Transfusão de sangue - o que a Escritura NÃO ENSINA!

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Transfusão de sangue - o que a Escritura NÃO ENSINA!

Mensagem por David em Qui Nov 19, 2009 5:04 pm

Paz do Senhor a todos


Estava a ler um artigo que falava de uma jovem que acidentou-se. Devido a seu estado precisava urgentemente de transfusão de sangue. Por seus pais serem TESTEMUNHAS DE JEOVÁ, proibiram que a jovem recebesse a transfusão, tendo o Estado intervido no episódio e ORDENADO que a jovem recebesse o sangue para não morrer! VEjam o artigo, no link abaixo:

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2009/11/19/ult5772u6253.jhtm

Com certeza a atitude desses pais não é algo que tem por base a Bíblia, a Escritura Sagrada!


Em Cristo


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Re: Transfusão de sangue - o que a Escritura NÃO ENSINA!

Mensagem por são vieira em Qui Nov 19, 2009 5:59 pm

assunto muito interessante...
Deus só proibe o que nos faz mal...

atos 15:28,29-
Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e
da carne sufocada, e da prostituição, das quais coisas bem fazeis se
vos guardardes. Bem vos vá.

abster é contrário de usar... e a história mostra que os primeiros cristãos NUNCA usaram sangue quer na alimentação quer na medicina pois na altura usava-se sangue para curar epilepsia...

mas hoje o que a comunidade médica e pessoas com formação dizem...

Peter Carolan, alto funcionário da Federação Internacional das
Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, diz: “É impossível
garantir que o suprimento de sangue seja totalmente seguro.” Ele
acrescenta: “Sempre existirão novas infecções para as quais não haverá,
na época, exames que as detectem.”


Ao falar numa conferência médica em Praga, na República Tcheca, em
abril de 2005, o Dr. Harvey G. Klein dos Institutos Nacionais de Saúde,
dos EUA, disse que era uma perspectiva preocupante. Ele acrescentou: “Os
que coletam componentes de sangue não estariam muito mais bem
preparados para impedir uma epidemia transmitida por meio de transfusão
de sangue do que estavam no princípio da Sida.”

em 2001, o jornal Globe and Mail relatou que milhares de
transfusões de sangue quase foram fatais em razão de se “coletar
amostras de sangue da pessoa errada, etiquetar amostras incorretamente
e pedir sangue para o paciente errado”.


Quem recebe sangue de outra pessoa corre basicamente os mesmos riscos
dos que recebem um transplante de órgão. O sistema imunológico tem a
tendência de rejeitar tecidos alheios. Em alguns casos, as transfusões
de sangue na realidade impedem que as reações imunológicas naturais
sejam ativadas. Tal imunossupressão deixa o paciente vulnerável a
infecções pós-operatórias e a vírus antes inativos. Não é de admirar
que o professor Ian M. Franklin dê o
incentivo para que os médicos “pensem uma, duas e três vezes antes de
aplicar uma transfusão num paciente”.

A obra de referência Dailey’s Notes on Blood (Notas sobre
o Sangue, de Dailey), declara: “Alguns médicos afirmam que o sangue
alogênico [sangue de outro humano] é um medicamento perigoso, e que seu
uso seria proibido se ele fosse avaliado pelos mesmos padrões aplicados
a outros
medicamentos.”


No fim de 2004, o professor Bruce Spiess disse o seguinte sobre
transfundir componentes primários do sangue em pacientes submetidos a
cirurgias do coração: “Existem poucos artigos [médicos], se é que há
algum, que apóiam a idéia de que a transfusão realmente produz um
resultado melhor para o paciente.” Na verdade, ele escreve que muitas
dessas transfusões “talvez prejudiquem mais do que ajudem em
praticamente todos os casos, com exceção do trauma”, aumentando “o
risco de pneumonia, infecções, ataques cardíacos e derrames”.

‘Se a medicina transfusional é tão arriscada assim, por que o sangue é
tão usado, especialmente quando há alternativas?’


Uma das razões é que
muitos médicos simplesmente relutam em mudar os métodos de tratamento
ou não estão a par de terapias hoje usadas como alternativa às
transfusões. Segundo um artigo no periódico Transfusion,
“as decisões que os médicos tomam em relação às transfusões baseiam-se
naquilo que lhes foi ensinado, na sua formação cultural e na sua
‘opinião clínica’”.

outra razão é que par se fazer uma operação sem sangue é necessário encerrar veia por veia para evitar hemorragia e é muito mais simples injectar sangue e fazer a operação sem muita minuciosidade...

e é um negócio... vocês não calculam quanto custa um litro de sangue ao estado doado e como tem validade tem de ser administrado a qualquer custo...

as pessoas falam do que não sabem e do que ouvem e ouvem mais o coração do que a razão...

o diretor médico Dr. Michael Rose, que diz: “Qualquer paciente operado
sem sangue é, na verdade, um paciente que se beneficia de uma cirurgia
da melhor qualidade possível.”


se os médicos dizem...quem somos nós para discordar... pesquisem sobre o assunto antes de criar qualquer conceito...

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Re: Transfusão de sangue - o que a Escritura NÃO ENSINA!

Mensagem por são vieira em Qui Nov 19, 2009 6:09 pm

só para acrescentar... médicos que estudaram o assunto dizem que 90% das transfusões são dadas desnecessáriamente visto que têm sido feitas sem sangue com grande sucesso... e acrescentam que os pacientes que levam transfusões para além das complicações podem levar semanas a se recuperar ao passo que sem sangue da mesma cirurgia pode ser em 24h como já aconteceu a uma operação ao coração...

a lei do homem entra em vigor nestas circunstâncias pela influencia médica que teima em administrar sangue por conveniência...
pesquisem o que os médicos cada vez mais pensam sobre o assunto...

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Re: Transfusão de sangue - o que a Escritura NÃO ENSINA!

