Pio XII e o nazismo

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Pio XII e o nazismo

Mensagem por Petrus Romanus em Qua Maio 04, 2011 9:13 pm

Muitas vezes Pio XII foi acusado de ajudar o nazismo em sua propagação, colocarei aqui um texto muito interessante sobre a vida de Pio XII que tirei da wikipedia:

"Na sua primeira intervenção radiofônica com a mensagem Dum gravissimum, em 3 de março de 1939, manifesta preocupação pelo quanto se temia então: "Nestas ansiosas horas, enquanto muitas dificuldades parecem se opor à realização da verdadeira paz, que é a mais profunda aspiração de todos, levamos nossa suplica a Deus, uma oração especial por todos aqueles que têm a maior honra eo enorme peso de guiar o povo no caminho da prosperidade e do progresso civil."[15] Em maio envia, sem sucesso, aos governos do Reino Unido, França, Polônia, Alemanha e Itália uma proposta para resolver, mediante uma reunião conjunta, os problemas inerentes à comprometida estabilidade política.

Dirigiu por rádio um novo apelo à paz no mundo: Iminente é o perigo, mas ainda é tempo. Nada é perdido com a paz. Tudo pode ser com a guerra, era o seu brado naquela mensagem de rádio profética de 24 de agosto de 1939, a uma semana do início do conflito.[16]

Em 20 de outubro de 1939 publica a sua primeira encíclica: Summi Pontificatus, em que exprime a sua angústia pelo sofrimento que cai sobre os indivíduos, famílias e toda a sociedade. Diz que a "hora das trevas" caiu sobre a humanidade, convida a todos a orar "para que a tempestade se acalme e sejam banidos os espíritos de discórdia que levaram a tão sangrento conflito." Recorre com frequência ao meio radiofônico para promover as suas mensagens, o mais moderno de comunicação de massa na época, são perto de duzentas mensagens radiodifundidas e dirigidas ao mundo em várias línguas, além de seus escritos.

Na noite de Natal de 1942, condenou a perseguição judia na sua famosa alocução de Natal. Igualmente, em 1943 pronunciou um importante discurso aos cardeais, em que reafirmou a sua condenação da política alemã. Como Bispo de Roma entrou em pessoa, em julho e agosto de 1943, nos populosos bairros de São Lourenço e São Giovanni para trazer conforto para as vítimas dos bombardeamentos anglo-americanos.

Quando, em 10 de Setembro de 1943 os nazistas invadiram Roma, o Papa abriu a Santa Sé aos refugiados, estimando-se que tenha concedido a cidadania do Vaticano a entre 800.000 e 1.500.000 de pessoas, e nos meses em que Roma se encontrava sob ocupação alemã, Pio XII instruiu o clero italiano sobre como salvar vidas usando de todos os meios possíveis. Cento e cinquenta e cinco conventos e mosteiros em Roma deram asilo a aproximadamente cinco mil judeus. Pelo menos três mil encontraram refúgio na residência de verão do pontífice, em Castel Gandolfo. Sessenta judeus viveram por nove meses dentro da Universidade Gregoriana e muitos foram escondidos no subsolo do Pontifício Instituto Bíblico. Seguindo as instruções de Pio XII, muitos padres, monges, freiras, cardeais e bispos italianos empenharam-se para salvar milhares de vidas judias. O cardeal Boetto, de Gênova, salvou pelo menos oitocentas vidas. O bispo de Assis escondeu trezentos judeus por mais de dois anos. O bispo de Campagna e dois de seus parentes salvaram outros 961 em Fiume.

Hitler ameaçou raptar Pio XII. O general Karl Otto Wolff, das SS, recebeu ordem para ocupar o mais rapidamente possível o Vaticano, garantir a segurança dos arquivos e dos tesouros artísticos, e "transferir" (ou seja, raptar) o Papa, juntamente com a Cúria, para que não caíssem nas mãos dos Aliados e exercessem influência política. De acordo com historiadores, Hitler ordenou o rapto porque ele tinha medo da possibilidade de Pio XII aumentar e agravar as suas critícas à perseguição judia levada a cabo pelos nazis. Ele também tinha medo de que a oposição de Pio XII possa inspirar mais resistência e oposição à ocupação alemã na Itália e em outros países católicos. Nessa eventualidade, o Papa disse à Cúria que a sua captura pelos nazistas implicaria a sua resignação imediata, abrindo caminho à eleição de um sucessor. Os prelados teriam de se refugiar num país seguro e neutro, provavelmente Portugal, onde iriam restabelecer a liderança da Igreja Católica Romana e eleger um novo Papa.

