecado; mas, como dizeis que vedes, o vosso pecado permanece.»
(João 9,41)
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Re: Igreja verdadeira..

Mensagem por Pe. Anderson em Sab Out 15, 2011 11:27 am

Caros amigos,

Vamos esclarecer mais alguns pontos aqui, que já foi tocado nesse tópico, mas não foi ainda bem esclarecido.

Em primeiro lugar o Batismo e a pertença à Igreja de Cristo:

O Batismo, segundo a doutrina cristã, presente na Igreja Católica, nas Igrejas ortodoxas e na maior parte das igrejas protestantes tradicionais é o rito pelo qual uma pessoa nasce de novo como filho de Deus. Esse rito foi instituído por Cristo e nos dá a graça verdadeira da filiação divina, nos faz membros da sua Igreja Santa, que é seu Corpo, nos abre as portas dos Céus. O Batismo nos faz entrar na Casa de Cristo, que é sua Igreja.

O Batismo responde ao mandato explícito do Senhor, antes de subir ao Céu (Mt 28, 19-20), e é necessário para a salvação, como afirma diversas vezes o mesmo Senhor. Esse é feito validamente quando obedece a fórmula trinitária e se tem a fé de fazer aquilo que a Igreja faz quando batiza. O ministro ordinário do batismo è o ministro ordenado, mas em caso de perigo de morte, qualquer pessoa pode batizar.

Só pensa que o batismo é uma mera apresentação à comunidade os chamados “novos movimentos religiosos de origem cristã”. A doutrina cristã, entretanto, é bem diversa e há quem as confunde, infelizmente.

O Batismo nos faz entrar na Igreja de Cristo, na sua casa. Essa Igreja de Cristo está presente, pois, onde se batiza validamente. Ou seja, a Igreja de Cristo subsiste na sua plenitude na Igreja Católica, essa é nossa fé, e noutras comunidades que mantiveram as tradições apostólicas (a doutrina verdadeira, a Sagrada Escritura e os Sacramentos válidos). Ou seja, a Igreja de Cristo é a Igreja Católica e nessa Igreja de Cristo participam também a Igreja Ortodoxa e as Igrejas Protestantes tradicionais. Essas últimas perderam alguns elementos essenciais da constituição original da Igreja (como a ordenação válida de sacerdotes, ao perderem a sucessão apostólica), mas também condividem conosco outros bens da Igreja (a Sagrada Escritura, alguns Sacramentos válidos, boa parte da doutrina etc.). A Igreja Ortodoxa só perdeu a comunhão com o Sucessor de Pedro, algo que está para mudar a qualquer momento (deve ser dito).

O Vaticano II, onde está explicita e verdadeiramente a doutrina da Igreja Católica diz assim:

“Com efeito, pelo Baptismo somos assimilados a Cristo; «todos nós fomos baptizados no mesmo Espírito, para formarmos um só corpo» (1 Cor. 12,13). Por este rito sagrado é representada e realizada a união com a morte e ressurreição de Cristo: ; «fomos sepultados, pois, com Ele, por meio do Baptismo, na morte»; se, porém, ; «nos tornámos com Ele um mesmo ser orgânico por morte semelhante à Sua, por semelhante ressurreição o seremos também” (Rom. 6, 4-5).

A fé da Igreja Católica sobre o que é a Igreja de Cristo é exatamente a fé bíblica, o que causa escândalo em alguns. Nós acreditamos que Cristo é a Cabeça da Igreja que é seu corpo. Essa união é fiel, passa todos os tempos e não pode ser perdida, porque Deus é fiel e não pode negar a si mesmo.

"A cabeça deste corpo é Cristo. Ele é a imagem do Deus invisível e n 'Ele foram criadas todas as coisas. Ele existe antes de todas as coisas e todas n'Ele subsistem. Ele é a cabeça do corpo que a Igreja é. É o princípio, o primogénito de entre os mortos, de modo que em todas as coisas tenha o primado (cfr. Col. 1, 15-18). Pela grandeza do Seu poder domina em todas as coisas celestes e terrestres e, devido à Sua supereminente perfeição e acção, enche todo o corpo das riquezas da Sua glória" (cfr. Ef. 1, 18-23) (7).

A Igreja de Cristo é Santa, Imaculada e Santificante. Isso não significa que todos os membros da Igreja sejam atualmente santos e impecáveis. Cristo jamais afirmou isso e o Concílio de Trento afirmou que o batismo é o início da salvação, não sua plenitude. Pois somente “quem perseverar até o final será salvo”, disse o Senhor.

“Todos os membros se devem conformar com Ele, até que Cristo se forme neles (cfr. Gál. 4,19). Por isso, somos assumidos nos mistérios da Sua vida, configurados com Ele, com Ele mortos e ressuscitados, até que reinemos com Ele (cfr. Fil. 3,21; 2 Tim. 2,11; Ef. 2,6; Col. 2,12; etc.). Ainda peregrinos na terra, seguindo as Suas pegadas na tribulação e na perseguição, associamo-nos nos seus sofrimentos como o corpo à cabeça, sofrendo com Ele, para com Ele sermos glorificados (cfr. Rom. 8,17).”