Mensagem por alessandro em Qui Nov 19, 2009 8:55 pm

pesquisem o que os médicos cada vez mais pensam sobre o assunto...

acho essa afirmação uma falácia ad popoli. afinal não conheço médicos que não sejam testemunhas de jeová que desaprovem a transfusão.
além disso a transfusão não é feita apenas em cirurguias, há pessoas que morrem por estarem com pouco sangue! há doenças que tem como tratamento transfusões...

vi simplismo na crítica. além disso, julgo que não é o caráter pragmático que faz os testemunhas de jeová irem contra a prática da transfusão.

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Re: Transfusão de sangue - o que a Escritura NÃO ENSINA!

Mensagem por são vieira em Sex Nov 20, 2009 4:32 am

alessandro,,, o objectivo principal dos médicos em emergência é restituir o volume do sangue e parar a hemorragia mesmo em casos muito graves...e existem muitas alternativas

as pessoas em geral não têm conhecimento das alternativas bem mais seguras que têm...

um médico cirurgião disse que 80% dos pacientes que fazem cirurgia sem sangue NÂO são testemunhas de Jeová e disse que isso é simplificar demais a questão...

e mais interessante ainda é que os próprios médicos dizem que a perda do volume do sangue durante uma cirurgia depende apenas do médico, da forma como faz a operação...

para um nivel muito baixo de hemoglobina ou seja anemia, basta acrescentar fluido ao sangue e isso pode-se fazer por meio da hemodiulição e hierotropoetina recombinante para o sangue reproduzir mais globulos vermelhos...

existe muita falta de informação por parte dos pacientes e vontade de uma parte dos médicos... nos direitos do paciente o paciente tem o direito de recusar um tratamento...penicelina, máquina para respirar, quimioterapia, etc... e transfusão.

o médio é OBRIGADO a fornecer-nos detalhes sobre TODAS as alternativas que temos mas não o fazem pois estabelecem por eles mesmos ...

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Re: Transfusão de sangue - o que a Escritura NÃO ENSINA!

Mensagem por David em Sex Nov 20, 2009 9:51 am

são vieira escreveu:assunto muito interessante...
Deus só proibe o que nos faz mal...

atos 15:28,29-
Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e
da carne sufocada, e da prostituição, das quais coisas bem fazeis se
vos guardardes. Bem vos vá.

abster é contrário de usar... e a história mostra que os primeiros cristãos NUNCA usaram sangue quer na alimentação quer na medicina pois na altura usava-se sangue para curar epilepsia...


Graça e Paz

Quando leio mensagens de alguém dizendo que é pecado comer isso ou aquilo, me vejo como se estivesse vivendo no Antigo Testamento, onde existia uma lista do que se devia comer ou não... Hoje em dia, alguns acreditam que é pecado comer da carne ou mesmo o sangue de determinado animal. Algumas dessas pessoas se apegam a passagem do primeiro concílio da Igreja primitiva, em Jerusalém, para dizer que comer certo alimento é PECADO!

Atos 15:29
Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da prostituição, das quais coisas bem fazeis se vos guardardes. Bem vos vá.

Devemos primeiramente saber o que levou os Apóstolos a fazerem aquele Concílio... O que foi que motivou aquela reunião... E verificando nas Escrituras encontraremos que havia um certo “CONFRONTAMENTO” do crente judeu com o crente gentio, onde o primeiro, o crente advindo do judaísmo, queria impor certos costumes ao segundo, ao crente gentio, aquele que adveio do não judaísmo. Dessa forma, o que estava em debate, era a questão das diversas práticas que os crentes JUDEUS queriam impor aos crentes GENTIOS. O que ficou decidido ao fim da assembleia foi simplesmente que os crentes gentios se abstêssem de comer determinado tipo de alimento na presença dos crentes judeus.

Tanto isso é verdade, que Paulo, por entender o que foi decidido ali, naquele dia, ordenou aos crentes da igreja de Corinto:

ICor 10:25-27
Comei de tudo quanto se vende no açougue, sem perguntar nada, por causa da consciência. Porque a terra é do Senhor e toda a sua plenitude. E, se algum dos infiéis vos convidar, e quiserdes ir, comei de tudo o que se puser diante de vós, sem nada perguntar, por causa da consciência.


Vejam que Paulo envia esse ensinamento a igreja de CORINTIOS, que era uma igreja gentílica que estava situada na Grécia. Fico a imaginar o que era VENDIDO no mercado grego nesse tempo! E ele vai ainda mais longe... Se alguém convidasse o discípulo de Jesus para um almoço, ele deveria IR e comer de TUDO o que fosse posto diante dele, sem medo de PECAR! Ele deveria comer de tudo. Assim, aqui no nordeste, existem alguns pratos que são feitos utilizando-se do sangue do animal, como a buchada de carneiro ou a galinha a cabidela, por exemplo... Se alguém convidar um discípulo de Jesus hoje e ele quiser, poderia ir e comer de tudo o que fosse postado diante de si e não estaria PECANDO, segundo o apóstolo Paulo! Ora, o comer não é PECADO, pois tudo é limpo e foi criado por Deus!

Em outra ocasião esse mesmo apóstolo falou o seguinte, dessa vez para a Igreja que se localizava em Roma, outra igreja gentílica:

Romanos 14:2-3, 6b
Porque um crê que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, come legumes. O que come não despreze o que não come; e o que não come, não julgue o que come; porque Deus o recebeu por seu. O que come, para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e o que não come, para o SENHOR não come, e dá graças a Deus.

E continuando, diz ainda:

Romanos 14:14
Eu sei, e estou certo no Senhor Jesus, que nenhuma coisa é de si mesma imunda, a não ser para aquele que a tem por imunda ; para esse é imunda.

E finaliza:

Romanos 14:17
Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo.

E escrevendo a Timóteo o Apóstolo foi ainda mais direto sobre a proibição a certos alimentos...

1TM 4:2-5
Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência; Proibindo o casamento, e ordenando a abstinência dos alimentos que Deus criou para os fiéis , e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com ações de graças; Porque toda a criatura de Deus é boa, e não há nada que rejeitar, sendo recebido com ações de graças. Porque pela palavra de Deus e pela oração é santificada.

