Confessar com ???

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Confessar com ???

Mensagem por Cosenza em Sex Abr 30, 2010 8:49 am

Porque devo confessar com o padre e não direto com Deus???
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Re: Confessar com ???

Mensagem por Pe. Anderson em Sex Abr 30, 2010 11:00 am

Caro amigo,

Seja muito bem-vindo ao nosso fórum.

Sua pergunta é muito interessante. Sobre isso poderia te dizer rapidamente:

1) A prática de confessar-se diretamente a Deus é ótima, até mesmo podemos dizer que é central na nossa vida espiritual. Essa deve ser entendida como: confessar a debilidade própria e confessar as maravilhas de Deus na nossa vida. Dessa forma, todos os santos recomendaram muito a prática da confissao diária a Deus, através da oraçao. Na oraçao, nós reconhecemos as maravilhas de Deus na nossa vida, agradecemos a Ele, confessamos a sua bondade e, ao mesmo tempo, pedimos perdao por nossas faltas. Na vida espiritual a prática do exame de consciência diária e da contriçao é essencial para o crescimento na nossa vida espiritual. Portanto, confessar diretamente a Deus sempre foi incentivado pela Igreja (Santo Agostinho a recomendava muitíssimo) e é central para o crescimento na nossa vida de amizade com Deus;

2) Entretanto, o que nós dissemos antes nao exclui a necessidade que temos de confessar ao sacerdote todos os nossos pecados graves, ao menos uma vez ao ano, e todas as vezes em que temos consciencia de haver cometido um pecado grave. Nesse sentido, devemos dizer que o Sacramento da Confissao foi instituido por Cristo como o meio ordinário para Ele perdoar nossos pecados e para conceder-nos suas graças. O Sacramento da Penitência tem tambem dois aspectos: de confissao das maravilhas de Deus (especialmente sua misericórdia para com o pecador) e o reconhecimento da nossa debilidade, o reconhecimento da nossa fraqueza e da nossa necessidade de Deus.

Portanto, as duas coisas nao se excluem. Quem pensa assim, faz uma retórica, uma dialética desnecessária. Essa forma de pensar é própria de quem nao está em comunhao plena com a Igreja, que nao consegue entender a Igreja como a grande família de Deus.

Jesus depois da sua ressurreiçao, apareceu aos seus discípulos e deu-lhes o poder de perdoar os pecados. Disse: "Recebei o Espírito Santo, a quem perdoardes os pecados, eles lhes serao perdoados; a quem os retiverdes, eles lhes serao retidos." Depois da cura do paralítico, levado a Jesus através de uma abertura no teto daquela casa, diz os evangelistas que todos aqueles "ficaram espantados porque Deus tinha dado tal poder aos homens." Esse poder era o de perdoar os pecados e o de curar o paralítico. Esse poder foi dado por Cristo a homens que ele escolheu para isso: aos seus Apóstolos e aos seus Sucessores.

Na Confissao pessoal com o sacerdotes nós temos a certeza de que somos perdoados (coisa que nao aconteçe com a confissao direta a Deus), somos orientados em nossa vida espiritual e crescemos na humildade, pois temos que reconhecer nossos pecados diante de um homem. Isso é importantíssimo porque todo pecado é uma falta de humildade, é um ato de soberba, é um querer ser como Deus, sem Deus.

Por isso dizia Sao Bernardo: "um só pensamento de soberba converteu a melhor criatura de Deus no pior dos demônios".

Temos outros tópicos no nosso forum que explicam mais esse Sacramento. Creio que te respondi o essencial aqui. Mas se voce tiver dúvidas ainda, podemos tentar esclarecer.

Um grande abraço e fique na paz do Senhor.
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Re: Confessar com ???

Mensagem por Cosenza em Sex Abr 30, 2010 3:18 pm

Obrigado pela resposta Anderson.

E se eu me confessar somente com Deus e me sentir perdoado poderei receber a comunhão?
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Re: Confessar com ???

Mensagem por Pe. Anderson em Sex Abr 30, 2010 4:24 pm

Caro Cosenza,

Boa a sua pergunta. Temos que dizer que os pecados graves devem ser confessados sempre a um sacerdote, a um bom confessor. A Confissao é tambem um juizo, no qual Deus nos julga e nos perdoa. A certeza desse perdao só nos vem através da confissao pessoal com um sacerdote, que recebeu esse poder de Deus e da Igreja. Nao basta "sentir-se" perdoado internamente, temos necessidade de ter a certeza do perdao. Essa certeza só nos vem através da confissao com um sacerdote.

Certamente esse é o melhor meio para nós, por isso Deus o escolheu. É claro que para todos a Confissao é difícil. A única forma para que a Confissao seja mais fácil e, por incrível que pareca, a Confissao frequente.

