Questão adventista I "Profecia das 2300 Tardes e manhas" Daniel 8:14

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Questão adventista I "Profecia das 2300 Tardes e manhas" Daniel 8:14

Mensagem por Lucas em Dom Jan 11, 2009 1:39 pm

ola...primeiramente é um prazer fazer parte dessa familia, e reencontrar amigos na fé como: Alessandro (JOAM), Eraldo(EAC) e Pe Leo (EAC) e outros.. e espero que me ajudem pois estou trabalhando em uma confecção adventista do setimo dia e todo dia eles passam alguma coisa sobre sua religião e as vezes acabo numa sinuca de bico, alem de minha noiva tbm ser adventista, gostaria de um apoio dessa famila maravilhos para responder corretamente algumas questões desde ja estou grato... vamos lá...

1º questão : profecia das 2300 tardes e manhas (doutrina do Santuario)

A IASD teve seu inicio com o movimento milerita onde Guilherme Miller "estudando a Biblia" se deparou com esse versiculo de Daniel 8:14 e tbm em Daniel 9 e tentou desvendar esse misterio vou tentar resumir sua ideia para q fiquem por dentro se já não souberem...

Datas que evidenciam a profecia de Daniel .
457 a.C - Decreto Ataxerxes para os judeus reconstruirem Jerusalém ( início das 2300 tardes e manhãs e também das 70 semanas.
27 d.C - Batismo de Jesus"O MESSIAS anunciado por Isaias 53" início de sua pregação
31 d.C - Messias"cortado no meio da semana" depois de 3,5 anos de pregação.
34 d.C - Apedrejamento de Estevão e mudança de atitudes na pregação do evangelho,passou a ser pregado a todos inclusive aos gentios(não judeus). Atos 7:54-60 e 9:15.
1844 d.C - Final das 2300 tardes e manhâs. Por as duas iniciaram no mesmo ano 457 a.C

+ detalhes dos calculos que levam a isso por favor procurem em algum site adventista sobre o assumto que é meio longo...

Bem... enfim: eles acreditavam que Jesus voltaria em 22 de abril de 1844 (o que não ocorreu) + um amigo de miller teve uma visão no dia seguinte que Jesus na data calculada teria passado do lugar Santo para o Santissimo e teria começado o processo de julgamentodos justos, assim eles afirmam que com sua "Profetisa Ellen G. White" que eles são o povo escolido para anunciar essa "boa nova"...

bem... o que vc's me dizem sobre isso?
vc's acham que o calculo e as datas realmete tem fundamento?
e se alguem puder ter alguma outra interpretação sobre daniel eu gostaria de saber
e como a Igreja catolica ve essa profecia de Daniel 9?


obrigado e abraço a tds...
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Lucas

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Re: Questão adventista I "Profecia das 2300 Tardes e manhas" Daniel 8:14

Mensagem por papista em Ter Jan 13, 2009 9:47 am

O PROBLEMA DO DIA 22 DE OUTUBRO DE 1844 PARA OS ADVENTISTAS - PARTE II



Por Alessandro Lima




2300 dias proféticos ou 2300 holocaustos?

Algumas
pessoas dizem que o primeiro erro de Miller foi entender as 2300 tardes
e manhãs de Daniel como dias proféticos. Eu costumo dizer que este foi
o segundo, pois o primeiro foi querer estabelecer uma data para a volta
do Senhor, já que o dia da parusia só pertence ao Pai (cf. Mt 24,36; Mc
13,31; At 1,7).


De
fato as 2300 tardes e manhãs não correspondem a dias proféticos, mas a
holocaustos. Segundo a Lei de Moisés, os sacrifícios eram oferecidos
diariamente, um pela manhã e o outro pela tarde: "Um cordeiro oferecerás pela manhã, e o outro, ao pôr do sol" (Ex 29,39); "[...] ofereceram sobre ele [o altar] holocaustos ao Senhor, de manhã e à tarde" (Esd.3,3). Ver também Ex 29,41 e Nm 28,2-4.8.


O
que o anjo Gabriel quis dizer a Daniel é que nos últimos tempos de
Israel, 2300 holocaustos deixarão de ser oferecidos no Templo de
Jerusalém, instaurando-se no seu lugar a “desolação da iniqüidade” (cf. Dn 8,13). Quando foi que anúncio se cumpriu?