Então, amigos, o que eu quero não é enfiar goela abaixo de quem quer que seja que não é pecado comer qualquer alimento, como por exemplo o sangue, mas que se alguém acredita que comer determinado alimento é pecado, não o COMA, pois para o Senhor vc o faz e estará agradando a Deus. Porém, não Julgue ao irmão que come, dizendo que o mesmo está em pecado. Como já disse, aqui no nordeste, se utiliza muito o sangue como tempero em certas comidas, como a BUCHADA de carneiro, a galinha à cabidela e outras tantas. Para alguns é pecado comer o sangue e eles nem tocam nesse tipo de alimento... Eu pessoalmente não como sangue, carne de porco e outros alimentos, não por achar pecado, mas por não gostar dos “miúdos” e talvez até por um certo nojo...

Ainda sobre o tema, até o Próprio Senhor Jesus falou, ao dizer...

Mateus 15:11
O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem."

E continuando:

Mateus 15:17-18
Ainda não compreendeis que tudo o que entra pela boca desce para o ventre, e é lançado fora? Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias e são estas coisas que contaminam o homem...

E sobre a comida sacrificada aos ídolos? Paulo também falou sobre isso. Embora em atos, o concílio da igreja de Jerusalém tivesse sido acordado o seguinte:

Atos 15:29 Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos...

Paulo mostrou que era apenas algo para nao abalar a fé dos mais fracos, pois ele foi taxativo a igreja de Corinto, igreja gentílica que se encontrava na Grécia:

1Cor 8:4
Assim que, quanto ao comer das coisas sacrificadas aos ídolos, sabemos que o ídolo nada é no mundo, e que não há outro Deus, senão um só.

E continuando...

1Cor 8:5-7
Porque, ainda que haja também alguns que se chamem deuses, quer no céu quer na terra (como há muitos deuses e muitos senhores), Todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele. Mas nem em todos há conhecimento; porque alguns até agora comem, no seu costume para com o ídolo, coisas sacrificadas ao ídolo; e a sua consciência, sendo fraca, fica contaminada. Ora a comida não nos faz agradáveis a Deus, porque, se comemos, nada temos de mais e, se não comemos, nada nos falta.

E finaliza

1Cor 8:9
Mas vede que essa liberdade não seja de alguma maneira escândalo para os fracos.


Veja que o Apóstolo ENTENDEU o que foi decidido na Assembléia de Jerusalém... E estava dizendo que NÃO ERA PECADO comer o alimento oferecido a ídolos... Porém quem comesse, que evitasse fazer na frente das pessoas que achassem ser pecado tal atitude. Desta forma, devemos aceitar que, ou Paulo entendeu corretamente o que foi definido no Concílio de Jerusalém e estava ensinando certinho o que foi definido lá, ou ele não entendeu nada e apenas estava ensinando HERESIAS!

Outra coisa... Se alguém crer que comer o sangue do animal é pecado, deve procurar comer CARNE advinda de estabelecimentos judeus. Pois a nossa carne, que é vendida no açougue, não passa por um processo especial para a retirada total do sangue... O exemplo disso é que se ela estiver mal passada, veremos CLARAMENTE o sangue! Assim, se é pecado, nao é pela quantidade, se comer pouco sangue, voce está pecando do mesmo jeito! Assim, acredito que voce, CONCEIÇÃO, ou não come carne de qualidade nenhuma, ou só come carne com o selo de garantia judaico, de que ali, a carne foi bem tratada, com o sangue completamente retirado, e o animal não foi morto por SUFOCAMENTO!


Assim, a Escritura é clara... Em Jesus o homem é LIVRE para se alimentar, ou para serví-lO no sábado ou no domingo. A primeira aliança passou e estamos agora vivendo um período conhecido por GRAÇA!



Que o Senhor nos Abençoe



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Re: Transfusão de sangue - o que a Escritura NÃO ENSINA!

Mensagem por Alan em Sex Nov 20, 2009 10:35 am

Sem entrar na polêmica mas vou deixar um pensamento que eu tenho na minha cabeça

"Não deixe leis e regras te impedirem de praticar o amor e a caridade"

Paz e Bem

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Re: Transfusão de sangue - o que a Escritura NÃO ENSINA!

Mensagem por são vieira em Sex Nov 20, 2009 11:07 am

a passagem é bem explicita, sr.David... afirmou muito bem que a lei mosaica deixou de ser obrigatória para os cristãos incluindo na prática da circuncisão mas o apóstolo deixou muito claro as coisas das quais deveriam evitar segundo a orientação do espirito. fornicação, sangue, coisas sacrificadas a idolos e são duas vezes que o apóstolo menciona tal facto.

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Re: Transfusão de sangue - o que a Escritura NÃO ENSINA!

Mensagem por David em Sex Nov 20, 2009 11:44 am

são vieira escreveu:a passagem é bem explicita, sr.David... afirmou muito bem que a lei mosaica deixou de ser obrigatória para os cristãos incluindo na prática da circuncisão mas o apóstolo deixou muito claro as coisas das quais deveriam evitar segundo a orientação do espirito. fornicação, sangue, coisas sacrificadas a idolos e são duas vezes que o apóstolo menciona tal facto.

A favor da fornicação não existe NENHUMA passagem bíblica... Mas falando sobre a comida existem várias passagens... Leia a minha última postagem e veja! Ou acreditas que Paulo foi um herege, ao dizer:

ICor 10:25-27
Comei de tudo quanto se vende no açougue, sem perguntar nada, por causa da consciência. Porque a terra é do Senhor e toda a sua plenitude. E, se algum dos infiéis vos convidar, e quiserdes ir, comei de tudo o que se puser diante de vós, sem nada perguntar, por causa da consciência.


O apóstolo é claro... Até mesmo se um dos "infieis", ou seja, se algum conhecido teu, desconhecedor da Escritura, te convida a um almoço, podes ir e comer DE TUDO o que se puser diante de ti! É isso o que diz Paulo para os GENTIOS!