Os grandes santos do século XX ensinaram e viveram a Confissao semanal (ainda que nao tivessem consciencia de terem feito um pecado grave). A Confissao nos dá a graça perdida e também nos serve de antítodo, que fortalece nossa vontade e nos ajuda a nao cair nos pecados graves.

Grande abraço.
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Re: Confessar com ???

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Dom Maio 02, 2010 4:22 pm

Pegando uma carona na fala do Pe. Anderson... Quando Jesus diz para os apóstolos: "Recebei o Espírito Santo. A quem vós perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; e a quem vós os retiverdes, ser-lhes-ão retidos", Ele deixa muito claro que a confissão deve ser feita ao sacerdote. Se observarmos mais profundamente o que está neste versículo, logo perceberemos a necessidade da confissão, considerando que, tanto para perdoar, quanto para reter qualquer pecado, há necessidade de conhecê-lo, o que implica necessariamente a confissão.
Por outro lado, por trás da confissão enquanto sacramento instituido por Nosso Senhor, há sempre uma palavra de conforto, de encorajamento, ou um conselho específico que nos ajuda a vencer o pecado. Mas não podemos esquecer do mais importante que é, como afirmou o Pe. Anderson, mais do que sentirmo-nos perdoados, termos a certeza do perdão.
Que a paz do Senhor esteja com todos nós!
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Re: Confessar com ???

Mensagem por Pe. Anderson em Dom Maio 02, 2010 4:41 pm

Caro Flávio,

É isso mesmo o que voce falou. Gostaria de acrescentar só uma coisa. Os sentimentos sao coisas boas, criadas por Deus, e temos que servir e amar a Deus também com nossos sentimentos.

O único problema dos nossos sentimentos é que sao extremamente instáveis e nao podemos confiar neles sempre. Por exemplo: suponhamos que uma pessoa vai rezar, pedindo perdar a Deus num dia em que tudo está dando certo para ela e que ela se sente extremamente alegre. Muito provavelmente ela sairá da sua oraçao pensando: que bom, Deus me perdoou. Se ela reza num dia que tudo vai mal, certamente ela pensará o contrário.

Os sentimentos nao sao confiáveis. Nao podemos pensar que por nos sentirmos perdoados, somos realmente perdoados. Só Deus pode julgar e ele escolheu como meio ordinário para nos julgar a Confissao pessoal.

Grande abraço a todos.
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Re: Confessar com ???

Mensagem por Cosenza em Seg Maio 03, 2010 9:37 am

Obrigado me tirou uma duvida.
Temos a graça de rebeber o espirito santo, então podemos confessar e atender confissão quando estamos ungidos do espirito santo mesmo não sendo sacerdotes?

"Recebei o Espírito Santo. A quem vós perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; e a quem vós os retiverdes, ser-lhes-ão retidos"
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Re: Confessar com ???

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Seg Maio 03, 2010 8:11 pm

Olá, Consenza,

Que a paz do Senhor esteja sempre com você!

Esta citação a que você se refere diz respeito a funções que são exclusivas dos sacerdotes e não da totalidade dos cristãos. Sugiro que observe que Jesus dirigiu esta palavra apenas aos seus sacerdotes (primeiros apóstolos), com excessão de Judas Iscariotes que já estava morte e tinha se desviado desde a quinta feira da Ceia do Senhor e Tomé, que no momento estava ausente (Jo 20,19-25).

Há uma passagem no Evangelho segundo São Mateus na qual Jesus ensina os cristãos a perdoarem os pecados que as pessoas cometem contra as outras pessoas (Mt 18,21-22). Fica muito claro que a razão de perdoarmo-nos uns aos outros nos leva a uma convivência harmônica e saudável. Entretanto, este exercício do perdão não tem valor sacramental e não nos dispensa da confissão sacramental que só pode ser feita com o sacerdote.

Temos a graça de recebermos o Espírito Santo? SIM!
Podemos nos confessar quando queremos ou sentimos necessidade? SIM!
Podemos atender confissões quando estamos ungidos pelo Espírito Santo mesmo não sendo sacerdotes? NÃO!

Somente o Sacerdote tem o poder de perdoar ou reter pecados, de acordo com o discernimento que provém do Espírito Santo e mediante a confissão do pecador.

Penso que ficou mais claro, mas se houver dúvidas, estamos aqui.

Que Deus lhe abençoe hoje e sempre !

Um abraço !
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Re: Confessar com ???

Mensagem por Cosenza em Seg Maio 03, 2010 11:19 pm

Flavio tenho sim, rs
sou um chato né rs
so ainda não entendi o porque
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Re: Confessar com ???

Mensagem por Pe. Anderson em Ter Maio 04, 2010 2:59 am

Caro Cosenza,

Se voce ainda tem dúvidas sobre o tema, consulte o tópico abaixo, creio que aí está tudo muito bem explicado:

http://quemtembocavaiaroma.livreforum.com/liturgia-f10/ato-penitencial-t703.htm

Grande abraço.
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Re: Confessar com ???

