Interpretação da Bíblia

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Re: Interpretação da Bíblia

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Qui Mar 24, 2011 12:51 pm

É exatamente a soberba a que leva à divisao, à incompreensao,
É verdade que foi precisamente a soberba que causou a divisão, etc. ...
Só basta agora encontrar os culpados!
Realmente eu sou muito ignorante!
Eu não estou dividido mas expectante!
Esperemos pelo dia derradeiro!
Estou muito ansioso em conhecer o desfecho de tudo.
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Manuel Portugal Pires

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Re: Interpretação da Bíblia

Mensagem por Pe. Anderson em Qui Mar 24, 2011 2:44 pm

Caro Manuel,

Creio que nos cabe perdoar e rezar pelos culpados. Ao mesmo tempo devemos nos lembrar do que dizia Sao Paulo: quem julga estar de pe, cuide-se para nao cair.

E tambem, sobre o juizo: quem perseverar ate o final, sera salvo. E"bem-aventurados os misericordiosos porque receberao misericordia".

Grande abraco e que o Senhor sempre o abencoe.
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Os Santos e a interpretação da Escritura

Mensagem por Pe. Anderson em Qua Mar 30, 2011 5:06 pm

Caros amigos,

Vejam esse belíssimo texto do Papa Bento XVI sobre o mesmo tema na Verbum Domini:


Os Santos e a interpretação da Escritura

48. A interpretação da Sagrada Escritura ficaria incompleta se não se ouvisse também quem viveu verdadeiramente a Palavra de Deus, ou seja, os Santos.162 De facto, « viva lectio est vita bonorum ».163 Realmente a interpretação mais profunda da Escritura provém precisamente daqueles que se deixaram plasmar pela Palavra de Deus, através da sua escuta, leitura e meditação assídua.

Certamente não é por acaso que as grandes espiritualidades, que marcaram a história da Igreja, nasceram de uma explícita referência à Escritura. Penso, por exemplo, em Santo Antão Abade, que se decide ao ouvir esta palavra de Cristo: « Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que possuíres, dá o dinheiro aos pobres, e terás um tesouro no céus; depois, vem e segue-Me » (Mt 19, 21).164 Igualmente sugestivo é São Basílio Magno, quando, na sua obra Moralia, se interroga: «O que é próprio da fé? Certeza plena e segura da verdade das palavras inspiradas por Deus. (…) O que é próprio do fiel? Com tal certeza plena, conformar-se com o significado das palavras da Escritura, sem ousar tirar nem acrescentar seja o que for».165 São Bento, na sua Regra, remete para a Escritura como « norma rectíssima para a vida do homem».166

São Francisco de Assis – escreve Tomás de Celano – «ao ouvir que os discípulos de Cristo não devem possuir ouro, nem prata, nem dinheiro, não devem trazer alforge, nem pão, nem cajado para o caminho, não devem ter vários pares de calçado, nem duas túnicas, (…) logo exclamou, transbordando de Espírito Santo: Com todo o coração isto quero, isto peço, isto anseio realizar! ».167 E Santa Clara de Assis reproduz plenamente a experiência de São Francisco: «A forma de vida da Ordem das Irmãs pobres (…) é esta: observar o santo Evangelho do Senhor nosso Jesus Cristo».168 Por sua vez, São Domingos de Gusmão «em toda a parte se manifestava como um homem evangélico, tanto nas palavras como nas obras »,169 e tais queria que fossem também os seus padres pregadores: «homens evangélicos».170

Santa Teresa de Ávila, nos seus escritos, recorre continuamente a imagens bíblicas para explicar a sua experiência mística, e lembra que o próprio Jesus lhe manifesta que «todo o mal do mundo deriva de não se conhecer claramente a verdade da Sagrada Escritura ».171

Santa Teresa do Menino Jesus encontra o Amor como sua vocação pessoal, quando perscruta as Escrituras, em particular os capítulos 12 e 13 da Primeira Carta aos Coríntios;172 e a mesma Santa assim nos descreve o fascínio das Escrituras: «Apenas lanço o olhar sobre o Evangelho, imediatamente respiro os perfumes da vida de Jesus e sei para onde correr».173 Cada Santo constitui uma espécie de raio de luz que brota da Palavra de Deus: assim o vemos também em Santo Inácio de Loyola na sua busca da verdade e no discernimento espiritual, em São João Bosco na sua paixão pela educação dos jovens, em São João Maria Vianney na sua consciência da grandeza do sacerdócio como dom e dever; em São Pio de Pietrelcina no seu ser instrumento da misericórdia divina; em São Josemaria Escrivá na sua pregação sobre a vocação universal à santidade; na Beata Teresa de Calcutá missionária da caridade de Deus pelos últimos; e nos mártires do nazismo e do comunismo representados, os primeiros, por Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein), monja carmelita, e os segundos pelo Beato Aloísio Stepinac, Cardeal Arcebispo de Zagrábia.

49. Assim a santidade relacionada com a Palavra de Deus inscreve-se de certo modo na tradição profética, na qual a Palavra de Deus se serve da própria vida do profeta. Neste sentido, a santidade na Igreja representa uma hermenêutica da Escritura da qual ninguém pode prescindir.

