Dia dos Ázimos.

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Dia dos Ázimos.

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Seg Abr 18, 2011 1:16 pm

7Chegou o dia dos Ázimos, em que devia sacrificar-se o cordeiro, 8*e Jesus enviou Pedro e João, dizendo: «Ide preparar-nos o necessário para comermos a ceia pascal.»
(Lucas 22,7)

Ora nós sabemos que o dia em que se sacrificava o cordeiro (pascal) era o dia 14 de Nisã (hoje, segunda feira, dia 18 de Abril de 2011 é o dia 14 de Nisan, a partir do pôr do sol de domingo).
(Veja sincronia de calendários neste tópico)

6*Vós o tereis sob guarda até ao dia catorze deste mês, e toda a assembleia da comunidade de Israel o imolará ao crepúsculo.
(Exodo 12,6)
Obs. a expressão ao crepúsculo não está bem traduzida. Uma forma mais conseguida é a da seguinte tradução da (Biblia em italiano)

Lo conserverete presso di voi fino al quattordicesimo giorno di questo mese, e tutta l'assemblea della comunità d'Israele lo sgozzerà tra le due sere
«Due sere» quer dizer duas tardes (ou duas noitinhas). Na verdade, penso que não há tradução precisa em português.
Isto é importante, porque mesmo em Israel há diferenças de entendimento entre os Samaritanos e os Judeus.
Por isso os Samaritanos matavam o cordeiro ao põr do sol, depois do dia 13 de Nisan e comiam-no depois de escurecer, dia 14 de Nisan, na altura em que Cristo celebrou a sua última ceia . Mas os Judeus matavam o cordeiro pascal na tarde do dia 14 de Nisan, à hora em que Cristo deu o último suspiro e comiam-no já na noite do dia 15 de Nisan, depois de escurecer.
O dia 14 de Nisan coincidia geralmente com a Lua Cheia. Neste ano foi às 02:44 TMG do dia 18 de Abril (14 Nisan).
O dia começava ao pôr do sol.

Assim, comparando Lucas 22,7 que fala no dia em que se matava o cordeiro, com João que fala coloca a morte do Senhor na tarde do
dia anterior ao de 15 de Nisan (dia sabático), vemos que a contradição apontada entre os sinopticos e João é devida à má interpretação das palavras escritas.
O dia 15 de Nisan é o 1º dia dos ásimos, mas a própria Bíblia diz em

6*Vós o tereis sob guarda até ao dia catorze deste mês, e toda a assembleia da comunidade de Israel o imolará ao crepúsculo.
18No primeiro mês, no dia catorze à tarde, comereis pães sem fermento até ao dia vinte e um do mês, à tarde.
(Exodo 12,6.18)

Assim poderemos dizer que a obrigação de comer pães sem fermento começa na tarde do dia 14 de Nisan. Assim a expressão «Chegou o dia dos Ásimos» não nos indica o dia 15, mas o dia 14 de Nisan.

Da mesma forma o 1º dia da festa dos ásimos mencionada em Mateus 26,17 e em Marcos 14,12 , quando se imolava a páscoa, não se pode referir ao dia 15 de Nisan, mas ao dia 14 de Nisan, pois o cordeiro pascal era imolado no dia 14 e não no dia 15.

====
A Igreja Católica celebra este tempo pascal a partir de 5ª feira à noite (do dia 20 de Abril) com a cerimónia do Lava pés etc.

http://www.arquidiocesejuizdefora.org.br/noticiasartigos/1246-quinta-feira-santa-relembra-ultima-ceia-de-jesus-com-seus-apostolos.html

O triodo pascal é encerrado no Sábado ( este ano dia 23 de Abril). O dia Seguinte que é domingo a Igreja católica celebra o domingo da Ressurreição do Senhor, porque foi num domingo (1º dia da semana) que foi visto ressuscitado, pela primeira vez, por Maria Madalena, outras mulheres e Apóstolos em várias aparições. Vulgarmente este domingo escolhido pelo clero é mais conhecido por «domingo de páscoa».

Foram as leis clericais da Igreja Católica que mudaram estas datas para que a ressurreição do Senhor fosse sempre celebrada num domingo e não nos dias correspondentes do mês de Nisan do calendário judaico.
(Confira neste tópico)

Na verdade, não são as datas de comemoração que importam mais, mas é sempre louvável que as pessoas saibam as origens do que estão a celebrar.

