Venda de indulgência

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Venda de indulgência

Mensagem por Rafaela Botelho em Qui Out 16, 2008 3:29 pm

Olá Levi,
Como vai?

[Se já existir um tópico tratando disso, pode excluir. Dei uma olhada e não achei outro]

Gostaria de saber o que a Igreja responde em relação a venda de indulgência.


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Re: Venda de indulgência

Mensagem por M.Levi em Dom Out 19, 2008 12:38 am

Vou bem e vc ?
O Catecismo afirma “ Pelas indulgencias, os fieis podem obter para si mesmos e também para almas no Purgatório, a remissão das penas temporais, seqüelas dos pecados” (CIC, 1498). A utilização das indulgencias remonta aos primórdios da Igreja, naqueles tempos as pessoas admitiam seus pecados em publico e pagavam algum tipo de “pena” jejum, andar vestido com trapos, ficava parado na porta da Igreja durante sete domingos, etc. Fica aqui a idéia de “pena eterna” que é perdoada diante de Deus e a “pena temporal” que são as conseqüências do pecado, sou péssimo para exemplos, imaginemos que vc comete um acidente atropela um pai de família e o cara morre, ele era o único sustento da família, vc pede perdão a Deus e a família do cara e tudo bem foi perdoada, no entanto , aquela família perdeu seu sustento ela pode passar dificuldade, percebe agora que o pena eterna o perdão foi liberado pela Sacramento da econciliação, porém a pena temporal permanece a falta do sustento da família, então o que vc poderia fazer, dar cestas básicas, arrumar emprego para a viúva, etc, isso seria as indulgencias, o exemplo não foi dos melhores, se não der para entender vejo se penso outro. Em fins da Idade Média a Igreja entendeu que certas pessoas não podiam fazer jejuns ou caminhadas longas ou peregrinações então “comutou” para a esmola certas penitencias, o problema gerado foi a mecanização desse ato e o interesse de certos prelados, as indulgencias existem ate hoje, mas acredito que tem um tema em relação, se não tiver tento ajudar.


Qualquer coisa, avisa ai que procuro ajudar

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Mensagem por Rafaela Botelho em Dom Out 19, 2008 5:05 pm

Oi Levi.
Bem também, graças a Deus.

Entendi seu exemplo do pai de família sim, rs.
Bom, como vc disse num outro tópico os livros de hitória têm uma influência muito grande. E nós aprendemos isso na escola, que a Igreja (João Tetzel) vendia perdão para financiar a Basílica de São Pedro, que daí deu aquela coisa das 95 teses de Martinho Lutero que era como se fosse uma resposta. Bom, é isso que a gente aprende na escola. Mas, como sabemos que a História nunca está a favor da Igreja, lembrei dessa questão e resolvi vir te perguntar.
Mas então, o que vc disse foi que a Igreja realmente fez isso por ver a impossibilidade de algumas pessoas "pagarem" a penitência com jejuns, peregrinações, etc.?
É isso?
Eu pensei que a Igreja tinha uma resposta de que toda essa história era mentira...

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Re: Venda de indulgência

Mensagem por M.Levi em Dom Out 19, 2008 5:31 pm

Primeira pergunta, resposta é sim.
Talvez aja confusão entre relíquias e indulgencias, as relíquias era vendidas de forma arbitrária, mesmo pelo povo. Não acredito que conste que as indulgências era vendidas assim como as relíquias, se isso existiu foi erro de alguns e não norma ou conduta da Igreja, digo que indulgencias não era vendidas, acima disse que o problema foi do jeito que isso foi levado, de forma mecânica. O Papa Julio II ( gosto muito desse Papa) em 1507 afim de terminar a basílica de São Pedro, concedeu indulgencias como jubileu, no anos seguintes um dominicano Johanes Tetzel saiu em a pregar as indulgências em troca da construção da basílica. Bem parece que Tetzel não era muito pio a sã doutrina, se empolgava com sua própria pregação, lógico que não é o culpado, sem sombra de duvida as reclamações de Lutero tinha algum fundamento, das 95 teses propostas por ele, a Igreja aceitou 54, no entanto não a que falava das indulgências.
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Mensagem por Rafaela Botelho em Dom Out 19, 2008 5:43 pm

Oi levi..

