Escapulário

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Re: Escapulário

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Dom Jun 19, 2011 6:47 pm

Para dar vida a este tópico deixo em suspenso a seguinte pergunta:

O que diria Yeshua (Jesus) a respeito do escapulário?! ...

Sim, ele que foi a pessoa humana que fez o sacrificio mais valioso à face de toda a terra disse:

«Prefiro a misericórdia ao sacrifício ...»

(Mateus 9,13; 12,7)
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Manuel Portugal Pires

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Re: Escapulário

Mensagem por Pe. Anderson em Seg Jun 20, 2011 12:24 pm

Caros amigos,

E a devoçao ao Escapulário é um convite a nós cristaos de nos unirmos ao mesmo sacrifício de Cristo na Cruz. É esse que perdoa nossos pecados e a confiança a esse perdao é o que nos dá nossa Mae Maria, tambem nessa maravilhosa devoçao.

Grande abraço.
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Re: Escapulário

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Ter Jun 21, 2011 7:07 pm

Mas uma devoção que pode ter duas caras.
Certas devoções aparentemente inofensivas, apesar de serem carregadas de muitos e bem intencionados significados prestam-se a actos de superstição.
Eu não conheço nem me interesso por escapulários, mas conheço muito bem o uso da cruz.
Yeshua foi morto numa cruz por acaso, mas não foi por acaso que a bíblia fala do «madeiro». A forma do instrumento de morte do Cristo (cruz) tomou mais valor que a essência da profecia (do madeiro). Assim há muita boa gente que exibe a cruz de ouro e materiais preciosos como se fosse o seu amuleto. Dentre essa gente famosa há alguns católicos e muitos que até nem ligam ao sacrifício de Cristo.

Eu não estou a fazer a reprovação de pessoas bem intencionadas, mas a valorizar, pondo o acento tónico no que que realmente tem valor, Cristo. O resto, pode ser, e muitas vezes é uma perigosa armadilha.
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Re: Escapulário

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Sex Jun 24, 2011 11:18 am

Caríssimos Irmãos na fé,

"Eu não conheço nem me interesso por escapulários"

Esta frase do Sr. Manuel confrontada com os colóquios que ele tem escrito a esse respeito nos demonstra muito bem qual é a sua intenção no nosso fórum.

É uma contradição sem precedentes, depois de escrever tantas bobagens a respeito de um determinado assunto, afirmar posteriormente que não conhece tal matéria e nem se interessa por ela.

Servindo-me de sua própria afirmação: "NÃO CONHEÇO NEM ME INTERESSO...", questiono como pode este senhor afirmar o que afirmou anteriormente ? Comos podemos confiar no que escreve uma pessoa que afirma algo e depois diz que não conhece nada sobre o que afirmou anteriormente ?

É muito penoso a gente perceber que ainda existem pessoas com esse tipo de procedimento, cuja intenção é somente confundir outras pessoas e minar os seus entendimentos com aberrações dessa natureza.

Ora, se não se sabe nada sobre algo, escrever algo sobre esse algo que não se conhece, caracteriza um pessoa que não tem o mínimo uso da razão.

Um grande abraço a todos !!!
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Re: Escapulário

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Sex Jun 24, 2011 3:53 pm

Boa !,Senhor Flávio!
Dê-lhe porrada, para ver até onde esse "sr. Manuel" aguenta!

Por favor deixe-se de tais comentários falaciosos.

Eu não conheço o escapulário porque não vi nem me interessa ver nenhum!
Não quero ser influenciado por coisas que podem causar superstição.
Da mesma forma não sei o que é fornicação e isso não é desculpa nem necessito de cometer um acto de fornicação para a condenar!

Por favor, deixe-se de comentários falaciosos e mesquinhos!
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Manuel Portugal Pires

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Re: Escapulário

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Dom Jun 26, 2011 7:04 am

Muito bem, Sr. Manuel !

A minha intenção aqui não é dar "porrada" em ninguém. Aliás, não gosto de me servir dessa palavra (porrada) porque aqui no Brasil ela tem um significado extremamente pejorativo. Mas de qualquer forma, entedi a forma com que o amigo a utilizou e sei que não tem qualquer conotação no sentido malicioso a que me reporto.

Permita-me contar-lhe uma história !

