Lei Antiga e Lei Nova.

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Lei Antiga e Lei Nova.

Mensagem por Pe. Anderson em Qui Mar 24, 2011 12:39 pm

Caros amigos,

Vejam esse comentário belísimo a esse texto bíblico, feito pelo nosso amado Papa.


14. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha
15. nem se acende uma luz para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos os que estão em casa.
16. Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus.
17. Não julgueis que vim abolir a lei ou os profetas. Não vim para os abolir, mas sim para levá-los à perfeição.
18. Pois em verdade vos digo: passará o céu e a terra, antes que desapareça um jota, um traço da lei.
19. Aquele que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar assim aos homens, será declarado o menor no Reino dos céus. Mas aquele que os guardar e os ensinar será declarado grande no Reino dos céus.
20. Digo-vos, pois, se vossa justiça não for maior que a dos escribas e fariseus, não entrareis no Reino dos céus. (Mt. 5, 14-20)

Queridos irmãos e irmãs:

Na liturgia deste domingo, continua a leitura do "Sermão da Montanha" de Jesus, que abrange os capítulos 5, 6 e 7 do Evangelho de Mateus. Após as bem-aventuranças, que são seu programa, Jesus proclamou a nova Lei, sua Torá, como a chamam nossos irmãos judeus. De fato, o Messias, em sua vinda, traria também a revelação definitiva da Lei, e isto é precisamente o que Jesus diz: "Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim para abolir, mas para cumprir". E, dirigindo-se aos seus discípulos, acrescenta: "Eu vos digo: se vossa justiça não for maior que a dos escribas e dos fariseus, não entrareis no Reino dos Céus" (Mt 5, 17. 20). Mas em que consiste esta "plenitude" da Lei de Cristo e esta justiça "superior" que Ele exige?

Jesus explica isso através de uma série de antíteses entre mandamentos antigos e sua nova maneira de apresentá-los. Cada vez, começa dizendo: "Ouvistes que foi dito aos antigos...", e depois afirma: "Mas eu vos digo...". Por exemplo: "Ouvistes que foi dito aos antigos: ‘Não matarás! Quem matar deverá responder no tribunal'. Ora, eu vos digo: todo aquele que tratar seu irmão com raiva deverá responder no tribunal" (Mateus 5, 21-22). E fala dessa forma em seis ocasiões. Esta forma de falar despertou uma forte impressão no meio do povo, que estava com medo, porque "eu vos digo" equivalia a reivindicar para si a mesma autoridade de Deus, fonte da Lei. A novidade de Jesus consiste, essencialmente, no fato de que Ele mesmo "preenche" os mandamentos com o amor de Deus, com a força do Espírito Santo que habita n'Ele. E nós, pela fé em Cristo, podemos nos abrir à ação do Espírito Santo, que nos torna capazes de experimentar o amor divino. Por esta razão, todo preceito se torna verdadeiro como exigência de amor, e todos se reúnem em um mandamento único: ama a Deus com todo o coração e ama o teu próximo como a ti mesmo. "O amor é a plenitude da lei", escreve São Paulo (Rm 13, 10).

Diante desta exigência, por exemplo, o triste caso das quatro crianças ciganas que morreram na semana passada nos arredores desta cidade, em sua barraca queimada, exige que nos perguntemos se uma sociedade mais solidária e fraterna, mais coerente no amor, ou seja, mais cristã, não teria podido evitar essa tragédia. E essa pergunta é válida para muitos outros eventos dolorosos, mais ou menos conhecidos, que ocorrem diariamente em nossas cidades e nossos países.

Queridos amigos: talvez não seja coincidência que a primeira grande pregação de Jesus seja chamada de "Sermão da Montanha". Moisés subiu ao Monte Sinai para receber a Lei de Deus e levá-la ao povo escolhido. Jesus é o Filho de Deus que desceu do céu para nos levar ao céu, à altura de Deus, pelo caminho do amor. E mais ainda, Ele próprio é este caminho: tudo o que temos a fazer é segui-lo para viver a vontade de Deus e entrar no seu Reino, na vida eterna. Uma só criatura já alcançou o topo da montanha: a Virgem Maria. Graças à união com Jesus, sua justiça foi perfeita: Por esta razão, nós a invocamos como Speculum iustitiae [Espelho de Justiça, N. da T.]. Confiemo-nos a Ela para que guie os nossos passos na fidelidade à Lei de Cristo.

Fonte: http://www.zenit.org/article-27245?l=portuguese

Grande abraço a todos.[/justify>
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Re: Lei Antiga e Lei Nova.

Mensagem por Fabricio em Sex Mar 25, 2011 12:22 pm

Boa tarde, Pe. Anderson!

Em primeiro lugar peço-lhe a benção.

Muito boa, como sempre, a colocação do nosso Papa. Que Deus o abençoe.

Quanto à nova Lei, tenho um ponto de vista a colocar. Na verdade acho que escutei isso em algum lugar (não lembro se foi em uma homilia ou algum texto que li), gostaria que o senhor me esclarecesse...

Acho que a Lei, desde sempre, resume-se àquela proclamada por Nosso Senhor nos Evangelhos: "Amar a Deus sobre todas as coisas e amar ao próximo como a si mesmo". No princípio, como medida pedagógica, Deus outorgou os preceitos e deu-lhes ao povo de Israel para que a Lei fosse cumprida. Os preceitos eram necessários naquele tempo devido à dureza do coração do povo. Sendo assim, poderíamos traçar uma 'diferença' entre a Lei e os preceitos. A Lei (amar a Deus e ao próximo) é absoluta, eterna e imutável. Os preceitos (como a guarda do sábado, por exemplo) seriam ferramentas pedagógicas, transitórios, válidos para determinada época e determinada situação. É claro que muitas vezes a Lei e os preceitos são convergentes (por exemplo, quem ama a Deus sobre todas as coisas não toma Seu nome em vão; quem ama o próximo não mata, não adultera etc.), mas não são a mesma coisa.

Bem, isso é um entendimento meu, não sei se está certo. Gostaria de saber se há alguma orientação da Igreja neste sentido. O senhor poderia me ajudar?

Que Deus o abençoe,
Fabrício

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Re: Lei Antiga e Lei Nova.

