Comunhão de Joelhos

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Comunhão de Joelhos

Mensagem por Binhokraus em Qua Mar 03, 2010 9:29 pm

Bom, sabemos que conforme orientação liturgica, e como vem acontecendo em missas celebradas por Sua Santidade, os fiéis podem comungar de Joelhos, sendo que este pode ser o melhor modo de se receber o corpo e sangue de Nosso Senhor. Porém, tenho visto alguns testemunhos de pessoas que tiveram a comunhão negada por estar de joelhos. O que fazer nesses casos? Pode um ministro, seminarista, religioso ou padre negar a comunhão caso julgue o ato de estar de joelhos inapropriado?

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Re: Comunhão de Joelhos

Mensagem por Yuri07 em Qui Mar 04, 2010 9:21 am

Antes do Vaticano II, a comunhão era obrigatoriamente de joelhos e diretamente na boca. Depois do Concílio, outros formas de receber a comunhão foram acrescentadas como receber na mão. Há pessoas que pela tradição preferem comungar de joelhos, a elas, de forma nenhuma, pode ser negada a comunhão. Não há motivos para negar a eucaristia a alguém que quer recebê-la de joelhos. Quem impede a comunhão dessas pessoas está agindo errado.
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Re: Comunhão de Joelhos

Mensagem por Binhokraus em Qui Mar 04, 2010 11:04 am

Sim, isso eu sei, porém não é o que acontece em alguns lugares Brasil a fora. Tenho visto relatos em outros foruns e redes de relacionamentos de pessoas que tiveram a comunhão negada por estarem de joelhos. Em um caso, o rapaz se levantou e ai sim o ministro lhe deu a comunhão. PELO AMOR DE NOSSO SENHOR, o que está acontecendo?!!?!?

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Re: Comunhão de Joelhos

Mensagem por Yuri07 em Sex Mar 05, 2010 10:28 am

Acontece que muitos acham que o Vaticano II aboliu as tradições anteriores, como já foi dito neste fórum, isso não é verdade.

Infelizmente muitos têm horror àquelas pessoas que têm um comportamento na liturgia mais conservador. E acabam desrespeitando-as como nesse caso da comunhão de joelhos negada.
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Re: Comunhão de Joelhos

Mensagem por alessandro em Sex Mar 12, 2010 11:22 am

um ponto que quero levantar que toca indiretamente é o princípio litúrgico de que "os mesmos gestos simbolizam a mesma fé".

eu, particularmente gosto de ajoelhar na hora da comunhão, mas se toda a assembléia na ajoelha, eu sigo o costume de local.

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Re: Comunhão de Joelhos

Mensagem por Yuri07 em Dom Mar 14, 2010 9:24 pm

Mas há pessoas que são mais conservadoras e não aceitam receber a comunhão de outra forma a não ser de joelhos. Não é lícito negar-lhes a comunhão.
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Re: Comunhão de Joelhos

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Seg Mar 15, 2010 6:07 am

Essa questão me faz recordar a minha infância e reviver alguns momentos da Igreja que, em outro tempo, ou seja, antes do Concílio Vaticano II, tinha alguns rituais que foram modificados.
Cito, por exemplo, no caso da Matriz de São José na cidade de Bezerros (Pernambuco), onde havia sete altares. Muitas vezes, ao mesmo tempo, um padre celebrava uma missa no altar-mor e outro no altar de Nossa Senhora da Conceição.
O padre ficava de frente para o altar e, consequentemente, de costas para o povo. A missa era celebrada em latim, bem como os cânticos.
Havia quatro Mesas da Comunhão: a primeira, que ainda hoje existe, separa o presbitério da nave da igreja. A segunda, que também ainda existe, separa a capela do Santíssimo Sacramento da nave da igreja. As outras duas dividiam a nave da igreja em três espaços e foram retiradas depois do concílio.
Cada mesa da comunhão era uma espécie de varanda que se estendia de um lado a outro da igreja, contendo um genuflexório em toda a sua extenção, onde os fiéis vinham receber a comunhão de joelhos. Era forrada pelos acólitos com uma toalha de linho puro momentos antes da comunhão, sendo retirada antes dos ritos finais para a devida purificação.
As pessoas mantinham um respeito muito grande pela mesa da comunhão, de modo que ninguem nela se encostava nem a tocava, uma vez que era sagrada. Tinha, portanto, um grande significado litúrgico que enriquecia a celebração da Eucaistia, da Ceia do Senhor.
Após o Concílio, fomos perdendo aos poucos algumas tradições que, embora não sendo necessárias, tinham toda uma significação litúrgica, apesar de tornar alguns atos mais longos. Dentre elas, está a comunhão de joelhos.
Comungar de joelhos pode, dependendo de cada pessoa, se constituir em um ato de amor imenso, ou ainda, conforme afirmou Alessandro, simbolizar a mesma fé, o que é muito válido. Mas se a comunidade não tem esse costume, talvez, quem o faça, chame a atenção dos demais. É por isso que Alessandro destaca a questão de seguir o costume local.
O mais importante é, independentemente de ser de pé ou de joelhos, participar da Comunhão com o Corpo e com o Sangue do Senhor !
Fiquemos na paz do Senhor Jesus !
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Re: Comunhão de Joelhos