Conheci na minha infância um frade da ordem dos padres carmelitas, Frei João Batista. Era um homem de baixa estatura que, mesmo tendo feito os votos (conselhos evangélicos) daquela congregação, não quiz se ordenar sacerdote simplesmente por se achar indigno para o exercício de tão grande sacramento. Assim, ele se consevava como sineiro da basílica de Nossa Senhora do Carmos (padroeira do Recife) e se dedicava a evangelização nas coisas mais simples como cuidar de mendigos, meninos de rua e prostitutas, dentre outras pessoas. Um certo dia, enquanto andava propagar a devoção do escapulário no centro do Recife, mais precisamente na rua Gamboa do Carmo, nas imediações do convento, deparou-se com um aglomerado de muitas pessoas que observavam um incêndio de média proporção. Neste momento, um dos transeuntes que sempre o via nas suas caminhadas de evangelização por aquelas imediações lhe perguntou onde buscar água e o que podia fazer para apagar aquele fogo. Ele respondeu que não tinha uma solução de imediato. Mas tirou do seu pescoço e escapulário que usava e o jogou por entre as chamas que se apagaram rapidamente.

O que quero dizer com isso ?

Muitas vezes não conhecemos as coisas como elas são, e por não as conhecermos, não damos o devido valor. Podemos muitas vezes nem conhecer e nem valorizar. Entretanto, não podemos ridicularizá-las nem desrespeitá-las.

No caso a que me reporto, o escapulário foi usado para que um incêndio fosse apagado, ou seja, para que acontecesse um verdadeiro milagre, em um tempo em que, sem os recursos que temos hoje, como por exemplo, carros anti-chamas do corpo de bombeiros, a propagação do fogo seria uma grande catástrofe em todo aquele quarteirão de moradores do centro do Recife.

Servindo-me do seu ultimo colóquio, gostaria de lembrar que são coisas muito distintas o uso do escapulário e a prática da fornicação, o que me faz afirmar que foi muito infeliz a sua intervenção ao comparar a ponderação de uma coisa com a outra.

Admito sua falta de conhecimento a respeito do escapulário e o desejo de nunca o conhecer, até mesmo porque ninguém é obrigado nem coagido a usá-lo, uma vez que tal uso é algo que vem pela devoção dos fiéis. Entretanto, proceder desrespeitosamente diante de algo que não se conhece é um verdadeiro absurdo.

Espero que tenha compreendido tudo o que escrevi e que compreenda também, doravante, que mesquinho e falacioso é se falar de forma indevida e desrespeitosa daquilo que não se conhece.

Um grande abraço !!!
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Re: Escapulário

Mensagem por Pe. Anderson em Seg Jun 27, 2011 6:01 am

Caros amigos,

Desculpem a ausência do nosso fórum nos últimos dias, mas estava terminando os meus estudos em Roma e não foi fácil conciliar com o nosso fórum. Vamos tentar responder às questões apresentadas aqui.

"A ICAR (Igreja Católica Apostólica Romana) quer apenas lucrar ao vender os escapulários, visto que prometem a salvação automática de quem o estiver usando na hora da morte. E, para isso, vendem escapulários a um preço salgado de centenas de reais".
Isso é uma absurda mentira. Quer for a qualquer livraria católica no nosso Brasil pode comprar um escapulário por R$0,50 ou R$ 1,00. É verdade que há quem os faça de prata, ouro e os vendam em lojas. Mas isso é uma iniciativa de negociantes, não da Igreja Católica. A devoção aos escapulários surgiu nos conventos carmelitas e qualquer um que for a um desses conventos e pedir um escapulário o receberá de graça, além do compromisso das carmelitas de rezarem por essa pessoa. Não há nada de mágico, mas sim comunhão dos santos.

Sobre o que é o Escapulário, seu correto uso e sua relação com a História da Igreja, além da resposta da Rafaela nesse tópico, temos esse ótimo discurso do Papa Joao Paulo II, em 2001. Eu o reproduzo aqui completo:

MENSAGEM DO SANTO PADRE À ORDEM DO CARMELO POR OCASIÃO DA DEDICAÇÃO DO ANO 2001 À VIRGEM MARIA

Aos Reverendíssimos Padres
JOSEPH CHALMERS Prior-Geral da Ordem dos Frades da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo (O. Carm.) e CAMILO MACCISE Prepósito-Geral da Ordem dos Irmãos Descalços da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo (O.C.D.)

