Obrigado Papa Bento XVI!

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Obrigado Papa Bento XVI!

Mensagem por Pe. Anderson em Ter Abr 20, 2010 11:08 am

Caros amigos,

Celebramos com muita alegria os 5 anos de Pontificado do Papa Bento XVI, o 265ª Papa da História da Igreja. Na minha opiniao ele é, junto a Joao Paulo II, um dos melhores Papa da História da Igreja. Abrimos esse tópico para celebrar esse grande dom de Deus à sua Igreja e para continuarmos juntos rezando por ele e por nossa Igreja.

Publico aqui um texto com uns dados impressionantes desses 5 anos do Papa Bento XVI.

Os primeiros 5 anos de Bento XVI

“Um humilde trabalhador da vinha do Senhor”
Por Carmen Elena Villa

"Depois do grande Papa João Paulo II, os senhores cardeais me elegeram. Um simples e humilde trabalhador da vinha do Senhor": estas foram as primeiras palavras do então recém-eleito pontífice Bento XVI, quando, às 18h de Roma, a Capela Sistina deixou ver a fumaça branca, para que o cardeal chileno Jorge Arturo Medina Estevez pronunciasse as duas palavras mais esperadas nesse então pela opinião pública: "Habemus papam".

Era o terceiro conclave do qual participava Joseph Ratzinger, que foi elevado a cardeal por Paulo VI, em 1977. Durante 24 anos, serviu a Igreja como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

Este grande humanista tem o recorde, entre todos os pontífices, de quem mais livros escreveu antes de subir ao trono de Pedro: são 142 obras publicadas que apresentam sua rica teologia e espiritualidade, caracterizada por explicar, em uma linguagem muito simples, os grandes mistérios da fé que podem ser entendidos em um interessante diálogo com a luz natural da razão.

Com características profundamente humanas, Bento XVI gosta de gatos, toca piano e seu compositor favorito é Mozart. Seus pais se chamavam José e Maria. É irmão do também sacerdote George Ratzinger; juntos, eles receberam o sacramento da Ordem, em 1951.

Seus ensinamentos

Depois de ter terminado o tema dos salmos, que o Papa João Paulo II havia iniciado nas catequeses das quartas-feiras, Bento XVI começou a falar sobre um tema que para ele sempre foi fundamental: a tradição do cristianismo e o pensamento dos primeiros séculos. Por isso, dedicou várias das audiências a falar de cada um dos apóstolos, de acordo com as Sagradas Escrituras e a Tradição. Depois, quis aprofundar nos padres da Igreja, mostrando quão atual é seu pensamento.

Bento XVI instituiu dois anos temáticos para ressaltar personagens e aspectos particulares do cristianismo: o primeiro foi o Ano Paulino, para comemorar os dois mil anos do nascimento de São Paulo. Sua inauguração e encerramento aconteceram na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, onde, segundo a Tradição, jazem os restos do Apóstolo dos Gentios. Também dedicou várias de suas catequeses a este importante apóstolo, que se converteu ao cristianismo depois de ter perseguido a Igreja.

Igualmente, o Pontífice quis dedicar um ano aos sacerdotes, o qual será encerrado no próximo mês de junho. Dessa maneira, quis comemorar os 150 anos de falecimento de São João Maria Vianney, o Santo Cura de Ars, padroeiro dos párocos.

Em seu pontificado, escreveu o livro "Jesus de Nazaré", em qualidade de teólogo, não de Papa. Em sua obra, ele mostra a pessoa de Jesus Cristo como Filho de Deus, totalmente obediente ao Pai, sem perder uma só característica da sua humanidade. Espera-se, para o final deste ano, a publicação da segunda parte desta importante obra cristológica.

Três encíclicas evidenciaram seu incrível talento intelectual ao serviço da fé. A primeira foi Deus caritas est (fevereiro de 2006), dividida em duas partes: no início, recorda alguns pontos essenciais sobre o amor de Deus; depois, busca concretizar esse amor na entrega ao próximo.