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Sex Mar 25, 2011 1:47 pm

Na bíblia não existe uma lei antiga e uma lei nova, mas Cristo deixou-nos um novo mandamento (que também é antigo: Levítico 19,18; Deuteronómio 6,5; 10,19). Esse novo mandamento é o do AMOR (agape).
(João 13,34; 1ª João 2, 7.9; 2ª João 5)
Esse mandamento antigo do amor é novo porque não há maior amor que dar a vida pelos amigos. (João 13,33-38)
(João 15,9-17)
(Levítico 19,18; Deuteronómio 6,5; 10,19)
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Re: Lei Antiga e Lei Nova.

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Sex Mar 25, 2011 2:08 pm

Existe também um Reino: (Lucas 22, 29-30)
a Antiga Aliança que é eterna de YHWH com o povo de Israel (Salmo 105, 10; Ezequiel 16, 60; Hebreus 9,15)
e uma Nova Aliança de YHWH com o seu ungido (o Cristo ou Messiah) e deste com os 12 Apóstolos: (Lucas 22,20)
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Re: Lei Antiga e Lei Nova.

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Sex Mar 25, 2011 2:21 pm

Mais:
A Lei do sábado é perpétua para Israel
Este será para vós um sábado, um sábado solene, durante o qual jejuareis: é uma lei perpétua.
(Levitico 16,29-31) Este sábado não é o 7º dia da semana, mas o 10º dia do sétimo mês: (Tisri) O dia da expiação.
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Re: Lei Antiga e Lei Nova.

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Sex Mar 25, 2011 3:03 pm

O sábado (7º dia da semana) também é um SINAL perpétuo para os filhos de Israel:
(Exodo 31, 12-17)
12YHWH falou assim a Moisés: 13*«Diz aos filhos de Israel: Guardai o meu sábado, porque é um sinal perpétuo entre mim e vós, em todas as vossas gerações, para que se saiba que sou Eu, YHWH, quem vos santifica.
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Re: Lei Antiga e Lei Nova.

Mensagem por Pe. Anderson em Sex Mar 25, 2011 5:15 pm

Caro Fabrício,

Interessante a sua questao. Ontem mesmo, antes de voce publicar essa pergunta, eu estava lendo sobre o tema. Penso que o Antigo Testamento se refere à Lei, se refere à Torah, aos 5 primeiros livros da Bíblia, no seu conjunto. Os preceitos da Lei sao os mandamentos em concreto dessa Lei. Outra distinçao sao os preceitos dos fariseus, aos que se refere o Novo Testamento. Esses haviam convertido os 10 mandamentos da Lei de Deus em 613. A maioria do que mandava eram aspectos cerimoniais e sociais, que perderam sua validade com a Lei Nova, revelada por Cristo.

Entretanto, o tema nao é tao fácil. O nosso Papa se referiu ao mesmo na Verbum Domini. Coloco aqui o texto, creio que é bem claro.


A relação entre Antigo e Novo Testamento

40. Na perspectiva da unidade das Escrituras em Cristo, tanto os teólogos como os pastores necessitam de estar conscientes das relações entre o Antigo e o Novo Testamento. Em primeiro lugar, é evidente que o próprio Novo Testamento reconhece o Antigo Testamento como Palavra de Deus e, por conseguinte, admite a autoridade das Sagradas Escrituras do povo judeu.

Reconhece-as implicitamente, quando usa a mesma linguagem e frequentemente alude a trechos destas Escrituras; reconhece-as explicitamente, porque cita muitas partes servindo-se delas para argumentar. Uma argumentação baseada nos textos do Antigo Testamento reveste-se assim, no Novo Testamento, de um valor decisivo, superior ao de raciocínios simplesmente humanos. No quarto Evangelho, a este propósito Jesus declara que « a Escritura não pode ser anulada » (Jo 10, 35) e São Paulo especifica de modo particular que a revelação do Antigo Testamento continua a valer para nós, cristãos (cf. Rm 15, 4; 1 Cor 10, 11).132 Além disso, afirmamos que « Jesus de Nazaré foi um judeu e a Terra Santa é terra-mãe da Igreja »;133 a raiz do cristianismo encontra-se no Antigo Testamento e sempre se nutre desta raiz. Por isso a sã doutrina cristã sempre recusou qualquer forma emergente de marcionismo, que tende de diversos modos a contrapor entre si o Antigo e o Novo Testamento.

Além disso, o próprio Novo Testamento se diz em conformidade com o Antigo e proclama que, no mistério da vida, morte e ressurreição de Cristo, encontraram o seu perfeito cumprimento as Escrituras Sagradas do povo judeu.

Mas é preciso notar que o conceito de cumprimento das Escrituras é complexo, porque comporta uma tríplice dimensão: um aspecto fundamental de continuidade com a revelação do Antigo Testamento, um aspecto de ruptura e um aspecto de cumprimento e superação. O mistério de Cristo está em continuidade de intenção com o culto sacrificial do Antigo Testamento; mas realizou-se de um modo muito diferente, que corresponde a muitos oráculos dos profetas, e alcançou assim uma perfeição nunca antes obtida. De facto, o Antigo Testamento está cheio de tensões entre os seus aspectos institucionais e os seus aspectos proféticos. O mistério pascal de Cristo está plenamente de acordo – embora de uma forma que era imprevisível – com as profecias e o aspecto prefigurativo das Escrituras; mas apresenta evidentes aspectos de descontinuidade relativamente às instituições do Antigo Testamento.

41. Estas considerações mostram assim a importância insubstituível do Antigo Testamento para os cristãos, mas ao mesmo tempo evidenciam a originalidade da leitura cristológica. Desde os tempos apostólicos e depois na Tradição viva, a Igreja deixou clara a unidade do plano divino nos dois Testamentos graças à tipologia, que não tem carácter arbitrário mas é intrínseca aos acontecimentos narrados pelo texto sagrado e, por conseguinte, diz respeito a toda a Escritura. A tipologia «descobre nas obras de Deus, na Antiga Aliança, prefigurações do que o mesmo Deus realizou, na plenitude dos tempos, na pessoa do seu Filho encarnado».135 Por isso os cristãos lêem o Antigo Testamento à luz de Cristo morto e ressuscitado.

Se a leitura tipológica revela o conteúdo inesgotável do Antigo Testamento relativamente ao Novo, não deve todavia fazer-nos esquecer que aquele mantém o seu próprio valor de Revelação que Nosso Senhor veio reafirmar (cf. Mc 12, 29-31).

