Ainda sobre Ateísmo

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Ainda sobre Ateísmo

Mensagem por Eraldo em Sab Jul 18, 2009 12:14 pm

Um Estudo sobre o ateísmo com concepções cristãs de todas as definições,(pois é importante saber o que os Protestantes pensam do assunto) sendo possiveis respostas aos argumentos anteriores e uma base Histórica para auxiliar.


Sobre o ateísmo
Sem evidências = Sem Deus

Argumento: Os teístas não podem fornecer evidências convincentes da existência de Deus. Portanto, Deus não existe/os teístas estão errados ao acreditarem em Deus.

Explicação: Este é, às vezes, chamado de argumento evidencialista do ateísmo. Basicamente, ele afirma que, na ausência de evidências em favor de Deus, deve-se acreditar que ele não existe.

Paródia: Os ateístas não podem fornecer evidências convicentes da não-existência de Deus. Portanto, Deus realmente existe/os ateístas estão errados ao não acreditarem nele.

Refutação: Este argumento comete a falácia formal do apelo à ignorância, por presumir que a falta de provas da existência de Deus equivale a uma prova contra sua existência. Na verdade, a única coisa que a falta de evidências realmente permite é falta de crença em Deus, não a afirmação de que Deus não existe. Além do mais, mesmo se não houver absolutamente nenhuma evidência a favor da existência de Deus, isso não significa que os teístas estão errados. O teísmo, para muitos, poderia ser uma crença tão fundamental que não é sequer teoricamente sujeita à prova. Criticar uma crença com base em evidências, portanto, é semelhante a criticar, digamos, a crença na existência de outras mentes (o que, da mesma forma, definitivamente não é demonstrável).


Provar é mais fácil que desprovar

Argumento: É mais fácil provar a existência de algo que provar sua inexistência. A fim de provar que algo existe, é preciso apenas mostrar um caso de sua existência; já para provar que algo não existe, é preciso vasculhar cada parte da realidade. Portanto, cabe sempre aos teístas provar que Deus existe -- e como eles não podem fazê-lo, Deus não existe.

Explicação: Um modo de tentar lançar o ônus da prova sobre os teístas, pois é supostamente mais fácil (em teoria) provar o teísmo do que o ateísmo.
Refutação: A facilidade em provar uma crença não tem qualquer relação com a plausibilidade dessa mesma crença, e certamente não muda o ônus da prova. Este argumento, bem como o de "Sem evidências = Sem Deus", é apenas uma tentativa sorrateira de justificar e cometer a falácia de apelo à ignorância.


O teísmo é anticientífico

Argumento: A ciência descarta a existência de um Deus, pois Deus não pode ser observado epistemologicamente.. Portanto, é anticientífico acreditar em Deus.

Explicação: Muito direto. A crença aqui é de que a ciência é fundamentalmente atéia, e, por conseqüência, o teísmo deve ser anticientífico. (A maioria dos proponentes deste ponto de vista seriam bem rápidos em acrescentar, "E já que o teísmo é anticientífico, não passa de lixo supersticioso".)

Refutação: Na verdade, a ciência não nega a existência de Deus, Ele é simplesmente uma idéia para a qual a ciência não é importante. De fato, todas as questões metafísicas são, por sua própria natureza, inabordáveis pela ciência. Esta não descarta a existência dessas coisas; ela apenas reconhece que elas não estão sujeitas à investigação científica. Conseqüentemente, a crença em Deus não é anticientífica, no sentido de que seja contrária à ciência.


Os teístas são maus

Argumento: A crença em Deus tem produzido incontáveis guerras, inquisições, e outros tipos de tormento. Portanto, a crença em Deus deveria ser rejeitada.

Explicação: O exemplo mais comum de apelo emocional. O teísmo tem levado a atrocidades; logo ele deve ser considerado falso.

Paródia: A ciência levou à criação da bomba atômica, bem como a incontáveis outros implementos de destruição em massa. Estes, por sua vez, têm causado grandes dores e sofrimentos às pessoas ao longo da história. Portanto, a ciência deve ser rejeitada. (relação dos homens com a coisa).

Refutação: Mesmo se fosse verdade que o teísmo sempre levasse a atrocidades (e não é) isso não afetaria em nada a questão de ele ser ou não verdadeiro.


Onde está Deus?

Argumento: Deus não pode ser encontrado em lugar algum do universo. Deus não tem tamanho nem massa. Logo, Deus não é uma coisa, e por isso não pode existir.

Explicação: Este argumento basicamente diz que, por Deus não ser um objeto físico, ele não pode existir.

Paródia: A lógica não pode ser encontrada em lugar algum do universo. A lógica não tem tamanho ou massa. Logo, a lógica não pode existir.

Refutação: Este argumento se baseia no materialismo, que é o ponto de vista metafísico de que apenas os objetos físicos existem realmente. Até aí nada de mais -- não há nenhuma razão a priori pela qual o materialismo deva ser falso. Mas é um argumento muito ingênuo contra o teísmo, já que os próprios teístas obviamente não aceitam o materialismo como verdadeiro! A fim de que a proposição acima fizesse sentido, o ateísta teria de provar que é o materialismo que está com a razão; algo essencialmente impossível.


Deus não tem sentido

Argumento: A palavra "Deus" é tão vaga e ambígua, que não se refere a uma única coisa. Pergunte a um hindu o que é Deus, e ele lhe dirá algo completamente diverso do que diria um cristão, porque não há dois "Deuses" exatamente iguais. Logo, Deus deve ser descartado, simplesmente porque ele não significa nada para quem diz que ele existe.

