Teologia da Libertação e Doutrina Social
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Re: Teologia da Libertação e Doutrina Social
Sei quem foi Gramsci e o que ele fez porém inserir a TL dentro do Gramscismo como uma alternativa de tal para destruir a Igreja Católica é que acho exagerado. O discurso de preconceito, intolerância não é batido e sim muito comum na nossa sociedade que tem o pensamento "Se não pensa igual a mim esta errado e consequentemente fora do meu ciclo social".
Ao meu ver sim. Pelo que eu saiba, mesmo ele sendo um sacerdote e possivelmente estudado todas as TLs ao fazer uma afirmação tão superficial me mostra sim intolerância com quem pensa de modo diferente do que ele julga ser certo. Somos todos humanos e passiveis de erros mesmo os sacerdotes.
O Papa não faz declarações superficiais sobre os temas que divergem da doutrina da nossa fé, então a única coisa que me vem a mente em declarações como essa é a intolerância que nós seres humanos demonstramos com o que confronta nosso valores e pensamentos.
Concordo contigo que as TLs que tem o foco no confronto entre classes realmente estão erradas e provavelmente derivaram das idéias do marxismo/gramscismo mas creio que nem todas tenham essa mesma ideologia, portanto generalizar é um erro na maioria dos casos.
Paz e Bem
Alan
Leo Santos escreveu:Logo, o Padre Paulo Ricardo, pela sua otica, também é intolerante e preconceituoso?
Ao meu ver sim. Pelo que eu saiba, mesmo ele sendo um sacerdote e possivelmente estudado todas as TLs ao fazer uma afirmação tão superficial me mostra sim intolerância com quem pensa de modo diferente do que ele julga ser certo. Somos todos humanos e passiveis de erros mesmo os sacerdotes.
O Papa não faz declarações superficiais sobre os temas que divergem da doutrina da nossa fé, então a única coisa que me vem a mente em declarações como essa é a intolerância que nós seres humanos demonstramos com o que confronta nosso valores e pensamentos.
Concordo contigo que as TLs que tem o foco no confronto entre classes realmente estão erradas e provavelmente derivaram das idéias do marxismo/gramscismo mas creio que nem todas tenham essa mesma ideologia, portanto generalizar é um erro na maioria dos casos.
Paz e Bem
Alan

Alan- Mensagens: 230
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Re: Teologia da Libertação e Doutrina Social
Bem plausível a parte do Gramcismo em que se deve destruir a Igreja católica por dentro, já que é um dos pilares de sustentação de uma sociedade, através da teologia da libertação.
Como fruto de arvore ruim é tão ruim quanto, não existe essa de corrente boa da teologia da libertação, uma vez que o todo não presta.Uma vez que o objetivo é fomentar a luta de classes dentro das fileiras da Igreja, é uma ação lógica tal curso.Só não vê quem é ingênuo ou imbuído de má-fé, pois não interessa ao socialismo nem a igreja, corroída pela teologia da libertação, e nem a família.
Nada que derive do marxismo é coisa boa, seja ele cultural ou até a teologia da libertação.
Vi que não apresentou argumentos que digam que o Padre Paulo Ricardo, que utilizou-se dos estudos do então cardeal Ratzinger, está errado e preferiu desqualificá-lo pessoalmente tachando-o como preconceituoso.Deve ser sinal de má-fé.
É uma questão de observar se a explicação dada se encaixa ou não no que é visto, no que é observado e vivido e não entrar na velha seguir a maioria.Seguir a maioria é achar que o Boff é um coitadinho injustiçado e que a teologia da libertação é algo válido.Os maiores exemplos de sua invalidez são o Frei Betto e a cpt, que, aliás, a põe em prática com invasões e sabe-se lá quais ilegalidades.
Como fruto de arvore ruim é tão ruim quanto, não existe essa de corrente boa da teologia da libertação, uma vez que o todo não presta.Uma vez que o objetivo é fomentar a luta de classes dentro das fileiras da Igreja, é uma ação lógica tal curso.Só não vê quem é ingênuo ou imbuído de má-fé, pois não interessa ao socialismo nem a igreja, corroída pela teologia da libertação, e nem a família.
Nada que derive do marxismo é coisa boa, seja ele cultural ou até a teologia da libertação.
Vi que não apresentou argumentos que digam que o Padre Paulo Ricardo, que utilizou-se dos estudos do então cardeal Ratzinger, está errado e preferiu desqualificá-lo pessoalmente tachando-o como preconceituoso.Deve ser sinal de má-fé.
É uma questão de observar se a explicação dada se encaixa ou não no que é visto, no que é observado e vivido e não entrar na velha seguir a maioria.Seguir a maioria é achar que o Boff é um coitadinho injustiçado e que a teologia da libertação é algo válido.Os maiores exemplos de sua invalidez são o Frei Betto e a cpt, que, aliás, a põe em prática com invasões e sabe-se lá quais ilegalidades.
Leo Santos- Mensagens: 67
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Re: Teologia da Libertação e Doutrina Social
Acho que não está a entender o que eu estou a falar.....
Eu sequer simpatizo com o marxismo, tanto que todas as coisas que tem suas origens nele eu não simpatizo como por exemplo com o PT.
Já em relação ao Padre Paulo Ricardo se deixei a minha resposta sem argumentos me perdoe não foi a intenção mas vamos desenvolver alguns pontos.Mesmo ele tendo utilizado os estudo do Papa Bento enquanto cardeal, como você mesmo disse ele classificou como heresia da libertação. Visto que provavelmente esta classificação não estava nos estudos feitos pelo Papa, isso para mim ser torna uma opinião pessoal. Agora porque eu classifico (nota que isso é minha opinião
) isso como preconceito e uma generalização errónea:
Como a TL não é uma só mas sim dividida em varias correntes, então temos várias TL e como o próprio Alessandro disse:
Ou seja temos TL que não são marxistas ou seja elas não impelem a briga entre classes dentro da Igreja.
Como eu não sei o contexto em que o Pe. Paulo Ricardo fez a classificação das TL como "heresia da libertação" mas do modo que você colocou parecia que ele estava generalizando e se o fez ao meu ver esta errado pois eu creio que ele estava a classificar as TLs com origem marxista mas nem todas são de origem marxista. Ai está o porquê eu acho que isso é preconceito.
Em relação ao Boff e derivados dele, eu penso da seguinte maneira.... somos responsáveis pelos nossos atos, o que aconteceu com ele foi resultado das atitudes dele então dizer que ele é coitado, ijustiçado é besteira pois ele estava bem consciente do que ele estava fazendo e das consequências que estavam por vir.
Paz e Bem
Alan
Eu sequer simpatizo com o marxismo, tanto que todas as coisas que tem suas origens nele eu não simpatizo como por exemplo com o PT.