A revelação dada ao Profeta Daniel indica o autor da profanação do Templo:

1.
No terceiro ano do reinado de Baltazar, eu, Daniel, tive uma visão,
continuação daquela que eu tinha tido anteriormente. 2. Nessa visão, eu
me achava na fortaleza de Susa, na província de Elão, e eu me vi,
sempre em visão, às margens do Ulai. 3. Erguendo os olhos, eis que vi
um carneiro, o qual se achava em frente ao rio. Tinha dois chifres,
dois longos chifres, um dos quais era mais alto do que o outro. Esse
chifre mais alto apareceu por último. 4. Vi o carneiro dar chifradas em
direção do oeste, do norte e do sul. Nenhum animal resistia diante
dele, e ninguém conseguia escapar de seu poder. Fazia o que queria, e
crescia. 5. Enquanto observava com atenção, eis que um bode robusto
veio do ocidente e percorreu a terra inteira sem tocar o solo; tinha
entre os dois olhos um chifre muito saliente. 6. Foi até o carneiro de
dois chifres, que eu tinha visto em frente ao rio, e avançou contra ele
num excesso de fúria. 7. Eu o vi aproximar-se do carneiro e atirando-se
com fúria sobre ele, espancá-lo e quebrar-lhe os dois chifres, sem que
o carneiro tivesse força para sustentar o assalto. O bode jogou por
terra o carneiro e o calcou aos pés, sem que alguém interviesse para
subtraí-lo ao ataque de seu adversário. 8. Então o bode tornou-se muito
grande. Mas, assim que se tornou poderoso, seu grande chifre quebrou-se
e foi substituído por quatro chifres que cresciam em direção dos quatro
ventos do céu. 9. De um deles saiu um pequeno chifre que se desenvolveu
consideravelmente para o sul, para o oriente e para a jóia (dos
países). 10. Cresceu até alcançar os astros do céu, do qual fez cair
por terra diversas estrelas e as calcou aos pés. 11. Cresceu até o
chefe desse exército de astros, cujo (holocausto) perpétuo aboliu e
cujo santuário destruiu. 12. Por causa da infidelidade, além do
holocausto perpétuo foi-lhe entregue um exército! A verdade foi lançada
à terra. O pequeno chifre teve êxito na sua empreitada. 13. Ouvi um
santo que falava, a quem outro santo respondeu: quanto tempo durará o
anunciado pela visão a respeito do holocausto perpétuo, da infidelidade
destruidora, e do abandono do santuário e do exército calcado aos pés?
14. Respondeu: duas mil e trezentas tardes e manhãs. Depois disso o
santuário será restabelecido
” (Dn 8,1-14)


Segundo a visão de Daniel, o responsável pela “desolação da iniqüidade” é representado por “um pequeno chifre” (vs 9), que tem origem em um dos quatro chifres (vs. 9) surgidos da quebra do chifre do bode (vs. 8).

Mas adiante, o anjo Gabriel coloca mais luz sobre esta visão:

15.
Ora, enquanto eu contemplava essa visão e procurava o significado, vi,
de pé diante de mim, um ser em forma humana, 16. e ouvi uma voz humana
vinda do meio do Ulai: Gabriel, gritava, explica-lhe a visão. 17.
Dirigiu-se então em direção ao lugar onde eu me achava. À sua
aproximação, fiquei apavorado e caí com a face contra a terra. Filho do
homem, disse-me ele, compreende bem que essa visão simboliza o tempo
final. 18. Enquanto falava comigo, desmaiei, com o rosto em terra. Mas
ele tocou-me e me fez ficar de pé. 19. Eis, disse, vou revelar-te o que
acontecerá nos últimos tempos da cólera, porque isso diz respeito ao
tempo final. 20. O carneiro de dois chifres, que viste, simboliza os
reis da Média e da Pérsia. 21. O bode valente é o rei de Javã; o grande
chifre que ele tem entre os olhos é o primeiro rei. 22. Sua ruptura e o
nascimento de quatro chifres em seu lugar significam quatro reinos
saindo dessa nação, mas sem terem o mesmo poder. 23. No fim do reinado
deles, quando estiver cheia a medida dos infiéis, um rei surgirá, cheio
de crueldade e fingimento. 24. Seu poder aumentará, nunca porém por si
mesmo. Fará monstruosas devastações, terá êxito nas suas empresas,
exterminará os poderosos e o povo dos santos. 25. Graças à sua
habilidade, fará triunfar sua perfídia, seu coração inchar-se-á de
orgulho; mandará matar muita gente que não espera por isso,
levantar-se-á contra o príncipe dos príncipes, mas será aniquilado sem
a intervenção de mão humana. 26. A visão que te foi apresentada sobre
as tardes e as manhãs é perfeitamente verídica. Mas tu, guarda esta
visão em segredo, pois ela se refere a dias longínquos
” (Dn 8,15-26).


