Qual o significado dos dedos da estátua de Daniel 2?

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Qual o significado dos dedos da estátua de Daniel 2?

Mensagem por quemtembocadizaverdade em Sex Abr 22, 2011 9:36 am

quem pode me dizer?
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Re: Qual o significado dos dedos da estátua de Daniel 2?

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Sab Abr 23, 2011 12:17 am

Trata-se do quinto reinado consecutivo representado pela sua consistência de ferro e barro, que significa divisão, um reino simultaneamente constituido de poder e fraqueza, cujo destino é a destruição, como nos ensina Jesus:"Todo reino dividido será destruído". O próprio texto de Daniel deixa isso muito claro, ineqüívoco, transparente.
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Re: Qual o significado dos dedos da estátua de Daniel 2?

Mensagem por quemtembocadizaverdade em Sab Abr 23, 2011 11:06 pm

sim, mas é a divisão do império romano ou não?
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Re: Qual o significado dos dedos da estátua de Daniel 2?

Mensagem por quemtembocadizaverdade em Sex Abr 29, 2011 10:55 am

????????????????????????????????
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Re: Qual o significado dos dedos da estátua de Daniel 2?

Mensagem por quemtembocadizaverdade em Seg Maio 02, 2011 10:05 pm

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Re: Qual o significado dos dedos da estátua de Daniel 2?

Mensagem por Petrus Romanus em Ter Maio 03, 2011 6:54 pm

"O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;" (1 Corintios 13:8)

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Re: Qual o significado dos dedos da estátua de Daniel 2?

Mensagem por Petrus Romanus em Sex Maio 06, 2011 11:33 pm

Invoco o Espírito Santo, prometido pelo Senhor para nos guiar a senda reta e que testifica a respeito de Cristo!

Peço-lhe desculpas por minha demora e desde já peço desculpas se em alguma coisa for eu contrario a Santa Interpretação dos Pais da Igreja, pois confesso desconhecer qualquer texto dos santos padres referente a estatua do sonho!

Comecemos com a Sagrada Escritura, exatamente com o texto referente a tema citado:

“Senhor, os pensamentos que vieram ao teu espírito, enquanto estavas em teu leito, são previsões do futuro: aquele que revela os mistérios mostrou-te o futuro. Quanto a mim, se esse mistério me foi desvendado, não é que haja mais sabedoria em mim do que nos outros homens, mas para eu dar ao rei a interpretação, a fim de que se faça luz nos pensamentos do teu coração. Senhor: contemplavas, e eis que uma grande, uma enorme estátua erguia-se diante de ti; era de um magnífico esplendor, mas de aspecto aterrador. Sua cabeça era de fino ouro, seu peito e braços de prata, seu ventre e quadris de bronze, suas pernas de ferro, seus pés metade de ferro e metade de barro. Contemplavas (essa estátua) quando uma pedra se descolou da montanha, sem intervenção de mão alguma, veio bater nos pés, que eram de ferro e barro, e os triturou. Então o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro foram com a mesma pancada reduzidos a migalhas, e, como a palha que voa da eira durante o verão, foram levados pelo vento sem deixar traço algum, enquanto que a pedra que havia batido na estátua tornou-se uma alta montanha, ocupando toda a região.” (Daniel 2:29-35)

Primeiras coisas que devemos considerar:
“Mas no céu existe um Deus que desvenda os mistérios, o qual quis revelar ao rei Nabucodonosor o que deve suceder no decorrer dos tempos.” (v.28) Deus quis revelar ao rei NABUCODONOSOR as coisas que devem se suceder. A segunda coisa que devemos observar é que “O mistério foi então revelado a Daniel numa visão noturna.” (v.19). A interpretação do texto já foi dado a Daniel por Deus portanto não devemos ir além do que estiver escrito! (1 Coríntios 4:6). Portanto para nós a profecia de Daniel não tem caráter preventivo mas educativo, porquanto ela já se realizou (II Timóteo 3:16; S. Mateus 26:56; S. Lucas 16:16)