Já em relação ao Padre Paulo Ricardo se deixei a minha resposta sem argumentos me perdoe não foi a intenção mas vamos desenvolver alguns pontos.Mesmo ele tendo utilizado os estudo do Papa Bento enquanto cardeal, como você mesmo disse ele classificou como heresia da libertação. Visto que provavelmente esta classificação não estava nos estudos feitos pelo Papa, isso para mim ser torna uma opinião pessoal. Agora porque eu classifico (nota que isso é minha opinião
Como a TL não é uma só mas sim dividida em varias correntes, então temos várias TL e como o próprio Alessandro disse:
alessandro escreveu:Vale ressaltar que além da teologia da libertação há outras formas de
pensar teologicamente a questão social e mesmo dentro da TL existem
correntes não materialistas e marxistas.
Ou seja temos TL que não são marxistas ou seja elas não impelem a briga entre classes dentro da Igreja.
Como eu não sei o contexto em que o Pe. Paulo Ricardo fez a classificação das TL como "heresia da libertação" mas do modo que você colocou parecia que ele estava generalizando e se o fez ao meu ver esta errado pois eu creio que ele estava a classificar as TLs com origem marxista mas nem todas são de origem marxista. Ai está o porquê eu acho que isso é preconceito.
Em relação ao Boff e derivados dele, eu penso da seguinte maneira.... somos responsáveis pelos nossos atos, o que aconteceu com ele foi resultado das atitudes dele então dizer que ele é coitado, ijustiçado é besteira pois ele estava bem consciente do que ele estava fazendo e das consequências que estavam por vir.
Paz e Bem
Alan

Alan- Mensagens: 230
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Re: Teologia da Libertação e Doutrina Social
Eu concordo com ele porque já li sobre esse mesmo assunto da teologia da libertação no livro "O eixo do mal latino Americano e a nova ordem mundial", do autor Heitor de Paola e a palestra dp parde paulo ricardo apenas aprofundou o tema com informações ausentes no livro.
Respeito o Alessandro, é um dos meus mais caros amigos, mas não concordo com ele, pelos motivos já expostos.
Respeito o Alessandro, é um dos meus mais caros amigos, mas não concordo com ele, pelos motivos já expostos.
Leo Santos- Mensagens: 67
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Re: Teologia da Libertação e Doutrina Social
Creio que nossas disparidades se devem a pontos de vista diferentes o que pra mim é bom porque se todos tivessem as mesmas opiniões o mundo seria muito chato
Mas creio que entre nós há um ponto em comum que é não aprovamos as TL de origem marxista.
Paz e Bem
Alan
Mas creio que entre nós há um ponto em comum que é não aprovamos as TL de origem marxista.
Paz e Bem
Alan

Alan- Mensagens: 230
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Re: Teologia da Libertação e Doutrina Social
Eu rejeito toda a teologia da libertação porque já li sobre ela em outros meios.
"Com outras palavras, Gramsci disse isso:
Não ataquem a religião como ópio do povo.Isto não deu e não dará certo.Só reforçará a fé e a solidariedade interna.
Penetrem nas Igrejas e substituam os Evangelhos por nosso próprio ópio, o marxismo, como se Evangelhos fossem".
A fé cristã é solidariedade, logo é empecilho para os marxistas.
Teologia da libertação:
"A Igreja deveria ser reconstruida a partir de suas bases locais, enraizadas na experiência popular e numa nova leitura da palavra de Deus".
Não tem de ter nova releitura.A boa leitura do Evangelho é em oração, com a iluminação do Espirito Santo.
Trechos citados do livro O eixo do mal Latino Americano e a nova ordem mundial.
Como a teologia da libertação bota uma ideologia proletária, nada de bom tem para a Igreja, já que proletário é usado na ideologia comunista e seguiu os ensinamentos de Gramsci.
"Com outras palavras, Gramsci disse isso:
Não ataquem a religião como ópio do povo.Isto não deu e não dará certo.Só reforçará a fé e a solidariedade interna.
Penetrem nas Igrejas e substituam os Evangelhos por nosso próprio ópio, o marxismo, como se Evangelhos fossem".
A fé cristã é solidariedade, logo é empecilho para os marxistas.
Teologia da libertação:
"A Igreja deveria ser reconstruida a partir de suas bases locais, enraizadas na experiência popular e numa nova leitura da palavra de Deus".
Não tem de ter nova releitura.A boa leitura do Evangelho é em oração, com a iluminação do Espirito Santo.
Trechos citados do livro O eixo do mal Latino Americano e a nova ordem mundial.
Como a teologia da libertação bota uma ideologia proletária, nada de bom tem para a Igreja, já que proletário é usado na ideologia comunista e seguiu os ensinamentos de Gramsci.
Leo Santos- Mensagens: 67
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Re: Teologia da Libertação e Doutrina Social
Olá a todos, Paz e Bem
Venho trazer uma notícia, com relação a TL, segue abaixo na íntegra:
Fiquem com Deus
Alan
Venho trazer uma notícia, com relação a TL, segue abaixo na íntegra:
Papa pede superar divisão causada pela teologia da libertação ao receber um grupo de bispos do Brasil
CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 7 de dezembro de 2009 (ZENIT.org).- Bento XVI elevou um comovente pedido a superar as divisões suscitadas na Igreja pela teologia da libertação, ao receber neste sábado um grupo de bispos do Brasil.
O pontífice reconheceu que comunidades eclesiais, particularmente no Brasil, ainda precisam fazer a experiência do perdão, para que as feridas das polêmicas possam finalmente cicatrizar.
No discurso dirigido neste sábado aos bispos das Regionais Sul 3 e Sul 4 (Estados do Rio Grande de Sul e Santa Catarina) da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), o Santo Padre recordou que em agosto passado se comemoraram os 25 anos da instrução Libertatis nuntius, da Congregação para a Doutrina da Fé, sobre alguns aspectos da teologia da libertação.
Como ele mesmo esclareceu, nela se sublinha “o perigo que comportava a assunção acrítica, feita por alguns teólogos de teses e metodologias provenientes do marxismo”.
Na verdade, como explicou então o cardeal Joseph Ratzinger, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, há muitas correntes da “teologia da libertação”, pois a libertação é uma das mensagens centrais da Revelação, tanto no Antigo como no Novo Testamento.
Pois bem, uma delas, particularmente nas três últimas décadas do século XX, tomou como elemento de interpretação a análise marxista – o materialismo histórico – para tentar compreender a complexa e às vezes escandalosa realidade social que se vive na América Latina. Esta corrente passou a ser chamada de teologia marxista da libertação.
Segundo explicou o Santo Padre os bispos brasileiros, “as suas seqüelas mais ou menos visíveis feitas de rebelião, divisão, dissenso, ofensa, anarquia fazem-se sentir ainda, criando nas vossas comunidades diocesanas grande sofrimento e grave perda de forças vivas”.