Mensagem por Davison em Dom Jun 13, 2010 12:41 am

Nobres amigos, desculpem não passar com frequência em nosso fórum, o tempo anda curto. Como diz o personagem Curinga "Há tanto pra se fazer em tão pouco tempo".

Essa questão é simples, por isso, cito o documento Redemptionis Sacramentum, com a finalidade de expressar a palavra da Igreja acerca desta discussão.

"Os fiéis comunguem de joelhos ou de pé, de acordo com o que estabelece a Conferência de Bispos», com a confirmação da Sé apostólica. «Quando comungarem de pé, recomenda-se fazer, antes de receber o Sacramento, a devida reverência, que devem estabelecer as mesmas normas»
Na distribuição da sagrada Comunhão se deve recordar que «os ministros sagrados não podem negar os sacramentos a quem os pedem de modo oportuno, e estejam bem dispostos e que não lhes seja proibido o direito de receber» Por conseguinte, qualquer batizado católico, a quem o direito não o proíba, deve ser admitido à sagrada Comunhão. Assim pois, não é lícito negar a sagrada Comunhão a um fiel, por exemplo, só pelo fato de querer receber a Eucaristia ajoelhado ou de pé.
Todo fiel tem sempre direito a escolher se deseja receber a sagrada Comunhão na boca ou se, o que vai comungar, quer receber na mão o Sacramento. Nos lugares aonde Conferência de Bispos o haja permitido, com a confirmação da Sé apostólica, deve-se lhe administrar a sagrada hóstia. Sem dúvida, ponha-se especial cuidado em que o comungante consuma imediatamente a hóstia, na frente do ministro, e ninguém se desloque (retorne) tendo na mão as espécies eucarísticas. Se existe perigo de profanação, não se distribua aos fiéis a Comunhão na mão."

N°90-92

Espero que esta resposta encerre a questão. Abç fraterno
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Re: Comunhão de Joelhos

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Seg Jun 14, 2010 10:44 am

Eu gostaria de ver a comunhão num ambiente o mais possível igual ao do cenáculo, onde Yeshua comeu a sua última ceia com os discípulos, os 12 e talvez mais alguns como o dono da casa. O clima era de completa fraternidade e amor "αγάπη", íntimo de uma família que se quer bem a confraternizar.
Mas isto é muito difícil, para não dizer impossível nas igrejas dos nossos dias.
Os primeiros cristãos celebravam as ágapes, mas nem sempre havia o tal clima de amor "αγάπη", como aconteceu em Corinto e Paulo repreendeu-os, porque em vez de haver amor "αγάπη", uns adiantavam-se exibindo o pão e o vinho coisas que levavam para a ceia e não esperavam pelos mais pobres, que se sentiam envergonhados com a sua pobreza.
A 1ª carta aos Corintios 11, 17-34 dá-nos uma ideia como era celebrada a «Comunhão» ou «Eucaristia» (nomes com que hoje é conhecida essa confraternização).
Mas nem todos tinham o espírito exibicionista dos Corintios e este relato serve para que saibamos como era antes e os defeitos que também podiam ter as pessoas desse tempo, nos primórdios do cristianismo.
Quanto às quezílias se se deve receber o pão consagrado como sendo o Corpo de Cristo no nosso meio, numa posição corporal tradicional ou numa nova posição mais significativa, não é o mais importante; o que realmente importa é se há ou não aquele amor "αγάπη" que deve reunir os discípulos de Cristo. Se há esse amor "αγάπη" em abundância continuem, se não há ou se esse amor "αγάπη" é apenas ilusório há que fazer grandes ajustamentos. Eu não fui enviado para consertar estas coisas, mas deixo aqui a sugestão, se houver coragem.
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Re: Comunhão de Joelhos

Mensagem por Pe. Anderson em Seg Jun 14, 2010 3:05 pm

Caro Davison,

Muito obrigado pela sua resposta.