Explicação: Isso é por vezes chamado de ateísmo lingüístico. A idéia básica é que, já que "Deus" é supostamente um termo sem sentido, não se pode acreditar validamente em Deus mais que se poderia acreditar em, digamos, "Unumbotte".


Refutação: É claro que a palavra "Deus" é, se vista sem maiores definições, muito vaga e ambígua para significar muita coisa. Mas o argumento ateísta acima se fundamenta num equívoco sutil: ele diz que, uma vez que o termo muito genérico "Deus" não tem um significado suficientemente preciso, nada que possa ser chamado de Deus pode realmente existir. Na verdade, contudo, é inteiramente possível ter definições específicas de Deus que realmente fazem sentido. Os hindus têm uma definição específica de Deus; os cristãos têm outra; os judeus, outra; e assim por diante. Tudo o que a ambigüidade do termo genérico "Deus" significa é que um ateu, em vez de falar de "qualquer Deus", deve lidar com concepções individuais de Deus. Essas concepções particulares podem certamente ter sentido próprio, e Ser, por conseqüência, imunes ao desafio do "ateísmo lingüístico".


Deve-se lembrar, que os fundamentos lingüísticos para os teístas normalmente estão baseados em uma Revelação que diz respeito a fé e por isso não são motivo de refutação pela existência de Deus.

É importante também salientar a questão do “germes da Palavra” (Logos espermatokós), que de alguma forma se manifesta segundo a vontade de Deus de diversas formas, como lhe aprouve sua vontade infinita.

Quanto aos adjetivos de Deus

É importante saber de onde provém estes conceitos aplicados a Deus, e nesse caso existe a Teologia que se baseia em fundamentos sólidos da Lógica humana (o homem é capaz destes conceitos) assim como uma Revelação que diz respeito a Fé, no entanto que pode e deve ser aplicada a condição racional do Homem, pois não nega a Razão humana, e pelo contrário, eleva o Homem a formulação das questões pertinentes a Fé e a Razão, assim como as possíveis respostas a esses questionamentos.

Ateus práticos, ateus teóricos e ateus militantes
Pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), realizada em 2000, dá conta de que aumentou o número dos ateus, pessoas que afirmam abertamente não crer na existência de algum deus ou de um mundo sobrenatural.

A maioria desse contingente é atéia na prática, ou seja, não apresenta nenhum tipo de fé religiosa e não “perde” tempo refletindo sobre a existência de Deus. São pessoas que, de fato, assumiram um modus vivendi em que não há espaço para a religião. Mas, apesar de suas convicções, não apresentam argumentos sólidos para o seu ateísmo.

Um número mais reduzido desse grupo, tanto no Brasil quanto no exterior, pode ser classificado como ateus filosóficos, isto é, pessoas racionalmente preparadas para justificar sua descrença, pois se ocupam em formular argumentos lógicos que justifiquem a sua posição. Poderíamos, ainda, chamar os ateus filosóficos de “incrédulos conscientes”.

Também, vale destacar um outro tipo de ateu, mais agressivo, detectado pela pesquisa em pauta: o militante. Esses ateus não somente não crêem na existência de Deus como também são contra aos que crêem. Tanto é que procuram persuadir os outros para a sua “fé sem deus”. Então, criaram o site Sociedade da Terra Redonda, cujo objetivo é reunir todos os ateus em sua militância. O site possui 820 colaboradores e recebe cerca de 75.000 visitas por mês.

Salientamos que os ateus militantes parecem dirigir toda a sua animosidade principalmente aos cristãos. Seus sites estão repletos de refutações à Bíblia e, entre eles, existem pessoas que se ocupam em desmentir os milagres de cura que ocorrem nas igrejas evangélicas e também em apontar as falhas da Igreja Cristã através da História, entre outras coisas. Além de negarem a existência de Deus de forma geral (pois ateu significa “sem Deus”), acabam se tornando, na maioria das vezes, antideus, isto é, contra Deus, ou, mais precisamente, anticristãos.

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Re: Ainda sobre Ateísmo

Mensagem por Eraldo em Sab Jul 18, 2009 12:16 pm

O ateísmo hoje
O ateísmo, como vem sendo propagado atualmente, não se contenta apenas em não crer na existência de Deus. Prega que a religião não é só inútil, mas também é má. E, ao lado de sua crítica à religião, divulga uma crença que dá possibilidade ao homem de resolver seus próprios problemas sem necessitar de uma força exterior. Em verdade, é um humanismo, não um humanismo que valoriza o ser humano, mas um humanismo que opõe Deus e homem, colocando este último como senhor e salvador de si mesmo.

O Credo Americano Ateísta corrente declara:


“Um ateísta ama a si mesmo e ao seu próximo ao invés de amar um deus. Um ateísta aceita que céu é uma coisa pela qual nós devemos trabalhar agora, aqui na terra, para que todos os homens possam desfrutar juntos. Um ateísta admite que ele não pode conseguir ajuda pela oração, mas que devemos encontrar em nós mesmos a convicção interior e a força para achar a vida, para resolver seus problemas, para subjugá-la e para desfrutá-la. Um ateísta aceita que somente no conhecimento de si mesmo e de seu próximo os homens podem encontrar o entendimento que o ajudará em uma vida de plenitude”.

Um aspecto importante que precisa ser mencionado: os ateus não negam apenas a existência de Deus, mas de qualquer realidade que não seja material, isto é, que não possa ser percebida pelos cinco sentidos. Para eles, não existe uma dimensão espiritual, habitada por anjos ou demônios. A única coisa que existe é o mundo físico, tangível, e nada mais além disso.


