O Papa e a polêmica dos preservativos

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Camisinha no casamento - mudança de normas?

Mensagem por Helô em Sex Out 24, 2008 12:50 pm

Olá amigos!
Bom, com essa estrutura nova do Fórum não sei bem onde se encaixa esse tópico, mas deixo aqui mesmo e depois, se for necessário, mudem de lugar ok?!


Igreja pode liberar camisinha no casamento, dizem especialistas
02 de março de 2007
Vaticanistas italianos acreditam que uma mudança histórica nas normas da Igreja Católica sobre o uso da camisinha está próxima, com a autorização do preservativo dentro do casamento, no caso de um dos parceiros estar contaminado pelo vírus HIV.
O assunto começou a ser discutido com autorização do papa Bento XVI. Em abril do ano passado, ele encomendou uma pesquisa sobre os aspectos morais e científicos do uso dos preservativos a Javier Lozano Barragán, presidente do Pontifício Conselho para a Pastoral da Saúde.
Sandro Magister, vaticanista da L'espresso, diz que a Igreja Católica não modificará a doutrina moral atual.
"O consentimento será apenas para o caso concreto no casamento: quando o uso da camisinha tem a intenção de proteger o parceiro saudável do contágio do vírus da Aids”, afirma Magister.
"Não tem nenhum sentido o Vaticano autorizar o uso de preservativos em relações sexuais fora do casamento. Isto não aconteceria, porque este tipo de relacionamento não tem o consentimento da Igreja".
De acordo com Ingrao, apesar de vários altos representantes da Igreja Católica defenderem mudanças mais significativas, a única abertura ao uso da camisinha será mesmo na circunstância de proteção da vida dentro do casamento, se um parceiro estiver infectado com o HIV ou doente com Aids.
Marco Politi, especialista em Vaticano do jornal La Repubblica, concorda com Ingrao. De acordo com ele, o Vaticano deverá dizer que preservativos poderão ser usados como um mal menor, apenas neste caso específico.
Bom, vi esse texto na internet e resolvi postar aqui pra tirar algumas dúvidas:
* Qual a veracidade disso? (nunca tinha ouvido falar sobre essa possível exceção!)
* Há novidades a respeito desse assunto?
* Caso essa decisão seja mesmo definida, não estaria a Igreja se deixando levar pelas críticas externas e assim passando a se remodelar em alguns pontos? E isso não é ruim?
Enfim, fiquei confusa e resolvi criar o tópico.
Espero maiores esclarecimentos e comentários!
Abraço a todos! Fiquem com Deus! Wink
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Re: O Papa e a polêmica dos preservativos

Mensagem por Antônio Seixas em Sab Out 25, 2008 1:45 am

Não existe nenhuma novidade no texto apresentado. Segundo a Teologia Moral, o uso da camisinha somente e tão-só é permitido para preservar a vida do outro conjuge, por ser um bem maior. Nesse caso há uma graduação de valores, onde a preservação da vida é maior que todos.

Por que a camisinha não é premitida para os católicos? Simples! Porque somos exortados a viver a castidade antes, durante e depois do casamento. Então, onde sobra espaço para o uso de preservativos.

Santa Filósofa Edith Stein, rogai por nós!
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Preservativo no matrimônio

Mensagem por helioluciano em Qua Dez 17, 2008 6:58 am

O estudo do tema por parte da Santa Sé é verdadeiro, mas não começou agora (já faz ao menos 15 anos que estão estudando isso). Atualmente o uso de preservativo dentro do matrimônio, inclusive no caso de HIV+, é considerado ilícito. Em outra sessão tem uma resposta do "Anderson" sobre o tema...
Um abraço
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Re: O Papa e a polêmica dos preservativos

Mensagem por papista em Qua Dez 17, 2008 9:08 am

Não existe nenhuma novidade no texto apresentado. Segundo a Teologia Moral, o uso da camisinha somente e tão-só é permitido para preservar a vida do outro conjuge, por ser um bem maior.
Se você afirma que não existe nenhuma novidade, então, quando e em que caso foi explicitado isso?
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Re: O Papa e a polêmica dos preservativos

Mensagem por Antônio Seixas em Dom Jan 04, 2009 2:21 am

E vc promete que vai ler as fontes que eu indicar ou é só para me fazer perder tempo postado-as aqui?
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Re: O Papa e a polêmica dos preservativos