O
anjo Gabriel explica que o bode da visão é o rei de Javã. Ora, o termo
“Javã” refere-se aos povos helênicos. Desta forma, o bode simboliza um
rei grego. Com efeito, um bode era o símbolo do império Grego. Gabriel
ainda diz que da sua ruptura surgem quatro outros reinos. Isto se
cumpre fielmente sobre o reinado de Alexandre, o Grande. Seu reino era
grego e após sua morte foi divido entre seus generais, também chamados
diádocos: Seleuco, Antígono, Filipe e Ptolomeu.


Entre
eles os que mais se destacaram foram os reinos dos Ptolomeus (Egito) e
dos Selêucidas (Síria). Da casa dos Selêucidas surgiu Antíoco Epifânes
que reinou entre 175 a.C a 164 a.C.


Miller entendia que do capítulo 8 tratava dos últimos tempos, por causa destas palavras do anjo Gabriel a Daniel: “[...] Filho do homem, disse-me ele, compreende bem que essa visão simboliza o tempo final(Dn 8,17) (grifos meus).

Ora,
a própria explicação da visão que Gabriel dá, mostra que não se trata
dos últimos dias da humanidade, mas dos últimos dias da Antiga Aliança.
Notem que Gabriel explica que o carneiro com os dois chifres representa
os reis da Média e o da Pérsia (cf. Dn 8, 20). Por acaso estes reis
vivem em nosso tempo? Note ainda que estes dois reinos são mencionados
no versículo 3


Erguendo os olhos, eis que vi um carneiro, o qual se achava em frente ao rio. Tinha dois chifres, dois longos chifres, um dos quais era mais alto do que o outro. Esse chifre mais alto apareceu por último” (Dn 8,3) (grifos meus).

Com
efeito, o chifre mais alto foi o reino Persa que prevaleceu sobre o
reino Medo. Ambos se uniram, o que levou o reino Medo à extinção. Por
isso Daniel ao relatar sua visão diz que “esse chifre mais alto apareceu por último”.


Relembremos o versículo 9 do capítulo 8 do Profeta Daniel: “9.
De um deles [um dos quatro reinos] saiu um pequeno chifre que se
desenvolveu consideravelmente para o sul, para o oriente e para a jóia
(dos países).”


Isso
se cumpre fielmente na pessoa de Antíoco Epifanes (ou Antíoco IV), que
invadiu o Egito e a Palestina, esta última é chamada a Jóia dos Países
(cf. Ez 20,6). No primeiro livro dos Macabeus[1] relata-se a campanha de Antíoco contra o Egito e a Palestinha (cf. 1Mac 1,16-28).


No versículo 10 do capítulo 8 do Profeta Daniel lemos: “10. Cresceu até alcançar os astros do céu, do qual fez cair por terra diversas estrelas e as calcou aos pés”.

A expressão “astros do céu
diz respeito ao povo de Deus que habitava a Palestina. Basta verificar
Dn 12,3 e Mt 13,43. Ora, o massacre do povo por Antíoco Epifânes é
relatado em 1 Mac 1,29-38.


Agora relembremos os versículos 11 e 12 do capítulo 8:

11.
Cresceu até o chefe desse exército de astros, cujo (holocausto)
perpétuo aboliu e cujo santuário destruiu. 12. Por causa da
infidelidade, além do holocausto perpétuo foi-lhe entregue um exército!
A verdade foi lançada à terra. O pequeno chifre teve êxito na sua
empreitada.”