LEia minha última postgagem e esqueca, ao menos por 2 minutos, o que te disse a STV!


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Re: Transfusão de sangue - o que a Escritura NÃO ENSINA!

Mensagem por são vieira em Sex Nov 20, 2009 7:49 pm

bem como o assunto não vai adiante vou apenas mostrar bem a passagem...

28
Com efeito, pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor outro peso além do seguinte indispensável:

que
vos abstenhais
das carnes sacrificadas aos ídolos, do sangue, da carne
sufocada e da impureza. Dessas coisas fareis bem de vos guardar
conscienciosamente
. Adeus!

pela segunda vez...

atos 21:25- Mas a respeito dos que creram dentre os gentios, já escrevemos,
ordenando que se abstenham do que for sacrificado aos ídolos, do
sangue, da carne sufocada e da fornicação.


a biblia desde o principio ao fim proibe o uso indevido do sangue como nos mostra génesis, levitico, atos...atenciosamente

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Re: Transfusão de sangue - o que a Escritura NÃO ENSINA!

Mensagem por alessandro em Sex Nov 20, 2009 9:03 pm

alessandro,,, o objectivo principal dos médicos em emergência é restituir o volume do sangue e parar a hemorragia mesmo em casos muito graves...e existem muitas alternativas

as pessoas em geral não têm conhecimento das alternativas bem mais seguras que têm...

um médico cirurgião disse que 80% dos pacientes que fazem cirurgia sem sangue NÂO são testemunhas de Jeová e disse que isso é simplificar demais a questão...

e mais interessante ainda é que os próprios médicos dizem que a perda do volume do sangue durante uma cirurgia depende apenas do médico, da forma como faz a operação...

para um nivel muito baixo de hemoglobina ou seja anemia, basta acrescentar fluido ao sangue e isso pode-se fazer por meio da hemodiulição e hierotropoetina recombinante para o sangue reproduzir mais globulos vermelhos...

existe muita falta de informação por parte dos pacientes e vontade de uma parte dos médicos... nos direitos do paciente o paciente tem o direito de recusar um tratamento...penicelina, máquina para respirar, quimioterapia, etc... e transfusão.

o médio é OBRIGADO a fornecer-nos detalhes sobre TODAS as alternativas que temos mas não o fazem pois estabelecem por eles mesmos ...

sinceramente, não sei como não percebe as falácias na sua argumentação.

1 - vejo na sua argumentação uma tentativa de frisar o uso de sangue apenas em cirurgias, o que é falso. conheço uma pessoa que tem que fazer transfusões frequentes por ter uma doença rara no sangue. se não fizesse as transfusões já teria morrido. no caso desta pessoa não há alternativa.

2 - vc disse que conhece um médico que diz que 80% das pessoas que não querem usar sangue não são testemunhas de jeová. percebe o problema estatístico de universalizar a experiência de um médico?

3 - em um post vc diz que devemos ver o que os médico cada vez mais estão dizendo e no outro afirma que eles escondem informação.

só uma coisa - é ótimo que existam alternativas de tratamento que não usem sangue. na verdade qto mais melhor. o que julgo absurdo é dizer que alguém que faz uma transfusão ( ou doa sangue) está cometendo um ato imoral...

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Re: Transfusão de sangue - o que a Escritura NÃO ENSINA!

Mensagem por são vieira em Sab Nov 21, 2009 1:32 am

até mesmo para esses casos existe alternativa...numa pesquisa que fiz de um caso de leucemia é possivel ajudar o paciente sem transfusão...

mas pessoalmente assisti a uma caso de uma pessoa que ganhou uma doença rara que o estava destruindo por dentro e os médicos disseram que só sobreviveria só com transfusão...engraçado que como a pessoa não quis terminantemente sangue foi transferido para outro hospital e foi tratado sem sangue..e hoje continua vivo...

como já se afirmou não são necessários transfusões nestes casos...basta haver boa vontade dos médicos e informação correta dos tratamentos diponiveis por parte dos pacientes...

e á agora, alessandro não são as escrituras que proibem o uso do sangue? são bastante claras...

hoje sabemos das consequências de se levar uma transfusão e até os dadores podem ter problemas muito graves nas veias por causa disso (eu conheço um caso e pelo visto não é o unico) se Deus proibiu é por que ele vê as consequências mais longe que nós..

o mundo em todos os sentidos está de costas voltadas e relutam a obedecer a Deus e muito mais quando isso envolva a sua vida...

como a biblia diz...para quê ganhar o mundo inteiro se vamos perder a nossa vida? a nossa vida depende até que ponto obedecemos a Deus...

bem, como os primeiros cristãos são para nós exemplo então vou mostrar algo interessante...

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Re: Transfusão de sangue - o que a Escritura NÃO ENSINA!

Mensagem por são vieira em Sab Nov 21, 2009 1:46 am

Era o sangue usado como remédio nos tempos de Roma? O naturalista Plínio (contemporâneo dos apóstolos) e o médico Areteu, do segundo século, relatam que o sangue humano era um dos tratamentos da epilepsia.“Tenho visto pessoas segurando um cálice abaixo da ferida dum homem recentemente morto, e bebendo uma dose do sangue!

Tertuliano escreveu posteriormente: “Considerai aqueles que, com sede cobiçosa, num espetáculo da arena, pegam sangue fresco de criminosos iníquos . . . e o levam correndo para curar sua epilepsia.”

Tertuliano disse que os cristãos “nem mesmo [têm] o sangue de animais em refeições . . . Nos julgamentos dos cristãos, ofereceis-lhes chouriços cheios de sangue. Estais convictos, naturalmente, de que lhes é ilícito”.

no século 17, um professor de anatomia na Universidade de Copenhague protestou: ‘Os que introduzem o uso de sangue humano como remédio de uso interno para doenças parecem estar abusando dele e pecando gravemente. Condenam-se os canibais. Então, por que não abominamos os que mancham a sua goela com sangue humano? Algo similar é receber duma veia cortada sangue estranho, quer por via oral, quer por meio de transfusão. Os autores desta operação sujeitam-se a se sentirem aterrorizados pela lei divina.’