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Ter Maio 04, 2010 1:36 pm

Caro Consenza,
Que a paz do Senhor esteja com você hoje e sempre !
Achei engraçado quando você se coloca como chato! Mas não é isso não. Pelo contrário, é muito linda essa sede de Deus que você tem!
Não sei se você observou o tópico que o Pe. Anderson recomendou, pois é muito interessante e esclarecedor.
De qualquer forma, como você afirmou que tem dúvidas e como eu me coloquei à disposição, gostaria que, se possível, formulasse questões com essas dpuvidas para facilitar o nosso diálogo e aos poucos irmos esclarecendo cada aspecto.
Um grande abraço prá você!
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Re: Confessar com ???

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Ter Maio 04, 2010 2:39 pm

Ainda em relação ao sacramento da confissão, ver no nosso fórum: http://quemtembocavaiaroma/catecismo-f9/confissao-t2.htm
Fiquemos na paz do Senhor Jesus!
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Re: Confessar com ???

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Qui Maio 27, 2010 7:53 am

Yeshua disse aos seus discípulos:

22Em seguida, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo. 23*Àqueles a quem perdoardes os pecados, ficarão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ficarão retidos.»
(João 20,22-23)
Foi aos seus discípulos que Yeshua comunicou o Espirito Santo e lhes disse que a quem perdoassem os pecados ficariam perdoados.

Yeshua não disse isso aos «PADRES».

O que acontece na Igreja Católica Romana quanto à confissão auricular aos padres ou sacerdotes é devido à lei interna dessa igreja que obriga à confissão anual aos seus membros perante um membro qualificado do clero (padre).

Mas embora se inspirem nos versículos acima, é coisa completamente diferente e na verdade nada tem a ver com as palavras de Yeshua.
Na verdade Yeshua não apoiava uma classe clerical nem queria «padres» nem «doutores» dentre os seus discípulos como pode verificar em Mateus cap 23.

8*Quanto a vós, não vos deixeis tratar por 'mestres', pois um só é o vosso Mestre, e vós sois todos irmãos. 9E, na terra, a ninguém chameis 'Pai', porque um só é o vosso 'Pai': aquele que está no Céu. 10Nem permitais que vos tratem por 'doutores' , porque um só é o vosso 'Doutor': Cristo. 11*O maior de entre vós será o vosso servo. 12Quem se exaltar será humilhado e quem se humilhar será exaltado.
(Mateus 23)

Ora estas palavras contrastam de uma forma aberrante com o clero das igrejas cristãs, porque elas não pretendem cumprir as palavras de Yeshua, mas em defender os seus PODERES supostamente concedidos pelo MESTRE.
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Re: Confessar com ???

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Sab Maio 29, 2010 3:17 pm

O Sr. Manuel escreveu:
"Na verdade Yeshua não apoiava uma classe clerical nem queria "padres" nem "doutores" dentre os seus discípulos como pode ver em Mt 23."
Esta firmação é própria de quem não conhece as Sagradas Escrituras no seu sentido pleno, pois a conhece apenas para satisfazer o seu livre arbítrio, ou seja, para tentar, de forma extremamente equivocada, adaptar as Sagradas Escrituras ao seu modo de vida, quando deveria, antes, adaptar sua vida às Sagradas Escrituras.
Ao observarmos a descrição do Novo Testamento percebemos que as funções dos apóstolos eram diferentes das funções dos demais seguidores de Cristo e que estes tinham primazia sobre os demais, da mesma forma que Pedro tinha primazia sobre os apóstolos, o que comprova por A + B que a Igreja tem uma constituição hierárquica.
Entretanto, não podemos nos prender a um versículo isolado, pois as Sagradas Escrituras têm um sentido pleno que transcende ao sentido literal. Assim, muitos versículos ou até mesmo passagens não se explicam de forma isolada, mas se complementam em um contexto amplo e não restrito. Não podemos referendar uns versículos em detrimento de outros como o fez o Sr. Manuel no seu ultimo colóquio deste tópico.
Para compreender esta verdade vejamos o seguinte:
"A uns Ele constituiu apóstolos; a outros, profetas; a outros evangelistas, pastores, doutores, para o aperfeiçoamento dos cristãos, para o desempenho da tarefa que visa a construção do Corpo de Cristo (que é a Igreja)" (Ef 4,11-12).
É preciso, portanto, termos cuidado com aqueles que estão em cima do muro ou que não estão do lado de dentro nem do de fora. Pode até ter muito conhecimento mas, não estando em unidade com o Corpo Místico de Cristo que é a Igreja, não merece crédito nem é confiável.
Não se pode colocar o carro na frente dos bois !
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Re: Confessar com ???

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Seg Maio 31, 2010 1:26 pm

Muito bem.