O Chefe do exército de astros são os sumos sacerdotes e anciãos de Jerusalém. Com efeito, no livro os Macabeus encontramos: “Por
isso levantou-se grande lamentação sobre Israel em todas as localidades
do país: Chefes e anciãos gemeram, moças e moços perderam seu vigor
” (1 Mac 1,25-26).


O verso 11 diz ainda que o holocausto foi abolido e o santuário destruído. Também em Macabeus lemos:

Entrando
com arrogância no Santuário, tomou para si o altar de ouro, o
candelabro com todos os seus acessórios, a mesa da proposição, as
vasilhas para as libações, as taças, os incensórios de ouro, o véu, as
coroas, a decoração de ouro sobre a fachada do Templo, do qual tirou o
revestimento. Tomou além disso, a prata e o ouro, os utensílios
preciosos e os tesouros secretos que conseguiu descobrir [...] Além
disso, o rei enviou, por emissários, a Jerusalém e às cidades de Judá,
ordens escritas para que todos adotassem os costumes estranhos a seu
país e impedissem os holocaustos, o sacrifício e as libações no
Santuário, profanassem os sábados e festas, contaminassem o Santuário e
tudo o que é santo, construíssem altares, recintos e oratórios para os
ídolos e imolassem porcos e animais impuros
.” (1 Mac 1,21-23; 1,44-47).
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Re: Questão adventista I "Profecia das 2300 Tardes e manhas" Daniel 8:14

Mensagem por papista em Ter Jan 13, 2009 9:48 am

Como se vê no trecho acima, cumpre as profecias dos versículos 11 e 12. No 12 diz-se que “além do holocausto perpétuo foi-lhe entregue um exército”. Ora, isso também foi registrado no livro dos Macabeus:

Dois
anos depois [depois do saque ao Templo cf. 1Mac 1,16-24], o reio enviou
para as cidades de Judá o Misarca [isto é, o encarregado pelos
tributos], que veio a Jerusalém com um grande exército
” (1 Mac 1,29).


Agora os versículos 13 e 14: “13.
Ouvi um santo que falava, a quem outro santo respondeu: quanto tempo
durará o anunciado pela visão a respeito do holocausto perpétuo, da
infidelidade destruidora, e do abandono do santuário e do exército
calcado aos pés? 14. Respondeu: duas mil e trezentas tardes e manhãs.
Depois disso o santuário será restabelecido”.


A “infidelidade destruidora” do verso 13, também é referia como “abominação da desolação” em Dn 9,27 e Dn 11,31. Isso também se cumpriu no tempo dos Macabeus sob as ordens de Antíoco Epifânes:

No
décimo quinto dia do mês de Casleu do ano cento e quarenta e cinco [167
a.C], o rei fez construir, sobre o altar dos holocaustos, a Abominação
da desolação [...] No ano vinte e cinco de cada mês [aniversário do
rei], ofereciam-se sacrifícios no altar levantado [em honra de Baal]
sobre o altar dos holocaustos
” (1 Mac 1,54-59).


No
verso 14 o anjo responde que a suspensão dos holocaustos causada pelo
chifre pequeno (Antíoco Epifanes) duraria 2300 tardes e manhãs, isto é,
que 2300 holocaustos faltariam.


Conforme
1 Mac 1,54-59 no dia 15 de Casleu os altares do Templo foram
substituídos por altares que honravam Baal e no dia 25 do mesmo mês
[nono mês] foi dado início aos holocaustos em honra a Baal. Isto
ocorreu no ano 145 (167 a.C). No relato dos Macabeus temos a informação
de quando os holocaustos judaicos foram restabelecidos após a guerra
dos Macabeus empreendida contra Antíoco Epifânes:


No
dia vinte e cinco do nono mês – chamado Casleu – do ano cento e
quarenta e oito [164 a.C], eles se levantaram de manhã cedo e
ofereceram um sacrifício, segundo as prescrições da Lei, sobre o novo
altar dos holocaustos que haviam construído. Exatamente no mês e no dia
em que os pagãos o tinham profanado, foi o altar novamente consagrado
com cânticos e ao som de cítaras, harpas e címbalos. O povo inteiro se
prostou com a face por terra para adorar, elevando louvores ao Céu que
os tinha tão bem conduzido até ali. Celebraram a dedicação do altar por
oito dias, oferecendo holocaustos com alegria e imolando também o
sacrifício de comunhão e de ação de graças
” (1 Mac 4,52-56).