Só gostaria de acrescentar aqui que a Eucaristia é o Sacramentum Caritatis. É a Eucaristia que nos dá o amor verdadeiro, o verdadeiro ágape, que é o amor de Deus por nós. Esse amor nao é fruto do nosso mero esforço humano, mas é fruto da graça de Deus, que nos vem de forma especial na Eucaristia.

Nós comungamos porque amamos, com nossos limites, a Deus e porque queremos amá-lo ainda mais. Para tal, é necessário receber a Eucaristia com um coraçao aberto, de filhos.

É na Igreja de Cristo que nós aprendemos a crescer no amor, pois é o mesmo Cristo que nos une e nos fortalece.

"Onde nao há amor, coloque amor e tirarás amor" (Sao Joao da Cruz).
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Re: Comunhão de Joelhos

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Ter Ago 30, 2011 4:57 pm

Será que Cristo também usou rituais?!
A tradição encaminhou as pessoas para o ritual!
Penso que no tempo de Cristo foi uma refeição normal desses dias festivos.
A manifestação do AMOR de Cristo ao decidir entregar a Sua vida pelas suas ovelhas foi total e sem precedentes!
Por isso, sejamos cúmplices com ELE!
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Re: Comunhão de Joelhos

Mensagem por Binhokraus em Ter Ago 30, 2011 5:50 pm

Caro senhor Manuel, Cristo usou de rituais sim, não só usou como participou deles, foi assim na sua apresentação no templo, nas suas participações na sinagoga, em todas as páscoas, e inclusive naquela páscoa derradeira, que ele não poderia celebrar no dia correto, pois seria entregue, condenado e crucificado, e por isso adiantou e disse que desejou comer ardentemente aquela última ceia, última páscoa, com os 12. Ele durante a ceia pascal, fez o rito da tradição judaíca. É claro na Bíblia que todos os preceitos e tradições boas dos judeus Cristo os cumpria.

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Re: Comunhão de Joelhos

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Ter Ago 30, 2011 6:01 pm

Peço desculpa! Tem razão! Até já me tinha esquecido!
Na verdade cumpriu os rituais da Lei de Moisés!
Mas eu estava particularizando em relação à Eucaristia e à Sua Igreja!
Se vemos algum ritual nisso é apenas o costume judaico da época!
Penso que Cristo não instituiu nenhum ritual, limitou-se a cumprir a Lei!

Teria sido a aversão pelos judeus que se instalou que levou a mudar as coisas?! ...

É apenas uma pergunta para meditar, pois quando eu era pequeno ainda se dizia muito mal dos judeus. Até parecia que eles foram os culpados de tudo e apenas eles!
As pessoas até se esqueciam que Cristo era um judeu!

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Re: Comunhão de Joelhos

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Dom Set 25, 2011 6:34 am

Sr. Manuel,

Engana-se quando afirma que Cristo não instituiu nenhum ritual, limitou-se a cumprir a Lei, pois assim está escrito:

"Enquanto ceavam, Jesus tomou um pão, pronunciou a bênção, o partiu e o deu a seus discípulos dizendo: tomai e comei, isto é o meu corpo. Tomando a taça, pronunciou a ação de graças e deu-a, dizendo: bebei todos dela, porque este é o meu sangue da aliança, que se derrama por todos para o perdão dos pecados" (Mt 26,26-28).

Esta passagem da instituição da Eucaristia nos mostra por A + B todo um ritual que foi inaugurado por Jesus, ritual este que distingue claramente a Páscoa da Nova Aliança da (antiga) páscoa dos judeus.

É verdade que na celebração da ultima ceia alguns elementos rituais eram comuns à tradição judaica. Mas é verdade também que outros elementos novos foram introduzidos por Nosso Senhor exatamente para que se possa distinguir as diferenças fundamentais entre a celebração primeira que se constituia em uma pré-figura, em uma sombra da segunda que tornou real aquilo que anteriormente não passava de uma simbologia.