Agora sobre as ultimas palavras do senhor Manuel: vemos das palavras desse senhor como ele viveu de forma superficial sua fé e mesmo assim critica aqueles católicos que vivem de forma superficial sua fé. O mais correto seria sair da superficialidade e, se quiser criticas, basear-se naquilo que é verdadeiramente a doutrina da Igreja e não no que dizem certos sites anti-católicos do que eles pensam ser a doutrina da Igreja. Esses sites distorcem nossa doutrina, que ignoram, para depois combater aquilo que eles mesmo criaram. Assim só criam confusão e incentivam o ódio irracional e ao fanatismo. Lamentável.

Outra coisa que extraímos das palavras do senhor Manuel é que ele desconhece o que é a liberdade e a responsabilidade pessoal. Acusar a Igreja Católica de não ser a Igreja de cristo pelo fato de que aqui há pecadores (assim como há fora dela) é uma grande superficialidade. Em nenhum momento Jesus prometeu a impecabilidade aos seus seguidores. A Igreja de Cristo é Santa e Santificante no que diz respeito à sua Cabeça (Cristo mesmo), aos Sacramentos e aos meios que oferece à salvação. Agora cada pessoa é livre e deve responder livremente ao Senhor. Quem peca, o faz afastando-se da Igreja, nao vivendo o que essa é. Como dizia Sao Josemaria Escrivá, "nao basta fazer parte da Igreja, é necessário ser Igreja". O fato de que haja alguns que não a vivem não faz Cristo separar-se dos que sim a vivem. E só Deus pode julgar os corações as intenções da cada um. O melhor que podemos fazer é vigiar para nao pecarmos e rezar por aqueles que estao afastados de Deus. Criticar aos que erram é uma forma de farisaismo, que nao ajuda ninguem, mas só nos faz perder tempo e o otimismo.

O texto de Jo 20, 21-23 é para nós católicos, clero e fieis, palavras de Cristo e devem ser consideradas como absolutamente verdadeiras. Não é para nada distorcido. Deus deu o poder de perdoar pecados aos seus Apóstolos, que transmitiram aos seus Sucessores, os bispos da Igreja Católica e Ortodoxa. Esses guardam o divino tesouro e o santo Sacramento da Penitência assim como foi instituído pelo Senhor.

Sobre o que esse senhor diz sobre a pedofilia no clero, posso dizer que, assim como esse senhor, só vejo esses casos na mídia, jamais na realidade. Conheço dezenas (mais de uma centena) de padres no Brasil, em Portugal, na Espanha e na Itália e jamais soube de nenhum caso desses, nem mesmo uma acusação, nem vi ou ouvi experiência de ninguém. Isso nos faz pensar que isso será mais uma “lenda negra” criada pelos meios de comunicação para desmoralizar a Igreja Católica, única defensora da dignidade e liberdade humana na atualidade, época em que os totalitarismos querem sempre se fazer presentes. Esses casos são sempre apresentados pela mídia como “pedofilia no clero”, mas curiosamente jamais apresentam dados concretos, nomes de pessoas concretas, números verdadeiros e concretos. Se cria um clima de suspeita, sem nunca apresentar dados reais. O que se busca, é sem dúvida, atacar a Igreja e não mostrar a realidade. Parece que a "pedofilia no clero" é tao verdade quanto o "aquecimento global" e a "gripe suína".

Os números que a Igreja católica tem, não teve vergonha de tornar público, dizem que nos últimos 40 anos 300 padres foram acusados à Congregação da doutrina da Fé de terem cometido abusos a jovens ou a crianças. Foram 300 homens entre os 418.000 padres atuais. E foram 300 acusados, não foram todos comprovados culpáveis. Evidentemente um só caso seria muito, mas infelizmente cada homem é livre e tem dentro de si a ferida do pecado original que lhe convida às piores coisas. Ao mesmo tempo, temos a graça de Deus conosco e se a seguimos com humildade e perseverança estamos sempre seguros, pois Deus é nosso Pai sempre.

Esse tema é sempre tratado com grande superficialidade por nossos meios de comunicação, o que se torna pao diário dos fanáticos anti-católicos.

Mas pensemos um pouco: graças a Deus, não há Pais no mundo católico onde não haja separação total entre Igreja e Estado. Ou seja, cada homem católico é também cidadão, como todo homem. O mesmo vale para os padres. Não são imunes diantes da Lei e o Direito é aplicado a todos. Não há nada que um bispo ou superior religiosos católico possa fazer para isentar os padres de cumprirem as leis civis e não há nada que possa fazer para impedir um padre de responder civilmente por suas ações. Então não há como um bispo “encobrir” casos de abuso sexual dos padres diante dos Estados. Isso jamais é dito pelos nossos meios de comunicação superficiais.

O que diz aqui o senhor Manuel só faz eco a tais superficialidades:

Manuel: Esses padres (pelo menos alguns) segundo é publicado pela comunicação social em vez de serem expulsos da «ordem» clerical, mudam simplesmente de paróquia, o que prova que há leis na Igreja Católica que estão extremamente ERRADAS; logo a conclusão é que não é dirigida pelo Espírito Santo, mas por homens, segundo as suas opiniões próprias.