Mas parece que se está a esquecer da historia negra da «igreja católica ROMANA», nomeadamente a inquisição, cruzadas, cristãos novos, venda de indulgências etc. etc. que a identificam claramente como não sendo a igreja do Cristo, que é pura e imaculada.(Efésios 5,27)

A ICAR pretende ser a continuadora (o corpo de Cristo) da igreja dos primórdios, mas as sua história mostra o contrário.

Quanto à minha interpretação acerca de cap. 23 de Mateus está correctíssima. A «ICAR» para ser digna da missão que agora pretende cumprir terá que ser virada do avesso.

A pirâmide hierárquica deverá ser virada ao contrario, de cima para baixo:

11*O maior de entre vós será o vosso servo. 12Quem se exaltar será humilhado e quem se humilhar será exaltado.


Por isso, como YHWH não muda, estes últimos versículos clamam pelo seu cumprimento, tal como o sangue de Abel clamava perante YHWH.

(Efésios 5,27)
27Ele quis apresentá-la esplêndida, como Igreja sem mancha nem ruga, nem coisa alguma semelhante, mas santa e imaculada.


Isto não se refere apenas a uma pessoas em particular, mas à totalidade da sua «igreja», cujos eleitos não são escolhidos pela vontade dos homens pelo próprio PAI:

23Jesus replicou-lhes: «Na verdade, bebereis o meu cálice; mas, o sentar-se à minha direita ou à minha esquerda não me pertence a mim concedê-lo: é para quem meu Pai o tem reservado.»
(Mateus 20,20)
Continue a ler e conforme o verso 27: (Mateus 20,20-27)

Mas que dizer quanto à passagem invocada em (Efésios 4,11,12)

11*E foi Ele que a alguns constituiu como Apóstolos, Profetas, Evangelistas, Pastores e Mestres, 12*em ordem a preparar os santos para uma actividade de serviço, para a construção do Corpo de Cristo,

"A uns Ele constituiu apóstolos; a outros, profetas; a outros evangelistas, pastores, doutores, para o aperfeiçoamento dos cristãos, para o desempenho da tarefa que visa a construção do Corpo de Cristo (que é a Igreja)"
(Ef 4,11-12).

Onde estão esses Apóstolos, Profetas, Evangelistas, Pastores e Mestres ?!

Resposta: Foram mortos pela «Besta». Quando o Dragão mordeu o pé da mulher, que fugiu para o deserto (Apocalipse 12, 13-18), não só causou a morte de Yeshua, mas também a dos seus seguidores.

São o resto disperso no deserto

o resto da sua descendência, isto é, os que observam os mandamentos de Deus e guardam o testemunho de Jesus. (verso 17).

Este resto é que faz parte dos eleitos de YHWH, a Igreja imaculada do Cristo, os escolhidos de DEUS mencionados no cap. 20 do Apocalipse.

O que restou no deserto desta terra foi o cumprimento dos cap. 17 e 18 do Apocalipse, com toda esta inegável confusão Babilónica.

Não há salvadores (cristos) nesta terra miserável, foi por isso que o Cristo disse que se nos dissessem está aqui, ou ali não acrediteis.

(Mateus 24,23-27)
O messiah não está, nas mãos do clero, nem nos sacrários, nem nas igrejas. Não, mas já é tempo de vir resolver toda esta confusão gerada pelos homens sedentos de poder e estabelecer o seu reino de verdade.

Deixei uma cópia da minha resposta no meu site: http://sites.google.com/site/rrfn001/desobediencia/igreja-catolica
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Re: Confessar com ???

Mensagem por Pe. Anderson em Seg Maio 31, 2010 5:03 pm

Caros amigos,

O senhor Manuel está frequentemente apresentando no nosso site uma visao mais ou menos extendida no mundo sobre como se deve enteder a autoridade da Igreja, dos sacerdotes. Será que o que essas opinioes sao verdadeiras? Como devemos entender a autoridade da Igreja? O que significa o poder de governar dado por Cristo aos Apóstolos? Deixo aqui um texto do Papa que creio que esclarece bem essa questao.


"O Ano Sacerdotal chega a seu fim; por isso, na última catequese, comecei a falar sobre as tarefas essenciais do sacerdote, quer dizer: ensinar, santificar e governar. Eu já dei duas catequeses: uma sobre o ministério da santificação, principalmente os sacramentos, e outra sobre o ensino. Portanto, hoje me resta falar sobre a missão do sacerdote de governar, de guiar, com a autoridade de Cristo, não com a própria, a porção do povo que Deus lhe confiou.