O médico italiano Bartolomeo Santinelli duvidava do valor médico delas. Eis o que ele escreveu:
“Deixemos que isto cruze as fronteiras da medicina, por um pouco, e a fim de satisfazer de forma abundante o leitor curioso, uma vez que a inadequabilidade da transfusão já foi provada por motivos médicos, que seja permitido confirmar isso ainda mais pelos monumentos das páginas sagradas, pois assim a repugnância disso se tornará conhecida, não só aos médicos, mas a toda sorte de homens cultos. . . . Embora, deveras, a proibição ao emprego de sangue só tivesse em vista que o homem não deveria comê-lo, razão pela qual pareceria referir-se menos à nossa causa, embora o objetivo dessa injunção seja contrário à [prática] atual de transfusão, de modo que aquele que a utiliza pareceria opor-se a Deus, que demonstra clemência.”

conclusão..se eles se recusavam a usar sangue humano em medicina ...

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Re: Transfusão de sangue - o que a Escritura NÃO ENSINA!

Mensagem por David em Sab Nov 21, 2009 9:06 am

Os hemofílicos teriam um grande problema para ser um TJ...
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Re: Transfusão de sangue - o que a Escritura NÃO ENSINA!

Mensagem por alessandro em Sab Nov 21, 2009 9:57 am

[quoteEra o sangue usado como remédio nos tempos de Roma? ][/quote]

achei essa pergunta engraçada.

tá bom... o sangue não era usado, mas tb não eram vacinas, ressonância magnética, anestesias...


como já se afirmou não são necessários transfusões nestes casos...basta haver boa vontade dos médicos e informação correta dos tratamentos diponiveis por parte dos pacientes...

sinceramente não acho que a questão é apenas de boa vontade, mas da utilização de um meio para salvar a vida que, a meu ver, não tem nada de moralmente condenável.

admiro seu desejo de fidelidade às Escrituras, no entanto acredito que a Bíblia não propõe o absurdo.

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Re: Transfusão de sangue - o que a Escritura NÃO ENSINA!

Mensagem por Pe. Anderson em Sab Nov 21, 2009 12:04 pm

Caros amigos,

Creio que esse texto pode ajudar a reflexao dos nossos leitores sobre esse importante tema.

MADRI, domingo, 2 de agosto de 2009 (ZENIT.org).- Uma mulher de 61 anos, testemunha de Jeová, faleceu no sábado passado em Sevilha (Espanha), após ter sofrido um acidente de carro, porque em um documento de vontades antecipadas, rejeitava receber qualquer tipo de transfusão sanguínea devido às suas convicções religiosas.


Está baseada na Bíblia a proibição de comer ou receber sangue, inclusive por transfusão, ou de qualquer outra forma? A esta questão responde nesta análise Vicente Jara Vera, membro da Rede Ibero-americana de Estudo das Seitas (RIES), diretor do programa “Conheça as seitas”, emitido quinzenalmente pela Rádio Maria na Espanha.
* * *
O problema
São numerosas as notícias sobre negativas de membros da seita das Testemunhas de Jeová para realizar transfusões de sangue, e de complicações, às vezes com o falecimento do paciente, ao não poder atendê-los devidamente em um hospital diante de uma cirurgia ou um transplante de órgão. Muitos destes acontecimentos podem ser conhecidos na documentação da Rede Ibero-americana de Estudo das Seitas (RIES), especialmente no boletim eletrônico Info-RIES.

Sobre a seita das Testemunhas de Jeová

Recordemos que as Testemunhas de Jeová não são cristãs. São uma seita, já que se fazem passar pelo que não são, por cristãos. E não podem ser uma igreja cristã porque não acreditam no dogma da Trindade e na divindade de Jesus como Filho de Deus encarnado, a quem consideram como criatura excelsa, primeira no plano de Deus, que para eles é similar ao arcanjo Miguel.

As Testemunhas de Jeová mudaram várias passagens da Bíblia para adaptá-las às suas próprias ideias, que nenhum estudioso, crente ou não, poderia encontrar nos textos originais. Portanto, são um grupo com expressões e formas religiosas parecidas com as cristãs, mas que tentam fazer-se passar por uma igreja cristã sem sê-lo.

Em que as Testemunhas de Jeová baseiam sua negativa de receber sangue?

Os textos que eles utilizam para negar-se a receber sangue são os seguintes, principalmente do Antigo Testamento, e um do Novo Testamento – este último analisaremos posteriormente em outra parte; vamos agora aos textos do Antigo Testamento:

Gênesis 9, 3-6: “Tudo o que se move e possui vida vos servirá de alimento, tudo isso eu vos dou, como vos dei a verdura das plantas. Mas não comereis a carne com sua alma, isto é, o sangue. Pedirei contas, porém, do sangue de cada um de vós. Pedirei contas a todos os animais e ao homem, aos homens entre si, eu pedirei contas da alma do homem. Quem derrama o sangue do homem, pelo homem terá seu
sangue derramado. Pois à imagem de Deus o homem foi feito”.

Levítico 3, 17: “É para todos os vossos descendentes uma lei perpétua, em qualquer lugar onde habitardes: não comereis gordura nem sangue”.

Levítico 17, 10: “Todo homem da casa de Israel ou estrangeiro residente entre vós, que comer sangue, qualquer que seja a espécie de sangue, voltar-me-ei contra esse que comeu sangue e o exterminarei do meio do seu povo”.

Levítico 17, 13-14: “Qualquer pessoa, filho de Israel ou estrangeiro residente entre vós, que caçar um animal ou ave que é permitido comer, deverá derramar o seu sangue e recobri-lo com terra. Pois a vida de toda carne é o sangue, e eu disse aos israelitas: ‘Não comereis o sangue de carne alguma, pois a vida de toda carne é o sangue, e todo aquele que o comer será exterminado’”.

