Validade do Casamento em Outras Igrejas.

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Validade do Casamento em Outras Igrejas.

Mensagem por Michael Bodão em Qua Jan 21, 2009 9:05 pm

Olá, td bem?

Tenho duas dúvidas q acho q deve ser tbm de mt gente.

1-) Caso eu, como bom Católico q sou, seja convidado a ser padrinho de casamento de uma rpima do Interior, numa igreja Evangélica, qual deve ser minha reação? Aceita? Negar?
2-) Caso um casal case num igreja Evangélia e uns anos depois se converta a igrejá Católica, esse Casamento é válido????

Espero te sido claro!
Abraços a tds! Razz

Michael Bodão

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Só para adiantar...

Mensagem por Binhokraus em Seg Fev 02, 2009 4:14 pm

Como eu tenho feito, vou colocar o que sei... mas espere pela resposta oficial ok? Bom quanto ao convite, não acredito que haja algum impedimento por parte da nossa igreja em que você seja o Padrinho. Eu mesmo fui padrinho de uma de minhas irmãs e ela não é católica, e isso foi em novembro do ano passado. Então Não acredito que haja problemas não!!!

Sobre a segunda, eu não me lembro bem, porém existem algumas denominações protestantes mais tradicionais aonde alguns dos sacramentos, como o batismo e o casamento, são aceitos pela igreja católica, e caso haja uma conversão, não há necessidade de um novo batismo ou novo casamento. Porém não me recordo quais são exatamente, mas eu acho, veja bem, eu acho, que são a Luterana, a Anglicana, e a Batista não pentecostal, se não me engano são só essas! Mas como eu disse, é só para saciar um pouco a curiosidade, espere pela resposta oficial que como sempre, virá com riqueza de detalhes!

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Quanto aos batismos válidos...

Mensagem por Rafaela Botelho em Ter Fev 03, 2009 10:22 am

Eis o que diz no rodapé do CDC (cân. 869):

"[...]
A) Diversas Igrejas batizam, sem dúvida,
validamente; por esta razão, um cristão batizado numa delas não pode
ser normalmente rebatizado, nem sequer sob condição. Essas Igrejas são:

a)
Igrejas Orientais ("Ortodoxas",
que não estão em comunhão plena com a Igreja católico-romana, das
quais, pelo menos, seis se encontram presentes no Brasil);

b)
Igreja vétero-católica;

c)
Igreja Episcopal do Brasil ("Anglicanos");

d)
Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB);
e) Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB);
f) Igreja Metodista.


B) Há diversas Igrejas nas quais, embora
não se justifique nenhuma reserva quanto ao rito batismal prescrito,
contudo, devido à concepção teológica que têm do batismo - p.ex., que o
batismo não justifica e, por isso, não é tão necessário -, alguns de
seus pastores, segundo parece, não manifestam sempre urgência em
batizar seus fiéis ou em seguir exatamente o rito batismal prescrito:
também nesses casos, quando há garantias de que a pessoa foi
batizada segundo o rito prescrito por essas Igrejas, não se pode
rebatizar, nem sob condição. Essas Igrejas são:


a)
Igrejas presbiterianas;
b) Igrejas batistas;
c)
Igrejas congregacionalistas;

d)
Igrejas adventistas;

e)
a maioria das Igrejas pentecostais (Assembléia de Deus, Congregação
Cristã do Brasil, Igreja do Evangelho Quadrangular, Igreja Deus é Amor,
Igreja Pentecostal "O Brasil para Cristo");
f) Exército da Salvação (este grupo não costuma batizar, mas quando o faz, realiza-o de modo válido quanto ao rito).


C. Há Igrejas de cujo batismo se pode prudentemente duvidar e, por essa razão, requer-se, como norma geral, a administração de um novo batismo, sob condição. Essas Igrejas são:

a) Igreja Pentecostal Unida do
Brasil (esta Igreja batiza apenas "em nome do Senhor Jesus", e não em
nome da Santíssima Trindade);

b)
"Igrejas Brasileiras"
(embora não se possa levantar nenhuma objeção quanto à matéria ou à
forma empregadas pelas "Igrejas Brasileiras", contudo, pode-se e
deve-se duvidar da intenção de seus ministros; conforme Comunicado
Mensal da CNBB, setembro de 1973, p. 1227, c, nº 4; cf. também, no Guia
Ecumênico, o verbete "Brasileiras, Igrejas");

c)
Mórmons (negam a divindade de Cristo, no sentido autêntico e, consequentemente, o seu papel redentor).