Por isso « também o Novo Testamento requer ser lido à luz do Antigo. A catequese cristã primitiva recorreu constantemente a este método (cf. 1 Cor 5, 6-8; 10, 1-11) ».136 Por este motivo, os Padres sinodais afirmaram que « a compreensão judaica da Bíblia pode ajudar a inteligência e o estudo das Escrituras por parte dos cristãos ».137

Assim se exprimia, com aguda sabedoria, Santo Agostinho sobre este tema: « O Novo Testamento está oculto no Antigo e o Antigo está patente no Novo ».138 Deste modo, tanto em âmbito pastoral como em âmbito académico, importa que seja colocada bem em evidência a relação íntima entre os dois Testamentos, recordando com São Gregório Magno que aquilo que «o Antigo Testamento prometeu, o Novo Testamento fê-lo ver; o que aquele anuncia de maneira oculta, este proclama abertamente como presente. Por isso, o Antigo Testamento é profecia do Novo Testamento; e o melhor comentário do Antigo Testamento é o Novo Testamento».


Um grande abraço.
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Re: Lei Antiga e Lei Nova.

Mensagem por quemtembocadizaverdade em Dom Mar 27, 2011 3:54 pm

É impressionante o fato de grande parte dos evangélicos não perceber a existência de mais de uma LEI na Bíblia.

Fazem uma "salada" com os versos bíblicos, colocando tudo no mesmo nível, e utilizando passagens isoladas do contexto na tentativa de "provar" que os 10 Mandamentos não estão mais em vigor.

Como eu já disse de outras vezes, a questão NO FUNDO não é a aversão à Lei de Deus (chamada na Bíblia de ANOMIA), mas sim uma antipatia clara e explícita com relação ao Sábado, pois dificilmente você vai encontrar uma igreja evangélica séria que não condene a prática do adultério (7º mandamento), furto (8º mandamento), homicídio (6º mandamento), idolatria (2º mandamento), etc.

Como eu disse, no fundo, no fundo, a questão é o preconceito contra o Sábado do Sétimo Dia. Como estas pessoas não querem guardar o dia que o Senhor separou, então usam as mais engenhosas desculpas. Veja alguns exemplos que já tive a satisfação de ouvir:
- "Eu guardo todos os dias, por isso não preciso guardar o sábado".
- "O sábado foi para o Antigo Testamento. Hoje vivemos pela graça".
- "O sábado é da lei de Moisés, que não tem mais valor para hoje".
- "O sábado foi abolido quando Jesus morreu na cruz, e o véu se rasgou de alto a baixo".
- "Deus não quer sacrifícios, e guardar o sábado hoje em dia é muito difícil".
- "O sábado é invenção de Adventista que não quer trabalhar".
- "Deus me revelou que o sábado não precisa mais ser guardado".
E a lista prossegue...

Aqueles que gostam de atacar a Lei, o fazem para atacar o Sábado, mesmo que inconscientes disso.

É uma grande falta de conhecimento profundo da Bíblia afirmar que não existe mais de uma lei expressa nas Escrituras. Vemos claramente que existem, por exemplo, a lei civil, a lei de higiene, a lei de cerimônias, a lei moral, etc.
"Por essa razão, pois amados, esperando estas coisas, empenhai-vos por serdes achados por Ele em paz, sem mácula e irrepreensíveis, e tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor, como igualmente o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada, ao falar acerca destes assuntos, como, de fato costuma fazer em todas as suas epístolas, nas quais há certas coisas difíceis de entender, que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam as demais Escrituras, para a própria destruição deles.
Vós, pois, amados, prevenidos como estais de antemão, acautelai-vos; não suceda que, arrastados pelo erro desses insubordinados, descaias de vossa própria firmeza; antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A Ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno." II Pedro 3:14 a 18


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Por esta exposição inicial, vamos iniciar um estudo sobre textos mal compreendidos hoje pelos cristãos, com relação a Lei de Deus ou Dez Mandamentos, e descobrir a verdade sobre tais textos, dentre eles:

Gálatas 3:10 - "Todos quantos, pois, são das obras da lei estão debaixo de maldição..."

Gálatas 3:13 - "Cristo nos resgatou da maldição da lei..."

Efésios 2:15 - "Aboliu, na Sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças..."

Colossenses 2:16 e 17 - "Ninguém, pois, vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa de dias de festa, ou de lua nova, ou de sábados, que são sombras das coisas vindouras; mas o corpo é de Cristo."

* * * * * * *

Leia os versículos seguintes comparando com os citados acima.

Romanos 3:31 - "Anulamos, pois, a Lei pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a Lei." - Ora! Não foi desfeita a Lei? Não é maldito o que observa? Porque então "estabelecer" uma Lei nestas condições, ainda mais sobre a base da fé?

Romanos 7:7 - "Que diremos, pois? É a Lei pecado? De modo nenhum! Mas eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da Lei; pois não teria eu conhecido a cobiça, se a Lei não dissera: 'Não cobiçarás.'"

Romanos 7:12 - "Por conseguinte, a Lei é santa, e o mandamento, santo, e justo e bom." - Repetindo: Lei santa, Lei justa e Lei boa. Como admitir que a mesma seja maldita?

Efésios 6:2 - "Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa..." - Paulo adverti a observar esse mandamento, no entanto, seria ilógico observá-lo, já que os Dez Mandamentos, foram "desfeitos", não acha?

I Timóteo 1:8 - "Sabemos, porém, que a Lei é boa, se alguém dela se utiliza de modo legítimo..." - E agora? Para onde ir? É inconcebível que uma coisa maldita, desfeita ou anulada, seja boa, concorda?

Até aqui, é possível ter entendido que há diversidade de leis na Bíblia. E realmente Paulo menciona muito o termo lei, nos assuntos que enfoca, de maneira ora explícita e clara, ora dificultosa ao entendimento imediato. Certo é que Paulo estabelece a diversidade de leis, realçando uma, a Lei de Deus (Dez Mandamentos) também conhecida como Lei Moral e mostrando a caducidade de outra, a Lei de Moisés, também conhecida Lei Cerimonial na qual era constituída de: sacrifícios, ofertas diversas, circuncisão, dias de festas...

Crê boa parte dos cristãos de hoje que a Lei de Deus foi abolida quando Cristo morreu na cruz. Isso ocorre porque estes mesmos cristãos aplicam ao termo "LEI", encontrado nas Escrituras, como a definição de todas as leis da Bíblia. Não sancionam a separação delas e discordam que haja distinção entre as mesmas, tudo se resume, pensam, na Lei de Moisés.