O impacto do pensamento científico


“A fundação indestrutível do edifício inteiro do ateísmo é a sua filosofia: o materialismo, ou naturalismo, como também é conhecido. Essa filosofia considera o mundo como ele é na verdade, visto na luz dos dados providos pela ciência progressiva e experiência social. Materialismo ateísta é o resultado lógico de conhecimento científico ganho durante os séculos”

Embora não signifique que todos os envolvidos com o pensamento científico sejam ateus, o contrário geralmente é verdade. Os ateus atribuem sua incredulidade quanto às coisas divinas e espirituais alegando que as mesmas não podem ser comprovadas cientificamente. Basta lembrar que Yuri Gagarin, o primeiro russo a andar no espaço, fez questão de dizer “Não vi nenhum Deus”.

Desde o período do Iluminismo o conhecimento científico foi adquirindo mais e mais prestígio. Os benefícios trazidos pela tecnologia criaram um sentimento geral de que o homem poderia, sozinho, resolver seus próprios problemas, bastando, para isso, ter o conhecimento necessário. De repente, o Universo não era mais um objeto misterioso movido pelas mãos do Altíssimo, mas uma máquina perfeita regida por leis que podiam ser medidas e utilizadas em proveito próprio. O século XVIII viu surgir a filosofia materialista de Hume na qual não havia lugar para quaisquer coisas que não fossem tangíveis, palpáveis. A física de Newton e a química eram ciências suficientes para explicar todos os fenômenos.

É óbvio que a descoberta das leis da física e da química não é um fundamento aceitável para negar a existência de Deus. Toda lei tem seu legislador e a coisa mais fácil de concluir é um Universo regido por leis estabelecidas pelo Criador. Mas muitos, no afã de menosprezar a fé, lançaram mão desse instrumento para afirmações ateístas

Todavia, ser cientista não obriga ninguém a ser ateu. Se isso fosse verdade, todos os cientistas seriam ateus, o que não é um fato. “O pai da cosmologia moderna, o inglês Stephen Hawking, acha fascinante a chamada hipótese teológica, a idéia de que entender Deus seria o alvo supremo da física, mas alega que o caminho para chegar lá é a ciência, e não a metafísica ou o misticismo. Quando lhe perguntam se Deus teve um papel no Universo antes do Big Bang, a suposta explosão primordial que teria criado o cosmo, Hawking admite que sim: acho que só Ele pode responder porque o universo existe”.

O efeito Darwin
“Após ter lido A origem das espécies, de Charles Darwin, Marx escreveu uma carta ao seu amigo Lassalle na qual exulta porque Deus - ao menos nas ciências naturais - recebeu o golpe de misericórdia”.[ Marx e Engels, Diltz publ. Berlim 1972, vol 30, p. 578.]

Não que essa fosse a intenção do naturalista Charles Darwin, mas suas idéias foram e ainda são utilizadas pelos ateus do mundo inteiro como argumento para provar que o simples fato de o mundo existir não demanda a existência de um Criador. Segundo a teoria da Evolução das Espécies, o mundo é o resultado de bilhões de anos de evolução, pela qual as formas de vida mais simples evoluíram para as formas de vidas mais complexas, até chegarem no homem.

Essa questão ferveu na Inglaterra do século XIX e, depois, no mundo inteiro. Conceber o Universo em termos evolutivos foi o padrão que, desde então, serviu para considerar a evolução como algo inerente à natureza de todas as coisas. Assim, não havia a necessidade de um agente externo, ou seja, Deus. Com sua teoria, Darwin proporcionou aos incrédulos aquilo que ainda lhes faltava: uma “base científica” para a negação de Deus.

Isso, no entanto, não significa que Darwin estava negando a existência de Deus. Em verdade, ele estava atribuindo o fato biológico ao Criador. Mas aqueles que buscavam ensejo para anular o argumento da criação como prova da existência de Deus usaram sua teoria como base. Logo, ser ateu por causa da evolução era uma opção de crença, e não uma conseqüência da teoria de Darwin. Até porque havia muitos teístas (pessoas que admitem a existência de um Deus pessoal como causa do mundo) entre aqueles que acreditaram na evolução.

Nosso propósito aqui não é discutir sobre a teoria da Evolução das Espécies. Mas é importante saber que, mais de cem anos depois, muitas dúvidas ainda pairam sobre essa teoria, insuficiente para explicar a origem do homem. Embora admita a evolução, o historiador sueco Karl Grimberg, no princípio de sua História Universal, comenta o seguinte: “se (conjunção condicional) a estrutura anatômica do homem é o culminar de uma longa evolução, foi, no entanto, repentino o nascimento da sua inteligência. Tudo faz supor que o limiar por onde se ascendeu diretamente o pensamento foi transposto de uma só vez”.[ História universal, Carl Grimberb, p. 8]

Grimberg fez essa declaração em 1941. Mas é impressionante a recente observação da revista Veja sobre o comentário de um dos maiores neodarwinistas da atualidade: “... o biólogo Ernst Mayr, da Universidade de Harvard, também concorda que apenas o desenrolar das leis naturais talvez explique o surgimento da vida na Terra – mas isso certamente não pode ser invocado para explicar o aparecimento de seres inteligentes. Lendário pelo ceticismo, Mayr não fala em milagre. Nem pode. Ele é considerado o maior neodarwinista vivo. Mas seu cálculo sobre a possibilidade de a natureza produzir seres inteligentes pelos processos evolutivos conhecidos é quase uma sugestão de que os seres humanos são mesmo produtos sobrenaturais” [Revista Veja 19/12/2001, p. 132]


A espada de Karl Marx


De todos os movimentos que se rebelaram contra a crença em Deus, o marxismo foi o mais relevante. Toda a ideologia marxista e as demais que dele se originaram (comunismo, socialismo, leninismo e maoísmo) apresentavam uma aversão profunda contra toda e qualquer religião, principalmente o cristianismo. O ateísmo foi ensinado nas escolas e inculcado nos cidadãos que viviam sob essa orientação ideológica desde a mais tenra idade e em todo lugar. Muitos dos argumentos que os ateus atuais lançam contra Deus eram comumente utilizados pelos países comunistas/socialistas.