1. O providencial acontecimento de graça, que foi para a Igreja o Ano jubilar, leva-a a olhar com confiança e esperança para o caminho que acabamos de empreender no novo milénio. "Ao princípio deste novo século, escrevi na Carta Apostólica Novo millennio ineunte o nosso passo deve fazer-se mais lesto... Neste caminho acompanha-nos a Virgem Santíssima; a Ela... confiei o terceiro milénio" (n. 58).

Por conseguinte foi grande a alegria quando tomei conhecimento que a Ordem do Carmelo, nos seus dois ramos, o antigo e o reformado, deseja exprimir o seu amor filial à sua Padroeira, dedicando-lhe o ano 2001, a ela que é invocada como flor do Carmelo, Mãe e Guia no caminho da santidade. A respeito disto, não posso deixar de realçar uma feliz coincidência: a celebração deste ano mariano para todo o Carmelo é feita, segundo é transmitido por uma venerável tradição da própria Ordem, no 750° aniversário da entrega do Escapulário. É portanto uma celebração que constitui para toda a Família carmelita uma maravilhosa ocasião para aprofundar tanto a sua espiritualidade mariana, como para a viver cada vez mais à luz do lugar que a Virgem Mãe de Deus e dos homens ocupa no mistério de Cristo e da Igreja e, portanto, de a seguir, Ela que é a "Estrela da Evangelização" (cf. Novo millennio ineunte, 58).

2. As várias gerações do Carmelo, desde as suas origens até aos dias de hoje, no seu itinerário rumo à "montanha santa, Jesus Cristo nosso Senhor" (Missal Romano, Colecta da Missa em honra da Bem-Aventurada Virgem Maria do Carmelo, 16 de Julho), procuraram plasmar a própria vida segundo os exemplos de Maria.
Por isso no Carmelo, e em qualquer alma movida pelo terno afecto à Virgem e Mãe Santíssima, floresce a sua contemplação, d'Ela que, desde o princípio, soube estar aberta à escuta da Palavra de Deus e ser obediente à sua vontade (cf. Lc 2, 19.51). De facto, Maria educada e plasmada pelo Espírito (cf. Lc 2, 44-50), foi capaz de ler na fé a própria história (cf. Lc 1, 46-55) e, dócil às sugestões divinas, "avançou no caminho da fé, e conservou fielmente a união com seu Filho até à cruz, junto da qual, por desígnio de Deus, se manteve de pé (cf. Jo 19, 25); sofreu profundamente com o seu Unigénito e associou-se de coração maternal ao seu sacrifício" (Lumen gentium, 58).

3. A contemplação da Virgem apresenta-no-la enquanto, como Mãe solícita, vê crescer o seu Filho em Nazaré (cf. Lc 2, 40.52), o segue pelas estradas da Palestina, o assiste nas bodas de Caná (cfJo 2, 5) e, aos pés da Cruz, torna-se a Mãe associada à sua oferenda e doada a todos os homens na entrega que o próprio Jesus faz dela ao seu discípulo predilecto (cf. Jo 19, 26). Como Mãe da Igreja, a Virgem Santa está unida aos discípulos que se "entregavam assiduamente à oração" (Act1, 14) e, como Mulher nova que antecipa em si o que um dia se realizará para todos na plena fruição da vida trinitária, é elevada ao Céu, e onde estende o manto de protecção da sua misericórdia sobre os filhos peregrinos para o monte santo da glória. Uma atitude contemplativa da mente e do coração como esta leva a admirar a experiência de fé e de amor da Virgem, que já vive em si o que cada fiel deseja e espera realizar no mistério de Cristo e da Igreja (cf. Sacrosanctum Concilium, 103; Lumen gentium, 53). Justamente por isto os carmelitas, nos seus dois ramos, escolheram Maria como própria Padroeira e Mãe espiritual e têm sempre diante dos olhos do coração a Virgem Puríssima que guia a todos para o perfeito conhecimento e imitação de Cristo.

Floresce assim uma intimidade de relações espirituais que incrementam cada vez mais a comunhão com Cristo e com Maria. Para os Membros da Família carmelita Maria, a Virgem Mãe de Deus e dos homens, não é só um modelo para imitar, mas também uma doce presença de Mãe e Irmã na qual confiar. Justamente Santa Teresa de Jesus exortava: "Imitai Maria e ponderai qual deva ser a grandeza desta Senhora e o benefício de a ter como Padroeira" (Castelo interior, III, 1, 3).

