Por que o batismo de bebês?

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Por que o batismo de bebês?

Mensagem por quemtembocadizaverdade em Seg Set 27, 2010 6:29 pm

Existe algum verso na bíblia que fala de batismos de bebês? João Batista realizava batismo do arrepencimento.Bebês se areepndem de algo? Podem escolher a religião? Jesus disse que os discipulos deveriam ir e ensinar o que crer e for fatizado será salvo. Como fica isso?vejam os textos?
E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.

Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.
Marcos 16: 15 e 16


E percorreu toda a terra ao redor do Jordão, pregando o batismo de arrependimento, para o perdão dos pecados
Lucas 3:3

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Re: Por que o batismo de bebês?

Mensagem por quemtembocadizaverdade em Seg Out 04, 2010 7:39 am

vcs não conhecem a doutrina da igreja de vcs? Jesus vos ama. deve ser muito difícil deixar família e tantas coisas para se tornar um padre. se vosso coração abrir Deus poderá fazer uma grande obra, porque vos ama.

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Re: Por que o batismo de bebês?

Mensagem por Pe. Anderson em Seg Out 04, 2010 8:54 am

Caro (a) amiga,

Peco desculpas por minha falta de tempo. Foi por isso que ainda nao te respondi a essa questao e nao por ignorancia da nossa fe.

Por falta de tempo, coloco uma resposta inicial a sua questao (que e' uma otima questao) que nao e' minha, mas esta numa pagina de internet na qual eu colaboro. Espero depois, acrescentar consideracoes minhas.

A fonte e' a seguinte:
http://www.presbiteros.com.br/site/a-doutrina-catolica-do-batismo-infantil/

E o texto diz:


Algumas igrejas protestantes, principalmente as fundamentalistas, criticam a prática da Igreja Católica de batizar crianças. Para eles, o batismo é reservado apenas para adultos e crianças mais crescidas, pois este deve ser administrado apenas após a evidência do “nascer de novo” – isto é, após a pessoa “aceitar Jesus como único Senhor e salvador”. No instante desta “aceitação”, a pessoa “nasce de novo” e se torna cristão, um dos eleitos, e sua salvação está garantida, para sempre. Só então se segue o batismo, já que este não possui poder salvífico algum. Na verdade, quem morre antes que seja batizado, mas depois de ter “aceitado” Jesus, vai para o paraíso de qualquer forma.

Da forma como estes protestantes entendem, o batismo não é um sacramento (no real sentido da palavra) mas um ordenança. De forma alguma transmitiria a graça que está simbolizando. Para eles, é apenas um manifestação pública da conversão de alguém. Pelo fato de somente adultos ou crianças maiores poderem se converter, o batismo é negado às crianças que ainda não alcançaram a “idade da razão” (em torno dos sete anos). A maioria destes fundamentalistas bíblicos afirmam que durante os anos anteriores à idade da razão, os bebês e as crianças menores estão automaticamente salvas. Assim que determinado indivíduo alcança a tal idade, deve “aceitar” Jesus para alcançar o paraíso.

Desde os tempos do Antigo Testamento, a Igreja Católica entendeu o batismo de forma diferente, ensinando que este é um sacramento que traz consigo diversas coisas, a primeira das quais é a remissão dos pecados, tanto o pecado original como o pecado atual – apenas o pecado original no caso dos bebês e crianças pequenas, pois são incapazes de pecado atual – quando o batizado for adolescente ou adulto.

Pedro explica o que no ocorre no batismo quando diz, arrependei-vos e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo (At 2,38). Porém, ele não faz restrição a este ensinamento apenas aos adultos. Ele acrescenta, pois a promessa é para vós, para vossos filhos e para todos os que ouvirem de longe o apelo do Senhor, nosso Deus (v.39). E também lemos, Levanta-te. Recebe o batismo e purifica-te dos teus pecados, invocando o seu nome (At 22,16). Este mandamento é universal, não restrito a adultos. Além do mais, estes versículos tornam clara a necessária conexão entre o batismo e a salvação, uma conexão explicitamente mencionada por Pedro, que diz, esta água prefigurava o batismo de agora, que vos salva também a vós, não pela purificação das impurezas do corpo, mas pela que consiste em pedir a Deus uma consciência boa, pela ressurreição de Jesus Cristo (1Pd 3,21).

Cristo chama todos ao batismo

Apesar de os protestantes fundamentalistas modernos serem os principais opositores do batismo de crianças, esta heresia não é nova. Na idade média, alguns grupos começaram a rejeitar o pedobatismo, como os Cátaros e Valdenses. Mais tarde, os Anabatistas (re-batizadores) deram prosseguimento a esta corrente doutrinária, afirmando que crianças são incapazes de receber o batismo validamente. Porém, a Igreja Cristã historicamente sempre sustentou que as leis de Cristo se aplicam às crianças da mesma forma como aos adultos, pois Cristo disse que ninguém poderá entrar no céu a menos que tenha renascido pela água e pelo Espírito (Jo 3,5). Suas palavras devem ser aplicadas a todos aqueles que desejem ter direito ao seu reino. Ele também defendeu este direito mesmo às crianças, deixai vir a mim estas criancinhas e não as impeçais, porque o Reino dos céus é para aqueles que se lhes assemelham (Mt 19,14).

