Dúvidas sobre o sacramento da Confissão

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Re: Dúvidas sobre o sacramento da Confissão

Mensagem por Binhokraus em Ter Jan 11, 2011 3:36 pm

Bom, faço minhas as palavras do Alan.

Sr. Manuel, sempre respeitei suas opiniões, e continuo respeitando. Porém, o senhor nutre um sentimento de aversão a igrejas e religiões, e principalmente a igreja católica. O senhor rejeita quase tudo que provem da igreja, sendo que os fundamentos nos quais a igreja se apóia são bíblicos.

O senhor afirma ter escolhido seu tira dúvidas oficial, quero dizer que também o nosso tira dúvidas é Nosso Senhor por meio do seu santo espírito. Porém, eu pergunto: O senhor é como os profetas que ouvem claramente e sem sombra de dúvidas a voz de Nosso Senhor? Ouve como Moisés ou Elias ouviu? Ouve como Samuel ouviu?

Caso o senhor não ouça a voz de Deus em alto e bom som, o que eu acredito ser o caso, quero lhe lembrar que Deus sempre, em toda a história da Bíblia se valeu de homens para instruir as pessoas na fé e nos caminhos Dele. Cada um dos que citei, e ainda muitos outros, foram escolhidos por Deus para transmitir sua palavra. O próprio Jesus disse a Pedro: " Tu me amas? Então confirma teus irmãos!" Paulo foi um grande formador, e a lista é sem fim....

Ao longo de toda a história da salvação, desde os primórdios não só do cristianismo, ma do próprio judaísmo, estavam presentes os profetas, os sacerdotes, e outros. Os quais Deus e Nosso Senhor, nunca rejeitaram. Rejeitada foi a hipocrisia que se criava em torno da religião. E isso é condenável até hoje.

Enfim, não vou me alongar, mas seus comentários são descabidos para a finalidade deste fórum. Peço desculpas sinceras se minhas palavras são duras, ou de alguma forma ofendem o senhor, não é minha intenção. Acredito que toda correção é bem vinda, e como o senhor tem o direito de dizer o que quiser, também nós o temos.

Permaneça em Deus, paz, unção e música!!!!
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Re: Dúvidas sobre o sacramento da Confissão

Mensagem por Binhokraus em Ter Jan 11, 2011 3:42 pm

só uma ressalva, não estou equivalendo os tira dúvidas do fórum aos profetas do antigo testamento, ou aos grandes formadores e pregadores do cristianismo. Só usei essa imagem para mostrar como Deus se vale de homens para anunciar sua palavra e formar seu povo.

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Re: Dúvidas sobre o sacramento da Confissão

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Ter Jan 11, 2011 3:53 pm

Sr. Binhokraus,

O meu problema é o seguinte:

Perante uma multidão de igrejas a dizerem que têm a verdade, apesar de se contradizerem umas às outras, parecendo uma autêntica TORRE de Babel, prefiro esperar por AQUELE que não mente e é o possuidor da VERDADE.
É isso o que eu quero dizer, porque os Homens, apesar de muitos parecerem muito bem intencionados já não me convencem.

Por pior o que tudo pareça há sempre uma ESPERANÇA!

A Paz de YHWH em Yeshua.
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Re: Dúvidas sobre o sacramento da Confissão

Mensagem por Binhokraus em Ter Jan 11, 2011 4:00 pm

Sr. Manuel, mais uma vez entendo e respeito sua opinião.

Porém, preciso dizer que se o senhor olha para os homens, vai sempre se decepcionar. Todo homem é falho! Nosso olhar e nossa esperança é o Senhor que assiste a igreja, que acreditamos, e temos base para dizer, foi ele mesmo quem fundou. O senhor me parece ser uma pessoa que lê bastante, por isso o convido a se desarmar para ler os ensinamentos da Igreja Católica. Veja, não é um convite para avaliar a conduta dos membros, sejam do clero ou sejam leigos. O convite é para olhar os ensinamentos oficiais, aquilo que a igreja ensina como verdade de fé. Se os homens fazem diferente daquilo que a igreja ensina com fundamentos bíblicos, erram. Não porque desobedecem a instituição, mas por desobedecerem o próprio cristo e a bíblia. Todo ensinamento católico tem raízes bíblicas. Eu penso que falta ao senhor se desarmar. Entendo que por sua história de vida, o senhor tem muitos motivos para resistir a isso. E compreendo também se não quiser seguir meu conselho. Mas, quero terminar como comecei, se os olhos se voltam para as pessoas, para os homens, de fato, não uma religião sequer que salve!!!

Permaneça em Deus!

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Re: Dúvidas sobre o sacramento da Confissão

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Ter Jan 11, 2011 6:39 pm

É com muita indignação que vejo o posicionamento do Sr. Manuel no nosso fórum. Em comunhão com Alan e Binho, faço lembrar que se o nosso fórum é católico e tem como objetivo esclarecer os próprios católicos a respeito de sua fé, permitam-me usar da verdade e da sinceridade para descrever o sentimento que me aflora neste momento.

A partir do momento em que o Sr. Manuel tem a petulância de expor idéias como esta: "Eu espero por Yeshua e seu Reino. Elegi-O como meu tira dúvidas Oficial.", percebe-se nitidamente que o seu objetivo é confundir a fé alheia deturpando a verdade e querendo explicar o que não se explica pela simples razão de não ter fundamentos fidedignos e sólidos na Palavra de Deus.

Se a Palavra de Deus foi revelada a homens escolhidos pelo próprio Deus para que instruissem o seu povo, perdoem-me a expressão, mas o Sr. Manuel deveria ficar sentado em uma pedra ou em qualquer outro lugar esperando que Deus desça do céu, venha exclusivamente ao seu encontro e lhe transmita toda a verdade, já que o que escreve o faz se servindo dos textos de Moisés, de Samuel, de David, de Mateus e de tantos outros que não são "DEUS".

