Eucaristia, muito mais que reunião fraterna

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EUCARISTIA: CORPO E SANGUE DO SENHOR - SÍMBOLO OU REALIDADE ?

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Qui Dez 31, 2009 6:02 am

Os católicos temos o Sacramento da Eucaristia como centro da vida cristã, considerndo ser ela, na sua essência, presença real do Corpo e do Sangue de Jesus que se nos dá em alimento. A falta de fé, muitas vezes faz com que algumas pessoas não compreendam este sacramento e não lhe dêem o merecido valor. Por outro lado, a partir da reforma protestante, surgiram vários conceitos que, quebrando a unidade, reduziu a concepção a respeito deste sacramento a apenas um memorial ou uma comemoração muito distante daquilo que Jesus instituiu na ultima ceia.
Muitas são as questões a respeito desta temática que precisam de um amplo diálogo para que haja um maior esclarecimento. Pensando nas possíveis respostas para várias perguntas com as quais nos deparamos no nosso cotidiano e para tantas outras ainda não formuladas, estou abrindo este tópico.
Grande abraço a todos !
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Re: Eucaristia, muito mais que reunião fraterna

Mensagem por Yuri07 em Sex Jan 01, 2010 11:56 am

Vou tentar falar algo sobre o assunto.

O mistério da Eucaristia está unido ao mistério do sacrifício redentor de Cristo. Há sempre essa união. Na última ceia com os apóstolos ele diz tomando o pão e distribuindo-o aos discípulos: "isto é o meu corpo que será entregue por vós. Fez o mesmo distribuindo entre os discípulos o cálice com vinho dizendo: Este é o meu sangue, o sangue da nova aliança, que será derramado por vós". Há uma união então entre a mesa do corpo e sangue e o sacrifício na cruz.

A eucaristia é um memorial desse sacrifício e isso é expresso na liturgia:

Após a consagração, dando prosseguimento à oração eucarística, o sacerdote diz:
Oração Eucarística III: Celebrando agora, ó Pai, a memória do vosso Filho, da sua paixão que nos salva, da sua gloriosa ressurreição e da sua ascensão ao céu, e enquanto esperamos a sua nova vinda, nós vos oferecemos em ação de graças este sacrifício de vida e santidade.

A eucaristia é então um memorial. Um memorial que une todos esses mistérios. Contudo, isso não significa que o pão e o vinho sejam apenas símbolos desse memorial. Fiel às palavras de Cristo ("isto é o meu corpo", "isto é o meu sangue") a Igreja declarou no concílio de Trento:
"Se alguém disser que no sacrossanto Sacramento da Eucaristia permanecem as substâncias do pão e do vinho, juntamente com o Corpo e o Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo, e negar aquela maravilhosa e singular conversão de toda a substância do pão e do vinho em Corpo e Sangue, permanecendo apenas as espécies de pão e vinho, conversão essa que a Igreja muito corretamente chama 'Transubstanciação', seja excomungado." (Dz. 884-877).
O sacramento da eucaristia é então verdadeiramente e materialmente o corpo e o sangue de nosso Senhor Jesus Cristo que se entrogou uma vez por todas em seu sacrifício na cruz para nossa salvação. Recebemos indignamente em nosso corpo, na eucaristia, o corpo e o sangue daquele que para a nossa salvação nasceu, se entregou na cruz, ressuscitou, subiu aos céus, assentou-se à direita de Deus e que virá uma segunda vez para julgar os vivos e os mortos. A eucaristia une tudo isso num mistério: o amor de Deus por nós.
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Re: Eucaristia, muito mais que reunião fraterna

Mensagem por Marcelo Ribeiro dos Santo em Seg Jan 04, 2010 11:16 pm

Yuri, tudo bem.
Não entendi sua colocação: Oração Eucarística III: Celebrando agora, ó Pai, a memória do vosso Filho.....
Nós o fazemos em memória de Cristo, quando o SENHOR disse :este é meu corpo e meu sangue que é derramado por vós ele estava fazendo menção de sua morte, não é? Ele não rasgou de seu corpo e deu ao discípulos nem se cortou e deu de seu sangue para os discipulos beberem, então porque é preciso crer que realmente depois de consagrado O PÃO é o corpo e o sangue de Cristo uma vez que o mais importante é o memorial? iIsto se dá porque o concílio de Trento determinou? VC PODERIA ME ESCLARECER..
Yuri07 escreveu:Vou tentar falar algo sobre o assunto.