O Espírito Santo que inspirou os autores sagrados é o mesmo que anima os Santos a darem a vida pelo Evangelho. Entrar na sua escola constitui um caminho seguro para efectuar uma hermenêutica viva e eficaz da Palavra de Deus. Tivemos um testemunho directo desta ligação entre Palavra de Deus e santidade durante a XII Assembleia do Sínodo quando, a 12 de Outubro na Praça de São Pedro, se realizou a canonização de quatro novos Santos: o sacerdote Caetano Errico, fundador da Congregação dos Missionários dos Sagrados Corações de Jesus e de Maria; a Irmã Maria Bernarda Bütler, nascida na Suíça e missionária no Equador e na Colômbia; a Irmã Afonsa da Imaculada Conceição, primeira santa canonizada nascida na Índia; a jovem leiga equatoriana Narcisa de Jesus Martillo Morán. Com a sua vida, deram testemunho ao mundo e à Igreja da perene fecundidade do Evangelho de Cristo.

Pedimos ao Senhor que, por intercessão destes Santos canonizados precisamente nos dias da assembleia sinodal sobre a Palavra de Deus, a nossa vida seja aquele «terreno bom» onde o Semeador divino possa semear a Palavra para que produza em nós frutos de santidade, a «trinta, sessenta, e cem por um» (Mc 4, 20).



162 Cf. Propositio 22.
163 SÃO GREGÓRIO MAGNO, Moralia in Job 24, 8, 16: PL 76, 295.
164 Cf. SANTO ATANÁSIO, Vita Antonii, II: PL 73, 127.
165 Moralia, Regula 80, 22: PG 31, 867.
166 Regra 73, 3: SC 182, 672.
167 TOMÁS DE CELANO, Vita prima Sancti Francisci, IX, 22: Fontes franciscani, 356.
168 Regra I, 1-2: Fontes franciscani, 2750.
169 BEATO JORDÃO DA SAXÓNIA, Libellus de principiis Ordinis Praedicatorum, 104: Monumenta Fratrum Praedicatorum Historica, 16 (Roma 1935), p. 75.
170 ORDEM DOS PADRES PREGADORES, Primeiras Constituições ou Costumes, II, 31.
171 Vida 40, 1.
172 Cf. História de uma alma, Manuscrito B, 3vº.
173 Ibid., Manuscrito C, 35vº.

Grande abraço a todos.
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Re: Interpretação da Bíblia

Mensagem por quemtembocadizaverdade em Qua Mar 30, 2011 11:32 pm

o que acontece é que Deus diz laranja e ao invéz de todos lerem laranja há os que dizem : é... Deus disse laranja, mas tudo leva a crer que a laranja virou banana. não é como Deus disse é como fulano de tal...muito antigo disse. o que ele fala é melhor... e assim vai-se levando kkkkkkkkkka tradição diz que Deus mudou isso ou aquilokkkk
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Re: Interpretação da Bíblia

Mensagem por Fabricio em Qui Mar 31, 2011 8:11 am

A questão de interpretação da Bíblia passa necessariamente pela questão da autoridade. E a questão da autoridade resolve-se de maneira muito simples: a Igreja é coluna e fundamento da verdade (I Tm, 3:15), e aquele que não ouve a Igreja é como um pagão ou publicano (Mt, 18:17), portanto quem tem autoridade é a Igreja, quem não aceita isso está em desacordo com o Bíblia. As Escrituras lidas à margem da Igreja não passam de interpretação pessoal ( II Pe 1,20), e essa prática leva fatalmente à heresia.
Santo Ireneu de Lião, no séc. II, já nos previnia dos hereges gnósticos, que, rejeitando o ensinamento passado de viva voz pelos apóstolos (Tradição Apostólica), chegavam às mais absurdas doutrinas baseados em achismos bíblicos. Parece que hoje em dia, 19 séculos após Santo Ireneu, a fonte das heresias não mudou muito...

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Re: Interpretação da Bíblia

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Qui Mar 31, 2011 11:40 am

O problema não está nos SANTOS, mas na sua canonização, isto é na autoridade de quem se pronuncia sem a autorização de YHWH.
É YHWH que tem o direito de escolher os eleitos (os seus santos).
Jesus replicou-lhes: «Na verdade, bebereis o meu cálice; mas, o sentar-se à minha direita ou à minha esquerda não me pertence a mim concedê-lo: é para quem meu Pai o tem reservado.»
(Mateus 20,23)
Quanto isso é feito por autoridades humanas, embora possam dar apenas a sua opinião, é confundir os que são verdadeiramente santos, escolhidos por YHWH com outros que YHWH não escolheu.
Os chamados milagres não são suficientes.
Ora veja:
Uma pessoa admirada por muitos morre, mas ninguém sabe se é santa ao não. O PAPA precisa de um milagre obtido por sua suposta intercessão.
As pessoas admiradoras dessa pessoa que morreu oram a ela, sem nem sequer oficialmente esse morto ter sido canonizado santo (nem sequer "beato").
As pessoas estão nitidamente a querer comunicar com um morto.
Ora isso é biblicamente condenável.
Mas se for canonizado, apenas é considerado oficialmente santo, mas ninguém tem a certeza, pois DEUS não revelou isso a ninguém.
Logo, invistamos na intercessão dos vivos pelos vivos e nunca dos mortos em favor nem dos mortos nem dos vivos. Isto é razoável e prudente.