Então, aqui diz um pouquinho sobre isso:

acção de Lutero foi em grande parte uma resposta à venda de indulgências por João Tetzel, um frade dominicano, delegado do Arcebispo de Mainz e do papa. O objectivo desta campanha de angariação de fundos foi o financiamento da Basílica de S. Pedro em Roma. Mesmo apesar de o príncipe-eleitor (soberano) de Lutero, Frederico, o Sábio, e o príncipe do território vizinho, o duque Georg da Saxónia terem proibido a venda de indulgências em seu território, muitas pessoas viajaram para as poder adquirir. Quando estas pessoas vieram confessar-se, apresentaram a indulgência, afirmando que não mais necessitavam de penitenciar pelos seus pecados, uma vez que o documento os perdoava de todos os pecados.


http://pt.wikipedia.org/wiki/95_Teses

Tá bom que a Wikipédia não é lá essas coisas.. rs

Vou procurar no meu livro de história aqui e já te digo, calma aí.

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Re: Venda de indulgência

Mensagem por M.Levi em Dom Out 19, 2008 6:11 pm

OláRafaela,
O caso Lutero de maneira nenhuma é a questão das indulgências, a questão real era a saída das riquezas e autonomia dos príncipes "alemães", por isso e somente por isso Lutero teve respaldo frente a esses príncipes, Lutero segundo Giacomo Martina em História da Igreja estava contra a “ ....a própria constituição fundamental da Igreja.” e não questão das indulgências, acima eu afirmei que a Igreja não vendia indulgência, e reafirmo isso, eu pelo menos ainda
não vi um documento dizendo para tal pecado deve se cobrar tantas moedas e para outro essa soma, etc. O que houve e isso foi sim mas utilizado foi a declaração de Jubileu onde o acesso as indulgências era facilitado, assim como foi no ano 2000. Tocando na mesma tecla, o mal uso sim das indulgências criou problemas sérios, porém seus benefícios são tão bons que ela existe até nossos dias, não exatamente da forma que foi criada, porém existe.


Com prudência é possível usar a Wikipédia, o problema é que qualquer pode ir lá e postar, em relação aos livros escolares, praticamente nenhum dos fatos ali apresentados corresponde ao todo, na sua maioria são de professores marxistas e ou de esquerda, o que lógico influencia na escrita, e nesses termos a Igreja tem que ser mal vista.


Qualquer coisa estamos ai.


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Mensagem por Rafaela Botelho em Dom Out 19, 2008 6:27 pm

Oi de novo, rs. Very Happy

Na verdade, de acordo com esse livro não seria Idade Média, e sim Idade Moderna.
(História para ensino médio - História geral e do Brasil. Cláudio Vicentino e Gianpaolo Dorigo [editora scipione])

Cai dentro do assunto de Reforma Protestante (Gostei que vc falou num outro tópico assim: "Como reformar o que não existia?", rs), vou digitar o pedacinho que fala disso pra vc:

'''Um ingrediente poderoso na crise religiosa que se delineava foi a desmoralização do clero. Os abusos e o poder excessivo de seus membros (do alto e do baixo clero) contradiziam abertamente suas pregações moralizadoras. Embora condenassem a usura e desconfiassem do lucro, os membros da Igreja praticavam-nos de forma desenfreada. O comércio de bens eclesiásticos, o uso da autoridade para garantir privilégios, o desrespeito ao celibato clerical e até a vanda de cargos eclesiásticos não eram raros na Igreja desde o final da Idade Média. O maior escândalo talvez fosse o da venda de indulgências, isto é, do perdão dos pecados cometidos pelos fiéis em troca de pagamentos a religiosos (incluindo o papa).

'''Em pleno Renascimento, as críticas à instituição clerical foram-se tornando comuns e, às vezes, bastante intensas, como nas obras de Thomas Morus e Erasmo de Roterdam. Esses pensadores pregavam mudanças no interior da Igreja, visando combater a desmoralização do clero e buscar uma adaptação aos novos tempos.
'''Nas universidades, o movimento de crítica ganhava vulto, principalmente em Oxford, na Inglaterra, com John Wyclif, e em Praga, na Boêmia (Sacro Império Romano-Germânico), com João Huss. Wyclif atacou severamente o sistema eclesiástico, a opulência do clero e a venda de indulgências, defendendo o confisco dos bens da Igreja na Inglaterra e a adoção dos votos de pobreza material do cristianismo primitivo. Huss encampou as críticas de Wyclif e associou-as à independência da Boêmia do domínio do Sacro Império, sendo seus eguidores chamdos de hussistas. Huss acabou sendo preso, condenado e queimado por decisão do Concílio de Constança, em 1415. (pág 205)

Pronto, achei. Isso que estava no meu livro.
Poxa, não tem um livro que fale bem da Igreja.
rsrs
Só estou colocando isso pra esclarecer, tá?!