Depois veio a encíclica Spe salvi (novembro de 2007), na qual assegura que, graças à esperança, o homem pode enfrentar o presente, por mais difícil que possa ser. Exortas as pessoas a terem sempre sua meta no que é eterno.

E na Caritas in veritate (julho de 2009), fala sobre a caridade baseada sempre na verdade, como caminho para o verdadeiro desenvolvimento. Bento XVI quis, nesta carta, prestar uma homenagem ao seu predecessor, Paulo VI, e à encíclica Populorum Progressio, publicada em 1967.

Beatificações e canonizações

Nestes 5 anos de pontificado, Bento XVI proclamou 516 beatos; as beatificações começaram a ser celebradas na diocese dos beatos e presididas por um arcebispo, em representação do Papa (em geral, Dom Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos).

O Papa também canonizou 28 novos santos, entre eles o sacerdote belga Damião de Veuster (1840-1889), o "apóstolo dos leprosos". Em outubro deste ano, canonizará também a primeira australiana, Madre Mary Mackillop (1842 - 1909), cofundadora das Religiosas de São José.

Fatos sem precedentes

Algumas publicações e pronunciamentos de Bento XVI fizeram história, entre eles a Anglicanorum coetibus (publicada em novembro de 2009), que institui ordinariados pessoais para permitir a outro credo que entre em comunhão com a Igreja Católica.

Durante estes cinco anos, ele visitou três sinagogas (em Colônia, Nova York e Roma), três mesquitas (em Istambul, Aman e Jerusalém) e teve um encontro com a comunidade islâmica de Roma, ao concluir o fórum católico-muçulmano de novembro de 2008.

Outra publicação sem precedentes foi a carta pastoral aos católicos da Irlanda, devido aos casos de abuso sexual a menores por parte do clero; tal documento foi resultado de uma reunião do Papa com os bispos irlandeses para examinar os casos, suas causas e medidas para que estes fatos não se repitam.

Peregrino

Dentre suas viagens fora da Itália, a primeira foi à Alemanha, onde presidiu a Jornada Mundial da Juventude de Colônia.

Também visitou a Polônia (maio de 2006), onde orou no campo de concentração de Auschwitz. Em julho do mesmo ano, participou, em Valência, do Encontro Mundial das Famílias e, em setembro, voltou à Alemanha e visitou Munique, Altötting e Ratisbona. Em dezembro, este na Turquia, onde se encontrou com o patriarca ortodoxo de Constantinopla, Bartolomeu I.

Sua primeira viagem à América Latina foi ao Brasil (maio de 2007), onde inaugurou a 5ª Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, em Aparecida. Em setembro, viajou à Áustria, para celebrar os 850 anos da fundação do Santuário de Mariazell.

Esteve nos Estados Unidos em abril de 2008, para celebrar os 200 anos de arquidiocese metropolitana de Baltimore, fato que trouxe o nascimento de outras quatro dioceses: Nova York, Filadélfia, Boston e Louisville. Lá também se encontrou com judeus e com outras denominações cristãs do país.

Em Sydney (Austrália), em julho de 2008, celebrou a Jornada Mundial da Juventude, refletindo sobre receber a força do Espírito Santo para ser testemunhas de Cristo. Em setembro do mesmo ano, esteve na França, para comemorar os 150 anos das aparições de Nossa Senhora de Lourdes.

Em março de 2009, viajou à África, onde entregou o Insturmentum laboris do sínodo sobre a Igreja neste continente. Em maio, esteve na Terra Santa, alentando a Igreja do país. Em setembro, viajou à República Tcheca, onde visitou a imagem do Menino Jesus de Praga e recordou a figura de São Venceslau.

Sua última viagem fora da Itália foi à pequena República de Malta, para celebrar os 1950 anos dos naufrágios de São Paulo.

Nestes cinco anos, Bento XVI soube imprimir na Igreja suas melhores qualidades como pessoa: inteligência, sensibilidade, solidariedade, humanismo, firmeza e disciplina.

"Consola-me o fato de que o Senhor sabe trabalhar e agir inclusive com instrumentos insuficientes; e me confio às vossas orações", disse.