Por isso, suplicou “a quantos de algum modo se sentiram atraídos, envolvidos e atingidos no seu íntimo por certos princípios enganadores da teologia da libertação, que se confrontem novamente com a referida instrução, acolhendo a luz benigna que a mesma oferece de mão estendida”.
Citando João Paulo II, Bento XVI esclareceu que “a regra suprema da fé [da Igreja] provém efetivamente da unidade que o Espírito estabeleceu entre a Sagrada Tradição, a Sagrada Escritura e o Magistério da Igreja, numa reciprocidade tal que os três não podem subsistir de maneira independente”.
Por este motivo, concluiu dirigindo-se aos que ainda veem uma resposta na teologia marxista da libertação, “no âmbito dos entes e comunidades eclesiais”, para assegurar-lhes que “o perdão oferecido e acolhido em nome e por amor da Santíssima Trindade, que adoramos em nossos corações, ponha fim à tribulação da querida Igreja que peregrina nas Terras de Santa Cruz”.
Fiquem com Deus
Alan

Alan- Mensagens: 230
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Idade: 26
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Re: Teologia da Libertação e Doutrina Social
A aversão a qualquer tipo de pensamento ou proposta advinda sob o nome
de teologia da libertação pode ser algo perigoso e sem fundamentos,
segue um texto do grande J.P.
de teologia da libertação pode ser algo perigoso e sem fundamentos,
segue um texto do grande J.P.
, o
papa João Paulo II dirigiu uma carta à CNBB, datada de 9 de abril de 1986, pedindo o
compromisso com o verdadeiro desenvolvimento desta teologia: “…estamos
convencidos, nós e os senhores, de que a Teologia da Libertação é não só oportuna,
mas útil e necessária. Ela deve constituir uma nova etapa – em estreita conexão
com as anteriores – daquela reflexão teológica iniciada com a tradição
apostólica e continuada com os grandes padres e doutores, com o magistério
ordinário e extraordinário e, na época mais recente, com o rico patrimônio da
doutrina social da Igreja expressa em documentos que vão da Rerum Novarum a
Laborem Exercens”. “Os pobres deste país, que tem nos senhores os seus
pastores, os pobres deste continente são os primeiros a sentir urgente
necessidade deste evangelho da libertação radical e integral. Sonegá-lo seria
defraudá-los e desiludi-los”

Breno- Mensagens: 22
Data de inscrição: 27/09/2008
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Leonardo Boff e a Teologia da Libertação
Caríssimo,
Salve Maria!
Gostaria, primeiramente, de dizer que a Teologia da Libertação é herética! Ela foi condenada por João Paulo II. Ora pois, não existe Teologia da Libertação aceita pela Igreja! Frei Boff defende que a Virgem Maria é a hipóstase do Espírito Santo, isto é, que Ela seria a encarnação do Espírito Eanto. Um delírio de heresia. A Teologia da Libertação é marxista, comunista, socialista, defende a luta de classes e que Deus é imanente no mundo. Frei Boff declarou que recusa um deus superior ao universo. Em sua palestra "Pelos Pobres, Contra a Pobreza", em Teólfilo Ottoni, ele declarou que é ateu desse Deus lá em cima, esse "velho barbudo que quer se impor aos homens dando dez manadamentos".
Eis algumas citações para melhor ser analizado o tópico:
"O que propomos não é Teologia dentro do marxismo, mas marxismo (materialismo histórico) dentro da Teologia".
"O método da Teologia da Libertação... é o método dialético." (Leonardo e Clodovis Boff, Teologia da Libertação no Debate Atual, Vozes, Petrópolis, p. 22).
"A teologia da libertação arranca deste tipo de leitura da realidade social, crítico radical e dialético estruturalista" (L. e Clodovis Boff, Da Libertação, Vozes, Petrópolis, 4a edição , p,17).
"Na Teologia da Libertação, a questão de fundo não é a Teologia, mas a Libertação" (L. Boff e Clodovis Boff , Teologia da Libertação no Debate Atual, Vozes, Petrópolis, 1985, p.17).
"Mas quando falo em libertação eu entendo concretamente isso: acabar com o sistema de injustiça que é o capitalismo. É libertar-se dele para criar em seu lugar uma nova sociedade, digamos assim, uma sociedade socialista" (Leonardo e Clodovis Boff, Da Libertação, Vozes, Petrópolis, 4a edição , p, 70).
"É preciso dizer claro e vigoroso: a libertação é a emancipação social dos oprimidos. Trata-se concretamente para nós de superar o sistema capitalista em direção a uma nova sociedade de tipo socialista" (L e C. Boff, Da Libertação, p. 113).
"Se assim é, eu afirmo que hoje, para nós, o Reino de Deus é concretamente o socialismo" (L. Boff e Cl. Boff. Da Libertação, p. 96).
"O interesse principal da teologia da libertação é criar uma ação da Igreja que ajude, efetivamente, os pobres. Tudo deve convergir para a prática (amor)" (L. e Cl. Boff Da Libertação, pp.13-14.).
"A terapia apresentada por esta consciência crítica radical não é a reforma do sistema [capitalista] ; isto implicaria apenas em fazer um curativo na ferida sem perceber o foco gerador da enfermidade; postula-se uma nova forma de organizar toda a sociedade sob outras bases; não mais a partir do capital em mãos de alguns , mas a partir do trabalho de todos, com a participação de todos nos meios de produção e nos meios de poder; fala-se de libertação"( L e Cl. Boff, Da Libertação, pp. 16-17. O negrito é nosso, salientando a adoção de princípios marxistas).
Portanto, a Teologia da Libertação adota princípios e método marxistas, e tem o mesmo fim dos movimentos comunistas: destruir o sistema capitalista, para instituir uma nova sociedade "socialista". E socialismo, aí, é um "eufemismo" enganador, para não assustar burguês. Sociedade socialista, aí, significa, em concreto, uma sociedade comunista como a de Fidel em Cuba, ou de Stalin na URSS.
Michael Löwy assim resume a doutrina e fins da Teologia da Libertação:
"1- Um implacável requisitório moral e social contra o capitalismo dependente, seja como sistema injusto, iníquo, seja como forma de pecado estrutural".
"2- A utilização do instrumental marxista para compreender as causas da pobreza, as contradições do capitalismo e as formas da luta de classes".
"3 - Uma opção preferencial em favor dos pobres e da solidariedade com a sua luta pela auto libertação".
"4 - O desenvolvimento de comunidades cristãs de base entre os pobres, como uma nova forma da Igreja e como alternativa ao modo de vida individualista imposto pelo sistema capitalista".
"5 - Uma nova leitura da Bíblia, voltada principalmente para as passagens como o Êxodo -- paradigma da luta de libertação de um povo escravizado".