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Re: Venda de indulgência

Mensagem por Rafaela Botelho em Dom Out 19, 2008 6:33 pm

OBS.: O horário do fórum ainda não mudou para o horário de verão...
rs Very Happy

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Re: Venda de indulgência

Mensagem por M.Levi em Dom Out 19, 2008 6:53 pm

Oi Rafaela
Então, começa em fins da Idade Média e se perpetua no periodo do Surgimento das Igrejas Protestantes, a prática era bem antiga, essa nova formula que tem inicio nesse periodo, a da comutação da pena por esmola por exemplo.
Valeu pelas citações e contribuições.

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Ai no texto fala de Thomas Morus, pq não diz que ele é santo e que morreu pq não negou a fé diante de Henrique VIII, morreu católico, mesmo Erasmo que é muito complicado no meio da crise mantevesse católico, são esses problemas que tb devemos analisar, pq essas coisas não são tão claras, a nossa saída é ir aos poucos mudando essa realidade, cada um na sua profissão.

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...³

Mensagem por Rafaela Botelho em Dom Out 19, 2008 6:57 pm

Oi Levi,
Obrigada pelas respostas. bounce

Enquanto isso surgiu outra dúvida: A Igreja ainda poderia fazer isso atualmente ou já tem uma visão diferente?

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Re: Venda de indulgência

Mensagem por M.Levi em Sab Out 25, 2008 12:03 pm

Então as indulgências ainda existem, não exatamente aos moldesdas que discutimos ai, entretanto hoje a ajuda a Igreja vem da mesma forma só que em
menor scala, as pessoas continuam a comprar sinos pra Igreja, na reforma em umpintura, etc.
Não sei se cabe no nosso tempo hoje uma prática igual a essa, o ser humano anda muito fechado e receoso, acho que seria uma bola fora tb, não sei o que a Igreja diz, se alguém puder complementar por favor nos ajude.


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Re: Venda de indulgência

Mensagem por Rafaela Botelho em Qua Out 29, 2008 10:29 pm

Oi levi
Tudo bem?

Então, que existem ainda eu sei. A dúvida é se a Igreja ainda faria esses "contratos" para quem não pode "pagá-las" tradicionalmente.

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Re: Venda de indulgência

Mensagem por M.Levi em Qua Out 29, 2008 10:41 pm

To bem e vc o que manda?

Sinceramente não sei, vou dar um toque no Pe Léo.

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Re: Venda de indulgência

Mensagem por Rafaela Botelho em Qua Out 29, 2008 10:52 pm

Oi Levi ^^
Tudo bem também, graças a Deus.

Beleza então, tô aguardando...

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indulgência

Mensagem por Pe. Leonardo Tassinari em Qui Nov 06, 2008 9:38 pm

Caríssima Rafaela

Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo!
Deus te abençoe!

Talvez tenha sido eu que não havia entendido bem sua pergunta.
Em primeiro lugar é preciso reconhecer que em um período da história foi fato a oferta de esmolas em troca de indulgências, porém nunca com valores determinados ou estipulados de modo que o ofertante se sentisse constrangido a pagar.
Os fiéis, mesmo nestas épocas, eram livres para fazerem suas ofertas, porém, diferente dos nossos tempos eles sempre foram generosos pois além da confiança que depositavam na Igreja (claro que haviam excessões) era um povo que vivia pela e para a fé, basta ver o exemplo nas artes daquela época e compará-la com as obras modernas.
Hoje, TODAS as indulgências são adquiridas por meio de exercícios piedosos e não mais por ajuda às necessidades temporais da Igreja.
Espero desta ver ter compreendido sua questão
Fraterno abraço
Pe. Léo Tassinari

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Re: Venda de indulgência

Mensagem por Rafaela Botelho em Qui Nov 06, 2008 9:48 pm

Olá Padre,
a bênção...

Obrigada pela resposta, estávamos mesmo esperando!