O mistério da Eucaristia está unido ao mistério do sacrifício redentor de Cristo. Há sempre essa união. Na última ceia com os apóstolos ele diz tomando o pão e distribuindo-o aos discípulos: "isto é o meu corpo que será entregue por vós. Fez o mesmo distribuindo entre os discípulos o cálice com vinho dizendo: Este é o meu sangue, o sangue da nova aliança, que será derramado por vós". Há uma união então entre a mesa do corpo e sangue e o sacrifício na cruz.

A eucaristia é um memorial desse sacrifício e isso é expresso na liturgia:

Após a consagração, dando prosseguimento à oração eucarística, o sacerdote diz:
Oração Eucarística III: Celebrando agora, ó Pai, a memória do vosso Filho, da sua paixão que nos salva, da sua gloriosa ressurreição e da sua ascensão ao céu, e enquanto esperamos a sua nova vinda, nós vos oferecemos em ação de graças este sacrifício de vida e santidade.

A eucaristia é então um memorial. Um memorial que une todos esses mistérios. Contudo, isso não significa que o pão e o vinho sejam apenas símbolos desse memorial. Fiel às palavras de Cristo ("isto é o meu corpo", "isto é o meu sangue") a Igreja declarou no concílio de Trento:
"Se alguém disser que no sacrossanto Sacramento da Eucaristia permanecem as substâncias do pão e do vinho, juntamente com o Corpo e o Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo, e negar aquela maravilhosa e singular conversão de toda a substância do pão e do vinho em Corpo e Sangue, permanecendo apenas as espécies de pão e vinho, conversão essa que a Igreja muito corretamente chama 'Transubstanciação', seja excomungado." (Dz. 884-877).
O sacramento da eucaristia é então verdadeiramente e materialmente o corpo e o sangue de nosso Senhor Jesus Cristo que se entrogou uma vez por todas em seu sacrifício na cruz para nossa salvação. Recebemos indignamente em nosso corpo, na eucaristia, o corpo e o sangue daquele que para a nossa salvação nasceu, se entregou na cruz, ressuscitou, subiu aos céus, assentou-se à direita de Deus e que virá uma segunda vez para julgar os vivos e os mortos. A eucaristia une tudo isso num mistério: o amor de Deus por nós.

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Re: Eucaristia, muito mais que reunião fraterna

Mensagem por Yuri07 em Ter Jan 05, 2010 10:49 am

É realmente difícil explicar isso porque envolve um grande mistério. O concílio de Trento, assim como todo legítimo concílio que anuncia algo como verdade infalível (dogma), a proclama, como diz o nome, de forma infalível, logo, sua autoridade em falar da transubstanciação é indiscutível para nós católicos. Contudo, dar uma resposta assim sem explicar ou explanar o assunto seria muito simples. O pão e o vinho, ao serem consagrados, se tornam o mesmo corpo e o mesmo sangue daquele que esteve pregado na cruz e resuscitou. A eucaristia é um memorial, mas esse memorial não é feito de forma simbólica, e sim de forma real, pois estamos presenciando na missa aquele único sacrifício redentor de Cristo, é como se as barreiras de tempo e espaço se quebrassem e estivéssemos realmente aos pés da cruz de Jesus. Estamos, ao receber seu corpo e sangue, nos unindo ao nosso redentor, nos unindo como membros da Igreja à cabeça da Igreja, que é Cristo.