"6 - A luta contra a idolatria (e não o ateísmo) como inimigo principal da religião -- isto é, contra os ídolos da morte, adorados pelos novos faraós, os novos Césares e os novos Herodes: Mamon, a Riqueza, o Poder, a Segurança Nacional, o Estado, a Força Militar, a "Civilização Ocidental".
"7 -- A libertação humana histórica como antecipação da salvação final em Cristo, como Reino de Deus".
"8 -- Uma crítica da teologia dualista tradicional como produto da filosofia platônica grega e não da tradição bíblica -- nas quais as histórias humana e divina são distintas mas inseparáveis" (Michael Löwy, Marxismo e Teologia da Libertação, Cortez ed. São Paulo, 1991, pp. 27-28.).
Um breve histórico da TL:
"A Teologia da Libertação foi feita para justificar a Ost Politik do Vaticano, no tempo de Paulo VI, e para ajudar a expansão comunista nas Américas. É sabido que, em 1952, às vésperas do Concílio Vaticano II, João XXIII queria o comparecimento de observadores da Igreja Cismática Russa, no Concílio. O ecumenismo exigia uma aproximação também com a Igreja Cismática Russa controlada então pelo Partido Comunista soviético. Até mesmo os mais altos dignatários dessa Igreja eram, então, membros da KGB, a polícia secreta do Bolchevismo. O Governo Soviético, inicialmente, não queria permitir a presença de membros da Igreja Cismática no Concílio Vaticano II, mas, depois, aproveitou dos desejos ecumênicos do Vaticano e de João XXIII, para exigir, em troca da presença desses observadores, que no Concílio jamais fosse citada a palavra comunismo, nem a palavra marxismo e nem se condenasse a URSS e a sua política expansionista. João XXIII capitulou diante dessas condições, e foi assinado, em Metz, ainda em 1962, um pacto entre a Santa Sé e a URSS comunista. Pelo pacto de Metz, a Igreja se comprometia a que, no Concílio, o Comunismo não fosse nem condenado, nem citado. Em troca, a URSS permitiria que alguns de seus espiões, vestidos de Bispos e Popes, viessem "observar" o que se passaria no Vaticano II. O Pacto de Metz foi assinado, em nome do Papa, pelo cardeal Tisserand, e em nome da Rússia pelo Arcebispo e Coronel da KGB, Nikodim, o mesmo que terá morte misteriosa diante de João Paulo I. Pacto assinado, pacto cumprido. No Vaticano II nem se tratou do maior inimigo que a Igreja jamais teve: o comunismo. A capitulação da política vaticana chegou a tal ponto que nem se discutiu, nem citou na aula conciliar do pedido de mais de 700 Bispos de Consagrar a Rússia ao Imaculado Coração de Maria, como Nossa Senhora o havia pedido em Fátima. O Vaticano II quis ser pastoral, para não ter que anatematizar o marxismo e o comunismo. Em conseqüência do humanismo do Vaticano II, desenvolveu-se, então, a chamada Teologia da Libertação que, nada tendo de Teologia, pretendia libertar os países latino americanos, especialmente, das garras do capitalismo internacional. Na verdade essa era uma fórmula propagandística que significava acabar com o capitalismo e a democracia liberal -- que nada tem de santo -- para instaurar em seu lugar a tirania comunista. Evidentemente, Cuba e Fidel passaram a ser o núcleo da propaganda marxista vestida com a batina da Teologia. No tempo de Paulo VI, a Assembléia dos Bispos da América Latina em Medellin, deu um grande impulso à Teologia da Libertação e à ação concreta de padres modernistas a favor da guerrilha comunista. Aqui no Brasil, a Ação Católica eivada de princípios modernistas, se aliou aos partidos marxista, surgindo a POlop (Política Operária). Na década de 60, os católicos de esquerda apoiaram a guerrilha comunista de Carlos Marighella. Frei Betto esteve envolvido nessa guerrilha como muitos outros padres e frades do Convento dominicano das Perdizes, em São Paulo. A Teologia da Libertação, no Brasil, teve o apoio total do Cardeal de São Paulo, Dom Arns, assim como da ala esquerdista que dominava a CNBB, liderada então por Dom Arns, e pelo Cardeal Aloísio Lorscheider, por Dom Ivo Lorscheider, por Dom Mauro Morelli, Dom Casaldálga, Dom Luciano Mendes de Almeida, entre outros. Na América latina, a Teologia da Libertação foi fundada e liderada pelo Padre Gustavo Gutierrez. Entretanto, o teólogo que acabou por simbolizar essa Teologia comunista foi o então Frei Leonardo Boff, que, tendo controlado a Editora Vozes de Petrópolis, a usou para publicar inúmeros livros dessa corrente teológica. Frei Boff era um frade franciscano que estudava muito, e cujos livros tinham um embasamento muito mais sólido do que os pobres livrecos de Frei Betto. Frei Leonardo Boff encarnou a Teologia da Libertação, e sua condenação por Roma, acabou por anular -- por algum tempo pelo menos -- a revolução teológica. A laicização do ex-Frei Boff -- que se tornou, de novo, apenas Genésio Boff, se não me equivoco -- e seu casamento "pós-moderno", como ele mesmo definiu, com uma mulher casada, mãe de seis filhos, liquidou a sua influência no Brasil. Boff passou a ser figura de segundo plano, embora suas idéias continuem atuando, e muito, na CNBB."
Unido em oração, subscrevo-me,
Jones Bernardes Machado.
Salve Maria!
Gostaria, primeiramente, de dizer que a Teologia da Libertação é herética! Ela foi condenada por João Paulo II. Ora pois, não existe Teologia da Libertação aceita pela Igreja! Frei Boff defende que a Virgem Maria é a hipóstase do Espírito Santo, isto é, que Ela seria a encarnação do Espírito Eanto. Um delírio de heresia. A Teologia da Libertação é marxista, comunista, socialista, defende a luta de classes e que Deus é imanente no mundo. Frei Boff declarou que recusa um deus superior ao universo. Em sua palestra "Pelos Pobres, Contra a Pobreza", em Teólfilo Ottoni, ele declarou que é ateu desse Deus lá em cima, esse "velho barbudo que quer se impor aos homens dando dez manadamentos".
Eis algumas citações para melhor ser analizado o tópico:
"O que propomos não é Teologia dentro do marxismo, mas marxismo (materialismo histórico) dentro da Teologia".
"O método da Teologia da Libertação... é o método dialético." (Leonardo e Clodovis Boff, Teologia da Libertação no Debate Atual, Vozes, Petrópolis, p. 22).
"A teologia da libertação arranca deste tipo de leitura da realidade social, crítico radical e dialético estruturalista" (L. e Clodovis Boff, Da Libertação, Vozes, Petrópolis, 4a edição , p,17).
