Adoração e Idolatria

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Esclarecimento Biblico para Catolicos

Mensagem por verdade777 em Qui Abr 22, 2010 3:29 pm

Palavra de Deus para católicos

Eu me preocupo com todos católicos e quero que sejam salvos, por isso estou trazendo esclarecimento em alguns pontos que vejo pela biblia que estão errando porque estão seguindo a tradição de homens do passado.

A palavra de Deus deve estar sempre em primeiro lugar e não tradições que homens colocaram , não tenho intenção de acusar, mas de ajudar a se levantar do erro e ficar de pé para fazer a vontade de Deus.

Essas passagens biblicas vão abrir os olhos para que vejam que estão enganados em varios pontos da bíblia e que estão cometendo o mesmo erro que 1/3 dos anjos cometeram lá no céu.

Deus estabeleceu Jesus como único mediador entre o povo e Ele. Os homens dizem que santos são mediadores para você fazer pedidos , mas Deus não os reconhece como mediadores porque Ele estabeleceu Jesus como único mediador.

A pessoa que falar que existe algum outro mediador entre você e Deus para você fazer pedidos está contrariando o que a bíblia diz e acrescentando o que ela não diz.

Porque há um só Deus , e um só Mediador entre Deus e os homens , Cristo Jesus homem,
I Timoteo 2 : 5

[...]*

Quando você adora Maria (cantando louvores) você está cometendo o mesmo erro que 1/3 dos anjos cometeram lá no céu , não podemos adorar nenhuma criatura , só devemos adorar e servir o Criador.

[...]*

Quando lemos a bíblia Deus não permite que interpretemos além do que está escrito , mas Ele deixou uma palavra exata e clara para nós ficarmos com o que está escrito não acrescentando nada . Quando a pessoa acrescenta alguma coisa que não está escrita na bíblia ela não está se mantendo na sua posição de serva que prega somente o que Deus disse , e aquilo que é acrescentado dá brecha para o inimigo agir e enganar as pessoas.

[...]*

Dizem que Maria permaneceu virgem , quando falam isso estão acrescentando o que não está escrito e indo contra as passagens abaixo que mostram que Jesus teve varios irmãos e irmãs.

[...]*

Mesmo que Maria morresse virgem não seria santa por causa disso , porque ela é uma mulher da descendência de Adão e Eva que herdou a natureza pecadora deles como todas as pessoas , e precisa do sacrificio de Jesus para ter o perdão.

Ser virgem não torna a pessoa santa , a única coisa que nos santifica é o sacrificio de Jesus, que purifica todos os pecados inclusive a natureza pecadora que herdamos de Adão e Eva.

[...]*

Jesus disse que a maior pessoa da descendência de Adão e Eva é João, o batista , Maria não foi considerada melhor que João, o batista.

Pois eu vos digo que, entre os nascidos de mulher, não há nenhum maior do que João; mas aquele que é o menor no reino de Deus é maior do que ele. Lucas 7 : 28

[...]*

Jesus disse que Pedro é a pedra que Ele edificaria sua igreja , muitos católicos acreditam que a igreja católica é a única igreja que está edificada sobre Pedro , mas só Jesus sabe quais são as pessoas que estão salvas de varias igrejas diferentes e que compõe a sua igreja edificada sobre pedro.

[...]*

Quem oferece alguma coisa a uma imagem ( velas, flores, etc ) está oferecendo aos demônios.

[...]*

Os católicos não conseguem ver que estão cometendo o mesmo pecado que 1/3 dos anjos cometeram no céu , porque não estão adorando somente a Deus mas estão dividindo a adoração com Maria e o mesmo erro que aconteceu no céu se repete hoje na igreja católica , procure uma igreja evangélica para estar junto com outras pessoas que se mantem somente com Deus .

[i]*Editado por Thales em 26-04-2010

verdade777

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Re: Adoração e Idolatria

Mensagem por alessandro em Qui Abr 22, 2010 4:30 pm

Querido amigo,

Pelo que pude entender de seu texto vc está acusando os católicos de idólatras citando algumas passagens bíblicas.

entendo que é movido pelo zelo e busca tirar as pessoas daquilo que considera perigoso para a salvação de suas almas. Respeito isso. No entanto, me chateia ver que não deu nem uma lida em alguns tópicos do fórum. Já explicamos várias vezes que não adoramos Maria, já mostramos várias passagens bíblicas que falam sobre o uso de imagens.

Me entristece ver como a grande maioria dos protestantes é ignorante no que tange à Igreja católica. falam mal daquilo que não conhecem.

Peço encarecidamente que leia outros tópicos antes de postar. peço também que busque maior esclarecimento bíblico.

abraço fraterno

alessandro

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Re: Adoração e Idolatria

Mensagem por Yuri07 em Qui Abr 22, 2010 9:04 pm

Já foi falado de tradição muitas vezes aqui. Não tenho, infelizmente, tempo para fazer uma exploração do tema. Primeiro: diferenciar a tradição corrupta dos fariseus da tradição dos apóstolos. A tradição cristã não foi criada por homens, mas por nosso Senhor, que a deu aos apóstolos. Quanto à questão da idolatria, não confundir os santos de Deus a quem honramos e não adoramos com os falsos deuses pagãos. Quem está realmente com a verdade está com a Igreja de Cristo, que é só uma.
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Re: Adoração e Idolatria

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Sex Abr 23, 2010 3:20 pm

O PENSAMENTO DE LUTERO, FUNDADOR DO PROTESTANTISMO, A RESPEITO DA BEM-AVENTURADA SEMPRE VIRGEM MARIA

Caros Irmãos,

Que a paz de Jesus esteja sempre conosco !


Deixo neste colóquio, para reflexão dos membros da Igreja Católica e das diversas seitas protestantes, alguns colóquios de Martinho Lutero a respeito da Mãe de Jesus:

"Cristo era o único filho de Maria. Das entranhas de Maria, nenhuma criança além dele. Os "irmãos" significam realmente "primos" aqui: As Sagradas Escrituras e os judeus sempre chamaram os primos de "irmãos"" (Sermões sobre João I-IV, 1534 - 39).

"Cristo, nosso Salvador, foi fruto real e natural do ventre virginal de Maria. Isto se deu sem a cooperação de um homem, permanecendo virgem depois do parto" (Op. Cit.).

"Deus diz: O filho de Maria é meu filho somente. Desta forma, Maria é Mãe de Deus" (Op. Cit.).

"Deus não recebeu sua divindade de Maria; todavia, não segue que seja conseqüentemente errado afirmar que Deus foi carregado por Maria, que Deus é filho de Maria e que Maria é a Mãe de Deus. Ela é a Mãe verdadeira de Deus, a portadora de Deus. Maria amamentou o próprio Deus; Ele foi embalado para dormir por ela, foi alimentado por ela, etc.. Para o Deus e para o homem, uma só pessoa, um só filho, um só Jesus, e não dois Cristos. Assim como o seu filho não são dois filhos, mesmo que tenha duas naturezas" (Nos Conselhos e na Igreja, 1539).

"Não se pode haver nenhuma dúvida que a Virgem Maria está no céu. Como isso aconteceu, nós não sabemos. E já que o Espírito Santo não nos revela nada sobre isso, não podemos fazer disso um artigo de fé. É suficiente sabermos que Ela vive em Cristo. A veneração a Maria está no mais profundo do coração humano" (Sermão de 1º de setembro de 1522).

"Devemos honrar Maria como ela mesmo desejou e expressou no Magníficat. Louvou a Deus por suas obras. Como, então, podemos nós exaltá-la? A honra verdadeira de Maria é a honra de Deus, louvor à graça de Deus. Maria não é nada para si mesma, mas para a causa de Cristo. Maria não deseja com isso que a contemplemos, mas, atrravés dela, Deus" (Explicação do Magnificat, 1521).

Observando estas citações do fundador do protestantismo, percebe-se que os protestantes protestam até mesmo os próprios protestantes, numa espécie de "Babel" onde ninguem se entende. Mas isso, segundo Jesus, é coisa de reino dividido (Mt 12, 25).