Retomemos agora a interpretação:
“Eis o sonho. Agora vamos dar ao rei a interpretação. Senhor: tu que és o rei dos reis, a quem o Deus dos céus deu realeza, poder, força e glória; a quem ele deu o domínio, onde quer que habitem, sobre os homens, os animais terrestres e os pássaros do céu, tu és a cabeça de ouro. Depois de ti surgirá um outro reino menor que o teu, depois um terceiro reino, o de bronze, que dominará toda a terra. Um quarto reino será forte como o ferro: do mesmo modo que o ferro esmaga e tritura tudo, da mesma maneira ele esmagará e pulverizará todos os outros. Os pés e os dedos, parte de terra argilosa de modelar, parte de ferro, indicam que esse reino será dividido: haverá nele algo da solidez do ferro, já que viste ferro misturado ao barro. Mas os dedos, metade de ferro e metade de barro, mostram que esse reino será ao mesmo tempo sólido e frágil. Se viste o ferro misturado ao barro, é que as duas partes se aliarão por casamentos, sem porém se fundirem inteiramente, tal como o ferro que não se amalgama com o barro. No tempo desses reis, o Deus dos céus suscitará um reino que jamais será destruído e cuja soberania jamais passará a outro povo: destruirá e aniquilará todos os outros, enquanto que ele subsistirá eternamente. Foi o que pudeste ver na pedra deslocando-se da montanha sem a intervenção de mão alguma, e reduzindo a migalhas o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro. Deus, que é grande, dá a conhecer ao rei a sucessão dos acontecimentos. O sonho é bem exato, e sua interpretação é digna de fé.” (Daniel 2: 36-45)

Os reis de Israel assentavam-se sobre o trono de Deus (1 Crônicas 29:23), pois o reino de Israel representava o reino de Deus na terra (Êxodo 7:1; 2 Samuel 7:8; 2 Crônicas 29:23), após a morte de Salomão o reino se dividiu e dez tribos formaram o reino de Israel, separando-se da descendência dravídica, e duas tribos o reino de Judá. O reino de Israel foi conquistado pelos assírios em aproximadamente 722 a.C restando apenas o reino de Judá como remanescente do reino de Deus. No ano 587 a.C Deus permite que o Império Neo-Babilônico invada a Jerusalém levando os judeus ao cativeiro da Babilônico onde o reino de Deus deixou de ser representado visivelmente. As sucessivas potencias mundiais, representadas pelas partes da estatua, poderiam exercer seu poderio sobre o mundo sem a interferência do reino terrestre de Deus.

Assim o Império Neobabilônico teve a dignidade de destronar os reis de Deus se tornando a cabeça de ouro! Para embelezar a cidade de Babilônia se tinha usado ouro em abundância. Heródoto descreve com profusão de termos o resplendor do ouro nos templos sagrados da cidade. A imagem do deus, o trono sobre o qual estava sentado, a mesa e o altar estavam feitos de ouro. E Nabucodonosor se sobressaía sobre os reis da antiguidade, daí a cabeça.

Em 539 a.C o Império Aquemênida (ou poderíamos chamar de Medo-Persia, ou Império Persa) conquistou a Babilônia sob Ciro II, da Pérsia, pondo um fim a cabeça de ouro e iniciando um governo de prata, o qual libertou os judeus do cativeiro (não teria sentido Deus considerar povos que nada tinham a ver com o seu povo)[Depois de ti surgirá um outro reino menor que o teu]. Segundo Heródoto, Ciro havia dito que era parte Persa e parte Medo. Ciro, que tinha chegado a ser rei da Pérsia, derrotou a Astíages dos Medos no ano 553 ou 550 a.C. Assim os persas que anteriormente estavam subordinados aos medos, chegaram a ter o poder dominante no que tinha sido o Império Medo; A dinastia Aquemênida, governou a Pérsia em seu primeiro período monárquico independente. Sua linhagem remonta ao rei Aquêmenes da Pérsia, na verdade, um governante tributário ao reino da Média no século VII a.C. Os aquemênidas viram seu apogeu sob o governo de Ciro II da Pérsia, bisneto de Aquêmenes, quando este subjugou a Média e todas as outras tribos arianas da área do atual Irã, e conquistou a Lídia, a Síria, a Babilônia, a Palestina, a Armênia e o Turquestão, fundando o Império Persa. Eis ai os peitos e braços de prata. Como a prata é inferior ao ouro, o Império Medo-Persa foi inferior ao Neobabilônico. A Pérsia representada pelo lado direito da estatua e a Média representando o lado esquerdo, pois Ciro II que conquistou a Babilônia era da Pérsia.


