Adoração e Idolatria
Quem tem boca vai a Roma! :: Doutrina Católica :: Catecismo da Igreja Católica: descubra os tesouros da sua fé.
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Esclarecimento Biblico para Catolicos
Palavra de Deus para católicos
Eu me preocupo com todos católicos e quero que sejam salvos, por isso estou trazendo esclarecimento em alguns pontos que vejo pela biblia que estão errando porque estão seguindo a tradição de homens do passado.
A palavra de Deus deve estar sempre em primeiro lugar e não tradições que homens colocaram , não tenho intenção de acusar, mas de ajudar a se levantar do erro e ficar de pé para fazer a vontade de Deus.
Essas passagens biblicas vão abrir os olhos para que vejam que estão enganados em varios pontos da bíblia e que estão cometendo o mesmo erro que 1/3 dos anjos cometeram lá no céu.
Deus estabeleceu Jesus como único mediador entre o povo e Ele. Os homens dizem que santos são mediadores para você fazer pedidos , mas Deus não os reconhece como mediadores porque Ele estabeleceu Jesus como único mediador.
A pessoa que falar que existe algum outro mediador entre você e Deus para você fazer pedidos está contrariando o que a bíblia diz e acrescentando o que ela não diz.
Porque há um só Deus , e um só Mediador entre Deus e os homens , Cristo Jesus homem,
I Timoteo 2 : 5
[...]*
Quando você adora Maria (cantando louvores) você está cometendo o mesmo erro que 1/3 dos anjos cometeram lá no céu , não podemos adorar nenhuma criatura , só devemos adorar e servir o Criador.
[...]*
Quando lemos a bíblia Deus não permite que interpretemos além do que está escrito , mas Ele deixou uma palavra exata e clara para nós ficarmos com o que está escrito não acrescentando nada . Quando a pessoa acrescenta alguma coisa que não está escrita na bíblia ela não está se mantendo na sua posição de serva que prega somente o que Deus disse , e aquilo que é acrescentado dá brecha para o inimigo agir e enganar as pessoas.
[...]*
Dizem que Maria permaneceu virgem , quando falam isso estão acrescentando o que não está escrito e indo contra as passagens abaixo que mostram que Jesus teve varios irmãos e irmãs.
[...]*
Mesmo que Maria morresse virgem não seria santa por causa disso , porque ela é uma mulher da descendência de Adão e Eva que herdou a natureza pecadora deles como todas as pessoas , e precisa do sacrificio de Jesus para ter o perdão.
Ser virgem não torna a pessoa santa , a única coisa que nos santifica é o sacrificio de Jesus, que purifica todos os pecados inclusive a natureza pecadora que herdamos de Adão e Eva.
[...]*
Jesus disse que a maior pessoa da descendência de Adão e Eva é João, o batista , Maria não foi considerada melhor que João, o batista.
Pois eu vos digo que, entre os nascidos de mulher, não há nenhum maior do que João; mas aquele que é o menor no reino de Deus é maior do que ele. Lucas 7 : 28
[...]*
Jesus disse que Pedro é a pedra que Ele edificaria sua igreja , muitos católicos acreditam que a igreja católica é a única igreja que está edificada sobre Pedro , mas só Jesus sabe quais são as pessoas que estão salvas de varias igrejas diferentes e que compõe a sua igreja edificada sobre pedro.
[...]*
Quem oferece alguma coisa a uma imagem ( velas, flores, etc ) está oferecendo aos demônios.
[...]*
Os católicos não conseguem ver que estão cometendo o mesmo pecado que 1/3 dos anjos cometeram no céu , porque não estão adorando somente a Deus mas estão dividindo a adoração com Maria e o mesmo erro que aconteceu no céu se repete hoje na igreja católica , procure uma igreja evangélica para estar junto com outras pessoas que se mantem somente com Deus .
[i]*Editado por Thales em 26-04-2010
Eu me preocupo com todos católicos e quero que sejam salvos, por isso estou trazendo esclarecimento em alguns pontos que vejo pela biblia que estão errando porque estão seguindo a tradição de homens do passado.
A palavra de Deus deve estar sempre em primeiro lugar e não tradições que homens colocaram , não tenho intenção de acusar, mas de ajudar a se levantar do erro e ficar de pé para fazer a vontade de Deus.
Essas passagens biblicas vão abrir os olhos para que vejam que estão enganados em varios pontos da bíblia e que estão cometendo o mesmo erro que 1/3 dos anjos cometeram lá no céu.
Deus estabeleceu Jesus como único mediador entre o povo e Ele. Os homens dizem que santos são mediadores para você fazer pedidos , mas Deus não os reconhece como mediadores porque Ele estabeleceu Jesus como único mediador.
A pessoa que falar que existe algum outro mediador entre você e Deus para você fazer pedidos está contrariando o que a bíblia diz e acrescentando o que ela não diz.
Porque há um só Deus , e um só Mediador entre Deus e os homens , Cristo Jesus homem,
I Timoteo 2 : 5
[...]*
Quando você adora Maria (cantando louvores) você está cometendo o mesmo erro que 1/3 dos anjos cometeram lá no céu , não podemos adorar nenhuma criatura , só devemos adorar e servir o Criador.
[...]*
Quando lemos a bíblia Deus não permite que interpretemos além do que está escrito , mas Ele deixou uma palavra exata e clara para nós ficarmos com o que está escrito não acrescentando nada . Quando a pessoa acrescenta alguma coisa que não está escrita na bíblia ela não está se mantendo na sua posição de serva que prega somente o que Deus disse , e aquilo que é acrescentado dá brecha para o inimigo agir e enganar as pessoas.
[...]*
Dizem que Maria permaneceu virgem , quando falam isso estão acrescentando o que não está escrito e indo contra as passagens abaixo que mostram que Jesus teve varios irmãos e irmãs.
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Mesmo que Maria morresse virgem não seria santa por causa disso , porque ela é uma mulher da descendência de Adão e Eva que herdou a natureza pecadora deles como todas as pessoas , e precisa do sacrificio de Jesus para ter o perdão.
Ser virgem não torna a pessoa santa , a única coisa que nos santifica é o sacrificio de Jesus, que purifica todos os pecados inclusive a natureza pecadora que herdamos de Adão e Eva.
[...]*
Jesus disse que a maior pessoa da descendência de Adão e Eva é João, o batista , Maria não foi considerada melhor que João, o batista.
Pois eu vos digo que, entre os nascidos de mulher, não há nenhum maior do que João; mas aquele que é o menor no reino de Deus é maior do que ele. Lucas 7 : 28
[...]*
Jesus disse que Pedro é a pedra que Ele edificaria sua igreja , muitos católicos acreditam que a igreja católica é a única igreja que está edificada sobre Pedro , mas só Jesus sabe quais são as pessoas que estão salvas de varias igrejas diferentes e que compõe a sua igreja edificada sobre pedro.
[...]*
Quem oferece alguma coisa a uma imagem ( velas, flores, etc ) está oferecendo aos demônios.
[...]*
Os católicos não conseguem ver que estão cometendo o mesmo pecado que 1/3 dos anjos cometeram no céu , porque não estão adorando somente a Deus mas estão dividindo a adoração com Maria e o mesmo erro que aconteceu no céu se repete hoje na igreja católica , procure uma igreja evangélica para estar junto com outras pessoas que se mantem somente com Deus .