Lucas nos dá mais detalhes sobre esta bela passagem das Escrituras. Trouxeram-lhe também criancinhas, para que ele as tocasse. Vendo isto, os discípulos as repreendiam. Jesus, porém, chamou-as e disse: Deixai vir a mim as criancinhas e não as impeçais, porque o Reino de Deus é daqueles que se parecem com elas (Lc 18,15-16).

Os protestantes afirmam que estas passagens não se aplicam a crianças mais jovens e a bebês pois a passagem implica que as crianças a que Cristo está se referindo são aquelas que podem ir até ele por si mesmas (algumas traduções trazem “soltem as criancinhas para que venham a mim”, o que dá a entender que elas poderiam fazer isso por si próprias). Os fundamentalistas, então, concluem que a passagem se aplica somente às crianças que são capazes de andar, e, presumivelmente, capazes de cometer pecados. Mas o texto de Lc 18,15 diz Trouxeram-lhe também criancinhas (do grego proseferon de auto kai ta brephe). A palavra grega brephe significa “bebês, crianças nos primeiros anos de vida” – crianças completamente incapazes de chegar até Cristo por si mesmas e que não possuem a capacidade de fazer uma decisão consciente de “aceitar Jesus como seu Senhor e salvador”. Este é precisamente o problema. Os fundamentalistas refutam a possibilidade de conceder o batismo a crianças por que elas não possuem ainda a capacidade de fazer uma escolha consciente, como esta, por exemplo. Mas notem que Jesus diz porque o Reino de Deus é daqueles que se parecem com elas [referindo-se justamente a estas crianças que estavam sendo levadas a ele por suas mães/responsáveis]. O Senhor não exigiu que elas fizessem uma escolha consciente. Disse que elas são precisamente o tipo de pessoa que pode vir até Ele e receber o reino. Então com que bases, pergunta-se aos protestantes fundamentalistas, os bebês e as crianças jovens deveriam ser excluídas do sacramento do batismo? Se Jesus disse Deixai vir a mim as criancinhas e não as impeçais, porque impedi-las negando-as o batismo?

Em lugar da Circuncisão

Além disso, Paulo nota que o batismo substitui a circuncisão (cf. Cl 2,11-12). Nesta passagem, ele se refere ao batismo como “circuncisão de Cristo” e “circuncisão não feita por mão de homem”. Usualmente, somente crianças eram circuncidadas sob a Antiga Lei; a circuncisão de adultos era rara, pois eram poucos os convertidos ao judaísmo. Se Paulo quisesse excluir as crianças, não teria escolhido a circuncisão como paralelo do batismo.

Esta comparação entre quem poderia receber o batismo e a circuncisão é muito apropriada. No Antigo Testamento, se alguém quisesse se tornar judeu, deveria crer no Deus de Israel, e ser circuncidado. No Novo Testamento, se alguém quisesse se tornar cristão, deveria crer em Deus e em Seu Filho Jesus, e ser batizado. No Antigo Testamento, aqueles nascidos em lares judeus poderiam ser circuncidados em antecipação à fé judaica na qual iriam crescer e praticar. Da mesma forma, no Novo Testamento, aqueles nascidos em lares cristãos poderiam ser batizados em antecipação à fé cristã na qual iriam crescer e praticar. O caminho é o mesmo: se alguém é adulto, deverá proclamar a fé para ser aceito entre os membros; porém se este alguém é uma criança que ainda não possui faculdades para proclamar a fé, a ele será conferido o rito para aceitação entre os membros sabendo que será nesta fé que irá crescer. Esta é a base da referência de Paulo ao batismo como sendo uma “circuncisão de Cristo” – ou seja, o equivalente cristão da circuncisão.

Somente adultos eram batizados?

Os fundamentalistas relutam em admitir que a Escritura em lugar algum restringe o batismo a adultos, mas quando pressionados, acabam admitindo. Eles concluem que mesmo que o texto não explicite esta idéia, existem significados que suportam esta visão. Naturalmente, as pessoas cujos batismos são lidos na Escritura (e alguns são identificados individualmente) eram adultos, mas porque foram convertidos como adultos. Isto faz muito sentido, pois o cristianismo estava apenas em seu começo. Não existia ainda uma “população cristã”, com crianças educadas em lares cristãos, etc.

Mesmo nos livros do Novo Testamento escritos mais tardiamente no primeiro século, nós nunca – nem mesmo uma vez – vemos uma criança crescida em lar cristão sendo batizada apenas após fazer a tal “decisão” por Cristo. De preferência, sempre se assumiu que as crianças nascidas em lares cristãos já eram cristãs, pois já haviam sido “batizadas em Cristo” (Rm 6,3). Se o batismo de crianças não fosse o costume, deveriam haver referências de filhos de pais cristãos sendo aceitos na Igreja apenas após chegarem à idade da razão, mas não há nenhuma referência a isso na Bíblia.

Referências Bíblicas?