Admitir que a Bíblia só apresente uma lei, e que tudo é Lei de Moisés, não havendo portanto distinção entre elas, é o mesmo que dizer ser ela um amontoado de contradições. De fato, existem leis providas de Deus, que foram enunciadas, escritas e entregues por Moisés, e entre elas está a Lei Cerimonial, constituída de um ritual que os judeus deveriam praticar até que viesse o Messias Jesus. (Êxodo 24:7; Deuteronômio 31:24 a 26)

"Os descendentes de Abraão foram cativos no Egito, e o clamor de suas aflições foram ouvidas por Deus, e Ele 'lembrou' da aliança que fizera com Abraão, resgatando assim os israelitas do seu opressor, fazendo deles oráculos, guardiões dos estatutos divinos, e ao mesmo tempo testemunhas do poder Criador de Deus às demais nações." (Gênesis 17:1 a 8; Gênesis 17:9 a 14; Êxodo 3:1 a 9; Êxodo 19:1 a 8)

Os rituais cerimoniais que Deus estabeleceu, simbolizava o evangelho para eles (judeus), e compunha-se de ordenanças como: ofertas diversas, holocaustos, abluções, sacrifícios, dias anuais de festas específicas e deveres sacerdotais. E tais ordenanças foram registradas na Lei de Moisés [Lei Cerimonial], não na Lei de Deus [Lei Moral]. (II Crônicas 23:18; II Crônicas 30:15 a 17; Esdras 3:1 a 5).

Todo o cerimonialismo, representava Cristo. Todas os estatutos e leis cerimoniais que eram realizados pelos judeus apontavam para Ele. Todas as coisas realizadas representava o sacrifício, o perdão e a salvação realizado por Cristo na cruz. (Colossenses 2:8 a 19). Pesquisando atentamente as Escrituras, podemos encontrar outras leis como:

leis acerca dos altares - Êxodo 20:22 a 26;
leis acerca dos servos - Êxodo 21:1 a 11;
leis acerca da violência - Êxodo 21:12 a 36;
leis acerca da propriedade - Êxodo 22:1 a 15;
leis civis e religiosas - Êxodo 22:16 a 31;
lei dietética - Levítico 11;
repetição de diversas leis - Levítico 19...
leis para os sacerdotes - Levítico 21:1 a 24;
Existe, porém, um código particular e distinto, escrito e entregue pelo próprio Deus a Moisés, a Lei Moral [Dez Mandamentos - Êxodo 31:18]. Esta Lei é universal e eterna. (Isaías 56:1 a 8; Mateus 5:17 a 20; Eclesiastes 12:13 e 14). Portanto estudando com cuidado e humildade, buscando o auxílio do Senhor para compreendê-las, poderemos através do Espírito Santo, ter a mente esclarecida e encontrar na Bíblia essa variedade de leis.


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Lourenço Silva Gonzalez, Assim Diz o Senhor, 3.ª ed., 1986.


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A Lei e o Evangelho


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Quando os judeus rejeitaram a Cristo, rejeitaram a base de sua fé. E, por outro lado, o mundo cristão de hoje, que tem a pretensão de ter a fé em Cristo, mas rejeita a Lei de Deus, comete um erro semelhante ao dos iludidos judeus. Os que professam apegar-se a Cristo, polarizando nEle as suas esperanças, ao mesmo tempo que desprezam a Lei Moral e as profecias, não estão em posição mais segurar do que os judeus descrentes. Não podem chamar inteligentemente os pecadores ao arrependimento, pois são incapazes de explicar devidamente o de que se devem arrepender. O pecador, ao ser exortado a abandonar seus pecados, tem o direito de perguntar: Que é pecado? Os que respeitam a Lei de Deus podem responder: "Pecado é a transgressão da Lei." (I João 3:4). Em confirmação disto o apóstolo Paulo diz: "... eu não conheceria o pecado, não fosse a Lei." (Romanos 7:7)

Unicamente os que reconhecem a vigência da Lei Moral podem explicar a natureza da expiação. Cristo veio para servir de mediador entre Deus e o homem, para unir o homem a Deus, levando-o à obediência a Sua Lei. Não havia e não há na Lei, poder para perdoar o transgressor. Jesus, tão-só, podia pagar a dívida do pecador. Mas o fato de que Jesus pagou a dívida do pecador arrependido não lhe dá licença para continuar na transgressão da Lei de Deus; deve ele, daí por diante, viver em obediência a essa Lei.

A Lei de Deus existia antes da criação do homem, ou do contrário Adão não podia ter pecado. Depois da transgressão de Adão não foram mudados os princípios da Lei, mas foram definitivamente dispostos e expressos de modo a adaptar-se ao homem em seus estado decaído. Cristo, em conselho com o Pai, instituiu o sistema de ofertas sacrificais; de modo que a morte, em vez de sobrevir imediatamente ao transgressor, fosse transferida para uma vítima que devia prefigurar a grande e perfeita oferenda do Filho de Deus.

Os pecados do povo foram em figura transferidos para o sacerdote oficiante, que era um mediador para o povo. O sacerdote não podia ele mesmo tornar-se oferta pelo pecado e com sua vida fazer expiação, pois era também pecador. Por isso, em vez de sofrer ele mesmo a morte, sacrificava um cordeiro sem mácula; a pena do pecado era transferida para o inocente animal, que assim se tornava seu substituto imediato, simbolizando a perfeita oferta de Jesus Cristo. Através do sangue dessa vítima o homem, pela fé, contemplava o sangue de Cristo, que serviria de expiação aos pecados do mundo.

Propósito da Lei Cerimonial

Se Adão não tivesse transgredido a Lei de Deus, nunca teria sido instituída a Lei cerimonial. O evangelho das boas novas foi primeiro dado a Adão na declaração que lhe foi feita, de que a semente da mulher havia de esmagar a cabeça da serpente; e foi transferido através de gerações a Noé, Abraão e Moisés. O conhecimento da Lei de Deus e do plano da salvação foi comunicado a Adão e Eva pelo próprio Cristo. Entesouraram cuidadosamente a importante lição, transmitindo-a verbalmente aos filhos e aos filhos dos filhos. Assim se preservou o conhecimento da Lei de Deus.