Fiquem com Deus
(desculpe a confusão de "Padres Leonardos", rsrs)
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Re: Venda de indulgência

Mensagem por Pe. Leonardo Tassinari em Qui Nov 06, 2008 9:52 pm

Caríssima Rafaela

Esta perdoada e absolvida
rsrsrs
Depois te dou a penitência.
rsrsrsrsrsrsrsrs

Pe. Leonardo Tassinari

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Re: Venda de indulgência

Mensagem por Rafaela Botelho em Qui Nov 06, 2008 9:54 pm

Eita padre... rsrs
Tá bom, pode deixar.
rsrsrs

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Iohann Tetzel

Mensagem por Pe. Leo em Sex Nov 07, 2008 1:53 pm

Olá Rafaela, coloco aqui algumas questoes para complementar as respostas do Levi e do pe. Tassinari:

O Papa leao X, em 1515, promulgou um abula com o objetivo particular de reunir fundos para a construçao da Basílica de S Pedro. Do ponto de vista dogmático, esta prática nao fornece nenhuma dificuldade. Realizada na forma em que se acostumava, como comenta o pe. Tassinari, os fiéis entregavam uma esmola, qualquer q fosse, com a qual, tend a confissao e a comunhao previamente, ganhavam a indulgencia concedida pela Igreja, se tinham as devidas disposiçoes para receber.

A esmola era uma condiçao para obter a indulgencia; nao a única forma, mas uma entre tantas outras; e nao podemos negar q houveram alguns abusos ( consultarei a bula e depois posso postar), mas o sistema de indulgencias era geralmente bem recebido pelos povo cristao.


A questao da Alemanha teve um agravante a parte, mais pelo exagero de retórica q por uma questao dogmática. Para a publicaçao desta indulgencia, e para recolher as esmolas arrecadadas, em grande parte, vindas da Alemanha, foi designado como comissário o Arcebispo de Maguncia, Alberto de Brandemburgo, o qual nomeou como seu delegado IOHANN TETZEL, Joao Tetzel, frade dominicano, q se entregou à pregaçao da bula com um entusiasmo próprio dos pregadores daquele tempo, e os his´toriadores sérios sao unànimes em afirmar q , ainda q tivesse uma bos formaçao teológica, teve alguns exageros e imprecisoes ao falar do tema das indulgencias aplicadas aos mortos.

No verao de 1516, chega Tetzel às proximidades de Wittemberg, e pregou com extraordinário êxito em Juterborg, onde acudiram muitos cidadaos de Wittemberg, com o consequente atendimento de toda a populaçao.

Tal foi, entre tantas outras, a ocasiao do levantamento de Lutero, que com toda aquela pregaçao e doutrina sobre as indulgencias contrárias à sua nove ideologia, quis revidar todos os efeitos daquela pregaçao com todas as uas forças.


Bom, esta questao falamais diretamente a uma mensagem privada q recebi perguntando sobre a questao de Joao Tetzel. Posso citar bibliografia de referencia sobre dito personagem,com o problema q só poderia citar bibliografia em alemao.
Se algo nao ficou claro, é só falar.

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se a Igreja o faria outra vez..

Mensagem por Pe. Leo em Sex Nov 07, 2008 2:07 pm

quanto à questao de ,se hoje, a igreja faria isto, Potestade para isto ela tem e nao teria nenhum probema, pois " é a remissao das penas temporais, que se consegue por mediaçao da Igreja, enquanto administradora da redençao, distribui e aplica com autoridade o tesouro da satisfaçao de Cristo e dos santos". CIC 992.


Quanto à conveniencia e pastoralidade de uma aplicaça destas hoje, considero como improvável, devido a um novo momento histórico e a uma nova visao de ver a Igreja no mundo, nao mais como uma sociedade perfeita, mas como o germe do Reino de Deus na terra.

Qualquer coisa é só falar.

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Re: Venda de indulgência

Mensagem por gerardo junior em Qui Out 15, 2009 11:43 pm

INDULGÊNCIAS

Não satisfeita com a
sua “galinha dos ovos de ouro” do Purgatório, agora a Igreja Católica,
no ano de 2000, verá seus cofres recheados com dinheiro da visita de
milhões de pessoas ao Vaticano, as quais entrarão pela porta de São
Pedro para receber esse favor católico das “INDULGÊNCIAS”.

A
Igreja Católica define como indulgência . . .a remissão da pena
temporal devida pelos pecados já per­doados quanto à culpa, remissão
que a Igreja concede fora do Sacramento da Penitência.

