O que é a "paternidade responsável"?

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O que é a "paternidade responsável"?

Mensagem por Pe. Anderson em Ter Set 13, 2011 10:53 am

Caros amigos,

Vamos abrir esse novo tópico para responder a questoes levantadas recentemente em outro tópico, para melhor organizar nosso forum. Espero que gostem do que será apresentado aqui, pois é um tema muito atual e importante para as famílias cristas.

http://quemtembocavaiaroma.livreforum.com/t408p30-camisinha#9660

O que é a paternidade responsável? O Papa Paulo VI, em Humanae Vitae, a explicava do seguinte modo:

10. Sendo assim, o amor conjugal requer nos esposos uma consciência da sua missão de "paternidade responsável", sobre a qual hoje tanto se insiste, e justificadamente, e que deve também ser compreendida com exatidão. De fato, ela deve ser considerada sob diversos aspectos legítimos e ligados entre si.

Em relação com os processos biológicos, paternidade responsável significa conhecimento e respeito pelas suas funções: a inteligência descobre, no poder de dar a vida, leis biológicas que fazem parte da pessoa humana (9).
Em relação às tendências do instinto e das paixões, a paternidade responsável significa o necessário domínio que a razão e a vontade devem exercer sobre elas.

Em relação às condições físicas, econômicas, psicológicas e sociais, a paternidade responsável exerce-se tanto com a deliberação ponderada e generosa de fazer crescer uma família numerosa, como com a decisão, tomada por motivos graves e com respeito pela lei moral, de evitar temporariamente, ou mesmo por tempo indeterminado, um novo nascimento.

Paternidade responsável comporta ainda, e principalmente, uma relação mais profunda com a ordem moral objetiva, estabelecida por Deus, de que a consciência reta é intérprete fel. O exercício responsável da paternidade implica, portanto, que os cônjuges reconheçam plenamente os próprios deveres, para com Deus, para consigo próprios, para com a família e para com a sociedade, numa justa hierarquia de valores.

Na missão de transmitir a vida, eles não são, portanto, livres para procederem a seu próprio bel-prazer, como se pudessem determinar, de maneira absolutamente autônoma, as vias honestas a seguir, mas devem, sim, conformar o seu agir com a intenção criadora de Deus, expressa na própria natureza do matrimônio e dos seus atos e manifestada pelo ensino constante da Igreja (10).

Grande abraço a todos.


Última edição por Pe. Anderson em Ter Set 13, 2011 11:50 am, editado 1 vez(es)
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Textos de Sao Josemaria Escrivá sobre o tema

Mensagem por Pe. Anderson em Ter Set 13, 2011 11:19 am

Caros amigos,

Agora vejamos esses belos textos, extraídos do livro "Questoes atuais do Cristianismo" que completam o assunto. Esse livro é de entrevistas, por isso apresentamos as perguntas e as respostas:

Pergunta: Muitos casais encontram-se confundido, no referente ao número de filhos, devido aos conselhos que recebem, até mesmo de alguns padres. O que o senhor aconselharia aos casais, em meio a tanta confusão?

Sobre isso aqueles que confundem as consciências se esquecem que a vida é sagrada, e se tornam credores de fortes recriminações do Senhor, contra o cego que guia outro cego, contra aqueles que se recusam a entrar no reino do céu e não deixam os outros irem até ele. Eu não julgo as suas intenções, e até estou certo que muitos dão tais conselhos guiados pela compaixão e um desejo de solucionar situações difíceis, mas não posso esconder que me causa tristeza essa obra de destruição - em muitos casos diabólica - de quem não apenas não dao a sã doutrina, mas a corrompem. Não se esqueça os cônjuges que ao ouvir recomendaçoes e conselhos sobre esta matéria, que o que realmente importa é saber o que Deus quer. Quando há sinceridade, retidao e um mínimo de formação cristã, a consciência, vê a vontade de Deus, neste assunto como em tudo o mais. Porque pode acontecer que se esteja procurando um conselho que promova o próprio egoísmo, que silencie precisamente, com sua presumida autoridade o grito da alma; e inclusive que se esteja mudando de conselheiro até encontrar o mais benevolente. Entre outras coisas, isso é uma atitude farisaica, indigna de um filho de Deus.


