Debate sobre o aborto

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Debate sobre o aborto

Mensagem por Pe. Anderson em Sex Jan 29, 2010 3:17 pm

Caros amigos,

Envio os links de um debate feito na filial da TV Globo de Santa Catarina. Nela participa o pe Helio Luciano, doutorando em Bioética em Roma. Foi um programa de 1 hora e nesse programa fica bem evidente o que as pessoas que defendem o aborto pensa: que nao há distinçao entre o ser humano e os outros animais, e por isso a vida humana nao tem valor em si mesma. Mas si é assim, a noçao de "direitos humanos", de direitos fundamentais dos indivíduos da espécie humana, nao tem nenhum sentido.

Dessa forma, é no mínimo contraditório dizer que o aborto deve ser reconhecido como um "direito humano" e dizer que é a noçao de "direitos humanos" é uma noçao que "discrimina" as outras espécies nao humanas. O pe Hélio mostra de forma espetacular quais sao as origens do pensamento de quem defende o aborto voluntário, que é sempre, a eliminaçao voluntária de uma vida humana inocente. Os fundamentos desse tipo de pensamento estao no filósofo atual Peter Singer, como o pe Hélio Luciano bem o explica.

http://www2.clipagem.com.br/tvclip/bdtemp/2010/01/CC2101%2801%29.wmv

2o Bloco
http://www2.clipagem.com.br/tvclip/bdtemp/2010/01/CC2101%2802%29.wmv

30 Bloco
http://www2.clipagem.com.br/tvclip/bdtemp/2010/01/CC2101%2802%29.wmv

4o Bloco
http://www2.clipagem.com.br/tvclip/bdtemp/2010/01/CC2101%2804%29.wmv

Grande abraço a todos.


Lembremos por fim o que disse o Papa Joao Paulo II no Brasil: "o país que mata os seus filhos nao tem futuro."

Grande abraço a todos.
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Re: Debate sobre o aborto

Mensagem por Binhokraus em Qua Fev 03, 2010 8:33 pm

Bom o assunto é por demais polêmico. Mas pelo amor de Deus, equivaler a vida humana a qualquer outra vida é o cumulo!!! Vejamos bem se não podemos desrrespeitar a vida e se a vida tem equivalência, o que vamos comer? se absolutamente TUDO que agente come é vivo!? Se toda vida é igual não há diferença entre vacas, baratas, samambaias, bromélias ou homens. Pois todos esses tem em si a vida. Então o que comeremos!?!?

Outra, quem disse que nós somos superiores?! Ora a Natureza diz... Em toda a história evolutiva e natural sempre houve um bicho, e nesse caso uma vida que pode se mover, que é o topo da cadeia alimentar, que está no ápice, que tem a capacidade de subjulgar todas as outras espécies, e esse somos nós por execelência, temos a capacidade intelectual, racional e é ai que está toda a diferença, de subjulgar qualquer outra espécie, mesmo que outras espécies tenham algum grau de consicência cognitiva ou não, e de fato algumas tem, nenhuma delas chega perto da nossa capacidade, logo nós somos sim o topo, somos sim a espécie por excelência, somos sim superiores, simplesmente pelo fato de possuirmos capacidade racional.

Agora sobre a vida humana em questão, quando ela começa? Ora, se não é a partir da fecundação, quando é?
Vejamos algumas questões sobre quando a vida poderia ser considerada humana.

retirado de:
Laurent Degos - in Sciences et Avenir Hors-série nº 130 (Mar/Abr 2002) p. 21

1. A afirmação de que a vida humana se inicia no momento da fecundação nega a especificidade pessoal de cada um dos gêmeos idênticos ou gêmeos verdadeiros, porque a sua formação é a consequência de uma cisão do embrião num estádio mais tardio.