Há muito mais para se dizer desse mistério, mas por hora só vou colocar isso.
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Re: Eucaristia, muito mais que reunião fraterna

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Ter Jan 05, 2010 7:58 pm

Ao perquirirmos a história do protestantismo, vemos que nos seus primórdios houve uma grande polêmica inerente à eucaristia, se era apenas um memorial ou se era realmente o corpo e o sangue do Senhor. Esta polêmica foi uma das questões que protagonizaram a animosidade existente entre Lutero, Zínglio e Calvino, dentre tantas outras. Esta mesma polêmica continua existindo no tempo contemporâneo, de modo que há muitas interpretações particulares que divergem da verdade que Jesus nos ensinou.
No seu colóquio, Marcelo afirmou que o memorial é mais importante que o corpo e o sangue do Senhor, o que se configura em grande equívoco, provavelmente originário de uma dentre tantas interpretações oriundas do protestantismo.
É verdade que a celebração da Eucaristia é um memorial. Entretanto, não é somente isso, pois é comunhão com o corpo e com o sangue do Senhor. Quando Jesus ordenou "Fazei isto em memória de mim", estas palavras não revogaram o que dissera antes: "Isto é o meu corpo... Isto é o meu sangue", conforme Yuri deixou muito transparente nos seus colóquios, de acordo com o Concílio de Trento e com as Sagradas Escrituras.
Além da descrição dos evangelhos a respeito da instituição da Eucaristia, bem como dos ensinamentos de São Paulo, é importante revisitar o capítulo sexto de evangelho segundo São João, no qual Jesus explica com toda a propriedade e veemência necessárias o que realmente é a Eucaristia.
Grande abraço !
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Re: Eucaristia, muito mais que reunião fraterna

Mensagem por Marcelo Ribeiro dos Santo em Qua Jan 06, 2010 8:14 pm

Graça e Paz a todos!!

Desculpe-me por questionar este assunto, mas, quando Cristo pariu o pão e deu também do vinho a seus discípulos para beber ele não estava usando de um meio para comunicar algo maior:
O partir do pão como seu corpo partido por nós e o vinho como seu sangue derramado na cruz por nós?

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Re: Eucaristia, muito mais que reunião fraterna

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Qui Jan 07, 2010 6:31 am

Caríssimo Marcelo,
Que a paz do Senhor esteja sempre com você !
Este "algo maior" que você questiona, Jesus já o comunicara bem antes.
Foi exatamente por isso que sugerí a leitura do sexto capítulo do Evangelho segundo São João. Na Santa Ceia, Ele não mais o comunica, mas realiza o que já comunicara antes.
Com efeito, se na Santa Cruz Jesus se dá em sacrifício, na Santa Ceia, Ele se dá em alimento. Enquanto o seu corpo INTACTO E NÃO PARTIDO foi imolado na cruz, na Santa Ceia ele é partido, e repartido, de maneira que, misteriosamente, mesmo sendo partido e repartido, permanece intacto, de modo que quem dele participa, comunga com o corpo, o sangue, a alma e a deivindade de Jesus na sua integralidade, na sua totalidade.
A Eucaristia, portanto, mesmo tida como memorial, É TAMBÉM SACRAMENTO, de modo que, transcedendo a memória, ELA É VERDADEIRAMENTE CORPO E SANGUE DO SENHOR JESUS NA SUA ESSÊNCIA, NE SEU SER EM SI MESMO.
"Hic est panis qui de caelo descendit" (Joannes VI,LIX)
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Re: Eucaristia, muito mais que reunião fraterna

Mensagem por Yuri07 em Qui Jan 07, 2010 11:06 am

Estava próximo o seu sacrifício na cruz, Jesus, não querendo deixar só seus discípulos, fez-se comida e bebida para eles. E diz com o pão "isto (o pão) é o meu corpo", fazendo o mesmo com o vinho. Esta ceia eucarística está unida em mistério ao sacrifício na cruz, porque não nos faz simplesmente lembrar o sacrifício, mas estar realmente presente e vivendiando-o, pois recebemos o mesmo corpo e o mesmo sangue daquele que está pregado na cruz.
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Re: Eucaristia, muito mais que reunião fraterna

Mensagem por são vieira em Sab Jan 09, 2010 6:29 am

"está unida em mistério"- cito

não entendo esta expressão...