"Na Teologia da Libertação, a questão de fundo não é a Teologia, mas a Libertação" (L. Boff e Clodovis Boff , Teologia da Libertação no Debate Atual, Vozes, Petrópolis, 1985, p.17).
"Mas quando falo em libertação eu entendo concretamente isso: acabar com o sistema de injustiça que é o capitalismo. É libertar-se dele para criar em seu lugar uma nova sociedade, digamos assim, uma sociedade socialista" (Leonardo e Clodovis Boff, Da Libertação, Vozes, Petrópolis, 4a edição , p, 70).
"É preciso dizer claro e vigoroso: a libertação é a emancipação social dos oprimidos. Trata-se concretamente para nós de superar o sistema capitalista em direção a uma nova sociedade de tipo socialista" (L e C. Boff, Da Libertação, p. 113).
"Se assim é, eu afirmo que hoje, para nós, o Reino de Deus é concretamente o socialismo" (L. Boff e Cl. Boff. Da Libertação, p. 96).
"O interesse principal da teologia da libertação é criar uma ação da Igreja que ajude, efetivamente, os pobres. Tudo deve convergir para a prática (amor)" (L. e Cl. Boff Da Libertação, pp.13-14.).
"A terapia apresentada por esta consciência crítica radical não é a reforma do sistema [capitalista] ; isto implicaria apenas em fazer um curativo na ferida sem perceber o foco gerador da enfermidade; postula-se uma nova forma de organizar toda a sociedade sob outras bases; não mais a partir do capital em mãos de alguns , mas a partir do trabalho de todos, com a participação de todos nos meios de produção e nos meios de poder; fala-se de libertação"( L e Cl. Boff, Da Libertação, pp. 16-17. O negrito é nosso, salientando a adoção de princípios marxistas).
Portanto, a Teologia da Libertação adota princípios e método marxistas, e tem o mesmo fim dos movimentos comunistas: destruir o sistema capitalista, para instituir uma nova sociedade "socialista". E socialismo, aí, é um "eufemismo" enganador, para não assustar burguês. Sociedade socialista, aí, significa, em concreto, uma sociedade comunista como a de Fidel em Cuba, ou de Stalin na URSS.
Michael Löwy assim resume a doutrina e fins da Teologia da Libertação:
"1- Um implacável requisitório moral e social contra o capitalismo dependente, seja como sistema injusto, iníquo, seja como forma de pecado estrutural".
"2- A utilização do instrumental marxista para compreender as causas da pobreza, as contradições do capitalismo e as formas da luta de classes".
"3 - Uma opção preferencial em favor dos pobres e da solidariedade com a sua luta pela auto libertação".
"4 - O desenvolvimento de comunidades cristãs de base entre os pobres, como uma nova forma da Igreja e como alternativa ao modo de vida individualista imposto pelo sistema capitalista".
"5 - Uma nova leitura da Bíblia, voltada principalmente para as passagens como o Êxodo -- paradigma da luta de libertação de um povo escravizado".
"6 - A luta contra a idolatria (e não o ateísmo) como inimigo principal da religião -- isto é, contra os ídolos da morte, adorados pelos novos faraós, os novos Césares e os novos Herodes: Mamon, a Riqueza, o Poder, a Segurança Nacional, o Estado, a Força Militar, a "Civilização Ocidental".
"7 -- A libertação humana histórica como antecipação da salvação final em Cristo, como Reino de Deus".
"8 -- Uma crítica da teologia dualista tradicional como produto da filosofia platônica grega e não da tradição bíblica -- nas quais as histórias humana e divina são distintas mas inseparáveis" (Michael Löwy, Marxismo e Teologia da Libertação, Cortez ed. São Paulo, 1991, pp. 27-28.).
Um breve histórico da TL:
"A Teologia da Libertação foi feita para justificar a Ost Politik do Vaticano, no tempo de Paulo VI, e para ajudar a expansão comunista nas Américas. É sabido que, em 1952, às vésperas do Concílio Vaticano II, João XXIII queria o comparecimento de observadores da Igreja Cismática Russa, no Concílio. O ecumenismo exigia uma aproximação também com a Igreja Cismática Russa controlada então pelo Partido Comunista soviético. Até mesmo os mais altos dignatários dessa Igreja eram, então, membros da KGB, a polícia secreta do Bolchevismo. O Governo Soviético, inicialmente, não queria permitir a presença de membros da Igreja Cismática no Concílio Vaticano II, mas, depois, aproveitou dos desejos ecumênicos do Vaticano e de João XXIII, para exigir, em troca da presença desses observadores, que no Concílio jamais fosse citada a palavra comunismo, nem a palavra marxismo e nem se condenasse a URSS e a sua política expansionista. João XXIII capitulou diante dessas condições, e foi assinado, em Metz, ainda em 1962, um pacto entre a Santa Sé e a URSS comunista. Pelo pacto de Metz, a Igreja se comprometia a que, no Concílio, o Comunismo não fosse nem condenado, nem citado. Em troca, a URSS permitiria que alguns de seus espiões, vestidos de Bispos e Popes, viessem "observar" o que se passaria no Vaticano II. O Pacto de Metz foi assinado, em nome do Papa, pelo cardeal Tisserand, e em nome da Rússia pelo Arcebispo e Coronel da KGB, Nikodim, o mesmo que terá morte misteriosa diante de João Paulo I. Pacto assinado, pacto cumprido. No Vaticano II nem se tratou do maior inimigo que a Igreja jamais teve: o comunismo. A capitulação da política vaticana chegou a tal ponto que nem se discutiu, nem citou na aula conciliar do pedido de mais de 700 Bispos de Consagrar a Rússia ao Imaculado Coração de Maria, como Nossa Senhora o havia pedido em Fátima. O Vaticano II quis ser pastoral, para não ter que anatematizar o marxismo e o comunismo. Em conseqüência do humanismo do Vaticano II, desenvolveu-se, então, a chamada Teologia da Libertação que, nada tendo de Teologia, pretendia libertar os países latino americanos, especialmente, das garras do capitalismo internacional. Na verdade essa era uma fórmula propagandística que significava acabar com o capitalismo e a democracia liberal -- que nada tem de santo -- para instaurar em seu lugar a tirania comunista. Evidentemente, Cuba e Fidel passaram a ser o núcleo da propaganda marxista vestida com a batina da Teologia. No tempo de Paulo VI, a Assembléia dos Bispos da América Latina em Medellin, deu um grande impulso à Teologia da Libertação e à ação concreta de padres modernistas a favor da guerrilha comunista. Aqui no Brasil, a Ação Católica eivada de princípios modernistas, se aliou aos partidos marxista, surgindo a POlop (Política Operária). Na década de 60, os católicos de esquerda apoiaram a guerrilha comunista de Carlos Marighella. Frei Betto esteve envolvido nessa guerrilha como muitos outros padres e frades do Convento dominicano das Perdizes, em São Paulo. A Teologia da Libertação, no Brasil, teve o apoio total do Cardeal de São Paulo, Dom Arns, assim como da ala esquerdista que dominava a CNBB, liderada então por Dom Arns, e pelo Cardeal Aloísio Lorscheider, por Dom Ivo Lorscheider, por Dom Mauro Morelli, Dom Casaldálga, Dom Luciano Mendes de Almeida, entre outros. Na América latina, a Teologia da Libertação foi fundada e liderada pelo Padre Gustavo Gutierrez. Entretanto, o teólogo que acabou por simbolizar essa Teologia comunista foi o então Frei Leonardo Boff, que, tendo controlado a Editora Vozes de Petrópolis, a usou para publicar inúmeros livros dessa corrente teológica. Frei Boff era um frade franciscano que estudava muito, e cujos livros tinham um embasamento muito mais sólido do que os pobres livrecos de Frei Betto. Frei Leonardo Boff encarnou a Teologia da Libertação, e sua condenação por Roma, acabou por anular -- por algum tempo pelo menos -- a revolução teológica. A laicização do ex-Frei Boff -- que se tornou, de novo, apenas Genésio Boff, se não me equivoco -- e seu casamento "pós-moderno", como ele mesmo definiu, com uma mulher casada, mãe de seis filhos, liquidou a sua influência no Brasil. Boff passou a ser figura de segundo plano, embora suas idéias continuem atuando, e muito, na CNBB."