Mas, alguém poderia perguntar, a Bíblia diz que bebês e crianças menores podem ser batizadas? As evidências são claras. No Novo Testamento lemos que Lídia foi convertida pela pregação de Paulo e que foi batizada juntamente com a sua família (At 16,15). O carcereiro a quem Paulo e Silas converteram foi batizado naquela noite juntamente com sua família, então, naquela mesma hora da noite, ele cuidou deles e lavou-lhes as chagas. Imediatamente foi batizado, ele e toda a sua família (v. 33). Em sua saudação aos coríntios, Paulo recorda, aliás, batizei também a família de Estéfanas (1Cor 1,16).

Em todos estes casos, lares e famílias inteiras foram batizadas. Isto significa mais do que apenas o cônjuge, pois as crianças também estavam incluídas. Se o texto de Atos fizesse referências apenas ao carcereiro e à sua esposa, porque não lemos “foi batizado, ele e sua esposa”? Portanto, suas crianças também deveriam estar incluídas. O mesmo se aplica aos demais batismos semelhantes citados na Escritura.

Devemos admitir que é impossível conhecer a idade exata das crianças; poderiam ser crianças que já passaram da idade da razão, mas também poderiam ser bebês ou crianças menores, mais jovens. É mais provável que habitassem tanto crianças mais novas como mais velhas, e certamente haveriam crianças que ainda não alcançaram a idade da razão nestes e tantos outros lares que foram batizados, especialmente se considerarmos que a sociedade da época não se preocupava com métodos de controle de natalidade. Além do mais, dado o caminho para o entendimento de batismo em lares inteiros, se houvesse exceção a esta regra (as crianças), deveria estar explícita.

Padres e Concílios

A doutrina da Igreja Católica de hoje sempre foi a mesma adotada desde o início do cristianismo. Orígenes, por exemplo, escreveu no terceiro século que “de acordo com o costume da Igreja, o batismo é conferido às crianças” [Homilia a Leviticus 8:3:11, (244 d.C.}]. O Concílio de Cartago, em 253, condenou a doutrina de que o batismo das crianças deveria ser adiado até os oito anos de idade. Mais tarde, Santo Agostinho ensinou que “O costume da madre Igreja de batizar crianças certamente não deve ser zombado…nem que esta tradição seja algo que não dos apóstolos” [Interpretação Literal do Gênesis 10:23:39 (408 d.C.)]

Sem chance para “invenção”

Nenhum dos pais ou Concílios da Igreja disse que esta prática era contrária às Escrituras ou à Tradição. Concordavam que o batismo de crianças era uma prática costumeira e apropriada desde os tempos da Igreja primitiva; a única incerteza parecia ser quando – exatamente – a criança deveria ser batizada. Mais evidências de que o batismo de crianças era uma prática aceita na Igreja primitiva é o fato de que se o batismo infantil fosse contrário às práticas religiosas dos primeiros cristãos, porque não possuímos nenhum documento, nenhum, de escritores cristãos que reprovem esta prática?

Entretanto os protestantes fundamentalistas buscam ignorar os escritos dos primitivos cristãos que claramente legitimam o batismo infantil. Tentam se refugiar apelando para a história de que o batismo requer fé e, pelo fato de as crianças serem incapazes de terem fé, não podem ser batizadas. É verdade que Cristo deu instruções sobre a fé atual de adultos convertidos (Mt 28,19-20), mas a sua lei geral sobre a necessidade do batismo (cf. Jo 3,5) não coloca restrições aos sujeitos ao batismo. Apesar de as crianças estarem incluídas na lei que Ele estabeleceu, existem exigências da lei que elas ainda não podem cumprir por causa de sua idade. Não se pode esperar que sejam instruídos e tenham fé se ainda são incapazes de receber alguma instrução ou manifestar a fé. O mesmo é verdadeiro para a circuncisão, a fé em Deus era necessária para que o adulto a recebesse, mas não se fazia necessária aos filhos dos judeus.

Além do mais, a Bíblia nunca diz “a fé em Cristo é necessária à salvação, com exceção das crianças”, mas simplesmente diz “a fé em Cristo é necessária à salvação”. Mesmo os protestantes fundamentalistas devem admitir que aqui há uma exceção às crianças a menos que desejem condenar todas as crianças automaticamente ao inferno. Desta forma, os próprios protestantes fazem uma exceção às crianças em relação à necessidade da fé para alcançar a salvação. Eles, dessa forma, criticam o católico por fazer a mesma exceção para o batismo, especialmente se, como cremos, o batismo for um instrumento para a salvação.

Torna-se aparente, então, que a posição fundamentalista acerca do batismo infantil de fato não é conseqüência de críticas bíblicas, mas da idéia protestante da salvação. Na realidade, a Bíblia indica que as crianças podem, e devem, ser batizadas, pois elas também podem herdar o Reino dos Céus. Além disso, o testemunho e a prática das primeiras comunidades devem silenciar de uma vez por todas os que criticam a prática da Igreja Católica de batizar crianças. A Igreja apenas dá continuidade à tradição estabelecida pelos primeiros cristãos, que atenderam as palavras de Jesus, Deixai vir a mim as criancinhas e não as impeçais, porque o Reino de Deus é daqueles que se parecem com elas (Lc 18,16)

Espero que voce tenha curiosidade e tempo para ler esse texto, assim como parece que voce tem para ler os textos da sua comunidade. Um grande abraco e que o Senhor sempre o (a) abencoe.