Deuteronômio 12, 23: “Sê firme, contudo, para não comeres o sangue, porque o sangue é a vida. Portanto, não comas a vida com a carne”.

Todos estes textos são claros e rotundos em sua proibição: não é lícito comer sangue animal porque é comer a vida. Analisaremos a seguir seu sentido e os situaremos em seu contexto, deixando para mais adiante o texto do Novo Testamento, que também utilizam para apoiar suas ideias.

O significado do sangue para os povos semíticos

Nos povos semitas do Oriente, o sangue era visto como o elemento onde residia a vida, o elemento vital e vitalizante dos seres vivos. Ao matar um animal, na morte de qualquer pessoa ou em um sacrifício, o sangue vertido indicava claramente que a vida ia embora conforme o sangue ia saindo.

A perda de sangue era também sintoma de fraqueza, de perda de vitalidade, de vida. Para os antigos, o sangue brotava do coração e a parada cardíaca indicava a morte da pessoa. Recordemos, além disso, como a mitologia da Mesopotâmia conta que o deus Marduk (deidade babilônica), o principal dos deuses, propôs-se a criar os homens para que adorassem as divindades; para isso, amassou argila com o sangue de um deus rebelde – posteriormente considerado um demônio – de nome Kingu.

Com este transfundo mesopotâmico, fica claro que nos antigos sacrifícios animais do povo de Israel se oferecia a vida a Deus e isso significava derramar o sangue do animal sacrificado. O sangue era a vida e ela era propriedade de Deus; daí que não se podia tomar o que pertencia a Deus. O pecado, a infração, estava, portanto, em tomar pelo homem o que não lhe correspondia, o que é de Deus.

Esta visão do sangue como vida é também a razão pela qual do mais terrível dos demônios mesopotâmicos, Lilitu ou Labartu – que no Poema de Gilgamesh se denomina como Lillake – se dizia que matava as crianças e bebia o sangue delas, isto é, seu pecado era arrancar-lhes a vida, propriedade de Deus, sendo por isso a primeira figura vampírica conhecida da história.

E não nos esqueçamos como, “na noite em que foi entregue, o Senhor Jesus tomou o pão e, depois de dar graças, partiu-o e disse: ‘Isto é o meu corpo, que é para vós; fazei isso em memória de mim’. Do mesmo modo, após a ceia, também tomou o cálice, dizendo: ‘Este cálice é a Nova Aliança em meu sangue; todas as vezes que dele beberdes, fazei-o em memória de mim’”. (1 Cor 11,24-25).

Recordemos que, na Antiga Aliança, o pão e o vinho eram oferecidos como sacrifício entre as primícias da terra, em sinal de oferenda a Deus.
Também o sacerdote Melquisedeque, figura de Cristo, ofereceu pão e vinho (Gn 14, 18). Junto a isso, a saída de Israel do Egito e o contexto do Êxodo dão ao vinho – no qual nos centramos – um caráter festivo no final do banquete judaico e uma dimensão escatológica de espera messiânica. O vinho é “verdadeira bebida” e bebê-lo é “ter a vida em Cristo, que é Deus, e permanecer n’Ele” (cf. Jo 6, 53-56).

Na antropologia semita, o princípio vital do sangue se relaciona com o suspiro ou a respiração, é o “ser vivente”, a vida, e se designa como nefesh. A nefesh ainda permanece na carne morta, no cadáver – daí que se possa tomar essa vitalidade quando se toma o sangue do animal ou da pessoa morta. Uma coisa diferente ocorre com seu espírito, o ruaj que, ao morrer o homem, vai para o além ou sheol. Daí que na
antropologia semítica exista tanta unidade entre a carne (basar) e o princípio vital ou nefesh, mas é a ausência da ruaj que, ao não estar presente após a morte do ser humano, torna-o não-vivo.

Por outro lado, os animais não têm ruaj, mas basar e nefesh. Recordemos que os gregos traduziram nefesh como psykhé e este termo passou ao latim como anima, que é a nossa “alma”, ainda que é mais correto dizer que a alma está na ruaj (que se transformou em “espírito”) e não no psíquico, no nefesh que, como dizemos, ainda permanece no cadáver.

O sangue em si mesmo

Ainda sendo um assunto muito conhecido em sua existência, somente nos séculos XIX e XX conseguiu-se entender o seu verdadeiro significado fisiológico, sendo o que mais motivou a inventiva e o que maior impacto teve no pensamento popular, mítico e religioso durante todas as épocas e culturas ao longo do mundo.

Como qualquer povo, o povo de Israel se desenvolveu sob uma influência e uma cultura centralizadas nas civilizações do Oriente Médio, o que levou a assumir muitas ideias pré-científicas próprias do seu entorno. As leis sobre o sangue se enquadram em uma época determinada, uma cultura, uma mentalidade; e assim ocorreu com os demais povos e civilizações.

Plínio o Velho contava que por volta de 100 da nossa era, no circo as pessoas eram lançadas à arena para beber o sangue dos gladiadores ainda moribundos e assim poder adquirir sua força e valentia. Outros grupos étnicos da Ásia e da América Central e do Canadá tinham por costume, há dois milênios, tomar o sangue dos seus inimigos e de animais para fortalecer-se e adquirir as propriedades dos animais.

Pesquisadores e cientistas do século XVII que começaram a realizar as primeiras transfusões sanguíneas às vezes davam sangue animal a pessoas com o fim de variar o caráter do receptor, havendo inclusive histórias de uma mulher que, tendo recebido sangue de gato, miava às noites sobre o telhado de sua casa.