A sua conduta, Sr. Manuel, da forma como se apresenta, implica na definição de alguém que tropeça nas pedras que colocou no seu próprio caminho, de modo que, para ser honesto e coerente com aquilo que escreve, não deve se servir de nenhuma palavra das Sagradas Escrituras, pois todas são escritas por homens. Assim, permita-me, na minha sinceridade, dar-lhe um conselho:

ENQUANTO DEUS NÃO DESCEDR DO CÉU PARA TIRAR SUAS DÚVIDAS DE ACORDO COM A SUA CRENÇA, NÃO SE SIRVA DAS PALAVRAS DAS SAGRADAS ESCRITURAS E NÃO FAÇA QUALQUER POSTAGEM NESTE FÓRUM, POIS O SENHOR MESMO DEIXOU CLARO NO QUE ESCREVEU QUE NÃO CRÊ EM NADA DO QUE MOISÉS, MATEUS, JOÃO E OS OUTROS ESCRITORES DA BÍBLIA ESCREVERAM, POIS SENDO HOMENS, SÃO INCAPAZES DE TIRAR SUAS DÚVIDAS, UMA VEZ QUE NÃO SÃO "DEUS". LOGO, SÓ TEM UM JEITO: ESPERAR POR DEUS MESMO, JÁ QUE OS ENSINOS DOS ESCRITORES SAGRADOS, NA SUA CONCEPÇÃO, APESAR DO AMIGO SE SERVIR DE MUITOS DELES DE FORMA INCOERENTE E INDEVIDA (JÁ QUE NÃO SÃO VERDADEIROS). NÃO QUERO OFENDÊ-LO, MAS ESTOU EXPONDO, COM A CLAREZA QUE ME É POSSÍVEL, AQUILO QUE O AMIGO ME FEZ COMPREENDER.

Um grande abraço a todos !!!


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Re: Dúvidas sobre o sacramento da Confissão

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Qua Jan 12, 2011 4:28 pm

Sr. Flávio.

O Senhor indigna-se fácil e injustamente.

Não venha cá com essa que eu ao apontar a minha esperança em YHWH e em Yeshua estou a tirar alguma fé a quem quer que seja.
Acha que posso ter confiança em pessoas que se auto proclamam «Servos de DEUS», quando obrigam com as suas leis as pessoas a ajoelhar-se para lhes darem o perdão em nome de DEUS?! ... Os Apóstolos nunca fizeram isso! (Actos 10,25-26)
Eu sinto imensa vergonha, por me ter ajoelhado muitas vezes em frente de pessoas como eu que se armam em «sacerdotes» para me darem uma absolvição!
Eu já não estou a mencionar erros e comportamentos individuais, mas a pensar em erros e comportamentos colectivos de igreja. Também acha bem mandar ADORAR a cruz na chamada 6ª feira-santa?!
Isto são apenas 2 exemplos para não me estar a alongar inutilmente.

Eu não venho para aqui a chamar as pessoas de idolatras, mas ao afirmar que o enredo das suas doutrinas que pregam em nome do seu deus, e dos seus santos, para se engrandecerem e sujeitar os seus irmãos mais pequeninos, (Mateus 25), isso sim, é que são dignas de indignação.

Com certeza que a sua igreja tem que mudar muito e para melhor, apesar de o mundo estar caminhando cada vez para pior, no ponto de vista moral.

A minha esperança por Yeshua (Jesus) e o Seu Reino não é de maneira nenhuma ofensivo para que ama YHWH e a VERDADE.

Ainda não se perguntou, porque é que o cristianismo actual está dividido em muitas seitas?!
Cada um dirá: «a culpa é dos outros, são uns hereges» mas na verdade todos têm culpas, e se YHWH permitiu a divisão é porque ELE está INDIGNADO para com os culpados. (Isaías 55.8.9)

Quanto ao esperar por YHWH DEUS e sua justiça, como sabe os 1ºs cristãos também esperavam. Quem me dera viver nesses tempos apesar de serem de perseguição, porque os Nimerodes (Génesis 10,9) do chamado cristianismo ainda não se tinham imposto. (3ª João 8 e 9)

Porque não deixa de ser fundamentalista, passando a ser moderado como o Senhor Binhokraus?!
(Romanos 14, 19-23)

Ao ler os seus comentários, faz-me lembrar o que li há dias num blog, mas que já foi tirado da circulação e que está comentado neste link:
http://old.nabble.com/-Ubuntu-PT-8402--Open-Source-%C3%A9-o-diabo.-td30624772.html

Cordialmente em Yeshua!
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Re: Dúvidas sobre o sacramento da Confissão

Mensagem por Pe. Anderson em Qua Jan 12, 2011 5:45 pm

Caros amigos,

Em primeiro lugar gostaria de dar as boas-vindas à Maria Inez, em nome do nosso fórum. Muito obrigado por sua participaçao conosco e toda a sinceridade que voce se apresenta aqui. Que Deus sempre te abençoe.

Depois gostaria de pedir desculpas pela minha ausência nesses dias no forum. Realmente nao pude participar nesses dias de festas aqui. Graças a Deus a nossa "Igreja está muito viva e é jovem", inclusive na Europa. Na cidade onde estava na Itália nesses dias tive muito trabalho, muitas Missas e muitas Confissoes. Graças a Deus, é uma maravilha ver a obra que a misericórdia de Deus faz nas almas das pessoas.

Para dar uma primeira resposta à questao de Maria Inez, coloco aqui uma resposta que o Papa deu, em 2005, a uma menina de 10 anos, que se preprarava para receber a primeira Comunhao. Essa resposta é espetacular e excelente para todas as idades. Mais tarde desenvolvo mais a questao:


Livia: "Santo Padre, antes do dia da minha Primeira Comunhão confessei-me. Depois, confessei-me outras vezes. Mas, gostaria de te perguntar: devo confessar-me cada vez que recebo a Comunhão? Mesmo quando cometo os mesmos pecados? Porque eu sei que são sempre os mesmos".