Como consequência, e apesar do fato de Mussolini e dos fascistas terem cedido à exigência de Hitler de dar início às deportações também na Itália, muitos católicos italianos desobedeceram às ordens alemãs. É sabido que, enquanto cerca de 80% dos judeus europeus encontraram a morte durante a Segunda Guerra Mundial, 80% dos judeus italianos se salvaram.

Em 12 de março de 1944 profere a alocução Nella desolazione, dirigida aos "foragidos da guerra refugiados em Roma e aos habitantes da cidade reunidos na Praça de São Pedro" e em 2 de junho deste mesmo ano em outra alocução: È ormai passato, dirigida aos Cardeais repele mais uma vez a guerra. Em 29 de novembro de 1945 recebe no Vaticano oitenta delegados de campos de concentração alemães que foram pessoalmente manifestar o seu agradecimento pela "generosidade demonstrada pelo Santo Padre para com eles durante o terrível período do nazifacismo".[18]

Pós-guerraNa sua Radiomensagem Ecco alfine de 9 de maio de 1945 Pio XII reafirma o que tanto já vinha repetindo, que "só a paz e a segurança imposta sob justiça podem garantir ao povo um ordenamento público conforme as exigências fundamentais da consciência humana e cristã".

Diante do crescimento do comunismo soviético denuncia a violência exercida contra os povos eslavos e croatas na alocução Nell’accogliere,[19] de 5 de junho de 1945 e reage contra a perseguição religiosa é exercida nessas regiões. Na Mensagem Ecce ego declinabo de 24 de dezembro de 1954 denuncia os males da Guerra Fria e na mensagem natalícia de 1955 Col cuore aperto rejeita mais uma vez de modo expresso a doutrina do comunismo afirmando-a contrária à doutrina cristã e ao direito natural.

As eleições italianas de 1948Em fins de 1947, a Assembleia Constituinte italiana havia concluído o texto de um nova constituição que entraria em vigor em 1 de janeiro de 1948. Haviam sido convocadas eleições gerais para 18 de abril de 1948, comunistas e socialistas coligaram-se contra a Democracia Cristã liderada por Alcide De Gasperi. À vista do bloqueio de Berlim naquele ano, a guerra fria entre a Rússia e as democracias ocidentais e a perseguição religiosa por trás da "cortina de ferro" levaram Pio XII a declarar que "soara a hora capital da consciência cristã". Em suas palavras "toda a nação estava em plena transmutação dos tempos, que requeria por parte da Cabeça e dos membros da Cristandade, suma vigilância, incansável diligência e uma ação abnegada."[20]

Coerente com o magistério da Igreja que já condenava o marxismo como heresia desde antes[21] do Papa Leão XIII e através da encíclica Rerum Novarum e de outros documentos pontifícios[22][23] de seus sucessores, naquelas eleições prestou claro apoio a De Gasperi e à Democracia Cristã italiana que, afinal, saiu-se vitoriosa, e proibiu o clero católico de votar no PCI (Partito Communista D'Italia) o que, segundo seus críticos, seria mostra de seu viés conservador.

Na verdade Pio XII se empenhara naquela eleição e com ele toda a Igreja Católica para garantir a vitória da Democracia Cristã na Itália e evitar que sucedesse na nascente democracia italiana o que vinha ocorrendo então, na denominada Cortina de Ferro. Em várias oportunidades tratou do tema como na Carta Apostólica Dum maerenti animo - A Igreja perseguida na Europa do Leste (29 de junho de 1956)[24] e na Carta Apostólica "Sacro vergente anno" - Consagração da Rússia ao Coração Imaculado de Maria (7 de julho de 1952).[25]"

Na página da wilipedia tem as corroborações do texto: http://pt.wikipedia.org/wiki/Papa_Pio_XII

Um abração a todos!
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Embaixador de Israel reconhece que Pio XII ajudou a salvar milhares de judeus

Mensagem por Pe. Anderson em Sab Jun 25, 2011 5:53 pm

Caros amigos,

Completando a notícia vejam isso: o embaixador de Israel frente à Santa Sé reconheceu que nao houve instituiçao que salvou mais judeus do que a Igreja Católica, durante a Segunda Guerra Mundial, guiada por Pio XII. Um historiador judeu afirmou recentemente que foram mais de 750.000.