9*Hão-de dizer-vos: «Consultai os espíritos dos mortos e os adivinhos que murmuram e predizem o futuro. Porventura não deve o povo consultar os seus deuses e consultar os mortos em benefício dos vivos?»
20Quando vos falarem assim, respondei: «Só devemos dar ouvidos às instruções do SENHOR.» Quem não actuar assim não verá a aurora.

(Isaías 8,19-20)
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Re: Interpretação da Bíblia

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Qui Mar 31, 2011 11:44 am

Mas afinal de que Igreja o senhor Fabricio (é este o seu verdadeiro nome?!...) está a falar?
Da igreja imperfeita e pecadora do clero, ou da Igreja santa e pura do Cristo?!.
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Re: Interpretação da Bíblia

Mensagem por Binhokraus em Qui Mar 31, 2011 12:36 pm

Temos um sério problema aqui, e não é de hoje que percebo isso. Tudo o que já discutimos neste fórum, parece que não é levado em conta. Temos um tópico aonde tratamos da questão de quem são os santos, no qual o senhor Manuel mesmo participou. Lá, deixamos claro quem são os santos, mas ele vem e faz afirmações levianas a respeito da canonização que demonstram claramente falta de conhecimento a respeito do tema. E depois, faz outra acusação dizendo que Nosso Senhor não concedeu nenhum poder para canonizar. Ora, ele disse a Pedro, "TUDO o que ligares na terra, será ligado nos céus..." não foi, algumas coisas, ou ainda, existem coisas que você poderá ligar nos céus. Ele disse TUDO, e TUDO é tudo. Sem contar que ele confiou aos apóstolos o poder de perdoar pecados, o que vemos na bíblia era algo atribuído única e exclusivamente a Deus, sem intermediários. Mas enfim, não vou me alongar nessa questão de delegação de poder divino.
Diante de tudo que tenho visto, parece-me, veja bem que eu disse PARECE-ME, que o senhor Manuel, assim como a sra. Erenice, nutrem uma aversão ao catolicismo, e buscam, as vezes até de formas desesperadas, provas que possam derrubar a Santa Igreja de Nosso Senhor fundada sobre Pedro e que está viva até hoje na Igreja Católica. Como seus argumentos geralmente são refutados, e até mesmo considerados mentirosos, passam a criticar pessoas e o uso que fazem da fé. Como o acaba de fazer o sr. Manuel insinuando que existem duas igrejas, uma do clero pecador, e outra que seria a de Cristo, e que pelo teor de todas as palavras do senhor Manuel aqui neste fórum, só ele conhece. Acredito que enquanto houver essa pouca vontade verdadeira de dialogar toda e qualquer discussão que fizermos será vã. Fico muito triste em constatar que todo ou muito do que foi dito, é simplesmente ignorado, e assim caímos em um círculo aonde, quando acuados, recorrem as mesmas falácias já tantas vezes ditas e igualmente tantas vezes explicada e quando necessário refutada.
Peço aos senhores que, ao fazer acusações a respeito da igreja católica e sua doutrina, façam com base na verdadeira doutrina católica, que está espalhada aqui neste fórum ao longo de vários e vários tópicos.

Permaneçam em Deus.

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Re: Interpretação da Bíblia

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Qui Mar 31, 2011 1:03 pm

Meu caro, Cristo nunca quis criar nem nunca criou nenhuma «ditadura».
A sua interpretação bíblica está errada.
A interpretação que o clero faz de Mateus 16 é uma interpretação PARTICULAR, isto é em seu próprio benefício. Eu não cito NADA em meu próprio benefício, isto é para dominar ninguém. É necessário ter em conta o que Cristo queria dizer.
"Ligar uma coisa a outra" significa juntar. Desligar significa separar.
Não significa fazer de «Pedro» e muito menos do PAPA (ou da chamada Igreja Católica Apostólica ROMANA) um mandão.

Peço-lhe que leia a Bíblia e não pare onde lhe convier.

Ora quando você lê a passagem Mateus 16,16-19 para aí e fica muito, muito cansado.
Peço-lhe que leia ao menos até ao fim do cap. 16.

eu transcrevo aqui o resto do cap. 16 para não se cansar muito a procurar:

20Depois, ordenou aos discípulos que a ninguém dissessem que Ele era o Messias.

21A partir desse momento, Jesus Cristo começou a fazer ver aos seus discípulos que tinha de ir a Jerusalém e sofrer muito, da parte dos anciãos, dos sumos sacerdotes e dos doutores da Lei, ser morto e, ao terceiro dia, ressuscitar.
22Tomando-o de parte, Pedro começou a repreendê-lo, dizendo: «Deus te livre, Senhor! Isso nunca te há-de acontecer!» 23*Ele, porém, voltando-se, disse a Pedro: «Afasta-te, Satanás! Tu és para mim um estorvo, porque os teus pensamentos não são os de Deus, mas os dos homens!»

24Jesus disse, então, aos discípulos: «Se alguém quiser vir comigo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. 25*Quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; mas, quem perder a sua vida por minha causa, há-de encontrá-la. 26Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua vida? Ou que poderá dar o homem em troca da sua vida?
27*Porque o Filho do Homem há-de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um conforme o seu procedimento. 28*Em verdade vos digo: alguns dos que estão aqui presentes não hão-de experimentar a morte, antes de terem visto chegar o Filho do Homem com o seu Reino.»

