Venda de indulgência

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Venda de indulgência

Mensagem por Rafaela Botelho em Qui Out 16, 2008 3:29 pm

Olá Levi,
Como vai?

[Se já existir um tópico tratando disso, pode excluir. Dei uma olhada e não achei outro]

Gostaria de saber o que a Igreja responde em relação a venda de indulgência.


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Re: Venda de indulgência

Mensagem por M.Levi em Dom Out 19, 2008 12:38 am

Vou bem e vc ?
O Catecismo afirma “ Pelas indulgencias, os fieis podem obter para si mesmos e também para almas no Purgatório, a remissão das penas temporais, seqüelas dos pecados” (CIC, 1498). A utilização das indulgencias remonta aos primórdios da Igreja, naqueles tempos as pessoas admitiam seus pecados em publico e pagavam algum tipo de “pena” jejum, andar vestido com trapos, ficava parado na porta da Igreja durante sete domingos, etc. Fica aqui a idéia de “pena eterna” que é perdoada diante de Deus e a “pena temporal” que são as conseqüências do pecado, sou péssimo para exemplos, imaginemos que vc comete um acidente atropela um pai de família e o cara morre, ele era o único sustento da família, vc pede perdão a Deus e a família do cara e tudo bem foi perdoada, no entanto , aquela família perdeu seu sustento ela pode passar dificuldade, percebe agora que o pena eterna o perdão foi liberado pela Sacramento da econciliação, porém a pena temporal permanece a falta do sustento da família, então o que vc poderia fazer, dar cestas básicas, arrumar emprego para a viúva, etc, isso seria as indulgencias, o exemplo não foi dos melhores, se não der para entender vejo se penso outro. Em fins da Idade Média a Igreja entendeu que certas pessoas não podiam fazer jejuns ou caminhadas longas ou peregrinações então “comutou” para a esmola certas penitencias, o problema gerado foi a mecanização desse ato e o interesse de certos prelados, as indulgencias existem ate hoje, mas acredito que tem um tema em relação, se não tiver tento ajudar.


Qualquer coisa, avisa ai que procuro ajudar

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Mensagem por Rafaela Botelho em Dom Out 19, 2008 5:05 pm

Oi Levi.
Bem também, graças a Deus.

Entendi seu exemplo do pai de família sim, rs.
Bom, como vc disse num outro tópico os livros de hitória têm uma influência muito grande. E nós aprendemos isso na escola, que a Igreja (João Tetzel) vendia perdão para financiar a Basílica de São Pedro, que daí deu aquela coisa das 95 teses de Martinho Lutero que era como se fosse uma resposta. Bom, é isso que a gente aprende na escola. Mas, como sabemos que a História nunca está a favor da Igreja, lembrei dessa questão e resolvi vir te perguntar.
Mas então, o que vc disse foi que a Igreja realmente fez isso por ver a impossibilidade de algumas pessoas "pagarem" a penitência com jejuns, peregrinações, etc.?
É isso?
Eu pensei que a Igreja tinha uma resposta de que toda essa história era mentira...

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Re: Venda de indulgência

Mensagem por M.Levi em Dom Out 19, 2008 5:31 pm

Primeira pergunta, resposta é sim.
Talvez aja confusão entre relíquias e indulgencias, as relíquias era vendidas de forma arbitrária, mesmo pelo povo. Não acredito que conste que as indulgências era vendidas assim como as relíquias, se isso existiu foi erro de alguns e não norma ou conduta da Igreja, digo que indulgencias não era vendidas, acima disse que o problema foi do jeito que isso foi levado, de forma mecânica. O Papa Julio II ( gosto muito desse Papa) em 1507 afim de terminar a basílica de São Pedro, concedeu indulgencias como jubileu, no anos seguintes um dominicano Johanes Tetzel saiu em a pregar as indulgências em troca da construção da basílica. Bem parece que Tetzel não era muito pio a sã doutrina, se empolgava com sua própria pregação, lógico que não é o culpado, sem sombra de duvida as reclamações de Lutero tinha algum fundamento, das 95 teses propostas por ele, a Igreja aceitou 54, no entanto não a que falava das indulgências.
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Mensagem por Rafaela Botelho em Dom Out 19, 2008 5:43 pm

Oi levi..