[i]*Editado por Thales em 26-04-2010
verdade777- Mensagens: 3
Data de inscrição: 22/04/2010
Localização: sp
Re: Adoração e Idolatria
Querido amigo,
Pelo que pude entender de seu texto vc está acusando os católicos de idólatras citando algumas passagens bíblicas.
entendo que é movido pelo zelo e busca tirar as pessoas daquilo que considera perigoso para a salvação de suas almas. Respeito isso. No entanto, me chateia ver que não deu nem uma lida em alguns tópicos do fórum. Já explicamos várias vezes que não adoramos Maria, já mostramos várias passagens bíblicas que falam sobre o uso de imagens.
Me entristece ver como a grande maioria dos protestantes é ignorante no que tange à Igreja católica. falam mal daquilo que não conhecem.
Peço encarecidamente que leia outros tópicos antes de postar. peço também que busque maior esclarecimento bíblico.
abraço fraterno
alessandro
Pelo que pude entender de seu texto vc está acusando os católicos de idólatras citando algumas passagens bíblicas.
entendo que é movido pelo zelo e busca tirar as pessoas daquilo que considera perigoso para a salvação de suas almas. Respeito isso. No entanto, me chateia ver que não deu nem uma lida em alguns tópicos do fórum. Já explicamos várias vezes que não adoramos Maria, já mostramos várias passagens bíblicas que falam sobre o uso de imagens.
Me entristece ver como a grande maioria dos protestantes é ignorante no que tange à Igreja católica. falam mal daquilo que não conhecem.
Peço encarecidamente que leia outros tópicos antes de postar. peço também que busque maior esclarecimento bíblico.
abraço fraterno
alessandro
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Só vale a pena viver pelo que vale a pena morrer!!!

alessandro- Tira-dúvidas oficial
- Mensagens: 751
Data de inscrição: 16/08/2008
Re: Adoração e Idolatria
Já foi falado de tradição muitas vezes aqui. Não tenho, infelizmente, tempo para fazer uma exploração do tema. Primeiro: diferenciar a tradição corrupta dos fariseus da tradição dos apóstolos. A tradição cristã não foi criada por homens, mas por nosso Senhor, que a deu aos apóstolos. Quanto à questão da idolatria, não confundir os santos de Deus a quem honramos e não adoramos com os falsos deuses pagãos. Quem está realmente com a verdade está com a Igreja de Cristo, que é só uma.

Yuri07- Mensagens: 173
Data de inscrição: 30/10/2009
Idade: 22
Localização: Recife, PE
Re: Adoração e Idolatria
O PENSAMENTO DE LUTERO, FUNDADOR DO PROTESTANTISMO, A RESPEITO DA BEM-AVENTURADA SEMPRE VIRGEM MARIA
Caros Irmãos,
Que a paz de Jesus esteja sempre conosco !
Deixo neste colóquio, para reflexão dos membros da Igreja Católica e das diversas seitas protestantes, alguns colóquios de Martinho Lutero a respeito da Mãe de Jesus:
Caros Irmãos,
Que a paz de Jesus esteja sempre conosco !
Deixo neste colóquio, para reflexão dos membros da Igreja Católica e das diversas seitas protestantes, alguns colóquios de Martinho Lutero a respeito da Mãe de Jesus:
"Cristo era o único filho de Maria. Das entranhas de Maria, nenhuma criança além dele. Os "irmãos" significam realmente "primos" aqui: As Sagradas Escrituras e os judeus sempre chamaram os primos de "irmãos"" (Sermões sobre João I-IV, 1534 - 39).
"Cristo, nosso Salvador, foi fruto real e natural do ventre virginal de Maria. Isto se deu sem a cooperação de um homem, permanecendo virgem depois do parto" (Op. Cit.).
"Deus diz: O filho de Maria é meu filho somente. Desta forma, Maria é Mãe de Deus" (Op. Cit.).
"Deus não recebeu sua divindade de Maria; todavia, não segue que seja conseqüentemente errado afirmar que Deus foi carregado por Maria, que Deus é filho de Maria e que Maria é a Mãe de Deus. Ela é a Mãe verdadeira de Deus, a portadora de Deus. Maria amamentou o próprio Deus; Ele foi embalado para dormir por ela, foi alimentado por ela, etc.. Para o Deus e para o homem, uma só pessoa, um só filho, um só Jesus, e não dois Cristos. Assim como o seu filho não são dois filhos, mesmo que tenha duas naturezas" (Nos Conselhos e na Igreja, 1539).
"Não se pode haver nenhuma dúvida que a Virgem Maria está no céu. Como isso aconteceu, nós não sabemos. E já que o Espírito Santo não nos revela nada sobre isso, não podemos fazer disso um artigo de fé. É suficiente sabermos que Ela vive em Cristo. A veneração a Maria está no mais profundo do coração humano" (Sermão de 1º de setembro de 1522).
"Devemos honrar Maria como ela mesmo desejou e expressou no Magníficat. Louvou a Deus por suas obras. Como, então, podemos nós exaltá-la? A honra verdadeira de Maria é a honra de Deus, louvor à graça de Deus. Maria não é nada para si mesma, mas para a causa de Cristo. Maria não deseja com isso que a contemplemos, mas, atrravés dela, Deus" (Explicação do Magnificat, 1521).
Observando estas citações do fundador do protestantismo, percebe-se que os protestantes protestam até mesmo os próprios protestantes, numa espécie de "Babel" onde ninguem se entende. Mas isso, segundo Jesus, é coisa de reino dividido (Mt 12, 25).
Grande abraço a todos !
"Cristo, nosso Salvador, foi fruto real e natural do ventre virginal de Maria. Isto se deu sem a cooperação de um homem, permanecendo virgem depois do parto" (Op. Cit.).
"Deus diz: O filho de Maria é meu filho somente. Desta forma, Maria é Mãe de Deus" (Op. Cit.).
"Deus não recebeu sua divindade de Maria; todavia, não segue que seja conseqüentemente errado afirmar que Deus foi carregado por Maria, que Deus é filho de Maria e que Maria é a Mãe de Deus. Ela é a Mãe verdadeira de Deus, a portadora de Deus. Maria amamentou o próprio Deus; Ele foi embalado para dormir por ela, foi alimentado por ela, etc.. Para o Deus e para o homem, uma só pessoa, um só filho, um só Jesus, e não dois Cristos. Assim como o seu filho não são dois filhos, mesmo que tenha duas naturezas" (Nos Conselhos e na Igreja, 1539).
"Não se pode haver nenhuma dúvida que a Virgem Maria está no céu. Como isso aconteceu, nós não sabemos. E já que o Espírito Santo não nos revela nada sobre isso, não podemos fazer disso um artigo de fé. É suficiente sabermos que Ela vive em Cristo. A veneração a Maria está no mais profundo do coração humano" (Sermão de 1º de setembro de 1522).
"Devemos honrar Maria como ela mesmo desejou e expressou no Magníficat. Louvou a Deus por suas obras. Como, então, podemos nós exaltá-la? A honra verdadeira de Maria é a honra de Deus, louvor à graça de Deus. Maria não é nada para si mesma, mas para a causa de Cristo. Maria não deseja com isso que a contemplemos, mas, atrravés dela, Deus" (Explicação do Magnificat, 1521).
Observando estas citações do fundador do protestantismo, percebe-se que os protestantes protestam até mesmo os próprios protestantes, numa espécie de "Babel" onde ninguem se entende. Mas isso, segundo Jesus, é coisa de reino dividido (Mt 12, 25).
Grande abraço a todos !

Flávio Roberto Brainer de- Tira-dúvidas oficial
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MEDIAÇÃO E INTERCESSÃO SÃO COISAS DISTINTAS
Meu Caro 777,
Que a paz do Senhor Jesus esteja sempre no seu coração !