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Re: Eucaristia, muito mais que reunião fraterna

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Sab Jan 09, 2010 7:02 am

Mistério não é para se entender, mas para crer!
Aquilo que muitas vezes não o entendemos à luz da razão, podemos entender à luz da fé!
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Re: Eucaristia, muito mais que reunião fraterna

Mensagem por Yuri07 em Seg Jan 11, 2010 11:37 am

"Estar unido em mistério" significa "estar unido de uma forma que não compreendemos com a nossa inteligência, mas pela fé nós acolhemos".

Disse com outras palavras aquilo que Flávio havia dito.
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Eucaristia, muito mais que reunião fraterna

Mensagem por Pe. Anderson em Qua Abr 21, 2010 4:55 pm

Caros amigos,

Oferecemos a seguir o discurso que Bento XVI dirigiu hoje aos bispos do Regional Norte II da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), recebidos pela manhã no contexto da visita ad Limina Apostolorum. Espetacular catequese sobre a Eucaristia, mensagem totalmente adequada à Igreja no Brasil.

Amados Irmãos no Episcopado,

A vossa visita ad Limina tem lugar no clima de louvor e júbilo pascal que envolve a Igreja inteira, adornada com os fulgores da luz de Cristo Ressuscitado. Nele, a humanidade ultrapassou a morte e completou a última etapa do seu crescimento penetrando nos Céus (cf. Ef 2, 6). Agora Jesus pode livremente retornar sobre os seus passos e encontrar-Se como, quando e onde quiser com seus irmãos. Em seu nome, apraz-me acolher-vos, devotados pastores da Igreja de Deus peregrina no Regional Norte 2 do Brasil, com a saudação feita pelo Senhor quando se apresentou vivo aos Apóstolos e companheiros: «A paz esteja convosco» (Lc 24,36).

A vossa presença aqui tem um sabor familiar, parecendo reproduzir o final da história dos discípulos de Emaús (cf. Lc 24, 33-35): viestes narrar o que se passou no caminho feito com Jesus pelas vossas dioceses disseminadas na imensidão da região amazônica, com as suas paróquias e outras realidades que as compõe como os movimentos e novas comunidades e as comunidades eclesiais de base em comunhão com o seu bispo (cf. Documento de Aparecida, 179). Nada poderia alegrar-me mais do que saber-vos em Cristo e com Cristo, como testemunham os relatórios diocesanos que me enviastes e que vos agradeço. Reconhecido estou de modo particular a Dom Jesus Maria pelas palavras que acaba de me dirigir em nome vosso e do povo de Deus a vós confiado, sublinhando a sua fidelidade e adesão a Pedro. No regresso, assegurai-o da minha gratidão por tais sentimentos e da minha Bênção, acrescentando: «Realmente o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão» (Lc 24,34).

Nesta aparição, palavras - se as houve - diluíram-se na surpresa de ver o Mestre redivivo, cuja presença diz tudo: Estive morto, mas agora vivo e vós vivereis por Mim (cf. Ap 1,18). E, por estar vivo e ressuscitado, Cristo pode tornar-Se «pão vivo» (Jo 6, 51) para a humanidade. Por isso sinto que o centro e a fonte permanente do ministério petrino estão na Eucaristia, coração da vida cristã, fonte e vértice da missão evangelizadora da Igreja. Podeis assim compreender a preocupação do Sucessor de Pedro por tudo o que possa ofuscar o ponto mais original da fé católica: hoje Jesus Cristo continua vivo e realmente presente na hóstia e no cálice consagrados.

Uma menor atenção que por vezes é prestada ao culto do Santíssimo Sacramento é indício e causa de escurecimento do sentido cristão do mistério, como sucede quando na Santa Missa já não aparece como proeminente e operante Jesus, mas uma comunidade atarefada com muitas coisas em vez de estar recolhida e deixar-se atrair para o Único necessário: o seu Senhor. Ora, a atitude primária e essencial do fiel cristão que participa na celebração litúrgica não é fazer, mas escutar, abrir-se, receber… É óbvio que, neste caso, receber não significa ficar passivo ou desinteressar-se do que lá acontece, mas cooperar – porque tornados capazes de o fazer pela graça de Deus – segundo «a autêntica natureza da verdadeira Igreja, que é simultaneamente humana e divina, visível e dotada de elementos invisíveis, empenhada na ação e dada à contemplação, presente no mundo e, todavia, peregrina, mas de forma que o que nela é humano se deve ordenar e subordinar ao divino, o visível ao invisível, a ação à contemplação, e o presente à cidade futura que buscamos» (Const. Sacrosanctum Concilium, 2). Se na liturgia não emergisse a figura de Cristo, que está no seu princípio e está realmente presente para a tornar válida, já não teríamos a liturgia cristã, toda dependente do Senhor e toda suspensa da sua presença criadora.