Então, aqui diz um pouquinho sobre isso:

acção de Lutero foi em grande parte uma resposta à venda de indulgências por João Tetzel, um frade dominicano, delegado do Arcebispo de Mainz e do papa. O objectivo desta campanha de angariação de fundos foi o financiamento da Basílica de S. Pedro em Roma. Mesmo apesar de o príncipe-eleitor (soberano) de Lutero, Frederico, o Sábio, e o príncipe do território vizinho, o duque Georg da Saxónia terem proibido a venda de indulgências em seu território, muitas pessoas viajaram para as poder adquirir. Quando estas pessoas vieram confessar-se, apresentaram a indulgência, afirmando que não mais necessitavam de penitenciar pelos seus pecados, uma vez que o documento os perdoava de todos os pecados.


http://pt.wikipedia.org/wiki/95_Teses

Tá bom que a Wikipédia não é lá essas coisas.. rs

Vou procurar no meu livro de história aqui e já te digo, calma aí.

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Re: Venda de indulgência

Mensagem por M.Levi em Dom Out 19, 2008 6:11 pm

OláRafaela,
O caso Lutero de maneira nenhuma é a questão das indulgências, a questão real era a saída das riquezas e autonomia dos príncipes "alemães", por isso e somente por isso Lutero teve respaldo frente a esses príncipes, Lutero segundo Giacomo Martina em História da Igreja estava contra a “ ....a própria constituição fundamental da Igreja.” e não questão das indulgências, acima eu afirmei que a Igreja não vendia indulgência, e reafirmo isso, eu pelo menos ainda
não vi um documento dizendo para tal pecado deve se cobrar tantas moedas e para outro essa soma, etc. O que houve e isso foi sim mas utilizado foi a declaração de Jubileu onde o acesso as indulgências era facilitado, assim como foi no ano 2000. Tocando na mesma tecla, o mal uso sim das indulgências criou problemas sérios, porém seus benefícios são tão bons que ela existe até nossos dias, não exatamente da forma que foi criada, porém existe.


Com prudência é possível usar a Wikipédia, o problema é que qualquer pode ir lá e postar, em relação aos livros escolares, praticamente nenhum dos fatos ali apresentados corresponde ao todo, na sua maioria são de professores marxistas e ou de esquerda, o que lógico influencia na escrita, e nesses termos a Igreja tem que ser mal vista.


Qualquer coisa estamos ai.


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Mensagem por Rafaela Botelho em Dom Out 19, 2008 6:27 pm

Oi de novo, rs. Very Happy

Na verdade, de acordo com esse livro não seria Idade Média, e sim Idade Moderna.
(História para ensino médio - História geral e do Brasil. Cláudio Vicentino e Gianpaolo Dorigo [editora scipione])

Cai dentro do assunto de Reforma Protestante (Gostei que vc falou num outro tópico assim: "Como reformar o que não existia?", rs), vou digitar o pedacinho que fala disso pra vc:

'''Um ingrediente poderoso na crise religiosa que se delineava foi a desmoralização do clero. Os abusos e o poder excessivo de seus membros (do alto e do baixo clero) contradiziam abertamente suas pregações moralizadoras. Embora condenassem a usura e desconfiassem do lucro, os membros da Igreja praticavam-nos de forma desenfreada. O comércio de bens eclesiásticos, o uso da autoridade para garantir privilégios, o desrespeito ao celibato clerical e até a vanda de cargos eclesiásticos não eram raros na Igreja desde o final da Idade Média. O maior escândalo talvez fosse o da venda de indulgências, isto é, do perdão dos pecados cometidos pelos fiéis em troca de pagamentos a religiosos (incluindo o papa).

'''Em pleno Renascimento, as críticas à instituição clerical foram-se tornando comuns e, às vezes, bastante intensas, como nas obras de Thomas Morus e Erasmo de Roterdam. Esses pensadores pregavam mudanças no interior da Igreja, visando combater a desmoralização do clero e buscar uma adaptação aos novos tempos.
'''Nas universidades, o movimento de crítica ganhava vulto, principalmente em Oxford, na Inglaterra, com John Wyclif, e em Praga, na Boêmia (Sacro Império Romano-Germânico), com João Huss. Wyclif atacou severamente o sistema eclesiástico, a opulência do clero e a venda de indulgências, defendendo o confisco dos bens da Igreja na Inglaterra e a adoção dos votos de pobreza material do cristianismo primitivo. Huss encampou as críticas de Wyclif e associou-as à independência da Boêmia do domínio do Sacro Império, sendo seus eguidores chamdos de hussistas. Huss acabou sendo preso, condenado e queimado por decisão do Concílio de Constança, em 1415. (pág 205)

Pronto, achei. Isso que estava no meu livro.
Poxa, não tem um livro que fale bem da Igreja.
rsrs
Só estou colocando isso pra esclarecer, tá?!