Mensagem por Davison em Seg Jan 05, 2009 5:05 pm

Olá senhores, poderíamos manter a cordialidade no fórum? Pois, antes de doutores da lei, somos cristãos, irmãos, um só corpo e um só espírito, é muito desagradável ler respostas um tanto grotescas, então vamos manter o motivo pelo qual este nosso fórim foi criado: espaço pelo qual os amigos, os colegas, os cristãos possam partilhar a fé, crescer no conhecimento, mas se for apenas intelectual estamos longe do objetivo, Cristo não quer mestres e doutores que são especialistas nele, Ele quer homens e mulheres que são tocados pela beleza do encontro que um dia fizeram, então, ser mestre e doutor de sua doutrina é consequência. Para os não cristãos nosso fórum quer ser o meio pelo qual conheçam a fé católica, por isso, que na leitura de nossos diálogos eles digam como outrora: " Vede como se amam".

Sei que esta correção fraterna poderia ser feita por mensagem privada, mas Santo Tomás de Aquino nos aconselha a quando um irmão errar em público que sua correção também assim deve ser .
Unidos em Cristo, o cordial abç !!!
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Re: O Papa e a polêmica dos preservativos

Mensagem por alessandro em Ter Jan 06, 2009 11:21 pm

mensagem da moderaçao: mais uma vez tenho que pedir cortesia. além disso mesmo que a pessoa que pediu a fonte não leia nunca é perda de tempo postá-la visto que o fórum tem sido uma fonte de formaçao para diversas pessoas.
abraços

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Re: O Papa e a polêmica dos preservativos

Mensagem por Vinicius em Qua Jan 07, 2009 11:49 am

Creio que a virtude esta no meio, nem no abuso e nem na renuncia total de um bem, o sexo no casamento é um bem de ordem material e espiritual essenciais, sem ele o casamento não existe, se a Igreja afirma que a relação é o ápice desse sacramento, ou seja, toda a vida conjugal tem que ser orientada para que esse momento seja sacrossanto, no caso da camisinha, a Igreja esta pensando na conversão de pessoas que possuem HIV+, e desejam se casar, no caso de uma infecção hospitalar, e não no caso de um anticoncepcional, temos que olhar para o bem maior, como já se disse, que é a vida humana e depois a vida matrimonial, nesse caso vale a pena pensar ao ler qualquer artigo, temos que ler com olhos críticos.
Obs.: A relação sexual existe por três motivos: para unir um homem a uma mulher, criar vínculos de amor, para geração de filhos e como fonte de felicidade para o casal, pois a vida a dois ou em comunidade é muito complicada, seja pelas diferentes personalidades e seja pelo próprio egoísmo, primeiro fruto do pecado original.
Abraços

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Matrimonio sem ato sexual e preservativos

Mensagem por helioluciano em Sex Jan 09, 2009 5:50 am

Está claro que o ato conjugal é um grande bem do matrimonio, mas não podemos dizer que sem ele não existe o matrimonio. Prova disso é que o casamento de Nossa Senhora com São José foi um matrimonio válido, ainda sem relação sexual por decisão dos dois.
O uso de contaceptivo no casamento, ainda com infecção por HIV, não é justificado porque não se trata da eleição de um mal menor, já que nesse caso a abstinencia é um meio totalmente lícito que evita o uso de contraceptivo. Atua de outra forma seria considerar a união dos esposos pelo ato sexual como último fim, desligando da abertura a vida, coessencial ao ato sexual (conforme expõe claramente a Humane Vitae).
Não digo com isso que não seja uma situação difícil, mas é uma cruz que é necessário carregar.
Um abraço...
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Re: O Papa e a polêmica dos preservativos

Mensagem por Vinicius em Sex Jan 09, 2009 4:17 pm

Poderiam me explicar melhor dentro da doutrina cristã católica romana, essa frase o "ato sexual é um bem do matrimônio, mas não podemos dizer que sem ele não existe o matrimonio"... Eu tenho que dizer, segundo o que aprendi que o sacramento do matrimônio só é válido depois da relação sexual dos conjuges, sendo um ato de entrega e doação.
Essa outra frase: "Prova disso é que o casamento de Nossa Senhora com São José foi um matrimonio válido, ainda sem relação sexual por decisão dos dois". Ok... mas a pergunta se o conceito de matrimonio para os judeus é o mesmo para os católicos romanos?
Ajuda... sacramento do matrimonio não é a mesma coisa que casamento civil.
Abraços

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Re: O Papa e a polêmica dos preservativos

