o grande conflito- pra se pensar

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Re: o grande conflito- pra se pensar

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Qua Mar 16, 2011 6:21 pm

É importante que percebamos que a professora Erenice deve estar mesmo vivendo um grande conflito. Mas o pior é que ela, mesmo tendo muito o que pensar no meio do tiroteio das heresias que vem escrevendo, aínda acha tempo para se preocupar com os que são dizimistas da Igreja Católica. Como afirmou Binho, isso é mesmo uma piada, mas é uma piada daquelas que agente só rí prá não perder o "freguês" !!!
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Re: o grande conflito- pra se pensar

Mensagem por quemtembocadizaverdade em Qua Mar 16, 2011 11:24 pm

se vc ler o estudo sobre Maria verá que é todo baseado na bíblia, então estas a rir e debochar da palavra de Deus, visto não ter argumento nenhum para refutar as passagens bíblicas apresentadas a não ser citar outros likes
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Re: o grande conflito- pra se pensar

Mensagem por quemtembocadizaverdade em Qui Mar 17, 2011 12:25 am

Binho, consultei os tópicos que vc pediu. Resumindo vcs afirmam que a igreja não adora Maria. Olha Binho me desculpa, mas não é isso que a gente vê. Tem gente que pede tudo pra Maria e nem se lembra de Jesus. e outra, a bíblia fala claramente que é proibido consultar os mortos e Maria já morreu, bem com Pedro que foi cruxificado de cabeça para baixo.Até pro papa joão Paulo que já morreu se atribui milagres e fazem petições quando a bíblia é clara em dizer pra não consultarmos os mortos.
não posso aceitar essas práticas. as condeno.quero agradar e obedecer a Deus. só a ele.
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Re: o grande conflito- pra se pensar

Mensagem por quemtembocadizaverdade em Qui Mar 17, 2011 12:28 am

e eu quero falar com o flavio que todos estamos envolvidos em grande conflito entre as forças do bem e as forças domal, inclusive ele. nenhum habitante do planeta fica fora
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Re: o grande conflito- pra se pensar

Mensagem por Fabricio em Qui Mar 17, 2011 8:03 am

Dona 'quemtembocadizaverdade'
A sra mente, mente descaradamente. Copia umas mentiras de sites bem rasteiros, e cola aqui como se fosse verdade. Já lhe falei, beba da fonte original (os escritos dos primeiros cristãos, já até postei um link). Não busque a verdade com esses 'pastores' que odeiam a Igreja tanto quanto ou mais que a sra.

Olha só, peguei apenas algumas das mentiras que a sra contou...

A sua mentira:
Orações pelos mortos começaram ao redor do ano – 300 D.C
Resposta:
- como ficam as orações escritas nas lápides das Catacumbas de São Calixto, datadas do séc. II?
- como a sra explica o "Martírio de Santa Perpétua" (ano 203)?
- como ficam os escritos "Atos de Paulo e Tecla", datados do ano 160?
- e o livro de Macabeus, da época vétero-testamentária?
todos esses documentos falam em oração pelos mortos e todos são datados de bem antes do ano 300, ou seja, A SRA MENTE!!!

Sua mentira:
Fazer sinal da cruz – 300
Resposta:
- Tertuliano, nascido em 160, já fala no sinal da cruza. Conclusão: A SRA MENTE!!!

Sua mentira:
Velas de cera – 320
Resposta:
- Essa é pra rir. Como a sra acha que os cristãos faziam a iluminação das catacumbas?Ou seja, A SRA MENTE!!!

Suas mentiras:
1 decreto dominical promulgado pelo imperador romano Constantino em 7 de março – 321
Mudança do sábado para o domingo como dia de repouso pelo concilio de Laodicéia em 364
Resposta:
- Haja paciência, já postei aqui no texto de Santo Inácio de Antioquia (ano 107), falando sobre a guarda do Domingo. Mais uma vez: A SRA MENTE!!!

Sua mentira:
Veneração dos anjos e de santos mortos, e o uso de imagens – 370
Resposta:
- Como explicar o "Martírio de São Policarpo" (ano 156), e as imagens nas catacumbas cristãs (séc. II)? De nova; A SRA MENTE!!!

Sua mentira:
Começo da exaltação de Maria, o termo de Mãe de Deus, cuja primeira aplicação deu-se no Concilio de Éfeso – 431 A
Resposta:
- Então o que dizer dos escritos de Santo Ireneu de Lião (final do séc. II), e dos escritos de Orígenes (séc. III)? E só pra variar: A SRA MENTE!!!

...e por aí vai... Eu poderia refutar todas as mentiras que a sra contou, mas sinceramente, tenho mais o que fazer. Só te lembro uma coisa: a sra está contanto mentiras, e sabemos quem é o pai da mentira.

A sra fala dos 10 mandamentos como se eles estivessem enumerados na Bíblia. Vou contar-lhe uma novidade: quando Moisés escreveu o Pentateuco, ele não o dividiu em capítulos e versículos... haja paciência!!!

A sra prometeu provas históricas, continua postando o "seu entendimento" da Bíblia. Só que "seu entendimento" da Bíblia não passa de "interpretação particular", e se a sra entendesse tanto de Bíblia, deveria saber que isso não é permitido. Vamos combinar uma coisa: o seu achismo bíblico não vale como prova histórica.
Bem, continuamos esperando as "provas históricas". Acho que elas nunca vão aparecer simplesmente porque elas não existem...

Enquanto nós seguimos as Escrituras interpretadas pela Igreja (coluna e fundamento da verdade!!!!), alicerçada pela Tradição e pelo Magistério, crendo na mesma fé proclamada desde sempre, a sra prefere ficar com suas divagações sobre versículos bíblicos mal compreendidos, insistindo na heresia judaizante do Adventismo, que só foi nascer no séc. XIX. Então estariam os cristãos errados durante esses 1900 anos? Os adventistas é que são os iluminados descobridores da verdade, e isso 1900 anos após a fundação da Igreja? Por favor, é muita pretensão. E o pior de tudo, para justificar os delírios de White e Miller a sra recorre a MENTIRA!!! Pelo bem de sua alma, espero que esteja fazendo isso por cegueira e ingenuidade.
Olha, acho q cansei desse debate, o que tinha q ser dito já foi dito. Já tem material suficiente aqui para a sra começar uma pesquisa séria sobre História da Igreja, mas se a sra preferir ficar com seus delírios bíblicos e continuar copiando as mentiras desses 'pastores' como se fosse verdade, só me resta rezar pela sua alma. Fui...

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Re: o grande conflito- pra se pensar

Mensagem por Binhokraus em Qui Mar 17, 2011 8:34 am

Bom, com o que o Fabrício expôs sobre os fatos históricos, fechamos e respondemos absolutamente tudo que a senhora postou. E como ele bem disse, TUDO É MENTIRA. Quem tem olhos que veja....

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Re: o grande conflito- pra se pensar

Mensagem por quemtembocadizaverdade em Qui Mar 17, 2011 8:48 am

Fabricio, se detenha a responder somente essas perguntas, já que eu minto tanto:
É mentira que Deus proibiu a comunicação com os mortos em deuteronomio 18: 10 e 11? A consulta a mortos não está aí incluída? Por que fazer pedidos a expedito, pedro, maria,joão paulo 2 e outros que já morreram?cite na bíblia um exemplo de verdadeiros servos de Deus fazendo pedido a quem já morreu.

é por isso que católico ora está na missa ora no centro espírita, porque as falas são identicas.


Quanto aos 10 mandamentos, é lógico que Deus não entregou as tábuas a Moisés com divisão em versiculos. eu não burra. Mas foram 10 preceitos escritos pelo dedo de Deus e homem nenhum tem o poder de mudar. porque Deus não muda e nele não há sombra de variação diz a palavra. é pecado sim comunicar-se com os mortos. quem fez isso foi Saul quando se afastou de Deus e Deus não o aprovou.Quando vc precisar de algo peça pra Deus e não pra João Paulo, porque ele está morto e não pode ouvi-lo e nem fazer milagres. isso é invencionice.
Se Constantino decretou o domingo como dia santo em 321, 322 ,323, 1900 amim nem importa, não sou historiadora. se alguns deles erraram ou não em datas, a mim não importa. as datas que vcs citam podem estar também erradas. o que importa não são datas mas fatos e esses são os seguintes:


Deus proibe consulta aos mortos.Deut. 18: 10 e 11
Maria não era imaculada coisa nenhuma, pois declarou necessitar de um salvador. Lucas 1: 47
Jesus nunca aboliu nenhum mandamento de Deus.Mateus 5: 17 a 19
A igreja católica é representada pela mulher de Apocalípse 17 que dá a todas as nações o cálice de sua imundícia, ou seja suas falsas e idólatras doutrinas.suas filha são as igrejas protestantes que delas sairam e continuam crendo que mortos vivem, ou seja, doutrina espírita, e guardam o domingo, dia estabelecido por Roma e não por Deus. Daniel 7:25 diz: e cuidarão em mudar os tempos e alei, referindo-se aa ponta pequena símbolo do papado.


E vc católico que acompanha esse fórum e não está interessado em agradar aos homens mais a fazer a vontade de Deus leia a sua bíblia, e ore a Deus. ouça o convite saí dela povo meu para que não participe de seus flagelos. apoc. 18.

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Re: o grande conflito- pra se pensar

Mensagem por quemtembocadizaverdade em Qui Mar 17, 2011 8:51 am

e outra vcs nunca responder os versos bíblicos citados
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Re: o grande conflito- pra se pensar

Mensagem por quemtembocadizaverdade em Qui Mar 17, 2011 8:53 am

eu não odeio vcs de forma alguma, pelo contrario os amo senão não estaria aqui com tantas coisas a fazer. eu odeio essas doutrinas satânicas que afastam os homens de Deus e os leva a mortos.
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Re: o grande conflito- pra se pensar

Mensagem por Binhokraus em Qui Mar 17, 2011 9:00 am

A senhora percebe que continua se apegando a falácias? Eu preciso perguntas se a senhora leu os outros tópicos? Fazemos consulta aos mortos?
É brincadeira o que a senhora tem feito aqui nesse fórum. A sua igreja cresceu apoiada em mentiras, MARCOU uma data para a volta de Jesus, e como essa não aconteceu, inventaram uma justificativa, e REMARCARAM, como Jesus não voltou de novo, inventaram mais um monte de justificativas para livrar a sua igreja do descrédito. Não vou nem me alongar mais não, sinceramente também cansei. Se a senhora quiser falar alguma coisa, pela última vez eu peço, pegue os documentos da igreja e nos aponte, nos documentos da igreja, aonde praticamos tudo isso que a senhora nos acusa. Se a senhora conseguir encontrar nos documentos da igreja qualquer coisa a esse respeito, eu me converto a sua igreja. E não to brincando não, to falando sério! É um desafio, estude os documentos da igreja católica, leia o catecismo e nos aponte aonde está escrito o que a senhora diz que fazemos que está em desacordo com o que os apóstolos faziam. Não vale palavras de pastores, tem que ser suas palavras após ler os nossos documentos. Desafio Lançado. Passar bem....