Como compreender na cultura contemporânea uma dimensão assim, que implica no conceito de autoridade e tem sua origem no próprio convite do Senhor a apascentar o seu rebanho? O que é realmente, para nós cristãos, a autoridade? As experiências culturais, políticas e históricas do passado recente, sobretudo as ditaduras na Europa Oriental e Ocidental no século XX, fizeram o homem contemporâneo suspeitar deste conceito. Uma suspeita que, com frequência, traduz-se em considerar necessário o abandono de toda a autoridade, que não venha exclusivamente dos homens e esteja perante eles, controlada por eles. Mas, precisamente, olhar para os regimes que, no século passado, semearam terror e morte, recorda com força que a autoridade, em todo o âmbito, quando exercida sem uma referência para o Transcendente, ignora a Autoridade suprema, que é Deus, termina inevitavelmente voltando-se contra o homem. É, então, importante reconhecer que a autoridade humana nunca é um fim, mas sempre e somente um meio e que, necessariamente e por todo o tempo, o fim é sempre a pessoa, criada por Deus com sua própria dignidade intangível e chamada a relacionar-se com seu Criador, na estrada terrena da existência e na vida eterna; é uma autoridade exercida na responsabilidade perante Deus, o Criador. Uma autoridade entendida deste modo, que tem como único objetivo servir ao verdadeiro bem da pessoa e ser transparência do único Bem Supremo que é Deus, não só não é estranha aos homens, mas, pelo contrário, é uma preciosa ajuda na estrada para a plena realização em Cristo, para a salvação.

A Igreja está convocada e compromete-se a exercitar este tipo de autoridade que é serviço, e a exercita não a título próprio, mas em nome de Jesus Cristo, que recebeu do Pai todo o poder no Céu e na terra (cf. Mt 28,18). Por intermédio dos Pastores da Igreja, na realidade, Cristo apascenta ao seu rebanho: é Ele quem o guia, o protege, o corrige, porque o ama profundamente. Mas o Senhor Jesus, Pastor supremo de nossas almas, quis que a Escola Apostólica, hoje os Bispos, em comunhão com o Sucessor de Pedro, e os sacerdotes, seus mais preciosos colaboradores, participem nesta missão sua de cuidar do Povo de Deus, de serem educadores na fé, orientando, encorajando e sustentando a comunidade cristã, ou, como disse o Concílio, "cuidando, principalmente, para que cada um dos fiéis seja conduzido no Espírito Santo a viver segundo o Evangelho sua própria vocação, a praticar uma caridade sincera e de obras e a exercitar essa liberdade com a qual Cristo nos liberou (Presbyterorum Ordinis, 6). Portanto, todo Pastor é o meio através do qual o próprio Cristo ama os homens: mediante seu ministério - queridos sacerdotes -, através de nós, o Senhor reúne as almas, as instrui, as vigia, as guia. Santo Agostinho, em seu Comentário ao Evangelho de São João, diz: "Seja, portanto, compromisso de amor apascentar o rebanho do Senhor"(123,5); esta é a norma suprema de comportamento dos ministros de Deus, um amor incondicional, como o do Bom Pastor, repleto de alegria, aberto a todos, atento aos próximos e aos necessitados (cf S. Agostinho, Discurso 340, 1; Discurso 46, 15), delicado com o mais fraco, os pequenos, os simples, os pecadores, para manifestar a infinita misericórdia de Deus com as palavras tranquilizadoras da esperança (cf Id., Carta 95,1).

Embora esta tarefa pastoral esteja baseada na Eucaristia, sua efetividade não é independente da existência pessoal do presbítero. Para ser um Pastor segundo o coração de Deus (cf Jr 3,15) é necessário um profundo afinco na amizade viva com Cristo, não só da inteligência, mas também da liberdade e da vontade, uma clara consciência da identidade recebida na Ordenação Sacerdotal, uma disponibilidade incondicional para conduzir o rebanho confiante para onde o Senhor desejar e não na direção que, aparentemente, seja mais conveniente ou mais fácil. Isto requer, em primeiro lugar, a contínua e progressiva disponibilidade para deixar que o próprio Cristo governe a existência sacerdotal dos presbíteros. Com efeito, ninguém é capaz de apascentar o rebanho de Cristo, se não vive uma profunda e real obediência ao Cristo e à Igreja, e a mesma docilidade do Povo com seus sacerdotes depende da docilidade dos sacerdotes com Cristo; por isso, na base do ministério pastoral está sempre o encontro pessoal e constante com o Senhor, o conhecimento profundo Dele, submetendo a própria vontade à vontade de Cristo.