Como estão distantes de tudo isto quantos, em nome da inculturação, decaem no sincretismo introduzindo ritos tomados de outras religiões ou particularismos culturais na celebração da Santa Missa (cf. Redemptionis Sacramentum, 79)! O mistério eucarístico é um «dom demasiado grande – escrevia o meu venerável predecessor o Papa João Paulo II – para suportar ambigüidades e reduções», particularmente quando, «despojado do seu valor sacrificial, é vivido como se em nada ultrapassasse o sentido e o valor de um encontro fraterno ao redor da mesa» (Enc. Ecclesia de Eucharistia, 10). Subjacente a várias das motivações aduzidas, está uma mentalidade incapaz de aceitar a possibilidade duma real intervenção divina neste mundo em socorro do homem. Este, porém, «descobre-se incapaz de repelir por si mesmo as arremetidas do inimigo: cada um sente-se como que preso com cadeias» (Const. Gaudium et spes, 13). A confissão duma intervenção redentora de Deus para mudar esta situação de alienação e de pecado é vista por quantos partilham a visão deísta como integralista, e o mesmo juízo é feito a propósito de um sinal sacramental que torna presente o sacrifício redentor. Mais aceitável, a seus olhos, seria a celebração de um sinal que corresponda a um vago sentimento de comunidade.

Mas o culto não pode nascer da nossa fantasia; seria um grito na escuridão ou uma simples auto-afirmação. A verdadeira liturgia supõe que Deus responda e nos mostre como podemos adorá-Lo. «A Igreja pode celebrar e adorar o mistério de Cristo presente na Eucaristia, precisamente porque o próprio Cristo Se deu primeiro a ela no sacrifício da Cruz» (Exort. ap.Sacramentum caritatis, 14). A Igreja vive desta presença e tem como razão de ser e existir ampliar esta presença ao mundo inteiro.

«Fica conosco, Senhor!» (cf. Lc 24, 29): estão rezando os filhos e filhas do Brasil a caminho do XVI Congresso Eucarístico Nacional, daqui a um mês em Brasília, que deste modo verá o jubileu áureo da sua fundação enriquecido com o "ouro" da eternidade presente no tempo: Jesus Eucaristia. Que Ele seja verdadeiramente o coração do Brasil, donde venha a força para todos homens e mulheres brasileiros se reconhecerem e ajudarem como irmãos, como membros do Cristo total. Quem quiser viver, tem onde viver, tem de que viver. Aproxime-se, creia, entre a fazer parte do Corpo de Cristo e será vivificado! Hoje e aqui, tudo isto desejo à esperançosa parcela deste Corpo que é o Regional Norte 2, ao conceder a cada um de vós, extensiva a quantos convosco colaboram e a todos os fiéis cristãos, a Bênção Apostólica.

Como sempre, o Papa vai ao centro da questao, e vê perfeitamente a nossa realidade e a centralidade do mistério de Deus. Deixo esse texto para nossa reflexao. Grande abraço e que o Senhor abençoe a todos.
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Re: Eucaristia, muito mais que reunião fraterna

Mensagem por Thales em Seg Abr 26, 2010 10:43 pm

Obrigado, padre Anderson! Gostei muito do texto!
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O coração do Brasil é a Eucaristia.

Mensagem por Pe. Anderson em Dom Jun 06, 2010 4:17 pm

Caros amigos,

Vejam essas palavras do nosso Papa ao povo brasileiro em Roma, no ultimo dia 9 de maio.