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Re: Por que o batismo de bebês?

Mensagem por Pe. Anderson em Seg Out 04, 2010 9:08 am

Caros amigos,

Para acrescentar, gostaria de publicar aqui uma homilia do Papa Bento XVI onde ele explica o que e' o Batismo e porque a Igreja batiza criancas desde o seu origem. Ele tambem explica de maneira belissima os Mandamentos da Lei de Deus (tema favorito, parece, de alguns usuarios do nosso forum). Creio que vale a pena a leitura desse texto:

HOMILIA DO PAPA BENTO XVI NA FESTA DO BAPTISMO DO SENHOR
Capela Sistina, 8 de Janeiro de 2006

Queridos pais
padrinhos e madrinhas!
Amados irmãos e irmãs!

O que acontece no Baptismo? O que esperamos do Baptismo? Vós destes uma resposta à entrada nesta Capela: esperamos para os nossos filhos a vida eterna. É esta a finalidade do Baptismo. Mas como pode ser realizado? Como pode o Baptismo dar a vida eterna? O que é a vida eterna?

Poder-se-ia dizer com palavras mais simples: esperamos para estas nossas crianças uma vida boa; a vida verdadeira; a felicidade também num futuro ainda desconhecido. Nós não somos capazes de garantir este dom durante todo o tempo futuro desconhecido e, por isso, dirigimo-nos ao Senhor para obter dele este dom.

À pergunta: "Como acontecerá isto?" podemos dar duas respostas. A primeira: no Baptismo cada criança é inserida numa companhia de amigos que nunca a abandonará na vida nem na morte, porque esta companhia de amigos é a família de Deus, que tem em si a promessa da eternidade.

Esta companhia de amigos, esta família de Deus, na qual agora a criança é inserida, acompanhá-la-á sempre, também nos dias de sofrimento, nas noites escuras da vida; dar-lhe-á consolo, conforto e luz. Esta companhia, esta família dar-lhe-á palavras de vida eterna. Palavras de luz que respondem aos grandes desafios da vida e dão a indicação justa sobre o caminho a empreender. Esta companhia oferece à criança consolo e conforto, o amor de Deus também no limiar da morte, no vale escuro da morte. Dar-lhe-á amizade, vida. E esta companhia, absolutamente fiável, nunca desaparecerá. Ninguém sabe o que acontecerá no nosso planeta, na nossa Europa, nos próximos cinquenta, sessenta, setenta anos. Mas, sobre um ponto temos a certeza: a família de Deus estará sempre presente e quem pertence a esta família nunca ficará só, terá sempre a amizade certa d'Aquele que é a vida.

E assim chegamos à segunda resposta. Esta família de Deus, esta companhia de amigos é eterna, porque é comunhão com Aquele que venceu a morte, que tem nas mãos as chaves da vida. Estar na companhia, na família de Deus, significa estar em comunhão com Cristo, que é vida e dá amor eterno além da morte. E se podemos dizer que amor e verdade são fontes de vida, são a vida e uma vida sem amor não é vida podemos dizer que esta companhia com Aquele que é vida realmente, com Aquele que é o Sacramento da vida, responderá à vossa expectativa, à vossa esperança.

Sim, o Baptismo insere na comunhão com Cristo e assim dá vida, a vida. Interpretamos desse modo o primeiro diálogo que tivemos aqui, na entrada da Capela Sistina. Agora, depois da bênção da água, seguir-se-á um segundo diálogo de grande importância. O conteúdo é este: o Baptismo como vimos é um dom; o dom da vida. Mas um dom deve ser acolhido, deve ser vivido. Um dom de amizade exige um "sim" ao amigo e um "não" a tudo o que não for compatível com esta amizade, a tudo o que não está em sintonia com a vida da família de Deus, com a verdadeira vida em Cristo. E assim, neste segundo diálogo, o "não" e o "sim" são pronunciados três vezes. Diz-se "não" e renuncia-se às tentações, ao pecado, ao diabo. Conhecemos bem estas coisas, mas talvez porque as ouvimos demasiadas vezes, estas palavras não nos dizem muito. Então devemos aprofundar um pouco os conteúdos destes "não". A que dizemos "não"? Só assim podemos compreender ao que desejamos dizer "sim".

Na Igreja antiga estes "não" eram resumidos numa palavra que para os homens daquele tempo era muito compreensível: renuncia-se assim se dizia à "pompa diabuli", isto é, à promessa da vida na abundância, daquela aparência de vida que parecia vir do mundo pagão, das suas liberdades, do seu modo de viver apenas segundo o que agradava. Por conseguinte, era um "não" a uma cultura aparentemente de abundância da vida, mas que na realidade era uma "anticultura" da morte. Era o "não" aos espectáculos onde a morte, a crueldade, a violência se tinham tornado divertimento.