Foram estas diferenças que fizeram com que os discípulos de Emaús reconhecessem o Senhor a partir do momento em que Ele partiu o pão como o fizera na ultima ceia. Se Jesus apenas cumprisse o ritual dos judeus, os discípulos de Emaús não o reconheceriam.

Um grande abraço !!!
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Re: Comunhão de Joelhos

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Dom Set 25, 2011 8:29 am

Ainda me referindo a questão do ritual, percebemos que na celebração da ultima ceia, vários detalhes do relato apontam para uma ceia ritual da Páscoa.

Dentre eles estão os preparativos e o roteiro com a bênção e os hinos. Entretanto, o texto não faz menção ao cordeiro imolado no templo, e a cronologia de João exclui que se trate da ceia pascal.

Assim, Jesus toma uma posição diferenciada do costume judaico que aponta para duas possíveis hipóteses: a primeira trata da antecipação do rito por sua própria conta, e a segunda se refere a celebração cristã da nova Páscoa, como bem nos ensina São Paulo: "Extirpai o fermento velho para serdes massa nova, uma vez que sois ázimos, já que nossa vítima pascal, Cristo, foi imolado" (1Cor 5,7).

Não há, portanto, um consenso se a ceia foi ou não pascal no seu sentido estrito. A favor estão a tríplice menção de páscoa, o contexto próximo e o canto do hino final. Mas por outro lado, a questão da data e a ausência completa do cordeiro apontam para outra realidade que se estabelece a partir da implantação de um novo rito instituído por Jesus e que marca a substituição do velho sacrifício de cordeiros que era apenas simbólico, para a instituição de um sacrifício novo e eterno, cuja vítima é o próprio Jesus.

Aí está configurada a mudança do sentido da Páscoa, a mudança dos ritos, a mudança da ceia e a substituição da vítima (cordeio - Ex 12) pela pessoa de Jesus, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1,29).

Um grande abraço a todos !!!
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Re: Comunhão de Joelhos

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Dom Out 02, 2011 8:37 am

Ora, ora, chama de «ritual» às palavras de Yeshua?! ...
Se isso é para si um ritual novo de Yeshua (Jesus) é sinal que temos conceitos diferentes ao que cada um chama de ritual. Talvez seja por causa disto e de coisas semelhantes que as pessoas se não compreendem, porque dão significados diferentes às palavras.
O Sr.Flávio está influenciado pelos seus anos de seminário e eu não (antes, pelo contrário). Isso explica muito o facto de darmos significados diferentes às próprias palavras.
Quanto aos conselhos de Paulo, não se baseiam (para mim em novos rituais) mas Paulo expressava-se segundo a linguagem e pensamentos judaicos. Lembre-se que ele estudou com o importante Gamaliel e a sua cultura teve muita influência na sua vida, como não poderia deixar de ser, apesar de considerar como «esterco» não só o que aprendeu como até a sua origem e cultura (Fl. 3,8), a fim de ganhar a Cristo.
Não são os ritos que valorizam a chamada Eucaristia, mas a interioridade dos que nela se unem a Cristo. As expressões externas (sejam elas quais forem) só têm valor quando espontaneamente exprimirem a verdadeira realidade: Cristo.
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Re: Comunhão de Joelhos

Mensagem por Binhokraus em Dom Out 02, 2011 10:22 am

o que Cristo fez é sim um ritual, um ritual judaico que se realiza na páscoa. Não entendo porque não seria. Na própria definição de um ritual fica claro que o que ele fez é sim um rito.

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Re: Comunhão de Joelhos

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Seg Out 03, 2011 6:16 am

O Sr. Manuel afirmou:

"O Sr.Flávio está influenciado pelos seus anos de seminário e eu não (antes, pelo contrário). Isso explica muito o facto de darmos significados diferentes às próprias palavras."

Meu Nobre Português,

Não sei se entendi errado, mas tomando as suas palavras NO SEU SENTIDO ESTRITAMENTE LITERAL, está me acusando de dar significados diferentes às minhas próprias palavras. ISSO NÃO É VERDADEIRO, meu amigo. Jamais postei neste fórum qualquer coisa que contradiga algo que eu mesmo o tenha afirmado de outra maneira.

Assim, o senhor me deve explicações e, inclusive provas que possam validar e fundamentar esta sua afirmação eivada de equívocos!