Papa Bento XVI: Diria duas coisas: a primeira, naturalmente, é que não te deves confessar sempre antes da Comunhão, se não cometeste pecados graves que necessitam ser confessados. Portanto, não é preciso confessar-te antes de cada Comunhão eucarística. Este é o primeiro ponto. É necessário somente no caso em que cometes um pecado realmente grave, que ofendes profundamente Jesus, de forma que a amizade é destruída e deves começar novamente. Apenas neste caso, quando se está em pecado "mortal", isto é, grave, é necessário confessar-se antes da Comunhão. Este é o primeiro ponto.

O segundo: embora, como disse, não é necessário confessar-se antes de cada Comunhão, é muito útil confessar-se com uma certa regularidade. É verdade, geralmente, os nossos pecados são sempre os mesmos, mas fazemos limpeza das nossas habitações, dos nossos quartos, pelo menos uma vez por semana, embora a sujidade é sempre a mesma. Para viver na limpeza, para recomeçar; se não, talvez a sujeira não possa ser vista, mas se acumula. O mesmo vale para a alma, por mim mesmo, se não me confesso a alma permanece descuidada e, no fim, fico satisfeito comigo mesmo e não compreendo que me devo esforçar para ser melhor, que devo ir em frente. E esta limpeza da alma, que Jesus nos dá no Sacramento da Confissão, ajuda-nos a ter uma consciência mais ágil, mais aberta e também de amadurecer espiritualmente e como pessoa humana.

Portanto, duas coisas: confessar é necessário somente em caso de pecado grave, mas é muito útil confessar regularmente para cultivar a pureza, a beleza da alma e ir aos poucos amadurecendo na vida.

Grande abraço a todos.
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Re: Dúvidas sobre o sacramento da Confissão

Mensagem por Rafaela Botelho em Qui Jan 13, 2011 1:23 am

Que será mais fácil: Perguntar um milhão de vezes questões de séculos que já estão respondidas ou ler as respostas e aceitar a verdade por mais difícil que ela pareça?

Salve a Igreja Católica Apostólica Romana!
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Salve os sacramentos, os mártires, a Eucaristia... Salve Maria!

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Re: Dúvidas sobre o sacramento da Confissão

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Qui Jan 13, 2011 6:24 am

Sr. Manuel,

Quero fazer referências a retalhos do que escreveu e tentar ser bem mais claro em relação ao meu ultimo colóquio dirigido à sua pessoa, colóquio este que não foi injusto, mas pelo contrário, coerente.

O senhor escreveu:

"Sr. Flávio. O Senhor indigna-se fácil e injustamente. Não venha cá com essa que eu ao apontar a minha esperança em YHWH e em Yeshua estou a tirar alguma fé a quem quer que seja."

Não me referi em qualquer momento à essa sua esperança no Senhor, que é também a minha esperança, como o é de todos os cristãos.

A minha indignação foi motivada pela forma com que satirizou os nossos tira-dúvidas, ao afirmar que "elegeu Yeshua como o seu tira-dúvidas oficial", pois sabemos que Jesus, a verdade suprema, única e absoluta, quis se servir de homens por Ele escolhidos para proclamarem a Sua Verdade e tirarem as dúvidas do seu povo. A postura que o senhor adotou, não somente satirizou de maneira extremamente desrespeitosa os tira-dúvidas do nosso fórum, como também anulou por A + B os escritos de Moisés, de Davi, de Mateus e de todos aqueles que escreveram os diversos livros das Sagradas Escrituras, o que provocou a minha indignação, que creio ser a mesma do Alan, do Binho e da Rafaela, embora que estes não tenham se expressado da maneira como me expressei.

A confissão dos pecados é historicamente anterior ao cristianismo (ver Lv 26,40-41), dentre outras citações que o senhor, como estudioso da Bíblia, conhece muito bem, mesmo que não dê a devida importância.

Dentre outras coisas, o senhor afirmou, em relação a essa prática, que " ... Os Apóstolos nunca fizeram isso! (Actos 10,25-26)", o que não é verdadeiro, pois esta citação a que o senhor se refere, da maneira como o senhor apresenta, é uma deturpação das Sagradas Escrituras, uma vez que trata de alguem que se prostrou diante de São Pedro, não para confessar os seus pecados, mas prestar-lhe culto de latria, culto este que só se presta a Deus. Entretanto, o mesmo livro a que o amigo fez indevida referência, narra devidamente, de forma inconteste e com absoluta propriedade a existência da confissão dos pecados (At 19,18), valendo salientar que naquela época, a confissão ainda era pública e não auricular, sendo tal modificação deliberada depois, por razões óbvias, de acordo com a autoridade conferida por Jesus à sua Igreja.

O senhor afirmou ainda: "Eu sinto imensa vergonha, por me ter ajoelhado muitas vezes em frente de pessoas como eu que se armam em «sacerdotes» para me darem uma absolvição!"

Creio que não deveria ter essa vergonha, mas deveria ter o devido temor a partir do momento em que apostatou da verdadeira fé. Os sacerdotes não são pessoas que "se armam" como tal, como o senhor afirma. É uma pena que a sua cegueira não lhe permita ver que o sacerdócio católico é um sacramento instituido por Jesus para condução da Sua única e verdadeira Igreja.

O senhor ainda me fez a seguinte proposta:

"Porque não deixa de ser fundamentalista, passando a ser moderado como o Senhor Binhokraus?!"

Respeito, admiro e estimo muito o Binho, a quem considero um verdadeiro irmão, mas Deus me fez o Flávio Roberto Brainer de Oliveira, e não posso modificar a forma com que Deus me agraciou na Sua Igreja. Ele precisa de cada um da maneira que a cada um constitui individualmente. Sei que o Binho tem uma linguagem bem mais doce do que a minha, o que me faz aprender muito com ele. Mas eu não posso, para agradar "os manuéis", abrir mão da minha identidade literária e das minhas convicções de fé !!!

Quanto aos outros aspectos do seu colóquio, devido à futilidade e ao fato de desviarem o foco do tema proposto, reservo-me ao direito de não tecer qualquer comentário, até mesmo por considerar que da mesma forma que o senhor deturpou a citação de At 10, 25-26, é aucadioso para deturpar qualquer outra citação ou situação.