Separei mais um pequeno trecho de sua explanação para dar continuidade à discussão que você propôs:
"Deus escolheu Jesus como único mediador entre o povo e ele. Os homens dizem que os santos são mediadores para você faxer os seus pedidos, mas Deus não os reconhece como mediadores" (Verdade 777, em qui abr 22, 2010, 3:29 pm).
Fica muito claro nos seus escritos que você ainda não percebeu a diferença entre mediação e intercessão, afirmando ou, pelo menos, deixando subentendido que são a mesma coisa, quando na verdade não o são.
É preciso, portanto, diferenciar uma coisa outra, verificando conceitos e definições, da mesma forma que é preciso observar no dia a dia dos cristãos o significado da palavra intecessão na prática, e para fazer isso, não precisa olhar para os católicos, pois você pode fazer isso na sua própria "igreja", onde é comum as pessoas pedirem orações pelas outras. Estas pessoas que oram pelas outras são intercessoras e não mediadoras.
Se você tomar a palavra de Deus para examinar essa questão que acontece na sua própria !igreja", erroneamente chegará a conclusão que os que pedem orações aos outros são idólatras porque poderiam fazê-lo diretamente a Jesus que é o único mediador.
Com efeito, se na sua doutrina protestante mediação e intercessão é a mesma coisa, quem pede oração a outra pessoa está sendo idólatra porque está pedindo algo a quem não é mediador.
Da mesma maneira que quem ora por outra pessoa está se auto-idolatrando por se colocar no lugar do único mediador que é Jesus.
Adentrando na realidade e perquirindo o que está escrito nas Sagradas Escrituras, vemos que todos podemos ser intercessores uns dos outros, precisando apenas nos colocarmos como tal. Foi assim que Moisés se colocou como intercessor entre Deus e povo que Deus lhe confiou para que o libertasse da opressão faraônica a que estava sujeito no Egito.
Essa condição de intercessor se perpetuou na história do povo de Deus, de maneira que, examinando as Escrituras Sagradas, vamos nos deparar constantemente com esta realidade em quase todas as narrações contidas desde o livro do Gênesis até o do Apocalipse.
Neste sentido, vamos perceber claramente que os verdadeiros cristãos são de fato intercessores. São Tiago nos dá uma verdadeira lição neste sentido:
"A oração da fé salvará o enfermo e o Senhor o restabelecerá. (...) Orai uns pelos outros para serdes curados. A oração do justo tem grande eficiência. Elias era um homem pobre como nós e orou com fervor para que não chovesse sobre a terra, e por três anos e seis meses não choveu. Orou de novo, e o céu deu chuva, e a terra deu o seu fruto" (Tg 5, 15a. 16b. 17-18).
Aqui se percebe que a intercessão é atributo de todos os que crêem e que se colocam em oração entre Deus e os homens, o que de maneira nenhuma se constitui em idolatria.
Mas é preciso ir bem mais além na compreensão dessa verdade, principalmente porque ela transcende à nossa natureza humana a partir do momento em que somos santificados uma vez que participamos da primeira ressurreição e aguardamos a segunda que é a ressurreição da carne. São João nos descreve esta realidade no céu, conforme está escrito no Apocalipse:
"Adiantou-se outr anjo e pôs-se junto ao altar com um turíbulo de ouro na mão. Foram-lhe dados muitos perfumes para que os oferecesse com as orações de todos os santos no altar de ouro que está adiante do trono. A fumaça dos perfumes subiu da mão do anjo com as orações dos santos, diante de Deus" (Ap 8, 3-4).
Assim, fica muito clar que todos os cristãos devem ser intercessores como os santos já o são, mas não podemos confundir as coisas, não podemos afirmar que mediação e intercessão são a mesma coisa como você o fez, pois é exatamente a diferença entre elas que nos dá o discernimento do que compete a cada um de nós e dos santos, do que é pertinente a Jesus que é o único mediador que nos pode salvar, conforme está escrito:
"Em nenhum outro há salvação, porque debaixo do céu nenhum outro nome foi dado aos homens, pelo qual devamos ser salvos" (At 4,12).
Em síntese, a Igreja Católica jamais atribuiu aos santos qualquer poder de salvação. Os santos são modelos de vida a serem imitados e são também nossos intercessores, de acordo com o que nos ensina a Palavra de Deus.
A Igreja Católica ensina que Jesus é o único salvador e que fora dele não há salvação. Entretanto, isso não descarta a intercessão dos santos.
Um grande abraço, e que Deus o abençoe hoje e sempre !

Flávio Roberto Brainer de- Tira-dúvidas oficial
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"POR ISTO, DESDE AGORA, ME PROCLAMARÃO BEM-AVENTURADA TODAS AS GERAÇÕES" (Lc 1, 48)
Meu Caro 777,
Que a paz do Senhor Jesus esteja sempre no seu coração !
Transcrevo aqui, mais um dos seus colóquios, no sentido de esclarecer a respeito da devoção dos católicos a Nossa Senhora elucidar a verdade a respeito do seu eqüívoco no sentido desta mesma devoção de acordo com o que está claramente exposto nas Sagradas Escrituras.
No seu texto você afirmou o seguinte: "Quando você adora Maria (cantando louvores) você está cometendo o mesmo erro que 1/3 dos anjos cometeram lá no céu, não podemos adorar nenhuma criatura, só devemos adorar e servir o Criador" (Verdade 777, em qui abr 22, 2010 3:29 pm).
Nenhum católico adora e serve a Maria. Todos adoram e servem a Deus. No entanto, as Sagradas Escrituras nos ensinam a proclamar a Mãe de Jesus Bem-aventurada, conforme está escrito: "Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações" (Lc 1, 48).
Mas qual é o significado desta "bem-aventurada"?
(Peço desculpas, pois um imprevisto me aconteceu neste momento e terei que tomar as devidas providências)
CONTINUO MAIS TARDE !

Flávio Roberto Brainer de- Tira-dúvidas oficial
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Re: Adoração e Idolatria
DANDO CONTINUIDADE...
"Bem-aventurança significa grande felicidade, a glória, a felicidade perfeita, a felicidade eterna que os santos gozam no céu. (FERREIRA, Aurélio Buarque de Olanda. Novo Dicionário de Lingua Portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986, p. 247).
Ainda para compreender melhor o que é bem-aventurança, revisitando as Sagradas Escrituras, de modo mais específico, a passagem do Sermão da Montanha, encontaremos várias afirmações de Jesus a esse respeito: " (...)s que choram serão consolados, (...)os mansos possuirão a terra, (...) os que têm fome e sede de justiça serão saciados, (...) os misericordiosos alcançarão misericórdia, (...) os puros de coração verão a Deus, (...) os pacíficos serão chamados filhos de Deus! (...) deles é o reino dos céus! (...) será grande a vossa recompensa nos céus" (Mt 5, 1-12).
Observe que, em consonância com o que descreve o dicionário, a bem-aventurança é algo que acontecerá lá no céu, embora que tal promessa é para aqueles que vivem retamente na terra e, exatamente por isso, na descrição das Sagradas Escrituras, tudo está descrito com os verbos no futuro.
No caso de Nossa Senhora, a sua bem-aventurança não foi algo para o futuro: "DESDE AGORA, ME PROCLAMARÃO BEM-AVENTURADA TODAS AS GERAÇÕES" (Lc 1, 48). Esta bem-aventurança se tornou uma realidade a partir do momento em que Ela, movida pelo Espírito Santo, pronunciou aquelas palavras.