Unido em oração, subscrevo-me,
Jones Bernardes Machado.
Última edição por Jones Bernardes Machado em Qui Jan 28, 2010 12:26 am, editado 2 vez(es) (Razão : Christus vincit! Christus regnat! Christus imperat!)
Jones Bernardes Machado- Mensagens: 13
Data de inscrição: 11/09/2008
Idade: 21
Localização: Petrópolis, RJ

Re: Teologia da Libertação e Doutrina Social
Toda a teologia é da libertação, visto que trata de libertar o homem do pecado a partir do conhecimento de Deus.
Não estou aqui me referindo ao movimento entitulado erroneamente como "Teologia da Libertação" que se desenvolveu em vários países da América Latina em um tempo marcado pela repressão política, por governos caracterizados pela ditadura e pela opressão.
Não se pode negar a importância desse movimento no trabalho de conscientização dos povos para as questões políticas e sociais nas quais estavam inseridos em seus respectivos países.
Sabemos que muitos povos, influenciados pela "teologia da libertação, passaram a reivindicar seus direitos e buscar uma sociedade mais justa, o que de certa forma foi muito positivo.
Por outro lado, sabemos que a "telogia da libertação", além de fragmentar a unidade da Igreja, agiu em detrimento da evangelização enquanto priorizava a luta de classes, a organização dos trabalhadores e dos sindicatos no sentido de, em combate aos males do capitalismo, incrementar os do marxismo.
Em resumo, não se pode misturar política e religião.
A política se sustenta nas ideologias dos partidos, ao passo que a religião se sustenta na unidade do corpo místico de Cristo, cujo desejo maior é "QUE TODOS SEJAM UM" (Jo 17).
Mesmo que vários teólogos, sacerdotes e bispos insistam em afirmar que a teologia da libertação foi um mal necessário no sentido de legitimar e defender tal movimento, é bom que entendamos que não existe mal necessário.
Todo mal é ruim, mesmo que nos ensine algo de positivo, mas seria muito melhor que aprendessemos o que é bom por meio do que é bom.
O Evangelho nos ensina a viver perfeitamente como irmãos no amor, na partilha, na fé, na comunhão e na graça do Senhor, sem que precisemos recorrer às ideologias marxistas e capitalistas, dentre outras.
Precisamos, sim, de uma única ideologia e esta é a de CRISTO !
Fiquemos com Deus !
Não estou aqui me referindo ao movimento entitulado erroneamente como "Teologia da Libertação" que se desenvolveu em vários países da América Latina em um tempo marcado pela repressão política, por governos caracterizados pela ditadura e pela opressão.
Não se pode negar a importância desse movimento no trabalho de conscientização dos povos para as questões políticas e sociais nas quais estavam inseridos em seus respectivos países.
Sabemos que muitos povos, influenciados pela "teologia da libertação, passaram a reivindicar seus direitos e buscar uma sociedade mais justa, o que de certa forma foi muito positivo.
Por outro lado, sabemos que a "telogia da libertação", além de fragmentar a unidade da Igreja, agiu em detrimento da evangelização enquanto priorizava a luta de classes, a organização dos trabalhadores e dos sindicatos no sentido de, em combate aos males do capitalismo, incrementar os do marxismo.
Em resumo, não se pode misturar política e religião.
A política se sustenta nas ideologias dos partidos, ao passo que a religião se sustenta na unidade do corpo místico de Cristo, cujo desejo maior é "QUE TODOS SEJAM UM" (Jo 17).
Mesmo que vários teólogos, sacerdotes e bispos insistam em afirmar que a teologia da libertação foi um mal necessário no sentido de legitimar e defender tal movimento, é bom que entendamos que não existe mal necessário.
Todo mal é ruim, mesmo que nos ensine algo de positivo, mas seria muito melhor que aprendessemos o que é bom por meio do que é bom.
O Evangelho nos ensina a viver perfeitamente como irmãos no amor, na partilha, na fé, na comunhão e na graça do Senhor, sem que precisemos recorrer às ideologias marxistas e capitalistas, dentre outras.
Precisamos, sim, de uma única ideologia e esta é a de CRISTO !
Fiquemos com Deus !

Flávio Roberto Brainer de- Tira-dúvidas oficial
- Mensagens: 1076
Data de inscrição: 13/09/2009
Idade: 54
Localização: Gravatá - PE
Re: Teologia da Libertação e Doutrina Social
concordo com muito do que foi dito, só desejo lembrar um coisa, não dá para colocar tudo no mesmo saco.
os documento da Igreja codenama as teologias da libertação de orientação marxista, ou seja, abre a possibilidade de existência de outras teologias da libertação.
abraços
os documento da Igreja codenama as teologias da libertação de orientação marxista, ou seja, abre a possibilidade de existência de outras teologias da libertação.
abraços
_________________
Só vale a pena viver pelo que vale a pena morrer!!!

alessandro- Tira-dúvidas oficial
- Mensagens: 751
Data de inscrição: 16/08/2008
Re: Teologia da Libertação e Doutrina Social
Não tenho muita propriedade para discorrer a respeito da "Teologia da Libertação" com base nos documentos da Igreja. Vivi muitas experiências em grupos jovens e comunidades eclesiais de base que caminhavam à luz dessa "Teologia". No início dos trabalhos, ainda pude ver algo que se aproximasse da evangelização. Entretanto, com o passar do tempo, as questões inerentes à evangelzação passavam desapercebidas diante do objetivo maior que era o trabalho de conscientização social e política que, muitas vezes se servia de meios não condizentes com a evangelização.