Segundo o relato dos Macabeus, a “Abominação da desolação
instaurada por Antíoco Epifânes, que suspendeu os holocaustos em honra
ao Senhor, durou do dia 15 do mês Casleu de 145 até o dia 25 do mesmo
mês do ano 148, portanto 3 anos e 10 dias.


É
ponto pacífico entre os especialistas que a cronologia bíblica das
datas registradas nos livros dos Macabeus está conforme o calendário
Macedônio-Selêucida. Sobre isso vejamos o parecer de um dos maiores
especialistas em cronologia e história judaica, o Prof. Schurer:


O
calendário de Macedônio-Selêucida começa seu ano do mês que corresponde
a Tishri [7o. mês do calendário judaico ou Sebembro/Outubro do
calendário gregoriano] e, portanto, aparentemente em torno do equinócio
outonal do norte. Este calendário foi usado além ao sistema Babilônico
para o cálculo de alguns eventos do período Selêucida referente à
história dos Judeus, durante a época do Macabeus e posteriormente
” (SCHURER, 1979).


Este
calendário corresponde ao antigo calendário do mundo grego. É composto
por 12 meses lunares de 360 dias. A cada 2 anos, 30 dias são
intercalados ao último mês para alinhar as datas às estações do ano,
que são regidas pelo Sol. Sobre isso nos informa Heródoto historiador
grego (considerado o Pai da História):


Pegue
setenta anos como a extensão da vida de um homem. Aqueles setenta anos
contêm 25.200 dias sem contar meses intercalados. Adicione um mês cada
outro ano para fazer as estações correrem com regularidade, e você terá
35 meses adicionais que serão 1050 dias. Assim os dias totais de seus
setenta anos são 26.250 e nenhum deles é igual ao que virá
” (
University of Chicago Press, 1988).

Segundo
esta antiga regra, os anos que possuíam meses intercalados são os anos
pares e 1 mês de 30 dias era intercalado no início do ano.


Partindo
do princípio que os holocaustos eram oferecidos no Templo diariamente,
um pela manhã e outro pela tarde (cf. Ex 29,39.41; Esd 3,3. Nm
28,2-4.8), isto é, dois holocaustos por dia, 2300 holocaustos suspensos
correspondem a 1150 dias sem libações no Templo.


Lembremos
que Dn 8,11-12 referem-se à suspensão dos holocaustos, cujo número foi
revelado pelo anjo Gabriel, isto é, 2300 holocaustos.


Para confirmarmos o cumprimento da profecia no tempo dos Macabeus, recapitulemos os números:

a) 3 anos e 10 dias (15 de Casleu (nono mês) de 145 à 25 de Casleu de 148) = 3 x (360) + 10 = 1090 dias.

b) 2 meses intercalados, um no início de 146 e outro em 148 = 2 x 30 = 60.

Vamos
às contas: a + b = 1090 + 60 = 1150 dias. Dois holocaustos por dia, um
pela manhã e outro pela tarde, chegamos aos 2300 holocaustos, ou 2300
tardes e manhãs.


Alguns
consideram que a contagem da suspensão dos holocaustos não está no dia
15 de Casleu de 145 (ano Selêucida), mas antes quando Epifânes criou o
edito contra a religião judaica.