“O ateísmo de Marx certamente era de uma espécie extremamente militante. Ruge escreveu a um amigo: Bruno Bauer, Karl Marx, Christiansen e Feuerbach estão formando uma nova ‘Montagne’ e fazendo do ateísmo o seu lema. Deus, religião e imortalidade são derrubados de seu trono e o homem proclamado Deus”. E George Jung, um jovem próspero, advogado de Colônia e partidário do movimento radical, escreveu a Ruge: “Se Marx, Bruno Bauer e Feuerbach, juntos, fundarem uma revista teológico-filosófica, Deus faria bem em cercar-se de todos os seus anjos e se entregar à autopiedade, pois estes certamente o tirarão de seu céu [...] Para Marx, de qualquer forma, a religião cristã é uma das mais imorais que existe”.[ Karl Marx, Vida e Pensamento, David McLellan, Vozes, p. 54.]

Como vemos, nem sempre o ateísmo existiu como uma crença passiva, como uma indiferença à religião. Dentro do conceito marxista, o ateísmo deveria substituir a crença em Deus, nem que para isto fosse necessário usar de violência. Não precisamos registrar aqui os milhares de mártires resultantes da implantação dO ateísmo militante no Ocidente

O atual movimento ateísta pode não ser algo tão inofensivo quanto se imagina. Marx foi um filósofo, não um carrasco. Mas não podemos dizer o mesmo de muitos de seus filhos ideológicos, como, por exemplo, Lênin e Stalin, na ex-URSS, e Mao Tse Tung, na china. A perseguição religiosa durante os seus governos, e também depois, mostra claramente que o ateísmo pode tornar-se tão intolerante quanto qualquer religião.

O ateísmo morreu com a queda da cortina de ferro para, agora, renascer no Ocidente, apoiado pela liberdade democrática, com o risco de tornar-se uma crença intolerante e agressiva.

O Marxismo ainda deixa marcas e milhões de pessoas no mundo professam suas doutrinas. O Marxismo não é apenas uma política econômica, mas também uma cosmovisão, uma maneira de explicar o mundo, entrando também no campo da filosofia e da religião.

Karl Marx apresentou marcas religiosas, teve uma formação judaica e viveu numa atmosfera cristã . O Marxismo sempre afirmou ser a dominação do mundo o seu objetivo, e isso é feito pelo homem, e a religião atrapalha tal domínio. A religião é vista como algo que diminui o homem, tira a parte racional (pensar), e leva o homem a mediocridade. O marxismo quis conquistar o mundo por revoluções e para isso tem que passar por cima do sistema, e a religião ajuda a própria formação do sistema. Essa linha de pensamento chamado Marxismo tem erigido sua própria força orientadora, que é a história, a motivação de suas atividades é o materialismo, dessa forma negam Deus, Jesus e o poder espiritual na história e na cultura, pois a história anda por si só.

Hegel criou a Teoria da Dialética. Os três princípios dialéticos de tese, antítese e síntese explicam toda a existência, toda a vida, todo o pensar. Feuerback criou a Teoria do Materialismo onde o mundo gira em torno do material; em seu livro Essência do Cristianismo (1841), ele reduziu o cristianismo à realização dos desejos humanos. Não há religião objetiva, nem Deus objetivo, nem Jesus Cristo objetivo, toda religião é subjetiva e projeção das necessidades dos desejos mais íntimos dos seres humanos. Devido à sofrida existência é que o homem inventa Deus. Marx uniu as duas teorias e criou o “Materialismo Dialético”, onde o homem não precisa mais de religião. Marx lutou contra a religião e promoveu um tipo de ateísmo.

A destruição da religião fazia parte do seu ( Marx) plano de alcançar a realização humana através do Materialismo Dialético (a matéria é a realidade última e a mudança ocorre através de um processo dialético). Não há lugar para Deus no sistema de Marx. Ele dizia que, a religião não passa de uma projeção de nossa imaginação, ela é "o ópio do povo". Houve duas razões para o ateísmo de Marx. Primeiro: o seu materialismo negava o sobrenatural, e segundo: a própria estrutura da religião organizada havia no decorrer dos séculos tolerado e apoiado à opressão do proletariado por parte da burguesia.


A postura acadêmica de muitos ateus ocidentais da atualidade está em agudo contraste com alguns dos mais coloridos ateístas dos tempos passados. A fundadora da organização American atheists (“Ateístas americanos”), Madalyn Murray o'Hair, ficou conhecida mais por sua linguagem grosseira e ultrajes explosivos contra manifestações públicas de religião do que por suas proezas intelectuais. Ela veio a público em 1963, mas foi em 1959 que sua causa judicial, envolvendo seu filho, chegou à Suprema Corte. No caso Murray versus Curlett, a Corte declarou ilegal a oração obrigatória nas escolas públicas e, com isso, incentivou Murray, com uma carreia de mais de 30 anos, a criar uma América livre de religião.

Murray, freqüentemente, debatia em público, denunciando, de forma voraz, o cristianismo e lutando em favor do ateísmo. Iniciou muitos processos para que a sociedade americana ficasse livre de qualquer religião. Em um deles, a solicitação para que as notas e moedas americanas não trouxessem a frase “Em Deus nós confiamos”.