Creio que fui claro o suficiente !!!

Que Deus o abençoe !!!


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Re: Dúvidas sobre o sacramento da Confissão

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Qui Jan 13, 2011 2:16 pm

Exmo. Senhor Flávio,

Fico radioso por também ter a minha esperança em Yeshua.

Quanto à minha preferência por Yeshua como tira dúvidas, não foi uma sátira, mas uma convicção, já que as minhas dúvidas (lembro DÚVIDAS) não parecem ser susceptíveis de ser esclarecidas pelos teólogos que me põem ainda mais confuso. Desta forma há sempre uma solução: «permanecer na dúvida até que a mesma possa ser esclarecida por quem de direito» e esse ALGUÉM é Yeshua (o Senhor Jesus). A propósito, eu quando era pequenino com cerca de 8 anos tive uma questão com uma tia minha, e como vi que ela não tinha razão disse: «Vamos perguntar ao "PAPA"». É que eu nessa altura pensava que o PAPA sabia tudo. Afinal enganei-me. Agora substituo o «papa» por Yeshua. Assim eu sou coerente. As pessoas é que me não conhecem. Eu sou uma pessoa de paz e não de conflitos.

Eu compreendo as suas deduções, já que o seu forte não é a matemática nem as ciências exactas, mas o que é material no homem. Assim deixa-se levar pelas emoções. Não tenho nada contra, mas devo esclarecer que há outras formas muito correctas de agir, pois não somos todos iguais.

Quanto à passagem de Actos 10,25-28 devo informar que o relato não fala de latria, mas como Pedro se sentisse como que adorado ou indevidamente enaltecido, repudiou esse tratamento dizendo : «Levanta-te, que eu também sou apenas um homem.» . Tenho um grande apreço por esse «grande Pedro»: um homem de coragem a repudiar o enaltecimento.

Quanto a Actos 19,18, fala realmente em cofessar os pecados, mas não em se ajoelhar.
É bom e salutar que reconheçamos os nossos PECADOS e os confessemos publicamente aos outros e em secreto ao nosso DEUS.
Nem YHWH nem Yeshua deu autoridade a ninguém nem a qualquer igreja de mandar ajoelhar as pessoas para o perdão dos pecados, e muito menos em seu NOME. Isso foi um ERRO crasso da sua igreja.

Com certeza que tenho muita vergonha em me ter ajoelhado pelos motivos expostos, mas YHWH é misericordioso e sabe muito bem que não O estava a substituir. Fazia isso compelido por tradições erradas de homens que me inculcaram quando ainda não possuía um discernimento correcto.
Isso só mostra que nós humanos somos vulneráveis. Deus sabe-o muito bem.

Eu utilizei a expressão "que se armam". Em parte até é verdade, mas fui um pouco exagerado, porque há muitos que se limitam a cumprir ordens apesar de não concordarem totalmente com elas. Na verdade, há alguns «padres» que continuam muito humildes e que não pretendem colocar-se no lugar de DEUS, mas têm que obedecer aos seus superiores apesar de essas ordens estarem ERRADAS.

Quanto ao sacerdócio católico.
1º Será uma imitação do sacerdócio de Aarão? Se ler Hebreus, vemos que nem Yeshua tinha direito a esse tipo de sacerdócio (Hebreus 5,4)

2º Será o sacerdócio de Cristo do qual ELE é Sumo Sacerdote segundo a ordem de Melquisedec? Esse tipo de sacerdócio é só para todos os ELEITOS: os «escolhidos» pelo PAI.

3º Será um sacerdócio à semelhança dos sacerdotes do paganismo?! Com certeza que embora haja muitas influências não é essa a motivação nestes dias.

Então afinal donde vem esse sacerdócio que dizem ser ministerial?!
Só resta uma opção: Foi uma instituição dos que se proclamaram sacerdotes a si mesmos como classe: a classe clerical. (Mateus 23,11-12) Devo lembrar que a classe clerical vem de cristãos oriundos do PAGANISMO e é natural que tenham raciocinado como estavam habituados no paganismo, fazendo apenas algumas adaptações à nova fé que abraçaram no cristianismo.

Quanto ao eu tê-lo incentivado a imitar um outro católico que é bem mais moderado, eu não quero de maneira nenhuma destruir a sua personalidade. Foi apenas para criar em si um pouco de um «santo» ciúme que bem orientado fica bem a todo o cristão. Somos todos diferentes. Por isso é bem que procuremos imitar os outros no que eles têm de melhor.
Assim completamos-nos uns aos outros porque todos precisamos dos outros.

Não me acuse a mim que estou a deturpar nem actos 10, 25-26 nem qualquer outra citação da Sagrada Escritura. Peço-lhe que examine cuidadosamente tudo e no seu contexto bíblico. Só depois é que deve comparar o que leu ao o enquadrar nos seus preconceitos que são bem visíveis, mas eu compreendo, porque já comecei a me aperceber, julgo eu, do seu temperamento arrebatado.

Está claro, que foi suficientemente claro, apesar de não ter esclarecido NADA. Mas eu percebi.

Que YHWH o abençoe. Digo isto sinceramente do fundo do coração.
A PAZ de Yeshua!
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Re: Dúvidas sobre o sacramento da Confissão

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Qui Jan 13, 2011 7:25 pm

Sr. Manuel,

Não é necessário que a palavra "LATRIA" esteja escrita para que se compreenda a intenção daquele que se ajoelhou aos pés de São Pedro. O senhor mesmo afirmou isso categoricamente na segunda oração do que escreveu e que aqui transcrevo:

"Quanto à passagem de Actos 10,25-28 devo informar que o relato não fala de latria, mas como Pedro se sentisse como que adorado ou indevidamente enaltecido, repudiou esse tratamento dizendo : «Levanta-te, que eu também sou apenas um homem.» .",

como também o expressou sabiamente quando descreveu o seguinte epsódio da sua vida:

"Com certeza que tenho muita vergonha em me ter ajoelhado pelos motivos expostos, mas YHWH é misericordioso e sabe muito bem que não O estava a substituir."