2. Certas etapas da vida embrionária podem ser levadas em conta na procura do momento em que o embrião se torna pessoa. O estádio de 8 células marca um início de individualidade. Antes disso, cada uma das células do embrião pode dar origem a um ser completo, incluindo o desenvolvimento da placenta. Após este estádio, as células diferenciam-se entre as do exterior e as do interior. Por volta do 10º dia, o embrião implanta-se no útero. O ser potencialmente humano começa a sua vida relacional. Neste estádio, o embrião está envolvido por uma cápsula, que ele parte com empurrões a fim de se implantar no tecido uterino. Ao sair pela fenda assim criada, ele parte-se em dois. Há então desenvolvimento de gêmeos verdadeiros com uma única placenta. Esta data marca realmente o momento de individualidade. A partir de então, o ser é indivisível. Este período é também o começo da vida relacional entre o embrião e a sua mãe. O homem, ser de relação por excelência, iniciaria a sua vida aquando da sua primeira relação com um ser humano?

3. Uma outra data, por volta da 10ª-14ª semana, corresponde à que é arbitrariamente atribuída à passagem do embrião a feto. "Feto" é uma palavra reservada à vida embrionária do homem, que começa ao fim de 3 meses de gravidez. Pode-se relacionar com a data proposta por Tomás de Aquino, doutor da Igreja, para a chegada da alma ao corpo, situada no 40º dia de gravidez. Na época, a data da fecundação não estava determinada com precisão.
A partir da 10ª-12ª semana, os abortos espontâneos são raros. Os medicamentos que provocam malformações não apresentam quase nenhum perigo. A silhueta do embrião toma forma humana. É no decurso do período da 10ª-12ª semana que se inicia a migração dos 80 bilhões de neurônios para a sua localização definitiva, terminando no 6º mês (24ª semana) de gravidez. Antes da 10ª-12ª semana, os neurônios não têm atividade.
Se o fim da vida é determinado pelo fim da atividade cerebral, pode admitir-se que o início da vida corresponde ao início da rede cerebral, e portanto da coordenação do organismo por um futuro cérebro. A rede neuronal está na origem das relações do futuro recém-nascido com o que lhe é exterior. Este período (10ª-14ª semana) é também o que, na maioria dos países, é considerado como o limite da autorização da interrupção voluntária da gravidez.

4. Uma outra data, a do 6º mês, é uma etapa decisiva na vida do feto. O sistema nervoso está no lugar. O bebé a nascer pode viver de modo autónomo e independente. No Japão, o aborto é admitido até à 24ª semana de gravidez.

Vê-se que, da fecundação ao nascimento, existe certamente um continuum de vida, mas também etapas biológicas que fornecem argumentos para situar o início da vida propriamente humana em datas variadas. De fato, o biólogo não pode dar uma resposta para o início da vida humana,(grifo nosso) para a passagem do embrião à pessoa. É uma problemática que põe em relevo incertezas filosóficas. As sensações da mãe que transporta a criança que irá nascer devem também tomar-se em consideração nesta reflexão. É a mãe quem antes de mais se apercebe do atraso das regras. Quem tem uma primeira certeza da fecundação ao ver o resultado dos testes biológicos. A presença do embrião torna-se uma realidade quando é fotografado durante a primeira ecografia (fim do 3º mês) e quando o ginecologista faz ouvir os batimentos do coração. A medicina, com os seus meios de biologia, de imagiologia e de acústica [ecografia], permitiu à mãe uma ligação mais profunda (visão e audição do futuro bebe) e antecipou igualmente essas sensações no tempo. De fato, a mãe não entra verdadeiramente em relação com o seu bebe a nascer senão no dia em que ela o sente mexer, quando ele se agita no seu ventre. Sentir estremecer de alegria o bebe marca o anúncio dum futuro recém-nascido.
Seja qual for o momento em que se coloque o cursor da passagem do embrião à pessoa, não se pode considerar como uma coisa o embrião vivo entre a fecundação e este momento.(grifo nosso)

Coloco acima questões de um ponto de vista biológico, porque muitos argumentos são dados com base nesses pontos de vista biológicos. No artigo em questão ele não considera em nenhum momento a fecundação como sendo a origem da vida humana, porém aqui eu faço uma observação.