4. Esta intensa vida mariana, que se exprime em oração confiante, em entusiástico louvor e em diligente imitação, leva a compreender como a forma mais genuína da devoção à Virgem Santíssima, expressa pelo humilde sinal do Escapulário, seja a consagração ao seu Coração Imaculado (cf. Pio XII, Carta Neminem profecto later [11 de Fevereiro de 1950: AAS 42, 1950, pp. 390-391]; Const. dogm. sobre a Igreja Lumen gentium, 67). É assim que no coração se realiza uma crescente comunhão e familiaridade com a Virgem Santa, "como maneira nova de viver para Deus e de continuar aqui na terra o amor do Filho à sua mãe Maria" (cf. Angelus, em Insegnamenti XI/3, 1988, p. 173). Pomo-nos desta forma, segundo a expressão do Beato mártir carmelita Tito Brandsma, em profunda sintonia com Maria, a Theotokos, tornando-nos como Ela transmissores da vida divina: "Também a nós o Senhor envia o seu anjo... também nós devemos receber Deus nos nossos corações, levá-lo dentro dos nossos corações, nutri-lo e fazê-lo crescer em nós de tal forma que ele nasça de nós e viva connosco como Deus-connosco, o Emanuel" (Da relação do Beato Tito Brandsma ao Congresso Mariológico de Tongerloo, Agosto de 1936).

Este rico património mariano do Carmelo tornou-se, no tempo, através da difusão da devoção do Santo Escapulário, um tesouro para toda a Igreja. Pela sua simplicidade, pelo seu valor antropológico e pela relação com o papel de Maria em relação à Igreja e à humanidade, esta devoção foi profunda e amplamente recebida pelo povo de Deus, a ponto de encontrar a sua expressão na memória de 16 de Julho, presente no Calendário litúrgico da Igreja universal.

5. No sinal do Escapulário evidencia-se uma síntese eficaz de espiritualidade mariana, que alimenta a devoção dos crentes, tornando-os sensíveis à presença amorosa da Virgem Mãe na sua vida. O Escapulário é essencialmente um "hábito". Quem o recebe é agregado ou associado num grau mais ou menos íntimo à Ordem do Carmelo, dedicado ao serviço de Nossa Senhora para o bem de toda a Igreja (cf. Fórmula da imposição do Escapulário, no "Rito da Bênção e imposição do Escapulário", aprovado pela Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, 5/1/1996). Por conseguinte, quem veste o Escapulário é introduzido na terra do Carmelo, para que "coma os seus frutos e produtos" (cf. Jer 2, 7), e experimente a presença doce e materna de Maria, no empenho quotidiano de se revestir interiormente de Jesus Cristo e de o manifestar vivo em si para o bem da Igreja e de toda a humanidade (cf. Fórmula da imposição do Escapulário,cit.).

São portanto duas as verdades recordadas no sinal do Escapulário: por um lado, a proteção contínua da Virgem Santíssima, não só ao longo do caminho da vida, mas também no momento da passagem para a plenitude da glória eterna; por outro, a consciência de que a devoção a Ela não se pode limitar a orações e obséquios em sua honra em algumas circunstâncias, mas deve constituir um "hábito", isto é, um ponto de referência permanente do seu comportamento cristão, tecido de oração e de vida interior, mediante a prática frequente dos Sacramentos e o exercício concreto das obras de misericórdia espiritual e corporal. Desta forma o Escapulário torna-se sinal de "aliança" e de comunhão recíproca entre Maria e os fiéis: de facto, ele traduz de maneira concreta a entrega que Jesus, na cruz, fez a João, e nele a todos nós, da sua Mãe, e o acto de confiar o seu apóstolo predilecto e a nós a Ela, constituída nossa Mãe espiritual.

6. Desta espiritualidade mariana, que plasma interiormente as pessoas e as configura com Cristo, primogénito de muitos irmãos, são um maravilhoso exemplo os testemunhos de santidade e de sabedoria de tantos Santos e Santas do Carmelo, todos crescidos à sombra e sob a tutela da Mãe.