Também sabemos que Cristo foi morto numa «cruz». Mas aqui é muito mais importante o material onde Cristo foi sacrificado «o madeiro» que a sua forma. Assim compreendemos melhor o cumprimento das profecias que dizem.

Cristo resgatou-nos da maldição da Lei, ao fazer-se maldição por nós, pois está escrito: Maldito seja todo aquele que é suspenso no madeiro.
(Gálatas 3,13,
Deuteronómio 21,23)

Assim, Cristo tomou em si (no seu corpo) a maldição que cabia a toda a humanidade.

Eu louvo a atitude amorosa que levou Cristo a rebaixar-se assim tanto por amor de todos nós: A HUMANIDADE.(Filipenses 2,8)
(2ª Corintios 5,21)
(Romanos 8,3)
Mas lamento imenso a atitude de toda a humanidade, tanto os sacerdotes de Israel a condenar, no sinédrio, um inocente, como do povo que se deixou influenciar pelos sacerdotes pedindo a Pilatos a libertação do criminoso BarrAbas e a condenação à morte do Justo Yeshua, assim como o EXERCÍCIO indevido do PODER dos pagãos ROMANOS em executar esse ignominioso acto (ERRO) histórico.(Mateus 27,21)
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Re: Dia dos Ázimos.

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Ter Abr 19, 2011 1:10 pm

Hoje dia 19 de Abril de 2011 (15 de Nisan do ano 5771) é o 1º dia dos Ázimos a partir do pôr do sol de ontem.
É um dia sabático (dia santo).
Este foi o 1º dia em que Yeshua passou no sepulcro.
(Levitico 23)
(Exodo 12)
A Igreja Católica celebra este acontecimento no proximo sábado dia 23 de Abril de 2011.
Israel celebra a saida e libertação do Egipto.

Amanhã (20 de Abril de 2011) é o dia 16 de Nisan do ano 5771 e começa a partir do pôr do sol de hoje.
É o dia em que o sacerdote oferecia o primeiro molho da colheita de cereal: primicias.
É o dia a seguir ao sábado (15 de Nisan) mencionado em Levitico 23,15
Neste dia começa a festa das semanas, que dura 7 semanas mais um dia. O 50º dia chama-se também de Pentecostes.


A tradição da Igreja Católica supõe que este dia 16 de Nisan caiu no domingo da Ressurreição do Senhor e celebra essa ressurreição este ano no dia 24 de Abril de 2011.

O dia de Pentecostes é celebrado pelos judeus no dia 6 de Sivan, isto é, 50 dias inclusive a contar do dia 16 de Nisan: que é amanhã.

A Igreja católica celebra a vinda do Espirito Santo também depois 50 dias a partir do domingo em que celebra a ressurreição do Sanhor, inclusive . No ano da morte do Senhor a vinda do Espirito Santo aconteceu no dia de Pentecostes (6 de Sivan) . É por isso que o Espirito Santo anda associado entre os cristãos com o «pentecostes».

16Contareis até ao dia seguinte da sétima semana, isto é, cinquenta dias, e oferecereis ao SENHOR uma nova oblação. 17Trareis de onde quer que habiteis dois pães, feitos dos décimos de efá de flor de farinha, cozidos com fermento, para o rito da apresentação; serão as primícias para o SENHOR.
(Levitico 23,16-17)
Esses dois pães fermentados são as primícias e apontam para os Apóstolos que ao falarem eram compreendidos por todos em diversas línguas. Foi o inicio da pregação do Evangelho: «primicias para Cristo».
(Actos 2)

Contudo, os calendários judaico e católico andam desfasados, pelo facto de as comemorações católicas serem celebradas no domingo mais próximo seguinte ás festas judaicas correspondentes.
Assim, as festas judaicas caem sempre no mesmo dia do mês judaico.
Ao passo que as católicas correspondentes caem sempre nos mesmos dias da semana.
A indexação é feita a partir da celebração do domingo da Ressurreição.
E assim se determinam os dias destas celebrações pascais e do Espirito Santo.