Coloco aqui a notícia completa:

Rompiendo un tabú oficial que dura casi un cuarto de siglo, el embajador de Israel en el Vaticano, Mordechai Lewy, ha reconocido la gran labor del Papa Pío XII en el salvamento de judíos durante la Segunda Guerra Mundial.

Durante el acto de entrega de la medalla de «justo entre las naciones» concedida póstumamente a un sacerdote de la orden de Don Orione por haber salvado familias judías, el embajador israelí afirmó que «a partir de la redada del 16 de octubre de 1943 y los días sucesivos en el ghetto de Roma, los monasterios y orfelinatos de las ordenes religiosas abrieron sus puertas a los judíos, y tenemos motivos para pensar que eso sucediese bajo la supervisión de los más altos responsables del Vaticano, que estaban informados de estos gestos».

En realidad, se trataba de órdenes de Pío XII, transmitidas por su secretario de Estado, el cardenal Luigi Maglione a través de conversaciones y mensajes confidenciales para evitar represalias de los jefes de la ocupación nazi. Aparte de los conventos masculinos y femeninos de Roma, que escondieron a más de cinco mil judíos, la villa del Papa en Castelgandolfo acogió también a varios miles.

Según el embajador israelí, «el hecho de que el Vaticano no pudiese evitar la salida del tren que llevó los arrestados en Roma al campo de exterminio solo puede haber contribuido a reforzar la voluntad, por parte vaticana, de ofrecer los propios locales como refugio para los judíos». En todo caso, «tenemos que reconocer que el tren que salio el 18 de octubre de 1943 fue el único convoy que los nazis lograron organizar desde Roma hacia Auschwitz».

Conversión del rabino de Roma
A la vista de los hechos de aquella época, Mordechai Lewy, afirmó que «seria un error declarar que la Iglesia Católica, el Vaticano y el mismo Papa se opusieron a las acciones para salvar judíos. Es más bien cierto lo contrario: prestaron ayuda todas las veces que pudieron».

Según los historiadores, la Iglesia católica fue, con gran diferencia, la entidad que salvo más judíos durante la Segunda Guerra Mundial, quizás más de medio millón. El historiador judío Pinchas Lapide llega a situar la cifra incluso por encima de 750.000.

Al término de la Segunda Guerra Mundial, los agradecimientos al Papa Pío XII fueron entusiastas y espectaculares. El rabino jefe de Roma, Israel Zolli se convirtió al cristianismo y tomó el nombre de Eugenio en homenaje a Eugenio Pacelli (Pío XII). A su vez, un rico senador judío agradeció al Papa el haber salvado tantas vidas regalando una lujosa villa en el centro de Roma que sigue siendo la nunciatura en Italia.

Incluso Golda Meir, que era ministra de Asuntos Exteriores en 1958, el año de la muerte de Pío XII, le rindió homenaje en nombre de su gobierno en Naciones Unidas afirmando que «durante los diez años de terror nazi, cuando nuestro pueblo sufrió los horrores del martirio, el Papa alzó su voz para condenar a los perseguidores y para compadecer a las víctimas».

Fonte: http://www.abc.es/20110623/internacional/abcm-embajador-israeli-admite-salvo-201106231817.html

Grande abraço a todos.
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Re: Pio XII e o nazismo

Mensagem por Fabricio em Seg Set 05, 2011 7:46 am

Prezados,

Estou tocando neste assunto aqui por achar mais adequado.

No tópico sobre a Inquisição, o senhor Manuel acusou a Igreja de conivência com o nazimo porque supostamente alguns bispos católicos teriam apoiado Hittler.

Bom, de fato isso aconteceu. Houve bispos que apoiaram Hittler. Mas vamos analisar um caso para ver a postura da Igreja diante desses filhos rebeldes:

O cardeal Innitzer, de Viena, realmente apoiou Hittler. Após tomar conhecimento de suas posições, o cardeal Pacelli (futuro Pio XII) convocou Innitzer ao Vaticano, obrigando-o a voltar atrás e assinar um documento condenando Hittler, o que custou a invasão da residência de Innitzer por tropas nazistas que por pouco não lhe tiraram a vida.