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Re: o grande conflito- pra se pensar

Mensagem por Fabricio em Qui Mar 17, 2011 1:17 pm

Pois é, eu falei que ia sair, mas não resisti a esse conjunto de derrapadas e delírios da sra ‘quemtembocadizaverdade’. Confesso que não gosto muito de ficar discutindo interpretação bíblica com um protestante fundamentalista , porque o sujeito acha que o seu “pastor” entende mais de Bíblia do que São Jerônimo, São Clemente de Alexandria, SantoAgostinho ou qualquer outro santo, mártir ou doutor da Igreja. Quanta pretensão...

Por favor, eu sou católico e não vou a centro espírita, se algum católico faz isso não o faz com a conivência da Igreja, pelo contrário. A comunhão dos santos não tem absolutamente nada haver com consulta aos mortos, afinal de contas eu não fico esperando que um santo me envie mensagens do além, só peço que ele interceda por mim. Se a sra diz que a comunhão dos santos é a mesma coisa que invocação dos mortos, mais uma vez A SRA MENTE!!!

A sra quer usar a Bíblia para desacreditar o ensinamento apostólico da comunhão dos santos, que foi ensinado desde os mais remotos tempos do cristianismo, conforme testemunhos que lhe citei, mas se a sra acha que não mente, pelo menos a sra erra não compreendendo as Escrituras nem o poder de Deus. (Mat 22,29). Saiba que na ressurreição os homens serão como anjos de Deus no céu (MT 22, 30), e por um acaso Não são todos os anjos espíritos ao serviço de Deus, que lhes confia missões para o bem daqueles que devem herdar a salvação? (Hb 1,14) E não me venha com essa falácia adventista de que os que já partiram na Graça estão dormindo, porque Deus é o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó. Ora, ele não é Deus dos mortos, mas Deus dos vivos (Mt 22,31).

Pois bem, voltando ao nosso debate: citações bíblicas eu também tenho, um montão delas!!! Documentos históricos a sra não tem, nem unzinho sequer. A sra só tem o achismo bíblico do seu pastor e as MENTIRAS copiadas de sites rasteiros. Como disse antes, só me resta rezar por sua alma. Agora cansei mesmo... fui!!!

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Re: o grande conflito- pra se pensar

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Qui Mar 17, 2011 3:49 pm

Quando ouço falar em «GRANDE CONFLITO» lembro-me das palavras de YHWH mencionadas em Génesis cap 3:
15*Farei reinar a inimizade entre ti e a mulher,
entre a tua descendência e a dela.
Esta esmagar-te-á a cabeça
e tu tentarás mordê-la no calcanhar.
(Génesis 3,15)

Este conflito vem desde o princípio e estabelece-se entre as duas descendências:
1) a da humanidade (representada pela mulher)
2) a do Diabo que é o pai da mentira. (Diabo quer dizer mentiroso).

44*Vós tendes por pai o diabo, e quereis realizar os desejos do vosso pai. Ele foi assassino desde o princípio, e não esteve pela verdade, porque nele não há verdade. Quando fala mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.
(João 8,44)

Também me lembro deste mundo que é como que um campo onde foi semeado o trigo e o joio.

36Afastando-se, então, das multidões, Jesus foi para casa. E os seus discípulos, aproximando-se dele, disseram-lhe: «Explica-nos a parábola do joio no campo.» 37Ele, respondendo, disse-lhes:
«Aquele que semeia a boa semente é o Filho do Homem; 38o campo é o mundo; a boa semente são os filhos do Reino; o joio são os filhos do maligno; 39o inimigo que a semeou é o diabo; a ceifa é o fim do mundo e os ceifeiros são os anjos. 40Assim, pois, como o joio é colhido e queimado no fogo, assim será no fim do mundo: 41o Filho do Homem enviará os seus anjos, que hão-de tirar do seu Reino todos os escandalosos e todos quantos praticam a iniquidade, 42e lançá-los na fornalha ardente; ali haverá choro e ranger de dentes. 43Então os justos resplandecerão como o Sol, no Reino de seu Pai. Aquele que tem ouvidos, oiça!»


(Mateus 13,24-30; 36-43)
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Re: o grande conflito- pra se pensar

Mensagem por quemtembocadizaverdade em Qui Mar 17, 2011 4:21 pm

Binho, vc está com falácias pois a igreja Guilherme Miller era batista. isso ocorreu 1844 e a iasd surgiu em 1869 e jamais admitiu a marcação de datas. leia o livro história do adventismo. vc não sabe nada da história de minha igreja.está contando mentira
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Re: o grande conflito- pra se pensar

Mensagem por Binhokraus em Qui Mar 17, 2011 5:17 pm

Muito bom a senhora falar isso. Pois bem, diferente da senhora, fui recorrer a pessoas que estudaram a origem da igreja adventista. Como a senhora disse que faria, mas não fez, busquei pessoas de fora da sua igreja. Bom, eu gostaria de algum historiador, porém, como é uma igreja recente, teremos que nos contentar com antropólogos modernos. O que não invalida ou diminui o valor destes estudos. Pois bem vejamos. Encontrei um artigo do Dr. Jose Jeremias de Oliveira Filho. Mas quem é ele? Bom vejamos que é ele:

Possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1968) e doutorado em Sociologia pela Universidade de São Paulo (1973). Atualmente é professor doutor da Universidade de São Paulo. Tem experiência na área de Sociologia, com ênfase em Metodologia e Epistemologia das Ciências Sociais, atuando principalmente nos seguintes temas: reconstruções metodológicas de processos de investigação social, fundamentação da teoria social, explicações e regras metodológicas, natureza das teorias sociais e sociologia da religião. É editor de KHRONOS-Revista de História da Ciência do Centro Interunidade de História da Ciência da USP.

Informação disponível no seu currículo Lattes. http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4788340A7

Bom, isso da a ele qualificação para escrever o que ele escreveu. Então vejamos o que ele disse:


Formação histórica do movimento adventista.

Os ADVENTISTAS recobram sua história através de uma cronologia que a classifica segundo dois critérios de codificação: a apreensão progressiva
das “verdades fundamentais”, por pastores e leigos orientados por “missão” divinamente inspirada nos “testemunhos” da “mensageira da Igreja Remanescente” – e pelas várias etapas de crescimento da “obra”, a expansão do movimento de um pequeno grupo à forma de organização centralizada de que hoje dispõem. Estes dois critérios de classificação emergem na representação dos teólogos adventistas através de duas categorias, a de missão e a de comissionamento, entendendo-se por missão o caráter sagrado do contato com o divino, aspecto antecipador da ordem social em relação à qual se dará toda a legitimação simbólica dos procedimentos práticos rituais, desde que “requer um relacionamento pessoal para e com Jesus Cristo que deve ser estrito e inviolável”2. A confirmação de tal missão exige, igualmente, a confirmação “de certos poderes de autoridade para o desempenho e plenitude desses deveres específicos, principalmente a autoridade para falar e agir como representante de Cristo”, o que vem a ser a comissão3.
A autoridade assim sacralizada, à parte do mundo, é considerada como “solene responsabilidade” e “privilégio”.

A emergência da missão comissionada em que se constitui o adventismo como forma de associação ocorre no contexto dos movimentos messiânicos do
século XIX originados nos Estados Unidos, movimentos “messiânicosmilenaristas”. A característica básica desses movimentos era o seu inconformismo
com as associações religiosas já estabelecidas em Igrejas, tais como a Metodista, a Episcopal, a Presbiteriana e, principalmente, a Católica, daí Henri Desroche assinalar-lhes algumas características gerais:
a) reividicavam certa primazia de iluminação interior e do Espírito Santo, predominando não apenas sobre a Tradição, mas também sobre as próprias
Escrituras;
b) pregavam que a Revelação não poderia estar terminada e que, portanto, uma nova era, a era do Espírito, reclamava novos profetas e os forneceria;
c) propunham, finalmente, realizar a Igreja como um mundo dentro do mundo, e sua recusa de relações com os poderes estabelecidos tinha por corolários a obrigação, para a sua Igreja, de se transformar mais ou menos numa autarquia econômico-política.
Originam-se inúmeras comunidades rurais messiânicas que, com a industrialização dos Estados Unidos tendem a desaparecer paulatinamente, muitas delas, entretanto, aumentam o número de seus adeptos, como os Shakers e os Mórmons.