Assim, fica comprovada a santidade de Maria, o seu ser cheio de graça proferido pelo anjo Gabriel no dia da Anunciação. Se Ela é "CHEIA DE GRAÇA", nela não existe qualquer pecado, ao ponto de ser proclamada BEM-AVENTURADA enquanto ainda caminhava neste mundo, entre os pecadores e sem cometer qualquer pecado. É por isso que Ela é Bem-aventurada e, quem assim não proclama está contra a Palavra de Deus.
Assim sendo, os católicos, ao contrário da grande maioria das seitas protestantes, cumprem fielmente o que a Bíblia diz: Proclamam Maria Bem-aventurada !
Grande abraço !

Flávio Roberto Brainer de- Tira-dúvidas oficial
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"APARECEU EM SEGUIDA UM GRANDE SINAL NO CÉU" (Ap 12)
Caro 777,
Que a paz do Senhor esteja sempre com você !
Transcrevo mais uma passagem do seu colóquio que assim está escrita:
"A passagem acima citada Eclesiastes 9:5 diz que os mortos não têm participação no mundo dos vivos por isso Maria nunca apareceu para ninguem. A Bíblia diz que Satanás se disfarça em anjo de luz e faz sinais para enganar as pessoas..."
Mais uma vez o convido à observância do sentido pleno das Sagradas Escrituras. Como já afirmei antes, não se pode interpretar as Sagradas Escrituras considerando versículos isolados, pois assim cairemos em vários erros e contradições.
Examinando o texto de Ap 12, percebemos que o apóstolo São João viu Maria, a Mãe de Jesus, aparecer como um grande sinal no céu. Observando nas entrelinhas do texto, está escrito: "Ela deu à luz um Filho, um menino, aquele que deve reger todas as nações com cetro de ferro. Mas o seu Filho foi arrebatado para junto de Deus e do seu trono" (Ap 12,5).
Diante desta descrição do Apocalípse de São João, pergunto:
1º) Qual foi a pessoa que foi arrebatada para junto de Deus e do seu trono?
JESUS.
2º) Quem é o Rei que regerá todas as nações com cetro de Ferro?
JESUS.
3º) Quem é a Mulher que deu à luz àquele que foi arrebatado para junto de Deus e do seu trono e que regerá todas as nações?
MARIA.
4º) Quem foi a Mulher que apareceu como um grande sinal no céu?
MARIA, A MÃE DE JESUS, AQUELA A QUEM TODAS AS GERAÇÕES PROCLAMARÃO BEM-AVENTURADA!
ELA APARECEU, SIM !
O APÓSTOLO JOÃO VIU, SIM !
ESTÁ NA BÍBLIA, SIM !
Ainda comentando a respeito do final da sua frase, sem querer ofendê-lo nem magoá-lo, BASEADO APENAS NAQUILO QUE VOCÊ ESCREVEU, pergunto o seguinte:
Você acredita que Satanás se disfarçou na Mãe de Jesus para aparecer no céu como um grande sinal para enganar as pessoas?
Que Deus o abençoe hoje e sempre !
Grande abraço !

Flávio Roberto Brainer de- Tira-dúvidas oficial
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Re: Adoração e Idolatria
MOISÉ E ELIAS, ANTES DE NOSSA SENHORA, TAMBÉM APARECERAM !
Dando continuidade à minha ultima postagem neste tópico, revisitando as Sagradas Escrituras, mais precisamente nos evangelhos sinóticos, vamos encontar a narração da aparição de Moisés e Elias, por ocasião da Transfiguração do Senhor (Mt 17, 1-13; Mc 9, 2-13; Lc 9, 28-36).
Convém lembrar, revisitando este epísódio, que Moisés tinha sido sepultado em Moab (Dt 34, 5-7) após sua morte. Quanto a Elias, foi arrebatado para o céu com vida (2Rs 2, 1-11).
Esta fato foi presenciado pelos apóstolos Pedro, Tiago e João.
Aqui, vale salientar que Moisés recebeu essa honra por conduzir os israelitas do Egito até a planície de rio Jordão e Elias por exercer a profecia, falando em nome do Senhor.
Nossa Senhora, a "CHEIA DE GRAÇA", preservada de qualquer pecado ao ponto de ser declarada "BEM-AVENTURADA" por todas as gerações, muito mais do que conduzir o povo de Deus como o fez Moisés e falar em seu nome como o fez Elias, CARREGOU NO SEU VENTRE E NOS SEUS BRAÇOS O PRÓPRIO DEUS. Isso é, portanto, o suficiente para compreendermos porque Ela apareceu no céu.
Afinal, ELA É A "BEM-AVENTURADA" E O LUGAR DOS BEM-AVENTURADOS É O CÉU !
Que o Senhor nos abençoe e nos dê a sua paz !

Flávio Roberto Brainer de- Tira-dúvidas oficial
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Re: Adoração e Idolatria
Olá,
Primeiramente, estendo às simpatias do Alessandro ao nosso irmão(a) protestante as minhas próprias.
Irmãos católicos,
Entendo que as colocações de nosso irmão(a) protestante possam incitar-nos o desejo de responder a estas acusações uma a uma. Acontece o mesmo comigo.
Porém, eu sinceramente acredito que a motivação de quem coloca uma mensagem dessas a esmo não é a busca sincera pela verdade, e sim uma necessidade de auto-afirmação; denota uma disposição intolerante e não tem nenhum fundamento real, pois, como disse o Alessandro, claramente baseia-se em uma série de pré-conceitos e ignorâncias.
Não nos deixemos levar pelo ímpeto de lutar com unhas e dentes contra tais afirmações, pois isso inunda nosso fórum com mensagens enormes, as quais, sinceramente, pouquíssimas pessoas tem a disposição para ler.
Não se preocupem, pois um tira-dúvidas oficial, cedo ou tarde irá excluir o tópico ou encaminhar o usuário para os tópicos onde a questão já foi respondida.
Obrigado! =D
Primeiramente, estendo às simpatias do Alessandro ao nosso irmão(a) protestante as minhas próprias.
Irmãos católicos,
Entendo que as colocações de nosso irmão(a) protestante possam incitar-nos o desejo de responder a estas acusações uma a uma. Acontece o mesmo comigo.
Porém, eu sinceramente acredito que a motivação de quem coloca uma mensagem dessas a esmo não é a busca sincera pela verdade, e sim uma necessidade de auto-afirmação; denota uma disposição intolerante e não tem nenhum fundamento real, pois, como disse o Alessandro, claramente baseia-se em uma série de pré-conceitos e ignorâncias.
Não nos deixemos levar pelo ímpeto de lutar com unhas e dentes contra tais afirmações, pois isso inunda nosso fórum com mensagens enormes, as quais, sinceramente, pouquíssimas pessoas tem a disposição para ler.
Não se preocupem, pois um tira-dúvidas oficial, cedo ou tarde irá excluir o tópico ou encaminhar o usuário para os tópicos onde a questão já foi respondida.
Obrigado! =D

Thales- Tira-dúvidas oficial
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Localização: Petrópolis

Re: Adoração e Idolatria
Esclarecimento oportuno.
Eu não tenho nenhuma prova evidente que algum humano excepto "Yeshua" esteja mesmo no céu, nem sei bem o que isto é.
Porquê?
As visões de mulher do Apocalipse 12 são apenas visões e símbolos.
Isso não prova que alguma mulher estivesse mesmo no céu.
A dúvida é para mim o mais correcto.
Quanto ao facto de Moisés e Elias terem aparecido a Pedro Tiago e João, o princípio é o quase o mesmo: «uma visão».
O que interessa são os ensinamentos espirituais e o incentivo da realidade futura tirados dessas visões, que nada provam em relação a esses seres habitarem já ou não o céu.
Mas afinal o que é esse céu?!