Os homens naqueles dias viviam quase mil anos, e anjos visitavam-nos com instruções providas diretamente de Cristo. Foi estabelecido o culto de Deus mediante as ofertas sacrificais, e os que temiam a Deus reconheciam perante Ele os seus pecados, aguardando, com gratidão e santa confiança, a vinda da Estrela da Manhã, que havia de guiar ao Céu os caídos filhos de Adão, por meio do arrependimento para com Deus e a fé em nosso Senhor e salvador Jesus Cristo. Assim era o evangelho pregado em cada sacrifício; e as obras dos crentes revelavam continuamente a sua fé num Salvador porvindouro. Disse Jesus aos judeus: "Porque, se vós crêsseis em Moisés, creríeis em Mim; porque de Mim escreveu ele. Mas, se não credes nos seus escritos, como crereis nas Minhas palavras?" (João 5:46 e 47)

Era, porém, impossível a Adão, por exemplo e preceito, deter a onda de miséria que sua transgressão trouxera aos homens. A incredulidade insinuou-se no coração dos homens. Os filhos de Adão apresentam os dois rumos seguidos pelos homens em relação às reivindicações de Deus. Abel via a Cristo prefigurado nas ofertas sacrificais. Caim era incrédulo quanto à necessidade de sacrifícios; recusou-se a discernir que Cristo era tipificado pelo cordeiro morto; o sangue de animais parecia-lhe não ter virtude alguma. O evangelho foi pregado a Caim, assim como para seu irmão; mas foi-lhe um cheiro de morte para morte, visto como não reconheceu, no sangue do cordeiro sacrifical, a Jesus Cristo - única provisão feita para salvação do homem.

Nosso Salvador, em Sua vida e morte, cumpriu todas as profecias que para Ele apontavam, e foi a substância de todos os tipos e sobras apresentados. Ele guardou a Lei Moral, e exaltou-a satisfazendo a suas reivindicações, como representante do homem. Aqueles, de Israel, que se volveram ao Senhor, e aceitaram a Cristo como a realidade simbolizada pelos sacrifícios típicos, discerniram a finalidade daquilo que devia ser abolido
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Re: Lei Antiga e Lei Nova.

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Seg Mar 28, 2011 6:21 am

A segunda postagem do Pe. Anderson neste tópico é muito clara e, com a devida propriedade, tem "precisão cirúrgica", explicando por A + B o correto raciocínio de Fabrício que, certamente, quando aínda criança, estudando os mandamentos da Lei de Deus no nosso catecismo, depois de tê-los relacionados, tinha como complemento:

"ESTES DEZ MANDAMENTOS SE RESUMEM EM DOIS: AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS E AO PRÓXIMO COMO A SI MESMO".

Este resumo não anula qualquer um dos mandamentos, mas muito pelo contrário os referenda de maneira muito mais simples como nos descreve Fabrício:

" Quem ama a Deus sobre todas as coisas não toma Seu nome em vão; quem ama o próximo não mata, não adultera etc.."

Assim, vemos que a exigência de Jesus (amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo) não anula o decálogo, como muitos insanos de mente e de espírito costumam afirmar maliciosamente no sentido de promoverem o seu proselitismo. É dessa maneira que a professora Erenice se porta no nosso fórum quando trascreve:

Efésios 6:2 - "Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa..." - Paulo adverti a observar esse mandamento, no entanto, seria ilógico observá-lo, já que os Dez Mandamentos, foram "desfeitos", não acha?
(...) É inconcebível que uma coisa maldita, desfeita ou anulada, seja boa, concorda?

Partindo deste mesmo princípio de anulação do decálogo utilizado pela sra. Erenice, gostaria de tecer um pequeno comentário em relação à seita adventista do sétimo dia:

"O ADVENTISMO DECLARA QUE EM SUA HUMANIDADE, CRISTO PARTICIPOU DE NOSSA NATUREZA PECAMINOSA, CAÍDA (...). DE SUA PARTE HUMANA, CRISTO HERDOU EXATAMENTE O QUE HERDA TODO O FILHO DE ADÃO - UMA NATUREZA PECAMINOSA" (Esxtudos Bíblicos, CPB. P 140/41).

Este dógma do adventismo, fere o decálogo em dois dos seus mandamentos, tomando o nome de Jesus (QUE É DEUS) em favor do erro (Ex 20,7) e levantando um falso testemunho (Ex 20,16), além de negar de forma explícita e inconteste a divindade de Jesus.

QUE ABSURDO !!!

QUE BLASFÊMIA !!!

A pergunta é: Os adventistas anularam a santidade e a divindade de Jesus, ou anularam o primeiro e o nono mandamentos do decálogo ?

Um grande abraço a todos, e que Deus nos defenda dessa seita diabólica !!!





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Re: Lei Antiga e Lei Nova.

Mensagem por quemtembocadizaverdade em Seg Mar 28, 2011 7:01 am

Olha flavio, quem levantou falso testemunho agora é vc. Jamais a igreja adventista pregou que Cristo é um pecador. dizer que ele se fez homem e habitou entre nós sim. ele tinha sim a natureza humana, pois ele mesmo declarou-se filho do homem,. vc citou um livro adventista, mas não transcreveu o texto espero que não tenha sido mal intencionado.
Outro sim é dizer que os mandamentos do catecismo são um resumo dos mandamentos segundo a bíblia. Se assim for devo rasgar o meu diploma. os mandamentos do catecismo não resumem os mandamentos da bíblia qualquer criança percebe isso, aliás ao falar isso vc se contradiz, pois ao referir-se ao domingo afirmam que houve uma mudança no mandamento divino e agora diz que não foi mudança e sim resumo.pois saiba que resumir um texto é bem diferente de alterar dados do mesmo. Cristo assumiu a natureza humana, tanto que teve fome, sede, cansaço. Paulo declara que em sendo em forma de Deus não teve por isurpação ser igual a Deus, mas tomou a forma de servo. que forma ´´e essa se não a humana? Adão antes do pecado não sentia as consequencias do pecado como frio, calor, sede , tristeza... E Cristo sentiu tudo isso. A igreja adventista não diz que Cristo foi um pecador mas tomou sobre ele a natureza do pecador, são coisas diferentes. se vc tiver esse livro estudos biblicos, leia sem o desejo de torcer as coisas que vc só será benificiado com isso.
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Re: Lei Antiga e Lei Nova.

Mensagem por Fabricio em Seg Mar 28, 2011 7:59 am

Caros colegas,
Não sei se todos leram atentamente a pergunta que fiz ao Pe. Anderson. Eu perguntei-lhe qual a orientação da Igreja, o que ele respondeu brilhantemente. Já me dou por satisfeito... Muito obrigado, Pe. Anderson.