Mensagem por helioluciano em Sab Jan 10, 2009 7:42 am

O matrimonio é um bem natural, que se dá entre um homem e uma mulher independente da cultura e religião que professem. Está fundamentado na criação e, como bem natural, não necessitou ser revelado por Cristo na Nova Alianza. Por essa razão o "serão uma só carne" (Gênesis) vale para todos os matrimonios de todos os tempos.
Outra coisa é quando essa união se dá entre um homem e uma mulher que foram batizados. Nesse caso, sem deixar de ser matrimônio natural, se trata também de um sacramento, no qual eles passam a representar de FORMA REAL o amor de Cristo pela Igreja.
Sendo assim o casamento entre Nossa Senhora e São José foi um casamento judeu, mas um verdadeiro casamento, com fundamento na lei natural (como disse antes, é independetemente da cultura, verdadeira matrimonio).
O vínculo matrimonial se dá pelo consentimento dos esposos na celebração do matrimonio. Esse é o elemento essencial para que se dê um matrimonio válido. Agora o casamento pode ser "consumado" ou "não consumado", se houve relação sexual ou não, respectivamente. Em ambos casos É VERDADEIRO MATRIMONIO. A diferença é que o primeiro (entre batizados) é absolutamente indissolúvel, enquanto que o segundo (não cosnumado) pode receber uma licença especial do Papa para ser dissolvido.

Tenho que ir...tentarei continuar a resposta quando puder...

Um abraço em Cristo...
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Re: O Papa e a polêmica dos preservativos

Mensagem por Rafaela Botelho em Qui Jan 15, 2009 12:34 pm

Olá Hélio.
Como vai?

Entendi o que vc quis dizer, mas confesso que também aprendi que só aconteceu o sacramento do matrimônio se aconteceu o ato sexual, ou seja, se foi consumado.
Aguardo aprofundamento...

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Re: O Papa e a polêmica dos preservativos

Mensagem por helioluciano em Sex Jan 16, 2009 3:14 pm

Oi Rafaela

Desculpe-me a pressa, mas é que estou em pleno período de provas. Responderei brevemente.
O Canon 1142 do Código de Direito Canônico escreve (só tenho aqui em espanhol):
"El matrimonio no consumado entre bautizados, o entre parte bautizada y parte no bautizada, puede ser disuelto con causa justa por el Romano Pontífice, a petición de ambas partes o de una de ellas, aunque la otra se oponga."
O fato de o código afirmar que pode ser "dissolvido" e não afirmar a nulidade de tal matrimônio indica que se trata de uma matrimônio válido. Inclusive as condições para que possa ser dissolvido, ou seja, para poder receber a chamada dispensa super rato (dispensa exclusiva para matrimonios ratos - entre católicos - e não consumados) são:
. Matrimonio válido. . O batismo de, ao menos, um dos cônjuges. . a inconsumação do matrimonio. . a justa causa.


Um abraço

Hélio Luciano
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Re: O Papa e a polêmica dos preservativos

Mensagem por Rafaela Botelho em Sex Jan 16, 2009 4:43 pm

Oi Hélio.

Obrigada pela resposta, acho que entendi.

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Re: O Papa e a polêmica dos preservativos

Mensagem por são vieira em Sex Jul 17, 2009 2:35 pm

bem, eu acho que não é um bicho de sete cabeças... Deus consentiu que humanos unidos pelo matrimónio usufruíssem dessa dádiva de Deus. se o objectivo fosse só para procriar Deus não nos dava o prazer sexual mas pensemos no seguinte... quando é que Deus deu ordem de se ser fecundo e tornar.nos muitos? não foi quando a terra estava "cheia" de humanos justos?Adão e Eva antes de pecar e á família de Noé quando saíram da arca? então qual é o propósito original de Deus? é que a terra se encha de pessoas justas... hoje vivemos num mundo diferente mas em breve vai mudar... com relação á protecção sexual, nós não temos as mesmas condições de Adão ou Noé, portanto temos de esperar quando essa ordem de Deus voltar a vigorar que será para breve... enquanto isso...

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Re: O Papa e a polêmica dos preservativos

Mensagem por alessandro em Seg Jul 20, 2009 3:15 pm

caro amigo,
a questão é mais profunda o que vc colocou.
Deus além da Palavra de Deus tb deu ao homem a razão.

além disso, é fácil encontrar na Bíblia a condenaçao da mentalidade anti-natalista de hj.

abraços

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Re: O Papa e a polêmica dos preservativos

Mensagem por são vieira em Seg Jul 20, 2009 4:24 pm

então vejamos alguns desses exemplos...