Grande abraço a todos !
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MEDIAÇÃO E INTERCESSÃO SÃO COISAS DISTINTAS

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Sab Abr 24, 2010 6:56 am

Meu Caro 777,
Que a paz do Senhor Jesus esteja sempre no seu coração !
Separei mais um pequeno trecho de sua explanação para dar continuidade à discussão que você propôs:
"Deus escolheu Jesus como único mediador entre o povo e ele. Os homens dizem que os santos são mediadores para você faxer os seus pedidos, mas Deus não os reconhece como mediadores" (Verdade 777, em qui abr 22, 2010, 3:29 pm).
Fica muito claro nos seus escritos que você ainda não percebeu a diferença entre mediação e intercessão, afirmando ou, pelo menos, deixando subentendido que são a mesma coisa, quando na verdade não o são.
É preciso, portanto, diferenciar uma coisa outra, verificando conceitos e definições, da mesma forma que é preciso observar no dia a dia dos cristãos o significado da palavra intecessão na prática, e para fazer isso, não precisa olhar para os católicos, pois você pode fazer isso na sua própria "igreja", onde é comum as pessoas pedirem orações pelas outras. Estas pessoas que oram pelas outras são intercessoras e não mediadoras.
Se você tomar a palavra de Deus para examinar essa questão que acontece na sua própria !igreja", erroneamente chegará a conclusão que os que pedem orações aos outros são idólatras porque poderiam fazê-lo diretamente a Jesus que é o único mediador.
Com efeito, se na sua doutrina protestante mediação e intercessão é a mesma coisa, quem pede oração a outra pessoa está sendo idólatra porque está pedindo algo a quem não é mediador.
Da mesma maneira que quem ora por outra pessoa está se auto-idolatrando por se colocar no lugar do único mediador que é Jesus.
Adentrando na realidade e perquirindo o que está escrito nas Sagradas Escrituras, vemos que todos podemos ser intercessores uns dos outros, precisando apenas nos colocarmos como tal. Foi assim que Moisés se colocou como intercessor entre Deus e povo que Deus lhe confiou para que o libertasse da opressão faraônica a que estava sujeito no Egito.
Essa condição de intercessor se perpetuou na história do povo de Deus, de maneira que, examinando as Escrituras Sagradas, vamos nos deparar constantemente com esta realidade em quase todas as narrações contidas desde o livro do Gênesis até o do Apocalipse.
Neste sentido, vamos perceber claramente que os verdadeiros cristãos são de fato intercessores. São Tiago nos dá uma verdadeira lição neste sentido:
"A oração da fé salvará o enfermo e o Senhor o restabelecerá. (...) Orai uns pelos outros para serdes curados. A oração do justo tem grande eficiência. Elias era um homem pobre como nós e orou com fervor para que não chovesse sobre a terra, e por três anos e seis meses não choveu. Orou de novo, e o céu deu chuva, e a terra deu o seu fruto" (Tg 5, 15a. 16b. 17-18).
Aqui se percebe que a intercessão é atributo de todos os que crêem e que se colocam em oração entre Deus e os homens, o que de maneira nenhuma se constitui em idolatria.
Mas é preciso ir bem mais além na compreensão dessa verdade, principalmente porque ela transcende à nossa natureza humana a partir do momento em que somos santificados uma vez que participamos da primeira ressurreição e aguardamos a segunda que é a ressurreição da carne. São João nos descreve esta realidade no céu, conforme está escrito no Apocalipse:
"Adiantou-se outr anjo e pôs-se junto ao altar com um turíbulo de ouro na mão. Foram-lhe dados muitos perfumes para que os oferecesse com as orações de todos os santos no altar de ouro que está adiante do trono. A fumaça dos perfumes subiu da mão do anjo com as orações dos santos, diante de Deus" (Ap 8, 3-4).
Assim, fica muito clar que todos os cristãos devem ser intercessores como os santos já o são, mas não podemos confundir as coisas, não podemos afirmar que mediação e intercessão são a mesma coisa como você o fez, pois é exatamente a diferença entre elas que nos dá o discernimento do que compete a cada um de nós e dos santos, do que é pertinente a Jesus que é o único mediador que nos pode salvar, conforme está escrito:
"Em nenhum outro há salvação, porque debaixo do céu nenhum outro nome foi dado aos homens, pelo qual devamos ser salvos" (At 4,12).
Em síntese, a Igreja Católica jamais atribuiu aos santos qualquer poder de salvação. Os santos são modelos de vida a serem imitados e são também nossos intercessores, de acordo com o que nos ensina a Palavra de Deus.
A Igreja Católica ensina que Jesus é o único salvador e que fora dele não há salvação. Entretanto, isso não descarta a intercessão dos santos.
Um grande abraço, e que Deus o abençoe hoje e sempre !
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"POR ISTO, DESDE AGORA, ME PROCLAMARÃO BEM-AVENTURADA TODAS AS GERAÇÕES" (Lc 1, 48)

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Sab Abr 24, 2010 5:31 pm

Meu Caro 777,
Que a paz do Senhor Jesus esteja sempre no seu coração !
Transcrevo aqui, mais um dos seus colóquios, no sentido de esclarecer a respeito da devoção dos católicos a Nossa Senhora elucidar a verdade a respeito do seu eqüívoco no sentido desta mesma devoção de acordo com o que está claramente exposto nas Sagradas Escrituras.
No seu texto você afirmou o seguinte: "Quando você adora Maria (cantando louvores) você está cometendo o mesmo erro que 1/3 dos anjos cometeram lá no céu, não podemos adorar nenhuma criatura, só devemos adorar e servir o Criador" (Verdade 777, em qui abr 22, 2010 3:29 pm).
Nenhum católico adora e serve a Maria. Todos adoram e servem a Deus. No entanto, as Sagradas Escrituras nos ensinam a proclamar a Mãe de Jesus Bem-aventurada, conforme está escrito: "Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações" (Lc 1, 48).
Mas qual é o significado desta "bem-aventurada"?
(Peço desculpas, pois um imprevisto me aconteceu neste momento e terei que tomar as devidas providências)
CONTINUO MAIS TARDE !
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Re: Adoração e Idolatria

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Sab Abr 24, 2010 6:29 pm

DANDO CONTINUIDADE...
"Bem-aventurança significa grande felicidade, a glória, a felicidade perfeita, a felicidade eterna que os santos gozam no céu. (FERREIRA, Aurélio Buarque de Olanda. Novo Dicionário de Lingua Portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986, p. 247).
Ainda para compreender melhor o que é bem-aventurança, revisitando as Sagradas Escrituras, de modo mais específico, a passagem do Sermão da Montanha, encontaremos várias afirmações de Jesus a esse respeito: " (...)s que choram serão consolados, (...)os mansos possuirão a terra, (...) os que têm fome e sede de justiça serão saciados, (...) os misericordiosos alcançarão misericórdia, (...) os puros de coração verão a Deus, (...) os pacíficos serão chamados filhos de Deus! (...) deles é o reino dos céus! (...) será grande a vossa recompensa nos céus" (Mt 5, 1-12).
Observe que, em consonância com o que descreve o dicionário, a bem-aventurança é algo que acontecerá lá no céu, embora que tal promessa é para aqueles que vivem retamente na terra e, exatamente por isso, na descrição das Sagradas Escrituras, tudo está descrito com os verbos no futuro.
No caso de Nossa Senhora, a sua bem-aventurança não foi algo para o futuro: "DESDE AGORA, ME PROCLAMARÃO BEM-AVENTURADA TODAS AS GERAÇÕES" (Lc 1, 48). Esta bem-aventurança se tornou uma realidade a partir do momento em que Ela, movida pelo Espírito Santo, pronunciou aquelas palavras.
Assim, fica comprovada a santidade de Maria, o seu ser cheio de graça proferido pelo anjo Gabriel no dia da Anunciação. Se Ela é "CHEIA DE GRAÇA", nela não existe qualquer pecado, ao ponto de ser proclamada BEM-AVENTURADA enquanto ainda caminhava neste mundo, entre os pecadores e sem cometer qualquer pecado. É por isso que Ela é Bem-aventurada e, quem assim não proclama está contra a Palavra de Deus.
Assim sendo, os católicos, ao contrário da grande maioria das seitas protestantes, cumprem fielmente o que a Bíblia diz: Proclamam Maria Bem-aventurada !
Grande abraço !
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"APARECEU EM SEGUIDA UM GRANDE SINAL NO CÉU" (Ap 12)

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Seg Abr 26, 2010 5:15 pm

Caro 777,
Que a paz do Senhor esteja sempre com você !
Transcrevo mais uma passagem do seu colóquio que assim está escrita:
"A passagem acima citada Eclesiastes 9:5 diz que os mortos não têm participação no mundo dos vivos por isso Maria nunca apareceu para ninguem. A Bíblia diz que Satanás se disfarça em anjo de luz e faz sinais para enganar as pessoas..."
Mais uma vez o convido à observância do sentido pleno das Sagradas Escrituras. Como já afirmei antes, não se pode interpretar as Sagradas Escrituras considerando versículos isolados, pois assim cairemos em vários erros e contradições.
Examinando o texto de Ap 12, percebemos que o apóstolo São João viu Maria, a Mãe de Jesus, aparecer como um grande sinal no céu. Observando nas entrelinhas do texto, está escrito: "Ela deu à luz um Filho, um menino, aquele que deve reger todas as nações com cetro de ferro. Mas o seu Filho foi arrebatado para junto de Deus e do seu trono" (Ap 12,5).
Diante desta descrição do Apocalípse de São João, pergunto:
1º) Qual foi a pessoa que foi arrebatada para junto de Deus e do seu trono?
JESUS.
2º) Quem é o Rei que regerá todas as nações com cetro de Ferro?
JESUS.
3º) Quem é a Mulher que deu à luz àquele que foi arrebatado para junto de Deus e do seu trono e que regerá todas as nações?
MARIA.
4º) Quem foi a Mulher que apareceu como um grande sinal no céu?
MARIA, A MÃE DE JESUS, AQUELA A QUEM TODAS AS GERAÇÕES PROCLAMARÃO BEM-AVENTURADA!
ELA APARECEU, SIM !
O APÓSTOLO JOÃO VIU, SIM !
ESTÁ NA BÍBLIA, SIM !
Ainda comentando a respeito do final da sua frase, sem querer ofendê-lo nem magoá-lo, BASEADO APENAS NAQUILO QUE VOCÊ ESCREVEU, pergunto o seguinte:
Você acredita que Satanás se disfarçou na Mãe de Jesus para aparecer no céu como um grande sinal para enganar as pessoas?
Que Deus o abençoe hoje e sempre !
Grande abraço !
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Re: Adoração e Idolatria