Chegou a afirmar, algumas vezes, que a American atheists tinha mais de 75.000 adeptos, porém, o mais exato é que tivesse apenas cerca de 5.000.

Em 1995, ela e sua família desapareceram com grandes porções dos fundos de suas várias organizações, exceto seu filho William Murray (objeto de seu processo judicial inicial), isolado por ela por ter-se convertido a Cristo. Os desaparecidos foram considerados assassinados.


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Última edição por Eraldo em Sab Jul 18, 2009 12:23 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Ainda sobre Ateísmo

Mensagem por Eraldo em Sab Jul 18, 2009 12:17 pm

Bases históricas dos ateus (segudo os Protestantes)

Alguns sites, como o www.oateufeliz.com.br, por exemplo, fazem menção das mortes efetuadas pela Inquisição católica e pela colonização protestante na América para combater a crença em Deus. Todavia, querer provar que Deus não existe por esse motivo é um tanto quanto sem fundamento. Os ateus não podem esquecer que Stálin, Lênin e Mao Tse Tung mataram milhões de pessoas inspirados no socialismo ateu, conforme divulgado por Karl Marx.

Da mesma forma, o Nazismo dizimou a raça judaica e milhares de outras minorias por conta de suas teorias racistas, baseadas no darwinismo e no filósofo ateu Friederich Nietzsche. Mas não podemos negar a existência de Marx, Darwin e Nietzsche pelo fato de seus escritos terem sido utilizados de forma perversa.

Na verdade, as guerras e os massacres ocorrem motivados pelo desejo de poder e pela ambição por riquezas. A religião apenas serve de justificativa para tais atos, assim como o ateísmo serviu de motivo para que milhares de cristãos fossem massacrados em países comunistas. Assim, se a religião, por motivos históricos, pode ser classificada como nociva, o ateísmo também pode. Se, porém, separarmos os frutos bons dos ruins, veremos que a fé em Deus produziu os melhores.

Se os homens erraram dentro da História do Cristianismo, isso apenas indica que eles estavam fora dos padrões de Deus, e não um fundamento que sirva para provar que Deus não existe. Uma coisa é dizer que Deus não existe. Outra bem diferente é mostrar que o homem não tem obedecido a Deus como deveria.


Deus realmente existe


As Escrituras não procuram, em nenhum ponto, provar a existência de Deus. Ela apenas o admite. Os santos do Antigo e do Novo Testamento que falaram inspirados por Deus não diziam que acreditavam em sua existência, mas que o conheciam – o que depreende bem mais. Com certeza, o conhecimento de Deus, conforme a Bíblia, é algo diferente do conhecimento científico baseado nos sentidos.


Mas, então, para que tentar provar a realidade de Deus?

Em primeiro lugar, porque muitos são sinceros em suas dúvidas.

É verdade que alguns não querem crer e, por isso, procuram desculpas para sua atitude. Outros querem acreditar sim, mas, infelizmente, encontraram diversos motivos para não fazê-lo. É aí que entramos com a evidência.

Em segundo, porque tudo aquilo que fortalece a nossa fé é útil. É por isso que muitos buscam provas, não para crerem, mas porque já crêem.

E em terceiro, porque esta é uma maneira de estarmos conhecendo um pouco mais da natureza de Deus e, com certeza, isso é algo bom e recomendável.

1. A criação


Alguém que ainda não tenha lido a complicada teoria de Darwin achará óbvio a existência de um Criador. Toda criação pressupõe um criador. Esta maravilha toda não pode ter surgido por acaso. Como já disse alguém: “Faz tanto sentido concluir que o cosmo é o mero resultado de uma explosão quanto achar que um livro pode surgir da explosão de uma gráfica”. Independente do que digam os ateus ou os cientistas, a criação é uma prova inegável da existência de Deus. “Pois os atributos invisíveis de Deus, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder quanto a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis” (Rm 1.20).

2. Desígnio e ordem


O Universo não apenas existe, mas existe com ordem, com desígnio, com evidências de uma inteligência criadora. A ordem no Universo mostra que ele fora criado com inteligência e com propósito, não surgiu e se tornou o que é por mero acaso. “Ele fez a terra pelo seu poder; ele estabeleceu o mundo pela sua sabedoria e com a sua inteligência estendeu os céus” (Jr 10.12). Um sacerdote do século VII a.C. percebeu e registrou isto de forma poética e inspirada, mas os céticos modernos se recusam a aceitar o óbvio.

“Galeno, célebre médico de inclinações ateísticas, depois de ter feito a anatomia do corpo humano, examinando cuidadosamente seu arcabouço, visto quão adequada e útil é cada parte, percebido as diversas intenções de cada pequenino vaso, músculos e ossos, e a beleza do todo, viu-se tomado pelo espírito da devoção e escreveu um hino ao seu Criador”.[ Teologia Elementar , E. H. Bancroft, IBR, p. 20.]


3. Senso comum


“Visto que o que de Deus se pode conhecer, neles (nos homens) se manifesta, porque Deus lhes manifestou” (Rm 1.19).

Desde o Iluminismo, a “crença” dos incrédulos era que, à medida que o conhecimento científico fosse aumentando entre a população, a religião entraria em decadência. Engano. O contrário sim, é verdade. E isso é testemunhado pelas próprias estatísticas.

Embora um ateu rejeite isso como prova, a verdade é que a própria natureza humana é um inegável testemunho a favor da existência de um ser supremo. Em todos os povos e em todas as épocas, a idéia de um Ser supremo sempre esteve presente, independente do grau de desenvolvimento. Mas não havia ateus materialistas? Sim, mas em um grau tão pequeno que não passavam de exceções confirmando a regra. Podemos até afirmar que o ateísmo é antinatural, é contra o comportamento e a noção comum do ser humano.