Paralelas a essa necessidade de expansão externa do protestantismo norteamericano, ocorreram, internamente, neste país, inúmeras associações, tendência notada por Weber em sua caracterização como “rigorosamente exclusivas e voluntárias”, sociedades de vegetarianos, clubes os mais variados, sociedades para a divulgação da Bíblia e outras tantas. Weber assinala a adesão às seitas, as mais exclusivas associações, pela prova de “qualificação religiosa” expressa na conduta, característica comum às seitas puritanas. O caráter de associação voluntária que é, para Weber, base de sua clássica definição de seita, se contrapõe à igreja, desde que esta se apresenta organizada administrativamente com vistas à atribuição de salvação que se permite em termos de pertinência obrigatória do adepto, já por nascimento11. Igreja e seita permanecem como dois “princípios estruturais”, o compulsório e o voluntário que, no adventismo, permanecem em todos os níveis da associação; o voluntário, entretanto, especificando-se às etapas de adesão e, com a adoção do modo de vida do grupo, pelos adeptos, assume o caráter compulsório, grau cada vez maior de condição de fidelidade organizacional e ideológica. Daí a emergência da igreja na seita, sem que esta perca muitas de suas características da etapa anterior, a continuidade da forma de associação sendo mantida pela legitimação simbólica que, no adventismo, embora não em paralelo estrito com as práticas sociais, se torna complexa da seguinte maneira: o universo simbólico estrutura-se e em sua formação gera as “explicações” das atividades subseqüentes da prática adventista até ao estabelecimento de um conjunto orgânico de “verdades fundamentais” que, em sua maior parte, são precedentes a qualquer organização dos adventistas e que culmina por volta da penúltima década do século XIX, o congresso ou Assembléia Geral de Mineápolis de 1888, já o adventismo apresentando certa diversidade administrativa de progressiva centralização. Segue-se outra etapa em que a sistematização de regras de prática ganha relativa autonomia organizacional, com o conseqüente esvaziamento da condição estritamente individual dos meios de salvação, a emergência de uma nova ética, conquanto se possa perceber uma estruturação das regras de prática cada vez mais intensa e relativamente autônoma por critérios de eficiência da “obra” comissionada; o caráter legitimador da missão persiste, já não ligado a ordenações específicas, mas a conjuntos de regras de prática legitimadas em abstrato cada vez mais, o que terá sua principal afirmação na centralização administrativa progressiva que se acentua na Assembléia Geral de 1901, que precede a expansão mundial do adventismo como sua condição, e da qual participa ativamente a personalidade carismática da Sra. White. O conjunto de regras se torna mais complexo, abstrato, e sua absorção, legitimada simbolicamente, se dá de forma seletiva cabendo à organização o estabelecimento dos critérios desta seletividade, em consultas ao “passado” da associação religiosa na confirmação de seu universo simbólico, atualizado em representações e categorias diversificadoras e homogeinizadoras dos adeptos, numa reclassificação organizacional que não corresponde diretamente às classificações simbólicas instituídas no decurso da formação adventista. Daí que a permanência da ordem hierárquica legitimada torna indispensável a continuidade nas representações que a associação religiosa faz de sua história, de onde decorre ser impossível supor o comissionamento para a obra sem o relacionamento “pessoal” com a missão em que se constitui o passado que se contempla e gera as estruturas. Seita, como voluntário, e igreja, como compulsório, permanecem como princípios estruturais internos que se absorvem; assim como as relações entre o simbólico e as práticas tornadas rituais ou legitimadas simbolicamente, as crenças para ação tornam-se mais complexas, no sentido de seletivas, à medida que o conjunto de regras de práticas compulsórias resultantes das relações sociais organizadas e previstas são intensificadas pela expansão da “obra” comissionada. O adventismo assumirá o caráter, então, de igreja, o que não foi possível nem a Weber nem a Troeltsch observar, e que os levou a enfocar, embora em referências de passagem, ao adventismo, como seita, exclusivamente, o que vem sendo repetido com freqüência.

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Re: o grande conflito- pra se pensar

Mensagem por Binhokraus em Qui Mar 17, 2011 5:29 pm

Pode-se ainda considerar o aspecto seita-igreja como dois momentos de um processo de formação inerente às formas de associação e suas representações do fenômeno religioso. Assim, Mauss menciona a seita como subgrupo, atribuindo-lhe duas propriedades redimensionadoras: 1) a seita como “fenômeno de uma extrema generalidade”, sendo, em algumas regiões, o próprio modo de existência do fenômeno religioso, – o Budismo com suas dezoito seitas da tradição clássica, com referência ao que denomina Mauss de religião universal; ou, mesmo em religiões nacionais, como o Bramanismo dividido, após tempos antigos, em partidários do ritualismo (purvamimansa ou karmamimansa) e “gnósticos”(jnãnaminansa ou uttataramimansa) e no Judaísmo, já nos tempos de Cristo com duas seitas, a dos fariseus e a dos saduceus; 2) de outro lado, a seita não sendo apenas “um fenômeno normal da história das religiões”, mas ainda “um fenômeno inicial”, desde que “é sob a forma de seita que nascem as religiões”. Reformar, manter a pureza da revelação primitiva, acrescer ou opor novos modos de atividade e representação considerados superiores ao da igreja de que se desprende, ocorre no início das religiões, pois o caráter abstrato do substrato convencional é extraído do conjunto de adeptos, sem que, entretanto, a vida religiosa “esteja repartida de uma maneira uniforme entre todos os indivíduos” o que dá na ocorrência de subgrupos, em toda religião, “um certo ponto de vista e prática” de certa especificidade, os cultos e crenças parciais e de natureza diversa do conjunto de origem. As seitas pertencem à própria dinâmica da vida religiosa, sendo, como assinala Mauss, “o produto natural do funcionamento dos fenômenos religiosos”. O adventismo, desde o século XIX, colocará em discussão, com exclusão conseqüente, as numerosas “heresias”, o grupo denominado de Carne Santa que aguardava a transladação; o panteísmo do Dr. J. H. Kellog; o Movimento Rowenita da Sra. Rowen (logo refutada por ser tida por falsa profetisa); a Vara do Pastor, criado na Califórnia, de onde Vitor T. Houterff dirigia severas críticas aos dirigentes adventistas defendendo uma salvação restrita a 144 mil que se organizaram com o nome de Adventistas Davidianos do Sétimo Dia, dissolvendo-se em 196219. No Brasil, as seitas dissidentes do adventismo são conhecidas pelos adeptos com o nome genérico de “reformistas”, no momento com pequena persistência, a mais antiga tendo vindo da Alemanha, formada na época da Primeira Guerra Mundial por adventistas pacifistas, a Igreja Adventista do Sétimo Dia da Reforma, ou 2% (devido à quantidade dos adeptos que originaram a dissidência), os pastores Lavrik e Kotzel, por divergências, separam-se em dois subgrupos, espalhando-se por São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro e outros Estados onde são de menor número. José Gomes Menezes, originado da seita anteriormente citada, após ter estudado no Colégio Adventista de São Paulo, fundou a Completa Reforma, hoje dissolvida. Outras seitas, menores ainda que as citadas, ocorreram em várias partes do país cuja principal clientela foi encontrada entre os adeptos do adventismo; assim, pode-se assinalar ainda, os wisheralistas, liderados por Wishel, centrados na década de 1930, em Itararé, São Paulo, com pequenos grupos em Curitiba atualmente (visavam a uma liberalização de costumes, permissão de bebidas, carne de porco etc., no que diferiam das demais seitas); na zona da baixada fluminense, em Xerém, forma-se a Igreja Adventista Brasileira, dirigida pelo ex-pastor Pedro Luiz de Souza, da Igreja Adventista do Sétimo Dia, com pequeno número de adeptos; finalmente, os Adventistas da Promessa, do Pastor Itamar; todos estes subgrupos tendo limitada duração ou restrita expansão, chegando a serem reabsorvidos após várias crises locais.

A origem do movimento adventista, como seita, apresenta-se, na primeira metade do século XIX, nos Estados Unidos, vinculada ao millenismo que empolga várias igrejas protestantes. Guilherme Miller, ainda que não pretendesse fundar dissidência, foi compondo por comparações entre textos bíblicos uma interpretação, a partir do livro de Daniel, que estabelece, através de um “cálculo” profético, uma cronologia que conjuga a história profana com a história sagrada, visando a interpretar a profecia das “duas mil e trezentas tardes e manhãs”, o que levou a sucessivas marcações de datas para a volta do Messias, surgindo, assim, uma corrente numerosa de adventistas. O millenismo empolgou os Estados da Nova Inglaterra, atingindo Nova York, Filadélfia, Ohio, Michigan, e chegando, igualmente até o Canadá. Os futuros pioneiros da Igreja Adventista do Sétimo Dia, em grande parte, assistem a sermões de Miller; mais tarde, iriam efetuar correções em suas interpretações e ampliar o alcance da ênfase profética, representando, paulatinamente, uma cronologia mais rica, para a qual convergem inúmeras profecias, e que visa a periodizar o profano e o sagrado, em momentos que se sucedem com atributos específicos através dos quais chega-se ao “tempo do fim”, tempo que corresponde a várias interpretações da divindade na história humana e comissionamentos que, pela ação, a tornam caminho de salvação.Várias profecias, como a dos sete cavalos, a dos sete selos, a das sete trombetas e a das sete igrejas, correspondem a períodos da história dos cristãos, as apostasias e a permanência da fé. O sonho de Nabucodonosor descrito e relatado pelo profeta Daniel, “a cabeça daquela estátua era de ouro fino; o seu peito e os seus braços de prata; o seu ventre e as suas coxas de cobre; as pernas de ferro; os seus pés em parte de ferro e em parte de barro” quando “uma pedra cortada sem mão” despedaça a estátua”21, é interpretado como uma sucessão de impérios, respectivamente, Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia, Roma e os dez reinos em que o Império Romano foi dividido; a pedra que derruba a estátua sendo o reino indestrutível do Messias. A cronologia, representada, assumirá especificidade na chamada “profecia das duas mil e trezentas tardes e manhãs”22, o mito de origem do adventismo, quando, a partir da ordem de reconstrução de Jerusalém pelos judeus, por Artaxerxes, o rei da Pérsia, no outono de 247 a.C., interpretando-se tarde e manhã como um ano, chegam-se a classificar vários períodos, até, finalmente, o ano de 1844, quando o “santuário será purificado”. Ellen H. White, a profetisa do adventismo, resume a profecia, “conforme a luz que recebeu”: tomando-se o outono de 457 como ponto de partida, e sessenta e nove semanas, conforme a profecia, os primeiros 483 anos dos dois mil e trezentos, deviam estender-se até o Messias, o Ungido; e o batismo e a unção de Cristo, pelo Espírito Santo, no ano de 27 da nossa era, cumpriu exatamente esta especificação. No meio da septuagésima semana o Messias deveria ser tirado. Três anos e meio depois de Seu batismo, na primavera do ano 31, Cristo foi crucificado. As setenta semanas, ou 490 anos, deveriam pertencer especialmente aos judeus. Ao expirar este período, a nação selou sua rejeição de Cristo, pela perseguição de Seus discípulos, e, no ano 34, os apóstolos voltaram-se para os gentios. Havendo terminado os primeiros 490 anos dos dois mil e trezentos, restavam, ainda, 1.810 anos. Contando-se desde o ano 34 de nossa era, 1.810 anos se estenderiam até 1844. “Então”, disse o anjo, “o santuário será purificado”. Todas as especificações precedentes da profecia se cumpriram inquestionavelmente, no tempo designado.
Miller, entendendo a “purificação” como volta do Messias e, muitos outros pregadores igualmente, marcou data para o evento. Após muitas retificações, as comunidades adventistas aguardaram o Messias para 22 de outubro de 1844. A não ocorrência da profecia ficou sendo chamada de “o grande desapontamento” pelos adventistas. Embora muitos abandonassem a doutrina do advento, permaneceu um pequeno número de adeptos do adventismo que efetuou sob a confirmação de Ellen Harmon, que passara a “receber visões” – por ela mesma considerada testemunhos –, uma retomada do universo simbólico, ainda disperso, mas que viria a se tornar nas “verdades fundamentais” da futura Igreja Adventista do Sétimo Dia, entre as quais constam as doutrinas do santuário, da guarda do sábado24, da mortalidade da alma e a reforma de saúde, como as principais. Os “remanescentes” do adventismo millerista passaram a concentrar suas atenções na doutrina do santuário, a explicação para “o grande desapontamento de 1844”. O santuário da profecia figura-se como idêntico ao tabernáculo construído por Moisés quando o povo de Israel vagava pelo deserto: um pátio exterior, os ofícios sendo realizados nos dois compartimentos, o “santo” e o “santíssimo”. O segundo destes compartimentos era um local todo especial, pois ali, após oficiar no “santo”, penetrava uma vez ao ano o Sumo Sacerdote e efetuava “uma obra especial de expiação”25. O santuário celestial equivale, agora, à existência do “novo concerto”, e, em 1844, Cristo ultrapassa as cortinas do primeiro para o segundo compartimento, o dia da expiação, iniciando um período denominado de “tempo do fim”, quando ocorre o início do preparo da vinda do Messias. Neste período, equivalente à última Igreja das profecias, a de Laodicéa, ao último cavalo, trombeta e selo, dá-se o início do “juízo investigativo”, inicialmente dos mortos; a vinda do Messias ocorrendo quando do término do “juízo dos vivos” e da divulgação da mensagem de sua vinda, no que urge a missão tornar-se comissionada, transforma-se em atividade de proselitismo com o concurso e a responsabilidade dos adeptos, a “obra”.