No primeiros anos do cristianismo uns cristãos seguiam rigorosametne o calendário judaico, outros por motivos obvios usavam outros dias diferentes.
A normalização católica foi feita no ano 325 do calendário gregoriano quando foi celebrado o Concílio de Nicéia como consta na fonte seguinte deste forum:
http://quemtembocavaiaroma.livreforum.com/t368-a-pascoa-seu-significado-e-data?highlight=Pascoa

Assim, páscoa, primicias, e pentecostes andam intimamente relacionadas.
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Manuel Portugal Pires

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Ázimos ou Pascoa de Cristo?

Mensagem por Pe. Anderson em Sex Abr 29, 2011 6:36 am

Caros amigos,

Depois de analisar todos os textos postados aqui, vejo que o motivo de tais afirmações é o diverso significado que se dá à Pascoa. Parece-me que ele está muito ligado a Páscoa judaica e não percebe todo o valor e a novidade da Páscoa cristã. Parece-me que os textos daqui sao muito confusos, porque provem de uma comunidade confusa, que nao se decide se é uma comunidade judaica ou crista. Parece uma seita de neo judeo-cristaos, que apresenta uma dutrina muito, muito confusa. Essa seita se chama Israelitas do Caminho está presente em algumas poucas cidades do mundo. Impressionante é que estao inclusive na dioce de Petrópolis, na cidade de Teresópolis.

http://www.torahviva.org/index.php?p=5_106

Vejamos passo a passo.

“Manuel: Eu preferia que se mantivesse a celebração do dia 14 de NISAN como a celebração da morte do Senhor, no seu contexto real: o judaico. A confusão de Páscoa com Ressurreição não deveria acontecer, assim como uma certa aversão contra os judeus, pois tanto judeus como pagãos (os não judeus) foram culpados pela morte do Senhor.”

Nós não celebramos a Pascoa judaica mais, mas sim a Pascoa Crista. E revivemos os mesmos acontecimentos de Cristo. A semana santa dos cristãos é uma celebração e uma forma de reviver a Pascoa do Senhor Jesus. Nós fazemos memória daquela semana de Cristo, acima de tudo. Daí vem a dificuldade da compreensão dessa seita. E nós católicos, ao fazer assim, seguimos em tudo os textos bíblicos, especialmente os textos do Novo Testamento, que sao a luz verdadeira que nos permite de compreender o Antigo Testamento:

A semana santa crista, segundo os Evangelhos, ja havia sido apresentada por nós:

Marcos, que Mateus e Lucas seguem no essencial, oferece a este propósito uma datação precisa. «No primeiro dia dos Ázimos, quando se imolava a Páscoa, os discípulos perguntaram-Lhe: “Onde queres que façamos os preparativos para comeres a Páscoa?” [...] Chegada a noite, Jesus foi com os Doze» (Mc 14, 12.17). A tarde do primeiro dia dos Ázimos, quando no templo se imolavam os cordeiros pascais, é a vigília da Páscoa. Segundo a cronologia dos sinópticos trata-se de uma quinta-feira.

Depois do ocaso, começava a Páscoa, e foi então consumida a ceia pascal por Jesus com os seus discípulos, bem como por todos os peregrinos idos a Jerusalém. Na noite de quinta para sexta-feira – sempre segundo a cronologia sinóptica –, Jesus foi preso e apresentado ao tribunal, na manhã de sexta-feira foi condenado à morte por Pilatos e sucessivamente, «pela hora tércia» (cerca das nove da manhã), foi crucificado. A morte de Jesus deu-se à hora nona (cerca das três horas da tarde). «Ao cair da tarde, visto ser a Preparação, isto é, véspera do sábado, José de Arimateia [...] foi corajosamente procurar Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus» (Mc 15, 42-43). A sepultura devia fazer-se ainda antes do ocaso porque depois começava o sábado. O sábado é o dia do repouso sepulcral de Jesus. A ressurreição tem lugar na manhã do «primeiro dia da semana», no domingo.
Manuel: No calendário judaico essa comemoração anual vai cair na noite de 17 de Abril deste ano de 2011 (depois do pôr do sol e ainda é domingo).

Contudo as leis do clero da Igreja Católica Apostólica Romana vão celebrá-la na 5ª feira seguinte, (21 de Abril) porque está indexada ao domingo seguinte à Páscoa (24 de Abril).
Na verdade a quinta-feira Santa que nós celebramos a ultima Ceia do Senhor com seus Apóstolos, assim como aparece nos Evangelhos Sinóticos (Mt. Mc e Lc). Nós celebramos essa Ceia, essa Páscoa. A Páscua judaica era uma figura da verdadeira Pascoa, a de Cristo, que é sua passagem ao Pai na morte e seu retorno a nós na Ressurreiçao.