O conselho de outro cristão, especialmente em questões morais ou religiosas, o conselho de um sacerdote é uma ajuda poderosa para ver o que Deus quer de nós em certas circunstâncias, mas o conselho não elimina a responsabilidade pessoal: nós, cada um, temos que decidir, finalmente, e pessoalmente devemos prestar contas a Deus por nossas decisões. Acima do conselho privado, está a lei de Deus, encontrada na Sagrada Escritura e o Magistério da Igreja, assistida pelo Espírito Santo, que a guarda e propõe. Quando conselhos especiais contradizem a Palavra de Deus como o Magistério nos ensina, devemos nos afastar decisivamente das visões errôneas. A quem age com esta retidao, Deus vai ajudá-lo com a sua graça, inspirando-lhe o que fazer e, quando necessário, fazendo com que encontre um padre que saiba conduzir a sua alma por caminhos retos e limpos, ainda que mais de uma vez possa ser difícil.

A tarefa de direção espiritual deve ser orientada não a formar criaturas privadas de juízo próprio, e que se dedicam materialmente é executar o que o outro diz; mas, ao contrário, a direçao espiritual deve ter como objetivo a formação de pessoas com critérios. E o critério supoe maturidade, firmeza de convicçoes, suficiente conhecimento da doutrina, delicadeza de espírito, educação da vontade.

É importante que os cônjuges adquirem um sentido claro da dignidade da sua vocaçao, que saibam que foram chamados por Deus para alcançar o amor divino através do amor humano; que foram escolhidos desde a eternidade para cooperar com o poder criador de Deus na geração e educação das crianças; que o Senhor pede a eles que façam de suas casas e de suas vidas familiares inteiras um testemunho de todas as virtudes cristãs.
O matrimônio - eu nunca cansarei de repetir - é um caminho divino, grande e maravilhoso como tudo que é divino em nós, é um sinal concreto da resposta à graça, de dedicação, generosidade e serviço. O egoísmo, em todas as suas formas, opõe-se ao amor de Deus que deve prevalecer em nossas vidas. Este é um ponto fundamental para se ter em mente, com relação ao casamento e o número de crianças.
Pag. 94.

Grande abraço, continuaremos mais adiante.


Última edição por Pe. Anderson em Ter Set 13, 2011 1:29 pm, editado 1 vez(es)
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Re: O que é a "paternidade responsável"?

Mensagem por Pe. Anderson em Ter Set 13, 2011 11:48 am

Continuando com outra pertunta e resposta:


Pergunta: Há mulheres que, já tendo muitos filhos, têm medo de informar seus parentes e amigos a chegada de um novo. Elas temem os críticos que acham que, existindo a pílula, é um atraso ter-se uma grande família. Claramente, nas circunstâncias atuais, pode ser difícil criar uma família com muitos filhos. O que dizer sobre isso?

Eu abençôo os pais que recebem com alegria a missão que Deus lhes confia de ter muitos filhos. E convido os casais a não bloquear as fontes da vida, a ter sentido sobrenatural e coragem para levar adiante uma grande família, se Deus lhes envia.

Quando eu louvo a grande família, não me refiro a que é apenas uma conseqüência de relações fisiológicas, mas a que é o resultado de exercício das virtudes cristãs, que têm um alto senso de dignidade da pessoa, a que sabe que dar filhos a Deus não é apenas gerar uma vida natural, mas também exige uma longa tarefa da educação: dar a vida vem primeiro, mas não é tudo.

Pode haver casos específicos em que a vontade de Deus expressa por meios ordinários, é precisamente que se tenha uma família pequena. Mas são criminosas, anti-cristãs e desumanas, as teorias que fazem a limitação do nascimento um dever ou ideal universal ou apenas geral.

Seria adulterar e perverter a doutrina cristã, querer se apoiar num espírito pós-conciliar para ir em contra das famílias numerosas. O Concílio Vaticano II proclamou que entre os cônjuges que cumprem a missão que Deus lhes confiou são dignos de menção especial os que, de comum acordo bem ponderado, magnanimamente aceitam uma prole mais numerosa, para educa-las adequadamente [Const. passado. Gaudium et Spes, n. 50.]. E Paulo VI em outro discurso, emitido em 12 de fevereiro de 1966, comentou: que o Concílio Vaticano II, concluído recentemente, difunda nos casais cristãos espírito de generosidade para dilatar o povo cristão. Lembre-se que a expansão do reino de Deus e a possibilidade de penetração da Igreja na humanidade para trazer a salvação, a eterna e a terrena, está confiada também a sua generosidade.

Não é o número por si só o que importa: ter muitos ou poucos filhos não é suficiente para que uma família seja mais ou menos cristã. O que importa é a retidão com que vivem sua vida de casados. O verdadeiro amor mútuo transcende a comunidade de marido e mulher, e se estende até o seu fruto natural, as crianças. O egoísmo, ao contrário, acaba rebaixando esse amor apenas o simples satisfação do instinto e destrói a relação que une pais e filhos. Muito raramente alguém se sentir bom filho - um verdadeiro filho de seus pais - se chega a descobrir que veio ao mundo contra a sua vontade, que não nasceu de um amor nobre, mas de uma falha ou um erro de cálculo.