"Na alegria do Senhor ressuscitado, confiando em sua ajuda contínua, continuemos adiante. O Senhor nos ajudará e Maria, sua Santíssima Mãe, estará ao nosso lado", afirmou.
Fonte: http://www.zenit.org/article-24642?l=portuguese

Grande abraço a todos.

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Re: Obrigado Papa Bento XVI!

Mensagem por Pe. Anderson em Ter Abr 20, 2010 11:11 am

Outro dado:

Mais de 2,2 milhões de fiéis com Papa em Roma durante 2009

Informe estatístico da Prefeitura da Casa Pontifícia

Mais de 2,2 milhões de peregrinos participaram dos encontros públicos com Bento XVI, no Vaticano ou na residência de Castel Gandolfo, durante 2009.

Em particular, segundo informa um comunicado da Prefeitura da Casa Pontifícia, 537 mil fiéis participaram das audiências gerais das quartas-feiras e 115 mil das especiais. Mais de 1 milhão de fiéis rezaram o Ângelus com o Papa, enquanto 470 mil se uniram às celebrações litúrgicas que ele presidiu.

O comunicado sublinha que, além dos eventos na residência do Papa, aos quais fazem referência exclusivamente estas estatísticas, houve muitas ocasiões de encontro do Papa com os fiéis em outros lugares do mundo.

Foi o caso, por exemplo, das visitas que o Papa realizou neste ano às paróquias de Roma durante a Quaresma, as visitas pastorais à Itália (às vítimas do terremoto em Abruzos, assim como a Cassino, San Giovanni Rotondo, Viterbo, Bréscia), e os encontros com peregrinos e turistas durante suas férias no Vale de Aosta.

Por último, explica o comunicado, “é preciso recordar as visitas pastorais fora da Itália (Camarões e Angola, Terra Santa, República Tcheca), com as celebrações em Luanda, Nazaré e Brno, consideradas quase como acontecimentos ‘históricos’ pelo número extraordinariamente elevado de fiéis”.

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Viagens do Papa e seu efeito na opinião pública

Mensagem por Pe. Anderson em Sab Maio 08, 2010 5:01 am

Caros amigos,

Publico aqui uma excelente entrevista com um professor de comunicaçao da Universidade da Santa Croce, onde eu estudo em Roma. Creio que é muito interessante.


Entrevista com o professor Norberto González Gaitano, professor da “Santa Croce”.
Por Carmen Elena Villa

ROMA, sexta-feira, 7 de maio de 2010 (ZENIT.org).- Aconteceu na semana passada, na Pontifícia Universidade Santa Croce de Roma, o congresso Church communications: identity and dialogue (Comunicação da Igreja, identidade e diálogo). Dezenas de especialistas da Europa, América Latina, Estados Unidos e África falaram sobre experiências e estratégias comunicativas da Igreja no terceiro milênio.

Uma das últimas intervenções foi "O efeito das viagens do Papa na opinião pública", do professor Norberto González Gaitano, professor da universidade em que aconteceu o evento, que enfatizou o tema na viagem do Papa aos Estados Unidos em abril de 2008.

A viagem de Bento XVI foi acompanhada por 84% dos americanos através da mídia. Por outro lado, mais de 60% dos americanos manifestaram uma opinião favorável ao Papa, diante de 17% contra. E 61% do total consideraram que a visita tinha superado suas expectativas.

O palestrante realizou uma investigação sobre a mostra representativa de todas as notícias relacionadas com a vida normal da Igreja nos Estados Unidos, publicada dois meses antes e dois meses depois da visita do Papa. Também estudou todas as pesquisas realizadas nesse país sobre a Igreja e os sacerdotes.

Sobre o tema de sua palestra e sobre a luz que pode ser lançada diante da situação que vive atualmente a Igreja, ZENIT entrevistou González Gaitano, doutor em comunicação social na Universidade de Navarra, na Espanha, consultor do Pontifício Conselho para as comunicações sociais e diretor do portal sobre família e meios de comunicação www.familyandmedia.eu.

-Por que realizar essa pesquisa sobre o impacto que teve diante da opinião pública a viagem de Bento XVI aos Estados Unidos?