Vejamos bem: há uma coisa na Igreja Católica, assim como em qualquer sociedade, que é o direito de se observar a justiça. Ou seja, não pode alguém ser considerado automaticamente culpado por algo que lhe foi acusado. Se alguém é acusado de algo grave, não pode ser punido sem que se prove que tal pessoa é culpável. No caso de um padre que é acusado de ter cometido abusos à crianças: o bispo não pode punir sem provas e, ao mesmo tempo, não é obrigação do bispo investigar se tal padre cometeu ou não tal crime, com os meios que teria o Estado para faze-lo. Isso é função da polícia. Não basta se acusar um padre de ter cometido tal crime para que esse seja expulso do estado clerical. Isso deve ser provado, pois, do contrário, quantas acusações falsas podem ser feitas? Imaginem vocês: bastaria que alguém discutisse com seu padre, ou não gostasse do padre, e assim o acusaria o padre de “pedófilo” ao bispo e esse deveria necessariamente puni-lo. Isso seria um absurdo e fonte de graves injustiças. A verdade é que, na Igreja ou fora dela, todo homem deve ser considerado inocente até que se prove o contrário e nao vice-versa.

Portanto, se alguém desconfia que algum padre cometa tal crime, deve levar o caso à polícia, que é que pode e deve investigar e não o bispo diocesano. Esse não pode, evidentemente, punir sem provas, pois faltaria contra a justiça. Só poderia ser culpado o bispo que tivesse provas suficientes de que um padre tivesse cometido tal tipo de crime e não o tivesse punido. Isso de fato aconteceu? Em qual caso? Alguém sabe me dizer algum em concreto?

Outro ponto: o senhor Manuel desconhece totalmente a legislação eclesiástica, por isso mesmo a critica (por pura incoerência, imprudência e superficialidade). A lei eclesiástica exige a redução ao estado clerical e a excomunhão de quem comete tal tipo de crimes. Evidentemente, isso deve ser provado, não basta a acusação para se punir alguém. Isso é válido na Igreja e em qualquer sociedade. Por que na Igreja deveria ser diferente?

O fato de que haja homens católicos que desobedeçam a lei de Deus, as leis civis ou as eclesiásticas não demonstra que a Igreja Católica não é dirigida por Cristo. Isso é um sofisma absurdo do senhor Manuel. Esse fato demonstra que o homem é livre, que pode desobedecer a Deus e ao próximo e por isso deverá responder um dia diante de Deus. O Espírito dirige a Igreja quando essa interpreta a Palavra de Deus, quando administra os Sacramentos. Fora disso, cada homem católico é tao livre e responsável por seus atos, assim como qualquer outro homem. Quem peca, o faz por própria responsabilidade e é esse que deve responder, nao a Igreja enquanto tal.

A responsabilidade pessoal de cada homem por seus próprios pecados, aos quais deve responder pessoalmente a Deus é tema evidentemente bíblico, que vale a pena conhecermos e meditar sempre.

Ezeq. 18, 4. É a mim que pertencem as vidas, a vida do pai e a vida do filho. Ora, é o culpado que morrerá.
5. O homem justo - que procede segundo o direito e a eqüidade,
6. que não participa dos festins das montanhas, que não volve os olhos para os ídolos da casa de Israel, que não desonra a mulher do próximo, e não tem relação com uma mulher durante o tempo de sua impureza,
7. que não oprime ninguém, que restitui o penhor ao seu devedor, que não exerce a rapina, que dá seu pão aos famintos, e cobre com vestimenta o que está nu,
8. que não empresta à taxa usurária e não recebe com juros, que afasta a sua mão da iniqüidade, e julga eqüitativamente entre um homem e outro,
9. que segue os meus preceitos e observa as minhas leis, para proceder com retidão - esse homem é um justo: certamente viverá. Oráculo do Senhor Javé.
10. Porém, se esse homem gerou um filho violento e sanguinário, que comete (contra seu irmão) uma dessas faltas
11. embora ele próprio não tenha cometido nenhuma; um filho que come nas montanhas e desonra a mulher do próximo,
12. que oprime o infeliz e o indigente, que pratica a rapina e não restitui o penhor, que ergue os olhos para os ídolos e comete abominações,
13. que faz empréstimo com usura e recebe juros, esse rapaz não poderá permanecer em vida. Após as abominações que houver cometido, ele deve perecer, e seu sangue recairá sobre ele.
14. Se, pelo contrário, o homem gerou um filho que, à vista de todas as faltas cometidas por seu pai, tem o cuidado de não imitá-lo,
15. um filho que não come nas montanhas e não volve os olhos para os ídolos da casa de Israel, que não desonra a mulher do próximo,
16. não oprime ninguém, e não retém o penhor; não pratica a rapinagem, dá pão ao faminto e cobre com vestimenta o que está nu;
17. que se abstém de causar dano ao infeliz, que não empresta com usura e nem recebe juros, mas observa os meus mandamentos e procede de conformidade com as minhas leis - esse filho não perecerá pelas iniqüidades de seu pai mas certamente viverá.
18. É seu pai, que, pelas violências e rapinas que cometeu contra o próximo e pelo mal que fez no meio do seu povo, é este que há de perecer por causa de suas faltas.
19. Perguntais por que não leva o filho a iniqüidade do pai! É que o filho praticou a justiça e a eqüidade, e, como observa e cumpre as minhas leis, também ele viverá.
20. É o pecador que deve perecer. Nem o filho responderá pelas faltas do pai nem o pai pelas do filho. É ao justo que se imputará sua justiça, e ao mau a sua malícia.
21. Se, no entanto, o mau renuncia a todos os seus erros para praticar as minhas leis e seguir a justiça e a eqüidade, então ele viverá decerto, e não há de perecer.
22. Não lhe será tomada em conta qualquer das faltas cometidas: ele há de viver por causa da justiça que praticou.
23. Terei eu prazer com a morte do malvado? - oráculo do Senhor Javé. - Não desejo eu, antes, que ele mude de proceder e viva?
24. E, se um justo abandonar a sua justiça, se praticar o mal e imitar todas as abominações cometidas pelo malvado, viverá ele? Não será tido em conta qualquer dos atos bons que houver praticado. É em razão da infidelidade da qual se tornou culpado e dos pecados que tiver cometido que deverá morrer.
25. Dizeis: não é justo o modo de proceder do Senhor. Escutai-me então, israelitas: o meu modo de proceder não é justo? Não será o vosso que é injusto?
26. Quando um justo renunciar à sua justiça para cometer o mal e ele morrer, então é devido ao mal praticado que ele perece.
27. Quando um malvado renuncia ao mal para praticar a justiça e a eqüidade, ele faz reviver a sua alma.
28. Se ele se corrige e renuncia a todas as suas faltas, certamente viverá e não perecerá.
29. E eis que a casa de Israel pretende que o modo de proceder do Senhor não seja justo! Não é acaso o vosso modo de proceder que é injusto?
30. Assim, pois, casa de Israel, é segundo o vosso próprio proceder que julgarei cada um de vós - oráculo do Senhor Javé. Convertei-vos! Renunciai a todas as vossas faltas! Que não haja mais em vós o mal que vos faça cair.
31. Repeli para longe de vós todas as vossas culpas, para criardes em vós um coração novo e um novo espírito. Por que haveríeis de morrer, israelitas?
32. Não sinto prazer com a morte de quem quer que seja - oráculo do Senhor Javé! Convertei-vos, e vivereis!