Bom com isso concluo a minha fundamentação histórica das minhas afirmações. Os que etiverem interessados em continuar esta leitura podem faze-lo baixando na integra o artigo do Dr. JOSÉ JEREMIAS DE OLIVEIRA FILHO neste link: http://www.scielo.br/pdf/ea/v18n52/a12v1852.pdf

Espero que a partir de agora, a senhora, assim como eu, antes de fazer afirmações, fundamente elas em fontes confiáveis. Sejam elas católicas ou não.

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Re: o grande conflito- pra se pensar

Mensagem por Binhokraus em Qui Mar 17, 2011 8:54 pm

Caros amigos do Fórum. É interessante notar, que se tomarmos pessoas sérias, estudiosas que não professam nenhuma fé, conseguimos facilmente desmantelar as inverdades e falácias nas quais muitas religiões e seitas modernas foram fundadas. Sem contar que não podemos tomar escritos antigos, e historiadores antigos, pois estas religiões são modernas. Porém, se com os mesmos critérios, buscarmos em historiadores sérios e não católicos, não conseguimos desmantelar a igreja católica, no máximo, pode-se formular hipóteses históricas, que carecem de fundamentação. É um fato histórico que Cristo deixou uma igreja, e é fato também que esta igreja é a igreja Católica.

Em respeito a todos vocês que frequentam e gastam seu tempo estudando de verdade e lendo de verdade o que é postado aqui, é que eu continuo participando deste debate. Fui acusado de falácia ao dizer o que disse, e me recomendaram estudar a história da igreja adventista, eu fiz conforme sugestão. Alias já havia feito isso, não gosto de jogar ao vento e falar levianamente o que ouço dizer por ai. Não gosto de mentira, e não quero compactuar com nenhuma mentira. Sabemos quem é o pai da mentira. Se uma igreja nasce de mentiras, sabemos que essa igreja, por mais nobres intenções que tenha, não pode ser uma igreja de Cristo.
Oremos por todas as almas que são enganadas nessas falsas religiões e seitas, para que, estudando com verdadeira obstinação, encontrem A VERDADE que é Cristo, e assim possam voltar a unidade com sua única e verdadeira igreja.

Permaneçam em Deus.

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Re: o grande conflito- pra se pensar

Mensagem por quemtembocadizaverdade em Qui Mar 17, 2011 10:50 pm

Olá amigo, eu não me neguei a faze ro que pediu, mas eu trabalho pra sobreviver e não tenho só isso aqui.me perdõe. eu pesquisei sim e vou postar. Antes, quero dizer que li sua pesquisa, entrei no site e quero te agradecer. acho que agora sim você vê que eu não estava mentindo quando disse que a igreja adventista nunca marcou data pra volta de Jesus e sim Miller, um batista, que fez parte e liderou um movimento chamado movimento do advento porque aguardavam a volta de Cristo em 1844, conforme estudos realizados por ele. Esse grupo era composto por religiosos de diversas igrejas protestantes, como reza o texto que vc postou. A igreja adventista surgiu de um grupo de crentes que participaram desse movimento de Miller. Ficaram desapontados com o acontecimento e passaram a orar e estudar as escrituras. Como reza o texto que vc postou eles até comiam carne de porco, postura não adotada pela igreja hoje. A igreja se solidificou quando esse grupo e composto de protestantes de diferentes denominações procuraram respostas na bíblia para tudo o que havia acontecido em 1844. Então descobriram que a data não se referia ao retorno de Jesus estudando os livros de hebreus, Daniel e apocalípse. É isso que eu sempre quiz dizer. a igreja não surgiu de uma mentira, mas de corações sinceros que ao perceberem que estavam enganados foram a cada dia orando e estudando a palavra de Deus. E foi com base nessa palavra que chegaram a ter um corpo de doutrinas, visto que perceberam que o protestantismo em que estavam não haviam reformado por completo as doutrinas da igreja cristã que haviam se perdido com o catolicismo. Quanto a sermos chamados de seita sinto-me feliz pois o livro de atos relata que os apóstolos eram da seita dos nazarenos.Agora vou postar um artigo da revista veja para que vc perceba que a igreja católica surgiu bem depois da primitiva. Era pra essa igreja ser a igreja cristã do tempo dos apóstolos se não tivesse adotado práticas pagas o que resultou o movimento protestante. Resumindo: a igreja adventista é simplesmente o resultado da reforma doutrinária completa iniciada por Lutero.é a mulher de apocalipse 12 que havia ficado no deserto por algum tempo, Daniel ainda afirma esse tempo profético no cap. 7: 25 que corresponde a 1260 anos e depois reaparece como restante de sua semente como diz apoc. 12:17, ou seja os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.Quanto as dissidencias na igreja. isso acontece na católica e em todas as demais. é normal onde existe seres humanos. no tempo de Paulo já havia. fique em paz. ha... vou postar o artigo da revista veja:
veja online

Cristianismo e catolicismo são a mesma coisa?
Não. O termo cristianismo é, a princípio, usado para designar a religião monoteísta centrada na figura de Jesus Cristo, fundada a partir de seus ensinamentos e de sua vida, morte e ressurreição. No entanto, a palavra hoje se refere a toda e qualquer religião ou doutrina baseada na crença de que o profeta é o messias anunciado na Bíblia Hebraica (do judaísmo), que viria à Terra salvar a humanidade de seus pecados e lhe dar a vida eterna. Nos primeiros anos do cristianismo, a igreja era uma só. A partir do Cisma do Oriente (século XI), um grupo dissidente fundou a Igreja Ortodoxa de Constantinopla, e a igreja cristã passou a se chamar Igreja Católica Apostólica Romana - de onde deriva o termo catolicismo. Com o passar do tempo, outras grupos se desgarraram da Igreja de Roma e fundaram novas religiões cristãs, como é o caso da Igreja Luterana, a primeira protestante, ou da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, dos mórmons

Agora, vc sabe que todo escritor pode ser meio tendencioso. Eu prefiro ficar com a Bíblia e o que ela ensina, o mais não me apego.fique em paz.




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Re: o grande conflito- pra se pensar

Mensagem por quemtembocadizaverdade em Qui Mar 17, 2011 10:58 pm

é bom que cada pessoa sincera ore e estude a biblia pedindo discernimento direto de Deus
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Re: o grande conflito- pra se pensar

Mensagem por quemtembocadizaverdade em Qui Mar 17, 2011 11:04 pm

Binho, me esclarece uma coisa a igreja carismática é dissidencia ou não do catolicismo? veja o que achei na VEJA:

CATÓLICOS EM TRANSE
Ricos e pobres, elegantes e desvalidos lotam as missas
da Renovação Carismática e mudam a cara da Igreja

Thaís Oyama e Samarone Lima


Fotos: Rogerio Voltan/ Frederic Jean
O padre Xavier Ibarra (no alto), as celebrações populares do padre Marcelo (centro) e a conversão de ricos como Gisela e Roque Savioli

Na tradicional Igreja Nossa Senhora do Brasil, há duas gerações freqüentada pela fina flor da sociedade católica paulistana, 300 pessoas rezam alto, choram, batem palmas e cantam a plenos pulmões. No palco improvisado no salão de festas, um jovem religioso esconjura o demônio, invoca os poderes do Espírito Santo e pede a Deus a "quebra de todo encantamento, amarração e maldição" que possa estar prejudicando a vida dos presentes. Parece um culto evangélico da Igreja Universal do Reino de Deus. E algumas coisas nesse ritual católico são de fato muito parecidas com uma reunião evangélica. Outras, no entanto, são bem diferentes. Os fiéis da Igreja Nossa Senhora do Brasil pouco têm em comum com a maior parte do público que lota os galpões da Universal na periferia das cidades, como é atestado pelo figurino predominante nessa cerimônia católica (tailleurs Escada e bolsas Gucci podem ser vistos a distância) e pelas esmeraldas expostas nos dedos erguidos em prece — reluzentes como o sobrenome de suas donas: Simonsen, Vidigal, Cabrera e Papa, entre outros.

A elite brasileira, autodeclarada apostólica e romana há cinco séculos, sucumbe aos encantos da Renovação Carismática, movimento que pretende "reenergizar" a fé católica por meio do exercício de dons carismáticos como da cura, do milagre e da profecia, e do culto ao Espírito Santo e à Virgem Maria. No Rio de Janeiro, o movimento ganhou a simpatia de socialites do quilate de Carmem Mayrink Veiga e Gisella Amaral. Em Belo Horizonte, Zilda Couto e Ângela Gutierrez, de famílias de empresários da construção, engordam o rebanho dos convertidos. Terço de pérola nas mãos, a nata do PIB brasileiro se rende à gritaria do discurso pentecostal da Renovação, que já pode ser ouvido até na capela do Palácio da Alvorada, residência do presidente Fernando Henrique Cardoso, onde funcionários carismáticos se reúnem todas as terças-feiras para rezar. Só Brasília tem hoje 10.000 fiéis, muitos da elite local. Áurea Caixeta de Oliveira, por exemplo, aderiu ao movimento há dois anos. Seu marido, Joaquim Constantino de Oliveira, é dono da maior frota de ônibus do mundo, com 13% dos 10.800 veículos que circulam em São Paulo. Áurea, de 63 anos, diz que encontrou no movimento forças para enfrentar a solidão que sentiu depois que seus sete filhos cresceram. "Busquei nos carismáticos uma forma de preencher o vazio da casa."