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Seg Abr 26, 2010 6:33 pm

MOISÉ E ELIAS, ANTES DE NOSSA SENHORA, TAMBÉM APARECERAM !
Dando continuidade à minha ultima postagem neste tópico, revisitando as Sagradas Escrituras, mais precisamente nos evangelhos sinóticos, vamos encontar a narração da aparição de Moisés e Elias, por ocasião da Transfiguração do Senhor (Mt 17, 1-13; Mc 9, 2-13; Lc 9, 28-36).
Convém lembrar, revisitando este epísódio, que Moisés tinha sido sepultado em Moab (Dt 34, 5-7) após sua morte. Quanto a Elias, foi arrebatado para o céu com vida (2Rs 2, 1-11).
Esta fato foi presenciado pelos apóstolos Pedro, Tiago e João.
Aqui, vale salientar que Moisés recebeu essa honra por conduzir os israelitas do Egito até a planície de rio Jordão e Elias por exercer a profecia, falando em nome do Senhor.
Nossa Senhora, a "CHEIA DE GRAÇA", preservada de qualquer pecado ao ponto de ser declarada "BEM-AVENTURADA" por todas as gerações, muito mais do que conduzir o povo de Deus como o fez Moisés e falar em seu nome como o fez Elias, CARREGOU NO SEU VENTRE E NOS SEUS BRAÇOS O PRÓPRIO DEUS. Isso é, portanto, o suficiente para compreendermos porque Ela apareceu no céu.
Afinal, ELA É A "BEM-AVENTURADA" E O LUGAR DOS BEM-AVENTURADOS É O CÉU !
Que o Senhor nos abençoe e nos dê a sua paz !
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Re: Adoração e Idolatria

Mensagem por Thales em Seg Abr 26, 2010 11:11 pm

Olá,

Primeiramente, estendo às simpatias do Alessandro ao nosso irmão(a) protestante as minhas próprias.

Irmãos católicos,

Entendo que as colocações de nosso irmão(a) protestante possam incitar-nos o desejo de responder a estas acusações uma a uma. Acontece o mesmo comigo.

Porém, eu sinceramente acredito que a motivação de quem coloca uma mensagem dessas a esmo não é a busca sincera pela verdade, e sim uma necessidade de auto-afirmação; denota uma disposição intolerante e não tem nenhum fundamento real, pois, como disse o Alessandro, claramente baseia-se em uma série de pré-conceitos e ignorâncias.

Não nos deixemos levar pelo ímpeto de lutar com unhas e dentes contra tais afirmações, pois isso inunda nosso fórum com mensagens enormes, as quais, sinceramente, pouquíssimas pessoas tem a disposição para ler.

Não se preocupem, pois um tira-dúvidas oficial, cedo ou tarde irá excluir o tópico ou encaminhar o usuário para os tópicos onde a questão já foi respondida.

Obrigado! =D
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Re: Adoração e Idolatria

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Qua Maio 12, 2010 2:05 pm

Esclarecimento oportuno.

Eu não tenho nenhuma prova evidente que algum humano excepto "Yeshua" esteja mesmo no céu, nem sei bem o que isto é.

Porquê?

As visões de mulher do Apocalipse 12 são apenas visões e símbolos.
Isso não prova que alguma mulher estivesse mesmo no céu.
A dúvida é para mim o mais correcto.

Quanto ao facto de Moisés e Elias terem aparecido a Pedro Tiago e João, o princípio é o quase o mesmo: «uma visão».
O que interessa são os ensinamentos espirituais e o incentivo da realidade futura tirados dessas visões, que nada provam em relação a esses seres habitarem já ou não o céu.

Mas afinal o que é esse céu?!

1) O céu físico aparente a que chamamos de atmosfera à volta da terra e que também é conhecido por «firmamento» onde se projecta a luz das estrelas?!

2) O céu astronómico também conhecido por «espaço infinito» ou por «Universo»?!

3) Ou apenas um simples estado de «alma» como penso que afirmam os teólogos?!

A minha conclusão é que este conhecimento está vedado aos maiores sábios, quer do mundo do saber quer do mundo da teologia; enfim apenas especulações, que eu respeito e até admiro, mas que me não convencem.
Fico-me com o seguinte versículo:

http://www.paroquias.org/biblia/index.php?c=Dt+29,28

(Dt 29, 28)«As coisas ocultas pertencem ao SENHOR, nosso Deus, mas aquilo que Ele revelou é para nós e para os nossos filhos eternamente, a fim de cumprirmos todas as palavras desta Lei.»

Obs. Está escrito "ao SENHOR" em vez de "a YHWH"
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Re: Adoração e Idolatria

Mensagem por alessandro em Qua Maio 12, 2010 10:13 pm

interessante que o próprio Jesus tenha dito a um ladrão arrependido: em verdade vos digo, hoje estarás comigo no paraíso!

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Re: Adoração e Idolatria

Mensagem por Pe. Anderson em Qui Maio 13, 2010 3:47 am

Caros amigos,

O que é o Céu? Para responder a essa excelente pergunta devemos meditar a liturgia do próximo domingo, domingo da Ascensao do Senhor. Deixo aqui uma excelente explicaçao bíblica dessas questos dada pelo Papa Bento XVI no ano passado. Espero que nos ajude a eliminar todas as "confusoes" existentes.

"Ides receber uma força, a do Espírito Santo, que descerá sobre vós e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia, na Samaria e até aos confins do mundo" (Act 1, 8). Com estas palavras Jesus despede-se dos Apóstolos, como ouvimos na primeira Leitura. Imediatamente depois, o autor sagrado acrescenta que "se elevou à vista deles e uma nuvem subtraiu-o a seus olhos" (Act 1, 9). É o mistério da Ascensão, que no dia de hoje celebramos solenemente. Mas que tencionam comunicar-nos a Bíblia e a liturgia, dizendo que Jesus "foi elevado"? Compreende-se o sentido desta expressão, não a partir de um único texto, nem sequer de um só livro do Novo Testamento, mas na escuta atenta de toda a Sagrada Escritura. Com efeito, o uso do verbo "elevar" é de origem veterotestamentária, e refere-se à tomada de posse da realeza. Portanto, a Ascensão de Cristo significa a tomada de posse do Filho do homem crucificado e ressuscitado na realeza de Deus sobre o mundo.

Porém, existe um sentido mais profundo, imperceptível imediatamente. Na página dos Actos dos Apóstolos afirma-se em primeiro lugar que Jesus "se elevou" (v. 9) e depois acrescenta-se que "foi arrebatado" (v. 11). O acontecimento é descrito não como uma viagem para o alto, mas sim como uma acção do poder de Deus, que introduz Jesus no espaço da proximidade divina. A presença da nuvem, que "o subtraiu aos seus olhos" (v. 9), evoca uma antiquíssima imagem da teologia veterotestamentária, e insere a narração da Ascensão na história de Deus com Israel, da nuvem do Sinai e acima da tenda da aliança do deserto, até à nuvem luminosa sobre o mundo da Transfiguração. Em última análise, apresentar o Senhor envolvido na nuvem evoca o mesmo mistério expresso pelo simbolismo do "sentar à direita de Deus.

Em Cristo, que subiu ao céu, o ser humano entrou de modo inaudito e novo na intimidade de Deus; o homem já encontra para sempre espaço em Deus. O "céu", esta palavra céu, não indica um lugar acima das estrelas, mas algo muito mais ousado e sublime: indica o próprio Cristo, a Pessoa divina que acolhe plenamente e para sempre a humanidade, Aquele em quem Deus e o homem estão para sempre inseparavelmente unidos. O céu é o ser do homem em Deus. E nós aproximamo-nos do céu, aliás, entramos no céu, na medida em que nos aproximamos de Jesus e entramos em comunhão com Ele. Portanto, a hodierna solenidade da Ascensão convida-nos a uma profunda comunhão com Cristo morto e ressuscitado, invisivelmente presente na vida de cada um de nós.