Nas últimas décadas, utilizou-se frequentemente o adjetivo "pastoral" quase em oposição ao conceito de "hierárquico", assim como, na mesma contraposição, foi interpretada também a ideia de "comunhão". E talvez neste aspecto possa ser útil uma breve observação sobre a palavra "hierarquia", que é a designação tradicional da estrutura de autoridade sacramental na Igreja, ordenada de acordo com os três níveis de sacramento da Ordem, bispado, sacerdócio, diaconado. Na opinião pública prevalece, nesta realidade "hierárquica" o elemento de subordinação e o elemento jurídico: por isso para muitos a idéia de hierarquia parece-lhes contrastante com a flexibilidade e a vitalidade do sentido pastoral e, também, contrária à humildade do Evangelho. Mas este é um sentido mal entendido da hierarquia, historicamente também causado por abusos de autoridade e de fazer carreira, que são exatamente abusos e não derivam do próprio ser da realidade "hierárquica". A opinião comum é de que "hierarquia" refere-se sempre a algo ligado ao domínio e, assim, não correspondente ao verdadeiro sentido da Igreja, da unidade no amor de Cristo. Mas, como disse, esta é uma interpretação errônea, que tem sua origem em abusos da história, mas não responde ao verdadeiro significado do que é a hierarquia. Iniciemos com a palavra. Geralmente, é dito que o significado da palavra hierarquia seria "sagrado domínio", mas o verdadeiro significado não é isto, é "sagrada origem", quer dizer: esta autoridade não vem do próprio homem, mas que tem sua origem no sagrado, no sacramento; sujeita, portanto, a pessoa à vocação, ao mistério de Cristo; faz do indivíduo um servidor de Cristo e somente enquanto servo de Cristo este pode governar, guiar por Cristo e com Cristo. Por isso, quem entra na sagrada Ordem do Sacramento, a "hierarquia", não é um autocrata, sendo que entra em um novo laço de obediência a Cristo: está ligado a Ele em comunhão com os demais membros da Ordem sagrada, do Sacerdócio. E nem o Papa - ponto de referência de todos os outros Pastores e da comunhão da Igreja - pode fazer o que desejar; pelo contrário, o Papa é o guarda da obediência a Cristo, a sua palavra resumida na regula fidei, na Crença da Igreja, e deve preceder na obediência a Cristo e à sua Igreja. Hierarquia implica, portanto, num nó triplo: primeiro de tudo, é que lhe une com Cristo e com a ordem dada pelo Senhor para sua Igreja; depois, o enlace com os demais Pastores na única comunhão da Igreja; e, finalmente, o laço com os fiéis confiados ao indivíduo, na ordem da Igreja.

Portanto, entende-se que comunhão e hierarquia não são contrárias uma da outra, mas condicionadas entre si. São unidas numa só coisa (comunhão hierárquica). Então, o Pastor só é, como tal, guiando e vigiando ao rebanho, e às vezes impedindo que se dispersem. Sem uma visão clara e explicitamente sobrenatural, não é compreensível a tarefa de governar, característica dos sacerdotes. Por outro lado, está sustentada no verdadeiro amor pela salvação de cada um dos fiéis, é particularmente preciosa e necessária também em nosso tempo. Se o fim é levar o anúncio de Cristo e conduzir os homens ao encontro salvífico com Ele para que tenham vida, a tarefa de guiar configura como um serviço vivido em uma doação total para a edificação do rebanho na verdade e na santidade, frequentemente indo contra a correnteza e lembrando que o maior deve fazer-se como o menor, e o que governa, como o que serve (cf. Lumen gentium, 27).

Onde pode encontrar hoje um sacerdote a força para tal exercício do próprio ministério, na plena fidelidade a Cristo e à Igreja, com uma dedicação total ao rebanho? A resposta é única: em Cristo Senhor. A maneira de governar de Jesus não é a do domínio, mas é o serviço humilde e amoroso do lavatório dos pés, e a realeza de Cristo sobre o universo não é um triunfo terreno, mas que encontra seu ápice no tronco da Cruz, que transforma-se em juízo para o mundo e ponto de referência para o exercício de uma autoridade que seja verdadeira expressão da caridade pastoral. Os santos, e entre eles São João Maria Vianney, exercitaram com amor e dedicação a tarefa de cuidar da porção do Povo de Deus a eles confiada, mostrando também serem homens fortes e determinados, com o único objetivo de promover o verdadeiro bem das almas, capazes de pagar pessoalmente, até o martírio, para permanecerem fiéis à verdade e à justiça do Evangelho.

Queridos sacerdotes, "apascentais ao rebanho de Deus que vos é confiado, vigiando, não forçados, mas voluntariamente (...), sendo modelos do rebanho" (1 P 5,2). Portanto, não tenhais medo de guiar a Cristo cada um dos irmãos que Ele vos confiou, seguros de que cada palavra e cada atitude descendem da obediência à vontade de Deus e trarão frutos; sabei viver apreciando os méritos e reconhecendo os limites da cultura na qual estamos inseridos, com a firme certeza de que o anúncio do Evangelho é o maior serviço que pode ser feito pelo homem. Na realidade, não há bem maior, nesta vida terrena, que conduzir os homens a Deus, vivificar a fé, erguer o homem da inércia e do desespero, dar a esperança de que Deus é íntimo e guia a história pessoal e do mundo: isto é, em definitivo, o sentido profundo e último da tarefa de governar que o Senhor nos confiou. Trata-se de formar o Cristo nos crentes, através deste processo de santificação que é conversão dos critérios, da ponderação de valores, das atitudes, para deixar que Cristo viva em cada fiel. São Paulo resume assim sua ação pastoral: "Filhos meus, por quem eu sofro de novo dores de parto até ver Cristo formado em vós" (Gl, 4 19).