1) O céu físico aparente a que chamamos de atmosfera à volta da terra e que também é conhecido por «firmamento» onde se projecta a luz das estrelas?!
2) O céu astronómico também conhecido por «espaço infinito» ou por «Universo»?!
3) Ou apenas um simples estado de «alma» como penso que afirmam os teólogos?!
A minha conclusão é que este conhecimento está vedado aos maiores sábios, quer do mundo do saber quer do mundo da teologia; enfim apenas especulações, que eu respeito e até admiro, mas que me não convencem.
Fico-me com o seguinte versículo:
http://www.paroquias.org/biblia/index.php?c=Dt+29,28
(Dt 29, 28)«As coisas ocultas pertencem ao SENHOR, nosso Deus, mas aquilo que Ele revelou é para nós e para os nossos filhos eternamente, a fim de cumprirmos todas as palavras desta Lei.»
Obs. Está escrito "ao SENHOR" em vez de "a YHWH"
Eu não tenho nenhuma prova evidente que algum humano excepto "Yeshua" esteja mesmo no céu, nem sei bem o que isto é.
Porquê?
As visões de mulher do Apocalipse 12 são apenas visões e símbolos.
Isso não prova que alguma mulher estivesse mesmo no céu.
A dúvida é para mim o mais correcto.
Quanto ao facto de Moisés e Elias terem aparecido a Pedro Tiago e João, o princípio é o quase o mesmo: «uma visão».
O que interessa são os ensinamentos espirituais e o incentivo da realidade futura tirados dessas visões, que nada provam em relação a esses seres habitarem já ou não o céu.
Mas afinal o que é esse céu?!
1) O céu físico aparente a que chamamos de atmosfera à volta da terra e que também é conhecido por «firmamento» onde se projecta a luz das estrelas?!
2) O céu astronómico também conhecido por «espaço infinito» ou por «Universo»?!
3) Ou apenas um simples estado de «alma» como penso que afirmam os teólogos?!
A minha conclusão é que este conhecimento está vedado aos maiores sábios, quer do mundo do saber quer do mundo da teologia; enfim apenas especulações, que eu respeito e até admiro, mas que me não convencem.
Fico-me com o seguinte versículo:
http://www.paroquias.org/biblia/index.php?c=Dt+29,28
(Dt 29, 28)«As coisas ocultas pertencem ao SENHOR, nosso Deus, mas aquilo que Ele revelou é para nós e para os nossos filhos eternamente, a fim de cumprirmos todas as palavras desta Lei.»
Obs. Está escrito "ao SENHOR" em vez de "a YHWH"

Manuel Portugal Pires- Mensagens: 771
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Re: Adoração e Idolatria
interessante que o próprio Jesus tenha dito a um ladrão arrependido: em verdade vos digo, hoje estarás comigo no paraíso!
_________________
Só vale a pena viver pelo que vale a pena morrer!!!

alessandro- Tira-dúvidas oficial
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Re: Adoração e Idolatria
Caros amigos,
O que é o Céu? Para responder a essa excelente pergunta devemos meditar a liturgia do próximo domingo, domingo da Ascensao do Senhor. Deixo aqui uma excelente explicaçao bíblica dessas questos dada pelo Papa Bento XVI no ano passado. Espero que nos ajude a eliminar todas as "confusoes" existentes.
"Ides receber uma força, a do Espírito Santo, que descerá sobre vós e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia, na Samaria e até aos confins do mundo" (Act 1, 8). Com estas palavras Jesus despede-se dos Apóstolos, como ouvimos na primeira Leitura. Imediatamente depois, o autor sagrado acrescenta que "se elevou à vista deles e uma nuvem subtraiu-o a seus olhos" (Act 1, 9). É o mistério da Ascensão, que no dia de hoje celebramos solenemente. Mas que tencionam comunicar-nos a Bíblia e a liturgia, dizendo que Jesus "foi elevado"? Compreende-se o sentido desta expressão, não a partir de um único texto, nem sequer de um só livro do Novo Testamento, mas na escuta atenta de toda a Sagrada Escritura. Com efeito, o uso do verbo "elevar" é de origem veterotestamentária, e refere-se à tomada de posse da realeza. Portanto, a Ascensão de Cristo significa a tomada de posse do Filho do homem crucificado e ressuscitado na realeza de Deus sobre o mundo.
Porém, existe um sentido mais profundo, imperceptível imediatamente. Na página dos Actos dos Apóstolos afirma-se em primeiro lugar que Jesus "se elevou" (v. 9) e depois acrescenta-se que "foi arrebatado" (v. 11). O acontecimento é descrito não como uma viagem para o alto, mas sim como uma acção do poder de Deus, que introduz Jesus no espaço da proximidade divina. A presença da nuvem, que "o subtraiu aos seus olhos" (v. 9), evoca uma antiquíssima imagem da teologia veterotestamentária, e insere a narração da Ascensão na história de Deus com Israel, da nuvem do Sinai e acima da tenda da aliança do deserto, até à nuvem luminosa sobre o mundo da Transfiguração. Em última análise, apresentar o Senhor envolvido na nuvem evoca o mesmo mistério expresso pelo simbolismo do "sentar à direita de Deus.
Em Cristo, que subiu ao céu, o ser humano entrou de modo inaudito e novo na intimidade de Deus; o homem já encontra para sempre espaço em Deus. O "céu", esta palavra céu, não indica um lugar acima das estrelas, mas algo muito mais ousado e sublime: indica o próprio Cristo, a Pessoa divina que acolhe plenamente e para sempre a humanidade, Aquele em quem Deus e o homem estão para sempre inseparavelmente unidos. O céu é o ser do homem em Deus. E nós aproximamo-nos do céu, aliás, entramos no céu, na medida em que nos aproximamos de Jesus e entramos em comunhão com Ele. Portanto, a hodierna solenidade da Ascensão convida-nos a uma profunda comunhão com Cristo morto e ressuscitado, invisivelmente presente na vida de cada um de nós.
Nesta perspectiva compreendemos por que motivo o evangelista Marcos afirma que, depois da Ascensão, os discípulos voltaram para Jerusalém "repletos de alegria" (24, 52). A causa da sua alegria está no facto de que aquilo que tinha acontecido não era na verdade uma separação, uma ausência permanente do Senhor: aliás, eles já tinham a certeza de que o Crucificado-Ressuscitado estava vivo, e nele as portas de Deus, as portas da vida eterna, foram abertas para sempre à humanidade. Por outras palavras, a sua Ascensão não comportava a sua ausência temporária do mundo, mas principalmente inaugurava a nova, definitiva e insuprimível forma da sua presença, em virtude da sua participação no poder régio de Deus. Caberá precisamente a eles, aos discípulos que se tornaram intrépidos graças ao poder do Espírito Santo, tornar perceptível a sua presença mediante o testemunho, a pregação e o compromisso missionário. A solenidade da Ascensão do Senhor deveria encher-nos também a nós de serenidade e de entusiasmo, precisamente como aconteceu com os Apóstolos que, do Monte das Oliveiras, voltaram a partir "repletos de alegria". Como eles, também nós aceitando o convite dos "dois homens em trajes resplandecentes", não devemos permanecer a fixar o céu mas, sob a guia do Espírito Santo, temos que ir a toda a parte e proclamar o anúncio salvífico da morte e ressurreição de Cristo. Acompanham-nos e são-nos de conforto as suas próprias palavras, com as quais se encerra o Evangelho segundo São Mateus. "E Eu estarei sempre convosco, até ao fim do mundo" (Mt 28,20).