"Consultei os melhores médicos do país e do mundo, mas nenhum descobriu a causa da doença da minha perna. Foi aí que eu vi que não basta ter dinheiro, é preciso ter fé"
Carmen Mayrink Veiga,
socialite carioca
Foto: Oscar Cabral

Eis o mistério da fé. Essas fiéis que erguem os braços e imploram pela bênção divina têm dinheiro para pagar qualquer psicanalista do país. São mulheres que poderiam relaxar do stress da vida moderna viajando para um paraíso da Polinésia. Em vez disso, preferem submeter-se ao ritual pacificador do divã religioso. Os pedidos, em voz alta, deixariam escandalizados os representantes da Teologia da Libertação, pelo materialismo que evocam. "Um dia, estava com minha nora grávida, no farol, e surgiram dois ladrões. Rezei para o Espírito Santo e não levaram nem o meu Breitling (relógio avaliado em até 30.000 dólares)", conta a carismática Cristina Simonsen. Carmem Mayrink Veiga é outro exemplo do que as missas da Renovação têm provocado na elite católica. A socialite carioca, que se diz "simpatizante" do movimento, consultou os melhores médicos para descobrir a causa de uma doença na perna. "Depois de distribuir um milheiro de santinhos, consegui levantar-me de meu leito. Foi aí que vi que não basta ter dinheiro, é preciso fé", diz
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Re: o grande conflito- pra se pensar

Mensagem por quemtembocadizaverdade em Sex Mar 18, 2011 6:50 am

a pesquisa que eu encontrei e menos tendenciosa ligada á história foi essa:
Desde o Concílio de Trento, realizado entre 1545 e 1563, a igreja cristã subordinada à autoridade papal passou a denominar-se Católica Apostólica Romana, em oposição às igrejas protestantes constituídas a partir da Reforma. Define-se como una, santa, católica e apostólica e considera seu chefe como legítimo herdeiro da cátedra do apóstolo Pedro, sagrado papa, segundo o Evangelho, pelo próprio Cristo.

O termo catolicismo foi usado por alguns autores (Aristóteles, Zenão, Políbio), antes da era cristã, com o sentido de universalidade. Aplicado à igreja, aparece pela primeira vez por volta do ano 105 da era cristã na carta de Inácio, bispo de Antioquia. Nos textos mais antigos, aplica-se à igreja geral considerada em relação às igrejas locais. Nos autores do século II da era cristã (Justino, Ireneu, Tertuliano, Cipriano), o termo assume duplo significado: o de universalidade geográfica, pois na opinião desses autores a igreja já havia atingido os confins do mundo; e o de igreja verdadeira, ortodoxa, autêntica, em contraposição às seitas que começavam a surgir.

História

Cristianismo na Palestina. Na época de Jesus Cristo, quando a Palestina era dominada pelos romanos, a religião oficial do povo judeu pautava-se pela parte da Bíblia conhecida como Antigo Testamento. Embora não pretendendo romper com a tradição religiosa judaica, a mensagem de Cristo dava realce principalmente aos princípios éticos do amor e da fraternidade, contrapondo-se ao formalismo religioso apregoado pelos fariseus e doutores da lei mosaica. Essa mensagem de cunho mais espiritual e menos legalista passou a ser divulgada sobretudo entre as camadas pobres da população, na língua popular, o aramaico, mediante parábolas.





Após a morte de Cristo, seus discípulos passaram a ser chamados cristãos e, reunidos em pequenas comunidades, procuraram manter viva a lembrança de seus ensinamentos, embora participando ainda da tradição religiosa judaica. O evento mais importante desse período foi a primeira assembléia cristã, conhecida como Concílio de Jerusalém, da qual emergiram duas perspectivas pastorais bem definidas. De um lado, sob a liderança do apóstolo Tiago, estavam os que pretendiam dar destaque à raiz judaica da nova fé; do outro, os seguidores de Paulo, que desejavam uma abertura imediata da mensagem cristã para o mundo cultural greco-romano. A decisão conciliar optou por uma abertura prudente, proposta por Pedro, já escolhido por Cristo como chefe de seu primeiro grupo de discípulos. Esse cristianismo judaico teve, porém, vida relativamente breve, em vista da destruição de Jerusalém, ordenada pelo imperador Tito no ano 70. A partir de então, a fé cristã expandiu-se nas províncias da Anatólia e na própria capital do Império Romano.

Cristianismo no mundo helênico. Foi sobretudo graças à atuação de são Paulo, divulgador da mensagem cristã na Anatólia, que o movimento religioso iniciado por Cristo na Palestina estendeu-se para o mundo helênico. A crença de pobres camponeses e pescadores passou a conquistar adeptos entre as famílias pertencentes às classes médias urbanas. O culto cristão foi progressivamente adaptado às formas de expressão mística do Oriente e sua liturgia passou a empregar a língua grega. Fez-se também a tradução da Bíblia para o grego, conhecida como versão dos Setenta, e a atitude ética proposta pelo cristianismo complementou-se com um enfoque conceitual e doutrinário. A elaboração teórica começou com os apologetas, entre os quais destacou-se Orígenes, empenhados em defender a validade da crença cristã diante da cosmovisão grega.

Dois centros de cultura cristã assumiram uma importância excepcional nessa época: Alexandria, no Egito, e Antioquia, na Síria. Em Alexandria predominava a influência platônica e uma interpretação das Escrituras voltada para a alegoria; em Antioquia prevalecia a interpretação histórico-racional, de raiz aristotélica. O período que abrange os séculos IV e V caracterizou-se pela atuação de intelectuais católicos como Atanásio, Basílio, Gregório de Nissa, Gregório Nazianzeno, João Crisóstomo e Cirilo de Alexandria, todos pertencentes ao clero católico. A consolidação dos dogmas cristãos nessa época gerou divergências doutrinais conhecidas como heresias.

O primeiro concílio ecumênico realizou-se em Nicéia em 325, convocado pelo imperador Constantino. Coube a Teodósio I reunir o segundo concílio ecumênico em 381, na cidade de Constantinopla, com a participação apenas dos bispos orientais. O terceiro concílio realizou-se em Éfeso, no ano 431, e proclamou a origem divina da maternidade de Maria. A maior assembléia cristã da antiguidade foi o Concílio de Calcedônia, realizado em 451. Desde o século IV, a igreja grega passou a atuar em colaboração com o poder político e essa aliança com o estado fortaleceu-se após a separação da igreja de Roma. No século IX, com Fócio, patriarca de Constantinopla, as relações entre as duas igrejas se estremeceram, mas a separação definitiva só se deu em 1054. Desde então a igreja romana se refere à igreja grega como cismática, embora esta se definisse como ortodoxa, ou seja, detentora da reta doutrina. Além das divergências sobre formulações teológicas, originadas de perspectivas culturais diversas, teve também grande peso na ruptura a resistência dos cristãos gregos em aceitar a afirmação cada vez maior do poder político-eclesiástico da igreja romana.

Cristianismo no Império Romano. Ao iniciar-se a expansão da fé católica pela Anatólia, toda a região estava sob o domínio do Império Romano. Com a destruição de Jerusalém, inúmeros cristãos, entre os quais o apóstolo Pedro, passaram a viver na periferia de Roma, juntamente com outros judeus. A partir de então, Roma foi a sede de religião cristã; daí as expressões cristianismo romano e igreja romana. As celebrações do culto passaram a realizar-se na língua latina. Também a Bíblia foi, mais tarde, traduzida para o latim, por são Jerônimo, tradução conhecida como Vulgata. Ao contrário dos gregos, marcadamente especulativos, os romanos eram um povo jurídico por excelência. Pouco a pouco, o espírito legalista afirmou-se na formação cristã, com ênfase cada vez maior na organização das estruturas eclesiásticas. De acordo com a nomenclatura romana, os territórios onde desabrochava a fé cristã dividiram-se em dioceses e paróquias, à frente dos quais foram postos bispos e párocos, sob a chefia do papa, sucessor de Pedro e bispo de Roma.

A presença cristã no Império Romano foi marcada por duas etapas bem diversas. Na primeira, que se estendeu até o final do século III, a religião cristã viu-se desprezada e perseguida. O imperador Nero foi o primeiro perseguidor dos cristãos, acusados de terem provocado o incêndio de Roma no ano 64. Entre os mártires dessa fase, que durou quatro anos, incluem-se são Pedro e são Paulo. Com Domiciano houve nova perseguição, iniciada por volta do ano 92. Os imperadores antoninos do século III não hostilizaram abertamente os cristãos, mas a legislação permitia que fossem denunciados e levados aos tribunais. Houve perseguições sob Décio, Valeriano e Diocleciano, mas a situação começou a modificar-se com a vitória de Constantino sobre Maxêncio. A partir de Constantino, os imperadores passaram a proteger e estimular cada vez mais a fé cristã, até que, na época de Teodósio I, em fins do século IV, o Império Romano tornou-se oficialmente um estado cristão.

De início professado apenas pelos descendentes de judeus que viviam na periferia de Roma, o cristianismo logo difundiu-se, porém, nas camadas pobres da população, especialmente entre os escravos, e pouco a pouco foi atingindo também as famílias da nobreza romana. Com os decretos de liberdade e oficialização, o cristianismo afirmou-se a ponto de tornar-se, para alguns, veículo de promoção social e caminho para a obtenção de cargos públicos. Na medida em que a fé cristã se consolidou como religião marcadamente urbana, a partir de fins do século IV, os demais cultos passaram a ser perseguidos. Por conseguinte, seus seguidores tiveram que se refugiar na zona rural, donde o nome pagão, ou seja, habitante do campo.