Nesta perspectiva compreendemos por que motivo o evangelista Marcos afirma que, depois da Ascensão, os discípulos voltaram para Jerusalém "repletos de alegria" (24, 52). A causa da sua alegria está no facto de que aquilo que tinha acontecido não era na verdade uma separação, uma ausência permanente do Senhor: aliás, eles já tinham a certeza de que o Crucificado-Ressuscitado estava vivo, e nele as portas de Deus, as portas da vida eterna, foram abertas para sempre à humanidade. Por outras palavras, a sua Ascensão não comportava a sua ausência temporária do mundo, mas principalmente inaugurava a nova, definitiva e insuprimível forma da sua presença, em virtude da sua participação no poder régio de Deus. Caberá precisamente a eles, aos discípulos que se tornaram intrépidos graças ao poder do Espírito Santo, tornar perceptível a sua presença mediante o testemunho, a pregação e o compromisso missionário. A solenidade da Ascensão do Senhor deveria encher-nos também a nós de serenidade e de entusiasmo, precisamente como aconteceu com os Apóstolos que, do Monte das Oliveiras, voltaram a partir "repletos de alegria". Como eles, também nós aceitando o convite dos "dois homens em trajes resplandecentes", não devemos permanecer a fixar o céu mas, sob a guia do Espírito Santo, temos que ir a toda a parte e proclamar o anúncio salvífico da morte e ressurreição de Cristo. Acompanham-nos e são-nos de conforto as suas próprias palavras, com as quais se encerra o Evangelho segundo São Mateus. "E Eu estarei sempre convosco, até ao fim do mundo" (Mt 28,20).

Caros irmãos e irmãs, a índole histórica do mistério da Ressurreição e da Ascensão de Cristo ajuda-nos a reconhecer e a compreender a condição transcendente da Igreja, que não nasceu e não vive para suprir à ausência do seu Senhor "desaparecido", mas sobretudo encontra a razão do seu ser e da sua missão na presença permanente embora invisível de Jesus, uma presença que actua através do poder do seu Espírito. Com outros termos, poderíamos dizer que a Igreja não desempenha a função de preparar a vinda de um Jesus "ausente" mas, ao contrário, vive e age para proclamar a sua "presença gloriosa" de maneira histórica e existencial. Desde o dia da Ascensão, cada comunidade cristã progride no seu itinerário terreno rumo ao cumprimento das promessas messiânicas, alimentada pela Palavra de Deus alimentada pelo Corpo e Sangue do seu Senhor. Esta é a condição da Igreja – recorda o Concílio Vaticano II – enquanto "continua o seu peregrinar entre as perseguições do mundo e as consolações de Deus, anunciando a cruz e a morte do Senhor até que Ele venha" (Lumen gentium, 8).

Fonte:
http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/homilies/2009/documents/hf_ben-xvi_hom_20090524_cassino_po.html

Grande abraço a todos.
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Re: Adoração e Idolatria

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Qui Maio 13, 2010 8:00 am

A minha conclusão com palavras mais simples é a seguinte:
Então, o chamado "céu" não é material como muita gente de fé pensa quando diz coisas semelhantes a esta «O S. Pedro vai mandar-nos chuva» etc. ...
Mas, refere-se a algo imaterial que está no Cristo e se comunica aos homens.
É pois o Espírito de YHWH em Cristo que se comunica aos homens de diversas maneiras. É, neste caso, o Espírito Santo de Deus que age com a Sua «energia» que lhe é característica.
Assim, as pessoas terão que (*) «nascer de novo», isto é sair da barriga da sua mãe «terra» e nascer para uma nova vida no «Novo Mundo» da Revelação de YHWH que deu a Seu Filho e foi transmitido a João através do Seu anjo (Apocalipse 1)

Esse "céu" tem como finalidade transportar-nos para a vida eterna que através de sinais simbólicos podemos apreciar nas revelações dos capítulos 21 e 22 do Livro do Apocalipse, respeitantes aos «novos céus» e «nova terra» e a Nova Jerusalém que desce do céu.

Contudo esta doutrina respeitante a "céu" só é conhecida pelos teólogos e o povo, na generalidade, nada pesca do assunto.
Foi o que aconteceu com a comunicação social, aqui em Portugal, quando o ultimo «Papa» falecido se atreveu a desvendar publicamente esse véu e a dizer o que para ele (e para os doutores da igreja católica) era aquilo que designavam por céu e inferno.
Por acaso, eu que me interesso por essas coisas já sabia disso, mas a comunicação social expandiu aos 4 ventos a notícia e o seu comentário dizendo que o «PAPA» tinha mudado de doutrina.

Ora é bom que o povo seja esclarecido convenientemente depois de quase 20 séculos de ilusões.

http://www.paroquias.org/biblia/?c=Ap+21
http://www.paroquias.org/biblia/?c=Ap+22
(*)
http://www.paroquias.org/biblia/index.php?c=Jo+3,1-21
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Adoração e Idolatria

Mensagem por Binhokraus em Qui Out 28, 2010 12:03 am

Bom, como é um tema recorrente, eu resolvi criar este tópico específico para tratar sobre esta questão. Abaixo colocarei os trechos do Catecismo que tratam desta questão. Qualquer discussão deve ser feita tendo como base o que está escrito no catecismo, qualquer outra coisa é achismo.

2083 Jesus [§42]resumiu os deveres do homem para com Deus com estas palavras: "Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o cora ção, de toda a alma e de todo o entendimento" (Mt 22,37[a43]); Estas palavras são um eco imediato do apelo solene: "Escuta; Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único" (Dt 6,4-5).
Deus amou primeiro. O amor do Deus único é lembrado na primeira das "dez palavras". Em seguida, os mandamento. explicitam a resposta de amor que o homem é chamado a da a seu Deus.

ARTIGO 1
O PRIMEIRO MANDAMENTO
Eu sou o Senhor, teu Deus, que te fez sair da terra do Egito, da casa da escravidão. Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem esculpida de nada que se asse melhe ao que existe lá em cima, nos céus, ou embaixo, na terra, ou nas águas que estão debaixo da terra. Não te prostrarás diante desses deuses, e não os servirás. (Ex 20,25[a44]).
Está escrito: "Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a Ele prestarás culto" (Mt 4,10).

I. "Adorarás o Senhor, teu Deus, e o servirás"

2084 Deus [§45]se faz conhecer recordando sua ação todo-poderosa, benigna e libertadora na história daquele a quem se dirige: "Eu te fiz sair da terra do Egito, da casa da escravidão" (Dt 6,13-14). A primeira palavra contém o primeiro mandamento da lei: "Adorarás o Senhor, teu Deus, e o servirás. (...) Não seguireis outros deuses" (Dt 6,13-14). O primeiro apelo e a exigência justa de Deus é que o homem o acolha e o adore.
2085 O [§46]Deus único e verdadeiro revela sua glória primeiramen te a Israel[a47]. A revelação da vocação e da verdade do homem está ligada à revelação de Deus. O homem tem a vocação de manifestar Deus agindo em conformidade com sua criação "à imagem e semelhança de Deus" (Gn 1,26):
Jamais haverá outro Deus, Trifão, nem houve outro, desde sem pre (...) além daquele que fez e ordenou o universo. Nós não pensamos que nosso Deus seja diferente do vosso. É Ele o mesmo que fez vossos pais saírem do Egito "com sua mão poderosa e seu braço estendido". Não pomos as nossas esperan ças em algum outro pois outro não existe , mas no mesmo que vós, o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó[a48].

A [§51]FÉ

2087 Nossa [§52]vida moral encontra sua fonte na fé em Deus, que nos revela seu amor. S. Paulo fala da "obediência da fé[a53]" como da primeira obrigação. Ele vê no "desconhecimento de Deus" o princípio e a explicação de todos os desvios morais[a54]. Nosso dever em relação a Deus consiste em crer nele e em dar testemu nho dele.
2088 O [§55]primeiro mandamento manda-nos alimentar e guardar com prudência e vigilância nossa fé e rejeitar tudo o que se lhe opõe. Há diversas maneiras de pecar contra a fé.
A dúvida voluntária sobre a fé negligencia ou recusa ter como verdadeiro o que Deus revelou e que a Igreja pro põe para crer. A dúvida involuntária designa a hesitação em crer, a dificuldade de superar as objeções ligadas à fé ou, ain da, a ansiedade suscitada pela obscuridade da fé. Se for deli beradamente cultivada, a dúvida pode levar à cegueira do espírito.

2089 A [§56]incredulidade é a negligência da verdade revelada ou a recusa voluntária de lhe dar o próprio assentimento. "Chama-se heresia a negação pertinaz, após a recepção do Batismo, de qual quer verdade que se deve crer com fé divina e católica, ou a dúvida pertinaz a respeito dessa verdade; apostasia, o repúdio total da fé cristã; cisma, a recusa de sujeição ao Sumo Pontífice ou da comunhão com os membros da Igreja a ele sujeitos[a57]."