O Terceiro reino que dominou a terra, era de bronze. [depois um terceiro reino, o de bronze, que dominará toda a terra.]
“Ora, aconteceu que, já senhor da Grécia, Alexandre, filho de Filipe da Macedônia, oriundo da terra de Cetim, derrotou também Dario, rei dos persas e dos medos e reinou em seu lugar. Empreendeu inúmeras guerras, apoderou-se de muitas cidades e matou muitos reis. Avançou até os confins da terra e apoderou-se das riquezas de vários povos, e diante dele silenciou a terra. Tornando-se altivo, seu coração ensoberbeceu-se. Reuniu um imenso exército, impôs seu poderio aos países, às nações e reis, e todos se tornaram seus tributários.” (I Macabeus 1;1-5)

Após a tentativa frustrada de Dario de conquistar a Grécia, o império Aquemênida começou a declinar. Décadas de golpes, revoltas e assassinatos enfraqueceram o poder dos aquemênidas. Em 333 a.C., os persas já não tinham mais força para suportar a avalanche de ataques de Alexandre, o Grande, e em 330 a.C., o último rei Aquemênida, Dario III, foi assassinado por seu sátrapa Bessus, e o primeiro Império Persa caiu em mãos dos gregos e macedônios. A história registra que o domínio de Alexandre se estendeu sobre Macedônia, Grécia e o Império Persa. Incluiu a Egito e se expandiu pelo oriente até a Índia. Foi o império mais extenso do mundo antigo até esse tempo. Seu domínio foi "sobre toda a terra" no sentido de que nenhum poder da terra era igual a ele, e não porque cobrisse todo mundo, nem ainda toda a terra conhecida nesse tempo. Um "poder mundial" pode definir-se como aquele que está acima de todos os demais, invencível; não necessariamente porque governe a todo mundo. As afirmações superlativas eram comumente usadas pelos reis da antigüidade. Ciro denomina a si mesmo "rei do mundo… e dos quatro bordes (regiões da terra)".
Está ai o Império Grego cujo ventre e quadris de bronze representam tanto a Macedônia quanto a Grécia. Os soldados gregos se distinguiam por sua armadura de bronze. Seus capacetes, escudos e machados eram de bronze. Heródoto nos diz que Psamético I do Egito viu nos piratas gregos que invadiam suas costas o cumprimento de um oráculo que predizia a "homens de bronze que saem do mar".

A narrativa sobre o primeiro encontro de Alexandre com os judeus está registrada tanto no Talmud (Yoma 69a) quanto no Livro da Antiguidade do historiador judeu Josephus (XI, 321-47). Em ambas as narrativas o Sumo Sacerdote do Templo em Jerusalém, temendo que Alexandre destruísse a cidade, saiu para encontrá-lo antes que ele chegasse à cidade. A narrativa descreve como Alexandre, ao avistar o Sumo Sacerdote, desmontou e inclinou-se perante ele. (Alexandre raramente se curvava para alguém). Na narrativa de Josephus, quando seu general Parmerio lhe pediu para explicar sua atitude, Alexandre respondeu: “Eu não me inclinei perante ele, mas perante aquele Deus que o honrou com o Sumo Sacerdócio; pois eu vi esta mesma pessoa num sonho, com esta mesma roupa.” Alexandre interpretou a visão do Sumo Sacerdote como um bom presságio e assim, poupou Jerusalém, absorvendo pacificamente a Terra de Israel em eu crescente império.
Os gregos jamais tinham conhecido alguém como os judeus – a única nação monoteísta do mundo, com um conceito ímpar de um D’us bom e infinito que cuida da criação e intervêm na História. Os judeus tinham tradições filosóficas e legais profundas e complexas. Tinham taxas de alfabetização e infra-estrutura de bem-estar social incomparável no mundo antigo. Os gregos ficaram tão fascinados com os judeus que se tornaram o primeiro povo a traduzir a Bíblia em outro idioma quando o Rei Ptolomeu II (cerca de 250 AEC) forçou 70 Rabinos a traduzirem a Bíblia Hebraica em grego (conhecida como Septuaginta, que significa “70” em grego).