Quem comete esse tipo de crime deverá pois um dia responder ao juízo diante de Deus e deve também responder a julgamentos justos diante dos homens. Se forem julgados culpados devem responder civilmente, assim como qualquer outro homem, com a cadeia comum, assim como qualquer outro cidadão. E a Igreja não deve ser responsabilizada pelos pecados desses homens, pois não foram ordenados para cometer crimes, e se os cometem, a primeira ofendida e injustiçada é a mesma Igreja, a quem eles prometeram servir. Evidentemente a caridade cristã deve nos impelir a rezar por todos os pecadores, para que se arrependam dos seus pecados e peçam perdao a Deus por eles. Ao mesmo tempo, a mesma caridade não exclui a justiça, mas a reclama. Se alguém comete esse pecado, portanto, devemos rezar para que se convertam e ao mesmo tempo que paguem diante da justiça humana.

De forma que, se alguém sabe de algum caso desse tipo, que avise às autoridades. Não às autoridades eclesiásticas, que não tem meios de investigar se essas acusações são verdadeiras ou não. Mas sim à polícia, às autoridades civis. Quem age assim nos faz um grande favor, faz um grande favor à Igreja, especialmente ao clero.

As leis da Igreja sobre o assunto são bem claras e podem ser conhecidas por todos:

http://www.vatican.va/resources/resources_norme_po.html
http://www.vatican.va/resources/resources_lettera-modifiche_po.html
http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_20110503_abuso-minori_po.html

Sobre os números de casos de abuso:

http://www.vatican.va/resources/resources_mons-scicluna-2010_sp.html

Muitos outros documentos oficiais da Igreja como resposta a essa questão:

http://www.vatican.va/resources/index_po.htm

Sobre o que esse senhor disse:

Manuel: Segundo a opinião espontânea e apressada do "padre", vós, os católicos sabem (todos) o que é que adoram e estão todos muito esclarecidos. Os de fora são os ceguinhos que só vêem miragens no deserto. Se assim fosse, teria agora a oportunidade de expressar os meus sinceros parabéns a todos os Católicos, por estarem assim todos tão esclarecidos. Contudo deixo a frase de Yeshua que é também um alerta.

41Jesus respondeu-lhes: «Se fôsseis cegos, não estaríeis em pecado; mas, como dizeis que vedes, o vosso pecado permanece.»
(João 9,41)

Isso nao é nenhuma opiniao nem apressada, mas é aquilo que nós vivemos. Nao é cegueira pensar que conhecemos melhor nossa doutrina e a fé que nós vivemos do que aqueles que nao a conhecem (ou a conhecem de modo superficial) e que nao a vivem. Nao é opiniao apressada, mas é sentido comum. Evidentemente nem todos os católicos conhecem bem sua fé, pois é "como um tesouro do qual tiramos todos os dias coisas novas e velhas". É sempre um tesouro inesgotável, que procuramos viver e conhecer cada dia. Isso, entretanto, nao nos impede de dizer que ninguem sabe melhor do que nós mesmos o que nós mesmos adoramos. Adoraçao implica atitudes exteriores e interiores. Atitudes exteriores podem ser conhecidos por todos; mas as interiores só por Deus. Quem pensa que nao adoramos aquilo que dizemos que adoramos, pretende julgar nossos coraçoes, nossas consciencias, colocando-se no lugar de Deus e agindo de modo imprudente e ridículo. Só Deus conhece os coraçoes, pois só Ele é onisciente. O mesmo vale para a "superstiçao", que alguns, com extrema superficialidade e desconhecimento, pretendem ver nos católicos. Implica esse gesto dá valor divino aquilo que nao é Deus. Evidentemente, para a doutrina católica, a superstiçao é um pecado grave, contra a fé e, como tal, nao faz parte da vida da Igreja.