"Dirijo uma saudação especial ao povo brasileiro que vai se reunir na sua capital, Brasília, p"ara celebrar o XVI Congresso Eucarístico Nacional, de quinta-feira a domingo próximos, com a presença do meu Enviado especial, Cardeal D. Cláudio Hummes. No lema do Congresso aparecem as palavras dos discípulos de Emaús: "Fica conosco, Senhor!", expressão do desejo que palpita no coração de todo ser humano. Possais todos vós, pastores e povo fiel, redescobrir que o coração do Brasil é a Eucaristia. É justamente no Santíssimo Sacramento do Altar que Jesus mostra a sua vontade de estar conosco, de viver em nós, de doar-se a nós. A sua adoração leva-nos a reconhecer o primado de Deus, pois só Ele pode transformar o coração dos homens, levando-os à união com Cristo num só Corpo. De fato, ao receber o Corpo do Senhor ressuscitado, experimentamos a comunhão com um Amor que não podemos guardar para nós mesmos: este exige ser comunicado aos demais, para assim poder construir uma sociedade mais justa. Por fim, estando próximo o encerramento do Ano sacerdotal, convido todos os sacerdotes a cultivarem uma espiritualidade profundamente eucarística, a exemplo do Santo Cura d'Ars que, buscando unir o seu sacrifício pessoal àquele de Cristo atualizado no Altar, exclamava: "Como faz bem um padre oferecer-se em sacrifício a Deus todas as manhãs!". E enquanto invoco, pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida, as maiores graças do Céu para que, alimentados pela Eucaristia, pão da Unidade, se tornem verdadeiros Discípulos Missionários, a todos concedo benevolente a Bênção Apostólica.

Grande abraço a todos.
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Re: Eucaristia, muito mais que reunião fraterna

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Seg Jun 07, 2010 12:42 pm

De boas intenções ... ... ... ...

Eu fui à missa durante muitos anos (várias dezenas) e até comecei a ajudar à missa em latim com 7 anos de idade ensinado por minha mãe.

Contudo quando tive que me mudar para o sítio onde agora vivo deixai de assistir a «isso» que mais me parecia hipocrisia.
É que eu sentia-me completamente sozinho, apesar da igreja estar completemente cheia. Não deixei de ir à missa por divergências doutrinais, (que é o menos importante) mas pelo que via e sentia.

A igreja não tão tinha alma, nem carne, nem sangue. Tinha apenas pedras frias e muitos fantasmas. Assim, não dá.
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Re: Eucaristia, muito mais que reunião fraterna

Mensagem por Pe. Anderson em Seg Jun 07, 2010 3:02 pm

Senhor Manuel,

Lamento muito pelo senhor, pela sua experiência. Creio que nao deve ter sido fácil essa sua experiência. Só creio que sua experiência nao pode ser universalizada. A Igreja está presente em todo o mundo, dá sentido à vida de mais de 1 bilhao de pessoas. Nao nego que as vezes aconteçe o que aconteceu com o senhor, mas isso pode ser uma oportunidade que Deus nos dá para rezarmos mais pelos outros e para tentarmos mudar as coisas com nossa caridade. Mas compreendo sua situaçao.

O que posso dizer é que quem participa na Eucaristia com fé e devoçao, tem realmente suas vidas transformadas, pouco a pouco. Pois na Eucaristia, por encima de tudo, está presente o Senhor, com toda sua pessoa, todo seu amor. Só Ele é capaz de dar sentido às nossas vidas, de curar nossas feridas, de nos dá uma alegria verdadeira cheia de paz.

Estarei rezando pelo senhor. Um grande abraço e fique na paz.
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Re: Eucaristia, muito mais que reunião fraterna

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Ter Jun 08, 2010 8:27 am

Mas o que este mundo precisa é de uma transformação radical.
Ao ler na Bíblia, que já li várias vezes e várias traduções e em várias línguas, ao me imaginar no contexto em que Cristo vivia, no ponto de vista psicológico e sua relações com os sacerdotes do seu tempo, assim como os doutores da Lei Moisaica, chego à conclusão que nada ou quase nada mudou; às vezes até tenho a impressão de que as coisas ainda estão piores.
Está claro que hoje seria impensável crucificarem esse homem maravilhoso a quem chamamos de Cristo, mas na história do Cristianismo houve épocas em que isso era mais que possível e até mais facilmente que então.