Lendo os seus colóquios anteriores, vemos que a passagem de At 10,25-26 nada tem de semelhante ao fato que o senhor descreveu, como se quando estivesse no confissionário, estivesse adorando o sacerdote, o que na verdade não acontece com ninguem que vai confessar-se, e que o senhor descreveu com a mais absoluta precisão, e não tem o direito de julgar que aqueles que se ajoelham no sacramento da confissão afirmando que estão adorando o sacerdote. O peso com que deve julgar os outros, segundo os príncípios da justiça, é o mesmo que deve usar para julgar-se a si próprio. Jesus nos ensina que seremos medidos com a medida que medimos os outros, que seremos julgados com a mesma forma com que julgamos os outros. Me parece que o seu julgamento é um tanto diferente do que Jesus nos ensina, mas o senhor tem o direito de julgar como quizer, não é verdade ?

Fica claro nos seus colóquios que confessar-se e ajoelhar é a mesma coisa. Observe que o senhor, indevidamente, como o Binho descreveu, foge do tema da confissão para adentrar no ato de ajoelhar-se, tentando justificar uma coisa com outra que nada tem de correlato.

Nenhum documento da Igreja obriga a quem vai se confessar fazê-lo de joelhos, e quando isso é feito, quem o faz, assim procede em espírito de oração e de penitência, sabendo que o sacerdote recebeu o poder de perdoar ou reter os pecados em nome de Jesus. Mas na verdade, podemos nos confessar sentados, em pé, de joelhos e, em alguns momentos até mesmo deitados.

A questão que estamos a discorrer é a confissão enquanto sacramento instituido por Jesus, e não a posição que ficamos ao nos servirmos deste sacramento.

Observe que o senhor cometeu outro grande eqüívoco ao afirmar que os sacerdotes obrigam as pessoas a se confessarem ajoelhadas, de acordo com o que descreveu e que aqui também transcrevo:

"Acha que posso ter confiança em pessoas que se auto proclamam «Servos de DEUS», quando obrigam com as suas leis as pessoas a ajoelhar-se para lhes darem o perdão em nome de DEUS?! ... Os Apóstolos nunca fizeram isso! (Actos 10,25-26)"

O senhor ainda descreveu:

"Quanto a Actos 19,18, fala realmente em cofessar os pecados, mas não em se ajoelhar."

E isso é óbvio para mostrar o seu eqüívoco porque o senhor teve a intenção de negar o sacramento da confissão com a citação de At 10, enquanto o mesmo livro afirma a legitimidade de tal sacramento no capítulo 19.

Querer remendar tal contadição se servindo da forma que se serviu é algo extremamente estranho, algo como querer apanhar agua com balaio, como é estranho também o fato de não assumir o seu próprio erro e querer buscar soluções onde não existem.

Por fim, o amigo disse uma coisa muito certa, pois não gosto muito de matemática, nem das ciências exatas. Entretanto, enganou-se redondamente quando afirmou que deixo me conduzir pela razão, pois deixo me conduzir pela fé, fé esta que, muitas vezes, neste fórum, tenho descrito como algo que não se explica pelo uso da razão. Para conferir, é só dar uma debruçada sobre os apontamentos que tenho postado no nosso fórum !!!

Um grande abraço, e que a paz do Senhor esteja sempre no seu coração !!!



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Re: Dúvidas sobre o sacramento da Confissão

Mensagem por Rafaela Botelho em Qui Jan 13, 2011 11:12 pm

Olá Sr. Manuel,
Como vai?

Venho lembrá-lo de que o fórum é um ambiente de livre acesso. Quando o sr. escreve num tom tão pessoal dá abertura para que te respondam também num tom pessoal. Então, antes que aconteça, alerto para que não se espante se alguém vier te dizer também do que sente imensa vergonha...

Só para lembrar que não estou brigando com ninguém. Só para não se assustar se acontecer...

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Re: Dúvidas sobre o sacramento da Confissão

Mensagem por Binhokraus em Sex Jan 14, 2011 8:03 am

Trago aqui um texto que acredito ser pertinente neste momento de discussões. Elas são necessárias, mas temos que ter certos cuidados... Permaneçam em Deus.

Ef.4,29-32

29. Nenhuma palavra má saia da vossa boca, mas só a que for útil para a edificação, sempre que for possível, e benfazeja aos que ouvem.
30. Não contristeis o Espírito Santo de Deus, com o qual estais selados para o dia da Redenção.
31. Toda amargura, ira, indignação, gritaria e calúnia sejam desterradas do meio de vós, bem como toda malícia.
32. Antes, sede uns com os outros bondosos e compassivos. Perdoai-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou, em Cristo.

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Re: Dúvidas sobre o sacramento da Confissão

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Sex Jan 14, 2011 12:02 pm

Mais uma vez amigo Binhokraus foi muito pertinente na sua observação.
O resto são só complicações fundamentalistas que não levam a nada.
Eu até comecei a pensar que me estavam a chutar. Eu não conheço bem a índole dos Brasileiros, que são bem diferentes dos Portugueses e dos Americanos.
Eu até já estava desanimado se não fosse a intervenção da Senhora Rafaela Botelho.

Obs. Eu agora até já nem sei como hei-de tratar as senhoras.
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Manuel Portugal Pires

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Re: Dúvidas sobre o sacramento da Confissão

Mensagem por Rafaela Botelho em Sex Jan 14, 2011 3:32 pm

Pois é, vou confessar que também não compreendo muito bem o sr não. Nada demais, só fico meio confusa para decifrar o que de fato o sr quer dizer com algumas observações. Mas tudo bem.
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Re: Dúvidas sobre o sacramento da Confissão

Mensagem por Pe. Anderson em Ter Abr 19, 2011 5:28 am

Caros amigos,

Vejam essas palavras do Papa no último 25 de março, sobre o Sacramento da Penitência. Sao palavras muito esclarecedoras.