Norberto González Gaitano: Morei por alguns meses nos Estados Unidos. Tinha a impressão de que algo havia mudado nas percepções públicas e na mídia em relação à crise dos abusos sobre menores por parte de alguns sacerdotes.

Esse tema esteve na agenda da mídia americana desde 2002. Assisti a um congresso nos EUA de professores de comunicação de diversas faculdades e havia uma mesa redonda que se ocupava da religião dos meios. Comentando lá minha intuição, os jornalistas me disseram que eles também concordavam com isso. O tema havia deixado de ser notícia porque o Papa tinha enfrentando tão claramente o problema em sua viagem, que não era um tema prioritário de interesse informativo.

-Quais foram as características dessa investigação?

Norberto González Gaitano: Foi uma aproximação empírica: as verdadeiras mudanças, também sociais, ocorrem nas consciências dos homens e por isso nenhuma aproximação empírica nunca poderá medir os efeitos de uma viagem do Papa sobre as consciências. O que esta investigação, ou outros tipos de análises empíricas querem medir são as mudanças de percepção, dos jornalistas (opinião publicada) e do povo (opinião pública), ou seja, o que chamamos normalmente de imagem pública.

-Quais particularidades o senhor viu nessa viagem do Papa?

Noberto González Gaitano: O Papa foi convidado pelas Nações Unidas. Havia uma enorme expectativa. Ratzinger, enquanto prefeito da Congregação para a Doutrina de fé, tinha uma imagem negativa. Viajava a um país fortemente secularizado em suas elites também profundamente em aspectos religioso e social. A religião tem uma presença pública e não institucional, portanto, não foram discutidas as diferenças que acontecem na Europa. A viagem tornou visível o modelo de convivência social respeitoso da religião, e não somente "tolerante", e num clima de liberdade política e social.

-Quais fatores o senhor acredita que contribuíram para a imagem favorável do Papa nos Estados Unidos?

Norberto González Gaitano: Que foram e o escutaram. Quase sem filtros. Tenho a impressão de que o resultado até agora de todas as viagens foi similar. Veja na Turquia, Sydney ou na recente viagem a Malta. Sempre o efeito é muito mais positivo que as expectativas enfatizadas dramaticamente por parte de alguns comentaristas que escrevem nos meios de comunicação e que contagiam um determinado clima de opinião aos menos informados ou a quem não está presente no lugar dos fatos.

Em termos de imagem, quanto ao que se pode medir cuidadosamente - coisa nada simples - penso que pode-se dizer que a humilde coragem, a honra e a sinceridade de Bento XVI em enfrentar o grave problema dos abusos desde o começo de sua viagem e depois continuar (todos nós recordamos da coletiva de imprensa no avião e a resposta franca e bem madura para as perguntas de um jornalista) fazendo mais pela Igreja nos Estados Unidos que todo o trabalho de comunicação que se tornou realidade eclesial americana. Sei que isso é uma afirmação exagerada, mas me permita também abandonar o papel de estudioso de laboratório e fazer um pouco de argumentação.

-Finalmente, diante da onda de informação negativa contra a Igreja e o Papa pelos escândalos de abusos a menores, aual moral vai deixar essa investigação para a situação atual?

Norberto González Gaitano:Como no caso da nuvem causada pelo vulcão irlandês, lamentavelmente ficarão alguns resíduos tóxicos no ambiente, logo entre os menos superficiais ficará a consciência de que é tão fraco o imponente sistema (de transporte em um caso, dos meios no outro), logo talvez deixe na consciência e nas mentes que "uma palavra de verdade pesa mais que o mundo", como dizia Solzhenitsyn, e também, agregaria, a prova de que um homem justo é suficiente para confundir a quem não tem a consciência em seu lugar (em ambas as trincheiras) ... Depois, restará a certeza de que não esqueceremos rapidamente estas e outras lições que aprendemos tão dificilmente.

Fonte: http://www.zenit.org/article-24819?l=portuguese


Grande abraço a todos.

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Re: Obrigado Papa Bento XVI!

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