São Francisco contra as cruzadas? Que piada!

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São Francisco contra as cruzadas? Que piada!

Mensagem por Catholic em Sex Nov 19, 2010 11:33 am

Escreveu Tomás de Celano (contemporâneo de São Francisco e seu primeiro biógrafo):

"Em Damieta, prediz a derrota dos cristãos

No tempo em que o exército cristão estava sitiando Damieta, lá estavam o santo de Deus e seus companheiros: desejosos do martírio, tinham atravessado o mar.
Ouvindo dizer que os nossos estavam se preparando para o dia da batalha, o santo ficou muito triste. Disse a seu companheiro: "O Senhor me revelou que, se houver um combate nesse dia, os cristãos não vão sair-se bem. Se eu disser isso, vão achar que estou louco; se me calar, minha consciência não vai me deixar em paz. Que te parece?" O companheiro respondeu: "Pai, não te importes de ser julgado pelos homens, pois não vai ser a primeira vez que te chamarão de louco. Descarrega tua consciência, teme mais a Deus que aos homens".
O santo foi correndo dar bons conselhos aos cristãos, dizendo que não deveriam ir à guerra e avisando que haveriam de fracassar. Mas eles levaram a verdade na brincadeira, endureceram seus corações e não aceitaram o aviso. Partiram, atacaram, combateram e foram derrotados pelo inimigo. Durante a batalha, o santo, angustiado, mandou o companheiro levantar-se para olhar. Como não visse nada na primeira e na segunda vez, mandou olhar uma terceira. E viu o exército cristão em debandada, carregando no fim da guerra não o triunfo mas a vergonha. O desastre foi tão grande que os nossos perderam seis mil, entre mortos e prisioneiros. O santo ficou cheio de compaixão, e eles não tiveram menor arrependimento. Compadeceu-se especialmente dos espanhóis porque eram mais audaciosos e tinham sobrado muito poucos.
Pensem nisso os príncipes de todo o mundo, convençam-se de que não se pode combater impunemente contra Deus, isto é, contra a vontade do Senhor. Costuma acabar mesmo em desgraça o atrevimento, porque confia em suas próprias forças e não merece o auxílio do céu. Se é do céu que esperamos a vitória, já devemos entrar na luta com o espírito de Deus." (Vida Segunda. Segundo Livro cap. 4,30)

Escreveu São Boaventura (contemporâneo de São Francisco e biógrafo):

"Por essa época, havia num hospital, perto de Assis, um religioso chamado Monco, da Ordem dos Cruzados, que jazia enfermo há muito tempo minado por uma doença grave. Todos pensavam que sua morte não estava longe. Enviou ele um mensageiro para suplicar insistentemente junto ao homem de Deus que se dignasse interceder por ele ao Senhor. O santo consentiu imediatamente, pôs-se a orar, fez um bolinho com migalhas de pão, amassou-o com um pouco de azeite tirado da lâmpada que ardia diante do altar da Santíssima Virgem e mandou levar seu preparado medicinal ao doente através dos Irmãos, dizendo: "Levai este remédio ao nosso Irmão Morico. O poder de Cristo não só lhe devolvera' a saúde, mas fará dele um soldado valoroso que se alistar em nossas fileiras para sempre". Realmente, mal o doente ingeriu o remédio preparado por ordem do Espírito Santo, levantou-se curado e encontrou de novo o vigor do corpo e da alma. Entrou na Ordem sem demora e por muito tempo trouxe um cilicio diretamente sobre o corpo, e contentava-se com alimentos crus. Jamais comeu, desde então, alimentos cozidos e experimentou vinho. " (Legenda Menor cap. 2,7)