Assim,
ensinando que o papa é o vigário de Cristo e o cabeça da Igreja, pode
ele sacar do “Tesouro da Igreja” os bens de que ela é depositária.

A
IC constrói a sua doutrina sobre Mt 16.19, onde se lê: ... o que
ligares na terra, terá sido ligado nos céus; e o que desligares na
terra, terá sido desligado no céu.

O papa sustenta que tem
poder de outorgar qualquer destas indulgências a toda a Igreja ou a
qualquer membro da Igreja, individualmente. Em 1903, o papa delegou
autoridade a outros sacerdotes, permitindo aos cardeais outorgarem
indulgência por duzentos dias, cada um em sua própria diocese; aos
arcebispos, por cem dias; aos bispos, por cinqüenta dias, cada um em
sua própria diocese.

gerardo junior

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Re: Venda de indulgência

Mensagem por gerardo junior em Qui Out 15, 2009 11:45 pm

OS TIPOS DE INDULGÊNCIAS

Existem
modalidades diferentes de indulgências: quanto ao tempo de duração e
quanto ao lugar. Quanto ao tempo de duração existem as indulgências
plenárias ou completas e as indulgências parciais. Nas indulgências
plenárias ou completas o pecador é isento das penalidades desta vida e
da que há de vir no Purgatório. O ensino católico sobre as indulgências
plenárias é: A indulgência plenária é a que perdoa toda a pena temporal
devida pelos nossos pecados. Por isso, se alguém morresse depois de ter
recebido esta indulgência, iria logo para o céu, inteira­mente isento
das penas do Purgatório. Nas indulgências parciais a isenção das penas
é dada por um tempo determinado de dez, vinte ou trinta dias.

Quanto
ao lugar as indulgências universais são para uso de todas as Igrejas em
toda parte. As indulgências particulares são para uso das Igrejas
específicas ou de relicários.

PRONUNCIAMENTO DE MARTINHO LUTERO

Muitos
historiadores católicos admitem que, no passado, se abusou mui­to
grosseiramente da prática da indulgência, fato que deu origem a severas
críticas. Foi o que aconteceu em 31 de outubro de 1517, quando Martinho
Lutero afixou na Igreja de Wittemberg, na Alemanha, um texto em latim
com 95 teses que contrariavam os dogmas da Igreja Católica. Condenava,
por exemplo, a “venda” de indulgências que o Papa Leão X estava
promovendo para construir a Basílica de São Pedro em Roma. Um dos
textos muito lembrado por Lutero era o de Rm 1.17: o justo viverá da
fé.

Um dos nomes mais conhecidos em Roma, nessa ocasião da
construção da Basílica de São Pedro, foi o do cardeal João Tetzel que
viajava pelo mundo católico recolhendo contribuições para essa
construção. Uma das suas declarações relacionadas à oportunidade das
pessoas escaparem do Purgatório por meio de indulgências se tomou
célebre: No momento em que uma moeda tilinta no fundo do gazofilácio,
uma alma escapa do purgatório. A IC tem duas inesgotáveis “galinhas dos
ovos de ouro”: o Purgatório e as Indulgências — sendo estas para salvar
os ricos, os que têm dinheiro com que resgatar os seus pecados. Jesus,
quando viu o jovem rico afastar-se dele por não se dispor a vender seus
bens para segui-lo, declarou:

Em verdade vos digo que é
difícil entrar um rico no reino de Deus. (Mt 19.23). Entretanto, dentro
do ensino católico, essa entrada se tomou fácil para os ricos: as
indulgências abrem-lhe as portas.

E os pobres que continuem
sofrendo neste mundo e que paguem no purgatório por séculos sem fim, o
castigo dos seus pecados, porque não têm dinheiro para missas e
indulgências, mui­to embora Jesus houvesse dito: ... aos pobres é
anunciado o evangelho (Mt 11.5) (A Bíblia e o Catolicismo Romano, p.
113). O Papa Leão X ensinava que uma pessoa rica poderia doar terras e
bens materiais à Igreja e assim comprar um lote de terreno no paraíso.

Não é por acaso que a Igreja Católica é um dos maiores proprietários de terras e imóveis em todo o mundo.