Lembremos que o partido nazista foi derrotado em quase todas as regiões alemãs de maioria católica.

Lembremos de Clemens Von Galen. Lembremos de Maxilimiano Kolbe. Lembremos de Edith Stein. Lembremos dos planos de sequestro de Pio XII.

Lembremos disso tudo antes de caluniar a Igreja, pois um dia prestaremos contas a Deus...

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Re: Pio XII e o nazismo

Mensagem por Pe. Anderson em Seg Jun 25, 2012 5:38 am

Caros amigos,

Vejam isso. Google digitalizou muitos jornais antigos, um excelente material histórico. Foi encontrado recentemene um jornal de 1937 noticiava que os nazistas haviam censurado uma mensagem do Papa aos católicos alemães. Ali se vê que o Papa Pio XI já tinha condenado o nazismo em 1937, tanto em sua política racial quanto em seus ideias que ele dizia serem “neo-pagãos”. Pio XI não só condenou o nazismo como denunciou a “conspiração do silêncio” das outras nações ocidentais, que deixavam Hitler livre e não faziam ou falavam nada. O Cardeal Eugenio Pacelli, futuro Papa Pio XII, foi Núncio em Berlim e era considerado um dos maiores inimigos de Hitler pelo Reich; quando se tornou Papa, continuou levantando a voz contra o nazismo. Quando os Aliados sequer pensavam em enfrentar Hitler, estes Papas eram as únicas vozes no mundo a condená-lo (tanto que Hitler planejou o assassinato de Pio XII, mas o plano não deu certo). E hoje estes mesmos Papas são tachados de covardes e cúmplices de Hitler.

Fonte: http://revistavilanova.com/deu-no-jornal-papa-condena-o-nazismo-e-veementemente/

Grande abraço a todos.
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Re: Pio XII e o nazismo

Mensagem por Pe. Anderson em Seg Jun 25, 2012 6:19 am

Para acrescentar:

Em 1937 Pio XI publicou a Encíclica MIT BRENNENDER SORGE, que condenava o Nazismo. Essa é a única Encíclica Papa escrita e publicada originalmente em alemão. Foi redigida pelo futuro Papa Pio XII, Cardeal, E. Paccelli, ex-Núncio em Alemanha. Por sua obra também a Encíclica foi lida em todas as paroquias alemãs, furando a "censura" do regime contra a mesma Encíclica. A Encíclica está disponível no site do Vaticano em ingles e em alemão. Importantíssimo documento histórico.

http://www.vatican.va/holy_father/pius_xi/encyclicals/documents/hf_p-xi_enc_14031937_mit-brennender-sorge_en.html

Trechos da Encíclica:

11. None but superficial minds could stumble into concepts of a national God, of a national religion; or attempt to lock within the frontiers of a single people, within the narrow limits of a single race, God, the Creator of the universe, King and Legislator of all nations before whose immensity they are "as a drop of a bucket" (Isaiah xI, 15).

O Nazismo foi chamado de "paganismo agressivo" pelo Papa.

13. We thank you, Venerable Brethren, your priests and Faithful, who have persisted in their Christian duty and in the defense of God's rights in the teeth of an aggressive paganism. Our gratitude, warmer still and admiring, goes out to those who, in fulfillment of their duty, have been deemed worthy of sacrifice and suffering for the love of God.

Já se falava das violências que os Nazistas cometiam contra os católicos alemães:

39. The Church cannot wait to deplore the devastation of its altars, the destruction of its temples, if an education, hostile to Christ, is to profane the temple of the child's soul consecrated by baptism, and extinguish the eternal light of the faith in Christ for the sake of counterfeit light alien to the Cross.

Chamava o regime Nazista de opressor e perseguidor da Igreja:

43. He who searches the hearts and reins (Psalm vii. 10) is Our witness that We have no greater desire than to see in Germany the restoration of a true peace between Church and State. But if, without any fault of Ours, this peace is not to come, then the Church of God will defend her rights and her freedom in the name of the Almighty whose arm has not shortened. Trusting in Him, "We cease not to pray and to beg" (Col. i. 9) for you, children of the Church, that the days of tribulation may end and that you may be found faithful in the day of judgment; for the persecutors and oppressors, that the Father of light and mercy may enlighten them as He enlightened Saul on the road of Damascus.
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