Não mostra o exemplo bíblico, em que Deus expressou sua desaprovação de Onã desperdiçar seu sémen, que é errado o uso de preventivos?

Não, porque um exame do registro a respeito do Onã revela que ele não foi morto por praticar controle de natalidade.

Depois da morte de seu irmão Er, Onã foi mandado por seu pai Judá a realizar o casamento de cunhado com Tamar. Isto tinha por objectivo expresso ‘suscitar descendência’ para seu irmão falecido. De outro modo não teria direito de ter relações com ela. Lemos a respeito da reacção de Onã à ordem de Judá: “Onã sabia que a descendência não se tornaria sua; e deu-se que, quando teve relações com a esposa de seu irmão, desperdiçou o seu sémen na terra, para não dar descendência a seu irmão. Ora, o que ele fez era mau aos olhos de Jeová.” (Gên. 38:8-10) O casamento de cunhado foi mais tarde incorporado no pacto da Lei, às ordens de Jeová. — Deu. 25:5, 6.

Por agir contrário ao objectivo do casamento de cunhado, Onã demonstrou desrespeito para com seu pai. Em desobediência à ordem de seu pai, refreou-se egoistamente de preservar a linhagem de Er. Isto expressava também ódio a Er porque Onã não agia a favor dos interesses de seu irmão falecido mas sim contra eles. Onã desonrou empedernidamente a viúva de seu irmão. Expôs egoistamente a nudez dela, mas negou-lhe o direito legítimo da maternidade. Mostrou também que não tinha apreço de “coisas sagradas”, visto que havia a possibilidade de o prometido Messias vir através da descendência que talvez gerasse por meio de Tamar. (Veja Hebreus 12:16.) Todos estes factores revelam que Onã era homem iníquo, que não tinha consideração para com os interesses dos outros, quando seus próprios interesses pareciam estar em jogo. Foi por causa desta baixeza do motivo de Onã não dar descendência a seu irmão falecido que Jeová o matou.

Sendo o caso de Onã um que envolvia a desconsideração egoísta para com o objectivo do casamento de cunhado, ele não pode ser usado para condenar o controle da natalidade. É digno de nota que a Bíblia, em parte alguma, trata do uso de preventivos ou do controle da natalidade no casamento. Nem diz ela que os cristãos têm a obrigação de ter filhos. Por conseguinte, no que se refere ao controle da natalidade, os casais cristãos precisam deixar-se controlar pela sua consciência treinada pela Bíblia.

agora errado sim é usar meios contraceptivos que provoquem deliberadamente aborto... como a pílula do dia seguinte, DIU (dispositivo intra-uterino), etc...

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Re: O Papa e a polêmica dos preservativos

Mensagem por alessandro em Seg Jul 20, 2009 9:33 pm

a mentalidade atual diz que os filhos são um estorvo enquanto em várias passagens a Escritura mostra que são uma benção de Deus.

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Re: O Papa e a polêmica dos preservativos

Mensagem por são vieira em Ter Jul 21, 2009 3:47 am

mas isso é fruto de uma sociedade egoista e que é capaz de tudo para se livrar dos obstáculos mas isso não dever acontecer com os cristãos.
talvez por circunstâncias pessoais como doença, pobreza, querer estar mais livre para se dedicar ao serviço de Deus, etc possam optar por não ter filhos mas se vierem por acidente são dádivas de Deus e uma responsabilidade para os educar segundo as normas justas de Deus como nos diz deuteronómio 6:6,7 e efésios 6:4

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Re: O Papa e a polêmica dos preservativos

Mensagem por alessandro em Ter Jul 21, 2009 1:15 pm

ola caro amigo, pelo que estou percebendo vc não conhece a posição católica e está falando a partir do senso comum.

a posição católica expressa no catecismo diz que por motivos justos um casal pode naquele momento não ter filhos.

acho engraçada sua condenaçao do celibato e a afirmaçao de que por vontade de se dedicar a Deus alguém poderia não ter filhos. ou seja, de acordo, com seu raciocínio, o que faz falta ao homem é o prazer sexual e não a formaçao de uma família.

essa posição é bastante condizente com a sociedade egoísta apontada por vc que diz que os filhos são um estorvo.