DISCURSO DO PAPA BENTO XVI AOS PARTICIPANTES NO CURSO PROMOVIDO PELA PENITENCIARIA APOSTÓLICA
Sala das Bênçãos, 25 de Março de 2011

Prezados amigos

Estou muito feliz por dirigir as minhas cordiais boas-vindas a cada um de vós. Saúdo o Cardeal Fortunato Baldelli, Penitenciário-Mor, e agradeço-lhe as amáveis palavras que me dirigiu. Saúdo o Regente da Penitenciaria, D. Gianfranco Girotti, os funcionários, os colaboradores e todos os participantes no Curso sobre o Foro Interno, que já se tornou um encontro tradicional e uma importante ocasião para aprofundar os temas relativos ao Sacramento da Penitência.

Desejo meditar convosco sobre um aspecto às vezes não suficientemente considerado, mas de grande relevância espiritual e pastoral: o valor pedagógico da Confissão sacramental. Se é verdade que é sempre necessário salvaguardar a objectividade dos efeitos do Sacramento e a sua correcta celebração, segundo as normas do Rito da Penitência, não é inoportuno ponderar sobre quanto ele pode educar a fé, tanto do ministro como do penitente. A disponibilidade fiel e generosa dos sacerdotes à escuta das confissões, segundo o exemplo dos grandes santos da história, de são João Maria Vianney a são João Bosco, de são José Maria Escrivá a são Pio de Pietrelcina, de são José Cafasso a são Leopoldo Mandić, indica-nos a todos o modo como o confessionário pode ser um «lugar» real de santificação.

De que modo o Sacramento da Penitência educa? Em que sentido a sua celebração tem um valor pedagógico, em primeiro lugar para os ministros? Poderíamos começar a partir do reconhecimento de que a missão sacerdotal constitui um ponto de observação singular e privilegiado do qual, quotidianamente, nos é concedido contemplar o esplendor da Misericórdia divina. Quantas vezes, na celebração do Sacramento da Penitência, o presbítero assiste a verdadeiros milagres de conversão que, renovando o «encontro com um acontecimento, com uma Pessoa» (Carta Encíclica Deus caritas est, 1), fortalecem a sua própria fé. No fundo, confessar significa assistir a tantas «professiones fidei» quantos são os penitentes, e contemplar a obra de Deus misericordioso na história, ver concretamente os efeitos salvíficos da Cruz e da Ressurreição de Cristo, em todos os tempos e para cada homem. Não raro, somos postos diante de verdadeiros dramas existenciais, que não encontram uma resposta nas palavras dos homens, mas são abraçados e assumidos pelo Amor divino, que perdoa e transforma: «Mesmo que os vossos pecados fossem vermelhos como a púrpura, ficariam brancos como a neve!» (Is 1, 18). Conhecer e, de certo modo, visitar o abismo do coração humano, até nos aspectos mais obscuros, se por um lado se põe à prova a humanidade e a fé do próprio sacerdote, por outro, alimenta nele a certeza de que a última palavra sobre o mal do homem e da história é de Deus, é da sua Misericórdia, capaz de renovar todas as coisas (cf. Ap 21, 5). Depois, quanto pode aprender o sacerdote de penitentes exemplares pela sua vida espiritual, pela seriedade com que realizam o exame de consciência, pela transparência no reconhecimento do pecado pessoal e pela docilidade ao ensinamento da Igreja e a às indicações do confessor. Da administração do Sacramento da Penitência podemos receber profundas lições de humildade e de fé! É uma exortação muito forte para cada sacerdote à consciência da própria identidade. Só em virtude da nossa humanidade, não poderíamos ouvir as confissões dos irmãos! Se eles nos procuram, é somente porque somos presbíteros, configurados com Cristo Sumo e Eterno Sacerdote, e tornados capazes de agir no seu Nome e na sua Pessoa, tornar realmente presente Deus que perdoa, renova e transforma. A celebração do Sacramento da Penitência tem um valor pedagógico para o sacerdote, em vista da sua fé, da verdade e da pobreza da sua pessoa, e alimenta nele a consciência da identidade sacramental.

Qual é o valor pedagógico do Sacramento da Penitência para os penitentes? Devemos admitir previamente que ele depende, antes de tudo, da obra da Graça e dos efeitos objectivos do Sacramento da alma do fiel. Certamente, a Reconciliação sacramental é um dos momentos em que a liberdade pessoal e a consciência de si são chamadas a manifestar-se de modo particularmente evidente. Talvez seja também por este motivo que, numa época de relativismo e de uma consciência consequentemente atenuada do próprio ser, se debilitou inclusive a prática sacramental. O exame de consciência tem um importante valor pedagógico: ele educa a considerar com sinceridade a própria existência, a confrontá-la com a verdade do Evangelho e a avaliá-la com parâmetros não apenas humanos, mas conferidos pela Revelação divina. O confronto com os Mandamentos, com as Bem-Aventuranças e, principalmente, com o Preceito do amor, constitui a primeira grande «escola penitencial».

No nosso tempo, caracterizado pelo barulho, pela distracção e pela solidão, o diálogo do penitente com o confessor pode representar uma das poucas, se não a única ocasião para ser escutado verdadeiramente, e em profundidade. Dilectos sacerdotes, não deixeis de reservar o espaço oportuno para o exercício do ministério da Penitência no confessionário: ser acolhido e escutado constitui inclusive um sinal humano do acolhimento e da bondade de Deus em relação aos seus filhos. Além disso, a confissão integral dos pecados educa o penitente para a humildade, o reconhecimento da sua fragilidade pessoal e, ao mesmo tempo, para a consciência da necessidade do perdão de Deus e a confiança de que a Graça divina pode transformar a sua vida. Do mesmo modo, a escuta das admoestações e dos conselhos do confessor é importante para o juízo sobre os actos, para o caminho espiritual e para a cura interior do penitente. Não podemos esquecer quantas conversões e quantas existências realmente santas começaram num confessionário! O acolhimento da penitência e a escuta das palavras «absolvo-te dos teus pecados» representam, enfim, uma autêntica escola de amor e de esperança, que orienta para a plena confiança em Deus Amor, revelado em Jesus Cristo, para a responsabilidade e o compromisso da conversão contínua.