Um grande abraço e que Deus abençoe a todos.
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Re: Igreja verdadeira..

Mensagem por RenatoPaulo em Sab Out 15, 2011 7:08 pm

Penso que o Pe.Anderson respondeu a tudo muito bem respondido.

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Re: Igreja verdadeira..

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Seg Out 24, 2011 6:04 am

Pe. Anderson,

Somente é que pude dar uma olhadinha na sua ultima postagem. Eu fico maravilhado com tudo o que você escreve no nosso fórum, principalmente pelo fato de apresentar a verdade com muita simplicidade e muita profundidade de forma simultânea, o que não é para qualquer um, pois me parece ser fruto do Espírito Santo que, segundo Jesus, NOS ENSINA TODA A VERDADE.

Que beleza, Pe. Anderson, essa forma doce com a qual você combate a heresia e as insinuações aqui apresentadas contra a sã doutrina. Sou muito feliz por fazer parte daqueles que têm acesso aos seus ensinamentos e poder aprender sempre mais.

Muito obrigado por tudo. Faço minhas as palavras do Renato: RESPONDEU TUDO BEM RESPONDIDO !!!

Um grande abraço !!!
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Re: Igreja verdadeira..

Mensagem por cleidsonal em Qui Fev 02, 2012 3:07 pm

Precisamos de católicos de qualidade e não apenas quantidade!!!

Quanto à Igerja verdadeira: Foi o próprio Cristo quem fundou à Igreja Católica.

Sendo assim, não temos que ter dúvidas...

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Re: Igreja verdadeira..

Mensagem por Geovanni146 em Sex Fev 03, 2012 1:18 pm

Olá forumeiros... Pax.

O grande navio, pertencente a uma antiga empresa de navegação, singrava os mares em demanda do seu destino, quando o velho comandante foi surpreendido pela revolta de muitos dos passageiros, que o procuraram para PROTESTAR. O navio, segundo eles diziam, estava seguindo uma direção completamente errada. Pois eles entendiam também de navegação... Embora lhes faltasse a longa experiência, tinham no entanto em mãos o mesmo livro, os mesmos mapas que serviam de guia ao comandante e a seus auxiliares e tinham chegado à conclusão que estes estavam redondamente enganados. E diante da recusa do comandante a modificar a sua rota, resolveram em nome da LIBERDADE, abandonar o navio, construir, eles próprios, suas embarcações e seguir o caminho que lhes parecia mais acertado. Boa sorte! respondeu-lhes o comandante. Mas os passageiros que ficaram a bordo, que tinham confiança na velha empresa, no navio, naqueles que o dirigiam, nem tiveram tempo para ver surgir no seu espírito qualquer sombra de dúvida, porque logo observaram que aqueles que PROTESTARAM coalhavam o mar de barcos e barquinhos e barcaças de toda qualidade, mas cada um seguia um rumo diferente... (Lúcio Navarro).

Paz e bem.
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Re: Igreja verdadeira..

Mensagem por RenatoPaulo em Sex Fev 03, 2012 8:45 pm

Claro que a Igreja Catolica tambem é espiritual!!
Quem pensa o contrario é herege...

@eleito,ja que vc fala em passar o testemunho...
Se nao fosse a Igreja Catolica,vc concerteza nao teria nenhum testemunho.
Ora como teria o mundo recebido o testemunho se nao fossem os missionarios terem percorrido selvas,desertos,etc?
Ora quem afirma o contrario é herege.Atrevo-me mesmo a dizer que essa pessoa de fato é um anti-Cristo.

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Re: Igreja verdadeira..

Mensagem por Binhokraus em Sab Fev 04, 2012 3:05 pm

Só quero dizer que esse é o Grande Mistério de Deus. Ele NÃO PRECISA DO HOMEM PARA NADA, mas ainda sim, confia ao homem a incubência de o representar por meio da sua Igreja.
Entre tantas e tantas passagens da escritura que fica claro que Deus, mesmo não precisando do homem, ainda confia ao homem parte do seu mistério salvífico cito apenas uma: "Àquele a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados, e àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos” (Jo 20,21-23). O perdão dos pecados, que é Divino, passa por uma intermediação humana. Isso é maravilha! Deus não precisa, mas quis precisar... Sempre que medito nessas coisas penso como o salmista que disse: "Senhor, o quê é o homem para dele assim vos lembrardes e o tratardes com tanto carinho?” Salmo 8...

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Re: Igreja verdadeira..

Mensagem por Geovanni146 em Sab Fev 04, 2012 9:54 pm

Olá, paz de Cristo.