Quanto ao dia da Ressurreição há polémicas entre se devemos contar 3 dias e 3 noites após ter sido sepultado. (Mateus 12,40) e se foi no 3º dia (3 dias incompletos, isto é apenas um dia completo, alguns segundos do 1º dia e alguns segundos ou horas do 3º dia ).

Só há polêmica para quem nao conhece o Novo Testamento. Nao há dúvidas que Cristo morreu na sexta feira e ressuscitou na manha de domingo. Os tres dias depois está explicito no Novo Testamento. Nao sao 3 dias completos, mas Ele ressuscitou no terceiro dia.

1 Cor 15, 1-4: .Eu vos lembro, irmãos, o Evangelho que vos preguei, e que tendes acolhido, no qual estais firmes.2.Por ele sereis salvos, se o conservardes como vo-lo preguei. De outra forma, em vão teríeis abraçado a fé.3.Eu vos transmiti primeiramente o que eu mesmo havia recebido: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras;4.foi sepultado, e ressurgiu ao terceiro dia, segundo as Escrituras;

Jo 20. 1-2:No primeiro dia que se seguia ao sábado, Maria Madalena foi ao sepulcro, de manhã cedo, quando ainda estava escuro. Viu a pedra removida do sepulcro.2.Correu e foi dizer a Simão Pedro e ao outro discípulo a quem Jesus amava: Tiraram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram!

Manuel: Na verdade Cristo não comeu a Páscoa nesse seu último ano, mas comeu uma refeição de despedida nesse dia de Preparação (da Páscoa). Não comeu qualquer carne de cordeiro sacrificado. Porquê?! É que o cordeiro só seria sacrificado de dia (isto é no fim da tarde) do dia 14 de NISAN. ELE FOI o cordeiro PASCAL desse ano sacrificado uma só vez para sempre. (Hebreus 9,26)
Esse ponto está de acordo com Sao Joao e com o que disse o Papa, no seu último livre. Ele foi o cordeiro Pascal e assim deu novo sentido à Pascoa. Por isso disse o Papa:

Um dado é evidente em toda a tradição: o essencial desta Ceia de despedida não foi a Páscoa antiga, mas a novidade que Jesus realizou neste contexto. Mesmo se esta refeição de Jesus com os Doze não foi uma ceia pascal segundo as prescrições rituais do judaísmo, num olhar retrospectivo tornou-se evidente, com a morte e a ressurreição de Jesus, o significado intrínseco do todo: era a Páscoa de Jesus. E, neste sentido, Ele celebrou a Páscoa e não a celebrou. Os ritos antigos não podiam ser praticados; quando chegou o momento, Jesus já estava morto. Mas Ele entregara-Se a Si mesmo e assim tinha celebrado com eles verdadeiramente a Páscoa.

Desta forma, o antigo não tinha sido negado, mas – e só assim poderia ser – levado ao seu sentido pleno.
O primeiro testemunho desta visão unificadora do novo e do antigo que é operada pela nova interpretação da Ceia de Jesus em relação com a Páscoa no contexto das suas morte e ressurreição encontra-se em Paulo, na Primeira Carta aos Coríntios 5, 7: «Purificai-vos do velho fermento, para serdes uma nova massa, já que sois pães ázimos. Pois Cristo, nossa Páscoa, foi imolado» (cf. Meier, A Marginal Jew, I, p. 429 s.). Como em Marcos 14, 1, também aqui se sucedem o primeiro dia dos Ázimos e a Páscoa, mas o sentido ritual de então é transformado num significado cristológico e existencial. Agora, os «ázimos» devem ser os próprios cristãos, libertados do fermento do pecado. E o Cordeiro imolado é Cristo. Nisto, Paulo concorda perfeitamente com a descrição joanina dos acontecimentos. Assim, para ele, morte e ressurreição de Cristo tornaram-se a Páscoa que permanece.