Na
tese 82, Martinho Lutero declarava: Por que o papa não tira duma só vez
todas as almas do purgatório, movido por santíssima caridade e em face
da mais premente necessidade das almas, que seria justíssimo motivo
para tanto, quando, em troca de vil dinheiro para a construção da
Catedral de 5. Pedro, livra um sem-número de almas, logo por motivo
bastante insignificante? Martinho Lutero foi excomungado em 1521, mas
seu pro­testo virou uma nova denominação — o LUTERANISMO.


O QUE DIZ A BÍBLIA

A
Bíblia afirma que após a morte segue-se o juízo (Hb 9.27). Como
afirmamos, existem dois lugares apontados para depois desta vida e, num
dos dois, todos os homens se encontrarão. Jesus falou do céu ao
afirmar: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos
está preparado desde a fundação do mundo. E falou do inferno, dizendo:
Apartai-vos de mim, mal­ditos, para o fogo eterno, preparado para o
diabo e seus anjos. . . .E irão estes para o tormento eterno, mas os
justos para a vida eterna. (Mt 25.34,41,46). Jesus disse ao ladrão
arre­pendido: Hoje estarás comigo no paraíso. (Lc 23.43). À mulher
perdida, que ungiu os pés de Jesus com suas lágrimas, arrependida dos
seus pecados, ele disse: Os teus pecados te são perdoa­dos. (...) A tua
fé te salvou; vai-te e não peques mais. (Lc 7.48,50)

Paulo não
esperava o purgatório nem admitia Indulgências. Falou o seguinte: Para
mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho. (Fp 1.21)


SOBRE O ACORDO RECENTE ENTRE CATÓLICOS E LUTERANOS

O
que pretende realmente a IC com o recente acordo firmado com os
Luteranos? Renunciar a alguns dos seus dogmas? Certamente que não, pois
justamente a prática das indulgências foi o que deu margem ao
rompimento de Martinho Lutero com a Igreja Católica. Perguntamos: Foi
ela abandonada pela IC? Ao contrário, essa prática da indulgência tem
sido amplamente divulgada e o será durante o ano 2000. É o ano do
Jubileu Católico quando se oferecerá o perdão de pecados para os que
visitarem o Vaticano. O que tem em vista, então, esse acordo? Isto nada
mais é do que uma estratégia para silenciar os evangélicos em todo o
mundo. É o conhecido Ecumenismo implantado a partir do Concílio
Vaticano II pelo papa João XXIII. Alguns luteranos menos afeitos à
leitura da Bíblia estão eufóricos com a celebração desse acordo
ocorrido em 31 de outubro de 1999. Como título UMA LiNDA FESTA, um
leitor do Estadão, edição de 9-11-99, escreveu na coluna FÓRUM DE
DEBATES: Quase cinco séculos depois que o monge Martin Luther começou a
reforma da Igreja, católicos e luteranos do mundo se uni­ram
formalmente com a assinatura da Declaração Conjunta Católica-Luterana,
em Augusburg, na Alemanha... Quero agradecer ao Estadão, em meu nome e
no de 58 milhões de luteranos de todo o mundo, pela reportagem sobre um
assunto tão importante que é a fraternização universal dos servos de
Nosso Senhor Jesus Cristo. Mas, nem todos os luteranos são desavisados
e aceitaram esse acordo. A FOLHA UNIVERSAL, de 14-11-99, declarou que .
. .nem to­das as igrejas luteranas aceitaram o acordo e, pelo menos, 22
já manifestaram publicamente a rejeição. A maioria delas, no Brasil,
pertence à ramificação da Igreja Evangélica Luterana do Brasil, e tem
diferenças importantes de interpretação bíblica da Igreja Evangélica de
Confissão Luterana no Brasil. Por meio de um seu representante, a IELB
declarou que, na prática, as pendências que separam luteranos e
católicos continuarão existindo: O documento afirma que a salvação e o
per­dão são graças de Deus, mas não é isso que João Paulo II tem
anunciado. A Bíblia deixa aberta a pergunta, difícil de responder:
Andarão dois juntos, se não estiverem de acordo? (Am 3.3). Um acordo
incoerente, e condenado pela Bíblia em 2 Co 6.16:

E que
consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porventura a IC abandonou
a idolatria? A mariolatria? O dogma do Purgatório? A prática da
Indulgência? Certamente que não! Logo, fica em pé a recomendação de Ap
18.4-5: E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para
que não incorras nas suas pragas. Porque já os seus pecados se
acumularam até ao céu, e Deus se lembrou das iniqüidades dela. O
acordo, portanto, é impróprio.

gerardo junior

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Re: Venda de indulgência

Mensagem por alessandro em Sex Out 16, 2009 9:43 am

se favor católico das “INDULGÊNCIAS”.
[/quote]

ola gerardo, seja bem vindo ao fórum

percebi que vc não leu o tópico afinal entrou com uma discussão dogmática num tópico histórico, mas de qq forma vou respondê-lo.
Peço, no entanto que não copie e cole apenas, afinal este é um espaço para discussão. qdo quiser postar algum texto faça da forma apropriada.