Quando da fecundação acontece que os pronúcleos do espermatozóide (gameta masculino) e óvulo (gameta femininos) aproximam-se um do outro, perdem suas membranas nucleares e se fundem formando uma nova célula diplóide, o zigoto. Antes desse momento as céluas são haplóides, ou seja, cada uma delas carregam metade da informação genética contida nos cromossomos. Quando há a fecundação, há a junção desses cromossomos formando o zigoto com 46 cromossomos ou 23 pares de cromossomos. Pois bem, a partir daí o DNA e todo o aparato celular começa a sua função que só termina no dia em que morremos. Todas as células do nosso corpo trabalham regidas pela mesma "maquinaria" desde o momento da fecundação até a hora em que as luzes da vida se apagam. Então não se pode achar estranho considerar biologicamente que o que determina o início da vida humana é o início do funcionamento dessa "maquinaria" molecular que regula TODA A VIDA HUMA A TODO O TEMPO. Se buscamos um ínício para a vida, temos que considerar que a vida se inícia, biologicamente falando, no momento em que a informação genética inicia sua joranada épica. Jornada essa que se inicia indiscutivelmente na fecundação e se estende por todo o desenvolvimento humano até chegar ao fim da vida. Então a partir deste início de funcionamento desse complexo e extraordinário emaranhado de enzimas, proteínas DNAs e outros pode-se sim considerar como início da vida humana, afinal sem eles não há vida. Quanto aos estádios, para mim, e isso é uma opinião particular, é simples. Lagarta e borboleta são estádios de vida diferente de um mesmo animal. Se decidirmos que as lagartas não são borboletas e as matarmos, nunca mais teremos borboletas, pq toda borboleta já foi lagarta. O que quero dizer é que é o homem quem define épocas, quando na verdade todo o processo faz parte do único processo que é a vida. Minha opinião.

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O ABORTO É HOMICÍDIO PREMEDITADO E SEMPRE SERÁ UM CRIME HEDIONDO NO QUAL A VÍTIMA NÃO TEM QUALQUER POSSIBILIDADE DE FUGA, DE DEFESA E DE EXPRESSÃO.