Com base nisto, pode-se compreender como a Última Ceia de Jesus – que não era só um prenúncio, mas nos dons eucarísticos compreendia também uma antecipação de cruz e ressurreição – bem depressa acabou por ser considerada como Páscoa, como a sua Páscoa. E era-o verdadeiramente.

Manuel: “As forças Católico-Romanas preocupam-se demais com os dias de semana relativamente aos acontecimentos Pascais durante os quais, nesse ano.”

Que afirmaçao mais divertida. Quase nao vale a pena ser levada em consideraçao. Se fazemos o que está no Evangelho, se imitamos a semana de Cristo somos criticados. Graças a Deus por isso.


Manuel: Eu porém, prefiro pensar nos dias da morte e ressurreição de Yeshua tendo em consideração não os dias da semana, mas os dias do mês como era costume entre os judeus.
Os dias da semana servem apenas de apoio ao «domingo».

O domingo como dia da Ressurreiçao está explicito em todos os relatos da Ressurreiçao e tambem foi o dia das apariçoes do Ressuscitado nos Evangelhos. Segundo o próprio Novo Testamento, era o dia que os cristaos se reuniam. Nesse dia era (e é) celebrado a Pascoa semanal. Com o passar do tempo, os cristao comecaram a celebrar a Pascoa anual. Aí surgiu a dúvida: celebra-la sempre no dia 14 de Nissan, seguindo o calendário do Antigo Testameno, ou celebra-la no domingo, dia que Cristo ressuscitou, apareceu aos discípulos, que os cristao celebravam a Pascoa desde a origem, em resumo o "dia do Senhor" como diz o Apocalipse. As comunidades do Oriente preferiam celebrar no 14 de Nissan. As do Ocidente no domingo posterior a esse dia. Entao todos os bispos do mundo se reuniram no Concilio de Niceia e foi decidido celebrar a Pascoa no domingo posterior ao 14 de Nissan, coisa que permanece até hoje entre os cristaos (e nao só para os católicos).

Em resumo, nao é nossa interpretaçao que está de apoio ao domingo, mas é o domingo, tal como é apresentado no Novo Testamento que é a base da nossa forma de viver a Pascoa do Senhor (e nao a Pascoa Judaica, que era uma figura da definitiva Pascoa de Cristo).

Manuel: A colocação posta pelo Sr. Padre, deixa muito a desejar e só serve para confundir, mas não deixa de ter interesse.

Como uma coisa que deixa a desejar e serve para confundir nao deixa de ter interesse? E depois nós é que somos confusos!

Manuel: Foram as leis clericais da Igreja Católica que mudaram estas datas para que a ressurreição do Senhor fosse sempre celebrada num domingo e não nos dias correspondentes do mês de Nisan do calendário judaico.

Aqui esse senhor pensa como um positivista jurídico. Isso é totalmente errado à vida da Igreja. As leis da Igreja nao provem do acaso, ou da simples vontade de legislar. Mas sim dos dados bíblicos, das verdades da nossa fé. Nossas leis provem da nossa Palavra de Deus, da nossa oraçao, da Liturgia, daquilo que celebramos, dos ensinamentos do Senhor. A lei nasce do costume, dizia Kelsen, e nao é o costume que nasce da lei.

Manuel: O dia de Pentecostes é celebrado pelos judeus no dia 6 de Sivan, isto é, 50 dias inclusive a contar do dia 16 de Nisan: que é amanhã. A Igreja católica celebra a vinda do Espirito Santo também depois 50 dias a partir do domingo em que celebra a ressurreição do Sanhor, inclusive . No ano da morte do Senhor a vinda do Espirito Santo aconteceu no dia de Pentecostes (6 de Sivan) . É por isso que o Espirito Santo anda associado entre os cristãos com o «pentecostes».
Tambem o Pentecostes do Antigo Testamento era uma figura do que viria acontecer no Novo Testamento e havia um significado todo diferente. Era uma festa para agradecer pelas colheitas do ano (e nao para agradecer o Espírito Santo). Nesse dia de Pentecoste foi que ocorreu a manifestaçao da Igreja ao mundo, por obra do Espírito Santo. A partir de entao, esse passou a ser o significado do Pentecostes cristao, sinal da universalidade da Igreja (a diferença das inumeras seitas) tanto no tempo como no espaço geográfico. Essa universalidade é obra do Espírito Santo, que está presente e atuaante na Igreja, segundo as mesmas promessas de Cristo, que nao pode nos enganar. De qualquer modo, podemos abrir um novo tópico para explicar melhor o significado de Pentecostes.