Não satisfeita com a
sua “galinha dos ovos de ouro” do Purgatório, agora a Igreja Católica,
no ano de 2000, verá seus cofres recheados com dinheiro da visita de
milhões de pessoas ao Vaticano, as quais entrarão pela porta de São
Pedro para receber esse favor católico das “INDULGÊNCIAS”.

percebo grande ignorância aqui. cuidado com as fontes que usa...
e verdade que a abertura da porta santa abriu o jubileu do ano 2000.
no entanto, em várias Igrejas de vários lugares do mundo era possível conseguir as indulgências sem precisar pagar nada.

só na nossa diocese foram pelos menos 4!

discutir tudo bem, mentir ou acusar falsamente é outra coisa - afinal sabemos quem é o pai da mentira ne?

de qq forma julgo que a culpa não foi sua, apenas a da fonte usada.
é só ter mais cuidado da próxima vez...

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alessandro
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Re: Venda de indulgência

Mensagem por Geovanni146 em Sab Maio 19, 2012 7:15 pm

Olá pessoal, 

Não desejo por mais lenha na fogueira, somente busco um entendimento sincero referente ao tema das indugências. O que seria verdade histórica e o que é propaganda protestante. Para isso trago o texto, que abaixo segue, e gostaria que fosse analisado. O autor cita como fonte de consulta "O LIVRO NEGRO DO CRISTIANISMO"
Autores: Jacopo Fo., Sergio Tomat e Laura Malucelli

Aqui vai...

Acreditava-se que Cristo em pessoa, a Virgem Maria e muitos santos tivessem ganhado, durante sua vida, um “superávit” de mérito que poderia ser distribuído entre os infiéis ou fiéis menos praticantes. Para se diminuir a culpa e a pena desses pecadores, a Santa Igreja Católica Apostólica Romana, durante fins da Idade Média Européia, passa a fazer “negócios” com essa “graça”, em troca claro, de parte do patrimônio dos desafortunados.

Durante o Pontificado do Papa Leão X (1513 – 1521), essa prática atingiu o seu auge.

Segue aqui, uma lista, isso mesmo, uma lista com alguns dos perdões previstos e seus respectivos valores ou pagamentos.

1. O eclesiástico que incorrer em pecado carnal, seja com freiras, primas, sobrinhas, afilhadas ou, enfim, com outra mulher qualquer, será absolvido mediante o pagamento de 67 libras e 12 soldos.

2. Se o Eclesiástico, além do pecado de fornicação, pedir para ser absolvido do pecado contra a natureza ou bestialidade, deverá pagar 219 libras e 15 soldos. Mas tiver cometido pecado contra a natureza com crianças ou animais, e não com uma mulher, pagará apenas 131 libras e 15 soldos.

3. O Sacerdote que deflorar uma virgem pagará 2 libras e 8 soldos.

4. A Religiosa que quiser ser abadessa após ter se entregado a um ou mais homens simultaneamente ou sucessivamente, dentro ou fora do convento, pagará 131 libras e 15 soldos.

5. Os sacerdotes que quiserem viver em concubinato com seus parentes pagarão 76 libras e 1 soldo.

6. Para cada pecado de luxúria cometido por um leigo, a absolvição custará 27 libras e 1 soldo.

7. A mulher adúltera que pedir a absolvição para se ver livre de qualquer processo e ser dispensada para continuar com a relação ilícita pagará ao Papa 87 libras e e 3 soldos. Em um caso análogo, o marido pagará o mesmo montante; se tiverem cometido incesto com o próprio filho, acrescentar-se-ão 6 libras pela consciência.

8. A absolvição e a certeza de não ser perseguido por crime de roubo, furto ou incêndio custarão ao culpado 131 libras e 7 soldos.