Dizia que por si mesmo o número de crianças não é determinante. No entanto, vejo claramente que os ataques às famílias numerosas resultam de uma falta de fé: são o produto de um ambiente social que não consegue entender a generosidade, que procura esconder o egoísmo e certas práticas vergonhosas com motivos aparentemente altruístas. Dá-se o paradoxo de que os países com mais propaganda de controle de natalidade - e de onde se impõe a prática a outros países - são precisamente aqueles que alcançaram um alto padrão de vida. Talvez pudessem considerar seriamente os seus argumentos nos campos econômico e social, quando estes mesmos argumentos lhes movessem a desistir de uma parte dos bens opulentos que gozam em favor de outras pessoas em necessidade. Enquanto isso, é difícil não pensar que, na realidade, o que determina esses argumentos é o hedonismo e a ambição de domínio político, de neo-colonialismo demográfico.

Estou ciente dos grandes problemas que a humanidade enfrenta, e as dificuldades específicas que podem ter de enfrentar uma família em particular, penso muitas vezes sobre isso e me enche o coração de pai que, como cristão e sacerdote, sou obrigado a ter. Mas não é admissível a buscar uma solução ao longo destas estradas.

Eu não entendo que haja católicos - muito menos sacerdotes - que, durante anos, com tranqüilidade de consciência, recomendam o uso da pílula para evitar a concepção: não pode ser ignorado, infelizmente, o magistério pontifício. Também não se deve argumentar, como fazem com incrível leveza, que o Papa, quando não fala ex cathedra, é simplesmente um simples doutor, sujeito também ao erro. É uma arrogância sem limites julgar que o Papa pode estar errado e eles não. Esquecem-se também que o Papa não é doutor infalível somente quando o diz expressamente, mas é também o Legislador Supremo. E, neste caso, o que o presente Papa Paulo VI teve inequivocamente é obrigado a seguir neste assunto delicado, porque ainda estão de pé, todas as disposições do Santo Pontífice Pio XII, de venerada memória; e que Pio XII permitiu somente alguns procedimentos naturais, não a pílula anti-conceptiva - para evitar a concepção em casos isolados. Aconselhar o contrário, portanto, é uma grave desobediência ao Santo Padre, em matéria grave.

Eu poderia escrever um grosso volume sobre as conseqüências infelizes que, em qualquer ordem, envolve o uso de meios destes ou de outros tipos contra a concepção: a destruição do amor conjugal, o marido e a esposa não se olham mais como cônjuges, mas se consideram cúmplices, infelicidade, infidelidade, desequilíbrios mentais e espirituais, danos a inúmeras crianças, perda de paz no casamento... Mas eu não considero que é isso seja necessário: prefiro limitar-me a obedecer ao Papa. Se alguma vez o Papa decidir que o uso de um medicamento indicado para prevenir a concepção é lícito, eu me acomodaria ao que disse o Santo Padre; e atendendo às regras pontifícias, às da teologia moral e examinando cada caso, os perigos óbvios a que me refiri, daria a todos, em sã consciência o meu conselho.

E teria sempre em conta que irá salvar o nosso mundo de hoje, não aqueles que tentam de narcotizar a vida da mente e reduzir tudo a bem econômico ou material, mas aqueles que sabem que a norma moral está em função do destino eterno do homem: aqueles que têm fé em Deus e generosamente enfrentam as exigências dessa fé, espalhando naqueles que estão em torno um significado transcendente da nossa vida na terra.

Essa certeza é a que deve levar a promover a não a evasão, mas a procurar efetivamente que todos tenham os meios materiais apropriados, que haja trabalho para todos, que ninguém se encontre injustamente limitado na sua vida social e familiar.

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Re: O que é a "paternidade responsável"?

Mensagem por Pe. Anderson em Ter Set 13, 2011 1:38 pm

Continuando:

Pergunta: Desculpe insistir no mesmo tema: através de cartas que chegam à Redação, sabemos que algumas mães de família numerosa se queixam de se verem reduzidas ao papel de trazer filhos ao mundo, sentindo uma insatisfação muito grande por não poderem dedicar sua vida a outros campos: trabalho profissional, acesso à cultura, projeção social... Que conselhos daria o senhor a essas pessoas?


Mas, vejamos: o que é a projeção social senão dar-se aos outros, com sentido de entrega e de serviço, e contribuir eficazmente para ao bem de todos? A atividade da mulher em casa não só constitui, já de si, uma função social, mas também facilmente pode ser a função social de maior projeção.