D) Com certeza, batizam invalidamente:

a) Testemunhas de Jeová (negam a fé na Trindade);
b) Ciência Cristã (o rito que pratica, sob o nome de batismo, tem matéria
e forma certamente inválidas. Algo semelhante se pode dizer de certos
ritos que, sob o nome de batismo, são praticados por alguns grupos
religiosos não-cristãos, como a Umbanda)."


Fiquem com Deus
Very Happy

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CASAMENTO

Mensagem por Isabela em Sex Abr 03, 2009 10:48 am

Casei-me na chamada Igreja Seicho-No-Ie do Brasil e gostaria de saber como é reconhecido (ou não????) o meu casamento na Igreja Católica e por quê.

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Re: Validade do Casamento em Outras Igrejas.

Mensagem por alessandro em Dom Abr 05, 2009 11:15 pm

ola isabela...para responder sua pergunta é importante ressaltar que o casamento para o catolicismo tem dois níveis.

o matrimônio natural - uma promessa feita por um homem e uma mulher de constituir uma família. - não cristãos te uniões lícitas, se realmente fizerem um compromisso mútuo verdadeiro.

o sacramento do matrimônio - este foi instituído por Jesus Cristo, e visa elevar a união entre homem e mulher a um nível sobrenatural.

não conheço o matrimônio na religião por vc mencionada, mas segundo a doutrina católica, se houve uma promessa de compromentimento, vcs estão ligados por um matrimônio natural. nao recebaram um sacramento...

vale dizer que um católico que se case em outra religião ou apenas no civil, está deixando de lado uma dimensão fundamental de sua fé.
recomendo que, caso queira ter o sacramento do matrimônio, procure um padre e converse sobre a situação.

abraços e fique com Deus

obs: se faltou algo pode perguntar. podemos voltar depois para aprofundamentos

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Re: Validade do Casamento em Outras Igrejas.

Mensagem por Thales em Sab Maio 09, 2009 2:33 am

Pergunta aguardando resposta oficial (a questão inicial ainda não foi respondida oficialmente).

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Re: Validade do Casamento em Outras Igrejas.

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Qua Dez 02, 2009 6:01 am

Se para os evangélicos o casamento não é um sacramento (ordenança), como podemos ver a questão de sua vlidade para nós católicos que temos o matrimônio como SACRAMENTO ?

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Re: Validade do Casamento em Outras Igrejas.

Mensagem por David em Qua Dez 02, 2009 9:45 am

Olá FLávio... Paz do Senhor Jesus


Nós evangélicos, não temos SACRAMENTOS, como tem o catolicismo romano.

A Igreja Católica celebra sete sacramentos, que são: Batismo, Confirmação (ou Crisma), Eucaristia, Penitência, Unção dos enfermos, Ordem e Matrimônio.

Sob a ótica do romanismo, o "sacramento" é algo que "ajuda" no processo de salvação. E isso é um absurdo, à luz das Escrituras.

Assim, nós temos ORDENANÇAS. Ou seja, o batismo para nós evangélicos, por exemplo, não salva, nem justifica, mas é apenas um SÍMBOLO do novo nascimento.

Para nós a salvação é uma dádiva IMERECIDA, que ninguém merece. Ela é uma graça alcançada não por algo que o homem faça ou deixe de fazer, mas é concedida unicamente mediante a fé em Jesus Cristo.

Que o Senhor nos abençoe


David

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Re: Validade do Casamento em Outras Igrejas.