9. A absolvição de homicídio simples cometido contra a pessoa de um leigo custará 15 libras, 4 soldos e 3 denários.

10. Se o assassino tiver matado dois ou mais homens em um único dia, pagará como se tivesse assassinado um só.

A lista da “safadeza” é longa, segue com pelos menos 35 condições de pagamento.


Existiu realmente está tal lista?

Obrigado.

Geovanni146

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Re: Venda de indulgência

Mensagem por Lucas B. em Ter Maio 22, 2012 5:54 pm

Olá Geovanni

Esta é uma daquelas para se tomar nota,

No quadro de referências do citado "O Livro Negro do Cristianismo", aparece o escritor espanhol Pepe Rodriguez. Bastaria uma analise da biografia do tal indivíduo para saber que tipo de "obras" esperar. Basicamente um ateu, obcecado em desacreditar (e/ou difamar) as religiões e a crença no Divino, com alegações pseudo-científicas ou históricas.
O mesmo é o responsável por trazer "à luz" o documento Taxa Camarae, que apresenta a lista aqui parcialmente citada, que ao todo é composta de 35 destas determinações, atribuidas ao Papa.
O grande problema é que simplesmente não há qualquer comprovação histórica de que o tal documento seja verídico, sua autoria seja Papal ou sequer que realmente exista. Poderiamos encerar o comentário por aqui, mas porque parar agora que está ficando divertido?

O mesmo autor questionado sobre a autenticidade do documento dá uma patética versão em seu site: http://www.pepe-rodriguez.com/Mentiras_Iglesia/Taxa/Taxa_taxacamarae_falsa.htm#origen

Não obstante no seu site há uma informação (propositalmente ou intencionalmente) omitida na mesma descrição de um anexo do mesmo livro:
Advertencia al lector: la autenticidad de este documento ha sido cuestionada y debe ser reputado como dudoso hasta que no se documente fehacientemente su posible veracidad o falsedad. De ser una falsificación, quizá sería contemporánea de León X o algo posterior.
Advertencia ao leitor: a autenticidade deste documento tem sido questionada e deve ser considerado como duvidoso até que se possa documentar de forma confiável sua possível veracidade ou falsidade. Se uma falsificação, poderia ser contemporânea à(época) Leão X, ou pouco posterior.
Em minha pesquisa alguns afirmam que a edição em espanhol possuia a citada nota, enquanto a portuguesa (na qual provavelmente é baseada nossas versões) a omite. Mas isso não pude confirmar.

Em sua "defesa" o autor também declara: ...recomendo ter por duvidoso este documento até que se possa conceber uma outra hipótese. Se no futuro se provasse sem dúvidas que este documento fosse falso, seria eliminado deste site. Porém justamente por ser duvidoso, devo manter a cópia da Taxa Camarae na web, para que cada qual possa refletir sobre as circunstâncias que a envolvem, na esperança de poder fornecer um pouco de luz à discussão histórica aberta.

No entanto o senhor autor não toma o dito documento como "discussão aberta" e sim o "fecha" induzindo à uma interpretação histórica baseada no mesmo como certeza. Ademais (e isso é risível) deixa para terceiros o "ônus de provar" a veracidade de um dado apresentado por si, ou: o documento é verdadeiro até que se prove falso? Não é mais coerente com a ciência e a história considerar o contrário?

Por fim, em todas as Bulas e decretos oficialmente e históricamente reconhecidos como do Papa Leão X, não há nenhum com tal nome, e mesmo se de outro título, nenhum com tal conteúdo, e mesmo sem tal conteúdo explicitamente declarado, não há nem entre os seus e de seus antecessores e sucessores uma idéia que poderia ser entendida de forma implicita como o conteúdo do tal documento, nem sequer as supostas "teses de Lutero" (ou qualquer outro escrito do mesmo) lhe fazem menção, aliás alguns até pressupõe o completo desconhecimento do Papa de tais práticas. Os decretos sobre indulgência promulgados pelas Bulas Papais de Leão X, vigoram até hoje como Doutrina Católica, visto não fazerem qualquer alusão à esse tipo de "mercado".
Enfim, são tantos os indícios de que tal documento seja verdadeiramente FALSO, que é até uma falta de bom senso lhe conceder sequer o mérito de "duvidoso", mais argumentos podem ser encontrados no site: http://apologetica.org/site/index.php?option=com_content&task=view&id=428&Itemid=5

Espero ter ajudado
Vinde Senhor Jesus!

Lucas B.

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Re: Venda de indulgência

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