Manuel: Contudo, os calendários judaico e católico andam desfasados, pelo facto de as comemorações católicas serem celebradas no domingo mais próximo seguinte ás festas judaicas correspondentes.
Assim, as festas judaicas caem sempre no mesmo dia do mês judaico.
Ao passo que as católicas correspondentes caem sempre nos mesmos dias da semana.
A indexação é feita a partir da celebração do domingo da Ressurreição.
E assim se determinam os dias destas celebrações pascais e do Espirito Santo.

"Desfasados", "indexaçao" sao palavras extremamente confusas, das quais nao podemos entender o sentido, no contexto exposto. Tudo bem. De qualquer modo, podemos dizer que o calendário da Igreja é igual ao do Novo Testamento e nao é mais o mesmo calendário judaico, que era imagem, figura e anuncio da realidade que deveria ver com Cristo.

Manuel: 1º No domingo celebrar-se-ia, de certa forma, acorrentados a um dia da semana, não a Páscoa, mas aRessurreição do Senhor, já que ele foi visto ressuscitado, pela 1ª vez, na madrugada do 1º dia da semana que mais tarde passou a ser conhecido por «domingo». Páscoa não significa Ressurreição, mas «passagem» do anjo exterminador, isto é MORTE. A Ressurreição de Israel veio depois. O mesmo aconteceu com Cristo.

É muita confusao e ambiguidade juntas! A Pascoa crista significa sim uma passagem, da morte à vida. Da morte de Cristo na Cruz à gloria da Ressurreiçao, pela qual somos libertados dos nossos próprios pecados e recebemos a mesma vida divina, presente em Cristo. Disso é imagem a Pascoa antiga, que significava a passagem do anjo em Israel para libertar os israelitas do povo egípcio, ou seja, para libertar a Israel dos pecados do povo do Egito (que os escravizava). A Pascoa antiga também significa a passagem de Israel pelo mar Vermelho, no qual foram sepultados os egípcios. Nesse segundo sentido é uma figura do Batismo cristao (que celebramos na Vigília de Pascoa), no qual somos sepultados com Cristo, sao sepultados os nossos pecados e ganhamos a liberdade dos filhos de Deus, reconciliados com Cristo e membros da Igreja, novo Povo de Deus.

Para confirmar isso, basta ler a Carta aos Romanos.

1. Então que diremos? Permaneceremos no pecado, para que haja abundância da graça?
2. De modo algum. Nós, que já morremos ao pecado, como poderíamos ainda viver nele?
3. Ou ignorais que todos os que fomos batizados em Jesus Cristo, fomos batizados na sua morte?
4. Fomos, pois, sepultados com ele na sua morte pelo batismo para que, como Cristo ressurgiu dos mortos pela glória do Pai, assim nós também vivamos uma vida nova.
5. Se fomos feitos o mesmo ser com ele por uma morte semelhante à sua, sê-lo-emos igualmente por uma comum ressurreição.
6. Sabemos que o nosso velho homem foi crucificado com ele, para que seja reduzido à impotência o corpo (outrora) subjugado ao pecado, e já não sejamos escravos do pecado.
7. (Pois quem morreu, libertado está do pecado.)
8. Ora, se morremos com Cristo, cremos que viveremos também com ele,
9. pois sabemos que Cristo, tendo ressurgido dos mortos, já não morre, nem a morte terá mais domínio sobre ele.
10. Morto, ele o foi uma vez por todas pelo pecado; porém, está vivo, continua vivo para Deus!
11. Portanto, vós também considerai-vos mortos ao pecado, porém vivos para Deus, em Cristo Jesus.
Leia mais em: http://www.bibliacatolica.com.br/01/52/6.php#ixzz1Ku3NMFL4

Grande abraço e bom período Pascoal a todos. Que a paz e a alegria de Cristo ressuscitado esteja com todos.
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Re: Dia dos Ázimos.

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Ter Maio 10, 2011 2:47 pm

Eu ao focar o calendário judaico não foi com o intuito de forçar cristãos de origem pagã a celebrar a páscoa judaica, mas a esclarecer melhor essas datas e o seu fundamento e relacionamento.
Contudo, resumindo e concluindo CRISTO é a NOSSA Páscoa, pois Páscoa significa sempre o cordeiro sacrificado em 14 de Nisan e o cordeiro verdadeiro que foi sacrificado na tarde desse dia foi Yeshua Messiah.