“Após ter derrotado o Egito, pelo ano cento e quarenta e três, regressou Antíoco e atacou Israel, subindo a Jerusalém com um forte exército. Penetrou cheio de orgulho no santuário, tomou o altar de ouro, o candelabro das luzes com todos os seus pertences, a mesa da proposição, os vasos, as alfaias, os turíbulos de ouro, o véu, as coroas, os ornamentos de ouro da fachada, e arrancou as embutidoras. Tomou a prata, o ouro, os vasos preciosos e os tesouros ocultos que encontrou. Arrebatando tudo consigo, regressou à sua terra, após massacrar muitos judeus e pronunciar palavras injuriosas. Foi isso um motivo de desolação em extremo para todo o Israel.” (I Macabeus 1: 20-25)

“Pouco tempo depois, um velho ateniense foi enviado pelo rei para forçar os judeus a abandonar os costumes dos antepassados, banir as leis de Deus da cidade, macular o templo de Jerusalém, dedicá-lo a Júpiter Olímpico e consagrar o do monte Garizim, segundo o caráter dos habitantes do lugar, a Júpiter Hospitaleiro. Dura e penosa foi para todos essa avalanche de mal.” (II Macabeus 6:1-2)

Brutais perseguições gregas aos judeus desencadearam a primeira guerra religiosa/ideológica da História – a revolta dos Macabeus. O levante foi liderado pela família sacerdotal de Matitiyáhu e seus cinco filhos, dos quais o mais conhecido era Judas. Contra todas as expectativas, o exército de guerrilha dos Macabeus derrotou os exércitos gregos, muito maiores, mais bem equipados e profissionais. Após três anos de lutas, Jerusalém foi libertada. O Templo, que tinha sido profanado, foi purificado e rededicado a D’us. Foi durante este período que ocorreu o milagre de Chanucá. Uma pequena ânfora de azeite usada pelo Sumo Sacerdote para acender a Menorá no Templo, que teria sido suficiente para apenas um dia, ardeu milagrosamente por oito dias. O conflito se arrastou por diversos anos ainda, custando a vida de muitos judeus, incluindo Judas Macabeu e vários de seus irmãos, Por fim, os gregos foram derrotados e o Judaísmo sobreviveu.

O Império de Bronze, os gregos, dominaram a terra inteira, mas cumprindo outra profecia: “ Tropas sob sua ordem virão profanar o santuário, a fortaleza; farão cessar o holocausto perpétuo e instalarão a abominação do devastador. Submeterá, com suas lisonjas, os violadores da aliança, mas a multidão daqueles que conhecem seu Deus manter-se-á firme e resistirá.” (Daniel 11: 31-32)


O Quarto Reino, o de pernas de ferro. [Um quarto reino será forte como o ferro: do mesmo modo que o ferro esmaga e tritura tudo, da mesma maneira ele esmagará e pulverizará todos os outros.]
Pelo ano 500 a.C o Estado romano se converteu em república, e seguiu sendo-o por quase 500 anos. Em 265 a.C toda Itália estava sob o domino romano. Em 200 a.C Roma saiu vitoriosa da luta a morte que tinha sustentado com sua poderosa rival do norte de África, Cartago (originalmente uma colônia Fenícia). Desde então Roma se fez dona do Mediterrâneo Ocidental e era mais poderosa do que qualquer dos estados do oriente. Desde então Roma primeiro dominou e depois absorveu, um a um, os três reinos que sobraram dos sucessores de Alexandre, e assim chegou a ser o seguinte grande poder mundial depois de Alexandre. Este quarto império foi o que mais durou e o mais extenso dos quatro, pois no século II d.C estendia-se desde Inglaterra até o Eufrates. Roma ganhou seu território pela força ou pelo temor que infundia seu poderío armado. Ao princípio interveio em conflitos internacionais numa luta por sobreviver contra seu rival, Cartago, e se viu assim envolvida numa guerra depois de outra. Achatando a um adversário depois de outro, chegou a ser finalmente a agressiva e irresistível conquistadora do mundo mediterrâneo e da Europa Ocidental. No princípio da era cristã, e um pouco mais tarde, o poder de ferro das legiões romanas respaldava à Pax Romana (a paz de Roma). Roma era o império maior e mais forte do que o mundo tinha conhecido até então. O Salvador nos nasceu nesse Império.