Deixando de lado aspectos insustentáveis, temos de dizer que até pouco tempo atrás era considerada pela ciência, em seu desconhecimento do sangue, sua função, utilidade e variedade em tipos, que verdadeiramente de alguma forma possuía em si mesmo a propriedade daquele de quem provinha, o que se confirma nos dois casos anteriormente comentados, muitos próximos no tempo da nossa atualidade, o que deve nos levar a não cair na rápida crítica histórica, anacrônica e injusta, portanto, das leis do Antigo Testamento referentes ao uso de sangue animal, por considerar-se como sede da vida, do vital, a alma do animal. Achar que no sangue residia a vida, a psykhé do seu proprietário foi algo suposto até 300 anos atrás por homens de ciência na Europa.

A Bíblia não é um livro científico, nem de medicina, nem de astronomia, nem de matemática e nem de biologia

Como disse o Concílio Vaticano II em sua constituição dogmática Dei Verbum, em seus números 11 e 12, “os livros da Escritura ensinam com
certeza, fielmente e sem erro a verdade que Deus, para nossa salvação. (...) Importa, além disso, que o intérprete busque o sentido que o hagiógrafo em determinadas circunstâncias, segundo as condições do seu tempo e da sua cultura, pretendeu exprimir e de fato exprimiu servindo se os gêneros literários então usados. Com efeito, para entender retamente o que autor sagrado quis afirmar, deve atender-se convenientemente, quer aos modos nativos de sentir, dizer ou narrar em uso nos tempos do hagiógrafo, quer àqueles que costumavam empregar-se frequentemente nas relações entre os homens de então”.

A Bíblia não deve ser lida como um livro de ciência e seus textos não devem ser lidos fora do contexto cultural de sua época. Como disse Santo Agostinho no século V, “a Bíblia não nos ensina como vai o céu, e sim como se vai ao céu”.

O Antigo Testamento à luz do Novo Testamento

Ler o Antigo Testamento deve levar a ler o Novo. A Bíblia (Antigo e Novo Testamentos) é o livro do Povo de Deus, o meio pelo qual Deus foi educando e continua educando seus filhos. A salvação se desenvolve no tempo e foi sendo revelada na história. Como diz a Carta aos Hebreus em seu início, “Muitas vezes e de modos diversos falou Deus, outrora, aos pais pelos profetas; agora, nestes dias que são os últimos, falou-nos por meio do Filho” (Hb 1,1-2).

O Concílio Vaticano II, na Dei Verbum, dirá que “Foi por isso que Deus, inspirador e autor dos livros dos dois Testamentos, dispôs tão sabiamente as coisas, que o Novo Testamento está latente no Antigo, e o Antigo está patente no Novo. Pois, apesar de Cristo ter alicerçado à nova Aliança no seu sangue, os livros do Antigo Testamento, ao serem integralmente assumidos na pregação evangélica adquirem e manifestam a sua plena significação no Novo Testamento, que por sua vez iluminam e explicam” (DV cap. 4. 16).

Além disso, justamente antes, explicou que “a ‘economia’ do Antigo Testamento destinava-se sobretudo a preparar, a anunciar profèticamente e a simbolizar com várias figuras o advento de Cristo, redentor universal, e o do reino messiânico. Mas os livros do Antigo Testamento, segundo a condição do gênero humano antes do tempo da salvação estabelecida por Cristo, manifestam a todos o conhecimento de Deus e do homem, e o modo com que Deus justo e misericordioso trata os homens. Tais livros, apesar de conterem também coisas imperfeitas e transitórias, revelam, contudo, a verdadeira pedagogia divina” (DV cap. 4. 15).

A leitura, portanto, das passagens do Antigo Testamento deve ser feita sempre, especialmente nas passagens que revestem um ponto de vista dogmático ou moral, sob a luz do Novo Testamento, já que a perfeição chegou com Cristo. Fica claro que a leitura da Bíblia deve ser feita a partir de sua totalidade.



Algumas passagens pertinentes do Novo Testamento

Já o apóstolo São Paulo deixou claro na Carta aos Gálatas que, “antes que chegasse a fé, nós éramos guardados sob a tutela da Lei para a fé que havia de se revelar. Assim a Lei se tornou nosso pedagogo até Cristo, para que fôssemos justificados pela fé. Chegada, porém, a fé, não estamos mais sob pedagogo” (Gl 3, 23-25).

Um texto similar da Carta aos Hebreus recorda a inutilidade dos sacrifícios animais diante do único e somente válido sacrifício de Cristo na Cruz: “Possuindo apenas a sombra dos bens futuros, e não a expressão própria das realidades, a lei é totalmente incapaz, apesar dos mesmos sacrifícios sempre repetidos, oferecidos sem fim a cada ano, de levar à perfeição aqueles que se aproximam de Deus. (...) Mas, ao contrário é por meio destes sacrifícios que, anualmente se renova a lembrança dos pecados. Além do mais, é impossível que o sangue de touros e de bodes elimine os pecados.” (Hb 10, 1.3-4).

Jesus dá perfeito cumprimento às leis de Moisés, à Lei em seu conjunto, à Torá, porque, como nos recorda o evangelista Mateus, “Digo-vos que aqui está algo maior do que o Templo. (...) Pois o Filho do Homem é senhor do sábado” (Mt 12, 6.8)

O texto do Novo Testamento que as Testemunhas de Jeová citam a seu favor

Anteriormente, deixamos para mais adiante uma passagem do Novo Testamento que avalizava a teoria das Testemunhas de Jeová. Agora é um momento de considerá-la, levando em consideração o que foi comentado nas seções anteriores.

Só existe uma passagem onde expressamente se menciona o uso do sangue no Novo Testamento, e é o relato do Concílio de Jerusalém, no qual, após a discussão dos diversos pontos de vista entre as facções ou comunidades cristãs de Pedro, Paulo e Tiago em referência ao comportamento imposto aos gentios e aos cristãos provenientes do judaísmo – é a abertura da evangelização muito além dos limites judaicos e o reconhecer que práticas do judaísmo podiam permanecer e quais se manteriam frente à irrupção que a mensagem e a pessoa de Jesus Cristo supôs – chega-se à conclusão seguinte, após a fala do representante das comunidades mais próximas do judaísmo, Tiago: “De fato, pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor nenhum outro peso além destas coisas necessárias: que vos abstenhais das carnes imoladas aos ídolos, do sangue, das carnes sufocadas e das uniões ilegítimas” (Atos 15, 28-29).