A [§58]ESPERANÇA

2090 Quando [§59]Deus se revela e chama o homem, este não pode responder plenamente ao amor divino por suas próprias for ças. Deve esperar que Deus lhe dê a capacidade de correspon der a este amor e de agir de acordo com os mandamentos da caridade. A esperança é o aguardar confiante da bênção divina e da visão beatifica de Deus; é também o temor de ofender c amor de Deus e de provocar o castigo.
2091 O [§60]primeiro mandamento visa também aos pecados contra a esperança, que são o desespero e a presunção.
Pelo desespero, o homem deixa de esperar de Deus sua sal vação pessoal, os auxílios para alcançá-la ou o perdão de seus pecados. O desespero opõe-se à bondade de Deus, à sua justiça porque o Senhor é fiel a suas promessas e à sua misericórdia.

2092 Há [§61]duas espécies de presunção. Ou o homem presume de suas capacidades (esperando poder salvar-se sem a ajuda do alto), ou então presume da onipotência ou da misericórdia de Deus (es perando obter seu perdão sem conversão e a glória sem mérito).

A [§62]CARIDADE

2093 A fé no amor de Deus envolve o apelo e a obrigação de responder à caridade divina por um amor sincero. O primeiro mandamento nos ordena que amemos a Deus acima de tudo e' acima de todas as criaturas, por Ele mesmo e por causa dele[a63].
2094 Pode[§64]-se pecar de diversas maneiras contra o amor de Deus: a indiferença negligencia ou recusa a consideração da caridade divina, menospreza a iniciativa (de Deus em nos amar) e nega sua força. A ingratidão omite ou se recusa a reconhecer a cari dade divina e a pagar amor com amor. A tibieza é uma hesitação ou uma negligência em responder ao amor divino, podendo impli car a recusa de se entregar ao dinamismo da caridade. A acídia ou preguiça espiritual chega a recusar até a alegria que vem de Deus e a ter horror ao bem divino. O ódio a Deus vem do orgulho. Opõe-se ao amor de Deus, cuja bondade nega, e atreve-se a maldizê-lo como aquele que proíbe os pecados e inflige as penas.


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Re: Adoração e Idolatria

Mensagem por Binhokraus em Qui Out 28, 2010 12:12 am

II. "Só a Ele prestarás culto"

2095 As [§65]virtudes teologais da fé, esperança e caridade dão forma às virtudes morais e as vivificam. Assim, a caridade nos leva a dar a Deus aquilo que em toda justiça lhe devemos enquanto criaturas. A virtude da religião nos dispõe a esta atitude.

A [§66]ADORAÇÃO

2096 A adoração é o primeiro ato da virtude da religião. Adorar a Deus é reconhecê-lo como Deus, como o Criador e o Salvador, o Senhor e o Dono de tudo o que existe, o Amor infinito e misericordioso. "Adorarás o Senhor, teu Deus, e só a Ele pres tarás culto" (Lc 4,8), diz Jesus, citando o Deuteronômio (6,13).
2097 Adorar [§67]a Deus é, no respeito e na submissão absoluta, reconhecer "o nada da criatura", que não existe a não ser por Deus. Adorar a Deus é, como Maria no Magnificat, louvá-lo, exaltá-lo e humilhar-se a si mesmo, confessando com gratidão que Ele fez grandes coisas e que seu nome é santo[a68]. A ado ração do Deus único liberta o homem de se fechar em si mesmo, da escravidão do pecado e da idolatria do mundo.

A [§69]ORAÇÃO

2098 Os [§70]atos de fé, de esperança e de caridade ordenados pelo primeiro mandamento cumprem-se na oração. A elevação do espírito para Deus é expressão da adoração que lhe rendemos: prece de louvor e de ação de graças, de intercessão e de súplica. A oração é uma condição indispensável para poder obedecer aos mandamentos de Deus. "É preciso orar sempre. sem jamais esmorecer" (Lc 18,1).

O SACRIFÍCIO

2099 É [§71]justo oferecer a Deus sacrifícios em sinal de adoração e de reconhecimento, de súplica e de comunhão: "E verdadeiro sacrifício toda ação feita para se unir a Deus em santa comunhão e poder ser feliz[a72]"
2100 Para [§73]ser verídico, o sacrifício exterior deve ser a expressão do sacrifício espiritual: "Meu sacrifício é um espírito compun gido..." (Sl 51,19). Os profetas da Antiga Aliança denunciaram com freqüência os sacrifícios feitos sem participação interior [a74]ou sem ligação com o amor do próximo[a75]. Jesus recorda a palavra do profeta Oséias: "E misericórdia que eu quero, e não sacrifício" (Mt 9,13; 12,7[a76]). O único sacrifício perfeito é o que Cristo ofereceu na cruz, em total oblação ao amor do Pai e para nossa salvação[a77]. Unindo-nos a seu sacrifício, po demos fazer de nossa vida um sacrifício a Deus.

PROMESSAS E VOTOS

2101 Em [§78]várias circunstâncias, o cristão é convidado a fazer promessas a Deus. O Batismo e a Confirmação, o Matrimônio e a Ordena ção sempre as contêm. Por devoção pessoal, o cristão pode também prometer a Deus este ou aquele ato, oração, esmola, peregrinação etc. A fidelidade às promessas feitas a Deus é uma manifestação do respeito devido à majestade divina e do amor para com o Deus fiel.
2102 "O voto, isto é, a promessa deliberada e livre de um bem possível e melhor feita a Deus, deve ser cumprido a título da virtude de religião[a79].” O voto é um ato de devoção no qual o cristão se consagra a Deus ou lhe promete uma obra boa. Pelo cumprimento de seus votos, o homem dá a Deus o que lhe pro­meteu e consagrou. Os Atos dos Apóstolos nos mostram S. Paulo preocupado em cumprir os votos que fizera[a80].
2103 A [§81]Igreja atribui um valor exemplar aos votos de praticar os conselhos evangélicos[a82]:
A Mãe Igreja alegra-se ao encontrar em seu seio muitos homens e mulheres que seguem mais estreitamente a exinanição do Sal vador e mais claramente a demonstram, aceitando a pobreza na liberdade dos filhos de Deus e renunciando às próprias vonta des; submetem-se eles aos homens por causa de Deus, em ma­téria de perfeição, além da medida do preceito, para que mais plenamente se conformem a Cristo obediente[a83].

Em certos casos a Igreja pode, por motivos adequados, dispensar dos votos e das promessas[a84].

O DEVER SOCIAL DE RELIGIÃO E O DIREITO À LIBERDADE RELIGIOSA

2104 "Todos [§85]os homens estão obrigados a procurar a verdade, sobretudo naquilo que diz respeito a Deus e à sua Igreja e, depois de conhecê-la, a abraçá-la e praticá-la[a86]." Este dever decorre da "própria natureza dos homens[a87]" e não contraria um "respeito sincero" para com as diversas religiões que "re­fletem lampejos daquela verdade que ilumina a todos os ho mens[a88]", nem a exigência da caridade que insta os cristãos a "tratar com amor, prudência e paciência os homens que vivem no erro ou na ignorância acerca da fé[a89]".
2105 O [§90]dever de prestar a Deus um culto autêntico diz respeito ao homem individual e socialmente. Esta é "a doutrina católica tra dicional sobre o dever moral dos homens e das sociedades em relação à verdadeira religião e à única Igreja de Cristo[a91]". Evan gelizando sem cessar os homens, a Igreja trabalha para que estes possam "penetrar de espírito cristão as mentalidades e os costumes, as leis e as estruturas da comunidade em que vivem[a92]". O dever social dos cristãos é respeitar e despertar em cada homem o amor da verdade e do bem. Exige que levem a conhecer o culto da única religião verdadeira, que subsiste na Igreja católica e apostólica[a93]. Os cristãos são chamados a ser a luz do mundo[a94]. Assim, a Igreja manifesta a realeza de Cristo sobre toda a criação e particularmente sobre as sociedades humanas[a95].
2106 "Em [§96]matéria religiosa, ninguém seja obrigado a agir contra a própria consciência, nem impedido de agir, dentro dos justos limites, de acordo com ela, em particular ou em público, só ou associado a outrem[a97]." Este direito funda-se na própria natureza da pessoa humana, cuja dignidade a faz aderir livremente à ver dade divina que transcende a ordem temporal. Por isso, este di reito "continua a existir ainda para aqueles que não satisfazem à obrigação de procurar a verdade e de aderir a ela[a98]"
2107 "Se, em razão de circunstâncias particulares dos povos, for confe rida a uma única comunidade religiosa o especial reconhecimento civil na organização jurídica da sociedade, será necessário que ao mesmo tempo se reconheça e se observe em favor de todos os cidadãos e das comunidades religiosas o direito à liberdade em matéria religiosa[a99].”
2108 O[§100] direito à liberdade religiosa não significa nem a per missão moral de aderir ao erro [a101]nem um suposto direito ao erro[a102], mas um direito natural da pessoa humana à liberdade civil, quer dizer, à imunidade de coação externa nos justos limites, em matéria religiosa, da parte do poder político. Este direito natural deve ser reconhecido no ordenamento jurídico da sociedade, de tal maneira que constitua um direito civil[a103].
2109 O [§104]direito à liberdade religiosa não pode ser em si ilimitado[a105], nem limitado apenas por uma "ordem pública" entendida de maneira positi vista ou naturalista[a106]. Os "justos limites" que lhe são inerentes devem ser determinados para cada situação social pela prudência política, se gundo as exigências do bem comum, e ratificados pela autoridade civil segundo "normas jurídicas, de acordo com a ordem moral objetiva[a107]".