Imaginem o caso de uma família numerosa: aí a atividade da mãe é comparável — e muitas vezes vai mais longe — à dos educadores e formadores profissionais. Um professor consegue, talvez ao longo de uma vida inteira, formar mais ou menos bem um certo número de moços ou moças. Uma mãe pode formar seus filhos com profundidade, nos aspectos mais básicos, e pode fazer deles, por sua vez, outros formadores, criando-se assim uma cadeia ininterrupta de responsabilidade e de virtudes.

Também nestes temas é fácil deixar-se seduzir por critérios meramente quantitativos, e pensar: é preferível o trabalho de um professor, que vê passar por suas aulas milhares de pessoas, ou o de um escritor, que se dirige a milhares de leitores. Certo, mas... quantos formam realmente esse professor e esse escritor? Uma mãe tem a seu cuidado três, cinco, dez ou mais filhos; e pode fazer deles uma verdadeira obra de arte, uma maravilha de educação, de equilíbrio, de compreensão, de sentido cristão da vida, de maneira a serem felizes e chegarem a ser realmente úteis aos outros.

Por outro lado, é natural que os filhos e as filhas ajudem nas tarefas da casa: uma mãe que saiba preparar bem os seus filhos, pode conseguir isso, e dispor assim de oportunidades, de tempo que — bem aproveitado — lhe permita cultivar suas inclinações e talentos pessoais, e enriquecer sua cultura. Felizmente, não faltam hoje meios técnicos que, como sabem perfeitamente, poupam muito trabalho, se forem convenientemente utilizados e deles se tirar todo o rendimento possível. Nisto, como em tudo, são determinantes as condições pessoais: há mulheres que têm uma máquina de último modelo e demoram mais tempo a lavar — e o fazem pior — do que quando o faziam à mão. Os instrumentos só são úteis quando se sabem empregar.

Sei de muitas mulheres casadas e com bastantes filhos que tomam conta do seu lar perfeitamente e além disso acham tempo para colaborar em outras tarefas apostólicas, como fazia aquele casal da primitiva cristandade: Áquila e Priscila. Ambos trabalhavam em casa e no seu ofício, e foram também esplêndidos cooperadores de São Paulo: com sua palavra e com seu exemplo, levaram a fé de Jesus Cristo a Apolo, que depois foi um grande pregador da Igreja nascente. Conforme já disse, boa parte das limitações se podem superar, se de verdade se quer, sem deixar de cumprir dever algum. Na realidade, há tempo para fazer muitas coisas, para tomar conta do lar com senso profissional, para dar-se aos outros continuamente, para melhorar a cultura própria e para enriquecer a de outros, para realizar imensas tarefas eficazes.

Pergunta: A infecundidade matrimonial — pelo que pode implicar de frustração — é fonte, por vezes, de desavenças e incompreensões. Qual é, em sua opinião, o sentido que devem dar ao matrimônio os esposos cristãos que não têm descendência?



Em primeiro lugar, eu lhes direi que não devem dar-se por vencidos com demasiada facilidade. É preciso pedir a Deus que lhes conceda descendência, que os abençoe — se for essa a sua vontade — como abençoou os patriarcas do Antigo Testamento. Depois, é conveniente que recorram a um bom médico, elas e eles. Se apesar de tudo, o Senhor não lhes der filhos, não devem ver nisso nenhuma frustração; devem ficar satisfeitos — descobrindo nesse fato precisamente a Vontade de Deus em relação a eles. Muitas vezes o Senhor não dá filhos porque pede mais. Pede que se tenha o mesmo esforço e a mesma entrega delicada ajudando o próximo, sem o júbilo bem humano de ter filhos. Não há, pois, motivo para se sentirem fracassados nem para darem lugar à tristeza.

Se os esposos têm vida interior, compreenderão que Deus os insta, impelindo-os a fazer de sua vida um generoso serviço cristão, um apostolado diferente do que realizariam com seus filhos, mas igualmente maravilhoso.

Se olham à sua volta, descobrirão imediatamente pessoas que necessitam de ajuda, de caridade e de carinho. Há, além disso, ocupações apostólicas em que podem trabalhar. E, se souberem pôr o coração nessa tarefa, se souberem dar-se generosamente aos outros, esquecendo-se de si próprios, terão uma fecundidade esplêndida, uma paternidade espiritual que encherá a sua alma de verdadeira paz.

As soluções concretas podem ser diferentes em cada caso; mas, no fundo, todos se reduzem a ocupar-se dos outros com afãs de servir, com amor. Deus recompensa sempre aqueles que têm a generosa humildade de não pensarem em si mesmos, dando às suas almas uma profunda alegria.

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Re: O que é a "paternidade responsável"?

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