Pensemos no que acontecia no Coliseu ou aqui, nos jardins de Nero, onde os homens eram acendidos como tochas vivas. A crueldade e a violência tinham-se tornado um motivo de divertimento, uma verdadeira perversão da alegria, do verdadeiro sentido da vida. Esta "pompa diabuli", esta "anticultura" da morte era uma perversão da alegria, era amor à mentira, ao engano, era abuso do corpo como mercadoria e como comércio.

E se agora reflectimos, podemos dizer que também no nosso tempo é necessário dizer "não" à cultura amplamente dominante da morte. Uma "anticultura" que se manifesta, por exemplo, na droga, na fuga do real para o ilusório, para uma felicidade falsa que se expressa na mentira, no engano, na injustiça, no desprezo do próximo, da solidariedade, da responsabilidade pelos pobres e pelos que sofrem; que se exprime numa sexualidade que se torna puro divertimento sem responsabilidade, que se torna uma "coisificação" por assim dizer do homem, que já não é considerado pessoa, digno de um amor pessoal que exige fidelidade, mas se torna mercadoria, um mero objecto. A esta promessa de aparente felicidade, a esta "pompa" de uma vida aparente que na realidade é apenas instrumento de morte, a esta "anticultura" dizemos "não", para cultivar a cultura da vida. Por isso o "sim" cristão, dos tempos antigos até hoje, é um grande "sim" à vida. Este é o nosso "sim" a Cristo, o "sim" ao vencedor da morte e o "sim" à vida no tempo e na eternidade.

Assim como naquele diálogo baptismal o "não" se desenvolve em três renúncias, também o "sim" se desenvolve em três decisões: "sim" ao Deus vivo, isto é, a um Deus criador, a uma razão criadora que dá sentido à criação e à nossa vida; "sim" a Cristo, ou seja, a um Deus que não permaneceu escondido mas que tem um nome, que tem palavras, corpo e sangue; a um Deus concreto que nos dá a vida e nos mostra o caminho da vida; "sim" à comunhão da Igreja, na qual Cristo é o Deus vivo, que entra no nosso tempo, entra na nossa profissão, entra na vida de todos os dias.

Também poderíamos dizer que o rosto de Deus, o conteúdo desta cultura da vida, o conteúdo do nosso grande "sim", se expressa nos dez Mandamentos, que não são um pacote de proibições, de "não", mas na realidade apresentam uma grande visão de vida. São um "sim" à família (quarto mandamento); "sim" à vida (quinto mandamento); "sim" ao amor responsável (sexto mandamento); "sim" à solidariedade, à responsabilidade social, à justiça (séptimo mandamento); "sim" à verdade (oitavo mandamento), "sim" ao respeito do próximo e do que lhe é próprio (nono e décimo mandamentos). É esta a filosofia da vida, a cultura da vida, que se torna concreta, praticável e bela na comunhão com Cristo, o Deus vivo, que caminha connosco na companhia dos seus amigos, na grande família da Igreja. O Baptismo é dom de vida. É um "sim" ao desafio de viver verdadeiramente a vida, dizendo "não" ao ataque da morte que se apresenta com a máscara da vida; e é "sim" ao grande dom da verdadeira vida, que se fez presente no rosto de Cristo, o qual se doa a nós no Baptismo e depois na Eucaristia.

Disse isto no breve comentário às palavras que no diálogo baptismal interpretam o que se realiza neste Sacramento. Além das palavras, temos os gestos e os símbolos, mas farei deles um breve elenco. O primeiro gesto já o realizámos: é o sinal da cruz, que nos é dado como escudo que deve proteger este menino na sua vida; é como um "indicador" para o caminho da vida, porque a cruz é o resumo da vida de Jesus. Depois há os elementos: a água, a unção com o óleo, as vestes brancas e a chama da candeia. A água é o símbolo da vida: o Baptismo é vida nova em Cristo. O óleo é o símbolo da força, da saúde, da beleza, porque é realmente belo viver em comunhão com Cristo.

Depois a veste branca, como expressão da cultura da beleza, da cultura da vida. E por fim a chama da candeia, como expressão da verdade que resplandece nas obscuridades da história e nos indica quem somos, de onde provimos e para onde devemos ir.

Queridos padrinhos e madrinhas, queridos pais e irmãos, agradeçamos neste dia ao Senhor, porque Deus não se esconde atrás das nuvens do mistério impenetrável, mas, como disse o Evangelho de hoje, abriu os céus, mostrou-se, fala connosco e está connosco; vive connosco e guia-nos na nossa vida. Agradeçamos ao Senhor por este dom e rezemos pelas nossas crianças, para que tenham realmente a vida, a verdadeira, a vida eterna. Amém.

Caros amigos, esses textos sao para ajudar a nossa reflexao e a possiveis discussoes. Peco que, se alguem quiser questionar algo, que o faca levando em consideracao o que ja foi afirmado aqui.

Grande abraco e que o Senhor abencoe a todos.

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Re: Por que o batismo de bebês?