Mas afinal quem era Pedro?!
1 ) a 1ª PEDRA figurativa colocada nas fundações da Igreja do Cristo.
2) ou Satanás ?

Ora Cristo usou nestas duas ilustrações que se completam duas realidades do ser humano.
1) A 1ª realidade é quando qualquer homem actua sob a acção do Espírito de YHWH.
2) A 2ª realidade é quando o homem se deixa dominar pelo seu coração que é pecado.

O coração do homem dispõe o seu caminho,
mas é o SENHOR (= YHWH ) quem dirige os seus passos.
(Provérbios 16,9)


23Bem sei, SENHOR, que o homem não é dono do seu destino,
e o caminhante não pode dirigir os seus passos.
(Jeremias 10,23)
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Re: Interpretação da Bíblia

Mensagem por Binhokraus em Qui Mar 31, 2011 1:08 pm

Ai está senhor Manuel. É exatamente nesta passagem que está a afirmação que a Igreja faz! A igreja é SANTA e PECADORA!!!! Santa porque é fundada por Cristo e ELE mesmo, O Cristo, é a cabeça da Igreja, e pecadora, por que quem dirige a IGREJA DE CRISTO aqui nesta terra somos nós, homens, pecadores. Agora dizer que a interpretação da igreja é em benefício próprio, isso chega a soar como ridículo, me desculpe dizer isso. Agora, se o senhor vai entrar no círculo que eu falei acima, e citar a história, as cruzadas, a inquisição, ou atualmente os casos de pedofilia e bla bla bla.... só prova o que acabo de dizer acima... não conseguem, não tem argumentos para refutar a doutrina da Santa Igreja Deixada por Cristo, e ai entra no mérito das pessoas, que como todos nós estamos cansados de saber, são pecadoras sim!

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Re: Interpretação da Bíblia

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Qui Mar 31, 2011 2:21 pm

Portanto deixe-me concluir:
O Senhor está a falar de duas igrejas: distintas.
1) uma santa a de Cristo.
2) outra pecadora a que é organizada e chefiada por homens pecadores.

Os elementos da 2ª igreja são chamados a fazer parte da 1ª.
mas, muitos são os chamados e POUCOS os escolhidos. (vem na bíblia: Palavras de Yeshua)
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Re: Interpretação da Bíblia

Mensagem por Binhokraus em Qui Mar 31, 2011 2:28 pm

Não senhor Manuel, não existem duas igrejas distintas. Existe apenas uma unica IGREJA que é ao mesmo tempo santa e pecadora.

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Re: Interpretação da Bíblia

Mensagem por Pe. Anderson em Sex Abr 01, 2011 4:56 am

Caros amigos,

A expressao "santa e pecadora" nao pode ser aplicada à Igreja. Essa é de origem protestante e a Igreja de Cristo é Santa e Santificante, pois a Igreja é o corpo de Cristo, a sua Esposa Imaculada. O pecado nao representa a essência da Igreja, mas é somente uma "causa deficiente" da Igreja (o pecado nao é causa eficiente, nem material, nem formal, nem final da Igreja). O pecado está na Igreja, nos membros da Igreja, da mesma forma que o mal está no mundo. Deus nao quer o mal no mundo, nem o pecado na Igreja, mas o permite, enquanto durar a História, porque Ele é Amor e ama infinitamente a nossa liberdade. A Igreja na Terra poderia ser feita só de homens santos, e o mal poderia nao existir na Terra, mas se isso fosse feito, o maior dos bens que nos temos precisaria ser excluido da Terra: a nossa liberdade. Deus quer ser amado por homens livres e por isso nao tira a liberdade de ninguem, nem dos homens em geral, nem dos membros da Igreja.

Na Terra os cristaos sao membros da Igreja Santa, embora nao estejam totalmente santificados. Isso é um processo que deve durar toda a vida, como disse Cristo mesmo: "quem perseverar até o final será salvo".

Um grande problema na hora de entender a Igreja, a origem de todas as heresis eclesiológicas e algo que eu chamo o "Idealismo Eclesiológico". Isso se manifesta em duas correntes: em pensar que ou tudo é santo ou tudo é corrompido na Igreja. Os que pensam que tudo é santo, tem que separar a Igreja da Terra com a Igreja do Céu, atribuindo a santidade ao Céu e o pecado à Terra. Isso é uma forma de Idealismo, que nega a realidade e nega o Realismo com que Cristo mesmo viveu e nos ensinou:

São Lucas 6, 36-38: Sede misericordiosos como vosso Pai é misericordioso. "Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados. Dai e vos será dado. Uma medida boa, socada, sacudida e transbordante será colocada na dobra da vossa veste, pois a medida que usardes para os outros, servirá também para vós".

Outra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante a um homem que semeou boa semente no seu campo; mas, enquanto os homens dormiam, veio o inimigo dele, semeou o joio no meio do trigo e retirou-se. E, quando a erva cresceu e produziu fruto, apareceu também o joio. Então, vindo os servos do dono da casa, lhe disseram: Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde vem, pois, o joio? Ele, porém, lhes respondeu: Um inimigo fez isso. Mas os servos lhe perguntaram: Queres que vamos e arranquemos o joio? Não! Replicou ele, para que, ao separar o joio, não arranqueis também com ele o trigo. Deixai-os crescer juntos até à colheita, e, no tempo da colheita, direi aos ceifeiros: ajuntai primeiro o joio, atai-o em feixes para ser queimado; mas o trigo, recolhei-o no meu celeiro.