Concordo que um povo evangelizado, com certeza, protagoniza uma vida social e política fundamentada nos princípios evangélicos e, consequentemente, mais justa e mais humana e, portanto, mais cristã.
Entretanto, por onde pude acompanhar a "Teologia da Libertação", vi nela muitas distorções do evangelho e senti, muito de perto, que a falta de acompanhamento sistemático, levou a a muitos desvios, dividiu muito os católicos e deu grande ênfase à evasão e o consequente crescimento das seitas protestantes.
Assim sendo, sob a minha ótica, a "Teologia da Libertação" teve grande importância na vida social e política do povo mais oprimido, mas, repito, AO MEU VER, não foi boa para a Igreja.
Não cheguei a conhecer outra modalidade de "Teologia da Libertação", cuja possibilidade de existência nos aponta Alessandro. Na verdade não conheço e assim concordo que deva haver essa possibilidade.
Voltando ao meu colóquio anterior, vejo a Teologia na sua essência, considerando a libertação do homem do domínio do pecado a partir do conhecimento de Deus, como verdadeira TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO.
Que o Senhor nos abençoe sempre mais!
Grande abraço!

Flávio Roberto Brainer de- Tira-dúvidas oficial
- Mensagens: 1076
Data de inscrição: 13/09/2009
Idade: 54
Localização: Gravatá - PE
Re: Teologia da Libertação e Doutrina Social
Ainda para esclarecer melhor o meu ponto de vista, é preciso distinguir "teologia da libertação" (MINÚSCULO E ENTRE ASPAS) de TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO.
Fiquemos na paz do Senhor !
Fiquemos na paz do Senhor !

Flávio Roberto Brainer de- Tira-dúvidas oficial
- Mensagens: 1076
Data de inscrição: 13/09/2009
Idade: 54
Localização: Gravatá - PE
Re: Teologia da Libertação e Doutrina Social
Caros amigos,
Vejam que interessante esse texto sobre a Doutrina Social da Igreja. Eu estou de acordo com o que è dito aqui: a melhor resposta para a crise atual està na Enciclica Caritas in Veritatis, do Papa Bento XVI.
Doutrina social da Igreja é resposta à crise econômica
Conferência de Ettore Gotti Tedeschi, presidente do IOR
A crise econômica e suas raízes, a lei natural ignorada, a criação de um bem-estar somente material: estes foram alguns dos problemas relacionados à encíclica Caritas in Veritare que estiveram no centro de uma conferência, ontem, do presidente do Instituto para Obras Religiosas (IOR), Ettore Gotti Tedeschi, no final do seminário "Economia social de mercado: uma nova visão", em uma das sedes da Câmara dos Deputados, em Roma.
O orador recordou que a economia de mercado foi definida pelo economista italiano Luigi Einaudi como "uma terceira via entre o capitalismo e o socialismo, que garante a liberdade individual freando seu instinto egoísta, através de critérios de subsidiariedade e de solidariedade. Nem estatismo nem capitalismo exagerado".
"Entretanto, para que funcione - esta é a minha opinião -, tem que ser baseada na doutrina social da Igreja, porque ela tem experiência e valor", disse ele.
O banqueiro lembrou que "a doutrina social da Igreja foi a forma mais eficaz de tornar o amor efetivo, apesar de que, como diz Bento XVI na encíclica, a caridade desvinculada da verdade não pode subsistir".
No entanto, existem algumas condições: "A doutrina da Igreja, para poder funcionar, requer duas colunas: ensinar, porque a Igreja é mestra, e um Estado que não seja ávido".
O presidente do IOR explicou que "a economia social de mercado, como primeiro objetivo, deve usar os recursos disponíveis de maneira eficiente e obter resultados mais eficazes. O segundo objetivo tem de assegurar o progresso integral, tendo presente a unidade corpo-alma do homem. E, finalmente, precisa distribuir a riqueza criada, não só por caridade, mas também por sustentabilidade".
Crise de sentido
"A encíclica diz que, se a liberdade vem antes da verdade, o homem imaturo raramente chegará à verdade e, portanto, não saberá distinguir entre meios e fins e confundirá o uso dos instrumentos."
"E os instrumentos são neutros. Não existe banco ético nem finanças éticas; existe o homem ético, que faz as finanças de maneira ética e moral, ou seja, dando sentido às suas ações."
"Na introdução da encíclica, o Papa diz que, se o homem começa a refletir e dar sentido à sua vida, os instrumentos, a política, a medicina adquirirão independência e autonomia moral. Mas o instrumento não pode ter autonomia moral. É o homem que dá sentido ao uso dos instrumentos."
"E Bento XVI, na Caritas in veritate, lembra o que Paulo VI disse na Humanae Vitae e na Populorum progressio: não se pode prescindir das ações humanas e do pleno respeito pela vida e não se pode fazer um plano de desenvolvimento econômico se o progresso é apenas material, porque o homem não é apenas um animal material."
Eutanásia e orçamento
Gotti Tedeschi lembrou que "temos negado a dignidade da vida e estamos fazendo progressos apenas materiais. E agora está em discussão a lei sobre a eutanásia. Para provocar, direi: é uma lei econômica, porque não se podem manter os velhos, que custam muito quando não nascem crianças; é uma questão de orçamento".
"A questão - continuou ele - é que os Estados Unidos e a Europa representam, há 30 anos, um bilhão de pessoas. A diferença é a idade delas. Há 25 anos, 25% das pessoas eram menores de 25 anos. Hoje, são 10%. E os de 65 representavam 15%, e hoje são 65% da população."
"Quando as pessoas saem do ciclo de produção, geram gastos de saúde e aposentadoria. O que acontece em uma sociedade que não tem nenhuma mudança geracional? Se a estrutura permanece a mesma, o que é feito para aumentar o PIB?"
"Tudo isso está contido na encíclica - reiterou Gotti Tedeschi. E, no começo, ela afirma que negamos a vida e o desenvolvimento integral."
Redução da dívida
"É possível reduzir a dívida?", perguntou-se Gotti Tedeschi. E lembrou que os três sistemas são: um default, como o argentino; a inflação, uma nova bolha; e que o Papa ensina: a austeridade.
"É preciso voltar a economizar para formar a base monetária e construir - disse. Além disso, 60% das coisas que são consumidas não geram mão de obra."
Do ponto de vista econômico, "o homem tem três dimensões: produtor, consumidor e economizador. Há 20 anos, as dimensões eram coerentes. Agora, porém, eu trabalho e produzo um produto, mas compro um similar feito na Ásia, melhor e que custa menos. Depois de três anos, a minha empresa, que produzia esse mesmo produto, vai falir e, portanto, não gastarei mais".