Queridos irmãos e irmãs, eu gostaria de convidar-vos a rezar por mim, Sucessor de Pedro, que tenho uma tarefa específica no governo da Igreja de Cristo, como também por todos vossos Bispos e sacerdotes. Rezai para que saibamos cuidar de todas as ovelhas, também das perdidas, do rebanho confiado a nós. A vós, queridos sacerdotes, dirijo um convite cordial às Celebrações conclusivas do Ano Sacerdotal,nos próximos 9, 10 e 11 de junho, aqui em Roma: meditaremos sobre a conversão e sobre a missão, sobre o dom do Espírito Santo e sobre a relação com Maria Santíssima, e renovaremos nossas promessas sacerdotais, apoiados por todo o Povo de Deus. Obrigado!"

Grande abraço a todos e fiquemos na paz do Senhor.
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Re: Confessar com ???

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Qua Jun 09, 2010 8:26 am

Será que a Igreja Católica é aquilo que desejava ser, «A Imaculada Igreja do Cristo»?!

Quanto à autoridade como organismo, legalmente constituído, nada tenho contra. Cada organismo deste mundo tem os seus estatutos, bons ou maus e os seus filiados devem cumpri-los.

Mas a minha questão não está na legalidade da igreja, nem na sua legitimidade no mundo, mas sim no que diz ser, pelo menos estou convencido que diz (ser a Igreja do Cristo), outra coisa é o que realmente é.
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Manuel Portugal Pires

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Re: Confessar com ???

Mensagem por Pe. Anderson em Qua Jun 09, 2010 1:13 pm

Caro Manuel,

Nós distinguimos tres estados da Igreja: a Igreja triunfante (os santos nos Céus); a Igreja padecente (os que morreram em amizade com Deus, mas nao estao totalmente purificados dos seus pecados leves) e a Igreja militante (todos nós que lutamos nessa vida, com nossos defeitos próprios e com a graça de Deus).

Para nós a Igreja Católica é a "Imaculada Igreja de Cristo" sim, nos seus santos, nos que estao nos Céus. Neles a essência da Igreja chegou à sua perfeiçao, ou seja a Redençao objetiva, alcançada por Cristo, se realizou plenamente.

Para nós seus membros nessa terra, estamos "in status via", em estado de caminhante. Queremos crescer em santidade, que significa, querer crescer em amizade e em comunhao com Deus. Só ele dá a santidade a cada um.

Nesse mundo a Igreja cresce e no seu seio há joio e trigo. A Igreja é como uma rede que no seu interior recolhe peixes bons e maus. Isso nos ensina o Senhor com suas parábolas.

Seria expressao de imaturidade e de irrealismo dizer que todos na Igreja Católica (como em todas as outras igrejas) estao corrompidos, assim como afirmar que basta ingressar em uma igreja ou comunidade religiosa para se salvar.

Jesus propôs-lhes outra parábola: O Reino dos céus é semelhante a um homem que tinha semeado boa semente em seu campo. Na hora, porém, em que os homens repousavam, veio o seu inimigo, semeou joio no meio do trigo e partiu. O trigo cresceu e deu fruto, mas apareceu também o joio.
Os servidores do pai de família vieram e disseram-lhe: - Senhor, não semeaste bom trigo em teu campo? Donde vem, pois, o joio?Disse-lhes ele: - Foi um inimigo que fez isto! Replicaram-lhe: - Queres que vamos e o arranquemos? Não, disse ele; arrancando o joio, arriscais a tirar também o trigo. Deixai-os crescer juntos até a colheita. No tempo da colheita, direi aos ceifadores: arrancai primeiro o joio e atai-o em feixes para o queimar. Recolhei depois o trigo no meu celeiro. Então despediu a multidão. Em seguida, entrou de novo na casa e seus discípulos agruparam-se ao redor dele para perguntar-lhe: Explica-nos a parábola do joio no campo.
Jesus respondeu: O que semeia a boa semente é o Filho do Homem.
O campo é o mundo. A boa semente são os filhos do Reino. O joio são os filhos do Maligno. O inimigo, que o semeia, é o demônio. A colheita é o fim do mundo. Os ceifadores são os anjos. E assim como se recolhe o joio para jogá-lo no fogo, assim será no fim do mundo. O Filho do Homem enviará seus anjos, que retirarão de seu Reino todos os escândalos e todos os que fazem o mal e os lançarão na fornalha ardente, onde haverá choro e ranger de dentes. Então, no Reino de seu Pai, os justos resplandecerão como o sol. Aquele que tem ouvidos, ouça. (Mateus 13)