A Igreja de Cristo é Santa na sua Cabeça, Cristo e Santificante, enquanto recebe sua graça dele; tambem é santa porque tem os meios de santidade e o propoe a todos; é santa porque possui os Sacramentos de Cristo a Palavra de Deus; é santa nos seus membros santos, que estao no Céu, canonizados por Cristo. Mas os seus membros nessa Terra estao em processo de conversao e de santificaçao. No seu meio há trigo bom e joio. Isso já foi dito pelo mesmo Cristo. Só quem nao conhece os Evangelhos pode imaginar ver na Igreja ou todos santos ou todos pecadores corruptos. Graças a Deus, Cristo era muito realista e nós cristaos devemos seguir nisso também a Cristo.

Nao se pode dizer que é tudo corrupto, a nao ser que nao consegue ver a realidade com olhar sereno e objetivo, quem está tomado pelo pessimismo.

"O bem é mais poderoso na sua bondade do que o mal na sua maldade" (Santo Tomás de Aquino).

Grande abraço a todos.
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Re: Interpretação da Bíblia

Mensagem por quemtembocadizaverdade em Sex Abr 01, 2011 7:18 am

Recomendo em especial ao Fabrício que afirmou que em relação a interpretação da bíblia a igreja falou e tá falado a leitura de atos 17 principalmente o verso 11 que diz:
Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim.
Também tessalonisences 2
Pondere que a religião judáica foi fundada por Deus, mas se desviou dos principios a ponto de não reconhecer em Jesus o Messias, ou seja, não compreendiam as profecias. Paulo anteviu a chegada do homem do pecado se assentando no trono de Deus querendo parecer Deus e previu após sua partida a entrada na igreja de falsos ensinamentos. Então meu filho, aprenda a orar e pedir dicernimento a deus. Não confie em homens, isso é conselho bíblico.
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Re: Interpretação da Bíblia

Mensagem por Fabricio em Sex Abr 01, 2011 8:33 am

Vejamos,
Os nobres, antes de mais nada, receberam a palavra de bom grado, já a sra não vem apresentando muita disposição para receber a palavra de bom grado, pula logo para a leitura das Escrituras...aí fica difícil...

Só lhe digo uma coisa, não convém aos adventistas citarem a carta aos Tessalonicenses:

"não vos deixeis facilmente perturbar o espírito e alarmar-vos, nem por alguma pretensa revelação nem por palavra ou carta tidas como procedentes de nós e que vos afirmassem estar iminente o dia do Senhor." (II Tessalonicenses, 2:2). Pois é, Ellen White e Guilherme Miller que o digam...

Mas voltando ao assunto...

Concordo com a sra em uma coisa, São Paulo nos previniu que haveria apostasias, mas apostasia de pessoas, não da Igreja.
Há uma diferença muito grande entre a Sinagoga e a Igreja que a sra recusa-se a enxergar (também, com esse apego a Lei mosaica, fica difícil): diferente da Sinagoga, "as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja" (Mt, 16:18). Enquanto a sra prefere dar crédito às fábulas, crendo que as portas do inferno prevaleceram durante 19 séculos (pois é, porque a seita adventista só deu as caras no séc. XIX), eu prefiro crer na promessa que Nosso Senhor Jesus Cristo fez diante de São Pedro quando fundou sua Igreja. Prefiro crer nas palavras Dele quando disse que estaria com a Igreja "todos os dias, até o fim do mundo." (Mt, 28,20)

Entre Ellen White e Nosso Senhor, escolho Nosso Senhor.
Entre a Sinagoga e a Igreja, fico com a Igreja.

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Re: Interpretação da Bíblia

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Sex Abr 01, 2011 12:33 pm

Ainda bem que há aqui alguém que afirma que a IGREJA DE CRISTO não é santa e pecadora (ao mesmo tempo), pois por uma mesma fonte não pode sair água doce e salgada a mesmo tempo.
Eu ando à procura da Igreja Santa de Cristo.
Na verdade, este mundo é o campo onde foi semeado o trigo e o joio.
Só depois da ceifa é que se faz a separação.
Sejamos pois trigo e ansiemos pela Igreja do Cristo como seus membros.
Mas muitos são os chamados e poucos os escolhidos.
O processo de selecção ainda está em andamento.
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Re: Interpretação da Bíblia

Mensagem por Binhokraus em Sex Abr 01, 2011 12:41 pm

Bom, não sabia que a expressão por mim utilizada era de origem protestante. E depois do esclarecimento do Pe. Anderson a respeito do assunto, peço desculpas pelo uso da mesma.

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Re: Interpretação da Bíblia

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Sex Abr 01, 2011 1:09 pm

Ora essa.
Não interessa se a coisa é de origem «protestante» ou de origem «católica».
O que interessa é se está certa ou errada; se tem ou não apoio de YHWH ou não.
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Manuel Portugal Pires

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Re: Interpretação da Bíblia

Mensagem por Binhokraus em Sex Abr 01, 2011 1:13 pm

Primeiro, eu não menosprezei ou fiz qualquer coisa do gênero só por ser de origem protestante. Apenas reconheci que não sabia da origem. Depois eu disse que à luz da explicação dada pelo Pe. Anderson eu compreendi o porque desta forma de falar era errada, reconheci meu erro e pedi desculpas. Se isso lhe incomoda, lamento. Mas quando eu percebo meu erro preciso me retratar. Como eu falei e divulguei aqui meu pensamento errado, é aqui que preciso me retratar como fiz.