O Quinto Reino: [Os pés e os dedos, parte de terra argilosa de modelar, parte de ferro, indicam que esse reino será dividido: haverá nele algo da solidez do ferro, já que viste ferro misturado ao barro. Mas os dedos, metade de ferro e metade de barro, mostram que esse reino será ao mesmo tempo sólido e frágil. Se viste o ferro misturado ao barro, é que as duas partes se aliarão por casamentos, sem porém se fundirem inteiramente, tal como o ferro que não se amalgama com o barro.]
Aqui ocorre um erro interpretativo: alguns interpretam os dedos e os pés como ainda pertencentes a Roma, pois o profeta não dá uma pausa de reinos como fazia com os outros e nem cita o nome “quinto reino”, fazendo alusão a palavra “esse reino” como retomando o reino de que se estava falando, o quarto reino; mas como se nota os reinos são profetizados não porque se dizia ser o reino numero tal e etc, mas porque se faziam referencia as partes da estatua (v.38), logo ao fazer referencia a outra parte da estatua o profeta se referia a outro reino e para corroborar isso, o profeta usa a palavra “esse reino” e não “aquele”, o que retoma o termo mais recentemente empregado, que era os dedos e os pés, excluindo definitivamente o quarto reino que era o Império Romano. Com a morte de Estilicão em 408, Honório foi deixado no comando, e embora ele tenha governado até sua morte em 423, seu governo foi marcado por usurpações e invasões, especialmente de Vândalos e Visigodos. Em 410, Roma foi saqueada por forças exteriores pela primeira vez desde a invasão gaulesa no século IV. A instabilidade causada por usurpadores no Império Ocidental ajudou essas tribos em suas conquistas, e no século V, as tribos germânicas tornaram-se os usurpadores. Em 475, Flávio Orestes, um antigo secretário de Átila o Huno forçou a retirada do Imperador Júlio Nepos de Ravenna e proclamou seu próprio filho Rômulo Augústulo como imperador. Resumindo, O Império Romano havia se dividido em dois, o Ocidental e o Oriental, o Império Romano ocidental cai em 476 d.C com as invasões bárbaras, onde haverá ainda uma divisão, a solidez do ferro, que é o Império Romano ainda existe, mas no Oriente, e ao mesmo tempo reis bárbaros subsistem no ocidente, o barro; aqui já perseguindo o povo de Deus, a Igreja. [haverá nele algo da solidez do ferro, já que viste ferro misturado ao barro.] Quase um milênio depois, em 1453 d.C cai o Império Romano do Oriente, mas os povos latinos já haviam se misturado com os outros povos, por exemplo, as formações dos reinos da Espanha, de Castela e de Aragão, da Prússia, da Áustria e etc, se realizavam mediante alianças de casamentos, mas não se misturavam inteiramente como era nos casos dos antigos Impérios que eram um só reino. A profecia de Daniel suportou a prova do tempo. Algumas potências mundiais foram débeis, outras fortes. O nacionalismo continuou com vigor. As tentativas de converter num império único e grande as diversas nações que surgiram do quarto império terminaram no fracasso. Certas seções se uniram transitoriamente, mas a união não resultou nem pacífica nem permanente. Existiram também muitas alianças políticas entre as nações. Mas todas essas tentativas se frustraram. A profecia não declara especificamente que não poderia ter uma união transitória de vários elementos, por meio da força das armas ou de uma dominação política. No entanto, afirma que se tentasse ou se conseguisse formar tal união, as nações que a integrassem não funcionariam organicamente, e continuariam com seus receios mútuos e hostis. Uma federação formada sobre tal fundamento está condenada à ruína. O sucesso passageiro de algum ditador ou de alguma nação não deve assinalar-se como o fracasso da profecia de Daniel.
Atualmente subsistem aproximadamente 40 países em que ainda se encontram reis.

O Reino Supremo: [No tempo desses reis, o Deus dos céus suscitará um reino que jamais será destruído e cuja soberania jamais passará a outro povo: destruirá e aniquilará todos os outros, enquanto que ele subsistirá eternamente. Foi o que pudeste ver na pedra deslocando-se da montanha sem a intervenção de mão alguma, e reduzindo a migalhas o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro.]