Caros irmãos e irmãs, a índole histórica do mistério da Ressurreição e da Ascensão de Cristo ajuda-nos a reconhecer e a compreender a condição transcendente da Igreja, que não nasceu e não vive para suprir à ausência do seu Senhor "desaparecido", mas sobretudo encontra a razão do seu ser e da sua missão na presença permanente embora invisível de Jesus, uma presença que actua através do poder do seu Espírito. Com outros termos, poderíamos dizer que a Igreja não desempenha a função de preparar a vinda de um Jesus "ausente" mas, ao contrário, vive e age para proclamar a sua "presença gloriosa" de maneira histórica e existencial. Desde o dia da Ascensão, cada comunidade cristã progride no seu itinerário terreno rumo ao cumprimento das promessas messiânicas, alimentada pela Palavra de Deus alimentada pelo Corpo e Sangue do seu Senhor. Esta é a condição da Igreja – recorda o Concílio Vaticano II – enquanto "continua o seu peregrinar entre as perseguições do mundo e as consolações de Deus, anunciando a cruz e a morte do Senhor até que Ele venha" (Lumen gentium, 8).
Fonte:
http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/homilies/2009/documents/hf_ben-xvi_hom_20090524_cassino_po.html
Grande abraço a todos.
O que é o Céu? Para responder a essa excelente pergunta devemos meditar a liturgia do próximo domingo, domingo da Ascensao do Senhor. Deixo aqui uma excelente explicaçao bíblica dessas questos dada pelo Papa Bento XVI no ano passado. Espero que nos ajude a eliminar todas as "confusoes" existentes.
"Ides receber uma força, a do Espírito Santo, que descerá sobre vós e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia, na Samaria e até aos confins do mundo" (Act 1, 8). Com estas palavras Jesus despede-se dos Apóstolos, como ouvimos na primeira Leitura. Imediatamente depois, o autor sagrado acrescenta que "se elevou à vista deles e uma nuvem subtraiu-o a seus olhos" (Act 1, 9). É o mistério da Ascensão, que no dia de hoje celebramos solenemente. Mas que tencionam comunicar-nos a Bíblia e a liturgia, dizendo que Jesus "foi elevado"? Compreende-se o sentido desta expressão, não a partir de um único texto, nem sequer de um só livro do Novo Testamento, mas na escuta atenta de toda a Sagrada Escritura. Com efeito, o uso do verbo "elevar" é de origem veterotestamentária, e refere-se à tomada de posse da realeza. Portanto, a Ascensão de Cristo significa a tomada de posse do Filho do homem crucificado e ressuscitado na realeza de Deus sobre o mundo.
Porém, existe um sentido mais profundo, imperceptível imediatamente. Na página dos Actos dos Apóstolos afirma-se em primeiro lugar que Jesus "se elevou" (v. 9) e depois acrescenta-se que "foi arrebatado" (v. 11). O acontecimento é descrito não como uma viagem para o alto, mas sim como uma acção do poder de Deus, que introduz Jesus no espaço da proximidade divina. A presença da nuvem, que "o subtraiu aos seus olhos" (v. 9), evoca uma antiquíssima imagem da teologia veterotestamentária, e insere a narração da Ascensão na história de Deus com Israel, da nuvem do Sinai e acima da tenda da aliança do deserto, até à nuvem luminosa sobre o mundo da Transfiguração. Em última análise, apresentar o Senhor envolvido na nuvem evoca o mesmo mistério expresso pelo simbolismo do "sentar à direita de Deus.
Em Cristo, que subiu ao céu, o ser humano entrou de modo inaudito e novo na intimidade de Deus; o homem já encontra para sempre espaço em Deus. O "céu", esta palavra céu, não indica um lugar acima das estrelas, mas algo muito mais ousado e sublime: indica o próprio Cristo, a Pessoa divina que acolhe plenamente e para sempre a humanidade, Aquele em quem Deus e o homem estão para sempre inseparavelmente unidos. O céu é o ser do homem em Deus. E nós aproximamo-nos do céu, aliás, entramos no céu, na medida em que nos aproximamos de Jesus e entramos em comunhão com Ele. Portanto, a hodierna solenidade da Ascensão convida-nos a uma profunda comunhão com Cristo morto e ressuscitado, invisivelmente presente na vida de cada um de nós.
Nesta perspectiva compreendemos por que motivo o evangelista Marcos afirma que, depois da Ascensão, os discípulos voltaram para Jerusalém "repletos de alegria" (24, 52). A causa da sua alegria está no facto de que aquilo que tinha acontecido não era na verdade uma separação, uma ausência permanente do Senhor: aliás, eles já tinham a certeza de que o Crucificado-Ressuscitado estava vivo, e nele as portas de Deus, as portas da vida eterna, foram abertas para sempre à humanidade. Por outras palavras, a sua Ascensão não comportava a sua ausência temporária do mundo, mas principalmente inaugurava a nova, definitiva e insuprimível forma da sua presença, em virtude da sua participação no poder régio de Deus. Caberá precisamente a eles, aos discípulos que se tornaram intrépidos graças ao poder do Espírito Santo, tornar perceptível a sua presença mediante o testemunho, a pregação e o compromisso missionário. A solenidade da Ascensão do Senhor deveria encher-nos também a nós de serenidade e de entusiasmo, precisamente como aconteceu com os Apóstolos que, do Monte das Oliveiras, voltaram a partir "repletos de alegria". Como eles, também nós aceitando o convite dos "dois homens em trajes resplandecentes", não devemos permanecer a fixar o céu mas, sob a guia do Espírito Santo, temos que ir a toda a parte e proclamar o anúncio salvífico da morte e ressurreição de Cristo. Acompanham-nos e são-nos de conforto as suas próprias palavras, com as quais se encerra o Evangelho segundo São Mateus. "E Eu estarei sempre convosco, até ao fim do mundo" (Mt 28,20).
Caros irmãos e irmãs, a índole histórica do mistério da Ressurreição e da Ascensão de Cristo ajuda-nos a reconhecer e a compreender a condição transcendente da Igreja, que não nasceu e não vive para suprir à ausência do seu Senhor "desaparecido", mas sobretudo encontra a razão do seu ser e da sua missão na presença permanente embora invisível de Jesus, uma presença que actua através do poder do seu Espírito. Com outros termos, poderíamos dizer que a Igreja não desempenha a função de preparar a vinda de um Jesus "ausente" mas, ao contrário, vive e age para proclamar a sua "presença gloriosa" de maneira histórica e existencial. Desde o dia da Ascensão, cada comunidade cristã progride no seu itinerário terreno rumo ao cumprimento das promessas messiânicas, alimentada pela Palavra de Deus alimentada pelo Corpo e Sangue do seu Senhor. Esta é a condição da Igreja – recorda o Concílio Vaticano II – enquanto "continua o seu peregrinar entre as perseguições do mundo e as consolações de Deus, anunciando a cruz e a morte do Senhor até que Ele venha" (Lumen gentium, 8).
Fonte:
http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/homilies/2009/documents/hf_ben-xvi_hom_20090524_cassino_po.html
Grande abraço a todos.

Pe. Anderson- Admin
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Re: Adoração e Idolatria
A minha conclusão com palavras mais simples é a seguinte:
Então, o chamado "céu" não é material como muita gente de fé pensa quando diz coisas semelhantes a esta «O S. Pedro vai mandar-nos chuva» etc. ...
Mas, refere-se a algo imaterial que está no Cristo e se comunica aos homens.
É pois o Espírito de YHWH em Cristo que se comunica aos homens de diversas maneiras. É, neste caso, o Espírito Santo de Deus que age com a Sua «energia» que lhe é característica.