Não sou uma pessoa de me influenciar por nada. Muito pelo contrário, sou um homem crítico o suficiente para, por meio da crítica, discernir o que é correto e assumir devidamente, pelo uso da razão, aquilo que me torna convicto de todo e qualquer objeto de estudo, de crença e de vida.

Assim, ficarei no aguardo de suas ponderações.

Um grande abraço !!!
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Re: Comunhão de Joelhos

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Ter Out 04, 2011 8:19 pm

Meu caro,
Não se aborreça nem se encolerize.
Toda a gente é influenciado pelo seu "habitat" e educação.
Onde há o catolicismo há quase sempre uma propensão para a defesas do catolicismo.
Onde predomina o islamismo também acontece o mesmo.
E até mesmo o hinduísmo. Eu tenho um vizinho que é indiano e eu compreendo-o, quando me ponho no seu lugar (empatia).

Assim concluindo e sendo mais claro, tando eu como o senhor fomos influenciados pelo nosso passado, e no seu caso o seminário foi predominante. Por favor, não negue isso.
Ora a sua educação faz parte integrante da sua personalidade. O mesmo acontece comigo. O nosso passado foi realmente muito diferente. Por exemplo, eu fui rejeitado, onde o sr, foi recebido de braços abertos, embora não tivesse vocação.
A sua interpretação que diz ser literal de «dar significados diferentes às suas próprias palavras» é uma interpretação apressada. Na verdade as mesmas palavras podem e têm sentidos diferentes.
Até há pessoas que chamam de «rito» (ou ritual) ao hábito que têm de fazer a barba, etc. .... todos os dias à mesma hora. Mais um novo significado da palavra «rito» (ou ritual) para essas pessoas.

No nosso caso os ritos que atribui a Jesus são para si algo que podem servir de apoio aos verdadeiros ritos dos Catolicismo. O Sr. Cleber também é da sua opinião, mas eu penso diferente. Para mim o que Cristo fez na sua última Ceia foi uma manifestação de amor e não um simples ritual novo.
É verdade que o ambiente era o judaico e ELE aproveitou essa ocasião para se despedir dos seus amigos (João 15,13-15). Devo lembrar que ELE os deixou corporalmente, porque foi morto, mas continuou com eles em espirito e amor. O cap. 17 de João , mostra claramente a afeição e o amor que Cristo tinha pelos seus discípulos. Na verdade, houve os ritos proféticos do judaísmo, mas Cristo não se deixou embalar em acrescentar «novos ritos», nem era essa a sua maneira de ser. Preocupava-se mais com o pleno cumprimento das profecias judaicas, até dar o último suspiro.

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Re: Comunhão de Joelhos

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Qui Out 06, 2011 10:41 pm

Sr. Manuel,
O senhor insiste no ato de escrever sobre aquilo que não tem propriedade. Assim, dentre outras coisas, querendo dizer que fui influenciado, afirmou de forma errônes:

"e no seu caso o seminário foi predominante. Por favor, não negue isso."

Não julgue o livro dos outros pela capa do seu! Não se pode falar daquilo que não se conhece, pois isso é, mesmo no campo das hipóteses, o que não me parece ser o caso neste momento, um ato de inconveniência extrema e tremenda irresponsabilidade.

Não me aborreço nem me encolerizo com isso, pois como se diz aqui no Brasil, aquilo que vem de baixo não me pode atingir. Estou apenas a denunciar uma concepção não verdadeira a meu respeito proveniente da fertilidade do seu raciocínio delirante.

E como se isso aindanão bastasse ou não fosse o suficiente, o senhor ainda tem a petulância de dizer: "Por favor, não negue isso".

Obviamente que não lhe devo satisfações neste sentido, mas só para que o amigo reflita sobre o seu erro (se é que é um erro), toda a minha convicção inerente à minha fé foi bem formada e alicerçada muito tempo antes do seminário.

Portanto, eu é que peço o favor de que o nobre português se ponha no seu devido lugar com um quociente bem maior de respeito pelas pessoas e de vergonha dos comentários delirantes que dizem respeito a minha pessoa de forma injusta e não verdadeira. Por favor, não me ponhano mesmo "balaio de gatos" em que se encontra.

Um grande abraço !!!