Mensagem por quemtembocadizaverdade em Seg Out 04, 2010 11:16 am

Desculpe-me padre mas seu estudo não convenceu. usou textos fora do contexto. deixai vir a mim as criançinhas Jesus disse quando os discípulos impediam as mães de trazerem os seus filhos a Jesus para que as abençoassem não as batizassem. Além do mais não questionei o batismo de crianças, mas de bebês, que só sabem sugar o seio materno, são inocentes e puros e não podem escolher a religião a seguir. gostaria que o senhor me cita-se na bíblia o versiculo que cita o batismo de um bebezinho. não irá poder pois não tem. a igreja católica ensina que se não batizarmos os bebês eles morreram pagãos e perderão o céu por isso. isso é mais uma mentira de roma.dizem. que quando crescerem um pouco devem participar da crisma pois no batismo nada sabiam. o que é crisma na bíblia? não existe. isso sim é costume e tradição pagã. onde já se viu dizer que as igrejas protestantes batizam adultos e isso é costume pagão. então João batista e Jesus erão pagãos? Ora padre não acredito em sua falta de entendimento, mas que não quer renunciar seus ensinos errados.isso sem entrar que a palavra batismo significa emergir e não jogar gotas de água na cabeça. mas é bem melhor do que afogar os bebezinhos não é?Tenho certeza que pessoas sinceras acompanham essas discussões e o Espírito santo trabalha no coração delas, pois corações endurecidos não podem compreender as coisas divinas. espero que não seja seu caso, mas que se humilhe perante o Criador e deixe de enganar o povo. Cristo te ama e o convida a ouvir a sua voz.

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Re: Por que o batismo de bebês?

Mensagem por quemtembocadizaverdade em Seg Out 04, 2010 11:23 am

e onde estão os versos da bíblia nessas considerações do papa? não existem. ele cumpre as profecias de 2 tess. 2 se assenta no trono de deus querendo parecer Deus, quer parecer mesmo pois ensina os seus dogmas ao invéz da palavra de deus. essa não é a igreja cristã da bíblia, pois a tal esteve no deserto protegida por Deus não acabar de vez nas inquisições papais, igreja de deus são os fiéis ao senhor e não ao imperador constantino que tentou levar a apostasia e realmente conseguiu.eu ainda não consegui por minha foto aqui, mas se me disserem como faço o farei , meu nome é Eresa Cristina. e o que falo aqui em breve falarei nas praças, pois o fim se aproxima e Deus não se agrada dos covardes. daqueles que que fecham os olhos para não ver a verdade pois tem medo de perder sua posição. apesar dessas duras palavras, Jesus te ama ore a Ele. ele te ama muito peça pra ele vai ser duro, mas irás ter paz.

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Re: Por que o batismo de bebês?

Mensagem por Pe. Anderson em Seg Out 04, 2010 1:18 pm

Cara Eresa Cristina,

Muitissimo obrigado por voce ter se identificado. Assim fica muito mais facil o nosso dialogo. Agradeco a voce de coracao por esse ato de confianca em nos.

gostaria que o senhor me cita-se na bíblia o versiculo que cita o batismo de um bebezinho.

Vamos la:

Nele também fostes circuncidados com circuncisão não feita por mão de homem, mas com a circuncisão de Cristo, que consiste no despojamento do nosso ser carnal. Nele também fostes circuncidados com circuncisão não feita por mão de homem, mas com a circuncisão de Cristo, que consiste no despojamento do nosso ser carnal. (2 Col 11-12)

“Nele também fostes circuncidados com circuncisão não feita por mão de homem.” Nesse texto, Sao Paulo faz uma analogia clara entre a circuncisao da Lei Antiga e o Batistmo. A circuncisao era feita nos primeiros dias de vida (no oitavo dia) e e’ a esse rito que o Batismo cristao veio substituir, como vemos nessa afirmacao de Sao Paulo. Por isso diziamos no nosso texto inicial:

Esta comparação entre quem poderia receber o batismo e a circuncisão é muito apropriada. No Antigo Testamento, se alguém quisesse se tornar judeu, deveria crer no Deus de Israel, e ser circuncidado. No Novo Testamento, se alguém quisesse se tornar cristão, deveria crer em Deus e em Seu Filho Jesus, e ser batizado.
Mais adiante diziamos:

No Novo Testamento lemos que Lídia foi convertida pela pregação de Paulo e que foi batizada juntamente com a sua família (At 16,15). O carcereiro a quem Paulo e Silas converteram foi batizado naquela noite juntamente com sua família, então, naquela mesma hora da noite, ele cuidou deles e lavou-lhes as chagas. Imediatamente foi batizado, ele e toda a sua família (v. 33). Em sua saudação aos coríntios, Paulo recorda, aliás, batizei também a família de Estéfanas (1Cor 1,16).
Agora temos que lembrar que as “familias inteiras” na Antiguidade incluia as criancas e os bebes. E por que? Simplesmente porque a expectative de vida na Antiguidade nao era a mesma dos nossos dias. Era considerado algo quase milagroso que uma pessoa superasse os 40 anos. Por isso, os casamentos era feito quando as pessoas eram muito jovens (Maria, por exemplo, quando ficou gravida de Jesus teria por volta de 15 anos). Era quase inconcebivel uma familia sem filhos tambem porque a mortalidade infantile era grandissima naquela epoca. As familias tinham, em geral muitos filhos, porque esses eram considerados, justamente, como um dom de Deus e como o unico necessario para garantir o futuro das familias. E’ logico imaginar que quando essas familia inteiras eram batizadas, incluiam tambem as criancas. De fato, os cristaos, desde os primeiros seculos tiveram a pratica de batizar os seus filhos.