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Re: O Papa e a polêmica dos preservativos

Mensagem por são vieira em Ter Jul 21, 2009 1:59 pm

bem, então não me fiz entender... não foi nada disso que quis dizer pois não sou eu que condeno o celibato... mas a obrigação de o fazer quando como pessoa não consegue ter autodominio nesse aspecto e querendo ele servir a Deus, ter esse excelente privilégio e ao casar-se ser expulso por isso, quando as escrituras não condenam tal acção para quem quiser ser por exemplo bispo... e o meu objectivo aqui não é discutir mas tentar entender...

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Re: O Papa e a polêmica dos preservativos

Mensagem por alessandro em Ter Jul 21, 2009 3:06 pm

na Igreja católica há vários caminhos para servir a Deus, sendo que a imensa maioria não pressupõe o celibato

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Re: O Papa e a polêmica dos preservativos

Mensagem por Luana Sanábio em Sab Set 19, 2009 12:29 am

Olá

Obrigação? Condenação? A Santa igreja não proíbe nem condena pelo contrário, o
Senhor nos mostra a vocação que tem para nós e nós damos a resposta de coração.
Ou seja, quando um Padre, por exemplo, decide seguir a Deus sabe que abrirá mão
do matrimônio e o faz por amor.
Vou dar um exemplo: entro em uma escola que não pode usar boné, entro porque
quero muito estudar lá, logo entro com a consciência de que não poderei usar
boné mas não sinto falta porque queria muito estudar lá e estar lá me faz muito
feliz. Outra pessoa, porém depois de um tempo preferiu usar o boné e foi
afastada da escola mas nunca deixará de ser aluno desta escola.
Entende? Uma opção que faço, o Senhor me mostra e eu tomo uma decisão, pode ser
que depois de tomada a decisão eu venha a falhar mas terei que sofrer a conseqüências.


Já dizia uma música antiga: "A decisão é tua..."

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O Papa e a polêmica dos preservativos

Mensagem por Pe. Anderson em Dom Nov 21, 2010 9:12 am

Caros amigos,

Tenho que reconhecer que a imprensa internacional dessa vez se superou: já estao manipulando palavras do Papa, presentes num livro que ainda nem foi publicado! É impressionante ver como pode ser a má-fé das pessoas. Vamos esclarecer um pouco da questao.

O que realmente disse o Papa no livro que vai ser publicado na próxima terça feira? Coloco a pergunta e a resposta completa:


Pergunta: […] Em África, Vossa Santidade afirmou que a doutrina tradicional da Igreja tinha revelado ser o caminho mais seguro para conter a propagação da SIDA/AIDS. Os críticos, provenientes também da Igreja, dizem, pelo contrário, que é uma loucura proibir a utilização de preservativos a uma população ameaçada pela SIDA/AIDS.

Em termos jornalísticos, a viagem a África foi totalmente ofuscada por uma única frase. Perguntaram-me porque é que, no domínio da SIDA/AIDS, a Igreja Católica assume uma posição irrealista e sem efeito – uma pergunta que considerei realmente provocatória, porque ela faz mais do que todos os outros. E mantenho o que disse. Faz mais porque é a única instituição que está muito próxima e muito concretamente junto das pessoas, agindo preventivamente, educando, ajudando, aconselhando, acompanhando. Faz mais porque trata como mais ninguém tantos doentes com Sida e, em especial, crianças doentes com sida. Pude visitar uma dessas unidades hospitalares e falar com os doentes.

Essa foi a verdadeira resposta: a Igreja faz mais do que os outros porque não se limita a falar da tribuna que é o jornal, mas ajuda as irmãs e os irmãos no terreno. Não tinha, nesse contexto, dado a minha opinião em geral quanto à questão dos preservativos, mas apenas dito – e foi isso que provocou um grande escândalo – que não se pode resolver o problema com a distribuição de preservativos. É preciso fazer muito mais. Temos de estar próximos das pessoas, orientá-las, ajudá-las; e isso quer antes, quer depois de uma doença.

Efetivamente, acontece que, onde quer que alguém queira obter preservativos, eles existem. Só que isso, por si só, não resolve o assunto. Tem de se fazer mais. Desenvolveu-se entretanto, precisamente no domínio secular, a chamada teoria ABC, que defende “Abstinence – Be faithful – Condom” (“Abstinência – Fidelidade – Preservativo”), sendo que o preservativo só deve ser entendido como uma alternativa quando os outros dois não resultam. Ou seja, a mera fixação no preservativo significa uma banalização da sexualidade, e é precisamente esse o motivo perigoso pelo qual tantas pessoas já não encontram na sexualidade a expressão do seu amor, mas antes e apenas uma espécie de droga que administram a si próprias. É por isso que o combate contra a banalização da sexualidade também faz parte da luta para que ela seja valorizada positivamente e o seu efeito positivo se possa desenvolver no todo do ser pessoa.

