Cem histórias sacerdotais

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Cem histórias sacerdotais

Mensagem por Pe. Anderson em Sab Jul 09, 2011 3:10 pm

Caros amigos,

No ano passado foi feito um concurso de contos sacerdotais pelo site catholicnet, para celebrar o ano sacerdotal. Foram apresentados mais de 800 contos, histórias reais de sacerdotes de todo o mundo. Os melhores 100 foram reunidos em um livro, "cien histórias en blanco e negro", em espanhol e há uma traduçao também em frances. Estou traduzindo alguns desses belíssimos contos e colocarei, pouco a pouco, no nosso site. Talvez no futuro sejam publicados no Brasil, em portugues.

Dessas histórias podemos ver o que é a aventura da vida sacerdotal. Fica evidente nesses textos que os padres nao somos nem anjos nem demônios, mas seres humanos normais, como os demais, escolhidos por Cristo para ser mediadores entre Deus e os homens, ao sermos unidos à sua mesma pessoa. O sacerdotes é testemunha das aventuras de Deus com os homens; vemos diariamente como Deus age na vida das pessoas, algo que nem sempre podemos contar. Esses contos narram um pouco do que passa conosco e como Deus age na vida de tantas pessoas.

Espero que gostem. Grande abraço a todos.

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Deus tem sentido de humor

Mensagem por Pe. Anderson em Sab Jul 09, 2011 3:12 pm

5. Deus tem sentido de humor

Pe. Robert V. Reagan
Orlando (Estados Unidos)

Chamou a Pedro, que o negaria três vezes. Chamou a Tomé, que duvidaria da sua ressurreição. Chamou a Judas, que o trairia. Também chamou a mim, o menos apto de todos para ser escolhido como pescador de homens: um velho (52 anos), divorciado e descapacitado, veterano da guerra do Vietnã. Mas já sabia que estava bem acompanhado.

Quando finalmente tive o valor de contactar com o diretor de vocações ele me disse que não perdesse meu tempo, porque a política da diocese era de não aceitar a ninguém maior de 40 anos como candidato ao sacerdócio. Disseram-me que, se acaso, com 45 anos de idade, fosse muito conhecido na diocese e tivesse muitas recomendações... Sabendo isto, voltei a contactar ao diretor de vocações e perguntei se essa política de limite de idade estava já muito bem esculpida. Então meu pároco me aconselhou falar diretamente com o bispo. Eu estava assustado. Que poderia dizer-lhe? “Prazer em conhece-lo, senhor bispo. Por certo, creio que sua politica de admissão esta saturada”. Para não fazer longa a história, falei com o bispo e tivemos uma maravilhosa conversa. No dia seguinte soube, por meio do diretor de vocações, que eu já não era tão velho como pensava. Podia ser admitido.

Enquanto avançava o processo de admissão e seleção para entrar no Seminário, muitas das pessoas encarregadas me perguntaram quais eram minhas motivações. Alguns pensavam que eu tinha mais “crise dos 50” do que vocação. Eu lhes dizia que se tivesse a crise dos 50 iria num carro esportivo vermelho com uma loira, em vez de estar buscando celibato, obediência e simplicidade de vida.

Quando fui aceito, muitos me chamavam “vocação tardia”. Nunca estive de acordo com esse conceito e sempre respondia: “nada de tardio; quando fui chamado, eu vim”.

Dado que eu nunca havia estudado nada de filosofia, teria que fazer 6 anos de estudos, com um ano de experiência pastoral. Já não tinha problemas. Eu estava disposto a qualquer coisa para chegar à Ordenação. Durante o final do quarto ano o reitor me chamou no seu escritório e me disse que acabava de falar com o bispo. Tinham decidido ordenar-me em maio. Nesse momento me podiam derrubar tocando-me como uma pluma... Eu nunca tinha pedido nem tinha esperando nenhum atalho!

Antes da minha Ordenação, aquele diretor que não quis aceitar-me ao início, me disse que pediu ao bispo que me mandasse a sua paroquia como sacerdote. Era uma paróquia peculiar porque tinha duas comunidades numa mesma igreja: uma comunidade americana e uma vietnamita. Os vietnamitas tinham seu próprio sacerdote e diácono e tinham liturgia na sua própria língua. Fui convidado a assistir aos seus atos litúrgicos e a seus eventos. Inclusive eu presidia sua Missa muitas vezes, quando seu sacerdote não estava.

Durante a guerra do Vietnã eu bombardeei quase todos os dias várias zonas do país desde um B-52. Depois de todos estes anos, Deus me deu a oportunidade de reparar algo do dano. Antes os perseguia; agora os ajudava a salvar suas almas. Esta experiência me ajudou a entender a São Paulo e ao seu zelo. Se fechou o circulo da minha vida.

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Gerados pelo Batismo

Mensagem por Pe. Anderson em Qua Jul 20, 2011 11:51 am

2. Gerados pelo Batismo.
Pe. José Rodrigo Kópez Cepeda, MSpS
Guadalajara (México)
Visitando minha cidade natal, cedi ao pedido da minha mãe de ir a ver uma amiga sua internada no hospital. Estando no quarto da enferma, se aproximou de mim uma enfermeira e me perguntou se eu poderia ver a um ancião sacerdote que estava muito grave. Sem indagar mais me despedi da amiga da minha mãe e me dirigi à terapia intensiva, onde estava meu irmão no sacerdócio.

Ao entrar foi muito grande minha surpresa pois aquele ancião sacerdote, certamente em estado muito grave, era o sacerdote que me tinha batizado. Estava inconsciente. Apresentei-me à pessoa que cuidava dele que começou a chorar quando eu lhe disse que tinha sido batizado por aquele sacerdote.

E então me disse: “Padre... o senhor pároco soube da sua Ordenação sacerdotal lá na Espanha e dizia que não queria morrer sem ver seu filho sacerdote, pois ele lhe havia gerado à fé pela água do batismo”. E ali estava eu ungindo e apresentando ao Senhor a esse servo fiel que me tinha presenteado a graça que agora me permitia de abençoá-lo.

Este fato marcou minha vida sacerdotal, pois eu também estou chamado a gerar à vida de fé a muitos pelo batismo e ainda mais por minha forma de viver a fé. Não sei quantos dos que eu batizei tenha chamado Deus a servir-lhe, mas desde então, cava vez que apresento um menino na pia batismal faço um pedido no meu interior: “Que o dia de amanha, Senhor, um desses me ajude a ir ao teu encontro”.

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Re: Cem histórias sacerdotais

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