“No início do século XX acreditava-se que quanto mais o mundo absorvesse ciência e erudição menor seria o papel da religião. De lá para cá, a tecnologia moderna se tornou parte essencial do cotidiano da maioria dos habitantes do planeta e permitiu que até os mais pobres tivessem um grau de informação inimaginável 100 anos atrás. Apesar de todas essas mudanças, no início do século XXI o mundo continua inesperadamente místico. O fenômeno é global...”

Os ateístas apresentam páginas e páginas de teorias para negar a existência de Deus. Mas todas elas despedaçam-se diante dos fatos. A crença do homem em Deus pode até ser confundida, mas a realidade mostra que jamais pôde ser apagada. Sobre isso se pronunciou o teólogo Evans:

“O homem, em toda parte, acredita em um Ser supremo ou seres a quem é moralmente responsável e a quem necessita oferecer propiciação. Tal crença pode ser crua ou grotescamente representada e manifestada, mas a realidade do fato não é mais inválida por tal crença do que a existência de um pai é invalidada pelas cruas tentativas de uma criança para desenhar o retrato de seu pai”.[ Teologia Elementar , E. H. Bancroft, IBR, p. 20.]

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Última edição por Eraldo em Sab Jul 18, 2009 12:21 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Ainda sobre Ateísmo

Mensagem por Eraldo em Sab Jul 18, 2009 12:18 pm

Raciocínios fúteis e corações insensatos

No decorrer da história cristã, os teólogos desenvolveram enormes argumentos filosóficos e naturais para provar a existência de Deus. Muitos desses argumentos apresentam uma profundidade de pensamento impressionante. Só por esse aspecto é fácil concluir que o conhecimento natural não é, de forma nenhuma, inimigo do conhecimento de Deus. O que impede muitos eruditos de admitir esta verdade é o orgulho e a presunção, pois, em verdade, não existem barreiras intelectuais reais que os impeçam de admitir-se a existência de Deus. Sobre isso, deixamos a palavra de São Paulo, o sábio e erudito apóstolo que lançou os fundamentos da teologia cristã.

“Pois tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes seus raciocínios se tornaram fúteis, e seus corações insensatos se obscureceram. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos” (Rm 1.21,22).

Ateísmo intelectual

Nos últimos séculos, o campo catedrático fora bombardeado por idéias ateístas, mas a palavra ateísmo em seus vários campos é de difícil definição, porém na sua etimologia a palavra vem do grego a, “não” e theos, “deus”, ou seja é a descrença em deuses ou deus, e também a descrença ou negação de qualquer realidade sobrenatural.

O agnosticismo e o ceticismo, de certa forma entra no âmbito do ateísmo, porque o agnóstico é alguém que crê que, não existe indício suficiente para provar a existência de Deus, ou deuses e até a inexistência não tem como provar. Para o agnóstico é presunção querer conhecer deus, ,já o cético diz que o conhecimento verdadeiro é inatingível, inclusive os gregos usaram essa palavra para referir a uma escola de pensamento filosófico, agora, o ateísta é alguém que crê que existem provas em favor da inexistência de Deus.

Na história, o ateu é aquele não acredita no Deus ou deuses adorado(s) na cultura. Sócrates era um ateu no tocante a multidão de deuses em Atenas; Platão também foi proferido como um tal. Os primeiros cristãos eram chamados de ateus, pois recusavam servir o Voiruc (‘Senhor’, pois o imperador da época era proferido e adorado como tal), os deuses pagãos e o deus unitário judaico, inclusive houve muita perseguição por isso. Os Druidas foram considerados ateus por não considerarem a trindade cristã. Na idade média os bruxos também foram considerados ateus e até condenados a forca ou ao fogo por isso.

Podemos ver que Sócrates e Platão não eram ateus, nem os primeiros cristãos, nem os druidas, nem os bruxos, mas o que acontece é o problema do condicionamento sócio-cultural-­religioso, isto é, todo homem está condicionado ao pensamento, a cultura e etc do lugar inserido; assim sendo, quem pensar diferente do meio pelo qual está inserido, logicamente haverá um choque de idéias que resultará na quebra do relacionamento natural antes existente.

Portanto para melhor compreensão nossa, não vamos tratar do ateísmo etimológico, ou seja a descrença em deus, mas vamos tratar do ateísmo intelectual, produzido pelas letras, ciência e razão.

Alguns afirmam que não existe ateu. Quem diz isso, não sabe o poder empírico que tem as letras; poder esse capaz de cegar o pneuma do homem, portanto existe ateu, caso contrário seria inútil esse trabalho.

Xenófanes, Heráclito e outros rejeitavam o Deus da Bíblia quando, se referia a ser Ele o centro e foco do mundo. Freud dizia que, o surgimento da religião é a neurose das massas, e muitos outros vêem na religião um instrumento de domínio apenas.

Há um movimento chamado positivismo lógico, no qual é tolice dizer "Deus existe". Deus não pode ser percebido pelo homem, portanto é tolice tal pensamento. Deus não pode ser percebido, por isso é negativo, não traz resultado benéfico ao homem. O ateísmo do positivismo lógico é muito prático, pois é impossível o homem ter tal conhecimento. Por isso é bom o próprio homem voltar a si mesmo e conseguir o que quer, sem ajuda de Deus. Pois Deus não participa do universo, não pode se relacionar, não comunica, não age, portanto não existe, só existe a força do homem (isso na visão positivista).