Pode haver casos pontuais, justificados, como por exemplo a utilização do preservativo por um prostituto, em que a utilização do preservativo possa ser um primeiro passo para a moralização, uma primeira parcela de responsabilidade para voltar a desenvolver a consciência de que nem tudo é permitido e que não se pode fazer tudo o que se quer. Não é, contudo, a forma apropriada para controlar o mal causado pela infecção por VIH/HIV. Essa tem, realmente, de residir na humanização da sexualidade.

Quer isso dizer que, em princípio, a Igreja Católica não é contra a utilização de preservativos?

É evidente que ela não a considera uma solução verdadeira e moral. Num ou noutro caso, embora seja utilizado para diminuir o risco de contágio, o preservativo pode ser um primeiro passo na direcção de uma sexualidade vivida de outro modo, mais humana.»

In Bento XVI, Luz do Mundo – O Papa, a Igreja e os Sinais dos Tempos – Uma conversa com Peter Seewald, Lucerna, 2010.


Analisem voces o conteúdo e as notícias que estao sendo dadas na Imprensa brasileira (e internacional) Vendo tudo isso, tenho que concordar com uma afirmaçao feita num recente livro publicado na Itália:

"A única coisa que a imprensa internacional jamais perdoou a Joseph Ratzinger é ele ter se tornado o Papa Bento XVI."

Grande abraço a todos.
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E o que disse o Papa antes da visita a Camarões e Angola?

Mensagem por Pe. Anderson em Dom Nov 21, 2010 9:19 am

Caros amigos,

Para completar a informaçao, temos que lembrar quais foram as palavras do Papa em 2009, pelas quais ele foi criticado pela Imprensa Ocidental (a Imprensa Africana somente o louvou), e às que ele se refere no seu livro. Vejam e confiram:


D. – Agora damos de novo a palavra a uma voz francesa: é o nosso colega Philippe Visseyrias, de France 2:
P. – Santidade, entre os muitos males que atormentam a África, existe também e sobretudo o da difusão da SIDA. A posição da Igreja católica sobre o modo de lutar contra ela é com frequência considerado irrealista e ineficaz. Vossa Santidade enfrentará este tema durante a viagem?

R. – Eu diria o contrário: penso que a realidade mais eficiente, mais presente em primeira linha na luta contra a SIDA é precisamente a Igreja católica, com os seus movimentos, com as suas diversas realidades. Penso na Comunidade de Santo Egídio que faz tanto, de modo visível e invisível também, na luta contra a SIDA, nos Camilianos, em muitas outras realidades, em todas as Irmãs que estão à disposição dos doentes...

Diria que não se pode superar este problema da SIDA só com dinheiro, mesmo se necessário; mas, se não há a alma, se os africanos não ajudam (assumindo a responsabilidade pessoal), não se pode superá-lo com a distribuição de preservativos: ao contrário, aumentam o problema. A solução pode vir apenas da conjugação de dois factores: o primeiro, uma humanização da sexualidade, isto é, uma renovação espiritual e humana que inclua um novo modo de comportar-se um com o outro; o segundo, uma verdadeira amizade também e sobretudo pelas pessoas que sofrem, a disponibilidade à custa até de sacrifícios, de renúncias pessoais, para estar ao lado dos doentes. E estes são os factores que ajudam e proporcionam progressos visíveis. Diria, pois, que esta nossa dupla força de renovar o homem interiormente, de dar força espiritual e humana para um comportamento justo em relação ao próprio corpo e ao do outro, e esta capacidade de sofrer com os doentes, de permanecer presente nas situações de prova. Parece-me que esta é a resposta justa, e a Igreja faz isto e deste modo presta uma grandíssima e importante contribuição. Agradecemos a todos aqueles que o fazem.

Essa é a verdade dos fatos, agora julguem voces mesmos a objetividade dos nossos meios de comunicação. Termino lembrando umas palavras de Chesterton: "A pior mentira é a que mais se parece à verdade."

Grande abraço a todos.
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Re: O Papa e a polêmica dos preservativos

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