Assim, as pessoas terão que (*) «nascer de novo», isto é sair da barriga da sua mãe «terra» e nascer para uma nova vida no «Novo Mundo» da Revelação de YHWH que deu a Seu Filho e foi transmitido a João através do Seu anjo (Apocalipse 1)
Esse "céu" tem como finalidade transportar-nos para a vida eterna que através de sinais simbólicos podemos apreciar nas revelações dos capítulos 21 e 22 do Livro do Apocalipse, respeitantes aos «novos céus» e «nova terra» e a Nova Jerusalém que desce do céu.
Contudo esta doutrina respeitante a "céu" só é conhecida pelos teólogos e o povo, na generalidade, nada pesca do assunto.
Foi o que aconteceu com a comunicação social, aqui em Portugal, quando o ultimo «Papa» falecido se atreveu a desvendar publicamente esse véu e a dizer o que para ele (e para os doutores da igreja católica) era aquilo que designavam por céu e inferno.
Por acaso, eu que me interesso por essas coisas já sabia disso, mas a comunicação social expandiu aos 4 ventos a notícia e o seu comentário dizendo que o «PAPA» tinha mudado de doutrina.
Ora é bom que o povo seja esclarecido convenientemente depois de quase 20 séculos de ilusões.
http://www.paroquias.org/biblia/?c=Ap+21
http://www.paroquias.org/biblia/?c=Ap+22
(*)
http://www.paroquias.org/biblia/index.php?c=Jo+3,1-21
Então, o chamado "céu" não é material como muita gente de fé pensa quando diz coisas semelhantes a esta «O S. Pedro vai mandar-nos chuva» etc. ...
Mas, refere-se a algo imaterial que está no Cristo e se comunica aos homens.
É pois o Espírito de YHWH em Cristo que se comunica aos homens de diversas maneiras. É, neste caso, o Espírito Santo de Deus que age com a Sua «energia» que lhe é característica.
Assim, as pessoas terão que (*) «nascer de novo», isto é sair da barriga da sua mãe «terra» e nascer para uma nova vida no «Novo Mundo» da Revelação de YHWH que deu a Seu Filho e foi transmitido a João através do Seu anjo (Apocalipse 1)
Esse "céu" tem como finalidade transportar-nos para a vida eterna que através de sinais simbólicos podemos apreciar nas revelações dos capítulos 21 e 22 do Livro do Apocalipse, respeitantes aos «novos céus» e «nova terra» e a Nova Jerusalém que desce do céu.
Contudo esta doutrina respeitante a "céu" só é conhecida pelos teólogos e o povo, na generalidade, nada pesca do assunto.
Foi o que aconteceu com a comunicação social, aqui em Portugal, quando o ultimo «Papa» falecido se atreveu a desvendar publicamente esse véu e a dizer o que para ele (e para os doutores da igreja católica) era aquilo que designavam por céu e inferno.
Por acaso, eu que me interesso por essas coisas já sabia disso, mas a comunicação social expandiu aos 4 ventos a notícia e o seu comentário dizendo que o «PAPA» tinha mudado de doutrina.
Ora é bom que o povo seja esclarecido convenientemente depois de quase 20 séculos de ilusões.
http://www.paroquias.org/biblia/?c=Ap+21
http://www.paroquias.org/biblia/?c=Ap+22
(*)
http://www.paroquias.org/biblia/index.php?c=Jo+3,1-21

Manuel Portugal Pires- Mensagens: 771
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Adoração e Idolatria
Bom, como é um tema recorrente, eu resolvi criar este tópico específico para tratar sobre esta questão. Abaixo colocarei os trechos do Catecismo que tratam desta questão. Qualquer discussão deve ser feita tendo como base o que está escrito no catecismo, qualquer outra coisa é achismo.
2083 Jesus [§42]resumiu os deveres do homem para com Deus com estas palavras: "Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o cora ção, de toda a alma e de todo o entendimento" (Mt 22,37[a43]); Estas palavras são um eco imediato do apelo solene: "Escuta; Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único" (Dt 6,4-5).
Deus amou primeiro. O amor do Deus único é lembrado na primeira das "dez palavras". Em seguida, os mandamento. explicitam a resposta de amor que o homem é chamado a da a seu Deus.
ARTIGO 1
O PRIMEIRO MANDAMENTO
Eu sou o Senhor, teu Deus, que te fez sair da terra do Egito, da casa da escravidão. Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem esculpida de nada que se asse melhe ao que existe lá em cima, nos céus, ou embaixo, na terra, ou nas águas que estão debaixo da terra. Não te prostrarás diante desses deuses, e não os servirás. (Ex 20,25[a44]).
Está escrito: "Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a Ele prestarás culto" (Mt 4,10).
I. "Adorarás o Senhor, teu Deus, e o servirás"
2084 Deus [§45]se faz conhecer recordando sua ação todo-poderosa, benigna e libertadora na história daquele a quem se dirige: "Eu te fiz sair da terra do Egito, da casa da escravidão" (Dt 6,13-14). A primeira palavra contém o primeiro mandamento da lei: "Adorarás o Senhor, teu Deus, e o servirás. (...) Não seguireis outros deuses" (Dt 6,13-14). O primeiro apelo e a exigência justa de Deus é que o homem o acolha e o adore.
2085 O [§46]Deus único e verdadeiro revela sua glória primeiramen te a Israel[a47]. A revelação da vocação e da verdade do homem está ligada à revelação de Deus. O homem tem a vocação de manifestar Deus agindo em conformidade com sua criação "à imagem e semelhança de Deus" (Gn 1,26):
Jamais haverá outro Deus, Trifão, nem houve outro, desde sem pre (...) além daquele que fez e ordenou o universo. Nós não pensamos que nosso Deus seja diferente do vosso. É Ele o mesmo que fez vossos pais saírem do Egito "com sua mão poderosa e seu braço estendido". Não pomos as nossas esperan ças em algum outro pois outro não existe , mas no mesmo que vós, o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó[a48].
A [§51]FÉ
2087 Nossa [§52]vida moral encontra sua fonte na fé em Deus, que nos revela seu amor. S. Paulo fala da "obediência da fé[a53]" como da primeira obrigação. Ele vê no "desconhecimento de Deus" o princípio e a explicação de todos os desvios morais[a54]. Nosso dever em relação a Deus consiste em crer nele e em dar testemu nho dele.
2088 O [§55]primeiro mandamento manda-nos alimentar e guardar com prudência e vigilância nossa fé e rejeitar tudo o que se lhe opõe. Há diversas maneiras de pecar contra a fé.
A dúvida voluntária sobre a fé negligencia ou recusa ter como verdadeiro o que Deus revelou e que a Igreja pro põe para crer. A dúvida involuntária designa a hesitação em crer, a dificuldade de superar as objeções ligadas à fé ou, ain da, a ansiedade suscitada pela obscuridade da fé. Se for deli beradamente cultivada, a dúvida pode levar à cegueira do espírito.
2089 A [§56]incredulidade é a negligência da verdade revelada ou a recusa voluntária de lhe dar o próprio assentimento. "Chama-se heresia a negação pertinaz, após a recepção do Batismo, de qual quer verdade que se deve crer com fé divina e católica, ou a dúvida pertinaz a respeito dessa verdade; apostasia, o repúdio total da fé cristã; cisma, a recusa de sujeição ao Sumo Pontífice ou da comunhão com os membros da Igreja a ele sujeitos[a57]."
A [§58]ESPERANÇA
2090 Quando [§59]Deus se revela e chama o homem, este não pode responder plenamente ao amor divino por suas próprias for ças. Deve esperar que Deus lhe dê a capacidade de correspon der a este amor e de agir de acordo com os mandamentos da caridade. A esperança é o aguardar confiante da bênção divina e da visão beatifica de Deus; é também o temor de ofender c amor de Deus e de provocar o castigo.