III. "Não terás outros deuses diante de mim"

2110 O primeiro mandamento proíbe prestar honra a outros afora o único Senhor que se revelou a seu povo. Proscreve a superstição e a irreligião. A superstição representa de certo modo um excesso perverso de religião; a irreligião é um vício oposto por deficiência à virtude da religião.

A SUPERSTIÇÃO

2111 A superstição é o desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe. Pode afetar também o culto que pres tamos ao verdadeiro Deus, por exemplo, quando atribuímos uma importância de alguma maneira mágica a certas práticas, em si mesmas legítimas ou necessárias. Atribuir eficácia exclu sivamente à materialidade das orações ou dos sinais sacramen tais, sem levar em conta as disposições interiores que elas exigem, é cair na superstição[a108].

A IDOLATRIA

2112 O [§109]primeiro mandamento condena o politeísmo. Exige que o homem não acredite em outros deuses afora Deus, que não venere outras divindades afora a única. A escritura lembra constantemente esta rejeição de "ídolos, ouro e prata, obras das mãos dos homens", os quais "têm boca e não falam, têm olhos e não vêem..." Esses ídolos vãos tornam as pessoas vãs:
"Como eles serão os que o fabricaram e quem quer que ponha neles a sua fé" (Sl 115,4-5.8[a110]). Deus, pelo contrário, é o "Deus vivo" (Jo 3,10[a111]) que faz viver e intervém na história.

2113 A [§112]idolatria não diz respeito somente aos falsos cultos do paganismo. Ela é uma tentação constante da fé. Consiste em divinizar o que não é Deus. Existe idolatria quando o homem presta honra e veneração a uma criatura em lugar de Deus, quer se trate de deuses ou de demônios (por exemplo, o sata­nismo), do poder, do prazer, da raça, dos antepassados, do Estado, do dinheiro etc. "Não podeis servir a Deus e ao dinheiro", diz Jesus (Mt 6,24). Numerosos mártires morreram por não adorar "a Besta[a113]", recusando-se até a simular seu culto. A idolatria nega o senhorio exclusivo de Deus; é, por­tanto, incompatível com a comunhão divina[a114].
2114 A vida humana unifica-se na adoração do Único. O man damento de adorar o único Senhor simplifica o homem e o livra de uma dispersão infinita. A idolatria é uma perversão do sentimento religioso inato do homem. O idólatra é aquele que "refere a qualquer coisa que não seja Deus a sua indestrutível noção de Deus[a115]”.

ADIVINHAÇÃO E MAGIA

2115 Deus [§116]pode revelar o futuro a seus profetas ou a outros santos. Todavia, a atitude cristã correta consiste em entregar-se com confiança nas mãos da providência no que tange ao futuro, e em abandonar toda curiosidade doentia a este respei to. A imprevidência pode ser uma falta de responsabilidade.
2116 Todas as formas de adivinhação hão de ser rejeitadas: recur so a Satanás ou aos demônios, evocação dos mortos ou outras práticas que erroneamente se supõe "descobrir" o futuro[a117]. A consulta aos horóscopos, a astrologia, a quiromancia, a interpre tação de presságios e da sorte, os fenômenos de visão, o recurso a médiuns escondem uma vontade de poder sobre o tempo, sobre a história e, finalmente, sobre os homens, ao mesmo tempo que um desejo de ganhar para si os poderes ocultos. Essas práticas contradizem a honra e o respeito que, unidos ao amoroso temor, devemos exclusivamente a Deus.
2117 Todas as práticas de magia ou de feitiçaria com as quais a pessoa pretende domesticar os poderes ocultos, para colocá-los a seu serviço e obter um poder sobrenatural sobre o próximo - mesmo que seja para proporcionar a este a saúde - são grave mente contrárias à virtude da religião. Essas práticas são ainda mais condenáveis quando acompanhadas de uma intenção de prejudicar a outrem, ou quando recorrem ou não à intervenção dos demônios. O uso de amuletos também é repreensível. O espiri tismo implica freqüentemente práticas de adivinhação ou de magia. Por isso a Igreja adverte os fiéis a evitá-lo. O recurso aos assim chamados remédios tradicionais não legitima nem a invocação dos poderes maléficos nem a exploração da credulidade alheia.

A IRRELIGIÃO

2118 O primeiro mandamento de Deus reprova os principais pecados de irreligião: a ação de tentar a Deus em palavras ou em atos, o sacrilégio e a simonia.
2119 A [§118]ação de tentar a Deus consiste em pôr â prova, em palavras ou em atos, sua bondade e sua onipotência. Foi assim que Satanás quis conseguir que Jesus se atirasse do alto do templo e obrigasse Deus, desse modo, a agir[a119]. Jesus opõe-lhe a Palavra de Deus: "Não tentarás o Senhor teu Deus" (Dt 6,16). O desafio contido em tal "tentação de Deus" falta com o respeito e a con fiança que devemos a nosso Criador e Senhor. Inclui sempre uma dúvida a respeito de seu amor, sua providência e seu poder[a120].
2120 O [§121]sacrilégio consiste em profanar ou tratar indignamente os sacramentos e as outras ações litúrgicas, bem como as pessoas, as coisas e os lugares consagrados a Deus. O sacrilé gio é um pecado grave, sobretudo quando cometido contra a Eucaristia, pois neste sacramento o próprio Corpo de Cristo se nos torna substancialmente presente[a122].
2121 A[§123] simonia [a124] é definida como a compra ou a venda de realidades espirituais. A Simão, o mago, que queria comprar o poder espiritual que via em ação nos Apóstolos, Pedro res ponde: "Pereça o teu dinheiro, e tu com ele, porque julgaste poder comprar com dinheiro o dom de Deus" (At 8,20). Desta maneira, Pedro obedecia à Palavra de Jesus: "De graça rece 1 bestes, dai de graça" (Mt 10,8[a125]). É impossível apropriar-se dos bens espirituais e comportar-se em relação a eles como um possuidor ou um dono, pois a fonte deles é Deus. Só se pode recebê-los gratuitamente dele.
2122 "Além das ofertas estabelecidas pela autoridade competente, o ministro nada peça pela administração dos sacramentos, tomando cuidado sempre que os necessitados não sejam privados da ajuda dos sacramentos por causa de sua pobreza[a126]." A autoridade competente fixa estas "ofertas" em virtude do princípio de que o povo cristão deve cuidar do sustento dos ministros da Igreja. "O operário é digno de seu sustento" (Mt 10,10[a127]).

O ATEÍSMO

2123 "Muitos [§128]de nossos contemporâneos não percebem de modo algum esta união intima e vital com Deus, ou explicitamente a rejeitam, a ponto de o ateísmo figurar entre os mais graves problemas de nosso tempo[a129]."
2124 O termo ateísmo abrange fenômenos muito diversos. Uma forma freqüente é o materialismo prático, de quem limita suas necessidades e suas ambições ao espaço e ao tempo. O humanis mo ateu considera falsamente que o homem é "seu próprio fim e o único artífice e demiurgo de sua própria história[a130]". Outra forma de ateísmo contemporâneo espera a libertação do homem pela via econômica e social, sendo que "a religião, por sua pró pria natureza, impediria esta libertação, na medida em que, ao estimular a esperança do homem numa quimérica vida futura, o desviaria da construção da cidade terrestre[a131]".
2125 Na [§132]medida em que rejeita ou recusa a existência de Deus, o ateísmo é um pecado contra a virtude da religião[a133]. A imputabilidade desta falta pode ser seriamente diminuída em virtude das intenções e das circunstâncias. Na gênese e difusão do ateísmo, "grande parcela de responsabilidade pode caber aos crentes, na medida em que, negligenciando a educação da fé, ou por uma exposição enganosa da doutrina, ou por deficiência em sua vida religiosa, moral e social, se poderia dizer deles que mais escondem do que manifestam o rosto autêntico de Deus e da religião[a134]"
2126 Muitas [§135]vezes o ateísmo se funda em uma concepção falsa da autonomia humana, que chega a recusar toda dependência em relação a Deus[a136]. Contudo, "o reconhecimento de Deus não se opõe de modo algum à dignidade do homem, já que esta digni dade se fundamenta e se aperfeiçoa no próprio Deus[a137]". "A Igreja sabe perfeitamente que sua mensagem se coaduna com as aspirações mais intimas do coração humano[a138]."