Cristianismo medieval. A partir do século V, o Império Romano entrou em decadência até sucumbir às invasões dos povos bárbaros. Quando as populações germânicas ultrapassaram as fronteiras do Império e se estabeleceram no Ocidente, foram os francos os primeiros a abraçar a fé cristã, razão pela qual a França foi chamada, mais tarde, "filha primogênita da igreja". Por força da atividade missionária, outros povos foram, em seguida, aderindo à fé cristã. A partir do século VI, o reino franco foi perdendo o antigo vigor, devido à debilidade dos reis merovíngios, enquanto ocorria a ascensão da casa dos carolíngios. Carlos Magno foi coroado imperador pelo papa Leão II em 800; consolidava-se assim um novo estado cristão, ou seja, a cristandade medieval, fortemente apoiado no sistema feudal. A partir do século XI, essa cristandade foi representada pelo Sacro Império Romano-Germânico e, no século XVI, pelos reinos da Espanha e Portugal.

Enquanto o cristianismo judaico, de caráter rural, assumira características urbanas com a transposição para a cultura greco-romana, a divulgação da fé católica na sociedade medieval provocou o processo inverso, pois os povos anglo-germânicos tinham uma forma de vida marcadamente rural. Não obstante, a hierarquia católica procurou manter valores próprios da civilização romana. Dessa maneira, a língua oficial da igreja continuou sendo o latim, pois os chamados povos bárbaros não tinham ainda expressão literária estruturada. O clero continuou a usar a antiga túnica romana, chamada agora hábito talar dos eclesiásticos. A doutrina religiosa também continuou a ser expressa por categorias filosóficas gregas e a organização eclesiástica se manteve dentro dos padrões jurídicos romanos.

A partir de então, ocorreu de forma bem nítida uma separação entre a religião cristã oficial, sustentada pela hierarquia com apoio do poder político, e o cristianismo popular, marcado por forte influência das culturas anglo-germânicas. Não podendo mais participar do culto por falta de compreensão da língua oficial, o povo passou a desenvolver formas próprias de expressão religiosa marcadamente devocionais. De modo análogo ao que ocorria na vida leiga medieval, com vínculos sociais articulados pelo juramento de fidelidade, mediante o qual os servos se comprometiam à prestação de serviços aos senhores feudais em troca de proteção, também o auxílio celeste passou a ser invocado por promessas que deveriam ser pagas após o recebimento das graças e favores desejados.

A divisão entre religião popular e cristianismo oficial perduraria até os albores do século XVI, não obstante a criação dos tribunais da Inquisição para a manutenção da ortodoxia da fé. Diante da fragilidade da prática religiosa, o Concílio de Latrão IV, celebrado em 1215, decidiu prescrever aos fiéis cristãos a assistência dominical à missa sob pena de pecado, bem como a confissão e a comunhão anual. Daí a origem dos chamados mandamentos da igreja.

Desde o início da Idade Média, sob influência de santo Agostinho, um dos maiores pensadores católicos, houve uma valorização da doutrina da graça divina, mas simultaneamente tomou incremento uma concepção negativa a respeito do corpo e da sexualidade humana. Dentro dessa perspectiva, o Concílio de Elvira, celebrado na Espanha em 305, prescreveu o celibato para os clérigos, medida oficializada posteriormente para toda a igreja. Houve ainda uma grande promoção do monaquismo: a ordem de São Bento, estabelecida em abadias rurais, teve ampla difusão nos primeiros séculos da formação da Europa. A partir do século XIII, as ordens mendicantes, como a fundada por Francisco de Assis, difundiram-se rapidamente.






No século IX, os monges de Cluny, de inspiração beneditina, passaram a dedicar-se à preservação do patrimônio cultural clássico, copiando documentos antigos. No século XIII, a grande contribuição cultural da igreja foi a fundação das primeiras universidades, nas quais se destacaram Tomás de Aquino e Alberto Magno, da ordem dominicana. Não obstante, a visão religiosa de mundo começou a ser questionada a partir do século XV, com as novas descobertas, produto do desenvolvimento científico, cuja origem estava vinculada ao movimento das cruzadas, expedições religiosas que levaram os príncipes cristãos ao estabelecimento de comércio com o Oriente.

Sociedade moderna e Reforma. As mudanças de caráter social, econômico e cultural que ocorreram a partir do século XIV, marcando o fim da Idade Média e o nascimento do mundo moderno ocidental, provocaram uma crise muito forte na instituição eclesiástica e na vivência da fé católica. Diversos grupos passaram a solicitar reformas urgentes e a protestar contra a lentidão e a dificuldade da igreja em adaptar-se aos novos tempos. Dessas divergências resultou a cisão no seio da Igreja Católica e o surgimento das denominações protestantes.

A figura do monge católico Martinho Lutero é exemplar a esse respeito. Diante da emergência progressiva dos idiomas modernos, Lutero apregoava a necessidade de que o culto fosse celebrado em língua vernácula, a fim de diminuir a distância que se interpunha entre o clero e o povo. Desejoso de que os cristãos de sua pátria tivessem acesso às fontes religiosas da fé, traduziu a Bíblia para o alemão. Nessa mesma perspectiva, proclamou a necessidade de adotar para os clérigos os trajes da sociedade em que viviam e contestou a necessidade do celibato eclesiástico. As diversas denominações protestantes surgidas nesse período, como o luteranisno na Alemanha, o calvinismo na Suíça e o anglicanismo na Inglaterra difundiram-se rapidamente em vista de sua maior capacidade de adaptação aos valores da emergente sociedade burguesa.

A profunda vinculação da igreja romana com o poder político, a partir de Constantino, e a progressiva participação da hierarquia eclesiástica na nobreza ao longo da Idade Média fizeram com que os adeptos da fé católica tivessem dificuldades muito grandes para aderir à evolução da sociedade européia. A Igreja Católica reagiu de forma conservadora não só às novas perspectivas culturais, como também às reformas propostas por Lutero. A expressão mais forte dessa reação antiburguesa e antiprotestante foi o Concílio de Trento, realizado em meados do século XVI. Em oposição ao movimento protestante que defendia a adoção da língua vernácula no culto, os padres conciliares decidiram-se pela manutenção do latim. Acentuou-se o poder clerical na estrutura da igreja e o celibato sacerdotal foi reafirmado. Diante da popularização da leitura bíblica promovida por Lutero, a hierarquia católica recomendou a divulgação de catecismos com resumo das verdades da fé.

A instituição católica reagiu fortemente contra o avanço da mentalidade humanista, insistindo sobre a necessidade de uma prática ascética. A hierarquia eclesiástica persistiu na vinculação com a antiga nobreza rural e encontrou dificuldade para aceitar os novos valores da burguesia urbana em ascensão. A reação antiburguesa assumiu posições radicais na península ibérica, onde os reis católicos, Fernando e Isabel, implantaram a Inquisição contra os judeus com a finalidade específica de quebrar o poder econômico que eles detinham.

O Concílio de Trento trouxe uma significativa revitalização da instituição católica, com o surgimento de novas congregações religiosas, muitas das quais dedicadas a atividades missionárias, educativas e assistenciais. A Companhia de Jesus, fundada por Inácio de Loyola, tornou-se o modelo da nova forma de vida religiosa. A arte barroca, por sua vez, tornou-se um instrumento importante de expressão da reforma eclesiástica.

A mentalidade conservadora da Igreja Católica perdurou nos séculos seguintes, o que provocou a hostilidade da nova burguesia liberal contra a Companhia de Jesus, expulsa de vários países na segunda metade do século XVIII. A revolução francesa de 1789 assumiu também um caráter nitidamente anticlerical, tendo em vista a aliança da igreja com o poder monárquico do Antigo Regime. Ao longo do século XX, a igreja continuou combatendo as concepções liberais e encontrando dificuldade para assimilar os progressos da ciência. O Concílio Vaticano I, interrompido com a tomada de Roma em 1870, reforçou as posições autoritárias da igreja ao proclamar o dogma da infalibilidade papal. Desde princípios do século XX, o papa Pio X prescreveu a todos os professores de seminários o juramento antimodernista, exigindo fidelidade às concepções teológico-filosóficas elaboradas no século XIII por Tomás de Aquino, fundamentado na cosmovisão grega aristotélica.

Catolicismo e mundo contemporâneo. Após cerca de 400 anos de reação e resistência contra os avanços do mundo moderno, a Igreja Católica iniciou um processo de maior abertura com o Concílio Vaticano II, realizado entre 1962 e 1968. Entre as conquistas mais expressivas dessa assembléia episcopal, deve-se ressaltar a afirmação de que a fé católica não se vincula diretamente a nenhuma expressão cultural em particular, mas deve adequar-se às diversas culturas dos povos aos quais a mensagem evangélica é transmitida. Dessa forma, a marca da romanidade da igreja deixou de ter a relevância que tivera no passado. Uma das conseqüências práticas dessa orientação foi a introdução das línguas vernáculas no culto, bem como a adoção progressiva do traje civil pelo clero.

O concílio trouxe uma maior tolerância em relação aos progressos científicos; a posterior revogação da condenação de Galileu foi um gesto simbólico dessa nova atitude. As estruturas da igreja modificaram-se parcialmente e abriu-se espaço para maior participação dos leigos, incluindo as mulheres, na vida da instituição. Ao contrário dos concílios anteriores, preocupados em definir verdades de fé e de moral e condenar erros e abusos, o Vaticano II teve como orientação fundamental a procura de um papel mais participativo para a fé católica na sociedade, com atenção para os problemas sociais e econômicos.

Os padres conciliares mostraram sensibilidade para com os problemas da liberdade e dos direitos do homem. A diretiva pastoral, menos devotada às questões dogmáticas da teologia clássica, permitiu maior aproximação entre a igreja romana e as diversas igrejas ortodoxas de tradição grega, como a armênia e a russa, e as denominações protestantes. Por último, os horrores do anti-semitismo nazista ofereceram oportunidade para que a Igreja Católica repensasse sua tradicional posição de distanciamento em relação ao judaísmo.

Doutrina católica

Os quatro primeiros concílios ecumênicos definiram as concepções trinitárias e cristológicas, sintetizadas no símbolo conhecido como Credo, adotado no ritual da missa. O dogma trinitário afirma a crença num só Deus, que se manifesta por meio de uma trindade de pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. O dogma cristológico admite que Cristo é o Filho de Deus, encarnação do Verbo divino, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. O advento de Cristo deu-se por meio da Virgem Maria que, segundo o dogma mariológico, concebeu do Espírito Santo. A finalidade da encarnação de Cristo foi salvar a humanidade do pecado original, que enfraqueceu a natureza humana e acentuou sua tendência para o mal, de acordo com o dogma soteriológico.