Mensagem por Yuri07 em Qua Dez 02, 2009 10:50 am

Não é um absurdo falar de sacramentos nem antibíblico. Pois são graças operadas pelo Espírito Santo em nós que produzem frutos de salvação. Obviamente, na condição de pecadores, nenhum de nós tem o merecimento de receber qualquer sacramento, mas como a graça não é fruto do merecimento... Nem exclui a fé, pois só serve receber um sacramento se ele é recebido na fé, aliás os sacramentos nos ajudam a aumentar a nossa fé.

Diz o catecismo da Igreja Católica:

1210 Os sacramentos da nova lei foram instituídos por Cristo e são sete, a saber: o Batismo, a Confirmação, a Eucaristia, a Penitência, a Unção dos Enfermos, a Ordem e o Matrimônio. Os sete sacramentos atingem todas as etapas e todos os momentos importantes da vida do cristão: dão à vida de fé do cristão origem e crescimento, cura e missão. Nisto existe certa semelhança entre as etapas da vida natural e as da vida espiritual.

A doutrina de fé da Igreja Católica nunca foi nem nunca será antibíblica:

Catecismo:
100 O encargo de interpretar autenticamente a Palavra de Deus foi confiado exclusivamente ao Magistério da Igreja, ao Papa e aos bispos em comunhão com ele.

Qualquer interpretação bíblica que venha do Magistério é autêntica, as que vêm de fora estão sujeitas ao erro.

Entre os protestantes, o único sacramento que pode ser considerado válido é o Batismo. Entre as Igrejas episcopais que estão fora da comunhão com o Sucessor de Pedro, apenas as que contêm legítima sucessão apóstola celebra validamente os sacramentos, entre eles o matrimônio. Portanto o matrimônio, enquanto sacramento, só é aceito nas igrejas que contêm legítima sucessão apostólica.

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Re: Validade do Casamento em Outras Igrejas.

Mensagem por Alan em Qua Dez 02, 2009 2:17 pm

David escreveu:Sob a ótica do romanismo, o "sacramento" é algo que "ajuda" no processo de salvação. E isso é um absurdo, à luz das Escrituras.

Então quer dizer que receber ou não o Batismo da na mesma, ou receber a Eucaristia também da na mesma, afinal nada disso modifica a nossa vida.
Como sempre nosso amigo David vem aqui falar um monte de besteira das quais ele nem tem idéia e/ou conhecimento para julgar.

David escreveu:Assim, nós temos ORDENANÇAS. Ou seja, o batismo para nós evangélicos,
por exemplo, não salva, nem justifica, mas é apenas um SÍMBOLO do novo
nascimento.

Você precisa aprender a ler o que escreve para não entrar em contradição. Além disso pensei que você fosse um leitor literal da Bíblia e não acreditasse em simbolismos.....

David escreveu:
Para nós a salvação é uma dádiva IMERECIDA, que ninguém merece. Ela
é uma graça alcançada não por algo que o homem faça ou deixe de fazer,
mas é concedida unicamente mediante a fé em Jesus Cristo.

Segundo essa sua linha de pensamento todas as crianças vão para o inferno.... não sei qual o problema dessa gente que quer jogar todo mundo no inferno.

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Re: Validade do Casamento em Outras Igrejas.

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Qua Dez 02, 2009 3:54 pm

"O divórcio, conforme a ética protestante, não é uma regra, mas uma excessão. O princípio que a ética protestante defende é o da indissolubilidade do matrimônio. Porém, como é inevitável que aconteçam problemas e desentendimentos entre casais, a ética protestante postula os sseguintes procedimentos frente a tais problemas:


  • que o casal esgote todas as possibilidades na busca da solução para superarem seus problemas e permanecerem unidos;

  • mesmo que resolvam separar-se, façam a experiência por breve tempo, dando prioridade para a reconciliação;

  • só em ultimo caso recorram ao rompimento definitivo e que, então, primeiro legalizem a situação anterior para só depois disso começarem vida nova, cumprindo as formalidades legais e o que determina a lei de Deus.
O divórcio sempre é uma solução paliativa, pois ele não elimina completamente os vínculos já existentes, especialmente no caso em que o casal já tiver seus filhos. O divórcio apenas pode dissolver a união entre marido e mulher, mas não rompe a vinculação entre pais e filhos e os laços entre irmãos."
Texto de Nereu Haag. In. O Homem e o Sagrado, p 213-214.