Também eu levo no meu coração, desde há muito tempo, o Escapulário do Carmo! Pelo amor que nutro pela Mãe celeste de todos nós, cuja protecção experimento continuamente, desejo que este ano mariano ajude todos os religiosos e as religiosas do Carmelo e os piedosos fiéis que a veneram filialmente, a crescer no seu amor e a irradiar no mundo a presença desta Mulher do silêncio e da oração, invocada como Mãe da misericórdia, Mãe da esperança e da graça.

Com estes votos, concedo de bom grado a Bênção apostólica a todos os frades, monjas, irmãos, leigos e leigas da Família carmelita, que tanto se empenham para difundir entre o povo de Deus a verdadeira devoção a Maria, Estrela do mar e Flor do Carmelo!
Vaticano, 25 de Março de 2001.

Fonte: http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/speeches/2001/documents/hf_jp-ii_spe_20010326_ordine-carmelo_po.html

Das palavras acima destacadas fica claro qual é o sentido produnfo dessa devoçao, que nao tem nada a ver com superstiçao, nem mesmo com salvaçao automática. O Escapulário é um hábito material que nos lembra que devemos nos "revestir de Cristo", conforme a expressao de Sao Paulo.

Nao há, pois sentido em criticar aquilo que nao se conhece, por simples amor exagerado às criticas ou por inútil catolico-fobia. Tambem devemos esclarecer o significado da palavra devoçao, que pode ser ambigua ou destorcida (pela ignorancia ou pela má fé).

Devoçao é o que dizia Santo Tomás de Aquino: “A prontidão habitual da vontade nas coisas que se referem ao serviço de Deus”. Significa, então, uma disposição permanente e pronta em nossa entrega a Deus. Devoção é, aqui, quase sinônimo de consagração. Seria, então, uma resposta de amor ao amor de Cristo, consagrando-se a Ele. Cristo, por amor, deu a vida por nós (cf 1Jo 3, 16) e nos associou aos mistérios de sua vida (cf 1Pd 2, 9). Portanto, é necessário que respondamos a Ele, com o nosso amor. Isto é ser devoto.

Com isso acho que terminanos essa discussao. Grande abraço e que o Senhor abençoe a todos.
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Re: Escapulário

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Qui Jun 30, 2011 2:13 pm

Sr. Flávio.
Apenas tenho a dizer-lhe que falando de absurdo, é o dito milagre de que falou.
Também não disse que é testemunha ocular do dito milagre.
É assim que se levantam crenças e religiões!
Eu prefiro a verdade!
Ora um escapulário tem mais poder que a vontade de YHWH!

Deus não depende de escapulários nem de outros objectos de superstição.
Eu não tenho razões para acreditar nestes MITOS sagrados!
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Re: Escapulário

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Sex Jul 01, 2011 5:19 am

Sr. Manuel,

Certamente a sombra de São Pedro (At 5,15-16) e os lenços e os aventais de São Paulo (At 19,11-12), a exemplo do escapulário, são também mentiras e devem estar incluídos no rol dos absurdos, dos objetos de superstição e dos mitos a que o senhor se refere.

Afinal de contas, como o amigo não estava presente, segundo sua própria descrição ( ver: quemtembocavaiaroma.livreforum.com/t731p45-duvdas-sobre-o-sacramento-da-confissao ), não pode crer e considera mentiroso tudo aquilo que não testemunhou de forma ocular.

É, portanto, uma pena, que ao contrário dos olhos da cara, os da fé estejam, por deliberação própria, fechados para que veja, e mais que isso, que não sou eu quem os pede abrir. Fazer o que ???

Um grande abraço !!!

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Re: Escapulário

Mensagem por Pe. Anderson em Sex Jul 01, 2011 8:24 am

Caros amigos,

Obrigado pela particiapaçao de todos, mas agora creio que todas as questoes apresentadas aqui já foram respondidas e o debate agora está infrutífero.

Bloqueamos o tópico entao. Se alguem quiser dizer algo mais que seja relevante, envie-nos uma mensagem pessoal ou crie outro tópico, que seja interessante e que tenha o objetivo de aprofundar e debater idéias e doutrinas. Lembremos daquele ditado americano:

"Mentes grandes discutem idéias; Mentes Medianas discutem eventos; mentes pequenas discutem pessoas".

Grande abraço a todos.

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