Caros sacerdotes, o facto de sermos nós os primeiros a experimentar a Misericórdia divina e de sermos os seus instrumentos humildes, educa-nos para uma celebração cada vez mais fiel do Sacramento da Penitência e para uma profunda gratidão a Deus, que «nos confiou o ministério da reconciliação» (1 Cor 5, 18). À Bem-Aventurada Virgem Maria, Mater misericordiae e Refugium peccatorum, confio os frutos do vosso Curso sobre o Foro Interno e o ministério de todos os Confessores, enquanto vos abençoo com grande afecto.

Grande abraço a todos.
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Re: Dúvidas sobre o sacramento da Confissão

Mensagem por Moco em Ter Maio 10, 2011 11:05 am

Padre, muito boas as suas contribuições, respostas muito bem embasadas sempre, ajudou muito a minha pesquisa sobre Confissão hoje.

Gostei muito do diálogo que o senhor postou entre o Papa e a menina de 10 anos que recebia o Sacramento da Primeira Eucaristia, bem bacana mesmo! E o último texto, excelente!

Um grande abraço a todos.
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Re: Dúvidas sobre o sacramento da Confissão

Mensagem por Pe. Anderson em Ter Jun 28, 2011 6:37 am

Caro Moco e amigos,

Que Deus sempre o abençoe. Obrigado por suas palavras.

Para completar, coloco aqui um texto com um comunicado do pe Lombardi, porta-voz do Vaticano no qual ele esclarece se é possível ou nao confessar por Iphone ou por internet. Vejam voces como esse recente comunicado está de acordo com a resposta que nós haviamos dado aqui.


PADRE LOMBARDI ESCLARECE USO DO IPHONE NA CONFISSÃO

Não substitui a presença física do sacerdote

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) - O aplicativo Confession para iPhone e outras novas tecnologias similares pode ajudar a fazer o exame de consciência preparatório à Confissão, mas nunca poderia substituir o diálogo pessoal entre o penitente e o sacerdote.
Foi o que explicou o porta-voz da Santa Sé, padre Federico Lombardi, diante das dúvidas manifestadas por alguns jornalistas que cobrem informação vaticana sobre o Imprimatur (declaração que valida uma publicação) concedido ao aplicativo Confession, tal como informou ZENIT (ver http://www.zenit.org/article-27181?l=portuguese).
Após algumas informações que sugeriam que se tratava de Confissão através do iPhone, o padre Lombardi esclareceu que “é essencial compreender bem que o sacramento da Penitência requer necessariamente a relação de diálogo pessoal entre penitente e confessor, assim como a absolvição por parte do confessor presente”.
“Isso não pode ser substituído por nenhum aplicativo informático”. Portanto, “não se pode falar de ‘Confissão pelo iPhone’”, explicou.
Segundo Lombardi, entretanto, em um mundo em que muitas pessoas utilizam suportes informáticos para ler e refletir (e inclusive textos para rezar), não se pode excluir que uma pessoa faça sua reflexão de preparação à Confissão tomando a ajuda de instrumentos digitais. Isso de forma parecida ao que se fazia no passado, “com textos e perguntas escritas em papel, que ajudavam a examinar a consciência”.
Neste caso – prosseguiu – tratar-se-ia de um subsídio pastoral digital que “poderia ser útil”, mas sabendo que “não é um substituto do Sacramento”.
E, além disso, deve ter “uma verdadeira utilidade pastoral” e nunca se tratar de um negócio “alimentado por uma realidade religiosa e espiritual importante como um Sacramento”.
O aplicativo Confession foi desenvolvido pela empresa Little iApps e recebeu há poucos dias o Imprimatur das mãos de Dom Rhodes, bispo de Fort Wayne-Southbend (Estados Unidos).
Segundo explicou a ZENIT Patrick Leinen, programador e cofundador da Little iApps, o aplicativo está pensado para ajudar na preparação à Confissão, oferecendo roteiro de exame de consciência, guia passo a passo do sacramento, ato de contrição e outras orações.

http://www.zenit.org/article-27215?l=portuguese

Aquele encontro do Papa com as crianças da catequese de 2005 é um dos pontos mais altos, mais espetaculares do Magistério do Papa Bento XVI. As perguntas das crianças foram excelentes, por sua simplicidade, inocência e por tocarem os pontos essenciais do Sacramento. E as respostas do Papa foram geniais, espetaculares, profundas e compreensiveis para essas crianças.

A mais genial, na minha opiniao foi quando um menino perguntou ao Papa: "como Jesus está na Eucaristia se nao o vejo?" E o Papa respondeu mostrando ao menino que as coisas essenciais e que sustentam a vida sao invisíveis aos nossos olhos. Essa resposta vem de uma afirmaçao do Pequeno Principe, obra de literatura escrito para crianças de 8 a 80 anos. Simplesmente fantástico.

Recomendo a leitura dessas perguntas e respostas a todos:
http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2005/october/documents/hf_ben_xvi_spe_20051015_meeting-children_po.html

Grande abraço e que o Senhor abençoe a todos.
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Re: Dúvidas sobre o sacramento da Confissão

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Qui Jun 30, 2011 6:15 pm

Não devemos exagerar com as desculpas.
Para mim a regra é «ver para crer, como Tomé».
No entanto, há coisas que podemos acreditar sem ver. Isso depende da credibilidade que nos merecem as pessoas.
É assim que eu procedo!
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Re: Dúvidas sobre o sacramento da Confissão

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Qui Jun 30, 2011 8:54 pm

Trata-se de um posicionamento antagônico àquilo que o próprio Jesus ensinou a Tomé: "FELIZES OS QUE NÃO VIRAM E CRERAM" (Jo 20,29).
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Re: Dúvidas sobre o sacramento da Confissão

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Sex Jul 01, 2011 12:31 pm

Muito bem.
Mas eu digo: Crer em quem?!
Aqui é que está a diferença!