a igreja católica ensina que se não batizarmos os bebês eles morreram pagãos e perderão o céu por isso. isso é mais uma mentira de roma.
Com todo o respeito, mas isso e’ uma mentira que disseram os seus “pastores”. Essa nao e’ a doutrina da Igreja que creio que conheco muito melhor do que voce e do que outros nao catolicos. Veja o que diz o Catecismo da Igreja Catolica sobre os que morreram sem Batismo:

1260 “Sendo que Cristo morreu por todos e que a vocação última do homem é realmente uma só, a saber, divina, devemos sustentar que o Espírito Santo oferece a todos, sob forma que só Deus conhece, a possibilidade de se associarem ao Mistério Pascal.” Todo homem que, desconhecendo o Evangelho de Cristo e sua Igreja, procura a verdade e pratica a vontade de Deus segundo seu conhecimento dela pode ser salvo. Pode-se supor que tais pessoas teriam desejado explicitamente o Batismo se tivessem tido conhecimento da necessidade dele.

1261 Quanto às crianças mortas sem Batismo, a Igreja só pode confiá-las à misericórdia de Deus, como o faz no rito das exéquias por elas. Com efeito, a grande misericórdia de Deus, “que quer que todos os homens se salvem” (1Tm 2,4), e a ternura de Jesus para com as crianças, que o levou a dizer: “Deixai as crianças virem a mim, não as impeçais” (Mc 10,14), nos permitem esperar que haja um caminho de salvação para as crianças mortas sem Batismo. Eis por que é tão premente o apelo da Igreja de não impedir as crianças de virem a Cristo pelo dom do santo Batismo.
Mais uma vez voce mostra um grande desconhecimento da doutrina da Igreja Catolica e faz afirmacoes grosseiras, sem nenhuma fundamentacao Por favor, nos gastamos nosso tempo com voce, dialogamos com a maior sinceridade e voce insiste em nao mostrar respeito para conosco. Por favor, pedimos uma conduta mais digna da sua parte.

dizem. que quando crescerem um pouco devem participar da crisma pois no batismo nada sabiam. o que é crisma na bíblia? não existe. isso sim é costume e tradição pagã.

Mais uma ignorancia sua, minha amiga. Por favor, antes de fazer esse tipo de afirmacoes, certifique-se de que elas tem algum tipo de fundamento. Veja um pouco do que diz a doutrina da Igreja sobre esse Sacramento:

1286 No Antigo Testamento os profetas anunciaram que o Espírito do Senhor repousaria sobre o Messias esperado em vista de sua missão salvífica. A descida do Espírito Santo sobre Jesus por ocasião de seu Batismo por João Batista foi o sinal de que era Ele quem devia vir, que Ele era o Messias; o Filho de Deus. Concebido do Espírito Santo, toda a sua vida e toda a sua missão se realizam em uma comunhão
total com o mesmo Espírito, que o Pai lhe dá “sem medida” (Jo 3,34).
1287 Ora, esta plenitude do Espírito não devia ser apenas a do Messias; devia ser comunicada a todo o povo messiânico. Por várias vezes Cristo prometeu esta efusão do Espírito, promessa que realizou primeiramente no dia da Páscoa. e em seguida, de maneira mais marcante, no dia de Pentecostes.
Repletos do Espírito Santo, os Apóstolos começam a proclamar “as maravilhas de Deus” (At 2,11), e Pedro começa a declarar que esta efusão do Espírito é o sinal dos tempos messiânicos. Os que então creram na pregação apostólica e que se fizeram batizar também receberam o dom do Espírito Santo.
1288 “Desde então, os apóstolos, para cumprir a vontade de Cristo, comunicaram aos neófitos, pela imposição das mãos, o dom do Espírito que leva a graça do Batismo à sua consumação. E por isso que na Epístola aos Hebreus ocupa um lugar, entre os elementos da primeira instrução cristã, a doutrina sobre os batismos e também sobre a imposição das mãos. A imposição das mãos é com razão reconhecida pela tradição católica como a origem do sacramento da Confirmação que perpétua, de certo modo, na Igreja, a graça de Pentecostes.”

onde já se viu dizer que as igrejas protestantes batizam adultos e isso é costume pagão.

Por favor, cara amiga em nenhum lugar nos dissemos que batizar adultos é costume pagão. Evidentemente os primeiros cristaos eram batizados adultos, porque nao havia como a fe ser transmitida ser passada por familias nos primeiros anos do cristianismo. Mas e’ uma afirmacao biblica tambem que familias inteiras eram batizadas pelos Apostolos.