Conforme
1 Mac 1,20-41 sabemos que este edito foi dado no ano de 145 do período
Selêucida. Sobre o edito o livro dos Macabeus nos informa:


Então
o rei Antíoco publicou para todo o reino um edito, prescrevendo que
todos os povos formassem um único povo e que abandonassem suas leis
particulares. Todos os gentios se conformaram com essa ordem do rei, e
muitos de Israel adotaram a sua religião, sacrificando aos ídolos e
violando o sábado. Por intermédio de mensageiros, o rei enviou, a
Jerusalém e às cidades de Judá, cartas prescrevendo que aceitassem os
costumes dos outros povos da terra, suspendessem os holocaustos, os
sacrifícios e as libações no templo, violassem os sábados e as festas,
profanassem o santuário e os santos, erigissem altares, templos e
ídolos, sacrificassem porcos e animais imundos, deixassem seus filhos
incircuncidados e maculassem suas almas com toda sorte de impurezas e
abominações, de maneira a obrigarem-nos a esquecer a lei e a
transgredir as prescrições. Todo aquele que não obedecesse à ordem do
rei seria morto
” (1 Mac 41-50).


Conforme os relato acima “por intermédio de mensageiros” cartas foram enviadas “a Jerusalém e às cidades de Judá” ordenando que
“suspendessem os holocaustos, os sacrifícios e as libações no templo,
violassem os sábados e as festas [...] e erigisse altares, templos e
ídolos, sacrificasse porcos e animais imundos
”.


Com
efeito, esta ordem só foi cumprida no dia 15 de Casleu do mesmo ano,
quando os altares do templo começaram a ser substituídos pelos altares
em honra a Baal e os sacrifícios pagãos foram iniciados 10 dias depois,
em 25 de Casleu (cf. 1 Mac 1,54-59).


As
2300 tardes e manhãs das quais o Anjo Gabriel falou ao Profeta Daniel,
são realmente 2300 tardes e manhãs, que correspondem aos holocaustos
suspensos por Antíoco Epifânes entre os anos 145 e 148 do calendário
selêucida (167 a.C. e 164 a.C respectivamente).


Devemos ainda nos lembrar do final do verso 14 do capítulo 8 de Daniel: “[...] Depois disso o santuário será restabelecido”. Ora, isso foi exatamente o que aconteceu cf. 1 Mac 4,52-56.

Lembre o leitor que no restabelecimento do Santuário a dedicação do Templo foi celebrada pelos judeus durante 8 dias: “Celebraram
a dedicação do altar por oito dias, oferecendo holocaustos com alegria
e imolando também o sacrifício de comunhão e de ação de graças”
(1 Mac 4,56).


Nesta
ocasião foi instituída uma das mais novas festas do calendário judaico,
a “Festa da Dedicação do Templo”, também conhecida como “Festa das
Luzes”. Ficou conhecida entre os judeus como “Hanukká”:


E
Judas [Macabeu, lider dos judeus], com seus irmãos e toda a assembléia
de Israel, estabeleceu que os dias da dedicação do altar seriam
celebrados a seu tempo, cada ano, durante oito dias, a partir do dia
vinte e cinco do mês de Casleu, com júbilo e alegria
” (1 Mac 4,59).


Esta festa era celebrada nos tempos do Senhor Jesus (cf. Jo 10,22).

Os
adventistas preferem ficar com a especulação de Guilherme Miller (que,
aliás, voltou atrás em seus equívocos) do que aceitar a explicação que
o anjo Gabriel deu ao Profeta Daniel.
O
Capítulo 11 do livro de Daniel trata novamente do mesmo assunto. Neste
capítulo todas as simbologias também se cumprem sobre Antíoco Epifanes,
e mais uma vez Gabriel se refere aos sacrifícios que serão suspensos: “Dele
sairão forças que profanarão o santuário, a fortaleza nossa, e tirarão
o sacrifício costumado, estabelecendo a abominação desoladora
” (Dn.11,31).

http://www.veritatis.com.br/article/4019
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2300 tardes e manhãs

Mensagem por Lucas em Ter Jan 13, 2009 12:45 pm

muito obrigado pela explicação... e o importante com muitos fundamentos biblicos essa é a resposta que realmente esperava...

e postarei + duvidas se poder me ajudar agradeço, pois realmente estou precisando amigo...

vlw abraços...
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Lucas

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Re: Questão adventista I "Profecia das 2300 Tardes e manhas" Daniel 8:14

Mensagem por papista em Qui Jan 15, 2009 9:37 am

O que precisar, pode contar comigo
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Re: Questão adventista I "Profecia das 2300 Tardes e manhas" Daniel 8:14

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