Uma outra corrente ,"vamos dizer", é o ateísmo prático-moral que afirma a existência teórica de Deus, isso para explicar algumas causas e dignos, porém essa existência não tem influência sobre o homem, sendo na realidade o próprio homem quem escolhe seus caminhos e quem dirige a humanidade. Deus não é uma força moral, sua existência é teórica. Há teólogos cristãos que defendem essa posição que, na realidade cai no deísmo.

A linha mais famosa do ateísmo é a naturalista que, é o contraste da teologia da revelação natural criada pela ortodoxia. Esse tipo de ateísmo afirma que não tem provas na natureza para a existência de Deus, pelo contrário a natureza caminha por si só e é independente da ação ou força sobrenatural.

O ateísta prático e teórico (aquele que pratica a descrença e prova por meios racionais o por quê dessa descrença) diz que para crer em Deus é necessária uma experiência mística, e isso é improvável, é irracional, portanto Deus foge dos padrões naturais. O ateu não se deixa levar por padrões tradicionais, pois já passou por eles. O ponto que o ateu intelectual mais bate é: Deus é incompatível com os acontecimentos sociológicos, visto ser o mal que reina na Terra (desastres, enfermidades, mortes, que é natural) e (desumanidade que é moral). Há ateu que diz : - se Deus existe Ele teria criado o mundo melhor. Se Deus existe, Ele comunicaria com os homens, e isso não acontece, só acontece com grupos ou indivíduos, e o modo desta comunicação é apenas aspectos psicológicos.

A teoria da evolução, de Darwin, leva alguns cientistas a serem ateus, pois o homem e o mundo cosmológico está em desenvolvimento evolutivo, e isso não tem nada a ver com Deus, é a natureza a responsável pela criação e sustentação do universo. Devido o fato da natureza está criando a si mesma, existem devastações, terremotos, maremotos, pestes, etc... Se Deus fosse perfeito, criaria algo perfeito e organizado, portanto a natureza prova que Deus não existe!!

O Ateísmo Metódico prega que, o termo ‘Deus’ não pode ser usado para provar nada, e isso em nível de ciência, pois Deus não é um instrumento que pode ser observado, e a ciência trabalha a partir da observação. Os primeiros cientistas colocaram Deus na ciência porque eram incapazes de provar através de modos naturais; Newton por exemplo, ao encontrar irregularidade nos movimentos dos corpos celestes, supôs a intervenção direta de Deus. O cientista não pode “atribuir” tudo à Deus, mas deve buscar provas concretas e racionais. Isso é o Ateísmo Metódico.

De 352-350 a.C., Platão escreveu em sua obra Leis X que, existe dois tipos de ateus ou ateístas: os que negam a existência de Deus, e aqueles que afirmam que não há qualquer lugar para Deus nesse mundo.

Em 399 a.C., Sócrates foi condenado a beber cicuta no prazo de vinte e quatro horas, por ateísmo. Mas Sócrates não era ateu, ele era contra o sistema da época, por isso ele enfatizou os seus ensinos aos jovens, queria mudanças.

O Ateísmo no Humanismo Secular
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O Humanismo Secular desafia os catedráticos. Tal filosofia é representada por filósofos e cientistas de alto nível. O humanismo tem o seu próprio credo denominado “O Manifesto Humanista”, e é nele que vamos procurar o ateísmo.

O primeiro manifesto foi asseverado que, o universo existia por si só, não tendo sido criado; o homem é o resultado de um processo natural contínuo, a mente é uma projeção do corpo e nada mais, o homem supera a religião e também qualquer idéia a cerca de Deus. O propósito do homem é desenvolvimento de sua própria personalidade. Em 1973 fizeram um novo manifesto onde foi dito que a humanidade é basicamente boa e deve evoluir naturalmente rumo ao seu apogeu.

Está escrito no manifesto sobre a religião assim: “... cremos no entanto, que as tradicionais religiões dogmáticas ou autoritárias que colocam a revelação de Deus, os rituais ou as doutrinas acima das necessidades e experiências humanas prestam um desserviço à espécie humana. Qualquer relato acerca da natureza deve passar pelos testes da demonstração científica”. O segundo Manifesto Humanista declara que devemos salvar a nós mesmos. A Quinta pressuposição do manifesto declara: “Rejeitamos todos os códigos religiosos, ideológicos ou morais que denigrem o indivíduo, suprimem a liberdade, entorpecem a intelecto, desumanizam a personalidade. Cremos na máxima autonomia individual em harmonia com responsabilidade social”.

Como vemos aqui, o antropocentrismo pregado pelo humanismo secular cai no extremo de negar Deus, pelo menos de forma indireta, pois esse movimento atacou diretamente foi a religião. Outras linhas filosóficas como o existencialismo, também são bem ateístas.


Os Ateístas


Quando se estuda história vemos grandes pensadores que eram ateístas e até hoje influenciam o meio acadêmico. Vejamos alguns de forma resumida:

*George W. F. Hegel (1770-1831); foi o homem cujos escritos se tornaram uma inspiração para o movimento ateísta contemporâneo. Dizia que Deus dependia do mundo assim como o mundo depende de Deus. Ele afirmou que, sem o mundo Deus não é Deus e Deus é insuficiente.

*Ludwig Feuerback (1804-1872); ele negou todo o sobrenaturalismo e atribuiu toda discussão acerca de Deus à discussão da natureza. Para ele o homem não depende de Deus, mas da natureza. Divulgou também que, a idéia de Deus surgiu como conseqüência do desejo humano de ter alguma espécie de ser sobrenatural como explicação da existência do próprio homem.

*Augusto Comte (1798-1857); este era filósofo francês e cria que Deus é uma superstição irrelevante.