Em Aramaico 'ében', é uma palavra idêntica a palavra 'ében' do Hebraico. Sua tradução é "pedra", e é usada para referir-se a lousas, pedras para atirar com funda, pedras talhadas, vasilhas de pedra, pedras preciosas. A palavra 'rocha' é usada freqüentemente na bíblia como uma referência a Deus (Deuteronômio 32:4, 18;1 Samuel 2:2). Esta palavra 'rocha' vem da palavra hebraica 'tsur'. A palavra usada no original por Daniel foi 'tsur' e não 'ében'. Daniel é claro em sua interpretação para Nabucodonosor pois apresenta e descreve todos os símbolos usados na profecia. Muitos comentaristas acreditam que este é um indício de que este último reino tem origem sobre-humana. Acreditam que o último Reino não será fundado pelas hábeis mãos dos homens, mas pela poderosa mão de Deus. Assim como todo reino é estabelecido por Deus, este novo movimento também será estabelecido por Deus… Não precisará necessariamente ser sobrenatural, mas certamente será universal…Alguns estudiosos apresentam este detalhe da profecia uma predição da primeira chegada de Cristo e da posterior conquista do mundo pelo Evangelho. Outros estudiosos afirmam que isto é improvável porque este novo "Reino" não devia coexistir com nenhum daqueles quatro reinos; devia suceder à fase do ferro e barro misturados, que ainda não existiam quando Cristo esteve na terra. Segundo eles o reino de Deus ainda estava por vir, como Jesus afirmou a seus discípulos. Esta linha de interpretação defende a idéia que este último Reino será estabelecido quando Cristo voltar para resgatar aqueles que O aceitaram como Salvador.

OBS: Se algo não foi devidamente trabalhado é pelo motivo do cansaço, o vigor de que se nos dispomos quando estamos a escrever o inicio de um texto não é mesmo que se nos dispomos no final, logo, se omiti alguma coisa pela minha falta de vigor, cite que poderemos retomar o citado mais tarde

A paz de Deus esteja com o vosso espírito!
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Re: Qual o significado dos dedos da estátua de Daniel 2?

Mensagem por quemtembocadizaverdade em Ter Maio 10, 2011 12:37 pm

Entendi. Vivemos nos dias referentes aos pés da estátua. ok.
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Re: Qual o significado dos dedos da estátua de Daniel 2?

Mensagem por quemtembocadizaverdade em Qui Maio 12, 2011 8:46 am

existe ligação entre os capítulos 2 e 7 ?
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QUAL A RELAÇÃO EXISTENTE ENTRE OS CAPÍTULOS 2 E 7 DO LIVRO DE DANIEL ?

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Dom Jun 19, 2011 8:25 am

Caros Irmãos,

Que a paz de Jesus esteja em cada coração !!!

Dando prosseguimento ao que discutimos neste tópico e considerando a ultima indagação da professora Erenice, vejamos:

Antes de estabelecer considerações comparativas que possam apontar para aspectos congruentes ou divergentes, se faz necessária a análise ou o estudo do teor de cada um destes capítulos, ponderando que todos os livros das Sagradas Escrituras formam um único contexto que resulta no sentido pleno das mesmas escrituras. Assim, temos que compreender que nenhuma passagem dos livros sagrados se resume a um fato histórico que se compreenda apenas em si mesmo e no sentido literal, mesmo que assim nos pareça em um primeiro momento. Cada passagem corrobora com outras e nunca deve ser compreendida estritamente no seu sentido literal. Sem esta concepção, todo o conteúdo das Sagradas Escrituras perde o seu verdadeiro sentido e certamente nos levará a inúmeras contradições capazes de minar a verdadeira fé e até mesmo nos levar à incredulidade, ao ateísmo e ao agnosticismo, dentre outras situações.

O segundo capítulo do Livro de Daniel, tem como núcleo um sonho e sua interpretação. Esse núcleo é emoldurado por um relato brilhante, no qual o autor mistura a sustentação narrativa com a distância irônica. A primeira começa com o fracasso dos magos. A segunda se consuma em três relações: do rei com os magos, dos magos com Daniel, de Daniel com o rei.

O desmedido pedido do rei põe em marcha o enredo. Interpretar sonhos era parte da atividade desses adivinhos. Tratando-se de uma arte regulamentada e exclusiva, não podia ser controlada de fora pelos inexpertos e conferia poder político aos expertos. O autor zomba de semelhante monopólio através da rebelião inesperada do rei, farto de submeter-se ao saber arcano de seus funcionários. O autor pisca para o leitor.