O AGNOSTICISMO

2127 O [§139]agnosticismo se reveste de muitas formas. Em certos ca sos, o agnóstico se recusa a negar a Deus; ao contrário, postula a existência de um ser transcendente, que não poderia revelar-se e sobre o qual ninguém seria capaz de dizer nada! Em outros casos, o agnóstico não se pronuncia sobre a existência de Deus, declarando que é impossível prová-la e até afirmá-la ou negá-lo.
2128 O [§140]agnosticismo pode, às vezes, conter certa busca de Deus, mas pode igualmente representar um indiferentismo, uma fuga da pergunta última sobre a existência e uma preguiça da consciência moral. Com muita freqüência o agnosticismo eqüivale a um ateísmo prático.

IV[§141]. "Não farás para ti imagem esculpida de nada..."

2129 O [§142]mandamento divino incluía a proibição de toda representação de Deus por mão do homem. O Deuteronômio explica: "Uma vez que nenhuma forma vistes no dia em que Senhor vos falou no Horeb, do meio do fogo, não vos pervertais, fazendo para vós uma imagem esculpida em forma d ídolo..." (Dt 4,15-16). Eis aí o Deus absolutamente transcendente que se revelou a Israel. "Ele é tudo", mas, ao mesmo tempo, ele está "acima de todas as suas obras" (Eclo 43,27-28). Ele é "a própria fonte de toda beleza criada" (Sb 1 3,3).
2130 No entanto, desde o Antigo Testamento, Deus ordenou ou permitiu a instituição de imagens que conduziriam simbólica mente à salvação por meio do Verbo encarnado, como são serpente de bronze[a143], a Arca da Aliança e os querubins[a144].
2131 Foi [§145]fundamentando-se no mistério do Verbo encarnado que (sétimo Concílio ecumênico, em Nicéia (em 787), justificou, contra os iconoclastas, o culto dos ícones: os de Cristo, mas também os da Mãe de Deus, dos anjos e de todos os santos. Ao se encarnar, o Filho de Deus inaugurou uma nova "economia" das imagens.
2132 O culto cristão das imagens não é contrário ao primeiro manda mento, que proíbe os ídolos. De fato, "a hora prestada a uma imagem se dirige ao modelo Original[a146], e "quem venera uma imagem venera a pes soa que nela está pintada[a147]. A honra prestada às santas imagens é uma "veneração respeitosa", e não uma adoração, que só compete a Deus[a148]:
Oculto da religião não se dirige às imagens em si como reali dades, mas as considera em seu aspecto próprio de imagens que nos conduzem ao Deus encarnado. Ora, o movimento que se dirige à imagem enquanto tal não termina nela, mas tende para a realidade da qual é imagem.

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Re: Adoração e Idolatria

Mensagem por Binhokraus em Qui Out 28, 2010 12:22 am

RESUMINDO

2133 "Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças" (Dt 6,5).
2134 O primeiro mandamento convida o homem a crer em Deus, a esperar nele e a amá-lo acima de tudo.
2135 "Adorarás o Senhor teu Deus" (Mt 4,]O). Adorar a Deus, orar a Ele, oferecer-lhe o culto que lhe é devido, cumprir as promes sas e os votos que foram fritos a Ele são os atos da virtude de religião que nascem da obediência ao primeiro mandamento.
2136 O dever de prestar um culto autêntico a Deus incumbe ao homem, tanto individualmente como em sociedade.
2137 O homem deve "poder professar livremente a religião, tanto em particular como em público[a149]"
2138 A superstição é um desvio do culto que rendemos ao verda deiro Deus. Ela se mostra particularmente na idolatria, assim como nas diferentes formas de adivinhação e de magia.
2139 A ação de tentar a Deus, em palavras ou em atos, o sacrilé gio, a simonia são pecados de irreligião proibidos pelo pri meiro mandamento.
2140 Enquanto rejeita ou recusa a existência de Deus, o ateísmo é um pecado contra o primeiro mandamento.
2141 O culto às imagens sagradas está fundamentado no mistério da encarnação do Verbo de Deus. Não contraria o primeiro mandamento.

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Re: Adoração e Idolatria

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Qui Out 28, 2010 3:09 pm

Olá, Binho,

Que bom a abertura desse tópico !

No momento, não posso postar, pois estou só dando uma passadinha em casa para o almoço, e como sempre, antes de almoçar, costumo dar uma olhadinha no nosso fórum.

Tenho um artigo com fundamentação bíblica que aborda sobre essa questão e que, aos poucos, vou postando, de acordo com o tempo que o Senhor me tem concedido.

No meu artigo as questões são tratadas à luz das Sagradas Escrituras, sem levar muito em consideração o nosso catecismo. Acho que estou tendo uma oportunidade ímpar de enriquecer todo o conhecimento a esse respeito, o que será muito bom.

Tá bom... Estou indo... Tenho que voltar ao trabalho...

Um grande abraço, e que a paz do Senhor esteja com você !!!
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Re: Adoração e Idolatria

Mensagem por Binhokraus em Sex Out 29, 2010 8:50 pm

Ok flávio, ficamos aguardando sua postagem então.

Permaneça em Deus! Paz, unção e música!!!

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CULTO E IDOLATRIA

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Ter Nov 02, 2010 3:18 pm

A palavra "culto" é de origem latina ( CULTU ). Trata da adoração, veneração, reverência, preito ou homenagem. Render culto significa amar extremosamente, gostar muitíssimo, ter grande predileção. Corresponde ao ato ou efeito de respeito marcado pelo temor ao que é sagrado, admiração, consideração, devoção. É honrar, saudar ou cumprimentar respeitosamente, obedecer, acatar, confiar. É pertinente à vassalagem, à promessa de fidelidade, aos atos de cortezia, de consideração, de galanteria. Todas estas expressões são componentes do conceito de culto.

A maneira de realizar o culto dependerá, obviamente, do estilo e da intensidade com que, tanto de modo particular quanto de modo coletivo, configurar-se a disposição para o exercício desta prática

Compreendido o que é culto, ou seja, examinados os conceitos já formulados e estabelecidas nossas definições, nos deteremos, doravante, a estudar o que é idolatria e como ela se constituiu e tem se estabelecido através dos tempos na história da humanidade.

Idolatria é uma palavra de origem grega formada pela junção de duas outras palavras: "ídolo" (eídolon) e latria (latreía). A palavra "ídolo" se refere a estátua, objeto ou pessoa a que se tributa afeto excessivo e se cultua como se fosse Deus. É, portanto, uma falsa representação profundamente enraizada no espírito humano e que impede o seguimento do verdadeiro caminho da ciência. A palavra "latria" diz respeito ao culto prestado exclusivamente a Deus. Assim sendo, idolatria significa prestar cuilto de Latria a qualquer coisa, objeto ou pessoa que não é Deus, ou seja, atribuir às criaturas atributos que são inerentes ao Criador.

CONTINUO MAIS TARDE !!!

Que a paz do Senhor esteja com todos !

UM GRANDE ABRAÇO !!!
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Re: Adoração e Idolatria

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Ter Nov 02, 2010 6:02 pm

A palavra idolatria (eidolonlatreía ou eidolatreía) sempre aparece nas Sagradas Escrituras para designar que o culto que deveria ser prestado a Deus estava sendo prestado aos ídolos, aos falsos deuses

No oriente médio era muito comum o uso de plantas para limpeza espiritual dos ambientes e para livrar de maus olhados, bem como o uso de amuletos, patuás e outros objetos que tiveram origem no feiticismo para proteger o homem dos chamados maus espíritos. De semelhante maneira, os árabes, os caldeus e vários povos circunvisinhos praticavam o sabeísmo, o culto aos astros. Na Pérsia, hoje região do Iraque, bem como na antiga Grécia, era praticado o culto ao fogo. No Egito, na Índia e em vários países asiáticos se prestava culto a determinados animais tidos como sagrados por aqueles povos. A antropolatria era comum no Egito, na Caldéia, na Roma Antiga e na China, tratando da adoração a reis e heróis de guerras, consistindo, mjuitas vezes, na consulta aos espíritos dos mortos. Era, portanto, muito comum a construção de estátuas de vários destas criaturas que eram tidas como verdadeiros deuses.

Observados estes costumes, percebe-se com muita clareza a prática do culto de idolatria a que se referem as Sagradas Escrituras.

CONTINUO MAIS TARDE !!!

Um grande abraço, e que a paz do Senhor Jesus esteja com cada um de nós !!!