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Sab Fev 06, 2010 6:59 am

Amados Irmãos,
Que a paz do Senhor Jesus esteja sempre nos nossos corações !
Como católico professo, foi muito gratificante ver todo o trabalho do Pe Hélio Luciano contra a descrinalização do aborto e em defesa da vida humana, de acordo com a Doutrina Moral e Social da Igreja fundamentada nas Sagradas Escrituras, no Santo Magistério e na Tradição Apostólica.
Diante dos argumentos apresentados no sentido de promover a descriminalização do aborto, nosso sacerdote foi firme e consistente nas suas palavras, considerando, acima de tudo, o mandamento do Senhor: "Não matarás" (Ex 20,13; Dt 5,17; Mt 19,18; Mc 10,19; Rm 13,9; Tg 2,11).
Um dos argumentos utilizados para tal descriminalização diz respeito ao que, de forma errônia ou equivocada - é bom que fique bem claro - chamam de princípio de igualdade em relação à mulher, considerando que somente aquelas que têm maior poder aquisitivo podem se servir da extraterritorialidade do direito penal, no sentido de praticarem o aborto fora do país, uma vez que no Brasil é ilegal.
Percebe-se pois, com a mais absoluta nitidez, que este primeiro argumento, tendo uma visão unilateral, considera somente a vida da mulher, tornando sem valor a vida da criança que habita o seu ventre. Assim, o tal princípio de igualdade aqui utilizado como argumento se refere apenas à questão da desigualdade social, sem levar em conta a vida humana.
Outro argumento utilizado a favor dessa descrimainalização é inerente à autonomia da mulher para decidir sobre sua vida privada e sobre o seu corpo. Este argumento se torna sem consistência a partir do momento que implica uma nova vida que, mesmo estando no ventre da mulher, não lhe pertnce. Como afirmou o Pe. Hélio Luciano, "a mulher não tem direito sobre uma vida que não é dela... a vida humana não pode ser considerada como parte da mãe".
Um terceiro argumento trata, de forma absurda, do aborto como política de proteção à vida. A exemplo do primeiro argumento, este também é unilateral, considerando a questão apenas do ponto de vista da mulher. Traduzido em números, este argumento representa a morte de mais de 50% das vidas que implica, bastando, para isso, a existência da um único caso de geração de gêmeos. Com efeito, que política de proteção à vida é esta que claramente promove a morte de mais da metade das pessoas implicadas na prática abortiva?
Distinguir feto de criança, considerando que o direito não diz qundo começa a vida, é outro absurdo utilizado compo argumento, pois a própria lei natural, constatada a gravidez, já afirma ou atesta a existência de um novo ser humano.
O cristão católico não pode compactuar ou ser conivente com qualquer atitude que seja contrária à vida, ou que, ao mesmo tempo, preserve a vida de uns em detrimento da de outros.
É preciso considerar que, a psicologia, nos seus métodos de terapia de regressão, comprova a existência de traumas psicológicos cuja origem é detectada ainda na vida uterina, desde o momento em que se processa o fenômeno da fecundação até o ultimo instante que precede o parto, sinalizando, obviamente, para a existência da vida humana do primeio ao ultimo instante que antecede ao parto, erroneamente chamado de nascimento, ponderando que antes do parto, já se configura a existência de um ser humano.
A discriminalização do aborto no Brasil é algo que não tem um sentido moral do ponto de vista da lei em vigor. Ponderando-se que a legislação brasileira já tornou legal a prática do aborto nos casos de estupro e de risco de vida para a mulher, a descriminalização dessa prática nos demais casos, nada mais é do que a banalização da vida humana, a promoção da promiscuidade e da irresponsabilidade social e moral.
Como cristãos, temos que receber e compreender os filhos como uma bênção do Senhor Deus, conforme no ensina a sua Palavra: "Os filhos são um dom de Deus; é uma recompensa o fruto das entranhas" (Sl 126,3). A partir dessa dimensão, percebe-se que os filhos são frutos da união conjugal entre o homem e a mulher, união esta, fundamentada no amor de Cristo pela sua Igreja, com a finalidade de "santificá-la, de apresentá-la toda gloriosa, sem ruga, sem mácula e sem qualquer outo defeito, mas santa e irrepreensível" (Ef 5,25-27).
O Evangelho nos ensina: "Não separe o homem aquilo que Deus uniu" (Mt 19,6). Tal ensinamento é inerente à vida conjugal e tudo aquilo que dela emana, incluindo, neste caso, a prole, os filhos. Assim, a prática do aborto se constitui também na separação do que Deus uniu, e de modo muito específico, do que Deus uniu a partir do consentimento recíproco de marido e de mulher.
Antes de concluir este meu colóquio, porém, gostaria de chamar a atenção dos brasileiros e, de modo especial daqueles que foram eleitos como representantes do nosso povo, para a observância da nossa Constituição, da nossa Carta Magana. Ela se inicia "In nomene Domini". Assim sendo, a descriminalização do aborto implica em modificar a nossa constituição desde o seu início. Não podemos admitir que se inclua naquilo que foi feito em nome de Deus qualquer coisa antagônica à sua vontade. É bom que pense nisso !
Ao término do meu colóquio, quero referendar o pensamento do Pe. Hélio Luciano e parabenizá-lo pela coerência de suas palavras com a lei de Deus e pelo zêlo para com a nossa Santa Igreja.
Agradeço também ao Pe. Anderson por ter postado neste fórum os vídeos inerentes à matéria e me ter estimulado, de forma particular, à devida apreciação. Que Deus seja sempre louvado !
O aborto é um corte brusco de algo que fora previamente consentido, mesmo que de forma promíscua e irresponsável. Assim sendo, como católicos professos, não podemos referendar uma lei contrária à Lei de Deus que é o autor da vida.
A descriminalização do aborto é, antes de tudo, uma forma desonesta de acobertar a irresponsabilidade dos pais, a falta de compromisso conjugal e a vivência da sexualidade sem o seu verdadeiro sentido.
O ABORTO É HOMICÍDIO QUALIFICADO, PREMEDITADO E SEMPRE SERÁ UMA BARBÁRIE, UM CRIME HEDIONDO NO QUAL A VÍTIMA NÃO TEM QUALQUER POSSIBILIDADE DE FUGA, NEM DE DEFESA, NEM DE EXPRESSÃO.
OREMOS E ESTEJAMOS UNIDOS EM TORNO DA PALAVRA DE DEUS PARA QUE ELE NOS LIVRE DE TÃO TERRÍVEL BARBÁRIE E DE TÃO HORRENDO PECADO !
Grande Abraço !
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Re: Debate sobre o aborto