Flávio,
Obrigado por seus comentários, acho que passaram minha idéia de forma mais clara. Acho que muita gente prende-se à antiga Lei, esquecendo-se que se a antiga Lei tivesse sido sem defeito, certamente não haveria lugar para outra (Hebreus 8,7).

Só pra complementar, quem ama a Deus reserva um tempo para a contemplação, oração... agora se esse tempo ocorre num sábado, domingo ou segunda-feira vai depender das possibilidades de cada um, porque o sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado (São Marcos 2,27). Se não me engano, acho que já há um tópico sobre a questão do sábado... não vou mais me prolongar neste assunto.

Um abraço,
Fabrício






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Re: Lei Antiga e Lei Nova.

Mensagem por Binhokraus em Seg Mar 28, 2011 8:52 am

Exatamente Fabrício, vamos nos ater ao tema do tópico. Para questão de sábado já está mais que claro e explicado no tópico correspondente.

Por favor gente, vamos buscar manter a organização do nosso fórum, não importa se A ou B desvirtuaram o tópico, TODO NÓS temos a obrigação de sempre que necessário, trazer de volta o tópico ao tema proposto. E mais uma vez, não vamos multiplicar tópicos com temas repetitivos.

Permaneçam em Deus.

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Re: Lei Antiga e Lei Nova.

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Seg Mar 28, 2011 12:49 pm

Em principio, achei a posição mais correcta a do PAPA (apesar de poder ser suspeito),
na citação mencionada aqui acima.

Contudo, devemos ter em conta a história da humanidade e do cristianismo que influencia muito a forma que nos leva a ver as coisas, sem nos apercebermos que estamos a ser influenciados.

Por exemplo, os judeus, no tempo de Cristo sentiam-se na obrigação de cumprir todas as leis cerimoniais, inclusive as dos sacrifícios no Templo, mas agora que já nem sequer têm o Templo é lhes impossível cumprir essas leis.
Até Paulo se sujeitou ao cumprimento de leis judaicas relativas ao Templo para que os cristãos judeus não ficassem com a impressão que ele tinha apostatado como pode conferir na própria Bíblia (N.T.).
Ora, a teu respeito, disseram que ensinas a todos os judeus espalhados entre os pagãos a apostasia em relação a Moisés, aconselhando-os a não circuncidarem os filhos e a não seguirem a Lei.
(Actos 21)
Por favor leiam todo o cap. 21 de Actos e ainda os seguintes até ao fim do livro (cap.28).

Os cristãos de origem pagã não têm que seguir as leis cerimoniais judaicas, mas podem e devem aumentar os seus conhecimentos acerca do seu significado para melhor compreenderem o mistério da Salvação. Não se pode tirar nem um só ápice do A.T., dizendo que não é importante. Até a calendarização das festividades têm suma importância conhecer para compreender melhor as coisas do N.T.
O N.T. também tem importância para os judeus que já identificaram Yeshua ben Yoseph (Jesus filho de José) da Galileia como o seu Messiah esperado.

Portanto toda a Bíblia é importante e é Lei de YHWH, embora cada coisa no seu devido lugar, mesmo que nós não a compreendamos.
A ordem natural das prioridades é:
1º para os judeus depois para os gentios (o grego), como sabiamente dizia Paulo (Romanos 1,16; 2,9-10)

Á medida que formos crescendo espiritualmente, vamos-nos apercebendo cada vez mais do nosso papel dentro dos propósitos de YHWH e da nossa relação com os seu Messiah.
Deus não leva em conta os tempos de ignorância. (Actos 17,30)
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Re: Lei Antiga e Lei Nova.

Mensagem por Binhokraus em Seg Mar 28, 2011 1:00 pm

Devo dizer que não vi ninguém dizer que o AT não é importante ou que não tem valor. O que discutimos é a nova lei em comparação com a antiga lei.

De fato a Lei do Senhor Deus é perfeita, como diz as escrituras. Não acho que o termo mais apropriado para se referir às leis do AT sejam perfeito ou imperfeito, acredito que o mais correto é falar em plenitude. A lei antiga não era uma lei plena, ou seja, completa. E acredito que é este o sentido empregado por fabrício e outros quando dizem que a lei do AT não é perfeita. É só olhar o contexto de tudo que já foi postado. Não deixemos que nossas diferenças turvem nossa visão e compreensão das coisas. Eu mesmo, em muitas ocasiões me deixei levar pelas diferenças e enxerguei problemas aonde não existiam. Graças a Deus o nosso português é rico, e tem um grande arsenal de palavras que podem ser usadas como sinonimas.

Ainda sobre a lei antiga e a nova, é evidente que em Cristo, a lei antiga alcançou sua plenitude pelas "mudanças" que Cristo fez na mesma. Ora, se algo era assim, e partir de dado momento se tornou assado, significa que houve uma mudança, e o que valia, agora não vale ou não é mais suficiente, o que define que existe uma nova regra, ou no caso, lei. Isso Jesus o fez quando dizia: "ouvistes o que foi dito aos antigos...." "Eu porém, vos digo..." Claramente ele da novo sentido, ou melhor, amplia e eleva a plenitude aquilo que era a antiga lei, e com isso temos a nova Lei, que provém da antiga lei e alcança em Cristo sua Plenitude.

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Re: Lei Antiga e Lei Nova.

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Seg Mar 28, 2011 1:25 pm

Na verdade Cristo não modificou a Lei, mas:
1ª - deu-lhe pleno cumprimento: a sombra da Lei apontava para ELE como profecia.
2º - tornou-a clara espiritualmente.
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Re: Lei Antiga e Lei Nova.

Mensagem por quemtembocadizaverdade em Ter Mar 29, 2011 6:50 am

Jesus em s. mateus 5: 17 a 19 deixou claro que ele não veio mudar nada, mas se vcs insistem em chamá-lo de mentiroso depois acertem as contas com ele. tudo isso dizem somente para justificar a questão do sábado.a lei de Deus não tem nada de imperfeita, porque Deus não é imperfeito. A plenitude da lei cumprida em Cristo são as leis que apontavam para ele conforme é descrita na carta aos hebreus ou seja as cerimonias que prefigurava a Cristo. O sábado não foi dado para prefigurar a Cristo para lembrarmos da criação. Foi dado antes mesmo do pecado genesis 2: 1 a 3.
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Re: Lei Antiga e Lei Nova.