*Friedrich Nietzsche (1844-1900); considerado o pai da escola da morte de Deus. Disse que, uma vez que Deus não existe, o homem deve idealizar o seu próprio modo de vida. Apesar de ser o criador do pensamento da morte de Deus, essa idéia não promove o ateísmo porque não foi isso que Nietzshe quisera dizer com tal pensamento, porém muitos depois dele interpretaram o pensamento da morte de Deus como sendo uma idéia ateísta.

* Jean-Paul Sartre (1905-1981); foi o mais proeminente do existencialismo. Dizia que o homem é o criador do seu próprio destino e só ele pode alcançar a sua realização. Veja nessa poesia de Sartre, a profundidade de sua idéia:

“Não há Ser Absoluto algum. Dedique-se a algo! Rejeite todas as formas que restringem a sua liberdade! Descreva a realidade em sua feiura, absurdo e obscenidade! Você está podado do Transcendente, pois ele não existe”

· E outros como: Freud, Xenófanes, Heráclito, Karl Jaspers, etc...


Espero que dê para entender!
Abraços!
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Re: Ainda sobre Ateísmo

Mensagem por Binhokraus em Sab Jul 18, 2009 1:27 pm

Bom, gosto muito de tópicos e assuntos como os acima descritos. Gostaria de lembrar que em muitos outros tópicos tratamos de alguns assuntos que aqui foram expostos, como a evolução, por exemplo, e portanto não vou repetir aqui.

O que eu gostaria de dizer aqui é que, atualmente, o ateísmo tem deixado de ser um simples pensamento ou corrente, ou seja lá o nome que quiserem dar, para assumir um papel muito parecido com o das religiões que são tão criticadas por essa corrente de pensamentos.

Querem usar a ciência para negar a Deus e para isso, não levam em conta toda a ciência, que atualmente caminha no sentido de união com o pensamento religioso. Logo todas as atitudes criticadas pelos ateus estão sendo adotadas pelos próprio no que podemos chamar de cientificismo, que a cada dia se afasta mais de ser uma ciência verdadeira.

A ciência busca a verdade, assim como qualquer religião séria. Não existem duas verdades, e sim A VERDADE. E é perfeitamente compreensível que a busca pela VERDADE leve a uma conversa entre a religião e a ciência, coisa que já acontece atualmente.

Ciência e Religião são duas maneiras distintas de se chegar ao mesmo objetivo, A VERDADE. Uma não nega a outra, muito pelo contrário, a cada dias se tem mais evidências de que uma complementa a outra, guardando-se as respectivas diferenças, claro!

As atuais evidencias ciêntificas sugere cada vez mais que um mundo diferente existe. As leis da física de Newton são inegáveis para descrever os processos em Escala visível, serve para corpos grandes, porém as mesmas leis de Newton que descrevem com precisão os processos de corpos grandes, não servem para descrever o mundo minúsculo das partículas. As partículas não obedecem as leis de Newton, e logo essas leis se tornam inuteis para descrever os processos realizados pelas particulas.

A ciência, evolui. É verdade que por um tempo a religião e a ciência foram antagônicas, mas atualmente, tanto ciência como religião voltam a caminha em uma mesma direção, e já dão as mãos em muitas queestões em busca de uma explicação que serve tanto para os critérios cientificos, como também para os religiosos.

Falar de Ateísmo não é falar de ciência! Hoje em dia, acredito eu, que o ateísmo tem se tornado mais uma religião, que tem suas próprias crenças e para fundamentá-las negam tudo aquilo que possa lhes ser contrário, fazendo exatamente aquilo que eles acusam a religião de fazer. O que não é verdadeiro, pois, como eu já disse, as religiões sérias estão abertas ao diálogo, utilizando da ciência para aprofundar o conhecimento de Deus e proporcionando a ciência maneiras e outras formar de enteder como Deus pode ser "explicado". Logo as religiões sérias e a verdadeira ciência estão buscando A Verdade, que ainda não foi totalmente revelada.

Toda a existência não é explicada pela ciência de forma absoluta, faltam desvendar incontáveis mistérios, assim como para a religião toda a revelção divina ainda foi manifestada. Apesar de se terem algumas coisas bem definidas a totalidade da revelação a respeito da VERDADE sobre TUDO está longe ser desvendada, tanto pela ciência como pela religião, e negar isso é ir contra a ciencia e a religião.

Claro, esse é o meu modo de entender tudo isso, gostaria de ver outras opiniões.

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Re: Ainda sobre Ateísmo

Mensagem por são vieira em Sab Jul 18, 2009 2:22 pm

bem... é algo bastante interessante os argumentos que os ateístas usam para provar a inexistência de Deus e até certa medida têm razão...
primeiro não conhecem verdadeiramente a pessoa por traz do nome e isso envolve saber o que fez , porque fez, o que está a fazer e o que vai fazer e nós temos acesso a tudo isso por meio das escrituras... e segundo não estão tão informados cientificamente sobre a constituição e organização do universo e isso inclui-nos... num congresso cientifico internacional que houve á uns tempos a trás o cientista que fez o resumo no final disse: no principio Deus fez...
ou seja se os cientistas que vão ao atmo da questão e chegam a essa\2 conclusão será que quem é leigo nessa matéria pode ter opinião diferente? é insensato... e quem conhece a biblia realmente tb chega a essa conclusão...
mas mesmo com todas essas evidências temos de ter fé... o que não é propriedade de todos como nos diz 2 tess.3: 2
mas para entender bem até ue ponto existem essas evidências á frente dos olhos era preciso maqis tempo e espaço para escrever...

atenciosamente

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Re: Ainda sobre Ateísmo

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