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Re: Comunhão de Joelhos

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Sex Out 07, 2011 11:47 am

Perdão, eu não tive a intenção em ofender.
Já que o sr. aos seus olhos é diferente (para melhor) que as outras pessoas, tem os meus parabéns, embora não me convença.
É certo que não nos conhecemos, mas somos todos «terra» e filhos do pecado.
Minha mãe dizia que até o santo peca se7e vezes ao dia, mas o sr. com a sua própria experiência pensa diferente.

Já agora, gostaria que me explicasse o que quer dizer com a expressão "balaio de gatos" .
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Re: Comunhão de Joelhos

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Sex Out 07, 2011 6:34 pm

Sr. Manuel,

Já deixei muito claro que não me ofendeu, e que apenas quis fazer verdadeira uma idéia da sua cabeça a meu respeito que não é de fato verdadeira. Assim, não há razões para pedir perdão ou desculpas. O impoerante é corrigir aquilo que está errado.

Observe estas duas afirmações suas:

1. "O Sr.Flávio está influenciado pelos seus anos de seminário e eu não (antes, pelo contrário)".

2. "Tando eu como o senhor fomos influenciados pelo nosso passado".

Observando-as, percebe-se que:

1. Na primeira afirmação o senhor se exclui de qualquer condicionamento.

2. Na segunda, de maneira antagônica ao que escreveu na primeira, o senhor se inclui no rol daqueles que foram condicionados.

3. Na primeira o senhor agiu como o fariseu (desculpe-me pela comparação).

4. Na segunda o senhor agiu como publicano.

É isso que chamo "Balaio de Gatos". Assim, o senhor não sabe se foi ou não condicionado, não sabe se é fariseu ou se é publicano (mais uma vez peço desculpas pela comparação).

Não sei se aí em Portugal existem balaios como existem aqui no Brasil.

Balaio é uma espécie de bacia feita de cipó que serve para carregar mercadorias de feira. Sua origem, aqui no Brasil, veio dos índios nativos que carregavam os produtos da roça em balaios. Também era muito comum em certos lugares, se prender animais debaixo de balaios, e quando isso acontecia, não raras vezes aconteciam brigas ferrenhas entre os animais.

A expressão "balaio de gatos" é o mesmo que confusão, contenda, e coisas dessa natureza. Refere-se também a querer aplicar a outras pessoas as suas qualidades negativas, e neste caso específico, a questão do deixar-se influenciar-se, o que corresponde a abandono do próprio senso crítico, do próprio discernimento, do próprio uso da razão.

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Re: Comunhão de Joelhos

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Sab Out 08, 2011 10:35 am

Agora já percebi o seu raciocínio mas realmente está errado.
Peço-lhe desculpas, pois nunca o quis ofender.
Na verdade mais uma vez prova que não falamos a mesma linguagem seja lá qual for a influencia de cada um, pois continuo na minha: «todos nós somos influenciados pelo meio em que vivemos» uns mais que outros.» No caso do Sr. parece-me a mim que essa influencia é bem visível, embora claro reconheça que se esforça o máximo para a contrariar. Quanto as minhas afirmações devemos ler as coisas na integra e não isoladas.
Eu compreendo que uma afirmação isolada pode fazer-nos subir a adrenalina e nessa altura ficamos cegos e já não somos capazes de ler o que vem a seguir. Isso acontece também comigo.
Ora parecendo-lhe ao sr. que eu ora ajo como um fariseu ora como o publicano usando a parábola de Cristo, parece-me que não se apercebe que isso mesmo é inerente a todo o ser humano (incluindo eu e o sr.). Nós temos dificuldade de nos aperceber a respeito de nós, mas os outros tem mais facilidade. Tudo depende da motivação. Sim motivação e eu penso que o sr. compreende realmente o significado da palavra motivação pois faz parte do corpo docente. Isto é verdade tanto no ensino como no dia a dia de cada um.

Quanto ao «balaio de gatos» eu não fiquei ofendido, apenas confundido porque não conhecia a expressão. Ainda procurei na internet e fiquei confundido. Foi por isso que eu lhe perguntei o significado.
Lembre-se que até Yeshua (Jesus) chamou uma gentia (não judia) de cachorrinha, expressão que poderia ser considerada ofensiva. Ela não se ofendeu de verdade, mas até tirou partido dessa expressão e por isso ganhou a atenção do Cristo.
(Mateus 15,25-26)
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Manuel Portugal Pires

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