.7.1 "Fora da Igreja nenhuma salvação"
§846 Como entender esta afirmação, com freqüência repetida pelos Padres da Igreja? Formulada de maneira positiva, ela significa que toda salvação vem de Cristo-Cabeça por meio da Igreja, que é seu Corpo:
Apoiado na Sagrada Escritura e na Tradição, [o Concílio] ensina que esta Igreja peregrina é necessária para a salvação. O único mediador e caminho da salvação é Cristo, que se nos torna presente em seu Corpo, que é a Igreja. Ele, porém, inculcando com palavras expressas a necessidade da fé e do batismo, ao mesmo tempo confirmou a necessidade da Igreja, na qual os homens entram pelo Batismo, como que por uma porta. Por isso não podem salvar-se aqueles que, sabendo que a Igreja Católica foi fundada por Deus por meio de Jesus Cristo como instituição necessária, apesar disso não quiseram nela entrar ou nela perseverar.
§847 Esta afirmação não visa àqueles que, sem culpa, desconhecem Cristo e sua Igreja:
"Aqueles, portanto, que sem culpa ignoram o Evangelho de Cristo e sua Igreja, mas buscam a Deus com coração sincero e tentam, sob o influxo da graça, cumprir por obras a sua vontade conhecida por meio do ditame da consciência podem conseguir a salvação eterna". (fonte: CIC )
                                        
O Catecismo citado acima expressa que todas as pessoas que sabem que a Igreja Católica foi fundada por Deus, por meio de Jesus Cristo, mesmo assim a negam, essas pessoas dificilmente alcançarão a salva. 

Cristo foi muito claro em Mateus 16,18-22 quando funda a sua Igreja e não  as suas "igrejas". Se Cristo já fundou uma Igreja e nela depositou a plenitude dos meios da salvação, acho que é uma falta de bom senso fundar outras e ainda por cima querer destruir a verdadeira, que é só uma, a CATÓLICA.

Outra coisa que é ainda grave é alguém saber que Cristo fundou a Igreja Católica (nisso concorda a maioria dos historiadores sérios), é dizer que Cristo não fundou Igreja alguma, contrariando infantilmente os fatos. Querer distorcer os fatos e estar consciente e ainda tentar induzir outras pessoas ao erro é pecado gravíssimo, me arrisco a dizer que é contra o Espirito Santo.

   Jesus dá a salvação, mas quis fundar a Igreja para ter a missão de anunciar a Boa Nova. Por tanto irmãos católicos, não devemos cair no embuste de ouvir falsos mestres, pois foi apenas a Igreja que Jesus confiou o deposito da fé. É somente a Igreja Católica, a única capacitada para ser intérprete da Bíblia. 

Crer em espírito santo na Santa Igreja Católica, como rezamos no Creio talvez não seja o suficiente, mas pode ser o primeiro passo na busca da salvação eterna. Buscar o rosto de Jesus através dos verdadeiros sucessores dos apóstolos, os nossos bispos, consagrados pelo sucessor de S. Pedro é bem mais seguro e confiável.

Paz e bem.
                               
 
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Re: Igreja verdadeira..

Mensagem por RenatoPaulo em Dom Fev 05, 2012 12:23 pm

Binhokraus escreveu:Só quero dizer que esse é o Grande Mistério de Deus. Ele NÃO PRECISA DO HOMEM PARA NADA, mas ainda sim, confia ao homem a incubência de o representar por meio da sua Igreja.
Entre tantas e tantas passagens da escritura que fica claro que Deus, mesmo não precisando do homem, ainda confia ao homem parte do seu mistério salvífico cito apenas uma: "Àquele a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados, e àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos” (Jo 20,21-23). O perdão dos pecados, que é Divino, passa por uma intermediação humana. Isso é maravilha! Deus não precisa, mas quis precisar... Sempre que medito nessas coisas penso como o salmista que disse: "Senhor, o quê é o homem para dele assim vos lembrardes e o tratardes com tanto carinho?” Salmo 8...

Grande resposta Binho!
Conseguiu responder a varias perguntas com bastante exito...


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Re: Igreja verdadeira..

Mensagem por Binhokraus em Dom Fev 05, 2012 7:56 pm

Exato, ele não precisa, mas é como se precisasse, então dizemos, quis precisar. Toda a obra salvífica de Deus desde o antigo testamento passa sempre por uma mediação de algum homem. Deus quis precisar do homem. Não porque de fato necessitasse, mas por graça e por misericórdia nos permite participar. Isso é um mistério fabuloso.

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Re: Igreja verdadeira..

Mensagem por David em Seg Fev 06, 2012 12:39 pm

eleito escreveu: É mais correcto dizer que DEUS nos usa, do que dizer que precisa ou faz para precisar.


É verdade. E Ele não usa apenas os homens, para os seus propósitos! Sei que vai ser polêmico para alguns aqui, mas até mesmo os anjos, são usados por Deus, sejam os anjos bons ou os anjos maus, esses tambem são usados para que determinado propósito seja alcançado!

1 Reis 22:20-23
20 E disse o Senhor: Quem induzirá Acabe, para que suba, e caia em Ramote de Gileade? E um dizia desta maneira e outro de outra.
21 Então saiu um espírito, e se apresentou diante do Senhor, e disse: Eu o induzirei. E o Senhor lhe disse: Com quê?
22 E disse ele: Eu sairei, e serei um espírito de mentira na boca de todos os seus profetas. E ele disse: Tu o induzirás, e ainda prevalecerás; sai e faze assim.
23 Agora, pois, eis que o Senhor pôs o espírito de mentira na boca de todos estes teus profetas, e o Senhor falou o mal contra ti.


Todos, indistintamente, são usados por Deus, para que os seus propósitos sejam atingidos.
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Re: Igreja verdadeira..