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Re: Adoração e Idolatria

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Ter Nov 02, 2010 9:17 pm

Em todo o texto das Sagradas Escrituras, desde o livro do Gênesis até o Apocalipse, ou seja, do primeiro ao ultimo livro da Bíblia, sempre, para designar esta questão, apaece a palavra idolatria e nunca a palavra idoladoração. Desta forma, percebemos claramente que existem diferenças fundamentais entre as palavras latria e adoração e que elas nao têm o mesmo significado. Ambas expressam culto, porém, cada uma expressa cultosdiferentes. A primeira tem um significado restrito: latria é o culto que se presta unicamente ao Criador. A segunda tem um significado amplo, expressando as várias formas de culto existentes. Percebemos que a segunda contém a primeira, ou em outras palavras, a primeira está contida na segunda. A segunda contém todas as formas de culto, de respeito, de consideração e de afeto a qualquer ser. A primeira trata apenas das manifestações humanas para com Deus, ou seja, latria é o culto que se presta unica e exclusivamente a Deus, ao Criador.

A partir desta compreensão a respeito de culto e idolatria, podemos discernir, examinando as Sagradas Escrituras, quais os cultos que são permitidos por Deus e a quem estes cultos podem e devem ser prestados. Podemos também compreender porque Deus mandou fazer várias imagens de escultura e proibiu que se fizessem outras. Para melhor compreendermos esta questão, servir-nos-emos de vários exemplos bíblicos no decorrer deste nosso estudo, conforme discorreremos doravante.

"Eu sou o Senhor teu Deus, que te fez sair do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante da minha face. Não farás para ti imagem de escultura, nem figura alguma do que está em cima, nos céus, ou embaixo, sobre a terra, ou nas águas, debaixo da terra. Não te prostarás diante delas e não lhes prestarás culto. Eu sou o Senhor teu Deus, um Deus zelozo, que vingo a iniquidade dos pais nos filhos, nos netos e nos bisnetos daqueles que me odeiam, mas uso de misericórdia até a milésima geração com aqueles que me amam e guardam os meus mandamentos" (Ex 20,1-6).

Este mesmo texto do decálogo ou dos dez mandamentos da Lei de Deus se encontra no livro do Deuteronômio, capítulo 5, versículos de 6 a 10, com ênfase maior no versículo 7 que corresponde ao versículo 3 da citação do livro do Êxodo a que nos referimos anteriormente: "Não terás outro deus diante de mim" (Dt 5,7).

Percebe-se que tanto no livro do Êxodo quanto no livro do Deuteronômio fica contextualizada a expressão: "Não terás outros deuses (ou outro deus) diante da minha face (ou diante de mim)" (Ex 20,3; Dt 5,7), deixando muito claro que estas esculturas não podem ser colocadas no lugar do verdadeiro Deus, o que configura de fato o pecado da idolatria.

Observamos, inclusive que, nos dois textos, quando se utilizou as palavras "deus" ou "deuses" colocando-se estas esculturas no lugar do verdadeiro Deus, estas palavras foram escritas com letras minúsculas, ao passo que, ao se referir ao Deus verdadeiro, a palavra Deus é iniciada sempre com letra maiúscula, no sentido de diferenciar o falso do verdadeiro. Assim sendo, a proibição divina não está exatamente no fato de fazer as imagens de escultura, mas na ação de prestar a elas o culto que se presta a Deus, ou seja, em outros termos, a proibição está em prestar à criatura o culto que somente pode ser prestado ao Criador, conforme veremos no decorrer dos nossos estudos.

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CULTO E IDOLATRIA

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Ter Nov 02, 2010 9:59 pm

Convém ainda, recorrendo aos textos do decálogo, nos quais está escrito que "não se faça imagem do que está em cima, nos céus (astros como o sol, a lua, as estrêlas e os planetas, bem como os anjos, os arcanjos, os querubins, etc.), do que está embaixo, na terra (homens, plantas, animais, montanhas, colinas, etc.) e do que está embaixo da terra, sob as águas (peixes, animais marinhos e serpentes)", observar que o próprio Deus ordenou que se fizesse imagens nestas três dimensões, conforme descrevem as Sagradas Escrituras:

"Farás dois querubins de ouro; e os farás de ouro batido, nas duas extremidades da tampa, um de um lado e outro de outro, fixando-os de modo a formar uma só peça com as extrenidades da tampa. Terão esses querubins suas asas estendidas para o alto, e protegerão com elas a tampa, sobre a qual terão as faces inclinadas" (Ex 25,18-20).

Nesta citação do livro do Êxodo, Deus manda que sejam feitos dois querubins de ouro. Sabemos que os querubins são seres espirituais criados por Deus. São criaturas que estão nos céus. Entretanto, o mesmo Deus que ordenou anteriormente que não se fizesse imagens de escultura do que está em cima nos céus (Ex 20,1-6; Dt 5,6-10), nesta passagem, ordena que sejam feitas.

Deus deu a Salomão as ordens para a construção do templo e, dentre outras ordens, mandou que se fizesse imagens de bois (1Rs 7,25), leões e palmas (1Rs 7,36) e romãs (1Rs 7,42). Esta ordem de Deus se confirma nos capítulos 3 e 4 do Segundo Livro das Crônicas. Estas esculturas ordenadas por Deus para serem feitas no seu templo estão, dentre outras, animais, flores e frutos, coisas que estão embaixo, por sobre a terra, e que teriam sido proibidas por Deus no ato de entrega do decálogo.

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Re: Adoração e Idolatria

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Qua Nov 03, 2010 6:32 am

Caro David,

Que a paz do Senhor Jesus esteja sempre no seu coração !

O texto que aqui estou transcrevendo, já no seu início, faz uma exposição de conceitos muito explícitos a respeito do que é culto, sua diversidade e, mais tarde, mostrando a diferença existente entre adoração e latria enquanto formas de culto distintas em si mesmas.

O versículo que você nos apresenta (Is 54,20) deixa muito claro, no seu contexto, de modo mais específico na sua ultima oração, a conotação de um "deus" (com letra minúscula mesmo) que não pode salvar, Logo, tais imagens de escultura expressas pelo profeta Isaias se referem a deuses falsos, o que configura, de fato, o pecado da idolatria,

A partir de tal reflexão, da mesma forma que temos que saber distinguir as várias formas de culto existentes, temos que saber também distinguir entre ídolo e imagem. Nem toda imagem é ídolo e nem todo ídolo é imagem.

O grande problema que é preciso se verificar é que quando você afirma de forma equivocada que na Igreja Católica existem dois tratamentos em relação ao aborto e a idolatria, comete um grave erro, creio que por falta de conhecimento de causa e de efeito, ao tentar relacionar uma coisa a outra. Na verdade, na questão em discussão, os remanescentes de Lutero e companhia é que dão um único tratamento a coisas absolutamente distintas, no caso, ídolo e imagem.

Os católicos nunca atribuiram a Mãe de Jesus qualquer atributo exclusivo de Deus, o que caracterizaria o pecado da idolatria se assim o fizessem. Observe que, no início do meu texto, deixo muito claro, de acordo com as Sagradas Escrituras, que o pecado da idolatria consiste em atribuir às criaturas os atributos exclusivamente do Criador, o que não acontece em relação às imagens católicas.

Muitas manifestações das que você cita no seu terceiro parágrafo não são mais do que formas de demonstrações do respeito, do carinho e do zelo que muitos católicos têm pelas imagens daqueles que são exemplos de vida de santidade. Nenhum dos nossos santos é tido como como um falso deus, e muito menos como o Deus Verdadeiro, por mais que queiram os chamados "evangélicos ou reformadores", de maneira pejorativa ou maliciosa, nos acusar de idólatras.

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Re: Adoração e Idolatria

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Qua Nov 03, 2010 4:32 pm

Outra passagem que chama a nossa atenção está no livro dos Números que narra que o povo estava sendo atacado por serpentes e, como conseqüência, muitas pessoas estavam enfermas e outras morrendo. Depois de clamar ao Senhor, Moisés recebe dce Deus a seguinte ordem: "Faze para ti uma serpente ardente e mete-a sobre um poste. Todo aquele que for mordido por serpente, olhando para ela, será salvo" (Nm 21,8).

A imagem da serpente tornou-se um instrumento de piedade e de libertação, de modo que, olhar para ela se constituia em um ato de fé, cuja resposta divina era a cura. Entretanto, era necessário ter fé e confiança na misericórdia divina que se manifestava naquela imagem de escultura.

A serpente é um animal que rasteja sobre a terra e mergulha por baixa das águas embaixo da terra. Era, portanto, uma das imagens de escultura proibidas pelo próprio Deus, conforme vimos anteriormente no texto do decálogo, se analisarmos a Palavra de Deus no sentido literal, ao pé da letra e em citações isoladas.

Considerando estas citações que apresentamos, estaria Deus se contradizendo ou mentindo ? Estaria Deus, agindo de maneira antagônica aos seus ensinamentos e ludibriando o seu povo ? Obviamente que não ! Deus não mente, não se contradiz, nem engana ninguem. É preciso compreender o contexto de cada palavra da Bíblia, sabendo que nenhum versículo se explica isoladamente, de forma individualizada e sem considerar a totalidade dos livros sagrados que se complementam entre si formando um todo que é a Palavra de Deus.

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Um grande abraço a todos, e que todos permaneçamos na paz do Senhor Jesus !!!
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Re: Adoração e Idolatria

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