Cristo tinha razão quando disse a Nicodemos:
É preciso nascer de novo.(João 3,3)

Uma evolução de avanços e recuos é muito pouco, muito pouco mesmo.
É como que estarmos a marchar no mesmo sítio.
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Re: Eucaristia, muito mais que reunião fraterna

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Qui Jun 10, 2010 6:21 am

Um dos efeitos da comunhão com o Corpo e com o Sangue do Senhor presentes na Eucaristia é o convívio cheio de amor entre os cristãos. Entretanto, muitas vezes isso se torna difícil porque as pessoas não crêem como deveriam com uma fé e uma devoção profunda, como nos referendou o Pe. Anderson.
Ao me referir à Sagrada Eucaristia, costumo afirmar que somente adentrarão no seu mistério, aqueles que confiam sem desconfiar, ou seja, que confiam plenamente na Palavra de Jesus. Somente assim o cristão pode distinguir o Corpo e o Sangue do Senhor como nos ensina São Paulo.
A Eucaristia não pode ser uma questão de costume que aprendemos a guardar ou conservar porque assim aprendemos uns dos outros, o que significaria algo como uma mera tradição, como um simples ritual que muitas vezes se repete, mas que não tem qualquer efeito sobre a vida humana. Neste sentido, seria apenas uma espécie de "lanchinho" que se repetiria a cada reunião da fraternidade dos cristãos.
A Eucaristia, como afirmou o Pe. Anderson, dá sentido a nossa vida e a vida da comunidade eclesial. Tal sentido é para todos, embora que todos não o encontrem como aconteceu, por exemplo, com Judas Iscariotes, sobre o qual o próprio Jesus afirmou que não estava purificado para recebê-la.
Sabemos que o que aconteceu em relação a Judas, continua acontecendo enquanto a Igreja existir, pois mesmo sendo uma instituição santa, é ao mesmo tempo formada por pecadores, tendo por finalidade formar em santidade e serviço o povo de Deus, exatamente ao contrário do que muita gente pensa.
Por não encontrarem a santidade plena nas outras pessoas, muitos dos que estão na Igreja se decepcionam, se retiram, se revoltam e passam a viver fora da Eucaristia, julgando as pessoas, generalizando-as e denegrindo pela imagem de uns a imagem de toda a Igreja.
Não podemos, vendo o exemplo de Judas, afirmar que todos os apóstolos foram traidores, o que seria hipocrisia, como é hipocrisia também, pelo comportameto de alguns, depreciar a imagem da totalidade da Igreja.
Esta postura se tornou muito clara nos dois ultimos colóquios do Sr. Manuel neste tópico, quando demonstrou ser uma pessoa sem maturidade, sem discernimento das coisas pertinentes à fé e à vida eclesial no momento em que se retirou da Igreja, o que é de certa forma muito natural para alguem que vivia ainda a vida de criança aos 7 anos de idade ou pouco mais que isso.
Entretanto, o que me é estranho é o fato de nada ter encontrado de positivo, de instigante e de salutar na vida eclesial, a ponto de dedicar-se à crítica exaustiva e depreciativa da instituição eclesial, por muitas vezes se servindo de versículos isolados das Sagradas Escrituras para, deturpando-lhe o sentido, desviar a verdadeira compreensão de muitos.
Confesso que ainda não consegui compreender qual é a sua linha de pensamento que, ao meu ver, se configura com aparente meiguice, embora seja eivada sutilmente de um grande repertório ou acervo de hostilidades.
Isso se percebe quando afirma chegar à conclusão que nada ou quase nada mudou e às vezes ter a impressão de que as coisas estão piores, mesmo tendo afirmado antes que saiu completamente do convívio da Igreja que se lhe parecia hipocrita. Com efeito, como pode ter chegado a conclusão de que nada mudou (ou a qualquer outra conclusão) se não está presente para ver as martavilhas de Deus? Assim, tal qual o peixe é fisgado pela boca, perdeu-se nas suas próprias palavras.
Vale salientar que determinadas expressões utizadas pelo Sr. Manuel são muito vagas em seu sentido, como por exemplo: "ao me imaginar no contexto em que Cristo vivia", "me parecia hipocrisia" e "tenho a impressão", não deixando muito claro o que realmente quer transmitir nos seus colóquios.
Estas expressões, da forma como como estão sendo utilizadas, nos demonstra que é muito grande o desejo e o esforço do Sr. Manuel no sentido de levar as pessoas a acreditarem em coisas que ele próprio não apresenta argumentos consistentes, mas duvidosos e ricos de incógnitas.
Não se pode se imaginar no contexto em que Cristo vivia, pois a imaginação é fértil em coisas vãs. Ma é necessário, imprescindível e imperativo viver no contexto de Cristo nos dias atuais, o que somente é possível no seio da sua Igreja, na Eucaristia, na comunhão com o corpo e com o sangue do Senhor. Fora deste contexto, tudo é duvidoso, incerto, inconsistente.
Grande abraço a todos !
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Re: Eucaristia, muito mais que reunião fraterna