Mensagem por RenatoPaulo em Seg Fev 06, 2012 4:19 pm

eleito escreveu:Tudo, mas mesmo tudo, converge para o plano do Senhor.
Quem foi que autorizou o Diabo a ferir Jó? A quem pediu o Diabo permissão?

Hummm...
Se uma pessoa não tiver cuidado com vc eleito,é capaz de cair em suas teias.
Vc apenas usa o nome de "eleito",mas na verdade os verdadeiros eleitos ou escolhidos,não se deixam enganar.
Repare bem:Vc quando se dirige a historia de Jó,esta-se esquecendo do livre-arbitrio do homem.
O diabo de fato pediu autorizacao a Deus,mas quem escolheu o caminho de Deus foi o proprio Jó.
Ora se assim não o fosse,concerteza o Diabo não se interessaria por Jó...

Repare noutra coisa.
Vc escreve aqui isto:
eleito escreveu:mas ainda assim continuo a achar a palavra "precisar" mal empregue pois cultiva no homem um sentimento de autonomia e superioridade e auto-valorização quando na verdade todos somos o que somos por que ELE assim nos fez e assim nos mantém para que executemos a sua obra

Ora de fato,quem escreve estas linhas não é vc,mas sim o proprio diabo...
eleito escreveu:mas ainda assim continuo a achar a palavra "precisar" mal empregue pois cultiva no homem um sentimento de autonomia e superioridade
Vc quer-nos enrolar,molestar e por-nos nervosos...para assim comecarmos a pensar racionalmente.
O Binho ja explicou isso,porque teima vc sempre no mesmo?
Nós somos de Cristo e somos-lhe fiel permanecendo na sua Igreja Catolica CONSCIENTEMENTE.
Apenas nesta Igreja habita o Espirito Santo e em mais nenhuma.

Para terminar:
eleito escreveu: quando na verdade todos somos o que somos por que ELE assim nos fez e assim nos mantém para que executemos a sua obra
Aqui esta mais um erro seu!
Aqui vc esta provocando o proprio Deus Vivo!!
eleito escreveu: e assim nos mantém
Mas assim nos mantem como?
E aqueles que sao bestas?É Deus que os mantem bestas??
Entao vc acha que Deus os mantem bestas para eles executarem suas obras como bestas?

Nao se esqueca do livre-arbitrio eleito!!O livre-arbitrio!!
O ser Homem tem livre-arbitrio.
Ou escolhe a Deus ou escolhe a morte.

Aconcelho-o a ler os DOIS eclesiastes eleito.
Nao apenas o seu que esta em sua Biblia...mas os dois,para tentar perceber certos misterios de Deus.


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Re: Igreja verdadeira..

Mensagem por David em Seg Fev 06, 2012 4:50 pm

Olá Renato


Paz do Senhor Jesus esteja convosco.


Sem querer fazer juízo de valores, gostaria de saber como voce entende a passagem abaixo:

Romanos 9:16-21
16 Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece.
17 Porque diz a Escritura de Faraó: Para isto mesmo te levantei; para em ti mostrar o meu poder, e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra.
18 Logo, pois, compadece-se de quem quer, e endurece a quem quer.
19 Dir-me-ás então: Por que se queixa ele ainda? Porquanto, quem tem resistido à sua vontade?
20 Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim?
21 Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra?


Peço ao colega que não se enraiveça. Pois a intenção não é provocar sentimentos nas pessoas, mas trocar ideias sem insultos.

E a passagem abaixo como o amado explica ela?

Filipenses 2:13
13 Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o fazer, segundo a sua boa vontade.


O que entendo, daquilo que está escrito, que é Deus, Quem opera o "querer" e o "fazer" na vida do homem! Sobre esse assunto, um artigo muito apropriado sobre a questão:

Como pode Deus deter a alguns homens de realizarem o que eles desejam e impulsionar a outros a fazer o que não querem, e ao mesmo tempo preservar a sua responsabilidade?

Em Gênesis 20:6 lemos: "E disse-lhe Deus em sonhos: Bem sei eu que na sinceridade do teu coração fizeste isto; e também eu te tenho impedido de pecar contra mim; por isso não te permiti tocá-la". Aqui temos um caso claro onde Deus deteve Abimeleque de pecar, impedindo que fizesse o que por si mesmo teria feito. (Veja também os caps. 22 ao 24 de Números e 2 Crônicas 17:10, como exemplos de vezes em que Deus deteve o pecado).

Se Deus pode fazer isso, muita gente pergunta, por que então não impediu Adão de pecar? Por que não deteve a Satanás? Ou, como o expressam muitos na atualidade, por que permite que ocorra tanto sofrimento e maldade no mundo? Alguns respondem dizendo que Deus quer detê-lo, mas não pode porque não pode violar o "livre arbítrio" humano sem reduzir o homem a um robô. Tal resposta é absurda e indigna de Deus. Quem é o homem para dizer que o Todo Poderoso Deus quer, mas não pode fazer? A resposta bíblica apropriada é que tanto o pecado como a queda de Adão são usados para manifestar melhor a sabedoria e os bons propósitos de Deus. Entre outras coisas, o pecado provê ocasião para que o amor e a superabundante graça de Deus sejam manifestados.