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Re: Interpretação da Bíblia

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Sex Abr 01, 2011 2:08 pm

Não me incomoda.
Apenas quero dizer que devemos ser imparciais.
Isso fez-me lembrar uma posição que um Senhor (que por acaso era "padre") teve em relação a um outro senhor que por conhecer a Bíblia pensava que era protestante, e tiveram uma discussão cerrada numa reunião a que eu assisti.
Depois do intervalo, o Sr. padre disse à assistência que afinal o outro senhor «era dos nossos» (sic).
Desta forma, para certas pessoas o que interessa não é descobrir a verdade, mas saber quem são as pessoas: se são da mesma confissão religiosa ou se são de outra.

Essa atitude inesperada deixou-se muito perplexo e desapontado.
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Re: Interpretação da Bíblia

Mensagem por Pe. Anderson em Sex Abr 01, 2011 4:54 pm

Caro Binho,

Nao há o que se desculpar. Tentei esclarecer isso há um tempo atrás no nosso forum, mas como creio que escrevi tanto, creio que muitos nao leram:

http://quemtembocavaiaroma.livreforum.com/t686-igreja-santa-e-pecadora?highlight=Igreja+santa+e+pecadora

Infelizmente essa é uma idéia que entrou mesmo dentro da Igreja Católica, que essa é "santa e pecadora". A origem está no período posterior ao Concílio Vaticano II, pois nas obras de Hans Kung foi afirmado que essa expressao se encontra nos Padres da Igreja. Isso é absolutamente falso. Foi publicado em alguns manuais de Teologia atuais, mas ninguem consegue citar nenhum texto dos Padres com essa afirmaçao. Eu já perguntei a alguns professores de Teologia em Roma onde está essa expressao e ninguem soube me respoder até hoje.

Essa expressao é, na verdade, de origem Luterana e Calvinista. Isso se deve ao "Idealismo Eclesiológico" de Lutero. Esse, como pastor alemao, triste a angustiado fez uma viagem a Roma, no século XVI, depois de ter ligo a obra de Santo Agostinho: "a Cidade de Deus". Nessa obra maravilhosa de Agostinho encontramos a impressionante afirmaçao:

Dois amores construíram duas cidades, a saber: o amor próprio, levado até ao desprezo de Deus, fundou a cidade terrena; o amor de Deus, levado até ao desprezo de si mesmo, construiu a cidade celestial. A primeira gloria-se em si mesma e a segunda em Deus. Aquela busca a glória dos homens e esta a glória de Deus. Naquela, seus príncipes e as nações vêem-se sob o jugo da concupiscência do domínio; nesta, servem em mútua caridade, os governantes, aconselhando, e os súditos, obedecendo. Aquela ama sua própria força; esta diz a seu Deus: A vós amarei, Senhor, que sois minha fortaleza. Naquela seus sábios vivem segundo o homem e crendo-se sábios, quer dizer orgulhosos de sua própria sabedoria tornaram-se néscios e adoraram e serviram a criatura e não o Criador. Nesta, pelo contrário, não há sabedoria humana mas piedade, que funda o culto legítimo ao verdadeiro Deus, à espera do prêmio na sociedade dos santos, de homens e de anjos, com o fim de que Deus seja tudo em todas as coisas" (Santo Agostinho – A Cidade de Deus, 14, 28).

Depois de ler isso, Lutero veio a Roma e viu aqui mais (creio que num verao) e viu mais ou menos o mesmo que vimos agora: muitos sinais de Deus e também muita presença do pecado. Parece que o que mais escandalizou a Lutero foi ter descoberto que em Roma havia prostituiçao. Imagine bem, se até na Palestina, durante a vida de Jesus, havia prostituiçao, como nao haveria no século XVI (e hoje também). O fato foi que ele se escandalizou com isso e, como nao entendia a obra de Agostinho, chegou a uma conclusao muito simples:

Há duas cidades, duas Igrejas. A Santa e Imaculada, que está nos Céus e a feita de homens pecadores, que está na Terra. E concluia que a Igreja que existe na Terra nao tem nada a ver com a Igreja verdadeira que está nos Céus.

E assim começou o "Idealismo Eclesiológico", ou seja, formar-se uma idéia da Igreja que nao tem nada a ver nem com a realidade humana e nem mesmo com os Evangelhos e com a vida de Cristo. Pois Cristo na sua pregaçao foi essencialmente realista, disse que a Igreja é como um campo onde há joio e trigo, como uma rede que pega bons e maus peixes, é como uma vinha, na qual é possível um ser excluído e nao dá frutos. Os primeiros Cristaos, os Apóstolos, por serem tao realistas quanto o Senhor pregavam aos discípulos a conversao constante, a luta pela santidade cada dia, a necessidade da perseverança. Cristo e os Apóstolos jamais disseram que os que lhe seguissem se tornariam impecáveis, mas exortou a todos a viverem com Ele sempre, lutando até o sangue na luta contra o pecado (Hebreus 9).

Entao nao faz sentido querer exigir hoje que os cristaos, os católicos sejam todos perfeitos, imaculados e santos. Quem o exige demonstra nao conhecer a realidade e nao conhecer as palavras de Cristo e das mesmas Escrituras.