Quanto à quadra pentecostal que é o culminar das festas das semanas judaicas também se cumpriu profeticamente com a vinda do Espirito Santo.

Eu gosto de observar as sombras do A.T. para as ver cumpridas em Cristo.
(Col. 2,17 e Hebreus 8,5).

Contudo, a maioria dos cristãos limitam-se a celebrar rituais em vez de meditar na realidade: Cristo.

Mas nem todas as sombras dos A.T. se cumpriram até hoje. Ainda há algumas e muito importantes que se irão cumprir e espero que brevemente.

Assim como YHWH escolheu o calendário judaico para cumprir em Cristo o seu sacrifício e a vinda do Espirito Santo assim como as primícias (Cristo é a primícia: )(1ª Corintios 15,20))
também é logico que YHWH continuará a usar o calendário judaico para o cumprimento de
1) A vinda de Cristo, precedida pelo toque das trombetas;
2) o dia da expiação (ou perdão), que suponho que tem algo a ver com o juízo final.

( Mateus 24,31, 1ª Corintios 14,81ª Tess. 4,16 e 1ª Corintios 15,52).

Entre os judeus havia a festa das trombetas (Numeros 29) que se celebrava no mẽs de «TISRI ou Ethanim» que era o 7º mês do calendário sagrado judaico e o 1º mês do calendário civil judaico e que ocorre pelo início do Outono (por alturas do equinócio do Outono: Setembro/Outubro).

Penso que os cristãos não não devem voltar as costas a estas celebrações, não para fazer festas religiosas nem profanas, mas para meditar no seu significado, pois como ainda estão por cumprir e significam o «Novo Mundo em Cristo» e o Paraíso.
Elas significam o culminar de todas as esperanças na nossa Ressurreição da qual a de Cristo foi as primícias com prova.
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Re: Dia dos Ázimos.

Mensagem por Pe. Anderson em Qui Maio 12, 2011 4:58 pm

Caro Sr Manuel,

Com todo o respeito, mas o senhor nao esclareceu nada. Na verdade, nao dá para entender nada da sua última postagem. Principalmente é estranho o seguinte texto:

Assim como YHWH escolheu o calendário judaico para cumprir em Cristo o seu sacrifício e a vinda do Espirito Santo assim como as primícias (Cristo é a primícia: )(1ª Corintios 15,20))
também é logico que YHWH continuará a usar o calendário judaico para o cumprimento de
1) A vinda de Cristo, precedida pelo toque das trombetas;
2) o dia da expiação (ou perdão), que suponho que tem algo a ver com o juízo final.

Deus usará o calendário judaico? Ele precisa de calendários? Está submetido ao tempo? Está previsto algo na Biblia com data precisa? Nao entendo uma palavra...

Grande abraço a todos.
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Re: Dia dos Ázimos.

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Sex Maio 20, 2011 2:29 pm

YHWH tem usado sinais.
O importante é que nós os percebamos.
O calendário usado pelos judeus pode ser um desses sinais, tanto para anunciar coisas do futuro como já usou no passado. As coisas não acontecem por acaso.
É verdade que YHWH não está preso a qualquer calendário humano. Ele tem os seus propósitos. Mas há sinais que não nos devem passar despercebidos.
A biblia nas suas profecias tem dois cumprimentos, um literal no tempo em que foi escrita, e outro no futuro (que geralmente se relaciona com o Messiah) e está cheia desses sinais.

Como se vê, sabeis interpretar o aspecto do céu; mas, quanto aos sinais dos tempos, não sois capazes de os interpretar!
(Mateus 16,3)
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Re: Dia dos Ázimos.

Mensagem por Pe. Anderson em Dom Jul 03, 2011 12:48 pm

Caros amigos,

As duas últimas intervençoes do sr. Manuel nesse tópico sao incompreensíveis. Contudo algo pode ser considerado:

Contudo, resumindo e concluindo CRISTO é a NOSSA Páscoa, pois Páscoa significa sempre o cordeiro sacrificado em 14 de Nisan e o cordeiro verdadeiro que foi sacrificado na tarde desse dia foi Yeshua Messiah.