2091 O [§60]primeiro mandamento visa também aos pecados contra a esperança, que são o desespero e a presunção.
Pelo desespero, o homem deixa de esperar de Deus sua sal vação pessoal, os auxílios para alcançá-la ou o perdão de seus pecados. O desespero opõe-se à bondade de Deus, à sua justiça porque o Senhor é fiel a suas promessas e à sua misericórdia.
2092 Há [§61]duas espécies de presunção. Ou o homem presume de suas capacidades (esperando poder salvar-se sem a ajuda do alto), ou então presume da onipotência ou da misericórdia de Deus (es perando obter seu perdão sem conversão e a glória sem mérito).
A [§62]CARIDADE
2093 A fé no amor de Deus envolve o apelo e a obrigação de responder à caridade divina por um amor sincero. O primeiro mandamento nos ordena que amemos a Deus acima de tudo e' acima de todas as criaturas, por Ele mesmo e por causa dele[a63].
2094 Pode[§64]-se pecar de diversas maneiras contra o amor de Deus: a indiferença negligencia ou recusa a consideração da caridade divina, menospreza a iniciativa (de Deus em nos amar) e nega sua força. A ingratidão omite ou se recusa a reconhecer a cari dade divina e a pagar amor com amor. A tibieza é uma hesitação ou uma negligência em responder ao amor divino, podendo impli car a recusa de se entregar ao dinamismo da caridade. A acídia ou preguiça espiritual chega a recusar até a alegria que vem de Deus e a ter horror ao bem divino. O ódio a Deus vem do orgulho. Opõe-se ao amor de Deus, cuja bondade nega, e atreve-se a maldizê-lo como aquele que proíbe os pecados e inflige as penas.
2083 Jesus [§42]resumiu os deveres do homem para com Deus com estas palavras: "Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o cora ção, de toda a alma e de todo o entendimento" (Mt 22,37[a43]); Estas palavras são um eco imediato do apelo solene: "Escuta; Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único" (Dt 6,4-5).
Deus amou primeiro. O amor do Deus único é lembrado na primeira das "dez palavras". Em seguida, os mandamento. explicitam a resposta de amor que o homem é chamado a da a seu Deus.
ARTIGO 1
O PRIMEIRO MANDAMENTO
Eu sou o Senhor, teu Deus, que te fez sair da terra do Egito, da casa da escravidão. Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem esculpida de nada que se asse melhe ao que existe lá em cima, nos céus, ou embaixo, na terra, ou nas águas que estão debaixo da terra. Não te prostrarás diante desses deuses, e não os servirás. (Ex 20,25[a44]).
Está escrito: "Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a Ele prestarás culto" (Mt 4,10).
I. "Adorarás o Senhor, teu Deus, e o servirás"
2084 Deus [§45]se faz conhecer recordando sua ação todo-poderosa, benigna e libertadora na história daquele a quem se dirige: "Eu te fiz sair da terra do Egito, da casa da escravidão" (Dt 6,13-14). A primeira palavra contém o primeiro mandamento da lei: "Adorarás o Senhor, teu Deus, e o servirás. (...) Não seguireis outros deuses" (Dt 6,13-14). O primeiro apelo e a exigência justa de Deus é que o homem o acolha e o adore.
2085 O [§46]Deus único e verdadeiro revela sua glória primeiramen te a Israel[a47]. A revelação da vocação e da verdade do homem está ligada à revelação de Deus. O homem tem a vocação de manifestar Deus agindo em conformidade com sua criação "à imagem e semelhança de Deus" (Gn 1,26):
Jamais haverá outro Deus, Trifão, nem houve outro, desde sem pre (...) além daquele que fez e ordenou o universo. Nós não pensamos que nosso Deus seja diferente do vosso. É Ele o mesmo que fez vossos pais saírem do Egito "com sua mão poderosa e seu braço estendido". Não pomos as nossas esperan ças em algum outro pois outro não existe , mas no mesmo que vós, o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó[a48].
A [§51]FÉ
2087 Nossa [§52]vida moral encontra sua fonte na fé em Deus, que nos revela seu amor. S. Paulo fala da "obediência da fé[a53]" como da primeira obrigação. Ele vê no "desconhecimento de Deus" o princípio e a explicação de todos os desvios morais[a54]. Nosso dever em relação a Deus consiste em crer nele e em dar testemu nho dele.
2088 O [§55]primeiro mandamento manda-nos alimentar e guardar com prudência e vigilância nossa fé e rejeitar tudo o que se lhe opõe. Há diversas maneiras de pecar contra a fé.
A dúvida voluntária sobre a fé negligencia ou recusa ter como verdadeiro o que Deus revelou e que a Igreja pro põe para crer. A dúvida involuntária designa a hesitação em crer, a dificuldade de superar as objeções ligadas à fé ou, ain da, a ansiedade suscitada pela obscuridade da fé. Se for deli beradamente cultivada, a dúvida pode levar à cegueira do espírito.
2089 A [§56]incredulidade é a negligência da verdade revelada ou a recusa voluntária de lhe dar o próprio assentimento. "Chama-se heresia a negação pertinaz, após a recepção do Batismo, de qual quer verdade que se deve crer com fé divina e católica, ou a dúvida pertinaz a respeito dessa verdade; apostasia, o repúdio total da fé cristã; cisma, a recusa de sujeição ao Sumo Pontífice ou da comunhão com os membros da Igreja a ele sujeitos[a57]."
A [§58]ESPERANÇA
2090 Quando [§59]Deus se revela e chama o homem, este não pode responder plenamente ao amor divino por suas próprias for ças. Deve esperar que Deus lhe dê a capacidade de correspon der a este amor e de agir de acordo com os mandamentos da caridade. A esperança é o aguardar confiante da bênção divina e da visão beatifica de Deus; é também o temor de ofender c amor de Deus e de provocar o castigo.
2091 O [§60]primeiro mandamento visa também aos pecados contra a esperança, que são o desespero e a presunção.
Pelo desespero, o homem deixa de esperar de Deus sua sal vação pessoal, os auxílios para alcançá-la ou o perdão de seus pecados. O desespero opõe-se à bondade de Deus, à sua justiça porque o Senhor é fiel a suas promessas e à sua misericórdia.
2092 Há [§61]duas espécies de presunção. Ou o homem presume de suas capacidades (esperando poder salvar-se sem a ajuda do alto), ou então presume da onipotência ou da misericórdia de Deus (es perando obter seu perdão sem conversão e a glória sem mérito).
A [§62]CARIDADE
2093 A fé no amor de Deus envolve o apelo e a obrigação de responder à caridade divina por um amor sincero. O primeiro mandamento nos ordena que amemos a Deus acima de tudo e' acima de todas as criaturas, por Ele mesmo e por causa dele[a63].
2094 Pode[§64]-se pecar de diversas maneiras contra o amor de Deus: a indiferença negligencia ou recusa a consideração da caridade divina, menospreza a iniciativa (de Deus em nos amar) e nega sua força. A ingratidão omite ou se recusa a reconhecer a cari dade divina e a pagar amor com amor. A tibieza é uma hesitação ou uma negligência em responder ao amor divino, podendo impli car a recusa de se entregar ao dinamismo da caridade. A acídia ou preguiça espiritual chega a recusar até a alegria que vem de Deus e a ter horror ao bem divino. O ódio a Deus vem do orgulho. Opõe-se ao amor de Deus, cuja bondade nega, e atreve-se a maldizê-lo como aquele que proíbe os pecados e inflige as penas.
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