Mensagem por quemtembocadizaverdade em Qua Set 15, 2010 7:46 pm

por que não posso morder a óstia? por que chama óstia e não pão?
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Re: Eucaristia, muito mais que reunião fraterna

Mensagem por alessandro em Qui Set 16, 2010 4:14 pm

olha querido amigo, não há nada que diga que vc nao pode morder a óstia.
o verbo original usado por são joão no discurso do pão da vida tem a conotação de mastigar.

qto a palavra hóstia, significa vítima. damos esse nome pq cremos que após a consagração lá está o corpo de Cristo o mesmo que foi morto na cruz e ressuscitou.

abraços

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Re: Eucaristia, muito mais que reunião fraterna

Mensagem por quemtembocadizaverdade em Qui Set 16, 2010 5:22 pm

não entendi. o corpo de Jesus deixa de estar com ele e se transforma na óstia?
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Re: Eucaristia, muito mais que reunião fraterna

Mensagem por Yuri07 em Sex Set 17, 2010 9:42 pm

Após a consagração, o pão se transforma no corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo, ou seja deixa de ser pão. Mas permanece a espécie eucarística ou a aparência eucarística, quer dizer, que para os sentidos: visão, paladar etc. parecerá que ainda é pão, no entanto, pela fé, sabemos que não é mais pão, mas apenas aparenta ser pão.

Quanto à hóstia, foi dito que, depois da consagração, transforma-se no corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo oferecido por nós: hóstia viva oferecida por nós, podemos dizer então que o pão se transforma na hóstia pura, na hóstia santa, na hóstia imaculada.
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Re: Eucaristia, muito mais que reunião fraterna

Mensagem por quemtembocadizaverdade em Sab Set 25, 2010 7:55 am

é lógico que é simbolo. Jesus disse: fazei isso em memória de mim. transformar a óstia no corpo de Cristo é mais uma prática da idolatria. e Jesus disse: comei e bebei todos vós. só o padre é que bebe o vinho não é?
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Re: Eucaristia, muito mais que reunião fraterna

Mensagem por alessandro em Sab Set 25, 2010 12:41 pm

é interessantes pensar que há várias palavras no grego para simbolizar e Jesus não usou nenhuma delas. além disso seus discípulos foram embora por entender as afirmações sobre a Eucaristia em sentido literal. Jesus não se explicou melhor para que ficassem.

Imagino que Jesus seria bastante incoerente se deixasse discípulos o abandornarem por conta de uma explicação errônea.


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Re: Eucaristia, muito mais que reunião fraterna

Mensagem por Yuri07 em Sab Set 25, 2010 12:49 pm

Quando ele disse todos vós, disse a quem? Só estavam lá os Doze.

Que era um simples simbolismo, não foi isso que creram os primeiros cristãos. Ele não disse em momento algum: isto representa o meu corpo, ou isto simboliza o meu sangue; mas isto É o meu corpo. Mas claro do que isso...
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