Mensagem por Fabricio em Ter Mar 29, 2011 8:23 am

Colegas,

Em primeiro lugar, consideremos a Lei de Deus "Amar a Deus e ao próximo". Essa é eterna, valeu no passado, vale no presente e valerá até mesmo na eternidade.

Agora vamos distinguir a Lei mosaica, ou antiga Lei...

Não fui eu quem disse que a antiga Lei tinha defeitos, isto está na Bíblia. E se naquele tempo Deus nos deu uma Lei defeituosa, Ele fez isso por causa da dureza de nossos corações, não estávamos preparados para uma lei perfeita. Se a lei de Talião já foi um avanço naquele tempo, imagine se o povo estaria preparado para receber o mandamento de Nosso Senhor de forma tão direta? A antiga Lei tem sua importância, mas lembremos que ela era apenas uma introdução à Nova Aliança, apenas uma sombra (Hb, 10:1). Somente após a encarnação de Nosso Senhor, o homem foi levado ao pleno entendimento da Lei de Deus (amar a Deus e ao próximo).

Sra quemtembocadizaverdade,

Pra não deixar a sra sem resposta e tentar manter a ordem neste tópico, comentei sua postagem no tópico apropriado, quem quiser pode conferir:

http://quemtembocavaiaroma.livreforum.com/t776p120-o-sabado-no-novo-testamento#8309

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Re: Lei Antiga e Lei Nova.

Mensagem por quemtembocadizaverdade em Ter Mar 29, 2011 10:28 am

Nossa Fabricio, a lei de Deus é perfeita rapaz, pois ele é perfeito. pra defender uma religião vc prefere ofender a Deus dizendo que a lei dele é imperfeita? Se a lei dele for imperfeita então ele é também que horror menino!o que a biblia diz eram sobre os sacrificios que prefiguravam a Cristo e é logico que nãocom exatidão. com relação a lei dos 10 mandamentos Fabricio vigoram até hoje resumir a lei não é anulala. quando vc resume o relato de um fato vc não está discartando o fato. seja sábio
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Re: Lei Antiga e Lei Nova.

Mensagem por Binhokraus em Ter Mar 29, 2011 10:57 am

hum... Então agora fiquei com dúvidas. Já que os adventistas vivem a lei, para vocês vale a lei de talião? Ou ainda, vocês praticam a circuncisão? Se Cristo não elevou as leis a perfeição modificando algumas e dando pleno sentido a outras, porque existe a igreja adventista? Ao invés disso, deveria existir um ramo do judaísmo que acreditasse que Cristo é o messias. Cumpridores da lei da Torah. Fiquei confuso. E me valendo de um argumento ateísta, se a lei dada por Deus é perfeita e não contraditória, como pode dar uma lei dizendo não matar e mais na frente ordenar que se exterminasse todo um povo? Prometer esmagar os inimigos de Israel???

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Re: Lei Antiga e Lei Nova.

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Ter Mar 29, 2011 12:14 pm

A Lei dae YHWH é perfeita, mas os homens ignorantes é que não a compreendem.
Para falar de contradições aparentes no A. T., peço que leiam as seguintes duas passagens do A.T.

1*A cólera do SENHOR inflamou-se de novo contra Israel e excitou David contra eles, dizendo: «Vai, faz o recenseamento de Israel e Judá.»
(2ª Samuel 24,1) Aqui SENHOR significa YHWH.
1*Satan levantou-se contra Israel e incitou David a fazer o recenseamento de Israel.
(1ª Crónicas 21,1)

Mas afinal foi YHWH,como diz em 2ª Samuel 24,1 ou foi Satã como está em 1ª Crónicas 21,1?! ...
Para os pensamentos dos cristãos actuais vindos do paganismos há na Bíblia uma indubitável contradição ao compararmos estes dois textos que tratam da mesma coisa.
Eu compreendo-os bem e não há contradição para mim. Eu não vou dizer porquê, mas convido os que têm vontade de saber procurar a resposta junto dos judeus, pois para eles também não há contradição.
Isto serviu para que as pessoas pensem no A.T. com a mentalidade dos judeus e no N.T. com a mentalidade dos Apóstolos que eram judeus.
Os cristãos de origem pagã limitaram-se a abraçar (espontânea e voluntariamente, no princípio) o cristianismo sob a orientação dos judeus e prosélitos cristãos. Eles não acrescentaram nada ao N.T.
O que veio depois foram especulações de inspiração pagã dentro dos pagãos que abraçaram o cristianismo. Toda a gente tem o direito de pensar o que quiser,
Mas impor como se uma lei divina se tratasse já é bem diferente.
Para sermos sinceros, há várias leis impostas pela classe clerical que são meras leis de homens e que têm sido impostas como se de divinas se tratassem.
A Lei de YHWH é perfeita, mesmo quando condescende.

A lei do SENHOR (YHWH) é perfeita, reconforta o espírito; as ordens do SENHOR são firmes, dão sabedoria ao homem simples.
(Salmos 19,8)
Aquele, porém, que medita com atenção a lei perfeita, a lei da liberdade, e nela persevera - não como quem a ouve e logo se esquece, mas como quem a cumpre - esse encontrará a felicidade ao pô-la em prática.
(Tiago 1,25)

Mas as leis dos homens são imperfeitas, muito imperfeitas.

A Lei de YHWH também é chamada Lei da Liberdade,
mas as leis dos homens escravizam-nos
«DURA LEX SED LEX» é um mote romano.
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Re: Lei Antiga e Lei Nova.

Mensagem por Binhokraus em Ter Mar 29, 2011 2:24 pm

Não nego, nem nunca neguei que a Lei de Deus seja perfeita, mas ela só alcançou sua perfeição em Cristo. A lei dada a Israel no AT é imperfeita não por que contenha erros. Ela é imperfeita pois não é completa, plena. Tanto que Em Cristo a lei encontra sua plenitude, ou seja, se completa, ganha sua perfeição. Isso é básico, se algo é perfeito, é completo, e não é necessário que se atinja a plenitude, pois essa já é plena justamente por ser perfeita. Ora, se Cristo não elevou a lei de Moisés no famoso sermão da montanha, então eu pergunto, o que Ele fez??? Por que dizia: "ouviste o que foi dito..." "eu porém vos digo..." Ora, neste exato momento ele elevava a lei a perfeição, dava-lhe plenitude. Em nenhum momento dissemos que Cristo aboliu as leis antigas e criou novos, dissemos apenas que em Cristo, a lei alcançou a perfeição. A lei antiga era sim imperfeita, pois era incompleta, parcial, e fabrício já nos disse o porque. Era assim por causa da dureza do coração do povo. Se a lei antiga é perfeita no sentido de plena, nenhum de nós é observador da lei, a não ser o povo judeu.