Daniel se solidariza com seus rivais, em vez de saborear sua matança, e assim os salva. Novo traço irônico: os que pretendiam salvar o rei e o império com seu saber recôndito têm de ser salvos por um jovem estrangeiro. A batalha se apresenta por ora no terreno do saber histórico; por enquanto, a idolatria fica à margem. O Senhor conhece e prediz a história, porque Ele a planeja e dirige.

O sonho é uma alegoria. A história pode reduzir-se a uma sucessão de impérios, em poderio decrfescente, controlado por Deus; no final, repentinamente, chega o reinado que Deus inaugura. Graças ao artifício da ficção, aquilo que na mente do autor era olhar restropectivo, na boca do personagem se converte em profecia antecipada.

A estátua aqui significa a projeção do tempo no espaço, para que possamos assistir ao desmoronamento instantâneo de um longo processo, que parece acumulado e como que congelado. Mas em vez de proceder de baixo para cima, por sedimentação, como faríamos nós, mentalizados pela arqueologia, o autor começa de cima para baixo. Porque em hebraico a cabeça é o começo e as primícias, o capital. A ordem resultante é o império babilônico, medo-persa, Alexandre, Lágidas e Selêucidas.

Mas a estátua de materiais inorgânicos significa uma concepção esquemática e reduzida. Ficam de fora os impérios egípcio, hitita e assírio. Por que ? Porque Nbucodonosor e o desterro são considerados começo de uma nova era. Além disso, o processo não é orgânico: não vemos as causas, não assistimos ao amadurecer dos acontecimentos, não percebemos o movimento dialético.

Uma estátua, para a mentalidade bíblica, é "produto das mãos humanas", ao passo que a pedra se desprende da montanha "sem mãos humanas". Salvando as diferenças, vem à memória a estátua que Moisés reduziu a pó (Ex 32).

Através de Daniel, o Deus dos judeus engrenta o imperador do mundo. Não exige dele que "solte o seu povo", mas que reconheça o poder soberando do Deus de Daniel (Ver Ex 5,2). Deus é um salvador escatológico; Nabucodonosor não pode fundar uma dinastia perpétua, nem todas as dinastias sucessivas encherão a medida da perpetuidade.


CONTINUO MAIS TARDE !!!

Um grande abraço a todos !!!
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Re: Qual o significado dos dedos da estátua de Daniel 2?

Mensagem por Flávio Roberto Brainer de em Dom Jun 19, 2011 9:37 am

CONTINUANDO...

O capítulo 7 deve ser estudado pela forma, pelo estilo, pelo tema e como ato final. Pela forma, é uma visão: encabeça a série de visões de 8 - 12. Pelo estilho, prescindindo dos acréscimos, é diferente e muito superior às seguintes, de 8 - 11. Pelo tema, contempla o futuro definitivo, ao passo que as seguintes se envolvem em acontecimentos próximos. E como ato final, encerra brilhantemente os capítulos 2 e 5, o que demonstra uma união deste capítulo com os precedentes.

Este capítulo é a ápice do livro, pelo seu valor de solução e pela atração e influência sobre os leitores, considerando o cenário cósmico, os personagens e o resultado.

O cósmico: água, vento e fogo. Tradicionalmente, o grande oceano é o elemento caótico e hostil, que, dominado pelo espírito ou vento, pode tornar-se dócil (Ver Gn 1; Sl 74,13s; 93,4; 136,13). Os quatro ventos cósmicos agitam aqui o oceano no tempo da história, e desse oceano surgem poderes ferozes, inumanos, dispostos a dominar o seguimento da história que lhes atribuam. O cenário concentra as etapas da história num quadro simultâneo (como a estátua do capítulo 2). A água oceânica se contrapõe à água celeste das núvens, que transportam a figura humana. Opõe-se também ao fogo, elemento da divindade (Sl 50,3; 97,3).

As feras, embora devam ser entendidas em contraponto ao homem, na literatura profética, representam os impérios (Ez 17,3; 32; Jr 51,34). Elas não são simples imagens, mas interpretam e avaliam. As tribos podem ter animais emblemáticos (Gn 49), os chefes podem levar títulos de animais. As quatro feras se sucedem na história, mas não humanizam os homens nem melhoram a existência humana. Enviando uma quinta ou sexta fera, substitui-se a precedente, mas não se resolve o problema.