Um dia eu estava a ler a Bíblia no combóio quando ia para o emprego.
Um jovem que julgo ser evangélico perguntou-me se eu era «crente».
Eu respondi: Crente em quem?! Em Cristo?!
Ele disse: Sim.
Eu respondi: Sim, sou crente em Cristo.

Assim, eu distingo as pessoas em quem posso acreditar.

Ora quando Cristo disse a Tomé
"FELIZES OS QUE NÃO VIRAM E CRERAM" (Jo 20,29).
(João 20,19-29)
estava a referir-se às boas novas da ressurreição que ELE mesmo tinha anunciado antes de ter sido morto.

Contextos inteiramente diferentes!
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Re: Dúvidas sobre o sacramento da Confissão

Mensagem por Binhokraus em Sex Jul 01, 2011 9:46 pm

Lamento sr. Manuel, mas o senhor equívoca-se mais uma vez. Quando ressucitado Jesus apareceu aos discípulos, mas tomé não estava. Contaram a Tomé que o mestre tinha aparecido, ele não acreditou e disse que se não visse, se não colocasse o dedo nas chagas não acreditaria. Jesus tornou a aparecer, convidou Tomé para tocar as chagas e por a mão no lado aberto, ao que Tomé exclamou: "Meu Senhor e Meu Deus!" E ai Jesus diz o que o Flávio postou. Esse é o contexto. Feliz dos que acreditam sem ver! O senhor disse que é como Tomé, precisa ver pra crer. Palavras suas...

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Re: Dúvidas sobre o sacramento da Confissão

Mensagem por Pe. Anderson em Sab Jul 02, 2011 5:25 am

Caros amigos,

Desculpa, mas o tema aqui é o Sacramento da Penitência. Voltemos ao tema, por favor. Se nao há mais dúvidas sobre esse tema, fecharemos o tópico. Creio que tudo está já respondido. Quem nao quiser ter fé, respeitamos, pois a fé é um dom, nao somente fruto de argumentos.

Rezemos uns pelos outros, pois, e voltemos aos temas que realmente interessam.

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Re: Dúvidas sobre o sacramento da Confissão

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Sab Jul 02, 2011 1:50 pm

Senhor «Nunes Kraus»,
Escrevi pouco e não compreendeu como de costume:

Cristo disse, sim, aos seus discípulos que ia ser morto e ressuscitar:
(Mateus 17,23; Mateus 16,21; Mateus 20,19; Lucas 9,22; Lucas 18,33)

Assim como Jonas esteve no ventre do monstro marinho, três dias e três noites , assim o Filho do Homem estará no seio da terra, três dias e três noites.
(Mateus 12,40)

Já que o tema vai ser trancado, queria deixar bem claro, que o mais importante é o perdão como disse o Cristo que deixou sacrificar a sua vida humana:
(Mateus 9,13; e Mateus 12,7)

É a chave do perdão que Cristo nos deu para sermos salvos da morte eterna.
(Mateus 5,43-48; Mateus 6,9-14))

E esta chave deve ser usada por todos: ricos e pobres; sábios e ignorantes; grandes e pequenos; judeus e pagãos.

Aprendamos todos já agora a usá-la sem protelar isso para o dia seguinte.
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Re: Dúvidas sobre o sacramento da Confissão

Mensagem por Pe. Anderson em Dom Jul 03, 2011 4:25 am

Caros amigos,

Vejam esse texto, do citado encontro acima do Papa com as crianças de Roma, em 2005:

Andrea: "A minha catequista, ao preparar-me para o dia da minha Primeira Comunhão, disse-me que Jesus está presente na Eucaristia. Mas como? Eu não o vejo!".

Bento XVI: Sim, não o vemos, mas existem tantas coisas que não vemos e que existem e são essenciais. Por exemplo, não vemos a nossa razão, contudo temos a razão. Não vemos a nossa inteligência e temo-la. Não vemos, numa palavra, a nossa alma e todavia ela existe e vemos os seus efeitos, pois podemos falar, pensar, decidir, etc... Assim também não vemos, por exemplo, a corrente eléctrica, mas sabemos que existe, vemos este microfone como funciona; vemos as luzes. Numa palavra, precisamente, as coisas mais profundas, que sustentam realmente a vida e o mundo, não as vemos, mas podemos ver, sentir os efeitos. A electricidade, a corrente não as vemos, mas a luz sim. E assim por diante. Desse modo, também o Senhor ressuscitado não o vemos com os nossos olhos, mas vemos que onde está Jesus, os homens mudam, tornam-se melhores. Cria-se uma maior capacidade de paz, de reconciliação, etc... Portanto, não vemos o próprio Senhor, mas vemos os efeitos: assim podemos entender que Jesus está presente. Como disse, precisamente as coisas invisíveis são as mais profundas e importantes. Vamos, então, ao encontro deste Senhor invisível, mas forte, que nos ajuda a viver bem.

A afirmaçao "as coisas essenciais da vida sao essenciais aos olhos" é uma afirmaçao do livro o Pequeno Príncipe, um livro escrito para crianças e a partir dessa afirmaçao o Papa respondeu à crianças o que é o dom da fé. Essa afirmaçao está muito de acordo com a do Senhor nos Evangelhos: "bem-aventurados os que creram sem ter visto" (Jo 20,29).

O livro "O Pequeno Príncipe" é genial e é uma sátira feita numa linguagem infantil aos racionalistas, aqueles que pensam que viver é contar, que a razao só se reduz à capacidade de resolver problemas matemáticos e que dizem só acreditar no que veem. Nesse livro vemos que os valores essenciais da vida (a amizade, a inocência, o amor, a gratuidade, a generosidade etc.) sao invisíveis aos olhos, mas sao o que sustenta a vida humana. O mesmo vale para a fé.

Grande abraço a todos.

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Re: Dúvidas sobre o sacramento da Confissão

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