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Re: Validade do Casamento em Outras Igrejas.

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Qua Dez 02, 2009 4:49 pm

Continuação do texto de Nereu Haag
"O catolicismo não aceita o divórcio, por considerar o casamento um sacramento e, portanto, indissolúvel. O protestantismo considera o casamento um ato sagrado, sem, contudo, considerá-lo um sacramento. (...)
Recasamento, ou seja, o rcomeço de uma nova vida conjugal, mesmo sendo admitido pela ética protestante, deve ser feito com muito cuidado. O catolicismo, não admitindo o divórcio como forma legal de separação, também não adm,ite haver uma forma legal para o recasamento. Já o protestantismo admite a legalização do divórcio nos casos previstos anteriormente e, por isso, também nestes casos, admite a legalização do novo casamento, bem como a bênção religiosa para uma nova uniõ matrimonial. (...)
Tanto o divórcio quanto o recasamento são considerados pela ética protestante. (...)
O recasamento deve ser encarado como uma oportunidade de praticar os três tipos de amor (eros, filos e agape), que, de certa forma, não foram possíveis de concretizar por ocasião do primeiro casamento."
NOTA: Aqui estão alguns retalhos do texto "Casamento, divórcio, recasamento" de Nereu R. Haag, In: KUCHENBECKER, V. O homem e o sagrado. Canoas: Ed. da ULBRA, 2004, p. 213-218.
Observe-se que o livro supra-citado é da Igreja Luterana. Nele, o autor do texto trata a questão como inerente ao protestantismo e não exclusivamente ao luteranismo. Portanto, se há generalização da questão a todo o protestntismo, é da responsabilidade do autor e não minha. Transcrevi apenas o que Nereu escreveu. É possível que dentre as milhares de seitas protestantes haja algumas que normatizem esta questão de forma diferente, mas eu, particularmente, não tenho propriedade sobre o assunto.
Nestes dois ultimos colóquios que fiz neste tópico, transcrevendo retalhos do texto de Nereu, percebemos duas aberrações do protestantismo:


  1. Dissolubilidade do matrimônio

  2. Legalização do adultério
Acredito que estas questões devam ser estudadas e debatidas amplamente no nosso fórum.
Fiquemos na paz do Senhor !

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Re: Validade do Casamento em Outras Igrejas.

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Qui Dez 03, 2009 5:54 am

Caríssimos,

Como o tema deste tópico se refere à validade do casamento em outras igrejas, percebemos que, diante das aberrações que citei no meu ultimo colóquio, considerando que para os protestantes o matrimônio não passa de um símbolo (como afirma David no seu colóquio de ontem - 10:45 a.m.), entendo que a Igreja Católica não pode considerar válida uma celebração que não passa de um símbolo.
A dissolubilidade do matrimônio defendida pela ética protestante no texto de Nereu R. Haag é antagônica ao ensinamento bíblico:
"Aos casados mando, não eu, mas o Senhor, que a mulher não se separe do marido. E se ela estiver separada, que fique sem se casar, ou que se reconcilie com o seu marido. Igualmente, o marido... Aliás, como sabes tu, ó mulher, se salvarás o teu marido? Ou como sabes tu, ó marido, se salvarás a tua mulher?" (1Cor 7,10-11.16);
"Eu, porém, vos digo: Todo aquele que rejeita sua mulher, a faz tornar-se adúltera, a não ser que se trate de matrimônio falso; e todo aquele que desposa uma mulher rejeitada comete adultério" (Mt 5,32);
"Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher; e os dois formarão uma só carne. Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu. Ora, eu vos declaro que todo aquele que rejeita sua mulher, exceto no caso de matrimônio falso, e desposa uma outra, comete adultério. E aquele que desposa uma mulher rejeitada, comete também adultério" (Mt 19,5-6.9; Mc 10,7-9.11-12).
Percebe-se, pois, que para os protestantes, analisando as palavras das Sagradas Escrituras, o casamento não tem qualquer valor e que, apesar disso, a bênção religiosa (se é que existe) ainda é conferida àqueles que legitimam a prática do adultério. Que barbárie!!! Esta barbárie, ao distorcer as palavras das Sagradas Escrituras, caracteriza a existência de uma seita ou facção que, no passado, quebrando a unidade da Igreja Verdadeira, dela se apartou e criou doutrinas para si de acordo com as paixões de sua carne (2Tim 4,3-4), caindo nas armadilhas do demônio e precipitando os homens no abismo da ruína e da perdição (1Tim 6,3-10).
Fiquemos na paz do Senhor Jesus !