Como é possível que Deus impeça os homens de pecar sem interferir com a sua liberdade e com a sua responsabilidade? A resposta encontra-se numa compreensão da seguinte pergunta: Em que consiste a verdadeira liberdade moral? A resposta é que a liberdade moral consiste na liberação da escravatura do pecado. Isto é o que Cristo expressou em João 8:36: "Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres". Quer dizer, quanto mais seja a pessoa liberada do controle do pecado, mais livre será. Os homens têm uma definição falsa da liberdade, porque acreditam que a liberdade consista em serem livres para pecar. A Bíblia afirma que o pecado não é liberdade, mas escravidão. Isto é o que Cristo disse em João 8:34: "Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é servo do pecado".

O homem natural supõe que a única liberdade encontra-se no fato de não estar sob nenhuma autoridade, nem sob o controle de ninguém salvo ele mesmo, cumprindo os desejos de seu próprio coração. Não obstante, este tipo de "liberdade" em realidade resulta ser a pior escravidão e miséria possíveis.

Extraído do site: http://www.eleitosdedeus.org/soberania-de-deus/soberania-de-deus-responsabilidade-humana-arthur-w-pink.html#ixzz1ldGffE4v

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Re: Igreja verdadeira..

Mensagem por RenatoPaulo em Seg Fev 06, 2012 6:47 pm


Amigo David,

Vamos supor que vc escreve um livro apenas para a sua familia.
Ora conhecendo vc sua familia,mulher e filhos,escrevera esse livro de uma maneira familiar...vc escrevera la coisas que apenas a sua familia iriao perceber,certo?
Nesta passagem se passa mais ou menos isso:
David escreveu:Filipenses 2:13
13 Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o fazer, segundo a sua boa vontade.
Ora nesta passagem S.Paulo apenas se refere ao corpo da Igreja Catolica e a mais ninguem.
Apenas esse corpo presente e junto no amor com e de Cristo pode perceber o que S.Paulo nos quer dizer.
Por isso S.Pedro nos diz que as professias nao sao para interpretacoes individuais,mas sim o corpo de Cristo,ou seja a Igreja Catolica as pode interpretar.

Quanto a Romanos 9:
David,penso que para entender essa passagem,deve-se ler primeiro toda a passagem de romanos 9.
Repare aqui nesta frase dessa mesma passagem:
Romanos 9:6
"A palavra de Deus, porém, não falhou, pois nem todos os nascidos de Israel são Israel,"

Ora eu entendo que esta passagem tambem serve para distinguir com claridade a doutrina judaica da verdadeira doutrina de Cristo.
Repare tambem mais numa coisa:
Eu penso que na passagem que vc se refere,nao devemos aceitar uma doutrina de predestinacao...
Paulo apenas nos transmite os imprevisiveis chamamentos de Deus,escolhendo homens e povos como instrumentos para o Seu projecto ou plano.

David,vc nao pode comparar a Igreja Catolica com o judaismo.O judaismo procura a salvacao em leis antigas,enquanto que a Igreja Catolica vive com Cristo e em Cristo.

Para terminar:
David escreveu:
O homem natural supõe que a única liberdade encontra-se no fato de não estar sob nenhuma autoridade, nem sob o controle de ninguém salvo ele mesmo, cumprindo os desejos de seu próprio coração.
Mas eu nao penso nada disso!
Eu embora tenha livre-arbitrio,sei muito bem que Deus tem poder e control sobre mim mesmo.
E ainda bem que tem!!!
E Deus tem poder sobre mim,porque Ele tambem é meu Pai.
Eu amo a Deus,mas tambem O temo amigo David..
Ai temo ,temo!
Temo porque de vez em quando Ele me castiga!!!!
Castiga e por vezes nao é coisa leve...acredite no que eu lhe digo.

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Re: Igreja verdadeira..

Mensagem por David em Seg Fev 06, 2012 9:44 pm

De fato! Não apenas Jó, mas tambem seus amigos imaginavam que ser abençoado por Deus, era consequencia de boas obras. E o contrário tambem era verdadeiro: Imaginvam que uma "obra má" era motivo para que a pessoa caísse em desgraça com Deus. Tanto que os amigos de Jó se achegaram a este, aconselhando-o a dizer que havia praticado obras más.

O conceito de homem "justo", no Antigo Testamento, era sinônimo de "pessoas boas", observadoras da lei!

Eze 18:24 - Mas, desviando-se o justo da sua justiça, e cometendo a iniqüidade, fazendo conforme todas as abominações que faz o ímpio, porventura viverá? De todas as justiças que tiver feito não se fará memória; na sua transgressão com que transgrediu, e no seu pecado com que pecou, neles morrerá.

Esse "justo", da passagem acima, eram pessoas observadoras da lei.

Mas a grande questão é: Existe alguém JUSTO, por si mesmo, diante de Deus?

Miqueias 7:2
2 Já pereceu da terra o homem justo, e não há entre os homens um que seja bom;


Continuando, o profeta nos assegura que o mais reto dos homens, é diante de Deus, "pior do que uma cerca de espinhos"!

Miqueias 7:4
4 O melhor deles é como um espinho; o mais reto é pior do que uma cerca de espinhos;


Segundo as Escrituras, o homem não é AGRADÁVEL a Deus, motivo pelo qual precisa de JEsus Cristo. Só Este faz o homem ser agradável ao Criador!

EM Cristo


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