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Re: Lei Antiga e Lei Nova.

Mensagem por quemtembocadizaverdade em Ter Mar 29, 2011 10:34 pm

você deve estar se referindo ao quarto mandamento da lei de Deus porque aos outros vcs não negam. toda lei de Deus está em validade. a lei é perferta e o mandamento santo justo e bom. isso a bíblia diz. se a bíblia mente aí é com vcs. não é nada complicado de entender. aceitamos a biblia como ela é . e não confundimos o rito da ciorcuncisão com os 10 mandamentos aos quais Cristo resumiu, mas não invalidou, visto que se amamos adeus sobre tudo guardamos os 4 primeiros mandamentos e se amamosao próximo guardamos os demais 6. e vcs católicos aceitam os 10 mandamentos também o único problema é que mudaram, talvés querendo aperfeiçoar o que Deus tinha feito imperfeito no vosso parecer. vossa tradição é contrária a bíblia e os protestantes ainda carregam muitas delas, como a guarda do domingo, por exemplo.
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Re: Lei Antiga e Lei Nova.

Mensagem por Binhokraus em Ter Mar 29, 2011 10:42 pm

Ok, vc diz que nós mudamos a lei. Bom a lei diz o seguinte:

Levítico 12

1. O Senhor disse a Moisés: “Dize aos israelitas o seguinte:
2. quando uma mulher der à luz um menino será impura durante sete dias, como nos dias de sua menstruação.
3. No oitavo dia far-se-á a circuncisão do menino.
4. Ela ficará ainda trinta e três dias no sangue de sua purificação; não tocará coisa alguma santa, e não irá ao santuário até que se acabem os dias de sua purificação.
5. Se ela der á luz uma menina, será impura durante duas semanas, como nos dias de sua menstruação, e ficará sessenta e seis dias no sangue de sua purificação.
6. Cumpridos esses dias, por um filho ou por uma filha, apresentará ao sacerdote, à entrada da tenda de reunião, um cordeiro de um ano em holocausto, e um pombinho ou uma rola em sacrifícios pelo pecado.
7. O sacerdote os oferecerá ao Senhor, e fará a expiação por ela, que será purificada do fluxo de seu sangue. Tal é a lei relativa à mulher que dá à luz um menino ou uma menina.
8. Se as suas posses não lhe permitirem trazer um cordeiro, tomará duas rolas ou dois pombinhos, uma para o holocausto e outro para o sacrifício pelo pecado. O sacerdote fará por ela a expiação, e será purificada”.

Foi o Senhor que disse a Moisés. A circuncisão não é tradição judaíca mas uma Lei dada por Deus.

O Senhor ainda disse em Levítico 13


1. O Senhor disse a Moisés: “Dize aos israelitas o seguinte:
2. quando uma mulher der à luz um menino será impura durante sete dias, como nos dias de sua menstruação.
3. No oitavo dia far-se-á a circuncisão do menino.
4. Ela ficará ainda trinta e três dias no sangue de sua purificação; não tocará coisa alguma santa, e não irá ao santuário até que se acabem os dias de sua purificação.
5. Se ela der á luz uma menina, será impura durante duas semanas, como nos dias de sua menstruação, e ficará sessenta e seis dias no sangue de sua purificação.
6. Cumpridos esses dias, por um filho ou por uma filha, apresentará ao sacerdote, à entrada da tenda de reunião, um cordeiro de um ano em holocausto, e um pombinho ou uma rola em sacrifícios pelo pecado.
7. O sacerdote os oferecerá ao Senhor, e fará a expiação por ela, que será purificada do fluxo de seu sangue. Tal é a lei relativa à mulher que dá à luz um menino ou uma menina.
8. Se as suas posses não lhe permitirem trazer um cordeiro, tomará duas rolas ou dois pombinhos, uma para o holocausto e outro para o sacrifício pelo pecado. O sacerdote fará por ela a expiação, e será purificada”.

Então minha pergunta permanece. Os adventistas cumprem tudo isso? São palavras de Deus a Moisés, e não tradições judaícas.

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Re: Lei Antiga e Lei Nova.

Mensagem por Binhokraus em Ter Mar 29, 2011 10:46 pm

e tem muitas outras leis dadas por Deus além dos 10 mandamentos. Os adventistas cumprem todas as leis dadas por Deus a moisés? Ou só os 10 mandamentos é que são as leis divinas e o resto é invenção, apesar de a bíblia dizer que foram dadas por Deus? Viver os mandamentos é viver a bíblia como ela é. Sola Scriptura. Assim do jeito que vc´s gostam. Vocês fazem isso? Aqui não tem analogia, não é simbolismo, é claro é palavra de Deus para o povo dada a Moisés.

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Re: Lei Antiga e Lei Nova.

Mensagem por Binhokraus em Ter Mar 29, 2011 10:54 pm

E só pra citar um exemplo do que acima falamos....

Deuteronômio Capítulo 24

1. Se um homem, tendo escolhido uma mulher, casar-se com ela, e vier a odiá-la por descobrir nela qualquer coisa inconveniente, escreverá uma letra de divórcio, lha entregará na mão e a despedirá de sua casa.
2. Se ela, depois de ter saído de sua casa, desposar outro homem,
3. e este também a odiar, escrevendo e dando-lhe na mão uma letra de divórcio e despedindo-a de sua casa, ou então, se este segundo marido vier a falecer,
4. não poderá o primeiro marido, que a repudiou, tomá-la de novo por mulher depois de ela se contaminar, porque isso é uma abominação aos olhos do Senhor e não deves comprometer com esse pecado a terra que te dá em herança o Senhor, teu Deus.

Mateus Capítulo 5

31. Foi também dito: Todo aquele que rejeitar sua mulher, dê-lhe carta de divórcio.
32. Eu, porém, vos digo: todo aquele que rejeita sua mulher, a faz tornar-se adúltera, a não ser que se trate de matrimônio falso; e todo aquele que desposa uma mulher rejeitada comete um adultério.

Se a lei antiga é perfeita (completa), por que razão Cristo fez esse incremento nela?

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