Na verdade, nunca no nosso forum, nunca nenhum Papa, nem santo, nem doutor da Igreja disse que todos os católicos sao santos em ato (sao sim em potência, pois todos receberam a graça de Cristo, que é o "início da nossa salvaçao", como dizia o Concílio de Trento). Quem o exige, coloca-se no lugar de Deus, querendo julgar o que nao lhe corresponde. Cristo nos ensinou a amar a todos, perdoar os que pecarem contra nós (nao até 7 vezes, mas até 70x7) e a rezar por todos. Nao somos nada para julgar nossos próximos e Cristo e os santos nos ensinaram a sermos muito exigentes conosco mesmos e muito misericordiosos com os outros (bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarao miserisórdia).

Por fim, lembramos mais uma vez, "nao é suficiente fazer parte da Igreja, é necessário SER IGREJA" (Sao Josemaria Escrivá).

Um grande abraço e que Deus abençoe a todos.
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Re: Interpretação da Bíblia

Mensagem por Pe. Anderson em Qua Abr 06, 2011 8:29 am

Caros amigos,

Mais um ótimo texto sobre o tema:


A PALAVRA DE DEUS E A IGREJA
A Igreja acolhe a Palavra

50. O Senhor pronuncia a sua Palavra para que seja acolhida por aqueles que foram criados precisamente « por meio » do Verbo. « Veio ao que era Seu » (Jo 1, 11): desde as origens, a Palavra tem a ver connosco e a criação foi desejada numa relação
de familiaridade com a vida divina. O Prólogo do quarto Evangelho apresenta-nos também a rejeição da Palavra divina por parte dos « Seus » que « não O receberam » (Jo 1, 11). Não recebê-Lo quer dizer não ouvir a sua voz, não se configurar ao Logos. Mas, quando o homem, apesar de frágil e pecador, se abre sinceramente ao encontro com Cristo, começa uma transformação radical: « A todos os que O receberam, (…) deu-lhes o poder de se tornarem fi lhos de Deus » (Jo 1, 12).

Receber o Verbo significa deixar-se plasmar por Ele, para se tornar, pelo poder do Espírito Santo, conforme a Cristo, ao « Filho Único que vem do Pai » (Jo 1, 14). É o início de uma nova criação: nasce a criatura nova, um povo novo. Aqueles que crêem, ou seja, aqueles que vivem a obediência da fé « nasceram de Deus » (Jo 1, 13), são feitos participantes da vida divina: filhos no Filho (cf. Gl 4, 5-6; Rm 8, 92
14-17). Santo Agostinho, comentando este trecho do Evangelho de João, afirma de modo sugestivo: « Por meio do Verbo foste feito, mas é necessário que por meio do Verbo sejas refeito ».174 Vemos esboçar-se aqui o rosto da Igreja como realidade que se define pelo acolhimento do Verbo de Deus, que, encarnando, colocou a sua tenda entre nós (cf. Jo 1, 14). Esta morada de Deus entre os homens – a shekinah (cf. Ex 26, 1) –, prefigurada no Antigo Testamento, realiza-se agora com a presença definitiva de Deus no meio dos homens em Cristo.

Contemporaneidade de Cristo na vida da Igreja

51. A relação entre Cristo, Palavra do Pai, e a Igreja não pode ser compreendida em termos de um acontecimento simplesmente passado, mas trata-se de uma relação vital na qual cada fiel, pessoalmente, é chamado a entrar. Realmente, falamos da Palavra de Deus que está hoje presente connosco: « Eu estarei sempre convosco, até
ao fim do mundo » (Mt 28, 20). Como afirmou o Papa João Paulo II, « a contemporaneidade de Cristo com o homem de cada época realiza-se no seu corpo, que é a Igreja. Por esta razão, o Senhor prometeu aos seus discípulos o Espírito Santo, que lhes haveria de “lembrar” e fazer compreender os seus mandamentos (cf. Jo 14, 26) e seria o princípio fontal de uma nova vida no mundo (cf. Jo 3, 5-8; Rm 8, 1-13) ».175


174 In Iohannis Evangelium Tractatus, I, 12: PL 35, 1385.


A Constituição dogmática Dei Verbum expressa este mistério com os termos bíblicos de um diálogo nupcial: «Deus, que outrora falou, dialoga sem interrupção com a esposa do seu amado Filho; e o Espírito Santo – por quem ressoa a voz do Evangelho na Igreja e, pela Igreja, no mundo – introduz os crentes na verdade plena e faz com que a palavra de Cristo neles habite em toda a sua riqueza (cf. Cl 3, 16)».176

Mestra de escuta, a Esposa de Cristo repete, com fé, também hoje: « Falai, Senhor, que a vossa Igreja Vos escuta ».177 Por isso, a Constituição dogmática Dei Verbum começa com estes termos: « O sagrado Concílio, ouvindo religiosamente a Palavra de Deus e proclamando-a com confiança…».178 Com efeito, trata-se de uma definição dinâmica da vida da Igreja: « São palavras com as quais o Concílio indica um aspecto qualificante da Igreja: esta é uma comunidade que escuta e anuncia a Palavra de Deus. A Igreja não vive de si mesma, mas do Evangelho; e do Evangelho tira, sem cessar, orientação para o seu caminho. Temos aqui uma advertência que cada cristão deve acolher e aplicar a si mesmo: só quem se coloca primeiro à escuta da Palavra é que pode depois tornar-se seu anunciador ».179


175 Carta enc. Veritatis splendor (6 de Agosto de 1993), 25: AAS 85 (1993), 1153.
176 N. 8.
177 Relatio post disceptationem, 11.
178 N. 1.
179 BENTO XVI, Discurso no Congresso Internacional « A Sagrada Escritura na vida da Igreja » (16 de Setembro de 2005): AAS 97 (2005), 956.