De acordo que Cristo é nossa Pascoa; mas essa nao significa somente o cordeiro sacrificado (Cristo mesmo), mas também sua ressurreiçao, como está evidente no texto anteriormente citado, de Sao Paulo:

1. Então que diremos? Permaneceremos no pecado, para que haja abundância da graça?
2. De modo algum. Nós, que já morremos ao pecado, como poderíamos ainda viver nele?
3. Ou ignorais que todos os que fomos batizados em Jesus Cristo, fomos batizados na sua morte?
4. Fomos, pois, sepultados com ele na sua morte pelo batismo para que, como Cristo ressurgiu dos mortos pela glória do Pai, assim nós também vivamos uma vida nova.
5. Se fomos feitos o mesmo ser com ele por uma morte semelhante à sua, sê-lo-emos igualmente por uma comum ressurreição.
6. Sabemos que o nosso velho homem foi crucificado com ele, para que seja reduzido à impotência o corpo (outrora) subjugado ao pecado, e já não sejamos escravos do pecado.
7. (Pois quem morreu, libertado está do pecado.)
8. Ora, se morremos com Cristo, cremos que viveremos também com ele,
9. pois sabemos que Cristo, tendo ressurgido dos mortos, já não morre, nem a morte terá mais domínio sobre ele.
10. Morto, ele o foi uma vez por todas pelo pecado; porém, está vivo, continua vivo para Deus!
11. Portanto, vós também considerai-vos mortos ao pecado, porém vivos para Deus, em Cristo Jesus.

É esse o significado completo da Páscoa, que nós cristaos celebramos todos os anos, revivendo a mesma semana do Senhor (segundo os Evangelhos, que começou na quinta feira e terminou no domingo, com a ressurreiçao de Cristo).

Grande abraço a todos.
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Re: Dia dos Ázimos.

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Seg Jul 04, 2011 12:59 pm

Está claro que Páscoa além de morte e sacrifício também traz consigo o significado de libertação e ressurreição.
E isto está simbolizado no Exodo. libertação do povo de Israel, que ocorreu no dia 15, isto é no mesmo dia em que se comeu Cordeiro.
Devo lembrar que os judeus contavam os dias a partir do pôr do sol.
Nessa celebração sabática (dia 15 de Nisan) Cristo estava sepultado e ressuscitou, de acordo com o que Ele próprio tinha anunciado, para espanto dos seus discípulos, incluindo os Apóstolos.

Agora é fácil crer, por tradição, mas os Apóstolos tiveram grande dificuldade de acreditar e até duvidaram, continuando a ter medo dos Sacerdotes do Sinédrio, mesmo depois de O terem visto, durante 40 dias.
Só durante a festa de Pentecostes, com a força vinda do alto, é que se atreveram a proclamar publicamente esse acontecimento.
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Re: Dia dos Ázimos.

Mensagem por Petrus Romanus em Seg Jul 04, 2011 11:44 pm

Simplesmente, nós não comemos a Pascoa porque Deus livrou os judeus do Egito, mas sim porque Cristo ressussitou e o que Sua Santa Igreja nos determinar sobre sua celebração, isto o faremos, porque não foi ao judeus que entregou o Paráclito Espírito da Verdade, mas foi a nós na plenitude dos tempos!
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Re: Dia dos Ázimos.

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Ter Jul 05, 2011 8:43 am

Meu amigo. Continua usando e abusando da palavra «nós» opondo-se aos judeus.
Ora o Espírito Santo, foi derramado sobre os Apóstolos e demais discípulos, todos judeus, e alguns prosélitos (pagãos convertidos ao judaísmo) como testemunhas, durante a festa judaica de pentecostes, por alturas das celebrações judaicas, no templo de Jerusalém.
Só mais tarde é que se deu a primeira manifestação do Espírito Santo a um pagão, «Cornélio».

Quanto à plenitude dos tempos, ainda está em marcha até à derradeira vida do Messiah.
E porque tem demorado assim tanto tempo?!
É porque os propósitos de YHWH tem sido adiados pela falta de colaboração cristã, na sua adesão à verdadeira salvação. Isto quer dizer que em vez de irem pelas sendas divinas se têm perdido pelas sendas do poder político.
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Re: Dia dos Ázimos.

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