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Re: Validade do Casamento em Outras Igrejas.

Mensagem por Alan em Qui Dez 03, 2009 12:54 pm

Daqui a pouco vem o David com varios versículos isolados e interpretados a sua livre vontade, para provar que a Igreja Católica está errada. Interessante que ele disse que os sacramentos são antibiblicos, mas sequer fundamentou sua "tese". Esperemos, pois creio que veremos coisas das quais poderemos rir muito futuramente.

Bom em relação ao matrimônio para os Protestantes, muitos não levam a sério, porém conheço alguns que tem em mente a indissolubilidade deste. Isto é interessante e ao mesmo tempo gratificante ver que, mesmo não sendo católicos, pessoas de outras crenças mantém valores, ao meu ver, essenciais para a humanidade.

Uma coisa interessante, se Jesus pede "amai-vos uns aos outros como eu vos amei", se você se casa com alguém e a ama verdadeiramente não há motivo para o divórcio, por mais dificil que seja a vida, pois o amor deve e pode superar tudo. É dever do homem e da mulher lutarem pelo seu casamento independente da situação. Não entendo como alguém pode deixar de amar outra pessoa.

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Re: Validade do Casamento em Outras Igrejas.

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Qui Dez 03, 2009 3:42 pm

Alan,
Que a paz do Senhor esteja com você !
É sempre motivo de muita alegria encontrar você no nosso fórum. Que Deus seja louvado por isso !
Sabiamente você escreveu: "Não entendo como alguém pode deixar de amar outra pessoa". Isso é pura verdade, pois o amor jamais acabará. Se alguem diz que de repente o amor acabou, ou que deixou de amar o esposo ou a esposa, é porque na verdade esse amor nunca existiu.
A questão é que muitas vezes as pessoas casam sem distingüir entre amor e paixão. Vejo a paixão como um sentimento puramente carnal e muitas vezes, quando não se tem o uso da razão, tal sentimento se torna puro instinto. Assim, quando um casal se deixa levar pela paixão, pelo instinto puramente carnal, não sobra tempo para as reflexões que o amor implica.
Não raras vezes presenciei casais subirem ao altar para receberem o sacramento do matrimônio, não para abençoar o amor que deveria haver entre os nubentes, mas para "tapar os buracos" provenientes do desregramento da paixão, para dar satisfações sociais e familiares, motivados por interesses financeiros e até mesmo para dar um lar e uma família aos filhos provenientes da irresponsabilidade dos pais que geraram filhos não desejados em nome do "EROS". Da mesma forma, presenciei a separação de muitos dos casais que ví subir ao altar nessa condição.
Infelizmente a palavra "AMOR" ,no tempo contemporâneo, vem tendo o seu sentido incompreendido, deturpado. Neste sentido, amor se tornou sinônimo de prática sexual, sem compromisso, sem respeito pelo outro, sem responsabilidade.
Da mesma maneira que o amor de Cristo exigiu renúncias e sacrifícios ao ponto de levá-lo à morte, se doando pela sua Igreja, o amor entre homem e mulher também exige renúncias e sacrifícios, pois é doação, é comunhão, é aniquilar-se a si mesmo para que o outro tenha mais vida.
Muitas pessoas casam com um pensamento prévio de que se der certo, tudo ótimo, mas se não der certo, se separam. Isso é um "tiro no escuro que, uma vez executado, é muito difícil acertar o alvo".
O que não pode acontecer, é adaptar a Palavra de Deus aos erros humanos.
Com reflexão, sugiro a música "AMOR NUNCA MORRE" do Pe. Zezinho.
Grande Abraço !

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