Na Palavra de Deus proclamada e ouvida e nos Sacramentos, Jesus hoje, aqui e agora, diz a cada um: « Eu sou teu, dou-Me a ti », para que o homem O possa acolher e responder-Lhe dizendo por sua vez: « Eu sou teu ».180 Assim a Igreja apresenta-se como o âmbito onde podemos, por graça, experimentar o que diz o Prólogo de João: « A todos os que O receberam, deu-lhes o poder de se tornarem fi lhos de Deus » (Jo 1, 12).

Grande abraço a todos.
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Re: Interpretação da Bíblia

Mensagem por Fabricio em Qua Abr 06, 2011 12:47 pm

Sr Manuel,
Estou trazendo o debate para este tópico por achá-lo mais adequado.

Eu disse antes que não basta ler as Escrituras para compreendê-las, porque "nelas há algumas passagens difíceis de entender, cujo sentido os espíritos ignorantes ou pouco fortalecidos deturpam, para a sua própria ruína" (II Pe 3: 16).

Perguntei-lhe se o senhor julga-se douto ou forte. O senhor não me respondeu, mudou de assunto e continua tentando descredenciar o clero... Pois bem, se sua resposta é sim, por mais convicto e consciente que o sr esteja, estará dando testemunho de si mesmo, portanto não será digno de fé (Jo, 5:31). Se sua resposta é não, recaímos naquela primeira pergunta: como o sr tem certeza de que sua interpretação é a certa.

A interpretação das Escrituras cabe à Igreja, coluna e sustentáculo da verdade (II Tm, 3:15). E quanto a quem nega essa autoridade, diz Nosso Senhor que seja para nós como um pagão ou publicano (Mt, 18:17).

Se queres descredenciar a Igreja por causa dos pecados do clero, saiba que entre os apóstolos também houve muitos pecados: orgulho, traição, covardia...tudo muito bem documentado na Bíblia. Mas a despeito disso tudo, Nosso Senhor lhes delegou autoridade ao colégio apostólico (Jo, 20:21-23). Mesmo para aquele apóstolo que O negou e O abandonou na cruz, Nosso Senhor confiou a tarefa de apascentar o Seu rebanho (Jo, 21:15-17). Portanto, a autoridade instituída por Nosso Senhor é superior ao nosso julgamento.

Suas "experiências pessoais" podem valer muito, mas não tanto ao ponto de descredenciar a Igreja. Santa Catarina de Sena deparou-se com um clero contaminado pela corrupção, em uma época muito mais difícil para a Igreja do que nos tempos recentes, e nem por isso pregou o cisma. Pelo contrário, foi modelo de obediência, e com seu exemplo muito contribuiu para a reforma do clero. Não é fácil ser obediente, não é fácil fazer como Santa Catarina fez, é muito difícil negar a si mesmo como pede Nosso Senhor... é mais fácil apontar pecados nos outros e seguir nossa consciência sem se submeter a nenhuma autoridade. É esse o falso conceito de liberdade tão pregado nos dias de hoje.

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Re: Interpretação da Bíblia

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Qua Abr 06, 2011 2:03 pm

Senhor Fabricio. Chama-se mesmo assim?! ...

Para mim «Igreja» pode ter vários significados:
1) A Igreja imaculada de Cristo. A católica Romana não faz parte. A escolha é de YHWH.
Esta é que é a coluna e sustentáculo da verdade. Os Apóstolos podiam-se incluir no grupo.
Entre eles ainda não havia clero. Não havia várias classes.

2) Igrejas de homens como as mencionadas em Apocalipse cap. 2 e 3.

A Igreja Católica (Apostólica) ROMANA pode incluir-se na segunda hipótese.
A sua semelhança com a Igreja de Laodiceia é enorme

(Apocalipse 3,14-22)

Também fala no «nosso julgamento».
Aqui há um ponto que nos separa profundamente.
Eu não estou a JULGAR ninguém nem nada. Eu apenas dou os meus conselhos baseando-se nos factos que conheço. Apenas isso. Será que o amigo diz tudo o que diz pretendendo julgar os outros?!
Seria melhor se apenas se limitasse a emitir esclarecimentos, ajudas e opiniões.
O papel de julgar cabe a Cristo (com os eleitos escolhidos), no tempo predeterminado.

Quanto às sua perguntas tendenciosas, não vale a pena responder-lhe porque têm um truque semelhante à das perguntas que os fariseus fasiam a Yeshua. (Mateus 16,1)
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Re: Interpretação da Bíblia

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Qua Abr 06, 2011 2:16 pm

Permitam-me corrigir os meus erros:
Quanto às suas perguntas tendenciosas, não vale a pena responder-lhe porque têm um truque semelhante ao das perguntas que os fariseus faziam a Yeshua.
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Re: Interpretação da Bíblia

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