Ora padre não acredito em sua falta de entendimento, mas que não quer renunciar seus ensinos errados.
Ate hoje ninguem foi capaz de me mostrar que os ensinos que eu sigo sao errados. O que eu vejo constantemente sao afirmacoes contraries ao que as pessoas acham que e’ a doutrina da Igreja, e nao ao que e’ a doutrina real da Igreja. E’ isso o que eu vejo tambem nas suas palavras. Voce so’ critica aquilo que voce imagina ser a doutrina da Igreja, ao que erradamente ensinaram a voce. Se voce acha meus ensinos errados, tente demonstrar em que sao errados. Eu posso te afirmar com toda a sinceridade, que eu somente sigo a minha consciencia, a qual eu me esforco sempre para que seja bem-formada.

isso sem entrar que a palavra batismo significa emergir e não jogar gotas de água na cabeça. mas é bem melhor do que afogar os bebezinhos não é?
Aqui voce quase acerta. O Catecismo da Igreja Catolica diz:

1214 Ele é denominado Batismo com base no rito central pelo qual é realizado: batizar (“baptizem”, em grego) significa “mergulhar”, “imergir”; o “mergulho” na água simboliza o sepultamento do catecúmeno na morte de Cristo, da qual com Ele ressuscita como “nova criatura” (2Cor 5,17; Gl 6,15).

1226 A partir do dia de Pentecostes, a Igreja celebrou e administrou o santo Batismo. Com efeito, São Pedro declara à multidão impressionada com sua pregação: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para a remissão de vossos pecados. Então recebereis o dom do Espírito Santo” (At 2,38). Os Apóstolos e seus colaboradores oferecem o Batismo a todo aquele que crer em Jesus: judeus, tementes a Deus, pagãos. O Batismo aparece sempre ligado à fé: “Crê no Senhor e serás salvo, tu e a tua casa”, declara São Paulo a seu carcereiro de Filipos. O relato prossegue: “E imediatamente [o carcereiro recebeu o Batismo, ele e todos os seus” (At 16,31-33).
1227 Segundo o apóstolo São Paulo, pelo Batismo o crente comunga na morte de Cristo; é sepultado e ressuscita com ele: Batizados em Cristo Jesus, em sua morte é que fomos batizados. Portanto, pelo Batismo fomos sepultados com ele na morte para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também nós vivamos vida nova (Rm 6,3-4). Os batizados “vestiram-se de Cristo”.
Pelo Espírito Santo, o Batismo é um banho que purifica, santifica e justifica.
1228 O Batismo é, pois, um banho de água no qual “a semente incorruptível” da Palavra de Deus produz seu efeito vivificante. Santo Agostinho dirá do Batismo: “Accedit verbum ad elementum, et fit Sacramentum - Une-se a palavra ao elemento, e acontece o sacramento”.
Entretanto, a Igreja diz que tambem e’ valido o Batismo por intincao.

1239 Segue então o rito essencial do sacramento: o Batismo propriamente dito, que significa e realiza a morte ao pecado e a entrada na vida da Santíssima Trindade por meio da configuração ao mistério pascal de Cristo. O Batismo é realizado da maneira mais significativa pela tríplice imersão na água batismal. Mas desde a Antigüidade ele pode também ser conferido derramando-se, por três vezes, a água
sobre a cabeça do candidato.

T
enho certeza que pessoas sinceras acompanham essas discussões e o Espírito santo trabalha no coração delas, pois corações endurecidos não podem compreender as coisas divinas. espero que não seja seu caso, mas que se humilhe perante o Criador e deixe de enganar o povo. Cristo te ama e o convida a ouvir a sua voz.

Com todo o respeito, gostaria de lembrar-lhe que somente Deus tem o poder de julgar as pessoas. Por favor, nao falte com o respeito para comigo, pois eu sinceramente nao creio que voce tenha o dom da “onisciencia” e possa julgar que esta enganando quem nessa vida. Nao falte com o respeito para conosco, assim como nos nao faltamos com o respeito para com voce jamais. Eu nao engano a ninguem, mas procuro conhecer e explicar a verdade biblica segundo a minha consciencia. Mas, de qualquer modo, deixemos os julgamentos das intencoes das pessoas a quem lhe compete: somente a Deus.

Se voce nao reconhece as bases biblicas das palavras do Papa, por favor, leia as Cartas de Sao Paulo. Ai esta tudo bem claro. Eu conheco as Cartas de Sao Paulo de memoria e por isso veja uma clara fundamentacao biblicas nas palavras de Sao Paulo. Se voce nao ve essa fundamentacao em algumas palavras, nos diga em quais especificamente, que nos te mostraremos os fundamentos biblicos, sem nenhum problema.

Se voce quiser colocar uma foto sua no forum, 'e so' entar em "perfil" e em "avatar". E ai escolher uma foto do computador e por na opcao: "enviar avatar do seu computador".

Um grande abraco e que o Senhor sempre a abencoe.


Última edição por Pe. Anderson em Seg Out 04, 2010 6:30 pm, editado 2 vez(es)

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Re: Por que o batismo de bebês?

Mensagem por alessandro em Seg Out 04, 2010 2:36 pm

questão respondida. tópico trancado.

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