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Sab Fev 06, 2010 4:17 pm

Caríssimos,
No meu colóquio anterior citei que a legislação brasileira tornou legal a prática do aborto nos casos de estupro e de risco de vida da mulher. Esta legalização está em vigor desde o ano de 1940.
O Artigo 128 do Código Penal estabelece que não há punição para o aborto praticado por médico quando não há outro meio de salvar a vida da gestante e quando a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou, quando incapaz, de seu representante legal.
Entretanto, apenas como esclarecimento, quero deixar claro que, apesar da legislação brasileira contemplar a prática do aborto nestas duas dimensões, para a Igreja, esta prática não deixa de ser contrária à vida e, portanto ilícita.
Neste sentido, com muita propriedade, o Arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, ao defender a vida humana, afirmou que "o aborto é um crime maior que o estupro."
Fiquemos com Deus !
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Re: Debate sobre o aborto

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Dom Fev 07, 2010 5:12 pm

O término do debate teve um questionamento dirigido à Sra. Samanta que me chamou atenção e que, do mesmo modo, deve ser levado em conta por todos aqueles que defendem a prática do aborto:
"SEUS PONTOS DE VISTA SÃO INTERESSANTES, MAS SÓ EXISTEM PORQUE A SENHORA TEVE DIREITO À VIDA !"
Acredito que depois de um questionamento com tamanha grandeza e profundidade, qualquer comentário se torna pequeno.
Que o Senhor Deus toque no coração dos adeptos do aborto !
Grande Abraço !
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Re: Debate sobre o aborto

Mensagem por Binhokraus em Seg Fev 08, 2010 8:53 pm

só quero ressaltar que tem um link errado acima nos vídeos. Esqueci de comentar...
o 3º bloco é uma repetição do 2º. O link correto para o 3º bloco é este aqui: http://www2.clipagem.com.br/tvclip/bdtemp/2010/01/CC2101%2803%29.wmv</A>

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Re: Debate sobre o aborto

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Ter Fev 09, 2010 5:39 am

Meu Caro Binho,

Que a paz do Senhor esteja sempre com você !

Tentei várias vezes mas não consegui abrir o link referente ao 3º bloco.

Grande abraço !
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Re: Debate sobre o aborto

Mensagem por Binhokraus em Qua Fev 10, 2010 12:55 am

hummm... poxa... eu acabo de testar e funcionou... O que será que pode estar acontecendo!?

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Re: Debate sobre o aborto

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Qua Fev 10, 2010 3:54 am

Vou tentar novamente...
Mais tarde eu digo aoguma coisa !
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Re: Debate sobre o aborto

Mensagem por Binhokraus em Qua Fev 10, 2010 1:56 pm

Qualquer coisa faz o seguinte, o que determina o bloco é o número que está entre %% que no caso é o 2803, referente ao 3º bloco, se fosse o segundo seria 2802, e assim sucessivamente, se o link não funcionar, pegue um dos links postados originalemente pelo Pe. e substitua você mesmo o número do bloco que vc pegou pelo 2803.