A doutrina do pecado original e da graça foi elaborada por santo Agostinho nas primeiras décadas do século V. A partir do século XIII, Tomás de Aquino procurou estabelecer uma ponte entre o saber teológico e a filosofia aristotélica, afirmando que as verdades da fé superam a racionalidade humana mas não estão em contradição com ela. Assim sendo, a filosofia deve estar a serviço da teologia cristã. Tomás de Aquino tornou-se o mestre por excelência da doutrina católica, com a síntese por ele realizada na Suma teológica. No século XVI, o Concílio de Trento definiu dois pontos fundamentais. Em primeiro lugar, a afirmação da doutrina da igreja, considerada como uma sociedade hierárquica, dentro da qual se atribui ao clero o poder de magistério, de ministério do culto e de jurisdição sobre os fiéis. Em segundo lugar, o concílio definiu a doutrina dos sete sacramentos da igreja (batismo, crisma ou confirmação, confissão, eucaristia, extrema-unção, ordem e matrimônio), além de proclamar a presença real de Cristo na eucaristia, no mistério da transubstanciação.

Ao longo dos séculos XVII e XVIII a teologia católica foi conturbada por polêmicas referentes ao papel da graça e da participação do homem em sua própria salvação, onde se confrontam principalmente os jesuítas e os jansenistas, estes últimos partidários de maior valorização da presença do mistério divino na história humana. Durante o século XIX, foram proclamadas como verdades de fé a Imaculada Conceição de Maria e a infalibilidade pontifícia. O primeiro dogma representou uma resposta da Igreja Católica às novas concepções materialistas e hedonistas resultantes da revolução burguesa, paralelas ao processo acelerado de industrialização; o segundo constituiu uma reação ante o avanço das idéias liberais, com afirmação progressiva dos direitos do homem. O último dogma da Igreja Católica foi proclamado por Pio XII em meados do século XX: a Assunção da Virgem Maria ao céu, com corpo e alma. É necessário ainda ter presente que, desde a Idade Média, com o surgimento do chamado catolicismo popular à margem da igreja oficial, criaram-se também novas versões teológicas mais adequadas à compreensão do povo, cuja influência muito se faz sentir na formação do catolicismo brasileiro.





Organização e estrutura

O catolicismo apresenta duas características que devem ser levadas em conta na análise de suas posições políticas e religiosas. A primeira é a profunda vinculação entre igreja e poder político, iniciada com Constantino no século IV, mantida ao longo de toda a Idade Média e prolongada em diversos estados durante a época moderna, em alguns países até os dias de hoje. Com muita freqüência, portanto, a organização eclesiástica sofreu a influência das alianças com o poder secular. O segundo aspecto a ser considerado é que a igreja transformou-se, desde o início da Idade Média, num verdadeiro estado político, sendo o papa, portanto, não apenas um chefe religioso mas também um chefe de estado, atribuição que conserva até hoje, não obstante o tamanho reduzido do estado pontifício.

Escolhidos por Jesus para pregar o Evangelho, os primeiros apóstolos eram simples pescadores da Galiléia, homens de pouca instrução. A fim de prepará-los para sua missão, Jesus reuniu-os ao redor de si, transmitindo-lhes pessoalmente seus ensinamentos. Também os apóstolos e seus primeiros sucessores instruíram os discípulos por meio de contato pessoal, consagrando essa forma de educação sacerdotal nos primeiros séculos da igreja. Muito contribuiu para a formação do clero a fundação de escolas catequéticas em Alexandria, Antioquia e Cesaréia, desde fins do século II. A eleição dos clérigos estava a cargo dos apóstolos e seus sucessores, os bispos, mas se costumava ouvir também o parecer da comunidade cristã, a quem competia o sustento dos clérigos, dos quais se exigiam virtudes e qualidades morais.

De início, o celibato não era obrigatório para os clérigos que ingressavam casados no estado eclesiástico. Tampouco se fazia distinção entre os termos bispo e presbítero; havia também as diaconisas, devotadas ao cuidado dos enfermos e instrução das mulheres, mas tal ordem eclesiástica desapareceu no século VII. Nos primeiros séculos, a comunidade cristã dependia diretamente dos bispos, como atesta Inácio de Antioquia; somente mais tarde foram criadas as paróquias.

A pujança da vida cristã, no início do século IV, é atestada ainda hoje pelas basílicas romanas: São Pedro, São Paulo, Santa Maria Maggiore, São Lourenço, São João do Latrão, São Sebastião e Santa Cruz de Jerusalém. Construídas sob o patrocínio de Constantino e de sua mãe, Helena, são prova do esplendor de que se revestia então o culto litúrgico. Nos principais centros do Ocidente, como Cartago, Milão e Roma, generalizou-se a praxe da missa cotidiana. Como regra geral, o clero se formava à sombra dos presbitérios e das abadias. Na Itália, sacerdotes de diversas paróquias reuniam em seus presbitérios os aspirantes ao sacerdócio, para instruí-los no serviço divino. Agostinho e Eusébio de Vercelas reuniam na própria casa episcopal os jovens desejosos de seguir a vocação sacerdotal. Também os mosteiros preparavam um clero seleto. O celibato, prescrito inicialmente para o clero da Espanha e depois estendido para toda a igreja do Ocidente pelo papa Sirício, no sínodo romano de 386, foi rejeitado pelos bispos do Oriente, onde vigorou apenas a proibição de núpcias para os que recebiam solteiros as sagradas ordenações.

Com a queda do Império Romano, a igreja passou a ocupar-se da evangelização e conversão dos povos germânicos, o que deu origem a novos modelos de organização eclesiástica. Nos reinos dos visigodos e dos francos, ao lado da eleição feita pelo metropolita e avalizada pelo povo, exigia-se desde o século VI a confirmação real para o episcopado. Tanto a igreja franca como a visigótica assumiram um caráter fortemente nacionalista, acentuando-se sua independência com relação à Santa Sé. Em ambas as cristandades, infiltrou-se o instituto das "igrejas próprias". As igrejas rurais passaram a ser consideradas propriedades particulares dos senhores da terra, que se imiscuíam na eleição de párocos e capelães. Na igreja franca, ao lado de um alto clero político e mundano, surge um clero inferior inculto e desregrado. No reino visigótico, a vida religiosa do clero revitalizou-se no século VII com a convocação de numerosos sínodos. Apesar disso, a prática do celibato foi quase abandonada, a tal ponto que o rei Vitiza julgou-se autorizado a suprimi-la de todo no início do século VIII.

A partir de Pepino o Breve, é notória a ação dos carolíngios em favor da igreja; pode-se mesmo atribuir a essa dinastia o surto reformador do século VIII e seguinte. Carlos Magno e seu filho Luís o Piedoso, em modo particular, deram importância excepcional à reforma da igreja. Durante o reinado do primeiro, instituíram-se muitas paróquias e bispados, a posição dos bispos nas dioceses foi valorizada pelas visitas pastorais e pelos sínodos e o pagamento dos dízimos consolidou a base econômica das igrejas. O imperador ordenou também a fundação de escolas ao lado das catedrais, mosteiros e abadias. Embora vinculado aos interesses expansionistas do reino franco, o incremento da atividade religiosa converteu o reinado de Carlos Magno na primeira experiência de construção da cristandade medieval.

Durante a época feudal dos séculos X e XI, houve acentuada decadência da vida cristã, ocasionada, em primeiro lugar, pelas contínuas incursões dos normandos, húngaros e sarracenos, que traziam devastações, desorganização, miséria e fome para o povo. A conversão em massa da população provocou uma assimilação muito superficial do cristianismo. Além disso, na conversão dos saxões foi utilizada a força armada, gerando-se com isso o ódio e não o amor pela fé cristã. Assim sendo, desagregado o império carolíngio, o povo retornou à vida primitiva e retomou costumes pagãos: práticas supersticiosas e uso de amuletos e sortilégios. O paganismo se manifestava na instituição dos ordálios, ou juízos de Deus, resolvidos por meio de duelos, provas de fogo e de água, nas quais se esperava uma intervenção miraculosa da divindade em favor do inocente. Dominava o espírito de vingança, sensualidade e ebriedade, sendo comuns as violações do vínculo matrimonial.

A decadência da vida cristã manifestava-se também na deficiente prática religiosa e sacramental. Aumentava o culto dos santos, eivados muitas vezes de práticas supersticiosas e de ignorância. Cresceu a veneração indiscriminada das relíquias, que eram da mesma forma comercializadas ou roubadas. Relíquias falsas eram postas com facilidade em circulação: três localidades da Europa se vangloriavam de possuir entre seus tesouros, a cabeça de são João Batista; chegavam a 33 os cravos da Santa Cruz venerados em diversas igrejas; a abadessa Ermentrude de Jouarre falava em relíquias como o fruto da árvore da ciência do bem e do mal e Angilberto enumera, entre as relíquias do mosteiro de São Ricário, a candeia que se acendeu no nascimento de Jesus, o leite de Nossa Senhora e a barba de são Pedro.

Desde meados do século IX até fins do século XI, a observância do celibato entrou em grande decadência e num abandono quase completo. Padres e bispos casados preocupavam-se por vezes mais com sua família do que com o ministério pastoral. Os bens eclesiásticos eram também utilizados para prover parentes, ou transmitidos aos filhos, formando-se uma espécie de dinastia sacerdotal. Outro abuso de vastas proporções era a compra e venda de benefícios e ministérios eclesiásticos. Houve casos de simonia, ou seja, tráfico de coisas sagradas, na aquisição das dioceses da França, Itália e Alemanha. A fim de recuperar o dinheiro gasto com a própria nomeação, os bispos eleitos dessa forma não admitiam clérigos às sagradas ordenações senão mediante alguma compensação pecuniária. Os presbíteros não administravam os sacramentos sem remuneração. No sínodo realizado em Roma em 1049, o papa Leão IX quis depor os sacerdotes ordenados por bispos considerados simoníacos, mas os casos eram tão numerosos que ele não pôde concretizar sua decisão, pois teria privado de cura de almas um número muito grande de igrejas.

Sob a orientação do papa reformador Gregório VII e de seus sucessores, afirmou-se a autoridade legislativa e administrativa da igreja romana nos séculos XII e XIII. Diminuiu a influência dos costumes germânicos, substituídos pelo direito romano, utilizado sob a forma de direito canônico pela instituição eclesiástica. O apelativo "papa", já usado precedentemente pelo bispo de Roma, assumiu significado pleno e exclusivo. Desde o século XI, introduziu-se também o uso da tiara, como símbolo do poder eclesiástico. Fortaleceu-se a doutrina da autoridade normativa da Sé Apostólica para toda a igreja. A partir de então, apenas o papa podia convocar e aprovar os concílios ecumênicos. Organizou-se a Cúria Romana para despacho dos negócios referentes ao papa e ao estado pontifício. Nomearam-se os cardeais, espécie de senadores da igreja, com quem o papa resolvia as questões mais importantes em reuniões denominadas consistórios. Os cardeais passaram a ser enviados mais amiúde às diversas nações como legados pontifícios. Tal instituição chegou ao máximo desenvolvimento sob Inocêncio III, papa que governou na passagem do século XII para o século XIII e sob o qual o poder de Roma afirmou-se de forma enérgica e intransigente.