Mas, se alguém fizer cair em pecado um destes pequenos que crêem em mim, melhor fora que lhe atassem ao pescoço a mó de um moinho e o lançassem no fundo do mar. Ai do mundo por causa dos escândalos! Eles são inevitáveis, mas ai do homem que os causa! (Mateus 18, 6-7)

Nós católicos agradecemos aqueles que vieram antes de nós e nos transmitiram o tesouro precioso da nossa fé. Ao mesmo tempo, somos conscientes que muitos nao viveram de acordo com esse tesouro ao longo da História. A esses que nao viveram, nós rezamos por eles, os perdoamos e deixamos a Deus julgá-los. Cremos que o mais sao e cristao é pormos em prática o que nos dizia o Senhor:

Então Pedro se aproximou dele e disse: Senhor, quantas vezes devo perdoar a meu irmão, quando ele pecar contra mim? Até sete vezes? Respondeu Jesus: Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. (Mateus (18, 21-22)

Um grande problema que vemos é que nós católicos quando falamos da Igreja, pensamos em Cristo, nos Apóstolos, na Virgem Maria, nos mártires, nos grandes santos de todos os tempos. Os nao católicos só conseguem ver os defeitos de que nao viveram de acordo com a fé católica e por isso estao sempre repetindo maquinalmente: e a Inquisiçao? e as Cruzadas? etc, etc...

Dizemos em outras palavras, quando nós cristaos pensamos na Igreja, pensamos em Cristo e nos seus santos (os que formam o Corpo de Cristo). Os nao católicos, quando pensam na Igreja católica, só pensam em Judas Iscariotes.

Grande abraço e que o Senhor te abençoe.


"Onde nao há amor, coloque amor e tirarás amor" (Sao Joao da Cruz)
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Re: Confessar com ???

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Qua Jun 09, 2010 1:34 pm

Pelo que posso concluir:
A Igreja católica oficial na terra, é o mundo: "onde se semeou o trigo e o joio».
Portanto é o primeiro estádio de que fala.

O resto não é possível observar.

Mas isto acontece com todas as igrejas, portanto é melhor que nenhuma se ensoberbeça em detrimento das outras. (1ª Timóteo 3,6)

Penso que não ofendi! Se sim, perdão!
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Manuel Portugal Pires

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Re: Confessar com ???

Mensagem por Pe. Anderson em Qui Dez 23, 2010 4:33 pm

Caro Manuel,

Somente hoje olhei de novo esse tópico, já tinha me esquecido dele. Peço desculpas e vou responder sua questao:

A Igreja na Terra é a "Igreja Militante", ou seja, o terceiro estado que eu citei acima. A "Igreja Triunfante" sao todos os santos que estao nos Céus, nos quais a Igreja Imaculada de Cristo se apresenta perfeitamente. A Igreja Católica diz que estao nos Céus todos os que se salvam e todos os que se salvam se salvam pelos méritos de Cristo, que nos vem através do seu Corpo, a Igreja. Entretanto, nao dizemos que somente os católicos se salvam. Como explicamos em outro tópico, todos os que buscam seguir a própria consciencia em matéria religiosa se salvam, pelos méritos de Cristo.

Como dissemos em outro lugar, inclusive um nao cristao (ou um ateu nao culpavel) pode se salvar, se procura viver a Lei Natural, segundo a própria consciencia e amar a Deus sobre todas as coisas.

http://quemtembocavaiaroma.livreforum.com/t392-salvacao-de-um-nao-batizado?highlight=salvacao+nao+batizado

Evidentemente os católicos pensamos que a Igreja Católica é a Igreja de Cristo e que nela há salvaçao. Alguns podem pensar que isso é um autoritarismo, mas essa acusaçao é fruto de raciocínios superficiais. Na verdade, pensar assim é a coisa mais natural do mundo.

Por exemplo: se perguntarmos a um muçulmano o que é necessario para se salvar. Com certeza ele vai dizer: "fazer-se muçulmano." Se perguntarmos a um Budista, ele vai dizer: "fazer-se budista" (se é que há salvaçao no Budismo); para um membro de uma seita protestante, ele vai dizer: "aceitar Jesus", que na prática significa "fazer-se membro da minha comunidade". Portanto, é a coisa mais normal do mundo que uma religiao diga que ele própria é a certa.

Seria, de fato, estranhissimo que os católicos ou o Papa dissessem que quem quer se salvar deve seguir outra religiao. Isso significa que os católicos nao estao convencidos da verdade daquilo que professam.

A diferença essencial entre a doutrina católica e entre as de outras religioes e seitas protestantes é que a Igreja diz, com toda tranquilidade, que é possível salvar-se nao sendo católico, enquanto que os demais nao dizem o mesmo.

Grande abraço e que o Senhor o abençoe.
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Re: Confessar com ???

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Seg Jan 17, 2011 2:29 pm

Agora sim. isso já cheira a racional!
Está claro que cada um defende as convicções que possui!
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Re: Confessar com ???

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