Outra coisa que pode estar acontecendo é que no final do link que eu postei tem </A>, mas isso não faz parte do link que vai só até o .wmv como coloco a seguir
http://www2.clipagem.com.br/tvclip/bdtemp/2010/01/CC2101%2803%29.wmv

Espero que agora o problema seja resolvido com uma dessas soluções.</A>

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Re: Debate sobre o aborto

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Qui Fev 11, 2010 6:15 pm

Ok, Binho,
Consegui abrir...
Vou dar uma observada e depois digo alguma coisa, pois agora chegaram umas pessoas aqui em casa e eu tenho que "fazer sala".
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Re: Debate sobre o aborto

Mensagem por Yuri07 em Seg Fev 15, 2010 6:05 pm

Há alguns pontos dos quais queria falar.

Antes de entrar no tema do debate, queria falar do debate. Quando a mulher que defende a descriminalização do aborto está expressando suas ideias, ela não é interrompida; mas, quando é a vez do padre, isso não é respeitado por ela.

Uma pessoa que defende o aborto pode acreditar mesmo em Deus?

O ser humano é um ser social. Todas as ações feitas por um homem produz efeito nos outros. Será que o aborto é realmente uma "decisão" privada? Será que decidir provocar um aborto é uma decisão pessoal? Eu tenho direito de pôr fim a uma vida que não é nem a minha? Tomar decisões sobre o próprio corpo? (Se eu for pego me esfaqueando, eu vou preso). E mais, não é o meu corpo, é o corpo de outrem!

Será mesmo que os outros animais têm a mesma dignidade de nós? Nós somos superiores a eles? Sim. Quem disse isso? Resposta: a natureza e seu criador:
(Gn 9, 2-6)
Todos os animais da terra temerão e respeitarão vocês: as aves do céu, os répteis do solo e os peixes do mar estão no poder de vocês. E a vocês eu entrego tudo, como já lhes havia entregue os vegetais. Mas não comam carne com o sangue, que é a vida dela. Vou pedir contas do sangue, que é a vida de vocês; vou pedir contas a qualquer animal; e ao homem vou pedir contas da vida do seu irmão. Quem derrama o sangue do homem, terá o seu próprio sangue derramado por outro homem. Porque o homem foi feito à imagem de Deus.
As plantas também são seres vivos, se eu deixo de comer carne e passo a comer só vegetais, eu vou continuar matando outros seres vivos (os vegetais).

Será que os embriões ainda não são seres humanos? O que define a morte na legislação brasileira é a morte encefálica. O embrião, que ainda não tem cérebro, seria então um ser humano? Resposta: Sim! O embrião não tem, mas terá um cérebro, ao passo que aquele que sofreu morte encefálica, do ponto de vista científico, não retornará.

Em 2008 (meu terceiro ano do ensino médio) meu professor de história geral, marxista, disse que a aprovação dos estudos de célula tronco era um grande avanço para o Brasil. Um colega de classe, que é ateu, perguntou-lhe: e a ética? O professor respondeu: Me desculpem os católicos, mas se formos pensar só na ética, não teremos avanços científicos. Mais tarde, eu refleti sobre isso e pensei: "se formos pensar assim, o holocausto nazista foi um grande avanço científico, mas uma regressão da nossa humanidade. A pesquisa com células tronco embrionárias pode ser um grande avanço científico, mas é uma também grande regressão da nossa humanidade.
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Re: Debate sobre o aborto

Mensagem por helioluciano em Ter Fev 16, 2010 7:02 am

Caro Yuri,

algumas coisas que vc disse eu gostaria de comentar.