"Este é o paradoxo da globalização consumista. É o que o Papa chamou de ‘desenvolvimento econômico não-integrado'. Porque o homem se esqueceu de que tem uma alma; considera somente um corpo, pela influência do niilismo e do relativismo."
"Como dizia um ex-ministro italiano da Saúde, Umberto Veronesi, ‘é inútil pensar que o homem tem uma faísca do divino quando o homem é apenas um animal inteligente. Comem e se divertem, mas depois reclamam se alguém faz isso demais'."
Grande abraço a todos.
Vejam que interessante esse texto sobre a Doutrina Social da Igreja. Eu estou de acordo com o que è dito aqui: a melhor resposta para a crise atual està na Enciclica Caritas in Veritatis, do Papa Bento XVI.
Doutrina social da Igreja é resposta à crise econômica
Conferência de Ettore Gotti Tedeschi, presidente do IOR
A crise econômica e suas raízes, a lei natural ignorada, a criação de um bem-estar somente material: estes foram alguns dos problemas relacionados à encíclica Caritas in Veritare que estiveram no centro de uma conferência, ontem, do presidente do Instituto para Obras Religiosas (IOR), Ettore Gotti Tedeschi, no final do seminário "Economia social de mercado: uma nova visão", em uma das sedes da Câmara dos Deputados, em Roma.
O orador recordou que a economia de mercado foi definida pelo economista italiano Luigi Einaudi como "uma terceira via entre o capitalismo e o socialismo, que garante a liberdade individual freando seu instinto egoísta, através de critérios de subsidiariedade e de solidariedade. Nem estatismo nem capitalismo exagerado".
"Entretanto, para que funcione - esta é a minha opinião -, tem que ser baseada na doutrina social da Igreja, porque ela tem experiência e valor", disse ele.
O banqueiro lembrou que "a doutrina social da Igreja foi a forma mais eficaz de tornar o amor efetivo, apesar de que, como diz Bento XVI na encíclica, a caridade desvinculada da verdade não pode subsistir".
No entanto, existem algumas condições: "A doutrina da Igreja, para poder funcionar, requer duas colunas: ensinar, porque a Igreja é mestra, e um Estado que não seja ávido".
O presidente do IOR explicou que "a economia social de mercado, como primeiro objetivo, deve usar os recursos disponíveis de maneira eficiente e obter resultados mais eficazes. O segundo objetivo tem de assegurar o progresso integral, tendo presente a unidade corpo-alma do homem. E, finalmente, precisa distribuir a riqueza criada, não só por caridade, mas também por sustentabilidade".
Crise de sentido
"A encíclica diz que, se a liberdade vem antes da verdade, o homem imaturo raramente chegará à verdade e, portanto, não saberá distinguir entre meios e fins e confundirá o uso dos instrumentos."
"E os instrumentos são neutros. Não existe banco ético nem finanças éticas; existe o homem ético, que faz as finanças de maneira ética e moral, ou seja, dando sentido às suas ações."
"Na introdução da encíclica, o Papa diz que, se o homem começa a refletir e dar sentido à sua vida, os instrumentos, a política, a medicina adquirirão independência e autonomia moral. Mas o instrumento não pode ter autonomia moral. É o homem que dá sentido ao uso dos instrumentos."
"E Bento XVI, na Caritas in veritate, lembra o que Paulo VI disse na Humanae Vitae e na Populorum progressio: não se pode prescindir das ações humanas e do pleno respeito pela vida e não se pode fazer um plano de desenvolvimento econômico se o progresso é apenas material, porque o homem não é apenas um animal material."
Eutanásia e orçamento
Gotti Tedeschi lembrou que "temos negado a dignidade da vida e estamos fazendo progressos apenas materiais. E agora está em discussão a lei sobre a eutanásia. Para provocar, direi: é uma lei econômica, porque não se podem manter os velhos, que custam muito quando não nascem crianças; é uma questão de orçamento".
"A questão - continuou ele - é que os Estados Unidos e a Europa representam, há 30 anos, um bilhão de pessoas. A diferença é a idade delas. Há 25 anos, 25% das pessoas eram menores de 25 anos. Hoje, são 10%. E os de 65 representavam 15%, e hoje são 65% da população."
"Quando as pessoas saem do ciclo de produção, geram gastos de saúde e aposentadoria. O que acontece em uma sociedade que não tem nenhuma mudança geracional? Se a estrutura permanece a mesma, o que é feito para aumentar o PIB?"
"Tudo isso está contido na encíclica - reiterou Gotti Tedeschi. E, no começo, ela afirma que negamos a vida e o desenvolvimento integral."
Redução da dívida
"É possível reduzir a dívida?", perguntou-se Gotti Tedeschi. E lembrou que os três sistemas são: um default, como o argentino; a inflação, uma nova bolha; e que o Papa ensina: a austeridade.
"É preciso voltar a economizar para formar a base monetária e construir - disse. Além disso, 60% das coisas que são consumidas não geram mão de obra."
Do ponto de vista econômico, "o homem tem três dimensões: produtor, consumidor e economizador. Há 20 anos, as dimensões eram coerentes. Agora, porém, eu trabalho e produzo um produto, mas compro um similar feito na Ásia, melhor e que custa menos. Depois de três anos, a minha empresa, que produzia esse mesmo produto, vai falir e, portanto, não gastarei mais".
"Este é o paradoxo da globalização consumista. É o que o Papa chamou de ‘desenvolvimento econômico não-integrado'. Porque o homem se esqueceu de que tem uma alma; considera somente um corpo, pela influência do niilismo e do relativismo."
"Como dizia um ex-ministro italiano da Saúde, Umberto Veronesi, ‘é inútil pensar que o homem tem uma faísca do divino quando o homem é apenas um animal inteligente. Comem e se divertem, mas depois reclamam se alguém faz isso demais'."
Grande abraço a todos.

Pe. Anderson- Admin
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Re: Teologia da Libertação e Doutrina Social
Muito boa reflexão. É preciso que o homem saiba diferenciar valores vitais de valores materiais. A grande preocupação da doutrina social da Igreja está na preservação do ser humano. Esta preservação implica antagonismo às estruturas políticas e econômicas que prezam pelo capital como bem maior e patrimônio de poucos, promovendo a violência da miséria, a injustiça das diferenças sociais, doença, fome e morte, dentre outros aspectos contrários à vida humana. Foi entre os cenários do "ter" e do "ser" que a teologia da lebertação, fazendo opção preferencial pelos pobres, se estabeleceu à luz da doutrina social da Igreja, cujo fundamento maior está no exemplo dos primeiros cristãos que tinham tudo em comum.
Um grande abraço a todos !!!
Um grande abraço a todos !!!

Flávio Roberto Brainer de- Tira-dúvidas oficial
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