"Tomou, pois, consigo um companheiro chamado Iluminado, homem de inteligência e coragem 22. E havendo começado a caminhar, saíram-lhes ao encontro duas mansas ovelhinhas, à vista das quais, cheio de alegria, disse a seu companheiro: "Confiemos no Senhor, irmão, porque em nós se realizam hoje as palavras do Evangelho: ‘Eis que vos envio como ovelhas entre lobos"’ (Mt 10,16). E tendo-se adiantado, encontraram as sentinelas sarracenas que, quais lobos vorazes contra ovelhas, capturaram os servos de Deus e, ameaçando-os de morte, maltrataram-nos com crueldade e desprezo, os cobriram de injúrias e violências e os algemaram. Por fim, depois, de havê-los afligido e atormentado de mil maneiras, a divina Providência fez com que os levassem à presença do Sultão, realizando-se desse modo as fervorosas aspirações de Francisco. Colocados em sua presença, perguntou-lhes aquele bárbaro príncipe quem os havia enviado, a que vinham e como tinham conseguido chegar a seu acampamento. Ao que respondeu o servo de Deus com intrepidez que sua missão não procedia de nenhum homem, mas de Deus altíssimo que o enviava para ensinar a ele e a todo o seu povo os caminhos da salvação e para pregar-lhes as verdades de vida contidas no Evangelho. Com tanta conståncia e clareza em sua mente, com tanta virtude na expressão e com tão inflamado zelo pregou ao Sultão a existência de um só Deus em três pessoas e a de um Jesus Cristo, Salvador de todos os homens, que claramente se viu realizar-se em Francisco as palavras do Evangelho: "Porei em vossos lábios palavras tão cheias de sabedoria, que a elas não poderá resistir nenhum de vossos adversários" (Lc 21,15). Admirado o Sultão ao ver o espírito e o fervor do seráfico Pai, não apenas o ouvia com grande satisfação, mas até insistiu com repetidas súplicas que permanecesse algum tempo com ele. Mas o servo de Deus, iluminado pela força do alto, logo lhe respondeu dizendo: "Se me prometeres que tu e os teus vos convertereis a Cristo, permanecerei de muito bom grado entre vós. Mas se duvidas em abandonar a lei impura de Maomé pela fé santíssima de Cristo, ordena imediatamente que se faça uma grande fogueira e teus sacerdotes e eu nos lançaremos ao fogo, a ver se deste modo compreendes a necessidade de abraçar a fé sagrada que te anuncio". A essa proposta, replicou sem demora o Sultão: "Não creio que haja entre meus sacerdotes um só que, para defender sua doutrina, se atreva a lançar-se ao fogo nem esteja disposto a sofrer o menor tormento". E sobrava-lhe razão para dizer isso, pois vira que um de seus falsos sacerdotes, ancião e protervo sequaz de sua lei, desaparecera, mal ouviu as primeiras palavras do santo. Este acrescentou, dirigindo-se ao Sultão: "Se em teu nome e em nome de teu povo me prometes abraçar a religião de Cristo, com a condição que eu saia ileso da fogueira, estou disposto a entrar eu sozinho nela. Se o fogo me consumir entre suas chamas, atribua-se isso a meus pecados; mas se, como espero, a virtude divina me conservar ileso, reconhecereis a ‘Cristo, virtude e sabedoria de Deus’ (cf. 1Cor 1,24) e único Salvador de todos os homens". A essa proposta respondeu o Sultão que não podia aceitar esse contrato aleatório, pois temia uma sublevação popular. Mas ofereceu-lhe numerosos e ricos presentes que o homem de Deus desprezou como lama. Não era das riquezas do mundo que ele estava ávido, mas da salvação das almas. O Sultão ficou ainda mais admirado ao verificar um desprezo tão grande pelos bens deste mundo. Não obstante sua recusa ou talvez seu receio de passar à fé cristã, rogou ao servo de Deus que levasse todos aqueles presentes e os distribuísse aos cristãos pobres e às igrejas. Mas o santo que tinha horror de carregar dinheiro e não via na alma do Sultão raízes profundas da fé verdadeira, recusou-se terminantemente a aceitar sua oferta." (Legenda Menor cap. 9,8)

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Re: São Francisco contra as cruzadas? Que piada!

Mensagem por M.Levi em Dom Nov 21, 2010 10:28 am

Fala Catholic, como que tá a vida? Então, li o texto, só não saquei a função dele.
Responda pra mim se der.
Vc considera que São Francisco era contra as Cruzadas? Ou se assustou com o texto por procurar indicar que o Santo era contra?

Abraços
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Re: São Francisco contra as cruzadas? Que piada!

Mensagem por Catholic em Dom Nov 21, 2010 11:50 am

Vc considera que São Francisco era contra as Cruzadas?

Não!

Ou se assustou com o texto por procurar indicar que o Santo era contra?

Também não. Os textos são de seus primeiros biógrafos, eram contemporâneos dele, e faziam parte da Ordem Franciscana.

Esse conteúdo eu postei primeiramente no meu blog para mostrar para aqueles que têm uma imagem errada sobre o santo.
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Re: São Francisco contra as cruzadas? Que piada!

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