O fortalecimento do poder romano induziu os papas a se tornarem os incentivadores da libertação da Terra Santa das mãos dos muçulmanos, dirigindo contra eles as cruzadas ou guerras santas. A defesa da ortodoxia católica teve também como resultado a criação do tribunal da Santa Inquisição. Esta apresentava desde o início graves vícios, como a aceitação de denúncias e testemunhos de pessoas cuja identidade era mantida em segredo, a não-admissão de defensores, o abuso do conceito de heresia, a aplicação da tortura e a pena de morte. Embora as execuções fossem efetuadas pelas autoridades civis, esse particular não diminui a responsabilidade da igreja; no entanto, o juízo sobre a Inquisição deve levar em conta a mentalidade da época, que considerava a fé cristã como o máximo bem, e a apostasia e a heresia como os piores delitos.
fonte:http://www.fontedosaber.com/historia/catolicismo.html
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Re: o grande conflito- pra se pensar

Mensagem por quemtembocadizaverdade em Sex Mar 18, 2011 7:05 am

Minha conclusão:
Olha Binho, após ler seus artigos, pesquisas na internet, que não se limita a essas postadas tenho minha conclusão, que pode não ser a sua, mas devemos nos respeitar como seres humanos pensantes.A minha conclusão é essa:
O cristianismo fundado por Cristo sofreu em sua trajetória várias transformações e divisões. A entrada da política no seio religioso foi a principal responsável por essas mudanças. Daí então o surgimentos das divisões que até hoje podemos contemplar no cristianismo. Cabe a cada individuo decidir seu próprio caminhon em termos de religiosidade.
fiuco a pensar sem querer mais levantar polêmicas e interpretações dos seguintes textos bíblicos:
2 Tessalonicenses 2 : 1 a 8 -Ora, irmãos, rogamo-vos, pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, e pela nossa reunião com ele,

Que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia de Cristo estivesse já perto.

Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição,

O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus.

Não vos lembrais de que estas coisas vos dizia quando ainda estava convosco?

E agora vós sabeis o que o detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado.

Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que agora resiste até que do meio seja tirado;

E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda;

A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira,

E com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem.

E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira;

Para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade
Daniel 7: 25-E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei; e eles serão entregues na sua mão, por um tempo, e tempos, e a metade de um tempo
apoc. 21: 1 a 7


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Re: o grande conflito- pra se pensar

Mensagem por quemtembocadizaverdade em Sex Mar 18, 2011 7:07 am

E vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe.

E eu, João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido.

E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus.

E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.

E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E disse-me: Escreve; porque estas palavras são verdadeiras e fiéis.

E disse-me mais: Está cumprido. Eu sou o Alfa e o Omega, o princípio e o fim. A quem quer que tiver sede, de graça lhe darei da fonte da água da vida.

Quem vencer, herdará todas as coisas; e eu serei seu Deus, e ele será meu filho
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Re: o grande conflito- pra se pensar

Mensagem por quemtembocadizaverdade em Sex Mar 18, 2011 7:11 am

Espero que um dia nos encontremos no reino de Deus para juntos o adorarmos pela eternidade.Que o Deus Eterno conhecedor dos corações nos guie em meio a turbulencia desse mundo e que o dom maior nos dado por Cristo que é o amor seja em nós notório. Fique com Deus.
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Re: o grande conflito- pra se pensar

Mensagem por Binhokraus em Sex Mar 18, 2011 8:01 am

Respeito sua opinião, mas poxa, mais uma vez, REVISTA VEJA??? Desculpe mas a referida revista não é nada confiável. É tendenciosa e parcial. Eu mesmo já li alguns artigos na revista veja, principalmente na época da morte do saudoso João Paulo II, e quantos absurdos eu vi ali escrito. Pessoas falando de coisas que não conhecem, fazendo suposições de coisas que não poderiam acontecer, dizendo que João Paulo II chegou a pensar em renunciar, quando na verdade ele citara apenas uma passagem bíblica, que é o cantico de simeão que é rezado TODA NOITE na oração chamado completas. Enfim, me desculpe, mas sua fonte da revista veja não é nada confiável.

Quanto a origem dos Adventistas, me desculpe mais uma vez, mas é muito estranho que só depois de 1900 anos Nosso Senhor tenha delegado a pessoas que estavam envolvidas em erros e mais erros a revelação a cerca daquilo que é a sua igreja, me desculpe, mas isso é muita pretensão. Porém, cada um é livre para crer no que quiser, mas afirmar que sua doutrina é a doutrina fiel e que todas as outras estão erradas, é muita pretensão.

Minhas pesquisas não se limitam a Internet também, só cito fontes online para ficar mais fácil conferir. E como você eu também tenho meus afazeres, embora tenha um pouco mais de tempo livre para postar aqui no fórum neste momento, nem sempre posso estar online todo tempo. Trabalho com pesquisas, sou biólogo, cientista e ecólogo, por essa razão meu compromisso é com a verdade, a verdade. A ciência tem compromisso com a verdade através dos fatos, e talvez por essa razão eu me apego tanto aos fatos, mas claro, não deixo de lado a fé, pois certas verdades fundamentais do cristianismo não podem ser provadas apenas por fatos, sem a fé não é possível crer.

Por estas razões também, digo, SOU CATÓLICO, pois pelo estudo dos fatos, percebo que não existe outra igreja que tenha sido fundada por Cristo. É claro que ao longo dos séculos a Igreja cometeu excessos, tanto é fato que o Papa pediu perdão pelos erros cometidos. Afinal a Igreja é formada por homens, como a sua própria igreja, apesar de negarem, é inquestionável que o berço do Adventismo moderno é o movimento iniciado po Miller, e é normal não quererem que o nome dele seja associado ao da igreja, afinal ele previu datas para a volta do Senhor. Mas não podemos nos esuquecer de Elen White, que vocês também vão negar que era da igreja de vocês, mas sem ela vocês também não existiriam, então a motivação para a criação da igreja adventista moderna é inegavelmente o grande desapontamento, através dele, pegaram tudo que vocês já tinham, rearrumaram e assim nasceu a igreja adventista moderna. Dizer que eram batista é uma inverdade, pois estes largaram suas igrejas para se dedicar ao movimento adventista, logo não eram mais batistas. Tanto é, que quando houve o grande desapontamento, muitos voltaram para suas igrejas. Daí conclui-se que a igreja adventista é uma igreja que nasceu de homens e não de Deus.

O convite que eu fiz a senhora para estudar os documentos da igreja, é para que a senhora conheça verdadeiramente o que é o catolicismo, conheça verdadeiramente a história deste. E a partir de um conhecimento verdadeiro a senhora terá condições de dizer se a igreja católica é ou não a mesma igreja dos apóstolos.

Tudo isso que fizemos aqui, todo este debate que eu me permiti ter com a senhora é para lhe incentivar a buscar realmente a verdade em outras fontes. Se a senhora se apóia somente no que escreve sua igreja, a senhora nunca vai encontrar nada que coloque sua igreja em cheque. Seria improdutivo para o crescimento da sua igreja divulgar coisas que deixem sua igreja em cheque. Já no catolicismo incentivamos que busque em fontes extra-igreja, para que cheguem as conclusões corretas. O Levi, é um tira dúvida oficial aqui do fórum, é professor de história, e acho que o Fabrício também é professor de história, eles tem acesso a uma infinidade de artigos e documentos antigos e que bonito ver que ao estudar com dedicação a história e com compromisso a verdade dos fatos, hoje eles dizem, Sou Católico! E poderia citar alguns outros exemplos de pessoas que assumindo um compromisso com a verdade, se tornaram católicos. Então, na medida que o seu tempo lhe proporcionar, busque em fontes confiáveis as respostas que procura, e só depois de estudar com afinco, construa sua opinião a cerca do catolicismo. Sua igreja tem um pouco mais de 100 anos de história, e é fácil achar rapidamente toda história dela. Porém a igreja católica tem 2mil anos, e com isso estudar a história da igreja católica requer mais dedicação e muito mais horas de estudo.

Termino dizendo que independente de sua opinião eu a respeito, embora não concorde com ela. Sempre que a senhora se por a atacar o catolicismo, eu ou ourto membro católico deste fórum vai contra argumentar, pois temos bases sólidas, históricas e bíblicas para faze-lo. Eu, talvez, seja um dos menos preparados para isso, mas reconheço que também tenho o meu valor. Enfim, para atacar o catolicismo tem que se levar sem conta os 2mil anos de história, e por favor, deixemos o achismo e o ouvi falar de lado, vamos em busca da verdade, pois a verdade é Cristo e como ele mesmo disse, a verdade liberta.

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Re: o grande conflito- pra se pensar

Mensagem por Binhokraus em Sex Mar 18, 2011 8:15 am

A respeito de seus artigos, eu devo dizer que história da igreja não é o meu forte. E o motivo é simples, e eu já expus acima, são 2mil anos de história e isso requer muito mais tempo de estudo, tempo que não disponho, então, embora tenha coisas a dizer a respeito do que foi postato, prefiro não faze-lo, pois corro o sério risco de falar besteira. Mas é notório, mesmo no que a senhora postou, que a igreja católica surgiu dos apóstolos, o nome não é o que define a igreja, o que a define e a fidelidade com que viveu e vive os ensinamentos de cristo. Sua igreja se construiu e ainda está em construção através do estudo das sagradas escrituras. Naquilo que a senhora postou, foi exatamente isso que fizeram os primeiros cristãos, através do estudo das escrituras e do que era passado por tradição e ensinamento oral, pois na igreja primitiva não havia o novo testamento, formaram as bases da doutrina católica. A medida que novos pensamentos iam surgindo eles iam estudando e quando eram heresias eram combatidos. Quando a divergencia era grande, formavam-se concílios, estudavam e proclamavam os dogmas para combater as heresias.
Nada diferente do que pretende hoje sua igreja.

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Cleber Nunes Kraus
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