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Re: Venda de indulgência

Mensagem por Rafaela Botelho em Dom Out 19, 2008 6:33 pm

OBS.: O horário do fórum ainda não mudou para o horário de verão...
rs Very Happy

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Re: Venda de indulgência

Mensagem por M.Levi em Dom Out 19, 2008 6:53 pm

Oi Rafaela
Então, começa em fins da Idade Média e se perpetua no periodo do Surgimento das Igrejas Protestantes, a prática era bem antiga, essa nova formula que tem inicio nesse periodo, a da comutação da pena por esmola por exemplo.
Valeu pelas citações e contribuições.

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Ai no texto fala de Thomas Morus, pq não diz que ele é santo e que morreu pq não negou a fé diante de Henrique VIII, morreu católico, mesmo Erasmo que é muito complicado no meio da crise mantevesse católico, são esses problemas que tb devemos analisar, pq essas coisas não são tão claras, a nossa saída é ir aos poucos mudando essa realidade, cada um na sua profissão.

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...³

Mensagem por Rafaela Botelho em Dom Out 19, 2008 6:57 pm

Oi Levi,
Obrigada pelas respostas. bounce

Enquanto isso surgiu outra dúvida: A Igreja ainda poderia fazer isso atualmente ou já tem uma visão diferente?

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Re: Venda de indulgência

Mensagem por M.Levi em Sab Out 25, 2008 12:03 pm

Então as indulgências ainda existem, não exatamente aos moldesdas que discutimos ai, entretanto hoje a ajuda a Igreja vem da mesma forma só que em
menor scala, as pessoas continuam a comprar sinos pra Igreja, na reforma em umpintura, etc.
Não sei se cabe no nosso tempo hoje uma prática igual a essa, o ser humano anda muito fechado e receoso, acho que seria uma bola fora tb, não sei o que a Igreja diz, se alguém puder complementar por favor nos ajude.


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Re: Venda de indulgência

Mensagem por Rafaela Botelho em Qua Out 29, 2008 10:29 pm

Oi levi
Tudo bem?

Então, que existem ainda eu sei. A dúvida é se a Igreja ainda faria esses "contratos" para quem não pode "pagá-las" tradicionalmente.

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Re: Venda de indulgência

Mensagem por M.Levi em Qua Out 29, 2008 10:41 pm

To bem e vc o que manda?

Sinceramente não sei, vou dar um toque no Pe Léo.

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Re: Venda de indulgência

Mensagem por Rafaela Botelho em Qua Out 29, 2008 10:52 pm

Oi Levi ^^
Tudo bem também, graças a Deus.

Beleza então, tô aguardando...

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indulgência

Mensagem por Pe. Leonardo Tassinari em Qui Nov 06, 2008 9:38 pm

Caríssima Rafaela

Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo!
Deus te abençoe!

Talvez tenha sido eu que não havia entendido bem sua pergunta.
Em primeiro lugar é preciso reconhecer que em um período da história foi fato a oferta de esmolas em troca de indulgências, porém nunca com valores determinados ou estipulados de modo que o ofertante se sentisse constrangido a pagar.
Os fiéis, mesmo nestas épocas, eram livres para fazerem suas ofertas, porém, diferente dos nossos tempos eles sempre foram generosos pois além da confiança que depositavam na Igreja (claro que haviam excessões) era um povo que vivia pela e para a fé, basta ver o exemplo nas artes daquela época e compará-la com as obras modernas.
Hoje, TODAS as indulgências são adquiridas por meio de exercícios piedosos e não mais por ajuda às necessidades temporais da Igreja.
Espero desta ver ter compreendido sua questão
Fraterno abraço
Pe. Léo Tassinari

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