Tens razão em relação às interrupções feitas...a mulher roubava minha vez de falar. Tb houve problemas com a apresentação das pessoas - colocaram apenas "padre" quando aparecia meu nome, sendo que me convidaram ao programa por eu ser doutorando em bioética.

Em relação a esse tipo de debates creio que devemos tentar argumentar sempre no plano natural, apelando ao senso comum (que infelizmente muitas vezes é o menos comum dos sentidos) e evitando os dados revelados. Logicamente que se fôssemos dar os dados revelados aprofundariamos muito o tema, mas poderiam dizer que aquilo seria verdade somente para quem cresse naqueles dados revelados. Por isso não quis entrar no tema da criação (ainda sendo um tema natural, foi tb revelado).

Quanto ao início da vida, é sempre aí que se encontra a polêmica. Se isso estivesse definido, já não haveria debates. A questão nesse ponto é argumentar de tal modo que todos considerem que o zigoto (a partir do momento da fecundação), é um ser humano (com DNA único e com autonomia, ainda que dependente, para viver aproximadamente 100 anos) e que se não o respeitamos desde aquele momento, todas as decisões de respeito serão subjetivas, podendo facilmente derivar ao infanticidio, etc..

Parece-me que é de senso comum que um homem é superior aos demais animais e em geral creio que não existem problemas nesse ponto com a população em geral. O problema são alguns "intelectuais" que abstraem o problema e perdem a conexão com a realidade. Nesse ponto é bom sempre reafirmar essa superioridade, pois senão pode passar que de tanto eles insistirem acabem convencendo a população (isso já passou com o homessexualismo, agora com o aborto e depois será a vez da eutanásia - ficamos calados pq parece que todos já sabem e depois eles conseguem mudar a opinião pública).

Acho que já me prolonguei demais.

Um forte abraço e que Deus o abençoe

Pe. Hélio Luciano
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Re: Debate sobre o aborto

Mensagem por Yuri07 em Ter Fev 16, 2010 1:55 pm

Obrigado, padre Hélio, pelas suas palavras.

De fato, fica difícil falar dessa questão quando há pessoas de diversas mentalidades envolvidas. Falei do tema da criação por este fórum ser destinado a pessoas cristãs, mas quando se fala para um público maior, a situação fica difrente.

Qualquer debate só funciona quando há respeito na vez de falar de todos, porque se se fica interrompendo a fala do outro, o debate vira um bate boca.
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Re: Debate sobre o aborto

Mensagem por Yuri07 em Dom Fev 28, 2010 12:48 pm

Os pró-abortistas utilizam como argumento: a proibição do aborto é contrária à democracia.

Antes é preciso fazer uma distinção entre democracia e anarquia. Na anarquia não existem governos nem leis, as pessoas devem agir de acordo com a sua livre vontade sem nenhuma estrutura ou lei que a impeça. Na democracia há leis e governo. Essas leis são feitas pelo governo, escolhido pela sociedade para representá-la. Elas também devem ser feitas para uma melhor convivência entre os concidadãos. Na democracia, os indivíduos não podem fazer o que bem quiserem e entederem: quando o direito do outro indivíduo é afetado, o direito do primeiro acaba. Se se dá o direito à mulher abortar, o direito de vida do seu filho é tirado, portanto, o argumento: "A proibição do aborto é contra a democracia" é falso, a proibição do aborto é contra a anarquia, contra a democracia, não. Aliás, a permissão do aborto é antidemocrática.
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Re: Debate sobre o aborto

Mensagem por Pe. Anderson em Seg Mar 22, 2010 2:59 pm

Caros amigos,

Gostaria de indicar aqui:

http://www.esuntuenti.com/index.html

http://www.conferenciaepiscopal.es/ceas/familia/vida.htm

É a Campanha pela Vida promovida pela Conferência Episcopal Espanhola. Mostra as etapas da vida humana, com um vídeo impressionante sobre a vida no ventre materno.

Grande abraço.
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Pe. Anderson
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Re: Debate sobre o aborto

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