O baixo cifrado das feras pede uma voz humana em contraponto. O homem é de outra categoria: é imagem de Deus, chamado a dominar os animais. Deus aparece em figura humna. O domínio humano sobre os animais se estende em sentido p´roprio e figurado (Gn 4,7; Sl 80; 91,13). O autor inspirou-se diretamente no salmo 8, traduzindo para o aramaico a expressão hebraica "ben'adam". O homem é grande e é pequeno (Is 51,12; Jó 25,6): como poderá dominar essas feras? Deus lhe confere ou restitui o poder. O que faz na natureza, com mais razão temde fazê-lo na história, para que a vida dos homens seja vida humana, não inumana e feroz.

CONTINUO MAIS TARDE !!!
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Re: Qual o significado dos dedos da estátua de Daniel 2?

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Sex Ago 05, 2011 1:23 pm

Abreviando:
São dois sonhos que têm cumprimento paralelo.
As imagens são diferentes, mas o cumprimento e significado é o mesmo.
  • A cabeça de ouro corresponde à 1ª fera: um leão com asas de águia.
    O Peito e os braços de prata corresponde à 2ª fera: a um urso.
    O ventre e as ancas de bronze corresponde à 3ª fera: a pantera,
    As pernas de ferro correspondem à 4ª fera: um animal, horroroso, aterrador, e de uma força excepcional.
    Os pés metade de ferro e metade de barro: um outro chifre mais pequeno da 4ª fera.

Ora analise e compare o texto bíblico:
http://www.paroquias.org/biblia/index.php?c=Dn+2
http://www.paroquias.org/biblia/index.php?c=Dn+7
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Manuel Portugal Pires

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Re: Qual o significado dos dedos da estátua de Daniel 2?

Mensagem por Manuel Portugal Pires em Dom Ago 07, 2011 1:24 pm

Ora quanto aos dedos dos pés que são 10 faz-nos lembrar a divisão do reino simbolizado pelos pés que eram metade ferro metade barro.
Para mim aqui o símbolo dez representa plenitude (tal como os 10 chifres do Apocalipse) dez reis, isto é a plenitude dos reis.
(Apocalipse 17,12)
Lembre-se que também as virgens são em número de dez.
Os mandamentos em numero de dez.

O facto de serem dedos de uma estátua, é porque tal como num homem representam o alicerce desses reis, que vai ruir, quando a pedra simbólica que representa um REINO que deixará a estátua completamente escacada e jamais será destruído,

44*No tempo destes reis, o Deus dos céus fará aparecer um reino que jamais será destruído e cuja soberania nunca passará para outro povo. Esmagará e aniquilará todos os outros, enquanto ele subsistirá para sempre. 45Foi o que pudeste ver na pedra que se desprendia da montanha, sem intervenção de mão alguma, e que reduzia a migalhas o ferro, o bronze, a argila, a prata e o ouro.
(Daniel 2)

Este novo reino, que ainda está para vir pertencerá aos santos do Altissimo:

18*Os santos do Altíssimo são os que hão-de receber a realeza e guardá-la por toda a eternidade
(Daniel 7,18)
depois de se ter feito justiça:
22Mas o Ancião, quando veio, fez justiça aos santos do Altíssimo. A hora deles era aquela e obtiveram a posse do reino.
(Daniel 7,22)

Alguém muito poderoso da parte destes 10 Reis tem o domínio de tudo até do povo de DEUS, mas este reino é passageiro.

25*Proferirá insultos contra o Altíssimo, perseguirá os santos do Altíssimo. Pensará em mudar os tempos sagrados e a religião. Os santos viverão sob a sua alçada, apenas durante um determinado espaço de tempo. 26Mas o julgamento continuará e tirar-lhe-ão o domínio, para o suprimir e aniquilar definitivamente. 27A realeza, o império e a grandeza de todos os reinos, situados sob os céus, serão então devolvidos ao povo dos santos do Altíssimo. O seu reino é eterno e todas as soberanias lhe prestarão preito de obediência.»
(Daniel 7,24-27)
Ora esse PODER ainda não está aniquilado definitivamente.
Esperemos que seja ainda nos nossos dias, para que seja estabelecido para sempre o REINO do povo dos santos do Altissimo.
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Manuel Portugal Pires

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Re: Qual o significado dos dedos da estátua de Daniel 2?

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