Para compreender este texto, analisemos outro que dará luz ao que ocorreu aqui:

Posteriormente, Pedro e Paulo se encontram em Antioquia e Pedro, que seguia as normas das refeições dos gentios, aos chegarem membros das comunidades cristãs de Tiago, deixará de comer com eles e se sentará à mesa dos cristãos provenientes do judaísmo. Diante disto, Paulo jogará na cara de Pedro seu comportamento e lhe dirá que a justificação se dá pela fé e não pelas obras da lei (de Moisés) (Gl 2, 11-21). Certamente, aqui não se menciona o sangue nem de que preceitos alimentares estavam falando, ainda que se pode supor que alguns membros voltavam a comportar-se como antes, sem levar em conta o que foi dito no Concílio de Jerusalém.

Na Carta aos Romanos, (Rm 14, 1-23), Paulo oferece uma solução conciliadora para que os costumes alimentares dos gentios não entristeçam” (Rm 14, 15) os cristãos vindos do judaísmo, pedindo-lhes que não escandalizem os “fracos na fé” (Rm 14, 1): “Acolhei o fraco na fé sem querer discutir suas opiniões. Um acha que pode comer de tudo, ao passo que o fraco só come verdura. (...) Se por causa de um alimento teu irmão fica contristado, já não procedes com amor.

(...) Porque o Reino de Deus não consiste em comida e bebida, mas é justiça, paz e alegria no Espírito Santo”.


E já em uma carta pastoral como a de Timóteo, ainda que em um contexto contra as ideias dos gnósticos, podemos ler que “tudo o que Deus criou é bom, e nada é desprezível (os alimentos que Deus criou), se tomado com ação de graças, porque é santificado pela Palavra de Deus e pela oração” (1 Tm 4, 4-5).

As transfusões de sangue

Sobre as transfusões sanguíneas, que não existiam na época do Antigo e do Novo Testamentos, não se diz nada na Bíblia. No entanto, como o sangue era considerado como sede da vida e algo ligado à própria pessoa em sua cultura semítica, poderíamos pensar que a transfusão de sangue deveria ser negada por igual princípio: não seria permitido colocar sangue de uma pessoa em outra, não se poderia colocar o nefesh, a psykhé de uma pessoa em outra, é algo óbvio.

Pessoalmente, não concordo com considerar que, como a Bíblia não fala de transfusões, estas são permitidas por ela. E mais ainda, acabamos de dizer, que tivessem existido transfusões naquela época, também teriam sido negadas. Mas não é este o critério de leitura e interpretação bíblica, e sim a busca do sentido da proibição mosaica, que reside, como dissemos, na crença científica errônea – hoje sabemos disso – da residência do vital do ser humano ou do animal no sangue. Portanto, esta lei moral e alimentar está baseada em uma concepção científica errônea, que inclusive no século XVII vimos com um exemplo, era considerada pela própria ciência médica hematológica.

A leitura correta da Bíblia diante das transfusões é que é uma prática puramente médica diante da qual a Bíblia e a Igreja não têm nada a dizer, ao não ir contra a moral natural nem a lei positiva de Deus, sendo, em todo caso, uma prática adequada e necessária frente à qual a Igreja se pronunciou favoravelmente, uma vez que se estabeleceu cientificamente no século XX quais eram suas classes, com a descoberta dos tipos A, B, O e AB, e começou-se a compreender a ciência das transfusões.

Conclusão

Usar o sangue (como bebida ou de qualquer outra forma) está ligado absolutamente à alimentação das partes animais, criaturas de Deus e abençoadas por Deus em todas as suas partes, e não ao uso da vitalidade ou da alma (animal), ou à suposta aquisição de propriedades animais. Qualquer crença em sentido contrário se baseia em um conhecimento científico inadequado do tecido sanguíneo, que hoje em dia não podemos manter.

Devemos entender que alguns preceitos da antiguidade têm seu sentido somente no contexto de sua época e se baseiam em concepções pré-científicas. Se é este o caso, como mostramos, não podemos manter sua extensão à atualidade como fazendo parte da lei divina. Foram leis que tiveram sua vigência em certos momentos para o povo de Israel, mas que hoje não têm, dado que temos um conhecimento maior da realidade criada.

Por outro lado, a transfusão sanguínea é um método da ciência de extraordinária ajuda para a vida do receptor em inúmeras situações médicas orientadas sempre à vida e nunca contra o doador. É por isso que neste ponto citamos as palavras de Cristo em referência ao valor da vida frente a qualquer prescrição da Lei:

“Partindo dali, entrou na sinagoga deles. Ora, ali estava um homem com a mão atrofiada. Então perguntaram-lhe, a fim de acusá-lo: ‘É lícito curar aos sábados?’ Jesus respondeu: ‘Quem haverá dentre vós que, tendo uma só ovelha e caindo ela numa cova em dia de sábado, não vai apanhá-la e tirá-la dali? Ora, um homem vale muito mais do que uma ovelha! Logo, é lícito fazer o bem aos sábados’.” (Mt 12, 9-12).

É por tudo isso que a negativa da seita das Testemunhas de Jeová de usar o sangue, seja como comida, bebida ou de qualquer outra forma, ou negar-se a receber transfusões de sangue por ser um mandato divino pela vitalidade supostamente residir no sangue, a parte anímica do ser vivo, é um erro.

Grande abraço.


Última edição por Pe. Anderson em Sab Nov 21, 2009 12:36 pm, editado 3 vez(es)
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Re: Transfusão de sangue - o que a Escritura NÃO ENSINA!

Mensagem por alessandro em Dom Nov 22, 2009 9:13 am

resposta oficial dada. tópico trancado....

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Re: Transfusão de sangue - o que a Escritura NÃO ENSINA!

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